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SADDAM, A "BESTA" DE BAGDÁ É CONSIDERADO CULPADO E

SUMARIAMENTE ENFORCADO. MAS E OS OUTROS CULPADOS?


(30/12/2006)

Gente, pessoalmente acho que os sr. Bush, The little e o sr. Blair, o: " Eu
não sabia", não merecem em absoluto uma libertadora morte numa forca.
Pessoalmente acho muito injusto e sou totalmente contra.
Acho que devem sim, viver - e muito - neste mundo, assim como o Sres.
Dick Cheney, Donald Rumsfeld, o sr Paul Wolfowitz, que atualmente faz uma
locupletante gestão no BIRD e além, é claro, de todos os dirigentes europeus
que apoiaram esta guerra insana.
Todos já sabemos que foi em nome das reservas de petróleo iraquianas,
já que nem se fala mais nas tais "armas de destruição em massa"!
Desejo profundamente uma vida muito longa a todos estes senhores (e
até algumas senhoras). Devem acordar e dormir todos os dias, pelo resto das
suas existências, reproduzindo em suas consciências as imagens do sangue
derramado por aquelas mulheres, crianças e inocentes do Iraque (não
esqueçamos o Afeganistão). Todos continuam, ainda hoje, sendo covardemente
assassinados pelas tropas dos EUA em nome de um monte de mentiras.
Desejo que, ao longo de suas vidas curtam muito a sua sórdida herança
oriunda dos contratos fechados pela "sortuda" Halliburton (78% deles e depois
ainda falam mal das licitações brasileiras...) que depois demonstra sua
“generosidade” com terceirizações e quarteirizações de serviços para empresas
inglesas, australianas, espanholas, italianas (gente, que coincidência!!! Parece
até que estas empresas são daqueles países que apoiaram a invasão do
Iraque??). Todas regiamente pagas pelos petro-dólares arrancados a preço de
muito sangue de iraquianos inocentes. Afinal, alguém tem de pagar a conta
desta guerra senhores. Somente um dos porta-aviões americanos lá baseados a
uns 2 anos, custam a bagatela de 5 milhões de dólares DIÁRIOS. Isso tem de
ser pago por alguém....
Para voces terem mais uma noção dos valores absurdos dessa guerra.
Segundo o site DEFENSE.TECH
(http://www.defensetech.org/archives/cat_gadgets_and_gear.htm), que avalia
as armas de (estas sim) destruição de iraquianos e outros cases de guerras
cada vez mais urbanas. Estão usando armas com tecnologias cada vez mais
caras e empenhadas em explodir, mutilar, destroçar.. ah, sim.. também matam
cada vez mais pessoas de uma vez só, potencializando bastante o poder
destrutivo de cada soldado norte americano. Que massa hem gente?
O mesmo site informa que os EUA já gastaram somente com guerras,
entre 1990 e 2005, comprando armas high-tec, destroyers custando
individualmente, desde 01 bilhão de dólares à bagatela de 1,9 trilhão de dólares
(vou poupar voces daquela costumeira comparação de "quantas casas
populares se compraria com este dinheiro, etc, etc...). Mas há flagrantes
injustiças na distribuição deste dinheiro. Dos $1.9 trilhões, 36% foram para a
força aérea, a marinha norte americana recebeu 33%. O exército, segundo
alegam alguns generais reclamões, recolheu apenas 16%, dizem. Isso apesar
das guerras no Iraque e Afeganistão serem totalmente movidas pelo pessoal de
terra, ou seja, pelo exercito e sua logística humana.
Mas voces devem pensar, "mas e daí? Qual o problema do exercito
americano ter acesso a menos dinheiro?". Explico: sobra muito menos
dinheiro/tempo para treinar as tropas que estão sendo enviadas para as áreas
de combate. Qual o resultado disso?
Façamos mais um estratégico parêntesis, pois estou querendo
"Coincidentemente" "aplaudir” a conveniente metodologia de criação de
emprego e distribuição de renda implementada pela gang de Bush, "The Little",
nos EUA. Muito "idealista" e prática...
Recebo e-mails de engajados amigos americanos que ainda tentam
protestar e denunciar tanta empáfia e arrogância apesar da opressiva censura
que tem sido rotina em quase toda a mídia nos EUA. Acham estranho censura
nos EUA? Atualmente não tem sido muito difícil manipular a informação externa
na imprensa norte americana. Hoje esta detém seu capital cada vez mais
concentrado. Nos últimos 6 anos quase todos os grandes conglomerados de
mídias formadoras de opinião dos EUA (e alguns europeus também) passaram
para as mãos dos poderosíssimos grupos que apoiaram as eleRudolph Murdoch,
que foi um dos principais “caixas” das campanhas de Bush, The litlle.1 E logo
depois de uma conveniente desregulamentação do controle sobre a
concentração dos grupos de mídias no EUA, passou a ser dono da famosa
revista TIME, do importantíssimo The New York Post, do inglês The Sun, do
grupo FOX e participação em muitos outros.
que as famílias Bush, Cheney, Rumsfeld e de outras pouquíssimas
privilegiadas que se locupletam com o beneplácito do atual governo de
Whashington já não precisarão trabalhar mais até a 4a geração.
Enquanto isso, no Iraque, uns poucos jovens idealistas e uma imensa
maioria de jovens desempregados e imigrantes ilegais, geralmente oriundos das
sempre pobres famílias negras e hispânicas dos EUA, partem para o Iraque mal
treinadíssimos. Uns apenas em busca do tão desejado green card, outros, de
uma gorda indenização de 60 mil dólares (se voltar morto, passa para 100 mil e
as famílias recebem. Então, ninguem reclama claro..). Outros não em busca das
originalmente inalcançáveis bolsas em universidades americanas segundo o site
do 60 minutes, da CBS.
Gente, nem o bolsa-família dá tantas vantagens. Isso é que é uma boa (e
muito conveniente) forma de melhorar uma das maiores taxas de desemprego
nos EUA (media 6% no país, em 2005, contra 8 a 12% nestas famílias, no
mesmo período, segundo dados da CIA World Factbook, vejam no site).
Mas apesar de tanta "bondade" e "boas intenções" do grupo, parece que o
"castigo divino" vem de tapete voador. O poço de petro-dólares iraquianos não
terá condições de pagar toda a conta e já se anuncia o maior mico financeiro da
história das guerras. Os generais da guerra em Whashignton já estão bem
preocupados, pois como o custo da guerra do Iraque, em valores atualizados
ate dez/2006, deverá bater os 204 bilhões de dólares (vide,
http://www.lainsignia.org/2005/septiembre/int_002.htm). Todo o estado-maior
do belicoso EUA já começou a usar suas maquininhas hightec e refazendo as
contas, entraram em desespero, a conta "não fecha". Então, imediatamente

1
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp100620036.htm
passaram a pressionar Bush para que este faça uma moção pedindo mais
dólares do tesouro ao senado. E o pessoal ainda picha o nosso congresso ... tsk
Descobriram o óbvio, que o petróleo Iraquiano, dadas as condições e
cenários logísticos atuais, não será suficiente para pagar toda a guerra e suas
maravilhosas máquinas de ultima geração.
Parece que the Little vai ter sua primeira dor de cabeça já no inicio de seu
segundo mandato. Afinal, com a câmara e o senado de maioria democrata
recém empossados, vai ficar bem difícil convencê-los de soltar mais dinheiro
para manter esta sandice.
Vejam, por exemplo, um trecho do excelente artigo do Professor Yahya-
Sadowski, da UCLA, sobre os custos sociais, políticos e, sobretudo, financeiros
da guerra do Iraque “.....O golpe de misericórdia ao plano neoconservador seria
dado, não por um grupo rival qualquer, mas pela dura realidade dos números.
Em janeiro de 2003, o Pentágono implantou seu próprio grupo de
planejamento, sob a direção de Douglas Feith, a fim de estudar, entre outras
coisas, o que é conveniente fazer com o petróleo iraquiano após a” libertação
“de Bagdá. Depois de um mês, esse grupo acabou aprendendo o suficiente
sobre a economia do petróleo para se afastar das propostas iniciais dos
neoconservadores.

As autoridades do Pentágono (e da Casa Branca) imaginaram que


poderiam ser reembolsadas pelos custos da guerra servindo-se do lucro
do petróleo do Iraque. E que, se ainda tivessem necessidade de dinheiro,
teriam apenas que abrir as torneiras, desculpem, os poços em Bagdá.
Mas, quando começaram a fazer as contas, chegaram a algumas
descobertas pouco agradáveis.

Inicialmente, não só o aumento da produção iraquiana levaria


tempo, mas também necessitaria de pesados investimentos. Só a
restauração das instalações existentes (reparação dos poços e dos
oleodutos, que já estão tão deteriorados que danificaram seriamente os
reservatórios do país) vai custar mais de um bilhão de dólares - com a
condição de Saddam Hussein não adotar uma estratégia de terra
arrasada, pondo fogo nelas. Levar a produção iraquiana a seu nível
histórico de 3,5 MBD vai exigir pelo menos três anos e investimentos
avaliados em 8 bilhões de dólares para as instalações petrolíferas, e mais
outros 20 bilhões para restaurar uma rede elétrica nacional destruída
(que alimenta as bombas e as refinarias). Aumentar a produção até 6
MBD custaria 30 bilhões a mais...." ( Leiam mais em
(http://diplo.uol.com.br/2003-04,a615)

Quem não for passear em Bagdá,verá......