Você está na página 1de 10
1
1

CIDADANIA E POLÍTICAS PÚBLICAS:

determinantes históricos da identidade brasileira

Ilma Rezende Soares *

RESUMO

O texto discute, na experiência brasileira, a relação entre o sujeito de direito e o Estado, ao demarcar a esfera pública do poder político e a esfera privada da vida, reivindicando políticas públicas necessárias à vida em sociedade. A pesquisa foi desenvolvida a partir das queixas feitas pelo povo aos poderes públicos, recolhidas de uma coluna do Jornal do Brasil em 1900, 1901, 1902, quando o Estado conformou o pacto com as elites e exclusão dos segmentos populares. Discutimos, primeiro, a relação cidadania e Estado de direito e em seguida, as “Queixas do Povo”, demarcando “esse povo” como sujeito de luta frente ao Estado, no campo das políticas públicas.

Palavras-Chave: Políticas Públicas

ABSTRACT

The text debates, in the brazilian experience, the relationship between the right subject and the State, as it demarcates the public sphere of the political power and the private sphere of life, claiming necessary public politics to the life in society.The research was developed through the people’s complaint to public powers, collected from a ‘Jornal do Brasil’ newspaper’s column in 1900, 1901 and 1902, when the State formed the alliance pact with the elites and the exclusion of the popular segments. We debated first the relation citizenship and rught State, and then the “people’s complaints”, demarcating “these people” as fighting ones in the front of the State, in the public politics’ field.

Keywords: Citizenship, public politics, public sphere, state.

1 INTRODUÇÃO: nota explicativa

Como ação definida no âmbito do poder político do Estado, as políticas públicas têm sua determinação histórica na origem do Estado de direito como Estado fiscal que se constituiu como espaço público do poder político, em relação à sociedade civil como espaço em que se gesta a vida privada (HABERMAS,1984). Foi no cerne desta relação, que o sujeito de direito da idade moderna se constituiu como cidadão que reivindicou e reivindica ao Estado, a elaboração de políticas públicas que possam prover as condições necessárias à sua vida em sociedade. A discussão que pretendemos desenvolver, sobre essa relação, tem por base uma pesquisa desenvolvida sobre as queixas feitas pelo povo aos poderes públicos no início do século XX. Essas queixas foram recolhidas de uma coluna do Jornal do Brasil nos anos de 1900, 1901, 1902 – período do governo Campos Sales, quando, entendemos, estão

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

2
2

colocadas as bases históricas que estruturaram a forma de ser do Estado no Brasil, na sua relação de pacto com as elites e de exclusão com os demais segmentos sociedade civil

(LEAL,1997).

Nesse sentido, discutimos, em primeiro lugar, a relação entre cidadania e Estado de direito para, em seguida, por meio da discussão das “queixas do povo”, demarcar a posição “desse povo” como sujeito de luta na sua relação com o Estado, ao exigir ações deste no que viria a ser a esfera das políticas públicas.

2 ESTADO DE DIREITO: a constituição do sujeito - cidadão

A idéia de cidadania se constituiu e desenvolveu – na idade moderna – como produto de uma luta que se estabelece entre a esfera dos sujeitos privados contra a dominação da esfera pública do poder político do Estado.

Em termos históricos, essa idéia se torna possível a medida em que a organização da vida se torna mais complexa e se desenvolve uma rede de relações, de atividades e serviços que envolve um número cada vez maior de pessoas para viabilizar as condições necessárias à manutenção dessa sociedade (ELIAS,1994). Nesse processo de organização, produção e reprodução da vida (em que se distanciaram as relações de dependência pessoal e de submissão anteriores entre senhores e servos) os indivíduos foram constituindo-se como sujeitos responsáveis pela vida em um espaço específico – o espaço da cidade. Nesse contexto histórico, no outono da Idade Média, como diz Habermas, (1984), nasceu a sociedade burguesa e se constituiu o Estado-moderno como Estado- nação. Desenvolvendo-se por meio do comércio e não mais pelas guerras – com a apropiação por pilhagem – esse “Estado-moderno [ passou a ser] essencialmente um

Estado de impostos[

...

]”.

Essa condição, de Estado de impostos, determinou a necessidade

de racionalização dessa função em uma máquina administrativa de controle sobre a produção da riqueza e, logo, cobrança de impostos. O desenvolvimento dessa relação de controle delimitou a sociedade em dois espaços interdependentes: o espaço público do poder político e o espaço dos sujeitos privados. Como efeito desse processo os sujeitos da esfera privada passaram a se pensar como sujeitos dessa esfera privada: sobre o papel que desempenham para a vida da cidade. Estabeleceu-se, a partir de então, uma perspectiva relacional, em que a esfera pública do poder político do Estado ao estabelecer normas e procedimentos de controle relativas a esfera dos sujeitos privados, desencadeia uma dinâmica em que esses sujeitos

3
3

(alvo de controle), começaram a se pensar e reconhecer como pertencendo a um espaço próprio: o da esfera da vida privada. Esses sujeitos da esfera privada iniciaram, assim, um processo de reflexão sobre essa esfera: Em que ela se constitui? Qual é a sua função? Quais são suas instituições? Que interesses a conformam? Quem são os seus atores? Nesse contexto histórico, que é o do auge do mercantilismo, inicia-se o processo em que, nas relações de domínio do Estado sobre a burguesia, esta passou a lutar por emancipação frente a intervenção da esfera pública do poder político do Estado sobre a esfera privada das relações econômicas. Essa luta significoupor parte da burguesia a convicção da sua condição de produtora de uma riqueza nacional sobre a qual, porém, não tinha controle da participação nos seus frutos. Do produto dessa luta se deu a queda do Estado absolutista e a emergência do Estado de direito – liberal – com a emergência da cidadania civil. Nestes termos, o Estado de direito constituiu-se sobre a idéia da figura jurídica do indivíduo, passando, a partir de então, como esfera pública do poder político – em fins do século XVIII – a reconhecer os sujeitos da esfera privada como sujeitos-de- direito.

Assim, a emergência do Estado de direito como Estado que passou a garantir os direitos de cidadania civil – as liberdades essenciais do indivíduo e da coletividade, foi consequência do processo de luta em que os sujeitos sociais da esfera privada, constituiram-se como sujeitos que se definiram como responsáveis pela organização e reprodução da vida no espaço da cidade – sociedade. Desse modo, quando Habermas fala da constituição da esfera pública burguesa, refere-se ao processo de constituição da identidade da burguesia como cidadão, sujeito que se toma como responsável pela vida da cidade; sujeito-de-direito. A constituição dessa identidade de sujeito dos direitos civis se deu, inicialmente, como identidade econômica de sujeitos responsáveis pela produção da riqueza, da vida material da cidade. No curso da constituição dessa identidade, esses sujeitos seguiram refletindo sobre a sua condição de sujeitos privados tangenciados pelas ações da esfera pública do poder político do Estado. Como desdobramento inevitável desse processo, os sujeitos de direito da esfera privada passaram, a partir dos primeiros anos do século XIX a identificaram-se – agora também – como sujeitos de direito político, no contexto da luta pelo sufrágio universal. Passaram assim, a reivindicar para si a participação na vida da cidade de maneira integral; não mais apenas como responsáveis pela reprodução econômica da vida material. Reivindicação da identidade de sujeitos políticos – sujeitos capazes de definir os rumos políticos da vida da sociedade. A luta pela cidadania política, iniciada no século XIX é, desse modo, consequência da identidade que os sujeitos da esfera privada construíram para sí

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

4
4

com sujeitos que poderiam ser responsáveis pela normatização da vida da cidade – sociedade – país. Dessa luta, participaram tanto os segmentos burgueses quanto os segmentos populares. Como se vê, o processo de constituição dos sujeitos da esfera privada como cidadãos - sujeitos de direito, passa pela reflexão sobre a sua condição de sujeitos a partir do espaço que ocupam e do papel que desempenham no mundo. Em relação aos dois sujeitos referidos, segmentos burgueses e populares, o espaço e papel que os constituíram foi o de sujeitos da produção, responsáveis pela reprodução da vida material. Esse foi, porém, o processo histórico de constituição da cidadania no contexto de emergência do Estado de direito no espaço da sociedade européia. Nesse sentido, chamamos à atenção para o fato de que, o processo de constituição da cidadania implica a constituição de sujeitos que se reconhecem em relação ao espaço que ocupam na sociedade e o papel que nela desempenham. A construção dessa identidade de cidadão está, pois, inexoravelmente, associada à uma experiência histórica, com toda a complexidade que esta implica. A formalização desse processo no direito positivo, sob a forma da relação entre direitos e deveres, implica a consideração da idéia do “OUTRO” como sujeito de direito tal qual “Eu” (indivíduo social) me considero. No plano abstrato, essa relação jurídica entre direitos e deveres – que se estabelece socialmente de forma compulsória tendo por base a consideração do “OUTRO SOCIAL” – ganha concretude no processo de reconhecimento que os sujeitos sociais fazem dos “outros” a partir da forma como reconhecem a sí. Essa relação jurídica-social, entre direitos e deveres, que se reveste de abstração no plano da Lei , acaba por remeter, no plano da sua realização social, à experiência histórica de constituição desses sujeitos. De como esses sujeitos constituíram-se em sujeitos-de-direito, como cidadãos circunscrevendo a complexidade de suas ações sobre a sociedade. Nesse sentido, deparamo-nos com o fato de que o processo histórico-nacional em que nos constituímos cidadãos – sujeitos-de-direito – é totalmente distinto do que ocorre na experiência européia e obriga-nos a pensar que significado pode haver em tal especificidade histórica. Levando-nos a interrogar: De que forma essa especificidade histórica vem nos determinando no plano das relações entre a esfera pública do poder político e a esfera dos sujeitos privados? Qual a natureza das relações entre a esfera pública e a esfera da vida privada

no Brasil?

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

5
5

A pesquisa que empreendemos teve por base, desse modo, a interrogação

sobre o significado que pode haver na especificidade do processo histórico nacional, na

nossa constituição como cidadãos – sujeitos-de-direito – histórica européia.

analisada à luz da experiência

3- O POVO DAS QUEIXAS: qual cidadania?

O estudo, que buscou responder as questões acima, teve por base o início do século XX no Brasil – anos de 1900, 1901, 1902, governo de Campos Sales. O campo investigação empírica foi a coluna do Jornal do Brasil intitulada “Queixas do Povo”, que tinha como uma de suas características importantes ser gratuita além da queixa poder ser feita oralmente. O que possibilitava à grande maioria da população analfabeta um canal de interlocução pública privilegiado. Abre-se, assim, uma via democrática de discussão de questões públicas endereçadas, explicitamente em esmagadora maioria, como demonstrou a pesquisa, aos poderes públicos. Queixam-se no Rio de Janeiro de então: carroceiros, costureiras, mascates, agricultores(ex-escravos), prostitutas, empregados de vendas, moradores de cortiços, moradores de rua e toda a sorte dos “deserdados da fortuna” daquele período como disse Pimentel (1890). Com a adoção da categoria de esfera pública burguesa de Habermas, como referência para a análise, buscou-se construir uma discussão que pudesse dar conta da dimensão popular, o que implicou apreender se a coluna, como espaço de interlocução entre esses segmentos populares, respondia aos aspectos conceituais que são o núcleo constitutivo dessa categoria: a idéia de público; de uso público da razão e de opinião pública.

Como no início do século o Jornal do Brasil tinha duas edições, uma pela manhã e outra pela tarde, e a edição da tarde tivera início em abril de1900, resolvemos checar o vigor da coluna como espaço de interlocução. A comparação entre as edições da manhã e tarde, mostrou que já no primeiro mês de lançamento da edição da tarde, a coluna da edição da tarde se equiparava com a da manhã em número de queixas: entre 200 e 370 em um mês.

Isso parecia confirmar o espaço da coluna Queixas do Povo” como espaço legítimo de interlocução pública, daqueles segmentos. Outro elemento que confirmou essa natureza da coluna, foi a continuidade e a recorrência que se contatou nas discussões tornadas públicas pela coluna.

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

6
6

Com um universo quantitativo de 2348 queixas no período recortado, tal como Habermas discute, foi possível perceber, na dinâmica do espaço de interlocução das Queixas do Povo, que esse era um povo que lia e fazia uso público da razão como função pública para refletir sobre as questões afeitas ao seu espaço no mundo. E que, no contexto do Estado autoritário e repressor de então, refuncionalizam o domínio de que são alvo, transformando esse espaço público de interlocução em espaço de luta e resistência à dominação.

Desse modo, forma-se por meio das “Queixas do Povo” uma opinião pública como opinião de um público que usa do princípio da publicidade ( HABERMAS, 1984) para discutir e encaminhar as questões ao estar e ser sujeito-de-direito no espaço da cidade; sociedade.

Assim, em relação as queixas dirigidas ao poder público, dentre os cinco tipos de problema de maior incidência, contata-se que os quatro primeiros circunscrevem diretamente o campo de atuação das políticas públicas: 1) negligência do poder público; 2) direito do consumidor ou contribuinte; arbitrariedade da polícia; 4) higiene pública; 5) moral. Consolidando a constatação do espaço das “Queixas”, como espaço de interlocução de questões públicas – de interesse público – temos o dado da representatividade do número de ruas de onde saem as queixas – 489 ( 24,4%) em relação ao total de 2000 ruas. Acrescentando qualidade à expressão desse dado quantitativo, observou-se a ativa interlocução entre esse povo à medida em que ao aparecer um certo tipo de queixa sobre um problema específico surgiam, nas edições seguintes do jornal, inclusive com um diálogo entre as edições da manhã e tarde, queixas sobre o mesmo problema ou de natureza similar. Porém, mais surpreendente foi observar que essa interlocução ultrapassava o espaço da cidade do Rio de Janeiro e desvelava as questões públicas de um país, vistas pela ótica do povo tão desmerecido, como ainda hoje, pelos poderes públicos. Registramos durante a pesquisa queixas provenientes de cinco estados do país de diferentes cidades: 1) RJ(interior), 2) SP, 3) MG,4) PR, 5) ES. A interlocução que fazia esse povo, acerca dessas questões públicas relativas à sua vida, deixava explícitos os valores considerados necessários à vida em sociedade. Na análise das queixas aparecem valores como: trabalho, higiene, ordem e segurança, honestidade, respeito, solidariedade e humanidade, justiça, civilidade, afirmação da igualdade entre outros. Em meio ao discurso em que esses valores se explicitam, no espaço de interlocução das “Queixas”, configuram-se dois aspectos que são postos como condição para a participar deste: 1) o respeito à lei e 2) o dizer a verdade. A força normativa desses aspectos, que deixa clara a centralidade da coluna como espaço público de interlocução, ficou absolutamente clara quando constatamos um

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

7
7

fenômeno, dos mais interessantes no âmbito das queixas – o da existência de réplicas e mesmo tréplicas à queixas feitas. Nestas, o sujeito queixoso tinha por objetivo restaurar a “verdade” sobre algum assunto que o envolvia, deixando entrever a visibilidade e continuidade de interlocução que alcança esse espaço público-popular de discussão. Por meio desses aspectos denota-se o espaço que o povo das queixas circunscrevia para sí, na sua relação com os poderes públicos. Dentre estes aspectos, ressalta-se a forma como estabelecem a relação entre direitos e deveres. Aspecto interessante foi a constatação de que a palavra direito aparece – no total do universo pesquisado – em apenas oito queixas. A idéia de sujeito-de-direito é construída pela idéia de sujeito de dever. Essa perspectiva é construída por meio da posição que ocupam no “seu mundo” e da relação que estabelecem com os outros sujeitos sociais com os quais interagem. Essa demarcação, da posição política de sujeito-de-direito pela idéia de sujeito- de- dever, tem como uma das vias explicativas o caráter normativo-repressor que se estabelece, por parte do Estado, por intermédio das “Posturas Municipais”. Nestas, os segmentos pobres do Rio de Janeiro do início do século eram vistos como sem função social – vadios e desordeiros – em relação aos quais era necessária uma ordem férrea. Por outro lado, do ponto de vista da produção, essa era a maioria da população excluída do mercado de trabalho formal. Segundo Sylvia Damázio (DAMÁZIO,1996), o Rio de Janeiro tinha, na época, cerca se 50% da população economicamente ativa na condição de lúmpem, dada a sua estrutura urbana sem industrialização. Assim, do ponto de vista da produção material, as relações que esses segmentos mantinham com o mundo, eram fragmentadas, marcadas pela descontinuidade e precariedade das condições de possibilidade de provimento das necessidades básicas de vida. Esses aspectos que fragilizaram a vida desses segmentos, dificultaram que construíssem, para sí, uma identidade de produtores da vida material dessa sociedade e, logo, da dependência desta em relação ao seu trabalho como sujeitos sociais. Pode-se, desse modo, compreender a dificuldade desses sujeitos de terem construído, para sí, a identidade de iguais, em relação àqueles em condição econômica superior. Mesmo para os que estavam inseridos no mercado de trabalho formal, as condições concretas de interlocução com os setores economicamente dominantes eram tênues. Daí a explicação da idéia de sujeito-de-direito construír-se pela afirmação da condição de sujeitos-de-dever.

4 CONCLUSÃO

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

8
8

Qual o problema que se apresenta na constituição dessa identidade de sujeito- de-direito haver sido construída à luz da idéia de sujeito de dever? É que com isso legitimava-se a função do poder público como definidor dos direitos, perdendo-se a perspectiva, própria de tais processos históricos, de luta e conquista de direitos. E, por consequência, a limitação da capacidade de questionamento da função pública do Estado; capacidade de ir contra ele, de negá-lo, de questioná-lo frente aos seus deveres (SOARES,2001). Não se pode, porém, desconsiderar a função crítica que essa identidade de “sujeitos-de-dever conferiu àqueles segmentos, como sujeitos que tinham o direito de instar o Estado na sua obrigação de prover ações no campo do que seriam as políticas públicas. É dessa perspectiva que esses segmentos populares se apropriaram, estrategicamente, do discurso normativo do poder público e o questionaram, no sentido de que fossem tomados em conta seus interesses como sujeitos que eram parte daquela sociedade. Dessa perspectiva fizeram-se tomar em consideração, de modo a determinar ações do poder público ou redefinições dessas ao seu favor(SOARES,2001). Tais reflexões levam a considerar a categoria de “esfera pública burguesa” (HABERMAS, 1984), como explicativa do processo de estruturação da cidadania dos sujeitos da esfera privada própria da experiência histórica européia, como limitativa para a compreensão do processo em que se dá a constituição da nossa identidade de cidadãos – sujeitos-de-direitos no Brasil.

REFERÊNCIAS

ADORNO, Sérgio. Os aprendizes do poder. O bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

BRETAS, Marcos Luiz. Ordem na cidade: exercício do cotidiano da autoridade policial no Rio de Janeiro, 1907-1930. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.

DAMÁZIO, Sylvia. Retrato social do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1996.

DICIONÁRIO Histórico Biográfico Brasileiro. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1990.

EDMUNDO, Luís. O Rio de Janeiro do meu tempo. Rio de Janeiro: Conquista, 1957.

ELIA, Francisco Carlos da Fonseca. A habitação popular no Rio de Janeiro. SEMINÁRIO RIO REPUBLICANO, Rio de Janeiro, v. 1, p. 1-61, 1984.

ELIAS, Nobert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1994.

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

9
9

GOMES, Wilson. Esfera pública política e média: com Habermas, contra Habermas. In:

RUBIN, Antonio; BENTA, Ione; PINTO, Milton José( Org.). Produção e reprodução dos sentidos midiáticos. Petrópolis: Vozes,1998.

HABERMAS, Jurgen. Mudança estrutural da esfera pública: investigações quanto a uma categoria da sociedade burguesa. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984.

INTENDÊNCIA Municipal: Código de Posturas. O Paiz, São Luís, p. 2-3, 14 fev. 1890.

JORNAL DO BRASIL: edição da tarde, Rio de Janeiro, 1900-1902.

LEAL, Victor Nunes, Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

LOBO, Eulália Maria Lahmeyer; STOTZ, Eduardo Navarro. Flutuações cíclicas da economia, condições de vida e movimento operário: 1880 a 1930. Revista do Rio de Janeiro, Niterói, v. 1, n. 1, p. 61-93, set./dez. 1985. MAINGUENEAU, Dominique. Novas tendências em análise do discurso. Campinas:

Pontes: Ed. da Universidade Estadual de Campinas, 1989.

MARSHALL, T. H. Cidadania e classe social. In:

___.

Rio de Janeiro: Zahar, 1967. cap.3, p.57-114.

Cidadania, classe social e status.

NEEDELL. Jeffrey D. Belle époque tropical: sociedade e cultura de elite no Rio de Janeiro na virada do século. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

NOVAIS, Fernando A . (Org.) . História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Interpretação, autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis: Vozes, 1996.

PIMENTEL, Antonio Martins de Azevedo. Subsídios para o estudo de higiene no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Tip. e Lit. C. Gaspar da Silva, 1890.

QUEIXAS do POVO. Jornal do Brasil: edição da tarde, Rio de Janeiro, 1900-1902.

ROCHA, Oswaldo Porto. A era das demolições: cidade do Rio de Janeiro 1870-1920. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1995.

SAUDAÇÕES ao público. Jornal do Brasil: edição da tarde, Rio de Janeiro, 2 abr. 1900.

SILVA, Eduardo. As queixas do povo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo:

Companhia das Letras, 1996.

SOARES, Ilma Rezende. Vida privada e esfera pública no Rio de Janeiro da primeira república. São Paulo: FFLCH/USP, Programa de Doutorado em Sociologia, 2001.

SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1977.

SOUZA, Laura de Melo (Org.). História da Vida Privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005

10
10

VELLOSO, Mônica Pimenta. As tradições populares na “belle époque” carioca. Rio de Janeiro: FUNARTE, Instituto Nacional do Folclore, 1988.

São Luís – MA, 23 a 26 de agosto 2005