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MERCADO FINANCEIRO NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL Profº Tiago Ramos dos Santos alunos@professortiagoramos.com.br

MERCADO FINANCEIRO

NEGOCIAÇÃO INTERNACIONAL

Profº Tiago Ramos dos Santos alunos@professortiagoramos.com.br

Mercado Financeiro

Mercado Financeiro “Não é o mais forte da espécie quem sobrevive, nem o mais inteligente, e

“Não

é

o

mais

forte

da

espécie

quem

sobrevive, nem o mais inteligente, e sim o

que melhor se adapta às mudanças

Charles Robert Darwin
Charles Robert Darwin
Bibliografia Adotada Fortuna, Eduardo Mercado Financeiro; produtos e serviços / Eduardo Fortuna 17ª ed. rev.

Bibliografia Adotada

Fortuna, Eduardo Mercado Financeiro; produtos e serviços / Eduardo Fortuna

17ª ed. rev. e atual São Paulo: Ed. Qualitymark, 2008

Webgrafia Indicada www.ipea.gov.br

www.bis.org

www.imf.org

www.bcb.gov.br

www.bovespa.com.br

Sobre o autor Tiago Ramos dos Santos, Administrador de Empresas pela FIT – Faculdades Integradas

Sobre o autor Tiago Ramos dos Santos, Administrador de Empresas pela FIT Faculdades Integradas Tibiriçá; Pós- Graduado em Comércio Exterior / Finanças pela FAAP Fundação Armando Álvares Penteado; Especialista - MBA em Marketing Financeiro pela FGV Fundação Getúlio Vargas / Mestrando em Marketing Financeiro pela FUNIBER Fundação Universitária Ibero americana e Voluntário do Hospital do GRAAC Grupo de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer do Estado de São Paulo. Atua no mercado de trabalho como Coordenador de Exportação de uma Instituição Financeira em São Paulo e

como Professor Universitário no Curso de Administração de Empresas e Gestão de Negócios da Universidade Paulista UNIP. Participou de cursos no exterior voltado para área dos business juntos as

Faculdades Enforex Business School - Madri/Espanha 2012, IH Business School Toronto/Canadá

2010 e Institute Geos Business School/New York 2008, participou de visitas técnicas Administrativas em

Lisboa/Portugal, Paris/França, Berlin/Alemanha, Roma/Itália e Buenos Aires/Argentina.Palestrante dos

cursos de CPA 10 e 20 e motivando com criatividade junto a palestramos.com

Mais informações: www.professortiagoramos.com.br

OBJETIVOS GERAIS DESTA DISCIPLINA Esta disciplina tem por objetivo principal estimular o aluno a compreender

OBJETIVOS GERAIS DESTA DISCIPLINA

Esta disciplina tem por objetivo principal estimular o aluno a compreender a estrutura do sistema monetário e financeiro como também o seu impacto sobre a

economia, ou seja, as relações entre o lado monetário (moeda) com o lado real

(insumos e fatores de produção) na formação do valor e da riqueza de cada

país; leia-se o papel da moeda e das quase moedas dentro do fluxo econômico

que resultará no Produto Interno Bruto. Sendo assim, procura contribuir para o

desenvolvimento das competências e habilidades requeridas dos Administradores

formados pela UNIP.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS A disciplina Mercado Financeiro insere-se na formação do Administrador como uma importante

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

A disciplina Mercado Financeiro insere-se na formação do Administrador

como uma importante ferramenta para a obtenção de uma visão integrada das relações

econômicas (sistema produtivo e o sistema monetário e financeiro), fazendo com que

ele identifique e entenda as oportunidades e ameaças que os sistemas monetários e

financeiros (nacionais e internacionais) podem acarretar sobre as atividades do setor

público, privado e da sociedade em geral.

Consideradas as premissas que norteiam a razão do ser da disciplina, são seus

objetivos:

* Contribuir para que o objetivo maior dos cursos de administração da UNIP,

que é o de formar melhores profissionais e melhores cidadãos, seja atingido;

* Contribuir para que os alunos possam desenvolver o conjunto de habilidades

que deles será exigido, enquanto administradores;

* Facilitar a compreensão das ameaças e oportunidades para as organizações.

1º Módulo de Mercado Financeiro

1º Módulo de Mercado Financeiro

INDICADORES ECONÔMICOS

PRINCIPAIS ÍNDICES:

PIB Produto Interno Bruto

PRINCIPAIS ÍNDICES: PIB – Produto Interno Bruto IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo IGP-M
PRINCIPAIS ÍNDICES: PIB – Produto Interno Bruto IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo IGP-M

IPCA Índice de Preços ao Consumidor Amplo

IGP-M Índice Geral de Preços

PTAX Taxa de Câmbio

SELIC Sistema Especial de Liquidação e de Custódia

Taxa DI Certificado de Depósito Interbancário

Taxa TR Taxa Referencial

INDICADORES ECONÔMICOS

PIB (Produto Interno Bruto)

INDICADORES ECONÔMICOS PIB (Produto Interno Bruto) O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos
INDICADORES ECONÔMICOS PIB (Produto Interno Bruto) O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços

produzidos por um país durante certo período; desde um pãozinho até o avião

produzido pela Embraer.

O índice só considera os bens e serviços finais, de modo que não calcula a

mesma coisa duas vezes.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também é um indicador econômico

que mede o valor de todos os bens e serviços produzidos no Brasil por

empresas nacionais e estrangeiras.

INDICADORES ECONÔMICOS

INDICADORES ECONÔMICOS IPCA – ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO O índice de IPCA, calculado pelo

IPCA ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO

O índice de IPCA, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística), serve como referência para fixar a meta de inflação.

IGP-M ÍNDICE GERAL DE PREÇOS

O IGP-M é calculado pela FGV Fundação Getúlio Vargas e é composto da

seguinte forma:

60% de IPA (Índice de Preço no Atacado)

30% de IPC (Índice de Preço ao Consumidor)

10% de INCC (Índice Nacional de Construção Civil)

INDICADORES ECONÔMICOS

PTAX TAXA DE CÂMBIO

INDICADORES ECONÔMICOS PTAX – TAXA DE CÂMBIO A Taxa de câmbio PTAX é divulgada pelo BACEN
INDICADORES ECONÔMICOS PTAX – TAXA DE CÂMBIO A Taxa de câmbio PTAX é divulgada pelo BACEN

A Taxa de câmbio PTAX é divulgada pelo BACEN Banco Central do Brasil no final de todos os dias úteis. A formação desta taxa é a média ponderada

das operações de câmbio realizadas no dia.

TAXA SELIC SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA

A SELIC é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercado se

balizam no Brasil, assim como a PRIME nos Estados Unidos ou até mesmo a

LIBOR na Europa. É a taxa básica utilizada como referência pela política

monetária

O termo viés é redução ou elevação da taxa anterior ou sem viés.

Por falar em SELIC

Luz

Câmera

Por falar em SELIC Luz Câmera Ação !!!

Ação !!!

Por falar em SELIC Luz Câmera Ação !!!
Por falar em SELIC Luz Câmera Ação !!!
INDICADORES ECONÔMICOS (CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERFINANCEIRO) Os Certificados de Depósitos Interbancários são
INDICADORES ECONÔMICOS (CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERFINANCEIRO) Os Certificados de Depósitos Interbancários são

INDICADORES ECONÔMICOS

(CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERFINANCEIRO)

Os Certificados de Depósitos Interbancários são títulos de emissão das instituições

financeiras que lastreiam as operações do mercado interbancário. Possuem

características idênticas às de um CDB, mas com negociações restritas ao mercado

interbancário. Sua função é transferir recursos de uma instituição financeira para

outra. Ex: Para o sistema fluir melhor quem tem dinheiro sobrando empresta para quem não tem.

TR TAXA REFERENCIAL

A TR é usualmente utilizada com o indexador para empréstimos do SFN Sistema Financeiro Nacional e da caderneta de poupança.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Definição Conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilitam a

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Definição

Conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilitam a

transferência de recursos entre agentes superavitários e deficitários. 2 Subsistema Normativo /Operativo Normativo: Fiscaliza e Regula

* CMN BACEN CVM BNDES

Operativo: Intermediação

* Bancos Comerciais Bancos Múltiplos Bancos de Investimentos

Acordo de Basiléia - 1988

Década de 70 Preocupação com o crescimento das operações bancárias internacionais possibilitando que prejudicasse a saúde financeira das

instituições nacionais.

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA NORMATIVO CMN – Conselho Monetário Nacional Criado conforme

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO

SUBSISTEMA NORMATIVO

CMN Conselho Monetário Nacional Criado conforme Lei 4.595 em 31de dezembro de 1964.

É responsável pelo bom Andamento do SFN (Sistema Financeiro Nacional);

Integram o CMN:

* Ministro da Fazenda;

* Ministro do Planejamento;

* Orçamento e Gestão;

* Presidente do Banco Central do Brasil

Dentre suas funções estão:

* Adaptar o volume dos meios de pagamentos às reais

necessidades da economia;

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA NORMATIVO BACEN – Banco Central do Brasil Também criado

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA NORMATIVO

BACEN Banco Central do Brasil

Também criado conforme Lei 4.595 em 31de dezembro de 1964.

Órgão totalmente vinculado ao Ministério da Fazenda (Ex: Cupom Fiscal).

É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional.

Responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional.

Dentre seus objetivos estão:

* Estimular a formação da poupança;

* Manter as reservas internacionais em nível adequado;

* Zelar pela liquidez da Economia;

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA NORMATIVO COPOM – Comitê de Política Econômica As reuniões

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO

SUBSISTEMA NORMATIVO COPOM Comitê de Política Econômica

As reuniões ordinárias realizadas periodicamente pelo COPOM ocorrem a cada

6 semanas, onde fica decido e comunicado ao mercado a taxa meta, conhecida

como taxa Selic

-Sistema Especial de Liquidação e Custódia

A taxa de juros divulgada pelo COPOM em suas reuniões ordinárias vigora até a próxima semana e pode vir acompanhada de um indicativo viés o qual representa uma tendência de comportamento da taxa Selic de baixa, alta ou

neutra evolução.

O COPOM é composto pela diretoria do BACEN 7 Diretores + 1 Diretor

Presidente.

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA NORMATIVO CVM – Comissão de Valores Mobiliários -Criado

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO

SUBSISTEMA NORMATIVO

CVM Comissão de Valores Mobiliários

-Criado conforme Lei 6.385 em 07 de dezembro de 1976.

-Órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

-Responsável por regular, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de

valores imobiliários do país.

-Objetivo da CVM:

* Caracterizam-se pelo fortalecimento do Mercado de ações e Valores

Mobiliários, seja pelo estímulo ao investimento no Mercado Acionário, pela

garantia de funcionamento regular das Bolsas e demais Instituições Auxiliares

deste Mercado.

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA NORMATIVO BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO

SUBSISTEMA NORMATIVO

BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social

-Fundado em junho de 1952.

-Financiamento do Governo Federal.

-Objetivo: Incentivar setores relevantes para o desenvolvimento.

-Fontes de Recursos:

* PIS Programa de Integração Social.

* PASEP Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.

* Emissões de Títulos Públicos.

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA OPERATIVO Bancos Comerciais -Sociedades Anônimas; -Operações

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO

SUBSISTEMA OPERATIVO

Bancos Comerciais

-Sociedades Anônimas;

-Operações Ativas : Crédito Pessoal / Cheques Especiais / Cartões de Crédito

-Especialização: Varejo Private Corporate

Bancos Múltiplos Conjuntos de instituições que muitas vezes eram empresas de um mesmo grupo e se constituíram em uma única instituição financeira. Em termos práticos,

mantém as mesmas funções de cada instituição separada, com as vantagens de

contabilizar as operações como uma só instituição. Para identificar um Banco

Múltiplo ele deve possuir pelo menos duas carteiras mencionadas, sendo,

obrigatoriamente uma delas comercial ou de investimento

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO SUBSISTEMA OPERATIVO Bancos de Investimento -Provedores de crédito a médio

ÓRGÃOS REGULADORES DO MERCADO FINANCEIRO

SUBSISTEMA OPERATIVO

Bancos de Investimento

-Provedores de crédito a médio e longo prazos. (grandes somas)

-Administração de carteiras

-Capital próprio ou de terceiros (empréstimo no País ou no Exterior)

Definição

Definição POLÍTICAS ECONÔMICAS Entende-se como políticas econômicas as ações tomadas pelo Governo que buscam

POLÍTICAS ECONÔMICAS

Entende-se como políticas econômicas as ações tomadas pelo Governo que buscam atingir determinados objetivos macroeconômicos.

Política Monetária

Ela pode ser definida como o controle de oferta da moeda e das taxas de juros de curto prazo,que garanta a liquidez ideal de cada momento econômico.

O executor dessas Políticas é o Banco Central, e os instrumentos clássicos

utilizados são:

Depósito compulsório;

Redesconto;

Mercado aberto open market; e

Controle e seleção de crédito.

Depósito Compulsório

Depósito Compulsório São os depósitos sob a forma de reservas bancárias que cada banco comercial é

São os depósitos sob a forma de reservas bancárias que cada banco

comercial é obrigado legalmente a manter junto ao Banco Central.

Quanto maior os depósitos compulsórios, maior o nível de reservas

obrigatórias junto ao Banco Central.

Redesconto

É o socorro que o Banco Central fornece aos bancos para atender às suas

necessidades momentâneas de caixa.

É, em tese, a última linha de atendimento aos “furos de caixa” das

instituições monetárias.

Mercado Aberto – Open Market Banco Central compra e vende títulos públicos para valorizar ou

Mercado Aberto Open Market

Banco Central compra e vende títulos públicos para valorizar ou desvalorizar

o real, assim mexendo com a economia local.

Controle e Seleção de Crédito Um instrumento não muito convencional, mas às vezes utilizado pelo Banco

Central, refere-se ao controle direto sobre o crédito, ao prazo e destinacão de

crédito.

Política Fiscal

Política Fiscal POLÍTICAS ECONÔMICAS . É a política de receitas e despesas do Governo . Envolve

POLÍTICAS ECONÔMICAS.

É a política de receitas e despesas do Governo. Envolve a definição e

aplicação da carga tributária exercida sobre os agentes econômicos, bem

como definições dos gasto do Governo que tem como base os tributos

captados.

Política Cambial

Política Cambial POLÍTICAS ECONÔMICAS . É a política das trocas das moedas estrangeiras , baseada na

POLÍTICAS ECONÔMICAS.

É a política das trocas das moedas estrangeiras, baseada na administração

da taxa de câmbio e no volume das operações de câmbio que são

registradas junto ao Banco Central do Brasil.

É um desempenho forte na economia, pois as exportações em grande

volume causam um impacto monetário considerável, uma vez que a entrada

das divisas significa conversão para os reais e expansão da emissão da

moeda que tem enorme efeito inflacionário futuro.

Política de Rendas

Política de Rendas POLÍTICAS ECONÔMICAS . A política de rendas estabelece controles sobre a remuneração dos

POLÍTICAS ECONÔMICAS.

A política de rendas estabelece controles sobre a remuneração dos fatores

diretos de produção envolvidos na economia, tais como: salários, depreciações, lucros, dividendos e preços dos produtos intermediários e finais;

é a que o governo exerce.

Definição

Definição MERCADO FINANCEIRO Setor da economia responsável pela captação de recursos entre investidores para

MERCADO FINANCEIRO

Setor da economia responsável pela captação de recursos entre investidores para financiar atividades produtivas ou simplesmente gerar lucros para quem empresta dinheiro.

INSTITUIÇÕES AUXILIARES DO MERCADO FINANCEIRO

CTVM Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários São as instituições típicas do mercado acionário com: a compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários. Opera diretamente com as Bolsas

de Valores;Sua constituição depende da autorização do Banco Central e do

CVM.

INSTITUIÇÕES AUXILIARES DO MERCADO FINANCEIRO DTVM – Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários

INSTITUIÇÕES AUXILIARES DO MERCADO FINANCEIRO

DTVM Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários

Suas

atividades

têm

uma

faixa

operacional

mais

restrita

que

a

das

corretoras, já que não têm acesso às bolsas de valores e de mercadorias.

As intermediações são autorizadas pelo Banco Central do Brasil. A principal atividade é a emissão de títulos e valores mobiliários para revenda.

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Juros É a remuneração cobrada pelo empréstimo de dinheiro

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Juros

É a remuneração cobrada pelo empréstimo de dinheiro. É expresso como um

percentual sobre o valor emprestado. Existem 3 grandes taxas de Juros no

Mundo, são elas: Selic Prime - Libor

Selic É o índice pelo qual as taxas de juros são cobradas no Mercado

Brasileiro.

Prime É o índice pelo qual as taxas de juros são cobradas no Mercado Americano.

Libor É o índice pelo qual as taxas de juros são cobradas no Mercado Europeu.

2º Módulo de Mercado Financeiro

2º Módulo de Mercado Financeiro

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

VARIAÇÃO DO RATING

Principais Conceitos:

DE RISCO VARIAÇÃO DO RATING Principais Conceitos: As agências de classificação de rating normalmente

As agências de classificação de rating normalmente atribuem escalas de letras

aos ativos avaliados. Hoje, o mercado usa para classificar AAA crédito de

altíssima qualidade, decrescendo até D, créditos de baixa qualidade.

O rating de crédito de uma empresa, avaliado por empresas classificadoras, é

uma forma de tentar quantificar a capacidade e intenção da empresa em honrar suas dívidas.

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Riscos Um gerenciamento de risco consistente realiza-se com a

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Riscos

Um gerenciamento de risco consistente realiza-se com a adoção de

melhores práticas de infra-estrutura, políticas e metodologias, permitindo uma

melhor gestão dos limites de riscos aceitáveis do capital ofertado. O Banco Central do Brasil classifica os riscos com a seguinte metodologia:

Resolução 2.682 O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de

dezembro de 1964, torna público que o Conselho Monetário Nacional, em

sessão realizada em 21 de dezembro de 1999, com base no art. 4º, incisos XI

e XII, da citada lei, Resolveu:

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Art. 1º - Determinar que as instituições financeiras e

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Art. 1º - Determinar que as instituições financeiras e demais instituições

autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem classificar as operações de crédito, em ordem crescente de risco, nos seguintes níveis:

I Nível

- AA;

I I Nível

- A;

I I I Nível - B;

IV Nível - C;

- D;

V I Nível - E;

V I I Nível F;

V I I I Nível G;

IX Nível H.

V Nível

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Art. 4º - A classificação da operação nos níveis

JUROS E RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Art. 4º - A classificação da operação nos níveis de risco de que trata o art. 1º deve ser revista no mínimo:

I mensalmente, por ocasião dos balancetes e balanços, em função de atraso verificado no pagamento de parcela de principal ou de encargos,

devendo ser observado o que segue:

a)Atraso entre 15 e 30 dias: risco nível B, no mínimo;

b)Atraso entre 31 e 60 dias: risco nível C, no mínimo; c) Atraso entre 61 e 90 dias: risco nível D, no mínimo;

d) Atraso entre 91 e 120 dias: risco nível E, no mínimo;

e)

Atraso entre 121 e 150 dias: risco nível F, no mínimo;

f)

Atraso entre 151 e 180 dias: risco nível G, no mínimo;

g)

Atraso superior a 180 dias: risco nível H, no mínimo;

MERCADO DE CÂMBIO Mercado de Câmbio é onde são realizadas as transações de compra e

MERCADO DE CÂMBIO

Mercado de Câmbio é onde são realizadas as transações de compra e venda da moeda estrangeira, através das importações, exportações, remessas envidas ou recebidas do exterior, ou seja, a troca da moeda. Neste mercado existem algumas opções de negociações, as mais usuais

são:

Importação:

Pagamento Antecipado;

À vista;

A Prazo;

Finimp.

MERCADO DE CÂMBIO

Exportação:

Pagamento Antecipado;

ACE;

ACC;

Trava de Câmbio;

Carta de Crédito;

Carta de Crédito Standby;

• Pagamento Antecipado; • ACE; • ACC; • Trava de Câmbio; • Carta de Crédito; •
MERCADO DE CÂMBIO IMPORTAÇÃO Pagamento Antecipado – Esta modalidade se caracteriza quando ambas as partes

MERCADO DE CÂMBIO

IMPORTAÇÃO Pagamento Antecipado Esta modalidade se caracteriza quando ambas as

partes imp. e exp. estão negociando pela primeira vez, assim, quando surge

um desconforto da parte do exportador o mesmo só libera a mercadoria com

uma porcentagem do pagamento antecipado.

À vista Esta modalidade é caracterizada quando, a instrução pelo exportador ao banco brasileiro é de somente liberar os documentos de embarque para que o importador possa ser empossado da mercadoria quando houver o pagamento

à vista da mesma.

IMPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO A Prazo - Esta modalidade de negociação é caracterizada quando a instrução

MERCADO DE CÂMBIO

A Prazo - Esta modalidade de negociação é caracterizada quando a instrução pelo exportador ao Banco brasileiro é de liberar os documentos de embarque

quando houver a retirada do saque na instituição e a devolução do mesmo

assinado pelo responsável da empresa conforme o contrato social, assim, a

empresa só irá ser empossada dos documentos de embarque na devolução do

saque assinado. (Ex. Nota Promissória)

Finimp Financiamento as Importações

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO Pagamento Antecipado – Esta modalidade se caracteriza quando ambas as partes imp.

MERCADO DE CÂMBIO

Pagamento Antecipado Esta modalidade se caracteriza quando ambas as partes imp. e exp. estão negociando pela primeira vez, assim, quando surge um desconforto da parte do exportador o mesmo só libera a mercadoria com

uma porcentagem do pagamento antecipado.

ACC Adiantamento sobre contrato de câmbio, ou seja, liberação do recurso

financeiro com o único propósito de produzir a mercadoria para poder exportar,

assim, o exportador brasileiro fica devendo à apresentação dos documentos

que dão realmente origem a produção da mercadoria junto à instituição

financeira.

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO ACE – Adiantamento sobre cambiais entregues, ou seja, liberação do recurso

MERCADO DE CÂMBIO

ACE Adiantamento sobre cambiais entregues, ou seja, liberação do recurso

financeiro com o propósito de arcar com os custos da mercadoria já

embarcada, assim, o exportador brasileiro fica pendente apenas do pagamento do cliente dele junto à instituição financeira a qual lhe liberou o recurso financeiro.

ED à vista Documentos de Embarque;

ED a prazo Documentos de Embarque / Saque.

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO Trava de Câmbio – Esta modalidade caracteriza a entrega dos reais somente

MERCADO DE CÂMBIO

Trava de Câmbio Esta modalidade caracteriza a entrega dos reais somente

quando a moeda estrangeira entrar na conta em M.E, além desta

característica, a trava de câmbio é negociada “hoje” para ser recebida daqui

uns 30 dias”, ou seja, se a taxa hoje do dólar estiver a usd 1,66 e daqui 30

dias a instituição receber os dólares e taxa estiver usd 1,60, a instituição

financeira é obrigada a pagar os reais na taxa da contratação (usd 1,66)

mesmo que o dólar do dia esteja a usd 1,60, uma vez que se trata de TRAVA a

taxa de câmbio fica inalterável, podendo ser vantajoso ou não. O mercado utiliza pouco esta negociação, mas devido o mercado de câmbio estar oscilando muito, as empresas estão adotando esta opção com maior

rotatividade.

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO Carta de Crédito – Também uma modalidade de origem a ser negociada

MERCADO DE CÂMBIO

Carta de Crédito Também uma modalidade de origem a ser negociada entre

exportadores e importadores que irão começar as transações internacionais,

que por sua vez não possuem confiança ainda nas negociações; na maioria das vezes são mercadorias que merecem maiores cuidados.

Além deste fator, a carta de crédito tem um diferencial que são os detalhes que o comprador exige do vendedor, os prazos de entrega de documentos, embarque, pagamentos entre outros.

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO Carta de Crédito Standby – Segue a mesma linha de raciocínio do

MERCADO DE CÂMBIO

Carta de Crédito Standby Segue a mesma linha de raciocínio do conceito

anterior, porém com o diferencial de garantia de pagamento.

A Standby garante o pagamento ao exportador (vendedor) já que se trata de

uma negociação entre as partes a qual não se há confiança organizacional, e

muitas exigências a serem cumpridas com a mercadoria. Assim, o exportador

exige que o importador (comprador) solicite uma abertura de uma carta de crédito Standby ao banco onde o exportador é correntista para que ele tenha a garantia de pagamento.

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO MERCADO DE CÂMBIO A Standby é conhecida como a maior garantia de pagamento no mercado

MERCADO DE CÂMBIO

A Standby é conhecida como a maior garantia de pagamento no mercado

internacional, uma vez que, se o comprador não honrar o seu compromisso

financeiro, o Banco que abriu a carta de crédito Standby é responsável por

honrar todo o valor negociado na operação, ou seja, se o meu cliente não

pagar eu (banco) pago.

A ABERTURA DE CAPITAL E O MERCADO DE AÇÕES MERCADO DE AÇÕES Mercado de Ações

A ABERTURA DE CAPITAL E O MERCADO DE AÇÕES

MERCADO DE AÇÕES

Mercado de Ações pode ser dividido em dois segmentos: o mercado

Primário e o mercado Secundário.

Mercado Primário Quando as ações de uma empresa são emitidas

diretamente à empresa ou através de uma oferta pública.

Mercado Secundário Quando as ações já emitidas são comercializadas através das bolsas de valores.

A ABERTURA DE CAPITAL E O MERCADO DE AÇÕES MERCADO DE RENDA FIXA Renda Fixa

A ABERTURA DE CAPITAL E O MERCADO DE AÇÕES

MERCADO DE RENDA FIXA

Renda Fixa define-se como o lucro a partir de um investimento, que ocorra

constantemente e periodicamente. O investimento pode não só ser econômico, como também pode ser um trabalho (administrativo ou manual), ou qualquer outro tipo de serviço a favor de um empreendimento ou corporação Um

exemplo de renda fixa seria o salário de um operário, ou qualquer outro tipo de

trabalhador.

MERCADO À VISTA

Uma operação à vista é a compra ou venda em pregão de determinada

quantidade de ações para a liquidação imediata.

PRINCIPAIS TIPOS DE ORDEM DE COMPRA E VENDA Ordem a Mercado – Quando o investidor

PRINCIPAIS TIPOS DE ORDEM DE COMPRA E VENDA

Ordem a Mercado Quando o investidor especifica à corretora apenas a

quantidade e as características dos títulos que deseja comprar ou vender, e a

sua execução devem ser imediatas.

Ordem Administrada Quando o investidor especifica à corretora apenas a

quantidade e as características dos títulos que deseja comprar ou vender e a

sua execução fica a critério da corretora.

Ordem Limitada Quando o investidor estabelece o preço mínimo ou máximo

pelo qual quer comprar ou vender determinada ação. Ela somente será executada por meio de preço igual ou melhor do que foi informado. Ordem Casada Quando o investidor determina a ordem de compra de um

título e uma venda de outro, condicionando sua efetivação ao fato de ambas

poderem ser executadas.

DERIVATIVOS FINANCEIROS Os derivativos financeiros são utilizados por empresas que pretendem se proteger do risco

DERIVATIVOS FINANCEIROS

Os derivativos financeiros são utilizados por empresas que pretendem se proteger do risco das oscilações de câmbio, juros e índices, entre outros.

Algumas empresas estão expostas a variações cambiais em suas

operações e procuram se proteger com estratégias de hedge utilizando

contratos futuros de taxa de câmbio.

Em finanças, chama-se cobertura (hedge, em inglês) ao instrumento que

visa proteger operações financeiras contra o risco de grandes variações de

preço de determinado ativo.

Em finanças, uma estratégia de hedging consiste em realizar um

determinado investimento com o objetivo específico de reduzir ou eliminar o

risco de outro investimento ou transação.

INVESTIDORES INSTITUCIONAIS E FUNDOS DE INVESTIMENTO Fundos de Investimentos é uma forma de aplicação financeira

INVESTIDORES INSTITUCIONAIS E FUNDOS DE INVESTIMENTO

Fundos de Investimentos é uma forma de aplicação financeira , formada pela

união de vários investidores que se juntam para a realização de um investimento financeiro, organizada sob a forma de pessoa jurídica, tal qual um condomínio, visando um determinado objetivo ou retorno esperado, dividindo

as receitas geradas e as despesas necessárias para o empreendimento.

INVESTIDORES INSTITUCIONAIS E FUNDOS DE INVESTIMENTO Existem dois tipos de fundos de investimentos: Fundos abertos

INVESTIDORES INSTITUCIONAIS E FUNDOS DE INVESTIMENTO

Existem dois tipos de fundos de investimentos:

Fundos abertos - os investidores podem subscrever e resgatar as unidades de

participação em qualquer momento, sendo o número de unidades de

participação em circulação variável.

Fundos fechados - o número de unidades de participação é fixo, podendo os investidores proceder à sua subscrição num determinado período e ao seu

resgate apenas numa data pré-definida para a liquidação do fundo.

RISCO DE IMAGEM (REPUTAÇÃO) E RISCO Principais Conceitos: O risco de imagem (reputação) em uma

RISCO DE IMAGEM (REPUTAÇÃO) E RISCO

Principais Conceitos:

O risco de imagem (reputação) em uma instituição financeira é decorrente da publicidade negativa sobre suas atividades. O Risco de Imagem está associado à má reputação da empresa.

Compliance implica estar em conformidade com a legislação e

regulamentação em vigor.

O risco legal em uma instituição financeira é decorrente do não cumprimento da legislação em vigência, além de documentação insuficiente e

desconhecimento de aspectos jurídicos relevantes em contratos.

CONCEITOS E TIPIFICAÇÃO (CRIMES ANTECEDENTES) Principais Conceitos: O crime conhecido como lavagem de dinheiro é

CONCEITOS E TIPIFICAÇÃO (CRIMES ANTECEDENTES)

Principais Conceitos:

O crime conhecido como lavagem de dinheiro é decorrente do processo no qual recursos de atividades ilegais são movimentados em um conjunto de operações

financeiras e comerciais, transformado-os em recursos de origem aparentemente

legal.

CONCEITOS E TIPOS – “COLOCAÇÃO”, ESTRATIFICAÇÃO/OCULTAÇÃO”

E INTEGRAÇÃO

Principais Conceitos:

O crime de lavagem de dinheiro é caracterizado por três fases: colocação,

ocultação (ou estratificação) e interação. A fase de colocação caracteriza-se por

fazer o dinheiro entrar na instituição financeira.

O COAF – Conselho de Controle de Atividade Financeira ao averiguar indícios efetivos de crime

O COAF Conselho de Controle de Atividade Financeira ao averiguar indícios

efetivos de crime de lavagem de dinheiro, deverá comunicar as autoridades competentes para a instauração das medidas cabíveis.

APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO: CONHEÇA SEU CLIENTE

Principais Conceitos:

O princípio “Conheça seu Cliente” nas instituições financeiras fundamenta-se

em cadastramento, manutenção e acompanhamento das informações gerais dos clientes.

ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR

- Conservador

- Moderado

- Agressivo

ANÁLISE DO PERFIL DO INVESTIDOR - Conservador - Moderado - Agressivo EXEMPLOS NA SALA – MERCADO

EXEMPLOS NA SALA MERCADO

MENSURAÇÃO, GESTÃO DE PERFORMANCE E RISCO ÍNDICE DE SHARPE Em relação ao índice Sharpe podemos

MENSURAÇÃO, GESTÃO DE PERFORMANCE E RISCO

ÍNDICE DE SHARPE

Em relação ao índice Sharpe podemos afirmar que releva o prêmio oferecido

por um ativo, para cada percentual adicional de risco assumido.

TRACKING ERROR VERSUS ERRO QUADRÁTICO MÉDIO

O tracking error de um fundo de investimento é uma medida cujo objetivo é

calcular os desvios das distâncias positivas ou negativas da rentabilidade, em relação a variação média do seu benchmark.

RISCO PAÍS

O risco de crédito de natureza soberana caracteriza-se pela probabilidade de um país soberano promover default parcial ou total da sua dívida.

FIM

e

FIM e
Mais uma vez o meu MUITO OBRIGADO E LEMBRE-SE, Não importa quantas vezes você caia,

Mais uma vez o meu

MUITO OBRIGADO

E LEMBRE-SE, Não importa quantas vezes você caia, mas sim quantas vezes Deus vai te levantar !!!

E LEMBRE-SE, Não importa quantas vezes você caia, mas sim quantas vezes Deus vai te levantar

Boas FESTAS !!!!