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Gaspar Miranda Teixeira Discurso Directo! Como dizia Agostinho da Silva, a verdade é que neste

Gaspar Miranda

Teixeira

Discurso Directo!

Como dizia Agostinho da Silva, a verdade é que neste momento estamos a assistir a uma guerra civil não visível entre os que estão no sistema e os que estão excluídos dele. As pessoas, os excluídos, não vão deixar-se abater passivamente. Daí, a chamada de atenção de Mário Soares, há poucos dias, para os perigos de uma grande convulsão social, que pode tornar o nosso País, ingovernável.

Há cada vez mais gente desempregada, atirada para as periferias e para o caixote do lixo desta sociedade e cada vez menos gente a trabalhar cada vez mais. O que é profundamente injusto para os que trabalham – porque estão transformados em escravos. Como dizia Agostinho da Silva, a verdade é que neste momento estamos a assistir a uma guerra civil não visível entre os que estão no sistema e os que estão excluídos dele. As pessoas, os excluídos, não vão deixar-se abater passivamente. Daí, a chamada de atenção de Mário Soares, há poucos dias, para os perigos de uma grande convulsão social, que pode tornar o nosso País, ingovernável. As revoluções surgiram assim… Podem dizer-me que esse perigo não existe , porque Portugal está na Europa… Só que Portugal apesar de estar na Europa, não se europeizou, nem se aproximou, por exemplo, da França nem da Alemanha. No aspecto cultural e político aproximou-se mais do terceiro mundo, ou das economias emergentes africanas, onde a democracia ainda é palavra excluída dos dicionários… Mas regressando à Europa, onde estamos, mesmo aqui há três grandes minorias que estão a expandir-se e a aumentar: a minoria dos desempregados, a minoria dos reformados compulsivamente e a minoria dos deslocados. Estas três minorias somadas vão ter uma grande maioria e estão a interligar-se. E quando este bloco funcionar podem voltar, mesmo aqui, o sistema de pernas para o ar

A seguir ao 25 de Abril dizia-se que Portugal não iria sobreviver porque tinha perdido

o Império. Na década de oitenta grandes pensadores entre os quais Miguel Torga se incluía, diziam que Portugal não iria sobreviver porque não iria aguentar o embate cultural e económico da União Europeia. Há quem diga que é a África que nos vai salvar quando a Europa entrar em colapso.

As gerações de políticos a seguir ao 25 de Abril, com uma grande maioria de refractários

e que fugiram a sete pés das guerras coloniais, tinham um desconhecimento enorme

dos assuntos africanos Pensavam que África era apenas macacos a comerem bananas nas árvores. Não perceberam o potencial enorme de Luanda e Lourenço Marques – duas capitais antes do 25 de Abril e com Portugal, desenvolvidas, e que ultrapassavam Lisboa em muitos aspectos.

Francamente não sei se é África que nos vai salvar, o que eu sei, de certeza, é que com

esta classe política, não vamos lá…

* Colaborador

Blogue do Professor

Blogue do Professor Mário Leite* (Professor) Tribunal A continuidade do Tribunal em Cabeceiras de Basto foi

Mário Leite*

(Professor)

Tribunal

A continuidade do Tribunal em Cabeceiras de Basto foi um

processo complexo que, desde 2006, congregou a vontade e o empenho das forças políticas e dos agentes judiciários locais.

Entretanto, o novo edifício foi construído e nesta semana entrou em funcionamento. É uma boa obra e com inegável interesse para o concelho. Depois de muito tempo em precárias condições, eis que o Tribunal

da Comarca passa a deter condições dignas, o que se louva.

Como diz o ditado “não há mal que nunca acabe”.

Obras

Por falar em obras, o nosso concelho tem passado ao longo dos últimos anos pela realização de várias obras públicas. Está em vias de conclusão, talvez espere apenas a inauguração, a nova ligação à A7, entre o Arco de Baúlhe e a Cal, em Basto (Santa Senhorinha). Como cabeceirense fico satisfeito por ver a concretização de investimentos na nossa terra. No entanto, não é pelas obras realizadas que o nosso concelho tem resistido melhor à crise e particularmente ao desemprego.

Desemprego

Torna-se urgente reflectir sobre a realidade local do desemprego.

No último ano, a taxa de desemprego subiu e reflecte com maior intensidade a crise que

se

vive um pouco por toda a parte.

O

nosso concelho está a desertificar-se, já que não havendo condições de trabalho

local, há que as procurar noutras paragens.

Assim, aos poucos, temos vindo a empobrecer, a emigrar, a perder “massa crítica”.

A par do desemprego, outros indicadores devem merecer atenção.

Estamos mais ricos? Há melhores condições de saúde? Subimos nos rankings da educação? Há mais apoios sociais? Tem-se desenvolvido harmoniosamente e de forma

sustentável o concelho?

A sociedade civil não pode alhear-se destes problemas.

É o futuro dos nossos filhos que está em causa. Alguém questionava num grupo de amigos: os nossos pais deram-nos condições para que nós tivéssemos um futuro melhor do que o deles e conseguiram; nós estamos certos

que vamos deixar um futuro melhor aos nossos filhos?

Fundador e Director do Jornal Notícias do Bombarral

Cabeceirense José Luciano Basto completa 80 anos

Colaborador e amigo do Jornal “O Basto” é um exímio “guardador de memórias”

O nosso amigo e conterrâneo José Luciano Basto, radicado há 50 anos na

vila do Bombarral, localidade famosa pelo vinho de rara qualidade e pelas deliciosas “peras rocha” completou no passado dia 11 de Março oitenta primaveras. Para além de uma belíssima idade, a que poucos poderão aspirar, os oitenta anos do nosso ilustre colaborador, constituem um marco importante para o Jornalismo local e regional.

um marco importante para o Jornalismo local e regional. Secretário de Estado do Governo de Durão

Secretário de Estado do Governo de Durão Barroso, galardoou o nosso conterrâneo josé Luciano Basto

No dia 1 de Setembro de 1986, José Luciano fundou o Jornal Notícias do Bombarral tornando-se seu Director, cargo que ainda hoje, 23 anos depois, ocupa com mestria, empenhamento invulgar e com a mesma dedicação de sempre. O Notícias do Bombarral, jornal que temos o prazer de quinzenalmente receber na nossa redacção, sob a Direcção do José Luciano tornou-se um projecto jornalístico de sucesso, sendo hoje uma referência da imprensa regional não só naquele concelho mas em toda a região Oeste de Portugal. Habituei-me desde muito jovem, a ler com agrado os artigos escritos pelo nosso amigo nos extintos Jornal de Cabeceiras e posteriormente no Fórum Cabeceirense, onde relatava com realismo invulgar, factos, histórias e personagens do passado de Cabeceiras de Basto, sua terra natal, onde prestou serviço profissional, no Cartório do registo notarial, destacando-se então como um funcionário dedicado e competente. Mais recentemente, tivemos o grato prazer de poder contar com este ilustre jornalista, que é um exímio e invulgar “guardador de memórias”, como colaborador do Jornal “O Basto”, onde mensalmente assina a coluna “As minhas memórias de Cabeceiras”, muito apreciada pelos nossos leitores, de todas as idades. Mas que grande “contratação” nós fizemos! Sob influência do nosso amigo Augusto Teixeira, infelizmente

já desaparecido e a quem este jornal e a sua entidade proprietária muito

devem, o José Luciano Basto passou a fazer parte da nossa grande família de leitores e colaboradores. Reconhecendo o papel importante e insubstituível que este nosso conterrâneo prestou à Imprensa Regional, o Governo, através do respectivo Secretário de Estado da tutela, galardoou e homenageou o José Luciano pelo contributo dado ao longo de toda uma vida, ao jornalismo e à imprensa regional. Há anos, quando desempenhei funções públicas como Deputado à Assembleia da República, e me desloquei à linda vila do Bombarral para visitar a “Festa do Vinho”, certame de grande qualidade que se realiza anualmente, perguntei pelo meu conterrâneo aos meus (então) camaradas de partido daquele concelho e tive pena de não ter estado com o José Luciano. Fiz questão de visitar o pavilhão do Jornal Notícias do Bombarral e já então constatei o apreço e a consideração que os Bombarralenses, independentemente das cores partidárias têm pelo José Luciano Basto, pessoa cativante e de feitio afável, conhecida de todos naquela vila. Fiquei como é óbvio orgulhoso enquanto cabeceirense, ao ver que toda a gente gostava e apreciava o trabalho cívico e jornalístico prestado pelo nosso amigo, à sua terra de adopção. Ao comemorar 80 anos de vida, não podemos deixar de lhe enviar os parabéns pelo seu aniversário e o nosso sincero reconhecimento pela prestimosa colaboração que tem prestado ao Jornal “O Basto”. Enquanto Editor deste Jornal e em nome de todos os que aqui trabalham, queremos exprimir-lhe a nossa maior estima por V. Ex.cia, desejando-lhe muita saúde e que Deus lhe dê muita força para continuar por muitos mais anos a prestigiar o jornalismo e a imprensa regional como o tem feito, enviando-nos mensalmente as crónicas sobre o passado de Cabeceiras, que V. Ex.cia tão bem guarda na memória.

Um abraço amigo do Miguel Teixeira (Editor do Jornal “O Basto”)