OPERAÇÕES DE PACIFICAÇÃO E CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS

Qual a arma mais potente do batalhão?

E a arma mais potente da Justiça?

Através dela o policial perde o cargo e a liberdade

Temos que agir sempre de acordo com a lei

Relacionamento .

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Polícia de Pacificação .

Necessidade • Trazer de volta a confiança na polícia • Trazer paz às comunidades carentes • Acabar com a hegemonia do tráfico e das milícias .

O PROCESSO DE PACIFICAÇÃO • Respeito à dignidade da pessoa humana. .

• Conceito .

.• Relatividade do princípio.

.• Nenhum direito é absoluto. à exceção do direito em não ser torturado ou escravizado.

Manual de Formação em Direitos Humanos para as forças policiais Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. .

ela pode não obedecer também . • Diminuem a confiança do público • Sociedade passa a desrespeitar a polícia •Entende que se a polícia não obedece a lei.Efeitos práticos da violação da lei pela polícia.

• Agravam a desobediência civil .

.• Policial Rambo (SP) que agredia as pessoas na entrada da favela.

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• Gera revolta na população .

só existe a palavra do policial • A palavra do policial tem fé pública. mas é deixada de lado • In dubio pro reo .• Ameaçam o efetivo exercício da ação penal pelos Tribunais • Perde-se a confiança na prova • Muitas vezes.

• Resultam na liberação dos culpados e na punição dos inocentes •Policial que mente em juízo •Corrupção – policial que exigiu calça jeans e tênis para testemunhar .

• Deixam a vítima do crime sem que lhe faça justiça •A falta de credibilidade faz com que a vítima perca seus direitos • A polícia perde a credibilidade .

•Provocam críticas por parte da comunidade internacional e dos meios de comunicação social e colocam o respectivo Governo sob pressão .

protege e defende os direitos humanos • Reforça-se a confiança do público e estimula-se a cooperação da comunidade • Comunidade passa a fornecer dados para captura dos criminosos .Efeitos práticos quando a polícia respeita.

•A polícia passa a ser vista como parte integrante da comunidade. Placas nas casas de cooperação com a polícia . desempenhando uma função social válida •Contribui para a resolução pacífica de conflitos e queixas •Minas gerais .Monitoramento dos moradores.

• Policia deve integrar-se com a comunidade.

Mas nem tanto.

• Presta-se um serviço de boa administração da justiça, pelos que se reforça a confiança no sistema

•A palavra do policial passa a ter credibilidade na Justiça.

• Dá-se um exemplo aos outros membros da sociedade em termos de respeito pela lei • Quando o policial respeita a lei, passa a ser admirado e seguido pelos demais

• Consegue-se que a polícia fique mais próxima da comunidade e. em posição de prevenir o crime e perseguir os seus autores através de uma atividade policial de natureza preventiva . em conseqüência disso.

• Ganha-se o apoio dos membros de comunicação social. da comunidade internacional e das autoridades públicas .

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS • Todo indivíduo tem direito a um julgamento justo. sendo vedadas: • Provas ilícitas • Provas forjadas • Todo indivíduo tem direito à presunção de inocência até que a sua culpa fique provada no decurso de um processo legal • Presunção de inocência e não de ingenuidade .

física ou mental. testemunhas ou vítimas. sobre os suspeitos. a fim de obter informações • Muitos presos alegam que foram torturados em seus interrogatórios na polícia • A Justiça considera o fato do termo ter sido assinado também pelo advogado .• Não será exercida qualquer pressão.

•As vítimas e testemunhas deverão ser tratadas com respeito e consideração • Vítimas de violência sexual ouvidas por policiais despreparados. .

• Ninguém será obrigado a confessar a culpa. nem a testemunhar contra si próprio • Exame do bafômetro .

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• Todos tem direito a um julgamento em prazo razoável • Agente que foi julgado 19 anos depois do homicídio. .

luz.AUSÊNCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS APÓS A PACIFICAÇÃO • Saneamento básico. água • Postos de saúde • Assistência jurídica .

• As comunidades carentes são equivalentes a uma cidade de porte pequeno ou médio .

SITUAÇÕES COMUNS NO INÍCIO DO PROCESSO DE PACIFICAÇÃO .

• Troca de tiros com traficantes • Bala perdida (aberratio ictus) • Legítima defesa com erro na execução .

150 do CP • Ingresso em barraco para prisão em flagrante (qualquer hora do dia ou da noite) E se não houver crime? .• Violação de domicílio – art.

• Para se abrigar em troca de tiros • Estado de necessidade • Conceito de domicílio – expressão casa • Laje • Barraca de camping .

• Busca/Revista pessoal e domiciliar – Art. 240 CPP • Busca domiciliar: fundadas razões • Busca pessoal: fundada suspeita .

art.• Não é arbitrária • Não pode ser realizada para humilhar as pessoas • Revista pessoal feminina – art. XI . 249 CPP – Deve ser feita por outra mulher. de acordo com a CF. 5º. como regra • Domiciliar – exige mandado judicial.

considerados domicílios • Em autoridades – Prerrogativa de funções (MP. como regra.• Em automóveis – não são. desde que se identifiquem • Em autoridades – deve ser chamado o chefe da instituição para que proceda a busca . Magistratura) – não podem ser revistados.

• Abuso de autoridade – quando não há fundada suspeita • Mandado coletivo para busca em favelas – complicado. pois se equivale a uma cidade .

PRISÃO EM FLAGRANTE .

o policial deverá ser processado administrativa e criminalmente •Policial garantidor .• Conceitos de flagrante: • Compulsório • Se não for realizado.

•Preparado e Esperado •Súmula 145 do STF – Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação .

034/95. 2º • Crimes organizados • Deve ser realizado no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações • Forjado ou Javaneza • Crime praticado pelo policial . art.•Diferido ou retardado – Lei 9.

TRÁFICO DE DROGAS E CONSUMO .

343/06 • Sentença ridícula • Impossibilidade de prisão –Pavão pavãoinho.• Diferença • Problemas criados pela Lei 11. • Apreensão dos materiais e entrega na delegacia • Abuso na classificação .

DESACATO – ART. 331 CP .

desprezar. faltar com o respeito. afrontar • Presença do funcionário é indispensável.• Sentido de menosprezar. • Por telefone – será injúria ou outro crime • Pela imprensa – outro delito que não o desacato • Ofensa deve ser proferida no exercício da função ou em razão dela .

• Problemas pessoais – não é desacato. • Dizer que a mulher o está traindo • Falar que é caloteiro • Embriaguez do agente – duas correntes • Animo calmo e refletido • Indignação com o policial • Não constitui desacato • CPM – artigos 298. 299 e 300 .

329 DO CP .RESISTÊNCIA – ART.

• O ato deve ser legal • Se for ilegal. não há crime • Diferença entre ato injusto e ato manifestamente ilegal • Contra ato injusto não cabe o direito de resistência • Disparo de arma de fogo.• Resistência ativa e passiva. durante a fuga. contra policial • Configura o crime • Embriaguez do agente – duas correntes .

DESOBEDIÊNCIA – ART. 330 DO CP .

não cumprir a ordem legal de funcionário público • Pessoa que não tinha obrigação de cumprir a ordem • Não há desobediência • Relação hierárquica: • Não há crime. mas infração administrativa • Oficial que desobedece o juiz .• Deixar de atender.

• Desobediência na ordem hierárquica da PM • Desobediência a ordem que implique em autoincriminação: • Não há crime • Bafômetro • Exame de sangue .

FORMAÇÃO DE QUADRILHA OU BANDO – ART. 288 CP .

• Entram no cômputo do grupo • Abandono por um dos agentes depois de formado o grupo • Não se aplica a desistência voluntário. porque o crime já estava consumado .• Caráter duradouro • Agentes não identificados • Configura o delito mesmo com a prisão de um deles • Inimputáveis.

• Individualização da função de cada um no grupo • Não se exige descrição pormenorizada • Formação do grupo para a prática de contravenção • Não há quadrilha.343/06 . 35 da Lei 11. que exige prática de crime • Associação para o tráfico de drogas. • Art.

304 DO CP .USO DE DOCUMENTO FALSO – ART.

• Necessidade de apresentação voluntária • Policial que retira o documento falso do bolso do agente: • Não há crime • Fotocópia não autenticada falsificada: • Não há crime • Falsificação grosseira: • Não há crime .

RELACIONAMENTO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO .

• Titularidade da ação penal • Investigação pelo Ministério Público •Policial como testemunha de acusação .

FORÇA E HONRA EM FAVOR DA PAZ .