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Matemática/Física 1

Grupo nº 3

Índice

AGRADECIMENTOS

2

INTRODUÇÃO

3

1.

PARTICIPAÇÃO RESPONSÁVEL E INTERVENÇÃO SOCIAL

4

1.1.

NOÇÃO DE PARTICIPAÇÃO E DE DEMOCRACIA

4

1.2.

PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA

4

1.3.

DEMOCRACIA E SUAS CARACTERÍSTICAS

8

1.4.

CONCLUSÃO

9

1.5.

BIBLIOGRAFIA

10

8 1.4. CONCLUSÃO 9 1.5. BIBLIOGRAFIA 10 Participação responsável e intervençáo social Página
8 1.4. CONCLUSÃO 9 1.5. BIBLIOGRAFIA 10 Participação responsável e intervençáo social Página

Matemática/Física 1

Grupo nº 3

AGRADECIMENTOS

A apresentação deste trabalho de Formação, Pessoal, Social e Deontológica,

representa para nós um momento de grande júbilo, e marca de forma indelével uma das fases das nossas vidas enquanto estudantes da Escola de Formação de Professores.

A realização deste trabalho não teria sido possível sem numerosos contributos,

que aqui se recordam.

Antes de mais gostaríamos de enaltecer, com todo o respeito e admiração, o professor Justino Cangue, nosso professor /orientador, que, com zelo, dedicação, saber e paciência soube nos compreender pelo atraso do mesmo. Ao professor José João Vieira Vunda agradecemos as sugestões de trabalho, a cedência de materiais, assim como todos comentários e críticas fundamentais para a apresentação deste trabalho. A ele o nosso especial agradecimento.

Agradecemos, ainda aos responsáveis da Biblioteca do Instituto de Ciências Religiosas (ICRA REGIONAL) do Lubango, a forma atenciosa e a disponibilidade com que sempre encararam as nossas muitas solicitações.

Os nossos agradecimentos, igualmente para todos professores e alunos da Escola de Formação de Professores do Lubango em geral e em particular os da 13ª classe de especialidade de Matemática/Física turma 1, que de uma forma directa ou indirecta contribuíram para a realização deste trabalho.

A TODOS A NOSSA ETERNA GRATIDÃO.

deste trabalho. A TODOS A NOSSA ETERNA GRATIDÃO. Participação responsável e intervençáo social Página
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Grupo nº 3

INTRODUÇÃO

O presente trabalho insere-se no âmbito da disciplina de Formação, Pessoal,

Social e Deontológica. O mesmo tem como tema Participação Responsável e Intervenção Social e tem como subtemas: noção de participação e de

democracia; participação e democracia e finalmente democracia e suas características.

O objectivo do presente trabalho é de chegar a ter mais bases ainda nos

subtemas acima referidos e de chegar a mais outros conhecimentos.

Falar sobre participação e democracia é falar muito mais, porque trata-se de reconhecer a identidade da pessoa nas diversas formas da sua existência sem as anular, num modelo abstracto de humanidade. Não foi possível atingir todos os objectivos e indicadores por razões alheias. Todo o ser humano é dotado de erros, erros estes que vamos tentar supera-los com o tempo.

Assim convidamos desde já o nosso leitor a folhar as próximas páginas através de uma leitura cuidadosa.

as próximas páginas através de uma leitura cuidadosa. Participação responsável e intervençáo social Página
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1. PARTICIPAÇÃO RESPONSÁVEL E INTERVENÇÃO SOCIAL

A participação, assim como a democracia,é uma aspiração do homem actual

na qual se evidencia a dignidade da pessoa. Democracia e participação

constituem os caminhos adequados dos valores sociais básicos da justiça e

da liberdade. Além disso, o modelo de sociedade defendido sob o lema-

democracia igualitária e participativa exige a participação activa bem como a tendência para a igualdade entre os seres humanos. Todos estes sinais manifestam a importância decisiva da participação social para constituir uma sociedade regida pela ética.

1.1. NOÇÃO DE PARTICIPAÇÃO E DE DEMOCRACIA

A ideia de participação está sobretudo associada à teoria da democracia como participação, que representa uma das modernas teorias da democracia.

Participação vem da palavra ``parte ``, fazer parte de algum grupo ou associação, tomar parte numa determinada actividade ou negócio, ter parte, fazer diferença, contribuir para a construção de um futuro melhor para nós e para as futuras gerações.

Democracia-do grego demos, povo, e kratos, governo-refere-se a uma forma

de vida segundo a qual cada cidadão participa livremente no funcionamento da

comunidade.

1.2. PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA

O conceito de participação surge geralmente associado ao de democracia,

sobretudo no quadro da Ciência Política e do Direito, disciplinas cujo contributo

para a compreensão dos fenómenos de participação não pode ser desprezado. Os séculos XIX e XX ensaiaram e praticaram diversos tipos de democracia, fruto da experiência política dos séculos. Actualmente vivemos esta tradição política democrática, plasmada fundamentalmente no ocidente.

É certo que a este nível, deparamos sobretudo com uma perspectiva

macroanalítica, a qual nem sempre permite uma transposição imediata para o estudo mais específico das organizações e/ ou dos grupos que as compõem. Com efeito, de uma análise sócio-organizacional de uma dada organização podem resultar conclusões diversas , ou mesmo antagónicas, em relação aos princípios gerais , aos quadros político-constitucionais vigentes e mesmo em relação aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, expressos na

legislação fundamental.

dos cidadãos, expressos na legislação fundamental. Participação responsável e intervençáo social Página
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Contudo, até sob o ponto de vista metodológico, vemos vantagens em se iniciar um esclarecimento terminológico do conceito de participação, exactamente através de uma abordagem dos diversos princípios políticos que estão na base de uma dada estrutura e que a modelam, enquadramento teórico que pode ser seguido e completado através de um percurso progressivamente mais específico e particular.

Segundo J. Canotilho, citado por Licínio C. Lima na sua obra Gestão das Escolas Secundárias-A participação dos alunos (pág 23l24), a teoria da democracia como participação assenta no poder do povo , tendo como pressuposto o interesse e a participação deste como actor principal da construção democrática. Também neste caso o interessee a capacidade de participação dos cidadãos e, mais do que isso, a realização desse interesse e dessa capacidade constituem a ideia fundamental.

Mas o conceito de participação, no contexto da democracia partipativa, pode assumir diversas cambiantes, resultado de diferentes pontos de vista.

O ponto de vista conservador é algo pessimista em relação ao conceito de

participação, identificando-o ou associando-o ao caos e à subversão de certos valores considerados fundamentais.

O ponto de vista liberal, admitindo embora a democracia como princípio , tende

a reduzi-la à sua forma representativa e, mesmo esta, apenas no quadro de

certas decisões políticas globais, e dificilmente em condições particulares de funcionamento e da vida nas instituições, como empresas, escolas, etc.

Pelo contrário, o conceito pluralista de participação admite a transferência do domínio político para os outros domínios sociais mais específicos, com a condição de que desta transferência venha resultar um maior equilíbrio, uma eventual melhoria sectorial ou global do sistema, mas nunca a mudança do próprio sistema. Assim, apesar da perspectiva fortemente funcionalista os fenómenos de participação não só são admitidos , mas valorizados de forma positiva , embora devam ser objecto de uma sistemática e cautelosa regulamentação.

Tomando como ponto de referência a teoria da democracia através da

participação , ainda o mesmo autor procede a um esclarecimento terminológico

, começando por distinguir a participação lato sensu ou democracia

paricipativa, a qual abrange sobretudo a participação através do voto, e a

participação stricto sensu , de carácter menos formal sendo por vezes exercida

de forma directa pelos cidadãos nos processos de tomada de decisões.

Este autor distingue três diferentes graus de participação.

autor distingue três diferentes graus de participação. Participação responsável e intervençáo social Página
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A participação não vinculante realiza-se ao nível dos processos de tomada de decisão , embora se limite à actualização de certos mecanismos como as propostas , as informações, as exposições e os protextos, etc.

caracteriza-se por se situar ao nível e no próprio

contexto da tomada de decisões, assumindo-se assim como uma forma de limitar o tradicional poder de decisão de tipo heterónimo.

A participação vinculante

E finalmente a participação vinculante e autónoma, ou seja autogestão, é uma forma de administração autónoma que substitui integralmente o poder de decisão tradicional.

Uma das diversas perspectivas sobre a participação afirma que esta daria ao cidadão o sentimento benfazejo de auto-realização, funcionando ainda como processo terapêutico no tratamento da apatia e da desintegração social. Por outro lado sendo verdade que a acção e o empenhamento na acção aprofundam a consciência dos problemas e dos objectivos, a participação seria indispensável como elemento do processo pelo qual as pessoas se conscecializam dos seus próprios interesses e ficam em consequência habilitados a promove-los. Ao mesmo tempo que seria uma excelente escola de formação cívica, preparando para o exercício à escala nacional.

Ainda segundo Paternan (1992) , citado por Luciana Rosa Marques define três modelos de participação:

a) Pseudoparticipação, na qual na verdade não há participação.

Neste modelo a liderança cria um sentimento de participação, mas as decisões já estão tomadas pela direcção e devem ser aceitas pelos empregados/cidadãos, se constituindo assim, em uma técnica de persuasão dos empregados/cidadãos.

b) Participação parcial, nesta, duas ou mais partes influenciam-se reciprocamente na tomada de decisões, mas o poder final de dicidir pertence apenas uma das partes.

c) Participação plena, neste modelo,há um grupo de indivíduos iguais que tomam decisões sobre suas tarefas laborais. Esta forma de participação é um processo em que cada membro do grupo tem igual poder de determinar os resultados finais das decisões.

poder de determinar os resultados finais das decisões. Participação responsável e intervençáo social Página
poder de determinar os resultados finais das decisões. Participação responsável e intervençáo social Página

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Georges Burdeau distingue entre democracia governada e democracia governante. No primeiro caso o povo é soberano, embora a expressão dessa soberania se realize de forma indirecta através de representantes que gozam de grande independência.

No segundo caso (democracia governada) a massa é tida como capaz e prescinde dos seus representantes, exprimindo-se directamente numa luta pelo poder.

Com efeito ,a democracia representativa baseia-se na impossibilidade de uma democracia directa ao nível do estado, evitando desta forma os perigos de massificação das assembleias populares e a lei da diminuição do sentimento de responsabilidade nas massas. Mas a representação pode ainda ser de carácter livre ou de carácter vinculado. Os deputados , por exemplo, podem representar livremente os seus eleitores, colocando desta forma o bem comum acima dos interesses dos representados. Pelo contrário se se sujeitarem aqueles interesses, ou até aos interesses do partido e à disciplina partidária, o tipo de representação em causa será a representação vinculada. Nas democracias modernas , acontece frenquentemente uma situação mista, em que os representantes são livres em relação aos representados que os elegeram, mas não o são em relação as direcções dos partidos e aos seus funcionários superiores. Assim se justifica a perspectiva de Reinhol Zippelius sobre a democracia participativa, ao considerar esta como forma mista de oligarquia e democracia.

Os elementos aristocráticos e oligárquicos são exactamente as elites de representantes em que os interesses públicos são subalternizados em relação aos interesses particulares dessas elites que assim os transformam em interesses pretensamente públicos.

A meta ideal da participação é a democratização social. Esta democratização :

a) É social enquanto não se limita apenas ao âmbito do poder político, mas abrange todo tecido da vida social. b) É integral porque não depende exclusivamente do jogo elitista de indivíduos e grupos profissionais, mas do exercício de todo o corpo social. O critério de participação tem de orientar a forma de compromisso moral em todas as vertentes da vida social a fim de conseguir uma sociedade genuinamente democrática, como afirmava Paulo VI.

sociedade genuinamente democrática, como afirmava Paulo VI. Participação responsável e intervençáo social Página
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1.3. DEMOCRACIA E SUAS CARACTERÍSTICAS

A democracia está associada à ideia da participação dos nacionais, dos cidadãos na actividade estatal, decidindo,executando o decidido e, em última análise transformando a realidade sócio-política por intermédio do genuíno processo democrático. Também a democracia se encontra associada fundamentalmente, à questão da legitimidade do exercício do poder, permitindo ao povo uma genérica participação ( ainda que indirecta) no governo, em sua acepção ampla. Temos ainda a democracia com o regime de amplas liberdades( independente da participação nas decisões políticas, que seria uma questão volitiva e individual) e , por fim , temos doutrinadores que elegem a máxima da ‘’prevalência da vontade da maioria com respeito aos direitos da menoria’’ traduzindo objetivamente assim democracia.

Assim as principais características da democracia são:

-a liberdade individual, que proporciona aos cidadãos o direito de dicidir e a responsabilidade de determinar suas próprias trajectórias e dirigir seus próprios assuntos;

-a igualdade perante a lei;

- o sufrágio universal, direito ou privilégio de voto para eleger representantes políticos bem como promover ou regeitar uma legislação.

políticos bem como promover ou regeitar uma legislação. Participação responsável e intervençáo social Página
políticos bem como promover ou regeitar uma legislação. Participação responsável e intervençáo social Página

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1.4.

CONCLUSÃO

Do anteriormente exposto tiramos as ilações de que, um estado democrático é sem dúvida, um amadurecimento do espírito humano. O critério de participação tem de orientar a forma de compromisso moral em todas as vertentes da vida social a fim de conseguir uma sociedade genuinamente democrática.

A tendência democrática apoderou-se dos povos e obtém por outro lado a aprovação e consentimento de quem aspira a colaborar mais eficazmente nos destinos dos indivíduos e da sociedade.

eficazmente nos destinos dos indivíduos e da sociedade. Participação responsável e intervençáo social Página
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1.5.

BIBLIOGRAFIA

LIMA, Licínio C. A Gestão das Escolas Secundárias- A Participação dos Alunos-Livros Horizonte .Edição Setembro 1988.

PRIVITERA, Salvino Leone Salvatore; CUNHA,Jeorge Texeira da. Dicionário de Bioética. Editora Santuário.( Biblioteca do ICRA).

Texto de apoio da cadeira de F.P.S.D da 13ª classe E.F.P “CMTE LIBERDADE” –LUBANGO.

VIDAL, Marciano.Dicionário de Moral-dicionário de ética teológica-Editora Santuário. (biblioteca do ICRA).

ética teológica-Editora Santuário. (biblioteca do ICRA). Participação responsável e intervençáo social Página
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Grupo nº 3

ELEMENTOS DO GRUPO Nº 03

1-Edson Arsénio João

17

Nota

Vogal

2-Edson Paulo Giquila Lucala

18

Nota

Vogal

3- Eduardo António

19

Nota

Vogal

4- Elias Dumildes Sacusseia

20

Nota

Vogal

5- Elsa Neuris

21

Nota

Vogal

6-Evaristo José das Mangas

22

Nota

Presidente

7-Faustino Mande Luhaco

23

Nota

vogal

8- Fernando Nkhole Tchivinga

24

Nota

Secretário

9- Rosário Manuel Sapalalo

N

43

Nota

Vogal

9- Rosário Manuel Sapalalo N 43 Nota Vogal Participação responsável e intervençáo social Página
9- Rosário Manuel Sapalalo N 43 Nota Vogal Participação responsável e intervençáo social Página