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ÍndiceÍndice GESTÃO TECNOLÓGICA Fóruns Tecnológicos Um espaço para pensar, planejar e decidir com precisão a
ÍndiceÍndice GESTÃO TECNOLÓGICA Fóruns Tecnológicos Um espaço para pensar, planejar e decidir com precisão a
ÍndiceÍndice
GESTÃO TECNOLÓGICA
Fóruns Tecnológicos
Um espaço para pensar, planejar e decidir com precisão a gestão estratégica de tecnologia da Cemig
8
CEMIG DISTRIBUIÇÃO
Planejamento
As mil e uma formas de acertar o caminho
14
Efeito corona
Porque depois da tempestade vem a bonança
17
Rota perfeita
Expansão das Linhas de Distribuição pode ser mais bem planejada
20
Inovação
Cemig desenvolve sistema inédito para diagnosticar o estado físico dos equipamentos nas subestações
22
Precisão
Novo padrão de calibração de medidores de energia elétrica aumentará confiabilidade nas medições,
reduzindo custos
25
Investimento seguro
Novo software garante a hora certa de decidir onde e quando alocar os recursos da Cemig
28
CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO
Impactos na ictiofauna
Para compreender, muitas vezes é preciso nadar contra a corrente
32
Manutenção sem Perda da Parcela Variável
Resultados de protótipo reduzem custos e ampliam segurança para empregados
34
Desempenho do sistema elétrico
Novos critérios para aferir interrupções de eletricidade aumentam desempenho e eficiência do sistema
37
Avaliação de Impactos Ambientais
Sistema Especialista reúne informações em um só banco de dados
40
BATE PAPO
Gestão Tecnológica
Pesquisa e Desenvolvimento fazem parte das estratégias globais da Cemig
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PROJETOS DE P&D CEMIG/ANEEL APROVADOS
46
3

ExpedienteExpediente

ExpedienteExpediente Sede da Cemig, em Belo Horizonte. Diretoria Diretor-Presidente: Djalma Bastos de Morais Diretor

Sede da Cemig, em Belo Horizonte.

Diretoria

Diretor-Presidente:

Djalma Bastos de Morais

Diretor Vice-presidente:

Arlindo Porto Neto

Diretor Comercial:

Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga

Diretor de Distribuição e Comercialização:

Fernando Henrique Schuffner Neto

Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios:

José Carlos de Mattos

Diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações:

Luiz Fernando Rolla

Diretor de Gás:

Márcio Augusto Vasconcelos Nunes

Diretor de Gestão Empresarial:

Marco Antonio Rodrigues da Cunha

Diretor de Geração e Transmissão:

Luiz Henrique de Castro Carvalho

Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico

Informativo do Programa de Gestão Estratégica deTecnologia da Cemig

Superintendência de Tecnologia e Alternativas Energéticas Alexandre Francisco Maia Bueno

Textos Júnia Carvalho e Leandro Borthot

Revisão

Editada pela Superintendência de Comunicação

Tucha

Empresarial Av. Barbacena, 1200 - 19º andar - Belo Horizonte MGimprensa@cemig.com.br www.cemig.com.br

Projeto Gráfico e Editoração É editora!

Editor Responsável

Fotografia

Luiz Henrique Michalick - Reg. Nº 2211 - SJPMG

Eugenio Paccelli

Coordenação de Edição Elizeth Nunes da Silva

Impressão Gráfica Del Rey

Edição

Tiragem

Júnia Carvalho

15 mil exemplares

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A estratégia de crescimento da Cemig encontra-se em um momento de rápida expansão de negócios
A estratégia de
crescimento da
Cemig encontra-se
em um momento de
rápida expansão de
negócios e territorial.
A tecnologia não
somente tem de
estar alinhada a
essa estratégia
empresarial, mas tem
de ser um dos pilares
para o sucesso dela.
O momento de
perguntar é aquele
que pode modificar
a trajetória do ser
humano em qualquer
esfera: pessoal,
social, filosófica,
cultural. Estamos
nesta fase do nosso
Plano de Inovação
e Tecnologia, das
perguntas, da
reflexão, do diagnóstico, que irá nos mostrar
a realidade em que nos encontramos. As
respostas serão o subsídio para a elaboração
das ações, para a continuidade do processo em
um novo ambiente.
De início, já estamos sendo inovadores. A
construção desse Plano é ação pioneira da
Cemig. Outra vez somos vanguarda no setor.
E, de novo, estamos buscando crescer e
melhorar, sempre, a prestação de serviço aos
nossos clientes.
Arlindo Porto Neto
Diretor Vice-Presidente
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EditorialEditorial

O MOMENTO DE PERGUNTAR

Uma rápida olhada na relação de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento da Cemig, divulgada nas últimas páginas desta edição da Revista de P&D, revela-nos a amplitude e a variedade das iniciativas da Empresa nesse sentido. Ainda mais: comprova a dedicação de mais de uma década em investir em novas tecnologias e promover o crescimento empresarial atrelado ao mercado mediante o talento e esforço do nosso pessoal.

Embora os projetos listados contemplem um período específico, ajustado à legislação federal, a história da Cemig possui capítulos que mostram sua preocupação permanente com a modernização, com o alinhamento às tendências mundiais do setor, em processos e materiais, pesquisas de mercado e registros de patentes, sempre objetivando a qualidade e o menor custo para o cliente.

Um novo capítulo está sendo iniciado, neste momento. A Cemig está se organizando para gerir os projetos com mais eficiência e de forma padronizada, com a finalidade de monitorar e gerir o conhecimento tecnológico de maneira mais efetiva e se apropriar dos resultados com maior eficiência. Tudo em perfeita sintonia com o planejamento estratégico da empresa, assegurando o crescimento com sustentabilidade.

Esta é a encomenda da Diretoria Executiva:

elaborar um plano de aplicação da inovação e da tecnologia para agregar valor aos negócios da Empresa. O passo inicial será entender a própria situação em que nos encontramos, para podermos, em seguida, identificar, mediante a análise dos pontos fracos e fortes, ameaças e oportunidades, qual direção seguir.

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Implantar e manter uma cultura baseada nas melhores práticas da inovação é um desafio permanente da Cemig e motivo suficiente para colocar a gestão tecnológica como um pilar da estratégia da empresa.

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FÓRUNS TECNOLÓGICOS

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Um espaço para pensar, planejar e decidir com precisão a gestão estratégica de tecnologia da Cemig

com precisão a gestão estratégica de tecnologia da Cemig FórumTecnológico na Cemig: equipe reunida para discutir

FórumTecnológico na Cemig: equipe reunida para discutir táticas e estratégias.

A implantação e a manutenção de uma cultura de inovação em uma empresa são grandes desafios em mercados cada vez mais competitivos. Exatamente por isso, constituem motivos suficientes para ocupar espaço de destaque na gestão estratégica da empresa. Na Cemig, o Comitê de Gestão Tecnológica (CoGET), coordenado pela diretoria executiva por meio da Superintendência de Tecnologia e Alternativas Energéticas (TE), é responsável por consolidar a gestão estratégica da tecnologia

e da inovação nas empresas do Grupo, com

o objetivo de aumentar a competitividade e otimização dos resultados empresariais.

Para discutir taticamente essas ações, em 2008 foram criados 12 Fóruns Tecnológicos (veja o

quadro na página ao lado), divididos por áreas,

a fim de promover a capacitação e a criação de

conhecimentos em diversas áreas do negócio, além de contribuir para a consolidação da cultura de inovação no Grupo Cemig. Tal objetivo

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vem sendo buscado mediante a participação direta de especialistas das empresas da Cemig no planejamento estratégico de tecnologia, na auditoria tecnológica, em grupos de discussão e no suporte às decisões necessárias nos diversos processos de gestão da inovação.

FUNCIONAMENTO

Mas como esses Fóruns trabalham? Criados pela TE e aprovados pelo CoGET, os 12 Fóruns Tecnológicos avaliam e selecionam todos os projetos de P&D que compõem o Plano Estratégico de Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa a cada ano. Os Fóruns são constituídos por especialistas da Cemig, com experiência em diversas áreas de atuação que apresentam interface com as questões relacionadas à inovação. “Criamos um ambiente transversal, no qual as empresas da Cemig podem conversar entre si, com toda a transparência, para definir os planos estratégicos de tecnologia”, afirma Frederico Bruno Ribas Soares, engenheiro de Tecnologia e Normalização da TE.

A ideia da criação dos Fóruns nasceu com base no

projeto P&D 104-Sistema Integrado de Gestão da Tecnologia e da Inovação, do qual participaram oito empregados da TE. O projeto, que deu origem ao mestrado em Gestão Tecnológica de todos eles, criou um modelo de atividades relacionadas à P&D que pressupõe a existência

dos Fóruns como força motriz para criar e manter

a cultura de inovação tecnológica na Cemig.

“Os Fóruns são o braço da gestão tecnológica na estratégia da Empresa”, explica Frederico.

Eles têm atividades ligadas a três áreas: suporte

à gestão de tecnologia e inovação, gestão do conhecimento e formação e treinamento.

ATRIBUIÇÕES

No suporte à gestão, os gaps tecnológicos da Empresa são permanentemente atualizados

e discutidos, permitindo atividades de

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benchmarking com outras empresas e centros de excelência. É essa atuação que vai gerar demandas de tecnologia para serem atendidas pelos projetos de P&D propostos a cada ano.

Além disso, os especialistas fazem a atualização do Plano Estratégico de Tecnologia planejando

o futuro e definindo os temas prioritários para

investimentos em P&D. Posteriormente, os grupos avaliam e selecionam os projetos de P&D

que comporão o portfólio de projetos de pesquisa

e desenvolvimento do ano seguinte, esclarecendo

dúvidas e garantindo espaço para que os proponentes se manifestem sobre o conteúdo de seus projetos. O desenvolvimento desses projetos em sinergia com as estratégias empresariais garante o uso otimizado de recursos, evita duplicidades e maximiza resultados.

Em termos de gestão do conhecimento, os Fóruns estabeleceram reuniões periódicas

– presenciais ou virtuais – para ampliar a

competência interna da Empresa e promover a troca de experiências nos processos tecnológicos.

Por último, na área de formação e treinamento, os Fóruns fazem parte de cursos e palestras em gestão de projetos e outros temas especializados, cujos avanços alcançados são divulgados por meio de workshops locais. As reuniões dos Fóruns, além disso, favorecem um debate multidisciplinar sobre temas tecnológicos relevantes para o negócio Cemig.

NOVIDADES

Em abril passado, foi realizado o 1º Workshop dos Fóruns Tecnológicos, quando foi possível criar uma agenda de atividades. Entre as sugestões levantadas, alguns grupos propuseram a criação de um ambiente virtual de discussão, abrigado sob a plataforma da Internet 2.0, a ser coordenado pela TE. Em razão da proposta, nasceu um piloto que está em discussão. “Nosso objetivo é que os Fóruns de discussão virtuais sobrevivam por si mesmos e que tragam para a

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Empresa um ambiente de crescimento e debate sobre tecnologias e inovação”, lembra Frederico. “Por isso, é necessário que haja uma permanente troca de experiências e de informações entre os participantes dos fóruns para que sejam, de fato, uma ferramenta voltada para a gestão da inovação, permitindo a disseminação e a gestão do conhecimento na Empresa”.

Os Fóruns Tecnológicos, novamente, irão selecionar, a partir de outubro, os projetos de P&D da Cemig, que comporão o portfólio de

2011. Os critérios básicos que vão subsidiar

a

avaliação dos projetos são a originalidade,

o

nível de relação e alinhamento estratégico

com os negócios da Cemig, a probabilidade de sucesso dos projetos e os ganhos pretendidos (veja detalhamento dos critérios de escolha no quadro ao lado). Tudo visando aos resultados efetivos dos projetos atrelados aos objetivos estratégicos da Companhia. Muito trabalho pela frente? Com certeza. Mas nada que nossos especialistas não possam enfrentar com tanto conhecimento, sinergia e visão estratégica.

com tanto conhecimento, sinergia e visão estratégica. FÓRUNS TECNOLÓGICOS Meio ambiente Gestão de bacias e

FÓRUNS TECNOLÓGICOS

Meio ambienteGestão de bacias e planejamento energético Fontes alternativas, geração distribuída e descentralizada, geração

Gestão de bacias e planejamento energéticoMeio ambiente Fontes alternativas, geração distribuída e descentralizada, geração termelétrica e eficiência

Fontes alternativas, geração distribuída e descentralizada, geração termelétrica e eficiência energéticaMeio ambiente Gestão de bacias e planejamento energético Medição, faturamento e perdas comerciais Planejamento

Medição, faturamento e perdas comerciaisgeração termelétrica e eficiência energética Planejamento elétrico e energético da expansão Operação

Planejamento elétrico e energético da expansãoenergética Medição, faturamento e perdas comerciais Operação do sistema elétrico Manutenção do sistema

Operação do sistema elétricocomerciais Planejamento elétrico e energético da expansão Manutenção do sistema elétrico Supervisão, controle e

Manutenção do sistema elétricoe energético da expansão Operação do sistema elétrico Supervisão, controle e automação Segurança patrimonial e

Supervisão, controle e automaçãodo sistema elétrico Manutenção do sistema elétrico Segurança patrimonial e pessoal Novas configurações e

Segurança patrimonial e pessoaldo sistema elétrico Supervisão, controle e automação Novas configurações e topologias de linhas de

Novas configurações e topologias de linhas de transmissão, distribuição e subestaçõescontrole e automação Segurança patrimonial e pessoal Novos equipamentos e materiais Gestão, regulação e

Novos equipamentos e materiaisde linhas de transmissão, distribuição e subestações Gestão, regulação e mercado da Distribuição e da

Gestão, regulação e mercado da Distribuição e da Geração e Transmissãoconfigurações e topologias de linhas de transmissão, distribuição e subestações Novos equipamentos e materiais

CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO PARA PROJETOS DE P& D

Originalidade: grau de inovação tecnológica em relação ao mercado Relação com o negócio Cemig: grau
Originalidade: grau de inovação tecnológica em relação ao mercado
Relação com o negócio Cemig: grau de relação dos projetos com as
atividades do Grupo Cemig
Probabilidade de sucesso: está associada à complexidade do projeto,
à maturidade científica do objeto da pesquisa e à capacitação da equipe
envolvida no projeto
Otimização de custos e receitas: contribuição do projeto na redução de
custos, de multas, de perdas e aumento da receita.
de custos e receitas: contribuição do projeto na redução de custos, de multas, de perdas e

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O planejamento e o desenvolvimento de metodologias que permitam otimizar e modernizar a expansão, operação e a manutenção das subestações e linhas de distribuição da Cemig ocupam o centro das pesquisas de P&D.

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PLANEJAMENTO

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As mil e uma formas de acertar o caminho

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P& D 150

mil e uma formas de acertar o caminho Ç Ã O P & D 150 Linhas

Linhas de Transmissão da Cemig: alvo de projetos que buscam soluções viáveis de expansão.

O planejamento não é uma tentativa de

predizer o que vai acontecer. O planejamento

é um instrumento para raciocinar, agora,

sobre que trabalhos e ações serão necessários, hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho. Essa é uma das muitas frases eternizadas por Peter Drucker,

consultor e autor de vários livros conhecidos mundialmente, nos quais apresenta ideias e conceitos sobre a importância do planejamento para a boa administração dos negócios, seja em que área for.

No setor de energia elétrica, essa importância assume status de estratégia que requer muita criatividade. O trabalho de um planejador de

expansão de sistemas elétricos é um misto de arte e engenharia. Por um lado, ele é responsável por imaginar, dentre várias soluções possíveis, aquela que melhor atenderá aos planos de crescimento de uma concessionária de energia diante do boom demográfico das cidades. Por outro lado, no seu corre-corre diário, ele precisa calcular se o sistema de subtransmissão consegue suportar o crescimento de consumo e de carga, bem como implantar reforços no sistema, como a construção de novas subestações e Linhas.

Na verdade, se vários planejadores trabalhassem numa mesma situação, provavelmente, indicariam diferentes soluções baseadas em suas distintas experiências profissionais e visões

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de mercado. Como garantir, então, que uma empresa está optando pela escolha correta? Em busca de resposta para suas perguntas, a Cemig, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), propôs, em 2005, a criação do projeto de P&D, intitulado Metodologia de planejamento ótimo do sistema elétrico considerando os riscos e as incertezas associadas ao processo.

AS DEZ MELHORES ALTERNATIVAS

Inicialmente, o projeto foi desenvolvido para criar uma metodologia que auxiliasse os planejadores a identificar soluções viáveis de expansão. Para isso, era preciso considerar critérios técnicos e econômicos, tais como o

nível de tensão e o de carregamento de linhas e equipamentos, a confiabilidade, o mínimo custo

e o retorno financeiro, segundo o modelo de

revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Visando facilitar a aplicação imediata da metodologia na empresa, a ferramenta computacional GERALT foi desenvolvida para apoiar a experiência e a capacidade de visualização do planejador. “Fizemos um Projeto de P&D de forma que o próprio sistema analisasse milhares

de alternativas possíveis e indicasse ao planejador uma lista das dez melhores para sua escolha”, afirma Cleber Esteves Sacramento, gerente

de Gestão e Controle de Perdas da Cemig e

responsável pelo projeto.

BUSCA PERFEITA

O primeiro passo para a criação da metodologia

foi avaliar, na literatura, as teorias que descreviam técnicas de otimização e de tratamento de incerteza aplicados ao sistema de subtransmissão. Após os estudos, foram

selecionadas sete técnicas via metaheurística

– que tenta reproduzir o comportamento e a

evolução das espécies. “Diante de uma situação- problema, os programas de otimização listam

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os programas de otimização listam I S T R I B U I Ç Ã O

todas as soluções possíveis, dando um número de respostas extremamente elevado. Todas as técnicas tentam restringir esse espaço de possibilidades, mas cada uma delas usa um método diferente”, explica o gerente.

Metodologia de

planejamento:

escolha da melhor alternativa entre milhares de possibilidades.

Com base no estudo detalhado das soluções, os resultados obtidos mostraram que a técnica BuscaTabu foi a mais indicada para resolver o problema de planejamento dos sistemas de subtransmissão. “A Busca Tabu tem a vantagem

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de não repetir um caminho por onde já passou. Ela guarda o trajeto em sua memória, para evitar voltar àquela situação, tornando mais rápido o processamento dos dados”, afirma o gerente. O que um planejador faz em três meses, o programa faz em poucas horas, com algumas limitações de modelagem.

RESULTADOS

Para ilustrar a metodologia proposta, o protótipo GERALT foi aplicado a um sistema real da Cemig. Ali o software foi testado e apresentou uma solução diferente das que foram propostas pelos planejadores. As maiores

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dificuldades identificadas no processo foram

o uso da interface e a manipulação dos dados.

“Concluímos que, mesmo com o passo a passo, o usuário precisa ser treinado, além de pesquisar e entender a ferramenta, senão terá dificuldades”.

Concluída em 2007, a parceria com a Unifei rendeu teses de doutorado e de mestrado.

O trabalho foi apresentado em congressos

e seminários nacionais, realizados em

Florianópolis, Rio de Janeiro e Salvador. No exterior, participou da International Conference on Probalistic Methods Applied to Power Systems, realizada em Estocolmo, Suécia, onde foi premiado.

, realizada em Estocolmo, Suécia, onde foi premiado. LIVRO ESGOTADO A tese de doutorado de Cleber

LIVRO ESGOTADO

A tese de doutorado de Cleber Sacramento, gerente de Gestão e Controle de Perdas da
A tese de doutorado de Cleber Sacramento, gerente de Gestão e Controle
de Perdas da Cemig e responsável pelo projeto, versa sobre Planejamento
dinâmico da expansão de sistemas de subtransmissão através de
metaheurísticas. A repercussão do trabalho na academia foi muito positiva
em razão do seu ineditismo. Cleber, Armando, Luiz Antônio e outros
pesquisadores da Unifei, foram convidados para escrever um artigo em
inglês que seria publicado em 2008 no livro de engenharia Optimization
advances in electric power systems. “Ficamos alguns meses escrevendo
o
capítulo e o enviamos para a editora. Muitos meses se passaram, eu
defendi a minha tese e nada do livro. Até havia me esquecido dele. Até
que um dia o Armando me ligou e disse que estava publicado. Na hora eu
até pensei: livro? Que livro? Fiquei surpreso. Fui depressa comprar pela
internet, mas já estava esgotado. Não porque vendeu muito, mas porque
a
tiragem era pequena. Acredita que até hoje não tenho o meu exemplar?
Bastidores

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EFEITO CORONA

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Porque depois da tempestade vem a bonança

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P& D 153

depois da tempestade vem a bonança Ç Ã O P & D 153 Antigamente, quando se

Antigamente, quando se navegava em regiões tropicais sob condições que precediam tempestades, os mastros dos navios eram envolvidos por uma delicada luz. O fenômeno se transformou em superstição divina – um sinal da proteção de Santo Elmo, padroeiro dos marinheiros –, ficando conhecido como “o fogo de Santelmo”. Com o passar dos anos, descobriu-se que as nuvens eletrizadas induziam cargas nas pontas dos mastros, produzindo o que passou a ser conhecido “por efeito ou descarga corona”.

Superstição ou ciência, o efeito corona é um fenômeno que está presente nas Linhas de Transmissão (LTs) com tensões iguais ou maiores do que 230 kV. Ele também acontece em tensões inferiores, principalmente nas LTs compactas (que possuem distâncias elétricas reduzidas). O efeito corona aparece na superfície dos condutores, nas ferragens e nos isoladores das LTs e dá origem a uma perda de energia em forma de calor, luz, energia acústica e radiações eletromagnéticas. Entretanto, a Cemig não tinha ferramentas

Efeito corona em um isolador da linha de transmissão:

prognóstico mais

seguro.

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para dar um prognóstico com relação a esses efeitos. Motivo para desistir? De jeito nenhum.

Em um dos projetos de P&D buscou-se, exatamente, identificar e validar uma Metodologia para avaliação do efeito corona em Linhas deTransmissão, com base em uma modelagem computacional e de estudos experimentais em laboratório, que envolveram o cálculo de campo elétrico nos condutores e isolantes em estruturas de transmissão e distribuição. O projeto é uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), iniciado em 2006.

MODELO COMPUTACIONAL

Segundo Edino Barbosa Giudice Filho, engenheiro de projeto de sistemas elétricos na Cemig e que trabalhou na iniciativa juntamente com o gerente do projeto, Gernan Edson Guimarães, é importante que se tenha um conhecimento fundamentado sobre a ocorrência do efeito corona para uma predição segura do fenômeno e, assim, poder validar propostas de alocação de dispositivos anticorona nas LTs e nas subestações. “A geração do efeito corona origina ruídos que interferem na vizinhança das LTs, uma vez que os ruídos podem se propagar além das faixas de segurança caso não haja um prognóstico seguro do fenômeno na fase de projeto dessas Linhas. Isso pode causar interferências na faixa de rádio e TV, danos em isolantes e ferragens da LT, além de representar perda de energia para o sistema elétrico”, afirma Edino. “Por isso, o fenômeno é visto com preocupação, podendo levar a prejuízos econômicos relacionados a reparos e substituições prematuras de equipamentos, redução na segurança e interrupção dos serviços de transmissão de energia”.

Os valores críticos de campo elétrico em determinado arranjo de ferragens estão

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entre os principais parâmetros usados na predição do fenômeno corona. Na literatura,

várias técnicas numéricas têm sido aplicadas no cálculo desses valores, considerando- se, também, as regiões onde eles ocorrem. “Dependendo da aplicação, cada técnica possui vantagens e desvantagens”, ressalta

o gerente. “O Método de Elementos Finitos foi o nosso escolhido, e sua vantagem

é a flexibilidade diante do refinamento

dos resultados das soluções, podendo ser utilizado em consonância com o CoroFEM,

software desenvolvido pelo projeto”.

Por meio desse sistema são analisados

os campos elétricos nas superfícies dos condutores, dispositivos e ferragens das LTs

e subestações. O programa trabalha com

modelos em duas dimensões (2Ds) e está associado a um banco de dados dinâmico

para constantes inserções e atualizações do modelo, além de ser útil para calcular

a probabilidade de ocorrência e mitigação

do efeito corona em diferentes montagens das LTs e SEs.

TESTES EM CAMPO

Algumas simulações com o software foram comparadas com os resultados dos trabalhos de medição realizados na Subestação (SE) Itajubá 3, que é alimentada pela LT Poços de Caldas-Cachoeira Paulista 500 kV, que dá origem às LTs Poços de Caldas-Itajubá 3 e Itajubá 3-Cachoeira Paulista. “Após a energização das Linhas, constatamos a presença de ruídos próximos ao encabeçamento das LTs e no pórtico da SE, típicos de efeito corona”. O problema demandou um trabalho experimental no Centro de Pesquisa em Engenharia Elétrica da UFMG, que desenvolveu, juntamente com a Cemig, o programa, no qual foram realizados mais de 13 ensaios de corona visual em diversos tipos de arranjo com o

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intuito de auxiliar na definição e na confecção de dispositivos anti-corona (em alumínio), que, de modo geral, venham minimizar os impactos do fenômeno nas Linhas.

Os ensaios, em parceria com a UFMG, envolveram diferentes combinações de

condutores, tipos de isolador e ferragens nos níveis de tensão de 138, 230 e 345 kV. Neles foi aplicada uma tensão variável e, por meio de equipamentos de visão noturna, foram registrados os níveis de tensão de aparecimento e de extinção do corona. Os estudos e resultados desse projeto deram origem a um trabalho que foi apresentado no XIX Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, no Rio de Janeiro. “Os resultados foram satisfatórios

e mostraram que as análises tornam o novo

software promissor, mediante a avaliação dos níveis de campo elétrico em vários arranjos

e superfícies, associado a um trabalho

estatístico feito por meio de um banco de dados dinâmico”.

O próximo passo será utilizar o

desenvolvimento alcançado no projeto

e integrá-lo a modelos de predição de Radiointerferência que estão sendo estudados e desenvolvidos para LTs

compactas de tensões de 230 kV e inferiores. As pesquisas estão em andamento sob a responsabilidade de Edino. O trabalho é uma parceria entre a Cemig e a UFMG em um programa de Doutorado. “A intenção

é desenvolver um modelo de predição de

Radiointerferência para LTs instaladas nos centros urbanos, objetivando a predição mais segura do fenômeno para atuar nos projetos desse tipo de LT, trazendo maior harmonia na convivência com a população

e evitando interferências nas faixas de rádio

TV e interrupção no fornecimento de energia”, diz Edino.

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e interrupção no fornecimento de energia”, diz Edino. e BELEZA NÃO PÕE MESA Ç Ã O

BELEZA NÃO PÕE MESA

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O estudo do efeito corona na Subestação de Itajubá 3 foi realizado à noite, quando
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estudo do efeito corona na Subestação de Itajubá 3 foi realizado à
noite, quando é possível enxergar a descarga mais claramente. A equipe
de técnicos foi a campo, com binóculos de visão noturna, para verificar
a
ocorrência do efeito durante toda a madrugada. Lá pelas tantas, o
fenômeno apareceu bem evidente. O frio era intenso, e isso fez com que
o
efeito corona fosse bem acentuado. A cena foi toda gravada e, embora
o
fenômeno acarrete tantos problemas, ninguém pode negar que é muito
bonito de se ver. A equipe observou e marcou os pontos de ocorrência do
fenômeno nas regiões próximas e foi para o laboratório construir a réplica
e
os anéis anti-corona. Depois voltou novamente a campo para analisar os
resultados. O problema foi novamente modelado e simulado.Tudo isso só
foi possível graças aos esforços de todos os envolvidos. Prova de que nem
sempre a beleza é fundamental.
Bastidores

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ROTA PERFEITA

Expansão das Linhas de Distribuição pode ser mais bem planejada

P& D 160

Rota das linhas aéreas: mais planejamento e cuidado ambiental na expansão.

O desenvolvimento de um sistema que

define as melhores rotas para a implantação de linhas áreas de distribuição de energia elétrica já é realidade na Cemig. O projeto intitulado Ferramenta para seleção de corredor de linha aérea de transmissão utilizando inteligência computacional e geoprocessamento aplicada ao sistema elétrico, elaborado pela Concessionária em parceria com a UFMG, tornou o objetivo possível.

O ineditismo da proposta ficou marcado

em razão da criação de uma ferramenta computacional que permite auxiliar a seleção de rotas ótimas, melhorando o planejamento de expansão das linhas aéreas de transmissão. Além

disso, o sistema inclui a variável ambiental nos estudos técnicos e econômicos preexistentes.

As áreas de Planejamento e de Projeto da Expansão do Sistema Elétrico da Cemig possuem várias fontes de informações para definir nova rota de linha, tais como mapas em papel, diagnósticos e relatórios. A análise desses dados, porém, gera várias etapas de trabalho, dificultando a indicação de soluções tecnicamente viáveis no tempo proposto. “A vantagem do novo sistema está na agilidade com que ele permite obter soluções por meio de uma tecnologia digital de imagens georreferenciadas (mapeamento visual), o que aperfeiçoa a tomada de decisão e aumenta

visual), o que aperfeiçoa a tomada de decisão e aumenta C E M I G D

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a possibilidade de encontrar uma solução de

mínimo custo”, afirma Adevaldo Rodrigues de Souza, engenheiro de Planejamento do Sistema Elétrico da Cemig e gerente do projeto.

PROCESSAMENTO DIGITAL

O projeto foi iniciado em 2007, com a coleta de

dados que permitem a leitura e o tratamento

das imagens georreferenciadas. Para utilizar

o sistema, é preciso selecionar, processar, tratar e classificar os mapas geográficos

digitais de uma região de interesse e identificar feições geográficas. “Essa etapa denomina-

se Processamento Digital de Imagens (PDI) e

busca identificar a maior quantidade possível de aspectos geográficos presentes em uma imagem”, explica Adevaldo. Os mapas utilizados podem ser de estradas e rodovias, de uso e ocupação do solo, de relevo, de vegetação, de recursos hídricos, de Linhas de Transmissão existentes, de declividade e de altimetria (altura).

Na metodologia da pesquisa, optou-se por trabalhar imagens no formato raster, que permite fazer a descrição de cada pixel da imagem, já que se pode acessar, de forma simples e regular, qualquer posição do mapa por

meio de sua estrutura matricial. “No Brasil existe um grande acervo de imagens nesse formato,

o que exige grande espaço de armazenamento, pois quanto maior a resolução, maior a quantidade de informação espacial”.

Após a etapa de Processamento Digital, o projetista importa as imagens de interesse ao Rota, software desenvolvido pelo P&D, atribuindo valores de custo e de peso para cada uma delas. Realiza-se, então, o overlay (sobreposição) dessas imagens com o objetivo de gerar um mapa composto. “Essa sobreposição é feita por meio de uma soma ponderada de pixels, considerando os custos e os pesos atribuídos para os diferentes temas. Com isso, o projetista possui a liberdade de, por exemplo, considerar que o mapa de uso e ocupação do solo pode ser mais importante do que o mapa de relevo”, afirma o gerente. Sobre o mapa composto,

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o gerente. Sobre o mapa composto, I S T R I B U I Ç Ã

determinam-se a origem e o destino da rota e, por meio de algoritmos de otimização, chega- se ao melhor caminho por onde uma Linha de Transmissão deverá passar.

TESTE PILOTO

Imagens georreferenciadas permitem o enriquecimento das informações das rotas das linhas de transmissão.

Para testar o software Rota e as técnicas pesquisadas, foi criado um projeto piloto homônimo para uma linha aérea da Cemig em fase de estudos na região de Acuruí-MG. Os profissionais de Planejamento do Sistema Elétrico foram capacitados para a utilização do programa. Após a seleção dos mapas relevantes ao projeto, o Rota gerou três mapas compostos com diferentes pesos para as imagens, traçando três rotas ótimas. Resultado: uma das rotas aproximou-se da que estava apontada no caminho original projetado pela Concessionária.

Por ser uma ferramenta flexível, o programa ainda permite a aplicação de diferentes critérios de outras áreas de atuação, como o monitoramento de impactos socioambientais. “Por meio de um mapeamento ambiental nos biomas de qualquer área da Concessionária, é possível criar um diagnóstico preliminar ambiental no processo de escolha de rotas alternativas, indicando a extensão da Linha de Transmissão, os possíveis impactos ambientais

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e os tipos de licenciamentos necessários para viabilizar a operação”.

Finalizado em 2008, o software ficará pronto

para uso após a criação dos mapas temáticos. “Estamos adquirindo mapas do Conselho de Coordenação Cartográfica de Minas Gerais, e

o próximo passo será mapear toda a área de atuação da Cemig”, explica Adevaldo.

O projeto motivou a elaboração de duas teses de doutorado, duas dissertações de mestrado

e duas monografias de conclusão de curso de

graduação na UFMG. Também foi referência no

curso de especialização em Meio Ambiente e

Gestão Ambiental que Adevaldo cursou em 2008,

na FUMEC. Os trabalhos foram apresentados

no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento

Remoto, em Natal; no International Workshop

on the Algorithmic Foundations of Robotics, em

Guanajuto, no México; no Brazilian Symposium

on Computer Graphics and Image Processing; e

na Semana de Tecnologia e Inovação da Cemig,

em Belo Horizonte.

de Tecnologia e Inovação da Cemig, em Belo Horizonte. INOVAÇÃO Cemig desenvolve sistema inédito para

INOVAÇÃO

Cemig desenvolve sistema inédito para diagnosticar o estado físico dos equipamentos nas subestações

P& D 169

físico dos equipamentos nas subestações P & D 169 Imagem termográfica: inspeções nos estados físicos das

Imagem

termográfica:

inspeções nos estados físicos das conexões e dos equipamentos.

A termografia é uma técnica que amplia a visão

humana além do espectro visível, por meio do espectro infravermelho e, com isso, permite

a análise da distribuição térmica, bem como

a detecção de possíveis tendências de falha

nos equipamentos. Estudos termográficos não

são novos na Cemig existindo desde a década de 1980. Em 2002, com o P&D 021, intitulado

Novas técnicas de manutenção preditiva

em para-raios, a Concessionária levantou o

estado da arte dos para-raios e encontrou no infravermelho nova maneira de fazer a

predição da manutenção nesses dispositivos.

A pesquisa foi continuada em novos estudos. Um

deles, iniciado em 2006, foi o projeto Tecnologia

de processamento de imagens radiométricas para

aplicações em ambiente de subestações de energia.

Para entender a importância da iniciativa, é

preciso, antes, conhecer como a Cemig faz

manutenção preditiva. No processo de inferir

uma possível tendência de falha, ela emprega três

técnicas: a termografia, a vibrometria (vibração) e

a cromatografia (gases e solventes em função de

espectro de cores).

INSPEÇÕES

A termografia utiliza termocâmeras para fazer

inspeções no estado físico das conexões e nos equipamentos. O modelo mais comum desse aparato na Cemig é a termocâmera Flir P20. Construído com uma grelha de 320 x 240 pixels,

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de 320 x 240 pixels, C E M I G D I S T R I

ele usa o infravermelho para captar radiações cujas temperaturas geram comprimentos de ondas de 7 a 14 micrômetros no equipamento. “Quando um corpo gera uma temperatura nesse comprimento de ondas, a câmera faz o registro daquela energia e a processa numa imagem radiométrica formada por 76.800 pixels. No software distribuído pelo fabricante da máquina, consegue-se analisar e medir a temperatura de qualquer ponto dessa imagem e apontar onde está o possível problema”, explica Nilton Soares da Silva, técnico de sistema elétrico de campo da Cemig e gerente do projeto.

Conhecer e desenvolver um software livre

que possa analisar as imagens resultantes

dessa técnica sem ter de despender recursos com a aquisição da licença de uso

do programa foi o propósito do P&D 169,

feito em parceria com o Departamento de

Engenharia Mecânica da UFMG.

ETAPAS

Flir P20:

infravermelho para

captar radiações

que geram

comprimentos de

onda.

A primeira etapa foi conhecer o comportamento técnico do equipamento no que tange à transmissão de calor. Para isso, os pesquisadores fizeram a revisão bibliográfica do assunto, mas foi em vão. “Não existia na literatura nenhuma metodologia científica de pós- inspeção termográfica para subsidiar a tomada de decisão. Eram hieróglifos sobre o assunto”, conta o gerente. “Ao mesmo tempo que isso representou uma dificuldade, nos deu a certeza de que estávamos propondo algo inovador”.

Em seguida, as análises sobre o funcionamento da termocâmera proporcionaram o desenvolvimento de um procedimento-padrão

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com relação à aquisição das imagens. Munida de informação, a equipe desenvolveu o software e fez um teste de validação e de consistência do sistema especialista realizado. Ao mesmo tempo, cem empregados da Cemig participaram de um workshop sobre a ferramenta, evento repetido em 2008, após a conclusão do projeto. “Trouxemos o conhecimento e deixamos dentro de casa. Essa sempre foi nossa maior preocupação”, afirma Nilton.

RESULTADOS

Com isso, a Cemig possui, hoje, um sistema inédito e autônomo para diagnosticar o estado físico dos equipamentos das subestações, atendendo à periodicidade demandada pelo usuário e realizando uma análise preestabelecida para tomar decisões. A ideia é utilizá-lo como

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plataforma para os resultados de outros projetos de P&D, criando uma ferramenta que realize o diagnóstico termográfico de forma inteligente.

No P&D 170, por exemplo, está sendo desenvolvida a aquisição totalmente automatizada de imagens dos para-raios e seu diagnóstico. Após a varredura do conjunto, será emitido um relatório sobre o estado físico dos dispositivos. A lógica utilizada para o diagnóstico foi a retirada de mais de mil medições em campo durante o P&D 021. “Os próximos passos para atingirmos o estado da arte na utilização das tecnologias dos sistemas de infravermelho na Cemig estão em andamento no projeto P&D 235. A proposta é agrupar todos os conhecimentos adquiridos e desenvolver um protótipo para monitorar, em tempo real, uma ou duas subestações, emitindo diagnósticos online dos equipamentos”, conclui o gerente.

diagnósticos online dos equipamentos”, conclui o gerente. APRENDIZADO PARA ALÉM DO SISTEMA O desenvolvimento do

APRENDIZADO PARA ALÉM DO SISTEMA

O desenvolvimento do P&D 169 trouxe mais do que um sistema. Segundo Nilton Soares da
O desenvolvimento do P&D 169 trouxe mais do que um sistema. Segundo
Nilton Soares da Silva, técnico de sistema elétrico de campo da Cemig e
gerente do projeto, o conhecimento adquirido vai além da análise das imagens
termográficas. Ele conta: Eu e Wladkson fomos à Subestação Divinópolis
2 para fazer uma inspeção em nove para-raios. Fizemos a termografia e a
medição de corrente de fuga no primeiro, mas no segundo encontramos uma
coisa diferente: uma região bastante aquecida. Resolvemos mudar a medição
de posição, e o calor sumiu. Ao analisar o comportamento dessa diferença
no software dedicado, aprendemos que não podíamos fazer a inspeção
termográfica em apenas um ângulo, uma vez que os para-raios têm sessão
e
bloco circulares. Não encontraríamos nada. Em conversas com colegas
e
também em outras concessionárias, pouco se sabia dessa informação. A
partir daquele dia, modificamos a instrução de manutenção da Cemig no
caso dos para-raios e inserimos no procedimento operacional a inspeção
termográfica em, no mínimo, três ângulos diferentes. Aquilo foi a descoberta
da penicilina para nós. Motivou-nos a continuar estudando o assunto e a usar
a
termografia da melhor forma possível. Foi um marco.
Bastidores

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PRECISÃO

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Novo padrão de calibração de medidores de energia elétrica aumentará confiabilidade nas medições, reduzindo custos

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P& D 172

nas medições, reduzindo custos Ç Ã O P & D 172 Todo mês é a mesma

Todo mês é a mesma coisa. Um empregado da Cemig visita as unidades consumidoras de energia elétrica para fazer a leitura dos medidores e registrar qual o consumo desde a última medição. O que poucos sabem é que esse procedimento é regido por uma legislação específica, a Resolução ANEEL 414/2010, que estabelece que o funcionamento dos medidores eletromecânicos e eletrônicos deve seguir parâmetros definidos pelo Inmetro/ABNT. Um desses parâmetros preconiza a exatidão das medidas realizadas.

Com a criação e a divulgação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a publicação da Resolução ANEEL 414/2010, já citada, além da histórica crise energética de 2001, os consumidores tornaram-se mais informados e, consequentemente, mais exigentes. Dessa forma, estão mais atentos à exatidão dos medidores de energia elétrica e à qualidade da prestação do serviço. Por isso, mesmo com todo o aparato tecnológico das medições e com a ampla capacitação profissional dos técnicos das concessionárias de energia, alguns consumidores ainda

Medição: novo padrão portátil de baixo custo vai inspecionar e verificar medidores de energia elétrica em campo.

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ficam em dúvida sobre se realmente pagam pelo que foi consumido ou se há alguma deficiência no processo, responsável por um consumo excessivo.

ALTERNATIVA SEGURA

Tal cenário representa um estímulo para que a Cemig busque alternativas cada vez mais seguras a fim de verificar a exatidão da medição. Para isso, utiliza os medidores de alta precisão chamados Padrões de Energia. “Tais padrões verificam os erros dos novos medidores, dos que passaram por reparos, dos que serão novamente instalados e dos que se encontram instalados nas unidades consumidoras, calibrando-os de acordo com a legislação metrológica”, afirma Luiz Renato Fraga Rios, engenheiro de Tecnologia

e Normatização da Gerência de Gestão e

Controle de Perdas da Distribuição e gerente

do projeto.

A questão é que o atual procedimento de

calibração de um medidor instalado em uma unidade proporciona custos para a retirada do medidor a ser avaliado; para a instalação

de um novo e atualização do cadastro; para o deslocamento do medidor até o laboratório de calibração da Distribuidora, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; e para

a manutenção do estoque de medidores.

Além disso, existe, também, a possibilidade de desconfiança do consumidor em relação

aos erros detectados, tendo em vista que, apesar de ser convidado para acompanhar

a calibração em laboratório, na maioria das vezes ele não pode ir.

CUSTOS MENORES

Para enfrentar o problema, o engenheiro Adelino Leandro Henriques, que atuava na Gerência de Engenharia de Medição

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e Coordenação da Proteção da Receita,

juntamente com a Nansen Instrumentos de Precisão, propôs o projeto Desenvolvimento de um padrão portátil de baixo custo para inspeção e verificação de medidores de energia elétrica em campo. O produto gerado pelo projeto teria de reunir, como principais características, o baixo custo, a portabilidade do padrão de calibração, a possibilidade de acompanhamento do processo de verificação pelo consumidor e, principalmente, a alta exatidão da medição.

Iniciado em 2006, a Cemig formalizou a parceria com a Nansen, empresa com know- how em soluções de medição de energia e calibração. O primeiro passo foi detalhar a especificação do dispositivo. Logo depois da prospecção do que havia de mais moderno no mercado, foram orçados dispositivos mecânicos e peças para a montagem do protótipo e, em seguida, feitos testes de calibração e ensaios em laboratório. “Desenvolveu-se o projeto mecânico para atender às necessidades de uso e de portabilidade, e o projeto de firmware e de software para a interface com o computador. Com o diagnóstico obtido nos ensaios de campo e de laboratório, os problemas detectados e as melhorias sugeridas foram atendidos”, explica Luiz Renato.

RESULTADOS

A pesquisa foi finalizada em julho de

2010, com a fabricação de dez protótipos de um Padrão de Energia portátil, capaz de calibrar medidores nos locais onde estes estão instalados sem interromper o fornecimento aos clientes e possibilitando o acompanhamento in loco dos consumidores.

O dispositivo é trifásico, permitindo a

calibração de todos os tipos de medidores

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do Brasil, e é de baixo custo, se comparado aos padrões atualmente comercializados no mercado. Ele também possui um grau de precisão oito vezes maior do que os medidores atuais, tendo sido testado e certificado pela Nansen e pelo Laboratório de Eletrônica de Medição da Cemig, que possuem seus padrões rastreados pela Rede Brasileira de Calibração (RBC), coordenada pelo Inmetro.

A operação é controlada por um notebook,

capaz de emitir laudos que poderão ser entregues imediatamente aos consumidores

e às áreas de controle das distribuidoras. Por

meio de uma porta serial (USB), o programa permite o cadastro de até 1 milhão de resultados medidos. “Por ser de fácil operação, ele não requer habilidades específicas dos técnicos, demandando curto período de tempo para executar o procedimento”, comenta o gerente do projeto. Para operar

o equipamento, os profissionais da Cemig

Distribuição serão devidamente treinados por

uma equipe técnica especializada.

Dos dez protótipos, um será entregue à UniverCemig, sete serão disponibilizados para Equipes de Campo e dois continuarão sob uso e pesquisa pelos técnicos Gleison Santos, João Paulo Batista e Sérgio Nascimento, para que o equipamento seja aprimorado. “Os integrantes da equipe se capacitaram e estão aptos a multiplicar a aplicação, podendo abranger toda a área de concessão da Cemig”, afirma Luiz Renato.

GANHOS

Com o Padrão de Energia obtido pelo projeto,

a Nansen e a Cemig poderão disponibilizar no

mercado um novo produto para calibração de medidores em campo, ampliando sua área de atuação e beneficiando distribuidoras e consumidores de energia elétrica. “Com isso,

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a

Cemig e a Nansen consolidam sua imagem

como empresas inovadoras, com equipes capacitadas e de posse de uma metodologia de desenvolvimento de produtos eficaz”, lembra o gerente.

Para a Cemig, as expectativas são as melhores. Com a adoção do novo procedimento e do padrão de energia, a

Distribuidora terá menor custo operacional

e de estoques, ganhando tempo nas rotinas

de calibração, o que contribuirá para o aumento da qualidade de seu parque de medição instalado. “Com as calibrações in

loco, os custos com logística e manutenção para a substituição dos medidores poderão reduzir-se drasticamente”, explica Luiz Renato. O uso do padrão em conjunto com

o software de calibração inova o processo

de calibração em campo, simplificando-o de

modo a permitir um diagnóstico mais rápido, transparente e de fácil entendimento. “Ela agrega valor à atividade e melhora a imagem da Empresa perante seus consumidores, além de possibilitar mais rapidamente

a recuperação de perdas dado mau

funcionamento dos medidores por incorreções ou irregularidades”.

dos medidores por incorreções ou irregularidades”. Ç Ã O Controle feito por um notebook: laudo direto

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Controle feito por um notebook:

laudo direto para o consumidor.

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INVESTIMENTO SEGURO

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Novo software garante a hora certa de decidir onde e quando alocar os recursos da Cemig

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P& D 206

e quando alocar os recursos da Cemig Ç Ã O P & D 206 Bolsa de

Bolsa de Valores em Nova York: ações da Cemig direcionam investimentos.

Qual é a hora certa para investir em um novo empreendimento? O projeto Metodologia baseada naTeoria de Opções Reais para suportar as decisões de investimento no setor elétrico, iniciado em 2006 e coordenado pela Cemig, em parceria com a Unifei, tem a resposta.

O ambiente de competição no qual as empresas

estão inseridas tem feito com que elas busquem

adaptações às mudanças, procurando investir em projetos flexíveis e capazes de se adequarem

às necessidades do mercado. Os métodos

de avaliação desses investimentos buscam atender a diferentes premissas. Cada método se baseia em um item distinto, a exemplo do balanço patrimonial e do resultado econômico. “Nesse contexto, o uso estático de técnicas tradicionais de avaliação de investimentos, como o Fluxo de Caixa Descontado (FCD), tem sofrido críticas, uma vez que pecam em analisar o valor da flexibilidade administrativa”, afirma Valério Oscar de Albuquerque, engenheiro de Planejamento do Sistema Elétrico da Cemig e gerente do projeto.

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A pesquisa foi desenvolvida para demonstrar

que a utilização dos modelos tradicionais de análise de investimento pode levar a Cemig a uma avaliação inadequada de seus aportes. “O uso de técnicas tradicionais tende a minimizar a avaliação dos nossos investimentos, principalmente aqueles que têm características como prazo, irreversibilidade e incertezas”, explica o gerente do projeto.

OPÇÕES REAIS

Para Valério, a Teoria de Opções Reais é a metodologia capaz de suprir as lacunas técnicas tradicionais de orçamento de capital e foi

selecionada na literatura para levar adiante as pesquisas do projeto. “A habilidade da Teoria de Opções Reais em quantificar a flexibilidade de investimentos em projetos estratégicos a torna uma opção atraente se comparada

à FDC. Muitas vezes, o momento de investir

pode ser postergado ou adiantado em razão da

possibilidade de alterações de diversas variáveis, como demanda, confiabilidade, tarifas e sua revisão”, explica o gerente. Embora a Teoria das Opções Reais tenha ampla gama de aplicações,

o trabalho se limitou a abordar, de forma

aprofundada, a sistemática de investimento no setor elétrico. “A adoção dessa teoria permitiu analisar o investimento considerando quando a opção de investir será exercida (timing) e o valor criado por se ter essa opção, agregando mais informações ao processo de tomada de decisão sobre os investimentos no setor”.

A equipe do projeto realizou a análise crítica

sobre o processo de aplicação da Teoria nos projetos da Cemig, destacando quais seriam os principais ganhos com o processo. O passo seguinte foi aplicá-la ao cenário da Cemig com as devidas adaptações, tratando a “energia elétrica” como commodity – produto de base ou de pequeno grau de industrialização utilizado em transações comerciais nas bolsas de mercadorias, como café, petróleo, minério de ferro, água, crédito de carbono, etc. De posse dessas

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informações, desenvolveu-se um software capaz de avaliar programas de investimento, testado em um caso real de transmissão e distribuição.

No fim do primeiro ano do projeto, uma equipe de 25 gerentes foi capacitada com noções básicas sobre a Teoria das Opções Reais e sobre o uso da ferramenta. No ano seguinte,

a proposta foi comparar os resultados do

primeiro ano com os métodos tradicionais para validá-la. Com o software pronto para uso, os programas de investimentos serão feitos mais facilmente, de forma clara e objetiva. Ele apresenta um diagnóstico com planejamento econômico e utiliza informações como taxa de

sucesso, índices econômicos, riscos, até quando

o investimento pode ser postergado e os ganhos

com isso. “A avaliação econômica que já existe na Empresa tomará novos rumos para que os investimentos sejam realizados no momento certo”, garante Valério.

O projeto motivou a elaboração de duas teses de

doutorado na Unifei. “No segundo semestre de 2010 faremos a segunda etapa do treinamento

com os gerentes, transferindo a tecnologia para

engenheiros de planejamento da operação da Cemig”, conta o gerente.

os

planejamento da operação da Cemig”, conta o gerente. os Controle de investimentos: metodologia supre as lacunas

Controle de

investimentos:

metodologia supre as lacunas técnicas tradicionais de orçamento de capital.

os Controle de investimentos: metodologia supre as lacunas técnicas tradicionais de orçamento de capital. 28 29

A política ambiental, a redução de perdas nos processos de manutenção e a eficiência do setor elétrico são variáveis estratégicas na condução dos negócios da Cemig Distribuição e Transmissão.

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

IMPACTOS NA ICTIOFAUNA

Para compreender, muitas vezes é preciso nadar contra a corrente

P& D 142

vezes é preciso nadar contra a corrente P & D 142 Pesquisa em laboratório garante redução

Pesquisa em laboratório garante redução de impactos sobre a ictiofauna.

32

Especialistas de três universidades mineiras se uniram aos engenheiros e técnicos da Cemig para compreender melhor como se dá o convívio entre as operações da empresa e a ictiofauna de cada local onde ela atua. Desde 2007, quando o programa Peixe Vivo foi criado para apoiar a conservação da ictiofauna nos reservatórios da Cemig e nos rios de Minas Gerais onde eles estão instalados, muito já se avançou nos estudos. Afinal, as pesquisas para mitigar impactos das operações sobre várias espécies datam de muito antes.

O projeto Modos operativos de usinas hidrelétricas que minimizem o impacto sobre a ictiofauna, iniciado em 2003, é um dos trabalhos em andamento e vale por três. Por meio dele se propõe identificar melhorias operacionais possíveis nas usinas hidrelétricas com base em estudos voltados para a prevenção e a redução dos impactos sobre a ictiofauna durante as manobras de operação e manutenção das unidades operacionais da Cemig. O projeto foi dividido em três subprojetos, cada um deles desenvolvido em parceria com uma instituição

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

de pesquisa. São elas a Unifei, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e a UFMG.

PRESSÃO E VELOCIDADE

A Unifei ficou responsável pelos estudos sobre

a variação de pressão e de velocidade da água

dentro do tubo de sucção – duto por onde

com as equipes de manutenção, operação e com

operador nacional do Sistema”, explica João.

o

CAPACIDADE NATATÓRIA

O

realizado no Centro de Pesquisas Hidráulicas

para estudar parâmetros fisiológicos, natatórios

e de comportamento dos peixes. “Se no projeto

subprojeto em parceria com a UFMG foi

a

água sai após passar pela turbina da usina

da Unifei medimos a velocidade da água, na

a

capacidade natatória das espécies da região

hidrelétrica. “Um dos impactos mais comuns sobre a ictiofauna acontece quando os peixes

a

água fica parada ali dentro ou quando, mesmo

UFMG a meta foi correlacionar esses dados com

entram nesse tubo. Isso acontece de duas

e

verificar se elas seriam capazes de suportar a

formas: quando a turbina está em manutenção e

variação de pressão com a usina hidrelétrica em operação”, afirma o gerente do projeto.

com o equipamento em funcionamento, o peixe consegue vencer a corrente e entrar, sofrendo lesões e vindo até mesmo a morrer”, explica João de Magalhães, analista de Meio Ambiente da Cemig e gerente do projeto.

Para entender como a água se comporta em termos de velocidade e pressão nos diferentes modos de operação da turbina, seja em carga

baixa, seja em média ou alta, a Unifei construiu uma bancada de testes em laboratório. Ali foi simulada, em menor escala, a operação da Usina Hidrelétrica de São Simão, hoje o maior empreendimento da Cemig no Brasil. Sete sondas foram acopladas em diferentes pontos do protótipo para fornecer dados precisos sobre

o comportamento das variações de pressão e velocidade da água naqueles pontos.

No subprojeto, concluído em agosto deste ano, foram apresentados os dados da medição das variáveis na Usina de São Simão. “Os pesquisadores precisam calibrar as medidas de laboratório com as medidas reais na Usina para chegarem aos resultados pretendidos. A medição ainda não foi feita porque é muito complexo interromper o funcionamento de uma usina desse porte. Isso demanda planejamento prévio

Para os estudos, foram construídos dois equipamentos experimentais. O primeiro tinha

como intuito simular pressões que variam até 100 metros de profundidade, assim como mudanças bruscas de pressão numa fração de segundo,

o que acontece dentro no tubo de sucção. Os

peixes escolhidos para a experiência foram o

mandi, o cascudo e o piau-três-pintas. “Deles,

o mandi é a espécie mais encontrada no tubo,

porque tem o hábito de procurar locas escuras,

semelhantes às que o equipamento apresenta”, conta João. Verificou-se que tanto o mandi como

o cascudo suportaram melhor as variações de pressão do que o piau-três-pintas.

O segundo equipamento mediu a capacidade

natatória de peixes afetados por operações de

usinas hidrelétricas. Esse foi o primeiro estudo realizado no Brasil sobre a capacidade natatória de espécies de peixes tropicais. “O mandi foi colocado em um tubo de acrílico, numa espécie de esteira ergométrica. Ao aumentar

a intensidade da água, pudemos medir a

velocidade natatória e por quanto tempo ele conseguia mantê-la”, explica o gerente. “Se a capacidade de natação fosse maior do que a velocidade em forma operativa, cerca de um

33

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

34

metro e meio por segundo, isso significaria que

os peixes tinham chance de chegar ao tubo de

sucção facilmente”. Os resultados mostraram que

os valores de velocidade máxima obtidos foram entre 1,2 e 1,7 m/s.

PREVENÇÃO E MANEJO

Com o subprojeto, feito em parceria com

a PUC Minas, foram buscadas alternativas

experimentais para prevenir a entrada de peixes no tubo de sucção. O Departamento de Zoologia de Vertebrados montou um aquário e testou os aspectos comportamentais da espécie

selecionada. Em vez de barreiras físicas, foram utilizadas luzes estroboscópicas, capazes de emitir flashes extremamente rápidos, curtos

e brilhantes. “Peixes de fundo, como o mandi,

parecem ser repelidos pela luz, pois se valem muito mais de estímulos táteis e olfativos do que

os de visão”, diz João. O teste, desta vez, foi feito

com a espécie Paulistinha, pois o mandi fica sob estresse em ambientes pequenos. O aquário foi dividido em duas áreas, uma com e outra sem luz. O estímulo se mostrou eficaz para afastar os peixes de suas áreas de preferência, porém, depois de certo tempo, eles se acostumaram com a luminosidade e regressaram para o hábitat de conforto. O método foi descontinuado.

“O grande conhecimento adquirido com os três projetos é que agora sabemos como os diferentes modos de operação das usinas hidrelétricas impactam na velocidade e na pressão da água, bem como na capacidade natatória dos peixes sob essa pressão. Assim podemos atuar de maneira assertiva para consolidar medidas de manejo e prevenção de risco para a ictiofauna em usinas hidrelétricas”, afirma João. “É mediante essa perspectiva que novos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento

estão sendo elaborados e desenvolvidos”.

Desenvolvimento estão sendo elaborados e desenvolvidos”. MANUTENÇÃO SEM PERDA DA PARCELA VARIÁVEL Resultados de

MANUTENÇÃO SEM PERDA DA PARCELA VARIÁVEL

Resultados de protótipo reduzem custos e ampliam segurança para empregados

P& D 148

O Sistema Interligado Nacional, que detém

96,6% da capacidade da produção de energia elétrica no País, é formado por empresas transmissoras das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte, que também disponibilizam sua infraestrutura para a transmissão de energia elétrica. A Cemig é uma dessas empresas e é remunerada, em contrapartida, tal como as outras, pela disponibilização de seu parque. Essa remuneração denomina-se Receita Anual Permitida (RAP).

Como forma efetiva de regular a qualidade do serviço, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou a Resolução Normativa nº 270/2007, criando uma penalização pela indisponibilidade programada ou não

programada das instalações de transmissão para o Sistema Interligado Nacional. Quando ocorre a pena, intitulada “Parcela Variável”, é deduzida diretamente da RAP, diminuindo os aportes de investimento na empresa para o ano seguinte.

Uma das preocupações da Cemig era que, até o ano passado, não era possível realizar a manutenção em para-raios e transformadores de potencial capacitivo (TPC), equipamentos das subestações de 230 a 500 kV, sem interromper o fornecimento de energia elétrica. Isso, evidentemente, ocasionava o desconto da Parcela Variável. Menos energia, menos investimento. Com a conclusão do projeto Seccionador móvel 500 kV com acionador remoto, essa realidade mudou.

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

, essa realidade mudou. CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO O PROJETO Realizado em parceria com a RITZ

O PROJETO

Realizado em parceria com a RITZ do Brasil, empresa pioneira na fabricação de equipamentos de manutenção em linhas energizadas, e a AREVA, outra empresa especializada em tecnologias para gerenciar redes elétricas, o objetivo com o projeto foi pesquisar e desenvolver uma chave seccionadora móvel para tensões de até 550 kV que possibilitasse a desconexão e conexão de para-raios e TPCs de Linhas sem desligar os circuitos. Isso permitira manter a LT disponível.

Por meio de procedimentos de Linha Viva – em que o profissional faz a manutenção

com a linha ativada –, a concepção básica da chave é criar um caminho alternativo para o circuito e manobrar as correntes típicas desses equipamentos sem danificá-los e sem gerar perturbações no sistema elétrico.

INOVAÇÃO

O projeto foi iniciado em 2004, mas só em 2007 a parceria com as instituições rendeu frutos. “Após experiências negativas com outro fornecedor, buscamos novos parceiros com experiência no mercado, e encontramos a RITZ e a AREVA. Havia uma expectativa muito grande por parte deles e da Cemig, pois os resultados prometiam inovar a forma como a manutenção elétrica era feita no País”, afirma

Subestações de 230 a 500 kV: inovação na forma de fazer manutenção elétrica no País.

35

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

Geraldo Gontijo, engenheiro de Planejamento do Sistema Elétrico da Cemig e gerente do projeto.

O primeiro passo foi buscar na literatura, mediante estudos preliminares, mecanismos para acionamento e desenvolvimento da chave. A RITZ contratou a consultoria do Laboratório de Extra-Alta Tensão da UFMG para dar suporte acadêmico na questão. “A chave deveria ser leve, de fácil montagem, possuir comando elétrico à distância e tempos muito curtos de operação para extinguir, com segurança, os arcos elétricos formados,

principalmente, durante sua abertura”, explica

o gerente. “Deveria também ser compacta,

podendo ser montada e manobrada com segurança e confiabilidade no espaço físico entre os condutores das fases nos arranjos de

subestações de 230 a 500 kV”.

RESULTADOS

E assim aconteceu. A equipe envolvida no

projeto desenvolveu um protótipo e a UFMG realizou, em seu laboratório, pré-testes e ensaios. Depois disso, uma equipe da Cemig testou o protótipo em uma situação real, o que

aconteceu na Subestação Barreiro 1 – em um TPC de 345 kV. Segundo Geraldo, com a nova metodologia de trabalho, além de atender aos propósitos de evitar o desconto da Parcela Variável, é possível viabilizar a redução de custos e também dar manutenções preventivas ou corretivas em TPCs, para-raios e outras chaves de forma mais confiável e segura. “A chave foi eficiente na manobra dos TPCs e dos para-raios. Entretanto, sua utilização requer muito planejamento e supervisão, pois envolve riscos. As situações devem ser avaliadas caso a caso e a segurança dos empregados deve estar sempre em primeiro lugar”.

A utilização da chave foi requisitada, recentemente, na US Três Marias. O projeto, finalizado em 2009, está passando por ajustes para aprimorar o equipamento. O direito de propriedade intelectual é dividido entre a Cemig e a RITZ. Portanto, quando for lançado no mercado, garantirá à concessionária o retorno financeiro, por meio de recebimento de royalties com a venda de cada seccionadora. Haverá divulgação interna e disponibilização da chave para treinamento dos empregados de manutenção da Cemig.

para treinamento dos empregados de manutenção da Cemig. COMEMORAÇÃO FICA PARA DEPOIS É preciso muita

COMEMORAÇÃO FICA PARA DEPOIS

É preciso muita persistência para levar a cabo um projeto de P&D. Além das atividades
É preciso muita persistência para levar a cabo um projeto de P&D. Além das
atividades diárias, as equipes precisam conduzir o processo controlando
custos, prazos e dando todo o encaminhamento teórico do trabalho. “Ao
contrário do que muita gente faz, o projeto Seccionador móvel 500kV com
acionador remoto não foi a minha tese de mestrado”, explica Geraldo
Gontijo, engenheiro da Cemig e gerente do projeto. “Na época, eu já estava
finalizando minha dissertação de mestrado intitulada Estudos de Efeitos
de Exposição a Campos Elétricos em Subestação de Alta Tensão: soluções
para mitigação e monitoramento. No dia do primeiro teste da seccionadora,
fomos ao laboratório da UFMG, apagamos todas as luzes e colocamos a
chave para funcionar. Gravamos tudo, e foi um sucesso. Mas, como era o
último dia para finalizar a dissertação e ela não estava pronta, tive de ir
direto para casa, enquanto o resto da equipe foi comemorar”.
Bastidores

36

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

DESEMPENHO DO SISTEMA ELÉTRICO

Novos critérios para aferir interrupções de eletricidade aumentam desempenho e eficiência do sistema

P& D 157

aumentam desempenho e eficiência do sistema P & D 157 Qualidade não é mais diferencial, é

Qualidade não é mais diferencial, é obrigação.

No setor elétrico, a premissa não é diferente.

A qualidade da energia elétrica se tornou

uma preocupação crescente e comum às concessionárias e aos consumidores. Tornou-se até mesmo uma área de pesquisa da Engenharia Elétrica e engloba a análise, o diagnóstico e a solução de anomalias no sistema elétrico, que podem resultar em falhas ou na má operação de equipamentos residenciais, comerciais e industriais – dos relógios digitais domésticos às linhas de processo automatizadas.

Mas por que tais problemas acontecem?

A aplicação de tecnologia de ponta tem

aumentado a sensibilidade dos aparelhos diante das variações momentâneas de tensão causadas por curtos-circuitos, mesmo que eles estejam localizados em pontos remotos do sistema elétrico. O Afundamento de Tensão (AMT) – redução na magnitude da tensão – decorrente de curto-circuitos é o fenômeno elétrico que mais afeta os sistemas industriais, acarretando prejuízos onerosos como perdas de produção devido às interrupções de processos, perdas de insumos, custos elevados relacionados à mão de obra e a reparos de equipamentos danificados.

Como, em geral, os AMTs estão relacionados às ocorrências de curto-circuito em Linhas de

Desempenho das Linhas de Transmissão:

análise cada vez mais apurada.

37

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

Transmissão, pode-se correlacionar a perda de carga com o desempenho das mesmas. Como uma das principais concessionárias de energia elétrica do Brasil, a Cemig busca a melhoria contínua de seus processos. Anteriormente, o critério utilizado para analisar o desempenho de suas LTs considerava apenas o número total de afundamentos de tensão em cada uma. Não estabelecia, portanto, avaliações referentes à severidade desses eventos do ponto de vista do impacto sobre os consumidores.

eventos do ponto de vista do impacto sobre os consumidores. Nova metodologia vai permitir aprofundar a

Nova metodologia

vai permitir

aprofundar a

quantificação dos

prejuízos relativos

aos afundamentos

de tensão.

INEDITISMO

Dessa situação nasceu, em 2006, o projeto Desenvolvimento de novos critérios para análise de desempenho das Linhas deTransmissão (LTs) baseado nas perdas de carga por afundamentos de tensão, parceria entre a Cemig e a Unifei. O ineditismo da proposta reside no fato de que a quantificação dos prejuízos associados aos afundamentos de tensão é um assunto pouco explorado na literatura técnica. Nos estudos, trata-se a questão isoladamente para cada consumidor industrial, e não de forma sistêmica.

“O projeto de P&D foi ao encontro das necessidades do setor elétrico e de seus consumidores, sobretudo os industriais, que sofrem prejuízos elevados em decorrência de afundamentos de tensão”, explica Jeder Francisco de Oliveira, engenheiro de Planejamento do Sistema Elétrico da

38

Cemig e gerente do projeto. “Com base no conhecimento dos prejuízos decorrentes desse distúrbio, a Cemig pode definir novos critérios

para aferir investimentos em seu sistema, visando

à

melhoria, por exemplo, do desempenho de LTs

e

da eficiência do sistema elétrico”.

NOVOS CRITÉRIOS DE ANáLISE

Com o objetivo de aplicar a proposta de novos critérios para avaliar o desempenho de LTs, a primeira ação da equipe do projeto foi estabelecer uma metodologia para conhecer as ocorrências de curto-circuito na base de dados do Sistema Digital de Oscilografia (SAPNET) da Cemig. Definiu-se que o escopo da pesquisa seria o período entre 2004 e 2007 em toda a rede básica de transmissão da empresa e alguns trechos em 138 kV.

De posse da planilha de ocorrências, foram excluídas aquelas que não se enquadraram às condições estabelecidas. Resultado: nos quatro anos de avaliação, foram 2.614 afundamentos de tensão em 110 LTs da Rede Básica da Cemig (veja mais dados no box ao lado). “Analisar esse grande montante de informações foi um desafio, pois são milhares de dados de milésimos de segundo de duração”, afirma Jeder. “A equipe do Centro de Operação do Sistema (COS), mesmo sem o envolvimento oficial no projeto, foi extremamente atenciosa e solícita quando se dispôs a fornecer os dados sobre perdas de carga indispensáveis para a condução dos trabalhos”.

Sabendo que alguns curtos-circuitos são mais impactantes que outros, foram definidos quatro novos critérios, levando-se em conta:

número e severidade das faltas; número de perdas instantâneas de carga; custos sob o enfoque da concessionária (demanda e energia não-suprida); e custos sob o enfoque dos consumidores (relacionados às paradas de processo, perdas de produção, etc.).

“A ponderação de acordo com os tipos de falta tem o objetivo de relacionar a quantidade dos defeitos com a severidade de cada um. Partindo

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

dessa premissa, os defeitos mais severos, supostamente os trifásicos, possuem um fator de ponderação superior aos menos severos, como os monofásicos”, explica Jeder. Também foram estabelecidas análises de desempenho das Linhas por quantificação da perda de carga, bem como os custos associados às ocorrências no sistema de transmissão da Cemig. Em razão da escassez de dados a respeito dos custos, adotou-se o valor de US$ 2.8/kWh.

INVESTIMENTO CERTEIRO

A Cemig, bem como outras empresas, produz

um ranking de desempenho de suas Linhas.

A

proposta de novos indicadores para avaliar

o

desempenho das LTs da Cemig mostrou

que o critério normalmente utilizado pelas concessionárias para a avaliação de desempenho, levando em conta apenas o número total de eventos, traz resultados distintos daqueles encontrados quando se utilizam os novos critérios. “Adotando-se a metodologia, a posição na tabela poderá ser diferente, variando de acordo com o critério utilizado. Após o cruzamento dos resultados, poderemos direcionar investimentos para aquelas que forem consideradas as mais críticas”, afirma o gerente.

O projeto está finalizado e em processo de

divulgação interna. A Cemig está adotando parcialmente os critérios, especialmente sobre o número e a severidade das faltas, pois já existem ferramentas online e expertise de seus empregados para o monitoramento

dessa classificação.

Os resultados do projeto renderam outros frutos. Além da proposta de indicadores para avaliar o desempenho de LTs adiante da ocorrência de afundamentos de tensão, o projeto gerou, na Unifei, uma dissertação de mestrado e a aplicação das medições em uma

tese de doutorado. Artigos foram publicados e apresentados em conferências nacionais e internacionais, como o Seminário Nacional de Produção eTransmissão de Energia Elétrica, em Recife, o Power Engineering Society General Meeting, em Calgary, no Canadá, e a International Conference on Harmonics and Quality of Power, em Wollogong, Austrália. A Universidade adquiriu, ainda, o software Aspen Oneliner para simulação de curto-circuito e análise de qualidade de energia elétrica. “Esse foi o legado da Cemig ao projeto, mostrando mais uma vez que as parcerias entre a empresa e a academia são de extrema importância para entendermos

os fenômenos do sistema elétrico”.

para entendermos os fenômenos do sistema elétrico”. A análise dos resultados de medição de AMTs referente
A análise dos resultados de medição de AMTs referente às ocorrências registradas durante os quatro
A análise dos resultados de medição de AMTs referente às ocorrências
registradas durante os quatro anos do projeto mostrou que:
– a barra de 138 kV de Conselheiro Lafaiete registrou o maior número de
ocorrências (120 eventos);
– as LTs de 138 kV foram as que causaram o maior número de registros,
totalizando 47,7% das faltas;
– observou-se que 73,5% das faltas como eram do tipo fase-terra (monofásico);
– as descargas atmosféricas foram identificadas como a causa para 48,6%
das ocorrências;
– a duração dos eventos apresentou duração média de 125 m/s.

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CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

Sistema Especialista reúne informações em um só banco de dados

P& D 158

reúne informações em um só banco de dados P & D 158 Avaliação de impactos ambientais

Avaliação de impactos ambientais é pressuposto para cada novo empreendimento da Cemig.

40

Em 1990, a Cemig publicou sua Política Ambiental para orientar e direcionar, mediante sete

princípios básicos, seus esforços e investimentos para a proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável. Alinhada a essa política, a Superintendência de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão vem participando da elaboração de estudos de pré-viabilidade

e viabilidade para a construção de usinas

hidrelétricas. Neles, relacionam-se os aspectos técnicos e econômicos com os estudos ambientais, os quais identificam os impactos que poderão onerar ou até inviabilizar cada obra.

A Avaliação de Impactos Ambientais (AIA) é

necessária para assegurar que se faça, antes do início do processo de obtenção das licenças ambientais para implantação do empreendimento, uma simulação dos impactos que o empreendimento vai ocasionar e definir programas

para mitigá-los. Em virtude da inexistência de uma ferramenta que pudesse fazer essa simulação, a Superintendência idealizou a construção de um software para o projeto de Desenvolvimento de um Sistema Especialista para Avaliação de Impactos Ambientais.

SISTEMA ESPECIALISTA

Iniciado em 2005, no projeto, propôs-se a criação de um sistema que integrasse diferentes metodologias de AIA em um único banco de dados capaz de fornecer informações preliminares para a classificação do empreendimento quanto aos impactos ambientais, à formulação de medidas mitigadoras e à geração de relatórios que subsidiassem a tomada de decisão. O Sistema Especialista (SE) foi desenvolvido ao longo de quatro anos, em parceria com a organização não governamental Centro Brasileiro para Conservação

CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO

da Natureza e Desenvolvimento Sustentável (CBCN) e a FIT Inovação Tecnológica, empresa responsável pela criação do software.

O Sistema possibilita a identificação de impactos

ambientais e relaciona as medidas mitigadoras para os impactos identificados. Uma vez identificadas,

a essas medidas mitigadoras é possível associar

programas ambientais e seus custos, para se obter

a sinalização da viabilidade do empreendimento

sob a ótica ambiental. “O software não substitui os estudos de pré-viabilidade, mas é uma ferramenta para a avaliação preliminar do empreendimento

quanto aos impactos ambientais”, explica Carlos Magno, engenheiro ambiental da Cemig e gerente do projeto.

Estruturado com base no levantamento de dados

preliminares e integrando as metodologias de Sistemas Especialistas, o projeto é capaz de importar mapas cartográficos, plantas, imagens

e figuras. Com as informações compiladas, o

Sistema foi modelado, originando a versão piloto. “Durante a primeira bateria de testes, os técnicos do Núcleo de Expansão da Geração, que participam da elaboração de estudos de pré-viabilidade, tiveram a oportunidade de conhecer o Sistema, propor modificações, adaptações e recursos para enriquecer o software e construir a versão final”, afirma Carlos.

AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

Constituído por módulos, o software possui uma

interface amigável e permite que o usuário cadastre

e edite informações relevantes ao negócio. O

primeiro módulo consiste na definição do tipo

de empreendimento e suas características, como localização, tipo de barragem, área de

reservatório e as atividades para a implantação do empreendimento. No módulo seguinte, abordam-

se fatores ambientais. Nele é possível selecionar as atividades de implantação do empreendimento, como: abertura de rede viária, decapeamento de solo para empréstimo de terra, ensecamento e construção de barragens, além de enchimento de

reservatório. Também pode associar os grupos de fatores ambientais (flora e fauna) que são afetados pelas atividades, assim como os impactos oriundos.

O Sistema identifica matrizes de impacto

ambiental de acordo com as informações cadastradas e as classifica com relação à magnitude

(pequeno, médio ou alto), à temporalidade (curto, médio ou longo prazo) e à reversibilidade deles.

O usuário pode selecionar as opções de medidas

mitigadoras sugeridas aos impactos identificados ou acrescentar novas. Essas medidas são definidas como “Programas Ambientais”, permitindo mensurar, igualmente, o aporte de investimento.

Por fim, o software fornece a completa Avaliação dos Impactos Ambientais, além de possibilitar exportá-la para um modelo em Word. “O grande

benefício do projeto é que ele facilita a análise ambiental sem despender grandes somas de recursos para sinalizar a viabilidade ou não de um empreendimento”, conta Carlos. “As informações cadastradas podem ser utilizadas em outros estudos, mas de modo algum o Sistema substitui nossos técnicos e engenheiros. Os usuários precisam deter conhecimento sobre o empreendimento e os impactos e programas ambientais relacionados a ele. Assim, o Sistema oferece opções, mas quem faz a escolha final é

o profissional capacitado”. Concluído em 2009, o

Sistema será disponibilizado para o setor elétrico

ainda este ano.

será disponibilizado para o setor elétrico ainda este ano. Software não substitui estudos de pré-viabilidade, mas

Software não substitui estudos de pré-viabilidade, mas faz a avaliação preliminar dos impactos ambientais.

ano. Software não substitui estudos de pré-viabilidade, mas faz a avaliação preliminar dos impactos ambientais. 41

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GESTÃO TECNOLÓGICA

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Pesquisa e Desenvolvimento fazem parte das estratégias globais da Cemig

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O Programa de Pesquisa & Desenvolvimento

da Cemig/Aneel já tem mais de dez anos de estrada. Antes mesmo da regulamentação

feita pela Aneel, por meio da Lei nº 9.991, de 1999, a Concessionária mantinha sete projetos de P&D que totalizavam R$ 680 mil de investimento. O objetivo do programa é que as concessionárias brasileiras de energia destinem 1% de sua receita para pesquisas no setor. A mais recente edição do programa da Cemig, que contempla o ano de 2010, soma 57 projetos e engloba recursos da ordem de R$ 55 milhões. Para falar sobre a estratégia da Empresa na consolidação de uma cultura de inovação,

a Revista de P&D conversou com Alexandre Bueno, superintendente de Tecnologia e Alternativas Energéticas.

Revista de P&D: Quanto a Cemig investe anualmente no programa de P&D?

Alexandre Bueno: Cerca de R$ 30 milhões, mas com a contrapartida dos parceiros em laboratórios, bibliotecas, pessoal e equipamentos, esse valor chega a R$ 55 milhões por ano. Em onze anos de atividade, o programa de P&D da Cemig já destinou R$ 240 milhões para pesquisa e desenvolvimento. Os parceiros são responsáveis por mais R$ 110 milhões de recursos.

RP&D: O que pode ser feito com esse montante?

AB: Ele só pode ser usado no financiamento de projetos de P&D previamente aprovados pela Cemig, por meio do Comitê de Gestão Estratégica de Tecnologia, em um processo mediado pelos Fóruns Tecnológicos.

RP&D: Quem escolhe os temas e como isso é feito?

AB: Os temas são escolhidos por um grupo de profissionais das áreas técnicas da Cemig com vasto conhecimento na área em que atuam. Esses empregados estão distribuídos em 12 áreas de conhecimento, denominadas, internamente, como Fóruns Tecnológicos. Neles é feita a seleção dos temas e subtemas nos quais a Cemig priorizará projetos de P&D em conjunto com seus parceiros (centros de pesquisa, universidades e indústrias). Após receber as propostas dos parceiros, os Fóruns se reunem e priorizam, tecnicamente, dentre todos os projetos submetidos a seleção, aqueles que serão executados conforme os

critérios válidos para aquele ciclo, diferentes

a cada ano. Em seguida, essas decisões são

validadas pelo Comitê de Gestão Estratégica de Tecnologia (CoGET), que conta com superintendentes representantes de todas as diretorias da Empresa.

RP&D: E o que orienta a aprovação dos projetos selecionados?

AB: No caso da Cemig, a Distribuição e a Transmissão estão sujeitas às regras de tarifas da Aneel, que tem como premissa

a modicidade, ou seja, a prática do menor

preço para o consumidor, assegurando a sobrevivência das concessionárias de energia

elétrica. Mesmo na Geração, que atua no

mercado livre e competitivo, a regra básica é

a redução de custos e máxima eficiência. Para

atender a essa premissa, precisamos buscar a

eficiência operacional e, ainda, caminhar para

a utilização da pesquisa e do desenvolvimento

voltados para o grande desafio do século XXI:

a sustentabilidade. São esses dois vetores que orientam a escolha dos projetos de P&D que serão financiados.

RP&D: Que percentual do investimento é destinado a cada um dos dois vetores?

B

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AB: Ao longo dos últimos 11 anos, 73% dos recursos foram direcionados para projetos de eficiência operacional, enquanto os outros 27% se dirigiram a projetos disruptivos, ou seja, projetos que rompem com a maneira atual de fazer as coisas para apoiar a nossa busca por ser uma Empresa líder mundial em sustentabilidade. Como exemplos desses projetos, podemos citar: o desenvolvimento da célula combustível, em parceria com a

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

o laboratório de Hidrogênio, que visa conhecer

melhor essa forma de energia; a utilização da biomassa, na qual o Estado de Minas Gerais

é rico; a energia eólica e solar; o biodiesel, a

integração dos veículos elétricos à rede elétrica, dentre outros.

RP&D: Como esses projetos podem ser utilizados pela sociedade?

AB: Todos eles mudam o estado atual das coisas. Junto com eles surgiram ideias como

o carro elétrico, o veículo aéreo não tripulado

e a ampliação do uso da energia solar. Agora mesmo estamos com o projeto de um robô- mergulhador, que fará inspeções e fotos no fundo dos reservatórios e usinas da Cemig.

RP&D: De que forma o Programa de P&D está vinculado à estratégia da Cemig?

AB: O grande papel da gestão tecnológica é alinhar todos os projetos de P&D aos objetivos estratégicos da Cemig e, notadamente, alcançar

o crescimento com sustentabilidade. O setor de energia elétrica tem um programa estruturado de Pesquisa e Desenvolvimento com regras próprias, definidas pela Agência Reguladora. Este programa mobiliza anualmente, nas empresas do grupo Cemig, cerca de R$ 100

milhões. Para aplicação eficaz dos recursos,

a Cemig desenvolveu uma metodologia de

identificação, seleção e priorização de projetos

inovadores, alinhada, principalmente, ao direcionamento estratégico da Empresa. Na priorização dos projetos, considera-se esse

P

A

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alinhamento, avaliado por um Comitê que tem representantes das diretorias. Com base na análise, é composto o portifólio de projetos que serão executados naquele ano.

RP&D: Existe uma metodologia para facilitar essa vinculação entre estratégia global da Cemig e gestão tecnológica?

AB: Sim. A Cemig possui uma equipe na área de gestão de inovação que desenvolveu essa metodologia. Ela inclui a definição de temas

tecnológicos a subsidiar a escolha dos projetos de P&D, realizando a análise da cadeia de valor, ciclo de vida, prospecção tecnológica, identificação das competências essenciais e análise de competividade, tudo em sintonia com

a estratégia global da Empresa. Tal metodologia permite a priorização dos temas e subtemas tecnológicos selecionados a cada ano.

RP&D: Como a Cemig tem tratado a permanente necessidade de inovação?

AB: A Empresa tem estimulado o desenvolvimento e a capacitação de seus empregados em mestrados, doutorados e especializações para ampliar e disseminar o conhecimento. Na Cemig nasceu a linha de pesquisa Smart Grid, uma rede inteligente que adiciona o potencial da eletrônica e da informática à rede elétrica, reunindo cerca de 20 projetos de P&D. Como? Imagine 500 mil carros elétricos ligados à rede ao mesmo tempo, cada um com o consumo idêntico ao de um chuveiro. Isso poderia ocasionar um colapso na rede. Mas se o componente

eletrônico do carro, associado à rede, indicasse

a que horas cada carro deve ser carregado,

isso possibilitaria um rodízio, evitando o pico ou mesmo deslocando essa carga para

a madrugada, quando a rede elétrica opera

com ociosidade. Uma rede inteligente permite melhorias na utilização da infraestrtura existente, com a consequente redução de custos, melhor atendimento ao cliente e maior

qualidade da distribuição de energia.

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PROJETOS DE P&D CEMIG/ANEEL APROVADOS

Veja a relação dos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) desde o início do programa, em 1999. Para obter mais detalhes, acesse o site: www.cemig.com.br

46

P&D001 - Avaliação experimental de sistemas de ciclo combinado com células combustíveis, microturbinas a gás e motores Stirling para geração de eletricidade – André Martins Carvalho. Parceiro:

Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D002 - Projeto e Desenvolvimento de um restaurador dinâmico de tensão – Tatiana Nesralla Ribeiro – Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D003 - Desenvolvimento de condutores compactos homogêneos para aplicação em linhas de distribuição e transmissão, objetivando redução de perdas elétricas – Edino Barbosa Giudice Filho. Parceiros: Furukawa Industrial S.A. Produtos Elétricos; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D004 - Recuperador de calor para chuveiros elétricos – José Carlos Ayres de Figueiredo. Parceiro:

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

P&D005 - Aproveitamento da energia térmica gratuita de geladeiras e freezers no aquecimento de água em residências e condomínios – José Carlos Ayres de Figueiredo. Parceiros: Seletro Serviços Eletrotécnicos Ind. Com. Ltda; Tech-Trade Tecnologia e Ciência.

P&D006 - Aplicação e Disponibilização dos dados de monitoramento em tempo real de LT – Carlos Alexandre Meireles do Nascimento.

P&D007 - Sistema de gestão da qualidade da energia elétrica - GERQUALI – Tatiana Nesralla Ribeiro. Parceiros: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D008 - Célula a combustível de polímero condutor iônico – José Henrique Diniz. Parceiros:

Universidade de São Paulo (USP); CLAMPER-Indústria e Comércio Ltda.; Unitech.

P&D009 - Obtenção de parâmetros de descargas atmosféricas e aferição do sistema de localização de tempestades – Luiz Carlos Leal Cherchiglia. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D010 - Proteção de redes elétricas de distribuição de baixa tensão contra descargas atmosféricas – José Vicente Pereira Duarte. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D011 - Aumento de eficiência energética em alimentadores – Luiz Augusto Castro Paiva.

P&D012 - Desenvolvimento experimental de tecnologia para a produção de células solares de baixo custo – Antônia Sônia Alves Cardoso Diniz. Parceiro: Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

P&D013 - Avaliação experimental de um sistema de geração distribuída de energia solar fotovoltaica interligado à rede elétrica – Antônia Sônia Alves Cardoso Diniz. Parceiros: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG); Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

P&D014 - Utilização de bomba de calor para aquecimento de água em residências e condomínios

– José Carlos Ayres de Figueiredo. Parceiro: Seletro Serviços Eletrotécnicos Ind. Com. Ltda.

P&D015 - Correção de fator de potência em

alimentadores na baixa tensão de transformadores

e em unidades consumidoras – Luiz Augusto Castro Paiva.

P&D016 - Abordagem integrada da eficiência energética – Antônia Sônia Alves Cardoso Diniz. Parceiros: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG); Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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P&D017 - Avaliação tecnológica da energia solar

fotovoltaica – Antônia Sônia Alves Cardoso Diniz –

Parceiros: Pontifícia Universidade Católica de Minas

Gerais (PUC Minas); Universidade de São Paulo (USP);

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);

Universidade Federal de Viçosa (UFV).

P&D021 - Novas técnicas de manutenção preditiva

em para-raios – álvaro Jorge Araújo Lopes Martins.

Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D022 - Monitoramento e diagnóstico de

equipamentos de transformação e manobra de

subestações – álvaro Jorge Araújo Lopes Martins.

Parceiro: Pontifícia Universidade Católica de Minas

Gerais (PUC Minas).

P&D023 - Revitalização de transformadores de

potência – álvaro Jorge Araújo Lopes Martins.

Parceiros: Universidade Federal de Minas Gerais

(UFMG); Pontifícia Universidade Católica de Minas

Gerais (PUC Minas).

P&D024 - Novas metodologias e técnicas de

manutenção para comutadores de derivação sob

carga (CDCs) – Ronald Moura. Parceiros: Asea Brown

Boveri; Maschinenfabrik Reinhausen.

P&D025 - Sistema de localização de faltas para redes

de distribuição – Heitor Martins Veloso. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D028 - Sistema localizador de faltas para linhas de

transmissão – Antônio Donizetti de Andrade. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D029 - Aplicação de compósitos em estruturas de

LTs e SEs – Humberto Romério de Meneses – Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D030 - Conector de sacrifício – Roberto Márcio

Coutinho. Parceiro: Centro de Pesquisas de Energia

Elétrica (Cepel).

P&D31 - Efeito da estratificação do solo na

impedância de impulso de torres de linhas de

transmissão – Paulo José Clebicar Nogueira. Parceiro:

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

(PUC Minas).

O

S

D

E

P&D032 - INSPETOR – Sistema Inteligente de controle e segurança de barragens – Adelaide Linhares Carvalho Carim.

P&D033 - Influência da climatologia na previsão de carga – Ruibran Januário dos Reis. Parceiro: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

P&D034 - Pesquisa e desenvolvimento de monitoramento contínuo de eficiência de turbinas hidráulicas – Ernani Wagner Soares. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D035 - Metodologia para previsão de longo e curto prazo de tempestades severas utilizando dados do sistema de localização de tempestades (SLT) e radar meteorológico – Ruibran Januário dos Reis. Parceiro: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

P&D036 - Software para sistema de excitação de PCHs – Fábio José de Noronha.

P&D037 - Problemas Causados pela qualidade de água na manutenção de usinas hidrelétricas – Maria Edith Rolla. Parceiros: Universidade Estadual Paulista (Unesp); Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec); Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D039 - Estudo integrado da vegetação ciliar em diversos ecossistemas – Oscar Moura Ribeiro Neto. Parceiro: Universidade Federal de Lavras (UFLA).

P&D040 - Transposição de peixes em reservatórios hidrelétricos: comportamento e mortalidade – Vasco Campos Torquato. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D041 - Estudos de metodologia para minimizar problemas causados por parada de máquina e operação como síncrono – Vasco Campos Torquato. Parceiro: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

P&D042 - Inventário de fauna e flora das estações ambientais da Cemig – Jefferson Ribeiro da Silva. Parceiros: Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Universidade Federal de Viçosa (UFV).

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P&D043 - Pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de manejo do fogo – Márcio Rodrigues Corrêa. Parceiro: Universidade Federal de Viçosa (UFV).

P&D044 - Conexão de unidades de geração distribuída de energia ao sistema elétrico – Sebastião Vidigal Fernandes Júnior. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D045 - Avaliação da confiabilidade integrada do sistema elétrico – Cleber Esteves Sacramento. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D047 - Avaliação de parâmetros de máquinas síncronas – Jorge Luiz Teixeira. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D048 - Modelo de forno a arco compensado – Jorge Luiz Teixeira. Parceiro: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

P&D049 - Critérios e procedimentos para compensação reativa e controle de tensão – José Roberto Valadares. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D050 - Laboratório experimental para produção de hidrogênio para uso como vetor energético – José Henrique Diniz. Parceiros: Laboratório de Hidrogênio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Laboratório de Hidrogênio da COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes); Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio (Ceneh).

P&D051 - Usina termelétrica solar experimental de 10 kW utilizando concentradores cilíndrico- parabólicos – Alexandre Heringer Lisboa. Parceiro:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).

P&D052 - Eficientização de PCHs através do desenvolvimento de metodologias de automação e recuperação de PCHs antigas e de operação de turbinas de PCHs com rotação variável – Sebastião Valido Tavares de Quadros. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D054 - Previsor de carga on-line – Wilson Fernandes Lage. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

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P&D055 - Sistema para tratamento de alarmes – Lúcia Helena Souza de Toledo (TR/SO). Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D059 - Medição de Descargas parciais de transformadores de instrumentos até 550 KV no Campo – Jéferson Inácio Lopes. Parceiro: Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

P&D062 - Cultivo de peixes nativos e zoneamento de reservatórios – Oscar Moura Ribeiro Neto. Parceiro:

Universidade Federal de Lavras (UFLA).

P&D063 - Acidentes com LTs – Estudo da camada limite do vento em uma linha piloto em operação – Carlos Alexandre Meireles Nascimento. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D064 - Estudo de técnicas de bioengenharia de solos para controle de erosão em margens de reservatórios – Márcio Rodrigues Corrêa. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D065 - Programa de pesquisa para avaliação de densidades de plantio e rotação de plantações de rápido crescimento para produção de biomassa para fins energéticos em Minas Gerais – Márcio Rodrigues Corrêa. Parceiro: Universidade Federal de Viçosa (UFV).

P&D068 - Desenvolvimento de software conversor de protocolos para integração de equipamentos de proteção, controle, supervisão e automação de subestações – Anderson Fleming de Souza. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D070 - Cogeração de energia em forno rotativo de calcinação de cimento – Eduardo Costa Vasconcelos. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D071 - Avaliação de aspectos ergonômicos da função de eletricista de redes de distribuição – Willes de Oliveira e Souza. Parceiro: Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas de Belo Horizonte.

P&D072 - Desenvolvimento de funções avançadas de EMS (Energy Management System) para sistemas de subtransmissão – Ricardo Luiz J. Carnevalli. Parceiros:

Audiolab Automação e Software Ltda.; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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P&D073 - Desenvolvimento de um programa computacional para avaliar o controle coordenado de tensão aplicada ao planejamento e operação de sistemas elétricos – Valério Oscar de Albuquerque. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D074 - Desenvolvimento de tecnologia de análise de redes de distribuição com geração distribuída e reconfiguração de redes elétricas – Helder Lara Ferreira. Parceiro: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

P&D075 - Proteção das redes de distribuição de média tensão contra as descargas atmosféricas:

desenvolvimento de modelos computacionais e validação por meio de rede experimental junto à Estação do Morro do Cachimbo – Júlio César Santos Ventura. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D076 - Estudos hidrológicos sobre o regime de produção de água das bacias de drenagem de cabeceira – Márcio Rodrigues Corrêa. Parceiro:

Universidade Federal de Lavras (UFLA)/Centro de Excelência em Matas Ciliares.

P&D079 - Desenvolvimento de metodologia para previsão de tempestades severas com antecedência de 72 horas – Ruibran Januário dos Reis. Parceiros:

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

P&D080 - Estudo de barreiras elétricas para impedimento de entrada de peixes em turbinas hidráulicas – João de Magalhães Lopes. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D081 - Desenvolvimento de software a ser integrado em sistemas de análise de perturbações – Weber Melo de Sousa. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D082 - Aproveitamento da vazão de atração do sistema de transposição de peixes para geração de energia elétrica – João de Magalhães Lopes. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D084 - Predição e análise de informações de monitoramento em tempo real de LTs – Carlos Alexandre Meireles do Nascimento. Parceiro:

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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P&D094 - Diversidade da ictiofauna como modelo

para avaliar construção do sistema de transposição

para peixes e impacto de peixes exóticos em

reservatórios – João de Magalhães Lopes. Parceiros:

Bio-Ambiental Consultoria Ltda.; Pontifícia

Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas);

Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

P&D096 - Desenvolvimento de protótipos de

bombas de calor para secagem de roupas e de grãos

e alimentos em médias temperaturas (até 55°C) –

José Carlos Ayres de Figueiredo. Parceiros: Serviços

Eletrotécnicos Indústria e Comércio; Tech-Trade

Empreendimentos Tecnológicos Ltda.

P&D097 - Desenvolvimento de um protótipo de

pilha a combustível de óxido sólido de 50 W – José

Henrique Diniz. Parceiro: Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG).

P&D098 - Pesquisa e desenvolvimento de

monitoramento contínuo da eficiência de usinas

térmicas – Webber Eustáquio Pereira de Aguiar.

Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D099 - Elaboração de especificação funcional

e por desempenho de sistemas plc com baixas

taxas de transmissão de dados – Carlos Alberto

Monteiro Leitão. Parceiro: Centro de Pesquisa e

Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

P&D100 - Desenvolvimento de metodologias

para propagação de ondas de cheia em cenários de

operação extrema e de ruptura de barragens – Luiz

César Mendes Botelho. Parceiro: Universidade

Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D101 - Repotencialização de linhas aéreas de

transmissão utilizando cabos condutores especiais

associados a altíssima temperatura de operação

– Giovani Eduardo Braga. Parceiros: Universidade

Federal de Minas Gerais (UFMG); Sumitomo

Corporation do Brasil S.A.

P&D102 - Desenvolvimento de técnicas preditivas

para a detecção de desgastes prematuros em

hidrogeradores – Adriana de Castro Passos.

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P&D103 - Desenvolvimento de sistema de

chaveamento automatizado de 138 KV utilizando

estrutura de linha de transmissão – Paulo Roberto

Freitas Carvalho Costa. Parceiro: Universidade Federal

de Minas Gerais (UFMG).

P&D104 - Sistema de gestão da tecnologia e da

inovação – José Henrique Diniz. Parceiros: Fundação

Dom Cabral; Pontifícia Universidade Católica de

Minas Gerais (PUC Minas).

P&D106 - Desenvolvimento de metodologia

para medição da intensidade do campo elétrico e

magnético na faixa de servidão e vizinhanças de

linhas aéreas de transmissão de energia – Gernan

Edson Guimarães. Parceiro: Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG).

P&D108 - Produção de hidrogênio através da

reforma de etanol – André Martins Carvalho.

Parceiros: Universidade Estadual Paulista Júlio de

Mesquita Filho (Unesp); Universidade Estadual de

Campinas (Unicamp).

P&D109 - Laboratório avançado de geomarketing –

Marden Menezes. Parceiro: Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG).

P&D110 - Pesquisa aplicada em tecnologias

de sensores ópticos a fibra para monitoração e

supervisão remota de redes de energia elétrica –

Carlos Alexandre Meireles do Nascimento. Parceiro:

Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em

Telecomunicações (CPqD).

P&D111 - Pesquisa e desenvolvimento de barreira

mecânica para evitar mortandade de peixes na sucção

de turbinas hidráulicas – Carlos Aloysio Costa Diniz.

Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

GT111 - Barreira eletromecânica para evitar entrada

de peixes em sucção de turbinas.

P&D112 - Estudos de chuvas intensas no Estado de

Minas Gerais e previsão estatística de precipitação

mensal – Marcelo de Deus Melo. Parceiros: Pontifícia

Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas);

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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P&D113 - Novo método de diagnóstico de transformadores de potência via sistemas dinâmicos – álvaro Jorge Araújo Lopes Martins. Parceiros:

Asea Brown Boveri; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D114 - Sistema de identificação e isolamento de falta em máquina síncrona utilizando técnicas de inteligência artificial – Antônio Carlos Arantes. Parceiro: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

P&D117 - Avaliação do carregamento de transformadores de potência em função da operação em sobretensões permanentes – Sérgio Ricardo Barbosa. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D118 - Desenvolvimento de um sistema computacional de monitoramento on-line, via web, de descargas atmosféricas – Armando Cazetta Filho. Parceiro: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

P&D119 - Conjunto motogeradores de eletricidade usando motores de combustão interna movidos a álcool hidratado – André Martins Carvalho. Parceiro:

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

P&D120 - Fundação helicoidal – Márcio Elízio da Rocha Pereira. Parceiro: Vercon Industrial Ltda.

P&D122 - Investigação do comportamento do concreto e de calda de cimento em contato com rochas sulfetadas – Maria Cecília Novaes Firmo Ferreira. Parceiro: Engenharia de Concreto e Solos Ltda.

P&D123 - Sistema de geração de energia com motor Stirling – André Martins Carvalho. Parceiro:

Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D124 - Desenvolvimento de um novo modelo de análise de carregamento em redes de distribuição de MT e BT – Pablo Senna Oliveira. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D125 - Concepção e desenvolvimento de novas tecnologias para aplicação de sistemas de detecção e localização de tempestades (SLTs) nas etapas de projeto, manutenção e planejamento da operação do sistema elétrico – Armando Cazetta Filho. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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P&D126 - Desenvolvimento de sistema para

verificação de exatidão de TPs e TCs em operação

com isolação para 15 kV – Adelino Leandro Henriques.

Parceiro: Conprove Engenharia Ltda.

P&D127 - Processamento de silício para fabricação

de células solares de baixo custo – Antônia Sônia

Alves Cardoso Diniz. Parceiros: Fundação Centro

Tecnológico de Minas Gerais; Universidade Federal de

Minas Gerais.

P&D128 - Desenvolvimento de metodologia e

software para análise dos parâmetros que determinam

a disponibilidade de luz natural para fins de

faturamento da iluminação pública – Mara Amorim

de Souza Carmo Carvalho. Parceiros: Pontifícia

Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas);

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D129 - Desenvolvimento de metodologia e

aplicativo computacional para definição da proteção

contra sobretensões em redes secundárias devido a

descargas atmosféricas – José Vicente Pereira Duarte.

Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D130 - Desenvolvimento e qualificação de materiais

resistentes à cavitação e análise de viabilidade de seu

uso na recuperação de rotores de turbinas hidráulicas

– Carlos Aloysio Costa Diniz. Parceiro: Universidade

Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D131 - Otimização monocritério e multicritério da

configuração de redes em sistemas de distribuição,

considerando-se a reação dos sistemas de potência

– Roberto Coelho de Berrêdo. Parceiros: Audiolab

Automação e Software Ltda.; Pontifícia Universidade

Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

GT132 - Desenvolvimento de metodologias e

pesquisas no ecossistema e em plantas de usinas

hidrelétricas para controle do mexilhão-dourado

– Maria Edith Rolla. Parceiro: Fundação Centro

Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

P&D134 - Nova concepção de estruturas para

rede de distribuição rural – RDR – Inês Maria Faria

Dângelo Baeta. Parceiro: Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG).

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P&D136 - Desenvolvimento de nova metodologia para determinação de carregamentos temporários e de curta duração de linhas de transmissão – Helder Lara Ferreira e Sérgio Ricardo Barbosa. Parceiro:

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

P&D137 - Desenvolvimento de equipamento para teste e diagnóstico básico de transformadores de distribuição para poste com proteção operada, sem desconexão da Rede de BT – Erivaldo Costa Couto. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D140 - Desenvolvimento de metodologia para prospecção de projetos e avaliação de investimentos em iluminação eficiente (i-Lumina) – Eduardo Carvalhaes Nobre. Parceiro: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).

GT141 - Produção de biodiesel para geração de energia elétrica em microturbinas e motores estacionários – André Martins Carvalho. Parceiro:

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

GT142 - Estudos sobre o comportamento dos grupos geradores de centrais hidrelétricas operando sob diferentes modos operativos e sua influência na ictiofauna – João de Magalhães Lopes. Parceiros:

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Universidade Federal de Itajubá (Unifei); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D143 - Desenvolvimento de uma ferramenta computacional para análise de investimentos de transmissão e distribuição considerando risco e incerteza em sistemas elétricos de potência – Valério Oscar de Albuquerque. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D144 - Cianobactérias e cianotoxinas em reservatórios de Minas Gerais – João de Magalhães Lopes. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D145 - Nova abordagem para a determinação da expectativa de vida útil de transformadores – Adriana de Castro Passos. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D148 - Seccionador móvel 500 kV com acionador remoto – Geraldo Magela Gontijo. Parceiros:

Universidade Federal de Itajubá (Unifei);

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P&D150 - Metodologia de planejamento ótimo do sistema elétrico considerando os riscos e as incertezas associadas ao processo – Cleber Esteves Sacramento. Parceiros: Universidade Federal de Itajubá (Unifei); Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ); Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel); Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Portugal (Inesc).

GT151 - Desenvolvimento de metodologia para determinação da vida útil de cabos condutores utilizados em linhas aéreas de subtransmissão e transmissão de energia elétrica – Beline Quintino de Araújo Fonseca. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D152 - Desenvolvimento de modelos estáticos de carga para utilização nos programas digitais de análise de sistemas elétricos de potência – Anderson Neves Cortez. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

P&D153 - Desenvolvimento de metodologia para análise do efeito corona sobre condutores e isolantes do sistema de transmissão e distribuição de energia – Gernan – Edson Guimarães. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

GT157 - Desenvolvimento de novos critérios para análise de desempenho de linhas de transmissão baseado nas perdas de carga por afundamentos de tensão – Jeder Francisco de Oliveira. Parceiro:

Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

GT158 - Desenvolvimento de um sistema especialista para avaliação de impactos ambientais – Roberto Maychel Soares da Silveira. Parceiros:

Centro Brasileiro para Conservação da Natureza e Desenvolvimento Sustentável (CBCN); Universidade Federal de Viçosa (UFV).

P&D159 - Estudo regionalizado da ação do vento no balanço de cadeias de isoladores para projeto de coordenação de isolamento de linhas aéreas de transmissão – Maurissone Ferreira Guimarães. Parceiro:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D160 - Ferramenta para seleção de corredor de linha aérea de transmissão utilizando inteligência computacional e geoprocessamento aplicada ao sistema elétrico – Adevaldo Rodrigues de Souza. Parceiro: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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P&D161 - Ferramenta computacional para avaliação da margem de carga e segurança de tensão em sistemas de potência – Valério Oscar de Albuquerque. Parceiro: Universidade Federal de Engenharia de Itajubá (Unifei).

P&D162 - Aplicação do modelamento da camada limite atmosférica na ampacidade de linhas aéreas de

transmissão – Carlos Alexandre Meireles do Nascimento.

Parceiro: Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG).

P&D164 - Gateway para integração de sistemas de medição – Flávio Henrique Martins Vieira. Parceiros:

Senergy Sistemas de Medição; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D165 - Investigação do comportamento de materiais poliméricos para fins de aplicação em sistemas elétricos de potência – álvaro Jorge Araújo Lopes Martins. Parceiro: UFMG.

P&D168 - Metodologia para determinação do carregamento admissível de transformadores de distribuição baseado no modelo térmico e no envelhecimento do papel isolante – Erivaldo Costa Couto. Parceiros: Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

P&D169 - Tecnologia de processamento de imagens termográficas para aplicações em ambiente de subestações de energia – Nilton Soares da Silva. Parceiro: UFMG.

P&D170 - Protótipo para monitoramento e diagnóstico automático de falhas em para-raios, Incluindo os de carboneto de silício, utilizando técnicas de sistema de infravermelho – Nilton Soares da Silva. Parceiro: UFMG.

P&D171 - Desenvolvimento de programa de cálculo automático de curto-circuito e coordenação da proteção de média tensão utilizando interface gráfica geograficamente real – Alexandre Sales Braz. Parceiro: UFMG.

P&D172 - Desenvolvimento de um padrão portátil de baixo custo para inspeção e verificação de medidores de energia elétrica em campo – Adelino Leandro Henriques. Parceiros: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Nansen S.A. – Instrumentos de Precisão.

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P&D173 - Sistema de localização de faltas para redes e linhas de distribuição – Heitor Martins Veloso. Parceiro: UFMG.

P&D174 - Sistema inteligente de baixo custo para controle integrado de cargas elétricas – CICaE – Davidson Andreoni Rocha. Parceiros: UFMG; Cefet-MG.

P&D175 - Otimização de controle de tensão em sistemas de distribuição – Roberto Coelho de Berrêdo. Parceiros: Concert Technologies; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

GT176 - Pesquisa sobre as interações entre o regime pluvial e o regime de escoamento das sub-bacias de drenagem para o reservatório da UHE-Camargos – Cemig – Rafael Augusto Fiorine. Parceiro: UFLA.

GT177 - Diagnóstico de desgastes por cavitação em turbinas hidráulicas – Pedro Alberto Castello Branco. Parceiros: Sá Carvalho S/A; UFMG.

GT178 - Desenvolvimento de uma central de diagnóstico de equipamentos de subestações da transmissão da Cemig, utilizando técnicas de inteligência computacional – Davidson Geraldo Ferreira. Parceiros: UFMG; PUC Minas.

P&D179 - Desenvolvimento de metodologia para estudo e aplicação da Teoria dos Leilões na Cemig – Marcus Vinícius de Castro Lobato (CV/AR). Parceiro:

Universidade Federal de Engenharia de Itajubá (Unifei).

P&D180 - Equipamento para automação de redes de distribuição subterrâneas com secundário reticulado – Christian Luiz de Castro. Parceiro: PUC Minas.

GT181 - Produção de hidrogênio por processo eletrolítico e reforma de etanol, em alto grau de pureza para utilização como vetor energético no laboratório da UTE Igarapé da CEMIG – Cláudio Homero Ferreira da Silva. Parceiro: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

P&D182 - Monitoramento e inspeção de sistemas elétricos de potência utilizando veículo aéreo não tripulado – Maurício de Souza Abreu. Parceiro:

Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec);

D183 - Avaliação experimental de sistemas de aquecimento solar distrital para comunidades isoladas – Modelo de sustentabilidade – Virgílio Almeida Medeiros. Parceiro: PUC Minas.

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P&D184 - Comprovação experimental de

metodologia de avaliação de transformadores de

potência em situações de operação envolvendo

sobretensionamento e sobrecarga – Sérgio Ricardo

Barbosa. Parceiro: Universidade Federal de

Minas Gerais (UFMG).

GT185 - Geração termelétrica descentralizada para

o setor siderúrgico – Carlos Renato França Maciel.

Parceiros: Usina Termelétrica Barreiro S.A.; PUC Minas.

P&D186 - Desenvolvimento de metodologia de

decisão na comercialização de energia elétrica

– Clara Márcia Henriques de Almeida Vilela.

Parceiro: Universidade Federal de Engenharia de

Itajubá (Unifei).

GT188 - Controle da drenagem ácida em barragens

de terra e enrocamento utilizando geossintéticos –

Reginaldo Araújo Machado. Parceiro: Universidade

Federal de Ouro Preto.

P&D190 - Construção de um sistema otimizado

integrado de concentradores cilíndrico-parabólicos

e rastreador solar – Alexandre Heringer Lisboa.

Parceiro: Centro Federal de Educação Tecnológica de

Minas Gerais (Cefet-MG).

GT192 - Tomada de decisão na escolha da

configuração ótima de feixes de condutores para

linhas aéreas de transmissão – Pedro Guimaraes

Giorni. Parceiro: UFMG.

D194 - Avaliação das opções tecnológicas para a

geração de eletricidade a partir do lixo urbano e poda

de árvores – Virgílio Almeida Medeiros. Parceiros:

Universidade Federal de Itajubá; Fundação de

Pesquisa e Assessoramento à Indústria.

GT195 - Modelo de transformadores de potência

preciso para uma ampla faixa de frequência – Angélica

da Costa Oliveira Rocha. Parceiro: COPPE / UFRJ.

GT196 - Desenvolvimento de metodologias para

revegetação e recobrimento vegetativo no controle

de erosão em taludes de corte de declividade

acentuada – Rodrigo Avendanha Liboni. Parceiros:

Centro Brasileiro para Conservação da Natureza;

Universidade Federal de Viçosa.

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GT198 - Avaliação ambiental do rio Paraibuna

a jusante do reservatório da PCH de Paciência,

após as descargas de fundo – Maria Edith Rolla.

Parceiros: Centro de Desenvolvimento da Tecnologia

Nuclear (CDTN); Fundação Centro Tecnológico de

Minas Gerais CETEC.

GT200 - Desenvolvimento de tecnologia para

avaliação de características natatórias da ictiofauna

migradora brasileira – João de Magalhães Lopes.

Parceiro: UFMG.

GT201 - Desenvolvimento de metodologia

para busca das condições ideais de aplicação de

equipamentos de proteção e controle no sistema

elétrico – Weber Melo de Sousa. Parceiro: Fundação

de Desenvolvimento da Pesquisa.

GT203 - Desenvolvimento de metodologia

de determinação de vazão ecológica por

bioindicadores – Marcelo de Deus Melo.

Parceiro: UFMG.

GT204 - Desenvolvimento de sistema

computacional para caracterização automática e

identificação de erros em registros oscilográficos

– Weber Melo de Sousa. Parceiro: Fundação de

Desenvolvimento da Pesquisa.

D206 - Desenvolvimento de uma nova metodologia

baseada na Teoria de Opções Reais para suportar as

decisões de investimentos em empresas do setor

elétrico – Valério Oscar de Albuquerque. Parceiro:

Universidade Federal de Itajubá.

GT207 - Desenvolvimento de metodologia para

a quantificação de emissões de gases de efeito

estufa em reservatórios hidrelétricos – Ricardo Prata

Camargos. Parceiro: UFMG.

GT208 - Desenvolvimento de técnicas de

reprodução e larvicultura de siluriformes na

Estação de Piscicultura de Volta Grande – João

de Magalhães Lopes. Parceiros: Faculdade

de Medicina do Triângulo Mineiro; Sociedade

Mineira de Cultura.

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D209 - Projeto e desenvolvimento de um restaurador dinâmico de tensão extensão – Jorge Luiz Teixeira. Parceiro: UFMG.

D210 - Desenvolvimento de modelos e métodos para otimização da expansão do sistema de distribuição de média tensão – Saad do Carmo Pereira Habib. Parceiros: Instituto de Pesquisa em Sistema de Informação e Decisão; PUC Minas.

D211 - Desenvolvimento de ferramenta computacional para simulação do comportamento dinâmico de relés de duas ou mais grandezas – Júlio César Marques de Lima. Parceiro: UFMG.

D212 - Desenvolvimento de uma metodologia para planejamento das inspeções de baixa, média e alta tensão com o objetivo de otimizar a recuperação de perdas não técnicas – Adelino Leandro Henriques. Parceiro: Universidade Federal de Itajubá.

D213 - Desenvolvimento de metodologia de descontaminação de solos impregnados por óleo mineral isolante – Flávio da Costa Santos. Parceiro:

Universidade Federal de Uberlândia.

D214 - Desenvolvimento de metodologia utilizando técnica de medição direta para modelagem de cargas do sistema – Marcelo Batista do Amaral. Parceiro:

Universidade Federal de Juiz de Fora.

D215 - Desenvolvimento de ferramenta computacional para otimização e melhoria da confiabilidade dos processos de operação e manutenção da distribuição através da supervisão e análise dos índices de qualidade do serviço – Afonso Ferreira ávila. Parceiros: Universidade Federal de Itajubá; Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.

D217 - Sistema de proteção da receita baseada em redes neurais artificiais – Interface com WGOI – Adelino Leandro Henriques. Parceiros: SENERGY Sistemas de Medição S/A; UFMG.

D218 - Desenvolvimento de um equipamento para detecção e localização on line de furto de cabos e equipamentos – Márcio José do Prado. Parceiro:

Universidade Federal de Uberlândia.

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D222 - Desenvolvimento de um “relé inteligente” para proteção de bancos de capacitores 138 kV – configuração estrela-aterrada – Marisa Lages Murta. Parceiro: UFMG.

D223 - Desenvolvimento e otimização de modelos de camada limite atmosférica para aplicação em projeto de linhas aéreas – Carlos Alexandre Meireles Nascimento. Parceiro: UFMG.

D224 - Desenvolvimento de ferramenta computacional para análise de afundamento de tensão aplicada ao planejamento da expansão – Tiago Vilela Menezes. Parceiro: UFMG.

D225 - Desenvolvimento de modelagem de aterramentos elétricos considerando a variação dos parâmetos do solo com a frequência para determinação do desempenho de linhas de transmissão frente a descargas atmosféricas – Sandro de Castro Assis. Parceiro: Cefet-MG.

D227 - Desenvolvimento de modelo de transferência de tecnologias a empresas da cadeia produtiva do setor elétrico – Maria Zuleila C R Campos. Parceiros:

PUC Minas; Fundação Dom Cabral.

GT228 - Aplicações de nanotubos de carbono em membranas de troca protônicas para células combustíveis – Cláudio Homero Ferreira Silva. Parceiro: UFMG.

GT230 - Concreto laminar envelopado – Márcio Elízio da Rocha Pereira. Parceiro: UFMG.

GT231 - Unidade geradora de indução: uma alternativa para a geração distribuída em PCHs – Luís Eduardo Ribeiro Rosa. Parceiro: Universidade Federal de Uberlândia.

GT232 - Desenvolvimento de membrana polimérica para célula a combustível – Cláudio Homero Ferreira Silva. Parceiro: UFMG.

D234 - Desenvolvimento de centrais eólicas adaptadas às condições de vento do Estado de Minas Gerais – Bruno Marciano Lopes. Parceiro: UFMG.

D235 - Metodologia para melhoria da confiabilidade da termografia em sistemas de distribuição – Henrique Eduardo Pinto Diniz. Parceiro: UFMG.

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D236 - Desenvolvimento de Metodologia de otimização de alocação de fontes de potência reativa em sistemas de distribuição – Whester Jubert de Araújo. Parceiro: PUC Minas.

D237 - Avaliação teórico-experimental da gaseificação de biomassa para o acionamento de células a combustível de óxido sólido (SOFC) – Virgílio Almeida Medeiros. Parceiro: Universidade Federal de Engenharia de Itajubá.

D238 - Desenvolvimento de uma metodologia para análise de ressarcimento de equipamentos eletroeletrônicos novos e usados, associados aos distúrbios na rede elétrica da CEMIG, testando dispositivos mitigadores – Jonmil Marques Borges. Parceiro: Universidade Federal de Uberlândia.

D240 - Detecção de falhas de alta impedância em linhas de distribuição – Eduardo Miguel Raposo. Parceiro: Fundação Educacional Montes Claros.

D241 - Desenvolvimento de software para conversão automática de diagramas de operação de subestações em quadros sinóticos e base de dados digitalizada – Bernadete Maria Mendonça Neta. Parceiros: Audiolab Automação e Software Ltda.; UFMG.

D242 - Análise de impactos de interações setoriais

e espaciais sobre demanda de energia elétrica no mercado Cemig – Regina Fatima Jorge Daguer Ravinet. Parceiro: Universidade Federal de

Juiz de Fora.

D245 - Metodologia probabilística e software para

o dimensionamento ótimo de reserva técnica de

equipamentos de subestação – Leonardo Labarrere

de Souza. Parceiro: Universidade Federal de

Engenharia de Itajubá.

D247 - Sistema de leitura de unidades consumidoras

com impedimento de acesso (casa fechada) – Flávio

Henrique Martins Vieira. Parceiros: Cefet-MG;

SENERGY Sistemas de Medição S/A.

D249 - Testador de sanidade de cruzetas de madeira

– Luciano Magno da Silva. Parceiros: KN Center;

Universidade Federal de Uberlândia.

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D250 - Desenvolvimento de coletores solares para altas temperaturas (tecnologia Tubo de calor) – José Carlos Ayres de Figueiredo. Parceiro: Enalter

Engenharia Ind e Com Ltda.

D251 - Projeto de tecnologia de medição de energia térmica em processos híbridos (venda de água quente) – José Carlos Ayres de Figueiredo. Parceiro:

Enalter Engenharia Ind. e Com. Ltda.

D252 - Utilização da bobina de Petersen no aterramento do neutro dos transformadores das subestações de distribuição em sistema com neutro multi-aterrado – Afonso Ferreira ávila. Parceiro: UFMG.

D255 - Desenvolvimento de um religador automático para operação em redes de baixa tensão – Pablo Senna Oliveira. Parceiro: UFMG.

D256 - Desenvolvimento de soluções tecnológicas alternativas para eletrificação rural no contexto da universalização do atendimento da energia e do frequente furto de condutor neutro – Marcelo Roger da Silva. Parceiro: UFMG.

D257 - Desenvolvimento de sistema computacional para a elaboração de projetos de redes rurais utilizando técnicas de sensoriamento remoto e inteligência computacional – Roberto Coelho de Berrêdo. Parceiro: UFMG.

D259 - Desenvolvimento de um sistema computacional para qualificação de faltas em sistemas de energia baseado na análise harmônica e inteligência computacional – Thomaz Giovani Akar de Faria. Parceiro: UFMG.

D263 - Monitoramento e controle contínuos a baixo custo de unidades de refrigeração industriais – Davidson Andreoni Rocha. Parceiro: UFMG.

D264 - Cabeça-de-série: aplicação de tecnologias de monitoramento em tempo real para aumentar a capacidade de transmissão em linhas aéreas desenvolvidas no Brasil (P&D084 e P&D110) – Carlos Alexandre Meireles Nascimento. Parceiro:

Universidade Federal de Juiz de Fora.

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