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CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO C C a a p p í í t

CONCEITOS TEÓRICOS E EXERCÍCIOS PROPOSTOS DE ELETROMAGNETISMO

CCaappííttuulloo IIII:: LLEEII DDEE CCOOUULLOOMMBB EE IINNTTEENNSSIIDDAADDEE DDEE CCAAMMPPOO EELLÉÉTTRRIICCOO

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Capítulo II

LEI DE COULOMB E INTENSIDADE DE CAMPO ELÉTRICO

  • 2.1 – LEI DE COULOMB

Força de uma carga Q 1 sobre uma carga Q 2 :

 

Q Q

   

F

=

 

1

2

 

a

 

[N]

2

4

πε

 

R

2

12

 

o

12

 

onde:

R 12 = vetor orientado de Q 1 a Q 2 a 12 = versor orientado de Q 1 a Q 2

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Notas: O módulo de

F

2

depende dos valores das cargas pontuais, da distância entre elas e do meio.

Adota-se vácuo como o meio neste caso, e em todas as análises posteriores até o capítulo 5.

A orientação de

F

2

(ou sentido de

F ) depende apenas dos sinais das 2 cargas pontuais.

2

  • 2.2 – INTENSIDADE DE CAMPO ELÉTRICO

Força de uma carga pontual Q 1 sobre uma carga de prova positiva Q P situada num ponto P:

F P
F
P

=

Q Q

1 P
1
P

4

πε

o

R

2

1P

a

1P

Campo elétrico gerado pela carga pontual Q 1 no ponto P (definição):

 

F

Q

E

=

 

P

=

1

a

 
 

Q

P

  • 4 o

πε

R

2

1P

1P

(Unidade: N/C ou V/m)

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Nota: A orientação do campo elétrico E depende apenas do sinal da carga que o produz (Q 1 ). Assim, as linhas de força do campo elétrico saem (ou divergem) das cargas positivas e entram (ou convergem) para as cargas negativas.

Campo elétrico gerado por n cargas pontuais:

n Q ( ) m E r = ∑ a m 2 m = 1 4
n
Q
( )
m
E r
=
a
m
2
m
=
1
4
πε
r
r
o
m

onde:

Q m = m-ésima carga pontual

[V/m]

r = posição da m-ésima carga pontual m r = posição do ponto onde se quer
r
= posição da m-ésima carga pontual
m
r
= posição do ponto onde se quer o campo
r
r
m
a
=
= versor da m-ésima carga pontual
m
r
r
m
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  • 2.3 – CAMPO ELÉTRICO DE UMA DISTRIBUIÇÃO VOLUMÉTRICA CONTÍNUA DE CARGAS

 
dQ ρ = v dv
dQ
ρ
=
v
dv
 
 

dQ

 

E =

 

a

 

4

πε

o

R

2

R

a

R

 
dQ ρ = L dL
dQ
ρ
=
L
dL
 

Definindo

= densidade volumétrica de carga (em C/m 3 ), temos que dQ = ρ v dv.

Assim a fórmula para calcular o campo elétrico num ponto P, no vácuo, de um volume de cargas é:

sendo:

[V/m]

(FÓRMULA GERAL)

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= versor orientado de dQ ao ponto P (saindo) R = distância de dQ ao ponto P ε o = permissividade elétrica do vácuo [F/m]

Nota: Genericamente: ρ v dv = ρ S ds = ρ L dL = dQ, para volume superfície linha ponto.

  • 2.4 – CAMPO ELÉTRICO DE UMA DISTRIBUIÇÃO LINEAR CONTÍNUA DE CARGAS

Definindo

= densidade linear de carga (em C/m), temos que dQ = ρ L dL.

Demonstrar que a fórmula que fornece o campo elétrico num ponto P, no vácuo, devido a uma filamento retilíneo com carga uniformemente distribuída (ver figura), é expressa por:

ρ 2 πε ρ L E = a ρ o
ρ
2 πε ρ
L
E =
a
ρ
o
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za

o

(

z

+ ρ

a

ρ

)

=

E

z

+

E

ρ

sendo:

ρ L = densidade linear de carga [C/m] (valor constante) ρ = menor distância (direção normal) da linha ao ponto P [m]

a

ρ

= versor normal à linha orientado para o ponto P

Solução: Posicionando o eixo z sobre o filamento e o plano xy sobre o ponto P para facilitar a solução (ver figura), temos:

dQ = ρ dz L 2 2 R = −za + ρa e R = z
dQ
= ρ
dz
L
2
2
R = −za
+ ρa
e
R
=
z
+ ρ
z
ρ
R
R
za
+ ρ
a
z
ρ
a
=
=
R
2
2
z
+ ρ
Substituindo na fórmula geral acima obtemos:
za
+ ρ
a
+∞
ρ
dz
z
ρ
L
E
= ∫
=
z =−∞
(
2
2
)
4
πε
z
+ ρ
2
2
o
z
+ ρ
Por simetria E
0
.
z =

+∞

z =−∞

ρ

L

dz

(

z

2

4

πε

+ ρ

2

)

3/ 2

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Fazendo a substituição trigonométrica (ver triângulo ao lado):

z = ρtgα dz = ρ

sec

2

α dα

e levando na expressão acima e desenvolvendo,

E

=

E

ρ

=

ρ

L

ρ

4

πε

o

/ 2

α=−π / 2

ρ

sec

2

α

d

α

a

ρ

(

ρ

2

tg

2

α + ρ

2

)

3/ 2

=

ρ

  • L

o

ρ

π / 2

4 πε

α=−π / 2

E

=

E

ρ

=

ρ

L

4

πε

o

[

sen α

]

π / 2

α=−π / 2

a

ρ

=

ρ

L

4

πε

o

[

1

+

1

]

π / 2

α=−π / 2

a

ρ

c os α d α a ρ
c os
α
d
α
a
ρ

Daí chegamos finalmente a:

E

=

E

ρ

=

ρ L a
ρ
L
a

2 πε

o

ρ

ρ

Logo, para uma linha com carga uniformemente distribuída, a magnitude de E é

inversamente proporcional à distância (ρ), e a direção de E é radial (normal) à linha.

2.5 – CAMPO ELÉTRICO DE UMA DISTRIBUIÇÃO SUPERFICIAL CONTÍNUA DE CARGAS

Definindo

  • = densidade superficial de carga (em C/m 2 ), temos que dQ = ρ S dS.

Demonstrar que a fórmula que fornece o campo elétrico num ponto P, no vácuo, devido a uma superfície plana com carga uniformemente distribuída (ver figura), é expressa por:

E =

ρ

s

2

ε

o

a

n

sendo:

ρ S =

densidade superficial de carga [C/m 2 ] (constante)

a

n

= versor normal ao plano orientado para o ponto P

Solução:

Observando a figura temos:

dQ = ρ dS = ρ ρdρdφ

s

s

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R = −ρa

ρ

+ za

z

e

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R

=

ρ

2

+

z

2

a

R

=

R − ρ a + za ρ z = R 2 2 ρ + z
R
− ρ
a
+
za
ρ
z
=
R
2
2
ρ
+ z

Substituindo na fórmula geral acima obtemos:

E =

  • 2 π

φ= 0

+∞

ρ= 0

E

=

  • 2 π

φ= 0

+∞

ρ= 0

ρ ρ

s

d

ρ

d

φ

− ρ

a

ρ

+

za

z

4

πε

o

2

+

z

2

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ρ

2

+ z

2

(

ρ

)

(

− ρ ρ

s

2

a

ρ

+ ρ ρ

s

za

z

)

d

ρ

d

φ

4

πε

o

(

ρ

2

+

z

2

)

3/ 2

=

E

ρ

+

E

z

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Por simetria E

ρ

= 0 .

E

=

E

z

=

ρ

s

za

z

4

πε

o

  • 2 π

φ= 0

  • d φ

+∞

ρ= 0

ρ

  • d ρ

ρ

s

za

z

=

(

ρ

  • 2 + z

2

)

3/ 2

  • 2 ε

o

+∞

ρ= 0

Fazendo a substituição trigonométrica (ver triângulo ao lado):

ρ = z tgα

dρ = z

sec

  • 2 α dα

,

e levando na expressão acima e desenvolvendo,

ρ d ρ ( ) 3/ 2 2 2 ρ + z
ρ
d
ρ
(
) 3/ 2
2
2
ρ
+ z

E

=

E

z

=

ρ

s

za

z

  • 2 ε

o

π / 2

α= 0

z

tg

α

z

sec

  • 2 α

d

α

(

z

2

tg

  • 2 α +

z

2

)

3/ 2

=

ρ

s

a

z

  • 2 ε

o

π / 2

α= 0

tg

α

d

α

ρ

s

a

z

=

sec

α

2

ε

o

π / 2

α= 0

sen

α

  • d α

E

=

E

z

=

ρ

s

a

z

  • 2 ε

o

[

cos

α

]

π / 2

α= 0

=

ρ

s

2 ε

o

[ 0

+

]

1 a

z

De uma forma mais geral, fazendo

a

z

= a

n

E

=

E

z

=

ρ

s a
s
a

2

ε

o

z

E

=

E

n

=

ρ

s a
s
a

2

ε

o

n

Logo, para o plano com carga uniformemente distribuída, a magnitude de E é

independente da distância (z) do plano a P, e a direção de E é normal ao plano.

2.6 – LINHA DE FORÇA E ESBOÇO DE CAMPO

Obtenção da equação da linha de força de E no plano xy:

Para um ponto na linha de força no plano xy, temos:

E = E

a L = ∆x a

x

x

+ E

y

a

y

x

+ ∆y a

y

onde E // L (2 vetores em paralelo)

Fazendo L dL , obtemos:

dL

= dx a

x

+ dy a

y

Como, E dL , obtemos:

  • =

E

E

  • x y

  • dx dy

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Logo, basta resolver esta equação diferencial para obter a equação da linha de força no plano xy.

Nota: Para uma linha de força de E no espaço tridimensional, obtém-se a expressão:

E

x

dx

=

E

y

dy

=

E

z

dz

(Atenção: Resolve-se duas a duas, segundo as projeções em xy, yz e zx)

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2.7 – EXERCÍCIOS PROPOSTOS

2.1)

Uma linha infinita possui uma distribuição de carga com densidade ρ L = -100 [ηC/m] e está

situada no vácuo sobre a reta y = –5 [m] e z=0. Uma superfície plana infinita possui uma

distribuição de carga com densidade ρ S = α/π [ηC/m 2 ] e está situada no vácuo sobre o plano

z = 5 [m]. Determinar o valor da constante α para que o campo elétrico resultante no ponto

P(5,5,-5) não possua componente no eixo z.

Resposta: α = 4.

2.2)

Dado um campo

E ρ φ

,

(

)

=

E

ρ

(

ρ φ a

,

)

ρ

+

E

φ

(

ρ φ a

,

)

φ

em coordenadas cilíndricas, as equações

das linhas de força em um plano z = constante são obtidas resolvendo a equação diferencial:

E E = d ρ ρ d φ ρ φ
E
E
=
d
ρ ρ
d
φ
ρ
φ
  • a) Determinar a equação da linha de força que passa pelo ponto P(ρ = 2, φ = 30 o , z = 0) para o campo

E = ρ

sen2

φ a

ρ

− ρ

cos2

φ a

φ

.

  • b) Determinar um vetor unitário passando pelo ponto P(ρ = 2,

φ

=

30 o ,

z

=

0),

que seja

paralelo ao plano z = 0 e normal a linha de força obtida no item anterior.

Respostas: a) ρ

  • 2 = 8cos 2φ ;

b)

a

= ±

  • 1

a

  • 2 ρ

+

3
3

a

2

φ

.

2.3)

Duas linhas infinitas de carga com mesmas densidades lineares uniformes ρ L = k [ηC/m]

estão colocadas sobre o plano z = 0. As duas linhas se cruzam no ponto (-2, 1, 0), sendo que

uma é paralela ao eixo x e a outra paralela ao eixo y. Determinar exatamente em que posição

no plano z = 0 deverá ser colocada uma carga pontual Q = k [ηC] para que o campo elétrico

resultante na origem se anule.  4 4  5 − 2 5   Resposta:
resultante na origem se anule.
4
4
5
− 2
5
Resposta:
P
;
;
0
5
5

.

2.4)

Determinar a força que atua sobre uma carga pontual Q 1 em P(0,0,a) devido à presença de

uma outra carga Q 2 , a qual está uniformemente distribuída sobre um disco circular de raio a

situado sobre o plano z=0.

Resposta:

F =

Q

1

Q

(
2

2

2

  • 4 πε

o

a

) 2 a
)
2
a

z

2.5)

Seja um campo elétrico dado por

E =

5e

2x

(sen 2y

a

x

cos2y

a

y

)

[V m] . Determinar:

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  • a) A equação da linha de força que passa pelo ponto P(x=0,5; y=π/10; z=0);

  • b) Um vetor unitário tangente a linha de força no ponto P.

Respostas: a)

cos 2y

=

e

2x 1,212

ou x = 0,5ln(cos 2y + 0,606); b)

a

T

= 0,5878a

x

0,8090a .

y

2.6)

O segmento reto semi-infinito, z 0, x = y = 0, está carregado com ρ L = 15 nC/m, no vácuo.

Determine E nos pontos:

a) P A (0, 0, –1);

Respostas: a)

E

A

b) P B (1, 2, 3)

= −134,8a

z

[V/m]; b)

E

B

= 48,6a

x

+ 97,2a

y

36,0a

z

[V/m].

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2.7)

Duas bolas dielétricas iguais de diâmetro bem pequeno, pesando 10 g cada uma, podem

deslizar livremente numa linha plástica vertical. Cada bola é carregada com uma carga

negativa de 1 µC. Qual é a distância entre elas, se a bola inferior for impedida de se mover?

Resposta: d = 300 [mm]

2.8)

Duas cargas pontuais de +2 C cada uma estão situadas em (1, 0, 0) m e (-1, 0, 0) m. Onde

deveria ser colocada uma carga de –1 C de modo que o campo elétrico se anule no ponto (0,

1, 0)?

Resposta:

Em (x = 0, y = 0,16 m, z = 0)

2.9)

a) Uma carga com densidade uniforme ρ L = K C/m

está distribuída sobre um pedaço de condutor

circular de raio r = 2 m, posicionado sobre o

plano y = 1 m, conforme mostra a figura abaixo.

Determinar o campo elétrico E resultante na

origem.

b) Repetir o item (a), supondo, porém, que toda a

carga seja concentrada no ponto (0,2,0).

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Respostas: a)

− K 3 E = a 8 πε o
− K
3
E =
a
8
πε
o

y

[V/m]; b)

− K E = a 12 ε o
− K
E =
a
12
ε
o

y

[V/m]

2.10) Uma carga é distribuída uniformemente, com densidade ρ

s

=

  • 10 9

(
(

18

π)

C/m 2 , sobre uma

lâmina retangular finita de 1 mm × 1 m, estando centrada na origem, sobre o plano z = 0, e

com os lados paralelos aos eixos x e y. Usando aproximações de senso comum, estimar o

valor do campo elétrico E

nos seguintes pontos do eixo z:

  • (a) z = 0,001 mm;

Respostas: a)

E = 1a

z

(b) z = 1 cm; 0,1 [V/m]; b) E = a
(b)
z = 1 cm;
0,1
[V/m];
b)
E =
a

π

z

[V/m];

c)

(c)

z = 100 m

  • 10 7

E = a
E =
a
  • 2 π

z

[V/m]

2.11) Quatro cargas pontuais, iguais a 3 µC localizam-se, no vácuo, nos quatro vértices de um

quadrado de 5 cm de lado. Determine o módulo da força que age em cada carga.

Resposta:

61,9 N

2.12) Uma carga pontual de 1 nC localiza-se na origem, no vácuo. Determine a equação da curva no

plano z = 0, para o qual

E x = 1 V/m.

Resposta:

80,8x

2

=

( x
(
x

2

+ y

2

) 3

ou

ρ = 2,998

cosφ
cosφ

2.13) Três cargas pontuais Q, 2Q e 3Q ocupam respectivamente os vértices A, B e C de um

triângulo equilátero de lado l. Uma das cargas tem a máxima força exercida sobre ela e uma

outra tem a mínima força. Determinar a razão entre as magnitudes destas 2 forças.

Resposta:

Razão = 1,82, sendo as magnitudes das forças máxima e mínima iguais,

respectivamente, a 7,94k

e

4,36k, onde k = Q 2 /(4π ε o l 2 )