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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL

Prezado(a) amigo(a) concursando(a),

Iniciamos aqui nossa jornada rumo a um excelente desempenho nas questões de Arquivologia para o cargo de Escrivão da Polícia Federal. Tenho total certeza de que estas aulas poderão aproximá-lo da tão desejada aprovação, por dois motivos.

Primeiramente, eu estava no seu lugar há quase quatro anos. Estudava para o concurso de Analista Legislativo – atribuição material e patrimônio, da Câmara dos Deputados. Eram mais de 7 mil candidatos para apenas 11 vagas. E foi a primeira vez que tive contato com o material do Ponto dos Concursos. Não tive tempo, e não vi motivo de estudar por outras fontes as matérias de AFO, Administração Pública, Administração de Materiais e Direito Constitucional. Resultado: consegui a aprovação em 6º lugar. Começa daí minha crença pela seriedade do material que disponibilizamos aqui.

Outro motivo é direto: comprometi-me pessoalmente com a missão de ajudá-lo.

Meu nome é Renato Ribeiro Fenili, sou natural de São Paulo e tenho 33 anos. Atualmente sou Analista Legislativo – atribuição técnico em material e patrimônio, na Câmara dos Deputados. Antes disso, fui Oficial da Marinha do Brasil, servia embarcado em navio, tendo exercido o cargo de Chefe de Máquinas por cerca de dois anos. Fazia cerca de 120 dias de mar por ano, o

que não me deixava alternativa a não ser estudar sozinho

não era fácil!

Bom, feitas as apresentações, creio que seja hora de começarmos o estudo. Nosso curso será construído com base em exercícios comentados (100% do CESPE). Apesar de o foco ser em exercícios, garanto que será apresentado, de forma didática, todo o conteúdo teórico necessário a prover um sólido conhecimento em Arquivologia.

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Vejamos como será a estrutura do curso:

AULA

DATA

CONTEÚDO

 

1 ASD

1. Conceitos fundamentais de Arquivologia

Princípios, Classificação de Arquivos, Classificação de Documentos. Sigilo e proteção da documentação

 

2 ASD

2. Arquivos Correntes e Intermediários

Serviços de protocolo, expedição, distribuição, destinação e arquivamento de documentos. Tabela de temporalidade.

 

3 ASD

3. Arquivos Permanentes

4. Microfilmagem

Frisa-se que o conteúdo programático acima poderá sofrer alterações

após a divulgação do edital, visando a melhor adequação ao solicitado pela

banca.

A aula 01 tem o propósito de expor os principais fundamentos da

Arquivologia, focando-se no modo que este assunto vem sendo cobrado pelo

CESPE. Serão trabalhadas, por aula, cerca de 25-30 questões, perfazendo

cerca de 80 questões no curso, o que proverá a base e a segurança

necessária para a realização de uma excelente prova.

Proponho, assim, que arregasse suas mangas e que, sem mais demora,

ingresse comigo em uma aula demonstrativa!

Introdução à Arquivologia

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1. (CESPE / TRE – MA / 2009) Um documento de arquivo, mesmo destacado do todo ao qual pertence, tem o mesmo significado do conjunto no qual está inserido.

Irei fazer, preliminarmente, uma breve introdução à Arquivologia,

apresentando alguns conceitos essenciais. O primeiro passo, como não

poderia deixar de ser, é sabermos o que é e qual o objeto de estudo da

Arquivologia.

A Arquivologia é uma ciência inserida no âmbito das ciências da

informação, que estuda as informações ligadas aos processos de trabalho,

registrados em conjuntos de documentos.

Estes conjuntos de documentos são, assim, o objeto de estudo da

Arquivologia – são os denominados arquivos.

Dentre as definições do conceito de arquivo, duas são merecedoras de

estaque. A primeira é apresentada pelo artigo 2º da Lei nº 8.159/91 –

normativo que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e

privados e dá outras providências:

Art. 2º Consideram-se arquivos, para os fins desta lei, os conjuntos

de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de

caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de

atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o

suporte da informação ou a natureza dos documentos.

A outra definição de arquivo é oferecida pelo Conselho Nacional de

Arquivos – o CONARQ – órgão colegiado vinculado ao Arquivo Nacional da

Casa Civil da Presidência da República, cuja finalidade

é a “definição da política nacional de arquivos e o

da República, cuja finalidade é a “definição da política nacional de arquivos e o 3 www.pontodosconcursos.com.br

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exercício da orientação normativa visando à gestão documental e à proteção

especial aos documentos de arquivo” (art. 1º do Decreto nº 4.073/2002).

Arquivo é a designação genérica de um conjunto de documentos

produzidos e recebidos por uma pessoa física ou jurídica, pública ou privada,

caracterizado pela natureza orgânica de sua acumulação e conservado por

essas pessoas ou por seus sucessores, para fins de prova ou informação.

Há características básicas de um arquivo, ressaltadas nas definições

acima:

ARQUIVO

Característica

Descrição

Arquivos são conjuntos de documentos

Documento é toda informação registrada em um meio físico. Este meio físico é chamado de suporte. Assim, temos que:

DOCUMENTO = INFORMAÇÃO + SUPORTE

O suporte

de

um

documento pode ser

desde

uma

folha

de

papel,

até

fitas

magnéticas,

meios

audiovisuais

entre

outros.

Arquivos podem ser produzidos e recebidos por diferentes pessoas, de naturezas distintas

Arquivos podem ser referentes a pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas.

A finalidade do arquivo

é prova e informação

Os arquivos, geralmente sendo relativos às

atividades de uma instituição, servem de

simples informação ou de prova de ações

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tomadas em seu curso histórico.

O arquivo possui uma natureza orgânica

A natureza orgânica de

(também conhecida como inter- relacionamento) refere-se ao fato de um documento estar logicamente relacionado a outros documentos de um acervo (=conjunto de documentos).

um arquivo

Assim, um conjunto de documentos que não guardam relação entre si não é um arquivo.

A última característica da tabela acima – a natureza orgânica dos

documentos de um arquivo – é cobrada pelo CESPE de modo recorrente.

Devemos ter em mente que um arquivo tem por objetivo a

preservação de documentos originados na atividade de determinada

instituição ou pessoa. Assim, estes documentos “contam a história” de

determinada ação, ou ato administrativo, se for o caso. O valor de um

documento, dessa maneira, é diretamente relacionado à sua interligação com

outros documentos que contam o restante da história.

Assim, um documento referente à homologação de um procedimento

licitatório, por exemplo, caso seja destacado do restante de documentos que

contém todos os dados do certame (especificação, edital, atas de pregão

etc), não apresentará o mesmo valor do que a integralidade do processo.

Uma metáfora simples, mas bem aplicável, é a

seguinte: o documento destacado é apenas o tijolo, o

arquivo é o muro completo.

destacado é apenas o tijolo, o arquivo é o muro completo. Após essa longa exposição teórica,

Após essa longa exposição teórica, está na hora de retornarmos à

questão proposta:

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(CESPE / TRE – MA / 2009) Um documento de arquivo, mesmo destacado do todo ao qual pertence, tem o mesmo significado do conjunto no qual está inserido.

Como vimos, um documento destacado do todo a que pertence terá

um valor depreciado com relação ao conjunto.

A assertiva, portanto, está errada.

2. (CESPE / TRE – MA / 2009) Os documentos de arquivo são provas de transações realizadas nas organizações

Conforme a definição do conceito de arquivo apresentada pelo CONARQ

(transcrita na resolução da questão anterior), a conservação do conjunto de

documentos constante de um arquivo é feita “para fins de prova e de

informação”.

Assim, as informações constantes do acervo de determinado arquivo são

utilizadas com fins administrativos, funcionais e legais. Estamos falando do

valor administrativo do arquivo, também chamado na Arquivologia de valor

primário. Quando cessa o valor administrativo de um documento, ele pode

ser avaliado como detentor de valor histórico – o valor secundário.

A questão está certa.

3. (CESPE / MEC / 2009) O arquivamento horizontal permite a consulta rápida e evita a manipulação de outros documentos.

Arquivamento

refere-se

ao

conjunto

de

operações

destinadas

ao

armazenamento

e

acondicionamento

de

documentos,

visando

à

sua

localização futura.

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serem

abordados: tipos e métodos de arquivamento. Por ora, vamos nos ater aos tipos de arquivamento, relativos ao modo de disposição e acondicionamento de documentos.

Sobre

o

tema

arquivamento,

dois

tópicos

principais

a

. há Sobre o tema arquivamento, dois tópicos principais a Dessa maneira, vemos que o tipo
. há Sobre o tema arquivamento, dois tópicos principais a Dessa maneira, vemos que o tipo

Dessa maneira, vemos que o tipo de arquivamento horizontal exige a manipulação de outros documentos. É só imaginar que você quer procurar um determinado documento no meio da pilha de papéis da figura acima. A questão está errada.

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Bom, ficaremos por aqui nesta aula demonstrativa. Na próxima aula, entraremos no estudo da Arquivologia propriamente dita, a partir de seus conceitos fundamentais. Forte abraço e bons estudos!

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QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA:

1. (CESPE / TRE – MA / 2009) Um documento de arquivo, mesmo destacado do todo ao qual pertence, tem o mesmo significado do conjunto no qual está inserido.

2. (CESPE / TRE – MA / 2009) Os documentos de arquivo são provas de transações realizadas nas organizações.

3. (CESPE / MEC / 2009) O arquivamento horizontal permite a consulta rápida e evita a manipulação de outros documentos.

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GABARITO

 

1- E

2-

C

3-

E

Sucesso!

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Aula Demonstrativa

Apresentação

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Proposições

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Leis do Pensamento

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Relação das questões comentadas

26

Gabaritos

30

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Apresentação

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Como já foi bem divulgado, foi autorizado o concurso da PF. Esta é a aula demonstrativa de Raciocínio Lógico para os cargos de Agente e Escrivão da Polícia Federal (tomando como base o edital de 2009), já que o conteúdo programático de RL é o mesmo nos dois cargos. Para quem ainda não me conhece, meu nome é Guilherme Neves. Sou professor de Raciocínio Lógico, Matemática, Matemática Financeira e Estatística. Sou autor do livro Raciocínio Lógico Essencial (Editora Campus). Posso afirmar em alto e bom tom que ensinar é a minha predileção. Comecei a dar aulas para concursos, aqui em Recife, quando tinha apenas 17 anos (mesmo antes de começar o meu curso de Bacharelado em Matemática na UFPE). Vamos seguir o seguinte cronograma para estudar tudo que há no edital.

Aula 0

Introdução à Lógica - Proposições

Aula 1

Compreensão de estruturas lógicas. Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. Diagramas lógicos. (Parte 1)

Aula 2

Compreensão de estruturas lógicas. Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. Diagramas lógicos. (Parte 2)

Aula 3

Princípios de contagem e probabilidade

Nesta aula demonstrativa vamos estudar a definição de proposições e sentenças abertas – assunto bastante cobrado em provas do CESPE/UnB.

Proposições

Nosso principal objeto de estudo serão as proposições. E o que são proposições lógicas? Há várias definições nos livros de lógica e cada banca adota “textos diferentes” para definir as proposições. Quando estava escrevendo meu livro de Raciocínio Lógico (Raciocínio Lógico Essencial – Editora Campus) me

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preocupei em utilizar uma definição que englobasse um “acordo” entre livros e bancas organizadoras. Cheguei à seguinte definição:

Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser valorada

Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser valorada

em verdadeira ou falsa, mas não as duas.

Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser valorada em verdadeira ou falsa, mas não as

Vamos analisar os termos desta definição.

Sendo oração, deve possuir sujeito e predicado.

Desta forma, expressões do tipo:

“Os alunos do Ponto dos Concursos.” Não são consideradas proposições (pois não há predicado).

Sendo

declarativa,

não

pode

ser

exclamativa,

interrogativa,

imperativa ou optativa.

   

Desta forma, as expressões abaixo não são consideradas proposições. i) Que belo dia! (exclamativa) ii) Qual é o seu nome? (interrogativa) iii) Leia isto atenciosamente. (imperativa – indica ordem) iv) Que Deus te abençoe. (optativa – exprime desejo). Para começar, o conjunto de palavras deve ser uma oração declarativa, por exemplo:

“O Ponto dos Concursos obteve um grande índice de aprovação no concurso para AFRFB 2009”. Outro ponto a ser analisado na definição é que a oração declarativa deve poder ser classificada em V ou F, mas não as duas. Vejamos alguns exemplos de orações declarativas que não podem ser classificadas em V ou F.

“A frase dentro destas aspas é falsa.”

Vamos tentar classificar em verdadeiro ou falso. Se dissermos que esta “proposição” é verdadeira, teremos uma contradição – pois será verdade que a frase é falsa, logo a frase é falsa. Se dissermos que a “proposição” é falsa, teremos novamente uma contradição. Se assim o fizermos, então será falso que a frase dentro daquelas aspas é falsa, portanto, a frase é verdadeira. Assim, a “proposição” não pode ser nem verdadeira nem falsa. O que concluímos? Que esta frase não é uma proposição lógica.

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Observação: Frases contraditórias como esta são comumente denominadas de paradoxos.

Um paradoxo famoso é o de Eubulides que declarou: Eu sou mentiroso.

Ora, o paradoxo de Eubulides não pode ser uma proposição lógica.

Se dissermos que a frase de Eubulides é verdadeira, então é verdade que ele é um mentiroso e, portanto, não pode declarar uma verdade. Contradição!

Se dissermos que a frase é falsa, então é falso que ele é um mentiroso. E se ele não é um mentiroso, a frase não pode ser falsa (portanto, é verdadeira). Novamente uma contradição.

Assim, a frase “Eu sou mentiroso” não é uma proposição lógica.

Estes exemplos não são proposições lógicas porque não podem ser nem verdadeiros nem falsos.

Um importante tipo de sentença que não é proposição é a chamada sentença aberta ou função proposicional.

Exemplo:

chamada sentença aberta ou função proposicional. Exemplo: Não dá para julgar esta frase em verdadeiro ou

Não dá para julgar esta frase em verdadeiro ou falso, simplesmente porque não é possível

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descobrir o valor de x. Se x valer 5, de fato,

.

Caso contrário, se x for diferente de 5, a igualdade acima está errada.

“x” é uma variável, pode assumir inúmeros valores.

Quando a sentença possui uma variável, nós dizemos que ela é uma sentença aberta. Ela tem um termo que varia, o que impede julgá-la em verdadeiro ou falso. Logo, não é proposição.

Vejamos outro exemplo de sentença aberta:

“Ele ganhou o Oscar de melhor ator em 2001”.

Ora, não sabemos quem é “ele”. Portanto, não podemos classificar esta frase em V ou F.

Se “ele” for Russel Crowe, então a frase é verdadeira.

Se “ele” for qualquer outra pessoa que não Russel Crowe, então a frase é falsa.

Como não sabemos quem é “ele”, não podemos classificar a frase e, portanto, não é considerada uma proposição.

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Estas discussões que fiz sobre frases que não são proposições são importantíssimas quando estamos falando de CESPE-UnB.

Em tempo: é costume na Lógica “apelidar” as proposições com letras do alfabeto. Por exemplo:

as proposições com letras do alfabeto. Por exemplo: Leis do Pensamento Assim como a Filosofia, a
as proposições com letras do alfabeto. Por exemplo: Leis do Pensamento Assim como a Filosofia, a

Leis do Pensamento

Assim como a Filosofia, a Sociologia, a Economia e outras ciências, a Lógica também possui diversas escolas. A Lógica tratada neste curso é a chamada Lógica Aristotélica (Lógica Formal, Lógica da Forma) e toda a sua estrutura é fundamentada nas seguintes Leis do Pensamento.

1. Princípio da identidade

Se uma proposição qualquer é verdadeira, então ela é verdadeira. "Cada coisa é aquilo que é." (Gottfried Leibniz)

2. Princípio do terceiro excluído

Toda proposição tem um dos dois valores lógicos: ou verdadeiro ou falso, excluindo-se qualquer outro. "Quem diz de uma coisa que é ou que não é ou dirá o verdadeiro ou dirá o falso. Mas se existisse um termo médio entre os dois contraditórios nem do ser nem do não ser poder-se-ia dizer que é o que não é." (Aristóteles)

3. Princípio de não contradição

Uma proposição não pode ser, simultaneamente, verdadeira e falsa. "Efetivamente, é impossível a quem quer que seja acreditar que uma mesma coisa seja e não seja" (Aristóteles)

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O princípio da identidade afirma que uma proposição não pode ser “mais”

verdadeira do que outra. Não existem patamares de verdade. Na Lógica

Aristotélica, todas as proposições verdadeiras, assim como todas as proposições falsas, estão em um mesmo nível.

O princípio do terceiro excluído estabelece que só existem dois valores

lógicos. Assim, por exemplo, a proposição p (“Existe vida fora da Terra”) só

pode assumir uma das duas possibilidades, V ou F, excluindo-se um hipotético valor lógico “talvez”, “não lembro” ou “pode ser”.

O princípio de não contradição decreta que uma proposição não pode ser

simultaneamente V e F. Assim, se uma proposição é verdadeira, já temos certeza de que ela não pode ser falsa, e reciprocamente.

O valor lógico de uma proposição p é indicado por V(p). Por exemplo, se a

proposição p for falsa, indicamos V(p) = F.

(BB1/2007/Cespe) Na lógica sentencial, denomina-se proposição uma frase que pode ser julgada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não como ambas. Assim, frases como “Como está o tempo hoje?” e “Esta frase é falsa” não são proposições porque a primeira é pergunta e a segunda não pode ser nem V nem F. As proposições são representadas simbolicamente por letras maiúsculas do alfabeto — A, B, C, etc. Uma proposição da forma “A ou B” é F se A e B forem F, caso contrário é V; e uma proposição da forma “Se A então B” é F se A for V e B for F, caso contrário é V.

Considerando as informações contidas no texto acima, julgue o item subsequente.

01. Na lista de frases apresentadas a seguir, há exatamente três proposições. “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”

A

expressão X + Y é positiva.

O

valor de

4 + 3 = 7 .

4 + 3 = 7 .

Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.

O que é isto?

Resolução

“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”

É uma oração declarativa, mas não pode ser classificada em verdadeiro ou falso. Se tentarmos classificá-la como verdadeira, teremos uma contradição. Se classificarmos como falsa, temos uma nova contradição, pois é falso dizer que a frase dentro daquelas aspas é mentira, e, portanto, ela seria

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verdadeira. Logo, a frase “A frase dentro destas aspas é uma mentira” não é uma proposição lógica.

A expressão X + Y é positiva.

É uma sentença aberta e não pode ser valorada em V ou F, pois não conhecemos os valores de X e Y.

O valor de

O valor de 4 + 3 = 7

4 + 3 = 7

Pelé marcou dez gols para a seleção

As frases p:

brasileira

e q:

são proposições, pois se constituem em orações declarativas e que

assumem apenas um dos dois valores lógicos V ou F.

O

que é isto?

 

É

uma frase interrogativa e, portanto, não é uma proposição.

O

item está errado porque há exatamente duas proposições.

02. (ICMS-SP/2006/FCC) Das cinco frases abaixo, quatro delas têm uma mesma característica lógica em comum, enquanto uma delas não tem essa característica. I. Que belo dia! II. Um excelente livro de raciocínio lógico.

III. O jogo terminou empatado?

IV. Existe vida em outros planetas do universo.

V. Escreva uma poesia.

A frase que não possui essa característica comum é a

a) I.

b) II.

c) III.

d) IV.

e) V.

Resolução

A frase I é exclamativa. A frase II não possui predicado, não sendo assim

uma oração. A frase III é interrogativa e a frase V é imperativa. Portanto a característica comum entre as frases I, II, III e V é que elas não são proposições. A única proposição é a frase IV, pois é uma oração declarativa,

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que podemos classificar em V ou F, apesar de não sabermos o seu valor lógico.

Letra D 03. (BB2/2007/Cespe) Uma proposição é uma afirmação que pode ser julgada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não como ambas. As proposições são usualmente simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto, como, por exemplo, P, Q, R, etc. Se a conexão de duas proposições é feita pela preposição “e”, simbolizada usualmente por , então se obtém a forma PQ, lida como “P e Q” e avaliada como V se P e Q forem V, caso contrário, é F. Se a conexão for feita pela preposição “ou”, simbolizada usualmente por , então se obtém a forma PQ, lida como “P ou Q” e avaliada como F se P e Q forem F, caso contrário, é V. A negação de uma proposição é simbolizada por ¬P, e avaliada como V, se P for F, e como F, se P for V.

A partir desses conceitos, julgue o próximo item.

Há duas proposições no seguinte conjunto de sentenças:

(I) O BB foi criado em 1980. (II) Faça seu trabalho corretamente. (III) Manuela tem mais de 40 anos de idade.

Resolução As frases (I) e (III) são proposições, pois são orações declarativas. A frase (II) é imperativa e, portanto, não é uma proposição. O item está certo.

(SEBRAE 2010/CESPE-UnB) Para os itens seguintes, serão consideradas como proposições apenas as sentenças declarativas, que mais facilmente são

julgadas como verdadeiras — V — ou falsas — F —, deixando de lado as sentenças interrogativas, exclamativas, imperativas e outras. As proposições serão representadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C etc.

] [

Sentenças como “x + 3 = 5”, “Ele é um político”, “x é jogador de futebol” são denominadas sentenças abertas; essas sentenças, como estão, não poderão ser julgadas como V ou F, pois os sujeitos, no caso, são variáveis.

Essas expressões tornam-se proposições depois de substituída a variável por elemento determinado, permitindo o julgamento V ou F.

] [

Tendo como referência as informações do texto, julgue os itens de 04 a 06.

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04. Entre as frases apresentadas a seguir, identificadas por letras de A a E,

apenas duas são proposições. A: Pedro é marceneiro e Francisco, pedreiro. B: Adriana, você vai para o exterior nessas férias? C: Que jogador fenomenal! D: Todos os presidentes foram homens honrados. E: Não deixe de resolver a prova com a devida atenção.

Resolução

A

frase A está OK. É uma oração declarativa que pode assumir valores V ou

F.

A

frase B é uma frase interrogativa. Portanto, não é proposição.

A

frase C é exclamativa. Portanto, não é proposição.

A

frase D está OK. É uma oração declarativa que pode assumir valores V ou

F.

A

frase E é imperativa. Portanto, não é proposição.

Portanto, há apenas duas proposições: A e D.

O item está certo.

05. As frases “Transforme seus boletos de papel em boletos eletrônicos” e “O

carro que você estaciona sem usar as mãos” são, ambas, proposições

abertas.

Resolução Para que uma frase seja uma sentença aberta, o sujeito deve ser uma

variável.

A primeira frase é imperativa. Portanto não é proposição.

A segunda frase não tem sentido completo. O que aconteceu com este carro?

Não se trata de uma proposição lógica, pois estas devem possuir sentido

completo.

O item está errado.

06. Considere a seguinte sentença aberta: “x é um número real e x 2 > 5”.

Nesse caso, se x = 2, então a proposição será F, mas, se x = –3, então a

proposição será V.

Resolução

Vamos substituir os valores dados na sentença aberta.

Fazendo

será V. Resolução Vamos substituir os valores dados na sentença aberta. Fazendo ; 20 www.pontodosconcursos.com.br

;

20

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“2 é um número real e

P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL “2 é um número real e ” é uma proposição falsa,

” é uma proposição falsa, pois

.
.

Fazendo

;
;

real e ” é uma proposição falsa, pois . Fazendo ; “ é um número real

é um número real e

O item está certo.

. Fazendo ; “ é um número real e O item está certo. é uma proposição

é uma proposição verdadeira, pois 9 > 5.

07. (TRT 17ª Região 2009/CESPE-UnB) Proposições são frases que podem ser julgadas como verdadeiras — V — ou falsas — F —, mas não como V e F

simultaneamente.

[

]

A partir das informações do texto, julgue o item a seguir.

A sequência de frases a seguir contém exatamente duas proposições.

- A sede do TRT/ES localiza-se no município de Cariacica.

- Por que existem juízes substitutos?

- Ele é um advogado talentoso.

Resolução

A primeira frase é uma oração declarativa e que, mesmo que não saibamos,

pode ser classificada em V ou F.

A segunda frase é interrogativa. Não é proposição.

A terceira frase é uma sentença aberta. “Ele” é um termo que varia. Esta

frase não pode ser classificada em V ou F. Não é proposição.

O item está errado.

08. (ICMS-SP/2006/FCC) Considere as seguintes frases:

I. Ele foi o melhor jogador do mundo em 2005.

II.

x+y é um número inteiro.

5

III. João da Silva foi o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo em

2000.

É verdade que APENAS:

a) I e II são sentenças abertas.

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b) I e III são sentenças abertas.

c) II e III são sentenças abertas.

d) I é uma sentença aberta.

e) II é uma sentença aberta.

Resolução

A frase I é uma sentença aberta, pois “Ele” pode, nesta questão, estar se

referindo a um homem qualquer. Não podemos classificá-la em V ou F, pois não sabemos sobre quem estamos falando.

A frase II é, sem dúvida, uma sentença aberta, pois há duas variáveis e

infinitos valores que podem tornar a frase verdadeira ou falsa.

Já a frase III não é uma sentença aberta, pois facilmente podemos verificar o

sujeito e classificá-la em V ou F. Se quiser classificar esta proposição em V

ou F, basta fazer uma rápida pesquisa no Google (rss).

Letra A

09. (FINEP 2009/CESPE-UnB) Acerca de proposições, considere as seguintes

frases:

I Os

financiamento de projetos.

II O que é o CT-Amazônia?

de

Fundos

Setoriais

de

Ciência

e

Tecnologia

são

instrumentos

III Preste atenção ao edital!

IV Se o projeto for de cooperação universidade-empresa, então podem ser

pleiteados recursos do fundo setorial verde-amarelo.

São proposições apenas as frases correspondentes aos itens

a) I e IV.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) I, II e IV.

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Resolução.

A frase II é interrogativa, não podendo ser julgada em V ou F.

A frase III é uma frase imperativa, que também não é proposição.

Logo, são proposições as frases I e IV.

Letra A

10. (TCE-PB/2006/FCC) Sabe-se que sentenças são orações com sujeito (o

termo a respeito do qual se declara algo) e predicado (o que se declara sobre

o sujeito). Na relação seguinte há expressões e sentenças:

1. Três mais nove é igual a doze.

2. Pelé é brasileiro.

3. O jogador de futebol.

4. A idade de Maria.

5. A metade de um número.

6. O triplo de 15 é maior do que 10.

É correto afirmar que, na relação dada, são sentenças apenas os itens de números

a) 1,2 e 6.

b) 2,3 e 4.

c) 3,4 e 5.

d) 1,2,5 e 6.

e) 2,3,4 e 5.

Resolução As frases 1,2 e 6 têm sujeito e predicado. São, portanto, sentenças. As frases 3,4 e 5 não possuem sentido completo. Não são sentenças. Letra A

11. (PM-BA 2009/FCC) Define-se sentença como qualquer oração que tem

sujeito (o termo a respeito do qual se declara alguma coisa) e predicado (o que se declara sobre o sujeito). Na relação que segue há expressões e sentenças:

1. Tomara que chova!

2. Que horas são?

3. Três vezes dois são cinco.

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4. Quarenta e dois detentos.

5. Policiais são confiáveis.

6. Exercícios físicos são saudáveis.

De acordo com a definição dada, é correto afirmar que, dos itens da relação acima, são sentenças APENAS os de números

(A)

1, 3 e 5.

(B)

2, 3 e 5.

(C)

3, 5 e 6.

(D)

4 e 6.

(E)

5 e 6.

Resolução

A FCC conceitua sentença como proposição. A frase 1 é exclamativa, a frase

2

sentenças. As sentenças (proposições lógicas) são as frases 3, 5 e 6. Letra C

não possui predicado e, portanto, não são

é interrogativa, a frase 4

12. (MPE/TO 2006/CESPE-UnB) Na lista abaixo, há exatamente três proposições.

• Faça suas tarefas.

• Ele é um procurador de justiça muito competente.

• Celina não terminou seu trabalho.

• Esta proposição é falsa.

• O número 1.024 é uma potência de 2. Resolução

• Faça suas tarefas.

Não é proposição porque é uma frase

imperativa.

Ele é um procurador de justiça muito competente.

Não é proposição.

Trata-se de uma sentença aberta (lembra do exemplo do Russel

 

Crowe?)

 

• Celina não terminou seu trabalho. É proposição.

• Esta proposição é falsa.

paradoxo.

Não é proposição. Trata-se de um

• O número 1.024 é uma potência de 2. É proposição.

Na lista, há exatamente 2 proposições. Portanto, o item está errado. 13. (PRODEST 2006/CESPE-UnB) Considere a seguinte lista de frases:

1 Rio Branco é a capital do estado de Rondônia.

2 Qual é o horário do filme?

3 O Brasil é pentacampeão de futebol.

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4 Que belas flores!

5 Marlene não é atriz e Djanira é pintora.

Nessa lista, há exatamente 4 proposições. Resolução

1 Rio Branco é a capital do estado de Rondônia. (

É proposição

).

2 Qual é o horário do filme? (Não é proposição porque é uma frase interrogativa).

3 O Brasil é pentacampeão de futebol. (

É proposição

).

4 Que belas flores! (Não é proposição porque é uma frase exclamativa).

5 Marlene não é atriz e Djanira é pintora. (

É proposição

).

Como há apenas 3 proposições, então o item está errado.

Ficamos

por

aqui.

Um

abraço

e

até

a

próxima

aula!!

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Relação das questões comentadas

(BB1/2007/Cespe) Na lógica sentencial, denomina-se proposição uma frase que pode ser julgada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não como ambas. Assim, frases como “Como está o tempo hoje?” e “Esta frase é falsa” não são proposições porque a primeira é pergunta e a segunda não pode ser nem V nem F. As proposições são representadas simbolicamente por letras maiúsculas do alfabeto — A, B, C, etc. Uma proposição da forma “A ou B” é F se A e B forem F, caso contrário é V; e uma proposição da forma “Se A então B” é F se A for V e B for F, caso contrário é V.

Considerando as informações contidas no texto acima, julgue o item subsequente.

01. Na lista de frases apresentadas a seguir, há exatamente três proposições. “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”

A

expressão X + Y é positiva.

O

valor de

4 + 3 = 7 .

4 + 3 = 7 .

Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.

O que é isto?

02. (ICMS-SP/2006/FCC) Das cinco frases abaixo, quatro delas têm uma mesma característica lógica em comum, enquanto uma delas não tem essa característica. I. Que belo dia! II. Um excelente livro de raciocínio lógico.

III. O jogo terminou empatado?

IV. Existe vida em outros planetas do universo.

V. Escreva uma poesia.

A frase que não possui essa característica comum é a

a) I.

b) II.

c) III.

d) IV.

e) V.

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03. (BB2/2007/Cespe) Uma proposição é uma afirmação que pode ser julgada como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não como ambas. As proposições são usualmente simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto, como, por exemplo, P, Q, R, etc. Se a conexão de duas proposições é feita pela preposição “e”, simbolizada usualmente por , então se obtém a forma PQ, lida como “P e Q” e avaliada como V se P e Q forem V, caso contrário, é F. Se a conexão for feita pela preposição “ou”, simbolizada usualmente por , então se obtém a forma PQ, lida como “P ou Q” e avaliada como F se P e Q forem F, caso contrário, é V. A negação de uma proposição é simbolizada por ¬P, e avaliada como V, se P for F, e como F, se P for V.

A partir desses conceitos, julgue o próximo item.

Há duas proposições no seguinte conjunto de sentenças:

(I) O BB foi criado em 1980. (II) Faça seu trabalho corretamente. (III) Manuela tem mais de 40 anos de idade.

(SEBRAE 2010/CESPE-UnB) Para os itens seguintes, serão consideradas como proposições apenas as sentenças declarativas, que mais facilmente são

julgadas como verdadeiras — V — ou falsas — F —, deixando de lado as sentenças interrogativas, exclamativas, imperativas e outras. As proposições serão representadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C etc.

] [

Sentenças como “x + 3 = 5”, “Ele é um político”, “x é jogador de futebol” são denominadas sentenças abertas; essas sentenças, como estão, não poderão ser julgadas como V ou F, pois os sujeitos, no caso, são variáveis. Essas expressões tornam-se proposições depois de substituída a variável por elemento determinado, permitindo o julgamento V ou F.

] [

Tendo como referência as informações do texto, julgue os itens de 04 a 06.

04. Entre as frases apresentadas a seguir, identificadas por letras de A a E, apenas duas são proposições. A: Pedro é marceneiro e Francisco, pedreiro. B: Adriana, você vai para o exterior nessas férias? C: Que jogador fenomenal! D: Todos os presidentes foram homens honrados. E: Não deixe de resolver a prova com a devida atenção.

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05. As frases “Transforme seus boletos de papel em boletos eletrônicos” e “O

carro que você estaciona sem usar as mãos” são, ambas, proposições

abertas.

06. Considere a seguinte sentença aberta: “x é um número real e x 2 > 5”.

Nesse caso, se x = 2, então a proposição será F, mas, se x = –3, então a

proposição será V.

07. (TRT 17ª Região 2009/CESPE-UnB) Proposições são frases que podem

ser julgadas como verdadeiras — V — ou falsas — F —, mas não como V e F

simultaneamente.

[

]

A partir das informações do texto, julgue o item a seguir.

A sequência de frases a seguir contém exatamente duas proposições.

- A sede do TRT/ES localiza-se no município de Cariacica.

- Por que existem juízes substitutos?

- Ele é um advogado talentoso.

08. (ICMS-SP/2006/FCC) Considere as seguintes frases:

I. Ele foi o melhor jogador do mundo em 2005.

II.

x+y é um número inteiro.

5

III. João da Silva foi o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo em

2000.

É verdade que APENAS:

a) I e II são sentenças abertas.

b) I e III são sentenças abertas.

c) II e III são sentenças abertas.

d) I é uma sentença aberta.

e) II é uma sentença aberta.

09. (FINEP 2009/CESPE-UnB) Acerca de proposições, considere as seguintes

frases:

I Os Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia são instrumentos de financiamento de projetos.

II O que é o CT-Amazônia?

III Preste atenção ao edital!

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IV Se o projeto for de cooperação universidade-empresa, então podem ser pleiteados recursos do fundo setorial verde-amarelo.

São proposições apenas as frases correspondentes aos itens

a) I e IV.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) I, II e IV.

10. (TCE-PB/2006/FCC) Sabe-se que sentenças são orações com sujeito (o

termo a respeito do qual se declara algo) e predicado (o que se declara sobre

o sujeito). Na relação seguinte há expressões e sentenças:

1. Três mais nove é igual a doze.

2. Pelé é brasileiro.

3. O jogador de futebol.

4. A idade de Maria.

5. A metade de um número.

6. O triplo de 15 é maior do que 10.

É correto afirmar que, na relação dada, são sentenças apenas os itens de números

a) 1,2 e 6.

b) 2,3 e 4.

c) 3,4 e 5.

d) 1,2,5 e 6.

e) 2,3,4 e 5.

11. (PM-BA 2009/FCC) Define-se sentença como qualquer oração que tem

sujeito (o termo a respeito do qual se declara alguma coisa) e predicado (o que se declara sobre o sujeito). Na relação que segue há expressões e sentenças:

1. Tomara que chova!

2. Que horas são?

3. Três vezes dois são cinco.

4. Quarenta e dois detentos.

5. Policiais são confiáveis.

6. Exercícios físicos são saudáveis.

De acordo com a definição dada, é correto afirmar que, dos itens da relação

acima, são sentenças APENAS os de números

(A)

1, 3 e 5.

(B)

2, 3 e 5.

(C)

3, 5 e 6.

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(D)

4 e 6.

(E)

5 e 6.

12. (MPE/TO 2006/CESPE-UnB) Na lista abaixo, há exatamente três proposições.

• Faça suas tarefas.

• Ele é um procurador de justiça muito competente.

• Celina não terminou seu trabalho.

• Esta proposição é falsa.

• O número 1.024 é uma potência de 2.

13. (PRODEST 2006/CESPE-UnB) Considere a seguinte lista de frases:

1 Rio Branco é a capital do estado de Rondônia.

2 Qual é o horário do filme?

3 O Brasil é pentacampeão de futebol.

4 Que belas flores!

5 Marlene não é atriz e Djanira é pintora. Nessa lista, há exatamente 4 proposições.

Gabaritos

01. Errado

02. D

03. Certo

04. Certo

05. Errado

06. Certo

07. Errado

08. A

09. A

10. A

11. C

12. Errado

13. Errado

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Aula 0 – Apresentação do Curso

Olá queridos (as) amigos (as), meus cumprimentos! Como é bom estar aqui!

Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas AGIR, mas também SONHAR; não apenas planejar, mas também ACREDITAR (Anatole France).

É com grande satisfação que os recebo para esta nova edição deste curso de Informática (Teoria e Exercícios Comentados) voltado para os candidatos ao concurso da Polícia Federal.

para os candidatos ao concurso da Polícia Federal . Agora, força a todos, confiem em Deus

Agora, força a todos, confiem em Deus e façam a diferença! Estamos aqui para desbravar os atalhos da informática e ensiná-los o caminho dessa trajetória que será de MUITO SUCESSO.

Serão ao todo 8 aulas, além desta aula demonstrativa, em que teremos resumos teóricos contemplando os pontos que podem ser explorados pela banca e os comentários de 1000 questões (provenientes dos concursos realizados exclusivamente pelo Cespe/UnB), para que você possa se antecipar ao estilo de cobrança dessa banca e gabaritar a sua prova!

Antes de partir para o desenvolvimento da teoria e dos exercícios, gostaria de me apresentar. Vamos lá! Sou a Prof a Patrícia Lima Quintão, moro em Belo Horizonte e tenho ministrado aulas de informática no Ponto dos Concursos desde 2009 (visando certames como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Senado Federal, MPU, TCU, Ministério da Fazenda, Petrobrás, MPOG, ABIN, TRE, TRT, TSE, ANEEL, SEFAZ-DF, SEFAZ- RJ, SEFAZ-SC, SEFAZ-SP, ISS-RJ, ISS-BH, ISS-SP, SUSEP, CGU, dentre outros), além de lecionar disciplinas técnicas do curso de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, tanto na graduação, quanto na pós-graduação. Também, atuo como Analista na área de Tecnologia da Informação e Comunicação da Prodemge e sou instrutora autorizada CISCO, já tendo ministrando cursos específicos da área de redes junto à Faculdade Estácio de Sá em Juiz de Fora.

Ah! Também sou autora do livro de questões comentadas de informática para concursos (Foco: FCC), pela Editora GEN/Método, sob a coordenação dos grandes mestres Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino. Neste mês de dezembro/2011 foi lançada a segunda edição do livro, http://www.editorametodo.com.br/produtos_descricao.asp?codigo_produto= 2303. Aproveitem! Em breve também teremos mais novidades nessa área com foco no Cespe/UnB!

Sou mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE/UFRJ, pós-graduada em Gerência de Informática e bacharel em Informática pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuo como membro da Sociedade Brasileira de Computação e do Comitê Brasileiro de Processamento de Dados da ABNT, que cria as normas sobre gestão da Segurança da Informação no Brasil; tenho certificações técnicas na área de segurança, redes e perícia forense; além de artigos publicados a nível nacional e internacional com temas da área de informática.

artigos publicados a nível nacional e internacional com temas da área de informática. 31 www.pontodosconcursos.com.br

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E como não poderia deixar de ser, nas horas vagas, também concurseira, já tendo sido aprovada em vários concursos, como:

Analista - TIC, Prodemge (2011);

Professora titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (2011);

Professora substituta do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora (2011);

Analista de Sistemas na Prefeitura de Juiz de Fora (2007);

Analista de Sistemas no SERPRO (em 2001 e 2005);

Analista Judiciário (Área de Informática) no Tribunal Regional Federal - 2ª Região (2003) etc.

Bem, passada essa apresentação inicial, vamos ao detalhamento do nosso curso!

Planejamento das Aulas

Seguiremos o conteúdo cobrado no último edital da Polícia Federal, com as atualizações que se fizerem necessárias, para que você possa obter total sucesso ao fazer a sua prova de informática para a Polícia Federal, com foco no Cespe/UnB!!

Se porventura houver alteração dos assuntos a serem cobrados no edital oficial, o curso será ajustado de forma a contemplar exatamente os novos direcionamentos.

As aulas serão agrupadas por assuntos, conforme disposição listada a seguir, com a frequência de 1 aula por semana.

No decorrer do curso disponibilizarei os pontos teóricos de relevância, para melhor fixação da matéria, e, em seguida, trabalharemos as questões comentadas em sua íntegra. Teremos em média cerca de 90 questões por aula, sendo que algumas aulas abordarão um número maior de questões. Ao fim de cada aula será apresentada também a lista com todos os exercícios nela comentados, para que possa, a seu critério, resolvê-los antes de ver o gabarito e ler os comentários correspondentes.

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O Curso Que Proponho:

P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL O Curso Que Proponho: Bem, passada a apresentação inicial, espero que

Bem, passada a apresentação inicial, espero que este curso seja de grande valia para o seu estudo, fazendo-o superar os desafios vindouros na prova! Vamos começar então? Força, garra e determinação, e fiquem com Deus sempre!

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Prof a Patrícia Lima Quintão patricia@pontodosconcursos.com.br

Como temos um longo caminho pela frente, vamos ao trabalho!! Lembrando que essa é apenas uma aula de degustação, para entenderem a dinâmica de nossas aulas, ok!

Iniciamos o curso com um assunto bastante cobrado nas provas do Cespe/UnB - Internet. Totalizamos, nesta aula inaugural, 18 questões. Até o final deste curso iremos fazer 1000 questões (provenientes dos concursos realizados exclusivamente pelo Cespe/UnB), para mapeamento do estilo de prova que você irá encontrar. Bons estudos!!

AULA 0 – Internet e Tópicos Relacionados (Parte I)

Roteiro da Aula

-Introdução às redes.

-Protocolos de comunicação.

-Arquiteturas de camadas OSI x TCP/IP.

-Internet, intranet e extranet.

-Revisão em tópicos e palavras-chave.

-Questões de provas comentadas.

-Lista das questões apresentadas na aula.

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Introdução às Redes

O que é uma rede de computadores, senão um grupo de computadores conectados entre si? Uma rede de computadores é a conexão de dois ou mais computadores para permitir o compartilhamento de recursos e troca de informações entre as máquinas.

Em informática, host é qualquer máquina ou computador conectado a uma rede. Os hosts variam de computadores pessoais a supercomputadores, dentre outros equipamentos, como roteadores.

Geralmente, as redes de computadores recebem uma classificação quanto à sua extensão (abrangência), detalhada a seguir.

Redes pessoais ou PAN (Personal Area Network)

Trata-se de uma rede pessoal - formada por nós (dispositivos conectados à rede, como computadores, telefones e PDAs) muito próximos uns dos outros e próximos a uma pessoa. O termo PAN é bem novo, surgiu em função das novas tecnologias sem fio, como o bluetooth, que permitem a ligação de vários equipamentos que estejam separados por poucos metros.

equipamentos que estejam separados por poucos metros. Figura. Exemplo de uma Rede PAN Redes locais ou

Figura. Exemplo de uma Rede PAN

Redes locais ou LAN (Local Area Network)

São redes privadas restritas a um edifício, uma sala ou campus com até alguns poucos quilômetros de extensão. Apesar de a distância entre os equipamentos não ser rígida, ela define as características que distinguem uma LAN de redes mais extensas, como tamanho, tecnologia de transmissão e topologia.

Devido ao tamanho reduzido, as LANs possuem baixo tempo de atraso (retardo). Além disso, o pior tempo de transmissão em uma LAN é previamente conhecido.

LANs tradicionais conectam-se a velocidades de 10 a 1000 Mbps. LANs mais modernas podem alcançar taxas de 10Gbps. Essas taxas indicam a velocidade máxima com a qual os dados transitam na rede.

o WLAN (Wireless LAN): as WLANs, ou Lans sem fios consolidaram-se como uma boa opção de rede local. Tais máquinas podem ser usadas em qualquer lugar dentro de um prédio que possua uma Wireless LAN implementada. Boa quando existe necessidade de mobilidade dos pontos da rede e/ou existam dificuldades de implementação de cabeamento.

Redes Metropolitanas ou MAN (Metropolitan Area Network)

As MANs são redes que abrangem uma cidade. Normalmente são compostas por agrupamentos de LANs, ou seja, há varias redes menores interligadas, como ilustrado a seguir:

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DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL Figura – Três filiais se conectando através

Figura – Três filiais se conectando através de uma MAN

Redes Remotas, Extensas, Geograficamente Distribuídas ou WAN (Wide Area Network)

Esses termos são equivalentes e se referem a redes que abrangem uma grande área geográfica, como um país ou um continente. Devido à grande extensão, possuem taxa de transmissão menor, maior retardo e maior índice de erros de transmissão.

maior retardo e maior índice de erros de transmissão. A Internet é uma WAN, uma rede

A Internet é uma WAN, uma rede de redes de computadores de alcance mundial, que

interliga milhões de dispositivos espalhados pelo mundo. Estes dispositivos são, em sua maioria, computadores pessoais, estações de trabalho, servidores, que armazenam e transmitem informações.

Comparadas às redes de longa distância, as redes locais se caracterizam por taxas de erros mais baixas e taxas de transmissão mais altas.

Outras nomenclaturas (não muito comuns) mas que também podem ser cobradas:

HAN (Home Area Network ou Home Network) => rede doméstica que conecta vários computadores e outros dispositivos digitais. A rede neste caso abrange o espaço de uma única casa ou apartamento.

GAN - Global Area Network => coleção de redes de longa distância.

SAN - Storage Area Network => Exclusiva para armazenamento de dados.

RAN - Radio Access Network => fornece infraestrutura para distribuir serviços de comunicação wireless da terceira geração – redes 3G- (Javvin, 2011).

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Protocolos de Comunicação

Na maioria das redes, as informações enviadas são quebradas em partes menores chamadas “pacotes”.

são quebradas em partes menores chamadas “ pacotes ”. Cada pacote deve conter dados de endereçamento

Cada pacote deve conter dados de endereçamento para que possam chegar ao seu destino e serem recompostos.

Protocolo é um conjunto de regras que definem a forma de construção do pacote. O protocolo também identifica o momento de se enviar o pacote, quais pacotes devem ser enviados, quais devem ser reenviados devido a erro de transmissão e o que fazer para que eles sejam reconstruídos. Dessa forma, os dados são trocados de acordo com um protocolo, como, por exemplo, o TCP/IP, utilizado na Internet.

Na verdade o TCP/IP é uma pilha de protocolos, sendo que os 2 protocolos mais importantes dessa pilha são: o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controle de Transmissão) e o IP (Internet Protocol).

A seguir iremos estudar os protocolos que, disparadamente, são os mais cobrados nas provas do Cespe/UnB. Portanto, dediquem bastante atenção a eles!!

HTTP (Hypertext Transfer Protocol – Protocolo de Transferência de Hipertexto)

Utilizado para realizar a transferência das páginas Web para nossos programas navegadores (browsers). Os dados transferidos por esse protocolo podem conter, por exemplo: texto, áudio ou imagens. Esse protocolo utiliza a porta 80.

Cuidado para não confundir a sigla HTTP com HTML. O HTTP é o protocolo de comunicação para transferir hipertextos, enquanto o HTML é uma linguagem para construir arquivos hipertexto.

HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure)

É uma variação do protocolo HTTP que utiliza mecanismos de segurança. Ele permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão criptografada e que se verifique a autenticidade do servidor e do cliente. Diferentemente do HTTP (porta 80), a porta padrão usada pelo protocolo HTTPS é a porta 443. Geralmente o HTTPS é utilizado para evitar que a informação transmitida entre o cliente e o servidor seja visualizada por terceiros. O endereço dos recursos na Internet que estão sob o protocolo HTTPS inicia-se por 'https://'. Um bom exemplo é o uso do HTTPS em sites de compras online.

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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL

O HyperText Transfer Protocol Secure - HTTPS - é uma variação do protocolo HTTP que utiliza mecanismos de segurança.

SMTP (Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples de Correio)

É um protocolo de envio de e-mail apenas. Com ele, não é possível que um usuário

descarregue suas mensagens de um servidor. Esse protocolo utiliza a porta 25 do

protocolo TCP.

POP3 (Post Office Protocol Version 3- Protocolo de Agência de Correio “Versão

3”)

É usado para o recebimento de mensagens de e-mail. Através do POP, um usuário

transfere, para seu computador, as mensagens armazenadas em sua caixa postal no servidor. Atualmente esse protocolo encontra-se em sua terceira versão, daí o termo POP3. Utiliza a porta 110 do protocolo TCP.

IMAP (Internet Message Access Protocol - Internet)

Protocolo de Acesso ao Correio da

Utilizado em substituição ao POP para permitir que uma mensagem seja lida em um cliente de e-mail sem que ela seja retirada do servidor de entrada.

Com a utilização do IMAP as mensagens ficam armazenadas no servidor e o usuário pode ter acesso a suas pastas e mensagens de qualquer computador, tanto por um WebMail como por um programa cliente de correio eletrônico, como o Outlook Express!!

Portanto, se o servidor de entrada utilizado por um usuário usa o protocolo IMAP, ele poderá baixar as mensagens para o seu cliente de e-mail e, mesmo assim, ainda poderá acessá-las em um navegador web posteriormente. Na prática ele poderia ter lido seus e- mails utilizando o Outlook em um dia e mais tarde, em uma viagem, voltar a acessar o mesmo e-mail em um outro computador qualquer, em um hotel, em um cyber café, em um shopping etc.

Telnet (Terminal Emulator - Emulador de Terminal)

Permite que uma estação na rede (um micro) realize um acesso interativo (controle remoto) a um servidor como se fosse um terminal deste servidor. Tudo o que for digitado no micro cliente será recebido e processado pelo servidor, que devolverá o resultado ao monitor do “terminal”.

DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol – Protocolo de Configuração Dinâmica de Host)

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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL

Capaz de identificar automaticamente computadores em uma rede, e atribuir um

endereço IP e outros parâmetros automática.

um deles, também de forma

de

rede,

a

cada

Em redes locais maiores, ou onde a população de usuários muda frequentemente, o DHCP é preferido. Novos usuários podem chegar com laptops e precisar de uma conexão. Outros têm novas estações de trabalho que precisam ser conectadas. Em vez de fazer com que o administrador de rede atribua endereços IP para cada estação de trabalho, é mais eficiente ter endereços IP atribuídos automaticamente usando o DHCP.

Os endereços distribuídos pelo DHCP não são atribuídos permanentemente aos hosts, mas apenas alugados por um certo tempo. Se o host for desativado ou removido da rede, o endereço volta ao pool para reutilização. Isso é especialmente útil com usuários móveis que vêm e vão em uma rede. Os usuários podem se mover livremente de local a local e restabelecer conexões de rede. O host pode obter um endereço IP quando a conexão ao hardware for feita, via LAN, com ou sem fio.

FTP (File Transfer Protocol - Protocolo de Transferência de Arquivos)

Possibilita a transferência de arquivos entre dois computadores através da Internet. Também permite que pastas e arquivos sejam criados, renomeados, excluídos, movidos e copiados de/para servidores FTP. Desta forma, basicamente tudo aquilo que se pode fazer no seu equipamento por meio do Windows Explorer é possível de ser feito em um servidor remoto por meio do FTP.

de ser feito em um servidor remoto por meio do FTP. Fonte: Barrere,2011. Figura. Portas 20

Fonte: Barrere,2011.

em um servidor remoto por meio do FTP. Fonte: Barrere,2011. Figura. Portas 20 e 21 utilizadas

Figura. Portas 20 e 21 utilizadas pelo FTP

UDP (User Datagram Protocol - Protocolo de Datagrama de Usuário)

Um protocolo que trabalha com datagramas, que são mensagens com um comprimento máximo pré-fixado e cuja entrega NÃO é garantida. Caso a rede esteja congestionada, um datagrama pode ser perdido e o UDP não informará às aplicações desta ocorrência.

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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL

Outra possibilidade é que o congestionamento em uma rota da rede possa fazer com que os pacotes cheguem ao seu destino em uma ordem diferente daquela em que foram enviados.

Para memorizar!

O UDP (Protocolo de Datagrama de Usuário) => é não confiável e não orientado à conexão.

O UDP é um protocolo que trabalha sem estabelecer conexões entre os softwares que

estão se comunicando.

TCP (Transmission Control Protocol – Protocolo de Controle de Transmissão)

É

um protocolo orientado a conexão. Permite que sejam enviadas mensagens de

qualquer tamanho e cuida de quebrar as mensagens em pacotes que possam ser enviados pela rede. Ele também cuida de rearrumar os pacotes no destino e de retransmitir qualquer pacote que seja perdido pela rede, de modo que o destino receba a mensagem original, da maneira como foi enviada.

Para memorizar!

O

TCP (Protocolo de Controle de Transmissão) => é confiável, orientado à

conexão e faz controle de fluxo.

ICMP (Internet Control Message Protocol – Protocolo de Controle de Mensagens na Internet) é o protocolo usado para trocar mensagens de status (estado) e de erro entre os diversos dispositivos da rede. A mensagem ICMP é transmitida usando um datagrama IP. Como o IP não verifica se um datagrama chegou ou não ao destino, pode ocorrer de a própria mensagem ICMP ser perdida no meio do caminho!

IP

(Internet Protocol)

Responsável pelo endereçamento dos dados que são transmitidos pelos computadores. O

IP foi elaborado como um protocolo com baixo overhead, já que somente fornece as

funções necessárias para enviar um pacote de uma origem a um destino por um sistema de redes. O protocolo não foi elaborado para rastrear e gerenciar o fluxo dos pacotes. Estas funções são realizadas por outros protocolos de outras camadas. Também cabe destacar que esse protocolo não é confiável. Mas o que significa isso? O significado de não confiável é simplesmente que o IP não possui a capacidade de gerenciar e recuperar pacotes não entregues ou corrompidos. Guardem isso!!

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DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL Fonte: Curso Cisco CCNA Exploration (2010) Chamamos

Fonte: Curso Cisco CCNA Exploration (2010)

Chamamos de endereço IP o número que é utilizado por esse protocolo para o endereçamento.

Qual a diferença entre IPV4 e IPV6?

Um endereço IP (padrão IPV4) é um código formado por quatro números que vão de 0 a 255, separados por pontos, como 200.198.20.62. Este número não pode se repetir em uma mesma rede. Portanto, na Internet NÃO há dois computadores com o MESMO endereço IP!!

A figura seguinte ilustra um exemplo de endereço IP, o 131.108.122.204.

endereço IP!! A figura seguinte ilustra um exemplo de endereço IP, o 131.108.122.204. 41 www.pontodosconcursos.com.br
endereço IP!! A figura seguinte ilustra um exemplo de endereço IP, o 131.108.122.204. 41 www.pontodosconcursos.com.br
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Os octetos, quando representados, são separados por pontos. Veja abaixo dois exemplos de endereço IP:

0 0 0 0 1 0 1 0

.

0 0 0 0 0 0 0 0 . 0

0 0 0 0 0 0 0 .

 

0 0 0 0 0 0 0 1

1 1 0 0 10 0 0

.

1

1

1 1

1

1 1

1

.

1

0 0 0

1

1 1 0

.

0 0 0 0 1 0 1 0

Na verdade, a forma mais usual de representação do endereço IP é em números decimais. Esta notação divide o endereço IP em quatro grupos de 8 bits (octeto) e representa o valor decimal de cada octeto binário, separando-os por um ponto.

Dessa forma, podemos transformar os endereços acima nos endereços seguintes, respectivamente:

10.0.0.1

200.255.142.10

Disso tudo, concluímos que o menor octeto possível é o 00000000, que é igual a 0 em decimal, e que o maior octeto possível é 11111111, que é igual a 255 em decimal. Ou seja, cada octeto pode ir de 0 a 255.

Endereços IP podem ser atribuídos dinâmica ou estaticamente.

Um computador pode receber seu endereço IP (e outros parâmetros) de duas maneiras:

Fixo:

quando

é

configurado

manualmente

para

isso

(pelo

administrador do equipamento);

 

Dinâmico: quando recebe esses parâmetros automaticamente de um servidor apropriado (chamado servidor DHCP - Dynamic Host Configuration Protocol – Protocolo de Configuração Dinâmica de Host-) na rede. Esse servidor é o responsável por distribuir endereços IP (dentro de uma margem de endereços previamente configurada) cada vez que um host solicita.

Esse sistema de endereçamento conhecido como IPv4 (IP versão 4) utiliza endereços de 32 bits e os divide em classes de acordo com a necessidade de números IP que uma organização tenha.

A seguir um quadro-resumo sobre o assunto, que será detalhado no decorrer deste curso.

Classe

1º octeto

Objetivo

Exemplo

A

1 a 126

Grandes redes.

100.1.240.28

B

128

a 191

Médias redes.

157.100.5.195

C

192

a 223

Pequenas redes.

205.35.4.120

D

224

a 239

Multicasting – propagação de pacotes especiais para a comunicação entre os

-

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E

computadores.

240 a 254

Reservado p/aplicações futuras ou experimentais.

-

Classes IP Reservadas

Os endereços disponíveis na Internet são cada vez mais escassos, requerendo dos administradores de rede uma criatividade cada vez maior para acomodar o número crescente de computadores com cada vez menos endereços.

Uma forma de resolver este problema é utilizar, dentro das empresas ou nas redes domésticas, classes de endereços IP reservadas. Estas classes de endereços não são encontradas na Internet. Qualquer endereço pertencente

a estas redes que forem encontrados em pacotes IP circulando na Internet são descartados pela maioria dos roteadores.

A vantagem de se utilizar estes endereços é que o administrador precisa

apenas de UM endereço REAL, para conectar o seu gateway principal à Internet. Este gateway atua como um tradutor de endereços entre as duas redes, a intranet de sua empresa e a Internet. Esta tradução é necessária

visto que sua rede interna utiliza endereços reservados. O protocolo que realiza esta tradução denomina-se NAT, ou Network Address Translator.

O papel do NAT consiste em traduzir os endereços privados que NÃO são válidos na Internet para um endereço válido, ou seja, que possa navegar na Internet.

Dos mais de 4 bilhões de endereços IPs disponíveis, três faixas são reservadas para redes privadas. Essas faixas NÃO podem ser roteadas para fora da rede privada, ou seja, NÃO podem se comunicar diretamente com a Internet. Importante

Dentro das classes A, B e C foram reservadas redes, definidas pela RFC 1918, que são conhecidas como endereços de rede privados.

São eles:

Endereço

Faixa de IP

10.0.0.0/8

(10.0.0.0 – 10.255.255.255)

172.16.0.0/12

(172.16.0.0 – 172.31.255.255)

192.168.0.0/16

(192.168.0.0 – 192.168.255.255)

Uma nova versão de sistema de endereçamento IP surge como alternativa ao IPv4. O IPv6 utiliza endereços de 128 bits disponibilizando 2 128 endereços possíveis.

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O endereço IP (padrão IPv6) possui 128 bits.

O endereço IP (padrão IPv4) possui 32 bits.

Os endereços IPv6 são normalmente escritos como oito grupos de 4 dígitos hexadecimais. O padrão hexadecimal comporta as seguintes representações: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, F. Como exemplo, 2001:0db8:85a3:0000:0000:0000:0000:7344 é o mesmo endereço IPv6 que: 2001:0db8:85a3::7344.

O IPv6 é diferente do IPv4. O IPv6 (novo) e o IPv4 (antigo) são interoperáveis. O IPv6 é o conjunto de 08 blocos hexadecimais, ou seja, existe a combinação de números e letras.

ou seja, existe a combinação de números e letras. Figura. Um Endereço IPv6 Arquitetura de Camadas

Figura. Um Endereço IPv6

Arquitetura de Camadas OSI x TCP/IP

**O Modelo OSI**

O modelo OSI é a base para quase todos os protocolos de dados atuais. Como um modelo

de referência, fornece uma lista extensiva de funções e serviços que podem ocorrer em cada camada. Ele também descreve a interação de cada camada com as camadas diretamente acima e abaixo dela.

O

conjunto de camadas é hierárquico, ou seja, cada camada baseia-se na camada inferior.

O

projeto de uma camada é restrito ao contexto dessa camada e supõe que os problemas

fora deste contexto já estejam devidamente resolvidos.

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Na realidade existem duas vantagens práticas na utilização de uma arquitetura em camadas. Em primeiro lugar, a complexidade do esforço global de desenvolvimento é reduzida através de abstrações (não interessa para uma determinada camada como as demais possibilitam o fornecimento de seus serviços, só o que elas oferecem).

Na arquitetura hierárquica, a camada (N) sabe apenas que existe a camada (N-1), prestadora de determinados serviços e a camada (N+1), que lhe requisita os serviços.

serviços e a camada (N+1), que lhe requisita os serviços. O segundo aspecto é relacionado com

O segundo aspecto é relacionado com a independência entre as camadas. A camada (N) preocupa-se apenas em utilizar os serviços da camada (N-1), independentemente do seu protocolo.

É assim que uma camada pode ser alterada sem mudar as demais (facilidade de manutenção) - desde que os serviços que ela presta não sejam modificados. É assim também que novas aplicações podem ser executadas, na camada apropriada, aproveitando os mesmos serviços já fornecidos pelas outras camadas (redução dos esforços para evoluções).

Caiu na prova!

O modelo de referência OSI/ISO é organizado em camadas que proveem serviços entre si. Nesse modelo, uma camada supre serviços à camada imediatamente superior.

O Modelo OSI consiste em sete camadas, com cada uma representando um conjunto de regras específicas.

Para que você memorize os nomes das camadas do modelo OSI, aqui vai uma dica:

lembre-se da palavra

R->Rede,

E->Enlace,

F->Física,

FERTSAA

, com as iniciais de cada camada, que são:

FERTSAA ☺ , com as iniciais de cada camada, que são: T->Transporte, S->Sessão, A->Apresentação,
FERTSAA ☺ , com as iniciais de cada camada, que são: T->Transporte, S->Sessão, A->Apresentação,
FERTSAA ☺ , com as iniciais de cada camada, que são: T->Transporte, S->Sessão, A->Apresentação,

T->Transporte,

com as iniciais de cada camada, que são: T->Transporte, S->Sessão, A->Apresentação, A->Aplicação

S->Sessão,

de cada camada, que são: T->Transporte, S->Sessão, A->Apresentação, A->Aplicação ☺ (este

A->Apresentação,

A->Aplicação (este símbolo é para

lembrá-lo de que a camada de aplicação está mais próxima do usuário final). Fácil, não é mesmo?

Ok, Patrícia, mas poderia destacar as principais características de cada camada?

Então

colocar a seguir as definições básicas sobre estas camadas, pois, conforme

nossa programação, na aula de redes iremos realizar mais exercícios no estilo Cespe sobre

esse assunto.

vamos

Quadro. Modelo OSI de sete camadas IMPORTANTE!

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Camada

Nome

 

Observações

7

Aplicação

Camada de nível mais alto, fornece serviços ao USUÁRIO!Essa é, portanto, a camada mais próxima do usuário final. Contém os protocolos e funções que as aplicações dos usuários necessitam para executar tarefas de comunicações (enviar e-mail, acessar páginas, transferir arquivos, compartilhar arquivos, entre outras).

6

Apresentação

É a tradutora da rede, sendo responsável por determinar o formato utilizado para transmitir dados entre os computadores da rede.

Se necessário, pode realizar conversão de um tipo de representação de dados para um formato comum. Um exemplo seria a compressão de dados ou criptografia.

5

Sessão

Estabelece, gerencia e termina sessões (momentos ininterruptos de transação) entre a máquina de origem e a de destino.

4

Transporte

Camada intermediária, faz a ligação entre as camadas do nível de aplicação (5, 6 e 7) com as do nível físico (1, 2 e 3). Responsável pela comunicação fim-a-fim, ou seja, controlam a saída das informações (na origem) e a chegada delas (no destino).

3

Rede

Serve para indicar a rota que o pacote vai seguir da origem ao destino (decide como rotear pacotes entre os nós conectados por meio de uma rede). A determinação da rota que os pacotes vão seguir para atingir o destino é baseada em fatores como condições de tráfego da rede e prioridades.

A

camada de rede também fornece um mecanismo de

endereçamento uniforme de forma que duas redes possam ser interconectadas.

Converte o endereço lógico em endereço físico para que os pacotes possam chegar corretamente ao destino.

Camada

Nome

 

Observações

2

Enlace (vínculo)

Essa camada organiza os sinais brutos (zeros e uns) transferidos pela rede em unidades lógicas chamadas quadros (frames), identifica suas origens e destinos (endereços MAC) e corrige possíveis erros ocorridos durante a transmissão pelos meios físicos.

de dados

O

endereço MAC (endereço físico de 48 bits, que é

gravado na memória ROM dos dispositivos de rede) é

interpretado por equipamentos nessa camada.

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1

Física

Responsável pela transmissão das informações em sua forma bruta: sinais elétricos ou luminosos (ou seja, essa camada transmite os sinais ou bits entre as estações). É a camada mais baixa do modelo OSI (mais próxima da transmissão dos sinais). Trata das especificações de hardware e demais dispositivos de rede, incluindo cabos, conectores físicos, hubs, etc. e transmite fluxo de bits desestruturados por um meio.

Fonte: Quintão (2011)

Para a prova, é importante que você memorize os nomes das camadas do Modelo OSI, bem como o papel de cada uma delas no contexto do modelo.

bem como o papel de cada uma delas no contexto do modelo. **O Modelo TCP/IP** O

**O Modelo TCP/IP**

O TCP/IP funciona em camadas. Cada camada é responsável por um grupo de atividades bem definidas, ofertando, assim, um conjunto específico de serviços.

Cabe observar que o modelo OSI é mais conceitual, na prática é utilizado o modelo TCP/IP, cujas camadas estão detalhadas no quadro seguinte. Os grifos em negrito da tabela destacam os principais protocolos cobrados pelo Cespe/UnB!! Vamos lá!!

Quadro. Modelo de Camadas TCP/IP

Camada

Observações

Aplicação

Nessa camada estão os protocolos de nível mais ALTO (mais próximos do usuário, aqueles que realizam tarefas

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diretamente em contato com os usuários). Dentre eles citam-se: HTTP, SMTP, FTP, RTP, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP, DNS,

Transporte

Oferece suporte à comunicação entre diversos dispositivos e redes distintas.

Essa camada possui a mesma função que a camada correspondente do Modelo OSI, sendo responsável pela comunicação fim-a-fim entre as máquinas envolvidas. Principais protocolos da Camada de Transporte: o TCP, o UDP, o SCTP etc.

Internet

Determina o melhor caminho através da rede.

(ou Rede)

Apresenta os protocolos responsáveis pelo endereçamento dos pacotes. Nessa camada são determinadas as rotas que os pacotes deverão seguir para chegar ao destino. Dentre os principais protocolos desta camada merecem destaque: IP (IPv4, IPv6), ARP, RARP, ICMP, RIP, OSPF, IPSec, etc.

Acesso

à

Essa camada corresponde às Camadas de Enlace (Vínculo) de Dados e à Camada Física do Modelo OSI. Controla os dispositivos de hardware e meio físico que compõem a rede.

Rede

Fonte: Quintão (2011)

Legal, Patrícia. Mas será que poderia traçar um comparativo entre o Modelo OSI e o modelo TCP/IP?

Vamos à figura, extraída de um treinamento Cisco, que ilustra esse comparativo entre os modelos OSI e TCP/IP, para ciência.

Lembre-se de que o Modelo OSI é somente um modelo de referência e, como no
Lembre-se de que o Modelo OSI é somente um modelo de
referência e, como no exemplo da pilha TCP/IP, nem todas as
camadas precisam obrigatoriamente estarem
implementadas!

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DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL Essas 2 camadas não estão presentes no

Essas 2

camadas

não estão

presentes

no modelo

TCP/IP.

não estão presentes no modelo TCP/IP. Figura. Modelo OSI x TCP/IP (Fonte: Cisco,2010, adaptada)
não estão presentes no modelo TCP/IP. Figura. Modelo OSI x TCP/IP (Fonte: Cisco,2010, adaptada)

Figura. Modelo OSI x TCP/IP (Fonte: Cisco,2010, adaptada)

Internet/Intranet e Extranet

Internet: rede mundial de computadores interconectados acessíveis a qualquer um que saiba o número IP de um computador.

Intranet: rede baseada em protocolos TCP/IP, pertencente a uma empresa, acessível apenas por membros da organização, empregados ou terceiros com autorização.

Uma rede restrita que utiliza os protocolos e tecnologias utilizados pela Internet para a troca e o processamento de dados internos. Consequentemente, todos os conceitos da Internet aplicam-se também numa intranet, como por exemplo o modelo cliente-servidor.

Importante

A Intranet pode ser definida como uma “miniatura” da Internet dentro da empresa, ou seja, uma rede corporativa interna, baseada nos protocolos e serviços da Internet, de acesso restrito dos funcionários.

Extranet: é uma intranet que está parcialmente acessível a pessoas de fora do mundo interno. Geralmente, conecta redes internas das organizações por meio da Internet.

Imagine uma empresa que possui diversas filiais. Cada filial possui uma rede de computadores e a matriz possui uma rede do tipo intranet. É possível fornecer acesso à intranet da matriz para as filiais da empresa, formando, assim, uma extranet.

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A partir deste momento vamos revisar a aula por intermédio de quadros sinóticos,

mapas mentais ou colocação

de

tópicos

e

palavras-chave, para ajudá-los na memorização

de

pontos

importantes

da

disciplina, o que teremos em todas as aulas desse curso.

Revisão em Tópicos e Palavras-chave

Acesso remoto: Ingresso, por meio de uma rede, aos dados de um computador fisicamente distante da máquina do usuário.

Camada: nível de uma arquitetura de redes que congrega um conjunto de funcionalidades relativamente coesas.

Cliente de e-mail: Software destinado a gerenciar contas de correio eletrônico, possibilitando a composição, envio, recebimento, leitura e arquivamento de mensagens.

DNS (Domain Name System – Sistema de Nomes de Domínio):

Possibilita a associação de nomes amigáveis (nomes de domínio) aos endereços IPs dos computadores, permitindo localizá-los por seus nomes em vez de por seus endereços IPs e vice-versa.

Endereço IP: Número especialmente desenvolvido para acessar um computador na Internet.

HTML (Hyper Text Markup Language – Linguagem de Marcação de Hipertexto): uma das linguagens utilizadas para se criar páginas da Internet.

IP (Internet Protocol): Protocolo responsável pelo roteamento de pacotes entre dois sistemas que utilizam a família de protocolos TCP/IP, desenvolvida e usada na Internet. É considerado o mais importante dos protocolos em que a Internet é baseada.

MTA (Mail Transfer Agent – Agente de Transferência de Correio):

Termo utilizado para designar os servidores de Correio Eletrônico.

MUA (Mail User Agent – Agente Usuário de Correio): Programas clientes de e-mail, como o Mozilla Thunderbird, Microsoft Outlook Express, etc.

: Qualquer dispositivo ligado a uma rede, como servidores e estações de trabalho.

Porta: Dispositivo lógico que serve para realizar a conexão de um determinado protocolo, como por exemplo as portas 80 do HTTP, a 110 do POP3 ou a 25 do SMTP.

Protocolo de comunicação: Conjunto de regras (software) que permite a troca de informações entre os nós de uma rede. Em outras palavras,

é um conjunto de regras preestabelecidas para que os computadores possam comunicar-se entre si.

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Figura. Protocolos da Camada de Aplicação (Quintão, 2011)

Serviço: Funcionalidades que uma camada provê. Por exemplo, serviço de detecção de erros.

Webmail: Serviço de gerenciamento de e-mails que utiliza um navegador Web como interface ao invés de um software cliente de e-mail.

Protocolos Relacionados ao Ambiente de Correio Eletrônico:

Protocolos Relacionados ao Ambiente de Correio Eletrônico: Fonte: Barrere, 2011. • SMTP ( Simple Mail Transfer

Fonte: Barrere, 2011.

SMTP (Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples de Correio): é um protocolo da camada de aplicação do modelo TCP/IP, e tem como objetivo estabelecer um padrão para envio de correspondências eletrônicas (e-mails) entre computadores. Entrega e armazena no servidor do destino.

Protocolo de acesso: recupera mensagens do servidor

POP3 (Post Office Protocol - Protocolo de Agência de Correio “Versão 3”): protocolo padrão para receber e-mails.

IMAP (Internet Message Access Protocol - Protocolo de Acesso ao Correio da Internet): Permite o acesso às mensagens de correio eletrônico diretamente no servidor de correio. Ao contrário do POP, pelo IMAP, as mensagens não são trazidas ao computador do usuário, mas permanecem no servidor e de lá são apagadas, lidas, movidas, etc. Com o uso desse protocolo, as mensagens ficam armazenadas no servidor e o usuário pode ter acesso a suas pastas e mensagens de qualquer local e em qualquer computador, pelo Webmail ou por um programa cliente de correio eletrônico, como o Microsoft Outlook. A leitura do correio deve ser feita on-line.

HTTP: Hotmail , Yahoo! Mail etc.

Assim, terminamos a parte teórica da nossa aula demonstrativa. Vamos às questões comentadas!!! Aproveitem!

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Lista de Questões de Provas Comentadas

1- (CESPE/STM/Técnico Nível Médio/2011) O SMTP é um protocolo padrão para envio de mensagens de email que, automaticamente, criptografa todas as mensagens enviadas.

Errado. O SMTP ( Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples (Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples

de Correio) é o protocolo padrão para envio de mensagens de e-mail dentro da tecnologia TCP/IP, no entanto, não criptografa, por padrão, as mensagens enviadas. Para a criptografia

e

e-mails, o SMTP deve ser associado ao protocolo TLS (Transport Layer Security) ou seu

dos

autenticação

predecessor, o SSL (Secure Sockets Layer).

2- (CESPE/ECT/Analista Correios/Administrador/2011) O protocolo UDP é usado por mecanismos de pesquisa disponibilizados por determinadas empresas da Internet, tal como a empresa Google, para garantir o rápido acesso a um grande volume de dados.

Errado. O UDP ( User Datagram Protocol – Protocolo de Datagrama de Usuário) é um UDP (User Datagram Protocol – Protocolo de Datagrama de Usuário) é um

protocolo de transporte que não estabelece conexões antes de enviar dados (é não orientado à conexão). Ele fornece uma entrega rápida mas não confiável dos pacotes. Aí então não é o que será utilizado por mecanismos de pesquisa. Durante o streaming de vídeo, por exemplo, é utilizado o protocolo UDP, pois a transmissão de um pixel errado, não afetará a transmissão de toda a imagem do vídeo. O UDP não fornece o controle de fluxo necessário, nem tampouco exige uma confirmação do receptor, o que pode fazer com que a perda de um pacote aconteça SEM a devida correção.

3- (CESPE/UERN/Técnico de Nível Superior/2010) FTP (file transfer protocol) é o protocolo que permite visualizar as páginas da Web, enquanto HTTP (hypertext transfer protocol) é um protocolo de transferência de arquivos.

protocol) é um protocolo de transferência de arquivos. Errado. Os conceitos estão invertidos! O FTP (

Errado. Os conceitos estão invertidos! O FTP (File Transfer Protocol – Protocolo de

Transferência de Arquivos) possibilita a transferência de arquivos de um servidor da Internet para o micro do usuário e vice-versa (download/upload). Também permite que pastas e arquivos sejam criados, renomeados, excluídos, movidos e copiados de/para servidores FTP. Dessa forma, basicamente tudo aquilo que se pode fazer no seu equipamento por meio do Windows Explorer é possível de ser feito em um servidor remoto por meio do FTP. É o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol – Protocolo de Transferência de Hipertexto) que é utilizado na Web (WWW) para transferir as páginas entre o servidor Web (aplicação que mantém as páginas disponíveis) e o cliente Web (o browser, ou navegador, que é a aplicação que lê tais páginas). Cabe destacar que o HTTP serve também para a transferência

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de arquivos de vídeo, áudio e imagens, bem como para download de programas e arquivos diversos. De fato, ele é um protocolo mais versátil que o FTP.

4- (CESPE/ECT/Analista Correios/Administrador/2011) Redes de acesso situadas na borda da Internet são conectadas ao restante da rede segundo uma hierarquia de níveis de ISPs (Internet service providers). Os ISPs de nível 1 estão no nível mais alto dessa hierarquia.

de nível 1 estão no nível mais alto dessa hierarquia. Correto. As redes de acesso situadas

Correto. As redes de acesso situadas na borda da Internet são as redes mais próximas dos

usuários, como as redes de acesso institucional (escola, empresa), as redes de acesso residencial, ou redes de acesso móvel.

as redes de acesso residencial, ou redes de acesso móvel. Fonte: Material Professor (Kurose, 2010) O

Fonte: Material Professor (Kurose, 2010)

O termo ISP (Internet Service Provider) é utilizado para definir uma empresa que fornece o serviço de acesso à Internet.

Estão no nível mais alto da hierarquia os grandes provedores de acesso, conhecidos como ISPs de “nível 1” (Ex.: AT&T), com cobertura nacional/internacional.

ISPs de nível 2: ISPs menores (geralmente regionais): conectam a um ou a mais ISPs de nível 1, também podem se conectar a outros ISPs de nível 2. O ISP de nível 2 é cliente do provedor de nível 1.

ISPs de nível 3 e ISPs locais: rede do último salto (“acesso”), mais próxima dos sistemas finais.

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DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL Fonte: Material Professor (Kurose, 2010) Um pacote,

Fonte: Material Professor (Kurose, 2010)

Um pacote, ao ser transmitido pela Internet, passa por muitas redes, conforme destaca a figura seguinte:

passa por muitas redes, conforme destaca a figura seguinte: Fonte: Material Professor (Kurose, 2010) 5-

Fonte: Material Professor (Kurose, 2010)

5- (CESPE/ECT/Agente dos Correios – Carteiro/2011) O serviço que, oferecido via Internet, disponibiliza recursos para a criação, o envio e a leitura de mensagens de correio eletrônico para os usuários é o de Webmail.

de correio eletrônico para os usuários é o de Webmail. Correto. O serviço, que está disponível

Correto. O serviço, que está disponível na Internet, e disponibiliza recursos para o

gerenciamento das mensagens de correio eletrônico (criação, envio e leitura de mensagens) é o WebMail. No caso de usar um WebMail, o usuário deverá apontar seu navegador para o sítio do serviço de webmail para acessar a caixa postal. O webmail é também um programa de computador, mas que fica instalado no computador servidor. As ações são processadas no servidor e os resultados são mostrados pelo browser do cliente. Assim, não há necessidade de armazenar mensagens localmente, mas é necessária que a conexão com a Internet esteja ativa durante toda a conexão. Por meio do webmail, o usuário pode ler, apagar, enviar mensagens como se estas estivessem em seu programa local.

Existem inúmeros sistemas webmails. Os webmails podem ser encontrados em serviços de servidores de e-mails como Google (Gmail), Yahoo, Microsoft (Hotmail, Live Mail) e outros. Podem, ainda, ser instalados no servidor de e-mail de uma organização, para que o acesso às caixas de e-mail dos usuários internos da empresa seja realizado por meio do navegador. Observe

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que não é obrigatório escolher entre as duas opções de acesso. Você pode usar os dois mecanismos ao mesmo tempo.

6- (CESPE/TJ-ES/CBNM1_01/Nível Médio/2011) Na Internet, o uso do protocolo TCP/IP é um elemento que encarece o acesso a essa rede, em razão da velocidade assumida por esse protocolo durante a transmissão de dados por meio da rede. Para que o custo desse acesso seja menor, deve-se optar por outros protocolos mais simples.

menor, deve-se optar por outros protocolos mais simples. Errado. O TCP/IP é o protocolo padrão utilizado

Errado. O TCP/IP é o protocolo padrão utilizado na Internet e o seu uso não está relacionado

ao preço da conexão.

7- (CESPE/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) O correio eletrônico é um serviço de troca de mensagens de texto, que podem conter arquivo anexado. Esse serviço utiliza um protocolo específico denominado FTP.

Errado. O FTP (File Transfer Protocol - Protocolo de Transferência de arquivos) não FTP (File Transfer Protocol - Protocolo de Transferência de arquivos) não

é usado para troca de mensagens de texto contendo anexos, e sim para a troca de arquivos e pastas entre cliente e servidor. Os principais protocolos utilizados pelo serviço de correio eletrônico estão listados a seguir:

POP (Post Office Protocol) ou POP3: para receber mensagens sem deixá-las no servidor.

IMAP (Internet Message Access Protocol - Protocolo de Acesso ao Correio da Internet) ou IMAP4: permite acessar e-mails através de um serviço do provedor chamado WebMail. Observe que nesse caso os e-mails ficam no servidor, não necessitando serem descarregados para a máquina do usuário.

SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): para enviar e-mails.

8- (CESPE/ Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Arquitetura de Tecnologia/2010) O TCP/IP define, como padrão, dois protocolos na camada de transporte: TCP (transmission control protocol) e UDP (user datagram protocol).

control protocol ) e UDP ( user datagram protocol ). Correto. Com relação aos protocolos da

Correto. Com relação aos protocolos da camada de Transporte, mencionados na questão,

temos:

O UDP (User Datagram Protocol – Protocolo de Datagrama de Usuário) é um protocolo SEM conexão, que não verifica a recepção correta das mensagens. Por essa razão, o UDP é mais rápido que o TCP, sendo bastante utilizado, por exemplo, em aplicações multimídias (videoconferência) nas quais a perda de um quadro não chega a causar sérios problemas.

O TCP (Transmission Control Protocol – Protocolo de Controle de Transmissão) é um protocolo de transporte orientado à conexão, que confirma o recebimento dos

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datagramas entre a origem e o destino e entre as máquinas intermediárias, garantindo a entrega, o controle de fluxo e a ordenação dos dados.

9- (CESPE/DPF/Escrivão de Polícia Federal/MJ/2009) Na tecnologia TCP/IP, usada na Internet, um arquivo, ao ser transferido, é transferido inteiro (sem ser dividido em vários pedaços), e transita sempre por uma única rota entre os computadores de origem e de destino, sempre que ocorre uma transmissão.

Errado. Em teoria, uma única comunicação, tal como um vídeo ou uma mensagem de e-de origem e de destino, sempre que ocorre uma transmissão. mail, poderia ser enviada por uma

mail, poderia ser enviada por uma rede de uma origem a um destino como um fluxo de bits massivo e contínuo. Se as mensagens fossem realmente transmitidas dessa maneira, isso significaria que nenhum outro dispositivo seria capaz de enviar mensagens na mesma rede enquanto essa transferência de dados estivesse em progresso. Esses grandes fluxos de dados resultariam em atrasos consideráveis. Além disso, se um link na infraestrutura de rede falhar durante a transmissão, toda a mensagem seria perdida e teria de ser retransmitida por completo.

Uma melhor abordagem seria dividir os dados em pedaços menores e mais gerenciáveis para o envio através da rede.

Essa divisão do fluxo de dados em pedaços menores é chamada de segmentação. Segmentar mensagens gera dois benefícios primários.

Primeiro, ao se enviar pedaços ou partes individuais menores da origem ao destino, várias conversas diferentes podem ser intercaladas na rede. O processo utilizado para intercalar os pedaços de conversas separadas na rede é chamado de multiplexação.

Segundo, a segmentação pode aumentar a confiabilidade das comunicações de rede. Os pedaços separados de cada mensagem não precisam viajar o mesmo caminho pela rede da origem ao destino. Se um caminho específico se tornar congestionado com tráfego de dados ou falhar, pedaços individuais da mensagem ainda podem ser direcionados ao destino usando caminhos alternativos. Se uma parte da mensagem falhar ao ser enviada ao destino, somente as partes perdidas precisam ser retransmitidas.

Conforme visto, ao final, teremos vários pacotes que trafegarão pela Internet, cada qual por uma rota independente que levará em consideração diversos fatores na escolha do melhor caminho (como o congestionamento, por exemplo). Assim, mesmo sendo possível que os pacotes percorram o mesmo caminho, não se pode afirmar que a rota será a mesma em qualquer situação.

10- (CESPE/TCE-AC/2009) O protocolo HTTPS foi criado para ser usado na Internet 2.

projeto de rede de computadores de alta velocidade e

performance. Sua criação tem um propósito educacional, unindo grandes centros universitários e de pesquisa ao redor do mundo (o Brasil já faz parte dessa rede). O HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure) já existe antes mesmo da Internet 2. Trata-se de um protocolo dotado de segurança, sendo muito utilizado em acesso remoto a sites de bancos e instituições financeiras com transferência criptografada de dados.

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Errado. A

financeiras com transferência criptografada de dados. 57 www.pontodosconcursos.com.br Errado. A Internet 2 é um

Internet 2

é

um

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11- (CESPE/ Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Produção e Infraestrutura/2010) O IP, por ser um protocolo não orientado a conexão, garante a entrega dos pacotes por meio do controle de fluxo que mantém em uma tabela de estado de envio e recebimento.

Errado. O IP é um protocolo da camada de Rede, e uma de suas características maisque mantém em uma tabela de estado de envio e recebimento. marcantes é NÃO ser orientado

marcantes é NÃO ser orientado a conexão, portanto NÃO garante a entrega dos pacotes. Outro erro do item é afirmar que o protocolo IP realiza controle de fluxo. Essa atividade é desempenhada na camada de Transporte pelo protocolo TCP. O controle de fluxo determina quando o fluxo de certos dados devem ser parados, e, previamente, quais pacotes de dados devem ser reenviados devido a problemas como colisões, por exemplo, deste modo assegurando a entrega exata e completa dos dados.

12- (CESPE/UERN/Técnico de Nível Superior/2010) As tecnologias utilizadas na Internet e na intranet são diferentes no que diz respeito ao protocolo, que é o IP na Internet, e o IPv6 na intranet.

Errado. As tecnologias são as mesmas no que diz respeito ao protocolo TCP/IP que seráao protocolo, que é o IP na Internet, e o IPv6 na intranet. utilizado. O IPv6

utilizado. O IPv6 é a nova versão do IP e será aplicado à Internet em breve.

13-

(CESPE/ Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Produção e Infraestrutura/2010) O protocolo ICMP lida com questões de informações sobre o protocolo IP na camada de rede.

de informações sobre o protocolo IP na camada de rede. Correto. ICMP é um protocolo da

Correto. ICMP é um protocolo da camada de Rede, que tem como objetivo fornecer

relatórios de erros à fonte original, ou seja, enviar mensagens ICMP relatando possíveis erros de conexão com a máquina remota.

As mensagens ICMP geralmente são enviadas automaticamente em uma das seguintes situações:

um pacote IP não consegue chegar ao seu destino;

o gateway não consegue retransmitir os pacotes na frequência adequada;

o roteador indica uma rota melhor para a máquina a enviar pacotes.

São exemplos de ferramentas que utilizam o protocolo ICMP como base: Ping e Traceroute.

14- (CESPE/DPU-ADM/Analista técnico administrativo/2010) O uso do modelo OSI permite uma melhor interconexão entre os diversos protocolos de redes, que são estruturados em sete camadas, divididas em três grupos: entrada, processamento e saída.

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DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL sete camadas, com cada uma representando um

sete camadas, com cada uma

representando um conjunto de regras específicas, e não existe a divisão em grupos mencionada na questão para esse modelo. As 7 camadas do modelo OSI são: física, enlace, rede, transporte, sessão, apresentação e aplicação.

Errado. O

Modelo OSI consiste em um modelo de

aplicação. Errado. O Modelo OSI consiste em um modelo de 15- (CESPE/Banco da Amazônia/Técnico Científico —

15- (CESPE/Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Produção e Infraestrutura/2010) O SMTP, por lidar com o envio e o recebimento de streaming, utiliza o protocolo de transporte UDP.

Errado. O SMTP ( Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples SMTP (Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples

de Correio) é um protocolo da camada de Aplicação do modelo TCP/IP, e tem como objetivo estabelecer um padrão para envio de correspondências eletrônicas (e-mails) entre computadores, e não streaming (fluxo de conteúdo multimídia)! O SMTP utiliza o protocolo TCP para envio das mensagens e não UDP como mencionado na questão. Em streaming é utilizado o protocolo UDP, pois é um tipo de transmissão que não necessita de garantia de entrega dos pacotes. Por exemplo: durante o streaming de vídeo é utilizado o protocolo UDP, pois a transmissão de um pixel errado, não afetará a transmissão de toda a imagem do vídeo.

É importante lembrar: TCP e UDP são protocolos da camada de Transporte do modelo TCP/IP. A diferença entre eles é que o TCP é orientado a conexão, ou seja, possui mecanismos como controle de fluxo e erros e o UDP NÃO é orientado a conexão!!

16- (CESPE/STF/2008) O UDP é um protocolo de transporte que não estabelece conexões antes de enviar dados, não envia mensagens de reconhecimento ao receber dados, não controla congestionamento, garante que dados sejam recebidos na ordem em que foram enviados e detecta mensagens perdidas.

na ordem em que foram enviados e detecta mensagens perdidas. Errado. O UDP ( User Datagram

Errado. O UDP (User Datagram Protocol – Protocolo de Datagrama de Usuário) é um

protocolo de transporte que não estabelece conexões antes de enviar dados (é não orientado à conexão). Ele fornece uma entrega rápida mas não confiável dos pacotes. O UDP não fornece o controle de fluxo necessário, nem tampouco exige uma confirmação do

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receptor, o que pode fazer com que a perda de um pacote aconteça SEM a devida correção. Portanto, com a utilização do UDP os datagramas podem chegar fora de ordem, e também ele não detecta mensagens perdidas. Demais itens da questão estão ok.

17-

(CESPE/MJ/DPF/Agente de Polícia Federal/2009) A sigla FTP designa um protocolo que pode ser usado para a transferência de arquivos de dados na Internet.

Correto. O FTP (File Transfer Protocol - Protocolo de Transferência de arquivos) é o FTP (File Transfer Protocol - Protocolo de Transferência de arquivos) é o

protocolo padrão para troca de arquivos na Internet.

18- (CESPE/Prefeitura de Ipojuca/PE/Todos os Cargos/2009) Intranet é uma rede, restrita a um grupo de usuários, que utiliza os mesmos recursos e protocolos que a Internet, como o TCP/IP, o FTP, o SMTP, entre outros.

Correto. A intranet é uma rede restrita, pertencente a uma empresa, acessível apenas por restrita, pertencente a uma empresa, acessível apenas por

membros da organização, empregados ou terceiros com autorização, que utiliza os mesmos protocolos de comunicação utilizados na Internet (como o FTP para transferência de arquivos, o SMTP para envio de mensagens de correio eletrônico, o TCP/IP, etc.) para a troca e o processamento de dados internos.

Considerações Finais

Bem, por hoje é só!!!

Desejo um excelente curso a todos. Força!! Avante!!! Tenham a certeza e a convicção de que qualquer esforço feito nessa fase será devidamente compensado. Em outras palavras, esforce-se, mantenha-se focado e determinado, pois, certamente, valerá à pena!

Para aqueles que venham a se matricular no curso, ainda teremos o fórum para troca de informações e/ou esclarecimento de dúvidas que porventura surgirem. Críticas e/ou sugestões são bem-vindas!

Fiquem com Deus, e até a nossa próxima aula aqui no Ponto dos Concursos!!

Prof a . Patrícia

Referências Bibliográficas

Notas de aula da disciplina de Redes de Computadores, prof a Patrícia Lima Quintão.

2011.

QUINTÃO, PATRÍCIA LIMA. Informática-FCC-Questões Comentadas e Organizadas por Assunto,2ª. Edição. Ed. Gen/Método, 2012. Novo!

BARRERE, Eduardo. Notas de Aula, 2011.

O'BRIEN, James A. Sistemas de informação: e as decisões gerenciais na era da Internet. Tradução Cid Knipel Moreira. São Paulo: Saraiva, 2003.

Curso Cisco, CCNA Exploration v. 4.0, 2010.

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Redes de Computadores, de Andrew S. Tanenbaum, 4ª. edição, 2003.

Redes de Computadores e a Internet, por James F. Kurose e Keith W. Ross, 2010.

Interligação de Redes com TCP/IP, por Douglas E. Comer.

Infowester. Disponível em: http://www.infowester.com/. Acesso em: ago. 2011.

TCP/IP Illustrated – Vol. 1, por W. Richard Stevens.

ALBUQUERQUE, F. TCP/IP – Internet: Protocolos & Tecnologias. 3 ed. Rio de Janeiro:

Axcel Books do Brasil Editora Ltda. 2001.

Blog de Redes. Disponível em: http://www.redesbr.com/

GTA/UFRJ. Disponível em: http://www.gta.ufrj.br/.

PROJETOS DE REDES. Disponível em: http://www.projetoderedes.com.br/.

RNP. Disponível em: http://www.rnp.br/.

TELECO. Disponível em: http://www.teleco.com.br/.

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Lista das Questões Apresentadas na Aula

1- (CESPE/STM/Técnico Nível Médio/2011) O SMTP é um protocolo padrão para envio de mensagens de email que, automaticamente, criptografa todas as mensagens enviadas.

2- (CESPE/ECT/Analista Correios/Administrador/2011) O protocolo UDP é usado por mecanismos de pesquisa disponibilizados por determinadas empresas da Internet, tal como a empresa Google, para garantir o rápido acesso a um grande volume de dados.

3- (CESPE/UERN/Técnico de Nível Superior/2010) FTP (file transfer protocol) é o protocolo que permite visualizar as páginas da Web, enquanto HTTP (hypertext transfer protocol) é um protocolo de transferência de arquivos.

4- (CESPE/ECT/Analista Correios/Administrador/2011) Redes de acesso situadas na borda da Internet são conectadas ao restante da rede segundo uma hierarquia de níveis de ISPs (Internet service providers). Os ISPs de nível 1 estão no nível mais alto dessa hierarquia.

5- (CESPE/ECT/Agente dos Correios – Carteiro/2011) O serviço que, oferecido via Internet, disponibiliza recursos para a criação, o envio e a leitura de mensagens de correio eletrônico para os usuários é o de Webmail.

6- (CESPE/TJ-ES/CBNM1_01/Nível Médio/2011) Na Internet, o uso do protocolo TCP/IP é um elemento que encarece o acesso a essa rede, em razão da velocidade assumida por esse protocolo durante a transmissão de dados por meio da rede. Para que o custo desse acesso seja menor, deve-se optar por outros protocolos mais simples.

7- (CESPE/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) O correio eletrônico é um serviço de troca de mensagens de texto, que podem conter arquivo anexado. Esse serviço utiliza um protocolo específico denominado FTP.

8- (CESPE/ Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Arquitetura de Tecnologia/2010) O TCP/IP define, como padrão, dois protocolos na camada de transporte: TCP (transmission control protocol) e UDP (user datagram protocol).

9- (CESPE/DPF/Escrivão de Polícia Federal/MJ/2009) Na tecnologia TCP/IP, usada na Internet, um arquivo, ao ser transferido, é transferido inteiro (sem ser dividido em vários pedaços), e transita sempre por uma única rota entre os computadores de origem e de destino, sempre que ocorre uma transmissão.

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10- (CESPE/TCE-AC/2009) O protocolo HTTPS foi criado para ser usado na Internet 2.

11- (CESPE/ Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Produção e Infraestrutura/2010) O IP, por ser um protocolo não orientado a conexão, garante a entrega dos pacotes por meio do controle de fluxo que mantém em uma tabela de estado de envio e recebimento.

12-

(CESPE/UERN/Técnico de Nível Superior/2010) As tecnologias utilizadas na Internet e na intranet são diferentes no que diz respeito ao protocolo, que é o IP na Internet, e o IPv6 na intranet.

13-

(CESPE/ Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Produção e Infraestrutura/2010) O protocolo ICMP lida com questões de informações sobre o protocolo IP na camada de rede.

14-

(CESPE/DPU-ADM/Analista técnico administrativo/2010) O uso do modelo OSI permite uma melhor interconexão entre os diversos protocolos de redes, que são estruturados em sete camadas, divididas em três grupos: entrada, processamento e saída.

15- (CESPE/Banco da Amazônia/Técnico Científico — Área: Tecnologia da Informação — Produção e Infraestrutura/2010) O SMTP, por lidar com o envio e o recebimento de streaming, utiliza o protocolo de transporte UDP.

16- (CESPE/STF/2008) O UDP é um protocolo de transporte que não estabelece conexões antes de enviar dados, não envia mensagens de reconhecimento ao receber dados, não controla congestionamento, garante que dados sejam recebidos na ordem em que foram enviados e detecta mensagens perdidas.

17-

(CESPE/MJ/DPF/Agente de Polícia Federal/2009) A sigla FTP designa um protocolo que pode ser usado para a transferência de arquivos de dados na Internet.

18- (CESPE/Prefeitura de Ipojuca/PE/Todos os Cargos/2009) Intranet é uma rede, restrita a um grupo de usuários, que utiliza os mesmos recursos e protocolos que a Internet, como o TCP/IP, o FTP, o SMTP, entre outros.

Gabarito

1- Item errado.

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2- Item errado. 3- Item errado. 4- Item correto. 5- Item correto. 6- Item errado. 7- Item errado. 8- Item correto. 9- Item errado.

10-

Item errado.

11-

Item errado.

12-

Item errado.

13-

Item correto.

14-

Item errado.

15-

Item errado.

16-

Item errado.

17-

Item correto.

18-

Item correto.

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Português p/ Polícia Federal (teoria e questões comentadas)

Olá!

Meu nome é Décio Terror Filho (isso mesmo, Terror é nome, não é apelido não!!!!). Atuo no ensino da Língua Portuguesa para concurso público há doze anos e venho estudando as principais estratégias de abordagem de prova das diversas bancas. Sou professor concursado na área federal e tenho a grata satisfação de ver vários policiais federais felizes em suas carreiras, após realizarem nossos cursos.

É com essa felicidade que propomos este curso focado na Polícia Federal, para os

cargos de agente e escrivão. Está tudo engatilhado para esse concurso sair logo, e não

podemos deixar de nos preparar previamente ao edital.

Nossa estratégia é que você NÃO DECORE NADA e este material vai lhe provar isso, com base nas questões de provas anteriores comentadas durante as aulas. Nosso estudo segue o último edital e quem promoveu o concurso foi a banca CESPE, como vem ocorrendo nos vários concursos da PF.

A seleção das questões foi feita num universo de 180 provas, as quais servem para

nos apontar a maior incidência dos temas que realmente caem na prova.

Outra coisa importante a ser comentada é o seguinte: as questões em concurso são cíclicas! O que quero dizer com isso? Em concurso, não podemos estudar ou enfatizar demais provas que caíram só neste ano. É natural que enfatizemos as provas de 2011, mas não desvalorize provas antigas; pois aprendemos muito com elas e há forte tendência por determinados tipos de cobrança voltarem. Isso é normal.

Há anos em que o CESPE cobra determinada questão, mas de repente muda o foco. Isso ocorreu, por exemplo, com o uso da vírgula antes do vocábulo “que”. Houve época em que esta banca cobrava exaustivamente essa pontuação, de repente isso parou de ser cobrado, no ano de 2011, isso voltou em praticamente todas as provas!!!

Portanto, aprendemos com o passado e aplicamos no presente. Não desvalorize as provas antigas. Vamos trabalhá-las associando às deste ano, ok.

Veja o programa do concurso passado (2009) da Polícia Federal para os cargos de agente e de escrivão.

1 Compreensão e interpretação de textos. 2 Tipologia textual. 3 Ortografia oficial. 4 Acentuação gráfica. 5 Emprego das classes de palavras. 6 Emprego do sinal indicativo de crase. 7 Sintaxe da oração e do período. 8 Pontuação. 9 Concordância nominal e verbal. 10 Regência nominal e verbal. 11 Significação das palavras. 12 Redação de correspondências oficiais (conforme Manual da Presidência da República e respectivas atualizações).

Ressalte-se o que previa aquele edital quanto à resposta das questões:

A prova objetiva será constituída de 120 itens para julgamento, agrupados por comandos que deverão ser respeitados. O julgamento de cada item será CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere o item. Haverá, na folha de respostas, para cada item, dois campos de marcação: o campo designado com o código C, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item CERTO, e o campo designado com o código E, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item ERRADO.

“A nota em cada item da prova objetiva, feita com base nas marcações da folha de respostas, será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em concordância

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com o gabarito oficial definitivo das provas; 1,00 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito oficial definitivo das provas; 0,00 ponto, caso não haja marcação ou haja marcação dupla (C e E).”

Então, se você sabe a questão, marque o gabarito, se não sabe, deixe em branco!!!! Isso determina a maior dificuldade na prova: trabalhar a cabeça para não “chutar”. Por esse motivo, vamos praticar muito e você deve observar sempre se realmente sabe a questão ou se chutou, para evitar perder ponto “de bobeira”!!!!

A distribuição dos assuntos nas aulas foi feita de maneira a abordar mais facilmente o entendimento da matéria e a resolução das questões, por isso não seguiremos fielmente a ordenação, mas todo o conteúdo será visto, entendido, exercitado e revisado. Veja como abordaremos esse conteúdo:

Conteúdo Programático:

Aula 00:

Sintaxe do período composto por coordenação, a conjunção e a

Aula 01:

pontuação. Sintaxe do período composto por subordinação adverbial,

Aula 02:

substantiva e adjetiva, com foco em pontuação, concordância, regência e crase. Concordância Verbal e Nominal.

Aula 03:

Regência Verbal e Nominal. Crase.

Aula 04:

Emprego das classes de palavras.

Aula 05:

Significação das palavras.

Aula 06:

Ortografia e acentuação gráfica.

Aula 07:

Compreensão e interpretação de textos. Tipologia textual.

Aula 08:

Redação de correspondências oficiais.

Aula 09:

Quatro simulados com gabarito comentado passo-a-passo.

Assim, haverá uma aula demonstrativa para que você tenha uma melhor noção do conteúdo e da minha abordagem durante o curso. Críticas ao material e à abordagem do professor são sempre bem-vindas e não há qualquer melindre em recebê-las, mesmo porque o FOCO é seu pleno aproveitamento e VOCÊ TEM TODO O DIREITO DE SUGERIR, QUESTIONAR, SOLICITAR MAIS EXPLICAÇÕES, MAIS QUESTÕES etc.

Ao final de cada aula, teremos alguns tópicos como:

o que devo tomar nota como mais importante;

índice das provas analisadas;

questões de temas anteriores, como revisão.

importante. Você não terá o

direcionamento idealizado pelo professor. As questões das provas anteriores nos guiarão mais concretamente e induzirão aos assuntos que mais caem e como caem.

Outro detalhe, tire o mito de que a prova de analista é muito mais difícil que a de Técnico. Na linguagem é a mesma coisa e vamos provar isso ao longo do curso.

Isso reforça a didática e

nos aponta

o

que é mais

Aula Demonstrativa (A estrutura coordenada e a pontuação)

Para entendermos a pontuação e a coordenação, devemos partir de alguns conceitos importantes.

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Frase: é um enunciado que possua sentido completo. Ela é finalizada por ponto final (.), ponto de exclamação (!), ponto de interrogação (?), dois-pontos (:) e reticências (

Cada uma destas pontuações sinaliza um tipo diferente de frase.

Frase declarativa: apenas apresenta uma informação ao leitor.

Em 1979, Mandy, uma garota de 13 anos de idade, participou de uma excursão em uma ilha da Escócia.

Frase exclamativa: apresenta certa emoção ao comunicar.

Lá estava ela com sua ginga exuberante e porte sensual!

Socorro!

Psiu!

Frase interrogativa direta: expressa uma dúvida, motivando uma resposta.

A prova será realizada ainda hoje?

Você já notou, em palestras, aulas ou em outras situações em que haja uma explicação de um argumento, em que o locutor faz uma pergunta para ele mesmo responder? Esse é um tipo de procedimento argumentativo muito usado em textos dissertativos para que o leitor sinta necessidade de ler ou ouvir a resposta:

E o que é impessoalidade?”. “Bom, impessoalidade é a forma como o servidor deve tratar o cidadão ou outro servidor do Estado”.

O autor não teve dúvida ao perguntar, a sua intenção foi nos chamar a atenção sobre um conceito importante. Às vezes temos também a pergunta retórica, aquela em que o autor do texto não responde diretamente, mas a condução do texto nos enfatiza a resposta. Veja:

A política no Brasil é duvidosa quanto à moral e os bons costumes. Em relação às obras referentes à Copa do mundo, será que todos os recursos serão aplicados devidamente ao que foi previsto nas licitações? Uma boa dica seria a participação do cidadão como fiscal, monitorando o tempo gasto no andamento das obras e a lisura nos processos.

Questão 1: (PC - ES / 2011 / nível médio)

Fragmento de texto: No dia 3 de julho de 1950, a Coreia do Norte atacou e tomou Seul, a capital do Sul. Começava ali uma guerra que opunha os povos de um país dividido, com os Estados Unidos da América de um lado e a China e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas do outro. O conflito durou cerca de três anos e terminou com o país ainda dividido ao meio. O saldo? Três milhões e meio de mortos.

Na linha 5, o emprego da interrogação é um recurso estilístico e retórico que confere ênfase à informação subsequente.

Comentário: A pergunta e a resposta se encontram ligadas quase que diretamente, por isso o autor poderia fazer apenas uma afirmação: O saldo é de três milhões e meio de mortos. Porém, o autor preferiu chamar a atenção do leitor realizando a pergunta, pois o ponto de interrogação faz o leitor dar uma pausa frasal antes de continuar a leitura. Essa pergunta é retórica, porque tem como princípio enfatizar o termo posterior, que é a resposta.

Gabarito: CERTA

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Além disso, as frases podem trazer uma ideia de continuidade, com o uso das reticências, na intenção de que o leitor interprete algo além do que foi dito.

Joana está sempre de bom humor, só gosta das piadas do chefe

Neste exemplo podemos entender uma malícia do autor do texto em relação ao comportamento de Joana.

Muitas vezes o autor usa esta continuidade do pensamento para que o leitor reflita mais sobre o assunto.

Um jovem sem esperança, perturbado, sem sonho, com cinco revólveres e muita

munição, entra num colégio em Realengo (RJ) e

As reticências nos remetem a pensar na catástrofe ocorrida em abril de 2011 em Realengo-RJ. O autor não precisa dizer mais nada, nós já entendemos que ele (o autor) quer nossa reflexão no problema.

As frases também podem fazer parte de um discurso direto. Neste caso a voz do narrador é finalizada por dois-pontos, na intenção de abrir a voz do personagem.

O candidato afirmou:

Vou entrar com recurso.

A voz do personagem é chamada de citação, isto é, o recorte literal da fala de alguém ou de um fragmento do texto. Esta fala pode também ser delimitada por aspas. Exemplo:

O candidato afirmou: “Vou entrar com recurso.”

Questão 2: (TRE - ES / 2011 / Técnico)

Texto:

No artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, dispôs a Carta Magna de 1988: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.” Era o reconhecimento de um direito. Restava regulamentar a forma pela qual esse direito seria garantido. Em novembro de 2003, o presidente da República assinou o Decreto n.º 4.877, que estabelece, em seu artigo 2.º: “Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos, para os fins deste decreto, os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.”

O Estado de S.Paulo, 29/11/2010 (com adaptações).

Os trechos entre aspas são citações literais de texto de natureza jurídica.

Comentário: Observe que as aspas marcam citações, recortes literais de outro texto: da lei. Assim, as expressões “dispôs a Carta Magna de 1988:” e “o Decreto n.º 4.877, que estabelece, em seu artigo 2.º:” reforçam que essas citações fazem parte realmente de textos de natureza jurídica.

Gabarito: CERTA

Questão 3: (Correios / 2011 / Médio)

Fragmento de texto: Um estudo realizado por Dorothy Hatsukami e outros pesquisadores da Universidade de Minnesota revelou que fumantes inveterados que diminuem a frequência

de suas tragadas ainda assim respiram duas vezes mais toxinas por cigarro que as pessoas

que fumam menos. (

)

O estudo é consistente com trabalhos epidemiológicos anteriores,

que revelaram que indivíduos que diminuíram o número de cigarros fumados não reduziram

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riscos à saúde. Moral da história: “pode não haver benefício em fumar menos”, conclui a pesquisadora. “Se os fumantes querem mesmo diminuir o risco de câncer e doenças”, ela acrescenta, “precisam é parar de fumar”.

As aspas empregadas no texto delimitam citação.

Comentário: Note que as aspas marcam a fala direta de alguém ou o recorte de um fragmento de texto. Isso é a citação, a qual delimita o discurso direto. Perceba que o recorte registrado em “pode não haver benefício em fumar menos” não iniciava a frase no texto original. Assim, foi iniciado com letra minúscula.

Gabarito: CERTA

Questão 4: (TSE / 2007 / Técnico)

Fragmento de texto: Mário de Andrade assim justificou a necessidade de aprofundar o

estudo etnológico: “Nós não precisamos de teóricos (

)

Precisamos de moços

pesquisadores que vão à casa recolher com seriedade e de maneira completa o que esse povo guarda, e rapidamente esquece, desnorteado pelo progresso invasor ( ).”

O emprego de aspas justifica-se por isolar uma citação.

Comentário: Conforme a explicação do discurso direto, “citação” é o mesmo que a fala literal de alguém. Isso é demonstrado na linguagem por meio do discurso direto e aspas.

Gabarito: CERTA

Após termos visto a frase, vamos trabalhar o período.

Período é todo enunciado com sentido completo e que possua verbo.

Assim, há uma grande diferença entre frase e período. Apesar de os dois terem sentido completo, a frase pode ou não ter verbo, mas o período obrigatoriamente terá.

Assim, todo período é uma frase, mas nem toda frase será um período. Veja:

Socorro!” é frase, mas não é período, porque não tem verbo.

Ajude-me!” é frase e também é período, pois possui verbo.

Olá!” é frase, mas não é período, porque não tem verbo.

Você está bem?” é frase e também é período, pois possui verbo.

Como o período deverá ter sentido completo, então a pontuação final dele deve ser a

mesma da frase: .

!

?

:

Agora veremos a oração.

A oração deve possuir verbo. Nem sempre terá sentido completo.

Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas.

Neste enunciado, veja que há frase, porque tem sentido completo. Há período, porque, além de ter sentido completo, tem verbo. Há orações, porque cada oração terá um verbo diferente.

Assim, vejamos:

1. “Socorro!” (apenas frase)

2. “Ajude-me!” (frase, período e oração)

3. “Olá!” (apenas frase)

4. “Você está bem?” (frase, período e oração)

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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS P/ ESCRIVÃO – POLÍCIA FEDERAL

5. “Ana foi ao trabalho e bateu o recorde de vendas.” (frase, período e orações)

Quando há um período com apenas uma oração, chamamos este enunciado de período simples