Você está na página 1de 190

Termodinânica

Conceitos básicos

Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Termodinânica Conceitos básicos Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Introdução

Termodinâmica: Ciência que trata das trasnformações de energia de quaisquer espécies, umas nas outras.

de energia de quaisquer espécies, umas nas outras. As que estas transformações ocorrem são conhecidas como

As

que estas

transformações ocorrem são conhecidas como

a 1 a lei e a 2 a lei da termodinâmica.

restrições

gerais

em

Estas leis não se demonstam no sentido matemático. A validade de ambas fundamenta- se, ao contrário, na experiência.

Exemplos práticos

De transformação entre as energias:

Térmica e Mecânica:

“Máquina a vapor“ e “Refrigerador”

Elétrica e Mecânica:

“Motor de partida“

Química e Elétrica:

“Baterias“ e “Pilhas”

Química e Térmica:

“Reações Exotérmicas“ (Ex: reação de combustão de um combustível qualquer).

Eletromagnética e Química:

“Fotossíntese“

Química e Mecânica:

Ação muscular corpo humano

Eletromagnética e Química: “Fotossíntese“ Química e Mecânica: Ação muscular corpo humano

Áreas de interesse

Termodinâmica na Física

Utiliza princípios termodinâmicos p/ estabelecer relações entre as propriedades da matéria.

p/ estabelecer relações entre as propriedades da matéria. Termodinâmica na Engenharia Motores de automóveis

Termodinâmica na Engenharia

Motores de automóveis Turbinas Bombas e Compressores Usinas Térmicas (nucleares, combustíveis fósseis, biomassa ou qualquer outra fonte térmica) Sistemas de propulsão para aviões e foguetes Sistemas de combustão Sistemas criogênicos, separação de gases e liquefação

Áreas de interesse

Áreas de interesse Termodinâmica na Engenharia Aquecimento, ventilação e ar condicionado Refrigeração (por

Termodinâmica na Engenharia

Aquecimento, ventilação e ar condicionado Refrigeração (por compressão de vapor , absorção ou adsorção) Bombas de calor Sistemas energéticos alternativos Células de combustível Dispositivos termoelétricos e termoiônicos Conversores magnetohidrodinâmicos (MHD) Sistemas de aproveitamento da energia Solar para

aquecimento,

refrigeração e produção de

energia elétrica Sistemas Geotérmicos

Áreas de interesse

Termodinâmica na Engenharia

Aproveitamento da energia dos oceanos (térmica,

das ondas, e das

marés)

da energia dos oceanos (térmica, das ondas, e das marés) Aproveitamento da energia dos ventos (energia

Aproveitamento da energia dos ventos (energia eólica)

Aplicações biomédicas Sistemas de suporte à vida Órgãos artificiais

Definições

SISTEMA

É tudo aquilo que é objeto de nosso estudo.

Pode ser tão simples como um objeto livre e Pode ser complexo com toda uma refinaria química.

VIZINHANÇA

É tudo aquilo que é externo ao sistema.

VIZINHANÇA É tudo aquilo que é externo ao sistema. FONTEIRA (OU SUPERFÍCIE DE CONTROLE) O sistema

FONTEIRA (OU SUPERFÍCIE DE CONTROLE)

O sistema é diferenciado de sua vizinhança por uma fronteira especificada que pode:

 

Estar em repouso (é fixa) ou Estar em movimento (é móvel).

Interações entre um sistema e sua vizinhança acontecem ao longo da fronteira.

 

É essencial que a fronteira seja delineada cuidadosamente antes do procedimento de análise do problema em questão.

Definições

TIPOS DE SISTEMA

SISTEMA FECHADO (OU MASSA DE CONTROLE)

TIPOS DE SISTEMA SISTEMA FECHADO (OU MASSA DE CONTROLE) É definido quando uma quantidade particular de

É definido quando uma quantidade particular de matéria está sendo estudada. Sempre contém a mesma quantidade de matéria. Não pode haver transferência de massa através da fronteira. Permite a ocorrência de troca de energia (em geral, na forma de calor e trabalho) através da fronteira.

a ocorrência de troca de energia (em geral, na forma de calor e trabalho) através da
a ocorrência de troca de energia (em geral, na forma de calor e trabalho) através da

Troca calor e trabalho

Definições

TIPOS DE SISTEMA

SISTEMA ISOLADO

Definições TIPOS DE SISTEMA SISTEMA ISOLADO É definido como sendo um tipo especial de sistema fechado

É definido como sendo um tipo especial de sistema fechado que não interage de forma alguma com sua vizinhança. Sistema sem nenhuma interação com a vizinhança, isto é, não há troca de energia nem de massa. Assim, um sistema isolado obedece às leis da conservação: a energia e a massa permanecem constantes.

nem de massa . Assim, um sistema isolado obedece às leis da conservação: a energia e
nem de massa . Assim, um sistema isolado obedece às leis da conservação: a energia e

Definições

TIPOS DE SISTEMA

Definições TIPOS DE SISTEMA SISTEMA ABERTO (OU VOLUME DE CONTROLE) Sistema que troca energia e/ou massa

SISTEMA ABERTO (OU VOLUME DE CONTROLE)

Sistema que troca energia e/ou massa com a vizinhança. Uma fronteira de sistema que permite a passagem de massa é comumente qualificada como permeável. Região definida do espaço. É um volume no espaço de interesse e que permite calcular entradas e saídas. Sua definição é arbitrária e dever ser feita pela conveniência da análise a ser realizada.

entradas e saídas. Sua definição é arbitrária e dever ser feita pela conveniência da análise a
entradas e saídas. Sua definição é arbitrária e dever ser feita pela conveniência da análise a

Exercícios – Tipos de Sistemas

Exercícios – Tipos de Sistemas Ex1 . Um material contido no recipiente indicado constitui que tipo

Ex1. Um material contido no recipiente indicado constitui que tipo de sistema? Qual é o volume de controle, a fronteira e a vizinhança?

contido no recipiente indicado constitui que tipo de sistema? Qual é o volume de controle, a

Exercícios – Tipos de Sistemas

Exercícios – Tipos de Sistemas Ex.2. A mistura ar-combustível contida num cilindro de um motor é

Ex.2. A mistura ar-combustível contida num cilindro de um motor é um sistema isolado, fechado ou aberto? Qual é o a fronteira, o volume de controle e a vizinhança?

de um motor é um sistema isolado, fechado ou aberto? Qual é o a fronteira, o

Exercícios – Tipos de Sistemas

Exercícios – Tipos de Sistemas Ex.3. Após vários ciclos quando a massa entra e sai através

Ex.3. Após vários ciclos quando a massa entra e sai através das válvulas de admissão e exaustão que tipo de sistema constitui o motor? Qual é o volume de controle, a fronteira e a vizinhança?

de admissão e exaustão que tipo de sistema constitui o motor? Qual é o volume de

Exercícios – Tipos de Sistemas

Exercícios – Tipos de Sistemas Ex.4. Que tipo de sistema constitui uma turbina de avião, isolado,

Ex.4. Que tipo de sistema constitui uma turbina de avião, isolado, fechado ou aberto? Que volume de controle vc. adotaria para estudar o desempenho da turbina?

turbina de avião, isolado, fechado ou aberto? Que volume de controle vc. adotaria para estudar o

Exercícios – Tipos de Sistemas

Exercícios – Tipos de Sistemas Ex.5. Que tipo de sistema constitui a Terra? Qual é o

Ex.5. Que tipo de sistema constitui a Terra? Qual é o volume de controle, a fronteira e a vizinhança?

Tipos de Sistemas Ex.5. Que tipo de sistema constitui a Terra? Qual é o volume de

Enfoques: Macro e Microscópico

MICROSCÓPICO

Enfoques: Macro e Microscópico MICROSCÓPICO Tratamento que leva em conta a estrutura da matéria. É chamada

Tratamento que leva em conta a estrutura da matéria. É chamada de termodinâmica ESTATÍSTICA. O objetivo é caracterizar por meios estatísticos o comportamento médio das partículas e relacioná-lo com o comportamento macroscópico do sistema.

MACROSCÓPICO

Trata do comportamento global, inteiro do sistema. Nenhum modelo de estrutura molecular, atômica ou subatômica é utilizado diretamente. Este tratamento é o aplicado na TERMODINÂMICA CLÁSSICA. O sistema é tratado como um contínuo. Enfoque a ser utilizado neste curso!

Definições

PROPRIEDADE

Características MACROSCÓPICAS de um sistema, como MASSA, VOLUME, ENERGIA, PRESSÃO E TEMPERATURA.

ESTADO

como MASSA, VOLUME, ENERGIA, PRESSÃO E TEMPERATURA. ESTADO Condição do sistema, como descrito por suas propriedades.

Condição do sistema, como descrito por suas propriedades. Para substancias puras pode ser caracterizado por propriedades macroscópicas como pressão, temperatura, o volume e a composição química. Cada propriedade da substância tem um valor em dado estado e somente um determinado valor e essas propriedades têm o mesmo valor para um dado estado. Trata do comportamento global, inteiro do sistema.

Definições

ESTADO (explicando melhor)

Definições ESTADO (explicando melhor) O estado define uma condição da matéria, uma condição estabelecida por

O estado define uma condição da matéria, uma condição estabelecida por propriedades fundamentais como pressão (P), temperatura (T), volume (V) e composição química.

Esse estado, definido por certos valores de P, T, V e composição, fica determinado independentemente de como se chegou a esses valores, ou seja, independentemente do caminho percorrido para atingir esses valores.

Definições

ESTADO (explicando melhor)

Definições ESTADO (explicando melhor) Esse estado, essa condição da substância, determina outras propriedades como

Esse estado, essa condição da substância, determina outras propriedades como massa específica ( ), volume específico (Vs), calor específico (C), energia interna (U), entalpia (H), etc.

Ou seja um determinado valor da propriedade define um estado e, por sua vez e inversamente, certo estado define as suas propriedades.

O VALOR DE ESTADO DE UM SISTEMA É DEFINIDO PELOS VALORES DE SUAS PROPRIEDADES.

Exercício – Estado/Propriedades

Ex.6

Exercício – Estado/Propriedades Ex.6 a) Qual a massa específica da água (líquido) a 100 o C

a) Qual a massa específica da água (líquido) a 100 o C e 0,10135 MPa?

b) Se o volume específico de vapor d’água saturado é 0,8919 m3/kg, qual a pressão e temperatura desse vapor?

c) E qual a sua composição química?

d) Uma pessoa pode carregar 1 m 3 de água que está a 25 o C (1 atm)?

Definições

SUBSTÂNCIA PURA

É invariável em composição química. Pode existir em mais de uma fase.

FASES

química. Pode existir em mais de uma fase. FASES Uma fase é denominada como uma quantidade

Uma fase é denominada como uma quantidade de matéria totalmente homogênia em estrura química e fisica. Ex.: Uma dada massa de água pode existir sob várias formas (sólida, líquida e gasosa). Quando mais de uma fase coexistem, estas se separam entre si por meio de interfaces que são fronteiras entre as fases. Uma fase pode existir a várias pressões e temperaturas ou, usando a terminologia da termodinâmica, em vários estados.

Definições

PROPRIEDADES EXTENSIVAS

Definições PROPRIEDADES EXTENSIVAS Dependem do tamanho e extensão do sistema. Seu valor para o sistema inteiro

Dependem do tamanho e extensão do sistema. Seu valor para o sistema inteiro é a soma dos valores das partes em que o sistema for subdividido. Seus valores podem variar com o tempo. Exemplo: massa, energia, volume.

PROPRIEDADES INTENSIVAS

Seus valores não dependem do tamanho e extensão do sistema. Não são aditivas, como no caso anterior. Podem variar de um lugar para outro dentro do sistema em qualquer momento. Exemplo: temperatura, pressão, calor específico.

Definições

PROPRIEDADES EXTENSIVAS/INTENSIVAS

m V T P
m
V
T
P
Definições PROPRIEDADES EXTENSIVAS/INTENSIVAS m V T P m/2 m/2 V/2 V/2 T T P P Prop.
m/2 m/2 V/2 V/2 T T P P
m/2
m/2
V/2
V/2
T
T
P
P

Prop.

Extensivas

m V T P m/2 m/2 V/2 V/2 T T P P Prop. Extensivas Pro p.
m V T P m/2 m/2 V/2 V/2 T T P P Prop. Extensivas Pro p.
m V T P m/2 m/2 V/2 V/2 T T P P Prop. Extensivas Pro p.

Pro p. Intensivas

Atenção! Propriedades extensivas por unidade de massa tornam-se propriedades intensivas.

Volume específico

Massa específica

v= V / m

(m 3 /kg)

= m / m (kg/m 3 )

Exercício: Prop. extensivas e intensivas

Exercício: Prop. extensivas e intensivas Ex.7. Identifique as propriedades intensivas e as extensivas. Pressão,

Ex.7. Identifique as propriedades intensivas e as extensivas. Pressão, Temperatura, Capacidade Calorífica, Calor Específico, Entalpia, Massa Especifica.

Definições

PROCESSOS

Mudança de estado devido à variação de uma ou mais propriedades.

EQUILÍBRIO

à variação de uma ou mais propriedades. EQUILÍBRIO Muitos problemas de engenharia podem ser classificados em

Muitos problemas de engenharia podem ser classificados em problemas que envolvem equilíbrio e aqueles que não envolvem equilíbrio, ou seja, de não equilíbrio.

Quando uma ou mais condições do sistema mudam com o tempo dizemos que é um problema de não equilíbrio.

As velocidades de mudança são muito importantes e constituem, por exemplo, o interesse principal de disciplinas como Fenômenos de Transporte e Cinética Química.

Definições

EQUILÍBRIO

Definições EQUILÍBRIO A Termodinâmica trata principalmente com problemas de equilíbrio , ou seja, com sistemas que

A Termodinâmica trata principalmente com problemas de equilíbrio, ou seja, com sistemas que passaram por mudanças, mas que estão numa situação na qual não se percebe mais mudanças.

O conceito de equilíbrio na Termodinâmica envolve a condição de equilíbrio total, ou seja: equilíbrio mecânico, térmico, de fase e químico.

Definições

EQUILÍBRIO TÉRMICO

Definições EQUILÍBRIO TÉRMICO Quando se iniciou a quantificação da temperatura permitiu estabelecer o que hoje

Quando se iniciou a quantificação da temperatura permitiu estabelecer o que hoje chamamos de equilíbrio térmico de um sistema.

Verificou-se que quando corpos quentes eram postos em contato com corpos frios, o mais quente esfriava-se e o mais frio aquecia-se, de forma de chegava-se a um estado final onde os corpos nos davam a mesma sensação térmica (de terem o mesmo nível de aquecimento) quando, então, não se percebia mais nenhuma mudança, ou seja, quando se atingia o que hoje chamamos de equilíbrio térmico.

Definições

EQUILÍBRIO TÉRMICO

Definições EQUILÍBRIO TÉRMICO Ocorre quando dois corpos estão a mesma temperatura T e nenhuma transferência de
Definições EQUILÍBRIO TÉRMICO Ocorre quando dois corpos estão a mesma temperatura T e nenhuma transferência de

Ocorre quando dois

corpos estão a mesma temperatura T e nenhuma transferência de calor pode ocorrer

Definições

LEI ZERO DA TERMODINÂMICA

Definições LEI ZERO DA TERMODINÂMICA DOIS CORPOS ESTÃO EM EQUILÍBRIO TÉRMICO SE AMBOS TÊM A MESMA

DOIS CORPOS ESTÃO EM EQUILÍBRIO TÉRMICO SE AMBOS TÊM A MESMA TEMPERATURA DE LEITURA, MESMO QUE NÃO ESTEJAM EM CONTATO.

Termômetro

TÉRMICO SE AMBOS TÊM A MESMA TEMPERATURA DE LEITURA, MESMO QUE NÃO ESTEJAM EM CONTATO. Termômetro
TÉRMICO SE AMBOS TÊM A MESMA TEMPERATURA DE LEITURA, MESMO QUE NÃO ESTEJAM EM CONTATO. Termômetro
A B C

A

A B C
A B C

B

A B C
A B C

C

A B C
A B C
A B C
A B C

Definições

EQUILÍBRIO

Definições EQUILÍBRIO Quando temos um sistema em equilíbrio podemos dizer que as propriedades do sistema são

Quando temos um sistema em equilíbrio podemos dizer que as propriedades do sistema são as propriedades das substâncias ou substâncias que o compõe.

Isso implica necessariamente que o valor da propriedade vale para todo o sistema.

Quando um sistema está em equilíbrio em relação a todas possíveis mudanças de estado, diz-se que o sistema está em equilíbrio termodinâmico.

Definições

EQUILÍBRIO

EQUILÍBRIO TERMODINÂMICO

Definições EQUILÍBRIO EQUILÍBRIO TERMODINÂMICO Implica em equilíbrios mecânico, térmico, de fases e químico.

Implica em equilíbrios mecânico, térmico, de fases e químico.

UNIFORMIDADE DE PROPRIEDADES NO EQUILÍBRIO

As propiedades não variam de um ponto para outro.

Exemplo: temperatura.

PROCESSO QUASE-ESTÁTICO (ou de quase equilíbrio)

Processo idealizado composto de uma sucessão de estados de equilíbrio, representando cada processo um desvio infinitesimal da condição de equilíbrio anterior.

Definições

TIPOS DE EQ. TERMODINÂMICO

EQUILÍBRIO TÉRMICO

Definições TIPOS DE EQ. TERMODINÂMICO EQUILÍBRIO TÉRMICO A temperatura não muda com o tempo. EQUILÍBRIO MECÂNICO

A temperatura não muda com o tempo.

EQUILÍBRIO MECÂNICO

A pressão não muda com o tempo.

EQUILÍBRIO QUÍMICO

A estrutura molecular não muda com o tempo.

EQUILÍBRIO DE FASE

A massa de cada fase não muda com o tempo.

(Ex.: composição L/G constante ou mesma composição L/S).

Unidades e Conversões

Comprimento (L)

1 ft (1 pé ou 1’) = 12 in (12 pol ou 12”)

1 ft = 0,3048 m

1 mi (milha) = 1,6093 km

Área (L 2 )

1 m 2 = 10 4 cm 2

1 ft 2 = 0,092903 m 2

1 in 2 = 0,000645 m 2

Volume (L 3 )

1 m 3 = 1000 L

1 m 3 = 10 6 cm 3

1 L = 1000 cm 3

1 cm 3 = 1 mL

1 ft 3 = 0,028373 m 3

1 m 3 = 32,2452 ft 3

1 in 3 = 1,64 x 10 -5 m 3

1 m 3 = 6,100 x 10 -4 in 3

m 3 • 1 m 3 = 32,2452 ft 3 • 1 in 3 = 1,64

Unidades e Conversões

Massa (m)

1 lbm = 0,45359237 kg 1 kg 2,05 lbm 1 slug = 14,594 kg

Massa específica ( )

kg 1 kg 2,05 lbm 1 slug = 14,594 kg Massa específica ( ) 1 lbm/ft

1 lbm/ft 3 = 16,019 kg/m 3 1 lbm/in 3 = 16,0 kg/m 3 1lbm/in 3 = 27680 kg/m 3 = 27680 g/L = 27,68 g/cm 3

Unidades e Conversões

Temperatura (T)

Unidades e Conversões Temperatura (T) C F = 32 100 180 ⇒ F 32 C =

C F

=

32

100

180

Unidades e Conversões Temperatura (T) C F = 32 100 180 ⇒ F 32 C =

F

32

C

=

1 8

,

C F ? 1C = 1,8F

C

F

F

C

=

=

100

180

1,8

F = R – 459,67

K = C +273,15 R = 1,8 K

Unidades e Conversões

Força (F)

1 N = 1 kg . 1 m/s 2 1 kgf = 1 kg . 9,806 m/s 2 = 9,806 N 1 lbf = 1 lbm . 32,174 ft/s 2 = 32,174 lbm.ft/s 2 1 lbf = 4,448215 N 1 lbf = 1 slug . 1 ft/s 2

Pressão (P)

1 Pa = 1 N/m 2 1 kgf/cm 2 = 98,06 kPa 1 lbf/ft 2 = 47,88 Pa 1 lbf/in 2 = 1 psi = 6894,76 Pa 1 bar = 10 5 N/m2 = 10 5 Pa 1 atm = 101,32 kPa 1 atm = 760 mmHg

= 47,88 Pa 1 lbf/in 2 = 1 psi = 6894,76 Pa 1 bar = 10

Unidades e Conversões

Energia (E) (= Trabalho = Calor)

1 J = 1 N.m = 1 W.s 1 cal = 4,1868 J 1 kcal = 4,1868 kJ 1 BTU = 1055,056 J 1 kcal = 3,968 BTU 1 kWh = 3600 kJ 1 kwh = 3412,14 BTU

J 1 kcal = 3,968 BTU 1 kWh = 3600 kJ 1 kwh = 3412,14 BTU

British Thermal Unit (BTU) - Corresponde à quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de uma libra massa de água de 39,2 ºF a de 40,2 ºF à pressão atmosférica.

Unidades e Conversões

Potência (W)

1 W = 1 N.m/s = 1 J/s 1 BTU/h = 0,2931 W 1 W = 3,4123 BTU/h 1 hp = 33000 lbf.ft/min 1 hp = 745,67 W 1 kW = 1,341 hp 1 CV = 735,75 W 1 kW = 1,360 CV

= 745,67 W 1 kW = 1,341 hp 1 CV = 735,75 W 1 kW =
= 745,67 W 1 kW = 1,341 hp 1 CV = 735,75 W 1 kW =

Obs. Watt estimou que um cavalo, trabalhando em uma mina de carvão, era capaz de elevar uma cesta de carvão com 330 libras-força de peso (149.7 kgf), a uma altura de 100 pés (30.48 metros), gastando para isso um tempo de 1 minuto, e chamou essa potência de 1 hp.

1 horsepower (hp) = (330 lbf x 100 ft) / 1 min. = 33000 lbf. ft/min

Metodologia para Resolução de Problemas na Termodinâmica

Metodologia para Resolução de Problemas na Termodinâmica Os 1 o s passos são: Definição do sistema

Os 1 os passos são:

Definição do sistema Identificação das interações relevantes com a vizinhança Em seguida deve-se estabelecer:

O que é conhecido: Resumir o problema em poucas palavras; O que é procurado: Resumir o que é procurado; Esquema e Dados: Definir o sistema (fechado ou volume de controle); Identificar a fronteira; Identificar a vizinhança. Anotar dados/informações relevantes; Fazer hipóteses necessárias; Análise: Feita sobre as equações (conservação de M e E e 2ª Lei). (Quais eqções devem ser usadas c/ quais simplificações); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados.

devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .
devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .
devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .
devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .
devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .
devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .
devem ser usadas c/ quais simplificações ); Resolução do problema em si; Comentários: Interpretar resultados .

Exercícios – Lista N o 1

Exercícios 2.10, 2.12, 2.14, 2.20, 2.21, 2.22, 2.23 2.24, 2.25 e 2.29. (pág. 27 e 28).

REFERÊNCIA BÁSICA:

2.24, 2.25 e 2.29. (pág. 27 e 28). REFERÊNCIA BÁSICA : 1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H.

1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H. ; MUNSON, B.R.; DEWITT, D.P. Introdução a engenharia de sistemas térmicos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2005.

Termodinânica

Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica

Termodinânica Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica
Termodinânica Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica

Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Termodinânica Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica Prof. M.Sc. Sílvio Diniz
Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia Energia Cinética A variação da energia cinética, KE, do corpo

Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia

Energia Cinética

Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia Energia Cinética A variação da energia cinética, KE, do corpo é:

A variação da energia cinética, KE, do corpo é:

KE = KE 2

KE 1 = ½ m (V 2 2 – V 1 2 )

A energia cinética é uma propriedade do corpo.

Como está associada ao corpo como um todo, é uma propriedade extensiva.

Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia Energia Potencial Gravitacional Energia potencial A variação da energia

Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia

Energia Potencial Gravitacional

Energia potencial

A variação da energia cinética, PE, do corpo é:

PE = PE 2

PE 1 =

m.g (z 2 – z 1 )

A

uma dada g, a energia potencial é calculada

conhecendo-se apenas a massa do corpo e sua elevação.

propriedade

extensiva do corpo.

Assim

sendo,

é

considerada

uma

Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia

Trabalho Mecânico

Revisão: Conceitos Mecânicos de Energia Trabalho Mecânico É definido em termos de Força e Deslocamento. Trabalho

É definido em termos de Força e Deslocamento.

Trabalho = 1 2 F . ds

É dado pelo produto escalar do vetor força F pelo vetor deslocamento do corpo ao longo da trajetória ds.

Ampliando Conhecimento de Trabalho

Definição termodinâmica de Trabalho

de Trabalho Definição termodinâmica de Trabalho Energia pode atravessar a fronteira de um sistema fechado na

Energia pode atravessar a fronteira de um sistema fechado na forma de calor ou trabalho.

Se a energia que atravessa a fronteira não é calor, ela deve ser trabalho.

Trabalho é uma interação de energia que não é causada pela diferença de temperaturas.

Ampliando Conhecimento de Trabalho

Definição termodinâmica de Trabalho

de Trabalho Definição termodinâmica de Trabalho Um sistema realiza trabalho (sobre sua vizinhança) se o

Um sistema realiza trabalho (sobre sua vizinhança) se o único efeito em tudo o que for externo ao sistema for igual ao levantamento de um peso.

T

ra

b

lh

a

o = 1 2 F

.

d

s

for externo ao sistema for igual ao levantamento de um peso. T ra b lh a
for externo ao sistema for igual ao levantamento de um peso. T ra b lh a

Fronteira do Sistema

Ampliando Conhecimento de Trabalho

Convenção de Sinais

Trabalho ENTRA = NEGATIVO

Trabalho SAI = POSITIVO

SISTEMA
SISTEMA
ENTRA = NEGATIVO Trabalho SAI = POSITIVO SISTEMA W < < < < 0 ⇒ Trabalho

W <<<< 0 Trabalho é realizado sobre o sistema W >>>> 0 Trabalho é realizado pelo sistema

Ampliando Conhecimento de Trabalho / Associação com Calor

Ampliando Conhecimento de Trabalho / Associação com Calor Trabalho não é uma propriedade de um sistema,

Trabalho não é uma propriedade de um sistema, assim como, calor também não o é.

Tanto trabalho como calor são considerados

f

ô

en menos

d

f

t

i

h

e

ron e ra, recon ec

id

f

t

i

os nas ron e ras

de um sistema, no momento em que as atravessam.

Os valores do trabalho e do calor dependem dos detalhes que ocorrem entre o sistema e sua vizinhança (dependem do caminho/processo) (e não só do estado inicial e final).

Ampliando Conhecimento de Trabalho / Associação com Calor Em função disso, as diferenciais do calor e do trabalho são inexatas ( Q e W).

As diferenciais são inexatas, pois elas não podem ser calculadas sem especificar os detalhes da interação. Por isso, calcula-se do estado 1 para o estado 2 e, não a diferença entre 1 e 2.

estado 1 para o estado 2 e, não a diferença entre 1 e 2. 1 ∫

1 2 W = W

e

1 2 Q

= Q

Por outro lado, a diferencial de uma propriedade é dita exata, pois ela não depende dos detalhes da interação. Depende apenas de seu valores nos estado 1 e 2 .

V1 V2 dV = V 2 – V 1

Ampliando Conhecimento de Trabalho / Associação com Calor

Ampliando Conhecimento de Trabalho / Associação com Calor O sistema possue energia, mas não calor e

O sistema possue energia, mas não calor e trabalho.

Calor e trabalho são funções de caminho.

São reconhecidos apenas na fronteira do sistema, qdo atravessam a fronteira.

São associados a um processo e não a um estado.

Ao contrário de P e T que têm valores definidos em qualquer estado, Q e W não o têm.

São ambos funções dependentes do caminho/processo.

Suas

magnitudes

dependem

do

caminho

seguido

durante o processo, assim como dos estados finais.

UNIDADES: Btu ou kJ

Conceito de Potência

Potência ( )

Conceito de Potência Potência ( Ẇ ) É a taxa de transferência de energia por meio

É a taxa de transferência de energia por meio do trabalho.

= F . V UNIDADES:

J/s = W; kW; 1 ft . lbf/s ; Btu/h; cv; hp

(V = velocidade)

Trabalho de Expansão e Compressão

Trabalho de Compressão: Trabalho de movimentação da superfície de controle A força aplicada sobre o pistão é: F = P . A pistão W = F . ds = P . A pistão ds W = 1 2 P . dV

A p i s t ã o W = ∫ F . d s = ∫
W=dA
W=dA

Trabalho de Expansão e Compressão

Representação da Integral no Cálculo:

P

Processo Área 1 2 V
Processo
Área
1
2
V

W = 1 2 P . dV

Área = trabalho

ara o

p

p

V W = 1 ∫ 2 P . d V Área = trabalho ara o p

rocesso

Como sabemos que P é uma função de V, ou seja, P = P(V), o

trabalho devido a compressão pode ser interpretado como sendo a

área abaixo de uma curva na coordenadas pressão-volume.

Atenção! Tanto o trabalho como o calor estão associados a um processo, e não a
Atenção! Tanto o trabalho como o calor estão associados a
um processo, e não a um estado

Trabalho de Expansão e Compressão

Atenção! Tanto o trabalho como o calor estão associados a um processo, e não a um estado.

de Expansão e Compressão Atenção! Tanto o trabalho como o calor estão associados a um processo,
o calor estão associados a um processo, e não a um estado. A Área A ≠
o calor estão associados a um processo, e não a um estado. A Área A ≠

A Área A ≠ da Área B

Por isso, o W não é uma propriedade.

Exercícios –

Exercícios – Ex.1. Para um sistema pistão-cilindro , dois caminhos são mostrados, do ponto 1 ao

Ex.1. Para um sistema pistão-cilindro , dois caminhos são mostrados, do ponto 1 ao ponto 2. Calcule o trabalho, em kJ, feito quando utiliza-se o caminho A e quando utiliza-se o caminho B.

P (kPa)

300

150

utiliza-se o caminho A e quando utiliza-se o caminho B. P (kPa) 300 150 1 A

1

A
A

2

b

B

utiliza-se o caminho A e quando utiliza-se o caminho B. P (kPa) 300 150 1 A

0 0,05

0,15

V (m 3 )

Potência Transmitia por um Eixo

Seja um eixo rotativo com veloc. angular e

exercendo um torque

em sua vizinhança.

veloc. angular e exercendo um torque em sua vizinhança. Representaremos o torque em fção da força

Representaremos o torque em fção da força

tangencial F T e do raio R:

= F T . R

A veloc. no pto de emprego da força é V = .R

Subst. essas eqs. na eq. de potência, = F.V, temos:

= ( /R) (R. ) = .

é V = . R Subst. essas eqs. na eq. de potência, Ẇ = F.V ,

Potência Elétrica

Seja uma bateria conectada a um circuito externo por onde flui uma corrente elétrica, i.

circuito externo por onde flui uma corrente elétrica, i . W < < < < 0
circuito externo por onde flui uma corrente elétrica, i . W < < < < 0

W <<<< 0 Trabalho é realizado sobre o sistema

Potência Elétrica

A corrente é produzida pela diferença de potencial elétrico entre os terminais a e b.

de potencial elétrico entre os terminais a e b . Esse tipo de interação tb pode

Esse tipo de interação tb pode ser classif. c/ trabalho.

A taxa de trasnf. de ener ia sob forma de trabalho, ou

a potência é:

=

.

i

O sinal é preciso p/ q a exp. fique de acordo c/ nossa convenção de sinais p/ potência.

Qdo é dado em W (watt), i é dado em A (ampére) e em V (volt).

Estendendo Conceito de Energia

A corrente é produzida pela diferença de potencial elétrico entre os terminais a e b.

de potencial elétrico entre os terminais a e b . Esse tipo de interação tb pode

Esse tipo de interação tb pode ser classif. c/ trabalho.

A taxa de trasnf. de ener ia sob forma de trabalho, ou

a potência é:

=

.

i

O sinal é preciso p/ q a exp. fique de acordo c/ nossa convenção de sinais p/ potência.

Qdo

é dado em W (watt), i é dado em A (ampére) e

em V (volt).

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios 3.1, 3.14, 3.14, 3.15, 3.17, 3.18 (pág. 52 e 53).

REFERÊNCIA BÁSICA:

3.15, 3.17, 3.18 (pág. 52 e 53). REFERÊNCIA BÁSICA : 1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H. ;

1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H. ; MUNSON, B.R.; DEWITT, D.P. Introdução a engenharia de sistemas térmicos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2005.

Termodinânica

Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica

Termodinânica Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica
Termodinânica Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica

Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Termodinânica Utilizando a Energia e a 1 ª Lei da Termodinâmica Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Recordando: Duas formas de transf. de Energia

Energia na forma de Trabalho (W):

Equivalente ao levantamento de um peso. Energia na forma de Calor (Energia Térmica) (Q):

peso. Energia na forma de Calor (Energia Térmica) (Q): Causada por uma diferença de temperaturas. W

Causada por uma diferença de temperaturas. W e Q são dependentes do caminho/processo.

2 W = W

ou W mas não W

2 = Q 12 ou Q, mas não Q 2

W

1 2 Q

W e Q são formas de transf. de energia que ocorrem

nas fronteiras do sistema. Na medida em W e Q atravessam a fronteira, a energia do sistema muda. W e Q não são armazenados no sistema, mas a energia sim.

1

12

,

1

Q 1

Estendendo Conceito de Energia

Na termodinâmica, a variação na energia total um sistema é dada por 3 contribuições macro:

de
de

A variação de energia cinética KE A variação de energia potencial grav. PE Todas as outras variações de E q são englobadas na variação de E interna U

Então, a variação na E total de um sistema é:

E 2

E 1 = (KE 2

KE 1 ) + (PE 2

PE 1 ) + (U 2

U 1 )

OU

E =

KE + PE + U

(3.10)

Entendendo a Energia Interna

A energia interna é a energia dos processos ocorrem em uma molécula:

TRANSLAÇÃO VIBRAÇÃO ROTAÇÃO

em uma molécula: TRANSLAÇÃO VIBRAÇÃO ROTAÇÃO que Todas essas formas de E são formas de E

que

Todas essas formas de E são formas de E cinética

Nesse curso, não estudaremos outras formas de energia molecular q existem em nível atômico.

Energia Interna: Translação Molecular

A energia processada por uma molécula a me- dida q ela se move pelo espaço é a Ecinética.

a me- dida q ela se move pelo espaço é a Ecinética. A colisão entre as

A colisão entre as moléculas trasnfere Ecinética através das mudanças no momento linear.

A temperatura medida por um termômetro é a manifestação da colisão das moléculas contra o sensor do instrumento.

Energia Interna: Vibração Molecular

Moléculas (não átomos) também vibram ao longo de suas pontes intermoleculares.

também vibram ao longo de suas pontes intermoleculares. A molécula tem energia vibracional (cinética) como
também vibram ao longo de suas pontes intermoleculares. A molécula tem energia vibracional (cinética) como

A molécula tem energia vibracional (cinética) como mostrado no desenho acima.

Energia Interna: Rotação Molecular

Energia Interna: Rotação Molecular Moléculas (não átomos) também rotacionam e adquirem Ecinética neste movimento

Moléculas (não átomos) também rotacionam e adquirem Ecinética neste movimento rotacional.

Elas possuem um momento angular que pode ser alterado de modo a adiconar ou remover energia.

Energia Interna: O que interessa

Não nos preocuparemos c/ os detalhes micros- cópicos da energia interna.

c/ os detalhes micros- cópicos da energia interna. A energia interna é uma propriedade do sistema

A energia interna é uma propriedade do sistema.

Em geral, a Einterna aparece através das mudanças na temperatura e pressão de um sistema. E = f (T,P)

Mas, ela também aparece a partir da variação na composição química de um sistema formado por uma

mistura.

E = f (x,y)

A Energia Cinética do Sistema

É a eenrgia cinética macroscópica associada com o sistema de massa e a velocidade do seu centro de massa.

KE = ½ m . (V f 2 – V i ) ou

2

KE = ½ m . (V 2 2 – V 1 2 )

do seu centro de massa. KE = ½ m . (V f 2 – V i

Exercício

Exercício Ex.1. Calcule a variação na energia cinética (em kJ) para acelerar uma massa de 10

Ex.1. Calcule a variação na energia cinética (em kJ) para acelerar uma massa de 10 kg de uma V i = 0 m/s até uma V f = 10 m/s.

A Energia Potencial do Sistema

A gravidade é uma outra força atuante em nosso sistema.

A gravidade é uma outra força atuante em nosso sistema. Ela aparece na variação da energia

Ela aparece na variação da energia potencial.

PE = m.g (Z f – Z i ) ou

PE = m . g(Z 2 – Z 1 )

Trabalho pode ser realizado através da mudança de elevação do sistema.

Exercício

Exercício Ex.2. Temos uma massa de 10 kg que cai de 100 metros. Dispomos de um

Ex.2. Temos uma massa de 10 kg que cai de 100 metros. Dispomos de um mecanismo que converterá toda a energia potencial em energia cinética de um objeto. Se a massa do objeto é 1 kg e o mesmo está inicialmente em repouso, qual será a velocidade final do objeto ?

Contabilizando a Energia: Balanço de Energia para Sistemas Fechados – 1ª Lei da Termo

A energia de um sistema fechado só pode ser alterada de 2 formas:

de um sistema fechado só pode ser alterada de 2 formas: Transf. de energia por trabalho

Transf. de energia por trabalho Transf. de energia por calor

Outro aspecto imp: A ENERGIA É CONSERVADA

Essa é a 1a LEI DA TERMODINÂMICA

Essas considerações em palavras:

Contabilizando a Energia: Balanço de Energia para Sistemas Fechados – 1ª Lei da Termo

Essas considerações em palavras:

– 1ª Lei da Termo Essas considerações em palavras: Variação da quant. de energia contida em
Variação da quant. de energia contida em um sistema em um certo intervalo de tempo
Variação da quant.
de energia contida
em um sistema em
um certo intervalo de
tempo
==== quant. líquida de energia transf. para o sistema através da fronteira por transf. de
====
quant. líquida de
energia transf.
para o sistema
através da fronteira
por transf. de
calor em um certo
intervalo de tempo

quant. líquida de energia transf. do sistema através da

fronteira por trabalho em um certo intervalo de tempo

Esse balanço de energia pode ser dado por:

E 2

E 1 = Q

W

(3.11a)

Contabilizando a Energia: Balanço de Energia para Sistemas Fechados – 1ª Lei da Termo

Introduzindo a Eq. 3.10 na Eq. 3.11a ,tem-se:

KE + PE + U ==== Q

W

(3.11b)

na Eq. 3.11a ,tem-se: KE + PE + U ==== Q W (3.11b) • A transf.

A transf. de energia pela fronteira do sistema manifesta-se sob a forma de uma variação de uma ou mias formas macroscópicas de energia:

Ecinética, Epotencial grav. e Einterna.

Atenção: o sinal antes do W e o sinal + antes do Q é por
Atenção: o sinal antes
do W e o sinal + antes do
Q é por causa da
convenção de sinais
adotadas antes.

W <<<< 0 Trabalho é

realizado sobre o sistema

W >>>> 0 Trabalho é

realizado pelo sistema

Q >>>> 0 ⇒ Calor entra no sistema Q <<<< 0 ⇒ Calor sai do
Q >>>> 0 ⇒ Calor
entra no sistema
Q <<<< 0 ⇒ Calor sai
do sistema

Comentários sobre a 1ª Lei da Termodinâmica

E 2

E 1 = Q

W

Todos os termos do lado direito da eq.são formas de energia que atravessam a fronteira do sistema.

formas de energia que atravessam a fronteira do sistema. Q que entra é + e W

Q que entra é + e W que sai é +

O lado esquerdo da eq. trata da mudança de energia no sistema. (dentro di sistema).

Esta é a forma algébrica da 1a Lei da Termo.

Outras Formas do Balanço de Energia

O balanço de energia na forma diferencial é:

dE ==== Q W

(3.12)

na forma diferencial é: dE = = = = Q W (3.12) • Onde dE, a

Onde dE, a diferencial de energia, é uma propriedade.

Uma vez que Q e W não são propriedades, suas diferenciais são escritas como Q, W.

Outras Formas do Balanço de Energia

O balanço de energia na forma de taxa temporal instantânea é:

dE/dt ==== Q

(3.13)

Expressa em palavras:

dE/dt = = = = Q Ẇ (3.13) • Expressa em palavras: Taxa da variação temporal
Taxa da variação temporal da energia contida em um sistema no instante t
Taxa da variação
temporal da
energia contida em
um sistema no
instante t

====

taxa líquida na qual

a energia está

sendo transf. para o sistema por transf. de calor no instante t

taxa líquida na qual a energia está sendo transf. do sistema por trabalho no instante t

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios 3.1, 3.14, 3.14, 3.15, 3.17, 3.18 (pág. 52 e 53).

REFERÊNCIA BÁSICA:

3.15, 3.17, 3.18 (pág. 52 e 53). REFERÊNCIA BÁSICA : 1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H. ;

1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H. ; MUNSON, B.R.; DEWITT, D.P. Introdução a engenharia de sistemas térmicos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2005.

Termodinânica

Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras

Termodinânica Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras
Termodinânica Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras

Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Termodinânica Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Substância Pura

Substância Pura É uma substância que tem composição química fixa, homogênea e invariável. Pode existir em

É uma substância que tem composição química fixa, homogênea e invariável.

Pode existir em mais de uma fase, mas a composição química é a mesma em todas as fases.

Substância Pura

Pura significa “…de composição química uniforme e invariável (no entanto pode estar presente mais que um tipo de moléculas). ”

pode estar presente mais que um tipo de moléculas) . ” O AR nessa definição é

O AR nessa definição é considerado uma substância pura.

Substância Pura

Substância Pura Todas as substâncias com que vamos trabalhar são substâncias puras. Dessa forma utilizaremos apenas

Todas as substâncias com que vamos trabalhar são substâncias puras.

Dessa forma utilizaremos apenas a palavra substância para se referir a uma substância pura.

Um sistema simples significa um sistema cheio de uma substância pura.

Um sistema simples, um sistema puro.

Substância Pura

Água (fases - sólida, líquida, e vapor)

Mistura de água líquida e vapor dágua

Dióxido de Carbono (CO2)

Nitrogênio (N2)

Misturas homogêneas de gases, como o AR, desde que não ocorra mudança de fases.

de Carbono (CO 2) Nitrogênio (N 2) Misturas homogêneas de gases, como o AR, desde que

5

Substância Pura X Mistura

Uma substância pura é aquela que tem composição química invariável e homogênea.

ÁGUA

VAPOR LÍQUIDO
VAPOR
LÍQUIDO

ÁGUA PURA

Cada fase apresenta a mesma composição química

AR VAPOR LÍQUIDO
AR
VAPOR
LÍQUIDO

SISTEMA NÃO É UMA SUBSTÂNICA PURA

AR VAPOR LÍQUIDO SISTEMA NÃO É UMA SUBSTÂNICA PURA Mistura de gases não reativos As composições

Mistura de gases não reativos

As composições das fases líquida e vapor são diferentes

6

Propriedades Termodinâmicas

Propriedades Termodinâmicas Propriedades Extensivas Como m, U e V (volume) são dependentes do tamanho do sistema.

Propriedades Extensivas

Como m, U e V (volume) são dependentes do tamanho do sistema.

Propriedades Intensivas

Como, u, v, T, and P (“p” ou “P” indistintamente) são independentes do tamanho do sistema.

Propriedades Intrínsicas

Propriedades Intrínsicas Propriedades intrínsecas. São características do comportamento molecular da massa do

Propriedades intrínsecas.

São características do comportamento molecular da massa do sistema. Há uma dependência direta entre elas.

Por exemplo. A temperatura da água em ebulição é função da pressão de saturação - T=f(P)

Questões Importantes

Quantas propriedades são necessárias para definir o estado de um sistema?

são necessárias para definir o estado de um sistema? Como obtemos essas propriedades? EquaçõesEquações dede

Como obtemos essas propriedades?

EquaçõesEquações dede EstadoEstado

ouou RelaçõesRelações PP--VV--TT

TabelasTabelas dede PropriedadesPropriedades TermodinâmicasTermodinâmicas

9

Postulado do Estado

O número de propriedades intensivas independentes necessárias para caracterizar o estado de um sistema é n+1

d trabalhos em processos de quase-equilíbrio.

on

d

é

ú

d

d

l

t

e n

o n

mero

e mo os re evan es

e

Estaremos tratando apenas do trabalho de fronteira ou trabalho (p-dV).

apenas do trabalho de fronteira ou trabalho ( p-dV ). O “ 1 ” é para

O 1é para transferência de calor (o Q do princípio da conservação de energia).

Postulado do Estado

Postulado do Estado Isto é baseado em observações experimentais que mostram que existe apenas uma propriedade

Isto é baseado em observações experimentais que mostram que existe apenas uma propriedade independente para cada modo pelo qual a energia do sistema pode variar de modo independente.

Postulado do Estado

Postulado do Estado Modos relevantes de realizar trabalho P f i roduzem e e tos aprec

Modos relevantes de realizar trabalho

P

f

i

roduzem e e tos aprec

i

ve s sobre o

estado da substância se eles são alterados durante o processo.

Postulado do Estado

Postulado do Estado Os efeitos dos campos elétrico, magnético e gravitacional natural da terra sobre a

Os efeitos dos campos elétrico, magnético e gravitacional natural da terra sobre a maioria dos processos são desprezíveis.

Campos elétricos e magnéticos muito fortes precisam ser considerados como variáveis independentes.

SISTEMA SIMPLES

Sistema Simples

SISTEMA SIMPLES Sistema Simples Por definição é aquele ( constituido por substância pura ) para o

Por definição é aquele (constituido por

substância pura) para o qual apenas um modo

d

li

e rea zar tra

b

lh

li

o se ap ca.

a

Sistema compressível simples. Sistema elástico simples. Sistema magnético simples. Sistema eletrostático simples, etc.

14

TRABALHO DE QUASE-EQUILÍBRIO

TRABALHO DE QUASE-EQUILÍBRIO Para o sistema compressível simples o trabalho é definido como: W m =

Para o sistema compressível simples o trabalho é definido como:

W

m

=

w

=

W =

PdV,

P d   V

=

m

Pdv

RELAÇÕES PvT

Para um sistema simples:

P = P(v,T) v = v(P,T) T = T(P,v)

RELAÇÕES PvT Para um sistema simples: P = P(v,T) v = v(P,T) T = T(P,v) 16

RELAÇÕES PvT

RELAÇÕES PvT Equações utilizadas para relacionar propriedades são chamadas “ Equações de Estado ”. Para um

Equações utilizadas para relacionar propriedades são chamadas “Equações de Estado”.

Para um sistema compressível simples duas propriedades intensivas independentes caracterizam o Estado.

,

y 0 = y(y 1 ,y 2 ), de forma genérica, ou P = P(v,T), v = v(P,T), e T = T(P,v) explícita

17

“Lei” dos Gases Ideais Equação de Estado

Pv = RT

PV = mRT

R =

R u

M

Equação de Estado Pv = RT PV = mRT R = R u M R u

R u = constante universal dos gases = 8,3144 (kJ/kmol-K) M = massa molecular do gas em questão (kmol). l kmol de uma substância = l kg da substância

Questões Importantes

Nem toda substância é um gás ideal

As propiedades dos fluidos próximo da transição líquido-vapor não podem ser representadas pela Lei de Gás Ideal.

Q

d

f

d

uan o ormos estu ar essas

substâncias veremos que não existe nenhuma relação PvT para definir a equação de estado. Nesses casos, as propriedades estão em forma de tabelas.

nenhuma relação PvT para definir a equação de estado. Nesses casos, as propriedades estão em forma

Fases de uma Substância Pura

Uma substância pura existe em diferentes fases, dependendo no seu nível de energia.

em diferentes fases, dependendo no seu nível de energia. Fase Sólida – as moléculas estão arranjadas

Fase Sólida – as moléculas estão arranjadas em um padrão tridimensional (3D) (lattice).

Fase Líquida – grupos de moléculas flutuam uns sobre os outros, mas mantem uma estrutura ordenada e uma posição relativa dentro de cada grupo.

Fase Gasosa – movimento aleatório das moléculas e alto nível de energia.

20

Processo de Mudança de Fase

Processo de Mudança de Fase Líquido comprimido – não prestes a evaporar Líquido saturado – prestes

Líquido comprimido – não prestes a evaporar

Líquido saturado – prestes a evaporar

Mistura saturada de líquido e vapor – duas fases

Vapor Saturado – prestes para condensar

Vapor Superaquecido – não prestes para condensar

Líquido Comprimido (Subresfriado)

LíquidoLíquido ComprimidoComprimido

AA pressãopressão estáestá acimaacima dada pressãopressão dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada.

estáestá acimaacima dada pressãopressão dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada. 22
estáestá acimaacima dada pressãopressão dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada. 22

22

Líquido Saturado

LíquidoLíquido SaturadoSaturado

ãã

éé

AA presspress oo

ãã

aa presspress oo dede

saturaçãosaturação parapara aa

temperaturatemperatura dada.dada.

éé AA presspress oo ãã aa presspress oo dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada. 23
éé AA presspress oo ãã aa presspress oo dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada. 23

23

Mistura Saturada de Líquido e Vapor

LíquidoLíquido/Vapor/Vapor

AsAs duasduas fasesfases coexistemcoexistem nasnas mesmasmesmas pressãopressão ee temperaturatemperatura

AsAs duasduas fasesfases coexistemcoexistem nasnas mesmasmesmas pressãopressão ee temperaturatemperatura 24
AsAs duasduas fasesfases coexistemcoexistem nasnas mesmasmesmas pressãopressão ee temperaturatemperatura 24

24

Vapor Saturado

VaporVapor SaturadoSaturado

AA pressãopressão éé aa pressãopressão dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada.

AA pressãopressão éé aa pressãopressão dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada. 25
AA pressãopressão éé aa pressãopressão dede saturaçãosaturação parapara aa temperaturatemperatura dada.dada. 25

25

Vapor Superaquecido

VaporVapor SuperaquecidoSuperaquecido

AA temperaturatemperatura éé maismais altaalta queque aa temperaturatemperatura dede saturaçãosaturação parapara aa pressãopressão dada.dada.

maismais altaalta queque aa temperaturatemperatura dede saturaçãosaturação parapara aa pressãopressão dada.dada. 26
maismais altaalta queque aa temperaturatemperatura dede saturaçãosaturação parapara aa pressãopressão dada.dada. 26

26

DIAGRAMA T-v

Processo Isobárico P = 1 atm 300 P3 = Psat = 1 atm T3 =
Processo Isobárico
P = 1 atm
300
P3 = Psat = 1 atm
T3 = Tsat = 100 oC
5
P2 = Psat = 1 atm
T2 = Tsat = 100 oC
3
2
Mistura
100
Saturada
4
20
P4 = Psat = 1 atm
1
T4 = Tsat = 100 oC
T, C
= 1 atm T2 = Tsat = 100 oC 3 2 Mistura 100 Saturada 4 20

Líquido Comprimido (Subresfriado)

Líquido Comprimido (Subresfriado)

Comprimido (Subresfriado) Líquido Comprimido (Subresfriado) É a substância, que estando na fase líquida, não está

É a substância, que estando na fase líquida, não está no ponto de evaporar.

Vapor Superaquecido

Vapor Superaquecido

Vapor Superaquecido Vapor Superaquecido É a substância que estando na fase gasosa não está a ponto

É a substância que estando na fase gasosa não está a ponto de condensar.

MUDANÇA DE FASE

Mudança de Fase

D rante esse

u

rocesso a

p

MUDANÇA DE FASE Mudança de Fase D rante esse u rocesso a p ressão e a

ressão e a

p

temperatura são propriedades dependentes.

Temperatura e Pressão de Saturação

Temperatura e Pressão de Saturação Tsat = Temperatura de Saturação. É a temperatura na qual ocorre

Tsat = Temperatura de Saturação.

É a temperatura na qual ocorre a mudança de fase para uma pressão previamente b

l

esta e ec

id a.

Psat = Pressão de Saturação.

É a pressão na qual ocorre a mudança de fase para uma temperatura previamente estabelecida.

Temperatura de Saturação

Tsat = f (Psat)

P = 1atm = 101,3 kPa P = 500 kPa

T = 100 o C T = 151,9 o C

= 101,3 kPa P = 500 kPa T = 100 o C T = 151,9 o

T e P são dependentes durante a mudança de fase.

Isso nos permite controlar a temperatura controlando a pressão (ex.: panela de pressão).

Saturação

Saturação Durante o processo de ebulição, as fases líquida e de vapor coexistem em equilíbrio. A

Durante o processo de ebulição, as fases líquida e de vapor coexistem em equilíbrio.

A fase líquida é chamada de líquido saturado.

A fase vapor é chamada de vapor saturado.

Calor Latente

Calor Latente Calor Latente é a quantidade de energia absorvida ou liberada durante a mudança de

Calor Latente é a quantidade de energia absorvida ou liberada durante a mudança de fase.

Calor latente de fusão

solidificação/fusão

=333,7 kJ/kg para H2O Psat = 1 atm

Calor latente de vaporização

ebulição/condensação =2257,1 kJ/kg para H2O Psat = 1 atm

Diagrama T-v (Água) Mudança e Fase

Processos Isobáricos
Processos Isobáricos
Diagrama T-v (Água) Mudança e Fase Processos Isobáricos 35
Diagrama T-v (Água) Mudança e Fase Processos Isobáricos 35

35

Diagrama T-v Substância Pura

Processos Isobáricos
Processos Isobáricos
Diagrama T-v Substância Pura Processos Isobáricos 36

36

Diagrama T-v Substância Pura

Processos Isotérmicos
Processos Isotérmicos
Diagrama T-v Substância Pura Processos Isotérmicos 37

Estados Crítico e Supercrítico

Estado crítico.

É o estado caracterizado pelo encontro da linha de líquido saturado com a linha de vapor saturado. É o estado limite, além do qual o processo de vaporização não é distinguível.

E

t

s a

d

íti

o super cr

co.

não é distinguível. E t s a d íti o super cr co. É o estado

É o estado caracterizado por pressões e/ou temperaturas acima das críticas. Neste estado a transição de fase de líquido para vapor não é discreta, a substância se expande gradual e uniformemente da fase líquida para a fase vapor

para vapor não é discreta, a substância se expande gradual e uniformemente da fase líquida para

Ponto Crítico

É o ponto no qual as linhas de líquido saturado e vapor saturado se encontram.

Se

T > T c or P > P c não existe

uma distinção clara entre as regiões de vapor superaquecido e

líquido comprimido.

or P > P c não existe uma distinção clara entre as regiões de vapor superaquecido

Ponto Crítico

É o ponto no qual as linhas de líquido saturado e vapor saturado se encontram.

Se

T > T c or P > P c não existe

uma distinção clara entre as regiões de vapor superaquecido e

líquido comprimido.

or P > P c não existe uma distinção clara entre as regiões de vapor superaquecido

Ponto Crítico

Ponto Crítico Um ponto para o qual T > T c a transição líquido- vapor não

Um ponto para o qual T > T c a transição líquido- vapor não é mais possível à pressão constante.

Se T > T

a substância não pode ser liquefeita

c , por maior que seja a pressão efetuada sobre ela.

As substâncias nessas condições são muitas vezes referidas simplestmeste como “fluidos” e não como líquido ou vapor.

Pontos Críticos

Pontos Críticos Substância Tc (K)(oC) Pc(bar) Ar 133 (-140) 37,7 Butano 425 (+152) 38

Substância

Tc (K)(oC)

Pc(bar)

Ar

133

(-140)

37,7

Butano

425

(+152)

38

Propano

370

(+97)

42,7

CO2

304

(+31)

73,9

Hidrogênio

33,2 (-239,8)

13

CH4

191

(-82)

46,4

N2

126

(-147)

33,9

O2

154

(-119)

50,5

Água

647,3 (+374,3)

220,9

Mudança de Fase (Diagrama P-T)

P

Curva de

Fusão Ponto Crítico Região da Fase Sólida Região da Fase Líquida Ponto Triplo Curva de
Fusão
Ponto
Crítico
Região da
Fase
Sólida
Região da
Fase Líquida
Ponto
Triplo
Curva de
Vaporização
Região de vapor
superaquecido
CurvaCurva dede SublimaçãoSublimação

T

Ponto Triplo Curva de Vaporização Região de vapor superaquecido CurvaCurva dede SublimaçãoSublimação T 43

Diagrama de Fase (P-T) Substância Pura

Diagrama de Fase (P-T) Substância Pura 44
Diagrama de Fase (P-T) Substância Pura 44

44

Diagrama P-v Substância que se contrai ao congelar

Diagrama P-v Substância que se contrai ao congelar 45
Diagrama P-v Substância que se contrai ao congelar 45

Superfície (P-v-T) Substância que se contrai ao congelar

Superfície (P-v-T) Substância que se contrai ao congelar 46
Superfície (P-v-T) Substância que se contrai ao congelar 46

46

DOMO

The dome-shaped region encompassing the two-phase, vapor-liquid equilibrium region. It is bordered by the saturated liquid line and the saturated vapor line, both of which end at the triple line and end at the critical point. The region below the vapor dome is also called: saturated liquid-vapor region, wet region, two-phase region, or saturation region.

below the vapor dome is also called: saturated liquid-vapor region, wet region, two-phase region, or saturation

47

DOMO

DOMO Domo – região que engloba as duas fases – vapor e líquido em equilíbrio. LinhaLinha
Domo – região que engloba as duas fases – vapor e líquido em equilíbrio.
Domo – região
que engloba as
duas fases –
vapor e líquido
em equilíbrio.

LinhaLinha dede líquidolíquido saturadosaturado

LinhaLinha dede vaporvapor saturadosaturado

líquido em equilíbrio. LinhaLinha dede líquidolíquido saturadosaturado LinhaLinha dede vaporvapor saturadosaturado 48

48

Diagrama P-v Substância que se expande ao congelar

Diagrama P-v Substância que se expande ao congelar 49
Diagrama P-v Substância que se expande ao congelar 49

49

Superfície (P-v-T) Substância que se expande ao congelar

Superfície (P-v-T) Substância que se expande ao congelar 50
Superfície (P-v-T) Substância que se expande ao congelar 50

50

A Água se expande ao congelar

A Água se expande ao congelar O gelo flutua sobre a água (lagos, rios, oceanos, drinks

O gelo flutua sobre a água (lagos, rios, oceanos, drinks, etc.)

Se a água contraisse ao congelar, o gelo iria para o fundo trazendo sérios problemas para a vida aquática.

, etc.) Se a água contraisse ao congelar, o gelo iria para o fundo trazendo sérios
, etc.) Se a água contraisse ao congelar, o gelo iria para o fundo trazendo sérios

51

Pressão Atmosférica

O ar atmosférico é uma mistura de ar seco (umidade zero) e vapor

d´água. P

=

atm

Ar

atmosférico

P

a

Ar

seco

+

P

v

Vapor

d´água

é uma mistura de ar seco (umidade zero) e vapor d´água. P = atm Ar atmosférico

Umidade

Umidade – É o termo utilizado para se referir à presença de vapor d´água no ar (na atmosfera). Ar Seco – Não contém umidade.

no ar (na atmosfera). Ar Seco – Não contém umidade. Ar saturado – contem a máxima

Ar saturado – contem a máxima

quantidade possível umidade (vapor d´água) sem condensação.

Essa máxima quantidade depende da temperatura. Maior temperatura – maior quantidade.

Umidade

Umidade – É o termo utilizado para se referir à presença de vapor d´água no ar (na atmosfera). Ar Seco – Não contém umidade.

no ar (na atmosfera). Ar Seco – Não contém umidade. Ar saturado – contem a máxima

Ar saturado – contem a máxima

quantidade possível umidade (vapor d´água) sem condensação.

Essa máxima quantidade depende da temperatura. Maior temperatura – maior quantidade.

Ponto de Orvalho

Orvalho (dew) – filme (ou gotículas) de água condensada sobre superfícies. Geralmente ocorre em noites frias após dias quentes.

Geralmente ocorre em noites frias após dias quentes. A quantidade de vapor d´água no ar depende

A quantidade de vapor d´água no ar depende da temperatura. Maior temperatura (durante o dia) maior a quantidade de vapor d´água que o ar pode conter.

Umidade Relativa

Umidade Relativa É uma espécie de índice de saturação do ar. Ar seco : Ar saturado

É uma espécie de índice de saturação do ar.

Ar seco :

Ar saturado :

Faixa de conforto térmico

P

=

v

P

Φ = 0% Φ = 100%

, Φ = 40% - 60%

sat @T

Ar Saturado

Ar Saturado Ar saturado – a quantidade de líquido que evapora é igual a quantidade de

Ar saturado – a quantidade de líquido que evapora é igual a quantidade de vapor que condensa. A secagem natural não ocorre quando o ar está saturado (Ф =100%). Quanto mais baixa a umidade relativa, mais rápida é a secagem.

Ebulição e Evaporação

Ebulição – processo rápido de vaporização com formação de bolhas de vapor.

Evaporação (difusão a partir de concentração alta para baixa concentração). Ocorre naturalmente quando a umidade relativa é menor que 100% (o ar não está saturado).

para baixa concentração). Ocorre naturalmente quando a umidade relativa é menor que 100% (o ar não

Exercícios

Ex.1. Calcule

Exercícios Ex.1. Calcule 59

Exercícios – Lista N o 3

Exercícios 4.1, 4.2, 4.3, 4.8, 4.15, 4.25 (pág. 87 a 91).

REFERÊNCIA BÁSICA:

4.3, 4.8, 4.15, 4.25 (pág. 87 a 91). REFERÊNCIA BÁSICA : 1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H.

1) MORAN, M.J; SHAPIRO, N.H. ; MUNSON, B.R.; DEWITT, D.P. Introdução a engenharia de sistemas térmicos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2005.

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios – Lista N o 2 Ex. 3.1 A massa de um carro é 1200 kg.

Ex. 3.1 A massa de um carro é 1200 kg. Qual é a sua energia cinética, em kJ, em relação à estrada qdo ele viaja a uma velocidade de 50 km/h? Se o carro acelerar para 100 km/h, qual a variação na energia cinética, em kJ?

viaja a uma velocidade de 50 km/h? Se o carro acelerar para 100 km/h, qual a

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios – Lista N o 2 Ex. 3.4 A massa de um carro é 1200 kg.

Ex. 3.4 A massa de um carro é 1200 kg. Qual é a sua energia cinética, em kJ, em relação à estrada qdo ele viaja a uma velocidade de 50 km/h? Se o carro acelerar para 100 km/h, qual a variação na energia cinética, em kJ?

viaja a uma velocidade de 50 km/h? Se o carro acelerar para 100 km/h, qual a

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios – Lista N o 2 Ex. 3.14 Meio quilo de um gás contido numa montagem

Ex. 3.14 Meio quilo de um gás contido numa montagem pistão-cilindro está submetido a um processo a pressão constante de 4 bar iniciando em v 1 = 0,03m 3 /g. Para o gás como um sistema, o trabalho é – 84 kJ. Calcular o volume final do gás, em m 3 .

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios – Lista N o 2 ft 3 . A Ex. 3.15 Ar é comprimido em

ft 3 . A

Ex. 3.15 Ar é comprimido em um conjunto pistão-cilindro a

partir de um estado inicial onde P 1 = 30 lbf/in 2 e V 1 = 25

relação entre pressão e volume durante o processo é dada por:

PV 1,4 = cte. Para o ar como sistema, o trabalho é – 62 Btu. Determine o volume final (ft 3 ) e a pressão final (lbf/in 2 ).

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios – Lista N o 2 Ex. 3.17 Gás dióxido de carbono em um conjunto pistão-

Ex. 3.17 Gás dióxido de carbono em um conjunto pistão- cilindro se expande de um estado inicial onde P 1 = 60 lbf/in 2 e V 1 = 1,78 ft 3 para uma pressão final de P 2 = 20 lbf/in 2 . A relação entre pressão e volume durante o processo é dada por:

PV 1,3 = cte. Para o gás, calcule o trabalho realizado em ft.lbf. Converta sua resposta para Btu.

Exercícios – Lista N o 2

Exercícios – Lista N o 2 Ex. 3.18 Um gás se expande de um estado inicial

Ex. 3.18 Um gás se expande de um estado inicial onde P 1 = 500 kPa e V 1 = 0,1 m 3 para um estado final de P 2 = 100 kPa. A relação entre pressão e volume durante o processo é dada por: PV = cte. Esboce o processo em um diagrama PxV e calcule o trabalho realizado em kJ.

Termodinânica

Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras – Energia Interna e Entalpia

Termodinânica Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras – Energia Interna e Entalpia
Termodinânica Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras – Energia Interna e Entalpia
Propriedades Termodinâmicas das Substâncias Puras – Energia Interna e Entalpia Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Prof. M.Sc. Sílvio Diniz

Avaliando a Energia Interna Específica e a Entalpia

Avaliando a Energia Interna Específica e a Entalpia Já visto que o trabalho de expansão de

Já visto que o trabalho de expansão de um gás é δW = p dV #1.1, onde p é a pressão e V o volume.

Se o

rocesso ocorre sob

2

ressão

p constante, W = 1 dV = p (V 2 − V 1 )

p p dV = p ∫ 1

2

#1.2.

Aplicando a 1ª lei a esse processo, ∆U=U 2 −U 1 =Q−W=Q−p(V 2 −V 1 )

#1.3

2

Avaliando a Energia Interna Específica e a Entalpia

Pode-se reagrupar para:

Interna Específica e a Entalpia Pode-se reagrupar para: Q = U 2 + p V 2

Q = U 2 + p V 2 − U 1 − p V 1 = (U 2 + p

V 2 ) − (U 1 + p V 1 )

#1.4#.

. A grandeza U + p V é denominada entalpia da massa gasosa. É usual// representada pela letra H. Portanto, H = U + p V #B.1#. Logo, Q = H 2 − H 1 = H (a P cte)

Q = (U +

V)

− (U +

V)

#A 1#

p

2

p

1

.

3

Avaliando a Energia Interna Específica e a Entalpia

Avaliando a Energia Interna Específica e a Entalpia Para processos genéricos, é preciso usar diferenciais: dH

Para processos genéricos, é preciso usar diferenciais:

dH = dU +d(p V)= dU + p dV + V dp. Mas dU = δQ − δW conforme 1ª lei . dH=δQ−δW+pdV +V dp #E.1#. Considerando a igualdade já vista δW = p dV, a simplificação resulta em:dH = δQ + V dp #E.2#.

Calor específico Para aumentar de dt a temperatura de uma massa m de uma dada

Calor específico Para aumentar de dt a temperatura de uma massa m de uma dada substância, a exp. mostra que a quant. de calor necessária δQ é proporcional à massa e à diferença de temperatura:

δQ = c m dt

O coeficiente de proporcionalidade c é chamado calor específico da substância.

#A.1#.

5

Calor específico Unidade de c no SI:

Calor específico Unidade de c no SI: J / (kg ºC) ou J / (kg K)

J / (kg ºC) ou J / (kg K) Lembrar que interva os de T em C e em K são idênticos. Dados em unidades obsoletas - cal / (g ºC) ou kcal / (kg ºC) - certamente ainda podem ser encontrados.

l

º

6

Calor específico O calor específico varia com a temperatura e, portanto, a igualdade Q =

Calor específico O calor específico varia com a temperatura e, portanto, a igualdade Q = c m ∆t #B.1# só dá resultados aproximados p/ pequenos intervalos. Pela definição já vista de caloria, para água a 15ºC,

c = 1 cal /(g ºC) = 4,1840 J / (g ºC).

Calor específico Em cálculos + exatos deve-se considerar a variação do c com a T.

Calor específico Em cálculos + exatos deve-se considerar a variação do c com a T.

Desde q as tabelas normal// indicam os valores médios de zero até certas temperaturas, pode-se deduzir a fórmula seguinte:

Q = m ∫ t1

c dt = m ( ∫ 0

c dt −

t2

t2

0

t1

c dt ).

Calor específico a volume constante c v

u