Causas de aborto em vacas leiteiras

:

1)Brucelose –

uma zoonose das mais prevalentes do mundo todo.A contaminação ocorre pela

ingestão de pastagens, alimentos e águas infectadas pela bactéria, mas também pelo contato direto com o animal infectado (ou com os produtos do aborto) ou sêmen. As brucelas penetram no organismo dos mamíferos pelas mucosas do trato digestório, genital ou nasal, e conjuntiva ocular. Patogenia - Nas vacas prenhas, a B. abortus prejudica a circulação materno-fetal e compromete a respiração e a alimentação do feto, que pode morrer. Se chegar ao ambiente uterino, a bactéria desencadeia uma reação inflamatória que, nos casos mais agudos, acaba provocando o abortamento no terço final da gestação. “Quando a brucela acomete uma população suscetível, com baixa imunidade, a maioria das fêmeas enfermas aborta”, Se não descartadas, as fêmeas podem transmitir novamente a bactéria a um novo embrião. Na prenhez subseqüente, a bactéria reinvade o útero, mas a proporção de abortamentos decresce em 20% a 25% e raramente ocorre na terceira prenhez, relata a pesquisadora. “Passada a fase aguda, sobrevêm a crônica, quando apenas os animais suscetíveis introduzidos no rebanho ou novilhas de primeira cria abortam”. Cerca de duas semanas após a expulsão do feto, quando o útero entra em repouso, a bactéria migra para outros órgãos ativos como a glândula mamária e os linfonodos supramamários, podendo ocasionar mastite crônica sem lesões aparentes ou mudanças das características do leite. O leite não poder ser usado para consumo humano ou para alimentação animal, pois a eliminação da bactéria é intermitente e persiste por meses. “O quadro pode evoluir para endometrite crônica e tornar o animal infértill ou estéril”. A disseminação da brucelose no rebanho é rápida e, o pior, não há cura para esse mal. Os animais infectados devem ser descartados, mesmo que assintomáticos. Ao detectar animais positivos nos testes para brucelose, o produtor deve providenciar o imediato afastamento da produção e isolamento dos outros animais. No prazo máximo de 30 dias, a contar da data da realização dos exames, esses animais deverão ser encaminhados ao abate

medidas preventivas: adquirir animais livres de infeccções, com exames diagnósticos prévios; utilizar sêmen livre de agentes infecciosos; impedir a movimentação de animais infectados na propriedade e vacinar o gado de acordo com os programas sanitários oficiais. Completando, os alimentos e a água do
rebanho precisam estar protegidos das fezes de animais silvestres, roedores e carnívoros, controle de roedores e vetores. “Todas as pessoas envolvidas na atividade devem estar devidamente treinadas e conscientes da importância dessas medidas’, As medidas de controle devem ser realizadas em função das necessidades do rebanho e do perfil do sistema de produção, e definidas com base na avaliação clínica dos animais enfermos, em dados epidemiológicos, de índices reprodutivos do rebanho e de exame laboratoriais. Outras medidas são a destruição, por incineração, de restos de animais contaminados e de fetos abortados ou qualquer outro processo que garanta a eliminação do agente infeccioso e impeça a propagação da infecção.

LEPTOSPIROSE:

Presença de roedores, animais silvestres e domésticos contaminados

pela bactéria Leptospira e períodos de chuvas fortes, com inundações, compõem a dobradinha responsável pela propagação da leptospirose, “Normalmente, a interrupção da gestação é mais freqüente em infecções contraídas durante o terço final, quando a ligação materno-fetal é mais frágil”, Caso não ocorra o aborto, podem nascer animais fracos e congenitamente infectados. Durante a gestação, as leptospiras podem permanecer no útero das vacas por até 142 dias e são eliminadas nas descargas uterinas pós-parto. A expulsão do feto ocorre entre 24 a 48 horas após a infecção. “O abortamento ocorre como sequela de infecção sistêmica.

material cirúrgico e luvas de palpação contaminados. “A determinação das taxas de infecção de animais e. em rebanhos mal alimentados e com manejo deficiente. ensina a pesquisadora. caracteriza-se pela manifestação de rinotraqueíte. é baixa. que também provocam aborto em vacas leiteiras. a infecção pode ser fatal. em raras ocasiões. com agulhas. mas a sua aplicação não é obrigatória. diretas e indiretas. são bens comuns no País. Portanto. Diarréia e problemas respiratórios são sintomas freqüentes nas infecções pelo BVD. porém. lambedura entre mãe e filho e de animais em estro) e até pelo ar. tratamento de animais doentes com antibióticos. “Embora normalmente não passem dos dois anos de idade e morram em conseqüência da infecção. mas não manifestar sinais clínicos evidentes das doenças. em curtas distâncias. uma vez infectado. inflamação com pústulas da vagina e da vulva.Na maioria das vezes. “Deficiência reprodutiva dos plantéis. dos olhos e dos genitais são as principais vias de eliminação dos vírus de BVD e IBR. é sempre bom acompanhar de perto a performance reprodutiva dos animais para detectar a tempo possíveis anormalidades. abortamentos. apesar da aparência saudável. No entanto. Animais com boa imunidade. Outros problemas são o comprometimento no crescimento do animal. o animal produz anticorpos contra o vírus e se torna protegido contra novas infecções por longo período. mas a disseminação da bactéria ocorre principalmente pela urina de animais doentes ou portadores assintomáticos. conjuntivite. No caso da IBR. mas o diagnóstico apenas pelos sinais e sintomas não é conclusivo. causada pelo herpesvírus bovino tipo 1 (BoHV-1). principalmente em bovinos de seis a 18 meses de idade. os abortos ocorrem porque os vírus presentes na corrente sanguínea materna podem atravessar a placenta e infectar o embrião ou feto que ainda não está com o sistema imunológico totalmente desenvolvido. Mas. . natimortos e infertilidade constituem os únicos e expressivos sinais da leptospirose no rebanho. 100% do plantel pode desenvolver os sintomas. Por isso a maioria das infecções é inaparente ou moderada”. em animais jovens ou com baixa imunidade. em torno de 1% e. “No entanto. no entanto. será portador do vírus por toda vida e pode voltar a manifestar os sintomas quando estiver com baixa imunidade” Secreções respiratórias. manejo sanitário de rebanhos e fatores ambientais e climáticos podem levar à suspeita de leptospirose. diminui-se a prevalência da infecção por sorovares presentes na população e o grau de associação ecológica das leptospiras mantidas por animais BVD e IBR: incidência é elevada . abortamento e infecção generalizada em neonatos. presença de roedores. Há vacinas específicas para os dois tipos de viroses. atinge 10%. A incidência de abortamento e de morte. os bezerros podem nascer infectados. havendo a necessidade de confirmação de exames laboratoriais” Há diversas espécies de Leptospira. As vias de transmissão são o contato direto entre as mucosas dos animais (cópula. sujeitos a situações de stress. de categorias de animais susceptíveis possibilita a adoção estratégica de condutas de controle e profilaxia com o objetivo de aumentar a eficiência reprodutiva”. sobretudo de novilhas que ainda não entraram na fase reprodutiva. “Com isso. redução da eficiência reprodutiva tanto de machos como de fêmeas e menor produção leiteira. entre outros sintomas. esses animais devem ser identificados e descartados” Já a IBR. o animal. os distúrbios reprodutivos são os que provocam maiores conseqüências. “Nessas condições. ou indireto. vacinação preventiva (não obrigatória por lei). tornando-se os principais responsáveis pela manutenção e transmissão do vírus no rebanho. nos índices de produção” Caso não ocorra. a viremia (presença do vírus na corrente sanguínea) por BVD é passageira. “Esse vírus está altamente adaptado aos bovinos. principalmente. podem contrair os vírus. controle dos roedores nas propriedades e eliminação de excesso de água do ambiente.Os agentes causadores da diarréia viral bovina (BVD) e da rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR). pelo contato com os fetos abortados e a placenta.

Austrália. É . grandes avanços poderão ser feitos no campo da prevenção e controle da doença. constitui uma das mais novas causas de aborto e problemas congênitos em bovinos.“Essa estratégia deve ser estabelecida por um técnico especializado. ocorre após o quarto mês de gestação. sendo chamada de forma generalizada Neospora sp. posteriormente. Os abortos causados pela Neospora sp. A neosporose já é a causa mais comum de aborto em várias fazendas em todo o mundo. Nova Zelândia. qualquer afirmativa feita neste sentido ainda é uma especulação. México. alguns trabalhos já citam a Neospora caninum como a espécie determinante de abortos em bovinos. A espécie que determina os problemas reprodutivos em bovinos ainda não foi determinada. Patogenia Até o momento. Israel. ocasionando abortos em bovinos em diversos países. Desde 1987. Canadá.5%) foi diagnosticada a doença. tais como cachorros e gatos. sendo mais comum em gado de leite confinado. suspeita-se que haja a ingestão do oocisto advindo das fezes de cães ou gatos contaminados. a única rota confirmada de sua patogenia é via transplacentária. Suspeita-se que o armazenamento dos ingredientes da dieta na forma de baias abertas propicia a contaminação do alimento devido à facilidade de animais. Inglaterra. Como a vaca pode ter sido contaminada. em 113 (42. Aspectos Clínicos A grande maioria dos abortos causados pela Neospora sp. A pesquisa tenta identificar qual seria o hospedeiro definitivo deste parasita e. defecarem próximo ao alimento. estão distribuídos durante todo o ano. África do Sul. fetos mumificados também podem estar associados com a ocorrência deste parasita. Além de aborto. ainda não foi determinado ao certo. entretanto. todos os fetos abortados recolhidos de 26 fazendas da Califórnia (EUA) foram submetidos ao diagnóstico de neosporose. A vaca infectada contamina o feto através da placenta. A doença ocorre em gado de corte e leite. Durante um ano. entre outros. mas a incidência aumenta na época das chuvas. baseado no estudo individualizado de cada rebanho e no risco que a doença apresenta. Muitos bezerros filhos de vacas infectadas podem nascer clinicamente normais mas. podem apresentar anormalidades neurológicas congênitas. De um total de 266 fetos. A análise do custo X benefício deve ser uma constante na adoção de qualquer medida” O protozoário Neospora sp. quando este hospedeiro for determinado. tem sido diagnosticado a ocorrência da Neospora sp. Entretanto. Japão. Infelizmente. tais como USA.

Além disso. principalmente cachorros. Até o momento.5%). Os animais infectados que nascem. ocorrer a morte de neonatos devido a problemas cardíacos pois a Neospora sp. no caso de aborto. mas outros fatores também podem estar envolvidos. é enviar para o laboratório. esta decisão é muito complexa.Alterações genéticas: não são freqüentemente diagnosticadas.6%) e especificidade (96. já que animais que apresentaram abortos por Neospora podem ter outros abortos ou parirem animais com defeitos congênitos. Os agentes infecciosos são provavelmente a causa mais comum de abortamento bovino. como a compra de novilhas para reposição é muito comum. não há testes para serem realizados diretamente no leite. As . A recomendação tem sido o abate. com os ingredientes da dieta dos bovinos e com cochos d'água. crescem normais e tornam-se novilhas. Para isto devese coletar amostras de sangue das vacas cerca de 2 meses após o parto. causa lesões no miocárdio. Por fim. Sabe-se apenas da contaminação vertical (mãe/feto). a existência de animais domésticos juntamente com rebanhos leiteiros pode ser uma causa de aborto nas fazendas. Este teste é rápido. e geralmente ocorrem devido a problemas individuais das vacas e não problema do rebanho.possível. Entretanto. Outra alternativa para a confirmação de uma suspeita de Neospora sp. . uma vez que ainda não há preocupação crescente neste sentido. Uma recomendação prudente é eliminar fetos abortados e placentas do ambiente. possibilitando assim uma maior segurança no programa de reposição. alta sensibilidade (88. tem menor custo que os demais. mantêm a doença no rebanho. Diagnóstico O teste de ELISA (Mastazym tem sido utilizado como rotina para diagnosticar a Neospora sp. Nos EUA. a tendência é haver no futuro um certificado de Rebanho Livre de Neospora. os quais podem ser fontes de infecção para o hospedeiro da doença. ainda. Além de diagnosticar abortos. e são potenciais candidatos a abortos . o feto e a placenta. deve-se evitar o contato de pequenos animais. este teste tem sido usado para estimar a soroprevalência de rebanhos. sempre que possível. Exames histológicos irão identificar lesões no cérebro e coração. uma vez que não foi comprovado que um animal acometido contamine os demais do rebanho. Controle e prevenção Até o momento não há método de tratamento ou prevenção para esta doença.

A infecção normalmente resulta em abortamentos que acontecem durante o terço médio e final da gestação. provavelmente devido à imaturidade do seu sistema imune. pois são frequentemente encontradas na alimentação das vacas leiteiras. Infecções bacterianas secundárias normalmente ocorrem concomitantemente.campilobacteriose (vibriose) é uma doença venérea que acomete bovino.geralmente esses agentes causam problema quando são introduzidos em rebanhos livres.Agentes tóxicos: são várias as substâncias tóxicas que podem causar abortamento. Bacillus. e é causada pela bactéria do gênero Campylobacter. Agentes de doenças venéreas bovina Campilobacteriose (Vibriose) . mas também são raras.Estresse térmico: pode afetar o desempenho reprodutivo do rabinho leiteiro. Streptococcus spp. Micoses .As infecções micóticas (fungos) também podem causar abortamento em bovinos. Ureaplasm diversum e Mycoplasma bovigenitalium . . só sobrevivendo . pois são encontrados comumente em animais sadios. . O principal microrganismo causador de infecção é o Aspergillus fumigatusresponsável por 80% dos abortamentos micóticos bovinos. Bactérias que podem causar abortamento Actinomyces pyogenes. A placenta normalmente é retida e permanece firmemente fixada. porém o feto parece ser mais sensível.anormalidades genéticas podem não causar alterações na aparência do feto. e outras bactérias encontradas comumente no ambiente podem causar abortos em vacas de leite. O resultado do crescimento bacteriano é a morte do feto e sua expulsão (abortamento). Alguns tipos de alterações genéticas causam alterações visíveis no feto. freqüentemente próximo ao termo. É difícil determinar se esses agentes estão relacionados com abortamentos. Mas existem algumas evidencias de que um aumento repentino da temperatura ambiente pode causar abortamentos. dentre elas as micotoxinas (toxinas produzidas por fungos) são bastante comuns. como em vacas que apresentam abortamento devido à alta temperatura corporal (febre) resultante de infecções. Esses microrganismos geralmente atingem o feto e a placenta pelo sistema circulatório. embora eles possam ocorrer já no segundo mês de gestação. geralmente comprometendo a concepção ao invés de causar abortos. Este microrganismo é um patógeno de flora normal da genitália bovina. A bactéria pode não causar doença na mãe. mas podem resultar em abortamento devido à incapacidade do feto geneticamente alterado se desenvolver.

A campilobacteriose não tem efeito clínico direto em touros. É enfermidade que acomete animais jovens e adultos.NutriçãoAnimal . Nas fêmeas.MEDICAMENTOS * Acetilcolina * Analgésicos fortes * Arecolina * Carrapaticidas * Clucocorticoides * Corticosteróides * Erfotamina * Estrógenos * Grandes infusões intravenosa nos últimos meses de gestação .neste ambiente. eles não mostram nenhum sinal clínico. portanto.MEDICAMENTOS L_27/03/13 ISOPHÓS.Artigos . Embora os touros sejam os portadores da doença. os abortamentos precoces (primeiro 60 dias) e quadros de piometras (infecções uterinas) são os sintomas clínicos mais comuns.Abortoemvacas Leiteiras . é uma doença venérea bovina causada por um protozoário denominado Tritrichomonas foetus. mas não é classificada como uma doença de notificação obrigatória.isophos. É menos comum em locais que usam IA e mais comum onde se usa ainda a monta natural. PRODUTOS QUE PODEM CAUSAR ABORTO 1 .br/html/modules/news/article. a infertilidade. Outros sintomas como diminuição na taxa de concepção e cios irregulares também é relatada.Notícias www. passar despercebida.A tricomoníase. A morte embrionária precoce pode ser maior do que 5%. Na maioria dos casos de abortamento a causa não é determinada. É difícil de ser diagnosticada e eliminada de um rebanho. É enfermidade cosmopolita. o que dificulta o cálculo das taxas de incidência e prevalência. embora as vacas mais velhas apresentem maior resistência por já terem tido contato e desenvolvido imunidade com duração variada. como é freqüentemente chamada.com. Tricomoníase . Os quadros de abortamentos são raros. Esta enfermidade recebeu atenção especial nos últimos anos.php?storyid=89 2/3 1 . Normalmente. Não existe nenhuma sintomatologia clínica típica da infecção. até que as primeiras falhas reprodutivas ocorram. pois tem ocorrido em regiões livres. a queixa principal do proprietário é a de que as vacas ou novilhas estão retornando ao cio depois de cobertas ou inseminadas. A tricomoníase não causa nenhum sinal clínico alarmante podendo.

Ateleia glazioviana 3.OUTROS PRODUTOS * Ácido prússico do sorgo * Aflatoxinas .fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus * Alimento atacado pôr fungos ou estragado * Cevada fermentada (azeda) * Consumo exagerado de leguminosas * Ergotismo . Anil . as Salmonelas. pôr exemplo. dores e coligas causam o aborto. Alguns dos sintomas acima podem.Indigofera suffruticosa * Jaborandi.* Oxitocina * Pilocarpina * Prostaglandina * Purgantes salinos (sulfato de sódio. Maria Preta.fungo Claviceps purpurea * Nitratos e Nitritos * Silagem estragada * Trevos muito passados. sulfato de magnésio) * Sulfato de atropina * Vermífugos 2 . Cinamomo Bravo . ABORTOS INFECIOSOS Como microorganismos que causam aborto nos bovinos podemos citar. Muitos destes microorganismos atacam os bovinos quando os estábulos não . também.PLANTAS * Anileira. Na prática elas aparecem junto com os sintomas de diarréia. queimados pôr geada ou fermentados * Uréia mal dosada * Veneno de cobra (principalmente cascavel) Existem outras causas que levam ao aborto e não são infeciosas como pôr exemplo grande perda de sangue e dispepsia (má digestão) que através das diarréias.Ricinus communis * Timbó. ser o anúncio de uma infeção.Pilocarpus pinnatifolius * Mamona. Rícino . Cutia .

também em outros países. Outras causas de aborto. A causa de aborto mais atual é um vírus que se chama VÍRUS DA DIARRÉIA BOVINA (VDB) ou seja em bom português o vírus causador da diarréia. Esta doença que tem como agente o bacilo Neospora caninum. mesmo quando o aborto ocorrer antes do 3º mês de gravides. A neosporose está ocorrendo. como a brucelose diminuíram de importância nos últimos anos. Na 2º metade da gravides podem ocorrer Micoses. A Listeriose aparece mais no outono/inverno quando silagem estragada é fornecida as vacas. Outro meio de contaminação são as camas de palhas mofadas e contaminadas pôr fungos. que se criam em fenos e palhas mofadas. Existem. também pode ocorrer através do ar ou de alimentos estragados. A principal ação contra este vírus é a seleção de animais isentos. atualmente. Provocam as micoses os fungos Aspergillus ou o fermento Candida. As silagens estragadas.são mantidos com uma boa higiene. A origem e o contaminador desta infeção são desconhecidos. com um ph superior a 5 podem causar aborto nas vacas entre o 4º e 7º mes de gestação. Nestes casos suspeita-se que a infeção foi causada pôr uma Listeriose. Outras importantes causas de aborto são a Rinotraqueite Infeciosa Bovina – Vulvovaginite Granular (IBR – IPV) e o Aborto Bovino Epidêmico (Chlamydien) assim como a Coxiella burnetii. Os sinais a seguir podem ser um indicativo de existência de VDB no rebanho: * Aumento de vacas em anestro * Indicação de vírus no feto e na vaca-mãe * Existência de anticorpos no rebanho * Nascimento de terneiras muito fracas ou deformadas A segunda causa de aborto mais atual é a NEOSPOROSE. sendo que os dois últimos bacilos podem inclusive contaminar as pessoas. No oeste dos Estados Unidos foi diagnosticado neosporose em 28% dos fetos. A Leptospirose causa aborto em 20 a 40% das vacas quando a infeção se processa no último trimestre da gestação Neste caso a solução do problema é a . pode como o próprio nome diz atacar os cachorros. Em propriedades onde está ocorrendo casos de aborto deve-se mandar examinar os fetos contra neosporose. indicações que dão o VDB como a principal causa de aborto em bovinos. A infeção.

Desde então. descobriu-se que os cães são os hospedeiros definitivos de Neospora. pois os resultados são insatisfatórios e antieconômicos. Neospora tem sido descrito como uma das principais doenças relacionadas ao aborto bovino em grande parte do mundo. um parasita protozoário semelhante ao Toxoplasma gondii foi descrito pela primeira vez e nomeado Neospora caninum. o primeiro relato de neosporose bovina ocorreu em 1999. O desempenho reprodutivo das fêmeas pode sugerir a presença da enfermidade. os bovinos podem adquirir a infecção e tornarem-se portadores assintomáticos do protozoário durante a vida inteira. Uma vez ingerindo ração contaminada com o parasita. . a fim de que se criem medidas efetivas de manejo que minimizem os efeitos desta infecção em bovinos. Noeopora: Em meados de 1988. comportamento da infecção. no estado de São Paulo Como a neosporose é uma doença recentemente descoberta. pode nascer viável. dando negativo procurar nas causas não infeciosas. aborto entre o 4° e o 7° mês de gestação. quando o protozoário foi identificado em um feto abortado. mas inflamações no trato genital feminino podendo levar até a infertilidade. porém estar infectado sem sintomas. este protozoário foi considerado a principal causa de aborto em bovinos leiteiros no estado da Califórnia. Três anos após sua descoberta. inicialmente. Além de infectarem-se através da ingestão de oocistos presentes no ambiente. Somente dez anos após a descrição da doença. servindo como reservatório da infecção. podem eliminar o parasita (na forma de oocistos) pelas fezes. sendo também uma doença venérea. venerealis. após ingerirem carcaças bovinas infectadas com Neospora. por sua vez. CAMPILOBACTERIOSE Enfermidade assim denominada por ser causada por espécies do gênero Campilobacter fetus subesp. tratamento e vacinas ainda estão sendo investigados e muito estudo ainda precisa ser realizado.identificação dos sorotipos presentes e o uso de imunógenos específicos. exclusivamente de bovinos que não causa nenhum mal aos machos. os bovinos podem adquirir neosporose via transplacentária (mãe-filho) e se o feto sobreviver a infecção intrauterina. Em todos os casos deve-se. EUA. medidas de controle e prevenção. endometrite. Fetos abortados para serem remetidos para exame não devem ser congelados mas sim resfriados. A vacinação sistemática reduz a freqüência do problema. passando por baixa taxa de natalidade. proveniente de uma propriedade leiteira com histórico de aborto. No Brasil. quando podem ser tratados com estreptomicina. Os canídeos. A principal medida é o uso de Inseminação Artificial como tratamento de eleição. procurar a causa do aborto nos agentes infeciosos. O tratamento em bovinos é desaconselhável. salvo em condições especiais. sendo que os sinais clínicos se assemelham à tricomonose e de outras doenças infecciosas do aparelho genital.

É inviável descartar todos os animais soropositivos de uma propriedade com alta soroprevalência. A vaca que aborta não demonstra outras anormalidades. para que se verifique a situação e se avalie o impacto da neosporose no rebanho. afetando o bem estar animal) e doenças concomitantes como. o primeiro passo é certificar-se da presença da doença dentro da propriedade. chances de infecção concomitante. através da ingestão de oocistos liberados pelos cães. Abortos causados por Neospora também podem ser decorrentes da reativação da infecção em animais cronicamente infectados. estando aparentemente saudável. provavelmente devido a uma falha do sistema imune. podem aumentar ainda mais as chances de aborto. Isto dependerá muito da forma de infecção e manejo empregado em cada propriedade. as chances de uma vaca soropositiva transmitir a infecção para o feto variam entre 45-90%. Aborto. ou seja. nem toda a propriedade que apresente vacas soropositivas em diferentes níveis de prevalência apresentarão sérios problemas de aborto. Mumificação fetal. por exemplo. problemas de manejo em geral (que variam de fazenda para fazenda. como mudanças bruscas de temperatura. Os efeitos causados pela infecção estão relacionados com as perdas reprodutivas. Há fortes indícios de que alguns animais soropositivos repitam o aborto. nascimentos de terneiros fracos com sinais neurológicos e indícios de mortalidade embrionária são outros possíveis sintomas da doença. Esta reativação provavelmente é decorrente de fatores estressantes. Toda a vaca soropositiva tem maiores chances de abortar que vacas soronegativas e vacas que já nasceram infectadas pela mãe. BVDV. têm maiores chances de repetir o aborto do que vacas que nascem infectadas sem histórico de aborto. micotoxinas na ração. Tipos de aborto Os abortos podem ocorrer de forma esporádica ou em surtos epidêmicos. grande parte das vacas prenhes principalmente entre quatro e seis meses poderão abortar. Desta maneira. As únicas formas de transmissão da doença são da mãe para o filho ou através dos cães. Medidas de controle Os exames sorológicos devem ser realizados para uma avaliação epidemiológica. embora ocorram em menor freqüência do que o aborto. As medidas de controle e prevenção devem ser tomadas principalmente após o conhecimento do verdadeiro impacto da neosporose dentro do rebanho. mais de um agente ao mesmo tempo. Portanto. Ao se infectarem pela primeira vez. Casos de aborto bovino causados por Leptospira sp. através de evidências sorológicas e diagnóstico realizado no maior número de fetos abortados possíveis. os surtos epidêmicos são decorrentes de uma infecção externa. o descarte de animais soropositivos com histórico de . e Neospora caninum já foram observados no estudo que vem sendo realizado na UFRGS. Normalmente. Como os agentes infecciosos que causam aborto estão amplamente difundidos no meio ambiente. fazendo com que um grande número de vacas se infectem. mudança de dieta ou dietas mal balanceadas. e que apresentam histórico de aborto.Transmissão da doença Aparentemente. medidas de controle baseado no descarte racional de animais podem ser tomadas. Em outras palavras. Por outro lado. principalmente entre o quarto e sexto mês de gestação é o principal sintoma clínico.

Causas do aborto É sempre bom esclarecer que o aborto bovino tem muitas causas. Devemos ter em mente que um monitoramento. . é possível detectar o agente Neospora caninum em material autolisado com bastante segurança por imunoístoquímica. é claro) também se constitui em uma importante arma preventiva. podendo transmitir a infecção. Ainda não há um tratamento efetivo contra a neosporose bovina. o tratamento de neospororose bovina não teria nenhum sentido prático e seria antieconômico. para diagnóstico de necropsia. temos de ter cuidado para não supervalorizar o aborto causado por Neospora.aborto baseado no resultado sorológico de apenas um animal da propriedade também não é uma medida racional. Há. há indícios de que as vacinas inativadas conferem algum efeito na prevenção da transmissão vertical (mãe-filha). Embora um feto abortado apresente problemas com autólise. Portanto. freqüentemente. pois. Porém. o feto abortado já estava morto há mais tempo no útero da vaca. É importante que os fetos abortados sejam enviados inteiros e quando for possível. Análise do feto Os abortos devem ser examinados para se saber qual a causa e poder tomar as providências necessárias. tanto por Neospora como por qualquer outro fator (infeccioso ou não) que possa prejudicar o desempenho reprodutivo do seu rebanho. também a placenta. Com relação à vacinação. Estudos utilizando drogas antiprotozoárias em terneiros infectados têm mostrado algum efeito relativo à diminuição da disseminação do parasito no animal. análise das perdas reprodutivas e diagnóstico são fundamentais para minimizar os impactos causados. Se possível. já que muitos animais soropositivos podem ter abortado por outras causas. Novamente. antes de ser expelido. também é de extrema importância no controle da neosporose. o diagnóstico de neosporose e diversas outras doenças infecciosas é bastante seguro em fetos abortados. uma avaliação geral da propriedade através de uma análise soroepidemiológica e histórico reprodutivo constitui-se na melhor maneira para iniciar-se um programa de controle e prevenção da doença. como é impossível prever o aborto. tente recolher a placenta após o parto. Procure manter os cães afastados dos bovinos e evite oferecer restos de carcaças de bovinos. por exemplo. ainda não se sabe sobre as vantagens econômicas de se utilizar vacinas inativadas contra Neospora. Compra de animais com pelo menos dois resultados negativos para Neospora caninum (entre outras doenças infecciosas. plantas tóxicas que causam aborto e são muito importantes em determinadas regiões do Brasil. Os cães podem infectar-se ao ingerirem carcaças de bovino e restos de placenta de animais infectados. e que nem todo o aborto é decorrente de uma causa infecciosa. porém seu resultado na prevenção do aborto é muito discutível. Manter o silo coberto e a ração dos bovinos fora do alcance dos cães. Pela nossa experiência. Portanto.

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