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Arquiteturas virtualizadas, comparac¸ao˜

entre Xen e KVM

Ronaldo Canofre Mariano dos Santos 1

1 Academico(a)ˆ

do Curso de Mestrado em Cienciaˆ

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

da Computac¸ao˜

canofre@inf.ufsm.br

Resumo. O desenvolvimento de novos processadores que implementam o su- porte a` virtualizac¸ao,˜ ampliaram as possibilidades de uso dessa tecnologia, facilitando o surgimento de novos hipervisores como KVM e abordagens di- ferentes para os ja´ existentes, como Xen, que passou a implementar alem´ da paravirtualizac¸ao,˜ a virtualizac¸ao˜ total assistida por hardware. Este artigo apresenta uma comparac¸ao˜ de desempenho entre o KVM e as abordagens uti- lizadas pelo Xen, analisando caracter´ısticas como acesso a memoria,´ disco e utilizac¸ao˜ do processador. O resultado deste trabalho mostra que a utilizac¸ao˜ do Xen paravirtualizado apresenta na maioria dos casos, resultados melhores, face as demais implementac¸oes.˜

1. Introduc¸ao˜

Nos ultimos´ anos a virtualizac¸ao˜ tem sido um tema presente nas diversas areas´ dai computac¸ao.˜ A capacidade de executar varios´ sistemas operacionais de forma simultaneaˆ sobre um mesmo hardware possibilita um uso mais eficiente dos recursos dispon´ıveis, uma melhor gerenciabilidade do ambiente, compatibilidade de software, flexibilidade e mais seguranc¸a devido ao isolamento de falhas, dentre outras vantagens.

Para o uso da virtualizac¸ao,˜ diversos metodos´ e ferramentas tem sido propos- tos, analisados e utilizados, fazendo com que a escolha de uma destas soluc¸oes˜ nao˜ seja trivial. Dentre as ferramentas existentes pode-se destacar soluc¸oes˜ proprietarias´ como VMWare [WMware Inc. 2007] ou open source como Xen [Fabrice Bellard 2008] e KVM [Qumranet 2008]. O Xen apresenta-se como uma das soluc¸oes˜ mais populares, ja´ tendo sido alvo de avaliac¸oes˜ de desempenho [Urschei et al. 2007], implementando a virtualizac¸ao˜ atraves´ da paravirtualizac¸ao˜ e da virtualizac¸ao˜ total (VT). Esta´ ultima´ abor- dagem e´ implementada tambem´ pelo KVM (Kernel-based Virtual Machine), uma soluc¸ao˜ apresentada mais recentemente atraves´ da inclusao˜ de um conjunto de modulos´ no kernel do linux a partir da versao˜ 2.6.20. Estas formas de implementac¸ao˜ temˆ impactos dife- rentes no desempenho de operac¸oes˜ basicas´ do sistema, como acesso a memoria,´ disco e utilizac¸ao˜ do processador (CPU).

A VT oferecida por estas duas ferramentas tornou-se poss´ıvel devido ao desenvol-

para arquitetura x86 pela AMD e Intel, culminando com a inclusao˜

vimento de extensoes˜

de novas tecnologias em seus processadores.

Trabalho apresentado aos Profs. Andrea Schwertner Charao˜ e Benhur de Oliveira Stein, como requisito parcial da disciplina de Arquiteturas Paralelas de Alto Desempenho do Curso de Mestrado em Cienciaˆ da

Computac¸ao˜

da UFSM, em julho de 2008.

O objetivo deste trabalho e´ quantificar o impacto das abordagens de virtualizac¸ao˜

implementadas pelas ferramentas Xen e KVM em uma arquitetura com tecnologia Intel, atraves´ da utilizac¸ao˜ de benchmarks que avaliam o desempenho de memoria,´ disco e CPU.

O restante deste artigo esta´ organizado como segue: na sec¸ao˜ 2, expoe-se˜ os con-

ceitos gerais sobre virtualizac¸ao˜ e as tecnologias existentes. Na sec¸ao˜ 3, abordam-se as

principais caracter´ısticas das ferramentas Xen e KVM e a implementac¸ao˜ o acesso aos dispositivos f´ısicos pelas mesmas. Na sec¸ao˜ 4, apresenta-se a metodologia e as ferramen- tas utilizadas. Na sec¸ao˜ 5 sao˜ apresentados e discutidos os resultados obtidos, consti- tuindo a principal contribuic¸ao˜ deste trabalho. Por fim, na sec¸ao˜ 6, sao˜ apresentadas as considerac¸oes˜ finais sobre o trabalho.

2. Virtualizac¸ao˜

A virtualizac¸ao˜ de recursos computacionais foi um conceito amplamente difundido na

decada´ de 70 e consiste na inserc¸ao˜ de uma camada extra de software denominada Monitor

de Maquinas´ Virtuais (MMV) ou hipervisor, entre o sistema f´ısico e o sistema operacio-

nal (SO). Dessa forma, torna-se poss´ıvel a execuc¸ao˜ de diversos sistemas independentes,

cujos acessos ao hardware e´ controlado pelo hipervisor, proporcionando caracter´ısticas como confiabilidade e um bom isolamento de falhas [Goldberg 1974].

Para possibilitar a virtualizac¸ao,˜ o MMV necessita utilizar-se de alguma tecnica´ que permita a ele fornecer ao SO convidado as caracter´ısticas e funcionalidades ne- cessarias´ para que o mesmo execute. A seguir sao˜ abordadas duas implementac¸oes˜ di- ferentes de monitores e o suporte oferecido pelos processadores Intel e AMD.

Em arquiteturas semelhantes a` IA-32, o MMV nao˜ pode interceptar algumas instruc¸oes˜ geradas pela MV, permitindo assim que esta execute com um maior n´ıvel de pri- vilegio.´ Para contornar estas limitac¸oes,˜ sao˜ realizadas algumas modificac¸oes˜ no nucleo´ dos SO’s, de forma que estes possam executar em paralelo, essa tecnica´ e´ denominada paravirtualizac¸ao˜ [Youseff et al. 2006]. O principal exemplo de utilizac¸ao˜ e´ a ferramenta Xen.

Alguns sistemas operacionais nao˜ permitem as alterac¸oes˜ necessarias´ para rodar em um ambiente paravirtualizado, sendo preciso executarem sobre uma replica´ fiel da arquitetura para qual foram projetados. Para tais sistemas, pode-se optar pela tecnica´ de virtualizac¸ao˜ total, onde o hipervisor simula toda a arquitetura necessaria.´ No entanto esta´ copia´ identicaˆ do sistema f´ısico, acaba inserindo um maior overhead, conforme ja´ verificado em diversos trabalhos [Barham et al. 2003].

As ferramentas VMWare Server e Virtual Box [Sun Microsistms, Inc. 2008] sao˜

os

exemplos mais comuns desta abordagem. Os monitores Xen, KVM e VWWare ESX,

se

apoiados por um suporte a virtualizac¸ao˜

fornecido pelo processador, podem tambem´

oferecer virtualizac¸ao˜

O suporte a virtualizac¸ao˜ nativo no hardware ou Hardware Virtual Machine (HVM), encontrava-se presente somente em computadores de grande porte, como os mainframes. Atualmente, esse suporte foi disponibilizado nos processadores Intel e AMD, atraves´ de tecnologias denominadas respectivamente de IVT Intel Virtualization Tecnology e AMD-V AMD Virtualization.

O suporte oferecido por estas tecnologias executa cada maquina´ virtual como um

total.

processo independente, diminuindo a necessidade de interrupc¸oes˜ constantes do MMV. Ambas as tecnologias definem dois modos de execuc¸ao,˜ o modo root utilizado pelo mo- nitor e que possui todos os privilegios´ de operac¸ao˜ e o modo non-root, com os privilegios´ necessarios´ para que a MV execute sem saber que esta´ sendo virtualizada ao mesmo tempo que possa ser controlada pelo hipervisor [Intel Corporation 2008].

3. Tecnologias de Virtualizac¸ao˜

3.1. Xen

Implementando

originalmente a tecnica´ de paravirtualizac¸ao,˜ a partir da versao˜ 3.0 passou a oferecer

O Xen e´ um MMV que suporta arquiteturas como IA-32 e AMD64.

Xen e KVM

tambem´ a virtualizac¸ao˜ total, desde que executado sobre um hardware HVM.

Quando executa de forma paravirtualizada, o hipervisor Xen tem maior privilegio´

de

execuc¸ao˜ sobre as aplicac¸oes˜ e controla todas as chamadas de sistema e interrupc¸oes˜

da

MV. No entanto, levando em considerac¸ao˜ o suporte atual fornecido pelas arquiteturas

mencionadas anteriormente, as aplicac¸oes˜ passam a executar com o mesmo n´ıvel de pri- vilegio´ que o monitor, passando a ter acesso direto ao nucleo´ e diminuindo a interferenciaˆ

constante ao traduzir chamadas de sistemas e interrupc¸oes˜ [Chisnall 2007].

Dessa forma torna-se poss´ıvel atraves´ do MMV Xen, virtualizar aplicac¸oes˜ que nao˜ permitem que seu codigo´ seja modificado. A utilizac¸ao˜ desta tecnica,´ ja´ foi alvo de analises´ e comparac¸oes,˜ mostrando que WMWare ESX 3.0.1 e Xen 3.2, ambos oferecendo virtualizac¸ao˜ total, apresentaram desempenhos semelhantes [Source 2007, Xen-BR 2007].

3.2. KVM

Esta ferramenta e´ uma estrutura de virtualizac¸ao˜ inserida no kernel do linux, desenvolvido com o objetivo de tornar o proprio´ nucleo´ um hipervisor, tendo sido implementado na forma de modulos´ carregaveis´ visando uma maior simplicidade [Habib 2008].

De forma geral, os processos linux apresentam dois modos de execuc¸ao,˜ uma aplicac¸ao˜ executa em modo usuario´ ate´ o momento em que se tornam necessarios´ servic¸os mais privilegiados, como escrever dados no disco r´ıgido, enviando assim um pedido para o modo kernel, que executa a operac¸ao.˜ O KVM trata cada MV como sendo um pro- cesso regular do gerenciador de processos do linux, incluindo um terceiro modo, o modo convidado, o qual executa a partir maquina´ virtual [LinuxInsight 2008].

Seu funcionamento consiste na utilizac¸ao˜ de uma interface localizada em /dev/kvm, para criar um espac¸o de enderec¸amento unico´ para MV, simulando a entrada e sa´ıda (I/O) de dados e mapeando a sa´ıda de v´ıdeo para o hospedeiro. Atualmente o unico´ programa que realiza essa tarefa e´ o emulador qemu [?].

3.3. Virtualizac¸ao˜

A virtualizac¸ao˜ de dispositivos f´ısicos de hardware pode ser implementada de diversos

formas. A seguir sao˜ abordados os metodos utilizados pelos monitores KVM e Xen, para

resolver esta´ questao.˜

Em maquinas´ Xen paravirtualizadas (PVM), a implementac¸ao˜ de acesso a disco se

da´ por dois drivers instalados no dom´ınio zero (Dom0) e na MV, que gerenciam o acesso

de dispositivos Xen e KVM

a este dispositivo. Nos dom´ınios Xen totalmente virtualizados (HVM) e KVM estes dis- positivos sao˜ emulados. No primeiro o acesso e´ realizado com o aux´ılio de um daemon Qemu no Dom0, e um firmware virtual na MV, que simulam o aceso [Xen.org 2008], no segundo as requisic¸oes˜ de I/O sao˜ interceptadas e redirecionadas para o modo usuario,´ para serem executadas pelo qemu [Jones 2007, Inc 2008]. A emulac¸ao˜ destes dispositivos tende a inserir um maior overhead no desempenho das MV’s.

Com relac¸ao˜ a virtualizac¸ao˜ de memoria,´ o MMV Xen mapeia estaticamente um espac¸o de memoria´ para cada MV, de forma que um dom´ınio nao˜ tenha acesso a` regiao˜ de memoria´ do outro. Essa implementac¸ao˜ ocorre tanto para maquinas´ HVM como PVM. O KVM realiza o acesso a este dispositivo de forma similar, cada sistema convidado tem seu proprio´ espac¸o de enderec¸amento mapeado no momento da inicializac¸ao,˜ no dispositivo /dev/kvm.

Por fim, a utilizac¸ao˜ dos recursos de CPU em dom´ınios PVM e´ feita atraves´ da interceptac¸ao˜ do conjunto de instruc¸oes˜ pelo monitor, que executa em um n´ıvel mais privilegiado e devolve para o dom´ınio, ao passo que em maquinas´ HVM e KVM, o acesso se da´ na maioria das vezes diretamente ao processador, sendo interferido pelo MMV somente nos casos em que as instruc¸oes˜ possam prejudicar ou danificar o sistema.

4. Analise´

Comparativa

Os testes realizados temˆ como principal objetivo quantificar o impacto das tecnologias de virtualizac¸ao˜ implementadas pelos MMV Xen e KVM com relac¸ao˜ ao desempenho de acesso a memoria,´ disco e utilizac¸ao˜ de CPU. O ambiente de testes foi configurado de quatro formas: sem virtualizac¸ao˜ (SV), com paravirtualizac¸ao˜ e com virtualizac¸ao˜ total Xen e KVM. Para os testes foi utilizado um servidor Intel x86 64 SGI Altix XE 210, com

4 processadores dual core Xeon E5335 2.0 GHz e memoria´ de 8GB. O kernel utilizado para os testes foi o 2.6.20, com Xen versao˜ 3.2.0 e KVM versao˜ 41.

Os benchmarks utilizados para cada analise´ foram escolhidos devido a sua ampla utilizac¸ao˜ em avaliac¸oes˜ de desempenho, sendo os mesmos abordados nas sec¸oes˜ a seguir. Buscando um resultado mais confiavel,´ para todos os valores obtidos, foram realizaram- se 10 execuc¸oes˜ e calculou-se a media´ aritmetica,´ o desvio padrao˜ e o coeficiente de variac¸ao.˜

O benchmark STREAM [McCalpin 1996] e´ utilizado na analise´ de largura de

banda de memoria.´ Este programa mede o desempenho atraves´ de quatro testes de pro- cessamento vetorial, onde os vetores sao˜ aumentados para eliminar o reuso de cache e descrever os resultados em termos de largura de banda cont´ınua. Os resultados obtidos com este teste sao:˜

Copy: taxa de transferenciaˆ atraves´ da operac¸ao˜ a(i)=b(i);

Scale: operac¸oes˜ aritmeticas´ simples atraves´ da operac¸ao˜ a(i)=q*b(i);

Add: teste de multiplas´ operac¸oes˜ de load/store para maquinas´ vetoriais, atraves´

da operac¸ao˜

a(i)=b(i)+c(i);

Triad: multiplas´ operac¸oes˜ de soma e multiplicac¸ao˜ atraves´ da operac¸ao˜

a(i)=b(i)+q*c(i);

Para realizar as medic¸oes˜ de acesso ao disco, optou-se por uma ferramenta nativa do SO Linux, o dd, que realiza copias´ de arquivos, de entrada padrao˜ para uma sa´ıda

padrao,˜

de dados entre os arquivos e o tempo

dessa operac¸ao.˜

A analise´ de utilizac¸ao˜ de CPU foi realizada com a utilizac¸ao˜ do Linpac-pc, que contem´ dois conjuntos de rotinas: um para decomposic¸ao˜ de matrizes e outro para resolver

o sistema de equac¸oes˜ lineares resultantes da decomposic¸ao.˜ O mesmo foi escolhido

devido a` metrica´ utilizada e a sua ampla utilizac¸ao˜ em testes de desempenho. Os testes foram realizados com matrizes de tamanho 100 x 100, utilizando precisao˜ simples, sendo a sa´ıda deste benchmark, o resultado das operac¸oes˜ de ponto flutuante sobre as matrizes, em Mflops.

do dd retorna dois valores, a taxa de transferenciaˆ

podendo utilizar diferentes tamanhos de blocos de entrada e sa´ıda. A execuc¸ao˜

5. Resultados Obtidos

Ao longo desta sec¸ao˜ apresenta-se os resultados obtidos durante a execuc¸ao˜ dos bench- marks escolhidos, realizando uma analise´ comparativa entre as abordagens utilizadas. Na tabela 1, sao˜ apresentados todos os coeficientes de variac¸ao˜ (CV) maximos´ obtidos em cada grupo de testes.

Tabela 1. Coeficientes de Variac¸ ao˜

Teste

PVM

HVM

KVM

SV

Disco

0,37

0,06

0,34

0,26

Mem Copy

3,26 X 10 2

1,27 X 10 2

1,01 x 10 2

1,71 X 10 2

Mem Scale

3,31 X 10 2

1,38 X 10 2

1,06 x 10 2

1,37 X 10 2

Mem Add

2,54 X 10 2

0,83 X 10 2

1,15 x 10 2

0,94 X 10 2

Mem Triad

2,48 X 10 2

0,75 X 10 2

1,16 x 10 2

0,42 X 10 2

CPU

4,42 X 10 4

8,92 x 10 4

66,14 x 10 4

4,52 x 10 4

5.1. Desempenho de Disco

A seguir, sao˜ analisados os resultados obtidos com o programa dd, mantendo seu tama-

nho de blocos padrao˜ (512 bytes), modificando apenas os tamanhos dos arquivos a serem criados. Os testes realizados, envolvem 6 tamanhos de arquivos, variando entre 128 Mby- tes e 4 Gbytes, os quais foram escolhidos devido a englobarem tamanhos de arquivos normalmente utilizados em diversas aplicac¸oes.˜

A taxa de transferenciaˆ para cada tamanho de arquivo obtida em MB/s e´ mos- trada no grafico´ (a) da figura 1, onde observa-se de forma geral que o desempenho da maquina´ KVM e´ inferior as demais MV’s. Mais detalhadamente, para arquivos me-

nores, o overhead inserido pela virtualizac¸ao˜ total e´ bem elevado ao passo que o da

paravirtualizac¸ao˜ e´ relativamente baixo.

A medida que o tamanho dos arquivos vai au-

mentando, as maquinas´ KVM e HVM apresentam uma leve melhora no desempenho ao

passo que as demais diminuem.

O segundo dado obtido pelo aplicativo e´ o tempo de transferenciaˆ entre os

arquivos, mostrado no grafico´ (b) da figura 1. Onde se pode confirmar o maior overhead das maquinas´ KVM e HVM e reforc¸a o baixo impacto causado pela tecnica´

de paravirtualizac¸ao.˜

`

Figura 1. Analise´ de disco 5.2. Desempenho de memoria´ O grafico´ mostrado na figura 2

Figura 1. Analise´

de disco

5.2. Desempenho de memoria´

O grafico´ mostrado na figura 2 expoe˜ as taxas obtidas nos testes de memoria.´ Atraves´ deste pode-se observar um melhor no desempenho das maquinas´ HVM em relac¸ao˜ as demais tecnologias de virtualizac¸ao˜ e um desempenho similar entre maquinas´ KVM e PVM. No entanto,de maneira geral, o desempenho da memoria´ nao˜ sofre muito impacto independentemente da tecnica´ adotada.

sofre muito impacto independentemente da tecnica´ adotada. Figura 2. Taxa de analise´ de memoria´ em MB/s

Figura 2. Taxa de analise´

de memoria´

em MB/s

5.3. Utilizac¸ao˜ de CPU

As analises´ de CPU realizadas com o benchmark Linpac-pc mostraram resultados prati- camente identicosˆ entre as tecnologias empregadas e a maquina´ real, permanecendo em torno de 218 Mflops.

5.4. Analise´ dos Resultados

Conforme ja´ mencionado anteriormente, nestas analises´ foi poss´ıvel verificar que em- bora maquinas´ totalmente virtualizadas tenham acesso direto ao kernel, sem interferenciaˆ direta do MMV, o overhead causado pela emulac¸ao˜ dos dispositivos de disco e´ conside- ravelmente grande face a maquinas´ PVM.

Embora ambas as tecnicas´ utilizada mapeiem e reservem uma porc¸ao˜ da memoria´ para a MV, na virtualizac¸ao˜ de acesso a memoria,´ o melhor desempenho das maquinas´ HVM e o desempenho levemente superior das maquinas´ KVM e´ justificado pela diferenc¸a na forma como os monitores implementam este acesso.

Com relac¸ao˜ a utilizac¸ao˜ da CPU, o desempenho obtido foi praticamente o mesmo, apresentando m´ınimas variac¸oes˜ nas medic¸oes,˜ conforme a tabela 1, e uma diferenc¸a maxima´ de 1,2 Mflops entre a MV.

6. Considerac¸oes˜

Finais

Neste trabalho analisou-se o desempenho de memoria,´ disco e CPU entre as implementac¸oes˜ de virtualizac¸ao˜ das tecnologias Xen e KVM. De modo geral a virtualizac¸ao˜ total oferecida por ambos os monitores, se comparada com maquinas´ PVM, deixa muito a desejar nos quesitos de acesso a disco. Dessa foram, a tecnica´ de paravirtualizac¸ao˜ ainda se apresenta como uma soluc¸ao˜ mais eficaz e com um baixo im- pacto sobre o desempenho a estes dispositivos.

dos sistemas operacio-

nais, essa tecnica´

estes sistemas, e´ imperativo usar a tecnica´

Assim, dependendo da abordagem utilizada, podem-se obter resultados de desem- penho significativamente diferentes, que atrelados ao tipo de uso das MV e aos sistemas a serem utilizados, podem prover um embasamento para que administradores de siste- mas e ate´ mesmo usuarios´ convencionais realizem uma opc¸ao˜ entre utilizar ou nao˜ a virtualizac¸ao˜ ou no caso de uso da mesma, qual tecnologia melhor atende ao seus requi- sitos.

possa ser alterado. Para

Porem, devido as`

nao˜

modificac¸oes˜

necessarias´

para execuc¸ao˜

permite executar sistemas cujo kernel nao˜

de virtualizac¸ao˜

total.

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