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NOÇÕES DE INFORMÁTICA P/ POLÍCIA FEDERAL PROF a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB

Aula 10. Conceitos básicos de informática: componentes funcionais de computadores, armazenamento e organização de dados

Bem, pessoal, nesta etapa da escalada, você conhecerá os principais conceitos relacionados a hardware, software e tópicos relacionados.

Veja que a informática traz a você um mundo de novas oportunidades, com ferramentas de uso o mais diverso, e a sua criatividade para aproveitar bem os novos recursos tecnológicos é o limite! A informática está em toda parte, é o presente e é o futuro. O mundo está informatizado, e espero que você não queira ficar fora dessa, não é mesmo?

Então, vamos alimentar o sonho de aprovação neste concurso tão especial e construir os alicerces para concretizá-lo, que envolvem persistência, garra, força de vontade, estudo disciplinado e fé!!!

Finalizando, como qualquer questão pode ser decisiva para a sua aprovação, então, vamos “arregaçar as mangas” e partir para mais esta etapa do

curso. Boa sorte nos estudos! Estou torcendo pelo sucesso de vocês

Um forte abraço,

Prof a Patrícia Lima Quintão Twitter: http://www.twitter.com/pquintao

☺☺☺ !
☺☺☺
!

Facebook: http://www.facebook.com/patricia.quintao (Aguardo vocês por lá!)

Roteiro da Aula - Tópicos

- Hardware, software e tópicos relacionados.

- Resumo em tópicos e palavras-chave -> Direto ao Ponto!

- Lista das questões apresentadas na aula. - Gabarito.

Conceitos de Hardware

Sistema Computacional

O computador é um equipamento elétrico/eletrônico capaz de armazenar e manipular informações, usando processos lógicos e matemáticos.

Inicialmente podemos identificar as partes que compõem um sistema computacional, que são: hardware, software e peopleware.

Hardware

que são: hardware, software e peopleware. Hardware Conjunto de dispositivos físicos de um computador, usados

Conjunto de dispositivos físicos de um computador, usados para executar as atividades de entrada, processamento e saída. Qualquer dispositivo que possa ser “tocado” é classificado como hardware.

Dentre eles citamos: teclado, monitor, impressora, placa- mãe, disco rígido, etc.

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Software

 
Conjunto de dispositivos lógicos de um computador, que permite o processamento de dados no hardware.

Conjunto de dispositivos lógicos de um computador, que permite o processamento de dados no hardware.

O termo software está relacionado aos programas (conjunto de programas ou apenas um programa específico) executados no computador. E um programa corresponde a uma sequência lógica de ações, que, após serem executadas, apresentam um resultado, que pode ser correto ou não. Um programa é formado por linhas sequenciais que nem sempre são executadas na ordem em que aparecem, pois pode ocorrer que determinada linha possua um desvio para outro local.

Podemos concluir então que: programa de computador nada mais é que um algoritmo escrito numa forma compreensível pelo computador, ou um conjunto de instruções que o computador reconhece para a realização de uma determinada tarefa.

Como exemplos de software temos:

 

Microsoft Windows (sistema operacional),

 

Microsoft Word (editor de textos),

Microsoft Excel (editor de planilhas eletrônicas),

 

Mozilla Firefox (navegador Web) etc.

 

Peopleware

Peopleware

São as pessoas que manuseiam em qualquer grau um computador, inserindo ou excluindo informações no sistema.

Dentre

elas

citamos:

usuários,

Analistas

de

Sistemas,

Administradores de Redes, Programadores de Sistemas, etc.

Para quem ainda tem dificuldade em saber a diferença entre Software e Hardware, aí vai uma dica do Garfield! (Blig, 2011)

Software é a parte que você “xinga”. Hardware é a parte que você chuta!!

“ xinga” . Hardware é a parte que você chuta!! O hardware é absolutamente inútil SEM

O hardware é absolutamente inútil SEM o software, pois é este último que contém a sequência de operações que o hardware deve seguir, de forma que o usuário possa dizer que o computador está funcionando. Numa comparação mais grosseira, um hardware sem software seria como ter um televisor fantástico num lugar em que não há nenhum canal de TV para assistir!

Observe a seguir outro conceito importante, também MUITO cobrado em provas!!

O driveR (também chamado de device driver ou driver de dispositivo) é um programa que serve como um “tradutor” entre o sistema operacional e um equipamento, ou seja, permite ao sistema operacional entender o equipamento a que se destina, sem ter que se preocupar com configurações básicas internas do dispositivo.

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Para um drive (hardware) entrar em funcionamento é necessária a existência do seu driveR (software)!!

Em outras palavras, driveRs são pequenos programas necessários ao funcionamento de um item de hardware. Um modem precisa de um driver para funcionar; uma placa de vídeo tem o seu; uma placa de som também precisa de um; uma placa de rede possui um driver; etc. Trata-se de um software!

Drives são dispositivos em que são colocados os disquetes, CD-ROMs e DVD-ROMs, como: um drive de CD, um drive de disquete, um drive de DVD. Trata-se de um hardware!

Tipos de computadores

Os computadores podem ser divididos nas seguintes categorias básicas:

:: Classificação quanto à operação

Quanto à sua operação os computadores podem ser classificados em analógicos e digitais.

Computadores analógicos: são os computadores que fazem medições. Muito utilizados em institutos e laboratórios de pesquisa para aplicações científicas e tecnológicas.

Computadores digitais: realizam operações diretamente com os números, enquanto os analógicos medem.

::Classificação dos Computadores quanto ao porte

Quanto ao porte, os computadores podem ser divididos em:

Supercomputadores: são computadores de grande porte 1 , desenvolvidos para aplicações mais específicas, como previsão meteorológica ou projetos espaciais.

Mainframes: são computadores de grande porte que têm aplicações de âmbito mais geral (como no uso comercial), utilizados principalmente em processamentos que controlam uma grande quantidade de terminais com acesso on-line. Exemplo de uso: nos sistemas bancários.

com acesso on-line. Exemplo de uso: nos sistemas bancários. Figura. Supercomputadores da NASA Mainframes IBM Fonte:
com acesso on-line. Exemplo de uso: nos sistemas bancários. Figura. Supercomputadores da NASA Mainframes IBM Fonte:

Figura. Supercomputadores da NASA

Mainframes IBM

Fonte: Wikipedia (2011)

Minicomputadores: categoria intermediária dos computadores – de médio porte. Não são tão poderosos e volumosos como os de grande

1 Muitas vezes ocupam salas inteiras ou ainda vários andares de um prédio.

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porte, mas também não são empresas pequenas.

acessíveis a usuários domésticos ou a

Computadores de pequeno porte: essa é a categoria que mais nos interessa. Aqui estão os PCs, Personal Computers ou computadores pessoais. São os mais comuns e numerosos. Por estarem cada vez mais presentes em nossos lares e principalmente em nosso trabalho é que são o alvo preferencial dos concursos públicos.

Eles se dividem em:

- Desktops ou micros de mesa (desk, em inglês)

São os micros pessoais mais populares. Normalmente possuem teclado, monitor e gabinete separados, apesar de haver exceções. Há alguns computadores pessoais da marca Apple que possuem monitor e gabinete integrados. A principal distinção dos desktops em relação aos outros PCs é que estes não são portáteis.

Complementando, a figura seguinte ilustra os principais componentes de um típico computador, a saber:

1. Monitor.

2. Placa-mãe.

3. Processador.

4. Memória RAM.

5. Placas de rede, som, vídeo, fax

6. Fonte de energia.

7. Leitor de CDs e/ou DVDs.

8. Disco rígido (HD).

9. Mouse.

10. Teclado.

CDs e/ou DVDs. 8. Disco rígido (HD). 9. Mouse. 10. Teclado. Figura. Computador típico ( Desktop

Figura. Computador típico (Desktop) | Fonte: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Computador>

- Portáteis

Os portáteis por sua vez englobam os notebooks, palmtops, PDAs, tablets, ultrabooks, etc.

A principal distinção entre os notebooks e os micros de mesa está na portabilidade dos primeiros, já que os notebooks têm, por exemplo, monitor, teclado, e caixas acústicas integrados, formando uma unidade portátil. Além disso, possuem certa autonomia elétrica, já que utilizam baterias quando não estão conectados a uma rede elétrica.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Figura. Notebook ou laptop Pode haver notebooks

Figura. Notebook ou laptop

Pode haver notebooks com maior capacidade de processamento que muitos micros de mesa (desktops).

E só para não deixar de citar, os notebooks vêm também com um dispositivo que substitui o mouse dos micros de mesa, o touchpad (trata-se de uma superfície sensível ao toque por meio da qual posicionamos o ponteiro na tela. Ela vem acompanhada de dois botões com as mesmas funções dos botões do mouse), como ilustrada a seguir.

Os palmtops – computadores de mão –, também pertencentes à categoria dos computadores pessoais portáteis, são ainda menores que os notebooks, mas ainda possuem teclado e monitor.

Os PDAs (Personal Digital Assistant — Assistente pessoal digital) são os “irmãos” menores da família dos PCs. São a evolução das antigas agendas eletrônicas. Têm como característica marcante não possuírem teclado integrado. A entrada de dados normalmente é feita como em um bloco de papel, escrevendo-se sobre uma tela sensível. Podemos ainda citar os Smartphones que são PDAs integrados a telefones celulares.

O Tablet é um computador pessoal em formato de prancheta ou similar que pode ser usado para acesso à Internet, organização pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento. Alguns Tablets já têm acesso à rede 3G e à rede de telefonia, além do Wi-Fi. O Tablet possui tela touchscreen (tela de toque) como o dispositivo de entrada principal, em vez de um teclado ou mouse. É um NOVO conceito, que surgiu no início de 2010, e não deve ser igualado a um computador completo ou um smartphone, embora possua diversas funcionalidades dos dois conforme apresentado.

Importante!! O que é um tablet?

Um tablet é um computador em forma de prancheta eletrônica, sem teclado e com tela sensível ao toque. Para se ter uma ideia de como é um, basta pensar em um “iPhone gigante”, com tela entre 7 e 10 polegadas. Todos os tablets já vem com conexão Wi-Fi e alguns também usam conexão 3G

(IG,2010).

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Os principais tablets disponíveis no mercado são:

iPad da Apple com sistema operacional iOS.

iPad é um dispositivo em formato tablet produzido pela Apple Inc. O aparelho foi anunciado em janeiro/2010, e hoje já bastante utilizado.

O iPad 2 é mais fino que o anterior, tem processador A5 de dois núcleos. Na

parte de processamento gráfico o avanço é ainda maior, com aumento de nove vezes na capacidade de processamento. Traz ainda duas câmeras, uma frontal para videoconferências e uma traseira, para fotos. Fonte: (IG, 2011/03).

O iPad 3 é o mais novo - terceiro tablet lançado pela Apple. Com tela Retina

de 2048 x 1536 pixel de resolução, câmera de 5 megapixels capaz de gravar vídeos em Full HD, e um novo processador A5X quad-core.

vídeos em Full HD, e um novo processador A5X quad-core. Figura. iPad com sua tela inicial

Figura. iPad com sua tela inicial sendo exibida

Samsung Galaxy com sistema operacional Android 3.

• Samsung Galaxy com sistema operacional Android 3 . Obs.: Os tablets são similares aos e-readers

Obs.: Os tablets são similares aos e-readers (leitores de livros digitais)? No tamanho, sim. Mas as semelhanças param por aí. As telas dos tablets são coloridas e sensíveis ao toque, enquanto as dos e-readers são monocromáticas e não respondem à pressão dos dedos. E-readers servem exclusivamente para ler jornais, livros e revistas, enquanto tablets possuem outras funções. Fonte: (IG,2010).

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Mas as inovações não pararam por aí!!!!

Um misto de smartphone e tablet, já está disponível, com o Samsung Galaxy Note, por exemplo. Chamado de TabletPhone, com uma tela de 5,3 polegadas, o Galaxy Note é uma aposta da Sansung na integração entre Tablet e Smartphone. O aparelho está recheado de inovações e já vem com a versão 4 do Sistema Operacional Android – Ice Cream Sandwich.

4 do Sistema Operacional Android – Ice Cream Sandwich. Segundo o site

Segundo o site

http://tecnologia.ig.com.br/noticia/2011/01/07/ces+2011+ipad+ganha+mais

+concorrentes+de+peso+10343374.html a Samsung anunciou uma versão somente com Wi-Fi do seu tablet, o Galaxy Tab, com preço mais em conta do que a versão com 3G. Esse aparelho concorrerá com os iPads mais básicos. Outro lançamento da Samsung é um híbrido de notebook e tablet. O Samsung 7 Series PC possui um teclado embutido que desliza e transforma o tablet em um notebook.

embutido que desliza e transforma o tablet em um notebook. Figura. Híbrido de notebook e tablet
embutido que desliza e transforma o tablet em um notebook. Figura. Híbrido de notebook e tablet

Figura. Híbrido de notebook e tablet (IG,2011)|Ultrabooks (OlharDigital, 2012)

Os ultrabooks formam uma nova linha de notebooks idealizada pela Intel. Os aparelhos devem ser potentes como PCs, leves como netbooks e têm a mobilidade de um tablet.

As Gerações de Computadores

As três primeiras gerações de computadores refletiam a evolução dos componentes básicos do computador (hardware) e um aprimoramento dos programas (software) existentes.

O pulo de uma geração para a geração seguinte se dá sempre com o advento de alguma nova tecnologia que possibilita grandes avanços do poder de cálculo ou descobertas que modificam a base de um computador.

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Geração

 

Principais Características

Primeira

Geração

Uso de circuitos eletrônicos e válvulas.

(1951-1959)

Um programa somente era executado em cada momento (precisava ser reprogramado a cada tarefa). Grande consumo de energia.

Problemas devido a muito aquecimento.

Uso científico, muito restrito.

 

Dispositivos de entrada/saída primitivos, lentos.

Exemplos: ENIAC, UNIVAC I, IBM/650 e IBM/701.

Segunda

Geração

Início do uso comercial.

 

(1959-1965)

Tamanho gigantesco. Capacidade de processamento pequena.

Uso de transistores.

 

Exemplos: IBM/1401; IBM/7094. Surgimento de linguagens de programação de alto nível: Fortran (1957), Algol (1958), Cobol (1960) e Basic (1964).

Terceira Geração

Surgem os circuitos integrados.

(1965-1975/77)

Diminuição do tamanho, maior processamento.

Começo da utilização dos computadores pessoais. Os computadores servem tanto para uso científico (cálculo numérico) e de uso comercial. Passam a ser interativos, com terminais on-line ou estações de trabalho que permitem ao usuário comunicar com o programa em tempo de execução e conhecer imediatamente os resultados.

Exemplo: IBM/370.

 

Quarta

Geração

Surgem os softwares integrados.

(1975/77-199?)

Processadores de Texto.

 

Planilhas Eletrônicas, gráficos.

Gerenciadores de Banco de Dados.

Gerenciadores de Comunicação.

Computadores providos de interfaces gráficas amigáveis com o usuário e utilizados cada vez mais por usuários não especializados.

Surgem

as

redes

de

computadores, sistemas

distribuídos.

 

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Princípio de Funcionamento – Arquitetura de John von Neumann

O funcionamento de praticamente qualquer computador digital, independentemente do seu porte, pode ser entendido a partir do desenho básico de John von Neumann, matemático húngaro.

Caiu em prova!

A máquina proposta por Von Neumann reúne componentes como

memória, unidade aritmética e lógica, unidade central de

processamento (UCP), composta por diversos registradores e unidade

de controle.

composta por diversos registradores e unidade de controle. Figura. Diagrama Simplificado de von Neumann Analisando de

Figura. Diagrama Simplificado de von Neumann

Analisando de forma simplificada a arquitetura por ele proposta, vemos que ela reúne:

uma unidade lógica e aritmética (ULA): parte do processador responsável pelos cálculos;

uma unidade de controle (UC): responsável pela tarefa de controle das ações a serem realizadas pelo computador, comandando todos os outros componentes;

uma unidade central de processamento (CPU): composta por diversos registradores - pequenas porções de memória que auxiliam a ULA em seus cálculos;

os dispositivos de entrada e saída (também conhecidos como E/S ou I/O - input e output); e

uma memória: em ordem de velocidade temos, da mais veloz para a mais lenta: registradores, memória cache, memória principal (RAM) e memória secundária (auxiliar, como o disco rígido, por exemplo).

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Bits e Bytes – Entendendo as Unidades de Medida para Armazenamento de Dados

 

Unidade

Símbolo

 

Valor

 

bit

 

b” minúsculo

Menor unidade de informação manipulada por

 

um computador. Pode ser

0 ou 1.
0 ou 1.
 

Byte

 

B” maiúsculo

É o conjunto de

8 bits

.

 

Kilobyte

KB

= 2 10 bytes = 1.024 bytes.

 
 

Megabyte

MB

= 2 20 bytes = 1 KB x 1 KB = 1.024 KB.

 

Gigabyte

GB

= 2 30 bytes = 1.024 MB.

 
 

Terabyte

TB

= 2 40 bytes = 1.024 GB.

 
 

Petabyte

PB

= 2 50 bytes = 1.024 TB.

 
 

Exabyte

EB

= 2 60 bytes = 1.024 PB.

 

NOTA

 

1B (Byte) equivale a 8b (bits).

 

Então: 1KB/s é igual a 8Kbps ou ainda: 3MB/s é a mesma coisa que 24Mbps.

Para converter algo dado em Bytes para bits, basta multiplicar o valor dado por 8 (oito). Para converter de bits para Bytes, divida o valor dado por 8 (oito).

A seguir destacamos alguns exemplos de como são utilizadas as unidades de medida acima relacionadas.

Componente

 

Unidade

Característica

Exemplos

 
    KiloBits por Velocidade de transmissão e recepção de dados por intermédio do Modem (Internet)
 

KiloBits por

Velocidade de transmissão e recepção de dados por intermédio do Modem (Internet)

56 Kbps

Fax/Modem

Segundo

 

Disquete 3,5

 

MegaBytes

Capacidade de armazenamento de informação

1,44 MB

(disco flexível)

(disco flexível)

Memória RAM

Memória RAM

MegaBytes

 

512

MB

CD-R

CD-R   MegaBytes Capacidade de armazenamento de informação 700 MB
 

MegaBytes

Capacidade de armazenamento de informação

700

MB

HD (disco rígido)

 

GigaBytes

500

GB

     
     

HD Externo

HD Externo
 

TeraBytes

1 TB

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Vamos então ao estudo de cada parte dessa estrutura do hardware em maiores detalhes!

Placa-Mãe (Motherboard)

É a principal placa de circuitos integrados de um computador, pois é por meio dela que o processador (CPU) se comunica com os periféricos do computador, a memória, barramentos, circuitos de apoio e outros dispositivos.

barramentos, circuitos de apoio e outros dispositivos. O chipset é uma espécie de controlador de tráfego

O chipset é uma espécie de controlador de tráfego da placa-mãe, por ele passam todos os dados e instruções e é por meio dele que todos os barramentos conseguem se interconectar.

O slot é um conector acoplado à placa-mãe de um microcomputador, disponível para instalação de dispositivos, tais como: placas de memória, placas de periféricos, etc.

Recurso on-board: integrado aos circuitos da própria placa-mãe como, por exemplo, som, vídeo, ou rede.

Recurso off-board: não está integrado aos circuitos da placa-mãe, sendo necessário conectá-lo pelo seu meio de encaixe próprio (slot). Exemplo: placa de som, vídeo, rede ou fax-modem.

Memória

Nome genérico dado a todo componente no computador que permite o armazenamento de informações, como os disquetes, os CDs, os DVDs, os discos rígidos, etc. Há memórias que armazenam dados “para sempre” e outras, por sua vez, que armazenam dados apenas por alguns segundos.

Rumo ao detalhamento das memórias!

Registradores

Registradores são dispositivos de armazenamento temporário, extremamente rápidos, com capacidade para apenas um dado (uma palavra). Devido a sua tecnologia de construção e por estar localizado como parte da própria pastilha ("chip") da CPU, é muito caro. Caiu em prova!!

Memória de acesso aleatório (RAM - Random Access Memory)

Armazena mais informações do que os registradores e está mais distante da CPU, mas guarda menos que o armazenamento secundário e está muito mais perto da CPU do que o armazenamento secundário.

Quando você inicia a maioria dos softwares no computador, o programa inteiro é transferido do armazenamento secundário para a RAM. Durante a

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utilização do programa, pequenas partes de instruções e de dados são enviadas para os registradores e, em seguida, para a CPU. Mais uma vez, manter os dados e as instruções o mais próximo possível da CPU é fundamental para a velocidade do computador, assim como o fato de que a RAM é um tipo de chip microprocessador. O chip é muito mais veloz (e mais caro) do que os dispositivos de armazenamento secundário.

A RAM é temporária e volátil; ou seja, os chips da RAM perdem seu conteúdo se a corrente falhar ou se for desativada (como em um blecaute ou ruído elétrico provocado pela iluminação ou por máquinas posicionadas nos arredores. Importante!

A memória RAM divide-se em:

a)DRAM (Dynamic RAM - Memória RAM Dinâmica):

o

o

o

o

o

É a que mais usamos em nosso computador.

o o o o o É a que mais usamos em nosso computador. Geralmente, nossa memória

Geralmente, nossa memória principal dos computadores é DRAM.

Vendida em formato de pequenas placas (“pentes” ou “módulos”) que se encaixam diretamente na placa-mãe.

Mais barata e lenta quando comparada à SRAM.

Necessita ter seus dados reforçados de tempos em tempos para que não perca os dados, ou seja, necessita de refresh (precisa ser constantemente reenergizada).

b)SRAM (Static RAM - Memória RAM Estática)

o

Tem baixo consumo de energia e é muito mais rápida que a DRAM, além de não necessitar de recarga (refresh).

o

Utilizada na memória cache do computador.

Os chips da memória DRAM oferecem as maiores capacidades e os menores preços por bit, mas são relativamente lentos.

A SRAM é mais cara que a DRAM mas tem um nível superior de desempenho, o que a toma a opção preferida para as aplicações que exigem mais desempenho, incluindo os caches externos L2 e L3 que agilizam o desempenho do microprocessador.

c)VRAM (Vídeo RAM)

o

Feita exclusivamente para placas de vídeo.

o

Pode ser acessada simultaneamente por dois componentes distintos no computador (ex.: O processador envia dados para ela enquanto ela envia dados para o monitor de vídeo).

Memória cache

É um tipo de memória de alta velocidade que um processador pode acessar mais rapidamente do que a memória principal (RAM). A memória cache é

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um local mais perto da CPU, em que o computador pode armazenar temporariamente os blocos de instruções mais usados.

Os blocos menos utilizados permanecem na RAM até serem transferidos para a cache; os blocos raramente usados são mantidos no armazenamento secundário.

A memória cache é mais veloz do que a RAM porque as instruções percorrem uma distância menor até a CPU.

Atualmente, a memória cachê encontra-se disponível em níveis:

Tipo de Cache

 

Observações

 

cache L1 – Nível 1 (cache primária: é a mais próxima do núcleo da CPU e a mais rápida!)

L1 e L2 estão armazenadas dentro do processador =>trabalham na mesma frequência do processador.

cache L2 – Nível 2

 

(cache secundária)

cache L3 – Nível 3

A

L3

está

localizada

na

placa-mãe

(cache terciária)

do computador => não trabalha na mesma frequência do processador.

Quando a CPU precisa de uma informação, ela tenta encontrá-la primeiramente na memória cache. Temos, assim, o seguinte: inicialmente, o processador consulta a cache L1, se não encontra o que procurava, consulta a cache L2. Caso não encontre o dado necessário em nenhum nível da memória cache, então o processador consulta a memória RAM.

Desse funcionamento, podemos concluir que o aumento da capacidade da memória cache de um computador resulta em uma melhora em sua performance! A cache é muito mais rápida do que a RAM!

Há dois termos ligados à cache que são importantes:

Cache hit: quando um dado é procurado na cache e está lá!

Cache miss (ou cache fault): quando um dado procurado não está na cache, e a CPU se vê obrigada a procurá-lo na RAM.

Memória Virtual

Consiste numa “parte do disco rígido” (HD), utilizada como uma extensão da memória RAM. Na verdade, a memória virtual é um arquivo conhecido como Arquivo de Troca (Swap File).

A memória virtual é criada por ordem do Sistema Operacional assim que carregado, como uma “prevenção” para o caso da RAM não ser suficiente.

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Assim que o micro passa a utilizar a memória virtual, seu desempenho cai consideravelmente! (é aí que, na maioria das vezes, aparece a “ampulheta”). A memória virtual não foi criada para aumentar a velocidade da RAM, mas para aumentar sua capacidade, já que o HD por ser memória magnética, é mais lento que a RAM.

Memória somente-leitura (ROM - Read-Only Memory)

É um local (um tipo de chip) em que determinadas instruções críticas estão protegidas.

A memória ROM é não volátil e preserva essas instruções quando a força de alimentação para o computador for desligada.

A designação "somente leitura" significa que essas instruções só podem ser lidas pelo computador e não modificadas pelo usuário.

Um exemplo de instruções ROM são aquelas necessárias para iniciar ou "dar boot" no computador, assim que ele for desligado.

A seguir, destacamos um resumo das principais variações da memória ROM:

PROM (Programmable Read-Only Memory)

Memória de leitura programável 1 única vez.

EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory)

Memória de leitura apagável (por meio de exposição à luz ultravioleta) e programável.

Read-Only Memory ) Memória de leitura apagável (por meio de exposição à luz ultravioleta) e programável.

EEPROM (Electrically- Erasable Programmable Read-Only Memory-ROM eletricamente apagável e programável)

Memórias que podem ser apagadas e reescritas eletricamente.

FEPROM (Memória Flash)

Parecida com a EEPROM, mas que consome menos energia elétrica e não necessita do aumento de tensão para ser apagada/gravada. Muito usada em cartões de memória de máquinas fotográficas digitais. Possuímos diversos representantes para a memória FLASH:

-pendrive (memória Flash com conector USB integrado), já atinge algo como 8 GB, 16GB, 32 GB, 64 GB, dentre outros.

integrado), já atinge algo como 8 GB, 16GB, 32 GB, 64 GB, dentre outros. -os cartões

-os cartões de memória, que também são tipos

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de memória Flash, existem em diversos formatos, principalmente em função de fatores de marca e mercado. Os mais comuns são:

*Compact Flash – o maior da turma:

 
 
   
 

*Secure

Digital

(SD),

MiniSD

e

MicroSD/TransFlash

muito

populares

em

máquinas fotográficas digitais menores e PDAs:

 
   
 

*MMC e MMC mobile – relativamente compatíveis com o SD:

 
 
 
 

*Memory Stick, dentre outros.

 
 
   
 

Memória de Armazenamento Secundário

Projetada para armazenar volumes maiores de dados por períodos de tempo prolongados. Esse tipo de armazenamento pode ter capacidade de vários terabytes ou mais e apenas pequenas partes desses dados são colocadas no armazenamento primário, em determinado momento. O armazenamento secundário:

É não-volátil.

É necessário mais tempo para recuperar dados do armazenamento secundário do que da RAM devido à natureza eletromecânica dos dispositivos de armazenamento secundário.

É muito mais econômico do que o armazenamento primário.

As tendências gerais no armazenamento secundário estão mais voltadas para os métodos de acesso direto, mais capacidade com custo mais baixo e mais portabilidade.

Dentre os dispositivos utilizados para armazenamento de dados merecem destaque: disco flexível (disquete), disco rígido (HD ou Winchester), dentre outros.

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Lembre-se de que o processador
é o elemento que controla TODO
o computador.

Processadores

Desde a chegada da geração dos Circuitos Integrados, a Unidade Central de Processamento dos computadores passou a agregar outros componentes do

sistema, como o clock – dispositivo que dá ritmo aos trabalhos da UCP, a UC,

ULA e até mesmo uma parte da memória conhecida por cache. A esses novos circuitos dá-se o nome de processador.

a

O processador é programado para procurar e executar o BIOS sempre que o micro é ligado, processando-o da mesma forma que outro software qualquer.

O BIOS (Basic Input Output System – Sistema Básico de Entrada e Saída) é um SOFTWARE, gravado em um chip de memória ROM (que fica espetado na placa-mãe do computador). Trata-se de um sistema responsável por iniciar os trabalhos de um computador. Ele checa, por exemplo, o estado das memórias e verifica a presença de dispositivos de E/S, em seguida, faz a carga do sistema operacional no disco (rígido ou flexível), entregando o controle ao sistema operacional.

Caiu em prova!

O BIOS de um computador contém informações que foram gravadas de forma permanente pelo fabricante e que não podem ser alteradas pelo usuário.

Quando um computador é ligado, por meio do BIOS é iniciado o seu funcionamento; são checados os periféricos que estão ligados ao computador, tais como o disco rígido e o teclado; bem como é permitida a comunicação entre o microprocessador e outras partes do computador, como o monitor, o teclado e a impressora.

O BIOS inclui também o SETUP (pode ser citado como CMOS Setup ou BIOS

Setup). O setup é um programa que fica armazenado na memória ROM do computador, juntamente com o BIOS, e permite a configuração dos principais

componentes da placa-mãe do computador, como velocidade do processador, detecção de discos rígidos, desativação de portas USB, etc.

Para acessar o setup, pressionamos a tecla DEL antes que o sistema operacional tome o controle do micro. Geralmente visualizamos uma mensagem como: “Press DEL to enter Setup”. Quando fazemos isso, o programa é aberto para que façamos as configurações desejadas. O Setup então salva as alterações no CMOS (O CMOS guarda as configurações que o BIOS utiliza quando ligamos o computador).

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Figura. Interface de configuração do Setup CMOS

Figura. Interface de configuração do Setup

CMOS (Complementary Metal-Oxide-Semiconductor) é uma MEMÓRIA volátil que serve para armazenar as configurações do setup. Como elas representam um pequeno volume de informações, tem uma pequena capacidade de armazenamento. Toda placa-mãe inclui uma bateria (de lítio), que mantém as configurações da CMOS quando o micro é desligado!

BOOT é um termo utilizado para designar o processo de iniciação do computador que carrega o sistema operacional quando a máquina é ligada.

POST (Power On Self Test) é uma sequência de testes ao hardware de um computador, realizada pelo BIOS, responsável por verificar preliminarmente se o sistema se encontra em estado operacional.

Caso seja detectado algum problema durante o POST o BIOS emite uma certa sequência de bips sonoros.

Principais Processadores

Existem inúmeros processadores no mercado, a seguir destacamos alguns exemplos, fabricados pela Intel, que são bastante populares:

Celeron: desde o primeiro Pentium, esse é um processador alternativo para quem não precisa de todo o poder computacional do Pentium “completo”, aqui sempre tem um recurso não implementado para justificar um preço mais baixo para o consumidor, sem prejuízo de acesso a tecnologia mais recente. Um dos mais recentes processadores Celeron é o Core2-Duo que é alternativo ao Pentium IV Dual Core;

Xeon: pronuncia-se zíon, é uma família especial de Pentiums voltada para os servidores de rede. São processadores que contam com toda a tecnologia disponível no Pentium mais atual e são preparados especialmente para servidores de rede;

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Centrino: processadores específicos para dispositivos portáteis e móveis, como notebooks e outros. Contam com recursos especiais de gerenciamento de energia e acesso a redes sem fio.

de gerenciamento de energia e acesso a redes sem fio. • Ganhando mercado, temos os processadores

Ganhando mercado, temos os processadores chamados core, seja dual, duo ou quad, essa denominação refere-se na verdade ao núcleo (core) do processador. Nos modelos dual ou duo, esse núcleo é duplicado, o que proporciona uma execução de duas instruções efetivamente ao mesmo tempo, embora isto não aconteça o tempo todo. Basta uma instrução precisar de um dado gerado por sua “concorrente” que a execução paralela torna-se inviável, tendo uma instrução que esperar pelo término da outra. Os modelos Quad Core possuem o núcleo quadruplicado.

Nota:

UM NÚCLEO – SINGLE CORE

 

um processador que contém um núcleo, ou seja, uma CPU.

É

DOIS

NÚCLEOS

DUAL

CORE

-

um processador que contém dois núcleos.

É

MULTICORE

 

QUATRO NÚCLEOS – QUAD CORE

 

É

um

processador

que

contém

 

quatro núcleos.

 

A figura seguinte ilustra alguns dos processadores fabricados pela INTEL,

produto.

empresa

que

foi

pioneira

nesse

tipo

de

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Existem concorrentes: NEC, Cyrix e AMD; sendo
a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Existem concorrentes: NEC, Cyrix e AMD; sendo

Existem concorrentes: NEC, Cyrix e AMD; sendo que atualmente essa última marca mantém-se fazendo frente aos lançamentos da INTEL no mercado. Desde o lançamento da linha Pentium da Intel, a AMD foi obrigada a criar também novas denominações para seus processadores, sendo lançados modelos como K5, K6-2, K7, Duron (fazendo concorrência direta à ideia do Celeron) e os mais recentes como: Athlon, Turion, Opteron, Phenom, dentre outros.

Caiu em prova!

As principais funções da UCP são controlar e executar as operações de processamento dos dados, tendo um papel importante no desempenho do sistema computacional e executando as instruções que estão na memória principal.

Marque CERTO para esta afirmação, pois a UCP ou CPU tem como funções principais controlar e executar as operações de processamento de dados. A CPU exerce o controle do computador, sendo responsável pela busca das instruções (na memória), pela sua decodificação (ou interpretação) e execução. A busca e a decodificação das instruções são realizadas pela Unidade de Controle, enquanto que a execução fica ao encargo da Unidade de Execução. A unidade de execução, por sua vez, é composta pela Unidade de Lógica e Aritmética e por um conjunto de Registradores de uso genérico.

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Processadores CISC x RISC

Existem duas correntes, ou filosofias, na construção de processadores. Uma delas baseia-se em um processador com um conjunto de instruções complexas (CISC) e outra em processador com um conjunto de instruções simples (RISC).

Mas qual a diferença entre as duas tecnologias?

Os processadores CISC (Complex Instruction Set Computer) baseiam-se na utilização de instruções mais complexas, enquanto que um processador RISC (Reduced Instruction Set Computer) baseia-se na utilização de instruções mais simples.

Por conter instruções mais complexas, os processadores CISC poupam trabalho dos programadores, que podem escrever programas menores para fazer a mesma tarefa. Entretanto, instruções mais complexas são mais lentas, pois podem necessitar de vários ciclos do processador para serem executadas.

Os processadores modernos, na realidade, utilizam as duas filosofias em sua construção, quer dizer, são híbridos. Tanto os processadores RISC utilizam alguma quantidade de instruções complexas, como os processadores CISC fazem uso de instruções simples.

Exemplos de processadores CISC são Pentium e Celeron da Intel e Atlhon e Semprom da AMD. Exemplos de RISC são PowerPC, da IBM/Motorola e Sparc da Sun Microsystems.

Estabilizador

Um dispositivo que protege equipamentos contra oscilações de energia.

que protege equipamentos contra oscilações de energia. No-Break Um dispositivo capaz de MANTER o fornecimento de

No-Break

Um dispositivo capaz de MANTER o fornecimento de energia por um certo período, em caso de queda da rede elétrica.

por um certo período, em caso de queda da rede elétrica. Periféricos Utilizados para introduzir ou

Periféricos

Utilizados para introduzir ou extrair informações no computador. Quem coordena, em termos de software, o funcionamento dos dispositivos de Entrada/Saída (E/S) é o Sistema Operacional.

A seguir destacamos as principais categorias de periféricos:

Periféricos de Entrada

Utilizados para introduzir no computador a informação que vai ser objeto de tratamento.

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Exemplos:

◦ teclado,

◦ mesa digitalizadora (é uma placa que é sensibilizada por uma caneta especial, utilizada para trabalhos gráficos, como aplicações de arquitetura e ilustrações),

◦ microfones,

drives de CD-ROM (somente leitura),

◦ câmeras digitais e web cams,

◦ mouse, nesse caso, podem ter os seguintes tipos de conectores:

Mouse

Mouse PS/2 (intermediário

Mouse USB, que é o padrão atualmente

Mouse wireless, usando

serial

(antigo)

entre serial e USB)

infravermelho ou bluetooth

Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB
Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB
Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB
Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB
Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB
Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB
Mouse wireless, usando serial (antigo) entre serial e USB) infravermelho ou bluetooth Porta PS2 Porta USB

Porta PS2

Porta USB

touchpad (uma superfície sensível ao toque que substitui o mouse nos notebooks),

trackball (uma espécie de mouse, no qual movemos o ponteiro movimentando uma esfera com os dedos),

Mesa Trackball digitalizadadora
Mesa Trackball digitalizadadora

Mesa

Trackball

digitalizadadora

◦ leitor de código de barras,etc.

digitalizadadora ◦ leitor de código de barras,etc. À esquerda, touchpad. À direita, leitor de código de
digitalizadadora ◦ leitor de código de barras,etc. À esquerda, touchpad. À direita, leitor de código de

À esquerda, touchpad. À direita, leitor de código de barras

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Periféricos de Saída

Convertem as informações internamente armazenadas no computador e as transforma em informações úteis ao mundo exterior.

Exemplos:

impressora,

monitores ou displays simples (não sensíveis a toque),

◦ caixas de som,

◦ fones de ouvido,

◦ projetores,

plotter ou lutter é uma impressora destinada a imprimir desenhos em grandes dimensões, com elevada qualidade e rigor, como por exemplo plantas arquitetônicas, mapas cartográficos, projectos de engenharia e grafismo, etc.

cartográficos, projectos de engenharia e grafismo, etc. Periféricos de Entrada e Saída Permitem que o usuário

Periféricos de Entrada e Saída

Permitem que o usuário “fale” com o computador e vice-versa, ou seja, conseguem enviar e receber informações, como em “mão dupla”.

São eles:

memórias RAM,

discos rígidos,

touch screen: tela com monitor sensível ao toque,

◦ unidades de disquete (também conhecida como disco flexível de 3 e ½ polegadas, que armazena até 1,44 MB (atenção ao M!). Uma observação: o drive que lê e grava dados em disquetes muitas vezes aparece apenas com a sigla FDD, de Floppy Drive Disk,

◦ unidades de fita magnética,

◦ leitores/gravadores de CD-R/RW ou DVD-R/RW,

◦ pendrive,

◦ cartões de memória,

impressoras multifuncionais, que integram ainda digitalizador (ou scanner), copiadora e fax em um mesmo equipamento, etc.

Periféricos de Armazenamento

Também conhecidos como memória secundária, memória de massa ou memória auxiliar são responsáveis pelo controle de acesso e gravação de dados em meios de armazenamento. A forma de armazenamento define como os dispositivos efetuam a leitura ou

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gravação dos dados. Tipos:

Magnético: utiliza princípios eletromagnéticos para gravar os dados. Exs.: HD (disco rígido), disquete.

Óptico: utiliza um laser para queimar (gravar) ou ler a mídia. Ex.: CD, DVD.

Elétrico: usa variação de tensão elétrica para armazenar o dado. Ex.:

Pendrive.

Dentre os periféricos (dispositivos) utilizados para armazenamento de dados merecem destaque:

disco flexível (disquete),

disco rígido (HD ou Winchester),

fita magnética,

disco Zip-Drive, pendrive,

discos de estado sólido (utilizam memória flash, a mesma dos pendrives, serão os substitutos dos HDs especialmente nos laptops!),

CD-R, CD-RW,

DVD-R, DVD-RW,

Os DVDs possuem vários tipos de mídias, as mais comuns são:

DVD-ROM

É

o tipo mais comum, pois é usado, por exemplo, para

armazenar filmes. Assim como um CD de programa ou de música, já vem com seu conteúdo gravado de fábrica. Não é possível apagar ou regravar dados nesse tipo de DVD.

DVD-R

O

DVD-R é equivalente ao CD-R, só que com 4,7 GB de

capacidade. Nesse disco os dados podem ser gravados uma única vez e, após isso, não podem ser apagados. Esse tipo de

mídia é um dos que têm maior aceitação nos mais diversos aparelhos. É a melhor opção para a gravação de filmes, pois é aceito por praticamente todos os DVD players, com exceção

de

alguns dos primeiros modelos.

DVD+R

O DVD+R é, como o DVD-R, um disco de 4,7 GB que pode ser usado para gravar filmes e assistir a eles em DVD players comerciais. Apesar de terem a mesma função e a mesma capacidade, um disco DVD+R só pode ser gravado em gravadores DVD+R, enquanto discos DVD-R só podem ser gravados em gravadores DVD-R.

Existem no mercado gravadores que conseguem gravar os dois tipos de mídia, chamados gravadores DVD±R.

Na prática, a diferença da mídia DVD-R para a DVD+R é o desempenho: discos DVD+R são lidos mais rapidamente do que discos DVD-R. Essa diferença só é sentida se você usar o disco DVD para gravar arquivos comuns, isto é, usar como

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uma mídia de backup, já que para assistir a filmes o desempenho é o mesmo.

DVD-RW

É a versão do DVD-R que permite ser regravado. Para usar este tipo de mídia você precisará comprar um gravador DVD- RW. Os gravadores DVD-RW normalmente gravam também mídias DVD-R, CD-R e CD-RW. Da mesma forma que ocorre com o DVD-R, os discos DVD-RW podem ser tocados em DVD players comerciais mais novos sem problemas. Contudo, aparelhos comerciais mais antigos podem não reconhecer a mídia, recusando-se a tocar o disco. Para tocar um disco DVD- RW, players comerciais necessitam que o disco esteja finalizado. Após o disco estar finalizado, você só pode gravar novos dados nele reformatando-o, o que faz com que todos os dados gravados sejam perdidos.

DVD+RW

Esse formato tem quase as mesmas características do seu rival DVD-RW, inclusive na capacidade de armazenamento, cujo padrão também é de 4,7 GB. No DVD+RW também é necessário fechar a mídia para a execução de filmes em DVD players. Na prática, sua diferença em relação ao DVD-RW está na velocidade de gravação ligeiramente maior e na possibilidade de uso de tecnologias como "lossless linking" e "Mount Rainier", que permitem, respectivamente, interromper uma gravação sem causar erros e alterar dados de apenas um setor sem necessidade de formatar o disco.

DVD-RAM

Esse é um tipo de DVD gravável e regravável. Sua principal vantagem em relação aos outros padrões é sua vida útil: um DVD-RAM suporta mais de 100 mil gravações, sendo muito útil para backups (cópias de segurança) periódicos. Além disso, esse tipo de DVD geralmente pode ser usado sem um programa de gravação, como se fosse um HD.

A seguir, temos um comparativo das capacidades por padrão de DVD:

Padrão

Capacidade

N o de camadas

N o de lados

DVD 5

4.7

GB

1

1

DVD 10

9.4 GB

1

2

DVD 9

8.5 GB

2

1

DVD 18

17 GB

2

2

Relembrando, DVDs possuem dois padrões distintos de gravação, o DVD- e o DVD+. Não existe nenhuma diferença significativa entre eles, mas é bom saber que um DVD- só pode ser gravado/lido em uma gravadora/leitora compatível.

O mesmo raciocínio é válido para o DVD+.

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As gravadoras modernas, bem como os aparelhos domésticos de DVD, podem manipular os dois formatos, tornando essas diferenças transparentes para o usuário.

Preste atenção nas unidades de medida de bytes dos CDs e dos DVDs! Nestes, o armazenamento é da ordem de BILHÕES de bytes (GB), naqueles, é da ordem de MILHÕES de bytes (MB).

Blu-ray, também conhecido como BD (de Blu-ray Disc) é um formato de disco óptico da nova geração de 12 cm de diâmetro (igual ao CD e ao DVD) para vídeo de alta definição e armazenamento de dados de alta densidade. O disco Blu-Ray faz uso de um laser de cor azul-violeta, permitindo gravar mais informação num disco do mesmo tamanho usado por tecnologias.

Os formatos de disco Blu-ray são:

BD-ROM (disco apenas de leitura), BD-R (disco gravável), BD-RE (disco regravável).

O blu-ray possui uma capacidade variando de 25 GB a 100 GB.

Capacidade

N° de

N° de lados

camadas

25

GB

1

1

50

GB

2

1

50

GB

1

2

100 GB

2

2

Tecnologias de Monitores

CRT (Tubo de Raios Catódicos): vida útil longa; baixo custo de fabricação; grande profundidade; consumo elevado de energia; emissão de radiação.

LCD (Tela de Cristal Líquido): baixo consumo de energia; dimensões reduzidas em sua profundidade; não emissão de radiações nocivas; custo alto para o consumidor final.

LED (Diodo Emissor de Luz): menor consumo de energia; maior nitidez e contraste.

Barramento de Dados x Endereços x Controle

O barramento local é formado por um barramento de dados, um de endereços e um de controle. Vamos à descrição de cada um deles:

Barramento de dados: é a parte do barramento de sistema responsável por transferir dados e instruções pertencentes aos programas que estão sendo executados no computador naquele instante (muita atenção aqui!).

Barramento de endereços: transfere os endereços das posições de memória que serão acessadas pela CPU.

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Barramento de controle: por ele são transferidos os sinais de controle que a CPU envia para os demais componentes do micro ou vice-versa.

Ponto bom para lembrar: os computadores não possuem barramentos de instruções (não, pelo menos, um exclusivamente para instruções). Os processadores possuem um único barramento para dados e instruções, que é o barramento de dados.

Portas de Comunicação

São os locais pelo qual o computador se comunica com os seus periféricos externos e, nos micros mais modernos, estão integradas à placa mãe.

Porta serial: os bits que compõem cada caracter são transmitidos um de cada vez. Geralmente na porta serial conectamos o mouse, porém existem outros dispositivos que poder ser conectados a ela, tais como fax/modem externo, plotter, impressora serial, etc., e outras aplicações, como a conexão micro-a-micro. Antigamente, o padrão mais comum para comunicação serial era o RS232. Uma porta serial pode ter de 9 a 25 pinos.

era o RS232. Uma porta serial pode ter de 9 a 25 pinos. • Porta paralela:

Porta paralela: é uma interface utilizada, praticamente, para impressora. O tipo de conector mais conhecido para comunicações em paralelo é o DB25.

mais conhecido para comunicações em paralelo é o DB25. • USB (é a sigla de Universal

USB (é a sigla de Universal Serial Bus):

o

Trata-se de uma tecnologia que tornou mais simples e fácil a conexão de diversos tipos de aparelhos.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB o Permite que sejam conectados até 127

o

Permite que sejam conectados até 127 dispositivos periféricos em uma única porta.

o

Possibilita que o dispositivo conectado seja alimentado pelo cabo de dados, dispensando a necessidade de ter um outro cabo (de energia) para ligar o aparelho à tomada.

o

É um barramento Hot Plug and Play, em virtude da eliminação da necessidade de desligar e reiniciar o computador quando um novo periférico é adicionado.

o

Existem três versões USB atualmente:

USB 1.1 = possui uma taxa máxima de transferência de 12 Mbps (aproximadamente 1,5 MB/s) ou 1,5 Mbps (aproximadamente 192 KB/s), dependendo do periférico.

USB 2.0

=

tem como

grande

atrativo uma alta

taxa de

transferência: 400 Mbps (o que dá aproximadamente 50 MB/s). Existe uma nova vertente, conhecida como HIGH-

SPEED, possibilitando transferência a 480Mbps (60 MB/s).

USB 3.0 = com suas especificações finais anunciadas em novembro de 2008. Tem como principal característica a capacidade de oferecer taxas de transferência de dados de até 4800 Mbps (10 x mais rápido que a USB 2.0).

dados de até 4800 Mbps (10 x mais rápido que a USB 2.0). Fonte: Wikipedia É

Fonte: Wikipedia

É perfeitamente possível conectar em cada uma das portas USB, simultaneamente, até 127 dispositivos diferentes, utilizando-se dispositivos, como, por exemplo, HUB USB.

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Outros barramentos cobrados em provas:

 

ISA

É antigo e atualmente sem uso. Taxa:

 
 

16 MB/s, largura de 16 bits. Após a criação do PCI,

o

barramento ISA foi reformulado para se

compatibilizar ao plug and play. Portanto, o barramento ISA original não era compatível com plug and play.

 

PCI

(Peripheral

Desenvolvido pela Intel, é substituto do ISA, e pode ser utilizado para conectar placas de expansão, como por exemplo: modem, rede, som, controladoras SCSI, sintonizadoras de TV, digitalizadores de vídeo.

Component Interconnect)

o

Podem ter largura de 32 ou 64 bits, frequência de 33 ou 66MHz, com consequente taxa de transferência de 133, 266 ou 533 MB/s.

 

o

O PCI típico é o de 32 bits e 33 MHZ, com taxa de 133MB/s.

o

É plug and play.

Slots PCI

Slots PCI

 

AGP

 

Lançado em 1997 pela Intel, é utilizado para placas de vídeo (SOMENTE). Obs.: Atualmente, tanto o PCI quanto o AGP estão sendo substituídos pelo PCI Express, cuja velocidade vai de 1x até 32x (sendo que atualmente só existe disponível até 16x). Mesmo a versão 1x consegue ser duas vezes mais rápido que o PCI tradicional.

(Accelerated Graphics Port

 

IDE

 

Usado para conectar

as

unidades

de

Os termos IDE (Integrated Drive

armazenamento internas (HD, drive de CD, gravadores de CD, drives de DVD, zip drive, etc.) à placa-mãe do computador.

Electronics) e

ATA
ATA

(Advanced Technology Attachment) são sinônimos (também hoje é comum os textos técnicos se referirem ao IDE como PATA (Parallel Ata – Ata Paralelo)).

O barramento IDE tem largura de 32 bits, e não necessita de placas controladoras separadas para

 

ser

ligado à placa-mãe.

SCSI (Small Computer System Interface)

Extremamente veloz (e claro, de alto custo!) utilizado principalmente em servidores para conectar dispositivos como scanners, discos,

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impressoras, unidades de

fita. Usa-se geralmente

uma placa controladora separada para se ter SCSI. Há padrões SCSI com taxas de transferência de até 320 MB/s.

Plug-in Importante!

Plug-in é um software que adiciona recursos computacionais a um cliente ou browser da WWW. A maioria dos plug-ins está disponível gratuitamente na própria Internet. É necessário, por exemplo, que o usuário instale um plug-in para poder visualizar videoclipes em MPG (ou MPEG).

Tendências de médio e longo prazo

A informática evolui cada vez mais rapidamente e as velocidades de processamento dobram em períodos cada vez mais curtos. O avanço

científico e o

poder de cálculo avançam

de

maneira que não se

encontra paralelo da história humana, barateando os custos e tornando acessíveis os computadores às pessoas de baixa renda.

Crescimento do uso de

virtualização de servidores, com a possibilidade

   

de rodar (emular) vários sistemas em uma mesma máquina sem a necessidade de sair do sistema operacional padrão

 

TI-Verde: uma nova tendência, que vem surgindo junto com a necessidade

cada vez mais crescente de economia de recursos naturais e controle do clima mundial. A ideia é não somente se preocupar com sistemas melhores, mais rápidos e mais baratos, mas também com sistemas com responsabilidade ambiental. Algumas iniciativas “verdes”: uso de documentos eletrônicos, reduzindo despesas de viagem e tele trabalho, etc.

Computação em nuvem ou cloud computing

: é uma representação

abstrata da utilização dos recursos computacionais funcionando em servidores web, ou seja, programas e recursos rodando em servidores dedicados específicos – armazenados nos Data Centers. Toda a administração e monitoração é feita na internet, reduzindo consideravelmente dos custos com TI.

Até 2013, a base instalada combinada de smartphones e telefones equipados com navegadores vai ultrapassar 1,82 bilhão de unidades e, dali em diante, será maior do que a base instalada de PCs.

Incremento da realização de negócios eletrônicos (pregão eletrônico, Ensino a Distância, comércio eletrônico

Conceitos Básicos de Software

A seguir algumas definições para software, retiradas da literatura.

Software é “a parte lógica do sistema de computação que é armazenada eletronicamente. É composto por um ou mais programas que capacitam o hardware a realizar tarefas específicas” (Marçula et al., 2005).

Já Deitel (2005) ressalta que “os computadores processam dados sob o controle de conjuntos de instruções denominados programas de computador. Esses programas orientam o computador por meio de conjuntos ordenados de

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ações especificadas pelos programadores de computador. ( que executam em um computador são chamados de software”.

Conforme visto, o termo software está relacionado aos programas (conjunto de programas ou apenas um programa específico) executados no computador. E um programa corresponde a uma seqüência lógica de ações, que, após serem executadas, apresentam um resultado, que pode ser correto ou não. Um programa é formado por linhas seqüenciais que nem sempre são executadas na ordem em que aparecem, pois pode ocorrer que determinada linha possua um desvio para outro local.

os programas

)

Para que um computador possa desempenhar uma tarefa é necessário que esta seja detalhada passo a passo, numa forma compreensível pela máquina, utilizando aquilo que se chama de programa.

Podemos concluir então que: programa de computador nada mais é que um algoritmo escrito numa forma compreensível pelo computador, ou um conjunto de instruções que o computador reconhece para a realização de uma determinada tarefa.

Classificação de Software

Uma classificação para software é destacada a seguir (BONIFÁCIO, 2006):

Software Aplicativo: programa utilizado na execução de tarefas específicas, voltadas aos usuários. Exemplos:

o

editores de texto (Word 2010, Word 2007, BrOffice.Org Writer, etc.);

o

planilhas eletrônicas (Excel 2007, BrOffice.Org Calc, etc.);

o

programas de gerenciamento de bancos de dados (Microsoft Access, Microsoft Sql Server, Oracle, Sybase, MySql, etc.);

o

tocadores de áudio e vídeo (Windows Media Player, etc.);

o

programas para navegação na Internet, também conhecidos como Browsers (Internet Explorer, Mozilla Firefox, Netscape Navigator, Opera, etc.);

o

programas gráficos (Adobe Photoshop, Corel Draw, etc.);

o

antivírus (McAfee Antivírus, Panda Antivírus, Norton Antivírus, Avira Antivir Personal, AVG, etc.);

o

programas desenvolvidos especificamente para atender a rotinas específicas, tais como: Sistema de Contabilidade, Sistema de requisição de materiais, etc.

Software Básico (ou de sistema)

o Sistemas operacionais: software responsável pelo gerenciamento do hardware e pela interface com o usuário. Estabelece a plataforma sobre a qual os programas são executados. É formado por um conjunto de rotinas (procedimentos) que oferecem serviços aos usuários do sistema e suas aplicações, bem como a outras rotinas do

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próprio sistema. Exemplo de sistemas operacionais: Windows Vista, Windows XP, Windows 7, Windows 2008 Server, Linux, Unix, OS/2.

o

Ferramentas de programação: softwares utilizados para a criação de outros softwares.

As instruções dadas ao computador possuem regras e uma sintaxe própria, como uma linguagem tipo português ou inglês.

Infelizmente, um computador só é capaz de seguir programas que estejam escritos em linguagem de máquina, que normalmente é obscura e desconfortável. A linguagem de máquina é a linguagem natural do computador, definida pelo seu projeto de hardware. As instruções do programa, escritas em linguagem de máquina, consistem em uma série de dígitos binários. Como estão mais próximas da linguagem do computador, são muito complexas para o entendimento humano.

Os seres humanos, entretanto, acham mais conveniente escrever os programas em linguagem de nível mais elevado, como o Pascal por exemplo.

As linguagens de alto nível são linguagens que otimizam o processo de programação por utilizar instruções mais parecidas com a linguagem humana (inglês cotidiano) e notações matemáticas comuns. Exemplo de linguagens de alto nível: C, C++, .NET, Visual Basic, Pascal e Java.

Obs 1 : É interessante notar que, quanto mais próxima da linguagem humana (alto nível) é uma linguagem de programação, mais fácil e produtivo é o processo de desenvolvimento, e mais lento é o processo de tradução das instruções.

Obs 2 : Por outro lado, quanto mais distante da linguagem humana (baixo nível) é uma linguagem de programação, mais rápido é o processo de tradução, e mais lento é o processo de desenvolvimento de programas.

o

Tradutor de linguagens de programação: é um programa que recebe como entrada um programa escrito em uma linguagem de programação (dita linguagem fonte) e produz como resultado as instruções deste programa traduzidas para linguagem de máquina (chamada linguagem objeto).

Os programas escritos em linguagens de baixo ou alto nível precisam ser traduzidos automaticamente para programas equivalentes em linguagem de máquina.

Se a linguagem do programa fonte é uma linguagem de montagem (Assembly), que utiliza abreviações para representar operações elementares, o tradutor é chamado de Montador (Assembler).

Os tradutores que traduzem os programas escritos em linguagem de alto nível são os compiladores e os interpretadores. Portanto, há duas

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maneiras de se traduzir um programa feito em uma linguagem de alto nível para a linguagem de máquina: a compilação e a interpretação.

Compiladores

. Na compilação todo o trabalho de tradução é feito antes de se executar o programa.

Interpretadores

. Na interpretação, os programas de linguagem de alto nível são executados diretamente e traduzidos por um interpretador (em tempo de execução!).

Software Utilitário: relacionado à manutenção do computador e de seus dispositivos, como gerenciadores de memória, desfragmentadores de disco, etc.

A seguir detalhamos a classificação de software que leva em consideração a sua forma de aquisição e distribuição (BONIFÁCIO, 2006). Cabe destacar que os itens dessa classificação não são excludentes entre si, ou seja, podem se combinar.

Software (Código) Fonte Aberto (Open Source): programas que têm seu código fonte aberto. Qualquer um pode baixar o código fonte do programa, estudá-lo ou mesmo aperfeiçoá-lo.

Open Source não é a mesma coisa que de domínio público!! Um programa Open Source continua pertencendo ao seu criador e a quem ajudou no seu desenvolvimento.

Software Livre (Free Software): é um conceito mais amplo que o de Open Source. Software livre é o software disponível com a permissão para qualquer um usá-lo, estudá-lo, copiá-lo e distribuí-lo, seja na sua forma original ou com modificações, gratuitamente ou com custo. Em particular, isso significa que o código fonte deve estar disponível.

Software livre se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:

Importante

(Liberdade nº 0)

A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito.

(Liberdade nº 1)

A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso ao código fonte é um pré- requisito para esta liberdade.

(Liberdade nº 2)

A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa

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ajudar ao seu próximo.

(Liberdade nº 3)

A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade!

É importante não confundir software livre com software grátis!! A liberdade associada ao software livre de copiar, modificar e redistribuir independe de gratuidade. Existem programas que podem ser obtidos gratuitamente mas que não podem ser modificados, nem redistribuídos.

Software de Domínio Público: é software não protegido por copyright (direitos de cópia).

Software Protegido com Copyleft: trata-se de um software livre cujos termos de distribuição não permitem que distribuidores incluam restrições adicionais quando eles redistribuem ou modificam o software. Isso significa que toda cópia do software, mesmo que tenha sido modificada, precisa ser software livre.

A principal função do copyleft não é colocar proibições, esta regra não entra em conflito com as liberdades; na verdade, ela as protege (garante as liberdades nativas do software livre!).

Para proteger um software com copyleft, utilizam-se licenças de copyleft. Um exemplo de licença com essa característica é a GPL que é a licença utilizada pelo Linux, por exemplo.

Software Livre Não Protegido por Copyleft: vem do autor com permissão para redistribuir e modificar, e também para incluir restrições adicionais a ele.

Software Semi-livre: é aquele que não é livre, mas vem com permissão para indivíduos usarem, copiarem, distribuírem e modificarem para fins não lucrativos.

Software Proprietário: é aquele que não é livre ou semi-livre. Seu uso, redistribuição ou modificação é proibido, ou requer que você peça permissão, ou é restrito de tal forma que você não possa efetivamente fazê- lo livremente.

Software Comercial: desenvolvido visando à obtenção de renda por meio do uso do software.

Comercial e proprietário não são termos equivalentes! A maior parte dos softwares comerciais é proprietária, mas existem softwares livres comerciais e softwares não-comerciais e não-livres.

Freeware: termo usado para programas que permitem redistribuição, mas não modificação (O seu código fonte não está disponível)!! Os programas amparados por essa licença oferecem seus executáveis gratuitamente, sem qualquer limitação ou cobrança posterior.

o

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É o popular “software gratuito”, e muitas vezes são utilizados como

estratégia de marketing (o desenvolvedor oferece uma versão gratuita e

outra paga, a qual apresenta mais recursos que a gratuita). Alguns programas trazem banners publicitários que cobrem os custos do desenvolvimento do software, outros são gratuitos apenas para pessoas físicas ou uso não comercial.

Conforme destaca Fauri (2009) nesse caso somente os executáveis estão disponibilizados, e não seu código-fonte. Como exemplo, imagine que a Coca-Cola irá oferecer gratuitamente seu refrigerante aos consumidores, mas mesmo assim ninguém saberá como ela é feita. Isso porque a empresa não liberaria a fórmula do produto. Nesse exemplo, a fórmula da Coca-Cola seria o código-fonte.

Muita atenção!!!!!!!

Observe que não são software livre, portanto não é correto utilizar o termo freeware para referir-se a software livre.

Shareware: são distribuídos gratuitamente, mas com algum tipo de limitação (restrições de tempo de uso ou de limitação de recursos), para serem testados pelos usuários. Se o usuário decidir continuar a usar o software deverá efetuar o pagamento da licença, para liberação de todas as suas funcionalidades. É uma “amostra grátis” para despertar o “desejo” pelo programa e incentivar a compra da versão comercial completa.

A ideia é justamente mostrar ao usuário como o software trabalha, para que

o mesmo adquira a versão completa (mediante pagamento), caso haja

interesse. Baseadas nas limitações, podemos encontrar duas sub-categorias principais (FAURI, 2009):

Trial: os programas oferecem todos os seus recursos, mas por um tempo limitado (geralmente de 15 a 30 dias);

Demo: alguns recursos estão completos, sendo necessário pagar para usufruir dos restantes. Os jogos geralmente são divulgados sob essa licença.

Principais Extensões de Arquivos

Os arquivos possuem extensões. Extensões são códigos, normalmente de três caracteres, “indicativos” do formato do arquivo. São separadas do nome do arquivo por um ponto (.).

A seguir destacamos as extensões dos principais tipos de arquivos em uso no nosso cotidiano. São elas:

.doc

Documento do Microsoft Word.

.docx

Documento do Microsoft Word 2007.

.dot

Arquivo de Modelo do programa Word (usado para criar DOCs a partir dele).

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.xls

Pasta de trabalho do Microsoft Excel.

.xlsx

Pasta de trabalho do Microsoft Excel 2007.

.xlt

Arquivo de Modelo do programa Excel (usado para criar XLSs a partir dele).

.ppt

Arquivo de apresentação de slides do Microsoft Powerpoint.

Podem ser alterados por completo.

A apresentação é aberta no modo Normal

.pptx

Apresentação de slides do Microsoft Powerpoint 2007.

Podem ser alterados por completo.

A apresentação é aberta no modo Normal.

.pps

Apresentação de slides do Microsoft Powerpoint. A apresentação é aberta no modo de Apresentação de slides.

.ppsx

Apresentação de slides do Microsoft Powerpoint 2007. A apresentação é aberta no modo de Apresentação de slides.

.txt

Arquivo de texto puro.

.mdb

Arquivo de banco de dados feito pelo programa Microsoft Access.

.exe

Arquivo executável.

.zip

Arquivo ZIPADO. Seu conteúdo é, na realidade, um ou mais arquivos “prensados” para ocupar um número menor de bytes.

.rar

.rtf

Rich text file.

Documentos de texto que admitem formatação (negrito, itálico, sublinhado, alteração de fonte, etc). Além disso, podem receber tabelas, figuras, marcadores, dentre outros.

É “quase” um documento do Word.

.pdf

Portable document file.

Arquivo do adobe acrobat.

Para criar um arquivo .pdf, precisamos de programas específicos como o Adobe Acrobat (desenvolvido e vendido pela empresa Adobe), ou poderemos fazer uso do BROffice.org.

.dll

Arquivo que complementa as funções de um programa (em vários programas não é suficiente a existência apenas do arquivo EXE). O arquivo DLL é chamado arquivo de biblioteca. Neste tipo de arquivo (que é muito usado pelo sistema operacional Windows), estão armazenadas muitas das funções a serem executadas por um programa. Essas funções são armazenadas aqui para só serem carregadas na memória quando necessário.

 

Extensões de Arquivos de Multimídia

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.bmp

Arquivo de imagem Bitmap criado pelo Paint.

.wmv

Vídeo compactado.

.jpg/

Imagem de bitmap compactada.

.wma

Arquivo de som para guardar música (criado pela Microsoft, para o programa Windows Media Player).

.jpeg

.gif

Imagem de bitmap compactada.

.mp3

Som.

.avi

Arquivos de vídeo (pequenos filmes).

.mp4

Som e vídeo.

.mpg

Arquivos de vídeo em formato compactado (usado em DVDs de filmes).

.wave

Arquivo de som.

.mpeg

Extensões de Arquivos Usados na Internet

.htm

.html

Página da Web.

.asp

Página da web dinâmica: construída para o cliente (usuário que acessa a página) dinamicamente, ou seja, no momento em que ele (o usuário) solicita aquela página.

.php

Página da web dinâmica.

Dado, informação e Conhecimento

Dado

O que é um dado?

É um registro de alguma entidade. Por exemplo, um nome é um dado, uma foto é um dado, 134 é um dado, 5 é um dado, etc.

Eles podem ser armazenados em um computador e processados por ele. O processamento de dados em um computador limita-se exclusivamente a manipulações estruturais dos mesmos, e é feito por meio de programas.

Informação

Conforme destaca Setzer (2001) informação é uma abstração informal (isto é, não pode ser formalizada através de uma teoria lógica ou matemática), que está na mente de alguém, representando algo significativo para essa pessoa. Note-se que isto não é uma definição, é uma caracterização, porque "algo",

"significativo" e "alguém" não estão bem definidos. Por exemplo, a frase "Paris

é uma cidade fascinante" é um exemplo de informação – desde que seja lida

ou ouvida por alguém, desde que "Paris" signifique para essa pessoa a capital da França (supondo-se que o autor da frase queria referir-se a essa cidade) e

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"fascinante" tenha a qualidade usual e intuitiva associada com essa palavra. Se

a representação da informação for feita por meio de dados, como na frase sobre Paris, pode ser armazenada em um computador (Setzer,2001).

Mas, atenção, o que é armazenado na máquina não é a informação, mas a sua representação em forma de dados. Essa representação pode ser transformada pela máquina, como na formatação de um texto, o que seria uma transformação sintática. A máquina não pode mudar o significado a partir deste, já que ele depende de uma pessoa que possui a informação. Obviamente, a máquina pode embaralhar os dados de modo que eles passem a ser ininteligíveis pela pessoa que os recebe, deixando de ser informação para essa pessoa. Além disso, é possível transformar a representação de uma informação de modo que mude de informação para quem a recebe (por exemplo, o computador pode mudar o nome da cidade de Paris para Londres). Houve mudança no significado para o receptor, mas no computador a alteração foi puramente sintática, uma manipulação matemática de dados (Setzer,

2001).

Assim, não é possível processar informação diretamente em um computador. Para isso é necessário reduzi-la a dados. No exemplo, "fascinante" teria que ser quantificado, usando-se por exemplo uma escala de zero a quatro. Mas então isso não seria mais informação.

Por outro lado, dados, desde que inteligíveis, são sempre incorporados por alguém como informação, porque os seres humanos (adultos) buscam constantemente por significação e entendimento. Quando se lê a frase "a temperatura média de Paris em dezembro é de 5 o C" (por hipótese), é feita uma associação imediata com o frio, com o período do ano, com a cidade particular, etc. Note que "significação" não pode ser definida formalmente. Aqui ela será considerada como uma associação mental com um conceito, tal como temperatura, Paris, etc. O mesmo acontece quando se vê um objeto com um certo formato e se diz que ele é "circular", associando – através do pensar – a representação mental do objeto percebido com o conceito "círculo"

(Setzer,2001).

A informação pode ser propriedade interior de uma pessoa ou ser recebida por

ela. No primeiro caso, está em sua esfera mental, podendo originar-se eventualmente em uma percepção interior, como sentir dor. No segundo, pode ou não ser recebida por meio de sua representação simbólica como dados, isto é, sob forma de texto, figuras, som gravado, animação, etc. Como foi dito, a representação em si, por exemplo um texto, consiste exclusivamente de dados. Ao ler um texto, uma pessoa pode absorvê-lo como informação, desde que o compreenda. Pode-se associar a recepção de informação por meio de dados à recepção de uma mensagem. Porém, informação pode também ser recebida sem que seja representada por meio de dados mensagens. Por exemplo, em um dia frio, estando-se em um ambiente aquecido, pondo-se o braço para fora da janela obtém-se uma informação – se está fazendo muito ou pouco frio lá fora. Observe-se que essa informação não é representada exteriormente por símbolos, e não pode ser denominada de mensagem. Por outro lado, pode-se ter uma mensagem que não é expressa por dados, como

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por exemplo um bom berro por meio de um ruído vocal: ele pode conter muita informação, para quem o recebe, mas não contém nenhum dado

(Setzer,2001).

Note-se que, ao exemplificar dados, foi usado "som gravado". Isso se deve ao fato de os sons da natureza conterem muito mais do que se pode gravar: ao ouvi-los existe todo um contexto que desaparece na gravação. O ruído das ondas do mar, por exemplo, vem acompanhado da visão do mar, de seu cheiro, da umidade do ar, da luminosidade, do vento, etc.

Uma distinção fundamental entre dado e informação é que o primeiro é puramente sintático e a segunda contém necessariamente semântica (implícita na palavra "significado" usada em sua caracterização).

A informação é um dado depois de processado, é uma contextualização de

um dado

dia 5 não haverá aula!!”. Nesse caso, o 5 passou a ter sentido (ou passou a ter

Como assim? “5” é um dado, mas e se eu disser o seguinte: “No

“contexto”) e agora é uma informação! Fácil, não é mesmo!

Complementando, informações são conjuntos de dados significativos e úteis a seres humanos em processos como o de tomada de decisões.

Na figura seguinte, dados brutos registrados por um caixa de supermercados podem ser processados e organizados de modo a produzir informações úteis, tal como o total de unidades de detergentes vendidas ou a receita total de vendas do detergente para determinada loja ou território de vendas.

detergente para determinada loja ou território de vendas. Fonte: (O´BRIEN, 2006) Conhecimento E conhecimento ?

Fonte: (O´BRIEN, 2006)

Conhecimento

E conhecimento? Setzer (2001) destaca que o conhecimento pode ser considerado como “uma abstração interior, pessoal, de algo que foi experimentado, vivenciado, por alguém”.

Continuando o exemplo, alguém tem algum conhecimento de Paris somente se a visitou. Nesse sentido, Setzer (20010 destaca que o conhecimento não pode ser descrito; o que se descreve é a informação. Também não depende apenas de uma interpretação pessoal, como a informação, pois requer uma vivência do objeto do conhecimento. Assim, o conhecimento está no âmbito puramente

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subjetivo do homem ou do animal. Parte da diferença entre estes reside no fato de um ser humano poder estar consciente de seu próprio conhecimento, sendo capaz de descrevê-lo parcial e conceitualmente em termos de informação, por exemplo, através da frase "eu visitei Paris, logo eu a conheço" (supondo que o leitor ou o ouvinte compreendam essa frase).

A informação pode ser inserida em um computador por meio de uma representação em forma de dados (se bem que, estando na máquina, deixa de ser informação). Como o conhecimento não é sujeito a representações, não pode ser inserido em um computador. Assim, neste sentido, é absolutamente equivocado falar-se de uma "base de conhecimento" em um computador. O que se tem é, de fato, é uma tradicional "base (ou banco) de dados".

Setzer (2001) destaca que um nenê de alguns meses tem muito conhecimento (por exemplo, reconhece a mãe, sabe que chorando ganha comida, etc.). Mas não se pode dizer que ele tem informações, pois não associa conceitos. Do mesmo modo, nesta conceituação não se pode dizer que um animal tem informação, mas certamente tem muito conhecimento.

Assim, há informação que se relaciona a um conhecimento, como no caso da segunda frase sobre Paris, pronunciada por alguém que conhece essa cidade; mas pode haver informação sem essa relação, por exemplo se a pessoa lê um manual de viagem antes de visitar Paris pela primeira vez. Portanto, a informação pode ser prática ou teórica, respectivamente; o conhecimento é sempre prático.

A informação foi associada à semântica. Conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no "mundo real" do qual se tem uma experiência direta. (De novo, é assumido aqui um entendimento intuitivo do termo "mundo real".) (Setzer,2001).

O que é um Sistema?

Um sistema é um grupo de componentes inter-relacionados que trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo insumos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação. É composto de várias partes que estão, necessariamente, inter-relacionadas para produzir um resultado (finalidade).

Outras características dos sistemas:

um sistema existe e funciona em um ambiente que contém outros sistemas;

um sistema se separa de seu ambiente e de outros sistemas por meio de suas fronteiras de sistema;

vários sistemas podem compartilhar o mesmo ambiente;

um sistema que interage com outros sistemas em seu ambiente é chamado de um sistema aberto.

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O que é um Sistema de Informação?

É um conjunto de componentes inter-relacionados trabalhando juntos para coletar (recuperar), processar, armazenar e distribuir informação com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em empresas e organizações (O’BRIEN, 2006).

Os sistemas de informação desempenham papéis vitais em qualquer tipo de organização. Eles apóiam uma organização no que se refere a:

processos e operações das empresas;

tomada de decisões de seus funcionários e gerentes;

estratégias em busca de vantagem competitiva.

Dentre as principais vantagens de um sistema de informação merecem destaque:

e

Otimização

do

fluxo

de

informação

permitindo

maior

agilidade

organização;

Redução de custos operacionais e administrativos;

Ganho de produtividade;

Maior integridade e veracidade da informação;

Maior estabilidade e segurança no acesso à informação.

Um dos principais desafios dos Sistemas de Informação é assegurar a qualidade e agilidade da informação, imprescindível para as corporações e seus gestores.

Com relação às necessidades dos gestores em relação à informação:

Agilidade => disponível no tempo certo;

Confiabilidade => coesa, correta.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Processo de negócio é um conjunto de

Processo de negócio

é um conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transformam insumos (entradas) em produtos ou serviços (saídas), que têm valor para um grupo específico de clientes.

Insumos: são as entradas de um processo e podem ser materiais, equipamentos e outros bens tangíveis, mas também podem ser informações e conhecimentos (bens intangíveis).

Desenvolver um novo produto, gerar um pedido de compra ou contratar um funcionário são exemplos de processos de negócios, e o modo como as organizações realizam esses processos de negócios pode ser uma fonte de força competitiva.

Sistemas de informação ajudam as organizações a:

Alcançar grandes eficiências pela automatização de partes dos processos.

Repensar e aperfeiçoar processos.

Atividades Básicas de um Sistema de Informação

As atividades básicas que produzem as necessidades de informação da organização são detalhadas a seguir (O’BRIEN, 2006):

Entrada (ou input): envolve a captação/coleta de dados brutos de dentro da organização ou de seu ambiente externo.

A entrada precisa ser criteriosa (dados corretos/completos) para alcançar a saída desejada.

Pode ter vários formatos (ex.: Em um sistema de marketing a entrada poderia ser as respostas dos clientes nas pesquisas; cartões de ponto dos empregados para SI que irá produzir contra-cheques, etc.).

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Pode

uma

mercearia que interpreta códigos de barras e registra preço do

produto).

ser

manual

ou

automatizada

(ex.:

Um

scanner

de

Processamento: ação de converter (transformar) dados brutos em forma significativa (informação). Pode incluir a realização de cálculos, comparações, tomadas de ações alternativas

Saída (ou output): transferência da informação processada para pessoas ou atividades onde será usada.

Várias formas: relatórios impressos, apresentações gráficas, vídeos, sons ou dados a serem enviados a outros Sistemas de Informações.

Freqüentemente, a saída de um sistema pode ser usada como entrada para outros Sistemas de Informações.

Feedback: dados sobre o desempenho de um sistema.

Podem indicar erros/problemas. Ex.: a quantidade de horas trabalhadas por um empregado inserida errada, como 400 em vez de 40 horas, em uma semana.

Importante para gerência/tomada de decisão. Ex.: Saída de um SI pode indicar que os níveis de estoque para alguns itens estão baixos.

Um SI pode ser pró-ativo, fazendo a previsão de eventos futuros para evitar problemas. Pode ser usado para estimar as vendas futuras e pedir mais estoque antes que ocorra uma escassez.

Controle: envolve monitoração e avaliação do feedback e ajustes nos componentes (caso tenha necessidade).

Ex.: Um gerente de vendas exerce controle quando realoca vendedores para novos territórios de vendas depois de avaliar o feedback sobre seu desempenho de vendas.

A figura seguinte mostra as principais atividades necessárias em um sistema de informação para produzirem as informações que precisam para tomar as decisões, controlar operações, analisar problemas e criar novos produtos ou serviços.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Figura - O sistema recebe os dados

Figura - O sistema recebe os dados de um dispositivo de ENTRADA onde é PROCESSADO e em seguida enviado para um dispositivo de SAÍDA.

Integração da Dimensão Tecnológica com a Dimensão Cultural, Política e Organizacional

O estudo dos sistemas de informação trata de questões e percepções

levantadas por disciplinas técnicas e comportamentais, ou seja, são

SISTEMAS SOCIOTÉCNICOS.

Abordagem Técnica

Dá ênfase a modelos matemáticos para estudá-los, assim como à tecnologia física e às capacidades formais desses sistemas. As disciplinas que contribuem para a abordagem técnica são a ciência da computação, a ciência

da

administração e a pesquisa operacional. A ciência da computação preocupa-

se

com o estabelecimento de métodos de computação e de armazenagem e

acesso eficiente aos dados. A ciência da administração enfatiza o desenvolvimento de modelos de tomadas de decisões e práticas de administração. A pesquisa operacional foca técnicas matemáticas para otimização de parâmetros selecionados das organizações, como transporte, controle de estoque e custos de transações.

Abordagem Comportamental

Questões como integração estratégica da empresa, projeto, implementação, utilização e administração não podem ser exploradas convenientemente com os modelos usados na abordagem técnica.

A abordagem comportamental não ignora a tecnologia. Na verdade, a tecnologia dos sistemas de informação quase sempre é o estímulo para um problema ou questão comportamental. Mas, em geral, o foco dessa abordagem não está sobre as soluções técnicas. Pelo contrário, concentra-se nas

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mudanças

comportamento.

em

atitudes, administração e política organizacional AABBOORRDDAAGGEENNSS TTÉÉCCNNIICCAASS CCIIÊÊNNCCIIAA DDAA
atitudes,
administração
e
política
organizacional
AABBOORRDDAAGGEENNSS TTÉÉCCNNIICCAASS
CCIIÊÊNNCCIIAA DDAA
CCOOMMPPUUTTAAÇÇÃÃOO
PPEESSQQUUIISSAA
OOPPEERRAACCIIOONNAALL
CCIIÊÊNNCCIIAA DDAA
AADDMMIINNIISSTTRRAAÇÇÃÃOO
SSII
SSOOCCIIOOLLOOGGIIAA
EECCOONNOOMMIIAA
PPSSIICCOOLLOOGGIIAA
AABBOORRDDAAGGEENNSS
CCOOMMPPOORRTTAAMMEENNTTAAIISS

e

no

Figura – Abordagens contemporâneas dos sistemas de informação

Importante

Os sistemas de informação são mais do que apenas computadores. Para usá-los efetivamente, é necessário entender a organização, a administração e a tecnologia de informação que são as bases de sua configuração. Todos os sistemas de informação podem ser descritos como soluções organizacionais e administrativas para os desafios propostos pelo ambiente.

Interdependência entre organizações e sistemas de informação

Nos sistemas contemporâneos, há interdependência cada vez maior entre estratégias empresarial, regras e processos

Nos sistemas contemporâneos, há interdependência cada vez maior entre estratégias empresarial, regras e processos organizacionais e sistemas de

regras e processos organizacionais e sistemas de informação da organização, como ilustra a próxima

informação da organização, como ilustra a próxima figura. Mudanças na

estratégia, regras e processos exigem cada vez mais mudanças em equipamentos, programas, bancos de dados e telecomunicações. Os sistemas existentes podem funcionar como uma limitação para as organizações. Aquilo que a empresa gostaria de fazer muitas vezes depende do que seus sistemas permitirão que faça.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Figura – Interdependência entre organizações e SI

Figura – Interdependência entre organizações e SI

Componentes de um Sistema de Informação

Hardware: consiste no equipamento do computador e periféricos usados para executar as atividades de entrada, processamento e saída.

Software: consiste nos programas de computador, que permite o processamento de dados no hardware.

Banco de Dados: é uma coleção organizada de dados e informações, guardados de uma maneira organizada para uso posterior.

Rede: um sistema de conectividade que viabiliza o compartilhamento de recursos entre computadores diferentes.

Pessoas: são o elemento mais importante dos SIs. Incluem os profissionais e os usuários finais.

Procedimentos: incluem as estratégias, políticas, métodos e regras usadas pelas pessoas para operar o Sistema.

e regras usadas pelas pessoas para operar o Sistema. Figura. Componentes de um SI Prof a

Figura. Componentes de um SI

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Tecnologia da Informação (TI)

É o conjunto de meios tecnológicos e computacionais que permite a produção e utilização da informação.

As mudanças na TI e o Impacto nas Organizações

A figura seguinte, muito interessante, extraída de TIExames (2009) destaca como se deu a evolução da tecnologia nas organizações:

como se deu a evolução da tecnologia nas organizações: TI como um provedor de serviços  

TI como um provedor de serviços

 

TI como um parceiro estratégico

TI é para aumentar a eficiência.

TI é para o crescimento do negócio.

Orçamentos são baseados em comparações com o mercado.

Como oposto a

Orçamentos são baseados na estratégia do negócio.

TI está separada do negócio.

<->

TI é inseparável do negócio.

TI é vista como um gasto a controlar.

TI é vista como um investimento a gerenciar.

Gerentes de TI são especialistas técnicos

Gerentes de TI ou Chief Information Officer são solucionadores de problemas do negócio.

Fonte: TI Exames (2009), adaptado de Strategies and Models for IT Governance, IGI

Impacto da Tecnologia da Informação nas Organizações

Globalização => o mercado se tornou mais competitivo e exigente cobrando das empresas a obtenção de melhores produtos para satisfazer suas necessidades, aumentando assim a concorrência, em busca dos melhores produtos e melhores preços.

O processo de globalização => origina-se do avanço gerado através da Tecnologia da Informação e das telecomunicações, produzindo um impacto no ambiente das organizações.

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Uso constante da informação => torna cada vez maior a necessidade de empresas se atualizarem, e o conhecimento a peça fundamental para bons resultados.

Os custos com pesquisas e desenvolvimento são altos para empresas que utilizam conhecimento relacionado com alta tecnologia.

A capacidade de adaptação das entidades às mudanças está mais relacionada

com a administração dos recursos intelectuais do que com a coordenação do

esforço físico dos empregados envolvidos com a produção e manuseio dos ativos tangíveis, pois a própria automação, produto do conhecimento humano, dispensa essa tarefa. O recurso que agrega mais ou menos valor ao produto é

o recurso do intelecto do seu quadro de funcionários, resultando daí os ganhos

ou perdas das organizações.

Um assunto bastante cobrado hoje em provas de concursos é o conceito de governança de TI

A Governança de TI é um conjunto de práticas que visam à utilização e gestão da TI alinhada aos objetivos estratégicos e é de responsabilidade da alta administração (incluindo diretores e executivos de negócio e de TI), que deve atuar para garantir que a TI da organização seja capaz de sustentar e estender seus objetivos estratégicos, através do gerenciamento de serviços e produtos de TI de forma dinâmica e competitiva.

No que tange ao alinhamento estratégico entre TI e negócio, tem-se que a estratégia do negócio da empresa orienta a estratégia da TI. Se a administração da empresa não definir um rumo (caminho a seguir) para a organização, consequentemente os departamentos internos (inclui-se aí o de TI) não terão um direcionamento. Portanto, não dá para gerenciar a TI isoladamente, o que torna necessária a integração entre a estratégia de TI com a estratégia do negócio.

Tipos de Sistemas de Informação em Ambiente Empresarial

Existem muitos tipos de sistemas de informação no mundo real. Todos eles utilizam recursos de hardware, software, rede e pessoas para transformar os recursos de dados em produtos de informação.

A seguir listamos as principais classificações.

Sistema de Processamento de Transações (SPT) – também conhecidos como Sistemas de Informação Operacional (Transacional)

o

Sistemas administrativos básicos que atendem ao nível operacional.

o

Registram as transações rotineiras necessárias ao funcionamento da empresa.

o

Comumente encontrados em todas as empresas automatizadas.

o

Objetivo principal: processar dados, isto é, fazer cálculos, armazenar e recuperar dados (consultas simples), ordenar e apresentar de forma simples para os usuários.

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o

Principais

benefícios

proporcionados

por

esse

tipo

de

sistema:

agilização das rotinas e tarefas, incluindo documentação rápida e

eficiente; busca

acelerada

de

informações;

cálculos

rápidos

e

precisos;

confiabilidade;

redução

de

pessoal

e

custos;

melhor

comunicação

(interna

entre

setores

ou

externa

com

clientes

e

fornecedores).

 

o

Exemplos:

Sistemas de cadastro em geral (inclusão, exclusão, alteração e consulta), como de clientes, produtos, fornecedores, etc.

Sistemas de Contabilidade Geral (contas a pagar e a receber, balanços, fluxo de caixa, etc.);

Requisição de materiais, etc.

Sistemas de vendas e distribuição (processamento de pedidos, entregas);

Sistema de folha de pagamento, controle de estoque (PDV);

Sistemas Financeiros (controle saldo, aplicações, etc.).

Sistemas de Informações Gerenciais (SIG)

Eles fornecem aos usuários finais administrativos produtos de informação que apóiam grande parte de suas necessidades de tomada de decisão do dia a dia. Os SIGs fornecem uma diversidade de informações pré-especificadas (relatórios) e exibições em vídeo para a administração que podem ser utilizadas para ajudá-los a tomar tipos estruturados mais eficazes de decisões diárias.

Fornece informações de rotina aos administradores e tomadores de decisão.

Foco: produzir relatórios gerenciais (pagamento a fornecedores, desempenho de vendas, níveis de estoque e outros) com vistas à eficiência operacional (“Fazer as coisas direito”).

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Exemplo de relatório de um SIG •

Exemplo de relatório de um SIG

Focalizam a informação, disponibilizada aos usuários por meio de relatórios ou consultas, que normalmente utilizam banco de dados.

Possibilitam a comparação de resultados para estabelecer as metas da companhia.

Permitem a identificação de áreas com problemas e oportunidades de aprimoramento.

Os produtos de informação fornecidos aos gerentes incluem exibições em vídeo e relatórios que podem ser providos: por solicitação; periodicamente, de acordo com uma tabela pré-determinada e/ou sempre que houver a ocorrência de condições excepcionais.

sempre que houver a ocorrência de condições excepcionais. Subsistemas de Informações Gerenciais: • SIG Financeiro

Subsistemas de Informações Gerenciais:

SIG Financeiro

SIG Industrial

SIG de Marketing

SIG de Recursos Humanos

SIG Contábil, etc.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Exemplo de interação entre SPT e SIG

Exemplo de interação entre SPT e SIG

SAD - Sistemas de Apoio à Decisão (em inglês: DSS - Decision Support Systems)

São sistemas de informação computadorizados que fornecem aos gerentes apoio interativo de informações durante o processo de tomada de decisão.

O SAD concentra-se em fornecer informações de forma interativa para apoiar tipos específicos (não usuais) de decisões por parte de cada gerente.

Oferece suporte à tomada de decisão de problemas específicos, que se alteram com rapidez e que não são facilmente especificados com antecedência.

Exemplos:

-Sistema de Apoio à Decisão para Diagnósticos Médicos.

-Outros exemplos incluem uma financiadora que verifica o crédito de um solicitador de crédito ou de uma firma de engenharia que tem um grande projeto e quer saber se podem ser competitivos com os atuais custos.

Embora os SADs usem informações internas obtidas do SPT (Sistema de Processamento de Transações) e do SIG (Sistema de Informação Gerencial), frequentemente recorrem a informações de fontes externas, tais como o valor corrente das ações ou os preços dos produtos dos concorrentes.

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a . PATRÍCIA LIMA QUINTÃO – FOCO EXCLUSIVO: CESPE/UnB Outras classificações relacionadas a Sistemas de

Outras classificações relacionadas a Sistemas de Informações:

Business Intelligence: sistemas e processos integrados para transformar

os dados coletados em grandes quantidades em informações mais fáceis de

ler pelo nível estratégico da empresa, gerando mais praticidade no estabelecimento de planos de negócios para a instituição. Importante!

Data Warehouse: Bill Inmon destaca que o “Data Warehouse é uma coleção de dados orientados por assuntos, integrados, variáveis com o tempo e não voláteis, para dar suporte ao processo de tomada de decisão.“

Orientado a assunto: organizado conforme diferentes visões de negócio. Ex: Vendas, Compras, etc.

Integrado: a partir de fontes de dados heterogêneas.

Não volátil: os dados são sempre inseridos, nunca excluídos.

Variável com tempo: posições históricas das atividades no tempo.