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01-08-2012

O Árbitro e o Associativismo Por: Canda da Costa
O Árbitro e o Associativismo Por: Canda da Costa
O Árbitro e o Associativismo
Por: Canda da Costa
Linhas Gerais • O Árbitro • O Conceito de Associação • O Associativismo • A

Linhas Gerais

• O Árbitro • O Conceito de Associação • O Associativismo • A pratica do
• O Árbitro
• O Conceito de Associação
• O Associativismo
• A pratica do Associativismo na Arbitragem Angolana

01-08-2012

Frase de Reflexão “Prefiro ser criticado por ter feito alguma coisa do que ignorado por

Frase de Reflexão

“Prefiro ser criticado por ter feito alguma coisa do que ignorado por não ter feito
“Prefiro ser criticado por ter feito alguma coisa do que
ignorado por não ter feito nada!”.
- Anonimo-
O Árbitro O árbitro, no sentido etimológico do termo, é uma pessoa que resolve ou

O Árbitro

O árbitro, no sentido etimológico do termo, é uma pessoa que resolve ou dirime um
O árbitro, no sentido etimológico do termo, é uma
pessoa que resolve ou dirime um impasse por escolha
de
um tribunal ou por consenso das partes em litígio,
ou
uma pessoa que obriga outras pessoas a obedecer
a leis e regulamentos, ou ainda um indivíduo que, em
determinados jogos, fiscaliza a observância das
regras, intervindo sempre que for necessário.
das regras, intervindo sempre que for necessário. Mais ou menos controverso, ele representa a lei vigente
Mais ou menos controverso, ele representa a lei vigente no desporto, mas para que seja
Mais ou menos controverso, ele representa a lei vigente no desporto,
mas para que seja eficaz na sua aplicação e não cometa erros
graves, necessita possuir as devidas aptidões técnicas, devendo ser
um profundo conhecedor das leis do jogo e de todos os seus
regulamentos complementares

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O Árbitro
O Árbitro
Na nossa área de actuação, os árbitros são MAGISTRADOS DESPORTIVOS, porque lhes compete julgar com
Na nossa área de actuação, os árbitros são
MAGISTRADOS DESPORTIVOS, porque lhes
compete julgar com equidade e sem tibiezas as
infracções
previstas
nas
leis
e
regulamentos,
procurando sempre critérios de igualdade nesses
julgamentos. Mas com uma particularidade
interessante a de que julgam e tomam decisões no
imediato,
sem
qualquer
suporte
processual,
tal
como é comum no direito ou em tribunais. E para
além disso, não podem e não devem esperar mais
do que uma simples recompensa: a consideração e
o respeito devidos aos juízes desportivos que são
devem esperar mais do que uma simples recompensa: a consideração e o respeito devidos aos juízes
devem esperar mais do que uma simples recompensa: a consideração e o respeito devidos aos juízes
O Árbitro
O Árbitro
O Árbitro Os árbitros são muitas vezes alvo das maiores arbitrariedades, principalmente quando os dirigentes e
Os árbitros são muitas vezes alvo das maiores arbitrariedades, principalmente quando os dirigentes e público
Os árbitros são muitas vezes alvo das maiores
arbitrariedades, principalmente quando os dirigentes e
público entendem que os seus desempenhos não foram
os melhores, motivados muitas vezes por estados de
frustração latentes. É triste ver os árbitros, muitas vezes,
desacompanhados, sós, criticados e rejeitados por outros
elementos da cadeia desportiva que não o dispensam
para começar o jogo. E por isso tornam-se vulneráveis.
para começar o jogo. E por isso tornam-se vulneráveis. Eles têm família, eles têm uma vida
Eles têm família, eles têm uma vida própria, eles gozam a vida, eles pensam, eles
Eles têm família, eles têm uma vida própria, eles gozam a vida, eles pensam,
eles têm personalidade própria, eles têm preocupações, eles têm afinidade
com as outras pessoas, eles exercem as suas profissões com a maior
naturalidade, eles tentam ter uma vida colectiva sem sobressaltos. Em
alguns casos são vigiados e protegidos como autênticos responsáveis
políticos, o que em outras tantas situações lhes dá uma maior segurança
pessoal, não podendo ignorar contudo os ambientes que os rodeiam.

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O Árbitro Para colmatar estes aspectos nada abonatório surge a necessidade do árbitro não estar

O Árbitro

Para colmatar estes aspectos nada abonatório surge a necessidade do árbitro não estar isolado na
Para colmatar estes aspectos nada abonatório surge a necessidade
do árbitro não estar isolado na defesa da sua dignidade e
interesses. Daí a importância de estar filiado a uma associação.
não estar isolado na defesa da sua dignidade e interesses. Daí a importância de estar filiado
não estar isolado na defesa da sua dignidade e interesses. Daí a importância de estar filiado
A Associação Associação é uma entidade de direito privado, dotada de personalidade jurídica e caracteriza-se

A Associação

Associação é uma entidade de direito privado, dotada de personalidade jurídica e caracteriza-se pelo agrupamento
Associação é uma entidade de direito privado, dotada de
personalidade jurídica e caracteriza-se pelo agrupamento de
pessoas para a realização e consecução de objetivos e ideais
comuns, sem finalidade lucrativa, praticando o associativismo.
O associativismo, enquanto forma de organização social, caracteriza-se normalmente, de voluntariado, por reunião de
O associativismo, enquanto forma de
organização social, caracteriza-se
normalmente, de voluntariado, por reunião
de dois ou mais indivíduos usado como
instrumento da satisfação das
necessidades individuais humanas, nas
suas mais diversas manifestações.
usado como instrumento da satisfação das necessidades individuais humanas, nas suas mais diversas manifestações.

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O Associativismo O associativismo constitui um fenómeno social com as suas raízes no século XIX,

O

Associativismo

O Associativismo O associativismo constitui um fenómeno social com as suas raízes no século XIX, isto
O Associativismo O associativismo constitui um fenómeno social com as suas raízes no século XIX, isto
O Associativismo O associativismo constitui um fenómeno social com as suas raízes no século XIX, isto
O associativismo constitui um fenómeno social com as suas raízes no século XIX, isto no
O associativismo constitui um fenómeno social com as suas
raízes no século XIX, isto no que diz respeito ao Mundo
Ocidental. Alguns investigadores referem-se a América,
concretamente os Estados Unidos, como a pátria do
associativismo. Podemos dizer que a Associação Humana e
as suas várias formas são tão velhas quanto a Humanidade
mas, de facto, é só apartir da emergência das sociedades
como Estado que a formação de Associação de Cidadãos se
coloca como um problema.
O fenómeno do associativismo é um dos mais enigmáticos
mas ao mesmo tempo dos mais apaixonantes temas do viver
humano em sociedade e consequentemente um fenómeno
social digno de atenção e de estudo.
O Associativismo
O Associativismo
O Associativismo Partilhar um objectivo comum, através da realização de uma junção de meios e de
O Associativismo Partilhar um objectivo comum, através da realização de uma junção de meios e de
O Associativismo Partilhar um objectivo comum, através da realização de uma junção de meios e de
Partilhar um objectivo comum, através da realização de uma junção de meios e de pessoas
Partilhar um objectivo comum, através da realização de uma
junção de meios e de pessoas é algo que distingue o homem
como ser egoísta e solitário do homem solidário que todos
nós deveríamos ser. A Associação, como corpo organizado de
pessoas para prosseguir um fim comum tem origem nos seus
primórdios em grupos anteriores à própria existência do
Estado. O que nos leva ao conceito do homem como ser
gregário e associação como tribo. Curiosamente nos nossos
dias os novos fenómenos de associativismo tem algo de
parecido com as tribos, pelas características que
apresentam, quer na sua génese, quer na sua organização.
Podemos assim considerar o direito de Associação por um
lado, como um direito simultaneamente natural e fundamental,
já que o seu princípio é inerente à condição humana, e por
outro como um direito essencial do indivíduo, julgado
fundamental para a democracia das instituições e liberdade
dos homens.

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Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo LIBERDADE, é p i ei o pila do associativis o, o de
LIBERDADE, é p i ei o pila do associativis o, o de se ganha raiz
LIBERDADE, é p i ei o pila do associativis o, o de se
ganha raiz da essência do voluntariado, de afirmação de
direitos e deveres, a crença que não há associação se ela
não se forjar numa dinâmica de inclusão, de adesão e de
partilha.
Uma associação nasce na Liberdade, nas vontades que
se juntam para atingir objectivos.
Esta é a dimensão ÉTICA do associativismo.
nasce na Liberdade, nas vontades que se juntam para atingir objectivos. Esta é a dimensão ÉTICA
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo DEMOCRACIA, é o segundo pilar do associativismo, onde ganha raízes o debate
DEMOCRACIA, é o segundo pilar do associativismo, onde ganha raízes o debate de ideias, a
DEMOCRACIA, é o segundo pilar do associativismo,
onde ganha raízes o debate de ideias, a valorização do
pluralismo, a eleição dos dirigentes, a gestão
democrática, a certeza que cada um na sua
individualidade é uma força que contribui para a
construção da diversidade que é associação.
Esta é a dimensão CÍVICA do associativismo
que contribui para a construção da diversidade que é associação. Esta é a dimensão CÍVICA do

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Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo CRIATIVIDADE, é o terceiro pilar do associativismo, onde ganha raízes o fazer
CRIATIVIDADE, é o terceiro pilar do associativismo, onde ganha raízes o fazer associativismo, o dar
CRIATIVIDADE, é o terceiro pilar do associativismo, onde ganha
raízes o fazer associativismo, o dar força à imaginação, ao
desenvolvimento de actividades desportivas, recreativas, culturais,
onde a fantasia e a inovação deve ser a energia mobilizadora.
Onde sentimos o prazer de viver a associação, de criar, de recriar, e,
onde partilhamos momentos enriquecedores que guardamos na
memória individual e colectiva.
Uma associação sem criatividade não é uma agente em acção, pode
ter chegado ao presente, mas, de facto, só chegará ao futuro se, de
facto, se reencontrar com as energias criadoras que forjam a inovação
e reconstrução.
Esta é a dimensão ESTÉTICA do associativismo.
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo SOLIDARIEDADE, é o quarto pilar do associativismo, onde ganha raízes a relação
SOLIDARIEDADE, é o quarto pilar do associativismo, onde ganha raízes a relação da associação com
SOLIDARIEDADE, é o quarto pilar do associativismo,
onde ganha raízes a relação da associação com a
comunidade na afirmação do seu papel e
contributo para o desenvolvimento local, a
solidariedade enquanto valor de referência da relação
entre dirigentes e associados, e de relações
interassociativas.
Uma associação afirma-se como agente de
desenvolvimento local pela solidariedade activa.
Esta é a dimensão POLITICA do associativismo.

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Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo
Cinco Pilares do Associativismo HUMANISMO, é o qui to pila do associativis o, o de ganha
HUMANISMO, é o qui to pila do associativis o, o de ganha raízes o viver
HUMANISMO, é o qui to pila do associativis o, o de
ganha raízes o viver o associativismo na sua dimensão
humana, assumindo-se no viver em conjunto, e,
simultaneamente, no viver a individualidade, como actos
de valorização dos Direitos Humanos, de respeito pelas
diferenças políticas, religiosas e étnicas.
Esta é a dimensão CULTURAL do associativismo.
de respeito pelas diferenças políticas, religiosas e étnicas. Esta é a dimensão CULTURAL do associativismo.
O Associativismo na Arbitragem de Futebol Angolana O Associativismo na arbitragem de futebol angolana, foi

O Associativismo na Arbitragem de Futebol Angolana

O Associativismo na arbitragem de futebol angolana, foi possível com a fundação da AAFA –
O Associativismo na arbitragem de futebol angolana, foi possível
com a fundação da AAFA – Associação de Árbitros de Futebol de
Angola, a 6 de Março de 2003, conforme atesta o Diário da
República de 23 de Setembro de 2003, III série número 69. Em
Dezembro do mesmo ano realizou-se a eleição dos primeiro corpos
gerentes, elegendo o Engº. Severino Cardoso, como seu primeiro
presidente.

01-08-2012

AAFA- Associação de Árbitros de Futebol de Angola Bandeira Insígnia Sede: Bairro João Paulo, Travessa

AAFA- Associação de Árbitros de Futebol de Angola

Bandeira

AAFA- Associação de Árbitros de Futebol de Angola Bandeira Insígnia Sede: Bairro João Paulo, Travessa Comandante

Insígnia

de Árbitros de Futebol de Angola Bandeira Insígnia Sede: Bairro João Paulo, Travessa Comandante Bula nº

Sede: Bairro João Paulo, Travessa Comandante Bula nº 25 Telefones: 222015119 – 923600460 – 923407330 – 936915465 E-mail: aafa.angola@gmail.com – FB: http://www.facebook.com/aafa.angola Caixa Postal: 18218 - Luanda – Angola

Direcção da AAFA

Direcção da AAFA

Direcção da AAFA

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AAFA, onde estamos

AAFA, onde estamos

AAFA, onde estamos
Conclusão
Conclusão
Conclusão Um associad o, ou uma assoc i aç ã o que n ão t en

Um associado, ou uma associão que não tenha na sua acção colectiva e na acção individual dos seus membros, uma estratégia de dinâmica associativa, tendo por base os cinco pilares, pode ser um agente promotor de muitas actividades, mas, sem dúvida, que deixa para trás a sua essência, os valores que dão ao associativismo uma dimensão ética, cívica, estética , politica e humanista.

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Dados do Autor: Canda da Costa , tem como formação Académica MBA em Gestão de
Dados do Autor: Canda da Costa , tem como formação Académica MBA em Gestão de
Dados do Autor: Canda da Costa , tem como formação Académica MBA em Gestão de
Dados do Autor:
Canda da Costa , tem como formação Académica MBA em Gestão de
Logística Empresarial e Licenciatura em Gestão de Sistemas de Informação.
Foi árbitro de futebol no activo desde 1990 a 1999, na qual atingiu a 2ª
Categoria Nacional, categoria que conciliou com a de Assistente Nacional,
no decorrer da sua carreira, participou em vários jogos e finais de Taça de
Angola, no ano de 1996, foi distinguido, pelo Conselho Central Árbitro de
Futebol de Angola como melhor árbitro do Quadro de Acesso e em 1999,
como o 4º melhor árbitro da 2º Categoria Nacional.
Sócio Fundador da AAFA, na qual ocupa o cargo de 2º Vice-Presidente.

“Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida” “Transforme as pedras que você tropeça em degraus de sua escada” – Sócrates – Filosofo grego