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FACULDADES INTEGRADAS DE NOVA ANDRADINA

2º SEMESTRE DO CURSO DE DIREITO

TRABALHO DE DIREITO CIVIL II

PERGUNTAS E RESPOSTA DO DIREITO CIVIL

PROFESSOR : Walter Bernegozzi Junior ALUNO: Claudio Cesar B. Silva Nº 49

NOVA ANDRADINA

2012

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1. Conceitue o Direito.

De acordo com RADBRUCH, é o conjunto das normas gerais e positivas, que regulam a vida social.

2. Explique o que significa Direito Público, Direito Privado e Direito Misto.

Direito Público, é o que regula as relações de um Estado com outro Estado, ou as do Estado com os cidadãos; Direito Privado, é o que disciplina as relações entre os indivíduos, e prevalece o interesse particular, existe a presença do Estado, porém com poder apenas fiscalizador; Direito Misto, é quando o Estado disciplina as relações e age sobre os indivíduos, ou seja as relações são regulamentadas pelo Estado.

3. O que é ordenamento jurídico?

Conjunto de normas. É a organização e disciplinamento da sociedade, através do Direito. É a parte do ordenamento social que estabelece ou restabelece a ordem, a segurança e o equilíbrio das relações intersubjetivas do Direito.

4. Diferencie norma de ordem pública (ou cogentes) das normas dispositivas

(ou de ordem privada ou supletiva). Normas de ordem pública são aquelas onde predomina o interesse público, como as de Direito Constitucional, Administrativo, Tributário, Penal, Processual

Penal e Civil e Internacional Público e Privado. Normas de ordem privada são aquelas onde predomina o interesse público, como as de Direito Civil, Comercial, Agrário, Marítimo, Trabalhista, do Consumidor e Aeronáutico.

5. O que é direito positivo?

Segundo CAPITANT, é o que está em vigor num povo determinado, e compreende toda a disciplina da conduta, abrangendo as leis votadas pelo poder competente, os regulamentos, as disposições normativas de qualquer espécie.

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6. O que é direito natural?

Conjunto de princípios eternos e imutáveis, geradores da idéia de justiça. Por ser fonte do senso de justiça deve ser o paradigma do direito positivo.

7. Disserte sobre os valores: Segurança e Justiça.

Sendo uma das funções do Direito, a preservação da segurança, a justiça está em nível superior à esta. Porém não se deve em nome da segurança consagrar

uma injustiça ou assim, justificar a contrariedade ao bem comum.

8. Qual o sentido do termo direito objetivo? A norma.

9. O que significa direito subjetivo? A faculdade de agir, utilizando-se da norma

10. Cite os dois maiores sistemas jurídicos em vigor no mundo. Informe suas

origens, características e as diferenças entre si. Civil law e Common law. No Civil law, a origem é romano-germânica, positivado, é um direito legislado, os juízes devem necessariamente ser juristas, ordenamento de cima para baixo e não admite júri. No common law, a origem é na Inglaterra, baseado na jurisprudência e nos costumes, os juízes não são

necessariamente juristas e são eleitos, ordenamento de baixo para cima e admite júri.

11. O que são fontes do Direito? Quais são e qual a função delas?

Empregado como equivalente ao fundamento de validade da norma jurídica, tanto significa o poder de criar normas jurídicas, quanto à forma de expressão dessas normas. Assim sendo, todos devem conhecer suas fontes, não só aqueles dotados de autoridade, assim como os que devem obedecer aos seus ditames, pois é o meio técnico de realização do direito objetivo. Fontes formais são os meios de conhecimento e expressão do Direito, como a lei, a analogia, os costumes e os

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princípios geais do Direito. As fontes formais do direito são também conhecidas como estatais , quando provém do Estado, como a lei e a jurisprudência ou não estatais, que surge da sociedade, como o costume e a doutrina. Podendo ser diretas, porque criam o direito como a lei e o costume, ou indiretas, que não cria o direito, mas serve como subsídio para o mesmo, sendo a doutrina e a jurisprudência.

12. Conceitue Direito Civil.

É o ramo da grande árvore jurídica que se dedica a estabelecer as normas

(os princípios e as regras jurídicas) que regem as relações entre os particulares (relações privadas) organizando a vida do indivíduo e sua família e fornecendo soluções para os conflitos que surgirem no cotidiano das relações entre as pessoas.

13. Miguel Reale ensinou que existem duas leis fundamentais em um país. Esclareça quais são elas e indique porquê.

A Constituição e o Código Civil, a primeira estabelece a estrutura e as

atribuições do ser humano e da sociedade civil; a segunda se refere à pessoa humana e à sociedade civil como tais, abrangendo suas atividades essenciais.

14. Disserte sobre o Código Civil de 1916, esclarecendo, entre outras coisas:

quem criou; quais leis estrangeiras influenciaram; a sua vigência; suas principais características.

O Código Civil de 1916 foi o primeiro código brasileiro, elaborado por Clóvis

Beviláqua, com 1807 artigos, antecedido pela Lei de Introdução ao Código Civil, teve a influência dos códigos francês de 1804 e alemão de 1896, adotando várias de suas concepções. Dividido em Parte Geral, onde constavam conceitos, categorias e princípios básicos aplicáveis a todos os livros da Parte Especial, com reflexos em todo ordenamento jurídico. Tratava das pessoas, bens e fatos jurídicos, tornando possível a aplicação da Parte Especial, que era dividida em quatro livros: Direito de Família, das Coisas, das Obrigações e das Sucessões.

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15. Disserte sobre o Código Civil de 2002, esclarecendo, entre outras coisas:

quem o criou; a sua vigência; suas principais características. Em 1967, sob a supervisão de Miguel Reale, após algumas tentativas frustradas, o governo nomeou uma comissão de juristas para reformar o Código Civil. Tendo sido apresentado, no ano de 1972, um anteprojeto que preservava no fosse possível a estrutura e as disposições do Código de 1916, modificando e reformulando no âmbito especial com base nos valores éticos e sociais. Transformou-se no Projeto de lei n. 634/75, vindo a ser aprovado como o atual Código Civil em 2002, trazendo junto legislações específicas como a Lei do Divórcio, Estatuto da Criança e do Adolescente, Código de Defesa do Consumidor e Lei do Inquilinato, entre outras.

16. Indique a diferença fundamental ente o Código Civil de 1916 e o Código

Civil de 2002. O cunho socialista.

17. Informe quais são os princípios fundamentais do CC2002. Explique no que

consiste cada um deles. -Socialidade, onde prevalece os valores coletivos sobre os individuais; -Eticidade, resolução de problemas em conformidade com valores éticos. O que importa numa codificação é o seu espírito; é um conjunto de ideias fundamentais em torno das quais as normas se entrelaçam se ordem e se sistematizam; -Operabilidade, a essência do direito é a sua realizabilidade. O direito é para ser executado.

18. O que são cláusulas gerais (ou cláusulas abertas, ou sistema aberto)?

Permitem a viabilidade de interpretação não necessariamente positivada e nem claramente definida, cabendo ao legislador sua interpretação mais apurada.

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19. Como o Código Civil brasileiro é dividido? Quais livros possui? Do que

trata cada um desses livros? Parte Geral e Especial. A parte geral é dividida em Pessoas, Bens e Fatos Jurídicos. A parte especial em Direito das Obrigações, de Empresa, das Coisas, de Família e das Sucessões.

20. Fale sobre cada um dos elementos da relação jurídica. - Sujeito, que pode ser ativo ou passivo. - Objeto, o bem em questão. - Fato Propulsor, o que leva o sujeito à relação jurídica. - Proteção Jurídica, o que liga os acima relacionados.

21. No sentido técnico-jurídico o que significa a expressão pessoa?

É o ente suscetível de direitos e deveres.

22. Porque o Código Civil chama o homem de pessoa natural? Para distingui-lo de outros titulares de direito.

23. É correto afirmar que somente a pessoa natural tem aptidão para adquirir direitos e contrais obrigações na ordem civil? Não, é também extensivo às Pessoas Jurídicas.

24. É válida a doação ou testamento a favor de animais? Não, por não ser dotado de personalidade.

25. O que é personalidade jurídica?

É a aptidão para adquirir direitos e contrais obrigações.

26. Quando surge a personalidade jurídica da pessoa natural? Dentro do nosso ordenamento, com o nascimento com vida.

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27. Quais as teorias quanto à aquisição da personalidade jurídica? Fale sobre

cada uma delas e indique qual foi escolhida no Brasil. Natalista, adquirida com o nascimento com vida; Concepcionista, adquirida no momento da concepção; Personalidade condicional é conferida no momento da concepção, com a condição de que o nascituro nasça com vida. No Brasil foi acolhida a teoria natalista.

28. É possível reconhecer a condição de pessoa à criança que falece, após ter

respirado, mas quando ainda conectada à mãe pelo condão umbilical?

Sim, houve o nascimento com vida.

29. O que é docimasia hidrostática de Galeno?

Exame de verificação dos pulmões consiste em mergulhar o pulmão na água, para que, se houve respiração o mesmo flutuará, comprovando que foi inflado de ar, ou seja, houve o nascimento com vida.

30. A lei brasileira exige que o feto tenha forma humana para atribuir-lhe

personalidade, quando do nascimento com vida? Não, somente que nasça com vida.

31. O CCB/2002, além de exigir vitalidade para aquisição de personalidade

jurídica, prevê a necessidade de haver viabilidade? Não, somente que nasça com vida.

32. O que se entende pelo vocabulário nascituro? É sujeito de direito? Possui

personalidade jurídica? Nascituro é o ser humano já concebido, mas que ainda não nasceu. Não é sujeito de direito, não possui personalidade jurídica.

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33. O nascituro possui direitos? Se positiva a resposta: quais são eles?

Sim, direito à vida, reconhecida a filiação, direito à integridade física, direito a alimentos, uma adequada assistência pré-natal, a um curador que zele pelos seus

interesses, de receber herança, de ser contemplado por doação, direito à indenização, capacidade processual.

34. É possível vender bens do nascituro? Não, ele ainda não possui personalidade jurídica.

35. O que é personalidade jurídica formal e material (tese sustentada por Maria

Helena Diniz)? Personalidade jurídica formal, porque possuem direitos da personalidade (vida, nome, imagem etc). Personagem jurídica material, o nascituro adquire ao nascer com vida, são relativos aos direitos patrimoniais que se encontravam em estado potencial.

36. Embrião fertilizado “in vitro” possui personalidade jurídica formal? É nascituro? Não, não é nascituro, somente será assim considerado quando for introduzido no útero da mãe.

37. Atualmente qual a proteção que a lei dá ao embrião? Nenhuma, somente terá quando for introduzido no útero da mãe.

38. O que é natimorto?Qual direito possui? Aquele que nasceu morto possui direito ao nome, à imagem e sepultura.

39. Quantos e quais assentos devem ser feitos quando a criança morre no parto, tendo, antes respirado? Dois nascimento e óbito.

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40. Ao natimorto é conferido o mesmo tratamento dado à criança que nasce

com vida? Como é feito o registro dele? Não, existe livro próprio.

41. O que é capacidade civil? No que se relaciona com a personalidade

jurídica? É a capacidade de exercício da personalidade civil. O nascimento com vida dá ao ser humano a personalidade jurídica, que pode ser exercido pessoalmente cumprindo os requisitos para tal, ou assistida ou representado quando não puder fazê-lo, de acordo com o ordenamento jurídico.

42. Fale sobre as espécies de capacidade catalogada pela doutrina. Capacidade de direito ou de gozo, é inerente a todos, aptidão para adquirir

direitos e contrair obrigações, ainda que não seja exercido pessoalmente. Capacidade de fato ou de exercício, exercido pessoalmente os atos da vida

civil.

Capacidade civil plena, a pessoa não possui restrições ao exercício da personalidade civil. Sinônimo de capacidade de fato.

43. É possível que o indivíduo possua capacidade de exercício, mas não

capacidade de direito? Não, a pessoa que possui capacidade de fato ou de exercício sempre possui capacidade de direito.

44. A pessoa absolutamente incapaz pode de alguma forma realizar negócio,

como a venda de um veículo? Sim, porém o negócio será considerado nulo, de acordo com o art. 166, I do

CC.

45.

Existe incapacidade de direito ou gozo? Não, no direito brasileiro todos são capazes de direito se nascerem com vida.

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46. Existe incapacidade de fato? Justifique. Sim, é a restrição legal ao exercício pessoal dos atos da vida civil.

47. Quais as modalidades de incapacidade existente no Direito Pátrio? Incapacidade de fato ou exercício e incapacidade relativa.

48. Diferencie capacidade de legitimação.

Capacidade

é

o

exercício

de

atividades

da

vida

civil,

legitimação é o poder subjetivo de exercê-lo.

enquanto

que

49. Diferencie poder familiar, curatela e tutela.

Poder familiar é o suprimento da incapacidade dos membros de uma família. Curatela é a representação de incapaz maior, enquanto que tutela, é o do menor.

50. Como se domina a situação em que a pessoa possui capacidade de direito

e de fato? Capacidade civil plena.

51. Elenque os absolutamente e relativamente incapaz.

Absolutamente, menores de 16 anos; os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; os que,

mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Relativamente, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que , por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; os pródigos.

52. Porque o CC 2002 exclui do rol dos absolutamente incapazes os ausentes? Visando a proteção dos seus interesses.

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53. Como pode ser suprida a incapacidade (absoluta ou relativa) da pessoa? Através da tutela e da curatela.

54. Fale sobre a incapacidade do indígena.

Quando não integrados ou em vias de integração possui o regime tutelar conferido à FUNAI, enquanto que o indígena integrado é considerado plenamente capaz.

55. Porque os menos de 16 anos são considerados absolutamente incapazes?

E porque, entre os 16 e 18 anos, são reconhecidos relativamente incapazes? Alguns atos podem ser exercidos por aqueles que ocupam uma zona

intermediária entre a capacidade plena e a incapacidade total.

56. Qual a consequência da prática de atos jurídicos pelos incapazes (sem representação ou assistência)? Nulidade ou anulabilidade.

57. A anulabilidade gerada pela incapacidade relativa de um dos agentes pode

ser gerada por qualquer pessoa? Se invocada pelo menor, aproveita aos cointeressados capazes? Não, salvo se, for indivisível o objeto direto ou da obrigação comum.

58. O menor, entre dezesseis e dezoito anos, pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou maior? Não, entre a proteção do incapaz e a do terceiro de boa-fé, prevalece, na visão do legislador, a guarda dos interesses do terceiro.

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59. Quando anulado ou declarado nulo o negócio realizado pelo incapaz, o

terceiro que com ele negociou sempre terá direito à devolução do dinheiro pago?

Sim, prevalece o interesse do terceiro de boa-fé.

60. O que é restitutio integrum? É adotado pelo Brasil? Se sim ou não, diga o

motivo. Benefício da restituição. Não, porque afronta o princípio da segurança jurídica dos negócios.

61. Em relação à capacidade civil, qual a situação dos surdos-mudos? Absolutamente incapaz.

62. O que significa a expressão pródigo? É plenamente capaz? Aquele que comprovadamente dilapida o seu patrimônio. É considerado

relativamente incapaz.

63. O pródigo precisa ser assistido para contrair matrimônio? Não.

64. Disserte sobre a cessação da incapacidade.

Incapacidade

cessa

com

o

desaparecimento

dos

motivos

que

a

determinaram. No caso da menoridade, com a maioridade ou emancipação.

65. Fale sobre a emancipação, suas modalidades, as hipóteses em que pode

ocorrer. É possível revogá-la? Quais efeitos produzem? Para Clóvis Beviláqua, é a aquisição da capacidade civil antes da idade legal. Pode ser classificada em voluntária, judicial e legal. Voluntária quando concedida por ato dos pais. Judicial, se concedido pela justiça e legal, nos termos da lei, com o casamento, exercício de emprego público efetivo, colação de grau em curso de ensino superior e estabelecimento civil ou comercial que comprovadamente em

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função deles tenha economia própria e conte com 16 anos. Irrevogável e tem efeitos somente sobre os atos da vida civil.

66. O que é interdição? Quem detém a legitimidade para requerê-la? O MP

pode ajuizar pedido de interdição? É um procedimento judicial que consiste em impedir que a pessoa pratique certos atos da vida civil. Pode ser proposta pelos pais, tutor, cônjuge ou parente

próximo e também pelo Ministério Público.

67. A quem incumbe a curatela, preferencialmente? Ao cônjuge, se não estiver separado judicialmente.

68. Quem está sujeito à curatela?

De acordo com o art. 1767 CC: I Aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; II- Aqueles que, por outra causa duradoura, não puderem exprimir a sua vontade; III- os deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados em tóxicos; IV- os excepcionais sem desenvolvimento mental completo; V- os pródigos.

69. A sentença de interdição possui natureza declaratório ou constitutiva? Declaratória.

70. A sentença de interdição produz efeito “ex tunc” ou “ex nunc”? Ex nunc.

71. Admite-se a anulação (ou declaração de nulidade) de negócio praticado

pelo incapaz antes da sentença de interdição? Justifique. Sim, porém há a necessidade de ação autônoma para cada ato praticado antes da interdição.

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72. Após o reconhecimento da interdição, admite-se validade aos negócios realizados pelo incapaz, sem representante ou assistente, em intervalos de lucidez? Não, o nosso direito não reconhece os intervalos de lucidez.

73. O menor pode ser interditado? Não, a legislação já prevê sua condição de absoluta ou relativamente incapaz.

74. Quando termina a personalidade jurídica da pessoa natural? Com a sua morte.

75. Quais os efeitos jurídicos da morte?

Dissolução do vínculo matrimonial, extinção do poder familiar, abertura de sucessão, extinção de contratos personalíssimos, fim do direito de receber ou prestar alimentos, término do usufruto, sendo também fato gerador de tributo.

76. Quando pode reconhecer a ocorrência de morte real?

Quando atestada por médico e, excepcionalmente, por duas testemunhas na falta daquele.

77. Fale sobre cada uma das modalidades de morte existente no direito pátrio.

Morte real comprova-se pelo atestado de óbito, e em caso de catástrofe e não encontrando o corpo pela justificação. Morte simultânea ou comoriência, morte que presumidamente tenha ocorrida no mesmo instante ou ocasião, adotado para casos de sucessão. Morte civil, para efeitos sucessórios em caso de deserção por indignidade. Morte presumida pode ser com ou sem declaração de ausência, quando a lei autoriza a abertura de sucessão.

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78. O que se entende por morte real?

É a morte propriamente dita, com a paralisação das atividades cerebrais, cardíacas e respiratórias.

79. O que se entende por morte civil? Há algum resquício dela no Direito Civil

brasileiro? É a perda da personalidade civil. No Brasil, a exclusão da herança por indignidade, onde os herdeiros do excluído sucedem como se ele morto estivesse.

80. Em que consiste a morte presumida? Quais as suas modalidades?

Ausência de cadáver. Com decretação de ausência e sem decretação de ausência.

81. Qual a modalidade de morte presumida que a doutrina também nomina morte ficta? A morte presumida com decretação de ausência.

82. Como é reconhecida a morte presumida sem decretação de ausência?

Se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida, se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra.

83. Em que casos se admitem a declaração judicial da morte, sem a decretação

da ausência? Naufrágio, inundação, incêndio, terremoto ou qualquer outra catástrofe.

84. O que é comoriência? Presunção de morte simultânea quando não se pode precisar qual morreu

antes.

85. Qual o objetivo do instituto da comoriência? Preservar direitos sucessórios.

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86. Quando pode ser reconhecida a morte presumida do ausente?

Quando a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva. Conforme arts. 37 e 38 do CC.

87.

Em que hipótese tem cabimento a declaração de ausência e nomeação de curador? Quando o desaparecimento é recente, o juiz nomeia curador para preservar

os

bens do ausente.

88.

Quem pode requerer a declaração de ausência?

Cônjuge não separado judicialmente, os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; aquele que tenha direito a algum bem do ausente e os credores de obrigações vencidas e não pagas.

89. Esclareça com detalhes o procedimento judicial da ausência e as suas fases.

O juiz nomeará um curador a requerimento de qualquer pessoa, quando

alguém desaparecer de seu domicílio sem dar notícia de seu paradeiro e não deixar representante ou procurador para administrar os seus bens. Curadoria do ausente:

O cônjuge será seu legítimo curador, caso não esteja separado judicialmente, na

sua falta a escolha recairá sobre os pais e descendentes, sendo que os mais próximos precedem os mais remotos, durará três anos. Sucessão provisória: Na preocupação do legislador de preservação dos bens do ausente, e eles serão entregues à administração de um curador, que deverá capitalizar a metade dos frutos para a suposta volta do ausente. Sucessão definitiva: Dez anos após, os interessados poderão requerer a sucessão definitiva, levantando as cauções prestadas, deixando de ser provisórios, para ser considerado definitivos.

90. A ausência causa reflexos sobre o casamento?

De imediato não, porém,

com o passar dos dois anos da ausência, poderá

requerer o divórcio por edital, com base na separação de fato.

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91. No caso de reaparecimento do ausente, como fica a situação dos seus

bens? E do se casamento? Terá direito aos seus bens no estado em que se encontrarem e seus frutos se for o caso. Quanto ao matrimônio, poderá considerar dissolvido se o reaparecimento acontecer após a abertura da sucessão definitiva, e necessitará de ação autônoma se quiser refazê-lo.

92. O que são direitos da personalidade?

São os direitos ligados diretamente a cada pessoa, são inerentes e essenciais. Destacando-se entre outros, o direito à vida, à liberdade, ao próprio corpo, ao nome, à imagem e à honra.

93. Qual o fundamento constitucional ao direito da personalidade?

A Constituição Federal no seu artigo 5º , X, destaca alguns direitos da personalidade, além de atribuir penalidades de indenização em caso de violação. A Magna Carta também é categórica no seu artigo 1º, onde considera a dignidade humana como um dos fundamentos da república.

94. O que é cláusula geral de proteção da personalidade?

É a proteção do homem como pessoa humana, são direitos inalienáveis, que se encontram fora do comércio e que merecem proteção lega

95.

personalidade? Artigos 11 a 22 do Código Civil de 2002.

Onde

se

encontra

o

fundamento

infraconstitucional

ao

direito

da

96. Diferencie direitos da personalidade e direitos fundamentais. Todos os direitos da personalidade são direitos fundamentais o mesmo não acontecendo em caso contrário.

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97. É taxativo o rol de direitos da personalidade contidos no CC2002?

Não, a evolução da proteção aos valores fundamentais do ser humano é inesgotável.

98. Disserte sobre as características do direito da personalidade. Intransmissível: não é suscetível de transmissão; Irrenunciável: não se pode abrir mão de direitos considerados essenciais; Inato: Adquire-se com o nascimento, não dependendo de sua vontade; Vitalício: é pra vida toda, e alguns direitos são garantidos mesmo após a

morte.

Desapropriável: não podem ser retirados; Extrapatrimoniais: não podem ser auferidos valor econômico.

99. Os direitos da personalidade são protegidos somente enquanto viva a

pessoa? Não. Alguns direitos permanecem mesmo após a morte, como a honra, o direito á imagem, conforme o artigo 20 do CC/2002: ”em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção, o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes”.

100.

voluntária? Não, por se tratarem de direitos personalíssimos.

Os exercícios dos direitos da personalidade podem sofrer limitação

101. Pode a pessoa dispor do próprio corpo, quando isto implicar diminuição

permanente da integridade física ou contrariar os bons costumes?

Não, devidamente amparado no artigo 13 da CC/2002.

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102. Admite-se no Brasil a realização de cirurgia de mudança de sexo? Se sim

ou não, qual a justificativa legal? Sim, conforme enunciado no artigo 13 do Código Civil e de acordo com o conselho de medicina, se não se configurar risco de vida ao paciente é perfeitamente legal. Acarretará em alteração no prenome e sexo no registro civil.

103. A disposição do próprio corpo para momento posterior à morte tem

validade no Brasil? Não, foi abandonada a presunção de autorização antecipada, sendo necessária a autorização expressa de cônjuge ou parente.

104. Pode o indivíduo ser submetido a tratamento, com risco de morte, contra

a sua vontade? O principal direto da personalidade é o direito à vida. Caso exista o risco e se clinicamente se faz necessária a tentativa de salvar a vida o médico deve fazê-lo no intuito de preservá-la.

105. Em caso de urgência, quando não é possível recorrer ao Judiciário para

pedir autorização, pode o médico, em caso de risco de morte, realizar transfusão de sangue em paciente adepto de religião que proíbe esse procedimento? Sim. De acordo com o principal direito da personalidade, que é o direito à vida, combinado com o juramento profissional do medito, que é o de salvar vidas, entende-se que melhor ser penalizado por ação do que por omissão.

106. A pretensão à reparação de danos morais e materiais decorrentes de

lesão a direito à integridade física prescreve? Deve-se analisar a gravidade e o aspecto material, uma vez que atingindo os direitos da personalidade, este não se prescreve, porém se, se tratar somente de lesão à integridade física e em determinado tempo não se manifestar, entender-se-á como não houve prejuízo desta ordem.

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107. Como são classificados pela doutrina (ver Limongi França) os direitos da

personalidade? Direito à integridade física, que engloba: Direito à vida e aos alimentos, sobre o próprio corpo vivo ou morto, direito sobre o corpo alheio, vivo ou morto, direito sobre partes do corpo, vivo e morto. Direito à integridade intelectual: Direito à liberdade de pensamento, pessoal do autor científico, de autor artístico e pessoal de inventor.

Direito à integridade moral: Direito à liberdade civil, religiosa e política, à honra, direito a honorificência, ao recato, ao segredo pessoal, doméstico e profissional, à imagem e direito à identidade pessoal, familiar e social.

108. Como é realizada a proteção dos direitos da personalidade pelo indivíduo? Pela tutela preventiva e tutela repressiva. A primeira para que o dano não ocorra, o segundo através de ação civil e criminal.

109. A pessoa jurídica possui direitos da personalidade? Se sim, quais seriam

eles?

Sim, apesar de ser controversa. Entendemos que a pessoa jurídica possui honra, reputação, o nome, a marca, propriedade intelectual.

110. Fale sobre o direito à honra e à imagem.

A honra é subjetiva, portanto, o direito à ela, deve ser respeitado, além de ser considerado um direito da personalidade. O direito à imagem, se considerada famosa, pode dispor para fins comerciais se autorizada, sendo a veiculação proibida caso não haja essa autorização, no intuito de preservar a intimidade e a vida

pessoal.

111. Fale sobre o direito à privacidade e intimidade.

Dispõe

a

Magna

Carta

dos

direitos

à

privacidade

e

intimidade

como

invioláveis,

podendo

acarretar

em

indenização

pelo

dano

material

ou

moral

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decorrente da violação. Além do preceito constitucional, o Código Civil , no seu artigo 21, tutela o direito à privacidade, sendo que os atentados, em virtude dos avanços tecnológicos, exigem da norma uma defesa mais constante.

112. A pessoa jurídica possui honra objetiva ou subjetiva? Honra objetiva. 113. Quais os principais modos de individualização (ou identificação) da pessoa natural? Nome, designação que a distingue as demais, é a identificação no seio da sociedade. Estado, que identifica a sua posição na família e na sociedade política. Domicílio, que é a sua sede jurídica.

114. O que se entende pelo vocábulo nome? De acordo com JOSSERAND, “o nome é uma etiqueta colocada sobre cada

um de nós; ele dá a chance da pessoa toda inteira”.

115. Qual a natureza jurídica do nome?

Existem várias teorias sobre a natureza jurídica do nome: a) a propriedade; b) a propriedade sui generis; c) a negativista; d) a do sinal distintivo revelador da personalidade; e) a do direito da personalidade. Fiquemos com a que considera o

nome um direito da personalidade, ao lado de outros como o direito à vida, à honra etc. Representa um direito inerente à pessoa humana.

116. Quais os elementos do nome? Prenome e sobrenome ou apelido familiar.

117. Quais os elementos do nome considerados fundamentais?

De acordo com o art. 58 da Lei dos Registros Públicos, o prenome era imutável, permitindo no parágrafo único, a retificação em caso de erro gráfico ou em

caso de exposição ao ridículo.

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118. Quais os elementos do nome reputados facultativos? Os apelidos públicos notórios.

119. Em que consiste o prenome?

É o nome próprio de cada pessoa e serve para distinguir membros de uma

mesma família.

120. Em que consiste o prenome? Simples e composto. Os compostos podem ser duplos, triplos ou quádruplos.

121. O que é sobrenome?

É o sinal que identifica a procedência da pessoa, indicando a sua filiação ou

estirpe. É o característico de sua família, transmissível por sucessão. Também conhecido por patronímico ou apelido familiar.

122. O que é agnome?

Sinal que define pessoas pertencentes a uma mesma família que tem o mesmo nome.

123. O que se entende por cognome? Designação qualificativa que pode ser aposto ao nome.

124. O que significa o termo pseudônimo? Falso nome, utilizado por literatos e artistas.

125. Qual a proteção que a lei dá ao pseudônimo? A mesma destinação ao nome, possibilitando direito à indenização em caso

de má utilização.

126. O que é apelido hipocorístico? Diminutivo do nome, muitas vezes mediante o emprego dos sufixos “inho” e

“inha”, que denota intimidade familiar.

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127. O que é axiônimo?

É designação que se dá à forma cortês de tratamento ou à expressão de reverência.

128. O nome pode ser alterado?

Sim, desde que reconhecidamente exponha a pessoa ao ridículo ou por erro gráfico.

129. Em que casos o nome necessariamente deve ser alterado?

Todos os doutrinadores são bem claros nas condições em que podem ser alterados os nomes, adicionados ou retirados, porém não encontramos casos em que necessariamente deve ser alterado, sendo que o mais aproxima da necessidade de alteração seja o do transexual que deve ou pode adotar o prenome feminino quando da troca de sexo.

130. Em que casos a modificação do nome é facultativa?

Além dos casos de exposição ao ridículo e dos erros de grafia, também é facultado à troca de nome dos estrangeiros para facilitar o aculturamento, como se estivesse sendo feita uma tradução.

131. O marido pode, atualmente, acrescer ao seu o sobrenome da esposa? Sim, bem esclarecido no parágrafo 1º do artigo 1565 do CC.

132. O transexual pode alterar seu prenome? Sim, para não expor sua nova condição ao ridículo, admite-se a modificação para o prenome feminino.

133. O cônjuge divorciado pode continuar a usar o nome de casado? Sim, a única condição para que isso não ocorra é o do casamento nulo.

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134. Quais as proteções que os códigos penal e civil conferem ao nome das pessoas? Na esfera cível, ação de contestação, de proibição, de reclamação e de indenização. No campo penal, proteção no caso de violação de direito autoral.

135. No direito internacional privado, qual lei rege a personalidade e a capacidade da pessoa? Lei de Domicílio (LICC, art. 7º).

136. Qual a comarca competente para a ação penal pública? No lugar da consumação do crime.

137. Qual a comarca competente para a ação penal privada? Lugar da consumação ou domicílio do querelado.

138. Qual a comarca competente para as ações reais?

O domicílio do réu.

139. Qual a comarca competente para as ações pessoais? Cite as exceções.

O domicílio do réu, exceto na ação de separação judicial, divórcio e anulação

de casamento onde o foro competente é o domicílio da mulher; na ação de alimentos: a competência, é o domicílio do autor(alimentado); na ação de reparação de dano em razão de delito ou acidente de veículo: a competência é o domicílio do autor ou no local do fato; na ação de consignação em pagamento: a competência é o lugar do pagamento; na ação de declaração de ausência: a competência é o último domicílio do ausente.

140. Qual a comarca competente para a ação de declaração de ausência?

O do último domicílio.

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141. Qual a importância do domicílio dos nubentes? É onde se devem publicar os proclamas.

142. Qual o lugar do pagamento contratual? Se não houver manifestação, pelo silêncio, o domicílio será o do devedor.

143. Qual a distinção entre morada, residência e domicílio?

Morada é o local que a pessoa ocupa esporadicamente, uma relação de fato, de menor expressão que residência. Residência é apenas um elemento componente do conceito de domicílio. Domicílio, uma situação jurídica, que indica a radicação do indivíduo em determinado local.

144. Qual é o domicílio da pessoa natural?

De acordo com Clóvis Beviláqua, “lugar onde ela, de um modo definitivo estabelece a sua residência e o centro principal da sua atividade”.

145. Quais os elementos do domicílio da pessoa natural?

Objetivo, que é a residência, mero estado de fato material. Subjetivo, de caráter psicológico, consistente no ânimo definitivo, na intenção de aí fixar-se de modo permanente.

146. O Brasil adota o sistema da unidade ou da pluralidade de domicílios? Pluralidade de domicílios.

147. Qual o foro competente para a ação pessoa quando o réu tem mais de um

domicílio? Qualquer um dos domicílios.

148. Havendo mais de um réu, qual o foro competente para a ação pessoal? O foro do domicílio de qualquer um deles, à escolha do autor.

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149. Qual a distinção entre a teoria da realidade e a teoria da ficção?

Na teoria da realidade, o domicílio é o lugar da residência definitiva, enquanto que na teoria da ficção, a residência se distingue do domicílio por configurar o lugar

onde a pessoa exerce a sua profissão.

150. No tocante às relações profissionais, qual é o domicílio da pessoa?

O local onde a pessoa exerce a sua profissão, além da sua residência.

151. O que é domicílio aparente ou ocasional?

O local onde a pessoa for encontrada.

152. Quais os requisitos para a mudança de domicílio?

O elemento material ou objetivo, que é a transferência efetiva da residência,

isto é, da habitação e, o elemento subjetivo ou psicológico que é a vontade de deixar definitivamente a residência anterior.

153. É possível mudar de domicílio sem adquirir outro? Sim, a legislação admite o domicílio aparente.

154. A mera troca de residência implica em mudança de domicílio? Não, a nova residência pode ser temporária e mantém-se a intenção de

retorno ao lugar de onde saíra.

155. Na dúvida, o juiz decide pela mudança ou preservação do domicílio? Preservação do domicílio.

156. A mudança de domicílio altera a competência das ações em andamento? Não.

157. Qual é o domicílio da união? O Distrito Federal.

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158. Qual o domicílio dos estados?

A respectiva capital.

159. Qual é o domicílio do município?

O local onde funcione a administração municipal.

160. Em que seção judiciária a união deve mover a ação? Onde tiver domicílio a outra parte.

161. Em que seção judiciária a ação deve ser movida em face da união?

À escolha do autor: no seu domicílio; local da origem do ato ou fato; onde situa

a coisa; Distrito Federal.

162. Qual é o domicílio da pessoa jurídica de direito privado?

O local onde funciona a diretoria e administração.

163. Se o estatuto da pessoa jurídica eleger algum domicílio, a pessoa jurídica

pode ser demandada no lugar da diretoria e administração?

Sim.

164. Qual o domicílio da pessoa jurídica com diversos estabelecimentos em lugares diferentes? Qualquer um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.

165. O que é domicílio voluntário? É o escolhido livremente pela pessoa.

166. O que é domicílio necessário ou coativo e como se subdivide? É o imposto pela lei, independentemente da vontade da pessoa. Subdivide-se

em original e legal.

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167. Qual é domicílio do incapaz?

O do seu representante legal.

168. Qual é o domicílio do servidor público?

O lugar onde exerce permanentemente suas funções.

169. Qual é o domicílio do militar?

O lugar onde servir.

170. Qual é o domicílio do militar da marinha e da aeronáutica?

A sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado.

171. Qual é o domicílio do marítimo?

O lugar onde o navio estiver matriculado.

172. Qual é o domicílio do preso?

O lugar onde cumprir sentença.

173. Qual a distinção do domicílio geral e do domicílio pessoal?

Geral é o fixado para todos os atos e negócios. Especial é o fixado para um ou alguns atos ou negócios jurídicos.

174. Escreva 10 linhas sobre o domicílio do servidor público?

O domicílio do servidor público é o lugar que exercer permanentemente as suas funções, é o domicílio legal que se tem à partir da posse, porém se vier a exercer cargo em comissão outro de natureza temporária, o seu domicílio não será o

lugar onde exercer as suas funções, e sim o de sua residência definitiva. É a fundamentação da nossa legislação ao adotar o sistema plúrimo de domicílio, ou seja, no caso o servidor público pode ter dois domicílios, sendo um o local do trabalho e outro, a sua residência.

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175. Qual é o domicílio do agente diplomático?

O Distrito Federal ou o ultimo local onde esteve no território brasileiro.

176. O que é domicílio contratual ou especial?

É o fixado entre as partes para o cumprimento de certos direitos e obrigações.

177. O que é domicílio político? No direito internacional, como se define o domicílio?

É o lugar onde a pessoa exerce sua atividade política. No direito internacional

é o país onde a pessoa tem a sua residência com ânimo definitivo.

178. O que significa “estado da pessoa natural”, quais as suas espécies?

É a soma das qualificações da pessoa na sociedade, hábeis a produzir efeitos

jurídicos, modo particular de existir, sendo considerada qualidade particular que determina a capacidade. São três aspectos: liberdade, cidade e família.

179. Fale sobre o estado político da pessoa natural.

De acordo com o art. 12 da CF/88, é a qualidade que advém da posição do indivíduo na sociedade política, podendo ser nacional (nato ou naturalizado) e estrangeiro.

180. Esclareça o que é estado familiar da pessoa natural.

É o que indica a sua situação na família, em relação ao matrimônio (solteiro,

casado, viúvo, divorciado) e ao parentesco, por consanguinidade ou afinidade(pai,

filho, irmão, sogro, cunhado).

181. Explique o que é estado individual da pessoa natural.

É o modo de ser da pessoa quanto à idade, sexo, cor, altura, saúde etc. Diz

respeito a aspectos ou particularidades de sua constituição orgânica que exercem influência sobre a capacidade civil.

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182. São registrados no registro civil de pessoas naturais. Os momentos principais da vida civil, ou seja, nascimento, casamento, óbito, separação judicial e divórcio, de maneira perpétua.

183. O que são bens? São os valores materiais e imateriais, com conotação econômica, que podem

ser objetos de uma relação jurídica.

184. Qual a distinção entre bens corpóreos e incorpóreos?

Corpóreos, são os valores materiais, isto é, dotados de uma existência física. Incorpóreos ou direitos: são os valores imateriais, que só podem ser compreendidos pela inteligência do homem. Esses bens não tem um corpo, ou seja, uma estrutura

física.

185.

Qual a distinção entre bem e coisa?

Coisa significa tudo quanto existe no mundo, além do homem. É tudo que seja suscetível de posse exclusiva pelo homem, sendo economicamente apreciável (Washington de Barros Monteiro). Bem, deve ter conotação econômica, no sentido de ser passível de avaliação pecuniária. Resumindo podemos dizer que bem é o gênero e a coisa é a espécie.

186. Os direitos da personalidade, os planetas e o ar atmosférico são bens?

Alguns autores classificam os direitos da personalidade como bens incorpóreos, porém o CC 2002, classifica como sendo atributos inerentes à própria condição humana. Os planetas e o ar atmosférico não são considerados bens, por serem abundantemente disponíveis à todos os homens e por não comportarem estimação pecuniária.

187. Qual a classificação legal dos bens?

De acordo com o CC, os considerados em si mesmo, os reciprocamente considerados e os bens públicos.

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188. O que são e quais são os bens considerados em si mesmos?

São aqueles examinados individualmente, tendo em vista uma característica que lhe é peculiar. São os bens imóveis, móveis, fungíveis e consumíveis, divisíveis

e indivisíveis e singulares e coletivos.

189. O que são os bens imóveis e como se classificam?

São as coisas que não se pode transportar, sem destruição, de um lugar para outro. Os bens naturalmente incorporados ao solo, porém, como as árvores e jazidas, são bens imóveis, enquanto aderentes ao solo. Também podemos interpretar como sendo os que ao mudá-lo de lugar ele sofre alterações em sua essência. São classificados em: imóvel por natureza, imóvel por acessão física e imóvel por força da lei.

190. As máquinas agrícolas utilizadas numa fazenda são bens imóveis?

Não, porém no código civil

de 1916 eram consideradas imóveis, tendo sido

essa interpretação excluída no texto atual.

191. O que são imóveis por natureza?

Compreende o solo e tudo quanto nele se lhe incorpora naturalmente, inclusive o subsolo. Sendo que, são imóveis tudo o que estiverem e enquanto estiverem incorporados no solo e no subsolo, perdendo essa característica se deles

forem desligados.

192. O que são imóveis por acessão física? Compreende tudo aquilo que o homem incorpora artificialmente ao solo, a ponto de não poder ser removido sem alteração da substância ou da destinação econômico-social.

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193. O que são imóveis por força de lei?

São bens que mesmo sendo móveis, por força da lei, assim são considerados para que a imobilização dê segurança às relações jurídicas, pois o regime de

proteção aos bens imóveis é muito mais rígido do que aos bens móveis.

194. O que são bens móveis e como se classificam?

São aqueles suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. São classificados em: bens móveis por natureza, por antecipação e por força da lei.

195. O que são bens móveis por natureza?

São os suscetíveis de movimento próprio, como os semoventes, e os suscetíveis de remoção por força alheia, sem a alteração da sua substância, como as mercadorias e os automóveis.

196. O que são bens móveis por força de lei?

De acordo com o artigo 83 do CC: as energias que tenham valor econômico; os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes (usufruto, uso e penhor); os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações (locação, comodato, arrendamento etc).

197. Quais os efeitos da distinção entre bens móveis e imóveis?

A alienação de bens imóveis depende da outorga do cônjuge, salvo no regime de separação de bens, enquanto os móveis não se faz necessário; A alienação de bens imóveis é um ato solene, enquanto o de bens móveis é ato de forma livre, podendo ser verbal; Os bens móveis adquirem-se pela tradição, enquanto os imóveis exigem o registro da escritura pública; O prazo de usucapião de bens móveis é de três anos, para quem tem justo título e boa-fé, e de cinco anos nas demais hipóteses, enquanto o prazo de bem imóvel varia de cinco, dez e quinze anos; Alguns impostos incidem somente sobre os bens imóveis; Os bens imóveis podem ser hipotecados, os móveis, penhorados; Os bens imóveis são sempre

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infungíveis, os móveis podem ser fungíveis e infungíveis;A hasta pública dos bens imóveis chama-se praça e a dos bens móveis chama-se leilão.

198. Qual a distinção entre bens fungíveis e infungíveis? São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma

espécie, qualidade e quantidade. Os não fungíveis, o contrário.

199. Quais os efeitos práticos da distinção entre bens fungíveis e infungíveis?

O empréstimo de bens fungíveis chama-se mútuo, o de infungíveis,

comodato; A compensação legal efetua-se apenas entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis; O credor de coisa infungível não pode ser obrigado a receber outra, ainda que mais valiosa, ao passo que, quando a coisa for fungível, o devedor se libera restituindo outra da mesma espécie; Essas distinções são importantes no que se refere à obrigação de fazer.

200. Qual a distinção entre bens consumíveis e inconsumíveis?

Os bens consumíveis são aqueles que cujo uso importa destruição imediata

da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. Os bens inconsumíveis são aqueles que podem ser usados várias vezes, sem a destruição imediata. Os bens imóveis são considerados inconsumíveis.

201. Qual a distinção entre consuntibilidade de fato e de direito?

De fato quando a destruição dos bens ocorre no primeiro uso, perdendo a

capacidade de reutilização. De direito ou jurídica, ocorre com os destinados à

alienação.

202. A coisa fungível é sempre consumível? Sim, pois podem ser substituídos por outro da mesma espécie.

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203. O que são bens divisíveis?

São aqueles que não perdem a sua essência quando fracionados ou não tem uma diminuição valorativa.

204. O que é indivisibilidade material? Ou física, cuja divisão implica na perda de sua substância.

205. O que é indivisibilidade econômica?

É quando uma coisa em seu fracionamento perde consideravelmente o seu valor econômico, ou seja, uma parte não terá o mesmo valor que o todo.

206. O que é indivisibilidade voluntária e qual o tempo máximo de sua duração? De acordo com o artigo 130 do CC, é quando uma das partes não autoriza o seu fracionamento. O tempo máximo de duração é de 5 anos, podendo, somente o juiz autorizar a divisão antes do prazo.

207. O que é indivisibilidade finalística? Ocorre com os bens cujo fracionamento implica na alteração do uso a que se

destinam, prejudicando-o.

208. Os direitos podem ser indivisíveis? Sim.

209. Quais os efeitos práticos da distinção entre bens divisíveis e indivisíveis?

Se é divisível um bem, qualquer condômino pode requerer judicialmente a sua divisão; Se é divisível um bem, o condômino pode alienar o seu quinhão. Em ambos os casos não sendo possível caso seja indivisível.

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210. Qual a distinção entre bens singulares e coletivos?

Bens singulares são aqueles que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. Bens coletivos ou universais, correspondem à

pluralidade de bens singulares que, pertencentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária.

211. Qual a distinção entre universalidade de fato e de direito?

De fato, é o conjunto de duas ou mais coisas corpóreas que se encontram agregadas num todo. De direito, é o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico.

212. Qual a distinção entre coisa simples e composta?

Simples são as que apresentam uma matéria mais ou menos homogênea. Compostas são as que apresentam uma constituição heterogênea de vários materiais que se unem para formar essa unidade.

213. O que são bens reciprocamente considerados? São os analisados uns em face de outros.

214. Elenque os bens corpóreos acessórios. Os frutos, os produtos, as benfeitorias, as acessões e as pertenças.

215. Quais as principais consequências da máxima “o acessório segue o principal”? Há alguma exceção a esse princípio? O bem principal não precisa de outro bem para existir, enquanto que, o acessório segue o principal, ou seja, o seu destino é o mesmo do principal, somente cabendo a exceção se assim for anteriormente estipulado.

216. O que são frutos? São as produções normais e periódicas, cuja percepção deixa intacta a coisa

que os produziu.

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217. O que são frutos naturais, industriais, civis, pendentes, percebidos, estantes, percipiendos e consumidos? Naturais: são os que se reproduzem periodicamente pela própria força orgânica da coisa. Industriais: são os que se reproduzem periodicamente em virtude do trabalho do homem; Civis: são os rendimentos produzidos por um bem. Pendentes: são os que estão unidos à coisa que os produziu. Percebidos: os frutos já colhidos. Estantes: os que já foram colhidos e estão armazenados ou acondicionados para venda. Percipiendos: os que deveriam ter sido, mas ainda não foram colhidos. Consumidos: os que não existem mais, por terem sido utilizados.

218. O que são produtos e como se distinguem dos frutos?

Produtos são utilidades que se extraem da coisa, com dispêndio de sua substância, não se reproduzem periodicamente, ao passo que a reprodução periódica é a característica principal dos frutos, estes, quando retirados, deixam a coisa intacta.

219. O que são benfeitorias necessárias, úteis e voluptuárias?

Necessárias: são feitas para conservar a coisa, impedindo-lhe a destruição ou deterioração. Úteis: tem por fim aumentar ou facilitar o uso da coisa. Voluptuárias: ou suntuárias visam proporcionar mero recreio ou deleite, tornando a coisa mais agradável ou luxuosa.

220. O possuidor tem direito à indenização por benfeitorias?

Sim, se necessária, têm direito à indenização os possuidores de boa-fé e de má-fé; se úteis, apenas o possuidor de boa-fé; se voluptuárias, o possuidor de boa-

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fé tem o direito de levantá-la, quando o puder sem detrimento da coisa, se não puder, ele perde-as sem indenização.

221. O que são acessões por obra da natureza, industrial e mistas?

Por obra da natureza, é aquela que não há a interferência do homem, provém da natureza; Industrial ou artificial: a união é produzida pelo homem; Mista: a união provém da conjugação da força da natureza e da intervenção do homem.

222. Qual a distinção entre benfeitorias e acessões industriais?

Benfeitorias são melhoramentos feitos em obras já existentes, enquanto que, acessões industriais são obras que criam coisas novas.

223. O que são pertenças?

Os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.

224. Em que hipóteses os negócios jurídicos envolvendo o bem principal abrangerão também as pertenças? Quando houver uma lei neste sentido, quando a vontade das partes ordena a abrangência às pertenças e quando as circunstâncias do negócio abrangem as pertenças.

225. O que são bens públicos? Os bens do domínio nacional pertencente às pessoas jurídicas de direito

público interno.

226. O que são bens particulares?

98

anteriormente.

De

acordo

com

o

art.

do

CC,

todos

os

bens

não

enquadrados

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227. Os bens das concessionárias de serviços públicos são públicos? Sim, quando essas entidades forem prestadoras de serviços públicos.

228. O que são bens públicos de uso comum do povo? O uso desses bens é sempre gratuito? São aqueles bens cujo acesso é permitido a todos. Pode ser gratuito ou cobrado.

229. O que são bens públicos de uso especial? São os utilizados pela Administração Pública para atingir seus fins.

230. O que são bens públicos dominiais? Ou dominicais, são os que não têm destinação pública, e, por isso, integram o

patrimônio disponível do Poder Público.

231. Quais as características dos bens públicos? Inalienabilidade, imprescritibilidade, impenhorabilidade e impossibilidade de

oneração.

232. Os bens públicos de uso comum do povo podem ser alienados?

Por sua própria natureza não podem ser alienados, pois não são suscetíveis de valoração econômica. Existem alguns que por força de lei, os de uso especial são relativamente inalienáveis.

233. Quais os requisitos para alienação do bem público? A desafetação, que é a retirada da finalidade pública do bem.

234. Porque os bens públicos são imprescritíveis? Por que são insuscetíveis de usucapião.

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235. Qual o procedimento da execução contra a Fazenda Pública? Mediante precatório, pois é proibida a penhora de seus bens.

236. Os bens públicos podem ser hipotecados e penhorados? De acordo com o art.100 da CF/88, os bens públicos não podem ser objeto de

hipoteca, penhor etc.

237. O que é pessoa jurídica e qual é a razão de sua existência? São entidades a que a lei empresta personalidade, capacitando-as a serem sujeitos de direito e obrigações. Criada pela evolução histórica ou pela vontade do homem e passou a ser disciplinada para participar da vida jurídica como sujeito de direito, a exemplo das pessoas naturais, dotando-as para esse fim de personalidade própria.

238. Quais as teorias que procuram explicar a natureza jurídica da pessoa jurídica? Teoria da ficção: a pessoa jurídica não tem vontade própria; a sua existência não é real é fruto da criação da lei, principalmente na área penal, onde responde apenas no caso de crime ambiental. Teoria da equiparação: a pessoa jurídica é um patrimônio ao qual a lei atribui personalidade jurídica, tendo fim específico. Teoria da realidade objetiva, ou orgânica: as pessoas jurídicas são dotadas de existência real, cuja vontade é autônoma e independente dos homens que a compõem. O direito não as crias, apenas se limita a declará-las existentes. Teoria da realidade técnica ou jurídica: a pessoa jurídica é um ente real, sob o prisma da realidade jurídica, como instituição que se concretizou, e não sob o aspecto físico ou natural, cuja realidade é privativa da pessoa física.

239. Qual a distinção da pessoa jurídica brasileira e estrangeira?

Cada país adota uma denominação para essas entidades. Na França e na Suíça chamam-se pessoa morais. Em Portugal, pessoas coletivas. Na Argentina,

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entes de existência ideal. O Brasil, a Alemanha, a Espanha e a Itália, dentre outros países adotaram a expressão pessoa jurídica.

240. Qual a distinção de pessoa jurídica singular e coletiva?

Singulares

são

as

constituídas

por

uma

pessoa.

constituídas por mais de uma pessoa.

Coletiva

são

as

241. Qual a distinção entre corporação e fundação? Corporação consiste na união de duas ou mais pessoas para, por meio da instituição de uma pessoa jurídica, atingir um fim comum. Fundação consiste num patrimônio que se personaliza, isto é, transforma-se em pessoa jurídica.

242. Quais são as pessoas jurídicas de direito público?

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios, os Municípios, as autarquias e as demais entidades de caráter público criado por lei.

243. Há alguma pessoa jurídica de direito público que é regida pelo Código Civil?

Sim, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito privado.

244. O partido político é pessoa jurídica de direito privado? Sim, De acordo com a lei 10825/2003.

245. Quais são as pessoas jurídicas de direito privado? As associações, as sociedades, as fundações, as organizações religiosas e

os partidos políticos.

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246. Qual a distinção de associação e fundação?

Quanto à estrutura, a associação é uma corporação, a fundação é um patrimônio. A finalidade da associação pode ser alterada pelos associados, da fundação, não. A fundação é fiscalizada pelo Ministério Público, a associação, não.

247. A pessoa jurídica pode ser administrada por órgão colegiado? Sim.

248. Quando se nomeia administrador provisório à pessoa jurídica de direito privado? A requerimento de qualquer interessado, se a administração da pessoa jurídica vier a faltar.

249. O que significa presentação? Tornar presente à vontade.

250. Quem representa a pessoa jurídica sem registro? Em juízo pela pessoa a quem couber a administração dos seus bens.

251. Quem representa a pessoa jurídica estrangeira?

Pelo

gerente,

representante

ou

sucursal aberta ou instalada no Brasil.

administrador

de

sua

filial,

agência

ou

252. Quando se inicia a personalidade da pessoa jurídica?

Com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no

registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

253. Quais as pessoas jurídicas que dependem de autorização do governo? As instituições financeiras, os administradores de consórcio de bens duráveis,

as seguradoras, as operadoras de planos privados de assistência à saúde, as

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sociedades e fundações estrangeiras e entidades de previdência complementar privada.

254. Quais as consequências da aquisição da personalidade jurídica?

O poder de a pessoa jurídica praticar todos os atos jurídicos, exceto aqueles que lhe são vetados de forma expressa ou tácita; O poder de a pessoa jurídica figurar como parte nas relações jurídicas materiais ou processuais; Autonomia patrimonial. O patrimônio de pessoa jurídica personalizada não se confunde com a dos sócios.

255. Qual a diferença de abuso da razão social e a teoria da ultra vires? Teoria ultra vires invalida os negócios que ultrapassarem o objeto social.

256. A teoria ultra vires é adotada no Brasil? Não.

257. Qual o prazo para anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado por efeito do ato constitutivo? Três anos.

258. O que é teoria da desconsideração da personalidade jurídica?

É a teoria, segundo a qual o juiz pode determinar que o patrimônio dos sócios e administradores respondem pelos atos que a pessoa jurídica praticar em caso de abuso da sua personalidade.

259. Quais as causas de desconsideração da personalidade jurídica?

Desvio dos fins estabelecidos no contrato social ou nos atos constitutivos e confusão entre o patrimônio da pessoa jurídica e o dos sócios ou administradores.

260. O que é associação? É a corporação sem fins lucrativos.

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261. Em que consiste a liberdade de reunião?

Reunião que é o agrupamento de pessoas com o fim de trocar ou de receber informações. Deve ser pacífica, visar a fins lícitos e notificados previamente à

autoridade competente.

262. O estado pode interferir na associação? Não, esta interferência estatal é vedada, constituindo crime de abuso de

autoridade e crime de responsabilidade política administrativa.

263. Qual a distinção entre reunião e associação?

Associação é uma organização duradoura, fundada no acordo de vontade dos aderentes, a reunião é passageira. A associação é uma pessoa jurídica, a reunião, não.

264. Qual a distinção entre associação e sociedade?

Na sociedade há o fim lucrativo, ao passo que a associação é a organização de pessoas para fins não econômicos.

265. Os associados podem ter vantagens especiais? Sim.

266. A qualidade de associado é intransferível?

Sim, a não ser que o estatuto disponha o contrário. Assim, no silêncio do estatuto, o título do associado é intransmissível, seja por ato inter vivos ou causa

mortis.

267. Qual a forma de exclusão do associado?

Se o fato que levar à exclusão estiver previsto no estatuto, é decretada pelo órgão da associação incumbido dessa deliberação. Se o fato cometido pelo associado for de reconhecida gravidade e o estatuto for omisso acerca deste, por

decisão de assembléia-geral especialmente convocada para esse fim.

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268. O que é assembléia-geral? E qual a forma de sua convocação?

É o órgão de deliberação máxima da entidade associativa. A sua convocação de fará na forma do estatuto, garantindo-se a um quinto dos associados o direito de

promovê-la, além de outras formas que o estatuto prever.

269. Quais as matérias reservadas privativamente a assembléia-geral? De acordo com o art. 59 do CC: eleger os administradores; destituir os

administradores; aprovar as contas; alterar o estatuto.

270. Quais as formas de dissolução da associação?

Espontânea, que é a deliberada pelos associados reunidos em assembléia- geral especialmente convocada para esse fim, observando-se o quorum previsto no estatuto. Judicial, é a decretada por sentença e só é possível quando a associação tiver fins ilícitos ou caráter paramilitar.

271. A associação pode ser dissolvida por lei ou decreto? Sim.

272. Qual do destino do patrimônio extinto?

Em primeiro lugar, à entidade de fins não econômicos designada no estatuto. Se for omisso, os associados deverão deliberar em favor de alguma associação municipal, estadual ou federal de fins idênticos ou semelhantes.

273. O que é fundação e quais os seus elementos?

Fundação é um patrimônio ao qual a lei atribui personalidade jurídica, em atenção ao fim a que se destina. Seus elementos são: patrimônio e fim específico.

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274. Qual a forma de instituir fundação?

Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e

declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.

275. Qual a diferença entre fundação direta e indireta?

Na fundação direta, o estatuto é elaborado pelo próprio fundador. Enquanto que, na indireta ou fiduciária, o estatuto é elaborado por uma terceira pessoa a quem

o fundador atribui esse encargo.

276. Quem aprova o estatuto da fundação? Ministério Público.

277. A instituição da fundação pode ser revogada?

Sim, se for instituída por testamento, a qualquer tempo pelo testador. Todavia, após a morte a morte, o ato se torna irrevogável.

278. O juiz pode aprovar o estatuto da fundação?

Sim, além de poder mandar fazer no estatuto modificações a fim de adaptá-lo

à finalidade.

279. O Ministério Público pode aprovar o estatuto da fundação? Não, a aprovação compete à autoridade judiciária.

280. Quando o Ministério Público elabora o estatuto da fundação?

Em duas situações. A primeira ocorre quando o instituidor não elaborar nem nomear pessoa para elaborá-la. A segunda, quando a pessoa nomeada não elabora

o estatuto no prazo que lhe foi fixado, ou não havendo prazo, dentro de 180 dias.

281. Quais os requisitos para alterar o estatuto da fundação?

Da deliberação de dois terços dos componentes para gerir e representar a fundação; que não contrarie o fim da fundação; que seja aprovada pelo órgão do

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Ministério Público, mas, caso este a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.

282. Todas as cláusulas do estatuto podem ser alteradas? Não, a finalidade da fundação é inalterável.

283. Como se extingue a fundação?

Depende de sentença judicial, quando: se tornar ilícito o seu objeto. Tal ocorre quando sobrevém uma lei proibindo a atividade exercida pela fundação; for impossível a sua manutenção; se vencer o prazo de sua existência.

284. Qual a distinção entre fundação de direito público e fundação de direito

privado? Fundação de direito público: também chamadas autarquias fundacionais, são aquelas instituídas, por lei, pelo Poder Público. A sua personalidade jurídica emana diretamente da lei que a criou, o processo de execução é feito por precatórios, os servidores estão sujeitos a regime jurídico e desfrutam de estabilidade, devem-se observar as normas de licitações e são pessoas jurídicas de direito público. Fundação de direito privado: São instituídas por particulares, o registro do seu ato constitutivo se faz no cartório competente, o processo de execução é comum, podendo sofrer penhora, o regime de trabalho é de CLT, não é necessário observar as normas de licitação, nem sofrem fiscalização do Ministério Público.

285. O que é sociedade? É a união dos esforços de duas ou mais pessoas para a obtenção de um fim

comum.

286. Quais as espécies de sociedade? Podem ser empresárias e não empresárias (simples cooperativas e de

advogados).

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287. Qual a diferença entre sociedades empresárias e sociedades simples? Exemplifique. Sociedades empresárias: são aquelas que visam à exploração de atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços. Ex. banco, supermercado, hospital, lojas etc. Sociedade simples: são as atividades desprovidas de um desses elementos, como, por exemplo, as atividades econômicas de natureza intelectual, científica, literária ou artística. Ex. sociedade de médicos.

288. O que é sociedade comum e quais suas espécies?

É a destituída de personalidade jurídica, porque seus atos constitutivos não

estão registrados no cartório competente. São de três espécies: sociedade irregular, sociedade de fato e sociedade tácita ou presumida.

289. A sociedade comum pode figurar em relação processual?

Sim,

ativa

e

passivamente

comprovada a sua existência.

contra

os

sócios

ou

terceiros,

desde

que

290. Qual a distinção entre sociedade comum e comunhão?

Sociedade comum é quando os bens também pertencem aos sócios e não à sociedade, pois esta não tem personalidade jurídica, e, comunhão, quando um ou

mais bens pertencem a mais de uma pessoa.

291. O que é cláusula leonina?

É a que exclui um dos sócios da participação nos lucros e beneficia somente

umas da partes contratada.

292. O que é sócio remisso? E quais as suas consequências?

É o que não cumpriu a obrigação de contribuir para a formação do capital

social. A sociedade após notificar o remisso, para, em 30 dias, adimplir a obrigação,

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poderá tomar uma das seguintes posturas: mover-lhe ação de cobrança; expulsá-lo da sociedade; reduzir o valor da quota social ao montante já realizado pelo remisso.

293. Qual a distinção entre sociedade de capital e sociedade de pessoa? Sociedade capital: é aquela em que o sócio pode alienar a sua quota sem a

anuência dos demais. Sociedade de pessoa: é aquela em que a alienação da quota depende da anuência dos demais sócios.

294. A sociedade limitada é de capital ou de pessoa? De capital, pois o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem

seja sócio, independentemente da anuência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social.

295. A responsabilidade dos sócios pelas perdas sociais é direta ou subsidiária? Subsidiária, pois a execução só pode recair sobre os seus bens após o exaurimento do patrimônio da sociedade.

Entrega até 08/12/2012 Cláudio Cesar Brito Silva