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SOCIOLOGIA DO DIREITO EXERCÍCIOS SOBRE KARL MARX Professora: Eliana Maria Martins Componentes: → Adson Mamede

SOCIOLOGIA DO DIREITO

EXERCÍCIOS SOBRE KARL MARX

Professora: Eliana Maria Martins

Componentes:

Adson Mamede

Amanda Roberta

Ana Letícia

Bruna Nogueira

Deborah Luiza

Jeniffer Minelle

Jéssika Gomes

→ Luís Gustavo

Saulo Martins

1. a) Que classes sociais Marx identifica ao longo da história? R - É a classe dos proprietários, a burguesia

e a dos trabalhadores. b) Como são as relações entre elas? R - É uma relação de exploração, pois a posse dos meios de produção sob a forma legal de propriedade privada faz com que os trabalhadores, para assegurar a sobrevivência,

tenham de vender a sua força ao empresário capitalista. É também de oposição, porque os interesses de classe são inconciliáveis. c) Como se dão, segundo Marx, as transformações em uma sociedade? R - Marx defende que uma transformação profunda da sociedade exige o recurso da força.

2. Marx afirma que as sociedades seguem um caminho necessário de transformação, como os evolucionistas? Justifique sua resposta. R - Não. Nesse texto, Marx aponta para a influência das condições externas que alteram a história de cada sociedade.

3. Qual é o fator que leva à mudança social, segundo o texto? R - Através da consciência coletiva e a

solidariedade o homem enquanto agente social tem condições de mudar o “sistema”. O modo no qual a sociedade vivi pode sofrer alterações por meio dessas ações, agindo em conjunto, a união, e a conscientização seria responsável por essa mudança.

4. (o enunciado dessa questão está na apostila) Compare essa afirmação com a dos evolucionistas que

consideravam, como sinal de desenvolvimento, a passagem da manufatura para a indústria. R - Na produção artesanal da Idade Média até o Renascimento, o trabalhador mantinha em sua casa os instrumentos de produção do trabalho. Aos poucos, estes passaram ás mãos de indivíduos enriquecidos,

que organizaram oficinas. A Revolução industrial introduziu inovações técnicas na produção que aceleraram o processo de separação entre TRABALHADOR e INSTRUMENTOS, as máquinas mais caras ficaram acessíveis somente aos mais ricos. Os artesãos isolados não podiam competir com o dinamismo das nascentes Indústrias. Com isso, multiplicou-se o número de operários, isto é, trabalhadores “livres” expropriados. Contudo, estes trabalhadores, para assegurar sua sobrevivência, tiveram que vender sua força de trabalho ao empresário capitalista. Em dado momento, este trabalho eram realizados de forma manufaturada, ou seja, a forma de fabricação do produto era feitas pelas mãos humanas, porém com a revolução industrial, este trabalho manual foi substituído pelas maquinas, transformando as pequenas oficinas em grandes fabricas capitalista. Para obter um maior volume de produção é aplicada a técnica da divisão do trabalho. Desta maneira são economizados materiais, com aplicação de movimentos específicos, repercutindo assim numa maior velocidade de produção. Transformando os operários em soldados, que são subordinados ao Estado, a máquina e em especial ao burguês proprietário da fabrica. Marx e Engels consideravam que o trabalhador (homem), se tornaria um simples acessório da máquina, do qual só se requer a operação mais simples, mais monótona, mais fácil de aprender. Visualizou que o capitalismo, ao aprofundar o modo de produção capitalista, através do desenvolvimento tecnológico, com a hegemonia da máquina aplicada à produção, iria ocupar progressivamente os postos de trabalho humano, tornando-os cada vez mais obsoletos e dependentes do capital. Nesse sentido, argumentam Marx e Engels que “A condição mais essencial para a existência e a dominação da classe burguesa é a acumulação da riqueza nas mãos de particulares, a formação e o aumento do capital; a condição do capital é o trabalho assalariado.

5. Analise a idéia de Marx sobre o homem e a história. R Segundo Marx, desde o surgimento da

propriedade privada no decurso da história do homem sempre houve luta de classes. A luta constante entre interesses opostos, divergências e antagonismos nem sempre se aflora através de guerras. Muitas

vezes esses conflitos são implícitos nas relações sociais cotidianas.

6. Explique como o desenvolvimento do capitalismo gera as condições de seu desaparecimento. R Com

a finalidade de obter cada vez mais lucro, os capitalistas aumentam arbitrariamente os preços de seus produtos, o que provoca a elevação generalizada dos demais preços. Isso pode ocorrer durante algum tempo, mas se a disputa se prolongar, poderá levar o sistema econômico à ruína. Segundo Marx as bases estáveis para se estabelecer o lucro não estão no âmbito da compra e venda, mas no âmbito de sua produção.

7. O que Marx entende por alienação? R Para Marx, a alienação se dá através de três aspectos:

econômico, político e filosófico. Economicamente a alienação constitui a separação entre o trabalhador e os seus meios de produção (ferramentas, terra, matérias-primas, etc.), bem como a perda do controle do produto de seu trabalho, que se tornaram propriedade privada do capitalista. Politicamente a alienação do homem ocorre a partir da criação da idéia de Estado como órgão publico imparcial, sendo capaz de representar toda a sociedade através do poder delegado pelos indivíduos, porém na sociedade burguesa esse Estado representa apenas a classe dominante e age conforme o interesse dela. A filosofia, a partir da divisão social do trabalho, tornou-se atividade de um determinado grupo, portanto ela reflete o pensamento desse grupo e assume uma característica parcial. O homem só deixará a condição de alienado através da crítica radical ao sistema econômico.

8. Como Marx concebe as classes sociais e suas relações políticas? R - Marx definia que as classes sociais

não se diferenciavam tão somente pela riqueza quantitativa, mas, também pela forma como eram considerados em sua existência na sociedade. Essas diferenças condiziam na forma pela qual a os grupos sociais se interagiam somente entre si, ou seja, compartilhavam os mesmos costumes, os mesmos valores

existentes na mesma classe. Com isso a diferenciação de poderes era evidente entre as classes, a classe predominante economicamente agia de forma na qual se "assenhoraria" sobre o "proletariado" a classe trabalhadora, e inferior economicamente a burguesa. É importante sempre lembrar que Marx defendia a união, conscientização da classe trabalhadora para que dessa forma conseguisse assegurar seus interesses, e mudanças relevantes à classe proletária.

9. Que fatos históricos contribuíram para a origem do capitalismo? R - O capitalismo surge na história quando, por circunstâncias diversas, uma enorme quantidade de riquezas se acumula nas mãos de poucos indivíduos, interessados sempre em obter mais lucros. Uma importante mudança aconteceu quando, a partir do século XVI, o trabalhador artesanal e os sistemas de cooperação foram substituídos, respectivamente, pelo trabalhador "livre" e pela indústria. A Revolução Industrial introduziu inovações técnicas na produção que aceleraram o processo de separação entre trabalhador e instrumentos: as máquinas, mais caras, ficaram acessíveis somente aos mais ricos. Os artesões isolados não podiam competir com o dinamismo das nascentes indústrias. Com isso, multiplicou-se o número de operários, ou seja, trabalhadores "livres" expropriados.

10. O que é salário? Como se determina o valor do salário? R - Salário é o valor da força de trabalho,

considerada como mercadoria. Como a força de trabalho não é uma “coisa”, mais uma capacidade inesperável do corpo do operário, o salário deve corresponder à quantia que permita ao operário:

Alimentar-se, vestir, cuidar dos filhos, recuperar as energias e, assim estar de volta ao serviço do dia seguinte. Em outras palavras, o salário deve garantir a reprodução das condições de subsistência do trabalhador e sua família. No Cálculo do salário de um operário qualificado deve-se computar o tempo que ele gastou com educação e treinamento para desenvolver suas capacidades.

11. Que relação Marx estabelece entre trabalho e valor? R - Partindo da teoria do valor, exposta Karl

Marx, postulou que o valor de um bem é determinado pela quantidade de trabalho socialmente necessário para sua produção. Segundo Marx, o lucro não se realiza por meio da troca de mercadorias, que se trocam geralmente por seu valor, mas sim em sua produção. Os trabalhadores não recebem o valor

correspondente a seu trabalho, mas só o necessário para sua sobrevivência. Nascia assim o conceito da mais-valia, diferença entre o valor incorporado a um bem e a remuneração do trabalho que foi necessário para sua produção. Não é essa, porém, para Marx, a característica essencial do sistema capitalista, mas precisamente a apropriação privada dessa mais-valia. A partir dessas considerações, Marx elaborou sua crítica do capitalismo numa obra que transcendeu os limites da pura economia e se converteu numa reflexão geral sobre o homem, a sociedade e a história.

12. Segundo Marx, de onde provém o lucro do capitalista? R - O capitalismo surge na história quando, por

circunstâncias diversas, uma enorme quantidade de riquezas se acumula nas mãos de poucos indivíduos, interessados sempre em obter mais lucros. No início a acumulação de riquezas se fez através da pirataria, do roubo, dos monopólios e dos controles de preços praticados pelos Estados absolutistas. A comercialização era a grande fonte de rendimentos para os Estados e a nascente burguesia.

13. O que é mais-valia? R - Mais-Valia é um conceito fundamental da economia política marxista, que

consiste no valor do trabalho não pago ao trabalhador, isto é, na exploração exercida pelos capitalistas sobre seus assalariados. Marx, assim como Adam Smith e David Ricardo, considerava que o valor de toda a mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho socialmente necessário para produzi-la. Para Marx a mais-valia é dividida entre Relativa e Absoluta. A mais-valia relativa é a diminuição do trabalho necessário. Esta diminuição se fundamenta na diminuição do salário. E a diminuição do salário se

fundamenta na diminuição dos produtos necessários ao trabalhador; portanto a mais-valia relativa é fundamentada no barateamento das mercadorias que servem o operário. E a mais-valia absoluta é um modo de incrementar a produção do excedente a ser apropriado pelo capitalista. Consiste na intensificação do ritmo de trabalho, através de uma série de controles impostos aos operários, que incluem da mais severa vigilância a todos os seus atos na unidade produtiva até a cronometragem e determinação dos movimentos necessários à realização das suas tarefas.

14. Como se obtém a mais-valia absoluta e a mais-valia relativa? R - Quando o trabalho rende mais do

que o salário justo, chama-se mais-valia. Essa mais valia caracterizada pelo simples prolongamento da jornada de trabalho chama-se mais-valia absoluta. Devido a mecanização, a qualidade dos produtos depende menos da habilidade e do conhecimento técnico do trabalhador individual. Neste caso a força de trabalho vale cada vez menos e, ao mesmo tempo, produz-se mais. Esse ganho chama-se mais-valia relativa.

15. O que são forças produtivas? R - A produção social, caracterizada pela forma de como os homens

organizam a produção social de bens, engloba dois fatores: forças produtivas e relações de produção. As forças produtivas constituem as condições materiais de toda produção. São objetos e instrumentos que variam conforme as necessidades e finalidades sociais a que se destinam.

16. O que são relações sociais de produção? R - As relações de produção são as formas pelas quais os

homens se organizam para executar a atividade produtiva. Elas se referem às diversas maneiras pelas quais

são apropriados e distribuídos os elementos envolvidos no processo de trabalho: as matérias-primas, os instrumentos, os próprios trabalhadores e o produto final. Assim, as relações de produção podem ser cooperativistas (como num mutirão), escravistas (como na Antiguidade), servis (como na Europa feudal), capitalistas (como na indústria moderna).

17. O que é modo de produção? Qual a sua importância para a análise que Marx faz da sociedade? R -

Modo de produção, segundo Marx, é a forma como as forças produtivas (objetos, instrumentos, matéria- prima e todas as condições materiais de produção) e as relações de produção (a organização do trabalho)

traduzem a maneira como se produz os bens de certa sociedade. Mas alguns cientistas sociais marxistas reduzem o conceito de “modo de produção” a estrutura econômica.

18. Dê algumas características dos modos de produção que Marx identificou ao longo da história da

humanidade. R - Marx distingue as etapas da história humana a partir de sua estrutura econômica, falando

assim destes quatro modos de produção. Cada um deles de caracteriza por determinado tipo de relações entre os homens na produção da riqueza. O modo de produção antigo caracteriza-se pela escravidão; o modo de produção feudal, pela servidão; o modo de produção burguês, pelo trabalho assalariado e, mais problemático na sua definição, o modo de produção asiático ou atributário, pela submissão dos trabalhadores ao tributo estatal e ao trabalho forçado.