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Física III

2007

Objetivos da disciplina Física III:

Levar o aluno a compreender os fenômenos gerados por cargas estáticas e suas interações. Entender e analisar os efeitos produzidos pela passagem da corrente elétrica em componentes de circuitos de corrente contínua. Adquirir conhecimentos sobre os fenômenos magnéticos gerados pela corrente elétrica e por materiais magnéticos e suas aplicações em circuitos elétricos.

Programa da disciplina:

  • 1. Carga elétrica : Lei de Coulomb. Campo elétrico. Potencial elétrico.

  • 2. Corrente Elétrica : Resistividade. Resistência. Força eletromotriz. Potência elétrica. Resistores em série e em paralelo. Circuitos de corrente contínua. Leis de Kirchhoff.

  • 3. Capacitância : Capacitores. Dielétricos. Capacitores em série e em paralelo. Circuitos R-C.

  • 4. Magnetismo : Campo magnético. Força magnética. Torque. Movimento de cargas.

  • 5. Fontes de Campo Magnético : Lei de Biot-Savart. Lei de Ampère. Aplicações da Lei de Ampère. Fluxo Magnético. Corrente de deslocamento.

  • 6. Indução Magnética : Lei de Faraday. Lei de Lenz. Força eletromotriz produzida pelo movimento. Campos elétricos induzidos. Correntes de Foucault.

  • 7. Indutância : Indutância mútua. Indutores e auto-indutância. Energia do campo magnético.

  • 8. Materiais Magnéticos : Paramagnetismo. Diamagnetismo. Ferromagnetismo.

Bibliografia mínima:

YOUNG, H.D.; FREEDMAN, R.A. Física. São Paulo: Pearson, 2003, v. 3. KELLER, F. J.; GETTYS, W. E.; SKOVE, M. J. Física. São Paulo: Makron Books, 1999, v. 2. NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica. São Paulo: Edgard Blucher, 2002, v. 3 HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1996. v. 3. TIPLER, P.A. Física. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1999. v. 2. HENNIES, C. E.; GUIMARÃES, W.O.N; ROVERSI, J.A. Problemas Experimentais em Física. Campinas-SP: UNICAMP, 1993. v. 1 e 2.

2

A Lei de Coulomb – Força elétrica

Cargas elétricas.

Grécia Antiga, 600 a.C., o âmbar quando atritado com a lã, adquiria a propriedade de atrair objetos leves. Cargas semelhantes repelem-se; cargas diferentes atraem-se.

Prótons: carga elétrica positiva; elétrons: carga elétrica negativa.

Corpo elétricamente neutro: a soma algébrica das cargas positivas do núcleo e das cargas negativas dos elétrons cancelam-se.

Corpo eletrizado: objeto que perdeu ou recebeu elétrons.

Condutores e isolantes. Nos condutores, os elétrons livres, mais externos, se movem de uma região à outra, o que não ocorre nos isolantes.

Eletrização por atrito, por contato ou por indução.

Eletrização por indução:

∑ Cargas elétricas. ∑ Grécia Antiga, 600 a.C., o âmbar quando atritado com a lã, adquiria

Lei de Coulomb:

2 A Lei de Coulomb – Força elétrica ∑ Cargas elétricas. ∑ Grécia Antiga, 600 a.C.,

A interação elétrica entre duas partículas eletrizadas é descrita em termos das forças que elas exercem mutuamente. O módulo da força elétrica que a carga 1 exerce na carga 2, separadas por uma distância r, é dado por:

q q 1 2 F = k 2 r
q q
1
2
F = k
2
r

onde F= força de atração ou repulsão entre as cargas, em newtons (N). k=8,98755.10 9 N.m 2 .C -2 9,0.10 9 N.m 2 .C -2 = constante eletrostática. q 1 , q 2 = carga elétrica da partícula, em coulomb (C). r=distância entre as cargas elétricas, em metros (m). A equação pode ser expressa, também, da seguinte forma:

F =

1 q q 1 2 2 4 r o
1
q q
1
2
2
4
r
o

onde

1

4

o

= k = 8,98755.10 9 N.m 2 .C -2 9,0.10 9 N.m 2 .C -2

o = 8,854185.10 -12 C 2 .N -1 .m -2 = permissividade do espaço livre (vácuo). Módulo das cargas elétricas do elétron e do próton=1,602192.10 -19 C 1,6.10 -19 C.

F

Re sul tan te

= F

1

+ F

2

+ F

3

+

+ F

N

Coulomb: 1 C é a quantidade de carga que passa pela área da seção transversal de um fio

condutor em 1 segundo, quando circula pelo condutor uma corrente elétrica de 1 A. Se várias forças atuam sobre uma carga elétrica, a força resultante sobre ela é determinada através da soma vetorial de todas as forças:

3

O Campo Elétrico

Campo, de uma maneira geral, é uma grandeza que pode ser associada à posição. Exemplo: a

temperatura do ar em uma sala tem um valor específico em cada ponto. Campos vetoriais: grandezas vetoriais definidas em cada ponto do espaço. A velocidade do vento

na atmosfera terrestre e o campo gravitacional da Terra são exemplos de campos vetoriais. Campo elétrico é a região de influência de uma carga elétrica, manifestada através da força elétrica que atua sobre uma carga de teste colocada neste campo. Define-se o campo elétrico E

, no ponto P,

como a força F

exercida pela carga q sobre a carga de teste q 0 , dividida por q 0 .

3 O Campo Elétrico ∑ Campo, de uma maneira geral, é uma grandeza que pode ser

O campo elétrico no ponto P:

E =

F

q

0

Módulo do campo elétrico para uma carga puntiforme:

E

i

=

kq

i

1

q

i

=

r

i

2

4

0

r

i

2

Campo elétrico resultante num ponto P, devido ao campo elétrico de N cargas geradoras:

E

R

N

=

i

=

1

E

i

=

E

1

+

E

2

+

......

+

E

N

=

N

i

=

1

kq

i

r

i0

2

r

i 0

A unidade de campo elétrico, no S.I., é o newton por coulomb (N/C).

Exemplos de Campos Elétricos

Nos condutores elétricos domésticos Nas ondas de rádio Na baixa atmosfera Na luz do sol Próximo a um pente de plástico carregado Numa nuvem de tempestade Num raio

E (N/C)

E (N/C)

10 -2

Num tubo de imagem de TV

10

5

10 -1

No cilindro carregado de uma copiadora

10

5

10 2

Num tubo de raios X

10

6

10 3

Rigidez dielétrica do ar

3x10 6

10 3

No elétron de um átomo de hidrogênio

6x10

11

10 4

Na superfície de um núcleo de urânio

2x10

21

10 4

Linhas de Campo Elétrico

As linhas de campo elétrico constituem um auxílio para visualizar o campo. A linha de campo é traçada de tal maneira que sua direção e sentido em qualquer ponto são os mesmos que os do campo elétrico nesse ponto. A figura a seguir mostra alguns exemplos de linhas de campo.

4

4 Exemplos de linhas de campo elétrico. (a) Partícula com carga positiva; (b) Partícula com carga

Exemplos de linhas de campo elétrico. (a) Partícula com carga positiva; (b) Partícula com carga negativa; (c) Dipolo; (d) Duas partículas com mesma carga positiva; (e) Duas partículas com cargas +2q e -q; (f) Disco carregado uniformemente.

Energia Potencial Elétrica

Energia potencial de uma partícula de teste no campo elétrico de uma carga puntiforme.

4 Exemplos de linhas de campo elétrico. (a) Partícula com carga positiva; (b) Partícula com carga

O trabalho realizado pela força elétrica para deslocar a carga de teste q o de a para b, é dado por:

b

w

=

F.dl

=

a

q

o

b

a

E.dl

=

q

o

r

b

r

a

qdr

q q

o
o

r

b

dr

q q

o
o

4

o

r

a

r

=

=

  • 2

    • 4

o

r

  • 2

    • 4

o

1

r

r

b

r

a

w =

q q

o

o
o
  • 1 1

  • 4

r

a

r

b

Como o trabalho é uma variação de energia potencial (U) que a carga de teste possui nos pontos a e b, temos:

U

a

U

b

=

q q

o
o

4

o

1

r

a

1

r

b

5

Energia potencial de uma carga de teste no campo elétrico de várias cargas puntiformes:

5 ∑ Energia potencial de uma carga de teste no campo elétrico de várias cargas puntiformes:

U = U 1 + U 2 + U 3 + .....

+ U i =

q

o

q

i

4

o

r

i

A unidade de trabalho (w) e energia potencial (U), no S.I., é o joule (J).

Potencial Elétrico

O potencial elétrico V em um ponto P é igual à energia potencial elétrica U de uma carga de teste no ponto P dividida pela carga de teste q o .

V =

U

 
 

q

o

Potencial devido a partículas carregadas.

V =

   

q

i

 
  • 4

 

o

r

i

onde r i é a distância entre a carga i e o ponto P. O potencial elétrico é dado, no S.I., em J/C que recebe o nome de volt (V).

Diferença de potencial.

V

a

V

b

=

U

a

U

b

q

o

Em um campo elétrico constante, a diferença de potencial entre os pontos a e b é dada por:

V a
V
a

V

b

=

E

x

Campo elétrico em termos do potencial:

E x

=

V

x

E y
E
y

=

V

y

E

z

=

V

z

Estas equações mostram que a unidade de campo elétrico também pode ser o volt/metro (V/m).

Superfícies Equipotenciais

É uma superfície na qual o potencial é constante. A energia potencial de um corpo eletrizado é a mesma em todos os pontos desta superfície. Com isto, não há trabalho realizado para mover o corpo eletrizado em tal superfície. Portanto, a superfície equipotencial, em qualquer ponto, deve ser perpendicular ao campo elétrico neste ponto.

6

6 Figura mostrando as linhas de força do campo elétrico e as superfícies equipotenciais. Exemplos: ∑

Figura mostrando as linhas de força do campo elétrico e as superfícies equipotenciais.

Exemplos:

Lei de Coulomb:

  • 1. Três cargas puntiformes estão sobre o eixo x. A carga q 1 = 25 nC está na origem, a q 2 = -10 nC em x = 2 m e a q o = 20 nC em x = 3,5 m. Determine a força resultante sobre q o exercida por q 1 e q 2 .

  • 2. Uma carga de 5 C é colocada em x=0, e uma segunda de 7 C é colocada em x=100 cm. Em que posição deve se colocar uma terceira carga para que a força resultante sobre ela, devido às outras duas, seja nula?

Campo Elétrico:

  • 3. Quando uma carga de prova de 5 nC é colocada num certo ponto, sofre uma força de 2 x 10 -4 N na direção X. Qual o campo elétrico neste ponto ?

  • 4. Uma carga positiva q 1 = 8 nC está na origem e uma outra carga positiva q 2 = 12 nC está em x=4 m. (a) Determinar o campo elétrico deste sistema de cargas em x=7 m; (b) Determinar o ponto, sobre o eixo dos X, onde o campo elétrico é nulo.

Potencial Elétrico:

  • 5. Uma partícula cuja carga é q = 3x10 -9 C move-se do ponto A ao ponto B, ao longo de uma linha reta. A distância total é d = 0,5 m. O campo elétrico é uniforme ao longo desta linha, na direção de A para B, com módulo E = 200 N/C. Determinar a força sobre q, o trabalho realizado pelo campo e a diferença de potencial V A - V B.

  • 6. Cargas puntiformes de 12x10 -9 C e -12x10 -9 C são colocadas a 10 cm de distância, como indicado na figura. Calcular os potenciais nos pontos a, b e c.

6 Figura mostrando as linhas de força do campo elétrico e as superfícies equipotenciais. Exemplos: ∑

7

Corrente elétrica

A força motriz (F = qE) sobre uma partícula carregada (q) faz com que esta se mova no mesmo

sentido da força, com uma velocidade de arrastamento v d (os choques entre as partículas produzem aquecimento). Corrente elétrica: carga resultante que flui através da área, por unidade de tempo.

Q dQ i= ou i = t dt
Q
dQ
i=
ou
i
=
t
dt
  • (a) Corrente elétrica em um fio com portadores de carga positivos.

  • (b) Corrente em um fio com portadores de carga negativo. O sentido da corrente é para a direita em ambos os casos.

No S. I., a corrente elétrica é dada em ampére (A = C/s).

7 Corrente elétrica ∑ A força motriz (F = qE) sobre uma partícula carregada (q) faz

Seja:

 

n = número de partícula por unidade de volume.

  • v d = velocidade de arrastamento das partículas.

  • v d dt = dl = distância percorrida pela partícula em um tempo dt.

A v d dt = volume do cilindro. n A v d dt = número de partículas dentro do cilinndro sombreado. q = carga de uma partícula.

Então:

 

dQ = q n A v d dt dQ

 
 

i

=

= q n Av

 

dt

d

Generalizando para várias partículas diferentes, temos:

i

=

A

i

q n v

i

i

i

Densidade de corrente (J): corrente por unidade de área transversal.

Da equação

i

=

A

i
i

q n v

i

i

i

temos:

Resistividade

i

A

=

i

q n v

i

i

i

=

J

A densidade de corrente em um condutor depende do campo elétrico E condutor. Em metais, temos:

e

da

natureza do

8

 

E

onde

 

= resistividade do material ( .m)

 

=

 
 

J

Quanto maior a resistividade, maior será a intensidade do campo elétrico necessária para

estabelecer uma dada densidade de corrente (característica do material). A resistividade é constante para temperatura constante (Lei de Ohm). Para condutores metálicos, temos:

= [1 + (T T )] T o o onde: T = resistividade à temperatura T
=
[1
+
(T
T )]
T
o
o
onde:
T = resistividade à temperatura T ( .m).
= resistividade à temperatura T o (referência: 0 o C ou 20 o C).
= coeficiente de temperatura da resistividade ( o C -1 ).
o
0,1 a 92 K

Coeficientes de temperatura da resistividade ( ) e Resisitividade ( ) à temperatura ambiente

8 E onde = resistividade do material ( .m) = J ∑ Quanto maior a resistividade,
8 E onde = resistividade do material ( .m) = J ∑ Quanto maior a resistividade,

9

Resistência

Consideremos um segmento de um fio condutor dado pela figura abaixo:

9 Resistência ∑ Consideremos um segmento de um fio condutor dado pela figura abaixo: A diferença

A diferença de potencial V, entre as extremidades, é dada por:

V =E L

V

L

= E

E = campo elétrico uniforme ao longo do condutor.

E Como = , temos que, E = J , então: J V i = J
E
Como
=
, temos que, E =
J , então:
J
V
i
=
J
como
J =
temos:
L
A
V
i
L
=
V
=
i
L
A
Onde
A
A L para uma amostra particular de um material, é chamada de resistência R, ou seja,
L
R =
A
Então,
V =R i
(Lei de Ohm)

onde: V = diferença de potencial (V). R = resistência elétrica do condutor, em ohm ( ). i = intensidade da corrente elétrica através do condutor, em ampére (A).

A resistência elétrica de um condutor é constante para temperatura constante. Para intervalos pequenos de temperatura, temos:

R

T

=

R

o

[1

+

(T

T )]

o

onde: R T = resistência do condutor à temperatura T ( ). R o = resistência à temperatura T o (0 o C ou 20 o C). = coeficiente de temperatura da resistividade ( o C -1 ).

9 Resistência ∑ Consideremos um segmento de um fio condutor dado pela figura abaixo: A diferença

10

Força eletromotriz

∑ Para a fonte (gerador) em circuito aberto abaixo, a diferença de potencial (ddp) entre as
Para
a
fonte (gerador) em
circuito aberto abaixo,
a diferença de potencial
(ddp) entre as
extremidades igual à força eletromotriz:
V ab =
A força eletromotriz é uma característica da fonte, em muitos casos, uma constante independente
da corrente elétrica.
No circuito fechado, abaixo, temos:

V ab = - r.i

10 Força eletromotriz ∑ Para a fonte (gerador) em circuito aberto abaixo, a diferença de potencial

A corrente i no circuito é dada por:

V R = V ab

- R i + r i =

R i =

r i

i =

( R

+

r )

Se os terminais da fonte forem curto-circuitados com um condutor de resistência nula ou desprezível (R =0), a corrente de curto-circuito será igual a:

i cc

=
=

r

e a ddp entre os terminais será:

V ab = - r i cc V ab = - r r V qb =
V ab = - r i cc
V ab = - r
r
V qb = 0
=
-

Gráfico característico de uma fonte (gerador) (V ab = - r i)

11

Potência Elétrica

11 Potência Elétrica ∑ w = V ab Q = V ab i t w =

w

=

V

ab

Q

=

V

ab

i

t

w = trabalho = variação

de energia potencial da

carga circulante.

A taxa de ganho ou perda de energia é chamada de potência (P), ou seja,

P =

w

= v

t

ab

i

ou

P = V i

A unidade de potência, no S.I., é o joule por segundo (J/s) que é chamado de watt (W).

O trabalho também pode ser expresso da seguinte maneira,

w =P t

Se a potência for expressa em quilowatt (kW) e o tempo em horas (h), o trabalho será expresso

em quilowatt-hora (kWh).

Como V = R i, a potência dissipada por uma resistência será dada por:

P = V i = R i i P = R i 2 V ou, fazendo
P = V i = R i i
P = R i 2
V
ou, fazendo
i =
, temos:
R
V
V 2
P V
=
P =
R
R
Resistores
Resistores são dispositivos que convertem parte da energia elétrica recebida em energia térmica
(efeito joule).
Resistores em série:
-
A corrente elétrica i é a mesma em todos os resistores.
-
A diferença de potencial V é dada por:
V = V 1 + V 2 + V 3
-
Como V = R i, temos:
R i = R 1 i + R 2 i + R 3 i
R = R 1 + R 2 + R 3
, onde R = resistor equivalente.
Resistores em paralelo:

12

12 - A ddp é a mesma em todos os resistores - A corrente elétrica total

- A ddp é a mesma em todos os resistores

- A corrente elétrica total i é dada por:

- Como V = R i, temos:

i = V/R, então:

i =

i 1 +

i 2 + i 3

V

V

=

R

R

1

V

+

R

2

V

+

R

3

1

R

1

=

R

1

1

+

R

2

1

+

R

3

, onde R = resistor equivalente

  • - Para dois resistores em paralelo, temos:

1

=

1

+

1

=

R

2

+

R

1

R

R

1

R

2

R .R

1

2

R

=

R R

1

2

R

1

+

R

2

, onde R = resistor equivalente

  • - Para n resistores iguais em paralelo:

1

=

R

1

R

1

+

1

R

1

+

1

R

1

+

...

=

1

+

1

+

1

+

...

R

1

Exemplos

R

=

R

  • 1 , onde R = resistor equivalente

n

  • 1. Um fio de cobre tem 80 m de comprimento e seção transversal de 0,4 mm 2 . A resistividade do cobre é 1,72.10 -8 m. Determine a resistência desse fio.

  • 2. Deseja-se projetar um aquecedor elétrico que seja capaz de elevar a temperatura de 100 kg de água de 20 o C a 56 o C em duas horas. (a) Que potência deve ter esse aquecedor?; (b) Se o aquecedor for projetado para ser ligado em 220 V, que valor de resistência deverá ser utilizado? (considere o calor específico da água = 4,2 J/g o C)

  • 3. No circuito a seguir, determine a potência dissipada pelo resistor de 20 , na Fig.1.

12 - A ddp é a mesma em todos os resistores - A corrente elétrica total

Figura 1

12 - A ddp é a mesma em todos os resistores - A corrente elétrica total

Figura 2

12 - A ddp é a mesma em todos os resistores - A corrente elétrica total

Figura 3

  • 4. Da Fig.2: (a) Calcular a resistência equivalente no circuito; (b) Determinar a ddp entre os pontos x e y, se a corrente elétrica no resistor de 8

for 0,5 A.

  • 5. Cada um dos três resistores na Fig.3 tem resistência igual a 2 e pode dissipar um máximo de 18 W, sem ficar excessivamente aquecido. dissipar?

Qual

é

a potência

máxima que o circuito pode

13

As Leis de Kirchhoff

São aplicadas quando não for possível reduzir um circuito em combinações simples em série e

paralelo.

13 As Leis de Kirchhoff ∑ São aplicadas quando não for possível reduzir um circuito em

Definições:

: é o ponto onde três ou mais condutores estão ligados. Exemplos no circuito acima: Pontos a,

b, d, e.

Malha : é qualquer caminho condutor fechado. Exemplos de possíveis malhas: aceda, defbd,

hadbgh, hadefbgh, etc.

Regra das Malhas (Primeira Regra de Kirchhoff) : Quando se percorre uma malha fechada de um

circuito, as variações de potencial em cada um dos elementos do circuito tem uma soma

algébrica igual a zero.

Regra dos Nós (Segunda Regra de Kirchhoff) : Em qualquer nó do circuito, onde a corrente se

divide, a soma das correntes que chegam para o nó é igual à soma das correntes que saem do

nó.

Procedimento para resolver um problema :

  • 1. Em um circuito, nomear e escolher um sentido para a corrente em cada um dos ramos (ramo=trecho do circuito entre dois nós).

  • 2. Utilizar a regra dos Nós para minimizar o número de variáveis.

  • 3. Escolher uma malha fechada no circuito e um sentido para percorrê-la (horário ou anti- horário).

  • 4. Percorrer a malha no sentido escolhido, aplicando a Regra das Malhas. Contar positivamente a fem de uma fonte quando atravessá-lo no sentido do (-) para o (+) e negativamente quando do (+) para o (-). No resistor, a diferença de potencial Ri será negativo se o resistor for atravessado no mesmo sentido que o suposto para a corrente, e positivo se no sentido oposto. Igualar a soma à zero.

  • 5. Se necessário, escolher outras malhas para obter uma relação diferente entre as incógnitas, e continuar até obter um número igual de equações e incógnitas, ou até que cada elemento do circuito tenha sido incluído em, pelo menos, uma das malhas escolhidas.

  • 6. Resolver as equações a fim de obter os valores das incógnitas.

14

Exemplos:

  • 1. Determine a corrente em cada ramo do circuito na figura a seguir.

14 Exemplos: 1. Determine a corrente em cada ramo do circuito na figura a seguir. 2.
  • 2. Determine a corrente em cada ramo do circuito e a diferença de potencial entre os pontos a e c (V ac ) na figura a seguir.

14 Exemplos: 1. Determine a corrente em cada ramo do circuito na figura a seguir. 2.

15

CAPACITORES

Capacitores são dispositivos utilizados para armazenar, temporariamente, carga elétrica e

energia em circuitos. São constituídos por dois condutores, isolados entre si, mas muito próximos

um do outro, que quando estão carregados, tem cargas elétricas iguais, porém, de sinais opostos.

Utilizados em flash de máquina fotográfica; para amortecer as ondulações da corrente alternada,

quando se converte esta corrente em corrente contínua; para sintonia de rádio ou televisão, etc.

Símbolos:

∑ Utilizados em flash de máquina fotográfica; para amortecer as ondulações da corrente alternada, quando se

Tipos:

15 CAPACITORES ∑ Capacitores são dispositivos utilizados para armazenar, temporariamente, carga elétrica e energia em circuitos.
15 CAPACITORES ∑ Capacitores são dispositivos utilizados para armazenar, temporariamente, carga elétrica e energia em circuitos.

Capacitores: de poliéster metalizado, cerâmica, eletrolítico

Capacitor variável

15 CAPACITORES ∑ Capacitores são dispositivos utilizados para armazenar, temporariamente, carga elétrica e energia em circuitos.

Construção de dois tipos de capacitores: (a) Duas folhas de dielétrico (isolante) e

duas lâminas de metal são comprimidas e enroladas sob forma de um cilindro;

(b) Um capacitor eletrolítico utiliza um eletrólito (solução condutora) com uma

"placa" e uma lâmina de metal como outra placa. O dielétrico é constituído por

uma camada delgada de óxido na lâmina de metal.

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Capacitância (C): é a medida da capacidade de armazenamento de carga para uma determinada

diferença de potencial nos terminais do capacitor.

Q C = V No S.I., a unidade de capacitância é o farad (F): 1 F
Q
C =
V
No S.I., a unidade de capacitância é o farad (F): 1 F = 1 C/V.
Capacitor de placas paralelas: Sejam duas placas planas, paralelas, de área A cada uma,
eletrizadas e separadas por uma distância d.
Da Lei de Gauss, temos que:
Q
Q
E dA =
E
=
n
A
o
o
Do potencial elétrico, temos:
=
E d , substituindo a expressão do campo elétrico nesta
V ab
equação:
Qd
Q
A
A
V
=
=
o
C
=
o
ab
A
V
d
d
o
ab

onde: C = capacitância do capacitor.

A = área de cada placa.

d = distância entre as placas.

Dielétricos:

Um material não-condutor, como vidro, papel ou madeira, é um dielétrico. Quando o espaço

entre os dois condutores de um capacitor for ocupado por dielétrico, a capacitância do capacitor

aumenta por um fator K, característico do dielétrico, e denominado de constante dielétrica. A

razão deste aumento está na diminuição do campo elétrico, entre as placas do capacitor,

provocado pela presença do dielétrico. Assim, para uma dada carga elétrica nas placas, a

diferença de potencial fica diminuída e a razão Q/V fica aumentada.

Um dielétrico enfraquece o campo elétrico entre as placas de um capacitor, pois, na presença

de um campo elétrico externo, as moléculas no dielétrico são polarizadas, resultando numa carga

superficial nas faces do dielétrico, produzindo um campo elétrico adicional na direção oposta à do

campo externo.

Se o campo elétrico entre as placas de um capacitor sem dielétrico for E o , o campo com o

dielétrico é:

E =

E

o

K

17

onde K é a constante dielétrica. Num capacitor de placa planas e paralelas, com uma separação d, a

diferença de potencial entre as placas é:

V

=

E d

=

E

o

d

=

V

o

K

K

onde V é a diferença de potencial com o dielétrico e V o = E o d é a diferença de potencial sem o

dielétrico. A nova capacitância é:

C=

Q

=

Q

Q

=

K

V

V / K

o

V

o

ou

C

=

KC

o

A capacitância de um capacitor de placas planas e paralelas, com um dielétrico de constante

dielétrica K é então:

K

A

A

  • C

=

o

=

onde

=

K

d

  • d o

é a permissividade do dielétrico

17 onde K é a constante dielétrica. Num capacitor de placa planas e paralelas, com uma

(a)

17 onde K é a constante dielétrica. Num capacitor de placa planas e paralelas, com uma

(b)

17 onde K é a constante dielétrica. Num capacitor de placa planas e paralelas, com uma

(c)

Figura: (a) Campo elétrico entre as placas de um capacitor sem dielétrico;

(b) Moléculas polarizadas em um material dielétrico devido a um campo

elétrico; (c) Campo elétrico entre as placas de um capacitor com dielétrico. A

carga superficial no dielétrico enfraquece o campo original entre as placas.

Tabela - Constantes Dielétricas e Rigidez Dielétrica de diversos materiais

Material

Constante dielétrica K

Rigidez dielétrica (kV/mm)

Água (a 20 o C)

80

Ar

1,00059

3

Baquelite

4,9

24

Mica

5,4

10-100

Neoprene

6,9

12

Óleo de transformador

2,24

12

Papel

3,7

16

Parafina

2,1-2,5

10

Plexiglass

3,4

40

Poliestireno

2,55

24

Porcelana

7

5,7

Vidro Pyrex

5,6

14

18

Capacitor cilíndrico: Cabo coaxial

18 ∑ Capacitor cilíndrico: Cabo coaxial Capacitância de um cabo coaxial de comprimento L, com condutor
18 ∑ Capacitor cilíndrico: Cabo coaxial Capacitância de um cabo coaxial de comprimento L, com condutor

Capacitância de um cabo

coaxial de comprimento L,

com condutor interno de raio

R a e condutor externo de raio

R b .

C =

2

L / R )

o

a

ln(R

b

Associação de capacitores em série:

18 ∑ Capacitor cilíndrico: Cabo coaxial Capacitância de um cabo coaxial de comprimento L, com condutor

Carga total na associação:

   

Q

V =V

 

V

=

1

V

a

V

c

V

C

1

 
 

=

=

 

a

b

(V

a

Q

 

Q

V

=

V

+

V

=

+

 

1

2

C

1

C

2

V

1

1

 

=

 

+

 

Q

C

1

C

2

1

 

1

1

=

+

+ ....

 
 

C

eq

C

1

C

2

Q

1

=

C V

1

Q

=

2

 

C V

2

 

V )

c

=

+

Q

Q = Q 1 = Q 2

V

2

=V

c

V

b

(V

c

V )

b

1

C

1

+

1

C

2

Q

=

C

2

(capacitor equivalente série)

Associação de capacitores em paralelo:

18 ∑ Capacitor cilíndrico: Cabo coaxial Capacitância de um cabo coaxial de comprimento L, com condutor

Carga total na associação:

Q = Q 1 + Q 2

Q = C 1 V + C 2 V = (C 1 + C 2 ) V

Q

=

C

  • V 1

+

C

2

C eq = C 1 + C 2 + ...

(capacitor equivalente paralelo)

19

Energia elétrica armazenada em um capacitor

Quando uma bateria carrega um capacitor, realiza trabalho ao transferir portadores de carga de

uma placa para outra, elevando a energia potencial dos portadores. Essa energia potencial

aumentada dos portadores de carga constitui a energia elétrica armazenada em um capacitor.

Como o potencial elétrico V é dado por:

V =

U

q

, onde U é a energia potencial elétrica, temos

que a variação de energia potencial de um sistema quando a carga dq é transferida pela bateria é

dU = V dq

para determinarmos a energia potencial total U armazenada no capacitor ao carregá-lo de zero

até Q, fazemos a seguinte integração:

U

=

Q

V dq

0

=

Q

q

0

C

dq =

1

C

Q

0

qdq

U =

Q

2

2C

Utilizando a definição de capacitância,

C =

Q

, temos as seguintes expressões para a energia
V

potencial elétrica de um capacitor carregado:

U =

Q

2

2C

U

=

CV

2

2

U

=

QV

2

Exemplos:

  • 1. Constrói-se um capacitor de placas paralelas comprimindo-se fortemente uma folha de papel de

0,14 mm de espessura entre folhas de alumínio (constante dielétrica do papel igual a 3,7). As

dimensões laterais das folhas são 15 mm por 480 mm. Determine: (a) a capacitância do

capacitor;

(b) a diferença de potencial máxima que pode ser estabelecida através dele sem

ruptura dielétrica. Despreze os efeitos de borda.

  • 2. No circuito, C 1 =4 µF, C 2 =6 µF e C 3 =5 µF e a ddp entre a e b igual a 65 V. (a) Qual é a capacitância

equivalente da combinação?; (b) Qual é a ddp em cada capacitor?; (c) Qual é a carga em cada

capacitor?; (d) Qual é a energia potencial elétrica armazenada em cada capacitor?

19 Energia elétrica armazenada em um capacitor ∑ Quando uma bateria carrega um capacitor, realiza trabalho

20

Circuitos RC

Carregando um capacitor:

Consideremos um capacitor de capacitância C ligado em série com um interruptor S, um

resistor de resistência R e uma bateria de

f.e.m. .

Inicialmente, o capacitor está sem carga e o

interruptor S, aberto, de modo que não existe corrente. Quando se fecha S, a bateria começa a

transferir carga de uma placa do capacitor para outra, passando a existir uma corrente no circuito.

20 Circuitos RC ∑ Carregando um capacitor: Consideremos um capacitor de capacitância C ligado em série

Se i é a corrente no circuito e seu sentido é o sentido horário, então,

i =

dq

dt

onde q é a carga instantânea na placa positiva do capacitor. Isto é, a corrente no circuito

corresponde à taxa na qual a carga é transferida de uma placa para a outra. Consequentemente,

a corrente é igual à taxa na qual o capacitor é carregado. A soma das diferenças de potencial ao

percorrer a malha no sentido horário (lei de Kirchhoff), começando pelo ponto a, é

Fazendo:

dt

=

RC ln ( C

(V b - V a ) + (V c q - C q dq - -
(V b - V a ) + (V c
q
-
C
q
dq
-
- R
=
C
dt
dt
dq
=
R C
C
q
du
du
=
u
u
t
q) =
+

R C

0

-V b ) + (V a - V d ) = 0

- R i

=

0

q

=

R

dq

C

q

dq

= R

  • C dt

dt

C

u = C - q , temos du = -dq . Substituindo na equação acima:

dt

RC

lnu

=

t

RC

+ cons tan te

cons tan te

Para determinar a constante de integração, fazemos: para t=0, q=0, substituímos na equação

acima e obtemos:

ln ( C) = constante

Com este resultado temos:

ln ( C

q) =

t

+

R C

ln (

C)

ln (

C

q)

ln (

C)

=

t

R C

21

t C t C q R C ln = = e C RC C q t
t
C
t
C
q
R C
ln
=
= e
C
RC
C
q
t
t
R C
R C
C
q
=
Ce
q
=
C
Ce
t
R C
Equação para a carga em um capacitor sendo carregado.
q(t)
=
C(1
e
)

onde RC = = constante de tempo.

A carga em um capacitor em carregamento,

seguir.

em função

do tempo,

é dado

pelo gráfico a

21 t C t C q R C ln = = e C RC C q

Para obtermos a corrente elétrica, deriva-se a equação obtida em função tempo:

i =

dq

dt

d

=

dt

C(1

e

t

R C

)

=

C

1

R C

(

e
e

t

R C

)

carregando.

i(t) =

R
R

t

e

R C

=

i

o

e

t

Corrente elétrica no circuito de um capacitor

A corrente elétrica no circuito de um capacitor em processo de carga é dado pelo gráfico a

seguir, onde i o é a corrente inicial.

21 t C t C q R C ln = = e C RC C q

Descarregando um capacitor:

Consideremos um capacitor de capacitância C colocado em série com um interruptor S e um

resistor de resistência R. Inicialmente o capacitor tem carga Q o e o interruptor está aberto, de

modo que não existe corrente no circuito.

22

22 No instante em que S é fechado, passa a existir corrente. Se i é a

No instante em que S é fechado, passa a existir corrente. Se i é a corrente com sentido anti-

horário, então

i=

dq

dt

O sinal negativo deve ser incluído porque a carga diminui com o tempo. Partindo do ponto a,

somamos as diferenças de potencial (lei de Kirchhoff) percorrendo a mallha em sentido anti-horário e

obtemos:

Ri+

q

=

0

Ri

=

q

  • C C

Substituindo a expressão da corrente na equação acima, temos

R

dq

dt

=

q

C

dq

=

q

1

RC

dt

ln q =

t

R C

+ cons tan te

dq

=

q

1

RC

dt

Para determinarmos a constante de integração, fazemos: para t = 0, q = Q o . Substituindo na

equação acima, temos:

Com isto, temos:

constante = ln Q o

lnq =

t

+

RC

lnQ

o

q

=

Q

o

e
e

t

R C

q(t)

=

lnq Q e o
lnq
Q e
o

lnQ

o

=

t

RC

ln
ln

q

Q

o

=

t

RC

t

R C

Equação da carga em um capacitor sendo

descarregado.

O

gráfico a seguir

descarga.

mostra a

carga em função do tempo em um capacitor

em regime de

23

23 Durante a descarga de um capacitor, a corrente elétrica no circuito é dada por: i

Durante a descarga de um capacitor, a corrente elétrica no circuito é dada por:

i =

dq

dt

=

  • d

dt

Q

o

e

t

R C

=

t Q o R C e
t
Q
o
R C
e

R C

Como

Q

o

= V

  • C o

= diferença de potencial inicial, temos:

i(t) =

  • V

o e

R

t

R C

=

i

o

e

t

Corrente elétrica em um circuito com um capacitor

sendo descarregado.

Exemplos:

  • 1. Uma bateria de 6 V, de resistência interna desprezível, é usada para carregar um capacitor de 2 µF através de um resistor de 100 . Determinar: (a) a corrente inicial; (b) a carga final no capacitor; (c) o tempo necessário para a carga atingir 90% do seu valor final.

  • 2. Um capacitor de 4 µF está carregado a 24 V e é ligado a um resistor de 200 . Determinar: (a) a carga inicial no capacitor; (b) a corrente inicial no resistor de 200 ; (c) a constante de tempo; (d) a carga no capacitor depois de 4 ms.

24

Campo Magnético

Magnetismo:

Não se sabe quando foi observada, pela primeira vez, a existência do magnetismo. Há mais

de 2000 anos, porém, os gregos sabiam que um certo tipo de pedra, a magnetita (Fe 3 O 4 ), atraía

pedaços de ferro. A utilização de um magneto, como ponteiro de uma bússola, na navegação

data de cerca de 1000 anos de nossa era, embora os chineses possam ter tido conhecimento do

efeito alinhador norte-sul de um magneto muito tempo antes.

Foi observado que os magnetos ou ímãs possuíam dois pólos, o pólo norte e o pólo sul, onde

a força exercida pelo ímã era a mais intensa. Também se observou que os pólos de mesmo

nome de dois ímãs se repeliam mutuamente, e que pólos de nomes opostos se atraíam

mutuamente.

24 Campo Magnético ∑ Magnetismo: Não se sabe quando foi observada, pela primeira vez, a existência

O ímã possui estas propriedades magnéticas devido ao alinhamento de correntes circulares

no interior do material, devido ao movimento dos elétrons nos átomos e ao spin do elétron.

O campo magnético ( B )

Carga em repouso:

  • 1. Uma carga cria um campo elétrico E no espaço que o circunda.

  • 2. O campo elétrico E exerce uma força F = qE na carga q, colocada no campo.

Carga em movimento:

  • 1. Uma carga em movimento ou uma corrente elétrica cria um campo magnético no espaço que a circunda.

  • 2. O campo magnético exerce uma força sobre uma carga em movimento ou corrente, no campo. Campo magnético B em um ponto P é o campo vetorial que exerce uma força F sobre uma

partícula carregada em movimento.

A força magnética possui as seguintes características:

  • 1. A força é proporcional à carga q. A força sobre uma carga negativa tem sentido oposto à da força sobre uma carga positiva que tenha a mesma velocidade.

  • 2. A força é proporcional ao módulo da velocidade v.

  • 3. A força é perpendicular ao campo magnético B e à velocidade v.

  • 4. A força é proporcional a sen , onde é o ângulo entre a velocidade v e o campo magnético B. Se v e B forem paralelos ou opostos (

= 0 ou

= 180 o ), a força é nula.

Estas características podem ser resumidas da seguinte maneira: quando uma carga q se

move com velocidade v num campo magnético B, a força magnética F sobre a carga é,

F = q v x B

O módulo da força magnética, para qualquer sinal da carga, é dado por:

F = q v B sen

25

25 Figura - Direção e sentido da força magnética para: (a) carga positiva; (b) carga negativa.

Figura - Direção e sentido da força magnética para: (a) carga positiva; (b) carga negativa.

Como a força exercida

por

um

campo magnético sobre uma partícula carregada em

movimento é sempre perpendicular à velocidade, o trabalho realizado por esta força é nulo.

A unidade de campo magnético no S.I. é chamada de tesla (T):

1 T = 1

N

N

=

C

m

A m

s

No sistema CGS, a unidade de campo magnético é o gauss (G):

1 T = 10 4 G

O tesla é uma unidade muito grande. Por exemplo, o módulo do campo magnético da Terra

em pontos próximos à superfície varia, mas é cerca de 3.10 -5 T, ou 0,3 G. Os maiores valores de

campos magnéticos até agora produzidos em laboratório são da ordem de 30 T.

25 Figura - Direção e sentido da força magnética para: (a) carga positiva; (b) carga negativa.

(a)

25 Figura - Direção e sentido da força magnética para: (a) carga positiva; (b) carga negativa.

(b)

Figura - Linhas do campo magnético: (a) na Terra; (b) no ímã.

26

Força sobre um condutor de corrente elétrica.

26 ∑ Força sobre um condutor de corrente elétrica. No trecho l do condutor, a velocidade

No trecho l do condutor, a velocidade v é dada por:

l l v = t = t v q Como i = , temos: t l
l
l
v
=
t
=
t
v
q
Como
i =
, temos:
t
l
q=i t
q=i
v
A força magnética é dada por:
i
l
F
=
q vB sen
=
vB sen
v
F=ilBsen
ou
F=i l xB

(Força magnética sobre um condutor de corrente dentro de um campo magnético)

Torque sobre espiras conduzindo corrente elétrica

Assim como um campo magnético exerce uma força sobre um fio portador de corrente, ele pode

produzir também um torque, isto é, uma força magnética pode produzir um movimento rotacional

da espira. De particular interesse é o torque sobre um fio em forma de anel que pivota sobre um

eixo e transporta uma corrente. O movimento rotacional causado por tal torque é a base de um

motor elétrico.

Consideremos o anel retangular de corrente mostrado em duas posições na figura seguinte. O

anel transporta a corrente i e está em um campo magnético uniforme B. As dimensões

retangulares do anel são l e w, de modo que a área do plano do anel é S = l w. É conveniente

usar o vetor de área S para especificar a orientação do anel (figura b). A direção de S é

perpendicular ao plano do anel. Para determinar o sentido, dobre os dedos de sua mão direita

para acompanhar o sentido da corrente ao longo do circuito. O polegar distendido dá a direção da

área.

27

27 O módulo da força magnética sobre cada segmento retilíneo do anel pode ser determinado com

O módulo da força magnética sobre cada segmento retilíneo do anel pode ser determinado

com base na equação

F = i l B sen

Como a corrente elétrica i é perpendicular ao campo B, é igual a 90 o e sen

= 1. Com isto, a

força F 1 sobre o elemento superior na figura (a) é dirigida para cima e tem módulo

F 1 = i l B

A força F 2 sobre o elemento inferior tem o mesmo módulo, mas sentido oposto, assim como

as forças F 3 e F 4 são iguais em módulo, mas com sentidos opostos.

Se

o

anel

pivota

em

torno do

eixo OO',

na

figura (a),

as

forças

F 3

e

F 4 ,

que

atuam

paralelamente ao eixo, não produzem nenhum torque em relação à este eixo. O torque produzido

por uma força F, em relação a um eixo de rotação é dado por

= F r

onde r é a distância entre o ponto de aplicação da força F e o eixo de rotação do anel, medido

perpendicularmente em relação à força F, como mostra a figura a seguir. A distância r é dada por:

r =

w

2

sen

Assim, o torque produzido pela força F 1 é

w w = sen = i lB sen F 1 2 2
w
w
=
sen
=
i lB
sen
F 1
2
2

Este torque tem sentido horário. A força F 2 também produz um torque com o mesmo sentido

em relação a esse eixo e seu módulo é o mesmo produzido por F 1 , ou seja, 2 = 1 . Portanto, o torque

magnético resultante no anel tem módulo

28

= 1 + 2 = w i l B sen

onde S = w l = área do anel.

Em notação vetorial, temos

= i S B sen

= i S x B

(Torque magnético sobre uma espira conduzindo corrente elétrica)

Se considerarmos uma bobina com N espiras, conforme a figura a seguir,

o torque resultante sobre esta bobina conduzindo corrente elétrica será =N i S x B
o torque resultante sobre esta bobina conduzindo corrente elétrica será
=N i S x B

(Torque magnético sobre uma bobina, com N espiras, conduzindo corrente elétrica)

Exemplos:

  • 1. Um próton tem velocidade vetorial de módulo 4,4.10 6 m/s a um ângulo de 62 o com um campo magnético de módulo 18 mT. Determine: (a) o módulo e a direção da força magnética sobre o próton (carga do próton=1,6.10 -19 C); (b) Se a força magnética for a única força, qual a aceleração do próton? (massa do próton=1,7.10 -27 kg); (c) Qual a variação da energia cinética do próton?

  • 2. Uma bobina circular, com 2 cm de raio, tem 10 voltas de um fio condutor e conduz uma corrente de 3 A. O eixo da espira faz um ângulo de 30 o com um campo magnético de 8000 G. Determine o torque sobre esta bobina.

  • 3. Um motor elétrico simples tem uma bobina circular de 100 espiras de raio 15 mm, que transporta uma corrente de 65 mA em um campo magnético uniforme de módulo 23 mT (ver figura anterior). Em dado instante, a bobina é orientada de modo que a direção da área faça um ângulo de 25 o com o campo. A bobina pivota em torno de um eixo pelo seu centro, perpendicular a S e a B. (a) Determine o módulo e a direção do torque magnético sobre a bobina; (b) Qual será o resultado se a corrente for invertida? (c) Para qual orientação o módulo do torque é máximo e qual é esse máximo?

Momento de Dipolo Magnético

29

Se uma bobina portadora de corrente elétrica é orientada em um campo magnético uniforme de

modo que S e B sejam paralelos ( = 0 o ), então, o torque magnético é zero. Na ausência de

torques devido a outras forças, a bobina está em equilíbrio rotacional com essa orientação.

Todavia, para qualquer outra orientação (exceto = 180 o ), há um torque magnético que tende

alinhar a bobina de forma que S e B sejam novamente paralelos. Na figura (a) a seguir, a bobina

está suspensa por uma fibra vertical em um campo magnético horizontal. A bobina tende a girar

para o alinhamento com o campo (S paralelo a B) em consequência do torque magnético. Esse

mesmo tipo de comportamento é apresentado por um ímã em barra em um campo magnético

uniforme (figura b).

Figura

-

(a) Uma bobina portadora de corrente elétrica em
(a)
Uma
bobina
portadora
de
corrente
elétrica
em

(b) Um ímã em barra em um campo magnético.

um

campo

magnético;

O torque em uma bobina portadora de corrente, com N espiras, é dado pela equação:

 

= N i S x B

 
 

Esta equação pode ser expressa como

onde

= m x B m = N i S

é o momento de dipolo magnético de uma bobina de área de base S, com N espiras e percorrida por

uma corrente i. A unidade do momento de dipolo magnético, no S.I., é ampére x metro ao quadrado

(A.m 2 ).

 

A orientação de equilíbrio, ou seja, o momento de dipolo magnético m alinhado com o campo

magnético B, corresponde a uma posição de valor mínimo da energia potencial. A energia potencial

para um dipolo magnético em um campo magnético é dada pela equação

 

U

=

m .B =

m B cos

onde é o ângulo entre m e B. A energia potencial é mínima quando m e B estão alinhados (

= 0 o ).

Movimento de cargas em campos eletromagnéticos

Para entender a operação de muitos dispositivos e instrumentos modernos, devemos considerar

o movimento de elétrons, prótons e outros íons em campos elétricos e magnéticos

(eletromagnéticos). As forças eletromagnéticas dominam o movimento de partículas carregadas

no nível atômico. Se existem um campo elétrico E e um campo magnético B em uma região,

então a força combinada F sobre uma partícula com carga q e velocidade vetorial v é dada por

F

=

F

Elétrica

+

F

=

Magnética

q E

+

q v x B

Consideremos primeiro o movimento de uma partícula carregada em um campo magnético

uniforme sem campo elétrico presente, conforme a figura a seguir.

30

30 A força magnética sobre a partícula positiva é perpendicular ao vetor velocidade. Se a força

A força magnética sobre a partícula positiva é perpendicular ao vetor velocidade. Se a força

magnética for a única força atuando sobre a partícula, então, a aceleração produzida provoca apenas

mudança na direção do deslocamento. A partícula se move em uma trajetória circular de raio r com

velocidade constante v, e a aceleração é a aceleração centrípeta (a c = v 2 /r). A força centrípeta é igual

à força magnética, ou seja,

F

=

Centrípeta

F

Magnética

como v e B são perpendiculares,

mv

2

r

=qv Bsen

= 90 o e sen

= 1, então,

mv

2

=

r

qvB

r

=

mv

qB

Um seletor de velocidade.

Consideremos agora uma configuração de campos elétrico e magnético que serve como

seletor de velocidade para partículas carregadas. Suponha que, em uma região do espaço,

existam campos elétrico e magnético uniformes, e que esses campos sejam perpendiculares,

conforme mostra a figura a seguir.

30 A força magnética sobre a partícula positiva é perpendicular ao vetor velocidade. Se a força

A força sobre uma partícula carregada que se move nesta região é dada pela equação

F = qE

+

q v x B

Para esta partícula carregada positivamente, existe uma determinada velocidade para a qual

a força resultante é zero, ou seja, a força elétrica para cima equilibra a força magnética para baixo.

As cargas que se movem com esta determinada velocidade passarão através desta região sem se

desviarem. Como a força magnética depende da velocidade da partícula, mas a força elétrica não

depende, a força resultante já não será zero para uma velocidade diferente. Para uma carga com

maior velocidade, a força magnética terá módulo maior do que o da força elétrica. Estas partículas

carregadas positivamente e com maior velocidade serão defletidas para baixo. Da mesma forma,

partículas carregadas positivamente e mais lentas serão defletidas para cima.

Se as forças estão equilibradas, então,

31

F = qE + q v xB = 0 q vB sen = q E como
F = qE +
q v xB = 0
q vB sen =
q E
como
= 90 o , sen
= 1,
v B =
E
em módulo,
E
v
=
B
O Efeito Hall

Consideremos uma seção de um condutor de corrente elétrica em um campo magnético

uniforme, conforme a figura a seguir.

31 F = qE + q v xB = 0 q vB sen = q E

Supondo que cargas positivas estejam se movendo no condutor, elas sofrem a ação da força

magnética para cima, fazendo com que estas cargas sejam deslocadas para a parte superior do

condutor. Esta separação de cargas produz um campo elétrico no condutor (figura b). No caso

estacionário, o campo elétrico E, chamado campo de Hall, exerce uma força elétrica F E sobre as

cargas em movimento, a qual tende a equilibrar a força magnética F. Esses campos elétrico e

magnético cruzados atuam como seletores de velocidade para a velocidade de arraste v d .

Exemplos:

  • 1. Um próton de massa 1,67.10 -27 kg e carga q =e= 1,6.10 -19 C, move-se num círculo de 21 cm de raio, perpendicular a um campo magnético B = 4000 G. Determine a velocidade do próton.

  • 2. O vetor velocidade de um elétron faz um ângulo de 66,5 o com a direção do campo magnético. Sabendo que o módulo da velocidade é 2,81.10 6 m/s e o do campo magnético é 4,55.10 -4 T, determine o raio da sua trajetória helicoidal. (massa do elétron = 9,11.10 -31 kg)

Fontes de campo magnético

Campo magnético gerado por cargas puntiformes em movimento.

32

Quando uma carga q se move com velocidade v, gera, no espaço, um campo magnético B dado

por:

 o B = q v x r r 2 4
o
B =
q v x r
r
2
4

onde µ o é a permeabilidade magnética do vácuo e µ o = 4 .10 -7 T.m/A = 4 .10 -7 N/A 2

Lei de Biot-Savart

Campo magnético gerado por um elemento de corrente elétrica:

32 Quando uma carga q se move com velocidade v, gera, no espaço, um campo magnético

Em notação vetorial:

dB =

i dlx r r

2

o

4

O módulo de dB é:

Na forma integral:

dB =

o

  • i dl sen

4

r

2

B =

o

  • i dl x r

4

r

2

O sentido do campo magnético é dado pela regra da mão direita, com o polegar no sentido da

corrente elétrica e os dedos segurando o fio indicam o sentido do campo.

32 Quando uma carga q se move com velocidade v, gera, no espaço, um campo magnético
32 Quando uma carga q se move com velocidade v, gera, no espaço, um campo magnético

Campo magnético gerado por uma corrente elétrica em um fio longo e retilíneo:

B =

o

i

2

R

onde R é a distância perpendicular do fio ao ponto P.

Campo Magnético no centro de uma espira circular de raio R:

B =

o

i

2 R

33

33 Campo magnético, no eixo de uma espira, a uma distância x do seu centro: B

Campo magnético, no eixo de uma espira, a uma distância x do seu centro:

33 Campo magnético, no eixo de uma espira, a uma distância x do seu centro: B

B

x

=

2
2

o

ia

2

+

a

2

)

3 / 2

2( x

Bobina ou Solenóide: Ambos são agrupamentos de espiras, mas na prática, há algumas pequenas

diferenças. Bobina tem um significado genérico. Qualquer enrolamento, não importa o formato, é

uma bobina. Solenóide tem um significado mais restrito. Em geral, esta denominação é usada para

conjuntos de espiras circulares enroladas uniformemente em espiral.

Campo Magnético no centro de uma bobina plana com N espiras:

33 Campo magnético, no eixo de uma espira, a uma distância x do seu centro: B

B =

o

N i

2 R

Bobina Plana: todas as espiras são, praticamente, concêntricas e tem, em média, o mesmo raio R da espira. O comprimento L da bobina é pequena em relação ao raio.

Campo magnético no centro de um solenóide comprido:

B =

N

o

L

i

B

=

o

ni

onde N = número de espiras;

L = comprimento do solenóide;

N

n=

= número de espiras por unidade de
L

comprimento.

34

34 Força entre dois condutores paralelos: Figura - Linhas do campo magnético para dois condutores paralelos

Força entre dois condutores paralelos:

34 Força entre dois condutores paralelos: Figura - Linhas do campo magnético para dois condutores paralelos

Figura - Linhas do campo magnético para dois condutores paralelos (a) com correntes no

mesmo sentido; (b) com corrente em sentidos opostos.

34 Força entre dois condutores paralelos: Figura - Linhas do campo magnético para dois condutores paralelos

Figura - Forças atuando sobre dois condutores paralelos (a) com correntes no mesmo sentido; (b)

com corrente em sentidos opostos.

35

∑ Exemplos:
Exemplos:

O fio 1 produz um campo magnético dado

por:

B

1

O

fio

 

o

i

1

=

 

2

R

.

2

encontra-se imerso no campo

magnético B 1 . Um comprimento L deste fio

fica sujeito a uma força lateral igual a

F

12

=

i LB

2

1

F

12

L

i

1

i

2

o

=
=

2

d

  • 1. A figura representa uma montagem experimental denominada galvanômetro de tangente. Uma bobina plana com N espiras de raio R, disposta verticalmente, está ligada a um circuito constituído por fonte de tensão contínua, uma chave e um amperímetro. No centro da bobina há uma pequena plataforma onde se coloca uma bússola. Com o circuito desligado, alinha-se o plano da bobina ao campo magnético terrestre (a agulha da bússola deve ficar contida no plano da bobina, apontando para o norte geográfico). Em seguida, fecha-se o circuito. Observa-se que a agulha da bússola gira até encontrar nova posição de equilíbrio. O ângulo formado pela agulha da bússola com a direção leste-oeste permite medir o módulo do vetor campo magnético terrestre local.

Suponha que, em determinado local, uma bobina de N = 10 espiras de 5 cm de raio, para

uma corrente 0,20 A, medida no amperímetro, faça a agulha da bússola desviar-se marcando

um ângulo de 60 o . Qual o módulo do vetor campo magnético terrestre nesse local? (µ o =

permeabilidade magnética do ar = 4 .10 -7 T.m/A; tg 60 o = 1,73)

35 ∑ Exemplos: O fio 1 produz um campo magnético dado por: B 1 O fio
35 ∑ Exemplos: O fio 1 produz um campo magnético dado por: B 1 O fio
  • 2. O campo magnético a uma distância de 2,3 cm do eixo de um fio retilíneo longo é de 13 mT. Qual a corrente no fio ?

  • 3. No circuito, a força eletromotriz da fonte é 1,5 V e a sua resistência interna é 0,30

.

A

resistência do circuito é desprezível. (a) Qual a direção e sentido das forças de interação entre os

dois ramos mais longos do circuito? (b) Qual o módulo de cada uma dessas forças? (µ o =

permeabilidade magnética do ar = 4 .10 -7 T.m/A

35 ∑ Exemplos: O fio 1 produz um campo magnético dado por: B 1 O fio
  • 4. Um solenóide, de comprimento 50 cm e raio 1,5 cm, contém 2000 espiras e é percorrido por uma corrente de 3 A. Determine o campo magnético no centro do solenóide.

36

Lei de Ampère

Um condutor conduzindo corrente elétrica, cujo sentido é saindo do plano da folha, gera um

campo magnético conforme mostra a figura a seguir.

36 ∑ Lei de Ampère Um condutor conduzindo corrente elétrica, cujo sentido é saindo do plano

Para obtermos a representação matemática da lei de Ampère, fazemos a integração do

produto escalar entre o vetor campo magnético B e o deslocamento infinitesimal dl ao longo do

círculo de raio R. O campo B e dl são paralelos, então, o ângulo entre eles é = 0 o . O campo

magnético B possui o mesmo módulo em todos os pontos a uma distância R do condutor. Então,

36 ∑ Lei de Ampère Um condutor conduzindo corrente elétrica, cujo sentido é saindo do plano

B. dl =

36 ∑ Lei de Ampère Um condutor conduzindo corrente elétrica, cujo sentido é saindo do plano

B dl

cos 0

o

=

36 ∑ Lei de Ampère Um condutor conduzindo corrente elétrica, cujo sentido é saindo do plano

B dl

=

B

36 ∑ Lei de Ampère Um condutor conduzindo corrente elétrica, cujo sentido é saindo do plano

dl

=

B (2

R)

O campo magnético gerado por uma corrente elétrica em um fio longo e retilíneo é dado pela