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QUARTA-FEIRA 27 MARÇO 2013 www.imobiliario.publico.pt

SUPLEMENTO COMERCIAL

MARÇO 2013 www.imobiliario.publico.pt SUPLEMENTO COMERCIAL PUBLICIDADE Assinatura do acordo de parceria entre Reis
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Assinatura do acordo de parceria entre Reis Campos (CPCI) e José Eduardo Carvalho (AIP-CCI), na
Assinatura do acordo
de parceria entre
Reis Campos (CPCI)
e José Eduardo
Carvalho (AIP-CCI),
na presença do
secretário de Estado
das Obras Públicas,
Silva Monteiro

Governo prepara regime excecional para estimular reabilitação

O secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Silva Monteiro, acredita que em 2020 a reabilitação terá um peso de 37% na construção. O regime excecional deve estar concluído até julho p10

Este suplemento é parte integrante do jornal PÚBLICO e não pode ser vendido separadamente

Festa da reabilitação urbana “invade” as ruas do Porto

De 3 a 10 de abril,

a Semana da

Reabilitação Urbana

– Porto 2013 vai

invadir as ruas da

cidade, com uma agenda de eventos

p03

Emigrantes e investidores compram habitação para arrendar em Oliveira de Azeméis

No concelho

estão instaladas várias indústrias que permitem que a compra e

o arrendamento

apresentem alguma dinâmica p06

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instaladas várias indústrias que permitem que a compra e o arrendamento apresentem alguma dinâmica p06 PUBLICIDADE

12 Inovação & Tecnologia IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013

Inovação & Tecnologia é uma parceria da

12 Inovação & Tecnologia IMOBILIÁRIO 27 MARÇO 2013 Inovação & Tecnologia é uma parceria da

Design para além da forma-função

A “forma obedecer à função”. Este

foi o paradigma que a escola de de- sign alemã Bauhaus trouxe no iní-

cio do século passado. Ora, se esse quase dogma levou a um minimalis- mo estético quase impessoal e até desumanizado, que ainda hoje tem reflexos no metódico design alemão

e nórdico em geral, também é notó-

rio que produziu as raízes de muito do que se faz ainda hoje, quer em termos de design de produto quer em termos decorativos. No caso dos produtos audiovisu- ais, é também notório que há muitos equipamentos em que esta relação

é ultrapassada e até posta de lado, a

favor do impacto estético que o pro- duto poderá ter, quer nas pratelei- ras das lojas quer nas imagens soltas que circulam na Internet ainda antes dos lançamentos oficiais. Mas até que ponto o design pode realmente influenciar o desempenho puro e simples de um produto?

Rasgar os dogmas

Uma das referências do mercado

neste campo é a dinamarquesa Bang

& Olufsen. A marca topo de gama

tem recebido vários prémios a es-

te nível, e mesmo o falecimento do

principal responsável, David Lewis, não prejudicou a marca enquanto referência do design. Se este nome poderá não dizer grande coisa ao vasto público, podemos despertar mais memórias se falarmos de obje- tos como o leitor de CD’s BeoSound 9000. Lembra-se de um leitor para 5 CDs que abre a porta de vidro só com a passagem da mão e cuja cabe-

ça de leitura percorre velozmente os

cinco discos inseridos? Esse mesmo. Até o pormenor de cada CD ficar na posição em que foi inserido, para

que se possa ler o título, não foi des- curado. Lançado em 1996, este leitor tornou-se uma referência da marca e quebrou completamente com o que

já se fazia em termos de leitores de

discos compactos, apenas porque David Lewis provavelmente deve ter

reconsiderado o que era realmente útil que um equipamento destinado àquela função fizesse.

Regresso às raízes

Mas não pensemos que o design ex- cecionalmente bom surge sem mais nem menos. Tomemos em conside-

ração a BeoLit 12, uma coluna por- tátil da submarca BeoPlay. Se aten- tarmos nos pormenores, veremos que o aperfeiçoamento do design não rompe em grande parte com o

que foi feito anteriormente. As edi- ções de rádios portáteis da Bang & Olufsen lançadas nas décadas de 60

e 70 (ver imagens) são facilmente re- lembradas nesta última edição. Ves-

tígios da tecnologia utilizada: qua- se nenhuns. Vestígios de design que perduraram: muitos. Desde a tira de transporte – recolocada na diagonal

– até à grelha com pequenos orifí-

cios, a genética deste equipamento

com pequenos orifí- cios, a genética deste equipamento é facilmente reconhecível, e reco- nhecida: ganhou o

é facilmente reconhecível, e reco-

nhecida: ganhou o Red Dot Design Award no ano transato, mais uma

prova de que um produto consegue ser completamente modernizado – já o tínhamos visto várias vezes na indústria automóvel – e guardar as suas raízes.

Gregos e troianos

Outra característica de que o de- sign excecional não necessita, é a questão da existência de consenso:

sistema de altifalantes de modo a melhorar o desempenho sonoro. O seu acabamento e materiais fogem ao convencional, dado que o exte-

rior é feito numa chapa pintada, do- brada no topo do ecrã. O televisor

é atravessado por um varão no seu

topo que serve para os diversos su-

portes, de chão, parede ou teto. Não

é fina, mas acomoda um AppleTV

na traseira, bem como várias liga- ções. Esta mistura de acabamentos

e materiais quase industriais gerou

pouco consenso nos observadores da indústria, com umas opiniões a

criticarem a opção e outras a lou- varem a quebra do paradigma de que uma televisão deve ser negra

e limpa. Prova viva de que mesmo

não agradando a gregos e troianos

o design pode ser memorável é que

também já foi atribuído outro galar- dão Red Dot ao BeoPlay V1. A importância do design no audio- visual não deve portanto ser subes- timada: muitas vezes, mais do que as funções presentes ou desempe- nho dos equipamentos, continua a

Mas não pensemos que o design excecionalmente bom surge sem mais nem menos tomemos o
Mas não pensemos
que o design
excecionalmente bom
surge sem mais nem
menos
tomemos o exemplo de uma das te-
levisões feitas pela Bang & Olufsen:
a BeoPlay V1 tem uma altura bem
acima da média para acomodar o
contar o aspeto estético e o impacto
visual, mesmo que casualmente, a

forma não se adeque à função e que tal facto só seja notório depois da compra e só após se começar a me- xer nos aparelhos. Quando o contrá- rio acontece, tudo parece adequado e nem damos por isso, é o bom de-

sign a funcionar.

e nem damos por isso, é o bom de- sign a funcionar. Os produtos BeoPlay A9

Os produtos

BeoPlay A9 É um disco voador? Um alvo? Uma antena parabólica? Não, é uma coluna para rede sem fios. O A9 incorpora 5 altifalantes cada um com o seu próprio amplificador digital, num total de 480W. Se a forma invulgar parece deslocada, uma audição nota que o design não foi meramente estético: a forma de parabólica faz com que o A9 “encha” de som com bastante qualidade salas de dimensões consideráveis. Não existe botão para o volume: basta passar a mão no topo.

Avantgarde Acoustics Já tínhamos referido colunas de corneta nesta rubrica. As Avantgarde são um dos melhores exemplos onde a forma obedece à função: as cornetas funcionam como amplificadores naturais. O som obtido pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra dimensão sonora.

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pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra
pelas Avantgarde é obtido com um amplificador de apenas 10 W mas ouvi-las é entrar noutra