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Naor Lauro Pereira Sales Técnico em Mecânica – Habilitação Máquinas e Motores - Área Profissional

Naor Lauro Pereira Sales

Técnico em Mecânica – Habilitação Máquinas e Motores - Área Profissional Indústria

Três Lagoas/MS

2008

Naor Lauro Pereira Sales Técnico em Mecânica – Habilitação Máquinas e Motores - Área Profissional

Naor Lauro Pereira Sales

Técnico em Mecânica – Habilitação Máquinas e Motores - Área

Profissional Indústria

Trabalho de Conclusão de

Prática Profissional

apresentado ao Curso de

Técnico em Mecânica -

Habilitação Máquinas e

Motores: Área Profissional

Indústria como requisito para

a obtenção do grau de

Técnico em Mecânica.

SENAI

Formação Profissional

José Paulo Rímoli

Centro

de

Docente Orientador: Wellington Azambuja Guimarães

Três Lagoas/MS

2008

INDICE

Introdução

pg-04

Caracterização da Empresa

pg-05

Conceitos gerais

pg-06

Desenvolvimento histórico do eletrodo revestido

pg-08

Soldagem a arco com eletrodos revestidos

pg-08

Esquema simplificado do processo

.pg-08

Características principais do processo

.pg-09

Metal base, metal de adição, consumíveis

pg-09

Consumível – eletrodo revestido

pg-09

Alma do eletrodo revestido

pg-09

Revestimento e funções

pg-10

Tipos de revestimento

pg-11

Equipamento (fontes de energia)

pg-13

Classificação-eletrodos (revestimentos conforme a AWS)

pg-13

Esquema da classificação dos eletrodos

pg-14

Tabela de códigos de composição química

pg-15

A pratica profissional e as atividades desenvolvidas

pg-16

Considerações Finais

pg-18

Referencias Bibliográficas

pg-19

INTRODUÇÃO

A Prática Profissional tem como objetivo evidenciar a correta utilização dos conceitos práticos é teóricos ministrados durante o curso Técnico em Mecânica. O descritivo desta pratica foi realizado durante o acompanhamento na aplicação de processo de soldagens utilizadas para confeccionar esquadrias metálicas (empresa:

Serralheria Sales) Esta ação foi realizada entre 18:00 as 22:00 horas no período de 17/11/2008 a 05/12/08.

CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

A Serralheria Sales é uma empresa especializada na confecção

de esquadrias metálicas urbanas (portões, grades, portas, janelas, estruturas, etc), onde foi realizada a pratica profissional.

A oficina é equipada com um ferramental específico para sua

aplicação: um esmeril (munido de escova para desbaste metálico e escova rotativa para limpeza geral), uma furadeira de bancada industrial, uma policorte, duas esmerilhadeiras, duas máquinas de solda e vários instrumentos em paralelo propícios de trabalho com esquadrias como martelos, esquadros, réguas, punções, transferidores, etc.

Para que as informações sobre o TCC da aplicação do processo de soldagem na empresa Serralheria Sales fiquem mais claras, na página 16 estará sendo explicado um pouco mais da aplicação do processo de soldagem nessa Serralheria.

CONSEITOS GERAIS

Uma das primeiras coisas que aprendemos em um curso bem conceituado sobre soldas, é a influência de meios externos (atmosfera) na poça de fusão. Esse conceito é aplicado tanto no meio industrial quanto em esquadrias urbanas (Serralherias) que fazem a utilização de um material mais frágil e bem menos espesso. Materiais utilizados em serralheria são em geral aço carbono 1020, são mais maleáveis, porém requerem da necessidade do mesmo conceito de processos de soldagem do que qualquer outra aplicação. Essa pratica profissional focou a utilização de consumíveis com revestimento, baseando toda a pesquisa e estudo no mesmo. Uma série de reações químicas ocorre enquanto a solda acontece, e às vezes nem imaginamos isso, mas essas reações estão diretamente ligadas à qualidade da solda, por isso a necessidade de alguma proteção tanto na pôça de fusão quanto no resfriamento natural que deve ser o mais lento possível. Na extensão industrial, é comum algumas soldas pela complexidade e minuciosidade da aplicação terem que ser realizadas em câmaras para não se ter o contato com meios externos tais como ventos e frio, e permitindo um resfriamento mais lento. Mas na aplicação em esquadrias metálicas urbanas provenientes de matérias em geral de aço carbono 1020, se dá satisfeito o próprio revestimento do consumível. E é claro que para não se fazer presente alguma falha na solda, torna-se imprescindível não fazer uso de ações erradas como, por exemplo, um teste realizado:

- após uma solda realizada em um trilho guia para portão de correr, foi esfriado com água, claro que pelo material não ser tão expêsso e a solda não ser de grande porte, não ouve a ocorrência de trinca imediata da solda , porém foi bem notado q houve um enrijecimento localizado, tirando totalmente a finalidade do aço 1020 para essa aplicação que é a maleabilidade, e por conseqüência com os movimentos normais de um portão de correr, haverá o surgimento de uma trinca.

DESENVOLVIMENTO

REVESTIDO

HISTÓRICO

DO

ELETRODO

DESENVOLVIMENTO REVESTIDO HISTÓRICO DO ELETRODO Soldagem a arco com eletrodos revestidos: A soldagem com eletrodo

Soldagem a arco com eletrodos revestidos:

A soldagem com eletrodo revestido foi a maior responsável pela expansão da soldagem, por sua grande versatilidade e baixo custo também m relação a outros tipo de processos de soldagem.

Esquema simplificado do processo de soldagem a arco elétrico:

m relação a outros tipo de processos de soldagem. Esquema simplificado do processo de soldagem a

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Características principais do processo:

Esse processo de soldagem foi o primeiro a obter aceitação como método produtivo e de alta qualidade. Pode ser utilizado em praticamente todas as ligas ferrosas e

algumas não-ferrosas (aços ao carbono, baixa liga, resistentes à corrosão, altamente ligados, ferrosos fundidos, alumínio, cobre,

níquel,

Não é indicado para ligas com muito baixo ponto de fusão (Pb,

Sn) ou extremamente reativas (Zr, Ti).

)

Metal-base, metal de adição, consumíveis:

Os processos de soldagem consistem basicamente na fusão

localizada do material a ser soldado (metal-base) com ou sem deposição de algum outro material (metal de adição). Muitos processos além do metal de adição possuem outros elementos que são utilizados para permitir a correta execução da soldagem, sendo consumidos durante a operação (consumíveis)

Na soldagem a arco com eletrodos revestidos o único consumível

do processo é o próprio metal de adição o eletrodo revestido.

Consumível – eletrodo revestido:

O eletrodo revestido consiste basicamente de uma “alma”

metálica (vareta metálica sólida), recoberta por um revestimento

composto por uma mistura de compostos minerais e orgânicos aglomerados com um elemento aglutinador.

Alma do eletrodo revestido:

Quando se deseja depositar metal de solda com elementos de liga, pode-se utilizar eletrodo com alma de composição química semelhante ao metal-base, ou adicionar os elementos de liga através do revestimento (eletrodos sintéticos)

Eletrodos sintéticos: alma de aço efervescente (0,10 % C; 0,45 Mn; 0,01% Si; 0,03 % S; 0,02 % P). Solidifica com anel externo de ferrita com impurezas no localizadas no centro.

- facilidade de trefilação

- micro-porosidades auxiliam transferência

- baixos teores de Si e Al – maior estabilidade

Revestimento do eletrodo – funções:

Metalúrgicas

- Proteção do MS (gases e escória)

- Desoxidação da poça de fusão

- Transferência de elementos de liga

- Mínima transferência de hidrogênio

Controle do arco

- Ignição e re-ignição (baixo potencial de ionização)

- Estabilização do arco

- Regulagem de penetração

- Redução de salpico

Operação e manipulação (escória)

- Intervalo de fusão conveniente

- Viscosidade adequada

- Tensão interfacial com MS adequada

- Facilmente destacável

Tipos de revestimento – IB:

Índice de basicidade (IB): relação entre o somatório dos

e o somatório dos compostos

ácidos (SiO2, Al2O3,

Quanto maior o índice de basicidade, menor o nível de O2 no metal de solda;

compostos básicos (CaO, MgO,

)

)

presentes no revestimento;

- menor quantidade de inclusões;

- mais alta tenacidade à temperatura ambiente.

Tipos de revestimento:

Revestimento ácido Possui alto conteúdo de oxigênio, produzindo metal de solda (MS) de baixas propriedades mecânico/metalúrgicas.

- Alta penetração

- Escória abundante e de fácil remoção

- MS gerado é o mais suscetível (dentre todos ) a trincas de solidificação

Revestimento oxidante:

Constituído basicamente por óxido de Fe (hematita ou magnetita Possui grande espessura formando taça (soldagem por arraste) Baixas propriedades mecânico / metalúrgicas, principalmente tenacidade

Revestimento básico:

Produz MS com as melhores propriedades mecânico / metalúrgicas (principalmente tenacidade). Usado em situações de grandes solicitações

Escória fluída e facilmente destacável:

- MS altamente desoxidado e com baixo nível de inclusões

- Altamente higroscópicos (reciclagem a 400 º C por 2 horas antes do uso)

Revestimento celulósico:

Possui grande quantidade de elementos orgânicos (celulose)

Elevada produção de gases:

- Nível de H2 no metal de solda muito elevado restringindo aplicações

- Alta penetração

- Pequena quantidade de escória formada

- Não podem ser aquecidos a mais de 100 º C

Revestimento rutílico:

Possui grande quantidade de dióxido de titânio (rutilo) TiO2, elemento estabilizante do Eletrodo de uso geral

- Penetração média

- Propriedades mecânico / metalúrgicas intermediárias (entre básico e celulósico)

- Escória facilmente destacável

Equipamento

Fonte de Energia:

- Regulagem de corrente (CCEP, CCEN, CA)

- CCEP maior penetração

- CCEN maior taxa de deposição

- Proteção

- Radiação ultravioleta e infravermelha

- Roupas de materiais resistentes ao calor

- Elmos (filtros p/ cada intensidade de corrente

CLASSIFICAÇÃO CONFORME AWS

DOS

ELETRODOS

-

REVESTIDOS

Os eletrodos são classificados com base nas propriedades mecânicas e na composição química do metal depositado, no tipo de revestimento, posição de soldagem e tipo de corrente.

A classificação da AWS (American Welding Society) utiliza uma

série de números e letras que fornecem várias informações a respeito do eletrodo, conforme procedimento abaixo.

Para os eletrodos de aço carbono e aços de baixa liga, a classificação utiliza 4 ou 5 algarismos precedidos da letra E, onde

E significa eletrodo. Os primeiros dois (ou três) algarismos se

referem à tração mínima exigida e é dado em mil libras por polegada quadrada (ksi). O terceiro (ou quarto) algarismo se refere à posição de soldagem, e o próximo algarismo, que é o último para os eletrodos de aço carbono indica o tipo de revestimento, corrente e polaridade. Para os aços de baixa liga, a classificação AWS coloca após o último algarismo um hífen, seguido de um conjunto de letras e números, indicando classes de composição química, relativas aos diversos tipos de ligas.

CLASSIFICAÇÃO DOS ELETRODOS REVESTIDOS CONFORME AWS (esquema);

DOS ELETRODOS REVESTIDOS CONFORME AWS (esquema); POSIÇÕES DE SOLDAGEM (penúltimo algarismo): - Todas

POSIÇÕES DE SOLDAGEM (penúltimo algarismo):

-

Todas

-

Plana e horizontal

-

Plana

Como exemplo, pegamos a designação do eletrodo comumente

utilizado em uma serralheria; vamos ver o porquê ele é muito

usado em uma serralheria?

E 6013

E: eletrodo

60: resistência a tração em psi x 1000 (60x1000= 60000 psi)

1: todas as posições

3: plana

CÓDIGOS DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA (válido para aços

ligas):

Códigos

Significado

A1

Eletrodo de aço carbono-molibidênio (0.40-

0.65% Mo) B1 Eletrodo de aço cromo-molibidênio (0.40- 0.65% Cr e Mo) B2 Eletrodo de aço cromo-molibidênio (1.00- 1.50% Cr e 0.4-0.65 Mo) B2L Idem ao acima, com baixo teor de Carbono

(0.005%)

B3 Eletrodo de aço cromo-molibidênio (2.5% Cr e 1% Mo)

Eletrodo de aço cromo-molibidênio (2.25% Cr e

0.65 Mo, baixo

B4L

Carbono) B5 Eletrodo de aço cromo-molibidênio (0.6% Cr e 1.25% Mo,

traços V)

C1

Eletrodo de aço Níquel (2.00-2.75% Ni)

C2

Eletrodo de aço Níquel (3.00-3.75% Ni)

C3 Eletrodo de aço Níquel (1.10% Ni, Cr<0.15%,

Mo<0.35%,

V<0.05%)

D1 Eletrodo de aço manganês-molibidênio (1.75% Mn e 0.45%

D2

Mo) Eletrodo de aço manganês-molibidênio (2.00%

Mn e 0.45%

 

Mo)

G

Outros tipos de eletrodos de aço baixa liga

M

Especificações militares americanas

A Prática Profissional e as atividades desenvolvidas

Foi acompanhado a realização e aplicação de técnicas em processo de soldagem voltada a confecção de esquadria metálica urbana ( portões, grades e elaboração de artefados diversos (suportes, bases, arranjos, etc )), incluindo uma variedade de materiais a serem soldados (metalon na chapa 0,90mm, ferros redondos de pequeno calibre como ½”, cantoneiras ¾ x 1/8” e chapas 1 x 3/16” , o qual inclui um outro objetivo dessa pratica profissional: quebrar a idéia de que processos avançados e técnicas conceituadas na aplicação de solda são voltadas apenas para o seguimento industrial. O processo de soldagem no que se refere a esquadrias metálicas urbanas, se fazem tão necessárias da aplicação de técnicas quanto a aplicação industrial. Sendo acompanhadas as técnicas de soldagem nessa Serralheria, foi notado que em comparação com o seguimento industrial a aplicação de soldagem em esquadrias, apresenta certa dificuldade maior, devido às paredes dos materiais a serem soldados, são mais finas e oferecem uma atenção e cuidado maior do executante da solda para não haver destruição do material ao invés da fusão perfeita. E também foi observado que os mesmos cuidados com as questões de meio externo (corrente de ar, umidade), impactam diretamente na qualidade da solda tanto quanto em materiais de espessura considerável.

Aqui segue um exemplo de solda realizada na rotina de uma Serralheria, na junção de duas barras de metalon para confecção de um portão, é claro que já seguido todo o processo de escolha do consumível.

barras de metalon para confecção de um portão, é claro que já seguido todo o processo

Considerações Finais

Uma excelente aplicação dos conceitos técnicos de manutenção seja na própria indústria ou em seguimentos urbanos como uma serralheria, por exemplo, se faz necessário o uso do que se aprende em um curso de técnico em manutenção mecânica. O seguimento pode até mudar, mas, o princípio de tudo se localiza em um centro chamado “a base de tudo”, são efeitos que se aplicam a tudo e a todo o universo descoberto pelos humanos no intuito de crescimento e desenvolvimento, tudo se baseia em estrutura e acabamento, e com o conhecimento adquirido aqui, fazemos agora parte de um universo criador e mantenedor, temos a capacidade de elaborar, criar, projetar e identificar falhas para aprimoramentos

Referência Bibliográfica:

Essa pratica foi inteiramete baseada em conhecimentos adquiridos no dia-a-dia do curso em comparação à realidade da pratica num meio profissional não fazendo necessário o uso de literaturas especificas, visto que o conceito abordado eh claro. Outro objetivo de nao fazer uso de referências bibliográficas é exatamente a idéia de que com essa, seja mostrado que nem tudo no meio profissional seja industrial ou nao, têm explicações em literaturas, mostrando que o diploma nao é tudo, agora o progresso esta em nossas mãos, que inclusive foi outro conceito aplicado pelo curso: “aprender a aprender”.