Tratamento de Fraturas.

Princípios: - não ser nocivo; - basear o tratamento em um diagnóstico e prognóstico acurados; - cooperar com as leis da natureza; - selecionar o tratamento com objetivos específicos; - ser realista e prático; - selecionar o tratamento para o paciente como um individuo. (ou seja, não posso pegar todos os tratamentos e colocar para todos os pacientes). Indicação de imobilização -imobilizar provisoriamente uma fratura ainda não reduzida. Ex.: fratura de antebraço que ainda vai se submeter a redução cruenta ou incruenta). imobilizar uma fratura reduzida; (provisoriamente – tem uma fratura, o paciente vai esperar a redução. E após a redução também, para manter a redução que eu obtive). -imobilizar o seguimento após o trauma. Ex.: entorse no joelho ou cotovelo. - imobilizar o seguimento em um processo infeccioso. Ex.: bio artrite de joelho ou de qualquer outra articulação e dói muito, faz-se o tratamento cirúrgico, imobiliza no pos-operatorio porque qualquer movimento em lugar com infecção dói demais. - manter correções de deformidades. Ex.: deformidade de joelho, bloqueio de extensão ou flexão. Não pode deixar muito tempo imobilizado. - após cirurgia. Ex.: transposição tendinosa, imobiliza ate cicatrizar. (Deformidade no cotovelo, bloqueio de extensão/flexão. Corrijo esse bloqueio e imobilizo por uns dias, não posso deixar muito tempo se não nem a fisioterapia recupera. Tem que ter mobilização precoce. Então, eu corrigi uma deformidade, o paciente tem uma fratura do rádio viciosamente consolidada, eu fui lá corrijo essa deformidade, mantenho essa imobilização. - Após cirurgia: eu operei, fiz uma transposição tendinosa, eu tenho que imobilizar até cicatrizar esse tendão e começar a movimentar. Se eu liberar para movimentar logo, isso vai romper. - Mas tem alguns que eu não posso. Por exemplo, operar o joelho, se ficar imobilizado muito tempo, já era). Tipos de imobilizações

Ela tem o nome de onde ela começa e de onde ela termina para evitar aumento de volume, edema, garroteamento. A imobilização tem que incluir uma articulação abaixo e acima da fratura ou do trauma. Ex. quebra o antebraço tem que envolver punho e cotovelo, fazendo uma luva tem que ter movimento de pronosupinação, a exceção é a fratura da clavícula). 1. goteira gessada, calha ou tala gessada: suropodálica, inguino-podálica. (imobilizações provisórias. Áxilo-palmar. Ou braquio-palmar. Antebráquio-palmar. Suro-podálica. Curopodálica. 2. colete ou colar de Schanz: para traumas leves da região cervical e torcicolo. (Você pode improvisar fazendo de algodão e atadura, ou papelão). 3. minerva: trauma da coluna cervical e dorsal alta. (essa é a imobilização da coluna cervical. Não dá pra tratar com colar de Schanz). Hoje é pouco utilizada. Trauma grave da coluna cervical e dorsal é cirúrgico. Pode também usar o colar de Filadelfia. 4. halogesso: fraturas estáveis ou após estabilização cirúrgica. (para dar mais estabilidade). 5. colete de Putti: traumas da coluna dorsal baixa e lombar. (gessado ou de plástico). Muito utilizado nas fraturas estáveis. 6. Velpeau: traumas escapulo-umeral—após redução de luxações, fraturas do colo, clavícula, omoplata e após cirurgias. (paciente teve trauma no ombro, luxação gleno-umeral. Faço a redução e posso colocar o velpeau. Hoje, está aprovado que as partes moles não cicatrizam, sendo desnecessários aqueles 21 dias. Tenho que suturar essas partes moles. Em idoso não pode, porque pode dar ombro congelado. Fraturas da escápula, após cirurgia do ombro). É mais preferível em criança que em adulto. A dipoia canadense é mais indicada no adulto. 7. Velpeau com malha: traumas no ombro (entorse, fraturas de clavícula- crianças). (pega uma malha tubular. Para entorses do ombro, fratura de clavícula, colo do úmero em criança. Esse pode ser trocado pela tipóia canadense, faz o mesmo efeito). 8. enfaixamento clavicular em 8: fraturas da clavícula. (fratura de clavícula. Ou você coloca uma tipóia tipo canadense ou você opera. Você se limita a não usar muito esse tipo de imobilização, só em fratura de clavícula em adulto, que fica cavalgado. E em criança, só uma tipóia.)

Se for uma fratura do antebraço. e vou exercitar. A finalidade desse gesso.) 15. e vai pisar em base do platô. Uma atrofia muscular e uma atrofia óssea. (pode ser feita com a parte externa do esparadrapo. imobilizo por 5 dias – PRICE – retiro. Era utilizada pós-trauma de joelho. Isso não era bom. Nas fraturas dos ossos da perna estáveis. Vocês vêem que o tem que colocar o gesso em todo o membro. . Se for atleta de final de semana. Quando se está preocupado com a movimentação precoce do joelho. Para cicatrizar a parede extensora). hoje não se utiliza mais a cintura pélvica). (evita a rotação mas permite flexoextensão. Evita a rotação do joelho mas ele permite a flexoextensão. Se você não colocar.úlceras de pressão. 12. (região do braço até a mão. mexe o escafóide e a estrutura não consolida). Usa no dedo em martelo – lesão do tendão extensor. escama de peixe: fraturas das falanges e interfalanges do pé. inclui os dois – lateral e medial). o próprio peso do gesso vai alinhar a fratura. Então. levam o escafóide ao movimento. o gesso leva a tudo isso. . faz-se uma retração na cicatrização. tenho que imobilizar uma articulação acima e uma articulação abaixo para evitar pronosupinação. a fratura ficava encurtada.inguinopodálico: joelho e perna. As fraturas do joelho não! Opera-se + movimentação precoce. e uma abaixo). Se utilizava em fratura do antebraço em criança. pode utilizar o sarmento. (é um gesso com uma argola que a tipóia passa por dentro dessa argola [SEMPRE DO TERÇO MEDIAL PARA DISTAL]. eu estou tratando a fratura do escafóide. o ideal é operar no 3º mês. Vai dar edema e isso forma um garrote). antebraquiopalmar: traumas no punho e ossos do carpo. Então. fraturas de base do metacarpo.) 14. (fraturas do fêmur na criança. 13. 10. deixa a articulação dura). E não se imobiliza mais. se você levar um corte no dedo nesse sentindo. vai dar garroteamento da musculatura. por causa do índice de artrofibrose – que aumenta em torno de 75% quando eu pego o camarada que é atleta de final de semana e opero logo o joelho dele. antebraço. se usava em fratura cominutiva do úmero. aquela capa. o antebraço vai doer. . . a melhor imobilização para o joelho é um par de muletas. só utiliza esse gesso na fratura da criança. Complicações: (então. tala digital: trauma nas falanges e lesão do aparelho extensor. (Quando eu pego esse gesso e incluo o primeiro dedo. Se eu sofri uma entorse de joelho. 11. No adulto é aconselhável tratamento cirúrgico. CINTURA PELVICA (Calção gessado): (fratura do anel pélvico. O paciente ficava 2 meses na tração. O tratamento é cirúrgico – na maioria das vezes – ou é conservador – repouso no leito. hemipelvicopodálico: patologias das articulações coxo-femoral e fêmur (fraturas)— somente em criança. inguinomaleolar: trauma no joelho (não se usa mais. Incluindo sempre o dedo vizinho. Se levar conservador. Hoje. Ou botava o hemipelvico ou o pélvico. 18. imobilizo com hemipelvicopodálico ou pelvipodálico. Se é no 3º dedo. Muito utilizado em fratura dos ossos da perna. quando ele mexe o dedão. pode pisar. o joelho e o quadril duros. 16. Você não pode imobilizar o dedo reto. porque as instáveis são cirúrgicas). ele vai pisar.contratura muscular e capsular.9. movimentar logo). Só opera logo o atleta de elite. Tem que manter em flexão. E se o paciente teve um trauma. E movimentação a vontade. vai perder a redução. (fraturas do tornozelo e do pé. dentro do hospital e depois ficava mais 2 meses com esse gesso.aderências intra-articularesm Tratamento cirúrgico . cirúrgico. Se eu colocar só um antebráquio-palmar. 17. braquiopalmar ou axilo-palmar: traumas no cotovelo e antebraço. Se eu não bloquear. tem que bloquear o primeiro dedo – abdutor longo e o extensor curto. Então. Eu tenho que imobilizar SEMPRE uma articulação acima do trauma. Qualquer trauma no cotovelo. (hoje só utilizado nas fraturas da tíbia.atrofia de desuso do músculo e do osso. . Então. aparelho gessado sarmento: fratura dos ossos da perna. Quando tiver coragem e não sentir mais dor. suropodálico: patologias do pé e tornozelo.trombose venosa local. O pós-operatório é gelo e mobilização. o paciente faz pronosupinação. (fraturas da falange. Só tem indicação de imobilizar dedo reto. Ou se for atleta de elite com lesão ligamentar. braquiopalmar pendente: traumas do úmero cominutidas e antebraço em crianças. E se tiver uma fratura. Colocava-se essa argola a nível do foco de fratura para manter o equilíbrio). fraturas do radio distal.

você tem que abrir todo o túnel do carpo.artrodese: fundi a articulação (unir. fundir. .osteotomia (quebrar o osso.: artrite reumatoide . Esse túnel vai comprimir o nervo. . 3.alongamento (paciente que nasce com encurtamento congênito do tendão de Aquilles. redução Incruenta (manipulador) (faço manipulação. .fratura de fêmur . Não opera quando não se sabe operar.alivio da dor.pósoperatório em amputações. . tira o tumor e descomprime o nervo). Tem a parcial. .artroscopia (olhar). reduzo. Pessoal da digitação.corrigir deformidades. .artoplastia: substitui a articulação lesada. Ex. Ossos . . Ainda está em estudo a prótese de tornozelo). pus. E na criança não pode passar de 3kg senão arranca. e ela vai alinhar.neurólise: liberar o nervo. diminuir mobilidade do foco. Tem que fazer três: 1) qual a via de acesso? 2) opero logo ou posso esperar? Se for uma fratura de tornozelo tenho que operar logo. lesão de parte mole dever ser diminuída. articulações. . faz transposição do nervo cubital para região anterior para evitar compressão). As fraturas têm que ser operadas logo. fica na ponta do pé). É o famoso “pegador” – ele sabe onde ele está pegando.transposição do nervo (utilizado muito em Mal de Hansen. Existem fraturas do joelho. passa o abdutor longo e o extensor curto. menisco rompido.tenólise (liberação do tendão. . pre-operatorio de luxação traumática. então ele fica comprimindo. ele não consegue pisar com esse pé. (abertura). Corrigindo a deformidade. 4. .neurectomia: secciona o nervo para ele não funcionar mais (faz-se em paralisia cerebral). . fratura de todos os metatarsos. é a prótese de quadril. Ex. . após a gestação – aquelas que amamentam a criança no seio -. Lava bem e depois você faz a redução). .1. Doença de DEKERVEIN(?) Tenosinovite de dekervein (?) – primeiro túnel extensor.: na fratura da tíbia. Na síndrome do túnel do carpo. você vai lá e abre o túnel extensor.tenorrafia (exemplo: lesão no tendão de Aquilles). Articulações: -artrotomia: tira-se pus da articulação. diminuir. Então.usa de 7 até 10% de peso do corpo. em que só troca a cabeça do fêmur e a total. Paciente que tem um tumor que está comprimindo o nervo.) . .osteossíntese: quando vai fixar uma fratura na outra. pós-operatória de pioartrite. do platô que pode conservar – dependendo do desvio e do afundamento. Tendões: são lesões espontâneas . Sai verde. Em algumas pessoas. b) transesquelética . . Ou o dedo em gatilho. De ombro não dá bom resultado. não posso esperar. (trocar. Quando você não tem material adequado para aquela cirurgia.tenodese (fazer com que o tendão bloqueie uma articulação). Pessoas que movimentam muito a mão digitando. fraturas de pequeno desvio.recuperar movimentos. corrigir. redução Cruenta (com bisturi. . corrigir retrações. .alinhar fratura. De joelho. . Nervos: -neurorrafia sutura do nervo (pode usar cola de fibrina para fazer a rafia desse nervo). na gestação – por alteração hormonal -.transferência de tendão . NÃO DÁ PARA FAZER EM CRIANÇA GORDINHA. 2.tração contínua: a) percutanea: . Exemplo: 60kg  6kg. pessoas com artrite reumatóide.tenonotomia (cortar o tendão – utilizado muito em paralisia cerebral). Em fratura de fêmur distal com . 2.reduzir fraturas. Muito comum. fraturas de fêmur em crianças até 4 anos. . (passam 4 tendões flexores superficiais e 4 profundos. Fusão de L5 e S1. Fecha a mão e engatou o dedo. mas às vezes ela penetra no túnel do carpo.prevenir e/ou corrigir deformidades Métodos cirúrgicos 1. não pode esperar. . não vai improvisar).enxerto de nervo . eu faço uma osteotomia e fixo. boto no lugar. 3) quando não operar? Risco/beneficio. A prótese de melhor resultado.artrocentese: tira-se sangue (punção.enxerto de tendões . incisão) (aquela que é aberta – os objetivos delas são idênticos. você libera esse tendão do túnel A3).lesão de partes moles (coloca a tração na pele para ela não retrair e não dificultar o fechamento depois nesse coto). tem uma pioratrite. luxações congênitas. a artéria interóssea – porque ela termina antes do carpo. Uma fratura que consolidou torta. Também em tornozelo. após uma pioartrite).melhorar a função e a capacidade. Usada para alinhar fratura. O flexor do primeiro dedo e o nervo mediano.reduzir luxações.

osteomielite: fura esse osso para drenar essa secreção. e se não danifica o periósteo ele tende a crescer.: fratura exposta com perda óssea. Ex. não pode danificar o periósteo). tíbia proximal. evita tirar da ponta por causa da cintura. . tira o seqüestro). Paciente tem uma osteomielite e esse osso está morto. teve um trauma grave que danificou a físe. Pode ser retirado também da fíbula.epifisiodese (criança. . .curetagem óssea: quando tem uma infecção ou pseudoartrose com osso dentro do canal. não tem mais. cureta.enxerto ósseo: o melhor local de retirada é a asa do ilíaco. parar deixar a asa do ilíaco). Quando você corta. tira um pedaço. . sangra.alongamento: quebra um pedaço do osso para onde quer que ele cresça. Você fura. (o melhor lugar de enxerto é do ilíaco. drene a secreção purulenta que tem dentro). tira da parte interna do ilíaco.transporte ósseo: quando há retirada de tumor de célula gigante. . que é o osso esponjoso. Fratura de fêmur proximal). que vai cair. Então.fixação com placa-parafuso. Faz-se a fixação da fise para não crescer mais. . Isso é um alongamento ósseo com transposição. . Se for na mulher. você tira e isso vai sangrar. usa-se a fíbula proximal como enxerto. depois alonga). (tirar o osso morto. Esse joelho vai crescer torto.sequestrectomia: quando o osso ta branco--retira-se o osso.

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