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QUESTÃO 01 Durante uma visita ao Parque Municipal, André ganhou de seu pai um balão cheio de gás hélio. Em um certo instante, porém, o menino distraiu-se e soltou o balão, que começou a subir verticalmente.

e soltou o balão, que começou a subir verticalmente. O volume do balão é de 6,0

O volume do balão é de 6,0 x 10 -3 m 3 e seu peso, incluindo o gás, é de 5,0 x 10 -2 N. A densidade do hélio é de 0,16 kg/m 3 e a do ar é de 1,20 kg/m 3 . Considere essas densidades constantes e despreze a resistência do ar. Com base nessas informações,

1. EXPLIQUE por que o balão subiu ao ser solto.

Solução: Em comparação com a densidade do ar, a densidade do Hélio é bem menor, o que significa que o mesmo volume de Hélio é mais leve que o mesmo volume de ar. Por isso o balão sobe. Esta questão poderia ser explicada também em termos de Empuxo. O balão sobe porque existe uma força resultante que aponta para cima. Esta força é a força de empuxo que é maior que o peso do balão. Como o enunciado não especifica em que termos a resposta tem de ser formulada, creio que de ambas as formas descritas elas estariam corretas.

2. CALCULE a velocidade do balão 2,0 s após ele ter sido solto.

Solução: Se montarmos um diagrama de forças para este caso, veremos que a força resultante é o empuxo que o ar faz no balão. Esta força aponta, obviamente para cima. Contudo, esta força, como qualquer outra, pode ser expressa pela segunda lei de Newton. Devemos nos lembrar ainda, que o volume aqui é o volume do fluido deslocado que, obviamente é o mesmo volume do balão. A densidade é a densidade do meio, logo, estamos tratando da densidade do ar e não do Hélio. A massa do balão que aparece no denominador será dada pela relação do peso do balão.

a =

F

R

E P

⇒ =

a

m

m

⇒ =

a

(

ρ

ar

V g

)

P

P

g

⇒ =

a

(

1, 2 6,0 × 10

3

10

)

5,0 × 10

2

5,0 10

×

2

10

a

= 4, 4 m / s

2

Encontrada a aceleração com que o balão sai da mão do moleque, fica fácil encontrar a velocidade dele depois de 2 segundos. Basta usar a função da velocidade.

v

=

v

0

+ ⋅⇒ = +

v

a t

0 4, 4 2

⋅ ⇒

v 8,8m / s

=

Esta é a velocidade do balão depois de decorridos 2 segundos que ele escapoliu da mão do menino.

mostrado na figura I. O sentido de rotação da estação também está indicado nessa figura. Dessa maneira, um astronauta, dentro da nave, sente um peso aparente (reação à força que o piso da nave exerce sobre ele).

(reação à força que o piso da nave exerce sobre ele). A massa de cada nave

A massa de cada nave é de 2,4 x 10 4 kg e a distância de cada uma ao ponto médio do cabo é de 90 m. Considere que o peso aparente sentido pelo astronauta é igual ao seu peso na Terra. Nos seus cálculos, despreze o comprimento e a largura das naves. Com base nessas informações,

1. CALCULE o módulo da velocidade com que as naves giram em torno do ponto médio entre elas.

Solução: Temos o caso de um movimento circular uniforme. Vamos aplicar a segunda lei de Newton para uma das naves. A força resultante é a força centrípeta, que é igual ao peso do astronauta na Terra. Dessa forma, temos:

P

=

F

C

m g

=

m

2

v

v

2

=

g R

⇒ =

v

⋅ v ⇒ v 2 = ⋅ g R ⇒ = v ⋅ g R ⇒

g R

⇒ =

v

R

10 90 ⋅
10 90

⇒ =

v

30 /

m s

É a velocidade com que a estação espacial gira. Esta velocidade proporciona uma força centrípeta capaz de fazer com que a força da gravidade artificial que um astronauta sente seja igual ao seu peso na Terra. Ao contrário do que se possa imaginar, isto não é nada fácil de se fazer. A energia necessária para proporcionar este movimento é imensa e, portanto, economicamente inviável.

2. CALCULE a tensão no cabo de aço.

Solução: A tensão no cabo de aço é a força que mantém as naves em movimento circular uniforme, ou seja, ela é exatamente igual ao módulo da força centrípeta.

T

=

F

C

T

⇒ =

m

 

2

30

2

v

T

4

= 2, 4 × 10

 

R

90

T

⇒ =

2, 4 10

×

5 N

3. Em um certo instante, o cabo que liga as duas naves rompe-se, como mostrado na figura II.

DESENHE , nessa figura, a trajetória de cada nave após o rompimento do cabo. JUSTIFIQUE

DESENHE, nessa figura, a trajetória de cada nave após o rompimento do cabo. JUSTIFIQUE sua resposta.

Solução: O sentido que as naves giravam é horário. Quando o cabo se rompe, cada uma delas segue uma trajetória retilínea, com velocidade constante, pois seu vetor velocidade é tangente à circunferência em qualquer ponto. Dessa forma, os vetores velocidade tangencial estarão dispostos como na figura abaixo.

tang encial estarão dispostos como na figura abaixo. QUESTÃO 03 “Dê-me um ponto de apoio e

QUESTÃO 03 “Dê-me um ponto de apoio e eu moverei a Terra.” essa frase, atribuída a Arquimedes, faz-se referência à possibilidade do uso de uma alavanca para levantar pesos muito grandes, exercendo-se uma força pequena. A gravura abaixo, intitulada “Arquimedes movendo a Terra”, reproduz uma estampa de um livro de mecânica de 1787:

A massa da Terra é de 6,0X10 2 4 kg. Suponha que fossem dados a

A massa da Terra é de 6,0X10 24 kg. Suponha que fossem dados a Arquimedes um ponto de apoio e uma alavanca para ele levantar uma massa igual à da Terra, a uma altura de 1 cm. Considere, também, que essa massa estivesse em uma região onde a aceleração da gravidade fosse igual à que existe na superfície da Terra.

1. Considerando essa situação, ESTIME a razão que deveria haver entre as distâncias das extremidades dessa alavanca ao ponto de apoio.

Solução: Da descrição do problema, podemos fazer a seguinte figura:

descrição do problema, pode mos fazer a seguinte figura: Seja agora d 1 , a menor

Seja agora d 1 , a menor distância ao ponto de apoio e d 2 , a maior distância. Da expressão para o momento de uma força, temos:

M = F d , e para a força Peso que Arquimedes precisa fazer, temos: P = m g

Ora, o torque exercido por Arquimedes para levantar a Terra, tem que ser no mínimo, igual ao torque da força peso do planeta. Precisamos supor que a força que Arquimedes consegue fazer seja no mínimo igual à seu próprio peso. Para isso, devemos supor também que sua massa seja de 60 kg que é uma boa suposição para a massa de um homem adulto. Então temos que igualar as duas equações acima, veja,

M =

P F d = m g d

1

2

Veja que estamos supondo que os torques de ambos os lados da alavanca sejam iguais. Lembre-se que a força F, exercida por Arquimedes é igual à força Peso do planeta e que a força Peso que ele está equilibrando precisa ser no mínimo igual ao seu próprio peso. Continuando

M

P

= ⇒

F d

1

=

m g d

2

d

2

=

F

d

2

=

6, 0 10

×

24

10

d

2

 

d

1

m g

d

1

60 10

 

d

1

= 10

23

Que é a razão entre as extremidades da alavanca ao ponto de apoio.

2. ESTIME a distância de que Arquimedes deveria mover a extremidade da alavanca.

Solução: Para fazer subir a terra por uma distância de 1 cm, como pede a questão, Arquimedes precisa, obviamente, fazer descer a sua extremidade da barra. Observe a figura:

fazer descer a sua extremidade da barra. Observe a figura: Para estimar esta distância D, basta

Para estimar esta distância D, basta usar a semelhança dos triângulos formado.

d

2

=

D

23

10 =

D

d

1

d

0,01

D

= 10

21

m

É a absurda distância que Arquimedes deveria mover a sua extremidade para provocar um deslocamento de 1,0 cm na Terra!

3. Suponha que, para levantar tal massa, Arquimedes pudesse dispor de um tempo de 10 anos –

aproximadamente 10 8 s. Nesse caso, RESPONDA: Ele conseguiria fazer isso nesse tempo? JUSTIFIQUE sua resposta.

Solução: Já dá pra supor que esta tarefa seria impossível. Para mostrar que ele não conseguiria realiza-la em tempo hábil, podemos calcular a velocidade com que ele teria de mover a barra. Supondo esta velocidade constante, temos:

D

=

v t

⋅ ⇒

v

=

D

10

21

t

10

8

⇒ =

v

⇒ =

v

10

13

/

m s

Isto mostra que a tarefa toda seria impossível. Arquimedes não foi muito feliz, mesmo fazendo uma afirmação de caráter imaginário.

QUESTÃO 04 Na figura I, está representado o diagrama de fase – pressão x temperatura – da água e, na figura II, a dependência do volume de uma determinada massa de água com a temperatura.

volume de uma determinada massa de água com a temperatura. 1. Em regiões muito frias, a

1. Em regiões muito frias, a temperatura da água é menor na superfície que no fundo dos lagos; por

isso, a água congela primeiro na superfície. EXPLIQUE esse fenômeno com base nas informações contidas nos diagramas.

Solução: Quando a temperatura ambiente abaixa, a temperatura de um lago também abaixa. Se ela chega a 0º C, sofre fusão. Mas isto não é o que acontece com todo o lago. Ele não congela todo de uma vez porque a temperatura das camadas de água mais profundas ainda não atingiram a temperatura de

fusão. Do gráfico II, podemos tirar a informação da densidade da água. Ela não é constante. A variação na densidade da água, provoca as conhecidas correntes de convecção. As camadas mais frias, próximas à superfície que congelou descem, ocupando o lugar das camadas menos frias que sobem. As camadas mais profundas vão se congelando, mas isso demora muito tempo. Antes que um lago possa se congelar completamente, a temperatura externa se modifica, dificultando o processo.

2.

aproximadamente, 850 m. Considerando essas informações, RESPONDA:

A

cidade do

Rio

de

Janeiro está

ao nível

do

mar e Belo Horizonte,

a uma altitude

de,

A) A temperatura de ebulição da água em Belo Horizonte é menor, igual ou maior que no Rio de

Janeiro? JUSTIFIQUE sua resposta, usando informações contidas nos diagramas.

Solução: A pressão atmosférica no Rio de Janeiro é maior que em Belo Horizonte, Isto significa que a temperatura de ebulição da água em Belo Horizonte é menor que no rio de Janeiro. O gráfico I mostra isto claramente. Observe que a temperatura aumenta à media que a pressão aumenta. Como a pressão em belo Horizonte é menor que a pressão atmosférica no Rio, então a água ferve a uma temperatura menor.

B) A temperatura em que a água congela em Belo Horizonte é menor, igual ou maior que no Rio de

Janeiro? JUSTIFIQUE sua resposta, usando informações contidas nos diagramas.

Solução: Observando o diagrama I, vemos que a temperatura de fusão da água diminui quando a pressão aumenta. Isto é evidente da linha que divide os estados sólido e líquido pela reta com inclinação negativa que “morre” próximo de 0ºC. Como a pressão atmosférica em Belo Horizonte é menor que no Rio de Janeiro, a temperatura de fusão do gelo na capital mineira é maior que na capital carioca.

QUESTÃO 05

Um radar manual, como o mostrado na figura I, emite um feixe de microondas – ondas eletromagnéticas – e detecta a onda que é refletida por um veículo que está em movimento. Comparando-se a onda refletida com a onda emitida, é possível determinar a velocidade com que o veículo está se movendo. Na figura II, estão representadas três ondas: a que é emitida pelo radar, a que é refletida por um veículo que se aproxima dele e a que é refletida por um veículo que se afasta do mesmo radar, não necessariamente nessa ordem. Apenas a onda emitida pelo radar está identificada nessa figura. Sabe-se que fenômenos ondulatórios – tais como interferência, difração, efeito Doppler, reflexão – ocorrem, qualitativamente, da mesma forma, tanto em ondas sonoras como em ondas eletromagnéticas.

tanto em ondas sonoras como em ondas eletromagnéticas. Com base nessas informações, 1. CALCULE o comprimento

Com base nessas informações,

1. CALCULE o comprimento de onda da onda emitida pelo radar.

Solução: Existe uma equação que relaciona o comprimento de onda λ, com a velocidade dessa onda e a sua freqüência. Esta equação é a seguinte:

v = λ f , mas a velocidade dessa onda é a velocidade da luz, assim temos:

c = λ f λ =

c

f

, não temos informação sobre a freqüência da onda, mas sabemos que a freqüência

de uma onda é o inverso de seu período e esta informação podemos tirar do gráfico. Dessa forma:

λ

=

c

1

T

λ

=

c T

λ

=

8

3, 0 × 10 5, 0 × 10

10

λ

⇒ =

0,15

m

Lembre-se de que o período é o tempo que a onda leva para completar um ciclo, descer e subir um vale.

2. IDENTIFIQUE, escrevendo na figura II, a onda refletida por um veículo que se afasta do radar e a onda refletida por um outro veículo que se aproxima do mesmo radar. JUSTIFIQUE sua resposta.

Solução: Você se lembra do Efeito Doppler para uma onda? Pois é, aqui temos uma situação. O veículo que está se afastando da fonte de ondas recebe menos frentes dessas ondas por unidade de tempo. Isso significa que o comprimento de onda da onda refletida por este veículo será maior que o comprimento de onda da onda emitida pelo radar. A conseqüência será que o período da onda refletida será maior que o da onda emitida e isto se verifica para a segunda onda da figura, a que está bem abaixo da onda emitida.

QUESTÃO 06

A figura mostra, esquematicamente, uma experiência realizada num laboratório. Nessa experiência,

uma bolinha, que tem carga positiva, atravessa uma região onde existe um campo magnético, mantendo uma altura constante. Esse campo é constante, uniforme, perpendicular ao plano da página e

dirigido para dentro desta, como representado, na figura, pelo símbolo .

desta, como representado, na figura, pelo símbolo . A massa da bolinha é de 1,0 x

A massa da bolinha é de 1,0 x 10 -3 kg, a sua carga é de 2,0 x 10 -2 C e o módulo do campo magnético é

de 3,0 T.

1. DESENHE, na figura, a direção e o sentido da velocidade que a bolinha deve ter para manter uma altura constante. JUSTIFIQUE sua resposta.

Solução: Como o campo magnético é constante, a força magnética também é, então a bolinha segue em MRU. Que ela se mantém na mesma altura é uma decorrência desse fato. O seu peso é equilibrado

pela força magnética que ela sente. Como o peso aponta para baixo, a força magnética deverá apontar para cima, o que pode ser visualizado com a regra da mão direita. Dedos da mão direita apontam no sentido do campo magnético. Como a carga na bolinha é positiva, o vetor força magnética aponta para cima. A soma das forças que atua na bolinha é zero, por isso sua velocidade é constante. O vetor velocidade tem direção horizontal e sentido para a direita.

2. CALCULE o módulo da velocidade que a bolinha deve ter para manter uma altura constante.

Solução: Bem, sabemos que as forças que agem na bolinha são o seu peso e a força magnética. Sabemos também que estas forças são iguais. Vamos igualar então as respectivas equações e ver se encontramos algo que nos leve à velocidade da bolinha. Para a força magnética temos:

F = B q v sen(θ)

onde θ, é o ângulo entre a força e a velocidade da partícula. A força aponta para cima e a velocidade para a direita, então este ângulo é 90º e o seno de 90º é 1,0. Para a equação da força peso da bolinha temos:

P = m g

Igualando as equações temos:

F

=

P

B q v

=

m g

⇒ =

v

m

g

1, 0 × 10

3

10

 

⇒ =

v

2

B

q

3 2, 0 × 10

⇒ =

v

1, 67 × 10

1

0,17 m / s

QUESTÃO 07

Rigidez dielétrica de um meio isolante é o valor máximo do campo elétrico a que o meio pode ser submetido, sem se tornar um condutor. Durante tempestades, um tipo comum de descarga elétrica acontece quando cargas negativas se concentram na parte mais baixa de uma nuvem, induzindo cargas positivas na região do solo abaixo dessa nuvem. A quantidade de carga na nuvem vai aumentando até que a rigidez dielétrica do ar é alcançada. Nesse momento, ocorre descarga elétrica. Considere que o campo elétrico entre a nuvem e o solo é uniforme. Para a solução desta questão, utilize estes dados, que são típicos de descargas elétricas na atmosfera:

que são típicos de descarga s elétricas na atmosfera: Com base nessas informações, 1. DETERMINE a

Com base nessas informações,

1. DETERMINE a diferença de potencial elétrico estabelecida entre a nuvem e o solo ao se iniciar a

descarga.

Solução: O enunciado sugere, através da informação de campo elétrico uniforme, que se deve relacionar as grandezas Campo elétrico (E), diferença de potencial (ddp) e distância (d) entre nuvem e solo. Estas informações são relacionadas na relação conhecida V = E d . Usar esta relação inicialmente será uma decorrência da sua experiência com o assunto, por isso não se assuste se você ainda não a possui. Vestibular tem todo ano e durante todo o ano tem tempo suficiente pra você adquirir esta experiência.

quando é atingido o limite da rigidez dielétrica do ar, que

culmina, então com o raio. Bem, como o campo elétrico está dado em kV/mm (quilo volt por milímetro), então vamos colocar a distância em milímetro também. 5,0 km = 5,0 X 10 6 mm, dessa forma, temos:

A descarga elétrica da nuvem só começa

V

=

E d

⋅ ⇒

V

= 3,0

kV mm

/

5,0 × 10

6

mm

V

= 1,5 × 10

10

Volts

A diferença de potencial entre a nuvem e o solo então, será de 15 bilhões de volts! O que deve ser

verdade na natureza. Repare que não é um problema difícil do ponto de vista matemático. O maior erro

cometido pelos alunos nessa questão se remonta ao fato de errarem nas unidades. Muitos fazem a conta com a distância dada em km, o que é incoerente.

2. CALCULE a quantidade de carga elétrica que é transferida, da nuvem para o solo, na descarga.

Solução: Apenas a maturidade com as teorias físicas vão determinar se o estudante acerta ou não esta questão. Ela pede que se calcule a carga elétrica que é transferida da nuvem para os solo. Isto seria impossível se não se considerar a região entre a nuvem e o solo como sendo um capacitor, o que não é nenhum absurdo. Ao contrário, trata-se de uma aproximação coerente. A energia potencial para um

capacitor plano é dada por E =

1 Q V , onde Q é a carga em uma das placas. Do capacitor, nesse
2

caso, a nuvem por exemplo. Para relacionarmos estas grandezas com as grandezas que o enunciado

traz, ainda precisamos determinar a potência da descarga que é dada por

P =

E

t

, onde “t” é o tempo

que demora a descarga elétrica. Isolando “Q”, da primeira equação, temos:

E =

=

2

E

2

E

=

2

P t

2 15 × 10

12

30 × 10

3

1 Q V
2

QV

Q =

V

Q

V

Q

⇒ =

1,5 10

×

10

Q

= 60, 0

Coulomb

]

Esta é uma baita quantidade de carga elétrica. Suficiente para provocar todo estrago que uma grande raio faz.

3. Recomenda-se que, para se protegerem de descargas elétricas durante uma tempestade, motoristas

e passageiros devem permanecer no interior do veículo. EXPLIQUE por que essa recomendação é

pertinente.

Solução: Dentro de um veículo, o campo elétrico é nulo. A sua penetrabilidade é insignificante. Se um raio cai sobre um carro, as cargas negativas se espalham pela superfície do veículo e se repelem mutuamente, como tem de ser, pois cargas de mesmo sinal se repelem. Isto impede as cargas de penetrarem dentro do veículo. O veículo funciona mais ou menos como uma gaiola de faraday.

QUESTÃO 08

Na iluminação de várias rodovias, utilizam-se lâmpadas de vapor de sódio, que emitem luz amarela ao se produzir uma descarga elétrica nesse vapor. Quando passa através de um prisma, um feixe da luz emitida por essas lâmpadas produz um espectro em um anteparo, como representado nesta figura:

O espectro obtido dessa forma apresenta apenas uma linha amarela. 1) EXPLIQUE por que, no

O espectro obtido dessa forma apresenta apenas uma linha amarela.

1) EXPLIQUE por que, no espectro da lâmpada de vapor de sódio, não aparecem todas as cores, mas apenas a amarela.

Se, no entanto, se passar um feixe de luz branca pelo vapor de sódio e examinar-se o espectro da luz resultante com um prisma, observam-se todas as cores, exceto, exatamente, a amarela.

Solução: Quando os átomos de Sódio recebem a descarga elétrica eles estão em um mesmo nível de energia. Quando eles recebem esta energia proveniente da descarga, um fóton de Liz é liberado. Estes fótons estão todos a uma mesma freqüência, pois estão todos num mesmo estado de energia. A energia do fóton é dada pela equação E = h f , onde f é a freqüência desses fótons de Liz que é a mesma. Como h é uma constante, a constante de Plank, então não há motivo para serem emitidos fótons em todas as freqüências, como aconteceria num caso comum de dispersão de luz branca em um prisma.

2) EXPLIQUE por que a luz branca, após atravessar o vapor de sódio, produz um espectro com todas as cores, exceto a amarela.

Solução: A luz branca é composta por todas as freqüência, inclusive a freqüência do Sódio (luz amarela). Nesse caso, quando a luz passa, os átomos de sódio absorvem a luz proveniente dessa freqüência. As outras cores, passam naturalmente e esbarram no anteparo.

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