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FAESA - FACULDADES INTEGRADAS ESPÍRITO-SANTENSES

CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

BRUNO WOTIKOSKI LOURENÇO


JOÃO MARCOS DE REZENDE
LEONARDO POPIK BASTOS
VINICIUS AVELLAR MOREIRA

GESTÃO DA ÉTICA E DA RESPONSABILIDADE SOCIAL


EMPRESARIAL

VITÓRIA
2009
1

BRUNO WOTIKOSKI LOURENÇO


JOÃO MARCOS DE REZENDE
LEONARDO POPIK BASTOS
VINICIUS AVELLAR MOREIRA

GESTÃO DA ÉTICA E DA RESPONSABILIDADE SOCIAL


EMPRESARIAL

Trabalho Acadêmico do Curso de Ciência da


Computação apresentado à FAESA –
Faculdades Integradas Espírito-Santenses,
como parte das exigências da disciplina
Processos de Gestão sob orientação do prof.
Lourival Antônio Cristofoletti.

VITÓRIA
2009
2

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3

1 RESPONSABILIDADE SOCIAL – O QUE É? ................................................. 4


1.1 DIFERENÇA ENTRE RESPONSABILIDADE SOCIAL E FILANTROPIA ......... 4
1.2 CONCEITOS .................................................................................................... 4
1.3 CONTEXTO HISTÓRICO ................................................................................. 5
1.3.1 Responsabilidade Social Atualmente ........................................................... 6
1.3.2 Ética e Responsabilidade Social no Mundo Globalizado ............................ 6
2 AS SETE DIRETRIZES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL ......................... 7
2.1 ADOTE VALORES E TRABALHE COM TRANSPARÊNCIA ........................... 7
2.2 VALORIZE EMPREGADOS E COLABORADORES ........................................ 8
2.3 FAÇA SEMPRE MAIS PELO MEIO AMBIENTE .............................................. 9
2.4 ENVOLVA PARCEIROS E FORNECEDORES .............................................. 10
2.5 PROTEGER CLIENTES E CONSUMIDORES ............................................... 10
2.6 PROMOVA SUA COMUNIDADE ................................................................... 11
2.7 COMPROMETA-SE COM O BEM COMUM ................................................... 12
3 O QUE É ÉTICA? ........................................................................................... 12
3.1 ÉTICA PROFISSIONAL.................................................................................. 12
3.1.1 Individualismo e Ética Profissional............................................................. 12

CONCLUSÃO ........................................................................................................... 15

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 15
3

INTRODUÇÃO

Este trabalho aborda noções de ética, valores morais e cultura aplicados à


responsabilidade social nas empresas. Assim o nosso objetivo é ajudar a entender
os aspectos, conceitos e especificidades relacionados ao tema, já que no mundo
globalizado em que vivemos atualmente se torna cada vez mais importante ser
socialmente responsável nos negócios.
Ao se falar sobre responsabilidade social, é preciso falar também sobre a
ética, especialmente em um mundo que gira em torno do capitalismo, onde o lucro é
um fator muito cobiçado. Existem muitos estudos e institutos que defendem este
tema e com a globalização, principalmente, os padrões dessa responsabilidade se
tornaram mais rigorosos. As empresas têm grande preocupação, pois precisa tanto
manter sua imagem pública, como manter clientes que exigem essa
responsabilidade.
4

1 RESPONSABILIDADE SOCIAL – O QUE É?

É comum as empresas confundirem o significado de Responsabilidade


Social com filantropia. Entretanto a questão da responsabilidade social empresarial
vai além de ações filantrópicas, ela engloba funcionários, comunidade, meio
ambiente, ou seja, o bem estar da sociedade em geral.
De acordo com Oded Grajew (2001), presidente do Instituto Ethos, uma
das principais instituições responsáveis pela difusão do conceito de
responsabilidade social na sociedade brasileira, este conceito é definido como:

"(...) a atitude ética da empresa em todas as suas atividades.


Diz respeito às interações da empresa com funcionários,
fornecedores, clientes, acionistas, governo, concorrentes, meio
ambiente e comunidade. Os preceitos da responsabilidade
social podem balizar, inclusive, todas as atividades políticas
empresariais." (GRAJEW, Instituto Ethos, 2001).

1.1 DIFERENÇA ENTRE RESPONSABILIDADE SOCIAL E


FILANTROPIA

A filantropia é a ação externa à empresa capaz de beneficiar a


comunidade, grupos comunitários, associações entre outros, sendo um auxílio em
melhor alguma organização com doações e/ou estruturas capaz de beneficiar
alguém.
Já a responsabilidade social possui um foco mais específico e direto com
base na cadeia dos negócios da empresa preocupando com um grupo maior como
funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade,
governo e meio-ambiente de acordo com a necessidade e incorporada aos negócios
de cada empresa.

1.2 CONCEITOS

Existem quatro terminologias bastante utilizadas hoje. A responsabilidade


social corporativa (RSC1) e a responsividade corporativa (RSC2) incorporam cada
vez mais o aspecto normativo, com grande participação de acadêmicos da área de
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ética dos negócios. A retitude social corporativa (RSC3) inclui a necessidade de uma
ética normativa para que a responsabilidade social corporativa vigore na prática. O
último termo engloba o Cosmos, a ciência e a religião (RSC4).

1.3 CONTEXTO HISTÓRICO

“Nos Estados Unidos e na Europa, a ética e a responsabilidade social


corporativa eram aceitas como doutrina até o século XIX, quando o direito de
conduzir negócios de forma corporativa era prerrogativa do Estado ou da Monarquia
e não um interesse econômico privado” (Ética e Responsabilidade social nos
negócios, 2005, p. 45). Após os Estados Unidos se tornarem independentes esse
direito foi estendido para os negócios privados, mudando a premissa, até o século
XX, que passou a ter o propósito de realização de lucros para seus acionista. Um
fato importante para as questões de ética e responsabilidade social foi o julgamento
do caso Dodge versus Ford, ocorrido em 1919, nos Estados Unidos. Nele John e
Horace Dodge, acionistas de uma empresa presidida por Henry Ford, não
concordaram com atitudes do presidente que decidiu não distribuir parte dos
dividendos esperados, aplicando-os em investimentos na capacidade de produção,
aumento de salários e fundo de reserva. A Suprema Corte de Michigan foi favorável
aos Dodges, tendo base a premissa de que as corporações existem para benefício
de seus acionistas. Esta premissa sofreu muitos ataques, após a grande depressão
e da Segunda Guerra Mundial, principalmente pelo trabalho de Berle e Means
(economistas da época). Em 1953 ocorreu um caso semelhante ao citado
anteriormente, agora entre P. Smith Manufacturing versus Barlow. Nesse o resultado
foi o contrário, a justiça determinou que uma corporação pode buscar o
desenvolvimento social, estabelecendo em lei a filantropia corporativa. Com isso os
defensores da ética e responsabilidade social começaram a argumentar direitos
como a proteção ao meio ambiente, assim a importância desta começou a ser
discutida, inicialmente nos Estados Unidos e mais tarde na Europa.
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1.3.1 Responsabilidade Social Atualmente

Existem, hoje, dois principais argumentos na defesa da responsabilidade


social, a ética e a relação positiva entre esta e o desempenho econômico. Os
argumentos éticos derivam de princípios religiosos e a idéia de que o
comportamento socialmente responsável é a ação moralmente correta. O segundo
argumento justifica-se por uma ação proativa da empresa, que busca oportunidades
geradas por uma consciência maior sobre questões culturais e ambientais, por
antecipação, evitando regulações restritivas do governo e por uma diferenciação de
seus produtos diante de seus competidores menos responsáveis socialmente.

1.3.2 Ética e Responsabilidade Social no Mundo Globalizado

Um dos efeitos do mundo globalizado é a adoção, por todo mundo, de


padrões éticos e morais mais rigorosos, seja para necessidade das próprias
organizações de manter sua boa imagem perante o público, seja pelas demandas
diretas do público para que todas as organizações atuem de acordo com tais
padrões. ”A pressão que um mercado globalizado exerce nas empresas faz com que
elas precisem se auto-analisar continuamente.” (Ética e Responsabilidade social nos
negócios, 2005, p. 07). Assim é criado um novo ethos, conjunto de hábitos e ações
que visam o bem comum de determinada comunidade, que rege o modo como os
negócios são feitos em todo mundo. As atitudes e atividades de uma organização
precisam, desse ponto de vista, caracterizar-se por:
 Preocupação com atitudes éticas e moralmente corretas que afetam todos os
públicos/stakeholders envolvidos.
 Promoção de valores e comportamentos morais que respeitem os padrões
universais de direitos humanos e de cidadania e participação na sociedade.
 Respeito ao meio ambiente e contribuição para sua sustentabilidade em todo
mundo.
 Maior envolvimento nas comunidades em que se insere a organização.
7

2 AS SETE DIRETRIZES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

Segundo o instituto Ethos a responsabilidade social empresarial pode ser


dividida em sete diretrizes. Essas diretrizes possuem características que envolvem a
relação entre as ações da empresa com o público, tanto externo quanto interno.

“O marketing tem influências tanto na empresa como na sociedade.


Há aceitação geral sobre a aplicação de técnicas de marketing
dentro da empresa para gerar satisfação nos seus empregados. A
aplicação das técnicas de marketing na empresa. Com certeza,
procurar orientar a empresa para os funcionários gera satisfação
entre eles e ajuda a motivá-los. Conseqüentemente, com
funcionários motivados há dedicação maior por parte destes
indivíduos, que passam a trabalhar melhor também os clientes das
empresas.” (CASAS, 2006 p. 15).

2.1 ADOTE VALORES E TRABALHE COM TRANSPARÊNCIA

A primeira medida a ser tomada é definir e respeitar valores, e segui-los de


maneira transparente para a sociedade.
A declaração de missão da empresa socialmente responsável identifica
suas metas e aspirações e expressa seus valores, sua cultura e as estratégias a
serem utilizadas, envolvendo seus proprietários, funcionários, clientes, fornecedores,
comunidades e o próprio meio ambiente.
É importante também a declaração de valores éticos de seu
empreendimento, o que ajuda a empresa a desenvolver relações sólidas com
fornecedores, clientes e outros parceiros, reduzir o número de processos legais,
negociar conflitos de interesse e assegurar o cumprimento das leis.
A empresa deve ter um grande cuidado com os direitos humanos. Vários
direitos da declaração dos direito universais são relevantes para área empresarial
como os relativos ao trabalho infantil, trabalho forçado, liberdade de associação,
preconceitos discriminatórios, saúde e segurança. O respeito por esses direitos
ajuda a tornar o ambiente empresarial melhor.
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2.2 VALORIZE EMPREGADOS E COLABORADORES

Ouvir, atender os empregados na medida do possível e incentivá-los a


iniciativa podem adiantar o processo de qualificar a empresa como socialmente
responsável.
No ambiente de trabalho é importante obedecer as leis trabalhistas, como
pagamentos dos salários, disponibilizar os benefícios de acordo com a legislação
(plano médico, cestas básicas, auxílio-refeição).
Outra sugestão é valorizar as novas idéias ou comentários. É importante
ter flexibilidade quanto as discussões mais abertas quanto as mais particulares, mas
encorajar novas idéias é sempre uma oportunidade de melhorar o desempenho da
empresa.
Na medida do possível, contrate pessoas com experiências diferentes não
tendo como critério de seleção raça, sexo, religião, idade, etc. Pra encontrar pessoas
adequadas com o cargo, visite locais onde deve estar o público alvo como centros
comunitários, instituições religiosas, organizações não governamentais, entre outras.
É interessante incentivar e estimular os funcionários a crescerem na
profissão. Se puder invista em cursos para o mesmo ou deixe que faça cursos
durante horário de trabalho.
Delegar funções ou metas para os funcionários propicia o aprendizado do
trabalho em equipe, tomada de decisões e também tornar-se mais flexível. Mostrar
como é o desempenho financeiro da empresa é, também, útil para mostra como a
empresa funciona e assim permitir que os funcionários possam colaborar com a
redução dos custos e aumentar as receitas.
Em casos de redução nos custos é primordial observar todas as opções
antes de decidir por demissões. Ás vezes é melhor reduzir o salário do que demitir.
Se for necessária a demissão procure avisar o quanto antes, tratando com dignidade
e respeito e explicando o motivo da demissão, com isso também é importante
valorizar os que não forem demitidos.
Trabalhar de forma a evitar interferência na vida pessoal e familiar do
funcionário é de suma importância. Prolongar expediente, obrigações em horário de
almoço são algumas coisas a se evitar. Em algumas situações é possível permitir
que os funcionários atendam as suas obrigações pessoais. Para atender melhor os
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empregados algumas sugestões como divisão de tarefas, dispensa para assuntos


pessoais, possibilitar o trabalho à distância, reduzir carga horária e conceder licença-
prêmio, são sempre bem vindas.
Quando não puder oferecer planos de saúde para o empregado, se
disponha a ajudá-lo em situações de emergência. Mas se puder oferecer os planos,
ofereça vários para que cada um possa escolher de acordo com a necessidade.
Estimular a prática de esportes e eliminar o fumo no ambiente de trabalho é
fundamental. Se precisar, incentive os dependentes a freqüentarem grupos de
apoio. Para manter boa saúde é necessário sempre verificar as condições do
ambiente de trabalho, assim como a qualidade do ar. Valorizando sempre um
ambiente bem adequado as funções realizadas e manter a higiene.

2.3 FAÇA SEMPRE MAIS PELO MEIO AMBIENTE

As empresas dependem de alguma forma, de insumos do meio ambiente


para realizar suas atividades, portanto deve também se preocupar com o meio
ambiente. Evitar o desperdício de insumos como energia e água é muito importante
para uma empresa socialmente responsável.
Alguns passos simples são importantes para se dizer que uma empresa está
fazendo algo para o meio ambiente.
 Defina e respeite princípios ambientalistas
 Estabeleça compromissos e padrões ambientais para sua empresa que
incluam metas formais. (Responsabilidade Social EMPRESARIAL PARA
MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, 2007, p. 26). Fazer um balanço
constante do impacto ambiental que sua empresa provoca é essencial para
que seja possível definir ações ambientais.
 Incentive funcionários a preservar a natureza.
 Priorize a compra de produtos ecologicamente corretos.
 Recicle na medida do possível e incentive seus funcionários a fazer o
mesmo.
 Reduza o consumo de papel.
 Evite produtos que geram resíduos.
 Reduza o uso de produtos tóxicos.
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 Faça um uso eficaz de água e energia.


 Manutenção do sistema de climatização.

2.4 ENVOLVA PARCEIROS E FORNECEDORES

Dentro de um ambiente social responsável é necessário manter diálogo


com os fornecedores, ser transparente com o que faz, cumprir os contratos e
contribuir para o desenvolvimento da empresa como também incentivar os
fornecedores a assumirem compromissos de responsabilidade social.
Para se relacionar bem com os parceiros e fornecedores é importante que
a comunicação seja bem clara. É claro que antes de se formar alguma parceria,
primeiro informe aos fornecedores os padrões que são adotados pela empresa, e
assim a empresa terá mais chance de alcançar os objetivos propostos com esta
parceria.
Mediante a declarações que comprometam os padrões trabalhistas isso
reforçará a preocupação da empresa com as práticas trabalhistas, e assim que
forem estabelecidas procure monitorar o seu cumprimento.

2.5 PROTEGER CLIENTES E CONSUMIDORES

Uma empresa que se diz socialmente responsável, oferece qualidade não


só na venda, mas no dia-a-dia de trabalho. Já faz parte da rotina promover
melhoramento da credibilidade, eficiência e segurança dos produtos, observando
padrões e normas como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), as
normas da Vigilância Sanitária e o Código de Defesa do Consumidor.
Durante todo o processo de produção, uso e descarte do produto
certifiquem-se de que ele não é prejudicial ao meio ambiente e também tente educar
o consumidor dando dicas que como usar o produto sem fazer mal a saúde e ao
meio ambiente.
Para não haver qualquer tipo de problema quanto ao uso do produto,
ofereça todas as informações necessárias, se preciso, além do que a lei manda. Mas
não faça propagandas enganosas, estabeleça um padrão claro para mensagens que
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podem ou não ser dirigidas às crianças e propagar ou anunciar o produto só em


locais permitidos.
Ouvir a opinião dos clientes é muito importante para poder melhorar o
atendimento, a qualidade do produto, etc. Quanto mais avaliações, mais
melhoramentos podem ser realizados quanto ao desempenho da empresa.

2.6 PROMOVA SUA COMUNIDADE

Para poder ajudar e participar na solução dos problemas de uma


comunidade, primeiro é preciso identificá-los e definir as prioridades. De forma geral,
existem várias maneiras de poder ajudar uma comunidade. Uma delas é poder
contratar serviços que são prestados por organizações comunitárias ou fornecedores
locais.
Outra possibilidade é instalar a empresa em comunidades mais carentes e
também contratar funcionários dessas comunidades. Quando houver oportunidade
adote um projeto em específico, de acordo com a missão da sua empresa. Por
exemplo, se for uma empresa de material de construção, engaje em campanhas
relacionadas a construções. Se não puder dar total apoio, fazer parceria com outra
empresa pode ser uma solução.
Na medida do possível, contribua com doações de seus produtos ou
“empreste” seus funcionários para a comunidade. Crie parcerias com escolas
oferecendo apoio, doando equipamentos usados, oferecendo estágio quando puder.
Existem vários exemplos de empresas que promovem parcerias com as
comunidades, um deles é o proprietário, de um açougue em Brasília, Luiz Amorim
dos Santos. "Qualquer empresa, pequena ou grande, tem de estar vinculada à
comunidade, tem de fazer alguma coisa, seja relacionada à cultura, ao meio
ambiente ou ao esporte. O consumidor cobra isso", afirma o proprietário que foi
analfabeto até os 16 anos, Santos passou a valorizar a educação depois que
aprendeu a ler e a escrever. Hoje promove ações culturais e de educação com a
comunidade, como: shows culturais com teatro, lançamento de livros e
administração de uma biblioteca.
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2.7 COMPROMETA-SE COM O BEM COMUM

Manter o relacionamento ético com poder público, também faz parte da


gestão de uma empresa socialmente responsável. Isso quer dize que a empresa tem
que contribuir para o desenvolvimento tanto da sua região quanto do país.
Quanto ao posicionamento político, deixe sempre bem claro qual é sua
posição tanto em períodos de campanha ou fora deles. Mas nunca seja a favor de
situações que envolvam ações de práticas ilegais.
Participação em fóruns de empresários que sejam voltados para
necessidades sociais é de grande valia.

3 O QUE É ÉTICA?

É indispensável falarmos de Responsabilidade Social sem expressar um


contexto com torno da ética profissional.
Ética é o estudo geral de bem ou mal, certo ou errado, justo ou injusto, entre
outros. Sendo que seu papel é buscar justificativas para as regras propostas pela
moral e pelo direito, sem estabelecer regras, mas sim uma reflexão sobre as ações
humanas. A Ética baseia-se em uma filosofia de valores compatíveis com a natureza
e o fim de todo ser humano, por isso, "o agir" da pessoa humana está condicionado
a duas premissas Éticas: "o que é" o homem e "para o que vive".

3.1 ÉTICA PROFISSIONAL

É toda capacitação científica ou técnica que precisa estar em conexão com os


princípios essenciais da Ética. Assim, ética profissional é essa reflexão exercida no
ambiente de trabalho, com base nas filosofias e valores humanos.
Na visão de Mario Persona, a ética profissional se resume em “o profissional
adotar as práticas daquilo que ele gostaria que os outros fizessem a ele próprio”,
fazendo um julgamento da ética em nosso próprio modo de agir.
A ética profissional estudaria e regularia o relacionamento do profissional
visando os receptores do serviço exercido, ou seja, seus clientes, visando à
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dignidade humana e a construção do bem-estar no contexto sócio-cultural cuja


profissão está sendo exercida.
Ela atinge todas as profissões e quando falamos de ética profissional estamos
nos referindo ao caráter normativo e até jurídico que regulamenta determinada
profissão a partir de estatutos e códigos específicos tendo como base principal o
ambiente cultural local onde está situada aquela corporação.
Acontece que, em geral, as profissões apresentam a ética firmada em
questões muito relevantes que ultrapassam o campo profissional como questões
sobre o aborto, pena de morte, seqüestros, eutanásia, religião, que são questões
morais apresentadas como problemas éticos porque pedem uma reflexão profunda
e, um profissional, ao se debruçar sobre elas, não o faz apenas como tal, mas como
um pensador, um "filósofo da ciência", ou seja, da profissão que exerce. Desta
forma, a reflexão ética entra na moralidade de qualquer atividade profissional.
Sendo a ética inerente à vida humana, sua importância é bastante
evidenciada na vida profissional, porque cada profissional tem responsabilidades
individuais e responsabilidades sociais, pois envolvem pessoas que dela se
beneficiam.
A ética profissional é indispensável para exercer uma responsabilidade social
coesa e concreta, pois nas ações humanas "o fazer" e "o agir" estão completamente
interligados. O fazer diz respeito à competência e à eficiência que todo profissional
deve possuir para exercer bem toda profissão. E o agir se refere à conduta do
profissional, ao conjunto de atitudes que deve assumir no desempenho de toda
profissão.
Constata-se então o forte conteúdo ético presente no exercício profissional e
sua importância na formação de recursos humanos, responsável pela saúde ética
empresarial, neste contexto capacitando a corporação um exercício coeso da
responsabilidade social.
Nota-se que o papel da ética para um profissional é amplo e satisfatório, pois
carrega uma bagagem de sucessos no mercado de trabalho atual.
Atualmente, as empresas vêem se preocupando com essas atitudes éticas,
buscando pessoas corretas e éticas para serem membros da corporação, já que
quem faz a empresa são as pessoas!”. Havendo uma conscientização de que uma
empresa honesta e ética colhe melhores frutos que outras, correndo menores riscos
como boicotes de seus funcionários, ou seja, funcionários deixando de prestar seus
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serviços e conhecimentos da melhor forma e com entusiasmo já que julga que a


empresa não é honesta com ele. Essas preocupações na atualidade ocorrem, pois
cada vez mais um cliente insatisfeito com um produto ou serviço, pode expressar
suas indignações com o fabricante em diversos meios de comunicação, sendo capaz
de destruir uma empresa e muitas carreiras profissionais. Dessa forma, chega-se a
conclusão de que não basta o falar, mas também deve ser levado em conta o agir
de forma ética para satisfazer o mercado, sendo que o não cumprimento ético pode
levar a insatisfação dos clientes bem como fornecedores e parceiros preocupados
com a ética empresarial, pois não querem correr o risco de ter sua imagem
denegrida por se relacionar com outra empresa que não atende os requisitos da
ética.
Atualmente, uma grande dificuldade em uma empresa ser ou se tornar ética é
partida de sua própria hierarquia, ou seja, se um chefe propõe a seu subordinado
que ele seja mentiroso, falso, ladrão com seus clientes e/ou fornecedores para
ganhar destaque e/ou dinheiro, o mesmo não pode exigir nada caso o subordinado
tenha a mesma atitude para com a própria corporação. Já o contrário, com atitudes
superiores honestas, pode inibir um funcionário corrupto, se o mesmo conseguir
fazer parte da empresa, já que normalmente isso não ocorre.

3.1.1 Individualismo e Ética Profissional

Com base em pesquisas realizadas, o ser humano possui por instinto um


grande individualismo, sendo que o mesmo defende em primeiro lugar seus próprios
interesses e quando esses interesses são de natureza duvidosa ou indesejada é que
nos deparamos com enormes problemas no convívio social.
Os valores éticos variam em função de seu alcance em relação à
comunidade e se o trabalho exercido é apenas com foco lucrativo esses valores
éticos se tornam curtos e limitados, porém se o mesmo trabalho é exercido com
satisfação e amor, automaticamente causa uma satisfação coletiva beneficiando
terceiros nascendo a consciência do bem estar comum e a expressão social. Ou
seja, quando se faz algo focando mais os valores financeiros e patrimoniais, cresce
o individualismo capaz de prejudicar a ética profissional.
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CONCLUSÃO

Para qualquer empresa que queira atingir o sucesso, é importante a


agregação dos princípios e valores éticos, possibilitando ao corpo funcional uma
responsabilidade ética e ao exercício moral.
Ao adotar políticas éticas e consolidar esta política a seus funcionários, a
corporação, além de confiável ao corpo funcional que também é responsável pelo
sucesso da empresa, acresce sua imagem perante o mercado, fornecedores e
consumidores, ou seja, os pilares para que uma empresa atinja o verdadeiro
sucesso.
Estas políticas éticas levam ao empreendedor o alcance de melhorar o
marketing da organização em busca de aumentar visibilidade, principalmente em
relação a sua fonte de renda e sucesso, os consumidores, através do exercício da
ética com práticas sociais em benefício da comunidade, dos membros da
corporação, do governo e do meio-ambiente seguindo principalmente com base nas
sete diretrizes da responsabilidade social.
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REFERÊNCIAS

ASHLEY, P. A. Ética e Responsabilidade Social nos Negócios. São Paulo: Saraiva,


2002.
ÉTICA EMPRESARIAL. On-line. Disponível em: http://www.eticaempresarial.com.br/.
Acesso em: 22 mar. 2009.
INSTITUTO ETHOS; Disponível em:
http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/Default.aspx. Acesso em: 15 mar. 2009.
INSTITUTO ETHOS; SEBRAE. Responsabilidade Social Empresarial para Micro
e Pequenas Empresas – Passo a Passo. 2003. On-line. Disponível em:
http://www.ethos.org.br/_Uniethos/Documents/responsabilidade_micro_empresas_p
asso.pdf. Acesso em: 15 mar. 2009.
KONTZ, L.B. Marketing e Responsabilidade Social: Dois instrumentos
fundamentais dentro das organizações. 2008. On-line. Disponível em:
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing_e_responsabilidade_social_doi
s_instrumentos_fundamentais_dentro_das_organizacoes/21270/. Acesso em: 24
mar. 2009.
RASQUINHA, E. F. Mas o que é Responsabilidade Social?. On-line. Disponível
em: http://www.habitatbrasil.org.br/biblioteca/artigos-e-pesquisas/mas-o-que-e-
responsabilidade-social. Acesso em: 16 mar. 2009.
RESPONSABILIDADESOCIAL.COM. Responsabilidade Social. On-line. Disponível
em: http://www.responsabilidadesocial.com/institucional/institucional_view.php?id=1.
Acesso em: 21 mar. 2009.
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