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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 1 1. IntroduÁ„o 2. Revis„o

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CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL

Revis„o 0

01/05/2005

P·g. 1

1. IntroduÁ„o

2. Revis„o de Matem·tica

a. FraÁıes , ProporÁıes e Regra de trÍs

b. C·lculo de perÌmetro, ·rea , volume e peso

c. ResoluÁ„o de Tri‚ngulos

d. NoÁıes de trigonometria

3. Conhecimentos B·sicos

a. Instrumentos de mediÁ„o

b. Tipos de materiais

i. ClassificaÁ„o dos materiais ferrosos

ii. ClassificaÁ„o dos materiais n„o-ferrosos

c. NoÁıes de Metalurgia dos aÁos

i. Tipos de tratamento tÈrmico

d. NoÁıes de soldagem

i. Simbologia

ii. Processos de soldagem

iii. Eletrodos

iv. Oxiacetileno

4. Tecnologia da TubulaÁ„o

a. DefiniÁ„o

b. CaracterÌsticas

c. Processos de FabricaÁ„o

d. ClassificaÁ„o dos tubos

e. CÛdigo de Cores

f. V·lvulas

g. Fluxograma

h. Instrumentos de mediÁ„o

5. TubulaÁ„o e AcessÛrios

a. Conexıes (Flanges , ReduÁıes, Curvas , Joelhos ,etc )

b. Unhas

c. Curvas Gomadas

d. AcessÛrios

e. IsomÈtrico

6. Tabelas

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 2 IntroduÁ„o O mercado atual

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P·g. 2

IntroduÁ„o

O mercado atual da ind˙stria da ConstruÁ„o Naval, Mec‚nica e Offshore est·

exigindo dos profissionais que j· militam no setor e daqueles que pretendem ingressar, um constante aprimoramento de seus conhecimentos, a fim de obter melhores resultados.

O objetivo desta apostila È o de levar aos alunos subsÌdios para desenvolver

as

suas atividades no ‚mbito do trabalho de caldeiraria.

O

Desenho de Caldeiraria , podemos afirmar como sendo parte do Desenho

TÈcnico, visto que nele se baseia.

HistÛria

DiferenÁa entre desenho artÌstico e tÈcnico

O Desenho TÈcnico È o termo designado na ind˙stria, isto È, a linguagem

gr·fica usada para expressar e registrar as idÈias e dados para a construÁ„o de m·quinas, elementos de m·quinas e estruturas met·licas. Ele se distingue do desenho artÌstico , pois , o artista ao usar um modelo, paisagem ou a sua imaginaÁ„o , procura executar o desenho de forma , que ao observador seja possÌvel imaginar e ou sentir o que o artista procurou representar, n„o se caracterizando pela exatid„o das dimensıes e formas ,

usando para tal o recurso de luzes, sombras , etc.

Entretanto, o Desenho TÈcnico proporciona a informaÁ„o exata e positiva de todos os detalhes da m·quina ou estrutura, atravÈs do seu processo de cotas e vistas auxiliares.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 3 TÛpicos de revis„o Antes

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TÛpicos de revis„o

Antes de comeÁarmos o estudo do Desenho de Caldeiraria propriamente dito, se faz necess·rio relembrarmos alguns conceitos , que nos ser„o ˙teis ao longo do nosso curso.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 4 FRA« O E PROPOR«

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FRA« O E PROPOR« O

FraÁ„o:

A fraÁ„o serve para representar um todo ou uma parte de um todo. NÛs utilizamos a fraÁ„o no nosso dia-a-dia de forma t„o comum que nem nos damos conta disto.

Vamos supor que nÛs trabalhamos em uma ind˙stria que utiliza chapas de aÁo para fabricar um determinado produto, cuja espessura mede æ da polegada.

Pronto ! J· estamos usando a fraÁ„o. Neste exemplo, nÛs dividimos a polegada em 4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs)

em 4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs) 1 polegada Ent„o, como podemos perceber
em 4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs) 1 polegada Ent„o, como podemos perceber
em 4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs) 1 polegada Ent„o, como podemos perceber
em 4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs) 1 polegada Ent„o, como podemos perceber

1 polegada

4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs) 1 polegada Ent„o, como podemos perceber do
4 (quatro) partes e ficamos somente com 3 (trÍs) 1 polegada Ent„o, como podemos perceber do

Ent„o, como podemos perceber do todo ( 1 polegada ) nÛs ficamos com 3 (trÍs) partes desse todo ( æ).

Outro exemplo interessante, ocorre nos anivers·rios ou nas comemoraÁıes que costumamos a fazer.

Quem nunca dividiu um pedaÁo de bolo em festa de anivers·rio ? Ou mesmo dividir uma pizza na sexta-feira, no chopp com os amigos ?

Observando o nosso exemplo , se nÛs tÌnhamos 1 polegada e tiramos trÍs-quartas partes, quanto restou ?

3 1

=

4 4

43

=

1

1

4

4

Conforme podemos observar pela figura acima.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 5 OPERA« O COM FRA«’ES

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OPERA« O COM FRA«’ES

Antes de aprendermos as operaÁıes com fraÁıes, vamos caracteriz·-la:

Numerador

Deno min

ador , isto È , toda fraÁ„o È composta de um NUMERADOR e um DENOMINADOR

SOMAR FRA«’ES

Para a soma de fraÁıes, devemos observar que sÛ È possÌvel a soma quando os DENOMINADORES forem iguais. NÛs igualamos os DENOMINADORES e SOMAMOS os NUMERADORES

Exemplo:

3

1

+

5

3

, como vemos, fica difÌcil conseguirmos fazer esta operaÁ„o desta forma, para resolver

isto, vamos achar o DENOMINADOR COMUM e sÛ ent„o fazer a conta.

O DENOMINADOR COMUM ou o MÕNIMO M⁄LTIPLO COMUM ( MMC) entre 5 e 3 È 15, logo a nossa fraÁ„o poder· ser escrita como:

3*3 1*5 + 5*3 3*5 9 5 + = 15 15 1 4
3*3
1*5
+
5*3
3*5
9
5
+
=
15
15
1 4

1 5

=

Igualamos os DENOMINADORES e somamos os NUMERADORES

SUBTRA« O DE FRA«’ES

Seguindo o mesmo procedimento para a soma, isto È, sÛ podemos subtrair fraÁıes com o mesmo DENOMINADOR. Exemplo:

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 6 1 1 − =

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P·g. 6

1 1 − = 2 5 1*5 1* 2 − 2*5 5*2 5 2 −
1
1
=
2
5
1*5
1*
2
2*5
5*2
5
2
=
10
10
5
2
=
1 0
3

1 0

=

NÛs igualamos os DENOMINADORES e SUBTRAÕMOS os NUMERADORES

MULTIPLICA« O DE FRA«’ES

A multiplicaÁ„o de fraÁıes È muito simples, basta multiplicar os NUMERADORES e DENOMINADORES.

Exemplo:

2 3

*

2*3

5

6

7

=

5*7

35

DIVIS O DE FRA«’ES

O processo de divis„o por fraÁıes tambÈm È muito simples, basta manter a primeira fraÁ„o e multiplicar pelo inverso da segunda fraÁ„o.

Vamos ver o exemplo:

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 7 2 3 ÷ 5

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P·g. 7

2 3

÷ 5 8 2 8 × 5 3 2 × 8 5 × 3 1
÷
5
8
2
8
×
5
3
2
×
8
5
×
3
1
6
=
1
5
1
1

1 5

=

=

=

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 8 PROPOR«’ES Observe os ret‚ngulos

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P·g. 8

PROPOR«’ES

Observe os ret‚ngulos abaixo, onde temos no primeiro ret‚ngulo as seguintes medidas, a=5 e b=10 e o segundo ret‚ngulo com lados iguais a c=3 e d=6

b=10

e o segundo ret‚ngulo com lados iguais a c=3 e d=6 b=10 a=5 d=6 c=3 Como

a=5

d=6

ret‚ngulo com lados iguais a c=3 e d=6 b=10 a=5 d=6 c=3 Como j· percebemos, se

c=3

Como j· percebemos, se dividirmos os lados do primeiro ret‚ngulo

ret‚ngulo

c , temos a mesma proporÁ„o .
d

=

=

6

2

3

1

a

5

1

=

=

b

10

2

e do segundo

Como vemos, as razıes entre os lados dos dois ret‚ngulos s„o iguais a

1

2 , logo podemos

afirmar que estes ret‚ngulos s„o proporcionais, uma vez que seus lados tÍm a mesma proporÁ„o.

DefiniÁıes de proporÁ„o

O produto dos meios È igual ao produto dos extremos.

Seja o exemplo:

1 4

=

3

12

Ou escrevendo de outra forma, temos:

1:3::4:12

Onde 1 e 12 s„o denominados EXTREMOS e 3 e 4 os MEIOS.

Aplicando o conceito da definiÁ„o temos que 1 * 12 = 3 * 4 , o que È verdadeiro.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 9 REGRA DE TR S

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P·g. 9

REGRA DE TR S

Regra de trÍs È uma forma de solucionar problemas, utilizando os conhecimentos de fraÁıes e proporÁıes.

NÛs a utilizamos em nosso dia a dia em quase tudo que fazemos, vejamos os exemplos:

a) Uma moto gastou 40 litros de gasolina para percorrer 200 Km. Quantos quilÙmetros percorrer· com 15 litros ?

Litros Dist‚ncia

40

200

15

x

Logo,

200

×

15

x =

x = 75

40

Isto quer dizer, que com 15 litros, percorreremos 75 km.

b) Uma tubulaÁ„o trabalha ou opera a uma press„o de 10 Kg/ cm 2 em um di‚metro de 100 mm, se aumentarmos o di‚metro da tubulaÁ„o para 200 mm, qual ser· a nova press„o ?

Press„o

10

x

10*7850

x =

31400

Di‚metro

100

200

= 2,5 Kg / cm 2

£rea

7850

31400

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 10 EXERCÕCIOS DE FIXA« O

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EXERCÕCIOS DE FIXA« O

a) Calcule o que se pede:

+−=

b) Um torno possui duas engrenagens, sendo a maior com di‚metro de 15 polegadas, girando a 300 rpm e a menor com di‚metro de 6 polegadas. Qual a rotaÁ„o da engrenagem menor ?

c) Uma bomba leva 2 horas para encher um tanque de 2000 litros. Se usarmos a mesma bomba para encher um tanque de 5000 litros, quantas horas gastaremos ?

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 11 d) Na proporÁ„o 3:5::9:15

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d) Na proporÁ„o 3:5::9:15 , identifique os extremos e os meios

e) Identifique os meios na seguinte proporÁ„o:

5:10::40:80

f) Se 1 polegada equivale a 25,4 mm, quantas polegadas valem 152,4 mm ?

g) Se æ de polegada valem 19,05 mm, quantos milÌmetros valem 3 1/4 polegadas ?

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 12 FIGURAS GEOM…TRICAS   Figuras

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P·g. 12

FIGURAS GEOM…TRICAS

 

Figuras B·sicas

 

£rea = a * a

 

a

 

Onde a È o lado do quadrado

PerÌmetro = 4 a

Diagonal = 1,414 * a

 

£rea = a * b

Onde a e b s„o os lados do

 

b

ret‚ngulo

a

 

PerÌmetro = 2 * (a + b)

Diagonal = (a 2 +b 2 )

 
h
h

£rea = (b * h ) / 2

Onde os lados do tri‚ngulo s„o a,b,c

PerÌmetro = a + b + c

Soma dos ‚ngulos internos È

 

b

igual a 180

   

Onde

 

b

£rea = ( B+b)*h / 2

B= base maior

h
h

b= base menor

PerÌmetro = B+b+c+d

c

e d = lado

h

= altura

 

B

   
 

£rea = (p *ap) /2

Onde

 
Ap
Ap

lado

= perÌmetro do hex·gono Ap= apÛtema

P

Lado=apÛtema

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 13   PerÌmetro = 6

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P·g. 13

 

PerÌmetro = 6 * lado

 
£rea = (D * d) / 2 Onde

£rea = (D * d) / 2

Onde

D

= È a diagonal maior

PerÌmetro = soma dos lados do losango

d= È a diagonal menor

 

£rea do cÌrculo= PI * R 2

Onde

R = raio

R

= raio

PerÌmetro = 2 * pi * R

PI= 3,14159

 
   

Onde

£rea = PI * (RE 2 ñ RI 2 ) RE = raio externo

£rea = PI * (RE 2 ñ RI 2 )

RE = raio externo

 

RI = raio interno

PI = 3,14159

£rea = alfa * PI * R 2 /360 Onde

£rea = alfa * PI * R 2 /360

Onde

 

Alfa = ‚ngulo

R

= raio do cÌrculo

PI = 3,14159

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 14 PERÕMETRO … uma medida

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P·g. 14

PERÕMETRO

… uma medida linear.

Quadrado de lado A

PerÌmetro =4 A

Ret‚ngulo de lados A e B

PerÌmetro = 2 x ( A + B )

CÌrculo de raio R

PerÌmetro = 2 x PI x R

Tubo

PerÌmetro ou Tubo aberto

= 2 x PI x Raio_MÈdio,

Raio_MÈdio = R_Externo ñ Metade da espessura

Vejamos o exemplo.

Exemplo:

Seu AntÙnio comprou um terreno que mede 15m x 20 m e gostaria de colocar uma cerca de arame farpado com 3 fieiras.

Quantos metros de arame Seu AntÙnio ir· gastar ?

20 m

Quantos metros de arame Seu AntÙnio ir· gastar ? 20 m 15 metros O perÌmetro do

15 metros

O perÌmetro do ret‚ngulo È a soma de todos os lados, isto È , 20+15+20+15 = 70 m.

Como Seu AntÙnio deseja fazer uma cerca com 3 fieiras, ela gastar· 3 x 70 = 210 metros.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 15 VOLUME Quando falamos em

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P·g. 15

VOLUME

Quando falamos em volume , estamos nos referindo a corpos ou objetos em trÍs dimensıes, isto È, largura, altura e profundidade.

O volume È o espaÁo ocupado por um corpo.

… definido como sendo o produto de uma ·rea pela profundidade.

As unidades de medida de volume s„o:

LITROS

METRO C⁄BICO

CENTÕMETRO C⁄BICO

CUBO

Volume = a 3

Onde a = aresta do cubo

PARALELOGRAMA

Volume = a x b x c

Onde a,b e c s„o arestas do paralelograma

Volume = ·rea do tubo x comprimento.

TUBO

V= PI x Ri 2 x L

Onde Ri = raio interno do tubo

L = comprimento do tubo

PI = 3,14159

PESO

O peso de uma peÁa È dado pelo produto de seu volume pela densidade.

Produto

£gua

AÁo

Densidade

1000 Kg / m 3

7,85 kg / dcm 3

Exemplo :

Um conteiner contÈm 2000 litros de ·gua. Qual o peso da ·gua ?

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 16 Como sabemos que 1000

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P·g. 16

Como sabemos que 1000 litros equivalem ‡ 1 m3 , logo o peso da ·gua no conteiner ser· de 2 m3 x 1000 Kg / m3 = 2000 Kg ou 2 ton.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 17 RELA« O ENTRE TRI¬NGULOS

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P·g. 17

RELA« O ENTRE TRI¬NGULOS

O estudo da relaÁ„o entre tri‚ngulos È muito importante, pois , nos facilitar· de modo muito significativo no desenvolvimento de nossos estudos.

Tri‚ngulo Ret‚ngulo

A caracterÌstica do tri‚ngulo ret‚ngulo È que um dos ‚ngulos internos È reto.

Seja o tri‚ngulo ABC , de lados a, b, e c

Com catetos ìBî , ìCî e hipotenusa ìAî

Pelo Teorema de Pit·goras, temos que a hipotenusa È assim calculada

2 2
2
2

A = BC+

C

a b
a
b

Assumindo como β o ‚ngulo oposto ao lado B e como γ como o ‚ngulo oposto ao lado C , temos as seguintes fÛrmulas:

c

=

a

×

s

in

γ

b

=

a

×

sen

β

b

=

a

×

cos

γ

c

=

b

×

cos

β

c

=

a

×

sen

β

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 18 INTRODU« O ¿ TRIGONOMETRIA

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P·g. 18

INTRODU« O ¿ TRIGONOMETRIA

+1 SEN COS ¬
+1
SEN
COS
¬

O cÌrculo trigonomÈtrico È definido como sendo um cÌrculo de RAIO = 1.

+1

A projeÁ„o no eixo HORIZONTAL È chamada de COSSENO

A projeÁ„o no eixo VERTICAL È chamada de SENO.

Onde ¬ È o ‚ngulo que o raio faz com os eixos horizontal e vertical.

¬ngulo

Seno

Cosseno

Tangente

0

0

1

0

30

0,5

0,866

0,5774

45

0,707

0,707

1

60

0,866

0,5

1,732

90

1

0

indeterminado

FunÁıes TrigonomÈtricas e os sinais

Quadrante

Seno

Cosseno

Tangente

I

+

+

+

II

+

-

-

III

-

-

+

IV

-

+

-

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 19 Vejamos o exemplo: ElevaÁ„o

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P·g. 19

Vejamos o exemplo:

ElevaÁ„o = 2000 mm

ElevaÁ„o= 1000 ¬ = 60 Qual o comprimento do trecho inclinado ? d × sen
ElevaÁ„o= 1000
¬ = 60
Qual o comprimento do trecho inclinado ?
d
×
sen (60)
=
1000
d
= 1000 /
sen
(60)
d
= 1000 / 0,866
Logo
d= 1154,734 mm

Qual o ‚ngulo formado entre as seguintes semi-retas, onde o lado horizontal mede 50 mm e o inclinado mede 120 mm?

SoluÁ„o:

Chamando de x, a projeÁ„o no eixo horizontal , temos a seguinte equaÁ„o:

50

=

120

cos(

A

) =

×

cos(

50

120

A

)

, logo A È o arco cujo cosseno vale 5/12.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 20 TEMPERATURA As unidades de

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P·g. 20

TEMPERATURA

As unidades de medida de temperatura s„o o grau CENTÕGRADOS ou CELSIUS, o grau KELVIN e o FARENHEIT.

No sistema internacional de medidas a unidade de temperatura adotada È o grau Kelvin - K.

Simbologia:

Grau CELSIUS È Grau KELVIN È Grau FARENHEIT

K

C

F

Convers„o de unidades:

De FARENHEIT para CELSIUS

9

F =×+C

5

32

De CELSIUS para FARENHEIT

(

C =−F

32

)

×

5

9

De CELSIUS para KELVIN

K = 273 + C

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 21 CONHECIMENTOS B£SICOS

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CONHECIMENTOS B£SICOS

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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 22 TRENA A trena È

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P·g. 22

TRENA

A trena È uma fita mÈtrica de pano ou de aÁo acomodada dentro de uma caixa de couro,

pl·stico ou metal.

Existem trenas para medir grandes extensıes, geralmente de 20 a 50 metros.

A trena ilustrada È, geralmente, fabricada com o comprimento de 2 metros; È a mais

empregada pelos instaladores.

de 2 metros; È a mais empregada pelos instaladores. A mediÁ„o com trena se faz de

A mediÁ„o com trena se faz de forma semelhante ‡ com metro articulado.

AlÈm de se utilizar a trena em quase todos os casos em que se usa o metro articulado, oferece a mesma, ainda, a vantagem de poder medir contornos, permitindo ser virada de maneira a adaptar-se a qualquer situaÁ„o.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 23 ESQUADRO Esquadro È um

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P·g. 23

ESQUADRO

Esquadro È um instrumento de precis„o. Tem a forma de ‚ngulo reto e È construÌdo de aÁo- carbono retificado ou rasqueteado e, ·s vezes, temperado.

Usa-se o esquadro para verificar superfÌcies em ‚ngulo de 90 .

esquadro para verificar superfÌcies em ‚ngulo de 90 . Os esquadro classificam-se quanto ‡ forma e

Os esquadro classificam-se quanto ‡ forma e tamanho. Os tipos mais usados s„o o esquadro simples de uma sÛ peÁa e o esquadro de base com l‚mina lisa.

Esquadro simples de uma sÛ peÁa

Esquadro de base com l‚mina lisa

ConservaÁ„o

Deve-se, manter os esquadros:

! Isentos de golpes;

! Sem rebarbas, limpos e no ‚ngulo correto;

! Lubrificados e guardados em lugar onde n„o tenham atrito com outras ferramentas.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 24 NÕVEL DE BOLHA …

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NÕVEL DE BOLHA

… um instrumento de verificaÁ„o da horizontalidade. Determina e verifica se um elemento est· na horizontal e, em certos casos, tambÈm na vertical

Utiliza-se na nivelaÁ„o de peÁas e tubulaÁıes da construÁ„o civil, bem como na ind˙stria mec‚nica.

… conhecido por ìNÌvel de Bolhaî ou ìNÌvel de Bolha de Arî.

… constituÌdo por um corpo geralmente da forma do paralelepÌpedo, como a rÈgua de madeira, e por ampolas de vidro embutidas.

como a rÈgua de madeira, e por ampolas de vidro embutidas. O corpo pode ser de

O corpo pode ser de madeira, alumÌnio, aÁo, ferro fundido ou magnÈsio.

A ampola de vidro È dotada de um lÌquido (·gua, ·lcool ou Ûleo e corante) e uma bolha de

ar.

O lÌquido ocupa quase toda a capacidade da ampola, deixando uma pequena bolha de ar. A

ampola È completamente fechada.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 25 A aplicaÁ„o do corante

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A aplicaÁ„o do corante justifica-se no caso de o lÌquido ser incolor e para facilitar a leitura do

deslocamento da bolha.

Quanto ao seu funcionamento, o nÌvel deve ser colocado sobre o elemento por nivelar, ou sobre uma rÈgua auxiliar, dependendo do local.

A sua posiÁ„o sobre o elemento deve oferecer condiÁ„o de leitura na ampola; portanto ele

fica deitado com a ampola voltada para cima.

Para se fazer a leitura, deve-se ficar de frente para o nÌvel e sobre a ampola.

Verificar onde a bolha est· situada e mudar o nÌvel de posiÁ„o atÈ que a bolha se coloque entre os traÁos da ampola.

Para isso È necess·rio suspender ou baixar uma das extremidades do corpo.

Em determinados casos, o nÌvel poder· ser utilizado para verificar e ajustar um elemento na vertical: usando-se o instrumento de pÈ e apoiando em uma rÈgua de madeira ou diretamente no elemento, faz-se a leitura na ampola interna.

Por ser um instrumento de verificaÁ„o e precis„o, deve-se evitar choques que possam deslocar a ampola, prejudicando o funcionamento.

Precis„o

Para determinarmos a sua precis„o e verificarmos o seu funcionamento, devemos nivelar um determinado elemento, mantendo uma das faces do instrumento de frente, e traÁar sobre o mesmo 2 linhas que limitem os extremos do nÌvel.

Posteriormente, viramos o nÌvel e fazemos novo nivelamento, colocando o nÌvel entre os traÁos j· riscados.

Devemos encontrar a bolha entre os dois traÁos; caso contr·rio, o nÌvel n„o apresenta um funcionamento preciso, portanto n„o deve ser usado.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 26 Para nivelarmos uma superfÌcie,

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Para nivelarmos uma superfÌcie, devemos fazÍ-lo em duas direÁıes perpendiculares entre si.

Entre tambÈm o nÌvel de mangueira, constituÌdo de uma mangueira transparente, e que funciona pelo princÌpio de vasos comunicantes.

ConservaÁ„o

! Deve-se protegÍ-lo do sol porque este altera a bolha e diminui a precis„o, podendo inclusive inutiliz·-lo.

! … necess·rio evitar os golpes que possam romper ou mover os tubos.

! … desaconselh·vel coloc·-lo na ·gua, pois esta poder· estragar o material que fixa os tubos ou manchar as marcas ou traÁos.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 27 NÌvel de mangueira …

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NÌvel de mangueira

… uma operaÁ„o que consiste em transportar pontos ou referÍncias, com auxÌlio de uma

mangueira de pl·stico transparente e cheia de ·gua. … utilizada na construÁ„o a fim de

estabelecer pontos de nÌvel distante que, se determinados pelo nÌvel de bolha, apresentariam imprecisıes.

Processo de execuÁ„o

1 Passo Prepare a mangueira. Desenrole a mangueira, se necess·rio. Encha de ·gua a mangueira, colocando uma de suas pontas no bico de uma torneira.

Verifique se as superfÌcies de ·gua nos dois extremos da mangueira est„o na mesma altura.

ObservaÁıes

! A mangueira deve ser de pl·stico transparente.

! … necess·rio que esteja limpa e sem dobras.

! N„o deve existir vazamentos nem bolhas de ar dentro da mangueira com ·gua.

Deve-se deixar uma folga de 10 a 15cm entre a superfÌcie de ·gua em repouso dentro do

tubo e os extremos.

2 Passo Conduza a mangueira atÈ o local de nivelamento. … necess·rio tampar os extremos da mangueira com os polegares.

3 Passo

Inicie o nivelamento. A partir desse passo, o operador necessita de um auxiliar para realizar

a operaÁ„o.

Determine um ponto de referÍncia inicial numa parede ou numa escala bem fixada no terreno.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 28 ObservaÁıes O ponto inicial

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ObservaÁıes

O ponto inicial dever· facilitar o atendimento ‡s condiÁıes do projeto.

… necess·rio colocar este ponto a uma altura que facilite a execuÁ„o do nivelamento, isto È,

cerca de um metro acima do piso de trabalho.

Marque, com um l·pis ou giz, um traÁo horizontal no ponto determinado.

ObservaÁ„o

Para facilitar a identificaÁ„o do traÁo de referÍncia inicial, coloque um sÌmbolo abaixo do mesmo.

Coloque uma das pontas da mangueira sobre o ponto inicial, segurada pelo ajudante, mantendo fechado orifÌcio da mangueira.

! A superfÌcie da ·gua deve estar bem prÛxima da marca.

! Outro extremo da mangueira tambÈm permanece fechado pelo polegar do operador.

! Conduza a outra ponta para um segundo local onde marcar· o ponto de nÌvel como no

primeiro.

! Os locais dos pontos a serem marcados devem ser escolhidos previamente.

! Quando os locais dos pontos est„o muito afastados, colocam-se locais intermedi·rios

provisÛrios em funÁ„o do comprimento da mangueira.

! Coloque a outra ponta sobre o local que esteja aproximado da altura do primeiro ponto

de referÍncia.

! Continue a manter os dois orifÌcio da mangueira fechados.

! Destampe a ponta da mangueira e avise o auxiliar para fazer o mesmo no ponto inicial.

4 Passo

Execute o nivelamento.

Avise o ajudante para colocar o nÌvel da superfÌcie da ·gua da mangueira, na mesma altura

do traÁo inicial (figura abaixo).

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 29 Acompanhe os movimentos do

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P·g. 29

Acompanhe os movimentos do ajudante, suspendendo ou abaixando a ponta da mangueira.

ObservaÁıes:

O movimento È necess·rio para que a ·gua n„o extravase o tubo entre em repouso, para

indicar o nÌvel.

Marque o segundo ponto, riscando na parede, um traÁo com l·pis ou giz, que esteja na mesma altura da superfÌcie da ·gua na extremidade da mangueira.

ObservaÁıes:

! O segundo traÁo deve ser dado pelo operador quando o ajudante avisar que a superfÌcie da ·gua, na outra extremidade da mangueira, coincide com o primeiro traÁo.

! Deve-se fazer a marcaÁ„o de modo que seja f·cil encontrar o traÁo.

5 Passo Prossiga nas marcaÁıes, repetindo o 3 e o 4 passo, atÈ completar o nivelamento.

ObservaÁ„o:

… necess·rio confirmar a precis„o da operaÁ„o, fechando os pontos nivelados, isto È,

conferindo se o ˙ltimo ponto est· no mesmo que o primeiro. Caso n„o esteja, ser· preciso refazer o trabalho para eliminar o erro.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 30 Prumo … constituÌdo de

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Prumo

… constituÌdo de um corpo cilÌndrico e met·lico. Possui um orifÌcio em seu centro de onde sai um cord„o (do mesmo di‚metro do orifÌcio) o qual suporta uma noz (podendo ser met·lica ou de madeira). A noz desliza livremente pelo cord„o.

Prumo da face

Face dois tipos de formatos diferentes de prumos.

da face Face dois tipos de formatos diferentes de prumos. Suas condiÁıes indispens·veis s„o: ! O

Suas condiÁıes indispens·veis s„o:

! O corpo deve ser cilÌndrico e o orifÌcio deve estar exatamente no centro do cilindro.

! O peso deve ser o necess·rio para o trabalho e o local em que È empregado, com o objetivo de que o ar n„o o faÁa oscilar em excesso.

! A noz deve ter o comprimento de 1mm maior que o di‚metro do corpo (cilindro), e seu orifÌcio deve ser igual ao o prumo (corpo) e estar precisamente na meta de seu comprimento.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 31 Prumo de centro TambÈm

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Prumo de centro

TambÈm conhecido como prumo pi„o, seu corpo possui a forma de um cone. Utilizado para determinar centro ou eixos, com ou sem utilizaÁ„o de linhas.

Colocando o cord„o do prumo em um ponto ou em uma linha determinada e fazendo o corpo deslizar atÈ o local desejado, transportar o ponto e a linha, a ponta do prumo marcar· ou indicar· o prumo exato.

PrecauÁıes

! Mante-lo sempre limpo.

! N„o deixa-lo em local onde possa cair ou romper o cord„o.

Deve-se manter o cord„o em bom estado.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 32 INTRODU« O ¿ METALURGIA

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INTRODU« O ¿ METALURGIA

MATERIAIS FERROSOS

E

N O FERROSOS

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 33 MATERIAIS DE USO NA

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MATERIAIS DE USO NA CONSTRU« O NAVAL , OFFSHORE e MEC¬NICA

IntroduÁ„o

Na ind˙stria da ConstruÁ„o Naval, Offshore e Mec‚nica, o A«O È um material com larga utilizaÁ„o devido as suas propriedades. Entretanto, outros materiais tambÈm fazem parte deste processo, tais como cobre, lat„o, monel e os mais novos materiais, como os compÛsitos.

Neste nosso estudo iremos falar sobre o A«O e suas ligas, por questıes pr·ticas. Contudo, o estudo da simbologia n„o È afetada por isto.

A«O - … uma liga ferro-carbono que contÈm de 0 a 2% de Carbono ( na pr·tica 0.05% a 1.7 % ). Apresenta tambÈm pequenas porcentagens de silÌcio, manganÍs, fÛsforo e enxofre.

Na composiÁ„o do A«O, o ferro ñ Fe - È o elemento mais importante, seguido do carbono ñ

C, sendo o elemento determinÌstico do aÁo, pois, a quantidade de carbono define o tipo de

aÁo , se doce ou duro.

O aumento do teor de carbono aumenta a dureza e a resistÍncia ‡ traÁ„o e diminui a sua

ductilidade.

O SilÌcio ñ Si - torna o aÁo mais duro e tenaz, evita a porosidade , remove os gases, os

Ûxidos, as falhas e vazios na massa do aÁo.

O fÛsforo ñ P ñ quando em teor elevado torna o aÁo fr·gil e quebradiÁo, motivo pelo qual se

deve reduzi-lo ao mÌnimo.

O Enxofre ñ S ñ È um elemento prejudicial ao aÁo, tornando-o com uma granulaÁ„o

grosseira e ·spera. Diminui a resistÍncia mec‚nica do aÁo.

Os aÁos s„o classificados de acordo com a sua composiÁ„o, sendo assim designados:

A«OS CARBONO A«OS LIGA A«OS INOXID£VEIS

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 34 ESTRUTURA CRISTALINA Os aÁos

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ESTRUTURA CRISTALINA

Os aÁos assim como outros materiais s„o feitos de ·tomos e estes ·tomos se arrumam em forma de cristais. Entendemos como estrutura cristalina um arranjo tridimensional regular e repetitivo dos ·tomos no espaÁo.

No estudo da metalurgia, consideramos a C…LULA UNIT£RIA, aquela que seja capaz de representar o material cristalino.

As cÈlulas unit·rias foram classificadas por Bravais em sete redes espaciais.

# C˙bica

# Tetragonal

# OrtorrÙmbica

# MonoclÌnica

# TriclÌnica

# Hexagonal

# RomboÈdrica

Algumas destas redes permitem variaÁıes espaciais das C…LULAS UNIT£RIAS a saber:

# Simples

# Base Centrada

# Corpo Centrado

# Face Centrada

A seguir exemplificaremos os tipos de cristais ou cÈlulas unit·rias.

Cristais C˙bicos

Estes cristais podem ser de trÍs tipos:

# C˙bico simples ( CS )

# C˙bico de Corpo Centrado ( CCC )

# C˙bico de Face Centrada ( CFC )

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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 36 CRISTAIS HEXAGONAIS

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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 36 CRISTAIS HEXAGONAIS

CRISTAIS HEXAGONAIS

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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 37 NOMENCLATURA DOS A«OS As

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NOMENCLATURA DOS A«OS

As normas nas quais a nomenclatura È definida , s„o baseadas na AISI (American Iron and Steel Institute) , pela SAE (Society of Automotive Engineers) e ABNT (AssociaÁ„o Brasileira de Normas TÈcnicas) (NB-82).

Tipos

N˙mero AISI ou SAE

ComposiÁ„o do AÁo

AÁos

 

10xx

AÁo-Carbono simples

C

11xx

AÁo-carbono (resulfurizado ñ boa usinabilidade)

13xx

ManganÍs (1,5% - 2,0%)

AÁos Ni

 

20xx

NÌquel (0,50%)

21xx

NÌquel (1,50%)

23xx

NÌquel (3,25% - 3,75%)

25xx

NÌquel (4,75% - 5,25%)

AÁos

Ni-Cr

 

31xx

NÌquel (1,10% - 1,40%), Cromo (0,55% -0,90%)

31xx

NÌquel (1,25 %) , Cromo (0,65%)

33xx

NÌquel (3,25% - 3,75%), Cromo (1,40 % - 1,75% )

 

MolibdÍni

 

40xx

MolibdÍnio ( 0,20% - 0,30%)

AÁos

41xx

Cromo (0,40% - 1,20 %), MolibdÍnio (0,08 % - 0,25 %)

o

43xx

NÌquel (1,65% - 2,00%), Cromo (0,40%-0,90%),Mo (0,20-0,30%)

46xx

NÌquel (1,40-2,00%), MolibdÍnio (0,15 ñ0,30%)

 

48xx

NÌquel (3,25-3,75%), MolibdÍnio (0,20 ñ0,30%)

 

51xx

Cromo (0,70 ñ 1,20 %)

 

61xx

Cromo (0,70 ñ 1,00 %), Van·dio (0,10%)

 

Ni-Cr-Mo

 

81xx

NÌquel (0,20- 0,70%), Cromo (0,30 ñ 0,55%), MolibdÍnio ( 0,08 ñ 0,15%)

AÁos

86xx

NÌquel (0,30- 0,70%), Cromo (0,40 ñ 0,85%), MolibdÍnio ( 0,08 ñ 0,25%)

87xx

NÌquel (0,40- 0,70%), Cromo (0,40 ñ 0,60%), MolibdÍnio ( 0,20 ñ 0,30%)

 

92xx

SilÌcio (1,80 ñ2,00 %)

Legenda : xx ñ teor de carbono em centÈsimos porcento (0,xx%).

Mn ñ Todos os aÁos contÈm cerca de 0,50%

B

ñ Prefixo para aÁo Bressemer

C

ñ Prefixo para aÁo Siemens-Martin

E

ñ Prefixo para aÁo de forno elÈtrico.

Exemplo:

AÁo SAE 1045 ñ ContÈm 0,45% de Carbono

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 38 Particularidades dos AÁos Carbonos

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Particularidades dos AÁos Carbonos

Como vimos anteriormente, os aÁos carbono s„o ligas de ferro-carbono, com uma concentraÁ„o de carbono usualmente inferior a 0,50%, contendo pequenas porcentagens de manganÍs,fÛsforo,silÌcio, enxofre.

de carbono usualmente inferior a 0,50%, contendo pequenas porcentagens de manganÍs,fÛsforo,silÌcio, enxofre.
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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 40 A«OS DE BAIXO CARBONO

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A«OS DE BAIXO CARBONO

Os aÁos classificados de baixo teor de carbono tÍm a seguinte composiÁ„o e caracterÌstica:

An·lise

QuÌmica

ComposiÁ„o QuÌmica

Carbono - C <= 0,18% ManganÍs ñ Mn <= 0,90% SilÌcio ñ Si < 0,1%

Propriedades

Mec‚nicas

Limite ResistÍncia

32

ñ 38 kgf/mm2

Limite Escoamento

15

ñ 22 kgf/mm2

Caract. De FabricaÁ„o

AÁos n„o acalmados ou semi-acalmados

AplicaÁ„o

Materiais f·ceis de trabalho ‡ frio e boa soldabilidade

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 41 A«OS DE M…DIO CARBONO

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P·g. 41

A«OS DE M…DIO CARBONO

Os aÁos classificados de baixo teor de carbono tÍm a seguinte composiÁ„o e caracterÌstica:

An·lise

QuÌmica

 

Carbono -

0,18% < C <= 0,28%

ComposiÁ„o QuÌmica

ManganÍs ñ Mn <= 1,00% SilÌcio ñ Si < 0,1%

Propriedades

Mec‚nicas

Limite ResistÍncia

42

ñ 49 kgf/mm2

Limite Escoamento

23

ñ 27 kgf/mm2

Caract. De FabricaÁ„o

AÁos n„o acalmados ou semi-acalmados

AplicaÁ„o

Boa soldabilidade Mais difÌceis de trabalho ‡ frio Usados na fabricaÁ„o de vasos de press„o e tubos de grande di‚metro

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 42 A«OS PARA BAIXAS TEMPERATURAS

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A«OS PARA BAIXAS TEMPERATURAS (APLICA«’ES CRIOG NICAS)

Os aÁos classificados para as aplicaÁıes em baixa temperatura tÍm a seguinte composiÁ„o e caracterÌstica:

An·lise

QuÌmica

ComposiÁ„o QuÌmica

Carbono - C <= 0,23% ManganÍs ñ Mn <= 1,10%

Propriedades

Mec‚nicas

Limite ResistÍncia

42

ñ 49 kgf/mm2

Limite Escoamento

23

ñ 27 kgf/mm2

Caract. De FabricaÁ„o

AÁos acalmados ao Si ou Al

AplicaÁ„o

ServiÁos em baixa temperatura. O aumento do Mn ,proporciona a compensaÁ„o da diminuiÁ„o do C, mantendo os limites de resistÍncia e escoamento aos nÌveis do aÁo de mÈdio carbono,com uma melhor tenacidade. Usualmente utiliza-se o processo de normalizaÁ„o A adiÁ„o de AlumÌnio, refina o gr„o,melhora as propriedades mec‚nicas, aumentando a resistÍncia ao impacto

Particularidades dos AÁos de Baixa e MÈdia Liga

Denominamos como A«O-LIGA todos os aÁos que possuam em sua composiÁ„o quÌmica, qualquer quantidade de outros elementos, alÈm dos j· pertinentes ‡ sua composiÁ„o.

Os A«OS-LIGA podem ser assim classificados

$ AÁos de baixa liga ñ atÈ 5% de elementos de liga

$ AÁos de mÈdia liga ñ de 5% a 10% de elementos de liga

$ AÁos de alta liga ñ mais de 10% de elementos de liga

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 43 A«OS DE BAIXA E

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A«OS DE BAIXA E M…DIA LIGA

Os aÁos mais comuns na ind˙stria petroquÌmica s„o:

a) AÁos-liga ñ MolibdÍnio e Cromo-MolibdÍnio

Consideramos estes aÁos como aqueles que contÈm atÈ 1% e Mo e atÈ 9% de Cr, como seus elementos de liga principais.

Estes aÁos s„o magnÈticos e de estrutura ferrÌtica

Os mais utilizados s„o:

Elementos de liga % Nominal

ObservaÁıes

Mo

 

1,25% Cr, 0,5% Mo

Grande ResistÍncia a alta temperatura

2,25% Cr, 1% Mo

5

% Cr, 0,5% Mo

Resistente a Corros„o a Alta Temperatura (s„o temper·veis. Devem sofrer revenimento)

7

% Cr, 0,5% Mo

9

% Cr, 1 % Mo

Os aÁos-liga podem ser subdivididos em dois grupos, a saber:

$ AÁos contendo atÈ 2,5% de Cr

Estes aÁos se aplicam em serviÁos em altas temperaturas, onde os esforÁos mec‚nicos forem elevados e a corrosividade do meio moderada.

A sua principal aplicaÁ„o È em tubulaÁıes de vapor, cuja temperatura esteja acima do limite de temperatura admitida para o aÁo carbono

$ AÁos contendo mais de 2,5% de Cr

S„o indicados para serviÁos em temperaturas elevadas , com esforÁos mec‚nicos moderados e alta corrosividade do meio.

S„o aplicados em tubulaÁıes, tubos de trocadores de calor e equipamentos de pequeno e mÈdio porte em serviÁos com hidrocarbonetos em temperaturas acima de 250C

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 44 METAIS N O-FERROSOS. Os

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METAIS N O-FERROSOS.

Os metais n„o-ferrosos tem o seu uso largamente difundido no processo da construÁ„o mec‚nica.

COBRE ñ SÌmbolo quÌmico ñ Cu

CaracterÌsticas:

Cor :

vermelho-amarronzado

Ponto de Fus„o:

1083 C

Densidade

8,96 g / cm3 @ 20 C

Excelente condutor de calor e eletricidade Grande deformabilidade Boa usinabilidade Resistente ‡ corros„o, exceto quando exposto a ambientes ·cidos.

TIPOS DE COBRE (ABNT)

Cu ETP

Cobre eletrolÌtico tenaz ñ 99,90% Cu e 0,10% Ag

Cu FRHC

Cobre Refinado a Fogo de Alta Conductibilidade

Cu FRTP

Cobre Refinado a fogo tenaz, 99,85% Cu

Cu DLP

Cobre Desoxidado com fÛsforo (baixo teor de P)

Cu DHP

Cobre Desoxidando com alto teor de fÛsforo ( P )

Cu OF

Cobre Isento de OxigÍnio

Cu CAST

Cobre Refundido

LAT O ñ S„o ligas de Cu-Zn ( Cobre e Zinco)

AplicaÁ„o

Lat„o 95-5 ( 95%Cu 5% Zn) ñ FabricaÁ„o de objetos decorativos

Cobre-zinco -85-15 (85%Cu 15% Zn) ñ Mais conhecido como lat„o vermelho

Cobre-Zinco 70-30 (70%Cu 30% Zn) ñ Boa resistÍncia mec‚nica, excelente ductilidade. AplicaÁ„o em estampagem, tubos, permutadores de calor,etc

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 45 TABELA DE LAT O

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P·g. 45

TABELA DE LAT O (alguns)

Nr ASTM

DescriÁ„o

Sigla

Propriedades Mec‚nicas

Escoamento

Dureza Brinell

210

Cobre-zinco 95-5

CuZn5

10-38 Kg/mm2

85-120

220

Cobre-zinco 90-10

CuZn10

9-42 Kg/mm2

55-125

230

Cobre-Zinco 85-15

CuZn15

10-42 Kg/mm2

60-135

260

Cobre-Zinco 70-30

CuZn30

12-48 Kg/mm2

65-160

280

Cobre-Zinco 60-40

CuZn40

16-45 Kg/mm2

65-165

BRONZE ñ S„o ligas de Cobre e Estanho.

Nr ASTM

DescriÁ„o

Sigla

Propriedades Mec‚nicas

Escoamento

Dureza Brinell

505

Cobre-Estanho 98-2

CuSn2

11-50 Kg/mm2

16-150

511

Cobre-Estanho 96-4

CuSn4

13-58 Kg/mm2

70-195

519

Cobre-Estanho 94-6

CuSn6

15-76 Kg/mm2

80-225

521

Cobre-Estanho 92-8

CuSn8

17-82 Kg/mm2

85-240

524

Cobre-Estanho 90-10

CuSn10

19-85 Kg/mm2

95-245

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 46 TRATAMENTO T…RMICO

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TRATAMENTO T…RMICO

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 46 TRATAMENTO T…RMICO
VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 47 TRATAMENTO T…RMICO Tratamentos

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P·g. 47

TRATAMENTO T…RMICO

Tratamentos tÈrmicos s„o usados quando queremos alterar as propriedades de um

determinado material.

Os tratamentos tÈrmicos mais usuais s„o:

T MPERA

TÍmpera

Revenido

Recozimento

CementaÁ„o

NitretaÁ„o

De uma forma simples, podemos dizer que a TÍmpera, promove o aumento da dureza da peÁa. Entretanto, o que se deseja È o aumento da resistÍncia e da tenacidade, medida pela resistÍncia ao impacto.

A tÍmpera È conseguida pela resfriamento do aÁo, apÛs a sua austenitizaÁ„o em uma velocidade suficientemente r·pida a fim de evitar transformaÁıes perlÌticas e bainÌticas na peÁa em quest„o.

SÛ È aplicada em aÁos com teor de carbono igual ou superior ‡ 0,40%

Fases de TÍmpera

1™. Fase ñ Aquecimento ( +- 800 C ñ aÁos carbono)

2™. Fase ñ ManutenÁ„o da temperatura

3™. Fase ñ Resfriamento

- ”leo

- £gua

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 48 Conseq¸Íncias da TÍmpera a)

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Conseq¸Íncias da TÍmpera

a) Aumento da dureza do aÁo

b) Aumento da fragilidade do aÁo

   

TÍmpera

 

Material

PrÈ-Aquecimento [ C]

Temp de

TÍmpera

Cor do aÁo

Meio de

TÍmpera

[

C]

AÁo 0,40% a 0,50% de C

500

C

830

C

Vermelho

£gua

AÁo 0,60% a 0,80% de C

500

C

790

C

Vermelho escuro

£gua ou Ûleo

AÁo 0,90%

500

C

775

C

Vermelho cereja

”leo

AÁo para molas

600

C

875

C

Vermelho claro

”leo

 

550

C

     

AÁo R·pido

a

1300 C

Branco

”leo

900

C

O processo È aferido por intermÈdio de PIR‘METROS, s„o aparelhos que servem para controlar a temperatura durante o processo.

Tensıes na TÍmpera

Devido ao alto grau de severidade deste processo, temos o aparecimento de diferenÁas de temperatura entre o centro da peÁa e a superfÌcie, bem acentuadas.

As tensıes s„o devidas ‡:

ContraÁ„o do aÁo durante o resfriamento Expans„o associada com a transformaÁ„o martensÌtica MudanÁas bruscas de seÁ„o ou concentradores de tensıes.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 49 REVENIDO Este tratamento tÈrmico

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REVENIDO

Este tratamento tÈrmico se aplica apÛs a tÍmpera, a fim de reduzir ou aliviar as tensıes oriundas do processo de resfriamento e transformaÁ„o na tÍmpera.

Produz um aumento da tenacidade, diminuindo a sua fragilidade

Fases do Revenido

1™ Fase ñ aquecimento 2™ Fase ñ ManutenÁ„o da temperatura 3™ Fase- Resfriamento

Cores no Processo de Revenimento

Amarelo claro

210

C

Castanho avermelhado

270

C

Amarelo palha

220

C

Violeta

280

C

Amarelo

230

C

Azul escuro

290

C

Amarelo escuro

240

C

Azul marinho

300

C

Amarelo ouro

250

C

Azul claro

310

C

Castanho claro

260

C

Azul acinzentado

320

C

CLICLO ñ T MPERA T MPERA REVENIDO
CLICLO ñ T MPERA
T MPERA
REVENIDO
310 C Castanho claro 260 C Azul acinzentado 320 C CLICLO ñ T MPERA T MPERA

TEMPO

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 50 RECOZIMENTO … o processo

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RECOZIMENTO

… o processo de tratamento tÈrmico que tem por objetivo eliminar dureza de peÁas

temperadas, aumentando a usinabilidade, facilitando o trabalho a frio ou obter-se microestrutura ou propriedades .

Os tipos de recozimento s„o:

# Recozimento pleno ou Recozimento

# Recozimento subcrÌtico

# EsferoidizaÁ„o

O recozimento pleno , consiste na austenitizaÁ„o do aÁo, resfriando-o lentamente.

   

Ciclo de

 

AÁo Carbono

Temp AustenitizaÁ„o

Resfriamento

Faixa de Dureza (Brinell) ñ HB

De

AtÈ

SAE 1020

855-900

855

700

111-149

SAE 1025

855-900

855

700

111-149

SAE 1030

840-885

840

650

126-197

SAE 1045

790-870

790

650

156-217

SAE 1060

790-840

790

650

156-217

A taxa de resfriamento È de 25 C/h , em forno

CEMENTA« O

Consiste

no

aumento

superficial

da

porcentagem

de

carbono

em

um

aÁo.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 51 NO«’ES DE SOLDAGEM

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NO«’ES DE SOLDAGEM

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Juntas chanfradas

Juntas chanfradas VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 52 SIMBOLOGIA DA SOLDA

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SIMBOLOGIA DA SOLDA

O objetivo da introduÁ„o da simbologia da soldagem È o de criar um canal de comunicaÁ„o entre o projetista e o soldador, passando , assim as informaÁıes necess·rias para a execuÁ„o da solda.

AtravÈs desta simbologia, o soldador poder· saber detalhes sobre o formato da junta, do mÈtodo de soldagem, da aparÍncia e do acabamento do cord„o de solda.

Estas simbologias s„o padronizadas atravÈs da ISO (International Standard Organization).

Algumas entidades internacionais e atÈ mesmo brasileira, tambÈm possuem as suas normas relativas ao assunto,dentre os quais podemos citar a AWS, JIS, BS, DIN e a ABNT ( brasileira) possuÌa sua especificaÁ„o, P-TB-2/1962.

Esta simbologia È composta de sÌmbolos b·sicos e suplementares e, uma linha de referÍncia.

SÌmbolos

B·sicos

Tipo de Solda

ObservaÁ„o

Aresta

dupla

Aresta

simples

Bordas

paralelas

V , X

No caso de chanfro em X ou duplo V, Deve-se representar o X de forma simÈtrica em relaÁ„o a linha de referÍncia

1/2V , K

Deve-se representar o K de forma simÈtrica em relaÁ„o a linha de referÍncia e a linha vertical do sÌmbolo deve ficar ‡ esquerda

J

A linha vertical do sÌmbolo deve estar ‡ esquerda

Duplo J

Deve-se representar o J de forma simÈtrica em relaÁ„o a linha de referÍncia e a linha vertical do sÌmbolo deve ficar ‡ esquerda

U

Duplo U

Deve-se representar o U de forma simÈtrica em relaÁ„o a linha de referÍncia e a linha vertical do sÌmbolo deve ficar ‡ esquerda

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 53 SIMBOLOGIA SUPLEMENTAR   SÌmbolos

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SIMBOLOGIA SUPLEMENTAR

 

SÌmbolos

ObservaÁıes

Divis„o

Suplementares

 

Reto

|

 

Contorno da zona de solda

Convexo

)

Perfil do cord„o convexo

CÙncavo

(

Perfil do cord„o cÙncavo

 

A

   

Acabamento da zona da solda

talhadeira

C

Marcar F quando o mÈtodo de acabamento n„o est· especificado

A esmeril

G

 

Por

M

 

usinagem

Soldagem no campo

   
   

Este sÌmbolo pode ser omitido nos

Soldagem em todo o contorno

O

casos em que a soldagem em todo o contorno È evidente

Soldagem em todo o contorno no campo

 

A outra extremidade da linha de referÍncia pode apresentar o sÌmbolo < ou >. Esse sÌmbolo È chamado cauda. A cauda traz informaÁıes sobre procedimentos e normas estabelecidas por associaÁıes de soldagem, a fim de fazer ensaios, que, por sua vez, determinar„o se a solda deve ser aceita ou n„o. Essas indicaÁıes s„o compostas de algarismos e letras, representativos do procedimento. Se n„o for necess·ria nenhuma especificaÁ„o, n„o haver· nenhum sÌmbolo na cauda.

Os sÌmbolos de soldagem s„o inscritos abaixo ou acima da linha de referÍncia. Um sÌmbolo colocado abaixo da linha de referÍncia indica que a soldagem deve ser feita no

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E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 54 lado linha, a soldagem dever· ser feita no

lado

linha, a soldagem dever· ser feita no lado da peÁa oposto ao indicado pela seta

da peÁa indicado pela seta; se o sÌmbolo estiver acima da

da peÁa indicado pela seta; se o sÌmbolo estiver acima da Um sÌmbolo colocado abaixo da

Um sÌmbolo colocado abaixo da linha de referÍncia indica que a soldagem deve ser feita no lado da peÁa indicado pela seta; se o sÌmbolo estiver acima da linha, a soldagem dever· ser feita no lado da peÁa oposto ao indicado pela seta

A seta pode ser colocada tanto na extremidade esquerda quanto na direita da linha de referÍncia; cabe ao desenhista do projeto decidir a localizaÁ„o adequada, de acordo com o desenho.

da linha de referÍncia; cabe ao desenhista do projeto decidir a localizaÁ„o adequada, de acordo com
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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 56 Exemplos de UtilizaÁ„o dos

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Exemplos de UtilizaÁ„o dos SÌmbolos de Solda

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VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 59 . PROCESSOS DE SOLDAGEM

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.

PROCESSOS DE SOLDAGEM

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 60 PROCESSOS DE SOLDAGEM Soldagem

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PROCESSOS DE SOLDAGEM

Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 60 PROCESSOS DE SOLDAGEM Soldagem por arco elÈtrico » um processo de

Soldagem por arco elÈtrico

» um processo de soldagem por fus„o, em que a fonte de calor È gerada por um aÁo elÈtrico formado entre um eletrodo e o objeto a ser soldada.

Os processos de soldagem mais comuns na construÁ„o mec‚nica s„o:

Soldagem por Eletrodo Revestido ñ SMAW

Soldagem por Arco Submerso ñ SAW

Tungsten Inert Gas ñ TIG

MIG/MAG ñ Metal Inert G·s / Metal Active G·s

Fontes de Energia

CaracterÌsticas das fontes de energia

# Transformar energia de alta tens„o e baixa intensidade de corrente em energia caracterizada por baixa tens„o e alta intensidade de corrente.

# Proporcionar corrente est·vel.

# Permitir regulagem de tens„o e corrente

Tipos de fontes de Energia

# Transformadores

o Fornecem corrente alternada - CA

# Transformadores-retificadores

o Fornecem corrente contÌnua - CC

Polaridade

# Direta

o A peÁa È o pÛlo POSITIVO e o eletrodo o pÛlo NEGATIVO

# Inversa

o A peÁa È o pÛlo NEGATIVO e o eletrodo o pÛlo POSITIVO.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 61 Geralmente usamos a soldagem

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Geralmente usamos a soldagem em corrente contÌnua ñ CC -,por que gera um arco mais est·vel e se ajusta melhor as condiÁıes de trabalho.

ELETRODOS REVESTIDOS

Os eletrodos revestidos s„o constituÌdos de uma alma met·lica rodeada de um revestimento composto de matÈrias org‚nicas e/ou minerais, de dosagens bem definidas.

O material da alma met·lica depende do material a ser soldado, podendo ser da mesma

natureza ou n„o

alma.

revestimentos que complementem

de base, uma vez que h· a possibilidade de se utilizar

do metal

a

composiÁ„o

quÌmica

da

O di‚metro indicado de um eletrodo corresponde sempre ao di‚metro da alma. Os di‚metros de mercado variam na faixa de 2 a 6 mm, embora existam eletrodos especiais com dimensıes diferentes destas.

Conforme a espessura do revestimento, pode-se classificar os eletrodos nos seguintes tipos.

Fino:

revestimento È o menos comum de todos. Tem a espessura menor do que 10% do di‚metro da alma, e por isto, È o que requer a menor intensidade de corrente para ser fundido. Este eletrodo n„o apresenta a formaÁ„o de cratera. Por cratera pode-se entender a medida indicada na cota da Figura - InfluÍncia da profundidade da cratera na utilizaÁ„o do eletrodo.

Semi-espesso:

Eletrodos em que a faixa de espessura do revestimento encontra-se entre 10 a 20% do di‚metro da alma. Sua fus„o requer um valor de corrente ligeiramente superior ao tipo anterior. A cratera formada por este eletrodo È a menor de todos os tipos.

Espesso:

Eletrodos em que a faixa de espessura do revestimento encontra-se entre 20 a 40% do di‚metro da alma. Sua fus„o requer um valor de corrente ainda maior, e a cratera formada pode ser considerada como mÈdia

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 62 Muito Espesso: Esta classificaÁ„o

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Muito Espesso:

Esta classificaÁ„o engloba os revestimentos em que a faixa de espessura do revestimento seja maior que 40% do di‚metro da alma. Requer as maiores intensidades de corrente para ser fundido e apresenta uma cratera que podemos considerar como profunda.

A intensidade de corrente necess·ria para a fus„o dos eletrodos variar· conforme uma sÈrie

de fatores que veremos adiante, porÈm tomando por base apenas esta classificaÁ„o dos tipos de revestimento, È possÌvel estabelecer regras pr·ticas que indicar„o a corrente adequada para o trabalho, uma vez que para todos eletrodos, existem os limites m·ximos e mÌnimos de corrente. Por valor m·ximo pode-se definir um valor a partir do qual o eletrodo crepita dificultando a operaÁ„o de soldagem e ocorre a danificaÁ„o do revestimento (queima antes de sua efetiva utilizaÁ„o), e por limite mÌnimo um valor em que o arco fique muito difÌcil de se estabelecer.

Para os eletrodos de revestimento muito espesso pode-se considerar a fÛrmula apresentada

a seguir:

I = (40 a 60) * (d-1)

onde:

I

= Intensidade de corrente necess·ria para a soldagem do eletrodo.

d

= Di‚metro da alma do eletrodo.

Tomando como base um eletrodo com o di‚metro de 4 mm, as intensidades de corrente recomendadas de acordo com o tipo de revestimento, seriam as seguintes:

Nesta classificaÁ„o, o elemento que se encontra em maior teor no revestimento È aquele que ser· utilizado como base. Assim tambÈm ser· possÌvel separar os eletrodos em funÁ„o de sua composiÁ„o quÌmica.

Esta classificaÁ„o È a mais internacionais.

importante, pois È a que servir· de base para as normas

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 63 Os grupos de revestimentos

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Os grupos de revestimentos segundo esta classificaÁ„o s„o apresentados a seguir:

Revestimento Oxidante:

Este revestimento È constituÌdo principalmente de Ûxido de Ferro e ManganÍs.

Produz uma escÛria oxidante, abundante e de f·cil remoÁaı.

UtilizaÁ„o :CC ou CA e apresentam uma baixa penetraÁ„o.

O metal depositado possui baixos teores de Carbono e ManganÍs e, embora os aspectos das soldagens produzidos em geral sejam muito bons, n„o È o eletrodo adequado para aplicaÁıes de elevado risco. Atualmente, a utilizaÁ„o desta forma de revestimento est· em desuso.

Revestimento Acido:

Este revestimento È constituÌdo principalmente de Ûxido de Ferro, ManganÍs e sÌlica.

Produz uma escÛria ·cida, abundante e porosa e tambÈm de f·cil remoÁ„o. Este eletrodo pode ser utilizado nos dois tipos de corrente, apresenta penetraÁ„o mÈdia e alta taxa de fus„o, causando por um lado uma poÁa de fus„o volumosa, e em conseq¸Íncia disto a limitaÁ„o da aplicaÁ„o as posiÁıes plana e filete horizontal.

As propriedades da solda s„o consideradas boas para diversas aplicaÁıes, embora sua resistÍncia ‡ formaÁ„o de trincas de solidificaÁ„o seja baixa. Apresentam tambÈm uma muito boa aparÍncia do cord„o.

Revestimento RutÌlico :

Este revestimento contÈm grandes quantidades de rutilo (TiO2 - Ûxido de Tit‚nio), e produz uma escÛria abundante, densa e de f·cil remoÁ„o.

Estes eletrodos caracterizam-se por serem de f·cil manipulaÁ„o, e por poderem ser utilizados em qualquer posiÁ„o, exceto nos casos em que contenham um grande teor de pÛ de Ferro. Utilizados em corrente contÌnua ou alternada produzir„o um cord„o de bom aspecto, porÈm com penetraÁ„o mÈdia ou baixa. A resistÍncia ‡ fissuraÁ„o a quente È relativamente baixa, e estes eletrodos s„o considerados de grande versatilidade e de uso geral.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 64 Revestimento B·sico: Este revestimento

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Revestimento B·sico:

Este revestimento contÈm grandes quantidades de carbonatos (de C·lcio ou outro material)

e fluorita.

Estes componentes s„o os respons·veis pela geraÁ„o de escÛria com caracterÌsticas b·sicas que, em adiÁ„o com o diÛxido de Carbono gerado pela decomposiÁ„o do carbonato, protege

a solda do contato com a atmosfera. Esta escÛria exerce uma aÁ„o benÈfica sobre a solda

dessulfurando-a e reduzindo o risco de trincas de solidificaÁ„o. Este revestimento desde que armazenado e manuseado corretamente, produzir· soldas com baixos teores de hidrogÍnio minimizando com isto os problemas de fissuraÁ„o e fragilizaÁ„o induzidos por este elemento.

A penetraÁ„o È mÈdia e o cord„o apresenta boas propriedades mec‚nicas, particularmente

em relaÁ„o a tenacidade. Os eletrodos com este revestimento s„o indicados para aplicaÁıes

de alta responsabilidade, para soldagens de grandes espessuras e de elevado grau de travamento.

Para alÈm disto, È recomendado para soldagem de aÁos de pior soldabilidade como por exemplo os aÁos de alto teor de Carbono e/ou Enxofre ou aÁos de composiÁ„o quÌmica desconhecida.Por outro lado, este È o revestimento mais higroscÛpico de todos. Isto requerer· cuidados especiais com o armazenamento e manuseio.

Revestimento CelulÛsico:

Este revestimento contÈm grandes quantidades de material org‚nico (como por exemplo celulose), cuja decomposiÁ„o pelo arco gera grandes quantidades de gases que protegem o metal lÌquido.

A quantidade de escÛria produzida È pequena, o arco È muito violento causando grande

volume de respingos e alta penetraÁ„o, quando comparado a outros tipos de revestimentos.

O aspecto do cord„o produzido pelos eletrodos com este tipo de revestimento n„o È dos

melhores, apresentando escamas irregulares.

As caracterÌsticas mec‚nicas da solda s„o consideradas boas, com exceÁ„o da possibilidade de fragilizaÁ„o pelo HidrogÍnio. Estes eletrodos s„o particularmente recomendados para soldagens fora da posiÁ„o plana, tendo grande aplicaÁ„o na soldagem circunferencial de tubulaÁıes e na execuÁ„o de passes de raiz em geral.Devidas sua elevada penetraÁ„o e grandes perdas por respingos, n„o s„o recomendados para o enchimento de chanfros.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 65 Nos casos das soldagens

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Nos casos das soldagens de aÁos, podemos ainda ter os tipos acima com adiÁ„o de outros elementos de liga que teriam funÁıes especiais durante a deposiÁ„o. O caso mais comum destes È a adiÁ„o de pÛ de Ferro. Durante a soldagem, o pÛ de Ferro È fundido e incorporado ‡ poÁa de fus„o, causando as seguintes consequÍncias:

# Melhora o aproveitamento da energia do arco.

# Aumenta a estabilizaÁ„o do arco (pelo menos em adiÁıes de atÈ 50% em peso no revestimento).

# Torna o revestimento mais resistente ao calor, o que permite a utilizaÁ„o de correntes de soldagem com valores mais elevados.

# Aumenta a taxa de deposiÁ„o do eletrodo.

PorÈm, como ocorre em diversas outras coisas, a adiÁ„o de pÛ de Ferro no revestimento causar· tambÈm alguns pontos desfavor·veis que s„o os seguintes:

# Aumento da poÁa de fus„o

# Aumento do grau de dificuldade de controlar a poÁa de fus„o, dificultando ou mesmo impossibilitando a soldagem fora da posiÁ„o plana.

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 66     Tipos de

VMH TECNOLOGIA

CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL

Revis„o 0

01/05/2005

P·g. 66

   

Tipos de eletrodo

 
 

B·sico

     

InformaÁıes

Baixo

£cido

Oxidante

TÈcnicas

RutÌlico

HidrogÍnio

CelulÛsico

Tipos e

 

Espesso

Fino.

   

componentes

De

revestimento

MÈdio e

Espesso.

ContÈm

Carbonato

de c·lcio

Deve estar

seco para

evitar

porosidade

na solda

ContÈm

materiais

org‚nicos

combustÌveis,

produzem

uma camada

espessa de

g·s protetor

MÈdio ou

Espesso.

”xido de

Ferro e

manganÍs.

Dentre outros

desoxidantes

Espesso.

Contendo Ûxido de ferro com ou sem Ûxido

de

manganÍs.

PosiÁ„o de

Todas

Todas

Todas

Plana e

Plana e

Soldagem

horizontal

Horizontal

Tipo de

         

Corrente

CA ou CC

CA ou CC

CA ou CC

CA ou CC

CC

 

Direta ou

       

Polaridade

inversa

CC - Direta

CC - Direta

CC - Inversa

Inversa

   

Muito boa.

   

Pouca.

Propriedades

Mec‚nicas de

DepÛsito

Regulares

Soldas de

Responsa-

bilidade

Boa

Boa

Utilizado

para

Acabamento

Velocidade

         

de fus„o

Regular

Regular

Elevada

Elevada

Elevada

PenetraÁ„o

Pequena

MÈdia

Grande

MÈdia

Pequena

EscÛria

Densa e

Compacta e

Pouca

£cida

Pesada

viscosa

Espessa

TendÍncia a

         

Trinca

Regular

Baixa

Regular

Regular

Elevada

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 67 IDENTIFCA« O DE ELETRODOS

VMH TECNOLOGIA

CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL

Revis„o 0

01/05/2005

P·g. 67

IDENTIFCA« O DE ELETRODOS

VMH TECNOLOGIA CALDEIRARIA E ENCANADOR INDUSTRIAL Revis„o 0 01/05/2005 P·g. 67 IDENTIFCA« O DE ELETRODOS OXI-CORTE

OXI-CORTE