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17/02/2013

GESTÃO EMPRESARIAL

PROFESSORA ANA PAULA DUCATTI

GESTÃO EMPRESARIAL PROFESSORA ANA PAULA DUCATTI

Parte 1: Estratégia Aplicada a Instituições Financeiras

O que é uma Instituição Financeira (IF)?

Instituição financeira é uma organização cuja finalidade é otimizar a alocação de capitais financeiros, obedecendo uma correlação de risco, custo e prazo que atenda aos objetivos dos seus patrocinadores (no sentido da palavra inglesa stakeholder), incluindo pessoas físicas ou jurídicas que tenham interesses em sua operação como acionistas, clientes, colaboradores, cooperados, fornecedores, agências reguladoras do mercado onde a organização opere.

A Instituição Financeira opera administrando um equilíbrio delicado entre moedas, prazos e taxas negociados para os capitais que capta e para os que aplica no mercado, respeitando os critérios e normas estabelecidos pelas agências reguladoras/supervisoras de cada mercado onde atue.

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Intermediação Financeira

Uma IF coloca-se entre os agentes econômicos que possuem disponibilidade de caixa para aplicação e aqueles que necessitam de crédito.

Objetiva-se conciliar interesses dos agentes econômicos superavitários em aplicar suas poupanças e dos deficitários em tomar recursos emprestados.

Intermediação Financeira

Agente

Superavitário

Poupador

IF

Agente

Deficitário

Tomador

Recebe Juros Paga Juros
Recebe Juros
Paga Juros

Os agentes (superavitários e deficitários) são os clientes das IFs

Clientes da IF

Agente

   

Superavitário

Agente Deficitário

* Famílias

* Famílias

* Empresas

* Empresas

Governo

* IF: Intermediário

* Governo

financeiro

Poupança: parcela da renda que não foi consumida.

Bancos Comerciais

Déficit: consumo maior que a renda

Procura por

Oferta de

excedentes

excedentes

fianceiros

financeiros

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Produtos da IF

Empréstimo em Conta:

É uma forma de concessão de credito à pessoa física ou jurídica onde o valor é creditado pela totalidade contratada e os encargos serão cobrados de acordo com o contrato que ampara essa modalidade de crédito.

Títulos Descontados:

Operação onde as pessoas físicas ou jurídicas, têm do crédito solicitado, com desconto dos encargos correspondentes. Os documentos que amparam este tipo de crédito são as duplicatas e notas promissórias;

Produtos da IF

Adiantamento a Depositantes:

É uma forma de concessão de crédito de caráter especial, por um prazo máximo de 15 dias, principalmente para cobertura de c/c que ultrapassam em saques o valor depositado em conta. Normalmente ocorre quando do pagamento dos cheques compensados.

Financiamentos:

Operação de crédito onde o banco financia a compra de maquinários pela industria ou comercio ou ainda de sementes pelos produtores agrícolas (financiamento rural).

Produtos da IF

Depósitos à Vista e a Prazo:

Os depósitos representam a principal operação de captação de recursos;

À Vista - é o tipo de deposito onde há a livre movimentação pelo correntista;

A Prazo – representa uma aplicação financeira pela qual o banco paga juros.

Operações Interbancárias:

São operações ocorridas entre bancos onde se torna possível os pagamentos de cheques e títulos de bancos e agencias diferentes

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Produtos da IF

Operações com Prestação de Serviços:

Obrigações por recebimentos e pagamentos especiais Os bancos como agentes arrecadadores e pagadores desempenham um importante papel junto aos órgãos públicos estaduais, municipais e federais. Os principais recebimentos efetuados são de Contribuição Sindical, FGTS, PIS/PASEP, IOF, tributos e taxas. O banco faz esses recebimentos e posteriormente transfere aos órgãos competentes.

Produtos da IF

Guarda de valores e cofre de aluguel:

É um tipo de prestação de serviço onde o banco guarda valores e documento de seus clientes, bem como oferece um cofre para guarda de valores e objetos.

Ordem de pagamento

È uma forma de operação acessória onde o banco recebe um valor, para transferi-lo para uma outra pessoa em outra praça, normalmente ocorre entre não correntistas.

ATIVIDADES PARA ENTREGAR – Parte 1

1. Explique Intermediação Financeira.

2. Explique 2 produtos da IF.

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Parte 2: Mercado Financeiro

ATIVIDADE EM GRUPO

Dividir 4 grupos para as atividades seguintes.

Diferentes tipos de mercado financeiro

Diferentes tipos de mercado financeiro

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Mercado Monetário

São negociados nesse mercado os TÍTULOS PÚBLICOS EMITIDOS PELO TESOURO NACIONAL.

Possuem a finalidade primordial de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infraestrutura.

Neste tipo de investimento, as IFs funcionam como intermediários ao adquirirem os títulos públicos, que compõem as carteiras dos fundos, com os recursos oriundos de suas aplicações. Mediante a um custo de intermediação.

compra de títulos públicos pode ser feita, a qualquer momento, e a venda, garantida pelo Tesouro Nacional,

A

semanalmente às quartas-feiras pelos preços de mercado.

 

Mercado de Crédito

Onde ocorre o processo de concessão e tomada de crédito.

Esta ação é realizada mediante um prêmio de liquidez ou risco, intitulado de juros;

Os principais agentes de concessão de crédito são as IFs, embora haja outras fontes;

Quando o banco dispõe uma importância em dinheiro para um tomador, mediante o compromisso de pagamento no futuro, está emprestando a crédito.

O mercado de crédito serve de alavancagem para a maioria das economias desenvolvidas do mundo, já no

Brasil este mercado ainda tem pouco expressão, devido

taxa de juros no Brasil estar entre as mais altas do mundo.

a

 

Mercado de Capitais

O Mercado de Capitais nada mais é do que um sistema de distribuição de valores mobiliários, o qual proporciona liquidez aos títulos de emissão de empresas, viabilizando o processo de capitalização.

Sua Constituição se dá pelas: bolsas de valores, sociedades corretoras, além de outras instituições financeiras autorizadas.

Os principais títulos negociados são os títulos mobiliários, eles representam o capital social das empresas, as ações, ou então de empréstimos tomados pelas empresas no mercado;

O crescimento das empresas faz com que elas cada vez mais precisem de mais recursos, os quais são obtidos ou por empréstimos de terceiros e pela participação de acionistas.

Temos que analisar que, empréstimos de terceiros são fontes de recursos limitadas, por isso, as empresas lançam mãos desses meios para manter sua atividade operacional. No entanto é pela entrada de novos sócios, os acionistas, que a empresa ganha condições de obter novos recursos não exigíveis, como contrapartida à participação em seu capital.

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Mercado Cambial

Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país.

Por exemplo, quando um turista brasileiro vai viajar para o exterior e precisa de moeda estrangeira, o agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio recebe do turista brasileiro a moeda nacional e lhe entrega (vende) a moeda estrangeira. Já quando um turista estrangeiro quer converter moeda estrangeira em reais, o agente autorizado a operar no mercado de câmbio compra a moeda estrangeira do turista estrangeiro, entregando- lhe os reais correspondentes.

Dinâmica do Banco Central do Brasil

As funções do Banco Central são:

Formulação,

execução

e

acompanhamento

da

política

monetária;

Controle

das

operações

de

crédito

em

todas

as

suas

formas;

Formulação, execução e acompanhamento da política cambial e de relações financeiras com o exterior;

Organização, disciplinamento e fiscalização do Sistema Financeiro Nacional e ordenamento do mercado financeiro;

Emissão de papel-moeda e de moeda metálica e execução dos serviços do meio circulante.

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Dinâmica do Banco Central do Brasil

Política

Monetária

-

Os

mecanismos

das

reservas

bancárias:

Operações

de

Mercado

Aberto;

Reservas

Compulsórias; Assistência Financeira de Liquidez.

Controle das Operações de Crédito - Política Cambial e de Relações Financeiras Com o Exterior: Regulação do Mercado de Câmbio; Administração das Reservas Internacionais; Acompanhamento dos Movimentos de Capitais; Relacionamento com Organismos Internacionais e América Latina; Participação no Processo de Integração do MERCOSUL; Negociação da Dívida Externa.

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Dinâmica do Banco Central do Brasil

Para melhor entendimento da atuação do Banco Central, é importante ter uma visão geral sobre a política monetária e, particularmente, compreender o mecanismo de funcionamento das reservas bancárias.

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Política Monetária

Política monetária é a atuação de autoridades monetárias sobre a quantidade de moeda em circulação, de crédito e das taxas de juros controlando a liquidez global do sistema econômico.

Para

clássicos:

tanto,

utiliza-se

de

instrumentos

Operações de mercado aberto;

Reservas compulsórias;

Assistência financeira de liquidez.

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Função das Reservas Bancárias

Assim como as pessoas físicas, jurídicas ou governos mantêm depósitos à vista numa instituição financeira, através da qual realizam pagamentos e recebimentos, inclusive fazendo aplicações financeiras, os bancos, de forma equivalente, têm uma conta-corrente no Banco Central, através da qual recebem créditos e débitos das demais instituições financeiras, do Tesouro Nacional e do próprio Banco Central, ou seja, é por essa conta que as instituições financeiras realizam suas operações.

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Função das Reservas Bancárias

A diversidade das operações realizadas no mercado financeiro – depósitos ou retiradas, concessão ou liquidação de crédito, etc. – convergirá para o mercado de reservas bancárias, sob forma de simples entradas ou saídas de caixa.

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Função das Reservas Bancárias

Todas as operações financeiras, sejam quais forem as partes envolvidas, exceto o Banco Central, provocam alterações nos níveis individuais de reservas bancárias das instituições financeiras sem alterar o saldo consolidado do sistema financeiro.

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Função das Reservas Bancárias

Zerada do setor real da economia: todos os agentes econômicos estão sujeitos a fluxo de caixa; os agentes econômicos deficitários ou superavitários deverão ter fluxos de caixa equilibrados: zerados.

Instituição financeira: cada qual captará o excesso de caixa dos clientes superavitários e concederá crédito para os clientes deficitários, zerando o fluxo de caixa de sua clientela, independentemente do equilíbrio entre os recursos tomados e os concedidos.

Essa instituição financeira, por sua vez, desequilibrará seu próprio fluxo de caixa, tornando-o superavitário ou deficitário.

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Função das Reservas Bancárias

Como ocorrem os mesmos desequilíbrios nos fluxos de caixa de outras instituições financeiras, em função da zerada do setor real da economia, há oscilações nos fluxos individuais de caixa das instituições financeiras.

Desequilíbrios se compensam: no consolidado do sistema financeiro, a cada fluxo superavitário de instituições financeiras corresponde fluxo deficitário de outras, mesmo que com valores diferenciados.

Instituições financeiras recorrerão ao mercado de reservas bancárias: superavitárias para emprestar suas sobras de caixa; deficitárias para demandar esses recursos; no final do expediente bancário, todas deverão se zerar.

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Taxa Overnight (Over-Selic)

O Banco Central acompanha a evolução da taxa de juros (SELIC) do mercado válida para o prazo de um dia (overnight).

depende,

fundamentalmente, da disponibilidade de das

reservas bancárias, mantidas junto ao Banco Central pelos bancos.

Essa

taxa

(SELIC)

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Comitê de Política Monetária - COPOM

Função:

Estabelecer as diretrizes da política monetária;

Definir a taxa básica de juros (SELIC);

Manipular a liquidez econômica, por meio dos instrumentos de política monetária.

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Histórico

O Copom foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros.

A criação do Comitê buscou proporcionar maior transparência e ritual adequado ao processo decisório, a exemplo do que já era adotado pelo Federal Open Market Committee (FOMC) do Banco Central dos Estados Unidos e pelo Central Bank Council, do Banco Central da Alemanha.

Em junho de 1998, o Banco da Inglaterra também instituiu o seu Monetary Policy Committee (MPC), assim como o Banco Central Europeu, desde a criação da moeda única em janeiro de 1999.

Atualmente, uma vasta gama de autoridades monetárias em todo o mundo adota prática semelhante, facilitando o processo decisório, a transparência e a comunicação com o público em geral.

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Mecanismos de atuação do COPOM

Adota a sistemática de "metas para a inflação" como diretriz de política monetária.

As decisões do Copom tem como objetivo cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional;

Se as metas não forem atingidas, cabe ao presidente do Banco Central divulgar, em Carta Aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos do descumprimento, bem como as providências e prazo para o retorno da taxa de inflação aos limites estabelecidos.

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Mecanismos de atuação do COPOM

O COPOM realiza reuniões para fixar a taxa básica de juros – SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia);

A taxa fixada vigora por todo o período entre reuniões do Comitê;

Se for o caso, o COPOM pode definir o viés, que é a prerrogativa dada ao presidente do Banco Central para alterar a taxa SELIC a qualquer momento entre as reuniões.

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Mecanismos de atuação do COPOM

São 8 reuniões por ano.

As reuniões do COPOM dividem-se em dois dias:

feiras;

às terças e quartas-

No 1° dia de reunião, é apresentado uma análise sobre a inflação, nivel de atividade, finanças públicas, economia internacional, mercado de cambio, avaliação prospectiva das tendências da inflação, expectativas gerais para a economia.

No 2° dia, após a análise das projeções, é apresentadas alternativas para a taxa de juros. Em seguida, os membros do COMPOM fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas. Ao final, procede-se à votação das propostas, buscando sempre que possível, o consenso.

A decisão final – a taxa SELIC fixada – é imediatamente divulgada à imprensa ao mesmo tempo em que é expedido Comunicado através do Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN).

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ATIVIDADES PARA ENTREGAR - – Parte

2

1. Explique cada um dos mercados.

2. Explique Banco Central.

3. Explique Função das Reservas Bancárias.

4. Explique COPOM.

Parte 3: Administração de Risco

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Trabalho para entregar na próxima aula: Pesquisar sobre Acordo de Basiléia

Introdução

Ao captarem recursos financeiros junto aos agentes superavitários, emprestando-os aos agentes deficitários, as IFs correm RISCOS. Sendo o risco um fator negativo de transação, a remuneração exigida aumenta com o nível de risco, e tornando necessárias medidas de proteção.

Tipos de Riscos

1. Risco de taxa de juros

2. Risco de crédito

3. Risco de câmbio

4. Risco de liquidez

5. Risco de insolvência

6. Risco Operacional

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Risco Variação Taxa de Juros

Ocorre quando há divergência entre

vencimento das obrigações e aplicações (Vo≠Va). Subdivide-se em

Risco de refinanciamento (Refin) : Risco de que custo de rolagem seja maior do que os rendimentos dos ativos, ocorrendo quando Vo < Va, pois torna necessário refinanciar (rolar) as obrigações a novas taxas.

Risco de reinvestimento (Rein) : Risco de que os rendimentos da reaplicação ativos fiquem abaixo do custo de captação dos recursos, ocorrendo quando Vo > Va, pois torna necessário reaplicar os recursos a novas taxas;

Risco de mercado ou de preço (Rmkt): Risco de variação nos preços dos títulos no mercado.

os prazos de

Risco de Crédito • Risco de que os pagamentos devidos pelo títulos não sejam realizados
Risco de Crédito
• Risco
de
que
os
pagamentos
devidos pelo
títulos
não
sejam
realizados
pontual
e
integralmente. Pode ser dividido em:
– Risco específico (Rsp): Risco de inadimplência
associado à capacidade de pagamento da
empresa emitente do título.
– Risco sistemático (Rsys): Risco de inadimplência
resultante do comportamento da economia.

Risco de Câmbio

Risco de prejuízos operacionais com títulos em moeda estrangeira resultantes de variações na taxa de câmbio.

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Risco de Liquidez

Sempre que titulares de passivos de uma IF (depositantes) exigem dinheiro à vista em troca de seus direitos financeiros. Nesse caso, a IF é forçada a obter recursos adicionais ou a liquidar ativos para atender a exigência de retirada de fundos.

O ativo mais líquido de todos é o caixa, e as IFs podem utilizá-lo para atender diretamente às exigências.

Entretanto, há momentos nos quais uma IF pode acabar enfrentando uma crise de liquidez. Por causa da falta de confiança na IF ou alguma necessidade imprevista de numerário, os titulares de passivos podem exigir retiradas superiores ao que seria normal.

Risco de Insolvência

É uma consequência de riscos excessivos de variação de taxa de juros, crédito, cambiais, liquidez, etc; A insolvência ocorre sempre que os recursos próprios da IF são insuficientes para cobrir perdas incorridas em função de um ou mais riscos descritos anteriormente.

Risco Operacional

O gerenciamento de risco deve ser holístico, ou seja, gerenciar não apenas os riscos relacionados ao próprio negócio mas todos os demais riscos que indiretamente afetam os resultados do banco.

Assim, todas as atividades que dão suporte aos bancos oferecem riscos, inclusive atividades relacionadas ao funcionamento das atividades dos bancos.

Entre as áreas de suporte ao bancos, além da administração do back office, há também o gerenciamento das próprias instalações da instituição bancária, como consumo de energia e água, compra de materiais, disposição de resíduos etc

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ATIVIDADES PARA ENTREGAR – Parte 3

1. O que é Risco de Variação de Taxa de Juros?

2. Por que há Risco de Crédito nas IFs?

3. Um banco americano possui um ativo em euro. Se o euro se valorizar em relação ao dólar, o banco ganhará ou perderá?

4. Por que poderia uma IF defrontar-se com uma crise repentina de liquidez?

5. Quando há Risco de Insolvência?

Parte 4: Gestão de Tesouraria

Como funciona a tesouraria de IF

A tesouraria é uma área que merece especial atenção em qualquer banco.

A liquidez da IF depende da tesouraria;

As principais atividades da tesouraria de uma IF é a administração de fluxos, prazos, concentrações, descasamentos em moedas e taxas, além do apreçamento e da realização de operações para clientes.

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Como funciona a tesouraria de IF

A finalidade básica da tesouraria é assegurar os recursos e instrumentos financeiros necessários para a manutenção e viabilização dos negócios da IF.

Como funciona a tesouraria de IF
Como funciona a tesouraria de IF

Função da Gestão de Risco

Lidar com a incerteza e analisar riscos sempre foram características muito fortes da atividade bancária.

A gestão de riscos, através da utilização de modelos internos como ferramentas de decisão, possibilita aos bancos um maior controle sobre as perdas potenciais, assegurando uma melhor performance e minimizando a probabilidade de desastres financeiros.

Desse modo, os bancos que têm uma melhor gestão sobre seus riscos não só asseguram a estabilidade financeira, como também apresentam uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes.

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Função ALM

ALM: Application Lifecycle Management

Gerenciamento de Ativos e Passivos

Área responsável pela gestão da liquidez, pela projeção do caixa e pela gestão estrutural e fiscal do balanço.

ATIVIDADE PARA ENTREGAR – Parte 1

Pesquisar sobre a Tesouraria de algum banco (Itaú, Bradesco, Brasil, Caixa, Santander, HSBC), abrangendo os tópicos comentados na aula (como funciona a tesouraria, função da gestão de risco, função ALM).

Trabalho para entregar próxima aula: Privatizações, Fusões e Aquisições no meio bancário

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Parte 5: Contabilidade Bancária

Contabilidade das IFs

A Contabilidade quando aplicada ao controle patrimonial das IFs é conhecida como Contabilidade das Instituições Financeiras ou Contabilidade Bancária.

CONTABILIDADE DAS IFs

O patrimônio das instituições financeiras como de qualquer empresa é constituído do:

ATIVO

PASSIVO

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Onde o ATIVO = PASSIVO + PATRIMONIO LÍQUIDO

Por determinação do Banco Central, todas as instituições financeiras obedecem a um mesmo plano de contas do COSIF.

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CONTABILIDADE DAS IFs

As operações bancárias se classificam em:

1. Ativas

-

Empréstimos

-

Títulos Descontados

-

Adiantamento a

Depositantes

-

Financiamentos

2. Passivas

- Depósitos

-

Obrigações por

Empréstimos

 

AS OPERAÇÕES BANCÁRIAS E SUA CONTABILIZAÇÃO

 

ATIVAS:

São

aquelas

em

que

se

registram

os

investimentos patrimoniais ocorridos através da entrada de bens e direitos

EMPRÉSTIMOS EM CONTA:

 

Lançamentos: Empréstimo de $ 12.000 concedido à KK Ltda, para compra de um equipamento para pagamento em 6 meses, com juros de 5% ao mês, mais IOF de 0,6%

Empréstimo em Conta:

$12.000

 

Rendas a Apropriar s/ Op. Cred: $3.600

IOF: $93,60

 

Pagamento da prestação mensal: $2.600

 
 

AS OPERAÇÕES BANCÁRIAS E SUA CONTABILIZAÇÃO

 

ATIVAS: TÍTULOS DESCONTADOS: Operação onde as pessoas físicas ou jurídicas, têm do crédito solicitado, com desconto dos encargos correspondentes. Os documentos que amparam este tipo de crédito são as duplicatas e notas promissórias;

A empresa Coelhos Ltda solicita um desconto de duplicatas em 01/02, pelo prazo de 3 meses nos seguintes termos:

Valor da operação - $ 15.000

 

Taxa de descontos 5%.am

IOF 0,6%

Vencimento 01/05

 

Lançamentos: Na data da concessão do crédito 01/02

 

Títulos Descontados: 12.660

 

Renda de Títulos Descontados: 2.250

Recebimento de IOF : 90

Total: 15.000

 

Pagamento da promissória de $ 15.000, Deposito a Vista – PJ em 01/05

 

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AS OPERAÇÕES BANCÁRIAS E SUA CONTABILIZAÇÃO

ATIVAS:

ADIANTAMENTO A DEPOSITANTES:

O gerente do Banco autorizou o pagamento de cheque no valor de $ 3.000 da empresa K, apresentado nesta data pela compensação.

Lançamentos: Adiantamento a Depositantes: $3.000

Quando da liquidação do adiantamento, com cobrança de juros de $ 60 mais IOF de $ 0,60.

Adiantamento a Depositante: $3.000

Rendas s/ Adiant. Depositante

Recebimento de IOF: $0,60

Total da operação: $3.060,60

: $60

AS OPERAÇÕES BANCÁRIAS E SUA CONTABILIZAÇÃO

ATIVAS:

FINANCIAMENTOS:

Nosso banco financiará a compra de maquinários para empresa W Ltda no valor de $ 25.000 c/ encargos financeiros de 20% a.a. e amortizável em 24 prestações mensais, com isenção do IOF.

Lançamentos:

Empréstimos em Conta

Depósitos a Vista – PJ: $25.000

Rendas a Aprop. s/ Oper. Financ.: $10.000

Total da operação: $35.000

Pagamento mensal da prestação

Deposito: $1.458,33

Rendas de Empréstimos em Conta: $833,33

AS OPERAÇÕES BANCÁRIAS E SUA CONTABILIZAÇÃO

PASSIVAS: São aquelas em que se registram a origem dos capitais sejam os próprios ou de terceiros, que serão investidos no ativo.

DEPÓSITOS À VISTA E A PRAZO:

À Vista - é o tipo de deposito onde há a livre movimentação pelo correntista.

Recebemos nesta data, de nossos clientes pessoa físicas - $ 30.000 e pessoas jurídicas $ 70.000.

Caixa: 100.000

Deposito a Vista

Pessoas Físicas : $30.000

Pessoas Jurídicas: $70.000

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AS OPERAÇÕES BANCÁRIAS E SUA CONTABILIZAÇÃO

À Prazo – representa uma aplicação financeira pela qual o banco paga juros.

Recebemos nesta data, em depósitos a prazo de nossos clientes PJ a quantia de $ 90.000, c/ debito em c/c.

Depósitos a Prazo: $90.000

Crédito dos juros de 1% sobre o valor da aplicação.

Despesa de Deposito a Prazo: $ 900

Quando do resgate da aplicação pelo valor total:

$90.900

Exemplo de contabilização de operações bancárias:

Subscrição e integralização do capital social do Banco Y, em dinheiro $ 100.

   

BALANÇO PATRIMONIAL

 

ATIVO

PASSIVO

CAIXA

100

CAP SOCIAL

100

TOTAL

100

TOTAL

100

Exemplo de contabilização de operações bancárias:

Recebimento de depósito à prazo da empresa X, no valor de $ 30;

Empréstimo de $ 50, concedido à empresa X;

 

BALANÇO PATRIMONIAL

 

ATIVO

PASSIVO

CAIXA

130

DEP A PRAZO

30

EMPRESTIMO

50

DEP PJ

50

   

PL

 
   

CAP SOCIAL

100

TOTAL

180

TOTAL

180

JUROS

Pagamento de juros s/ deposito a prazo: $3

Recebimento de juros s/ Empréstimo: $5

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Exemplo de contabilização de operações bancárias:

Apuração de Resultado: DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

DRE

$

RECEITA OPERACIONAL

 

RENDA DE EMPRÉSTIMO

5

DESPESA OPERACIONAL

 

DESPESA DEP. A PRAZO

(3)

RESULTADO OPERACIONAL

2

IR (32%)

(0,64)

LUCRO LÍQUIDO

1,36

Parte 7: Risco Ambiental nas IFs

RISCO AMBIENTAL

CONCEITO:

Pode ser definido como a medida de possíveis danos que uma atividade econômica pode causar ao meio ambiente. O risco ambiental enfrentado pelas empresas está fundamentado no “Princípio do Poluidor Pagador”.

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Princípio do Poluidor Pagador

Por esse princípio se busca internalizar os custos da degradação ambiental no processo produtivo de qualquer atividade econômica, a fim de evitar que apenas os lucros de uma atividade sejam privatizados e os custos do dano ambiental sejam socializados. Desta forma , risco ambiental passa a ser traduzido como custo financeiro;

Busca -se impedir que a sociedade arque com os custos da recuperação de um ato lesivo ao meio ambiente causado por um poluidor perfeitamente identificado.

 

RISCO AMBIENTAL NAS IFs

A

atual

legislação

ambiental,

tanto

brasileira

quanto

à

dos

demais

países,

sujeita

os

causadores

de

danos

ao

meio

ambiente

a

sanções

 

penais

e

administrativas,

independentemente da obrigação de reparar os danos causados. A legislação ambiental, ao aplicar o Princípio do Poluidor Pagador, estabelece a relação entre o risco ambiental e os demais riscos enfrentados pelas empresas.

RISCO AMBIENTAL NAS IFs

ambiental, o

cumprimento das sanções penais e administrativas, envolverá, necessariamente, dispêndio financeiro para o infrator. Além desses dispêndios financeiros, o infrator está sujeito a multas e indenizações e estas podem ser de grande magnitude, a ponto de levarem o infrator à falência .

A

reparação

do

dano

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RISCO AMBIENTAL NAS IFs

Os

bancos,

como

parceiros

financeiros

das

empresas,

dependem

do

retorno

financeiro

destas.

Assim, o risco ambiental das empresas afeta indiretamente o desempenho econômico das instituições financeiras, na medida em que esse risco pode vir a comprometer o valor dos ativos financeiros das empresas, sua capacidade de honrar seus empréstimos, bem como sua própria reputação junto à sociedade .

Importância das questões ambientais para as IFs

As questões ambientais tornam-se cada vez mais importantes para as instituições financeiras.

Ao atentar para o meio ambiente não é importante apenas sob o aspecto de gerenciamento de risco, também representa oportunidades de negócio e pode se tornar uma vantagem competitiva tanto para as empresas quanto para as instituições financeiras.

RISCO AMBIENTAL NAS IFs

Associando os quatro grandes riscos das IFs - o risco de mercado, de crédito, legal e operacional - com os ricos ambientais, é possível mostrar que estes causam impacto nos quatro grandes grupos de risco enfrentados pelos bancos.

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RISCO AMBIENTAL EM RISCO DE CRÉDITO

As IFs estão expostas indiretamente ao risco ambiental nas operações de crédito porque de forma global a legislação ambiental aplica o Princípio do Poluidor Pagador, obrigando o poluidor à prevenção, reparação e repressão do dano ambiental, medidas com reflexo sobre a situação econômico-financeira dos tomadores de crédito, pois comprometem sua capacidade de pagamento.

Aquilo que é risco financeiro para o tomador de crédito torna-se também risco para o emprestador. Assim, o risco ambiental ao afetar a saúde financeira do tomador de crédito, consequentemente torna-se risco para a instituição bancária .

RISCO AMBIENTAL EM RISCO DE MERCADO

Com relação ao risco de mercado, muitos estudos têm comprovado que o mercado de capitais responde tanto de forma positiva quanto negativa à performance ambiental das empresas.

Uma

das

evidências

é

a

diferença

de

performance das

ações

do

Dow

Jones

Sustainability Index (DJSI).

RISCO AMBIENTAL EM RISCO LEGAL

O risco ambiental está associado a esse risco dentro da modalidade de risco de legislação, pois ele surge da não-observância da legislação ambiental associada a outros dispositivos legais que normalmente se interpretam conjuntamente.

A não observância da legislação ambiental por parte dos bancos pode levá -los à responsabilização pelos danos ambientais causados por eles próprios bem como por seus parceiros de negócios, sejam eles em investimentos sejam em operações de crédito.

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RISCO AMBIENTAL EM RISCO OPERACIONAL

Quanto ao risco operacional há que ressaltar que o

focado em risco exige das IFs uma

visão corporativa de risco, por isso eles devem ser gerenciados como uma unidade;

O gerenciamento de risco deve ser holístico, ou seja, gerenciar não apenas os riscos relacionados ao próprio negócio mas todos os demais riscos que indiretamente afetam os resultados do banco.

Assim, todas as atividades que dão suporte aos bancos oferecem riscos, inclusive atividades relacionadas ao funcionamento das atividades dos bancos.

gerenciamento

RISCO AMBIENTAL EM RISCO OPERACIONAL

Entre as áreas de suporte ao bancos, além da administração do back office, há também o gerenciamento das próprias instalações da instituição bancária, como consumo de energia e água, compra de materiais, disposição de resíduos etc. O gerenciamento adequado dessas áreas inclui a adoção de um Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA) que se traduz em redução de custos e, portanto, com impacto sobre os resultados dos bancos.

ATIVIDADE PARA ENTREGAR - – Parte

7

1. Explique o que é Risco Ambiental.

2. Como as IFs podem sofrer Risco Ambiental?