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É interessante contemplar uma encosta confusamente entrelaçada, revestida por diversas plantas de diversos tipos, com pássaros cantando nos arbustos, com vários insetos voando, e com minhocas rastejando na terra úmida, e pensar que essas

foram todas produzidas por leis agindo à

formas elaboradamente construídas nossa volta

Há uma grandeza nessa visão da vida, com seus diversos poderes, havendo sido originalmente insuflados em algumas poucas formas ou em uma só; e que, enquanto este planeta esteve revolucionando de acordo com a fixa lei da gravidade, a partir de um início tão simples, infinitas formas, as mais belas e mais maravilhosas, evoluíram e continuam evoluindo. 1 (DARWIN, Charles, 2007)

A exposição DARWIN

A exposição Darwin – Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo, desenvolvida pelo Museu de História Natural de Nova Iorque e adaptada, no Brasil, pelo Instituto Sangari, convoca a nossa imaginação com sua linguagem cenográfica que recria a atmosfera oitocentista em que Darwin viveu e incubou sua teoria da Evolução. Imersos na ambiência da exposição, tal qual uma viagem que se dá andando, vamos nos nutrindo criativamente ao olhar desde esqueletos e fósseis até objetos biográficos e cadernos de anotações de Darwin que colocam em evidência a sua trajetória de naturalista. A exposição, assim, abre possibilidades para fazer pensar, trazer descobertas, perguntas e questões para olhar com outros olhos para o pensamento científico de Darwin e a explosão de conhecimentos científicos gerados a partir de sua teoria da Evolução pela Seleção Natural. Na intenção de que a intensidade da visita à exposição não venha a esmorecer, a Ação Educativa da exposição oferece um conjunto de materiais-propositores: aos estudantes, o Jogo de Aprendiz da Evolução e o Catálogo do Aprendiz de Ciência; aos professores, este material educativo – Mapas moventes para o pensar científico – como convite à reinvenção das linhas conceituais percorridas na exposição, como modos de continuação da viagem em sala de aula. Que o desfrute da exposição e dos materiais-propositores escritos a partir dela, venham a ser provocativos do estudo da biologia contemporânea na escola, desabrochando aquele estado de encantamento diante do mundo que podemos aprender e apreender em Darwin como desejo de investigação científica. Em sua viagem no Beagle, diante da floresta tropical, Darwin nos revela esse modo de encantamento em uma de suas descrições:

O fascínio experimentado nesses momentos desnorteia a mente, – se o

olhar tenta seguir o voo de uma vistosa borboleta, ele é interrompido por alguma árvore ou fruta estranha; e ao olhar um inseto, ele é deixado de lado para que uma maior atenção seja dada à estranha flor sobre a qual

ele rasteja

A mente é um caos de encanto.

Que sejamos então contaminados pela poética científica de Darwin!

Equipe do Instituto Sangari

poética científica de Darwin! Equipe do Instituto Sangari Descubra o homem e a teoria revolucionária que

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

Caro (a) professor (a)

Quando em visita a uma exposição, na geografia dos passos, ao olhar cada objeto mostrado, nossa curiosidade se inquieta, como pergunta que move o desejo de conhecer. Podemos dizer que a experiência vivida numa exposição tem um potencial educativo, sobretudo porque forma em cada visitante novas percepções, novos modos para olhar e pensar o mundo. Certamente, como professores, quando programamos uma visita de nossos alunos

a uma exposição que escolhemos, nossa intenção é abrir vias de acesso para algum

assunto que será trabalhado em sala de aula antes e após o contato com a exposição. Qual seria o objetivo de visitar a exposição Darwin? O que os alunos já sabem

sobre ela? Ao contrário de dar uma aula sobre quem foi Darwin ou informar os

alunos sobre o que eles vão ver na mostra, oferecendo dados em discurso pronto

e acabado, é mais interessante envolvê-los numa atitude investigativa que seja

provocativa, para despertar o interesse por meio da “pedagogia da pergunta”, como diria Paulo Freire. O que os alunos imaginam que fazia um naturalista que viveu no século XIX?

Quais seriam os instrumentos usados nessa época nas pesquisas científicas da

natureza?

Se naquela época não existiam computador e máquina fotográfica, como os naturalistas registravam os dados coletados? Como se explicava o padrão da biodiversidade na Terra no século XIX? O que mudou com Darwin? A origem das espécies é o famoso tratado de Darwin. O que esse título sugere aos alunos? Perguntas como essas podem instigar uma pesquisa em livros ou à busca na internet, movendo os alunos à investigação e a criação de um mural que começa

antes da visita e vai sendo feito depois dela. Com esse modo de preparação, cada aluno vai à mostra com a percepção mais aguçada e com interesse para interrogar

e dialogar com o educador-mediador durante a visita. Ao mesmo tempo, o professor pode perceber os indícios de interesse e os pontos de referência que os alunos têm sobre o assunto e as possíveis conexões entre a visita à exposição e sua intenção pedagógica.

entre a visita à exposição e sua intenção pedagógica. Desta forma, as seções que você encontrará

Desta forma, as seções que você encontrará neste caderno são:

I.

Apresentação: Darwin – Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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II.

Visitas focadas: textos que têm por objetivo ajudá-lo na preparação e no planejamento da visita para o melhor aproveitamento desta. Cada texto propõe uma abordagem diferente que a visita pode ter e é composto por um parágrafo introdutório sobre o assunto, e por atividades sugeridas

para serem realizadas antes, durante

e depois da visita. São eles:

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Contexto histórico: a vida e obra de

Charles

Darwin

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Teoria da Evolução de Darwin

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III.

Textos reflexivos: leituras que procuram aprofundar aspectos tratados na exposição, acompanhadas de idéias para promover debates ou atividades em sala de aula:

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Serpentes sem patas

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Árvore da vida

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A graça de um conto para levar a sério uma teoria

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IV.

Orientações para atividades: experiências que podem ser desenvolvidas em sala de aula

 

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V.

Sugestões de sites e livros: recursos adicionais sobre a vida e obra de

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Estes e outros materiais educativos estarão também disponíveis no website da exposição www.darwinbrasil.com.br .

Agora, Agora, nos nos resta resta desejar desejar uma uma boa boa leitura leitura e e uma uma

ótima ótima visita visita ao ao mundo mundo de de Darwin! Darwin!

visita ao ao mundo mundo de de Darwin! Darwin! Descubra o homem e a teoria revolucionária

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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I. APRESENTAÇÃO

Darwin - descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

O mundo antes de Darwin

Antes do nascimento de Darwin, a maioria das pessoas na Inglaterra aceitava certas ideias a respeito do mundo natural da maneira que eram apresentadas. As espécies não eram ligadas a uma única “árvore genealógica”. Elas eram desconectadas, não aparentadas e imutáveis desde o momento de sua criação. E pensava-se que, sendo a própria Terra tão jovem – talvez cerca de 6.000 anos –, o tempo não seria suficiente para que uma espécie mudasse. De qualquer forma, as pessoas não faziam parte do mundo natural; elas estavam acima e fora dele. Essas atitudes refletiam uma estável e imutável visão geral do mundo.

Jovem Darwin

estável e imutável visão geral do mundo. Jovem Darwin Seção: da exposição “ O mundo antes

Seção: da exposição O mundo antes de Darwin

Nascido em 1809, em uma família abastada, na Inglaterra rural, ele passava horas observando pássaros e lendo, deitado embaixo da mesa da sala de jantar. Entretanto, era um aluno indiferente e a escola o aborrecia. Ficava desesperado com o latim e com a memorização de versos que, como ele dizia, “eram esquecidos 48 horas depois”. Mas Darwin nunca se cansava de estudar os detalhes do mundo natural.

A família

Os pais de Darwin representavam a união de duas famílias proeminentes e ricas: os Darwin e os Wedgwood. Apesar de não serem aristocratas, as duas famílias integravam a classe emergente de empresários progressistas e voltados para a tecnologia. As famílias eram ligadas por laços de amizade, negócios e múltiplos casamentos: o pai de Charles, sua irmã e, eventualmente, ele mesmo – todos se casaram dentro da família. A mãe de Charles Darwin, Susannah, era filha de Josiah Wedgwood, fundador da mundialmente famosa cerâmica Wedgwood, da Inglaterra. A moderna fábrica de Wedgwood, Etruria, incluía

A moderna fábrica de Wedgwood, Etruria, incluía Darwin e sua irmã residências para seus trabalhadores, uma

Darwin e sua irmã

residências para seus trabalhadores, uma igreja e uma escola, onde os pais de Charles estudaram quando crianças. O pai de Charles, o médico Robert Darwin, era filho do famoso Erasmus Darwin, uma das maiores autoridades médicas da Inglaterra, e era, também, um prolífico inventor cujas realizações incluíam um moinho de vento horizontal para fornecer energia à fabrica Wedgwood. As opiniões radicais de Erasmus incluíam oposição à escravidão, apoio à edu- cação das mulheres, simpatia pelas Revolu- ções Francesa e Americana e uma teoria de evolução que precedeu a de Charles Darwin em várias décadas.

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“Caçada, cães e capturar ratos”

A mãe de Charles estava frequentemente do- ente quando ele era pequeno, e veio a falecer quando ele tinha 8 anos. No ano seguinte, ele foi enviado para um internato perto de sua casa, em Shrewsbury. Charles Darwin odiava o cur- rículo da escola, que se baseava na memoriza- ção. Impaciente com a falta de progresso de Charles, seu pai o tirou da escola e o enviou para a Universidade de Edimburgo, na Escócia, para estudar Medicina, como o seu pai e avô. Quando Charles não demonstrou interesse em se tornar médico, Robert explodiu: “Você não se interessa por nada a não ser caçadas, cães e capturar ratos; você será uma desgraça para si mesmo e para toda a sua família”. Em seguida, Charles foi enviado por seu pai para a Universidade de Cambridge a fim de se prepa- rar para uma carreira na Igreja. Uma paróquia tranquila seria o lugar adequado para perse- guir o seu interesse em História Natural.

para perse - guir o seu interesse em História Natural. Descubra o homem e a teoria

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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Jovem naturalista

Um passatempo científico destacou-se dos outros: colecionar besouros. Darwin entrou numa acalorada competição com outro estu- dante de Cambridge, Charles “Beetles” (besou- ros) Babington, para saber quem conseguiria primeiro uma nova espécie. Ainda na Universidade de Cambridge, o in- teresse de Darwin por História Natural tor- nou-se muito mais do que um simples passa- tempo. Um círculo de professores ilustres serviu

“Uma esposa, esse espécime por demais interessante”

Depois de aproximadamente um ano em Londres e com 29 anos de idade, Darwin co- meçou a pensar seriamente sobre casamento. Como muitos cientistas ambiciosos, ele estava

preso entre a determinação de ser alguém na sua profissão e o desejo de ter uma família. En- tretanto, logo propôs casamento àquela que co- nhecera desde a infância, a sua prima Emma Wedgwood. As duas partes – e as duas famílias

– concordaram que formariam o casal perfeito. A previsão tornou-se realidade. Vínculos de

real afeto uniram Emma e Charles por toda a vida e formaram uma família cheia de vigor e afeto. Mas, durante os primeiros anos surgiram dois problemas. O ceticismo crescente de Da- rwin quanto à religião causou uma grande dor

a Emma e esta, por sua vez, levou o marido a

uma profunda tristeza. Ele passou, então, a

de mentor e de modelo para Darwin. Ele tor- nou-se o protegido do Reverendo J. S. Henslow, botânico brilhante e carismático. Para ajudá-lo em Geologia, Henslow apre- sentou Darwin a Adam Sedgwick, um dos mais importantes geólogos da Inglaterra. O Reverendo Sedgwick levou Darwin em uma reveladora expedição de prática geológica pelo País de Gales – uma habilidade que Darwin viria a precisar mais cedo do que imaginava.

O BEAGLE – Uma viagem ao redor do mundo

Em 1831, Charles Darwin recebia um convite surpreendente: juntar-se à tripulação do HMS Beagle, na função de acompanhante do capitão, em uma viagem ao redor do mundo. Durante a maior parte dos cinco anos seguintes, o Beagle investigou a costa da América do Sul, dando liberdade a Darwin para explorar o continente e as ilhas, inclusive as Galápagos. Ele encheu dúzias de cadernos de anotações com cuidadosas observações geológicas, bem como de animais e plantas, e coletou milhares de espécimes, que encaixotava e enviava para casa para uma análise

mais minuciosa. Mais tarde, Darwin disse que a viagem no Beagle havia sido o acontecimento mais importante de sua vida, e declarou: “Ela determinou toda a minha carreira”.

e declarou: “Ela determinou toda a minha carreira”. LONDRES – A ideia toma forma Meses depois

LONDRES – A ideia toma forma

Meses depois de deixar o convés do Beagle, Darwin estabeleceu-se em Londres, o cora- ção da Inglaterra. Ansioso, agora, para se juntar aos “verdadeiros naturalistas”, Dar- win mergulhou no trabalho de redigir a

Down House – A obra de uma vida

O Beagle Seção: da exposição “Uma viagem ao redor do mundo”
O Beagle
Seção: da exposição
“Uma viagem ao
redor do mundo”

Em 1842, Charles Darwin e sua família fu- giram de Londres em busca de paz e silêncio. Eles o encontraram em um pequeno vilarejo a 25 quilômetros da cidade, e durante os 40 anos seguintes, essa casa – chamada de “Down House” – foi para Darwin o seu retiro, posto

Origem das espécies

Gradualmente, e após muito tempo dedica- do à estruturação de sua teoria, Darwin come- çou a confiar o seu segredo a alguns amigos íntimos. Era “como confessar um assassinato”,

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amigos íntimos. Era “como confessar um assassinato”, 7 Emma Darwin sofrer de ataques cada vez mais

Emma Darwin

sofrer de ataques cada vez mais sérios e miste- riosos de uma doença que o perseguiria por toda a sua vida.

pesquisa que realizara durante a viagem no Beagle. Em Londres, juntou brilhantemente as peças de sua teoria da Evolução pela Seleção Natural.

de pesquisa e o centro de sua vasta rede cientí- fica. Trabalhando em seu estúdio, estufa e jar- dim, e correspondendo-se com cientistas do mundo inteiro, pacientemente, Darwin com- pletou o quebra-cabeça da Evolução pela Sele- ção Natural.

ele escreveu. O cientista tinha a intenção de trabalhar em seu próprio ritmo até que sua teo- ria fosse sólida o suficiente para satisfazer seu crítico mais severo – ele mesmo.

para satisfazer seu crítico mais severo – ele mesmo. Descubra o homem e a teoria revolucionária

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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O livro A origem das espécies
O livro A origem das espécies

Entretanto, a carta entregue na Down House em junho de 1858, enviada pelo jovem naturalista Alfred Russel Wallace, descrevia uma teoria da Evolução pela Seleção Natural assustadoramente parecida com a do próprio Darwin. Ele estava desconcertado: depois de tantos anos de trabalho e preocupação, uma outra pessoa conseguiria levar o crédito. Ele odiava ser precedido por alguém – e se odiava por importar-se. Os amigos de Darwin, o botânico Joseph Hooker e o geólogo Charles Lyell, entraram

em ação. Eles sabiam que Darwin havia es- crito um ensaio contendo essas ideias quase 15 anos antes e, por conseguinte, era claro que ele havia sido o primeiro a desenvolver a teo- ria. Hooker e Lyell conseguiram um acordo:

Wallace e Darwin apresentariam documentos sobre a teoria à Sociedade Lineana, em Lon- dres. Wallace estava satisfeito e Darwin, fi- nalmente, decidiu publicar a sua teoria. Em pouco mais de um ano, ele publicaria o seu livro mais importante: A origem das espécies por meio da seleção natural.

A obra A origem das espécies causou sensação

não somente na Inglaterra, mas no mundo

todo. Os políticos faziam discursos, os pastores pregavam sermões, os poetas escreviam poesias. Todos tinham uma opinião.

A reação científica era igualmente intensa.

Alguns dos mentores de Darwin ficaram cho- cados ou desdenhosos: o astrônomo John Hers- chel denominou a seleção natural de “lei da de- sordem”. Mas muitos jovens a louvaram – o

biólogo T. H. Huxley anunciou que “estava pronto para ir à fogueira” em defesa de Darwin. Em um espaço de tempo impressionantemente curto, a tempestade amansou – pelo menos para os cientistas. A Evolução pela Seleção Natural tornara-se parte de sua linguagem e a base de seu trabalho científico.

A evolução nos dias de hoje

Há um século e meio, Charles Darwin ofe- receu ao mundo uma única e simples explica- ção científica para a diversidade da vida na Terra: a Evolução pela Seleção Natural. A partir de então, inúmeros cientistas – fosse combatendo vírus, decodificando o DNA, ou analisando registros fósseis – descobriram que o trabalho de Darwin era fundamental para o seu próprio trabalho.

Como funciona a seleção natural?

A seleção natural é um mecanismo por meio do qual as populações se adaptam e evo- luem. Essencialmente, trata-se de um sim- ples enunciado a respeito de taxas de repro- dução e de mortalidade: aqueles organismos individuais que estão mais bem adequados a um ambiente sobrevivem e se reproduzem com maior sucesso, produzindo descenden- tes igualmente bem adaptados. Depois de muitos ciclos reprodutivos, os mais adapta- dos passam a predominar.

A natureza encarregou-se de filtrar os in-

divíduos menos favorecidos e a população

evoluiu.

V. H. S. T. A.

A seleção natural é um mecanismo que pro-

voca, ao longo do tempo, mudanças em popu- lações de seres vivos. Esse mecanismo pode ser decomposto em cinco passos básicos, aqui abreviados como V. H. S. T. A. – Variação, He - rança, Seleção, Tempo e Adaptação.

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Variação e herança

Membros de qualquer espécie raramente são exata- mente iguais, seja interna ou externamente. Os organis- mos podem variar em tamanho, coloração, habilidade de combater doenças e em muitas outras características. Frequentemente, essa variação é resultado de mutações aleatórias ou “erros de cópia” que ocorrem quando as células se dividem à medida que novos organismos se desenvolvem. Ao se reproduzirem, os organismos transmitem o próprio DNA – conjunto de instruções codificadas em células vivas para a criação de corpos – para sua prole. E como muitas ca- racterísticas são codificadas no DNA, a prole herda essas variações de seus pais. Por exemplo, pessoas altas tendem a ter filhos altos.

Atobá de pata azul

Seleção: sobrevivência e reprodução

Ambientes não podem suportar popula- ções ilimitadas. Como os recursos são limitados, nem todos os organismos que nascem sobre- vivem: alguns indivíduos têm maior sucesso em encontrar alimento, acasalar ou evitar predadores, e apresentam uma condição me- lhor para sobreviverem, reproduzirem e trans- mitirem seu DNA. Pequenas variações podem influenciar no fato de o indivíduo ser capaz ou não de sobreviver e se reproduzir. Por exemplo, diferenças na coloração ajudam al- guns indivíduos a se camuflarem melhor para escapar de predadores.

Tempo e adaptação

De geração em geração, características van- tajosas ajudam alguns indivíduos a sobreviver e a se reproduzir. E essas características são passadas adiante para um número cada vez maior de descendentes. Depois de apenas algu- mas ou milhares de gerações, dependendo das circunstâncias, essas características tornam-se comuns na população. O resultado é uma po- pulação mais bem adaptada a algum aspecto do ambiente. Pernas, antes usadas para andar, são modificadas e podem ser usadas como asas ou nadadeiras.

Como sabemos que os seres vivos são aparentados?

Um impressionante número de evidências

demonstra que todas as espécies são relacionadas

– ou seja, todas descendem de um ancestral co-

mum. Há cento e cinquenta anos, Darwin perce- beu a evidência desse parentesco em notáveis se-

melhanças anatômicas entre diversas espécies,

fossem vivas ou extintas. Hoje verificamos que a maioria dessas semelhanças – tanto na estrutura física quanto no desenvolvimento embrionário

– são expressões de DNA compartilhado: o re- sultado de uma ancestralidade comum.

compartilhado: o re- sultado de uma ancestralidade comum. Descubra o homem e a teoria revolucionária que
compartilhado: o re- sultado de uma ancestralidade comum. Descubra o homem e a teoria revolucionária que

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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Árvore da vida

A árvore da vida, também chamada de árvore filogenética, é uma ferramenta gráfica que os biólogos usam para retratar as relações evolutivas entre plantas, animais e todas as outras formas de vida. A árvore revela histórias evolutivas: cada ponto de ramificação indica um ancestral comum que se desdobra em dois descendentes.

Um mesmo início

Quando adultos, porcos, galinhas e peixes paulistinhas são animais bem diferentes. Mas, surpreendentemente, os três são muito seme- lhantes em seus estágios iniciais de desenvol- vimento, e galinhas e porcos ainda mantêm muitas semelhanças até quase nascerem. Como Darwin verificou, essas semelhanças de de- senvolvimento indicam uma ancestralidade comum, com animais mais intimamente re- lacionados seguindo caminhos de desenvol- vimento bem semelhantes.

Quanto tempo leva a evolução?

A evolução não tem um único cronograma. Às vezes, novas espécies ou variedades surgem em questão de anos ou até mesmo dias. Outras vezes, espécies se mantêm estáveis durante longos períodos, apresentando pouca ou ne- nhuma mudança evolutiva.

apresentando pouca ou ne- nhuma mudança evolutiva. E quanto a nós? Os seres humanos evoluíram exatamente

E quanto a nós?

Os seres humanos evoluíram exatamente como todas as outras espécies. Nós, humanos modernos, somos os únicos descendentes re- manescentes de uma antiga e variada família de primatas chamada hominídeos. Todos os outros hominídeos estão atualmente extin- tos. Fósseis e DNA continuam a revelar os de- talhes de nossa complexa história evolutiva, que se reporta a milhões de anos e revela que seres humanos e outros primatas existentes compartilham de um ancestral comum. Como todos os outros seres vivos, os seres humanos evoluíram – processo bem docu- mentado no registro fóssil. Em lugares dife- rentes, em épocas diferentes, grupos de ho- minídeos antigos adaptaram-se aos seus ambientes e muitos se tornaram espécies dis- tintas – inclusive algumas viveram simulta- neamente. A maioria dessas espécies extin- guiu-se. Mas uma – os seres humanos atuais,

o

Homo sapiens – derradeiramente sobreviveu

e

prosperou.

sapiens – derradeiramente sobreviveu e prosperou. Seção: “A evolução hoje” 11 II. VISITAS FOCADAS A

Seção: “A evolução hoje”

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II. VISITAS FOCADAS

A proposta aqui é como um rascunho, um esboço de linhas de rumo com focos potenciais que, como desdobramentos da exposição em sala de aula, abrem possibilidades para impulsionar o desenvolvimento de atividades e projetos. As sugestões aqui colocadas são uma nutrição para a invenção de outros aspectos, ampliados por sua escuta e pela observação sensível dos alunos, parceiros nesta viagem pela experiência científica.

Abordagem 1

Contexto histórico: Vida e obra de Charles Darwin

Quem foi Charles Darwin? Como era o mundo na época de Darwin?

Na Universidade de Cambridge, Darwin conviveu com o Reverendo J. S. Henslow, célebre por suas palestras sobre Botânica e saídas de campo. O fato de acompanhá-lo constantemente fez com que Darwin se tor- nasse conhecido como “o homem que cami- nha com Henslow”. Foi ele que lhe apresen- tou o geólogo Adam Sedwick, com quem viajou em sua primeira expedição pelo país de Gales. Com ele faz uma descoberta: “Eu nunca tinha chegado a perceber profunda-

que a ciência consiste em agrupar

mente [

]

profunda- que a ciência consiste em agrupar mente [ ] Reprodução do Escritório de Darwin fatos

Reprodução do Escritório de Darwin

fatos a partir dos quais são extraídas leis em geral ou conclusões”. O olhar atento para evi- dências, fatos, pequenos detalhes que Darwin já anunciava em sua infância com os besou- ros, entre outras coletas, o ajudou durante toda a sua vida, assim como o gosto por cami- nhar, fizesse sol ou chuva, em Sandwalk, uma alameda dentro de sua propriedade, Down House. Quantas ideias nasceram naqueles passeios? Quantas novas observações? Teria a imaginação nutrido as ideias de Darwin?

Antes da visita

algumas sugestões:

Explore com os seus alunos o significado de visitar museus e exposições. Eles já visitaram esses tipos de espaço? Como foi essa visita?

Aborde, por meio de discussões e propostas de pesquisa, diversos temas históricos pertinen- tes à exposição Darwin, entre eles a estrutura social e política da Inglaterra no século XIX. Instigue os seus alunos a comparar as infor- mações e dados coletados com a estrutura so- cial e política do Brasil desse mesmo período, que foi marcada pela escravidão.

Por meio de filmes ambientados nessa época, busque, junto aos seus alunos, identificar meios de comunicação, recursos tecnológi- cos e instrumentos científicos disponíveis e utilizados.

- cos e instrumentos científicos disponíveis e utilizados. Descubra o homem e a teoria revolucionária que

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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Explore, por meio de discussões, questões como estas: Já ouviram falar de naturalistas? Quais atividades poderiam definir essa prá- tica? Que papel tem, para um naturalista, a observação, a curiosidade e o registro escri- to? O que eles imaginam que fazia um natu- ralista que viveu no século XIX?

Participe dos encontros de formação e realize uma visita prévia à exposição que lhe permita identificar assuntos, áreas expositivas e objetos nos quais você gostaria de se deter com seus alunos.

Durante a visita

Percorra as diferentes áreas expositivas e busque responder, junto aos alunos e o monitor, questões como as apresentadas a seguir.

Qual era a relação de Darwin com o ensino formal?

Qual era o contexto familar de Darwin?

Darwin ficou conhecido também por sua mania de registros. Que fatos curiosos Dar- win registrou sobre a sua vida pessoal e de sua família? Isso nos ajuda a compreender o cientista que ele foi?

Com que objetivo foi realizada a viagem no Beagle? Qual a sua importância para Charles Darwin?

Quais foram as impressões de Darwin sobre o Brasil?

• Quais foram as impressões de Darwin sobre o Brasil? Lupa de Darwin Chame a atenção

Lupa de Darwin

as impressões de Darwin sobre o Brasil? Lupa de Darwin Chame a atenção dos alunos para

Chame a atenção dos alunos para a eficiência do correio britânico, no século XIX, como principal meio de comunicação e sua relação com o poder do império britânico (onde o sol nunca se põe). Chame, também, a atenção sobre os problemas relacionados, na época, com a mortalidade infantil. Proponha aos seus alunos explorar, nas diferentes áreas expositivas, quais eram os instrumentos científicos usados pelo naturalista.

Depois da visita

Proponha uma pesquisa sobre expedições científicas e sobre viajantes ou outros natu- ralistas que tenham passado pelo Brasil e, de uma forma geral, pela América do Sul. Instigue os seus alunos a procurar imagens e ilustrações sobre estas expedições. Apro- veite os materiais coletados para discutir sobre a existência de documentos visuais e apoie-se, para isso, na atividade proposta na seção IV.

Peça aos seus alunos para relatarem tudo o que julgarem relevante, suas impressões, descober- tas, registros, observações e questionamentos.

Tal qual fazem os cientistas quando divul- gam suas pesquisas e descobertas, a produção de textos escritos pelos alunos sobre o obser- vado e explorado na exposição pode conju- gar o trânsito entre registros individuais, em pequenos grupos ou coletivos. Escolher um momento para a apresentação desses textos possibilita uma nova análise do que foi in- vestigado, revelando indícios do que os alu- nos percebem que conheceram.

Abordagem 2

Teoria da Evolução de Darwin

O que é uma teoria científica? O que é a teoria da Evolução de Darwin?

No uso cotidiano, a palavra “teoria”, mui- tas vezes, significa um palpite ou uma adivi- nhação sem o suporte de evidências. Mas, para os cientistas, uma teoria tem quase o sentido oposto. Uma teoria é uma explicação bem substanciada de um aspecto do mundo natural que incorpora leis, hipóteses e fatos. A teoria da Gravidade, por exemplo, explica por que maçãs caem das árvores e astronautas flutuam no espaço. Da mesma forma, a teoria da Evo- lução explica a existência de tantas plantas e animais – alguns muito semelhantes e outros muito diferentes – na Terra, tanto agora quanto no passado, conforme é revelado pelo registro fóssil. Uma teoria não somente explica fatos co- nhecidos, mas também permite aos cientistas fazer previsões do que devem observar se ela for verdadeira. Teorias científicas são testá- veis. Novas evidências devem ser compatíveis com uma teoria, do contrário ela é revisada ou rejeitada. Quanto mais tempo os elementos centrais de uma teoria se mantiverem – quan- to mais observações ela puder predizer, por quanto mais testes ela conseguir passar, quan- to mais fatos ela puder explicar – tanto mais forte será a teoria. A teoria da Evolução, como proposta por Darwin, afirma que toda a vida na Terra está relacionada genealogicamente a partir de uma origem comum e que se diversificou , gradual- mente, ao longo destes 4 bilhões de anos, atra- vés do processo de seleção natural. Muitos dos avanços da ciência – por exemplo, o desenvol- vimento da genética depois da morte de Da- rwin – expandiram enormemente o pensa- mento evolutivo. Mas, mesmo com esses novos

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avanços, a teoria da Evolução ainda persiste até hoje, praticamente da maneira que Darwin a descreveu no início, e é universalmente acei- ta pelos cientistas.

Antes da visita algumas sugestões:

Explore com os seus alunos o significado de visitar museus e exposições. Eles já visitaram esses tipos de espaço? Como foi essa visita?

Apresente para os alunos as ideias de Charles Darwin e de Jean-Baptiste Lamarck sobre a transmutação das espécies. Utilize, para isso, o texto reflexivo “Serpentes sem patas”, proposto neste mesmo caderno.

Proponha a observação da variabilidade entre indivíduos de uma mesma espécie, como, por exemplo, os alunos da sala de aula.

Realize, junto aos alunos, o levantamento de algumas características como cor dos olhos,

Busque mapear a origem

das mesmas (paternas ou maternas) e proponha uma atividade de reflexão sobre a herança destas características.

Apresente, para os alunos, a teoria da Evolução por Seleção Natural, apoiando-se no texto introdutório contido neste caderno.

Participe dos encontros de formação e realize uma visita prévia à exposição que lhe permita identificar assuntos, áreas expositivas e objetos nos quais você gostaria de se deter com seus alunos.

Durante a visita

Percorra as diferentes áreas expositivas e bus- que responder, junto aos seus alunos e ao moni- tor, questões como as apresentadas a seguir:

Como era vista a diversidade biológica antes de Darwin? E quanto aos seres humanos?

cabelo, altura etc

de Darwin? E quanto aos seres humanos? cabelo, altura etc Descubra o homem e a teoria

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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14 15 • Quais foram as pistas que Darwin percebeu levando-o derradeiramente à ideia de que

Quais foram as pistas que Darwin percebeu

levando-o

derradeiramente à ideia de que todas as espécies são, de fato, aparentadas?

Que ideias Darwin expressa através do esboço de sua árvore genealógica, desenhada em 1837, depois de sua volta à Inglaterra?

Como foi a reação à publicação do A origem das espécies?

Chame a atenção dos alunos para o livro de notas B, peça da exposição, que está aberto na página onde, no topo, Darwin escreveu:

“I think” (eu penso), e depois desenhou a ár- vore genealógica da vida. Mostrando aos alu- nos este desenho, qual a leitura que eles fazem desse pensamento visual de Darwin para re- presentar a descendência evolutiva?

III. TExTOS REFlExIVOS

Texto 1 - Serpentes sem patas

Jean-Baptiste Lamarck tinha 65 anos quando Charles Darwin nasceu, em 1809. Lamarck refutava as ideias criacionistas e fixistas da época, afirmando que todas as espé- cies, inclusive o homem, descendiam de espécies diferentes, preexistentes (exceto pelas espécies mais simples, os infusória, que surgiriam por geração espontânea). Ele acreditava que ca- racterísticas adquiridas pelo uso ou desuso de órgãos seriam transmitidas aos descendentes, produzindo mudanças ao longo do tempo.

em

sua

viagem

no

Beagle,

mudanças ao longo do tempo. em sua viagem no Beagle, Serpente Depois da visita • Peça

Serpente

Depois da visita

Peça para seus alunos relatarem tudo o que jul- garem relevante, suas impressões, descobertas, registros, observações e questionamentos.

Realize, com eles, a atividade O que essas ima- gens sugerem sobre a linhagem evolutiva do ser humano? proposta na seção IV.

Proponha a cada um que escreva o seu pró- prio mito de criação do Universo e dos seres vivos. Como é que os relatos míticos se rela- cionam com a observação do real? Como se comportam diante de contradições? Quais os seus compromissos com a realidade?

Busque explorar com eles como é que os re- latos míticos diferem de uma teoria cientí- fica como a teoria da Evolução.

Acompanhe o texto a seguir e explore as proximidades e distanciamentos entre as ideias de Lamarck e aquelas propostas por Darwin.

D e acordo com o lamarckismo, as serpentes não possuem membros locomotores, pois a adaptação
D e acordo com o lamarckismo, as serpentes não possuem membros locomotores, pois a
adaptação de seus ancestrais a um modo de vida rastejante trouxe como consequên-
cia o pouco uso das pernas. Estas foram se atrofiando devido ao pouco uso (lei do uso e do
desuso) e, depois, os descendentes herdaram pernas cada vez mais atrofiadas (lei da trans-
missão de caracteres adquiridos). Ao longo de gerações, ocorreu o desaparecimento completo
das pernas nas serpentes.
Darwin também aceitava que caracteres adquiridos pudessem ser transmitidos às
futuras gerações, mas tentava aplicar o princípio da seleção para o maior número possí-
vel de fenômenos observados. A maior diferença entre as teorias destes dois naturalis-
tas, na verdade, reside no fato de que, para Lamarck, haveria uma ordem linear e
crescente entre os seres vivos, do mais simples ao mais complexo (que para ele seria o ser
humano). Esta visão linear é conhecida como Scala Naturae. Para Darwin, como sabe-
mos, a relação entre as espécies é divergente, como expressa na árvore genealógica. A
relação entre as espécies atuais está no passado, no compartilhar de ancestrais mais ou
menos remotos no tempo.
O grande mérito de Lamarck foi ter desenvolvido uma teoria evolucionista para expli-
car o surgimento de novas espécies a partir das já existentes. Em 1861, o próprio Darwin
escreveu sobre Lamarck: “Esse tão justamente celebrado naturalista foi o primeiro a
tão justamente celebrado naturalista foi o primeiro a Livro de notas B Descubra o homem e

Livro de notas B

celebrado naturalista foi o primeiro a Livro de notas B Descubra o homem e a teoria

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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prestar o eminente serviço de chamar atenção sobre a possibilidade de todas as mudan- ças
prestar o eminente serviço de chamar atenção sobre a possibilidade de todas as mudan-
ças do mundo orgânico, e mesmo do inorgânico, serem resultado de leis naturais, e não
de interferências milagrosas”.
O darwinismo, como ficou conhecida a teoria evolucionista de Charles Darwin, ex-
plica a evolução biológica a partir de fenômenos e processos que podem ser observados
cotidianamente. A teoria se apoia em algumas ideias básicas. A cada geração morre um
grande número de indivíduos que não deixam descendentes. Os indivíduos que se repro-
duzem a cada geração são, em sua maioria, aqueles que estão mais adaptados às condi-
ções ambientais (seleção natural ou sobrevivência dos mais aptos). Esses indivíduos
que sobrevivem e se reproduzem tendem a transmitir aos descendentes as característi-
cas relacionadas a essa adaptação. Ao longo de gerações, a seleção natural favorece a
permanência e o aprimoramento das características relacionadas à adaptação.
Segundo a sua teoria da Seleção Natural, a ausência de patas nas serpentes traria
vantagem adaptativa aos indivíduos que se locomoveriam, alimentariam e reproduzi-
riam, provavelmente, de forma mais eficiente que os indivíduos que tivessem que arras-
tar membros em uma forma de locomoção pouco eficiente. Desta forma, ao longo de
muito tempo, essa característica (ausência de patas) seria selecionada, tornando-se
predominante nas populações.
Darwin, observando padrões da natureza, supôs que os fatores alimento e espaço
controlariam o tamanho das populações, sobrevivendo apenas os mais aptos, num pro-
cesso de seleção natural.
apenas os mais aptos, num pro- cesso de seleção natural. Microscópio de Darwin Com base na

Microscópio de Darwin

Com base na leitura do texto acima e dos materiais e textos explorados na exposição, busque responder com seus alunos perguntas como as propostas a seguir.

Lamarck baseou sua teoria na ideia de que caracteres adquiridos ao longo da vida de um ser poderiam ser transmitidos a seus descendentes. De acordo com os conheci- mentos científicos atuais, essa ideia é ver- dadeira ou falsa?

Qual foi a contribuição de Lamarck para as ideias que Darwin desenvolveu em seu trabalho científico?

ideias que Darwin desenvolveu em seu trabalho científico? 17 Texto 2 - Árvore da vida Diversidade

17

Texto 2 - Árvore da vida

Diversidade e sustentabilidade

Para Lamarck, imerso no mundo da Grande Corrente dos Seres, a complexidade dos seres vivos se organizaria em uma longa série linear, progressiva, do mais simples ao mais complexo (o ser humano). Para Darwin, com sua visão

divergente (daí a analogia com a árvore), isso não fazia sentido. A partir de questões como essas, diferentes aspectos da diversidade e sustentabilidade po- dem ser abordados. Acompanhe alguns trechos escritos por pesquisadores contemporâneos que podem ajudá-lo a aprofundar essas reflexões.

A lém disso, ao propor um modelo divergente sobre a distribuição da complexidade na vida
A lém disso, ao propor um modelo divergente sobre a distribuição da complexidade
na vida na Terra, Darwin põe fim à ideia de que somos superiores e de que as
demais espécies do planeta existem para nosso desfrute. Ele diz, ao contrário, que todas
as espécies viventes que compartilham conosco esse planeta são, na verdade, as espécies
mais evoluídas de sua linhagem, e somos todos parentes, em maior ou menor grau de
relação. Se considerarmos que a existência de nossa espécie, e de todas as demais, é
resultado deste longuíssimo processo de coevolução da vida no planeta, poderemos tratar
da questão da biodiversidade de maneira mais séria. Nossa espécie surgiu sob
determinadas condições, sob as regras do acaso e da necessidade, em coevolução com um
conjunto de outras espécies, muitas ainda desconhecidas.
Existe futuro para o Homo sapiens em um cenário inteiramente distinto? Qual
seria? Por outro lado, o princípio da divergência leva-nos a pensar sobre a própria
diversidade dentro da nossa espécie. Quando diz que o ambiente poderá suportar um
número maior de indivíduos de uma mesma espécie se esses diversificarem seus hábitos,
parece que Darwin está mesmo querendo participar do debate contemporâneo sobre a
crise ambiental e cultural que vivemos. Se seguirmos a lógica do princípio da divergência,
os modelos alternativos de cultura e desenvolvimento das diversas sociedades devem ser
mais que nunca respeitados e valorizados. Não como exemplares de um passado superado
ou extinto, mas como práticas e modos de vida que devem ser estimulados por serem
formas vivas alternativas de relação do ser humano com a natureza.
Formas que enriquecem o nosso repertório de sobrevivência e ajudam-nos
aumentando as possibilidades de nossa espécie continuar existindo. Como acomodar
mais de seis bilhões de seres humanos neste planeta? 2 (LANDIM, Maria Isabel;
MOREIRA, Cristiano, 2009.)
2 (LANDIM, Maria Isabel; MOREIRA, Cristiano, 2009.) Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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O desenvolvimento sustentável não existe. É um processo em construção teórica e histórica. Estamos diante
O desenvolvimento sustentável não existe. É um processo em construção teórica e
histórica. Estamos diante de um desafio de algo novo e muito importante no
pensamento e história social humana. As fronteiras espaciais da história dilataram-se
até abranger todo o planeta. Este processo trouxe consigo a necessidade de ampliar
largamente, também, as fronteiras do tempo na história.
O conceito de desenvolvimento sustentável é totalmente impregnado de uma expansão
nas fronteiras do tempo que nos importa. Sustentabilidade, por exemplo, refere-se às
gerações do futuro, mesmo distante.
[
]
No século XXI, ao contrário do fim da história, a humanidade vai tentar passar
da adolescência para a maturidade. Darwin, ajudando-nos a compreender quem somos
e o mundo em que vivemos, ajuda-nos também a fazer melhores escolhas sobre quem nos
tornaremos. 3 (BESSERMAN, Sérgio, 2009.)

Combasenaleituradostextosedasinformações coletadas na visita à exposição, proponha debates em sala de aula a partir de questões como:

Quais ideias ou noções de biodiversidade permeiam o imaginário dos alunos? Elas dialogam com a questão da diversidade cul- tural? Como será que evolui a cultura? Re- flita, por exemplo, sobre o uso de gírias.

A distribuição geográfica foi um fator-cha- ve para Darwin compreender a evolução da

diversidade biológica. Populações isoladas por um tempo suficientemente grande aca- bam se tornando novas espécies. Isso acon- tece com a cultura também?

Que relações podem ser estabelecidas entre biodiversidade e desenvolvimento sustentável?

De que forma as contribuições de Darwin nos ajudam, hoje, a compreender a noção de biodiversidade e desenvolvimento sustentável?

a noção de biodiversidade e desenvolvimento sustentável? Texto 3 - A graça de um conto, para

Texto 3 - A graça de um conto, para levar a sério uma teoria

Leem-se de um fôlego, e com um sorriso permanente nos lábios, este e os outros contos que compõem a obra As cosmicômicas, de Italo Calvino:

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O s primeiros vertebrados, que no Carbonífero deixaram a vida aquática pela vida terrestre, derivavam
O s primeiros vertebrados, que no Carbonífero deixaram a vida aquática pela vida
terrestre, derivavam dos peixes ósseos pulmonados, cujas nadadeiras podiam ser
roladas sob o corpo e usadas como patas sobre a terra.
Agora já estava claro que os tempos aquáticos haviam terminado, recordou o velho
Qfwfq, e aqueles que se decidiam a dar o grande passo eram sempre em número maior,
não havendo família que não tivesse algum dos seus entes queridos lá no seco; todos
contavam coisas extraordinárias sobre o que se podia fazer em terra firme, e chamavam
os
parentes. Então, os peixes jovens, já não era mais possível segurá-los; agitavam as
nadadeiras nas margens lodosas para ver se funcionavam como patas, como haviam
conseguido fazer os mais dotados. Mas precisamente naqueles tempos se acentuavam as
diferenças entre nós: existia a família que vivia em terra havia várias gerações e cujos
jovens ostentavam maneiras que já não eram de anfíbios, mas quase de répteis; e existiam
aqueles que ainda insistiam em bancar o peixe e assim se tornavam ainda mais peixes
do que quando se usava ser peixe.
Nossa família, devo dizer, a começar pelos avós, esperneava pela praia au grand
complet, como se não tivéssemos jamais conhecido outra vocação. Não fosse por obstinação
de nosso tio-avô N’ba N’ga, os contatos com o mundo aquático havia muito já se tinham
perdido. [
]
Vai daí que esse tio-avô morava em certas águas baixas e lodosas, entre
raízes de protoconíferas, naquele braço de lagoa onde haviam nascido todos os nossos
ancestrais. [ ]
Visitávamos o tio uma vez por ano, a família toda junta. Era igualmente uma
oportunidade pra nos reunirmos, espalhados como estávamos pelo continente, e trocar
nossas novidades e insetos comestíveis, e discutir velhos assuntos de interesse que
permaneciam em suspenso. [ ]
Tentativas de levá-lo para a terra conosco, já havíamos feito várias e continuávamos
a
fazer; também, a esse respeito, jamais se haviam serenado as rivalidades entre os
vários ramos da família, porquanto quem conseguisse levar o tio para casa iria se
encontrar numa posição, digamos, proeminente em relação à parentada toda. Mas era
uma rivalidade inútil, porque o tio nem sonhava abandonar a lagoa. [ ]
As terras emersas, segundo o tio, eram um fenômeno limitado: iriam desaparecer
assim como vieram à tona, ou, de qualquer forma, ficariam sujeitas a mutações contínuas:
vulcões, glaciações, terremotos, enrugamentos do terreno, mutações de clima e de
vegetação. E nossa vida nesse meio devia enfrentar transformações contínuas, mediante
as quais populações inteiras iriam desaparecer, e só haveria de sobreviver quem estivesse
disposto a modificar de tal forma a base de sua existência, que as razões anteriormente
possíveis de tornar a vida bela de viver seriam completamente transtornadas e
esquecidas. [ ]
Continuei meu caminho, em meio às transformações do mundo, eu próprio me
transformando. Vez por outra, entre as variadas formas dos seres vivos, encontrava um
entre as variadas formas dos seres vivos, encontrava um Descubra o homem e a teoria revolucionária

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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que era “mais alguém” do que eu: um que prenunciava o futuro, o ornitorrinco que
que era “mais alguém” do que eu: um que prenunciava o futuro, o ornitorrinco que
amamentava o filhote saído do ovo, a girafa esgalgada em meio à vegetação ainda baixa;
ou outro que testemunhava um passado sem retorno, um dinossauro sobrevivente depois
de haver começado o Cenozoico, ou então – crocodilo – um passado que havia encontrado
um modo de conservar-se imóvel pelos séculos. [
]
4 (CALVINO, Italo, 1992)

Após leitura do conto para os alunos, explore questões como as apresentadas a seguir.

Que efeito a leitura do conto “O Tio Aquático”, de Italo Calvino, pode provocar nos alunos?

Que relações eles estabelecem entre a epígrafe de natureza científica e a narrativa do conto?

O conto estimula os alunos a fazer perguntas sobre o tempo evolutivo? De que ponto de vista?

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IV. ORIENTAÇõES PARA ATIVIDADES

Com qual parente você se parece?

Foco: seleção natural — hereditariedade Em suas pesquisas, Darwin compreendeu uma poderosa verdade: que a
Foco: seleção natural — hereditariedade
Em suas pesquisas, Darwin compreendeu
uma poderosa verdade: que a semelhança
física pode ser uma pista para a descendência
comum. Combine um dia para que seus
alunos apresentem algumas evidências de
semelhança física buscando fotos de seus
parentes. O que eles descobrem?
Com as evidências encontradas, pode ser
formatado um pequeno jornal para ser dis-
tribuído entre os familiares e outros colegas
da escola, divulgando o que sabem sobre o
conceito de hereditariedade.
Charles Darwin (esq.) e seu pai Robert (dir.)

Como surgem novas raças de cães?

Foco: seleção artificial – hereditariedade

Darwin percebeu que a domesticação de animais e plantas realizada pelo seres huma- nos nada mais era do que um processo seleti- vo. A diferença fundamental é que na domes- ticação, características que não teriam sucesso no ambiente natural sobrevivem sob os cui- dados domésticos. Divida a turma em grupos e proponha que cada grupo pesquise a origem de uma determi- nada raça canina. Explore a procedência e a origem genealógica (de quais cruzamentos elas se originaram) e quais as características que fo- ram selecionadas para cada raça. Explore tam-

bém o surgimento de complicações devidas ao endocruzamento (doenças características de determinadas raças).

Existem documentos visuais?

Foco: os artistas-viajantes e as expedições

Entre os livros que fizeram parte da Biblioteca do HSM Beagle, a narrativa pessoal do naturalista alemão Alexander Von Humbold (1769-1859) ampliou a percepção de Darwin sobre as expedições científicas. Em todas elas, em todos os tempos e lugares, uma equipe interdisciplinar era composta para aproveitar toda a potencialidade de cada viagem.

para aproveitar toda a potencialidade de cada viagem. Descubra o homem e a teoria revolucionária que

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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Conrad Martens (1801-1878) foi um desses artistas viajantes que conviveu com Darwin no Beagle. Johan Moritz Rugendas (1802- 1858) participou como desenhista na expedi- ção científica de 1821 do Barão Langsdorf e continuou trabalhando, depois, no Brasil. São conhecidas as suas litografias publicadas em 1835 sob o título Viagem pitoresca ao Brasil, com texto em francês e alemão. Thomas Ender (1793 - 1875) integrou a missão austríaca que veio ao Brasil acompanhando a princesa real e futura imperatriz Leopoldina. Emeric Essex Vidal (1791-1861) entrou como voluntário num navio britânico trabalhando como dese- nhista e aquarelista. Pode-se destacar, também, Maria Graham

(1785-1842), depois também conhecida como Maria Callcott. Ela viu morrer seu marido capitão no Chile e lá ficou, registrando tam- bém os terremotos que presenciou. Esteve no Brasil como preceptora da princesa Maria da Glória, filha de D. Pedro I, além de amiga do soberano e da imperatriz Leopoldina. Em 1835, já na Inglaterra, participou de um gran- de debate na Sociedade de Geologia, contan- do com o apoio de Charles Darwin. Podemos considerar esses desenhos, aquare- las e pinturas como documentos visuais? Ainda hoje, mesmo com o advento da tecnologia, há também artistas que registram a história pre- sente? Ou há artistas que criam imagens para dar suporte à ciência?

há artistas que criam imagens para dar suporte à ciência? O Beagle no rio Santa Cruz,

O Beagle no rio Santa Cruz, gravura de Conrad Martens

O que essas imagens sugerem sobre a linhagem evolutiva do ser humano?

Foco: cultura visual

Os alunos conhecem as imagens da próxima página? Para eles, como elas mostram a evolu- ção humana? Qual a diferença entre ambas? Essas imagens fazem parte da nossa cultura vi- sual e são amplamente divulgadas nos veículos de comunicação de massa, sejam revistas, jor- nais ou propagandas. Como textos visuais, apresentam a ima- gem da Scala naturae que enfatiza uma ideia de evolução humana pela classificação, em ordem crescente de complexidade, de seres

“inferiores” a “superiores”. Essa maneira de apresentar a evolução dos seres humanos con- tém implicitamente a ideia de progresso e aper- feiçoamento; ou seja, para nós, humanos, existe uma certa escala natural (Scala naturae) na qual o ser humano ocupa o topo da evolução, acima de todos os outros seres viventes. A observação dessas imagens em compara- ção com a árvore genealógica da vida desenha- da por Darwin no caderno de anotações e sua teoria da Evolução por Seleção Natural oferece

e sua teoria da Evolução por Seleção Natural oferece S c a l a n a

Scala naturae

a possibilidade de desenvolver um debate cer- cando questões como:

Por que a imagem da Scala naturae não apre- senta conceitualmente o pensamento de Da- rwin sobre a evolução humana?

De acordo com a teoria evolutiva de Darwin, a evolução ocorre pelo processo de seleção natural. Por que o conceito de evolução não significa a mesma coisa que progresso?

Considerandoateoriadarwinistadaevolução, por que é errado dizer que os seres humanos são descendentes dos macacos?

Do ponto de vista biológico, o que é adaptação?

Ao andarmos pela cidade, nos deparamos com um grande número de pombas vivendo em ninhos nas marquises de edifícios, garças às margens de rios poluídos e abelhas em colmeias em armazéns no cais do porto. Como esses seres conseguem permanecer vivos longe da natureza e da sua cadeia alimentar? Se eles conseguem se adaptar, por que há outros que não o fazem? Quais descobertas Darwin faz por meio de suas observações que o levam a desenvolver o conceito de adaptação do ponto de vista biológico? Como os cientistas usam a teoria da Seleção Natural para projetar antibióticos e vacinas? A decodificação do DNA, a luta contra os vírus, a análise de fósseis que continuam a ser

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os vírus, a análise de fósseis que continuam a ser 23 Evolução humana encontrados inquietam muitos

Evolução humana

encontrados inquietam muitos cientistas con- temporâneos. Todos os anos os cientistas estu- dam os vírus da gripe do mundo todo para prever de que maneira eles podem evoluir. Vacinas são projetadas para ajudar o sistema imunológico do corpo a se defender das varie- dades mais perigosas, mas apenas podem combater algumas variedades de gripe; outras sobrevivem, se reproduzem e evoluem. Por que a teoria da Seleção Natural de Dar- win fundamenta estes cientistas contempo- râneos? O que os alunos poderiam pesquisar sobre as vacinas e a criação de anticorpos?

Uma Feira de Ciências pode vir a ser uma Exposição de Ciências?

Foco: Feira de Ciências

Na exposição Darwin, o paleontólogo do Museu de História Natural de Nova Iorque, Niles Eldredge realizou uma curadoria ao selecionar os objetos, artefatos e o modo de exibição no espaço expositivo para mostrar a trajetória e as ideias do naturalista inglês. Ousando transformar a tradicional Feira de Ciências em uma exposição científica, qual seria o assunto do discurso expositivo? Como seria a curadoria? Qual espaço da es- cola acolheria a exposição? Como os objetos seriam expostos? Haveria etiquetas com le- genda para os objetos, textos de parede com pequenas explicações? Qual seria o nome da exposição?

pequenas explicações? Qual seria o nome da exposição? Descubra o homem e a teoria revolucionária que

Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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V. SugESTõES DE SITES E lIVROS

Sites sugeridos

Blogs sobre Ciências: http//scienceblogs.com.br

CAMINHOS DE DARWIN – www.casadaciencia.ufrj.br/caminhosdedarwin

DARWIN BRASIL – Website interativo da exposição. www.darwinbrasil.com.br

DARWIN, CHARLES – www.aboutdarwin.com/index.html

FUNDAÇÃO CHARLES DARWIN – www.darwinfoundation.org

MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE NOVA YORK – www.amnh.org/home/

O BRASIL NO SÉCULO DE DARWIN. MASP – http://masp.uol.com.br/exposicoes/2007/brasil-darwin/

OS PINTORES VIAJANTES – www.areliquia.com.br/Artigos%20Anteriores/46PintorV.htm

Livros sugeridos

BIZZO, Nélio. Do telhado das Américas à teoria da Evolução. São Paulo: Odysseus Ed., 2002.

BROWNE, Janet. Livros que mudaram o mundo: A origem das espécies. Rio de Janeiro. Jorge Zahar editora,

2007.

BURKHARDT, Frederick (ed.). As cartas de Charles Darwin: uma seleta, 1825-1859. São Paulo: Ed. Unesp, 2000.

DAWKINS, Richard. O gene egoísta. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2001.

DESMOND, Adrian; MOORE, James. Darwin: a vida de um evolucionista atormentado. São Paulo: Geração Editorial, 2000.

KEYNES, Richard. Darwin a bordo do Beagle. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2004.

LANDIM, Maria Isabel; MOREIRA, Cristiano (orgs). Charles Darwin em um futuro não tão distante. Instituto Sangari, São Paulo, 2009.

LEITE, Marcelo. Folha explica: Darwin. Publifolha, São Paulo, 2009.

MEYER, Diogo; EL-HANI, Charbel Niño. Evolução: o sentido da Biologia. São Paulo: Ed. Unesp, 2005.

SOUZA, Sandro. A goleada de Darwin. Ed. Record, Rio de Janeiro, 2009.

STEFOFF, Rebecca. Charles Darwin, a revolução da revolução. São Paulo: Cia das Letras, 2007.

TORT, Patrick. Darwin e a ciência da evolução. São Paulo: Objetiva, 2004.

Notas:

[1] DARWIN, Charles. A origem das espécies. Texto-parede. Exposição Darwin. Masp – Museu de Arte de São Paulo, 3 de maio a 15 de julho de 2007.

[2] LANDIM, Isabel; MOREIRA, Cristiano. “Duzentos anos de Charles Darwin: de onde partimos e aonde queremos chegar”. In.: Charles Darwin em um futuro não tão distante. Instituto Sangari, São Paulo, 2009.

[3] BESSERMAN, Sergio. “Darwin e a consciência no século XXI”. In.: Charles Darwin em um futuro não tão distante. Instituto Sangari, São Paulo, 2009.

[4] CALVINO, Italo. “O tio aquático”. In.: As cosmicômicas. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 71-83. Publicado pela primeira vez em 1965.

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ANOTAÇõES PESSOAIS

Publicado pela primeira vez em 1965. 25 ANOTAÇõES PESSOAIS Descubra o homem e a teoria revolucionária

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26 27 Descubra o homem e a teoria revolucionária que mudou o mundo

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Créditos

28 Créditos Espírito Santo Conselho Administrativo Ben Sangari Presidente Niles Eldredge Curador - American Museum
Espírito Santo
Espírito Santo

Conselho Administrativo Ben Sangari Presidente

Niles Eldredge Curador - American Museum of Natural History

John George de Carle Gottheiner Secretário

Maria Isabel Landim e Cristiano Moreira Assessoria Cientifica e recorte curatorial no Brasil

Cristiane Almeida

Bianca Penna Moreira Rinzler Supervisão Geral

Tesoureira

Corpo Diretivo Bianca Penna Moreira Rinzler Diretora Executiva

Ana Rosa Abreu Diretora Educacional

Julio Jacobo Waiselfisz Diretor de Pesquisas

Maria Aparecida Forli Gerente Administrativo Financeira

Juliana Estefano Gerente de Relacionamento

Cacá Monteiro Gerente de Projetos Culturais

Arlita McNamee Nayana Brasil Coordenadoras de Projetos

Ana Maria Navas Sueli Cegantin Programa Educativo

Leslie Arias Comunicação e Marketing

Pedro Mazzuchelli

Fernanda Roisenberg

Design

Patrícia Gonçalves Gustavo Garde Luiz Gallo Conteúdo e Imprensa

Cacá Monteiro Gerência de Projetos Culturais

Juliana Estefano Gerência de Relacionamento

Programa Educativo

Ana Maria Navas Maria Isabel Landim Cristiano Moreira Mirian Celeste Martins Gisa Picosque Criação e Desenvolvimento de Conteúdo

Elissa Khoury Daher Coordenação de Edição

Globaltec Artes Gráficas Preparação e revisão

Pedro Mazzuchelli

Diagramação

FOTOS Museu de História Natural de Nova York

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Copyright © 2009 Instituto Sangari

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Regional: UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO Apoio: Museu de ciências da terra Darwin foi

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Museu de ciências

Museu de ciências
Museu de ciências
Museu de ciências
Museu de ciências

da terra

da terra

Darwin foi originalmente concebido pelo American Museum of Natural History, New York, com a colaboração do Museum of Science, Boston; The Field Museum, Chicago; The Royal Ontario Museum, Toronto e Natural History Museum, London.