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Editorial

Mudar ou não mudar?

Editorial Mudar ou não mudar? São preocupantes os números que foram enunciados na conferência/debate “Desemprego nas

São preocupantes os números que foram enunciados na conferência/debate “Desemprego nas Terras de Basto e Perspectivas futuras ”. Com uma taxa de desemprego que ultrapassa a média nacional, com uma abrupta diminuição da oferta de emprego, com um poder de compra diminuto e a escassear, e o super-endividamento de algumas autarquias, o futuro das Terras de Basto aparenta, na melhor das hipóteses, ser laborioso. Infelizmente, já se sente uma certa efervescência (descontentamento) social. Poder-se-á afirmar que o presente é um reflexo do passado. No meu entender o presente não

existe. Existe, sim, um palpável passado e uma perspectiva futura que, amavelmente, designamos de futuro. O que sentiremos amanhã será os efeitos das decisões do passado. Se os indicadores sócio-económicos estão no estado em que estão, não é por um acaso dos deuses é, provavelmente, um resultado de um longo caminho de decisões e estratégias que políticos, decisores e eleitores trilharam. As consequências são, matematicamente, visíveis. Quem acreditar que os destinos destas Terras são escritos por aqueles que a destinam, então a sentença está declarada.

A afamada “crise internacional” não poderá desculpar todos os erros, desculpem,

mas a seriedade dos factos não o permite.

Contudo, o futuro a nós pertence. Exactamente, a “nós”. É imperativo incentivarmos

a mudança de certos modelos e políticas de desenvolvimento que se provaram

(Sub-Director)

Marco Gomes

falidas. Mais uma vez, as consequências são, matematicamente, visíveis. Haja boa vontade e humildade para mudar aquilo que a realidade sentenciou como errado.

O Caos

“Os senhores, os patrões, estão mesmo instalados principescamente. Seguem, caninamente, o CHEFE, como mandam as boas normas partidárias. O demo-chefe é o chefe, pra tudo. Ele pode fazer as tropelias mais espantosas que quiser – e faz, e de que maneira! – ele próprio beija os pés aos chefes de riba, aos mores, senão não há prebendas; e os chefes do alto precisam deles para exercerem permanentemente o caciquismo eleitoral moderno”

Variadores, assessores, assessores dos assessores, penduras, altos funcionários dos paços senhoriais, que vivem beneditinamente na Coutada Real, sentiram-se mordidos por causa de três textos jornalísticos meus publicados numas folhas de poucos ledores. Bom e mau. Bom, porque enfiaram

a carapuça até aos pés. Mau, porque nesta

democracia à portuguesa, de balalaica, não é alcançável a correcção e a emenda do dirigismo. Os senhores, os patrões, estão mesmo instalados principescamente. Seguem, caninamente, o CHEFE, como mandam as boas normas partidárias. O demo-chefe é o chefe, pra tudo. Ele pode fazer as tropelias mais espantosas que quiser – e faz, e de que maneira! – ele próprio beija os pés aos chefes de riba, aos mores, senão não há prebendas; e os chefes do alto precisam deles para exercerem permanentemente o caciquismo eleitoral moderno.

Nos 15/20 anos primeiros de liberdade constitucional – onde vai a nossa desmemória? – foi assim em Cabeceiras com o pândego e heróico campilhismo, embora as possibilidades de golpes de rins serem menos e mais difíceis, por não haver tanto arame como hoje. Mas foi um fartar-vilanagem, meu Deus, minha Nossa Senhora. Vivemos, desgraçadamente, pindericamente 48 anos de Ditadura feroz e criminosa. O 25 de Abril foi uma flor de auréola, mas murchou e secou. Os concelhos (dos antigos homens-bons) e o país todo está sem rei nem roque. Ainda se estivesse com roque… Disseram-me que o São Miguel já desceu da peanha, desbaratinado com isto tudo, e veio cá fora com um landreiro, deu umas boas toletadas e entrou pelos corredores fradescos a espadachar a torto e a direito. Mas não. Mentiram-me.

O São Miguel, com órgão ou sem órgão, está sossegadinho a observar as trapalhadas sem fim do

reino da quiromancia da nossa terra e da Patriazinha amada.

Também me disseram que vêm aí os Dons Abades restaurar a clausura conventual. Não acredito.

O Joaquim António de Aguiar matou-os a todos “per omnia”.

Outros Abades cantam agora o Glória a Deus, ao Poder e ao Dinheiro… Alexandre Vaz

matou-os a todos “per omnia”. Outros Abades cantam agora o Glória a Deus, ao Poder e

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Opinião

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Ilídio Santos*
Ilídio Santos*

Um regime que se auto sustenta pela ignorância e pelo medo e que nos rouba a identidade, jamais poderá conduzir-nos à democracia.

Não fora a circunstância do nosso subdesenvolvimento, qualquer português medianamente informado, perceberia o embuste retórico de todos aqueles que nos entram casa adentro através da caixa mágica que é

a

televisão. Gente que é paga para nos mentir.

O

País está arquitectado, sempre esteve, segundo princípios e conceitos que

nos encaminham subtilmente rumo a uma nova forma de cultura da ignorância.

Os países, especialmente aqueles que vivem em economias de subsistência, são os mesmos cujos povos sofrem de uma profunda debilidade ao nível dos patamares

do conhecimento. Medra em países como Portugal, a ilusão de que tudo está a ser feito no sentido da criação de um bem estar superior, designadamente nas áreas da Educação, da Saúde e da Justiça. Quando um País é desigual, como o nosso, a melhor saída política para alimentar a quimera da democracia, é intuírem no povo uma espécie de alegoria, que não é mais do que tenaz ardilosamente manobrada para que pensemos que o regime é democrático. Não há melhor forma de condicionar as nossas vontades que não seja através do estímulo do Ego, do controlo pela Doença ou do Medo pela Justiça. Eleva-se o ego, massificando-se o ensino e dando a ideia errada de que hoje tudo é diferente. Nesta ilusão de facilidades, produzem-se licenciaturas como outrora se diplomavam administrativos, electricistas, carpinteiros ou mecânicos, etc… Amaciados nesta volúpia, convencemo-nos estarmos perante uma igualdade de oportunidades, quando, de facto, a realidade é bem distinta.

O fenómeno não é de apreensão fácil, pelo que se torna necessário que cada um tome consciência de

que há outros caminhos que nos passam despercebidos e que, no fundamental, criam condições objectivas para que as desigualdades subsistam, como sempre, aliás.

A circunstância de estarmos perante um sistema de ensino massificador, logo de índices de

conhecimentos nivelados por baixo, suscita-nos a necessidade de salvaguardar o futuro dos nossos filhos e netos através da procura de soluções mais qualificadas.

A desconfiança instala-se em todos quantos são capazes de entender estes efeitos subtis das democracias

controladas.

A Saúde é outro pilar importante para manter a quietude do povo.

Com uma população cada vez mais envelhecida e uma grande franja tocada por dificuldades do mundo global, mormente os que economicamente são mais débeis, a grande porta de entrada para o despojo

da dignidade encontra-mo-la no exacto momento em que a enfermidade real ou imaginária nos impele

na procura de cuidados comuns.

É nesta hora que nos confrontamos com as nossas fraquezas, aquele momento em que passamos a ser

mais um número estatístico, à mercê de interesses corporativos que, proficientes e altivos profissionais,

fazem questão de alcançar.

Passamos a rodopiar ao gosto da disponibilidade e disposição de quem não tem tempo a perder com plebeus.

A

nossa vida está feita num oito e preparada para longos dias, meses e até anos, de procuras, de vénias

e

subserviências. Exista ou não a doença física, fica garantido o mal moral, retratado em homens e

mulheres, cuja única dúvida, é duvidar se vale a pena perder tanto. Entrados na jaula do sistema, aceitamos como certo que a nossa penitência dá força à tal democracia,

aquela que nos vendem a cada momento e nos promete e fala da célebre igualdade de oportunidades. Quanto à justiça, sempre que nos impingem que não existe, não vão no conto, não é para todos, de facto, mas é forte para com os fracos e branda para com os poderosos.

Temos exemplos recentes que nos mostram que anda a passo de tartaruga, quando está em causa quem dela põe e dispõe.

O povo, esse, paga sempre a sua conta, quer porque lhes faltam todos os meios ou porque normalmente

são facilmente condenáveis. Acontece que quando o cidadão do kispo entra na sala de audiências de um qualquer tribunal e se depara com aquela plataforma onde têm assento os das vestes de preto, convence-se que acabou de entrar no mundo dos clandestinos, enquanto suspira para que termine o suplício. Não é ele, não sabe sequer quem é. Sabe que tem medo, logo, não confia na justiça.

Tem razão, a democracia prega-lhe nova partida…, afinal, a igualdade de oportunidades, também por esta via, não desce ao povo. Um regime que se auto sustenta pela ignorância e pelo medo e que nos rouba a identidade, jamais

poderá conduzir-nos à democracia.

* Colaborador

M. Lúcia Leitão Pinto

Natural de Refojos de Basto (Campo do Sêco) Cabeceiras de Basto

Dia 28-2-2008

Lúcia, faz hoje um ano que tu nos deixaste. Mas eu tenho a certeza que Deus te deu um bom lugar no Céu. Sabes? Minha Queria Irmã. Eu quando te escrevo, fico melhor.

Até sempre,

Fernanda.

que Deus te deu um bom lugar no Céu. Sabes? Minha Queria Irmã. Eu quando te

Nome: O Basto | Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124655 | Propriedade: adbasto-Associação de Desenvolvimento Técnico- Profissional das Terras de Basto | NIF: 506 749 509 | Conselho de Administração: Celestino Vaz, Ilídio dos Santos, Fernando Meireles, José Manuel Marques, Gaspar Miranda Teixeira e Manuel António| Director:Gonçalo de Meirelles | Director-Adjunto:Albino Antunes| Sub-Director: Marco Gomes | Editor: Miguel Teixeira| Colaboradores: Sérgio Mota, Carlos Sousa, Helder Vaz, José Marinho, Luís Meireles, Júlio Pires, Joaquim Teixeira, Augusto Costa, Manuel Gonçalves, Francisco Pires, Fernando Felix, António Basto, Miguel Coelho, Artur Coelho.| Paginação: João André Teixeira | Sede do Editor, Redacção e Publicidade: Largo Barjona de Freitas s/n - Refojos, 4860-909 Cabeceiras de Basto | Contactos: Telef./Fax:

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20 de Março de 2009