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Publicação

mensal da

adbasto

Publicação mensal da adbasto Director - Gonçalo de Meirelles Director Adjunto - Albino Antunes Ano V
Publicação mensal da adbasto Director - Gonçalo de Meirelles Director Adjunto - Albino Antunes Ano V
Director - Gonçalo de Meirelles Director Adjunto - Albino Antunes Ano V - N.º 51
Director - Gonçalo de Meirelles
Director Adjunto - Albino Antunes
Ano V - N.º 51 - 20 de Março de 2009
Sub-Director - Marco Gomes
Preço: 60 cêntimos
ARCA promove noite de fados com fim social Pág. 5 Vice-Presidente do Parlamento visita Escola

ARCA promove noite de fados com fim social

Pág. 5

ARCA promove noite de fados com fim social Pág. 5 Vice-Presidente do Parlamento visita Escola da

Vice-Presidente do Parlamento visita Escola da Gandarela

Pág. 6

do Parlamento visita Escola da Gandarela Pág. 6 Confraria dos Milhos reúne em Ribeira de Pena

Confraria dos Milhos reúne em Ribeira de Pena

Pág. 5

Escola da Gandarela Pág. 6 Confraria dos Milhos reúne em Ribeira de Pena Pág. 5 Mondinense

Mondinense inaugura relvado

Pág. 6

Concurso para eleição do Director Executivo do Agrupamento de Escolas de Gandarela envolto em polémica

Conselho Pedagógico do Estabelecimento de Ensino censura actuação de Joaquim Mota e Silva

O concurso público para eleição do próximo Director Executivo do

Agrupamento de Escolas de Gandarela de Basto está envolto em polémica.

O Conselho Pedagógico do estabelecimento de ensino, que representa os

professores, “perdeu a paciência” com Joaquim Mota e Silva, o Vereador da Câmara de Celorico que preside ao Conselho Geral Transitório a Assembleia do Agrupamento que vai eleger o futuro Director Executivo. Na sua última reunião, o órgão responsável pela qualidade de ensino na escola, aprovou uma proposta por esmagadora maioria, a censurar a forma como o autarca tem dirigido o órgão, referindo que “a sua acção, com a prática de irregularidades está a afectar gravemente a imagem de rigor, transparência e seriedade com que sempre foram tratados e deliberados os assuntos no Agrupamento de Escolas de Gandarela”. O Conselho Pedagógico acredita que o processo para eleição do futuro Director, “poderá estar a ser orientado de forma pouco clara e transparente, tanto mais que são insistentes os rumores de que um militante do PSD/Celorico, próximo de Mota e Silva é um dos elementos de quem se fala insistentemente como candidato ao concurso”. Entretanto, quase 5 meses depois da eleição de Joaquim Mota e Silva como Presidente do Conselho Geral Transitório, o Agrupamento de Gandarela continua sem Regulamento Interno Aprovado, situação que está a revoltar os professores e funcionários.

Conferência promovida pela adbasto conclui:

Desemprego “record” em Cabeceiras e Celorico de Basto

Pág. 3
Pág. 3

Investigadora cabeceirense premiada pela Universidade de Vigo (Espanha)

cabeceirense premiada pela Universidade de Vigo (Espanha) Pág. 5 Pág. 5 A QUALIDADE SEMPRE PRESENTE HÁ
cabeceirense premiada pela Universidade de Vigo (Espanha) Pág. 5 Pág. 5 A QUALIDADE SEMPRE PRESENTE HÁ

Pág. 5

Pág. 5

A QUALIDADE SEMPRE PRESENTE HÁ 20 ANOS EM CABECEIRAS DE BASTO EM FRENTE ÀS BOMBAS

A QUALIDADE SEMPRE PRESENTE

HÁ 20 ANOS EM CABECEIRAS DE BASTO

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O semáforo de Basto

O semáforo de Basto R R R R R icardo Dourado, jovem estilista cabeceirense, continua a

RRRRR icardo Dourado, jovem estilista cabeceirense, continua a entusiasmar e impor-se na moda nacional. Neste fim-de- semana, no certame “Moda Lisboa”, Ricardo Dourado apresentou uma colecção baseada no ambiente vivido nos anos 30 do século passado. As semelhanças sócio- económicas entre os anos 30 e a actualidade despertaram o interesse de Ricardo Dourado que transcreveu, de uma forma interessante, o momento e as condicionantes de então e de agora para a moda. Ricardo Dourado, um exemplo de dinamismo e talento jovem.

Ricardo Dourado, um exemplo de dinamismo e talento jovem. N o passado dia 14 de Março,

N o passado dia 14 de Março, Manuel Monteiro, candidato a “solo” deputado pelo círculo eleitoral de Braga, Abílio Vilaça (presidente da Adere Minho) e Nóbrega Moura (presidente da Adbasto) elaboraram uma conferência-debate interessante sobre o desemprego e perspectivas futuras nas Terras de Basto. Conceitos e modelos de desenvolvimento foram enunciados e discutidos. Contudo, o futuro não aparenta ser pintado em agradáveis tons, tendo em conta os factos apresentados na conferência-debate. Com uma taxa de desemprego acima da média (já de si elevada) nacional, uma diminuição da oferta de emprego abrupta, um poder de compra diminuto e o super- endividamento de certas autarquias conduz as Terras de Basto, no seu conjunto, a repensar a curto prazo os seus modelos políticos e económicos de actuação.

O Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas da Gandarela aprovou uma moção (com 10 votos a favor e 3 contra) de censura à actuação do presidente do Conselho Geral Transitório, o autarca Joaquim Mota e Silva. Os subscritores da moção desejam que o processo de transição seja claro e imparcial, repudiando, desta forma, a pressão e o mal-estar provocados pelo autarca celoricense. A tendência é reforçar o “peso” e a responsabilidade da sociedade na escola, contudo, este processo tem de ser bem vigiado e protegido. Infelizmente, os políticos têm uma tendência, quase natural, de se infiltrarem nas associações (de qualquer índole) tornando-as plataformas das suas políticas e dos seus políticos. Algo desprezível mas real.

e dos seus políticos. Algo desprezível mas real. SERBASTO - GABINETE DE SERVIÇOS, LDA CAMPO DO
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20 de Março de 2009

No Agrupamento de Escolas de Gandarela Joaquim Mota e Silva está no centro da polémica

Conselho Pedagógico censura actuação do Presidente do Conselho Geral Transitório

Professores acreditam que “o processo de concurso para eleição do futuro Director Executivo poderá estar a ser orientado de forma pouco clara e transparente”

O Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas de Gandarela “perdeu a paciência” com Joaquim Mota e Silva, o Vereador da Câmara de Celorico que preside ao Conselho Geral

Transitório, a Assembleia de Agrupamento que terá a responsabilidade de eleger o próximo Director Executivo do Agrupamento de Escolas. Ao que “O Basto” conseguiu apurar são insistentes os rumores de que um militante do PSD local, com grandes responsabilidades no concelho e próximo de Joaquim Mota e Silva, poderá ser candidato ao concurso público, que

está aberto até à próxima terça-feira dia 24 de Março. Ao que conseguimos apurar, a esmagadora maioria dos professores e funcionários da escola estará indignada e revoltada com uma eventual manipulação e instrumentalização política do Agrupamento de Escolas de Gandarela, por parte de Joaquim Mota e Silva, Presidente da Comissão Política do PSD/Celorico e

ao que tudo indica, candidato à Câmara Municipal pelo mesmo partido.

A proposta esmagadoramente aprovada em Conselho Pedagógico e subscrita pelo Dr. Manuel Sousa Pereira, um dos professores mais antigos do Agrupamento, refere que devido a este

facto, “a imparcialidade na análise das candidaturas a Director Executivo poderá estar posta em causa, devido à conjugação destes interesses”.

posta em causa, devido à conjugação destes interesses”. Marco Gomes (Sub-Director) Discussão do Regulamento que

Marco Gomes

(Sub-Director)

Discussão do Regulamento que enquadra o processo de concurso para eleição do futuro Director foi “a gota que fez transbordar o copo”. Direcção Regional de Educação do Norte suspendeu deliberação do Conselho Geral Transitório proposta por Joaquim Mota e Silva

De acordo com a deliberação do Conselho Pedagógico, terá sido aprovada em reunião do Conselho Geral Transitório, uma proposta de Regulamento que enquadra a forma como se vai desenrolar o Concurso Público para eleição do Director, que terá sido objecto de uma impugnação enviada para a Direcção Regional de Educação do Norte, que posteriormente terá dado indicações expressas a Joaquim Mota e Silva para não enviar o aviso de abertura de concurso para eleição do futuro Director Executivo para Diário da República, até que fosse verificada a legitimidade legal dos procedimentos adoptados. A deliberação tomada pelo Conselho Geral Transitório, segundo as nossas fontes, terá sido suspensa pela DREN.

Convocatórias para a reunião do passado dia 26 de Fevereiro do Conselho Geral

Transitório só foram enviadas para parte dos seus membros, tendo chegado em cima

da hora a outros Conselheiros

A proposta aprovada em Conselho Pedagógico fala ainda em clima de tensão existente na escola, pois no passado dia 26 de Fevereiro, “as convocatórias para a reunião do Conselho Geral transitório, nuns casos terem chegado em cima da hora aos membros do órgão, e noutros casos alguns Conselheiros não a terem recebido sequer, o que contraria o disposto no código do procedimento administrativo, que refere explicitamente que as convocatórias para reuniões devem ser enviadas com um prazo mínimo de 48 horas de antecedência. Por tudo isto, o Conselho pedagógico considera, “que a acção do Presidente do Conselho Geral Transitório, com a prática de irregularidades, está a afectar gravemente a imagem de rigor, transparência e seriedade, com que sempre foram tratados e deliberados os assuntos

no

Agrupamento de Escolas de Gandarela”.

O

que é estranho, continua a proposta

aprovada, “é que o Presidente do Conselho Geral Transitório tem demonstrado com a sua acção, que pretendia acelerar o processo

para a eleição do futuro Director Executivo

do Agrupamento, mesmo que para isso fosse

Director Executivo do Agrupamento, mesmo que para isso fosse Agrupamento de Escolas de Gandarela de Basto

Agrupamento de Escolas de Gandarela de Basto vive um período de grande instabilidade que se está a reflectir no ensino/aprendizagem. Conselho Pedagógico do Estabelecimento de Ensino “aponta o dedo” a Joaquim Mota e Silva como causador dessa mesma instabilidade

necessário atropelar a lei e os regulamentos vigentes”, concluem.

Joaquim Mota e Silva defende-se com “insinuações gratuitas de alguns professores”

Entretanto, em declarações efectuadas ao Jornal Diário do Minho no passado dia 11

de Março, Joaquim Mota e Silva refuta todas as acusações que lhe são feitas e garante que “tudo não passa de insinuações gratuitas de um grupo de professores que não sabe aceitar as regras democráticas, porque todo o processo é lícito, está devidamente clarificado em actas e a DREN acompanhou todos os passos”.

Quase 5 meses depois da eleição de Joaquim Mota e Silva…

Agrupamento de Escolas de Gandarela (ainda) sem Regulamento Interno aprovado

Segundo alguns professores “atrasos estão a provocar instabilidade no processo ensino/aprendizagem e por consequência a prejudicar os alunos”

O

Consulado de Joaquim Mota e Silva como Presidente do Conselho Geral Transitório,

elaborar uma proposta de regulamento

de

acordo com vários docentes contactados pelo Jornal “O Basto”, “tem sido tudo, menos

Interno aprovou por unanimidade a 22 de

pacífico”. A sua acção estará mesmo a interferir negativamente no processo ensino/ aprendizagem e por consequência na qualidade de ensino ministrada na escola, sendo os alunos os principais prejudicados com esta situação. O Regulamento Interno é um instrumento fundamental para garantir a qualidade do ensino/aprendizagem em qualquer escola, dado que estabelece princípios, direitos e deveres de todos os intervenientes no processo de ensino. Trata-se de um documento fundamental para prevenir, por exemplo, situações graves de indisciplina dentro e fora da sala de aula. E por isso, muitos

Janeiro o envio do documento para aprovação final na reunião do Conselho Geral Transitório realizada a 30 de Janeiro. Segundo as nossas fontes, o primeiro sinal de manipulação e instrumentalização do órgão aconteceu quando nessa mesma reunião, um membro do Conselho geral

professores e funcionários estão revoltados com os significativos atrasos na sua aprovação.

transitório propõe que seja dado um prazo

A

aprovação do Regulamento Interno do Agrupamento deveria ser praticamente o único

maior para discussão pública do documento,

objectivo do Conselho Geral Transitório, documento que deveria estar aprovado até 30 de Janeiro de 2009. Nessa altura, Joaquim Mota e Silva, aprovado o documento, deveria abrir o processo eleitoral para o Conselho Geral Definitivo, que teria a incumbência de

o que sucedeu até 16 de Fevereiro. Praticamente no final do mês de Março, asseguram as nossas fontes, o Regulamento

abrir e encerrar o processo de concurso público para eleição do futuro Director Executivo

Interno da Escola apesar de estar praticamente

do

Agrupamento. Nada disso foi feito, apesar de a Comissão para a elaboração da proposta

pronto e em condições de ser aprovado desde

de

regulamento interno, presidida por Joaquim Mota e Silva ter cumprido todos os prazos

23 de Janeiro passado persiste na gaveta, pois

legais para ser aprovada até 30 de Janeiro. Eleito no passado mês de Novembro Presidente do Conselho Geral Transitório, Joaquim Mota e Silva prometeu assumir-se como um factor de estabilidade e cooperação com o órgão executivo e com a escola, assumindo o compromisso de se manter transitoriamente no cargo e aprovar o Regulamento Interno do Agrupamento até ao passado dia 30 de Janeiro de 2009. O mais estranho no meio disto tudo é que a Comissão encarregue de

estranho no meio disto tudo é que a Comissão encarregue de Escola da Gandarela continua sem

Escola da Gandarela continua sem Regulamento Interno, quase cinco meses depois de Joaquim Silva ter assumido o Conselho Geral Transitório

concluem as nossas fontes, “para o Presidente do Conselho Geral Transitório, a prioridade parece ser a eleição do próximo Director Executivo do Agrupamento. A melhoria do processo ensino/aprendizagem, o interesse dos alunos, dos professores e dos funcionários do Agrupamento que adviriam com a aprovação do Regulamento Interno, parece não preocupar Joaquim Mota e Silva”, concluem.

Projecto vem sendo desenvolvido desde o início do ano lectivo…

Agrupamento de Escolas de Gandarela promove Feira de Plantas Hidropónicas

A Escola EB 2 e 3 de Gandarela de Basto promoveu na passada quarta-feira, dia 11 de

Março, uma Feira de Plantas Hidropónicas. Este projecto de grande interesse pedagógico

e didáctico foi desenvolvido pelos alunos da disciplina de Ciências Naturais, sob coordenação do Professor Jorge Morgado e teve como principal objectivo assimilar as técnicas de cultivo de plantas hidropónicas em estufa, o que se revelou uma experiência muito útil do ponto de vista pedagógico. As plantas foram semeadas, tratadas diariamente, cresceram, ganharam beleza e no passado dia 11 de Março foram expostas e vendidas a professores e

a encarregados de educação no “hall” do estabelecimento de ensino.

Em declarações ao Jornal “O Basto”, o responsável pelo projecto, Professor Jorge Morgado referiu que o projecto de cultivar plantas hidropónicas

em estufa, cumpriu todos os objectivos, tendo mobilizado e despertado interesse dos alunos e dos encarregados de educação. Os alunos, adoraram pois foi uma actividade orientada para o saber fazer e inclusivamente, houve vários encarregados de educação que se deslocaram à escola para presenciar este projecto “in loco”.

A

ideia ganhou forma no início do ano lectivo com

o

projecto a ser proposto ao Conselho Executivo,

com o projecto a ser proposto ao Conselho Executivo, que dada a sua utilidade, a sua

que dada a sua utilidade, a sua dimensão prática e relevância pedagógica, foi bem acolhido pelo Conselho Executivo, na pessoa do Professor Horácio Lima. Seguidamente, foi disponibilizada uma sala no interior da escola para proceder ao cultivo das plantas em estufa, foi feito um pequeno mas necessário investimento em materiais, trabalho que agora “deu os seus frutos”, com as plantas a serem vendidas à comunidade educativa e o seu lucro a reverter para aquisição de material para dar uma maior sustentabilidade a este projecto. Hidroponia – É a ciência de cultivar plantas sem

solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta. Na hidroponia, as raízes podem estar suspensas em meio líquido ou apoiadas em substrato inerte ( areia lavada por exemplo).

A palavra hidroponia deriva do grego hydro – água e ponos – trabalho.

Junta de Freguesia de Mondim assinala Dia Internacional da Mulher

Professor Jorge Morgado, incutiu noa alunos o gosto pelo cultivo de plantas hidropónicas

A Junta de Freguesia de Mondim de Basto informa em comunicado enviado à nossa redacção que tal como tem sucedido em anos anteriores, assinalou a celebração do dia Internacional da Mulher, oferecendo sempre uma mensagem e a entrega de uma rosa, por forma a nunca esquecer aquelas mulheres que no dia 8 de Março do ano de 1857 perderam as suas vidas lutando pelos seus direitos. Na mesma nota enviada à comunicação social a Junta de Freguesia de Mondim refere que pretende “com este gesto, chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher”.

e limitações que vêm sendo impostos à mulher”. EU MULHER! Olho-te deitado no chão dormindo na

EU MULHER!

Olho-te deitado no chão dormindo na lassidão abandonado, no braço de Morfeu. Nos roncos ressoando no quarto decifro a mensagem da singularidade masculina, machista, dono de todas as verdades, todas as vontades, todos os desejos. E eu me sinto um trapo, um nojo na múltipla dubiedade de papeis:

ora escrava, ora senhora, ora súbdita, ora majestade, ora serva, ora rainha, ora discípula, ora mestra. Mas, em todas as faces, todas as entidades, na essência de cada potestade a alma de eu mulher:

dócil, explosiva, maternal, eu sentimento, eu razão, passiva, frágil, impulsiva, inconstante, destemida, protectora, intuitiva, eu cabeça, coração, vida. Eu Mulher! Desce do pedestal – sê homem, me vejas mulher! Eu Mulher!

Ione Jaeger

Cabeceiras de Basto

Guias de Portugal desenvolvem projecto “saca-rolhas”

A Associação Guias de Portugal, 1ª Companhia de Cabeceiras de Basto, informa em comunicado enviado à nossa redacção, que em parceria com a empresa “GraNorte” – que se dedica ao fabrico de produtos de cortiça – está a desenvolver o projecto “Saca-Rolhas”. Este projecto, lançado pela AGP em 2005, consiste em recolher rolhas de cortiça usadas, recuperando-as para uma nova utilização.

Ao cooperar nesta causa os cidadãos estão a contribuir para a preservação do ambiente, reaproveitando um recurso natural – a cortiça –, e ainda a colaborar com instituições de solidariedade social, pois o valor que resulta da venda das rolhas para novo aproveitamento reverte a favor de uma destas instituições. “Aceite o desafio e colabore connosco”, prossegue o comunicado. Com um pequeno gesto está a contribuir para o serviço ao próximo e para o ambiente. Estão distribuídos vários “rolhões” pelo concelho – nas Galerias S. Miguel, no centro de catequese em Refojos, em vários restaurantes, na escola pré-escolar e ainda na Escola Primária.

na escola pré-escolar e ainda na Escola Primária. Associação Guias de Portugal Associação Empresarial de

Associação Guias de Portugal

Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras e Celorico debate hábitos alimentares e doenças sexualmente transmissíveis

AAssociação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto promoveu, no passado dia 27 de Fevereiro, uma palestra dedicada a dois temas extremamente importantes na sociedade actual, hábitos alimentares e doenças sexualmente transmissíveis”, informa a instituição em comunicado enviado à nossa redacção.

Estes assuntos merecem ser analisados e discutidos em qualquer faixa etária, contudo, quando falamos de jovens a pertinência de os discutir é claramente mais premente. “Esta palestra, realizou-se no âmbito da disciplina de Cidadania e Mundo Actual dos cursos de Educação e Formação de Jovens que esta Associação, enquanto Entidade Formadora e proprietária da Escola Profissional de Fafe, promove, assumindo-se assim como um agente de formação e socialização de cerca de uma centena de formandos que frequentam estes cursos no concelho de Fafe”,

Associação Empresarial promove debate sobre saúde

prossegue o comunicado. O principal objectivo foi esclarecer eventuais dúvidas que os jovens possuíssem, quer em relação aos riscos de uma sexualidade irresponsável, quer em relação aos distúrbios alimentares, sensibilizando-os para a importância de adoptar hábitos de vida saudáveis, pois estão em causa factores associados a várias doenças características do nosso tempo e da nossa sociedade. A palestra foi dinamizada pela formadora de Cidadania e Mundo Actual, Dr.ª Alice Alves, pelo Enf.º Ricardo Gonçalves e pela Dr.ª Dulce Lemos, os quais foram unânimes em afirmar que o melhor remédio é a prevenção, quer no que concerne às doenças sexualmente transmissíveis, quer no que diz respeito às doenças provenientes de maus hábitos alimentares.

às doenças provenientes de maus hábitos alimentares. Dia do Pai – 19 de Março AUGUSTO TEIXEIRA

Dia do Pai – 19 de Março

AUGUSTO TEIXEIRA

(1932 - 2008)

“As pessoas de quem gostamos não morrem. Apenas deixam de ser vistas!”

Os teus filhos:

Olga, Augusto, Ester, Isabel, Elvira e Vítor

Conferência sobre Desemprego promovida pela adbasto dá a conhecer a triste realidade de centenas de famílias na nossa região

Cabeceiras e Celorico de Basto batem “record” de Desempregados

O desemprego em Cabeceiras e Celorico de Basto aumentou para níveis assustadores,

segundo dados revelados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional relativos ao mês de Janeiro. Em Cabeceiras de Basto em Janeiro havia 1145 desempregados, contra 1021 pessoas inscritas em igual mês de 2008, o que corresponde a um aumento de 12% de cidadãos à procura de emprego em apenas um ano. Em Celorico de Basto, o panorama é idêntico com o desemprego a atingir “records”, para desespero dos cidadãos e das famílias. Em Celorico, em Janeiro de 2008 havia 1114 desempregados, número que subiu para os 1225 em Janeiro de 2009, o que corresponde a um aumento de 9,9%.

Situação está “deses-

perar” muitas famílias que

já não sabem o que fazer!

Estes dados relativos ao desemprego nas Terras de

Basto, foram revelados na

Conferência/Debate

promovida pela adbasto no passado dia 14 de Março, na Escola EB 2 e 3 de Arco de Baúlhe e que contou com a presença de Manuel Monteiro, Candidato a Deputado pelo círculo de Braga nas próximas eleições

legislativas, Abílio Vilaça, Presidente da Adereminho e Nóbrega Moura, Presidente da adbasto.

O panorama do desemprego em Ribeira de Pena é sensivelmente mais atenuado, com o número

de desempregados a subir de 414 em 2008, para 470 em Janeiro de 2009, o que corresponde a um

aumento de 5%. Em Mondim de Basto o desemprego regista uma ligeira subida de 2008, altura em que existiam 396 inscritos no Centro de Emprego, para Janeiro de 2009 em que aparecem inscritos 402 cidadãos sem emprego, o que corresponde a uma subida de apenas 1,5%.

Cabeceiras lidera “top” do Desemprego nas Terras de Basto Ainda segundo o observatório do Instituto de Emprego e Formação Profissional, os

indicadores locais de desemprego registado no último semestre apontam para Cabeceiras

de Basto 9,32% e para Celorico de Basto 8,96%.

Acresce a tudo isto, o facto de sermos uma das regiões mais pobres da Europa, com uma

capacidade de poder de compra abaixo da média nacional. Cabeceiras regista 44% de poder

de compra juntamente com Mondim e os cidadãos residentes em Ribeira de Pena e Celorico

apresentam um poder de compra mais baixo, de apenas 40%

Oferta de emprego cai menos 26% em Cabeceiras e menos 75% em Celorico No mesmo período e se analisarmos a oferta de emprego, verificamos que os dados não são

animadores. Em Cabeceiras e Celorico os respectivos municípios mostram-se incapazes de fixar pessoas e neste espaço a oferta de emprego caiu para níveis inimagináveis, menos 26% em Cabeceiras e menos 75% em Celorico, quando comparados com Janeiro de 2008. Estes dados revelam que a continuarmos por este caminho, corremos o risco de assistirmos dentro

por este caminho, corremos o risco de assistirmos dentro Nóbrega Moura, Presidente da adbasto, efectuou uma

Nóbrega Moura, Presidente da adbasto, efectuou uma radiografia preocupante da situação da Região em termos de desempregados

de

poucos meses a uma tragédia social de enormes consequências, atendendo à asfixia que

os

cidadãos residentes nestes concelhos estão a ser sujeitos.

ARCA promove Noite de Fados com fim social

Receitas reverteram para a construção do Lar/Creche

AArca ( Associação Recreativa e Cultural de Arco de Baúlhe) promoveu no passado dia 14 Março no Empreendimento Turístico da Devesa em Basto ( Santa Senhorinha), uma Noite

de Fados, que encheu por completo aquela unidade hoteleira.

A população do concelho de Cabeceiras de

Basto aderiu em massa a uma iniciativa que

teve como principal objectivo, a angariação de fundos para o projecto de construção do Lar/ Creche, que aquela instituição de Arco de Baúlhe está a edificar no Lugar de Morgade.

A iniciativa englobou um Jantar no decorrer do

qual os participantes puderam assistir a pequenos números de teatro, por sinal bem divertidos, protagonizados pelo grupo cénico daquela

bem divertidos, protagonizados pelo grupo cénico daquela Noite de Fados da ARCA foi um sucesso associação.

Noite de Fados da ARCA foi um sucesso

associação. O prato forte da iniciativa, foi mesmo a Noite de Fados, com a presença de seis fadistas

da cidade do Porto, que entoaram o Fado de

Lisboa de uma forma que encantou os presentes.

A Direcção da adbasto e o Jornal “O Basto” fizeram questão de estar presentes nesta

iniciativa, que consideramos de grande relevância e interesse do ponto de vista social, felicitando a Direcção da ARCA por esta acção, colocando as folhas do nosso jornal à vossa

disposição, para publicitação de outras iniciativas que visem angariar fundos para a Construção do Lar/Creche, empreendimento que consideramos fundamental para o desenvolvimento do concelho, nomeadamente no apoio aos jovens e aos idosos.

“Estudo sobre o desenvolvimento sócio – económico das regiões da Galiza e do Norte de Portugal contribui para o conhecimento da Euro-Região”

Jovem Cabeceirense premiada pela Universidade de Vigo

Elvira Pacheco Vieira é Mestre em Economia pela Universidade do Minho e Doutorada em Economia Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela

Elvira Pacheco Vieira, natural de Cabeceiras de Basto, professora do Instituto Português

de Administração de Marketing - Porto e investigadora do NEEII (Núcleo de Investigação

em. Economia Europeia, Industrial e Internacional) - Universidade do Minho, recebeu um

prémio de investigação/2008 da Universidade de Vigo por um estudo sobre o desenvolvimento socio-económico das regiões da Galiza e do Norte de Portugal.

O estudo, que tem como subtítulo “Análise Econométrica da Euro-região Galiza-Norte de

Portugal (1995-2002)”, foi premiado pela Cátedra da euro-região Galiza-Norte de Portugal por contribuir para o conhecimento dos processos de desenvolvimento sócio-económico na região. Elvira Vieira é licenciada em Relações Internacionais Económicas e Políticas e Mestre em Economia pela Universidade do Minho e Doutorada em Economia Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha.

O prémio atribuído é de um valor

pecuniário de seis mil euros e inclui também a publicação do trabalho premiado. No processo de selecção do trabalho, o Júri valorizou tanto o rigor da investigação como a sua contribuição para conhecimento do processo de evolução da zona em análise e do papel

que o capital humano desempenha na possibilidade de convergência nos

níveis de desenvolvimento regional.

O trabalho aborda o aumento do

protagonismo concedido à política regional comunitária, cuja dotação orçamental tem

aumentado exponen-cialmente de ano para ano, e vem incentivando a progressiva

realização de trabalhos regionais, com maiores níveis de desagregação espacial.

«O presente estudo - assinala o resumo - incide sobre as NUTS III da Euroregião Galiza-

Norte de Portugal, no qual procuramos identificar as semelhanças e assimetrias regionais, através da análise comparativa das principais variáveis macroeconómicas, para o período

compreendido entre 1995 e 2002, para depois estabelecer a relação empírica entre o capital humano e o processo de crescimento económico de cada região».

Em declarações à Lusa, Elvira Pacheco Vieira, que considera o prémio como incentivo para continuar

a investigação, adiantou que as duas regiões estão a convergir em termos de desenvolvimento,

embora para pontos distintos: “Grosso modo, pode, por exemplo, dizer-se que a zona da Corunha

e a do Grande Porto têm uma evolução semelhante, o mesmo acontecendo com Vila Real e Lugo”.

semelhante, o mesmo acontecendo com Vila Real e Lugo”. Jovem investigadora da Universidade do Minho obteve

Jovem investigadora da Universidade do Minho obteve reconhecimento internacional

Confraria Gastronómica dos Milhos reúne em Ribeira de Pena

“A bonita igreja Matriz do Divino Salvador em Ribeira de Pena foi no último sábado o antro magnífico para a cerimónia das primeiras entronizações da Confraria Gastronómica dos Milhos”, pode ler-se no site da Câmara Municipal de Ribeira de Pena na Internet. Presentes entre outros os Presidentes das Câmaras de Ribeira de Pena, Dr. Agostinho Pinto, Boticas, Eng.º João Campos, e Chaves, Dr. João Batista e confrades das Confrarias do Vinho Verde, Gastrónomos do Minho, (as confrarias madrinhas), “Panela ao Lume”, e da Carne Barrosã”

O Presidente da Câmara Municipal de

Ribeira de Pena, Dr. Agostinho Pinto

manifestou a sua satisfação pela realização

da iniciativa. “Havia a solicitação de várias

pessoas para se criar uma confraria que desse vida a uma tradição que existe em Ribeira de Pena que é a confecção de um prato característico como são os milhos. Nesse sentido desde há um ano para cá começámos a trabalhar para a criação desta confraria agora constituída. Temos

aqui algumas confrarias convidadas, houve pessoas que aderiram. Penso que o mais importante é divulgar a nossa cultura e os valores gastronómicos que temos aqui no concelho. Nós além da confraria, que agora tem

esse papel de divulgar esse prato, vamos ter já no próximo fim-de-semana, o “O II Fim-de- semana gastronómico em que vamos divulgar as potencialidades deste produto”.

Ao todo foram entronizados, 10 Confrades Fundadores, 41 Efectivos e 12 Honorários. Foram

também homenageadas as cozinheiras Maria da Glória Leitão e Rosalina Alves (a titulo póstumo).

A “oração de sapiência” coube ao Dr. Francisco Sampaio , Juiz da Confraria dos Gastrónomos

do Minho, tendo o Prof. João Leite Gomes, Confrade Fundador , coordenado a cerimónia.

Nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena, foram servidos os

milhos, acompanhados com os “entreténs de boca”, e os doces de romaria (cavacas, pão de

ló, e basófias). O vinho verde Casal de Morgade foi óptimo parceiro nesta jornada

gastronómica que cumpriu ainda um Roteiro Camiliano.

Foto de família da Confraria dos Milhos em frente à Igreja Matriz de Ribeira de Pena

Foto de família da Confraria dos Milhos em frente à Igreja Matriz de Ribeira de Pena

Vice-Presidente da Assembleia da República visita Agrupamento de Escolas de Gandarela

“Há

que

apresentam sinais exteriores de riqueza

incompatíveis com os seus rendimentos”

Deputado Nuno Melo sensibilizou os alunos para uma maior participação na vida cívica, cultural e associativa da sua comunidade

O Deputado e vice-presidente do parlamento Nuno Melo, afirmou no passado dia 9 de Março na

Escola EB 2 e 3 de Gandarela de Basto que há autarcas em Portugal que apresentam sinais exteriores de riqueza incompatíveis com os rendimentos que auferem como eleitos. Aquele parlamentar do CDS/PP, que detém uma das quatro vice-presidências da Assembleia da República, falava numa Conferência/Debate subordinada ao tema “Participação dos Jovens na vida Pública” que reuniu cerca de 70 alunos e professores daquele Agrupamento de Escolas.

Porque é que as pessoas têm uma imagem tão má dos políticos, associando-os muitas vezes a casos de corrupção? Foi a esta questão colocada por uma aluna do 9º Ano de escolaridade que Nuno Melo procurou dar resposta. Na sua perspectiva, “não há nenhum regime que funcione sem uma justiça forte. É absolutamente inadmissível que haja tantas notícias sobre corrupção na vida pública que saem nos órgãos de comunicação social e depois essas mesmas pessoas nada lhes aconteça e não

sejam responsabilizadas pela justiça. É necessário que haja uma justiça forte para que não

se instale nos cidadãos um sentimento de impunidade e a ideia de que tudo é permitido aos

políticos, mesmo enriquecer, servindo-se da sua função para proveito próprio”. Recordando que a política deve ser entendida como uma actividade nobre, Nuno Melo incentivou

os jovens a participar e envolverem-se na vida associativa, cultural e desportiva da sua freguesia

e do seu concelho, incentivando o voluntariado e o serviço cívico àqueles que mais precisam. Referiu ainda que é membro de um pequeno partido, mas que apesar de ser Deputado à Assembleia da República nunca deixou de exercer advocacia, pois tem escritório na cidade

de Guimarães, onde procura desenvolver a sua vida normal fora da actividade política.

Contra o fim das reprovações no ensino básico e contra o regime de faltas proposto pelo Ministério da Educação Questionado por um professor sobre o que pensa da ideia do Ministério da Educação acabar com as reprovações até ao 9º Ano de escolaridade, Nuno Melo não tem dúvidas: “a Educação deve ser pautada pela exigência e não pelo facilitismo. Se criarmos condições para que toda a gente passe, mesmo sem saber estamos única e exclusivamente a trabalhar para as estatísticas (o que é muito bonito, mas não resolve o problema) mas não estamos a facilitar a vida àqueles jovens que dentro de poucos anos vão entrar no mercado de trabalho. Para haver emprego é necessário jovens qualificados, caso contrário a situação agravar-se-á consideravelmente. Sobre o novo regime de faltas que tem sido contestado pelos alunos do ensino básico e secundário, Nuno Melo é peremptório: “ter colocado as faltas por doença dos alunos a contar para a reprovação por falta de assiduidade, foi um erro e ainda bem que o Governo recuou, pois não se esperava outra coisa. É preciso distinguir muito bem aquele aluno que falta porque está doente e não pode ir à aula, do aluno que falta sistematicamente, não estando doente”.

Vice-Presidente da Assembleia da República encantou os jovens da Escola da Gandarela

autarcas

em

Portugal

os jovens da Escola da Gandarela autarcas em Portugal Um sonho antigo tornado realidade… Mondinense inaugura

Um sonho antigo tornado realidade…

Mondinense inaugura relvado com vitória sobre o Prado

O Mondinense, única equipa das Terras de Basto que disputa o Campeonato Nacional de

Futebol da III Divisão, série A, acaba de inaugurar o relvado do Estádio Municipal, assinalando o feito com uma vitória sobre o Prado por 3-1.

A inauguração do tapete verde, contou com

a presença de numeroso público e da massa

associativa que nunca deixou de apoiar a equipa presenciando um momento histórico

desta colectividade, que é das mais antigas

e populares da região de basto.

Refira-se que o Mondinense tem jogado grande parte da época fora do seu terreno, precisamente em virtude de terem decorrido obras de arrelvamento do Estádio Municipal. No aspecto desportivo e ao contrário do que sucedeu na última época,

onde o clube atingiu um feito histórico, ao classificar-se no 7º lugar da classificação, na presente época as coisas não têm corrido de

feição para o clube, que ocupa a ante-penúltima posição da tabela classificativa, preparando-

Mondim de Basto tem finalmente um relvado em excelentes condições para a prática desportiva

relvado em excelentes condições para a prática desportiva se agora para disputar a “poule” de permanência

se

agora para disputar a “poule” de permanência no Nacional da III Divisão.

O

relvado e o regresso a casa do Mondinense serão agora um importante estímulo para que

o

clube consiga atingir o seu objectivo, que passa pela manutenção no Nacional de Futebol.

Está bem

façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo. Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que,

pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das “melhores posições no Mundo” para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma

o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos

de conta que o “Magalhães” é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que “quem se mete com

o PS leva”. Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava

mesmo era de “malhar na Direita” (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por “onde é que eu ia começar” a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a “falta de liberdade”. E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos. Mário Crespo (in Jornal de Notícias de 09/02/2009)

interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos. Mário Crespo (in Jornal

Serão as coisas passadas hoje impossíveis?

Serão as coisas passadas hoje impossíveis? *António Basto Vamos ver. Introduzo história e depois o presente

*António

Basto

Vamos ver. Introduzo história e depois o presente Acompanhem-me, pois, nesta viagem. Os herdeiros políticos de Júlio César do partido dos populares, decapitaram a oposição (havia dois partidos, os optimates e os populares, uma espécie de direita e esquerda) proscrevendo centenas de cidadãos Romanos influentes, incluindo Marco Túlio Cícero, expoente máximo

do republicanismo. De seu corpo, teve a cabeça e mãos expostas na tribuna rostrada (palanque no Fórum Romano onde ele havia pronunciado as célebres Filípicas) intencionalmente transformado em patíbulo, para se patentear, pelo macabro simbolismo, o violentíssimo sinal da absoluta censura política. Tomado o consulado, magistratura outorgada com uso de violência sobre o Senado (…disse o centurião mostrando o gládio: “se o não fizerdes este o fará”, relata-nos Seutónio na sua biografia de César Augusto, in As Vidas dos Doze Césares), assume César o poder sem oposição, e com a sua maioria no Senado reduz quase a formalidades as instituições republicanas de Roma, deste modo enfraquecidas. Para ele isso era uma questão de governabilidade, afirma-o a seu modo o mesmo Seutónio. Note-se que foi um César que, provada

a inocência da sua mulher num caso de alegado adultério, repudiou-a, dizendo - “À mulher de

César não basta ser séria é necessário parecer”. Movida a escala do tempo, afastada a violência física da política daquelas remotas épocas, (restando

a violência verbal) passo ao presente.

Ora, que temos hoje em Sócrates, herdeiro político de Guterres? Hoje, tomado o poder com a violência das falsas promessas, munido da sua maioria, ele, com o seu executivo, legisla (a qualidade parece duvidosa) na completa surdez, ou mesmo desdém relativamente às contribuições das

outras forças partidárias expressas na Assembleia (por cá não se chama Senado). Onde está a separação de poderes? O poder executivo e o legislativo, ainda que não formalmente, estão na prática nas mãos do governo, isto é, são aqueles dois poderes de um só – Sócrates. Escapa-lhe (ao que parece) apenas o poder judicial, valha-nos! È a República enfraquecida. Eis a governabilidade. Teremos agora, note-se, em Sócrates, mutatis mutandis, o estilo César acima aludido quanto à questão que só aos outros é que não basta só ser sério…? Retirando-se que as coisas passadas não são hoje impossíveis, cada um que entreveja a verdade sob o manto deste paralelo onde a história e o presente se enlaçam.

Servem fundamentalmente para empregar os amigos do Presidente da Câmara…

Manuel

Extinção das Empresas Municipais

Manuel Monteiro, candidato a Deputado pelo Distrito de Braga nas próximas eleições legislativas pelo Movimento Cívico Missão Minho, defende em declarações ao Jornal “O Basto” que as Empresas Municipais deveriam ser todas extintas! Se as Câmaras, através dos seus serviços não são capazes de desempenhar certas funções, então deveriam privatizar ou concessionar a privados essa actividade. Na sua perspectiva, as Empresas Municipais são as Empresas Públicas do Estado e servem fundamentalmente para empregar os amigos do Presidente da Câmara, para pagar favores a quem os apoiou ou para colocar os filiados do partido vencedor que não tiveram lugar na vereação”

Segundo Manuel Monteiro, “há até casos em que as Empresas Municipais servem para acordos, entre quem ganha as eleições e quem as perde. É um escândalo o que se passa de Norte a Sul, nesta matéria e é um escândalo de que poucos falam. O poder autárquico tem feito muita coisa boa, mas se houvesse coragem muitos Presidentes de Câmara seriam denunciados pela forma como governam e alimentam clientelas, nos seus Concelhos. Fala-se muito do Dr.Alberto João Jardim na Madeira, mas nada se diz da prepotência e do poder destes novos senhores

feudais”, prossegue Manuel Monteiro “que usam as Câmaras para fazerem o que bem lhes apetece, enquanto em muitos casos asAssembleias Municipais são meros verbos de encher e engolem tudo o que a Câmara lhes apresenta”

“Presidentes de Câmara são os “patrões” dos concelhos e comportam-se como proprietários dos bens municipais”

E o problema é ainda maior quando os Presidentes de Câmara são ao mesmo tempo PATRÕES,

que apesar de gerirem o erário público se comportam como proprietários dos bens municipais

e controlam os votos em função dos empregos que podem criar. E tudo isto à custa dos

nossos impostos. “Desculpe, mas quando falo disto fico profundamente irritado. O problema não é do partido A ou B é de todos, sem excepção! Contam-se pelos dedos de uma mão os

Presidentes de Câmara que são diferentes. Felizmente conheço alguns cuja integridade está acima de qualquer suspeita”, conclui.

Numa organização da Junta de Freguesia…

Contar, Cantar e Pintar Mondim anima a Vila entre 2 e 4 de Maio

“Os nossos rios” será o tema desta iniciativa cultural

defende

Monteiro

será o tema desta iniciativa cultural defende Monteiro Manuel Monteiro defende fim das Empresas Municipais, tantas

Manuel Monteiro defende fim das Empresas Municipais, tantas vezes associadas a favores políticos

“ A Freguesia de Mondim de Basto irá dar sequência ao evento Contar, Cantar e Pintar Mondim, com uma II edição. A continuidade desta iniciativa resulta do sucesso do modelo que originou uma reflexão sobre esta terra, torrão natal, berço de poetas, homens de trabalho e arte, recanto

mágico”, pode ler-se num comunicado enviado pela Junta de Freguesia ao nosso jornal. Nesta

II edição, o modelo será mais curto, apenas dos

três dias, 2 a 4 de Maio, com a temática chave do evento a incidir sobre « Os Nossos Rios». De entre as várias actividades a desenvolver,

no primeiro dia haverá algumas palestras/ conferências, que abordarão a importância

do rio como âncora de desenvolvimento do Concelho, associado a uma matriz natural, lúdica e turística, todavia em perspectivas que os distingam uns dos outros. A abordagem a este tema central reunirá um conjunto de oradores, com destaque para a participação de Monsenhor Pe.

Ângelo Minhava, os jornalistas António Costa Pereira, Dr. José Alberto Faria, José Teixeira da Silva

e um técnico convidado, ligado à área da preservação da natureza e ambiente. Como não poderia

Freguesia de Mondim prepara-se para mais uma jornada cultural

de Mondim prepara-se para mais uma jornada cultural deixar de acontecer, estará patente uma exposição de

deixar de acontecer, estará patente uma exposição de fotografia e pintura dos artistas mondinenses. Ao mesmo tempo, com a colaboração destes, o evento pretende lançar um concurso, subordinado à temática dos rios, nas modalidades: fotografia, pintura e escrita. Para todos os interessados em participar neste concurso, devem contactar ou deslocar-se a Junta de Freguesia de Mondim de Basto para formalizar a sua inscrição e obter as normas que irão regulamentar os referidos concursos. O segundo dia do evento dará lugar à homenagem ao Poeta, Escritor e Ex. Director do

antigo Externato de Nossa Senhora da Graça, Dr. Nelson Vilela, feita pelos antigos alunos, professores. Ao fim da tarde, terá lugar a apresentação dos livros de José Teixeira da Silva e Adelino Ínsua. A Freguesia aproveitará para homenagear a obra histórico-jurídica, cultural e religiosa produzida pelo saudoso investigador Dr. António Borges de Castro atribuindo ao Acervo Documental da Junta de Freguesia o seu distinto nome. No Terceiro e último dia, segunda-feira,

o evento será destinado as escolas para visita a exposição e haverá uma apresentação de um livro em Homenagem aos 900 anos de D. Afonso Henriques, do autor Pedro Seromenho, finalizando com uma

sessão de encerramento, onde serão atribuídos os prémios dos concursos. Uma vez que a parte cultural não pode viver sem a expressão musical, haverá alguns momentos que servirão para suavizar

e engrandecer a alma com a chama que a música naturalmente desperta.

Piscina de Cabeceiras…

Empresa Municipal desceu (finalmente) Taxa de IVA para 20% mas manteve o preço de utilização

Utilizadores consideram atitude da empresa municipal um abuso e uma falta de respeito pelos utentes deste equipamento público

Após a chamada de atenção do Jornal “O Basto” na sua edição do passado mês de Janeiro de 2009, alertando para o facto da Empresa Municipal Emunibasto ter aumentado os preços de utilização da Piscina e cobrar ilegalmente aos utentes a taxa de IVA a 21% e não 20% conforme refere a lei, a Empresa Municipal repôs a Taxa de IVA, mas estranhamente não desceu o preço de utilização que se mantém nos 2,56 euros por sessão, no escalão principal dos 19 aos 59 anos. Recorde-se que os utilizadores no escalão entre os 19 e os 59 anos, que até 31 de Dezembro pagavam 2,50 euros por senha passaram a pagar a partir de 1 de Janeiro de 2009, 2.56 euros (mais 6 cêntimos/12 escudos). Cada entrada na Piscina, no escalão principal, passa agora a custar 513 escudos e 23 centavos em moeda antiga, um preço manifestamente exagerado e praticamente inacessível aos cabeceirenses de baixos rendimentos, que necessitam de utilizar a Piscina por questões de saúde.

necessitam de utilizar a Piscina por questões de saúde. Em janeiro, utentes da piscina foram confrontados

Em janeiro, utentes da piscina foram confrontados com novo aumento. O iva cobrado aos utilizadores desceu de 21 para 20%, mas o preço manteve-se. Que justiça é esta?

Uma Piscina para Cabeceirenses ricos ou em boa situação económica Um equipamento social de grande alcance e extraordinária importância para o concelho, que foi anunciado, na sua inauguração, pela Câmara Municipal como uma mais valia em termos sociais, foi com a privatização e com a entrega da gestão a uma empresa municipal (curiosamente presidida pelo actual Presidente da Câmara), transformado num meio de obtenção de lucro para os “cofres” da Emunibasto, à custa dos Cabeceirenses. A Piscina é hoje utilizada por muitos cidadãos, a grande maioria de classe média/baixa que não vão lá para se divertir, mas fundamentalmente para tratar inúmeras patologias relacionadas com a coluna, considerada uma das doenças da moda. Para aqueles Cabeceirenses cujos rendimentos mensais ultrapassam os 1000 euros, este aumento apesar de exagerado, não tem qualquer reflexo no seu orçamento. A situação fica, no entanto, mais difícil para os Cabeceirenses de fracos recursos económicos e que têm obrigatoriamente de utilizar com regularidade a Piscina. Para esses o preço é quase inacessível, num equipamento que, como se comprova, afinal foi construído para cabeceirenses ricos ou em boa situação financeira.

Ribeira de Pena

Deputado do CDS/PP na Assembleia Municipal quer fim da cobrança de alugueres de contadores de água

Ângelo Ferreira propõe água e saneamento gratuitos para todos os cidadãos do concelho

O Deputado do CDS/PPnaAssembleia Municipal de Ribeira de Pena, em comunicado enviado ao Jornal “O Basto” refere que apresentou na última reunião da Assembleia Municipal, realizada no passado dia 27 de Fevereiro de 2009, um protesto contra a cobrança aos utentes de qualquer importância a título de preço, aluguer, amortização ou inspecção periódica de contadores ou outros instrumentos de medição dos serviços utilizados, porque refere, a cobrança destes serviços por parte da autarquia, contraria a actual Lei número 12/2008 de 26 de Fevereiro.

No mesmo protesto aquele Deputado Municipal solicita à Câmara o imediato cancelamento da cobrança da referida taxa, assim como a devolução aos munícipes das verbas ilegalmente cobradas. Na mesma reunião, aquele Deputado Municipal apresentou uma proposta na qual refere que à semelhança do que se verifica já há vários anos nas freguesias de Limões e Alvadia, também os munícipes das freguesias de Salvador, Cerva, Santo Aleixo, Canedo e Santa Marinha, fiquem isentos do

pagamento do consumo de água, saneamento e limpeza. O Deputado não especifica no entanto, qual o resultado das votações e se a proposta foi ou não aprovada. A Câmara Municipal de Ribeira de Pena é desde 2001 governada por uma coligação entre o PSD e o CDS/PP.

2001 governada por uma coligação entre o PSD e o CDS/PP. Câmara Municipal de Ribeira de

Câmara Municipal de Ribeira de Pena

OOOOO BAIXO-BARROSOBAIXO-BARROSOBAIXO-BARROSOBAIXO-BARROSOBAIXO-BARROSO

Escola primária e lar de idosos conviveram no Carnaval

Escola primária e lar de idosos conviveram no Carnaval Março a escaldar traz praga de incêndios

Março a escaldar traz praga de incêndios

Momento do convivio entre ciranças e idosos Separados, apenas, por meia dúzia de metros, mas sempre unidos em alturas de festa, a Escola Primária de Salto e o Lar de Idosos Nª Sª do Pranto confraternizaram em época de Carnaval. Os mais pequenos, trajados a rigor, visitaram as instalações do lar em ambiente absolutamente festivo e quando “invadiram” a sala de convívio foram surpreendidos por alguns dos idosos que também estavam mascarados! Um final de tarde diferente com um sorriso enorme de miúdos e graúdos.

II Passeio TT - B.V. Salto

Realizou-se no passado dia 28 de Fevereiro o segundo passeio em todo terreno para motos. A concentração começou bem cedo junto ao novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Salto. Oriundos, sobretudo, dos concelhos de Montalegre e de Cabeceiras de Basto, os pilotos mostraram habilidade para contornarem os caminhos sinuosos traçados para o evento. Além da prova, os participantes confraternizaram durante o pequeno-

almoço, lanche, jantar e na discoteca Rails onde houve um espectáculo habitual nas festas motards…

onde houve um espectáculo habitual nas festas motards… Imagem mostra a dureza do percurso Grupo de

Imagem mostra a dureza do percurso

Grupo de Jovens da Paróquia de Salto lança “Ad Saltum”

Sérgio Mota (Correspondente)
Sérgio Mota
(Correspondente)
Salto lança “Ad Saltum” Sérgio Mota (Correspondente) Incêndios não tem dado descanso aos soldados da paz

Incêndios não tem dado descanso aos soldados da paz Ainda nem sequer chegamos ao final do mes de Março mas o número de incêndios que já se registam no País é comparável ao atingido no verão. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) contabilizou 898 fogos florestais desde o início do mês até ao dia 16.O passado fim-de-semana de 14 e 15 de Março foi o que registou um maior número de ocorrências: a ANPC contabilizou 341 fogos combatidos por 2.715 bombeiros que foram auxiliados por 700 viaturas. Na região do Baixo-Barroso a sirene dos Bombeiros Voluntários de Salto tem tocado com grande frequência e ao que conseguimos apurar só no mês de Março, nos sucessivos incêndios, já foram consumidos alguns hectares de floresta.

Jogo do pau de Salto presente na sexta-feira 13 de Montalegre

do pau de Salto presente na sexta-feira 13 de Montalegre O grupo de jovens da paróquia
do pau de Salto presente na sexta-feira 13 de Montalegre O grupo de jovens da paróquia

O grupo de jovens da paróquia de Salto lançou o boletim “ Ad

Saltum”. Trata-se de um folheto de quatro páginas onde todos

os meses são apresentadas actividades realizadas, histórias sobre

igrejas e santos, provérbios, anedotas, etc. No editorial do mês de Fevereiro, o pároco António Ferreira debruçou-se sobre a palavra crise «Devemos admitir que nestes tempos de crise não é fácil preencher estas magras quatro páginas de partilha. São tempos de crise sobretudo de ideias e acção. Todos nós constatamos a crise e falamos dela, mas na verdade pouco operamos para a combater e ultrapassar». No final do mês de Março é conhecido o terceiro número do “Ad Saltum”.

Março é conhecido o terceiro número do “Ad Saltum”. António Ferreira, natural de Alijó, é pároco

António Ferreira, natural de Alijó, é pároco de Salto à quase 3 anos

G.D.C. Salto recupera e ainda sonha com subida à honra

Diogo Cão 1 – Salto 1 / Salto 3 – Mateus 1/ Salto 3 – Régua b 1

O Grupo Desportivo e Cultural de Salto

somou sete pontos, em nove possíveis, nas últimas 3 jornadas disputadas no campeonato da 1ª divisão da A.F. de Vila Real. Depois de um jogo menos conseguido no reduto do Diogo Cão, onde não foi além

de um empate a uma bola contra uma equipa mal posicionada, a turma orientada por Abílio Barroso somou dois triunfos caseiros consecutivos de forma tranquila

e que alimentam, ainda, o sonho do

regresso ao escalão máximo da A.F. de Vila Real.

sonho do regresso ao escalão máximo da A.F. de Vila Real. G.D.C. Salto tem a sua

G.D.C. Salto tem a sua sede do edificio da Junta de Freguesia

Jogo do pau de Salto em acção em dia de bruxas!

Espectáculo inolvidável na vila de Montalegre com a celebração de mais uma “sexta-feira 13”, a segunda do ano. Milhares de pessoas numa envolvência que bateu todos os recordes de público. Um mar de gente que não se cansou de aplaudir uma noite que promete perdurar por largos anos. É já indiscutivelmente o evento, realizado em Montalegre, que mais fotografias provoca. Uma aposta da Câmara de Montalegre que desde 2003 tem prendido a atenção de milhares de visitantes vindos dos mais variados lugares do país. Uma “sexta-feira 13”, a segunda do ano, que mostrou um espectáculo diferente com muito som e luz numa encenação que começou na Praça do Município, percorreu a zona histórica terminando o cortejo no Castelo de Montalegre.A figura do Padre Fontes contínua incontornável. Mal subiu ao palco para esconjurar, foi sentido o aplauso de uma plateia que o acolheu com admirável atenção.«Montalegre já há muito tempo que é a capital do misticismo e tem a sorte de poder contar com o Padre Fontes, que se tornou no atractivo principal destes eventos. É a ele que se deve esta grande iniciativa, é a figura dele que consegue mobilizar esta gente», destacou o presidente da autarquia, Fernando Rodrigues.

Entre os muitos figurantes deste evento esteve o Jogo do Pau de Salto que fez várias demonstrações de uma arte que ainda é ensinada nas freguesias de Salto e em Bucos, Cabeceiras de Basto.

Um mar de gente junto ao castelo de Montalegre

ESTAÇÃO DE SERVIÇO * Comércio de Pneus Novos e Reconstruídos * Alinhamento de Direcções *

ESTAÇÃO DE SERVIÇO

* Comércio de Pneus Novos e

Reconstruídos * Alinhamento de Direcções * Calibragem de Rodas

Telef./Fax: 253 663 325

e-mail: dc-cci@netc.pt Sede e Armazém Frigorífico em: Lugar de Sobreiro - Real 4700 - 272

e-mail: dc-cci@netc.pt Sede e Armazém Frigorífico em:

Lugar de Sobreiro - Real 4700 - 272 BRAGA Telefone 253 625 644 -

Telef./Fax. 253 662 661

8

em: Lugar de Sobreiro - Real 4700 - 272 BRAGA Telefone 253 625 644 - Telef./Fax.

20 de Março de 2009

blogspot.com 25 Fevereiro 2009 Eis uma nova oportunidade para aprender a escrever Publicada por Marco

blogspot.com

25 Fevereiro 2009

Eis uma nova oportunidade para aprender

a escrever

2009 Eis uma nova oportunidade para aprender a escrever Publicada por Marco Gomes em www.remisso.blogspot.com

Publicada por Marco Gomes em www.remisso.blogspot.com

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Caretas ao Carnaval

Já sei que não ganho amigos com comentários

destes, e muito facilmente me atiram com a habitual “falta de moral para criticar”. Não nego que este ano, como no ano anterior, me descurei de participar no corso carnavalesco

de Arco de Baúlhe. Reserva-se-me, no entanto,

o direito de me indignar (como alguns) com a mediocridade em agravamento de uma festa de Carnaval já com pouco que faça diferença. Como valor acrescentado, então, o Corso do Arco não é tem nada que se aponte, nem mínimo que seja, em relação a muitos outros dos vulgarezinhos que se fazem por aí. Chega até a ser ridículo quer na imitação do trajecto da Procissão da Senhora dos Remédios, quer na forma gratuita com que se contrata gente de alterne para açucarar, de um burlesco paliativo, uma desapontada marcha de entrudo - que nas temperaturas, mesmo com o aquecimento global, ainda está muito longe do Rio de Janeiro. Mais se acrescenta que a instituição de um concurso de grupos com direito a prémio monetário só veio deturpar o sentido espontâneo e livre do Corso Carnavalesco do Arco. Se olharmos com olhos de ver, há uma clara associação entre o decréscimo de qualidade e participação no cortejo e o início da deriva competitiva nos últimos anos. É lamentável porque as “injustiças” na apreciação acumulam-se de ano para ano e desmotivam da mesma maneira. Mas isto tem solução? - tem:

Primeiro, a A.R.C.A. não tem de se sentir obrigada a organizar o Carnaval, nem pedinchar por apoios camarários ou oficiais que enviesam muitas vezes o sentido crítico, quer nos mascarados, quer no julgamento do juri contratado para distribuir subsídios de refeição fora-de-casa. Como empresa

privada que é, se entender que não vale o esforço, escusa de insistir e largar vinagre a torto e a direito.

E segundo, em alternativa, a Rua de Arco de Baúlhe e o Largo Justino de Sousa (Serra) são lugares

óptimos e os bastantes (nem atrapalham o trânsito) para um desfile acima e abaixo de gente mascarada nos 3 dias gordos, com uma Celebração das Carnes - quem sabe com vinho de bica aberta e mesas montadas com churrasco do bísaro e orelha cozida. Domingo e Segunda à Noite, então, deviam ser ponderados como bons momentos para também se fazer festa. Basta haver vontade. Se não houver, paciência: a eutanásia está na ordem do dia.

Publicada por Vitor Pimenta em www.malmaior.blogspot.com

Publicada por Vitor Pimenta em www.malmaior.blogspot.com Quarta-Feira, 18 de fevereiro de 2009 Batemos no fundo!!

Quarta-Feira, 18 de fevereiro de 2009

Batemos no fundo!!

Hoje é um daqueles dias em que nem apetece olhar os jornais, não há um que não fale do “chumbo” do empréstimo, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas (PRED), à Câmara Municipal de Celorico de Basto! Já nem condições temos para receber 900 000 Euros adiantados do Estado para pagar dívidas a fornecedores, já estamos demasiado endividados, já participamos no Programa “Pagar a tempo e horas”, etc.

O Presidente da Câmara, Albertino Mota e Silva é que não parece

muito preocupado, admitindo abrandar o volume de obras e pedir mais paciência a quem espera e desespera pelos seus pagamentos, ainda usou de algum “humor negro” para aliviar a situação:

Citando o Jornal de Noticias “Vamos tentar arranjar outra solução”, garantiu o autarca, sublinhando que não são só as câmaras pequenas que se têm confrontado com dificuldades financeiras. “Lisboa pediu um financiamento de 130 milhões e que eu saiba não é maior do que Celorico 130 vezes”, exemplificou. O presidente da câmara de Celorico de Basto adiantou que alguns pagamentos estão com 18 meses de atraso, mas espera regularizar estas dívidas em breve. “Temos comparticipações para receber [através de programas comunitários], mas estão atrasadas”, referiu.

programas comunitários], mas estão atrasadas”, referiu. Agora com a margem de manobra mais reduzida na especulação

Agora com a margem de manobra mais reduzida na especulação imobiliária, até dá suores frios pensar na “outra solução”. Se o Sr. Presidente gere assim um Município menor, era de “cortar os pulsos” ver tão assombrosa gestão à frente de uma cidade como Lisboa! Os fornecedores podem esperar 18 meses e mais, mas certamente sua excelência não abdica do seu salário ao final do mês para pagar aos trabalhadores dessas empresas, que sofrem com a sua gestão ruinosa de dinheiros públicos.

Publicada por Coiote em http://celoricodebasto.blogspot.com

SÁBADO, 7 DE MARÇO DE 2009

NO ANO DE DARWIN

Alas abertas para Júlio Henriques, minhoto de nascença, brotado ao mundo no ano da graça de 1838 em Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), que foi seguramente o primeiro evolucionista

português assumido, numa altura de maior pecado

e apontar de dedo dizer-se que o Homem e o

Macaco eram parentes, do que agora dizer-se que dois homens (ou duas mulheres) também têm o direito de se parentar e gostar de macacadas. Ávido de conhecimento científico, Júlio Henriques não fez por menos. Iniciando os estudos em Direito, curso que no séc. XIX, em boa hora, incluía cadeiras como Botânica, Zoologia ou Mineralogia; termina o Bacharel que lhe deu pernas para arranjar

botas e umas modestas bordas. O edifício do futuro Centro Cívico ( nome bem mais pomposo para antiga Casa do Povo) de Arco de Baúlhe foi da sua pertença. No entanto, não satisfeito, junta no currículo uma matrícula em Matemática saltando pouco tempo depois, para Filosofia onde consegue

o Grau de Doutor em 30 de Julho de 1865, com a tese “As espécies são mutáveis?”. Anos depois, é

convidado como lente substituto em várias cadeiras (da Agricultura à Mineralogia) e finalmente torna-se Lente Catedrático de Botânica e Agricultura, cargo onde faz carreira, fundando e aderindo a

Sociedades Científicas, cá e lá fora.

A Júlio Henriques está associado o reflorescimento do Jardim Botânico de Coimbra, do qual foi

director, o que ladeia a Alameda com o seu nome que finda, ou começa, no aqueduto junto da acrópole

universitária. Nem só de ultramontanos vive o Norte.

Publicada por Vitor Pimenta em www.malmaior.blogspot.com Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

Recuperação de pequenos e médios centros urbanos

26, 2009 Recuperação de pequenos e médios centros urbanos Ao longo dos últimos anos (penso que

Ao longo dos últimos anos (penso que dois anos - 2006/07!) Mondim, garantiu a existência do GTL (Gabinete Técnico Local) para o levantamento e realização de uma proposta de recuperação do centro histórico. Segundo a Lusa, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) aprovou o investimento de 118,5 milhões de euros na recuperação de vilas e cidades do Norte de Portugal, numa iniciativa de reabilitação inédita no país, que abrange 44 concelhos. “Esta é a operação de reabilitação urbana mais vasta e mais ambiciosa que jamais se fez em Portugal ao nível dos centros urbanos de pequena e média dimensão”, anunciou hoje Carlos Lage, presidente da CCDR-N, em conferência de imprensa. Este “mini-programa Polis” abrange 49 projectos e mais de metade dos concelhos da região (44), contando com o apoio de 83 milhões de euros (70 por cento) de fundos estruturais disponíveis no Programa Operacional Regional do Norte. Este programa vai abranger os concelhos de Arcos de Valdevez, Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Arouca, Baião, Boticas, Cabeceiras de Basto, Caminha, Celorico de Basto, Felgueiras, Freixo de Espada à Cinta, Lousada, Macedo de Cavaleiros, Melgaço, Mesão Frio, Miranda do Douro, Mogadouro, Moimenta da Beira, Monção, Mondim de Basto, Murça, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Resende, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Tabuaço, Tarouca, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Valença, Valpaços, Vieira do Minho, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Pouca de Aguiar, Vila Verde, Vimioso e Vinhais. Ver mais em: http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=2323

http://www.ccr-norte.pt/noticia.php?id=465

Blog do Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal

Penso que esta aprovação se deve ao trabalho realizado por este mesmo gabinete - GTL! Espero que

se concretize rapidamente.

Publicada por Rui Miguel Borges em www.casadoeiro.blogspot.com

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Forças Ocultas

Segunda-feira, 16 de Março de 2009 Forças Ocultas O debate do último sábado com Manuel Monteiro
Segunda-feira, 16 de Março de 2009 Forças Ocultas O debate do último sábado com Manuel Monteiro

O

debate do último sábado com Manuel Monteiro

e

- também Abílio Vilaça (presidente da Adere) -

não foi o dos mais participados, e isto apesar do tema em causa ser motivo o bastante para atrair os muitos desempregados do concelho. Falou-se do diagnóstico da situação e apontou-se soluções alternativas, que não os paliativos habituais. Mas de todas as notas possíveis, ressalta uma de total estranheza: a Rádio Voz de Basto, uma das organizadoras do evento, tanto decidiu por não transmitir como nem sequer esteve presente no local.

No dia depois de uma sexta-feira 13, eis o mais recente fenómeno da para-anormalidade cabeceirense

Publicada por Vitor Pimenta em www.malmaior.blogspot.com

Gaspar Miranda Teixeira Discurso Directo! Como dizia Agostinho da Silva, a verdade é que neste

Gaspar Miranda

Teixeira

Discurso Directo!

Como dizia Agostinho da Silva, a verdade é que neste momento estamos a assistir a uma guerra civil não visível entre os que estão no sistema e os que estão excluídos dele. As pessoas, os excluídos, não vão deixar-se abater passivamente. Daí, a chamada de atenção de Mário Soares, há poucos dias, para os perigos de uma grande convulsão social, que pode tornar o nosso País, ingovernável.

Há cada vez mais gente desempregada, atirada para as periferias e para o caixote do lixo desta sociedade e cada vez menos gente a trabalhar cada vez mais. O que é profundamente injusto para os que trabalham – porque estão transformados em escravos. Como dizia Agostinho da Silva, a verdade é que neste momento estamos a assistir a uma guerra civil não visível entre os que estão no sistema e os que estão excluídos dele. As pessoas, os excluídos, não vão deixar-se abater passivamente. Daí, a chamada de atenção de Mário Soares, há poucos dias, para os perigos de uma grande convulsão social, que pode tornar o nosso País, ingovernável. As revoluções surgiram assim… Podem dizer-me que esse perigo não existe , porque Portugal está na Europa… Só que Portugal apesar de estar na Europa, não se europeizou, nem se aproximou, por exemplo, da França nem da Alemanha. No aspecto cultural e político aproximou-se mais do terceiro mundo, ou das economias emergentes africanas, onde a democracia ainda é palavra excluída dos dicionários… Mas regressando à Europa, onde estamos, mesmo aqui há três grandes minorias que estão a expandir-se e a aumentar: a minoria dos desempregados, a minoria dos reformados compulsivamente e a minoria dos deslocados. Estas três minorias somadas vão ter uma grande maioria e estão a interligar-se. E quando este bloco funcionar podem voltar, mesmo aqui, o sistema de pernas para o ar

A seguir ao 25 de Abril dizia-se que Portugal não iria sobreviver porque tinha perdido

o Império. Na década de oitenta grandes pensadores entre os quais Miguel Torga se incluía, diziam que Portugal não iria sobreviver porque não iria aguentar o embate cultural e económico da União Europeia. Há quem diga que é a África que nos vai salvar quando a Europa entrar em colapso.

As gerações de políticos a seguir ao 25 de Abril, com uma grande maioria de refractários

e que fugiram a sete pés das guerras coloniais, tinham um desconhecimento enorme

dos assuntos africanos Pensavam que África era apenas macacos a comerem bananas nas árvores. Não perceberam o potencial enorme de Luanda e Lourenço Marques – duas capitais antes do 25 de Abril e com Portugal, desenvolvidas, e que ultrapassavam Lisboa em muitos aspectos.

Francamente não sei se é África que nos vai salvar, o que eu sei, de certeza, é que com

esta classe política, não vamos lá…

* Colaborador

Blogue do Professor

Blogue do Professor Mário Leite* (Professor) Tribunal A continuidade do Tribunal em Cabeceiras de Basto foi

Mário Leite*

(Professor)

Tribunal

A continuidade do Tribunal em Cabeceiras de Basto foi um

processo complexo que, desde 2006, congregou a vontade e o empenho das forças políticas e dos agentes judiciários locais.

Entretanto, o novo edifício foi construído e nesta semana entrou em funcionamento. É uma boa obra e com inegável interesse para o concelho. Depois de muito tempo em precárias condições, eis que o Tribunal

da Comarca passa a deter condições dignas, o que se louva.

Como diz o ditado “não há mal que nunca acabe”.

Obras

Por falar em obras, o nosso concelho tem passado ao longo dos últimos anos pela realização de várias obras públicas. Está em vias de conclusão, talvez espere apenas a inauguração, a nova ligação à A7, entre o Arco de Baúlhe e a Cal, em Basto (Santa Senhorinha). Como cabeceirense fico satisfeito por ver a concretização de investimentos na nossa terra. No entanto, não é pelas obras realizadas que o nosso concelho tem resistido melhor à crise e particularmente ao desemprego.

Desemprego

Torna-se urgente reflectir sobre a realidade local do desemprego.

No último ano, a taxa de desemprego subiu e reflecte com maior intensidade a crise que

se

vive um pouco por toda a parte.

O

nosso concelho está a desertificar-se, já que não havendo condições de trabalho

local, há que as procurar noutras paragens.

Assim, aos poucos, temos vindo a empobrecer, a emigrar, a perder “massa crítica”.

A par do desemprego, outros indicadores devem merecer atenção.

Estamos mais ricos? Há melhores condições de saúde? Subimos nos rankings da educação? Há mais apoios sociais? Tem-se desenvolvido harmoniosamente e de forma

sustentável o concelho?

A sociedade civil não pode alhear-se destes problemas.

É o futuro dos nossos filhos que está em causa. Alguém questionava num grupo de amigos: os nossos pais deram-nos condições para que nós tivéssemos um futuro melhor do que o deles e conseguiram; nós estamos certos

que vamos deixar um futuro melhor aos nossos filhos?

Fundador e Director do Jornal Notícias do Bombarral

Cabeceirense José Luciano Basto completa 80 anos

Colaborador e amigo do Jornal “O Basto” é um exímio “guardador de memórias”

O nosso amigo e conterrâneo José Luciano Basto, radicado há 50 anos na

vila do Bombarral, localidade famosa pelo vinho de rara qualidade e pelas deliciosas “peras rocha” completou no passado dia 11 de Março oitenta primaveras. Para além de uma belíssima idade, a que poucos poderão aspirar, os oitenta anos do nosso ilustre colaborador, constituem um marco importante para o Jornalismo local e regional.

um marco importante para o Jornalismo local e regional. Secretário de Estado do Governo de Durão

Secretário de Estado do Governo de Durão Barroso, galardoou o nosso conterrâneo josé Luciano Basto

No dia 1 de Setembro de 1986, José Luciano fundou o Jornal Notícias do Bombarral tornando-se seu Director, cargo que ainda hoje, 23 anos depois, ocupa com mestria, empenhamento invulgar e com a mesma dedicação de sempre. O Notícias do Bombarral, jornal que temos o prazer de quinzenalmente receber na nossa redacção, sob a Direcção do José Luciano tornou-se um projecto jornalístico de sucesso, sendo hoje uma referência da imprensa regional não só naquele concelho mas em toda a região Oeste de Portugal. Habituei-me desde muito jovem, a ler com agrado os artigos escritos pelo nosso amigo nos extintos Jornal de Cabeceiras e posteriormente no Fórum Cabeceirense, onde relatava com realismo invulgar, factos, histórias e personagens do passado de Cabeceiras de Basto, sua terra natal, onde prestou serviço profissional, no Cartório do registo notarial, destacando-se então como um funcionário dedicado e competente. Mais recentemente, tivemos o grato prazer de poder contar com este ilustre jornalista, que é um exímio e invulgar “guardador de memórias”, como colaborador do Jornal “O Basto”, onde mensalmente assina a coluna “As minhas memórias de Cabeceiras”, muito apreciada pelos nossos leitores, de todas as idades. Mas que grande “contratação” nós fizemos! Sob influência do nosso amigo Augusto Teixeira, infelizmente

já desaparecido e a quem este jornal e a sua entidade proprietária muito

devem, o José Luciano Basto passou a fazer parte da nossa grande família de leitores e colaboradores. Reconhecendo o papel importante e insubstituível que este nosso conterrâneo prestou à Imprensa Regional, o Governo, através do respectivo Secretário de Estado da tutela, galardoou e homenageou o José Luciano pelo contributo dado ao longo de toda uma vida, ao jornalismo e à imprensa regional. Há anos, quando desempenhei funções públicas como Deputado à Assembleia da República, e me desloquei à linda vila do Bombarral para visitar a “Festa do Vinho”, certame de grande qualidade que se realiza anualmente, perguntei pelo meu conterrâneo aos meus (então) camaradas de partido daquele concelho e tive pena de não ter estado com o José Luciano. Fiz questão de visitar o pavilhão do Jornal Notícias do Bombarral e já então constatei o apreço e a consideração que os Bombarralenses, independentemente das cores partidárias têm pelo José Luciano Basto, pessoa cativante e de feitio afável, conhecida de todos naquela vila. Fiquei como é óbvio orgulhoso enquanto cabeceirense, ao ver que toda a gente gostava e apreciava o trabalho cívico e jornalístico prestado pelo nosso amigo, à sua terra de adopção. Ao comemorar 80 anos de vida, não podemos deixar de lhe enviar os parabéns pelo seu aniversário e o nosso sincero reconhecimento pela prestimosa colaboração que tem prestado ao Jornal “O Basto”. Enquanto Editor deste Jornal e em nome de todos os que aqui trabalham, queremos exprimir-lhe a nossa maior estima por V. Ex.cia, desejando-lhe muita saúde e que Deus lhe dê muita força para continuar por muitos mais anos a prestigiar o jornalismo e a imprensa regional como o tem feito, enviando-nos mensalmente as crónicas sobre o passado de Cabeceiras, que V. Ex.cia tão bem guarda na memória.

Um abraço amigo do Miguel Teixeira (Editor do Jornal “O Basto”)

As minhas Memórias de Cabeceiras!

As minhas Memórias de Cabeceiras! José Luciano Gonçalves Basto * (Bombarral) Os pontos de encontro na

José Luciano

Gonçalves Basto*

(Bombarral)

Os pontos de encontro na Praça da República

Gostava imenso de recuar setenta e um anos e conservar os nove que então possuía, ouvindo o sino do Mosteiro de São

Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto, que se dizia ter sido adquirido em Mafra, já por uma soma assinalável para a época. Quem o badalava naquela altura, anunciando a morte de alguém ou alertando para o horário das Missas, era o velho «Revolta», que um dia me convidou a acompanhá-lo, subindo ambos a custo, os inúmeros degraus de pedra, que davam acesso ao cimo do campanário e a pedir-me que tivesse cuidado com as cordas depositadas no chão, ligadas ao badalo do respectivo sino, as quais, enroladas numa perna,

podiam projectar, o mais distraído, a setenta e tal metros de altura, se por acaso, o sino estivesse a tocar. Ele mesmo prendia as cordas a pregos resistentes na parede e só as puxava com o desvio do corpo, sempre com muito cuidado.

E por falar em sino, certo dia perguntaram ao meu

saudoso pai, qual era o instrumento de cordas, que sabia tocar, cuja resposta imediata foi sino! Como o meu espírito ainda está em franco movimento, com solidez de raciocínio, recordo-me de tantas pessoas que conheci na Praça da República, que é impossível enumerar, mas de certeza que foram milhares, durante o período de permanência na minha terra natal até 1961 e para quem nasceu no ano de 1929, a percentagem de pessoas é bastante elevada,

cuja maior parte, já não pertence ao número dos vivos.

E foi na Praça da República, principalmente no café

do meio, onde convivi de perto, aos fins de semana, com muitos Cabeceirenses, a jogar o Quino, numa sala perto da cozinha, ouvindo-se a água do rio, que por debaixo deslizava suavemente e das pessoas que

aderiam ao popular jogo, me recordo de algumas, tais como, Zé Pote, os irmãos Fidalgos (António, Manuel

e Paulino), Armindo Leitão, Augusto Carteiro,

Augusto Teixeira, Chico Polícia, Fernando Guerreiro

da Silva e tantos outros, cuja lista nunca mais acabava.

É de notar, que o autor desta crónica, tinha muita

ao número um (pilas), nove (arco de caneca), vinte e dois (dois pratinhos), trinta e três (anos de Cristo), oitenta e oito (as mamas delas), noventa (o mais velhinho), etc. E o que é certo, é que se passavam, sem dar por isso, muitas horas, cujas despesas eram diminutas, baseando-se nuns copos tintos ou brancos, bem como rodadas de cerveja. Noutra sala, junto ao balcão de atendimento, juntava- se diferente grupo, quase sempre constituído por Amílcar Augusto Viana, Doutor Agostinho Montinho, Américo Bastos, Bernardino Gustavo Pereira Leite Bastos, Mamede de Carvalho Mendes, Padre Manuel

de Araújo e muitas mais figuras. Curiosamente, na sala

que dava acesso à rua, ali permaneciam dois inseparáveis amigos, Doutor Juca Montinho e Severino Leitão, os quais, geralmente, se mantinham calados. Na esplanada, era o local predilecto da figura da imprensa, António Ferreira de Sousa (funcionário judicial), cunhado dos referidos irmãos Fidalgos, bem como, o Senhor Morais (Chefe da Conservação de Estradas), Doutor Ferreira Leite (Médico), Doutor Falcão (Advogado), Francisco Mendes, tio de Mamede Mendes e outro rol de amigos.

Relativamente ao café do fundo pertencente à Pensão Cabeceirense, outro conjunto de pessoas ali se reunia, nomeadamente, o extraordinário homem do cinema, Ilídio dos Santos, António Manuel Pereira Ramos, Benedito Gonçalves Serra, muitos funcionários do Tribunal e de outras repartições públicas. Quanto à Pensão Cabeceirense, propriamente dita, um grupo de amigos, quinzenalmente, ali se encontravam para almoçar, constituído pelo Acipreste Francisco Xavier de Almeida Barreto, Tenente Bernardo, Albininho da Castanheira, Engenheiro de Aradela, Domingos Medeiros, o Médico Doutor Camilo, o Zéquinha Melo

e

ainda um idoso muito simpático, que não me recorda

o

nome, que então se encontrava hospedado na

Pensão Venâncio, julgo que de apelido Barroso. Quem se deslocava ao dito café do fundo, propriedade do casal formado por Arnaldo de Moura Coutinho e Glória de Magalhães Vaz Coutinho, era o meu saudoso pai, o Candidinho do Barrosão, para beber a sua

tacinha de vinho verde e que na sua opinião, ajudava

sorte no preenchimento dos cartões, cobrindo os

a «mudar a água às azeitonas». Também se deslocavam

respectivos números com feijões e que saíam do saco,

à Praça da República, duas figuras que muito admirei,

por alguém seleccionado. Era dado um nome a cada

as

quais residiam em Bucos, Custódio Henriques Brás

pedra que o pregoeiro tirava, dando alguns exemplos,

e

o Professor José Paula Casalta. Bons tempos!

*Colaborador

Albino Antunes*
Albino Antunes*

O QUE OS OLHOS MORTAIS NÃO ENXERGAM (CAPÍTULO XLVIII)

um pedaço de chão que trabalharam e que dele são deslocados para um lar, fica sempre uma metade do outro lado a gritar pela outra metade. O busílis gira em volta de um individualismo que mais tarde terá de ser pago com a desilusão. Digo isto, porque nos tempos que correm, os lugares ou pelo menos as sedes das freguesias, têm possibilidades de ter um mini lar para aqueles que já não arrastarem o seu físico não sejam retirados das suas raízes

e possam contemplar o seu pedaço de chão até se libertarem

do físico. No entanto, é bom que se vão desapegando dos bens que adquiriram, pois na matéria nada é eterno. Todos queremos viver muitos anos e isso é bom enquanto o

nosso físico nos consegue acompanhar. Quero dizer, que só interessa vivermos muitos anos, enquanto o nosso físico e o espírito trabalharem em simbiose. É penoso quando o espírito lhe apetece ir até além e o físico fica aquém.

E a morte! Todos temos medo da morte. Medo daquela que

nos liberta da dor e de um corpo cadavérico que nos faz prisioneiros e tristes. Tememos a morte porque desconhecemos a liberdade e a leveza que ela nos proporciona. A morte é liberdade o nascimento na matéria é prisão, trabalho e desilusão, no entanto não devemos provocar a morte, devemos primar pela vida corpórea até ao fim, porque viemos à matéria com um fim, portanto não devemos interromper esse percurso. Deus deu-nos a vida por um determinado período, porquanto não devemos interrompe-la, mas também não há interesse em a prolongar quando o físico já não corresponde às exigências da matéria. Refiro-me aqui aos corpos que estão ligados às máquinas sem vigor nem perspectivas de reactivar.

Neste capítulo vou fazer uma pequena abordagem sobre a chamada terceira idade, bem como os desaires que a mesma desencadeia.

Embora eu particularmente, só considere terceira idade ou fim de ciclo, para aquelas pessoas que deixam de exercer qualquer actividade por velhice excessiva, ou doença enquadrada na velhice e que já não tenham um físico em condições de criar vigor. Entre estes existem ainda os que vivem em terras de alguém e os que vivem em terras de ninguém. Considero os que vivem em terras de alguém aqueles que vivem nas aldeias e pequenas vilas rurais, onde têm um pedaço de chão e a ele estão ligados com amor. Temos depois os que vivem em terras de ninguém. Para estes, que são os que vivem nas cidades, o arranque para um lar torna-se menos doloroso, porque cidades são cidades onde o contraste pouco difere. Mas para aqueles que têm

onde o contraste pouco difere. Mas para aqueles que têm Paulo Pinto* Barragens e miragens Valerá
Paulo Pinto*
Paulo Pinto*

Barragens e miragens

Valerá a pena, na mira de produzir mais um punhado de megawatts, submergir terras de cultivo, destruir vegetação ribeirinha, ameaçar todo o ecossistema do rio através da eutrofização, apagar testemunhos da nossa herança cultural, violentar a paisagem com bulldozers, camiões e cabos de alta tensão, e demais consequências?

O Sr. Leng Hong, delegado do Partido Comunista Chinês ao

congresso de Espinho, deve ter-se sentido em casa: a unanimidade,

a encenação, a aclamação do grande líder. O nosso primeiro-

ministro é um homem cada vez mais previsível: sabe-se que fala sempre por volta das 20 horas, que desvaloriza todas as crises e

que se irrita solenemente com as críticas, todas as críticas. Também

se sabe que se prepara para ganhar as eleições para, na semana

seguinte, anunciar dezenas de medidas económicas e sociais

duríssimas que negará furiosamente até ao dia do sufrágio. Não está em causa a necessidade de medidas impopulares, mas sim

como de costume – a poeira que nos lançam para os olhos.

O

Governo tem um projecto para a nossa região: construir

barragens. Fridão, Daivões, Padroselos, Gouvães, eis os topónimos

que irão pôr as terras de Basto no mapa do aproveitamento hidroeléctrico nacional. Assim está previsto e, tudo o indica, assim será. Quem percebe disto são os engenheiros e, como se sabe, um deles chefia o Governo. As barragens têm sido, de há muito, das obras públicas de maior envergadura e mais acarinhadas pelos governantes. Algumas barragens foram anunciadas como verdadeiras receitas milagrosas para regiões e países: a de Assuão, no Egipto, e a das Três Gargantas, na China, são talvez os exemplos mundiais mais destacados, mas o nosso Alqueva também poderia figurar na lista.

O regime salazarista construiu muitas, grandes e pequenas, na

metrópole e no Ultramar.

Parecem-me existir dois argumentos de peso a favor das barragens

no Tâmega e nos seus afluentes: a produção de energia eléctrica

utilizando um recurso renovável e «limpo», e o potencial turístico. Já a criação de emprego local será seguramente diminuta, e o movimento acrescido só se fará sentir durante as obras. As barragens, como motor do desenvolvimento local, são uma miragem, uma ilusão em que os autarcas por vezes embarcam e da qual querem convencer os cidadãos. Contudo, sendo o vale tão estreito e encaixado, as albufeiras não terão dimensão para atrair grandemente os turistas (e a qualidade da água, pelo menos no rio Tâmega, dificilmente permitirá o uso por banhistas). Quanto à

energia, por respeitável que seja o argumento, o contributo de todas estas barragens reunidas para a produção eléctrica nacional não

irá além de 1% (previsões do próprio Governo) e será rapidamente

absorvido pelo crescimento do consumo. De facto, o potencial hidroeléctrico do País está já em grande parte aproveitado. Valerá a pena, na mira de produzir mais um punhado de megawatts, submergir terras de cultivo, destruir vegetação ribeirinha, ameaçar todo o ecossistema do rio através da eutrofização, apagar testemunhos da nossa herança cultural, violentar a paisagem com bulldozers, camiões e cabos de alta tensão, e demais consequências? Esta política barragista, tão do agrado de engenheiros da EDP e empreiteiros, está a condenar os últimos verdadeiros rios de Portugal (o Sabor, o Paiva, o Tua, o Côa, o Tâmega…) a uma morte lenta. É isto que queremos? Claro que as necessidades energéticas são reais, e que é vital desenvolver as fontes renováveis e não poluentes. A evolução da tecnologia permite hoje uma variedade de apostas, do solar à biomassa, do eólico à energia das ondas, a maioria delas com reduzido impacto ambiental. O modelo de produção também conta:

em vez de grandes investimentos que agridem a Natureza, pagos por todos nós mas que ficarão propriedade das grandes empresas

e dos senhores da finança, interessaria muito mais apoiar a micro-

produção local e doméstica, que reduza a pressão sobre as redes eléctricas e reduza o desperdício energético. Será isto impossível? Ou falarão os grandes interesses mais alto? A meu ver, o nosso interesse, dos Portugueses e dos que aqui neste torrão vivem, tem pouco a ver com estas barragens.

*Colaborador

A titulo informativo e para que os caros leitores deixem de temer a morte, digo- vos que já estive fora do corpo por motivo de uma explosão. Vi o meu corpo caído no chão, inerte no meio da fumaça. Eu ao lado a vê-lo. O fumo não me impediu a visão, vi sempre o corpo até à altura em que o fumo desapareceu e eu fui atraído novamente ao corpo e me levantei. Neste pequeno tempo de separação, apercebi-me que o corpo não era nada, não pensava, não tinha acção. O espírito via, pensava e sentia emoções. O corpo só voltou a ter vida quando eu (espírito) entrei nele não por querer, mas porque fui atraído para ele depois da fumaça ter desaparecido. O corpo não sentia dores, eu (espírito) também não, as dores só apareceram quando corpo e espírito ficaram unidos. Face ao exposto, a morte não é problema, o grande problema é a doença,

principalmente quando já não nos deixa alternativas e se prolonga. Todos queremos viver mais tempo, o prémio é o sofrimento. Para evitarmos um fim de ciclo muito doloroso, devemos de nos mexer enquanto houver forças, o resto deixamos com o Alto. No próximo capítulo vou falar sobre a actual aflição da humanidade, tanto no

campo material como no campo espiritual.

*Colaborador

Editorial

Mudar ou não mudar?

Editorial Mudar ou não mudar? São preocupantes os números que foram enunciados na conferência/debate “Desemprego nas

São preocupantes os números que foram enunciados na conferência/debate “Desemprego nas Terras de Basto e Perspectivas futuras ”. Com uma taxa de desemprego que ultrapassa a média nacional, com uma abrupta diminuição da oferta de emprego, com um poder de compra diminuto e a escassear, e o super-endividamento de algumas autarquias, o futuro das Terras de Basto aparenta, na melhor das hipóteses, ser laborioso. Infelizmente, já se sente uma certa efervescência (descontentamento) social. Poder-se-á afirmar que o presente é um reflexo do passado. No meu entender o presente não

existe. Existe, sim, um palpável passado e uma perspectiva futura que, amavelmente, designamos de futuro. O que sentiremos amanhã será os efeitos das decisões do passado. Se os indicadores sócio-económicos estão no estado em que estão, não é por um acaso dos deuses é, provavelmente, um resultado de um longo caminho de decisões e estratégias que políticos, decisores e eleitores trilharam. As consequências são, matematicamente, visíveis. Quem acreditar que os destinos destas Terras são escritos por aqueles que a destinam, então a sentença está declarada.

A afamada “crise internacional” não poderá desculpar todos os erros, desculpem,

mas a seriedade dos factos não o permite.

Contudo, o futuro a nós pertence. Exactamente, a “nós”. É imperativo incentivarmos

a mudança de certos modelos e políticas de desenvolvimento que se provaram

(Sub-Director)

Marco Gomes

falidas. Mais uma vez, as consequências são, matematicamente, visíveis. Haja boa vontade e humildade para mudar aquilo que a realidade sentenciou como errado.

O Caos

“Os senhores, os patrões, estão mesmo instalados principescamente. Seguem, caninamente, o CHEFE, como mandam as boas normas partidárias. O demo-chefe é o chefe, pra tudo. Ele pode fazer as tropelias mais espantosas que quiser – e faz, e de que maneira! – ele próprio beija os pés aos chefes de riba, aos mores, senão não há prebendas; e os chefes do alto precisam deles para exercerem permanentemente o caciquismo eleitoral moderno”

Variadores, assessores, assessores dos assessores, penduras, altos funcionários dos paços senhoriais, que vivem beneditinamente na Coutada Real, sentiram-se mordidos por causa de três textos jornalísticos meus publicados numas folhas de poucos ledores. Bom e mau. Bom, porque enfiaram

a carapuça até aos pés. Mau, porque nesta

democracia à portuguesa, de balalaica, não é alcançável a correcção e a emenda do dirigismo. Os senhores, os patrões, estão mesmo instalados principescamente. Seguem, caninamente, o CHEFE, como mandam as boas normas partidárias. O demo-chefe é o chefe, pra tudo. Ele pode fazer as tropelias mais espantosas que quiser – e faz, e de que maneira! – ele próprio beija os pés aos chefes de riba, aos mores, senão não há prebendas; e os chefes do alto precisam deles para exercerem permanentemente o caciquismo eleitoral moderno.

Nos 15/20 anos primeiros de liberdade constitucional – onde vai a nossa desmemória? – foi assim em Cabeceiras com o pândego e heróico campilhismo, embora as possibilidades de golpes de rins serem menos e mais difíceis, por não haver tanto arame como hoje. Mas foi um fartar-vilanagem, meu Deus, minha Nossa Senhora. Vivemos, desgraçadamente, pindericamente 48 anos de Ditadura feroz e criminosa. O 25 de Abril foi uma flor de auréola, mas murchou e secou. Os concelhos (dos antigos homens-bons) e o país todo está sem rei nem roque. Ainda se estivesse com roque… Disseram-me que o São Miguel já desceu da peanha, desbaratinado com isto tudo, e veio cá fora com um landreiro, deu umas boas toletadas e entrou pelos corredores fradescos a espadachar a torto e a direito. Mas não. Mentiram-me.

O São Miguel, com órgão ou sem órgão, está sossegadinho a observar as trapalhadas sem fim do

reino da quiromancia da nossa terra e da Patriazinha amada.

Também me disseram que vêm aí os Dons Abades restaurar a clausura conventual. Não acredito.

O Joaquim António de Aguiar matou-os a todos “per omnia”.

Outros Abades cantam agora o Glória a Deus, ao Poder e ao Dinheiro… Alexandre Vaz

matou-os a todos “per omnia”. Outros Abades cantam agora o Glória a Deus, ao Poder e

Vendem-se

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Opinião

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Ilídio Santos*
Ilídio Santos*

Um regime que se auto sustenta pela ignorância e pelo medo e que nos rouba a identidade, jamais poderá conduzir-nos à democracia.

Não fora a circunstância do nosso subdesenvolvimento, qualquer português medianamente informado, perceberia o embuste retórico de todos aqueles que nos entram casa adentro através da caixa mágica que é

a

televisão. Gente que é paga para nos mentir.

O

País está arquitectado, sempre esteve, segundo princípios e conceitos que

nos encaminham subtilmente rumo a uma nova forma de cultura da ignorância.

Os países, especialmente aqueles que vivem em economias de subsistência, são os mesmos cujos povos sofrem de uma profunda debilidade ao nível dos patamares

do conhecimento. Medra em países como Portugal, a ilusão de que tudo está a ser feito no sentido da criação de um bem estar superior, designadamente nas áreas da Educação, da Saúde e da Justiça. Quando um País é desigual, como o nosso, a melhor saída política para alimentar a quimera da democracia, é intuírem no povo uma espécie de alegoria, que não é mais do que tenaz ardilosamente manobrada para que pensemos que o regime é democrático. Não há melhor forma de condicionar as nossas vontades que não seja através do estímulo do Ego, do controlo pela Doença ou do Medo pela Justiça. Eleva-se o ego, massificando-se o ensino e dando a ideia errada de que hoje tudo é diferente. Nesta ilusão de facilidades, produzem-se licenciaturas como outrora se diplomavam administrativos, electricistas, carpinteiros ou mecânicos, etc… Amaciados nesta volúpia, convencemo-nos estarmos perante uma igualdade de oportunidades, quando, de facto, a realidade é bem distinta.

O fenómeno não é de apreensão fácil, pelo que se torna necessário que cada um tome consciência de

que há outros caminhos que nos passam despercebidos e que, no fundamental, criam condições objectivas para que as desigualdades subsistam, como sempre, aliás.

A circunstância de estarmos perante um sistema de ensino massificador, logo de índices de

conhecimentos nivelados por baixo, suscita-nos a necessidade de salvaguardar o futuro dos nossos filhos e netos através da procura de soluções mais qualificadas.

A desconfiança instala-se em todos quantos são capazes de entender estes efeitos subtis das democracias

controladas.

A Saúde é outro pilar importante para manter a quietude do povo.

Com uma população cada vez mais envelhecida e uma grande franja tocada por dificuldades do mundo global, mormente os que economicamente são mais débeis, a grande porta de entrada para o despojo

da dignidade encontra-mo-la no exacto momento em que a enfermidade real ou imaginária nos impele

na procura de cuidados comuns.

É nesta hora que nos confrontamos com as nossas fraquezas, aquele momento em que passamos a ser

mais um número estatístico, à mercê de interesses corporativos que, proficientes e altivos profissionais,

fazem questão de alcançar.

Passamos a rodopiar ao gosto da disponibilidade e disposição de quem não tem tempo a perder com plebeus.

A

nossa vida está feita num oito e preparada para longos dias, meses e até anos, de procuras, de vénias

e

subserviências. Exista ou não a doença física, fica garantido o mal moral, retratado em homens e

mulheres, cuja única dúvida, é duvidar se vale a pena perder tanto. Entrados na jaula do sistema, aceitamos como certo que a nossa penitência dá força à tal democracia,

aquela que nos vendem a cada momento e nos promete e fala da célebre igualdade de oportunidades. Quanto à justiça, sempre que nos impingem que não existe, não vão no conto, não é para todos, de facto, mas é forte para com os fracos e branda para com os poderosos.

Temos exemplos recentes que nos mostram que anda a passo de tartaruga, quando está em causa quem dela põe e dispõe.

O povo, esse, paga sempre a sua conta, quer porque lhes faltam todos os meios ou porque normalmente

são facilmente condenáveis. Acontece que quando o cidadão do kispo entra na sala de audiências de um qualquer tribunal e se depara com aquela plataforma onde têm assento os das vestes de preto, convence-se que acabou de entrar no mundo dos clandestinos, enquanto suspira para que termine o suplício. Não é ele, não sabe sequer quem é. Sabe que tem medo, logo, não confia na justiça.

Tem razão, a democracia prega-lhe nova partida…, afinal, a igualdade de oportunidades, também por esta via, não desce ao povo. Um regime que se auto sustenta pela ignorância e pelo medo e que nos rouba a identidade, jamais

poderá conduzir-nos à democracia.

* Colaborador

M. Lúcia Leitão Pinto

Natural de Refojos de Basto (Campo do Sêco) Cabeceiras de Basto

Dia 28-2-2008

Lúcia, faz hoje um ano que tu nos deixaste. Mas eu tenho a certeza que Deus te deu um bom lugar no Céu. Sabes? Minha Queria Irmã. Eu quando te escrevo, fico melhor.

Até sempre,

Fernanda.

que Deus te deu um bom lugar no Céu. Sabes? Minha Queria Irmã. Eu quando te

Nome: O Basto | Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124655 | Propriedade: adbasto-Associação de Desenvolvimento Técnico- Profissional das Terras de Basto | NIF: 506 749 509 | Conselho de Administração: Celestino Vaz, Ilídio dos Santos, Fernando Meireles, José Manuel Marques, Gaspar Miranda Teixeira e Manuel António| Director:Gonçalo de Meirelles | Director-Adjunto:Albino Antunes| Sub-Director: Marco Gomes | Editor: Miguel Teixeira| Colaboradores: Sérgio Mota, Carlos Sousa, Helder Vaz, José Marinho, Luís Meireles, Júlio Pires, Joaquim Teixeira, Augusto Costa, Manuel Gonçalves, Francisco Pires, Fernando Felix, António Basto, Miguel Coelho, Artur Coelho.| Paginação: João André Teixeira | Sede do Editor, Redacção e Publicidade: Largo Barjona de Freitas s/n - Refojos, 4860-909 Cabeceiras de Basto | Contactos: Telef./Fax:

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20 de Março de 2009