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Arquitetura Brasileira II
Arquitetura Brasileira II
Unirp 5º período – 20123 Profª Msc Raquel Ferreira
Unirp
5º período – 20123
Profª Msc Raquel Ferreira

Arquitetura neocolonial brasileira

• Duas linhas teóricas: “falso colonial” e “o ecletismo dos falsos estilos europeus”; • Ignoraram as
• Duas linhas teóricas: “falso colonial” e “o ecletismo
dos falsos estilos europeus”;
• Ignoraram as reais necessidades do homem do sec.
XX (rev. industrial);
• O debate formal estava instaurado;

• “primeira manifestação de uma tomada de consciência, por parte dos brasileiros, das possibilidade do seu país e da sua originalidade;

Arquitetura neocolonial brasileira • Duas linhas teóricas: “falso colonial” e “o ecletismo dos falsos estilos europeus”;
Carências arquitetonicas
Carências arquitetonicas
Carências arquitetonicas “ Ainda hoje os alunos [da Belas-Artes] copiam os mesmos desenhos do fundador da

Ainda hoje os alunos [da Belas-Artes] copiam os mesmos desenhos do fundador da aula de arquitetura, o

qual, no fim do século passado e no princípio do nosso, distinguiu-se por ter publicado uma obra sobre

arquitetura toscana.

A arquitetura entre nós não deu um passo avante desde

o princípio deste século, embora esta época marcasse uma revolução colossal

Eng/Arq Luiz Schreine, 1884

• Grupo histórico Três correntes da arquitetura Fiel da estética mais conhecida, aceita somente as arquiteturas

• Grupo histórico

Três correntes da arquitetura

Fiel da estética mais conhecida, aceita somente as arquiteturas que caracterizam as duas civilizações mais notáveis: a greco-romana e a da Idade Média

Grupo eclético Reserva-se o direito de escolher em todos os estilos, em todas as manifestações da construção o que mais perfeito julgar para o fim que se tiver em vista

• Grupo racionalista

Reação do presente contra o passado; lançando mão dos novos materiais, esse grupo adotou a liberdade da forma, sem obrigação de

atender às leis da estética legadas pelo passado

Grupo Histórico / Neoclássico

Grupo Histó rico / Neoclá ssico Museu Imperial de Petrópolis

Museu Imperial de Petrópolis

Grupo eclético / Ecletismo

Grupo eclé tico / Ecletismo
Modernidade e identidade cultural • 1900 – 400 anos do descobrimento • Affonso Celso – “

Modernidade e identidade cultural

• 1900 – 400 anos do descobrimento • Affonso Celso – “Por que me ufano do meu país(1900) Ufanismo • Euclides da Cunha e Lima Barreto – abordagens distintas das prescritas no velho mundo

• Nacionalidade na arquitetura

RICARDO SEVERO • 1891 – Exila-se no Brasil • 1898 -1908 – Retorna a Portugal, edita

RICARDO SEVERO

• 1891 – Exila-se no Brasil • 1898-1908 Retorna a Portugal, edita publicação de valorização da cultura nacional Portugália • 1909 – Radica-se definitivamente no Brasil • 1914, Conferência na Sociedade de Cultura Artística: A Arte Tradicional no Brasil• Valorização da arte tradicional

• Manifestação de nacionalidade • Constituição de uma arte brasileira

• Tradicionalismo, não um “ saudosismo romântico e retrógrado ” • “ ...para criar uma arte

• Tradicionalismo, não um “saudosismo romântico e retrógrado

...para

criar uma arte que seja nossa e do nosso

tempo, cumprirá, qualquer que seja a orientação, que não se pesquisem motivos, origens, fontes de inspiração, para muito longe de nós próprios, do meio em que decorreu o nosso passado e no qual terá que

prosseguir o nosso futuro

...olhando

o futuro, tem de seguir um caminho

demarcado pela experiência e pelo estudo do

passado

Arquitetura neocolonial brasileira

• São Paulo: voltada exclusivamente para o presente e o futuro; • Negação dos vestígios do
• São Paulo: voltada exclusivamente para o presente
e o futuro;
• Negação dos vestígios do passado;
• Precursores: 2 estrangeiros – Ricardo Severo e
Victor Dubugras
• Para Severo, o retorno à referências de sua terra
natal era natural, inicia suas obras em 1914;

Arquitetura neocolonial brasileira

• Busca elementos da arquitetura civil portuguesa dos séc. XVII e XVIII: • Varandas sustentadas por
• Busca elementos da arquitetura civil portuguesa dos
séc. XVII e XVIII:
Varandas sustentadas por colunas toscanas, telhados
planos e largos beirais, telhas-canal, rótulas e muxarabis,
azuleijos do Porto;

Arquitetura neocolonial brasileira • Busca elementos da arquitetura civil portuguesa dos séc. XVII e XVIII: •

Não se tratavam de cópias;

Buscavam por

refinamento;

Modernas;

VICTOR DUBUGRAS “ Em toda construção o Sr. Dubugras deu inteira preferência às formas de estrutura

VICTOR DUBUGRAS

Em toda construção o Sr. Dubugras deu inteira preferência às formas de estrutura real. As disposições construtivas e a natureza dos materiais são francamente acusadas, lealmente postas em evidência: o que parece parte suportada funciona

verdadeiramente como tal; o granito é granito mesmo;

os revestimentos de argamassa não iludem; e toda pela de madeira já está com sua cor própria, tendo

apenas uma camada protetora de verniz transparente

Arquitetura neocolonial brasileira

• Victor Dubugras adota o novo estilo desde 1915; • Não se preocupava em empregar os
• Victor Dubugras adota o novo estilo desde 1915;
• Não se preocupava em empregar os mesmos
materiais da época colonial – parentesco formal;
• Eclético e inovador, extraia o que considerava
melhor em suas pesquisas;

Arquitetura neocolonial brasileira

  • Uma nova possibilidade no momento em que o art nouveau se esgotava;

  • Retoma elementos da arq. Luso-brasileira:

• Varandas, balcões, telhados planos, largos beirais, frontões com pináculos ( arq. Religiosa)
Varandas, balcões, telhados planos, largos beirais,
frontões com pináculos ( arq. Religiosa)
Arquitetura neocolonial brasileira • Uma nova possibilidade no momento em que o art nouveau se esgotava;
Arquitetura neocolonial brasileira • Uma nova possibilidade no momento em que o art nouveau se esgotava;
Unia a outros elementos que já utilizava como: • Arcos plenos (romanos), curva nos degraus da
Unia a outros elementos que já utilizava como:
Arcos plenos (romanos), curva nos degraus da escada ou
das muretas (art nouveau), etc.
Pedra bruta dispostas de forma irregular, cores claras
(arq. Portuguesa)

Arquitetura neocolonial brasileira

• O movimento se inicia em SP em 1914 – mas não foi onde alcançou maior
• O movimento se inicia
em SP em 1914 – mas
não foi onde alcançou
maior expansão e
importância;
• SP só prospera na
segunda metade do séc.
XIX, quando se preocupa
em investi no
desenvolvimento

Arquitetura neocolonial brasileira

• Rio de Janeiro: Até então, a Escola de Belas Artes busca suas referências unicamente na
• Rio de Janeiro: Até então, a Escola de Belas Artes
busca suas referências unicamente na Europa;
• Com a valorização da arte luso-brasileira – clima
propício para desenvolvimento do mov. Neocolonial;
• Busca por uma arquitetura nacional – primeiro
movimento nacionalista;
JOSÉ MARIANO FILHO
JOSÉ MARIANO FILHO

• Cunha o termo “Neocolonial(1926) • Exposição Centenário, RJ, 1922: pavilhões

neocoloniais

• Patrocínio de concursos:

• Pavilhões do Brasil na Exposição de Filadélfia (1925)

• Exposição de Sevilha (1928)

• Novo edifício da Escola Normal (1928) • Todos deveriam se inspirar na arquitetura tradicional

brasileira

Arquitetura neocolonial brasileira

• José Mariano Filho: valorização plástica; • Novas formas fiéis ao espírito do passado e do
• José Mariano Filho: valorização plástica;
• Novas formas fiéis ao espírito do passado e do
presente;
• Procura criativa e formalismo = contradições:
deslocamento de seu contexto original + variações
sobre um mesmo tema

Arquitetura neocolonial brasileira

Arquitetura neocolonial brasileira

Arquitetura neocolonial brasileira

Exposição Internacional do Centenário da Independência; •Busca por um novo estilo; •Símbolo da emancipação artística do
Exposição Internacional do Centenário da
Independência;
•Busca por um novo estilo;
•Símbolo da emancipação artística do país;

Pavilhão das Pequenas Indústrias na Exposição Internacional do Rio de Janeiro de 1922

Arquitetura neocolonial brasileira

• Escola Normal : Mais importante realização oficial do estilo Neocolonial
• Escola Normal : Mais importante realização oficial
do estilo Neocolonial

Corpo central da fachada: semelhança com frontispícios de igrejas/conventos pernambucanos.

Arquitetura neocolonial brasileira • Escola Normal : Mais importante realização oficial do estilo Neocolonial • Corpo

Simetria;

austeridade (ranhuras);

exuberância

Arquitetura neocolonial brasileira

• Foi na arquitetura residencial que a arq. Neocolonial triunfou; • Exemplos de formandos da Escola
• Foi na arquitetura residencial que a arq. Neocolonial
triunfou;
• Exemplos de formandos da Escola de Belas Artes,
após se destacaram na produção do estilo, acabam
por se converterem para a arquitetura moderna:
Attílio Correa Lima, Paulo Antunes Ribeiro, e ainda,
Lúcio Costa
CONTRIBUIÇÕES
CONTRIBUIÇÕES

• Aprofundamento do conhecimento acerca da

arquitetura colonial

• Obras de considerável valor estético • Alguns pioneiros da arquitetura moderna tiveram sua

fase neocolonial: Lucio Costa, Attílio Correa Lima,

Paulo Antunes Ribeiro, Raphael Galvão, etc

• Simbolizou a tomada de consciência nacional