O cérebro do autista

Muito parecido a um computador, o cérebro conta com um emaranhado de fios para processar e transmitir as informações. Os cientistas descobriram que, em pessoas com autismo, esses fios estão com defeito, o que causa falha de comunicação entre as células do cérebro. No cérebro, as células nervosas transmitem mensagens importantes que controlam as funções do corpo, desde o comportamento social até os movimentos. Estudos de imagens revelaram que as crianças autistas têm muitas fibras nervosas, mas elas não funcionam de maneira suficiente para facilitar a comunicação entre as várias partes do cérebro. Os cientistas acham que todo esse circuito elétrico pode afetar o tamanho do cérebro. Embora as crianças autistas nasçam com cérebros normais ou menores que o normal, elas passam por um período de rápido crescimento entre os 6 e 14 meses, por isso que, por volta dos quatro anos, o cérebro tende a ser grande para sua idade. Os defeitos genéticos nos fatores de crescimento do cérebro podem levar a esse desenvolvimento anormal do cérebro. Os cientistas também descobriram irregularidades nas próprias estruturas do cérebro, como no corpo caloso, que facilita a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro; na amígdala, que afeta o comportamento social e emocional; e no cerebelo, que está envolvido com as atividades motoras, o equilíbrio e a coordenação. Eles acreditam que essas anormalidades ocorrem durante o desenvolvimento pré-natal.

O cérebro de uma criança com autismo apresenta alterações no corpo caloso, amígdala e cerebelo
Além disso, os cientistas perceberam desequilíbrios nos neurotransmissores, substâncias químicas que ajudam as células nervosas a se comunicarem. Dois dos neurotransmissores que parecem ser afetados são a serotonina, que afeta emoção e comportamento, e o glutamato, que tem um papel na atividade dos neurônios. Juntas, essas alterações do cérebro podem ser responsáveis pelos comportamentos do autista. Os cientistas continuam procurando pistas sobre as origens do autismo. Ao estudarem os fatores ambientais e genéticos que podem causar a doença, eles esperam desenvolver testes para identificar o autismo mais cedo, além de novos métodos de tratamento. Vários estudos de pesquisa estão focados na ligação entre os genes e o autismo. O maior deles é o Projeto Genoma do Autismo (Autism Genome Project) da NAAR (National Alliance for Autism Research Aliança Nacional para Pesquisa sobre Autismo). Esse esforço colaborativo, realizado em aproximadamente 50 instituições de pesquisa, em 19 países, está examinando os 30 mil genes que formam o genoma humano em busca dos genes que desencadeiam o autismo. Outros estudos sobre autismo incluem:

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usar modelos de cérebro animal para estudar a forma como os neurotransmissores são defeituosos em crianças com autismo; testar um programa de computador que poderia ajudar as crianças autistas a interpretarem as expressões faciais; examinar imagens do cérebro para descobrir quais áreas estão ativas durante os comportamentos obsessivos e repetitivos do autista; continuar pesquisando a ligação entre timerosal e autismo.

Na próxima página, veremos como o autismo é normalmente identificado nas crianças.

Sintomas do autismo
Nos primeiros meses de vida do bebê, os pais de uma criança autista podem começar a sentir que algo está errado. Podem notar que a criança, que antes parecia normal em todos os sentidos, está agindo de maneira estranha, recusando o contato visual, a apontar os brinquedos ou a falar. Mesmo que os sinais possam aparecer antes dos dois anos, a maioria das crianças não é diagnosticada com autismo até os quatro ou cinco anos de idade, de acordo com o CDC. Parte da razão desse atraso é que os sintomas de autismo podem se parecer muito as de outras doenças, por isso que a avaliação do autismo é um processo de várias etapas que envolve diversos profissionais de saúde. A primeira etapa para diagnosticar o autismo começa com um teste de desenvolvimento administrado pelo pediatra da criança. Se esse teste sugerir uma DEA, a etapa seguinte é juntar uma equipe de especialistas, que pode incluir psicólogo, neurologista, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e possivelmente outros profissionais. Esses profissionais avaliarão a criança para saberem se ela tem problemas genéticos ou neurológicos, assim como habilidades cognitivas e lingüísticas. A avaliação pode incluir observações, entrevistas com os pais, histórico do paciente, avaliações da fala e linguagem e testes psicológicos. Os testes de avaliação de autismo incluem:

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o ADOS-G (Autism Diagnostic Observation Schedule - Programa de Observação Diagnóstica do Autismo): teste de observação usado para identificar comportamentos sociais e de comunicação atrasados; a ADI-R (Autism Diagnosis Interview-Revised - Entrevista para Diagnóstico de Autismo revisada): entrevista que avalia as habilidades sociais e de comunicação da criança; CARS (Childhood Autism Rating Scale - Escala de Classificação do Autismo Infantil): teste de observação para determinar a gravidade do autismo, que utiliza uma escala de 15 pontos para avaliar as habilidades de comunicação verbal, audição, uso do corpo e relações sociais da criança; o Autism Screening Questionnaire (Questionário de Avaliação do Autismo): é usada uma escala de 40 perguntas em crianças de quatro anos ou mais para avaliar as habilidades sociais e comunicativas.

Imagem cedida por Western Psychological Services

Psicólogos e outros profissionais geralmente usam o Autism Diagnostic Observation Schedule para identificar nas crianças atraso nos comportamentos sociais e comunicativos
De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais) da American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria, quarta edição (DSM-IV), as crianças com autismo atendem pelo menos seis dos seguintes critérios:

problemas sociais:  não usam adequadamente os comportamentos não-verbais, como gestos e expressões faciais;  não conseguem se relacionar com crianças da mesma idade;

não compartilham espontaneamente objetos ou interesses com os outros; não apresentam reciprocidade social ou emocional. problemas comunicativos:  são lentos para falar;  têm dificuldade para manter uma conversa;  usam a mesma linguagem de modo repetido;  não participam de atividades com crianças da mesma idade ou de jogos sociais. comportamentos repetitivos:  são extremamente preocupados com um ou mais interesses;  são inflexíveis e não gostam de mudar a rotina;  repetem os movimentos ou os modos (como bater os braços, acenar ou torcer);  preocupam-se com as peças dos objetos. A seguir, veremos os tratamentos convencionais para o autismo.

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Descobrimento do autismo
Embora possa parecer que o autismo tenha surgido apenas recentemente, os cientistas acreditam que as crianças mostravam esse comportamento já no século XVIII. O autismo não era formalmente reconhecido como uma condição única até 1943, quando o Dr. Leo Kanner, do Hospital Johns Hopkins, estudou 11 crianças com problemas graves de linguagem e socialização e publicou a primeira descrição real do autismo. Na mesma época, o Dr. Hans Asperger, da Alemanha, descreveu a síndrome que agora leva seu nome, com base na sua pesquisa com 400 crianças. Tratamentos para o autismo
Não há cura para o autismo, mas com tratamento, os autistas podem levar uma vida melhor. A terapia comportamental (também chamada de intervenção comportamental) é o tratamento mais usado. Professores, pais e conselheiros trabalham juntos para ajudar a criança a melhorar a comunicação e as habilidades físicas e sociais.

Assistência no tratamento

O tratamento para o autismo pode ser caro, mas há fundos do governo disponíveis para Uma das terapias comportamentais mais populares é chamada de crianças com DEAs. A IDEA TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Individuals with Disabilities Communication Handicapped Children - Tratamento e Educação Education Act - (Lei pela das Crianças Autistas e com Deficiência em Comunicação), Educação para Pessoas com desenvolvida na década de 70. Com esse método, os pais e Deficiências (em inglês)) é um profissionais (professores, terapeutas etc.) trabalham juntos para programa do governo federal melhorar as capacidades de adaptação das crianças por meio de que ajuda as crianças com terapia cognitivo-comportamental estruturada. O programa é deficiência de aprendizado individualizado para a criança e acontece em vários ambientes desde clínicas até salas de aula. Outros programas educacionais oferecendo, gratuitamente, incluem o Higashi School, que ensina comportamentos positivos terapeutas ocupacionais, através da educação física, artística e acadêmica, e o Bright Start, fonoaudiólogos ou outra ajuda. que ajuda a melhorar a comunicação, a atenção e as habilidades As escolas também têm que cognitivas das crianças. criar o IEP (Individualized As crianças também podem precisar de terapia ocupacional (para Education Program - Programa aprender as tarefas diárias), terapia de integração sensorial (para de Educação Individualizada), ajudar na estimulação), fisioterapia (para melhorar os movimentos) especificamente dirigido a e fonoaudiologia. O tratamento deve ser elaborado para cada crianças com necessidades criança individualmente. especiais de aprendizado.
Embora eles não possam tratar o autismo especificamente, alguns medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas. A maioria dos medicamentos prescritos para autismo não é aprovada pela FDA para esse fim, mas foi aprovada para tratar os mesmos sintomas em outras doenças. Esses medicamentos incluem: antidepressivos - pesquisadores descobriram que as pessoas com autismo têm um nível alterado do neurotransmissor serotonina. Os medicamentos chamados de inibidores seletivos de recaptação de serotonina ((ISRSs), que incluem Prozac e Zoloft, ajudam a regularizar os níveis de serotonina e a controlar a ansiedade, depressão (em inglês) e comportamentos obsessivo-compulsivos (entretanto,

Em 2006. e tende a ter menos efeitos colaterais que os medicamentos mais antigos. Eles reduzem a quantidade do neurotransmissor dopamina no cérebro.as intervenções alimentares vêm da crença de que a alergia a alimentos ou a deficiência de minerais e vitaminas pode causar o autismo. e caseína encontrada nos laticínios. aveia. Imagem cedida por Amazon (em inglês) Há muitos alimentos sem glúten e caseína disponíveis para crianças com autismo que estão nesses tipos especiais de dietas . inclusive sedação ou movimentos incomuns (chamados discinesia). auto-flagelo e agitação. por isso são usados com cuidado). o FDA aprovou um novo medicamento antipsicótico.existe uma preocupação de que esses medicamentos possam estar associados a comportamentos e pensamentos suicidas em crianças. a risperidona.originalmente usados para tratar a esquizofrenia. podem ser eficientes para os sintomas de hiperatividade e impulso em crianças autistas. Na próxima página. para irritabilidade em crianças e adolescentes autistas de 5 a 16 anos. os pais geralmente optam por terapias alternativas e complementares. Ajudar crianças com autismo Como não há cura real para o autismo. embora nenhuma pesquisa tenha provado sua eficiência. medicamentos antipsicóticos . como agressão. Os medicamentos antipsicóticos mais antigos (como Haldol) podem ser eficientes para autismo. É o primeiro medicamento aprovado especificamente para comportamentos relacionados ao autismo. dietas especiais . Alguns pais dão aos filhos suplementos de vitamina B (as vitaminas B criam as enzimas necessárias para o cérebro) ou magnésio.encontrado em sementes de trigo. e as crianças que os tomam precisam ser monitoradas com cuidado. como a ritalina. hostilidade. Muitas crianças autistas fazem dieta sem glúten ou caseína. nenhum foi cientificamente provado para tratar o autismo: vitaminas e suplementos minerais . estimulantes . mas podem ter efeitos colaterais.algumas pesquisas sugerem que as crianças autistas podem ter problema ao digerir proteínas como glúten . Esses medicamentos também podem apresentar efeitos colaterais comportamentais. Embora alguns pais tenham tido sucesso com esses métodos. veremos algumas terapias alternativas e complementares para o autismo.os medicamentos usados para tratar o TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). centeio e cevada. podem ajudar a diminuir a agressão e a melhorar outros problemas comportamentais graves associados ao autismo.

e não a criança. Atenção ao autismo Imagem cedida por Kim Peek. Entretanto. a quelação não foi cientificamente provada. dr.neste tipo de terapia. terapia por quelação . Darold A. analisaremos alguns mitos comuns sobre o autismo. se comparado ao placebo.seguindo a escola filosófica de que o autismo pode ser causado pela exposição a toxinas ambientais. e as próprias substâncias usadas no tratamento podem ser tóxicas e causar reações alérgicas em algumas delas. melhora a comunicação e as habilidades sociais nas crianças com autismo. o braço ou o ombro de uma criança autista e a ajuda digitar no teclado do computador ou ajudá-la na comunicação. . pois algumas pessoas dizem que é o facilitador que está se comunicando. Na próxima página. um facilitador segura a mão. a quelação usa um agente químico para forçar e remover esses metais do corpo. além de bastante controverso. Essa técnica não é considerada um tratamento válido para o autismo. como mercúrio e outros metais pesados. um facilitador pode segurar o braço de uma criança autista e ajudá-la a digitar no teclado do computador ou ajudá-la na comunicação comunicação facilitada .algumas pesquisas descobriram que esse hormônio. a pesquisa feita pelo National Institute of Child Health and Human Development não descobriu nenhuma melhora com esse tratamento.secretina . que ajuda na digestão. Na comunicação facilitada. Embora alguns pais tenham afirmado que esse tratamento melhorou os sintomas das crianças.

Se você desse a data de nascimento de uma pessoa. na rede CBC de televisão.inclusive um best-seller do New York Times . Ele projetou ambientes para gado usados em todo o mundo. escreveu quatro livros . 17Share Em dezembro de 2011 foi lançado o documentário canadense.e apareceu em vários programas de rádio e televisão. Jeremy Nicholson Prof Nicholson é um bioquímico multi-premiado e foi um dos primeiros a abraçar a importância do perfil metabólico. Peek tinha lido mais de 7 mil livros e podia recontar com precisão fotográfica mais de 80% de seu conteúdo. Ele até inventou sua própria língua. sabemos que é mentira. algumas crianças autistas são extremamente dotadas em algumas áreas.a famosa Kim Peek é um sábio famoso. As entrevistas com estes cientistas foram transcritas e as traduções feitas por mim. "teoria da mãe geladeira" (que significava que a mãe era emocionalmente fria) desenvolvida pelo psicólogo infantil Bruno foi inspiração para o Bettelheim.elas nasceram com uma Main" suscetibilidade inerente à doença.Nas décadas de 50 a 80.sem outra especificação (DGD -SOE).A Teoria Bacteriana 1ª parte. bem como variações nas respostas terapêuticas. Hoje. Hoje disponho a entrevista do : mestre em química biológica e diretor do Departamento de Câncer e Cirurgia do Imperial College de Londres. Também existem pessoas que foram diagnosticadas com autismo quando crianças. pode recitar o número pi a mais de 20 mil dígitos e fala fluentemente dez idiomas. Elas também não são mal comportadas . verifique os links na próxima página.Comitê Nacional de Autismo)  ASA (Autism Society of America . Elas também não são mudas. UK. prevalecia a teoria de que a causa do Treffert e Wisconsin Medical Society (em inglês) autismo estava ligada aos maus cuidados dos pais . Prof. de 1988. uma pequena porcentagem de pessoas com DEAs é notadamente dotada. com o propósito de investigar e divulgar o trabalho de um grupo de cientistas empenhados em estudar o autismo de forma sistêmica com origem microbiana. A pesquisa do Prof Nicholson envolve a compreensão do papel dos micróbios na regulação das vias metabólicas humanas e como os micróbios estão envolvidos no metabolismo da toxicidade dos medicamentos. Um grande desafio no trabalho do professor Nicholson está em ser capaz de caracterizar e classificar centenas de milhares de moléculas produzidas pelo sistema metabólico. Para obter mais informações sobre autismo. nascido em Londres. no filme "Rain Man". Organizações para autismo (em inglês)  AUTCOM (Autism National Committee . Na verdade. é um exemplo famoso de pessoa que superou o autismo e se tornou muito bem sucedido. . mas na verdade têm distúrbio generalizado do desenvolvimento . a inspiração para o personagem de Dustin Hoffman. O Dr Temple Grandin (em inglês). professor de Ciência Animal na Universidade do Estado do Colorado.seus ataques de cólera e outros comportamentos incomuns vêm da frustração que têm de não conseguirem se comunicar de modo eficiente e de interagir socialmente. serão disponibilizadas aqui no blog. Uma percepção errada comum é que os autistas são lentos ou mentalmente retardados. As crianças autistas não personagem principal de "Rain são criadas de maneira errada . Veja Kim Peek.Sociedade Americana de Autismo)  Autism Speaks Autismo Enigma . Raymond Babbitt. Autism Enigma. ele podia imediatamente dizer o dia da semana em que caiu. distúrbios do espectro do autismo e tópicos relacionados. O autor e matemático Daniel Tammet. o Manti. na verdade.

Parece que eles têm alguns defeitos de transporte renal também. mas o efeito mais óbvio é o social e comportamental. Isso é realmente uma das coisas que a maioria das pessoas que trabalham no autismo não tendem a fazer. e por isso tende a ser associado a isso. Eles trabalham em sua própria área e não olham realmente todo o espectro. cobrindo todas as áreas diferentes de pesquisa do autismo. olhar para todo o problema como um problema sistêmico e.Por que o autismo é um transtorno tão complicado? O autismo é o que chamamos de doença-mosaico. é uma doença sistêmica. . Esse é o controle elétrico real do coração. Mas isso não significa dizer que as outras partes do sistema não estão profundamente envolvidas no mecanismo de ação e. por isso tem muitas facetas diferentes. Mas também. cerca de 500 no ano passado. é dar um passo para trás. E se você olhar para a literatura. Então. podem ter impacto no desenvolvimento do cérebro nos dando os sintomas de autismo. mas também é associado a problemas gastrointestinais. Descobri isso lendo um monte de artigos sobre o assunto. na maioria das crianças. ver como todas as interações anormais que estão ocorrendo nos sistemas de órgãos diferentes do corpo. tem muitos distúrbios gastrointestinais graves. Eles têm um complexo QRS anormal. há problemas que têm sido registrados no sistema cardiovascular. Talvez 70% das crianças em algum momento ou outro. que estão se tornando muito familiar. comportamental e social. eu acho que o que temos que fazer agora usando a nossa tecnologia moderna. você verá que o autismo não é apenas um tipo de transtorno neuropsiquiátrico. Eles têm um aumento da pressão arterial diastólica média.

mas eles nunca vão voltar ao que eram antes da antibioticoterapia. Há muita controvérsia sobre como a dieta interage com micróbios. E dieta. potencialmente. quem está lá. E. E. que é quase exatamente o mesmo tempo que começamos a utilizar antibióticos. Todo mundo é diferente no mundo. Lembre-se. O que não está claro é se essas mudanças são permanentes ou reversíveis ou o que quer que seja. como é chamado esta comunidade de organismos complexos. eles têm um efeito enorme no seu metabolismo. certamente a nossa função microbiana. quais micróbios . mas também em relação à nossa dieta. portanto. Isso é dez vezes mais células do que o resto do seu corpo. Lembre-se. a quantidade de micróbios do intestino que produz tem o mesmo peso que cinco elefantes adultos. Talvez 100 trilhões de células. em crianças. Os micróbios se recuperam. Se você quiser obter algumas estatísticas. o uso de antibióticos seria uma forma muito óbvia. E. obviamente. Quando você produz uma onda de choque súbita através de um antibiótico. E eu não estou dizendo que os primeiros casos foram causados por antibióticos. ele poderia descarrilar. Então. provavelmente mudou muito também. você está quase certamente mudando o equilíbrio de poder nesta complexa ecologia em seu intestino. do ponto de vista da composição. os micróbios se recuperam. se você mudar a dieta. a maioria dos cientistas têm estado a olhar para o microbioma. nossos micróbios e. durante a sua vida. Não há dúvida sobre isso. Eles têm diferentes atividades metabólicas. ou poderia mudar o rumo do desenvolvimento. Mas o que eu estou dizendo é que os antibióticos. que é uma grande quantidade. o efeito de antibióticos será ampliado sobre o que acontece em adultos. aparentemente. Isso é em adultos.Conte-me sobre como o microbioma intestinal está mudando. E recentemente foi demonstrado por David Relman em Stanford que. Geneticamente. Micróbios têm diferentes preferências alimentares. e nós temos evoluído. o autismo foi registrado apenas como uma doença em 1944 por Kanner. Quais são alguns dos principais fatores que mudaram o microbioma? Bem. Eles são todos de diferentes espécies. E nós evoluímos com eles. claro. No entanto. os nossos estilos de vida. Então. Então. eu disse que leva cerca de três anos para desenvolver o autismo. nossas dietas mudaram muito. nós evoluímos com este microbioma intestinal. especialmente quando administrados a crianças ou bebês. onde vemos um desenvolvimento ou um microbioma mudando. Você tem algo parecido com um quilo de micróbios dentro de você. e como isso nos afeta. são obrigados a alterar o equilíbrio microbiano no microbioma em desenvolvimento. não só como uma espécie. uma vez que você usa antibióticos. E os micróbios em seu intestino são metabolicamente mais ativos biossinteticamente do que o resto do seu corpo. desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

sabemos do trabalho do Dr. algumas das quais são muito amigáveis e importantes para nós. você perde o enxofre. mas o que eles estão produzindo no corpo e sua posição na ecologia podem mudar radicalmente. vem da Clostridia. a ecologia anormal. por isso. que muda o desenvolvimento. francamente. que os micróbios podem permanecer exatamente os mesmos em termos da composição de espécies. os micróbios anormais. Então. o que estão fazendo muda. Eu acho que se fosse apenas uma colônia. É exigido para todos os tipos de processos metabólicos diferentes. do realmente bom até o ruim dentro da Clostridia. e como ela interage com o corpo.estão presentes. e sabemos que as populações de Clostridia são muito anormais no autismo. provavelmente. mesmo se quem estiver lá não mudar muito. Qual é a importância do esgotamento de enxofre em pessoas autistas? É bem conhecida e tem sido conhecida há muitos anos anormalidades no metabolismo do enxofre em crianças autistas. Mas micróbios respondem às condições em que estão. pelo menos. Há evidências de que eles perdem o sulfato e outros componentes inorgânicos de enxofre na urina e em quantidades realmente muito grandes. Grandes quantidades de enxofre foram encontradas na urina de crianças autistas. o interessante é que pode haver um problema fundamental de enxofre em crianças autistas. relacionado com os micróbios que demandam enxofre. o que implica em defeitos no transporte renal que está envolvido na recuperação de enxofre a partir da urina. se você tem essa combinação desagradável potencial de um defeito de enxofre. Isso é potencialmente um grande problema porque o enxofre é altamente necessário e importante no desenvolvimento. Sid Finegold sobre as populações de Clostridia serem muito anormais. Então. E isso é o efeito que o indivíduo sente. Então. é que esses micróbios. uma das substâncias mais tóxicas no mundo. Os micróbios que eles têm. que pode ser genético. uma das respostas pode estar aí. Então. eu acho que é uma probabilidade muito maior de ser verdade do que apenas encontrar uma colônia responsável. Se você não tem esse trabalho de transporte eficiente. podem não ser apenas uma espécie de bactéria. como no botulismo. são quase certamente associados à produção de metabólitos que requerem enxofre para processamento posterior. E esse é o ponto importante do ponto de vista metabólico. e isso é um problema muito mais complicado e. Mas a coisa importante a lembrar. nós estamos longe de saber quais das bactérias são "más" bactérias? Bem. você tem um espectro de hostilidade. Então. se você alterar a dieta. descoberto já. é a combinação. podem ser combinações delas e como elas funcionam juntas metabolicamente. e outras são super perigosas. teríamos. você tem um problema de esgotamento de um recurso essencial que o corpo . Então. E a Clostridia inclui uma gama de bactérias. Você sabe que a toxina botulínica.

Uma delas é o diagnóstico precoce. ou a bioquímica. como uma questão de fato. que é exatamente quando você precisa olhar para ele se você quer entender como isso ocorre. certo? Podemos mudar a interação. o diagnóstico precoce é muito importante. o dano ocorre antes da idade de três. Assim. . o diagnóstico de autismo é feito pela primeira vez – normalmente com cerca de 18 meses ou mais . seja o comportamento. O primeiro deles é: você pode diagnosticar o autismo mais cedo do que acontece atualmente? No momento. estão na faixa dos três anos de idade. Então. antes do nascimento e que provavelmente têm uma origem genética. a neurologia. mesmo sem a necessidade médica atendida. potencialmente. as imagens que tem sido feitas. Bem. incluindo o desenvolvimento do cérebro. se você intervir muito cedo. e terapia comportamental é uma delas.precisa para crescer e se desenvolver. Você mencionou que a maioria dos estudos têm sido feitos em crianças com mais de três anos de idade. pois quanto mais cedo você tentar consertar o autismo. podemos detectar coisas que irá mostrar anteriormente que há um problema? E se assim for. podemos fazer algo sobre isso. do jeito que for. Mas nós realmente não temos certeza sobre as proporções dos diferentes tipos de autismo que observamos. porque eu acho que existem alguns casos genuínos que acontecem realmente muito. o melhor você poderá corrigi-lo. Isso é apenas uma teoria. a questão real seria. Por que isso é significativo? É muito claro se você começar a ler a literatura em geral sobre autismo e. Assim. evitando assim alguns casos de autismo? Eu não tenho certeza de que podemos impedir todos os casos. E as crianças podem ser quase curadas por terapia comportamental. há muito poucos estudos que analisaram o autismo nos estágios iniciais de desenvolvimento. a bioquímica do corpo para parar o problema em desenvolvimento? Então. e existe uma causa ambiental. há duas partes. E a outra coisa é se nós podemos compreender como o metabolismo altera. podemos eliminar essa causa ambiental. todas as crianças que foram estudadas na literatura científica. olhar para todas as diferentes áreas de estudo. Você vê uma aplicação de diagnóstico para o autismo a partir do seu trabalho que olha para metabólitos de doenças na urina? Eu acho que há várias maneiras diferentes que você pode aplicar esta tecnologia e abordagem para estudar o autismo. mas é algo que é bastante interessante: a idéia genética-ambiental. ele é baseado em um complexo conjunto de traços comportamentais e pelo tempo. por definição.é claro que o dano já tenha sido feito. muito cedo e. o tratamento. no momento.

000 crianças que achavam ter autismo. É um custo astronômico e se você olhar para a taxa de aumento de autismo nos últimos cinco ou dez anos. porque a chance deles terem uma segunda criança autista é realmente muito maior do que a população em geral. isso é difícil de fazer. certo? Estamos tentando levantar dinheiro para fazer esse tipo de estudo no momento. Confira a entrevista. não é exponencial. certo? O número atual é de 1 em menos de 100. é claro. E a terapia comportamental que é dada. por isso é um estudo caro para fazê-lo corretamente. você sabe. E estamos falando. encontrar alguns preditores de autismo. era cerca de 1 em 15. Mas no momento. Assim. Então. há uma subida íngreme e com custos enormes. Califórnia. é algo como 100.. portanto. bem. o que você acha que o resultado seria? Eu acho que o resultado seria que nós seríamos capazes de identificar. Está a tornar-se uma doença frequente na infância. Assim. precisa-se de anotações clínicas cuidadosas relacionadas com o perfil metabólico ou microbiano. na tentativa de entender os gatilhos é trivial em comparação com os custos de cuidados de saúde no futuro. Sim. Licenciado em Neurociência. principais mudanças ambientais que estão associadas com o aparecimento do autismo. algumas classes de autismo que poderiam ter sido evitadas. até US $ 10 milhões.Então. olhar para seus filhos subseqüentes e tentar controlá-los através de seus estágios iniciais e ver se podemos encontrar quando eles se tornam metabolicamente ou microbiologicamente anormais. isto também não é simplesmente só na genética. único centro no mundo dedicado à pesquisa do autismo.000 dólares por ano por paciente. pelo menos. Diretor de pesquisa e professor de Psiquiatria e Ciências do Comportamento na UC Davis. ok? Então. gastar alguns milhões de dólares. estes são astronômicos. pode ser que essa curva desça e não seja um problema tão grande. e os custos projetados para o futuro. a maneira como temos que direcionar é . Então. no estado da Califórnia. Se você pudesse obter recursos para projetar um estudo em conjunto. você verá potencialmente uma criança autista em cada família nos Estados Unidos. Fundador do MIND. Um problema de trilhões de dólares. em 1980. por exemplo.. uma das coisas que poderíamos fazer é olhar prospectivamente para as famílias que já têm uma criança autista. é especialista em autismo. o estudo do cérebro. e ver se podemos. E se você projeta essas curvas à frente daqui a 25 ou 30 anos. por exemplo. particularmente nos Estados Unidos. realmente muito simples: precisamos olhar para as famílias onde já tem uma criança autista. É uma doença desconhecida? . Nós simplesmente não sabemos. mas vai-se em uma curva íngreme. David Amaral. uma em cada 150 crianças nasce autista e a curva é ascendente. 57 anos. de milhões de dólares. Assim. Nos Estados Unidos se fala em epidemia de autismo. E. É tentar identificar as principais mudanças na dieta. Mas se você olhar para o custo do autismo.

são gênios. têm dificuldades para compreender os sentimentos alheios. Se a mãe usa esse remédio. pode provocar autismo. Transtorno da comunicação (a maioria não fala ou tem um modo de se expressar muito limitado). Por isso é tão importante distinguir a severidade da desordem. mas não têm interesse em nenhuma relação interpessoal. E isso é um problema neurológico? Sim. Hoje sabemos. ou seja: dificuldade ou impossibilidade de se relacionar. O que mudamos em nossa vida que facilita a multiplicação do autismo? Nos últimos 30 anos. Eles não ligam nem um pouco para o outro? Bem. ou até mesmo ter amigos. mas sim várias delas (alguns autistas são epilépticos. não se livram dos problemas de comunicação. porque há um ponto em que a ciência e a filosofia se juntam. ambientais. Quais são os principais sintomas? Transtorno de interação social. Mas entre os asperger estão cientistas e músicos importantíssimos. Mas existem autistas muito inteligentes. por exemplo. Você tem razão. Por exemplo. Einstein por exemplo. com sua sofisticada inteligência. no mais alto. . eles têm graves deficiências intelectuais. o feto também o faz. Agora dá para entender porque ele tratou tão mal sua mulher e filhos. e com múltiplas causas: genéticas. Os animais chamados irracionais também podem nascer autistas? Podem apresentar estes sintomas. que o Pitocin. Não podem ler suas emoções nem se colocar no lugar do outro. outros sofrem microcefalia ou macrocefalia). ou combinações de ambas. E são felizes? Os asperger dizem que sim. e uma grande restrição de interesses. mas sabemos que consiste em uma mudança na organização do cérebro que se desenvolve anormalmente e que certas partes amadurecem mais rápido do que deveriam. ter filhos. que facilita o parto. Também sabemos que as enfermidades como a asma e a artrose estão aumentando muito e que as mulheres que padecem delas criam anticorpos que. Os pais com quem fundei o instituto MIND têm filhos com problemas de autismo severos e querem uma cura. se fosse possível curar Einstein de seu autismo. Explique. como fazem as crianças com autismo. No nível mais baixo.Não é uma doença. em 20% dos casos. em pleno desenvolvimento de seu cérebro. Estamos começando a estudá-la e há muito pouca literatura científica a respeito. Esses autistas são catedráticos e até mesmo professores que transmitem conhecimento. Mas. uma fórmula artificial da oxitocina (hormônio da felicidade). É um transtorno muito heterogêneo. O que têm em comum? Os com síndrome de Asperger. Afeta diretamente o cérebro do feto? Exato. atacam o cérebro do feto. a mudança foi dramática. ele teria criado a teoria da relatividade? É uma doença estranha. deixam de ser sociais e efetuam movimentos repetitivos. digamos que não podem entender porque as pessoas querem se casar.

Isso me faz pensar que. O site saci. atendimento especializado. neurologistas e geneticistas trabalham juntos. assim como cada síndrome de down. um menino e uma menina em anos diferentes. Há graus variados de autismo. Porém.org oferece diversas reportagens sobre o assunto. O filme Rain Man. É disso que falo ao me referir a causas ambientais. Você se lembra das máquinas de raio-X usadas em lojas de sapatos para ver o pé dentro do sapato? Sabemos que causam câncer. A idéia terminou proibida.Escolhida pelo autor da pergunta Já lecionei para dois autistas. Um bom começo não seria estudar a mistura de produtos químicos usados em lares e escritórios? Concordo totalmente.Isso é ruim? Para que as diferentes regiões do cérebro se conectem. e impedi-lo. algumas células continuam a se mover depois do cérebro formado. No instituto MIND imunologistas. . psicólogos. escola. Muitas vezes evitam contato físico. tem condições de aprender e conviver com outras crianças. que interfere principalmente na área de linguagem e socialização. porque qualquer disciplina isolada terá dificuldade para resolver o problema. Deveríamos realizar um grande estudo epidemiológico para determinar se as mães que têm filhos autistas estiveram expostas a ambientes com grande presença de produtos químicos. alteram o desenvolvimento cerebral destes. Alguma idéia para prevenir o autismo? Mais verbas de pesquisa. Fale mais sobre os perigos. mas havia planos de montar grandes cadeias de fotos instantâneas em ultrassom. nos anos 50. Acredito muito na educação inclusiva. incluindo os asperger. para começar. O autismo é uma alteração cerebral. Cada autista é único. psiquiatras. mas estão lá e prestando atenção em especial a forma como as enxergamos e tratamos. no embrião. sofrem de ansiedade severa e precisam que seu ambiente não mude ou sofra desordem.cada criança cadeirante ou dita como "normal" é única. Muitos dos atingidos pela doença. É o que penso. precisam crescer em paralelo. Fonte(s): Coração que ama e respeita as diferenças. Imagino que a busca de respostas envolva mais de uma disciplina. Teriam sido normais se as mães não tivessem usado o remédio. muito comuns nos Estados Unidos. melhor ser o mais natural possível. mas se comunicam por meio de gestos. alguns autistas podem não falar. outros apreciam atividades com música e dança. especialmente no que tange à gravidez. Estamos quase certos de que os exames de ultrassom usados para obter imagens dos fetos. e grande porcentagem dessas crianças nasceram autistas. mas acredito que deve haver uma parceria família. além de links bem úteis. o que nos permitiria saber que anticorpos no corpo da mãe atacam o cérebro do filho. parecem alheias. Melhor resposta . usaram a Talidomida. Por exemplo? As mulheres que. deram a luz a alta porcentagem de bebês deformados e com extremidades atrofiadas. e buscamos as causas do autismo nas conexões cerebrais. com Tom Cruise e Dustin Hoffman retrata de forma bem interessante o autismo. um remédio contra os enjôos na gestação. desenhos. Nossas pesquisas apontam nesse sentido.

de Maria Francisca Lier de Vitto.mianomi/ Num fa'a.A marca do desencontro Seres humanos têm disposição inata para relacionamentos e comunicação: somos sensíveis às expressões faciais. algo falha nesse contato inicial – correlato da primeira mamada teórica de D. brasileira. nomi”. © AMANDA ROHDE/ISTOCKPHOTO Um exemplo do monólogo de berço foi EM BUSCA de auto-satisfação. ao reproduzi-las. autora de Language in the crib. O autismo denuncia essa necessidade de construção prévia. desejos e sensações que os outros deixaram impressos nele – é introjetado e transformado criativamente em pensamento. No entanto.. esse desenvolvimento fracassa e a fusão. Nas crianças autistas.. num movimento alucinatório de autosatisfação em que reedita o prazer que outrora obteve no contato com outra pessoa. no entanto. Ou seja. Esse erotismo – ou seja. palavras.. tendo o complexo de Édipo como eixo organizador do entrelace das disposições inconscientes sobre a realidade.. o estado indiscriminado que Winnicott descreve como matriz das primeiras relações mãe–bebê não é um dado inato. Assim como Sigmund Freud. . num primeiro momento. murmura Camilla.WIDE IMAGES Com Freud a neurose infantil apresentou-se como modelo do funcionamento da mente humana. a criança retorna para si.. Essa intrigante afirmação lançanos no campo das construções metapsicológicas provocadas pelo contato com a questão do autismo.. entendemos que. psicanalistas contemporâneos de crianças vêm mostrando a importância de um segundo paradigma: o autismo infantil. O filósofo e psicanalista Pierre Fédida concebe o autismo como “um estado de auto-erotismo sem Eros”. quando as necessidades (de alimentação. As crianças de De Vito nos dão testemunho de um processo que se instalou nos primeiros momentos de vida. marcado por essa busca – encontro seguida de recolhimento organizador. o bebê lança-se ao mundo em busca de um outro que satisfaça suas urgências instintuais. justamente. que atenta para as “conversas de berço” de crianças de 2 a 3 anos. a reciprocidade e comunicação mútua não ocorrem. há um longo percurso a ser feito antes que seja atingido o estágio de fusão entre mãe e bebê – fundamental para o desenvolvimento saudável.. Posteriormente. Winnicott por Luciana Pires © LES JORGENSEN/PHOTONICA . 2 anos e 5 meses. Meninos e meninas nessa faixa etária são flagrados reproduzindo falas que lhes foram dirigidas durante o dia e. e tal qual retomado posteriormente pela psicanalista francesa Marie-Christine Laznik.. já que é uma condição em que. em plena “fabricação” de material para sonhar e pensar. SEM TRAÇO DO OUTRO O livro Monólogos da infância. reeditam-nas. o bebê se volta para si mesmo e reedita o prazer que teve registrado no livro de De Vitto: “Num antes. Segundo o psicanalista inglês Donald Winnicott. midanoni/ Num fala. Nesse segundo momento. dá continuidade à linha de pesquisa desenvolvida pela lingüista Ruth Weir. midanomi/ Num fala no. transformando a fala de outra pessoa em idioma próprio. mas uma construção que se dá a partir de um primeiro patamar de desenvolvimento. reagimos a elas. como afirma o ex-presidente da International PsychoanalyticalAssociation (IPA) Serge Lebovici. no contato com o outro fala no meu nome/ Num fala no teu nome/ Num fala. por exemplo) não são imediatamente respondidas. o bebê volta-se para si impregnado do erotismo que lhe foi oferecido antes.

usado por Gilberto Safra. de fato. O que falha nos estados autísticos? Há algo nesse primeiro momento de busca de um outro que parece não transcorrer a contento. Mas para que a procura se transforme em encontro essa face que o bebê descobre precisa se voltar para ele e se relacionar com ele. Nas crianças autistas. o bebê não só conhece o outro. como também passa a conhecer a si mesmo pelo olhar. Podemos conceber que o bebê. alguma coisa nesse primeiríssimo contato – correlato da primeira mamada teórica de Winnicott – falha. por um lado. por alguma falha orgânica e/ou psíquica. por outro (e isso é importante). nas palavras de Maria Cristina Kupfer. O autismo pode apoiar-se tanto em falhas orgânicas quanto ambientais. Braten. © ANATOLY TIPLYASHI/123RF É notório para estudiosos das primeiríssimas relações que bebês vêm “munidos de um dispositivo” de procura e convocação de outro ser humano. Nessa descoberta-encontro. reconhecem-nas e reagem a essas CRIANÇAS procuram contato afetivo com pessoas que cuidam delas: rostos funcionam “bússolas de localização”. © JAMIE WILSON/123RF DEPRESSÃO OU DISTRAÇÃO Vamos nos esforçar na construção de hipóteses etiológicas com o intento de VÁRIOS AUTISMOS: muitas vezes é difícil discriminá-los das psicoses infantis delinear melhor o campo da vivência autista.Nos autistas inacessíveis isso não se dá. Diferentes autores. “permeabilidade biológica ao significante”. por exemplo. das condições constitucionais da criança para se apropriar dos registros imaginários simbólicos que entram no jogo do vínculo”. feitos por outras pessoas. do status psíquico deste agente e. e encontramos na literatura as seguintes nomeações: “outro virtual”. partindo da implicação do analista na clínica com crianças autistas. ou ainda em falhas orgânico-ambientais. por outro. Ao encontrá-los. orgânicas e/ou ambientais não possam oferecer-se e estar mentalmente presentes para o . os focaliza e passa a tê-los como “mapa de navegação”. por um lado. versaram sobre essa disposição. como mapas de navegação Ao encontrar o outro. com suas expressões faciais. “o aparecimento tanto de traços como de quadros autistas está inteiramente vinculado ao desequilíbrio do encontro entre o agente materno com a criança. Fédida nos conta que. pré-relacionais ou pré-bidimensionais. de recolhimento. para a constituição da relação mãe – bebê. não se ponha em estado de busca por não ter como pressuposto a existência de um outro para o contato. Podemos ainda pensar em uma situação em que esse outro significativo não esteja disponível para ser encontrado – como pode ser o caso em mães fortemente deprimidas no pós-parto ou que por quaisquer outras razões psíquicas. o bebê põe-se em estado de permeabilidade: essa é a disposição inata para relação e comunicação. É esse investimento do cuidador em direção à criança que Manoel Tosta Berlinck. pela fala e pelo gestual que lhe são endereçados. Todas as possibilidades apresentadas são construídas. Nas palavras do psicanalista Alfredo Jerusalinsky. A criança nasce em posição de abertura para relação com um outro e. de S. este equilíbrio depende. É possível conceber a etiologia do autismo pautada em dois pressupostos: o da interdependência do orgânico e do ambiental. neles. e o do valor determinante. busca rostos humanos. retomando Fédida. sintonizando-se. chama de erotização. É o que ele nomeia auto-erotismo sem Eros. com base nos desdobramentos da lógica da metapsicologia aqui desenvolvida e. a volta a si mesmo não traz marcas de investimentos eróticos. E são esses elementos de acréscimo que se transformarão em matéria pensante no momento seguinte. de variadas abordagens. já que sustentamos uma visão do ser humano que suporta a interdependência e o entrelaçamento do orgânico e do psíquico. ou ainda o termo “pré-concepção do objeto”. Examinemos então esse momento inicial no microscópio para entendermos mais sobre esses tempos pré-fusionais. Neuroembriologistas mostram que a região cerebral responsável pela identificação e escrutinamento de faces humanas é uma das únicas que já está pronta desde o nascimento. É um “virar-se para si” sem traços de alteridade. Bebês são sensíveis às expressões faciais de seus cuidadores. tanto do bebê e da mãe quanto do que se cria no contato de um com o outro.

São . que na presença de outras pessoas permanecem absortos em atividades que não incluem os demais de modo algum. incapaz de se inserir no discurso e de retornar ao contato significativo. parece denunciar a dificuldade de conceber os lugares de um “eu” e um “você”. músicas ou programas de rádio e apegam se a rituais e estereotipias. esse anteparo não se oferece e o mundo é apresentado em doses cavalares. sem no entanto conseguir se desvencilhar da literalidade do que lhes é oferecido. Se. ou bem não se encontra. Ou bem não se busca. Temos a impressão de que o “eu” se encontra justaposto ao “você”. pode ser retirada por ele de sua retração depressiva. o sujeito pós-autista vê-se às voltas com a impossibilidade de processar as marcas que esse encontro lhe trouxe. tais como Sue Reid e Anna Alvarez. mordido. Esses autores falam da importância de conceber um espectro autista que comporte uma variedade etiológica e caracteriológica. Não podemos deixar. com isso. Caracteriza-se assim uma aproximação traumática para a criança. de notar que pode haver desencontro entre a necessidade específica de um determinado bebê e as condições de presença de uma determinada mãe. podemos estender a compreensão desse conceito ao analisar a reprodução de outros comportamentos. o primeiro elo do circuito pulsional constitutivo não surge. ter introjetado não apenas os elementos que compõem a si mesmo e ao outro. como vemos acontecer no terceiro momento do modelo de circuito pulsional de Laznik. ou ainda uma mãe deprimida. Penso que nos casos dos pacientes que chamamos de ecolálicos é algo no caminho do segundo elo que se quebra. Marie-Christine Laznick. parecem ignorar a existência dos outros e tratá-los como se fossem parte da mobília. Por ecolalia entendemos a tendência a repetir sons e palavras. caso encontre um bebê bastante responsivo e vivaz. tão característica das falas ecolálicas. já do lugar daquele que é cuidado e desejado: se oferece para ser beijado. desse modo. mas sem nenhum traço que o localize nessa fala. como falas e desenhos. simultaneamente diferentes e comunicantes – moldura de sustentação da fala. seja porque seu aparato introjetivo é falho. Quando o encontro primordial não se dá. Essas crianças realizam algum contato. no lugar de objeto de desejo do outro. precisa ter suas necessidades atendidas e sustentadas por outra pessoa sintonizada com ele. isto é. que devem ser considerados. Emitem falas que parecem nada dizer. Ao voltar do encontro com o outro significativo. amado. não são apenas os elementos isolados. a criança parece então se ver impossibilitada de captar esses “restos de encontro” de maneira satisfatória. em 1977. Paulina Rocha e Ana Elizabeth Cavalcanti. sem nenhum espaço de diferenciação. e com essa afirmação nos alinhamos a diversos autores contemporâneos que se dedicam à questão. justamente por essa característica. seja porque o encontro se deu de forma excessiva e traumática. BRIAN MCENTIRE/DREAMSTIME CONVERSA PRECOCE: os pequenos costumam reproduzir falas que lhes foram dirigidas pelos adultos Falta ainda nos debruçar sobre os ditos pós-autistas ecolálicos. Esse não-encontro parece estar na fundação dos ditos autistas inacessíveis. Winnicott nos fala da imaturidade do ego do bebê. contudo. Um bebê mais distraído pode pedir uma mãe um tanto mais presente para que o encontro se dê. como também a configuração desse relacionamento. Embora cientes de uma eventual imprecisão etimológica. convoca a relação cuidadora.encontro com o bebê. Num terceiro momento do circuito pulsional descrito por Laznik. Estes últimos apresentam-se em zona de intersecção com os fenômenos psicóticos. de difícil contato (out of reach) ou autistas “de carapaça”. mas a interdependência deles. o bebê se oferece como objeto para seu cuidador. Ou seja. A mãe (ou qualquer outra figura significativa) funciona como filtro para garantir que o mundo seja apresentado à criança em doses homeopáticas e. Jean-Noel Trouvé afirma que “fica difícil separar clinicamente” os autismos do grupo mais polimorfo das psicoses infantis. São muitos os autismos. Mostra. que. por algum infortúnio. passíveis de serem digeridas e apropriadas por ele. deixando restos indigeríveis. tal qual formulou Francês Tustin. DOSES HOMEOPÁTICAS Voltemos ao circuito pulsional de que falávamos acima. Jean-Noel Trouvé. Podemos ainda contar com a conjectura de um primeiro encontro em que o lugar do bebê não lhe seja devolvido. Isto é: ele volta prenhe de elementos identificatórios do outro. Focalizo nesse texto duas caracterizações opostas nos extremos do continuum autista: os indivíduos inacessíveis e os pósautistas ecolálicos. a criança e o cuidador. são capazes de reproduzir ipsis litteris conversas. A inversão pronominal. O campo relacional de que vínhamos falando diz respeito aos autistas “de carapaça” ou inacessíveis.

tanto individualmente quanto para o contato de um com o outro. Dessa maneira. GNT . Winnicott. criada por Oliver Sacks. utilizando-se de suas “colagens”. Artes Médicas. Voltemos à afirmação inicial de Lebovici de que o estudo do autismo infantil revolucionou o campo psicanalítico. que sua mente era como um vídeo que reproduzia incessantemente as imagens que captava ao redor. entonação e textura da voz.características do contato ecolálico o clamor por repetição e a excessiva proximidade com o objeto. Dortmund. Desejo por ordem. Autisme et psychoses de l'enfant. de repente. os conceitos de reserva do analista ganham nessa clínica outras dimensões. 2007. Lembro-me de ouvir uma menina ecolálica. distantes e alheios. 1977. se viu capaz de interromper o fluxo contínuo de impressões externas que caracterizava seu aparato mental. presente nas reproduções sem lacunas. no entanto. e que só se tornou capaz de pensar quando se interessou pelo funcionamento do mecanismo do aparelho de reprodução de vídeos. Fazemos referência aqui à necessidade de o “eu” se inserir nas reproduções mnemônicas totalizantes. Uma menina estranha (Companhia das Letras. sem nunca. 1983. parte da série Expedition ins Gehirn. da série O Viajante da Mente. em tudo igual a ela: palavras. convocar seu paciente ao contato. Foi assim que. CONCEITOS-CHAVE . amplificando entonações e expressões faciais. ora a invasão que se manifesta na ecolalia. Educ. o primeiro elo do circuito pulsional constitutivo não surge. Anne Alvarez construiu o conceito de reclaiming (reivindicação). Nessa linha. repetir a fala de sua avó de 65 anos. Para aquele que encontra dificuldade em focar. Direção de Christopher Rawlence. a mãe “suficientemente boa” põe-se a chamar sua atenção por meio de movimentos burlescos. diante de bebês retraídos. contrariando as leis do desenvolvimento da anatomia e fisiologia do aparato vocal. para além da neutralidade clássica. . se esquecer de que por trás dessa camada alienante. Comunicação e falta de comunicação levando ao estudo de certos opostos (1963).O filósofo e psicanalista Pierre Fedida concebe o autismo como “um estado de auto-erotismo sem Eros”. ou ainda em falhas orgânico-ambientais. D. que permitia pausas. a voyage into the brain. e o do valor determinante da constituição da relação mãe–bebê. ambas extremamente freqüentes na clínica de crianças autistas. O autismo pode apoiar-se tanto em falhas orgânicas quanto ambientais. ela. ao isolamento da exclusão. tudo é amplificado para que algum contato se dê – e alguma figura se forme. com muito esforço. Os monólogos da criança: “delírios da língua”. PARA CONHECER MAIS Do silêncio ao eco: autismo e clínica psicanalítica. produzido por Colourfield Productions. num primeiro momento. . Diante da tendência à inacessibilidade. Frances Tustin. psicanalistas resgataram a necessidade de eles. de 6 anos. Luciana Pires. que caracteriza a ecolalia.Quando esse contato primordial não ocorre. permanecendo emaranhado em suas reproduções o tempo necessário. que exageram os gestos humanos. Deparamos aqui com duas polaridades: ora a exclusão do inacessível. inspirada pela observação de que.É possível conceber a etiologia do autismo com base em dois pressupostos: o da interdependência de aspectos orgânicos e ambientais. É essa a função “reclamante” do analista na clínica com pessoas autistas. Freud e a psicanalista francesa Marie-Christine Laznik entendem que. portanto: auxilia-se o paciente a se certificar de sua possibilidade de estar em contato com outra pessoa. recortando e tornando possível o esquecimento e apagamento – mas antes disso a experiência de contato precisa se constituir como uma certeza para o paciente. no Youtube. Seuil. como se a incorporasse. Lier de Vitto. A bióloga e engenheira americana autista Temple Grandin conta em sua autobiografia. há um sujeito que escolhe e fala. Edusp. em O ambiente e os processos de maturação – Estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. O caminho é duplo. . Era muito estranho ver uma garotinha soar exatamente como uma senhora. Alemanha. M. F. 1999). Vídeos: Beautiful minds. 1998. de assim ampliar e reter a experiência. Já o fenômeno ecolálico torna o analista ciente da necessidade do paciente autista de viver em câmera lenta a constituição da possibilidade de contato com um outro. de difícil contato (out of reach) ou autistas “de carapaça”. o bebê lança-se ao mundo em busca de um outro que satisfaça suas urgências instintuais. RECORTAR E COLAR Essas repetições sem lacunas produzem a estranha experiência de termos diante de nós alguém que personifica outra pessoa. Esse não-encontro parece estar na fundação dos ditos autistas inacessíveis. assim como a mãe.

faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista. especialista em psicanálise com crianças.br Nunca achei graça no ator canadense Jim Carrey. Jim Carrey faz parte de um movimento que combate a vacina tríplice – aquela que reduziu drasticamente o sofrimento humano e as mortes provocadas pelo sarampo. a atriz Jenny McCarthy. 31 de maio de 2010 QUANDO O ASSUNTO É VACINA.com. segunda-feira. 2007) © Duetto Editorial. Não gosto das caretas que ele faz nem da maioria dos filmes em que ele atua. adolescentes e famílias pela Tavistock Clinic na Inglaterra. Todos os direitos reservados. pela rubéola e pela caxumba. Na maior parte de sua carreira.Luciana Pires é psicóloga. ex-namorada. Entrou nessa onda por influência da ex-namorada. ele é de chorar. JIM CARREY É DE CHORAR Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Ele ainda acredita que a vacina tríplice causa autismo. Mas quando o assunto é vacina. psicanalista. . em 1998. Talvez a exceção seja Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças – esse sim um bom filme. em março. que o namoro acabou amigavelmente). mestre em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro Do silêncio ao eco: autismo e clínica psicanalítica (Edusp. Jim Carrey bancou o palhaço. E você? CRISTIANE SEGATTO Repórter especial. Depois de cinco anos de relacionamento ele anunciou pelo Twitter. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo cristianes@edglobo. Carrey acredita que a vacina tríplice causa autismo. (Sim.

O registro profissional de Wakefield foi cassado na Inglaterra. Posso imaginar o que é buscar respostas concretas para as tantas dúvidas que enfrentam e não encontrá-las. Há várias divergências entre os próprios cientistas sobre as causas do problema. os especialistas argumentavam que a amostra era pequena (apenas doze crianças) e que não era possível estabelecer uma relação de causa e efeito como ela tentava fazer. surgiu uma novidade nessa história. Os jornalistas perguntaram ao então primeiroministro Tony Blair se ele havia vacinado o filho Leo. o trabalho ganhou uma enorme repercussão na mídia. Esse distúrbio do desenvolvimento humano vem sendo estudado há mais de seis décadas. Em 2006. O estudo que pretendia estabelecer a relação entre as duas coisas foi publicado na prestigiosa revista científica The Lancet. nos Estados Unidos e em outros países deixaram de vacinar seus filhos. Esse ambiente de incerteza explica por que tantos pais e mães (como Jenny) se apegaram à crença de que o autismo é provocado pela vacina tríplice. . Nesta semana. mas as graves infrações éticas que ele cometeu durante a pesquisa. Wakefield se tornou onipresente. Lamento. Em 1998. no entanto. De uma hora para outra. Estava em todos os programas de TV. de 8 anos) que recebeu o diagnóstico de autismo. Ele não pode mais ser considerado um médico. Ele se negou a divulgar qualquer informação sobre a vida pessoal do garoto – o que é perfeitamente compreensível. nos mais importantes jornais. As famílias e os autistas merecem todo o nosso respeito e a nossa solidariedade. Apesar de ter sido contestado pelos mais respeitados especialistas. ele ficou famoso ao afirmar que a vacina tríplice podia causar autismo. nas revistas. Saiba mais »Leia outras colunas de Cristiane Segatto A histeria derrubou a cobertura vacinal na Inglaterra e levou ao aumento dos casos de sarampo e caxumba. Tornou-se exemplo de má ciência. Logo que foi divulgado. Mas a recusa de Blair em responder foi interpretada como uma evidência de que o garoto não havia sido vacinado.Voltando ao que interessa: Jenny tem um filho (Evan. Milhões de pais na Inglaterra. Vamos por partes: o estudo de Wakefield sempre foi considerado inconsistente. Foi a primeira vítima no país desde 1992. A razão da cassação não foi o estudo em si. que tanta gente (como Jim Carrey) tenha acreditado na conversa do gastroenterologista britânico Andrew Wakefield. um garoto de 13 anos morreu de sarampo.

Confira aqui alguns dos estudos que refutaram essa relação e foram reunidos pelos Centros de Controle de Doenças e Prevenção (CDC). mas ela não vai redimir o enorme estrago já feito. Se essa fosse a regra. “Wakefield desonrou a medicina. Essa inflamação faria com que proteínas prejudiciais circulassem pela corrente sanguínea e chegassem ao cérebro. no Brasil) considerou-o culpado de trinta acusações. o General Medical Council (entidade equivalente ao CFM. Não contou também que havia registrado a patente daquilo que imaginava ser uma nova vacina contra o sarampo. Na segunda-feira 24. os editores do The Lancet se retrataram. Em fevereiro. Entre elas.A alegação de Wakefield era das mais arriscadas. Disse que a cassação de seu registro foi “um pequeno acidente de percurso”.” Vários estudos foram realizados nos anos seguintes com milhares de crianças. As crianças com sinais de autismo foram submetidas a punções lombares e a colonoscopias que não iriam lhes trazer qualquer benefício. Sua hipótese: a imunização contra o sarampo causaria uma séria inflamação intestinal. Wakefield prestava assessoria a advogados de famílias autistas interessadas em processar os fabricantes da vacina tríplice. presidente do General Medical Council. Num documento de 143 páginas. Wakefield mora nos Estados Unidos. Uma das crianças. faltariam médicos no mundo. É uma tentativa de apagar um passado vergonhoso. que a vacina havia danificado os intestinos. Segundo ele. os sintomas haviam aparecido entre um e 14 dias depois da vacinação. Trabalhava numa clínica de medicina alternativa em Austin. O médico não perdeu o registro profissional apenas porque publicou um artigo ruim. Wakefield se complicou por outras razões. recebeu doses dessa substância sem que o pediatra dela fosse avisado. A ligação não lhe parece frágil? “Publicar no The Lancet é o sonho de todo pesquisador da área médica”. diz o pediatra Gabriel Oselka. da rede de TV NBC. “Nunca entendemos como o The Lancet foi capaz de publicar um artigo tão fraco. no Texas. diz Oselka. Wakefield concluiu. da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Segundo o conselho. “desprezar o sofrimento das crianças submetidas ao experimento”. estava em Nova York e deu uma entrevista ao programa Today. O artigo foi extraído das bases de consulta da publicação. “Está comprovado que não existe qualquer relação entre a vacina tríplice e o autismo”. disse Surendra Kumar. então. Dizia ter diagnosticado uma inflamação no intestino das crianças que haviam tomado a vacina tríplice alguns dias antes. Nove das doze crianças participantes do estudo também tinham autismo. elas danificariam os neurônios e levariam ao aparecimento do autismo. por sinal. Ele também mentiu aos editores do The Lancet sobre seus conflitos de interesse. Lá. mas se desligou em fevereiro. Wakefield coletou amostras de sangue de crianças na festa de aniversário do próprio filho. O comportamento dele revela vários exemplos de má prática profissional”. Afirmou que vai continuar sua pesquisa para tentar comprovar a relação entre a vacina e o autismo. dos Estados Unidos. . Não se sabe onde trabalha atualmente. Teria pago 5 libras a cada uma.

Tudo isso é resultado da ampla adesão dos brasileiros à vacinação. foram registrados os últimos 17 casos de sarampo no Brasil. não se sabe quantas pessoas foram atingidas nos últimos anos. É como a história da loira do banheiro. quando houve 2. “No caso da vacina tríplice. restabelecer a racionalidade leva tempo. a verdade aparece. A gravidade dos efeitos varia muito. Postado por Amanda Bueno às 10:48 2 comentários Marcadores: REPORTAGEM. Toda vacina (assim como todo remédio) pode provocar efeitos adversos. efeitos adversos ocorrem em uma pessoa a cada cerca de 300 mil”.201 casos. Jim Carrey é só um palhaço. DIZ ESTUDO Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut DA NEW SCIENTIST . porém. Para a maioria dos brasileiros. A rubéola foi registrada pela última vez em 2008.7% das crianças com menos de um ano. graças à enorme atenção que recebeu da mídia e à divulgação feita por celebridades. Wakefield está tentando construir uma carreira de mártir e pode ter muito sucesso nisso. diz Juvencio Furtado. Em fevereiro. Depois dessas ondas de grande impacto emocional. Em 2009. Apelar para o emocional. Poucos brasileiros deixaram de vacinar seus filhos por medo de que a imunização provocasse autismo. lá estavam Carrey e Jenny defendendo Wakefield. Segundo os especialistas. A questão é avaliar se o benefício compensa os riscos. que apavorou a vida escolar da geração que hoje tem 40 anos. no entanto. Ou como os emails catastróficos que condenam a vacinação contra o vírus H1N1. escreveram num manifesto. A crença de que a vacina tríplice provoca autismo virou uma lenda urbana. Em 2000.Sempre existiram pessoas que optam por não vacinar seus filhos. causador da gripe suína. Elas acreditam que o sistema imune pode ficar comprometido ou que as vacinas podem causar doenças. VACINA Links para esta postagem SOMBRAS PIORAM PERCEPÇÃO EM CRIANÇAS AUTISTAS. não ficou restrita a esse público tradicionalmente avesso à vacinação. os casos de caxumba também estão diminuindo. É um problema a menos para o Brasil. Mais cedo ou mais tarde. diz Furtado. professor de infectologia da Faculdade de Medicina do ABC. para a teoria da conspiração é um truque que pode funcionar em casos desse tipo. “Em trinta anos de profissão nunca tive um paciente que morreu por causa de uma vacina”. A caxumba não é uma doença de notificação compulsória. A mensagem de Wakefield. Vai de uma febre até a morte (que ocorre em raros casos). É possível que em breve lance algum livro na linha “a verdade por trás das descobertas sobre autismo e vacinas”. “Ele está sendo vítima de uma campanha orquestrada para impedir o avanço de suas pesquisas”. portanto. a vacina tríplice foi recebida por 99. Atingiu muito mais gente.

por exemplo. Castiello e seu grupo descobriu que crianças com autismo nomeavam os objetos sem sombra mais rapidamente e objetos com sombra mais lentamente que crianças sem autismo. Umberto Castiello. crianças sem autismo conectam objetos e suas sombras de uma maneira que facilita o reconhecimento de objetos. Agora um estudo publicado na revista "Plos ONE" mostra que a presença de sombras em objetos também prejudica o processamento visual em autistas. Para crianças com autismo. Postado por Amanda Bueno às 10:27 0 comentários Marcadores: PESQUISA. as sombras) para ajudar a interpretar dados visuais. faz pouca diferença se as sombras são consistentes com o objeto ou não. Frith nota que crianças com autismo gostam de montar quebra-cabeças. Uma possível aplicação do resultado é o uso de salas de aula mais bem iluminadas para que turmas de autistas tenham menos distrações. Segundo Castiello. contudo. da Universidade de Pádua (Itália) e colaboradores compararam a habilidade de 20 crianças com autismo e 20 crianças sem autismo reconhecerem objetos desenhados com ou sem sombras. De maneira mais geral. A parte e o todo De acordo com Uta Frith. Elas acham. não mostram interesse na figura final. o tempo para nomear o objeto é maior do que quando a sombra é consistente com o objeto. mas. no Reino Unido. os resultados concordam com a teoria de que autistas não utilizam o contexto em torno de um objeto (no caso. por exemplo um vaso redondo com uma sombra triangular. UTA FRITH sexta-feira. 28 de maio de 2010 Links para esta postagem . mais difícil compreender expressões faciais que crianças sem autismo.Já se sabia que crianças autistas têm dificuldades para processar imagens. autistas parecem prestar mais atenção para as partes do que para o todo. psicóloga especializada em autismo do University College London. ao contrário de crianças sem autismo. Quando essas crianças veem imagens com sombras inconsistentes com o objeto.

também se controlaram outras intervenções. ferro e proteína de alta qualidade. para garantir que todas as mudanças observadas seriam devidas às alterações de dieta. atenção e funcionamento intestinal Queridos amigos! Quero opinões a respeito! Que tal discutirmos este assunto? Entrem na comunidade do blog: Caminhos do Autismo . Apesar de não terem sido observadas melhoras. Os pesquisadores conseguiram o difícil mas crucial feito de garantir que os participantes recebessem os nutrientes necessários.com/ A crença popular de que mudanças específicas na dieta poderiam melhorar os sintomas de crianças com autismo não conseguiu comprovação em estudo controlado feito pela Universidade de Rochester. Diferentemente de estudos prévios. já que dietas livres de glúten e caseína podem conter quantidades inadequadas de vitamina D. particularmente aquelas com sintomas gastrointestinais significativos. Estudos anteriores não controlaram tais fatores. podem conseguir alguns benefícios com as mudanças de dieta.Orkut | URMC-Newsroom | Tradução: Inês Dias | postagem retirada do blog: http://cronicaautista. os pesquisadores reconheceram que alguns subgrupos de crianças. como o tipo de tratamentos comportamentais que as crianças receberam. cálcio. Este estudo é a pesquisa de dieta e autismo mais controlada até agora.Dieta sem glúten e autismo: pesquisa não confirmou melhora do comportamento Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Estudo controlado não constatou benefícios no sono. que verificou que eliminar glúten e caseína das dietas de crianças com autismo não teve impacto nos seus padrões de comportamento. sono ou intestinos.blogspot. .

e começou em 2003 para avaliar cientificamente seus efeitos. Os lanches foram preparados de forma que sua apresentação. brownies ou biscoitos. As famílias tiveram que adotar estritamente uma dieta SGSC e participaram de intervenções comportamentais intensivas durante o estudo. centeio e leite. O estudo de Hyman incluiu 22 crianças entre 2 e meio e 5 e meio anos de idade. Além disso. Catorze crianças completaram as 18 semanas de mudanças na dieta. médica e professora associada de pediatria do Hospital Infantil Golisano do Centro Médico da Universidade de Rochester (URMC) e pesquisadora chefe do estudo apresentado sábado (22/5/2010) no Encontro Anual de Pesquisa em Autismo na Filadélfia. separados ou nada. sabor e textura fossem iguais. As observações dos pais tiveram um papel importante nas primeiras descobertas sobre tratamentos para crianças com autismo. este era adiado até que a criança voltasse ao seu comportamento rotineiro). separadamente ou em conjunto. Além disso. Depois da dieta de lanches com glúten e caseína. cálcio e outros. a equipe de pesquisadores e a de terapeutas .pudesse saber o que ele continha. mas este pequeno estudo não verificou benefícios significativos". ferro. Recebiam lanches uma vez por semana com 20 gramas de farinha de trigo e 23 gramas de leite desidratado desnatado ao mesmo tempo. Os pais. os pais mantiveram os hábitos normais de alimentação. a equipe de nutrição trabalhou junto às famílias para fazer com que os lanches fossem ao encontro das preferências de cada criança. cevada. e placebo. (Se o comportamento da criança não era o seu usual na hora prevista para o lanche. tais como os benefícios da melatonina para o sono. até que todas as crianças recebessem cada tipo de lanche 3 vezes. o que foi um inovador exercício de cozinha. A interação social e a linguagem foram avaliadas através da pontuação de um vídeo de uma sessão de brincadeira padronizada com um assistenta de pesquisa. As dietas das crianças foram cuidadosamente monitoradas durante o estudo para garantir que estivessem consumindo adequadamente nutrientes como vitamina D. A pesquisa foi uma resposta aos relatos amplamente divulgados por pais sobre os benefícios da dieta SGSC. as crianças receberam aleatoriamente glúten. alergias de leite e trigo e doença celíaca."Seria maravilhoso para as crianças com autismo e suas famílias se descobríssemos que a dieta SGSC realmente poderia ajudar. As crianças foram examinadas quanto à deficiência de ferro e vitamina D. caseína. o estudo não incluiu crianças com doenças intestinais significativas. dieta e idas ao banheiro. É possível que essas crianças e outros grupos específicos possam se beneficiar". distribuído ao acaso e apresentado de forma que nenhum observador – incluindo a família. dependendo do gosto de cada uma. "No entanto. a criança. os participantes do estudo não apresentaram . Outros voluntários foram excluídos por não conseguirem aderir às exigências do estudo. iogurte ou smoothies (vitamina de frutas batida com sorvete) e o glúten em pão de banana. Depois de pelo menos 4 semanas de dieta. disse Susan Hyman. que exclui proteínas do trigo. A caseina foi disfarçada em pudins. professores e assistentes de pesquisa preencheram questionários padronizados sobre o comportamento das crianças um dia antes de receberem o lanche e também 2 e 24 horas após.

O estudo foi patrocinado pelo Programa de Pesquisas Avançadas em Tratamentos do Autismo do NIH (Insituto Nacional de Saúde Mental) e pelo NCRR (Centro Nacional de Recursos para Pesquisas). Hymam afirmou: "Isso é somente a ponta do iceberg. As crianças apresentaram uma ligeira melhora na linguagem social e no interesse em interação após os lanches com glúten e caseína na escala Ritvo Freeman de avaliação. . atividade. A Dra. Os pesquisadores acentuam que esse estudo não foi desenhado para analisar dietas mais restritivas ou efeito de suplementos nutricionais sobre o comportamento. Foi desenhado para observar os efeitos da retirada do glúten e da caseína da dieta de crianças com autismo (sem doença celíaca) e os efeitos subsequentes da retomada do consumo dessas substâncias em um grupo de crianças recebendo intervenção comportamental intensiva precoce. Há muitos possíveis efeitos da dieta. tal achado pode se dever somente ao acaso. incluindo super e subnutrição sobre o comportamento de crianças com TEA que precisam ser investigados cientificamente de maneira que as famílias possam tomar decisões bem informadas sobre tratamentos para seus filhos". Isso significa que. mas não alcançou significância estatística. por causa da pequena diferença e o pequeno número de participantes.mudanças na atenção. EPIDEMIA DE AUTISMO? UMA OPINIÃO Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut postagem retirada do execelente blog: Autismo e a Casa da Esperança texto escrito por:Alexandre Costa e Silva. sono ou frequência e qualidade dos hábitos intestinais.

Algumas crianças que hoje seriam diagnosticadas com autismo. o seriam na época com "esquizofrenia infantil". O DSM-III-R (revisão da 3ª edição) mudou o nome do transtorno para "transtorno autista" em 1987. meu mundo". o autismo havia sido descrito há poucos anos. e denominava-se "Autismo Infantil" (desprezando diagnósticos em adultos) e a criança teria que preencher todos os 06 para ser considerada autista. nesta época. em que a pessoa basta preencher 02 condições do primeiro conjunto. a mídia descobriu o autismo. com o lançamento da segunda edição. Apenas no DSM IV. surgia um caso de autismo. Apenas em 1980. totalizando 11 critérios ao todo. transtorno de conduta. falava-se que em um para cada dez mil nascimentos. Neste ínterim. em seu livro "Unstrange Minds: Remapping the world of autism". antropólogo e pai de Isabel. E as crianças que antes eram diagnosticadas como tendo retardo mental severo. Desde o longínqüo "Meu filho. uma menina com autismo. Este número cresceu dez vezes: Hoje se fala em um por cento da humanidade. com o lançamento do DSM III. Em 1968. passando pelo Blockbuster "RainMan" até thrillers de suspense psicológico como "Testemunha do Silêncio" e mesmo filmes de ação com "Código da Morte" retratam o tema.Um Mundo Obscuro e Conturbado". O autismo era mesmo "obscuro": a descrição continha apenas 06 critérios.Há uma década. até esquizofrenia e Déficit de Atenção – na falta de uma definição melhor – estão sendo diagnosticadas com autismo. permitindo que adultos fossem também considerados autistas. baseado em três conjuntos de características. Esta edição diferencia a Síndrome de Asperger do Transtorno Autista por uma melhor performance verbal e cognitiva. Estamos produzindo autistas em massa? A resposta mais concreta é não. No entanto. Roy Richard Grinker. datado de 1944. por Uta Frith. e introduz o sistema atual. Com argumentos concisos e fundamentados historicamente. não por acaso. por esse manual. demonstra convincentemente que não há motivo para pânico. Em 1952. a categoria "Síndrome de Asperger" surgiu. traduzido para o Português com o infeliz título "Autismo . três anos após a tradução. quando foi lançado o DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders). 02 do segundo e 01 do terceiro para ser diagnosticada. em seu livro "Autismo e Síndrome de Asperger" do artigo original do psiquiatra vienense. em 1994. nada mudou. essa lacuna foi preenchida. .

Me preocupa. Andrew Wakefield. Pesquisa causou enorme queda nos índices de vacinação. O Senador Paulo Paim deveria ampliar seu círculo de consultores. acaba de perder sua licença médica no Reino Unido. menos a busca de enfrentamento sério dos problemas em torno do autismo. ele está sendo alimentado por grupos cujo propósito pode ser qualquer outro. Faço coro com Grinker.Assim se fabricou vários mitos. apoiado em um único estudo. que chega-se a arriscar a vida dos filhos para combater moinhos de vento. publicado pela revista britânica "The Lancet". cujo autor. no entanto. pois. O autor de "Remapping Autism". Links para esta postagem . Mais uma vez: não se perde uma criança para o autismo. dentre eles o da intoxicação pela vacina. 24 de maio de 2010 MÉDICO BRITÂNICO QUE LIGOU VACINA AO AUTISMO PERDE REGISTRO Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Andrew Wakefield publicou estudo com conclusões equivocadas em 1998. Isso só significa que mais atenção está sendo dada ao tema. propondo a dotação de recursos para "tratar" autismo utilizando modelos baseados na mesma matéria-prima da "histeria": O pavor de perderem seus filhos para o autismo. a julgar pelas notícias que recebo de seu projeto de lei. por ter falhado em identificar a falta de rigor e de ética do estudo publicado. Perde-se todas as vezes que se quer ir tão longe na negação do que não compreende. Pânico em torno de um transtorno pode também significar lucro para quem prometelhe a cura. que retratou-se perante a comunidade científica. que grupos que disseminam pânico e meias verdades sobre o tema estejam tendo acesso à esfera legislativa brasileira. Postado por Amanda Bueno às 19:33 0 comentários Marcadores: AUTISMO EPIDEMIA segunda-feira. que vê com muito bons olhos a tal "epidemia".

ele afirma que a ação impetrada contra ele e contra seu colega de 73 anos. afirmou ter tido consentimento para usar as crianças envolvidas na pesquisa. A revista publicou uma retratação este ano por conta do artigo. publicado em 1998. 53 anos.Um médico britânico que relacionou a vacina contra sarampo-papeira-rubéola (MMR) ao autismo perdeu seu registro nesta segunda-feira depois de ter sido condenado por má conduta profissional. agiu de forma "desonesta". O Conselho Geral de Medicina (GMC) considerou que Andrew Wakefield. e anunciou que apelará da decisão. O médico. e o processo é uma forma de proteger o governo da exposição no escândalo da vacina MMR". que também teve seu registro cassado nesta segundafeira. Postado por Amanda Bueno às 23:48 0 comentários Marcadores: NOTÍCIA. saiba mais Revista médica 'The Lancet' se retrata de estudo que ligava vacina a autismo Estudo descarta relação entre autismo e mercúrio no organismo O estudo de Wakefield. VACINA Links para esta postagem Estudo identifica gene com papel-chave em risco de autismo Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut . o professor John Walker-Smith. "Esses esforços (têm como objetivo) me desacreditar e me silenciar. disse. "enganosa" e "irresponsável" enquanto fazia uma pesquisa sobre uma possível ligação entre a vacina com doenças intestinais e autismo. que era consultor honorário em gastroenterologia experimental no London's Royal Free Hospital na época do estudo. Em um comunicado. e apesar de especialistas e governos terem garantido que a vacina era segura. foi uma tentativa de silenciá-lo. gerou grandes controvérsias. depois de o Conselho Geral de Medicina ter considerado que Wakefield havia sido "desonesto" enquanto realizava a pesquisa. causou uma enorme queda nos índices de vacinação. PESQUISA. na revista especializada The Lancet.

As mudanças influenciam genes que ajudam a formar e manter conexões entre as células do cérebro. chefe da equipe de pesquisadores. mas todas elas são relativamente raras. Uma variante. com menos intensidade. Complexo Hakon Hakonarson. o autismo também está relacionado. O estudo destacou em particular uma variante genética comum. Proteínas Para o atual estudo.todas elas apontavam para genes específicos do cromossomo 5. Segundo os cientistas. a um grupo de cerca de 30 genes que produzem proteínas que ajudam as células cerebrais a migrar para os lugares certos e a se conectarem às células vizinhas. Outras mudanças genéticas notadas pelos pesquisadores ocorrem em genes envolvidos em um sistema de "reciclagem" celular que provavelmente assegura que essas proteínas atuem em perfeita ordem. se "consertada". Cientistas da Universidade da Pensilvânia detectaram pequenas mudanças genéticas que parecem ter um forte impacto na probabilidade de um indivíduo desenvolver o autismo e outras doenças relacionadas. que controla a produção de proteínas que ajudam as células a se manterem juntas e a realizar as conexões nervosas. como a síndrome de Asperger. poderia diminuir os casos de autismo em 15%. está presente em mais de 65% dos casos de autismo. ligada a um gene chamado CDH10.Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado na revista científica Nature apresentou as provas mais convincentes encontradas até hoje de que os genes tem um papel fundamental no desenvolvimento do autismo. Eles encontraram muitas variantes genéticas normalmente associadas ao autismo . Por isso. buscando no genoma humano as pequenas diferenças entre as pessoas que sofrem de autismo e aquelas que não apresentam o problema. reconheceu que a genética por trás do autismo é complexa. nos sentimos obrigados a encontrar provas de que mutações em genes envolvidos nas conexões cerebrais aumentam o risco de uma criança desenvolver o autismo". afirmou. que. e os pesquisadores calcularam que solucionando esta mudança seria possível cortar o número de casos em 15%. entretanto. os pesquisadores analisaram mais de 10 mil pessoas. . "Outros pesquisadores da doença já sugeriram que ela ocorre por causa das conexões anormais entre as células cerebrais durante o desenvolvimento da criança ainda nos primeiros estágios da vida. Pesquisas anteriores já relacionou outras variantes genéticas ao autismo.

com /32334176. Evento gratuito. "O quebra-cabeças está sendo montado pouco a pouco. a capacidade de comunicação e o comportamento. Mas. PESQUISA E TROCA DE EXPERIÊNCIAS SOBRE AUTISMO E SÍNDROME DE ASPERGER SE REÚNE EM FLORIANÓPOLIS Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut postagem retirado do Blog Diversidade Autista. Postado por Amanda Bueno às 02:02 0 comentários Marcadores: GENÉTICA. . afirmou." Segundo Simon Baron-Cohen. para ele. até hoje já foram identificados 133 genes que podem estar ligados à doença. PESQUISA Links para esta postagem GRUPO DE APOIO.84097565 Local : Flor do Campus (escola próximo aos escoteiros dentro da UFSC) Apesar de atualmente termos mais acesso a material seja em livros e principalmente a internet. na GrãBretanha. especialista em autismo da Universidade de Cambridge. e cada um interage com outros genes e com fatores externos para desencadear a doença. cada indivíduo apresenta-se de forma diferenciada. e a ciência do autismo está acelerando de maneira promissora". Inscrições: Alessandra Gutierrez guiauismo@gmail. devemos lembrar que o autismo é algo muito “individual” sendo cada caso um caso. ainda são necessários novos estudos para se descobrir como eles interagem entre si e com o ambiente externo. O autismo e doenças relacionadas afetam a interação social."Mas provavelmente cada gene contribui um pouco para o risco. e apesar das características em comum.

principalmente. médico.Porém o contato e a experiência de quem convive diariamente com o autista nesses casos. alunos ou familiares autistas. que traz conforto para as pessoas que estão lidando atualmente com crianças e adolescentes. psicólogos. especialistas. etc) para trazer esclarecimento técnico. conhecidos. iremos escolher temas que deverão ser estudado a parte e debatido nas reuniões. Autistas podem ter neurônios-espelho normais. (fonoaudióloga. que não se consegue muitas vezes obter vida acadêmica. Descrição do evento: Durante a realização deste encontro.com/neuron/home . familiares. relatam e debatem sobre suas vivências com filhos. sugere estudo publicado na revista "Neuron". num primeiro momento para nortear os estudos. pensou-se na iniciativa de montar um grupo. professores e outras pessoas interessadas no tema Autismo e Asperger trocam experiências. e é com essa troca de experiências e vivências a oportunidade de saber mais e aprender. psiquiatra. são momentos únicos. pais. podem nos trazer mais suportes para lidar com esse desafio! Com intuito dessa troca de experiência. http://www. apresentam novas informações e. Estratégias práticas para pais e profissionais. de estudos e apoio a assuntos ligados a Autismo e AS. amigos. e claro a participação dos pais e professores contribuindo com seus relatos que é um ponto muito importante.cell. Como funciona: A cada um sábado do mês. Usaremos o livro*: Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger. sempre será avisado com antecedência os assuntos a serem trabalhados. sempre com algum profissional da área. “Para conviver é preciso conhecer”.

Áreas do cérebro ligadas ao sistema de neurônios-motores (córtices pré-motor e parietal) foram ativadas em ambos os grupos. No trabalho publicado na "Neuron". o nível da atividade cerebral foi similar nos dois grupos. Além disso. Uma teoria comumente aceita é a de que esses neurônios não funcionam direito. Os participantes realizaram movimentos manuais ou assistiram a movimentos realizados por outras pessoas enquanto sua atividade cerebral era monitorada por um aparelho de ressonância magnética funcional.Lembrete importante: Este é um estudo com apenas 13 autistas. mas não quando as ações eram diferentes. Diferentemente de estudos anteriores. porém. em Rehovot (Israel). A ideia é que o mau funcionamento desses neurônios estariam por trás das dificuldades que pessoas com autismo tem para interpretar as intenções de outras pessoas e para mostrar empatia. . é possível que autistas imitem movementos mais lentamente que pessoas normais. do Instituto Weizmann. Estudos anteriores mostraram que a atividade cerebral em áreas com muitos desses neurônios é menor em autistas do que em pessoas normais quando ambos os grupos realizavam e observavam ações simples. a atividade cerebral emudeceu quando os dois grupos realizaram ou observaram as mesmas ações repetidas vezes. é possível que outras diferenças entre os grupos expliquem os resultados experimentais. Dinstein e colaboradores na Universidade de Nova York conduziu novo experimento com 13 autistas e s. Atentem sempre à relevância estatística. o que seria refletido em atividade cerebral diferente entre os dois grupos. Por exemplo. investigou possibilidades alternativas. ok? -------------------------------------------------------------Neurônios-espelho são células do cérebro que são ativadas quando alguém realiza uma ação ou apenas observa a mesma ação. Para Dinstein. o neurocientista Ilan Dinstein.

Graças aos métodos não convencionais da médica. sob algumas condições experimentais. Em cena. a moça consegue vencer o silêncio e a imobilidade. O espaço cênico. montado no Sesc Pompeia. Com suas cadeiras. Aos poucos. do espanhol José Sanchis Sinisterra. PESQUISA PEÇA DE TEATRO QUE RETRATA AUTISMO . respectivamente. o público pode escolher para onde olhar. a situação começa a sair do controle da terapeuta.ESTRÉIA DA "MÁQUINA DE ABRAÇAR" Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no Facebook Amanda **** amandabueno.autismo@gmail.com Para mexer com a percepção da plateia.autismo@gmail. transforma o espectador num participante de uma conferência sobre autismo. escrito em 2002. começa com a terapeuta Miriam apresentando os avanços que tem conseguido com Íris. acompanhando o movimento das atrizes. Com direção de Malu Galli. . em São Paulo. as atrizes Mariana Lima e Marina Vianna interpretam paciente e terapeuta. Voltarei a abordar este assunto quando tiver mais informações. Um grande abraço! ** amandabueno. NEURÔNIOS ESPELHO. um de frente para o outro e ligados por uma passarela. "A Máquina de Abraçar". que é autista. A área da plateia foi montada entre dois palcos.O resultado indica que. espetáculo que estreou 05/05. os neurônios-espelho de autistas comportam-se como os neurônios de pessoas normais. conta com cadeiras giratórias. Enviei alguns emails para especialistas para saber opiniões à respeito da publicação deste estudo. estrategicamente posicionadas.com Postado por Amanda Bueno às 10:35 1 comentários Links para esta postagem Marcadores: NEUROCIÊNCIA. o texto inédito.

Além do palco especial. a peça parte do autismo para falar sobre a condição humana. BRASIL. São trabalhos de artistas contemporâneos. TEATRO quinta-feira. Elas se fundem e vão trocando de função. Até 6/6. A Máquina de Abraçar . 80 min.blogspot. "Vai ficando mais poético. sob curadoria de Raul Mourão. 93). (011) 3871-7700. Estreia: 05/05. AUTISMO. às 21h30.Sesc Pompeia (Rua Clélia. Caetano Gotardo. às 20h. Tel. às 21h30.Para a diretora Malu Galli. Domingos e feriados. De quinta a sábado. "A obra discute a dificuldade que todos temos de sair de nós mesmos". o texto abandona o realismo inicial e revela a relação simbiótica entre as mulheres. 13 de maio de 2010 EXAME PRÉ-NATAL PODERÁ ACUSAR AUTISMO Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Pesquisa Exame pré-natal poderá acusar autismo 12 de janeiro de 2009 Uma pesquisa da Universidade de Cambridge publicada nesta segunda-feira pode abrir caminho para o diagnóstico pré-natal de autismo. Eduardo Coimbra. instalações e esculturas. o estudo deve trazer consigo . explica. No fim. O objetivo é utilizar outras linguagens para surpreender quem for assistir ao espetáculo. Ingressos: R$ 16. 88 lugares. As informações são do Jornal da Tarde.com/2010/01/teatro-maquina-de-abracar. "A Máquina de Abraçar" oferece uma exposição de vídeos. 16 anos. VÍDEOS E ENTREVISTAS DO ELENCO: http://caminhosdoautismo. Rodrigo Marçal e Nino Cais.html Postado por Amanda Bueno às 09:30 0 comentários Links para esta postagem Marcadores: A MÁQUINA DE ABRAÇAR. Por outro lado. INDICAÇÃO. No decorrer da montagem. como Chelpa Ferro. diz. não se sabe quem tem poder sobre quem".

a condição é muitas vezes associada à genialidade e a um grande poder de concentração responsável por habilidades extraordinárias em matemática e música. a outra faceta do distúrbio traz crianças incapazes de se comunicarem e forçadas a viver em instituições especializadas. O professor levanta a questão principalmente devido ao conceito que se tem de autismo. uma autoridade mundial no assunto. pergunta o próprio Cohen.com. Cientistas liderados pelo professor Simon Baron-Cohen. No entanto. Um grande abraço. seria desejável?". Os resultados da pesquisa podem servir de base para o desenvolvimento de uma amniocentese (usada para detectar síndrome de Down) para identificar casos de autismo ainda na barriga da mãe. PESQUISA Links para esta postagem FIOCRUZ DESENVOLVE EXAME INÉDITO. Cohen avalia que é preciso começar a debater a questão. Atenção para esta notícia. Apenas 16 autistas. ------------------------------------------------------Postado por Amanda Bueno às 08:44 0 comentários Marcadores: FUTURO. E MAIS CONFIÁVEL . Mas autismo é frequentemente associado ao talento. ressalta.uma série de controvérsias. acompanharam 235 crianças desde antes do nascimento até os oito anos de idade. O estudo ainda não foi publicado! Os testes foram feitos com uma mostragem muito baixa. Por isso. GENÉTICA. PARA AUTISMO Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Amigos. Mas a possibilidade de realizar esse tipo de teste traz outros questionamentos: "Se existisse um pré-natal para autismo. Caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e pela criação de um mundo autônomo. . Sei que é muito bom ler um notícia desta. Estes estudos só são confiáveis quando possuem continuidade e comprovação. "O que nós perderíamos se crianças autistas fossem eliminadas da população? Existe um teste para a síndrome de Down que é permitido e os pais exercem o seu direito de optar pelo aborto. Não é fonte científica. Um possível exame pré-natal para diagnosticar autismo não poderia. É uma condição diferente". a princípio. Eles concluíram então que altos níveis de testosterona no líquido amniótico de mulheres grávidas estava associado a sintomas de autismo na infância. identificar para qual desses extremos seria levada a criança. sobretudo a respeito da possibilidade de aborto nesses casos. Atenção! Esperança é sempre bem-vinda. mas cuidado com alarde! A fonte é exclusividade da VEJA.

Os resultados.com Exclusivo VEJA. para autismo 23 de outubro de 2009 O Brasil está desenvolvendo um exame laboratorial inédito para o diagnóstico do autismo.autismo@gmail. Exames como a eletroencefalografia. "Com isso. mas de maneira mais atenuada. portanto. apresentaram deficiência no lado direito do cérebro. O recurso torna o exame mais completo que outros. Agora.com | Medicina Fiocruz desenvolve exame inédito. nem sempre são satisfatórios quando não são empregados métodos de estimulação.Amanda ** amandabueno. Vladmir Lazarev. ." De acordo com Lazarev. projeta-se sobre o paciente uma luz que pisca de forma ritmada. por exemplo. diz o pesquisador responsável. a vantagem do novo método está no uso da foto-estimulação rítmica. que é responsável pelas habilidades sócioafetivas da pessoa confira aqui quadro sobre o cérebro -. centro de pesquisas ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). cientista russo radicado no Brasil há 15 anos. podemos concluir que há uma deficiência funcional no hemisfério cerebral direito do autista". mas os resultados são promissores". explica Lazarev. a reação deste ao estímulo luminoso pode indicar se ele apresenta alterações que podem se relacionadas à doença. Os 16 autistas examinados durante a pesquisa. Em linguagem comum: durante o já usual eletroencefalograma. muito significativos estatisticamente. "Testamos o método em 16 autistas jovens e obtivemos dados homogêneos. do Instituto Fernandes Figueira. não detectam alteração na atividade elétrica do cérebro. no Rio de Janeiro. "Ainda estamos em fase de estudos. Como o autismo é uma doença do cérebro. A previsão é de que o exame esteja pronto em até cinco anos.. e mais confiável. Nesta parte. a atividade elétrica cerebral dos pacientes seguia o ritmo da luz. estimulando os neurônios do cérebro a acompanhar no mesmo ritmo. uma alteração caracterizada por isolar seu portador do mundo ao redor. O método promete ser uma alternativa mais confiável aos testes de laboratório hoje usados para identificar a doença. queremos fazer novos testes. se empregados com o paciente em estado de repouso.

diz o pesquisador.tem comprometimento da linguagem. Ou seja. em níveis variáveis. já a partir dos dois anos pode apresentar os primeiros sinais da doença. parceiro de Lazarev na pesquisa.ainda é desconhecido. emitem menos sinais da doença. como a agressividade. como a ausência de linguagem e a dificuldade de brincar". Eles não vão se curar. complementam o diagnóstico do autismo feito clinicamente. Embora sejam iguais aos demais na dificuldade de compreender o contexto em que se encontram. um mal neuropsiquiátrico funcional. mas uma série de distúrbios de desenvolvimento capazes de comprometer a interação social. O papel do ambiente . vão superar algumas dificuldades que os outros podem não superar porque não foram estimulados. a comunicação social e as habilidades imaginativas. Está provado que. o autismo é considerado hoje não apenas uma doença. Daí a importância de um diagnóstico objetivo cada vez mais confiável. "O que se sabe é que a pessoa nasce com predisposição para o autismo e. o parecer deve sempre ser associado aos exames de laboratório. mais grave e com níveis diferentes de inteligência". o prognóstico é melhor.de 30% a 40% . O restante .das influências externas recebidas pelo autista . conta Pontes. ter aspectos parecidos com os de outras enfermidades". quando o paciente é avaliado por médicos de diferentes especializações: pediatra. "O ideal é diagnosticar a doença até os três anos. mas o portador da doença pode tomar remédios contra sintomas específicos.entre 60% e 70% . A base da doença é genética. quando se faz a intervenção precoce. "O autismo não é uma coisa única.mais leve.Os métodos laboratoriais. que pode demorar a ser identificada e tratada. A grande maioria dos doentes . explica Lazarev. além de um psicólogo. isoladamente. "A dificuldade em diagnosticar clinicamente o autismo se deve ao fato de a doença. são chamados de autistas de alto desempenho. Entenda melhor a doença . há várias formas de autismos que variam no grau de comprometimento das funções . mas vão se desenvolver mais. tecnicamente.Diagnóstico complexo . neurologista e fonoaudiólogo. . moderado. chamados de métodos de tipo objetivo." O autismo não tem cura.tem linguagem e inteligência normais e. Isso é um fator de risco.Segundo Adailton Pontes.

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