Você está na página 1de 14

Índice

Teorema de millman

I. Introdução

2

II. Objectivos

3

1.

Algorítmo do teorema de millman

4

1.1. Teorema de millman em corrente contínua

4

1.2. Teorema de millman em corrente alternada

11

III. Conclusão

13

IV. Bibliografia

14

I.

INTRODUÇÃO

Teorema de millman

Os circuitos eléctricos, tanto os de corrente contínua, como os de corrente alternada, podem ser

simples, sendo fácil o seu cálculo, ou complexos. Para o cálculo de circuitos complexos, recorre-

se à vários métodos de resolução. Entre eles, encontramos o teorema de millman, muito útil para

a simplificação de circuitos, onde o objectivo é o de transformar diversas fontes de tensão em

paralelo numa única fonte em série com uma resistência.

É nesta ordem de ideias, que o presente trabalho irá descrever as particularidades deste teorema.

Para uma fácil percepção, a análise dos circuitos usando o teorema está dividida em duas partes:

corrente contínua e corrente alternada.

II.

GERAL

OBJECTIVOS

Teorema de millman

Fazer uma abordagem geral sobre o teorema de Millman

ESPECÍFICOS

Mostrar o algorítmo do teorema tanto para circuitos de corrente contínua, como os de corrente alternada;

Dar exemplos, sobre a sua aplicação no cálculo de circuitos eléctricos.

Teorema de millman

1. ALGORÍTMO DO TEOREMA DE MILLMAN

O Teorema de Millman é um caso particular do Teorema de Thévenin e utiliza-se para reduzir a complexidade de um circuito transformando um conjunto de N fontes de tensão em paralelo numa única fonte de tensão Vn com resistência interna Rn (em corrente contínua).

A resolução de circuitos pelo método de Millman é feita em três passos simples:

1. Para iniciar , todas as fontes são convertidos fontes de alimentação de tensão (se necessário)

de acordo com a maneira mais conveniente.

2. Se há mais de uma fonte de corrente em paralelo, é necessário reduzir a uma única fonte, tal

como descrito por outros métodos.

3. Finalmente, deve converter a fonte de corrente, resultando em uma fonte de tensão.

1.1. TEOREMA DE MILLMAN EM CORRENTE CONTÍNUA

Este método é apresentado frequentemente na analise de circuitos com bipolos activos de uma estrutura como mostra a figura.

com bipolos activos de uma estrutura como mostra a figura. Figura 1: circuito com bipolo activo

Figura 1: circuito com bipolo activo

Teorema de millman

Teorema de millman Figura 2: Circuito Equivalente pelo teorema de millman O circuito da figura acima

Figura 2: Circuito Equivalente pelo teorema de millman

O circuito da figura acima pode ser interpretado como uma ligação paralela de três fontes onde a terceira f.e.m tem o valor zero.

Vamos thevenizar esse bipolo.

Quanto a determinação de R eq não apresenta nenhuma dificuldade pois,

Então

ou

onde m é o numero de ramos do bipolo.

Para a determinacao de

aberto. Para isso, podemos usar qualquer metodo da análise de circuitos. Aqui aplicaremos a analise nodal:

é necessario determinar a tensão entre os terminais do circuito

Equação de no:

,

Substituicao das correntes:

,

Resolvendo para:

Teorema de millman

Em ambos esquemas U ab é a mesma, ou numa forma geral:

A analise de circuitos complexos pode ser simplificada se varios ramos paralelos contendo fonte de tensao e resistências são substituidas por um unico ramo equivalente. Isto pode ser feito com base no teorema do fonte em paralelo, isto é:

o teorema de Milliman que diz que

é a soma algebrica das f.e.m. nos bracos, multiplicada

pelas condutancias correspondentes, dividida pela soma das condutancias nos ramos, e

resistencia paralela efectiva.

e a

Uma maneira de memorizar o teorema de Millman é notar que o numerador contem cada tensão de ramo do circuito com um sinal positivo quando o sentido da tensao concorda com o sentido da

.

Vamos considerar mais uma dedução desse teorema aplicando a nocão da fonte de corrente. Podemos facilmente transformar cada fonte de tensao real numa fonte de corrente real obtendo.

Teorema de millman

A tensao comum nos terminais de uma fonte ligados em paralelo sobre uma resistencia é

onde

é a soma das correntes de curto-circuito de cada ramo e

paralela efectiva de todos os ramos incluindo a carga.

é a resistencia

de todos os ramos incluindo a carga. é a resistencia Figura: 3 Circuito com fonte ligado

Figura: 3 Circuito com fonte ligado em paralelo

resistencia Figura: 3 Circuito com fonte ligado em paralelo Figura:4 Circuito Equivalente O seguinte passo é

Figura:4 Circuito Equivalente

O seguinte passo é simplificar a fig 3) para a fig 4), inspencionando a fig 4) podemos escrever:

Teorema de millman

Teorema de millman Figura 5: Um caso particular de Par de Nos Neste caso as correntes

Figura 5: Um caso particular de Par de Nos

Neste caso as correntes podem ser calculadas facilmente pelo metodo de par de nos. Neste processo, partimos da tensao entre esses nos, calculando a partir dela as correntes.

Pelo metodo da analise de nos é mais facil determinar as correntes, determinando a tensao entre os terminais:

Potencia dessipada

Potencia fornecida

Teorema de millman

Exemplo 1: Determinar a corrente na resistência de I 2 utilizando o Teorema de Millman.

na resistência de I 2 utilizando o Teorema de Millman. R 1 =10  ; R

R 1 =10; R 2 =5; R 3 =2; R 4 =4; E 1 =8V ; E 3 =4V

Resolução:

Teorema de millman

Exemplo 2: Utilizando o teorema de Millman, determine a tensão medida entre os pontos A e B.

Millman, determine a tensão medida entre os pontos A e B. R 1 =50  ;

R 1 =50; R 2 =25; R 3 =30; E 1 =200V ; E 2 =100V ; E 3 =150V

Resolução:

Teorema de millman

1.2. TEOREMA DE MILLMAN EM CORRENTE ALTERNADA

A teorema de Millman é conseqüência da validade da transformação de fonte no regime forçado senoidal. Indica visualmente, a aplicação sucessiva da transformação de fonte permite associar e simplificar tanto a associação em paralelo de fontes de tensão. A informação contida na figura é suficiente para constatar a igualdade na forma entre o teorema de Millman em notação fasorial.

na forma entre o teorema de Millman em notação fasorial. Exemplo 3: Dado o circuito calcule

Exemplo 3: Dado o circuito calcule a corrente que circula na impedância Z.

o circuito calcule a corrente que circula na impedância Z. Dados :Z1=1+j, Z2=1-j , Z=1+j2 ,

Dados :Z1=1+j, Z2=1-j , Z=1+j2 , E1=10e j0 , E2=10e -j/3

Teorema de millman

Resolução: Aplicando teorema de millman calculamos a tensão nos exetremos da impedância Z.

E a corrente que circula na impedância Z é:

III.

CONCLUSÃO

Teorema de millman

O teorema de Millman constitui um caso particular do teorema de Thevenin, aplicado para reduzir diversas fontes de tensão em paralelo, em apenas uma. Porém, se for mais conveniente para o circuito a calcular, pode-se transformar em uma fonte de corrente em paralelo com uma resistência.

A sua aplicação é larga nos bipolos activos. No caso de sua aplicação em corrente alternada, deve-se prestar especial atenção na determinação da impedância equivalente, uma vez que recorre-se à números complexos.

Teorema de millman

IV.

BIBLIOGRAFIA

ORDABAEV, B

Fundamentos

de Electrotecnia. Maputo, 1990

GUIMARÃES, Mauro. Electrotécnica Geral: Apostila parte 1. UEP; Departamento de Engenharia Eléctrica, 2010