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O “TECER” DAS RELAÇÕES HUMANAS DENTRO DA SALA DE AULA:

UMA PESQUISA SOBRE RACISMO, EDUCAÇÃO E ENSINO DE ARTE.

Teresa Cristina Melo da Silveira teca.ensinodearte@bol.com.br Secretaria Municipal de Educação Núcleo de Pesquisa no Ensino de Arte – NUPEA/UFU

Comunicação - Relato de Pesquisa

Resumo: O silêncio da escola sobre as dinâmicas das relações raciais não consegue apagar as diferenças existentes dentro da sala de aula, nem permitir a possibilidade de respeito mútuo e do diálogo aberto entre os sujeitos, sem que haja medo ou preconceito. A partir desta constatação, integrando teoria e prática, desenvolvi em 2009 um projeto de ensino de Artes com alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, paralelamente a uma pesquisa teórica, ambos consonantes com meus estudos de Gênero, Raça e Etnia, oferecidos pelo Programa de Formação continuada com docentes do Ensino Básico, da Universidade Federal de Uberlândia/UFU. O referido projeto, intitulado GENTE DE COR, proporcionou-me não apenas a descoberta e o aprofundamento de saberes ligados à história e cultura africanas e afro-brasileiras, como também a reflexão acerca de minha própria práxis docente. Mediante pesquisas e discussões étnico-raciais, em atenção à Lei 10.639/03, bem como por meio de produções plásticas, leituras de imagens, registros fotográficos e relatos escritos, foi possível investigar a prática educativa e confrontá-la com as informações encontradas na bibliografia pesquisada, bem como interrelacionar os dados teóricos com a realidade escolar. No exercício de tramar pinturas e desenhos com materiais diversos, tanto eu como meus alunos, sujeitos do processo de ensino-aprendizagem, pudemos metaforicamente tecer relações mais humanas, no respeito mútuo de nossas próprias diferenças, o que nos deu a oportunidade de refletir acerca de nossas concepções de homem e de mundo, durante a tessitura dos estudos acontecidos e das experiências vivenciadas. Assim, os conhecimentos sobre preconceito, racismo e educação foram sendo literal e plasticamente construídos nas minhas aulas de Artes, por meio da (re)significação de idéias e conceitos, experiências e saberes; pela heterogeneidade das situações vividas individual e/ou coletivamente; na possibilidade de urdir e tramar relações visivelmente mais justas e cordiais.

Palavras-chave: Ensino de Arte. Lei 10.639/03. Racismo e Educação.

As orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais, elaboradas pelo Ministério da Educação, alerta os profissionais do ensino para a necessidade de se discutir a pretensa superioridade branca envolvendo o cotidiano escolar em práticas prejudiciais ao grupo negro. Nesse sentido, torna-se imprescindível possibilitar aos sujeitos da educação a promoção do reconhecimento e do respeito às diferenças, do diálogo franco e sem receios, permitindo a construção de vivências sociais de modo crítico e questionando a divisão e a

hierarquização raciais. Entretanto, o silêncio da escola sobre as dinâmicas das relações raciais não consegue apagar as diferenças existentes dentro da sala de aula, nem permitir a possibilidade do respeito mútuo e do diálogo aberto entre os sujeitos, sem que haja medo ou preconceito.

A partir desta constatação, integrando teoria e prática, realizei em 2009 um projeto de

ensino, intitulado GENTE DE COR, com alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, na E. M. Prof. Oswaldo Vieira Gonçalves, em Uberlândia-MG. Em atenção à Lei 10.639/03, decidi promover nas minhas aulas de Artes pesquisas e discussões ligadas à cultura africana e afro- brasileira, propondo estudos acerca da discriminação racial e da veiculação de idéias racistas que surgem muitas vezes em função do fenótipo de cada pessoa. No referido projeto desenvolvi o conteúdo “cor” como um elemento formal da gramática visual e propus alguns questionamentos para desencadear reflexões sobre a cor na figura humana, objetivando uma tomada de consciência sobre os preconceitos que perpassam o nosso cotidiano. O termo “gente de cor” é pejorativamente utilizado pelo senso comum para indicar as pessoas da população negra (geralmente de origem africana ou afro-descendente). Por esse motivo, problematizamos assim tal assunto: “Existe gente sem cor?” Frente à resposta negativa para esta pergunta, formulamos outras mais: “Qual é a cor da gente? Não seria uma mistura de várias cores na pigmentação da pele humana? Uma pessoa tem uma só cor? E qual cor seria? Preta? Branca? Amarela? E não são estas as cores comumente utilizadas para designar o termo raça?” Nas nossas pesquisas descobrimos que no Brasil,

quando se fala em cor e/ou raça, pensa-se principalmente na população negra ou

afro-descendente e/ou na luta contra o racismo ou a favor da superação das desigualdades raciais. Recorre-se ao termo etnia, quando se pensa, por exemplo, nas múltiplas etnias indígenas, nos grupos populacionais de origem germânica, italiana, polonesa, sírio-libanesa, etc., inclusive nas diferenças internas dentro da própria raça negra (Ferraro, 2007, p. 6).

) (

A partir disso, passamos a usar os nomes das cores somente para designar algumas raças

e nunca para definir a tonalidade da pele humana.

Nas aulas de Artes subseqüentes, realizamos leituras de imagens de pinturas de diferentes épocas dentro da História da Arte – visando destacar a figura humana como tema central e reconhecer nas suas representações imagéticas a pluralidade étnico-racial existente na humanidade – enfocando principalmente a miscigenação existente no Brasil 1 , inclusive dentro da sala de aula, destacando não apenas os diferentes tons da pele humana como também a grande variedade de cores e formas encontradas nos olhos, boca e cabelos de cada indivíduo, ou seja, no fenótipo das pessoas. Para aquecer ainda mais as discussões sobre o tema estudado, solicitei aos alunos uma pesquisa de sua própria cor, por meio de diversas experimentações plásticas, para que pudessem descobrir quais cores seriam necessárias para dar o seu tom de pele e qual a proporção de cada uma delas na mistura. As crianças foram estimuladas a registrar as suas descobertas por meio de produção visual, bem como de relatos orais e escritos. Outras questões propositoras foram surgindo e as discussões foram ampliadas no intuito de esclarecer que a cor da pele não determina nem o caráter nem a personalidade de quem quer que seja, e que a atitude de julgar os outros por sua aparência, seus traços físicos ou sua cor caracteriza-se explicitamente como uma forma de discriminação e muitas vezes como racismo. A cor da pele é a característica mais visível da aparência de uma pessoa, e é determinada por uma maior ou menor quantidade de melanina produzida pelo organismo humano no decorrer de sua adaptação às regiões imensamente quentes ou de clima frio e moderado. De acordo com Ceert (2007), o fenótipo da cor da pele é talvez o mais potente definidor de lugares sociais no interior dos sistemas modernos e contemporâneos, os quais são denominados no imaginário brasileiro pelo termo “raça”. Aprofundando um pouco mais esse assunto percebemos que,

O racismo é uma abordagem ligada, lógica e ideologicamente, à idéia de raça. A ideologia do racismo divide a humanidade em grupos raciais com traços físicos

hereditários comuns, os quais determinam as características psicológicas, morais,

intelectuais e estéticas dentro de uma escala de valores desiguais. [

democracia racial bloqueou durante muitos anos, o debate nacional sobre o racismo

e a necessidade das políticas afirmativas para a promoção da igualdade. [

modo, o racismo persiste na sociedade brasileira por meio de idéias pré-concebidas,

práticas discriminatórias e políticas públicas que reproduzem ou ignoram situações de extrema marginalização econômica e de exclusão social de negros e indígenas, perpetuando profundas desigualdades comparativamente aos brancos (NEVES, 2008, p. 19-22).

O mito da

]

]

Desse

1 Dentre estas apresentamos: Bananal (1927), de Lasar Segall; Tropical (1917), de Anita Malfatti; Mestiço (1934), de Cândido Portinari; e Operários (1933), de Tarsila do Amaral.

Para desencadear outras reflexões levantei novos questionamentos e desafiei meus alunos a responder: Existe racismo no Brasil? E na nossa cidade? É possível perceber discriminações racistas dentro da escola? E na nossa sala de aula? No meu entendimento, viabilizar a discussão desse assunto viria possibilitar aos alunos a partilha de situações em que vivenciaram e/ou assistiram a manifestação do preconceito em relação à cor da pele da pessoa humana e às suas características raciais. Entretanto, pude constatar que as crianças demonstravam mais facilmente suas idéias no debate acerca do racismo em âmbito nacional ou presente na nossa cidade, mas quando as questões eram voltadas para dentro do espaço escolar ou da própria sala de aula os depoimentos tornavam-se mais escassos e os alunos pareciam não ter muito que relatar. Nas aulas seguintes, os alunos produziram auto-retratos por meio do desenho e/ou pintura, recorte e colagem (Figura 1), esfacelando a figura humana para representar suas angústias, retraimentos, decepções e demais sentimentos provenientes da fragilidade da pessoa defronte a discriminação e o preconceito racial.

da pessoa defronte a discriminação e o preconceito racial. Figura 1 – Desenhos tecidos em papel

Figura 1 – Desenhos tecidos em papel sulfite – Arquivo Pessoal (2009).

A partir das novas discussões realizadas em sala de aula e de meus estudos teóricos, pude perceber o quanto as questões relacionadas à discriminação racial são silenciadas dentro da escola e negadas pelos sujeitos em suas relações, como se fossem recobertas por uma camada de “tinta invisível”, deixando-as imperceptíveis à primeira vista. Neves (2008) alerta que no Brasil o racismo possui uma característica implícita e sutil, não aparecendo nas relações humanas mais próximas. Para este autor, pesquisas demonstram que de uma maneira geral a sociedade até admite a existência do racismo no nosso país, mas quando o problema é colocado no território das relações sociais imediatas, onde vivemos, trabalhamos e/ou estudamos, as pessoas tendem a negar a existência de práticas racistas. Tal “ambigüidade entre a afirmação de uma realidade e a negação de sua reprodução nas práticas sociais cotidianas caracteriza o chamado racismo à brasileira” (NEVES, 2008, p. 51). Não foi

difícil comprovar essa realidade dentro da sala de aula, principalmente quando as discussões passaram a ressaltar a discriminação originada a partir do fenótipo das pessoas com as quais convivemos cotidianamente. Contudo, embora seja muitas vezes desconfortável para professora e alunos a discussão do racismo entre seus próprios pares, nós pudemos compreender que

Por ser uma forma de consciência historicamente determinada, o racismo é fundamentalmente transversal, ou seja, atravessa todos os segmentos da sociedade e todas as formas de organização social: partidos políticos, religiões, ideologias, etc. Afeta, ainda, todas as camadas da sociedade, sendo um fator majoritário no universo onde se sustenta emocional e historicamente (MOORE, 2007, p. 286).

A escola, como uma instituição social, não poderia fugir a essa constatação, mas, por outro lado, por ser espaço de formação humana, pode propor discussões e debates sobre o assunto, provocar reflexões e gerar novas atitudes, subsidiando a construção de relações mais justas e humanas. Ainda segundo Neves (2008, p. 52), “não será jogando o racismo na vala comum dos preconceitos em geral que o problema será resolvido”. Acreditamos ser primordial a tomada de consciência da complexidade do racismo para buscar a sua superação, tanto no cotidiano social como no espaço escolar. É imprescindível explicitar o racismo como algo a ser severamente condenado, uma escolha inapropriada e socialmente reprovável. Como uma forma de construir relações mais justas e afetuosas dentro da sala de aula, propus às crianças uma produção plástica coletiva, a partir das tiras de papel pintadas e recortadas na desconstrução da figura humana, para serem recuperadas novamente por meio da tecelagem. Desse modo, os alunos formaram pequenos grupos para tramar em urdiduras de cordão, lãs, fitilhos, fitas de plástico e outros materiais, as pinturas esfaceladas numa atitude simbólica, porém concreta, de reconstruir a pessoa humana através da produção visual, do esforço criativo, do coleguismo, da ajuda mútua e do respeito à diversidade étnico-racial do outro (Figuras 2 e 3).

do esforço criativo, do coleguismo, da ajuda mútua e do respeito à diversidade étnico-racial do outro
Figura 2 – Pinturas recortadas e tecidas com cordão, plástico e lã – Arquivo Pessoal

Figura 2 – Pinturas recortadas e tecidas com cordão, plástico e lã – Arquivo Pessoal (2009).

No exercício de tramar pinturas e desenhos com materiais diversos, tanto eu como meus alunos, sujeitos do processo de ensino-aprendizagem, pudemos metaforicamente tecer relações mais humanas, no respeito mútuo de nossas próprias diferenças, o que nos deu a oportunidade de refletir acerca de nossas concepções de homem e de mundo, durante a tessitura dos estudos acontecidos e das experiências vivenciadas.

dos estudos acontecidos e das experiências vivenciadas. Figura 3 – Pinturas recortadas e tecidas com lã

Figura 3 – Pinturas recortadas e tecidas com lã e fitilhos – Arquivo Pessoal (2009).

A realização desta pesquisa, advinda de meus estudos teóricos e do projeto de ensino aqui apresentados, veio não apenas confirmar o nosso reconhecimento pela importância das lutas anti-racistas dos movimentos sociais negros como também incorporar, junto aos conteúdos específicos de Artes Visuais, a história, a cultura e a dignidade dos povos africanos na educação escolar. Enfim, os conhecimentos sobre preconceito, racismo e educação foram sendo literal e plasticamente construídos nas minhas aulas de Artes (Figura 4), por meio da (re)significação de idéias e conceitos, experiências e saberes; pela heterogeneidade das situações vividas individual e/ou coletivamente; na possibilidade de urdir e tramar relações visivelmente mais justas e cordiais.

Figura 4 – Pinturas recortadas e tecidas com cordão e fitilhos – Arquivo Pessoal (2009).

Figura 4 – Pinturas recortadas e tecidas com cordão e fitilhos – Arquivo Pessoal (2009).

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