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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo TC. N° 02091/04

Dispensa de Licitação seguida de Contrato. Secretaria da


Saúde do Estado. Recurso de Apelação contra decisão
consubstancia no Acórdão AC2 TC nO1.458/2006. Pelo
conhecimento e não provimento do Recurso.

ACÓRDÃO APL TC N°

Vistos, relatados e discutidos os autos do Processo TC n.? 02091/04, no tocante ao


Recurso de Apelação, interposto pelo ex-secretário da saúde do Estado, Dr. José Joacio de Araújo
Morais, com fundamento no art. 187 e ss. do RITCE-PB, contra decisão consubstancia no Acórdão
AC2 TC nO1458/2006; e

CONSIDERANDO que a Segunda Câmara deste Tribunal, em 20/12/2005, por


unanimidade de votos, através do Acórdão AC2 TC nO1.486/2005, publicado no DOE de 12/0112006,
julgou irregulares a dispensa de licitação nO 10/2004 e o correspondente contrato PJ nO 33/2004,
firmado entre a Secretaria da Saúde do Estado e a Cooperativa dos Anestesiologistas da Paraíba -
COPANEST, destinado a contratação de serviços médico-hospitalares na área de anestesiologista, a
serem prestados na Materinidade Frei Damião, no valor mensal de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), com
vigência de seis meses, utilizando como suporte legal o art. 24, inciso IV, da Lei nO 8666/93, com
aplicação da multa ao gestor, no valor de R$ 2.534,15;

CONSIDERANDO que, em 30/01/2006, através do Documento TC nO01942/06, fls.


79/81, o interessado protocolizou Recurso de Reconsideração requerendo a reforma da decisão
contida no Acórdão AC2 TC nO 1.486/2005 , principalmente no tocante à aplicação de multa, com
julgamento, através do Acórdão AC2 TC nO 1.458/2006, publicado no DOE de 10/01/2007, pelo
conhecimento e, no mérito, pelo não provimento, mantendo-se a decisão recorrida, com renovação do
prazo de 60 dias para recolhimento da multa aplicada;

CONSIDERANDO que, ainda inconformado, o ex-secretário, em 11/01/2007, impetrou


Recurso de Apelação (Doc. TC nO 0893/2007), através de advogado habilitado (fls. 96/98), sob a
alegação de que inexiste afronta ao princípio constitucional do concurso público, uma vez que a
interrupção no atendimento hospitalar levaria risco à população indefesa, o que justificaria a
circunstancia em que foi firmado o contrato com a cooperativa médica; requerendo, ao final, o
recebimento do recurso em duplo efeito e julgamento procedente, para o fim de modificar o Acórdão
AC2 TC nO1.458/2006, inclusive no que tange à revogação da aplicação da multa;

CONSIDERANDO que a Auditoria deste Tribunal, ao analisar o Recurso de Apelação


(fls. 101/104), posiciona-se pela irregularidade do processo de dispensa e pela manutenção da multa
aplicada pela egrégia Câmara deste Tribunal;

CONSIDERANDO que a representante da Procuradoria Geral deste TCE, no Parecer


de nO 646/07 (fls. 105/106), opina pelo conhecimento do Recurso, posto que atendidos os
pressupostos de tempestividade e legitimidade e, no mérito, pelo seu não provimento, pois ainda que
~~~~~ o prejuízoao erário. é cabivel multa pelo desrespeitoa norma leg~a do art.ma

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo TC. N° 02091/04

CONSIDERANDO que, no entendimento do Relator, os argumentos do recorrente não


procedem, uma vez que a contratação de pessoal para serviços permanentes da administração
pública, apenas pode ocorrer mediante concurso público, caracterizando-se, no caso em questão, a
substituição desse Instituto, estando tal decisão em consonância com julgados anteriores proferidos
por essa Corte de Contas;

CONSIDERANDO os Relatórios da Auditoria, os Pareceres da Procuradoria Geral, o


voto do relator e o mais que dos autos consta;

ACORDAM os integrantes do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, à


unanimidade de votos, em sessão plenária realizada nesta data, em conhecer do Recurso de
Apelação interposto pelo ex-secretário da saúde do Estado, Dr. José Joacio de Araújo Morais, em
face da sua tempestividade e, no mérito neqar-Ihe provimento, mantendo-se, na íntegra, a decisão
proferida pela 2a Câmara, através Acórdão AC2 TC nO1.458/2006, renovando-se o prazo de sessenta
(60) dias, a contar da data da publicação do presente Acórdão, para que seja efetuado o
recolhimento, à conta do Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, cabendo a ação
ser impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), em caso de não recolhimento, com
intervenção do Ministério Público, na hipótese de omissão da PGE, nos termos do § 4° do art. 71 da
Constituição Estadual;

Publique-se, registre-se e intime-se.


SALA DAS SESSÕES DO TCE-PB PLENÁRIO MINISTRO JOÃO AGRIPINO.
) João Pessoa, 31 de outubro de 2007.

di
\ A bio Alves Viana
\1 C n elheiro Presidente

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Fui presente: / André Carlo Torres Pontes


/ Procurador Geral em exercício