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UMWBIDAQE CAT~UCAPORTUGLlW

CUMS&QMAQDNAL.P$RAASCOMMORA$ÜESDOSDa- POR TU^

rm~~kqhEVANGEW~ÁO E CULW

CONGRESSO INTERNACIONAL DE HIST~A

MISSIONA~ÃOPORTUGUESA,

E ENCONTRO DE CULTURAS

SEPARATA

?

-

ALBERTO WEIM

As Constituiçòes Siaodais drts-diocesesde Angra,

~eLasPalmasnos~sXVeXVTX

,-

As Constituições Sinodais das dioceses de Angra,

Funchal e Las Palmas nos séculos XV a XVII

A História da Igreja, durante muito tempo, restringiu-se a rastrear alguns

aspectos insti tucionds ou A sua intervenqão no processo de &scobrfmentos

e expansiio, a partir do skdo XV. Perante isto as inúmeras questões que se prendem com a mangelizaçh interna t as formas e expressão da rdigie sidade popular não eram consideradas. Nas úitimas dhdas a historio@a

colocou-nosperante novas desafios que &xem novas possibilidades ao inves- tigador. Neste contexto assumem particular aten~ãodois tipos de fontes:

as constitui~ssinodais e as visif as pastorais. O conhecimento do processo de catoikq00 das populações, apás o concflio de trato, passa, obtigatorfa-

mente, pelo estudo destas fontes.

Era nosso objectivo proceder a um estudo comparado desta prohiemd-

tica no hbito dos arquip&lagosatlânticos (Madeira, Açores e Cankuias),

todavia pela extrema dispersão do segundo grupo e a di£icddadeem reuni-lo, fomos forçados a optar apenas pela dise do primeiro. As Constituições Sinodais assumem uma funq.50 primordia1 na com-

preensão & vivencia reiigiosa das popukws abrangidas pelos bispados 'a que se dirigiam. O impacto do fenómeno religioso sobre a sociedade lawduziu-nos$ valorizaç8odestas normativas,que não se resumiam apenas nlwta?&cer a expressão ritual e normas de conduta do clero,mas tambh

ttW&&tt

Mmeras indicaçoes dirigidas aos leigos.

:&itlekiade-parar

as textos das Constituiçtks, disponíveis para os tr4s

Igreja -&p&ps

+rqXrip&gm4 resdtou da necessidade de verificar o mada de actuação da

iridares. A exemplo do que j&fizemos ao nfvel das insti-

tui~-' mixmidph, por meio do estudo das posturas, pretendemos agora definir os tràços'comuns e particuIares das diversas constituiçtíes sinodds.

As &meses insulares

I3antiga a tradição episcopal nas ilhas do Atlh tico Orierrtai. O primeiro

bispado, com o nome de Fortuna, surgiu nas Canárias a 4 de Novembro de

1351 1, m&via jA em 1344 2 o Papa Clemente VI havia atribuido a D.Luis de

Ia Cerda o principado da Fortuna, Este facto foi o prelddio de acesa po18 rnica entre as coroas peninsulares pela posw do arquip4ago.

A presença da igreja catblica nas Canhrias remonta a 1291, altura em

que dois franciscanos terão awm~doTeodbio Dória e GioIino de Vivaldi na expedição ai realizada 3. Mas até As viagem de conquista levadas a cabo por Jean de Bettecourt, a partir de 1402, a igreja do conseguiufirmar uma posiç4o segura, capaz de atender à necessgria evangekação dos guan- ches. As várias iniciativas de baptismo em Agaete, Telde, Puerto de La Cruz e La Gornera não haviam surtido os efeitos desejados. O antigo bispado da Fortuna, que apenas existiu no papel, foi substituido pelo novo de Rubi-

&o, criado por bula papai de 7 de Juiho de 1404 *, ficando suf ragâneo de Sevilha.

do

Entretanto, desinteligências de vhia ordem, resultantes do cisma do

Ocidente, condicionararn a afirmação deste mais antigo bispado atbntico. Primeiro foram as tendsndas divisionistas com a criação par Mariinho V

do novo bispado em Fuerteventura a 20 de 1424 5, que não surtiu efeito, abrangendo as ilhas de Hierro, La Gomera, I;a Palma, Tenerife e Canaria. Depois foi a ordem de trmsferbcia do bispado de Rubicão para tas Palmas

em 26 de Agasto de 1435 \ que n&ose dizou devido à morte inesperada

do bispo Frei Femndo Calvetos. A sua concretização $6 viria

a ter lugar

em

1462 7, a pedido de Don Diego Xllescas. E foi a partir daqui que a Igreja

em CanBrias passou a assumir a sua verdadeâra dimensão.

4

J. VIERA Y Ctitwo, ob. &. pp. 952-953.

s

iWm, pp. 957-958.

a

iü&m

p. %3.

r

-A,

pp. 967-970.

~rrsmin~Fão-azisWpar&~~.bb&a&hc

.em1514 da bii do Fm W

momento tdo

a servi- episcopal

sra feito por bis-

se c1~nheemtr& uisips: a &gra errx 1487, ao Fdd erxi Sm,a Angm e ]Ponta Delgada em 15W.

titulares ai enviados ~IQvig&riu de Tomzq* Tabwi'a

Em 13,t4, mo apamWto da primeira &mese ultramarha do a-

th poí~&s toda a jmdsdiff~4mIesi4stica dai

13ojabr &i& ã ía&a

*desde a Wa

~SSOU~WZLà depe~ld&deidhWi & W@P effi

que&&. &to ma;ri&w&seat&1533,&a em queD.

&%&uu

a9.Fapa

Clemente Vn a c-o

de nbwpdiacuws(hga,SoTagot tW Tm6, Santa

Catarina--)e a eletr@b da^^ &Fuachd $i=regoriai de metr~pozi-

tam s primaz- 8 de8eB foi aturdi&

acedeu

seferida ~~li&ta@~.

a a 31 de Jwim IB o Wn Ponfifwe

Av- de 153.3 a &-

a Dese-

doF&dficava

restrita $: crMaW,&~e Farto

e Skhilà-gehs, e aqueb parte eonW2aI de &h,

;mimJ

h&-

~&&~w8mw=-&.

1.

~w'âs&*as SUfrd~mmo oiApmSp-

&smte a

presenqi dos dPEadomsa. rdt"Pde

am O governador&Frei Jorge Santiq$

(157413851no ian nu

s&a#a@Ii&a -o&bpdo,

fm&isa)emm E de D.re~nibi~

a

sua &matara

íe P prá:Hoa mlighsa +ram

ma vierr

Tal mam 6re Gaspr PN~~Lo$Q~O b3spa.d~do PwM endam-

=-&e niimadtu@i&abitomupowfaitíxv&aComdittpç6es Si3que

ho teve desta paa de igteja dtan*,

e pgovsrmo delhsz E i3 com me WQ

~~sereencmtiouonrms~o:6hasq~eUeo~~~4~fez

assas estados pdencisi e modemiqão, Mdaias todas na mcmsmcta

im~Eiliotridbtiao e ncrs sagrados carrona

importantes foram promdgadas em

de D. Luís de Pigueiredo de iernos, hram-se a exemplo das de Lisboa,

1571 e 1597. As 6ltimas, da iniciativa

aprovadas em 1564 com o

meamo titulo de aCanstituiç+

Extravagantes*.

A Reforma e Contra-Reformanas ilhasi

O &ulo

XW t definido em termos da estrutura religiosa da Cristan-

dade Ocidental como um momento do seu activo protagonisrno: primeiro a

tentativa de reforma levada a cabo por Lutem e Caivino, depois a resposta do papado por meio da convoca@o. em 1542, do Concilio de Trento, e a

afirmaçãe dos jesufstas como bas- dessa msposxa, conhecida como

*contra-reformam.

A maior parte dos membros da Igreja havia entrado na vida kil, deixando-se corromper pelas solicitaçõesmateriais. A situação era deveras gritante:nos conventos domínava a indisciplina e a quebra da moPal pautada pelas aventuras sexuais, enquanto o clero regdar se abstinha do serviço das

parbquias apegando-se aos vícios da sociedade. Esta ambiência atingia

taptbh a alta hierarquia da igreja cat6lica: muitos bispos eleitos recusavam-

a vida mundana da

para as dfwes das

e tão pouco pmce-

foi oi. Ambrósio,

&-se

d esteveem 1538 açom-

bisp

desdk~~u.q

vauDias.Porque havia pte

onde rcrimu e deu ordens

e #&tdus os oficios cornpetenteg ao cargo punmcial do dito arcebis-

padoz 3% Tál como refere Gaspar Fruru~~oos visitadores aexecutaram em

tuda aflhaseuoficioI

)

com muitorigor e aspereza*necessários ara sanar

nas ksr

Na verdade Poi a partir

c03 dos que os víg&ri~stinham =to

da sua intervenção que se seurgmizaram as paróquias, estabelecendese

normas rigorosas para a preserve dos seus prdprios arquivos, através

dos livros & registo 32. Diz-nos ainda Gaspar Fruhioso que, não obstante ele nunca ter ri-indo residir no Fundial, governou bem o amebispado, dando ao

2~

Tenha*

em conta mr casos

diaccses de São Tom€ e Cabo Verde, confom o

demonstramos em estudo mahdn sobre Portu&

y h i~lasatibticas, Madrid, 1992.

so Gaspr FRuruoso, SmLdcs & Terra,Livra H,Ponaa Delgada, 1978, pp. 2&%290.

33

Ibidenr, p. 290.

32

~~

o que dissemos Acerca das fontes em A Escmwlslm na MMm w

&CU&S

XV 4 XV.1, F~iinchal,1991, pp. 301-51)5,

seucabido wendas e hmms e descanso (,

I,

Iiberdades e prf;il4gioç liirgos,

dm as primeiw que

e wr4stituii.çBes comptiveisr. Estas canstitai+s

saram a reger o arcebid e que mais tde são reftmciab nos

L.Todwvb nEo h$ mtfcia da rea~.ãode qualquer dnodcf. Quando

mito -r-se-&

estar pmEe uma adapti&

das de Lisha que tambm

servlrarzi para as bispadas po~teriom.~ Com a morte do arcebispo D.Martifiosem 15-47 a Se pemmecau vriga

~t&1551,

nesse periodp es~evena Fwehd ,o bigpo D,Smllo, das Was,

deuaórdexrs a muim pes$~!Bse arwu a ilha todacsismmdo mmum-

mate a.todosas Quedisso .tinham nwesskhdeeii. Em 1552,fdfprovido D.Frei

Gspar do Casal, que 60residiu na fXha'eo &ta

+adu

mais $&ente foi ter part3,-

3 3 , naMea.&

rn cofidIi~de Tmw. O seu WC~SSO~,Sn Jorge de m

em 1556 foi quem na w$ade deil f orna h apli~a@odw orientaçb~criden-

tima na.

sedo depais seciiadad~por D.Jer6nhm B-P

(1$?4&qe

D. Luís de Figdrcdd de Lemos (1586-160&), conãideradbs os vddh

obirds dese reforma na M&eipag.

h pdtica de OTo-

das fiisdtui~~~as.e da ritual religioso,

expma nos shod,os,iisrcbdat.por D

e

em 1578teve-bnti-

nuida& com D.Lxifsde Figueiredo de Lemos 41537,t602), Frei hmqo

,de

Tav-~raf 161% II,FM Jerbnimo Ç1622,182B, 143,4], D. PreLAutspia

da

Silva Teles a D.Frei 3o& de Santa Maria (1610). Deste oito sfaados ,que se

maihmm no PwW apenas,se publicgiram as constítui&e~de dois (1578

e 159q35 e oo&ecemsc as de outro m~~.wrlas36, pts as das &ds perderam-se,

Portudo3~~podet~os&mar queera.patenteo dheaxnmtb'doepi-

pad~em mla@b4 rdade d.h yparbquiaa da dãmese. TA*

6m&

significativa nos &pwsderio=

esta sim

$ :ia sede do Bkspadò. I3o msb

m 1153, &tiveram mjeit;ds

.dosAgmm QW,a& h aia@o do bispado de-m

&

dos prelado1 'enviados pdo prior de Tùmar e dqzuis Q bispo do

na

mWp.Note-se, ainda, que asreferidas visitas tiahm awaa lygar

Téwa oxrem Sã-o.Migue1, ficando as demais ibs en.tre@xsw si prhwas,

s ia. ~orgede -E#,

in~ilrr~~dM~IW*,A ~uarhal,19~4,p.

'

D. -hhn~*, Ib&m,h,S, H84,p~.3&31,*D.JaWmo

v,ihk?~,pp'293-322.

do FmhL Paitas e &&nadas

por D. Jmnyw

1585; Camrirui@y&Spw4ka do

I'e,3%

f pp. 12M3.0;

:CmWW Sywobsdu B&da

, bLglO do &o bbpdb, Li$bm,pr Atltoni~Ri-,

,tio&F

com as &shpmgantbs noummuda impmms, por mandado de D- D.de

a kem, bispodeditoBlfpsdo,&boa, por PeciroCraesbock, 1601; tedo emamxo

& ~SA,uaaiogo dpn &

dar -,

11; pp. 47495 I!:=&&am

ãa iwja de W Salvador da Ghdt

L ?&BEW&

aArictori&h~

O primeiro bispo que aportou As ilhas açorianas foi D.Jdo de Arda,

bispo de Safim, que esteve em Sh Miguel e na

Terceira.

.Depois em 1505

Vsisco Afonso, vimio de Machico, foi nomeado visitador geral e em 1506

Bartolomeu Afonso foipmvida no carga de ouvidor eclesi8stàco do arquip

lago. Entretanto em 1523 foi o vigário de Angra nam&do para o cargu de visitador e wvidor eclai8stico dos Açores.

A mfização do Concílio de Trento (1545-1563) definiu uma nova mali-

dadepara a tealo@ e pdtica institucionai dahiemquiareligiosa,exptessas

por um novo modelo de catecismo, pela uniformização do ritual religioso

e combate ao absentismo38. Nesse contexto a intemenç8o dos bispados,

através dos cdos diocewos, era a fonna mais correcta de fazer afirmar

as nomtivas tridentinas no quotidiano. Zle acordo com as normas estabs lecidas nas diversas sessões do Concilio foram elaboradas as novas consti-

tuições capazes de atender aos novos desejos da pr8tica religiosa.

lhn Trento Insistiu-$e numa maior intervengo do dei na vida dias par&-

quias, cmbatenk o absentismo e os deos morais, e apstou-sena+- ficciçãro das funÇBes, por meio de uma melhor forma@~religiosa e das

condi@es materiais. Desta intenção resultou, na pdtics o aprecfrnam dos

semriidrhs, a assiduidade das visia paroquiais e a mudança substancial

das condições de sobreviv&nciado clero. expressa no aumento das c*-.

A forma@o do clero ritravbs dos semindriaa era tanacondiçh indispen-

mudança. Tal medidaforaj6 ~~ nos concíiios deMima

sAvel para esta

e Toldo, mas 96 teve plena concretização com o de Trato. Na Madeira o

SeminBxio mrge em 1566 par iniciativa de D.3erBnimo Baneto e nas Cani

rias, n& obstmte a insisthcia dos bispos desde 1483,813 em 1582 este foi

criado -W.

A par disso 6 de considerar a presença do Co1kgio dos Jeauitas, o

phctpal bastrZo da Con.tr*Reforma. Ele surge primeira na Madeira a nos A~ores(I 570 a Angra, 1591 m Ponta Delgada e 1652 na Horta), depòis nas

C&&rÍas Cf 694 em ta Orotava e 1696 em tas Palmas)*0. Notese que neste

iiikiid arquip&ago,bivh%jB estado vsrias misstks de jestútas11566, f613,

1631a ,IMO) ssm'h&r dt@o'I-

%

V. H.Hi 6-;--

2&21R Jearrlma~,&-ms

e wtrna.a a-

mfh 3490 e 1660,Li&*

1984, pp.

1N5. pp. 5.4-266: John

mt r4 Lufhe~et %iraire, Paris,

M,A CriWttdade iw.Ot?@mre14W17&?,Usb, 1890, pp. 25-28.

$9

F.k Snvn,

im EIuciddnta llB&iwnse,

Ii. 198% 307-%S (Abel A. da ,WVA,

Am c da HisId~da

His*

1977,pp.I7 1-196.

rSemin%rlado Funehal. Mms notas dre a sua Hlsthria*, h

Madeira, wL VI, n.O 34,&F

1964-i%$;FW CAsAUsJIW MUJ~,*Ant-

rimdd 5emh$0 CbricillardeCaãhn, REI Musgg Camtdo,

Frariciwa - DRUWkIOPUi, Apornt-tos

A dem pãradaçb &um seminbirio em Angta foi detsminada em 1S6& mas sO muito tardia-

-te

cste foi dado, cdron*sc

r4pogd-

fica-, Angra do Hemism, 1390,170.

4~ I. &mmxpio

Gm, LOS Jem'ras en el dawxdlfo pasto&

de i% di-,

hs Fd-

mas, 1982.

41

hi -h,

O Coi-

dOs Jesuítas do F&l,

2 voh., Pinlchal,, 1987; Fr. &~sthho de

WEALY~,Crô+

da PrEnnncia de Sa Jods Evnpogelisfa &s ühm dos Açeres, 3

1961-19BZ; J,

Y CUwo, oh cãr., Ti, pp. 804-826.

li.,

Uma das rewmenda@es: mais importagtes, saidas do Concilio Trib

f01 a n&.da&

dasvisitas pastorais, dedois em doisanos, &tas eram

e de verif-hk~ç&do

I'

I

&O,

msjdmdas rnm grande meio ,de difusSo ,daspast&s

, seu grau de aphabitidacie~.Más isto nem sempre se mtmpriu cqm a n&es-

&rio rigor. lPas-6 bvradasaqwdo~dasmesmas pdeea&~õ aivd

religiosidade popul,ar e o maior ou menor hpaoto elw recomen&óes

foram j&divulgados alguns Em

, sinedais e papaise. Nas trêsarqai-os

de yisitas que nos &o conta de um comum situai da religiwidmde

padar"m

Quanto mssida.de de valohg80 dp pat-nio de criar as ~~adiga%anecms&ksi smrnqidMoregis-

tammtw & C & - 1

$os

a ordhárias i Pam OS Açores & S

fim --

do dem no sentido

QS acres--

aluards de 1563,1569 e 1591, quanto na Weim tivemos os de 1572

a 1S9& estaldeamdo,-ntam~dtos

aos pdores m quesa04-TBM~

nas CanBrias a parte econdrnia Bo cbm mereceu P devida atmgBo do epis-

-ida Aquí as diversas wn$ti~ssinoda& que se apmmm nos

sédos XV a XVU &atribuidoum lugar de mho I administmg30 dos a-

a - 1wbPadmPWA, =bqu4dcãprWtaa pamrajlt: ch@mczmb~wmp~b

metrw demeoatmhsoeialàm, in &vista de EKsr6tSú Pliis [de, 11 (19wCpp85-102: *.A drrri-

nistm@@daBfowgedeWmbe.ap~&IpjaO~dadkes~deCohbm~d&

XW e ;mim*, in

SacPa, 2.' eie, 3 [lwl},71410:,$oatgnbhR~~osde Carp&b1

*AjUFhdi@~apw -&H kIgOg.

lll&&Ffa b P€%&s

compnamentamral $as ppbIa&es portv do

ds #&de,

(19618). pfr. 125-132; J-.de

&VA~;HB

e JOS&P&

aj&s*

pZSt0rais 0

h~faPp#up&a

PAIV&* A e~~lttgh

dãgvis~~~lii&dI~d~~oim~i~wsdwJCMs~r,bter~~dria,15(t~

ipp. m1.

a G, de -,

& S&~O&< ReU-

3 v&,,

Ms,1955*19%6.

as Cmbhs &o mPhe~~idksas ~~P

a F.wwwahua de 1544 a t5%, em-

dadas pm Jc# LAVAMDEUUm,rJ9s~cto~iiidxgk&, anis* y &cipbs de k

íg%& de Fuertewwa dglo XWB,'h kmmia de Hkroda de Fuetwe~m~y Lmsmt~~

a :r, lWIpp. 297-3J3:paa bg Aprs MEstem as de Sb Sbastiâo cbePonta .Dei@&, pabiblt.

ai&

pr i&& FEWI~~~a-,

As HJtSiEQSh& & Matiz &.S.& &bati& dp Ponta

@tg~&W41Z3qS&VI

do HmIm, 1983, de Nqsa Sdora h Anjas da F'ap 11425-96)

por Eu~.hSm, *Os Açaw na Bpa

6 o Adtdnticu Wloã X#-XVIII,

do

de Poth higadu (1695) e

EWOPedrp da Nordeste (169&m,pribbhs

1 M&w. Religião e Swkddem, in CAr +w

, BBf~f%mo,1984, $p. 729-792.

Pata a Madeiri$ Wms as pasto&

d estudadas par mio dos

(*A sociedade

da i-

&--.

4?twdc lW-W'$)SUpor Manuel Nama, ahah da -ta,

fn&dmese, In.Lt.I.H.M., YOLi& Fmdd, 1990,

pp: lÊIZf224)a da Wnta

Im41, pg. t54-i@,21&22~,271*27b,

Grandtr, io @r&*

!'mBsia~@WfPf~Wmai\railoa&sM~sp~&Ms@

j$ü& abFazmd~Ud.Veja-se, Aqui-

q&x~Z16 (*as

Ndd da Tom da Tmb, Cabida c &.do findd,

dths dcs 'Waa XVi e XW sobre hsar

b-~;-!i

-~uauhio

dás ACO~W.tihi).W. l%ia ari ia WT&EM

do$~~orea

159ü~,h Arg~~,nhw&

&w-

-.&m,

de D. Fillwi h o ch & i&

pp. 61&,

Wnho dosm,OS&ares MOSstku10s XV B XW, I Ponta

da igreja, de que se releva o diezm eclesi8sticoa.Por reclamação do Ayun- tamisnta de ia Laguna de 1526 foi solicitada a reforma dos benefícios da

ilha de Tenerife. Depois por carta regia de 1528 juntaram-se as demais ilhas.

Aqui o monarca, uma vez que pertenciam a

nova forma de distribuiçw dos benefícios 4%. A par destes benefícios paro- quiais a coroa owrgou em 1486 o senhorio de Aguimes A câmara episcopal

de ias Palmas w.

Nas constitui~ade D.Diego de Mums de 1497 e I506 t atribuida parti- cdar aten@o aos réditos & igreja* resdtantes dos diezmos. A situação repete-se nas constituiç6e-sde Fernando Are (15 14-1515). D, Cristbbal de la

Chara y Cardenas (1736).

Comparada esta realidade com a das constituições dos Açores e da

su real patronato ~s, estabeleceu

Madeira conclui-se que no arquiptiagocanariano o sector econbmico era um dos aspectos que mais preocupava o clero.A par disso tambem se poder& dizer que,quer na Madeira quer nos Açores, a referida problemática n&oera

motivo de grande preocupaçk. Nestes dois arquipélagos os benefícios e

cdngnias estavam devidamente estabeIecidos pela coroa e a atenção do sinodo ia apenas no sentido de recomendar a boa administração do patri-

m6,o

das paróquias.

A necessidade de mmSo assidua dos sinodos episcopais e o consequente

estabelecimento de constituições são resultado da reforma tridentina.

Todavi&ames da ~~~ do Concflio de Trenta estava 59 estabelecida

a &rigatoxiedade desta5 ~~es.Deste modo temos os sfnodos realizados nas ilhas CdI.ias por b.bhgo de Muros (1497 e 1506) e D.Fernando Vhsquez

de Arce [I 514-15 15). kos bispados de Angra e Funchai, de criação ~ecente,

apenas se conhecem as constituições de 1559

de Santiago m, nao obstante se referir umas mais antigas para o Funchal,

que se perderam.

estabelecidas por il. Frei Jorge

47 L RRWWDEZUm,*As-

económicms, admSiisirãtfvas y humanos de k di&cc&

de Qnariacn la segunda mitad de1sido XVI., h Anmrfo de Estudios Atlanticos, n.O 21 (1978);

J, SANCHWH~XERIGBRO.~Aspec~mdc Ia organizacibn eclesi~sdcay adminktración mmn6mica de

la &bis deCwwias a fina de1sigb XVi (15711585), Msra de Hbdu Cana&

Joseph V-

Y CUWO,ob. dt., vol. 111, pp. 639-544;whntese E.

n.b 170 (1977)).

VWO,

La

integmcidn de Ias idas Carnnràas sn la corona I CasrIilu(148%1526),Madrid, 1983, pp. 138-141.

49 Santiago Luou imx, Aguimes. Real Se,+Ioriode lar bispos de Canarias (1-1837),

Gran Canaria, 19H.

w Em ano#t$o

manuscrita no exemplrit disponivel na biblioteca Wblica de Ponta

Dclgda (S. Miguel), da 1ivraiia Narciao Antbnio da FONSECA(Publ. in Pobres du Terceira,

n+' 155, de 16 de Dezembru de 1857, p. 3) de que estas *nunca foram devidamente appmvadas

B de sdimmrqueno Funchal as primei=

co~tui~.sidaiswnhe

eidas foram pubkdu a@s o concilio tfide~tim.TmMm rts.wmenda-

sobres co~creth@odos sinodas* £o-

mais su menos cumpridas,

de que wul-

td0-se fdmdo, a& Ws do s&euio,XWl,nove &Ges,

wmm as respectivas mns$it&&s, Entretanto para Aqpa na @ conhece

teve

lagar uma em tempo de D.Cristdxd de Ia Ghnara y Mmga (1629). Perante

isto t iegitímo concluir q~ a igreja deparou com 'anatural

&tima

=*i&

gmstmior a essa data, mqmntorn

F&W -a

da mtru-

tua eclesl&tim e dosseus prelados, t~rnandorsedifícil a ccmbate aoabsen-

~smo,com o recomendavam as arierrtq-s tridentinas. A aus&ricia dos

prelados, a

ddente, a.sItw@o51. V-se

das parMe &mc£icf~~~& fw

as in-em

difiibdes sentidas eai W-

rias pra a cnnvoce dm sinidw,

M O presente estudoddic8mos st~QSSZIáten@~a~.comtitt@asb

dai8 dos trb bispados ~prov~dasnos s&Aos S

a XVm: Angra (15593,

Fzu1cM (1578), 1602)e hsPbs(1497,IS14-1415,1629).h =h &só

estA

na facto de serem as wdecidas e disppnfveis pra sé- troibdhds.

Numa breve @lise L cons#itui@kspubUadlrs(sumariadasem qmdno anexo) mmmztam-sehiLrneras semeihanw na s-u articulado, par demais

&dentes

entre as d~ Angm e Fm&d Na mWe mhs estas cpnstitui-

deverãto basear-senum texto mmum que seria a das de Lisi.+

apm-

v&

no s1nqd.o de 25 de Agosto de 153632. As %omtituiç&sShuWs dos três -dos

r&m spmpre coma mat&

sufmdas,

as dos wehbp$ds (de Usb ou S&lb)*, a que e--

Uma dise compradado seuco do permite chegar a ess.acmcIu&.

Note-sa que esta si-

nb tnwa,pois mb-hsucede o *mo mm as

postunw munldpds, cdonne jB o demoasmamos aautsn estudow.

e &Um muito menos tmE conktmenoo o concIiio aidcntino (como se dlzizia nu nP 2 1 do Catho-

Um) porque elIas não foram cmcluldas no syaodo diocesano ~~n~nl~~mentem.Na realidade não

se tem notícia da re-a

1 Foi com extrema dificuldade que D. Pedro Manuel Davib y Cacdenas, bispo de Las

dos sfnodw neHe S.

-S.

rermiu em f 735 o úutw sinodo do seieu epiaunpadn;cwtfront~scConrfi/a(i@esY NUEVUS

&&i~rses

Syno&k

dei Qbispdo de las Camrias (

I,

nladrld, 1737, pp. 14.

n ht6nio de VAXOWEWS, *Nota molbgí~~bibIiogt8pbieadas Constituiç5~sDioce-

sanas Port~tguess,atk hoje impressas*,

in O fnsrituro, Coimbm, val. 58, 191 1. p. 494. Notese

qrw am 1588 safu novaedi&o dessaswnstituiqões, tendo adidodasas exmvagarws doardd

fim

~~uma&29&Jrrrihodel59?.

D. Figueiredo de -03,

que h publicar em 1601 as Cwstiniipks de 1578 conjunta-

53 J. SMmm Eimmm, =higlesia mddum en h Baja EM Media, siglcs XUI a1 XVr,

ia Actns de1 I C&qW

de Hiszoria medieuai Andaluta. Cllhba. 1982.

34 Introduçãoao

estudo do direito local inaular. h post-s

da Madeira. Awxes e Canã-

nos s8culos XVI e XYII.,

in ViI Coto~itiode tfístoria Cana~io-Am*irmta,LI.ias Palmas,

I, Lisboa, 1989, pp. 55-76.

,@HlPpp.473-712; idem, *A dfn8mim rnwkipl no Ahtieo Zosular (hbdeifa, cm&h e Apares),

&das XV e XWb, h A~q~mlogiado Ssdo fAclus), =I.

Facto peculirlr sucede com o Vicariato de Tumar, que apbs a criasiç8a da

diccese do Fd 8e manteve como ttuIIitas dio&,

mzis rem&=

por

constituiçks pr6prias qmvadas na sinodo de 18 a 22 de Junho de 1554".

Esta sftuaçiio as- &referidaanteriomente nas constintiç6es de Angra

de 15% ates-

qye as sinodais de D. Jeróaiaio &meto (1578) nãxi foram

as prhmiras estabkidas para o bispado do Fu&al. Por isso d

&mar que i ~Ãçãodo bispado

hgitimo

se fizeram as primeiras, que o regeram

Sihan que o .q&wD.

Ae=n

atd 1578, d&

em Angra e Tomar%,Ahb t referido par F,A.

.@&o de Po#ugal fez umais ~nstitd@es

do hchal., enquanto

q~e-Tw~~do governa do bis@

V~co~s~.conta que as mesmas teriam sido estabele

cih pur D.Diogo Pinheiro, que semia simdt&eamwite de bisp do nuiJiaI

e dgário de Tomar.

Por outro lado se canfmntarmos as constittri&es siwdds da Funchai (1578) cow~seque a intervenç&odas normaxivgs trideminas na seu pm- ladQfoi pouco significativa,cingindo-seapenas aaspectosdourMos com

de que dispomos

pouco significado no seu conteiido. No casa das C*,

cinco textos de difermh constituiç6es (1494,1506,1514-14 15,1629, 1736), as mudanças mais significativas surgem nas duas dtimas, aprovadas em

epocsi tardia.

A doutrina das Consdtuiç6er

A dnu-

exprgssa nas cunstituições pade ser subdividida em cinco

neud religioso, o clero, a administração do patri-

e desvios. Enquanto os dois primeiros se maatr-

conjuntura

de awrdo com as contingências da

domhias:os oswma@osI O

pwdm

m6h e.& jus-

wram quase pm dte-

e das mas qwst6es que&s geraram, os demais adaptam-seaos novos desa- fios e realidade. Af a fundarnentd aitera~ãoteve lugar ap6s o Concilio de

Trato, como fuma de adequar o seu conteúdo As referidas normativas.

a

ConstituiçBes da juri9digam eclesihtlca da villa de Tomar e dos may0re.a lugares que

Bibtiotm Nmioiuil de

pleno livre perten~emsri O&

dt Nosso üdm Jesus Christo (

h,

ZkboaJR-.

147 A.

56 Todos os autores consultados &o

dnirnes em considerar essas como as primei-

c~nstituiçCessinudais do bispado do Funchak confronte-8e R A. WYA,cCorna#tuiq&B~do

IIispadm, in Ehciddriu Mudsineirse, I, Funchd,

& Pumhal, PuachaI, 19ü3, p. 89; Faminato de ALaremA. Histdth da Igreja m PuH~gol,n,

da Dioese do FunchaL FunchaI 1946,p. 98: 43.Msrtinho de

Barcelos, 1968, p. 513.

1984, p. 303;Mand D.Pitta FerUiaiRA, A &!

n Subsidias gem a &&ri&

Portu$al*, in ãtucidsfrfoM&few,

iIL,Fmaf. 1984, p. 127,

ss Art. d~,p. 4%. Not-

que o Pe Feraando A. da ! %V A

nada reke i esse p -io

(ao. Manuel ~Ison),in L33uci&no Madei~nse,m.Fuhl, 1984, p. 127.

de manter uma certa unifoW-

&de no ritual

dos sacramentos. Antes da sua redim~plreinava a indkcipina 8 que gemvva, porvezes, sihraçãesescandalosas.Aqui assumiaparticular destaqueo casa-

A intemenção do concflio ia na -tido

quer ao fiel da Santa Missa, quer da adminhi-

mento: eram inúmera os casamentos dandestbos e consõngufneos*. Nus

ds tirqui@lagos insistese numa maior atenção a este,sacmeatade modo a evitar-se algumas irregdaizdades e e&daios.

Os aspectosdounint6riosiadditu~ipLefer~~~te,sobre o baptismo,

matrimbnio, confissb e comuabãz).Nos dois primeiroshistesse, em qual-

quer dos casos, aa ntmssidade do Wsh Note-se que as cwi~Wui@esde

I D. Diego de Mm-s inddem no ritual religiosoqcom especial devo para GS

a3ntMos akrtos e fechados a a missa.

Aa pormativas txidentinas estabe1sciam a necessárja unif ormizaç.Io do

ritual dos ri tos a por isso erlcmtramos as mesmas mwmenm,

que expressasde mtra fotma, nas codtui@es postenares ao concilio.

&da

, Mas,aqui e awl8, subsistem dgulpas peculiaridades. Assim nos Aç0Í.e~

I

hsiste+ena dou~ç40,baptismo e casamento dosi&&

vindos da QuihQ

k&ase Brasii~.Na Madeim, D.Luis Fgueiredo de Lemos estabelecia um

cap- especial, de recomenda@

oac -as

a

em que

tam&

ara os.escmvos

o m-0

ateoq~dà aciministrw.0

sucederido

matri-

mwo. Esta preocupaçiiopelos escravos era natd nos dals iIrItimos arqui- #lagos onúe a escravatura assumiu uma dimemo mtwante na estrutura

a.

Xinrã vez estabelecidas as normas regdarneatzdox88da admWstm$o

dss wmnm2as a B~MI@Q das ~on~fitui@ksrrirãm.se para o deir,$pro-

curando definii pa-

de tuna vi& ahamtalr e aemphr. Confmntah

as tofls.i&ui@espik-tzidentinas com as anteriores constata-sa uma maior

atm@ nas prime&

d&ks viio no sentido de uma maior formaça0 do dm, deve& ser emuni-

h administra@

da samamentoda ordem. As morna

i na&

de modo a ver *se sabem qual he a mat4ria e forma dos sacramentos

da igreja, e como se administram e se sabem bem cantar, porque dwem os

que as ditas ordens ter taes quaiidad~que possam logo exercitkar tudo o

e a ells pertence C

)nH.

Daí supge, cerfmae, a necasida& de cr-

%s sednikbs, uma das detemhAçtb mais importantes estabelecidas no

&maio de Trem

A pai:ibim asconstituiqiks e o prh@xibcondiia insistemnauida regda

do clero, de modo a evitar-se

Para fssri mxme~1davam-secertos

mcanddosas e lesivas da sua condi*.

prezeitos no vestir e normas de &%ili-

&&. Neste dthe casxi coibia-se o elew de actiddades dewroms a do

convfdci! e cOBbi@@iocom c~ncubims~-Este mpecm ma apid

atmsÉid.