Você está na página 1de 40

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes AULA DEMOSTRATIVA APRESENTAÇÃO Olá, amigo concurseiro! É

AULA DEMOSTRATIVA

APRESENTAÇÃO

Olá, amigo concurseiro!

É com imenso prazer que mais uma vez recebo o convite do CANAL DOS CONCURSOS para ministrar o Curso de Direito Administrativo para ingresso no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro/TRE-RJ.

Como você, um dia também fui concurseiro. Tenho noção do árduo caminho a ser trilhado, mas posso lhe garantir que todo o esforço valerá. Nesses anos de estudo, afirmo: SÓ NÃO PASSA EM CONCURSO PÚBLICO QUEM DESISTE ! Isso mesmo, tendo foco e determinação, a vaga é sua, só não vale desistir.

Não interessa se você é novo, velho, tem família, filhos, trabalha. Tendo foco e NÃO desistindo, você triunfará.

Veja o meu caso. Trabalhando como Agente de Polícia Federal, cargo que exerci durante 14 anos, casado, pai de duas crianças lindas (que pai coruja!), passei para Defensor Público Federal. Foi fácil? Óbvio que não. Mas tomando posse no cargo, você esquecerá de todo sacrifício, pode acreditar.

Não

fórmula

mágica.

Como

mencionado,

tenha

foco,

determinação e NUNCA desista. Acredite, a vaga será sua!

Bem, vamos ao curso.

O Edital do seu concurso acabou de sair, sendo que as provas foram marcadas para o dia 26/08/2012. O presente curso será composto de 06 aulas, incluindo esta aula demonstrativa, com o término estabelecido para o dia 23/07/2012. Assim o curso terminará, praticamente, um mês antes da sua prova, tempo suficiente para uma boa revisão.

As aulas serão divididas da seguinte forma:

AULA DEMO: Poderes administrativos.

AULA 01: Noções de organização administrativa e Administração direta e indireta, centralizada e descentralizada. (DIA 25/06).

AULA 02: Ato administrativo (DIA 02/07)

AULA 03: Agentes públicos (DIA: 09/07)

AULA 04: Controle e responsabilização da administração (DIA 16/07).

AULA 05: Licitação (DIA 23/07)

Após a parte teórica, traremos exercícios, todos da banca CESPE, responsável pela realização do presente certame, devidamente comentados, pertinentes ao tema abordado na aula.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Por fim, no final da aula, no tópico questões

Por fim, no final da aula, no tópico questões propostas, repetimos as questões sem o gabarito e sem comentário, para que você possa se testar. Caberá à você a escolha: tentar resolver primeiro as questões e depois ler os comentários ou começar pelas questões comentadas e depois tentar fazê-las sozinho.

Bem, feita a apresentação, mãos à obra !

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes AULA DEMONSTRATIVA I - BREVE NOÇÕES Antes de adentramos

AULA DEMONSTRATIVA

I - BREVE NOÇÕES

Antes de adentramos no tópico desta aula, traremos breves comentários sobre o Direito Administrativo para você se situar sobre o tema a ser estudado.

O primeiro aspecto a ser abordado é qual o conceito de Direito Administrativo. A doutrina tem se servido de diversos critérios para conceituar este ramo do Direito. Citaremos os critérios mais utilizados na tentativa de conceituar o Direito Administrativo.

- critério legalista o Direito Administrativo é o conjunto de LEIS administrativas que regulam a Administração Pública. Crítica ao critério legalista: ao privilegiar somente às leis, não considera os princípios e os conceitos produzidos pela doutrina e jurisprudência.

- critério do Poder Executivo o Direito Administrativo é o ramo do Direito

que regula os atos do Poder Executivo. Esse conceito não satisfaz, vez que os

Poderes Legislativo e Judiciário também editam atos administrativos disciplinados pelo Direito Administrativo.

- critério da relação jurídica o Direito Administrativo é o conjunto de normas

que regula as relações entre Administração e administrados. Esse critério não é útil para a definição de Direito Administrativo, porque as relações entre Administração e administrados também são reguladas por outros ramos do Direito, tais como o Constitucional, o Tributário e o Penal.

- critério da Administração Pública o Direito Administrativo consiste num

conjunto de normas e princípios que regulam a Administração Pública. Apesar deste ser o critério mais adotado pelos autores nacionais para se chegar ao conceito de Direito Administrativo, há uma enorme divergência doutrinária na conceituação do Direito Administrativo. Assim, baseando-se nas definições dos mais importantes estudiosos pátrios, conceituamos o Direito Administrativo como ramo do Direito Público que consiste num conjunto de normas jurídicas que atuam na disciplina da Administração Pública, de seus órgãos e entidades, de seu pessoal, serviços e bens, regulando uma das funções desenvolvidas pelo Estado: a função administrativa. Assim, tem como objeto específico a Administração Pública e o desempenho das funções administrativas.

Direito

Administrativo, urge comentarmos os Sistemas Administrativos que, basicamente, são dois, a saber:

1º - Sistema INGLÊS ou Sistema da UNICIDADE DE JURISDIÇÃO é aquele em que todo e qualquer litígio, envolvendo Direito Administrativo ou não, pode ser levado ao Poder Judiciário, único que dispõe de competência para, de forma definitiva, dar a última decisão sobre o tema, gerando o fenômeno conhecido por coisa julgada material.

Depois

dessa

breve

noção

do

conceito

e

objeto

do

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes 2º - Sistema FRANCÊS ou Sistema de DUALIDADE DE

2º - Sistema FRANCÊS ou Sistema de DUALIDADE DE JURISDIÇÃO ou Sistema do CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO neste sistema, há uma dualidade de jurisdição: a jurisdição administrativa e a jurisdição comum. A jurisdição administrativa é formada por Tribunais de natureza administrativa, com plena jurisdição em matéria administrativa. Já a jurisdição comum é formada pelo Poder Judiciário, com competência de resolver os demais litígios. Pelo Sistema Francês, um litígio de índole administrativa SOMENTE poderá ser dirimido pelo Tribunal Administrativo (Contencioso Administrativo) e NUNCA pelo Poder Judiciário (jurisdição comum).

No Brasil foi adotado o Sistema Inglês ou Sistema de Jurisdição Única. Afirmamos isto com fulcro no inciso XXXV do art. 5º da CRFB/88 que dispõe: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito”. Assim, qualquer litígio, envolvendo matéria administrativa ou não, poderá, no Brasil, ser levado à apreciação do Judiciário (Princípio da Inafastabilidade de Jurisdição).

A adoção do Sistema Inglês não impede que a Administração Pública tenha órgãos para dirimir conflitos de natureza administrativa, assim, por exemplo, o administrado tem opção de resolver seus conflitos com a Administração Pública instaurando processos perante ela. A diferença é que, adotando-se o Sistema Inglês, as decisões proferidas pelos órgãos administrativos não são dotadas de definitividade, ficando sujeitas à revisão pelo Poder Judiciário, sempre que o particular/administrado não concorde com a decisão proferida no bojo do processo administrativo.

Para

encerrarmos

este

tópico, falta comentarmos o REGIME

JURÍDICO-ADMINISTARTIVO.

O regime jurídico-administrativo é um regime de direito público próprio da Administração Pública, construído a partir dos dois pilares que governam todo o Direito Administrativo, a saber: Pr. da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO e Pr. da INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO. Estes são os dois princípios mais importantes do Direito Administrativo, conferindo, de um lado, prerrogativas/poderes especiais à Administração e, de outro lado, impondo sujeições/restrições a essa mesma Administração.

II – PODERES DA ADMINISTRAÇÃO

Os poderes da Administração decorrem diretamente do Pr. da Supremacia do Interesse Público, podendo ser conceituados como prerrogativas conferidas à Administração para que esta possa atingir sua finalidade, consubstanciada no interesse público.

seguintes características dos poderes da

Administração:

Podemos

elencar

as

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes 1ª - são poderes instrumentais. Explicando. Os Poderes

1ª - são poderes instrumentais. Explicando. Os Poderes Políticos (Poder Legislativo, Poder Judiciário e Poder Executivo) são poderes estruturais, ou seja, fazem parte da estrutura do Estado, estabelecida diretamente pela Constituição. Já os poderes da Administração são prerrogativas para se atingir o interesse público, sendo, portanto, instrumentos (poderes instrumentais) para a obtenção do fim público.

2ª - não possuem caráter de faculdade, os poderes da Administração, na realidade, são verdadeiros PODERES-DEVERES e

3ª - são irrenunciáveis, como corolário do Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público.

forma

Estudaremos uníssona, pela doutrina.

os

poderes

da

Administração

citados,

de

PODERES VINCULADO e DISCRICIONÁRIO

PODER HIERÁRQUICO

de PODERES VINCULADO e DISCRICIONÁRIO PODER HIERÁRQUICO PODERES DA PODER DISCIPLINAR ADMINISTRAÇÃO PODER

PODERES DA PODER DISCIPLINAR

PODER HIERÁRQUICO PODERES DA PODER DISCIPLINAR ADMINISTRAÇÃO PODER REGULAMENTAR PODER DE POLÍCIA PODERES

ADMINISTRAÇÃO PODER REGULAMENTAR

PODER DE POLÍCIA

PODERES VINCULADO e DISCRICIONÁRIO

Primeiro deve ser frisado que parte da doutrina entende que poderes vinculado e discricionário não são poderes autônomos da Administração, mas sim atributos/qualidades dos demais PODERES da Administração. Assim, por exemplo, para esta corrente, a Administração quando exerce o seu poder de polícia poderá atuar de forma vinculada ou discricionária, a depender da situação concreta.

Todavia, aqui estudaremos tais poderes de forma autônoma, pois ainda é a concepção da doutrina tradicional e muito cobrada em concurso público.

Para entendermos esses dois poderes, farei uma breve explanação sobre os elementos do ato administrativo. Mas não se preocupe, pois o tema será aprofundado na aula pertinente.

O ato administrativo é composto por cinco elementos (requisitos de validade), a saber: COMPETÊNCIA, FINALIDADE, FORMA, MOTIVO e OBJETO.

No ato administrativo vinculado, todos esses cinco elementos são vinculados. No ato discricionário, os elementos competência, finalidade e forma são vinculados, enquanto os elementos motivo e objeto são discricionários (mérito administrativo = motivo + objeto só em ato discricionário). Veja o gráfico:

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes elementos do ato adm. COMPETÊNCIA FINALIDADE sempre

elementos do

ato adm.

COMPETÊNCIA FINALIDADE sempre vinculados FORMA MOTIVO podem ser vinculados ou discricionários OBJETO
COMPETÊNCIA
FINALIDADE
sempre vinculados
FORMA
MOTIVO
podem ser vinculados ou discricionários
OBJETO

Diante desta explanação, afirmamos que o poder VINCULADO é aquele que a Administração utiliza quando pratica um ato vinculado (todos seus cinco elementos são vinculados) e também quando pratica um ato DISCRICIONÁRIO, quanto aos elementos competência, finalidade e forma (sempre vinculados).

Portanto, na edição de um ato vinculado, a Administração se respalda somente no poder vinculado. Já na prática de um ato discricionário, a Administração exerce o poder vinculado (quanto à competência, finalidade e forma) e também o poder discricionário (quanto ao motivo e objeto, que forma o que a doutrina denomina mérito administrativo).

Vamos a um exemplo de ato vinculado, fundado no poder vinculado. Se uma pessoa preencheu os requisitos para obter a sua aposentadoria por tempo de contribuição, a Administração é obrigada a conceder tal benefício, não havendo margem para discricionariedade, tratando-se de ato vinculado (todos seus cinco elementos são vinculados). Por isso alguns doutrinadores afirmam que na realidade, tratando-se de ato vinculado, a Administração está diante de um DEVER (preenchidos os requisitos do ato vinculado a Administração tem o DEVER de editar o ato) e não de uma prerrogativa, de um poder.

Agora vamos a um exemplo de ato discricionário, fundado no poder vinculado (quanto à competência, finalidade e forma) e no poder discricionário (quanto ao motivo e objeto = mérito administrativo).

Um fiscal, inspecionando um supermercado, encontra enorme quantidade de mercadoria alimentícia com data de validade vencida. Este fiscal tem o dever de multar (poder vinculado), mas a mesma lei que DETERMINA (ato vinculado) o fiscal a aplicar a multa, lhe AUTORIZA (ato discricionário) a aplicá-la, por exemplo, no valor de 1 salário mínio a 300 salários mínimos. Essa margem de atuação que a lei confere à Administração (multa no valor entre 1 a 300 salários mínimos) é o chamado MÉRITO ADMINISTRATIVO (elementos motivo e objeto do ato administrativo). Voltando ao exemplo, o fiscal tem que multar, mas fará um juízo de valor, utilizando o binômio conveniência e oportunidade (mérito administrativo = motivo + objeto), e encontrará o valor da multa a ser aplicada.

Com esses dois exemplos acho que você compreendeu a diferença de poder vinculado e poder discricionário. Avancemos.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Assim, o poder DISCRICIONÁRIO tem como núcleo a

Assim, o poder DISCRICIONÁRIO tem como núcleo a autorização legal para que o agente público decida, nos limites da lei, sobre a conveniência e oportunidade de praticar ou não um ato administrativo (elemento motivo) e, quando for o caso, escolher seu objeto (no exemplo dado o valor da multa). Dito de maneira acadêmica, o núcleo essencial do poder discricionário traduz- se no MÉRITO ADMINISTRATIVO (= motivo + objeto / binômio: oportunidade e conveniência).

Esse mesmo poder permite a Administração REVOGAR um ato administrativo, por entender que o ato se tornou inoportuno ou inconveniente.

à

Administração e não um DEVER, como ocorre com o “poder” vinculado.

Atenção, não esqueça: SOMENTE a Administração REVOGA ato administrativo por considerá-lo inoportuno/inconveniente (mérito administrativo). O Poder Judiciário ANULA o ato administrativo por taxá-lo de ILEGAL, mas nunca aprecia o mérito administrativo. Judiciário NÃO REVOGA ato administrativo. Não esqueça!

Por fim, o poder discricionário tem como limites, além do conteúdo da lei, os princípios administrativos da RAZOABILIDADE e PROPORCIONALIDADE já estudados.

O Judiciário tem se utilizado desses dois princípios para controlar a

discricionariedade administrativa, mas nunca é demais repetir: NÃO se trata de

controle de mérito administrativo. Se o ato ferir esses princípios haverá ILEGALIDADE, e o Judiciário ANULARÁ o ato, mas nunca o revogará.

Aqui,

estamos

diante

de

verdadeiro

PODER

conferido

PODER HIERÁRQUICO

Para começarmos, veja o quadro abaixo:

DAR ORDENS

FISCALIZAR/CONTROLAR

veja o quadro abaixo: DAR ORDENS FISCALIZAR/CONTROLAR PODER HIERARQUICO APLICAR SANÇÕES DELEGAR E AVOCAR

PODER HIERARQUICO APLICAR SANÇÕES

FISCALIZAR/CONTROLAR PODER HIERARQUICO APLICAR SANÇÕES DELEGAR E AVOCAR COMPETÊNCIAS A primeira consequência do

DELEGAR E AVOCAR COMPETÊNCIAS

A primeira consequência do poder hierárquico é a prerrogativa do

superior de DAR ORDENS a seus subordinados. DAR ORDENS nada mais é do que o PODER DE COMANDO. Essas ordens podem ser dadas de forma oral, escrita ou também através da edição de atos administrativos ordinatórios (são atos administrativos internos destinados somente aos servidores públicos, como por exemplo uma ordem de serviço, uma portaria).

A segunda prerrogativa derivada do poder hierárquico é o poder-

dever de FISCALIZAÇÃO realizada pelo superior frente à atuação dos servidores subordinados. Através desse CONTROLE, surge a possibilidade de revisar os atos praticados pelos servidores subalternos. Com fulcro nesse

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes poder-dever de FISCALIZAÇÃO, o superior hierárquico

poder-dever de FISCALIZAÇÃO, o superior hierárquico também pode anular os atos ilegais praticados pelos subordinados, bem como revogar os atos discricionários que se tronaram inoportuno ou inconveniente.

A terceira prerrogativa oriunda do poder hierárquico é a possibilidade de APLICAR SANÇÕES. Aqui cabe uma importante observação, muito cobrada em concursos. Esta prerrogativa de APILCAR SANÇÕES, com base no poder hierárquico, somente ocorre nas sanções disciplinares direcionadas aos servidores públicos e nunca nas sanções direcionadas aos particulares que, por algum motivo, mantém vínculo com a Administração (você entenderá perfeitamente esta diferença quando analisarmos o poder disciplinar).

A última prerrogativa do poder em estudo é a possibilidade do

superior hierárquico DELEGAR competências para seus subordinados, bem como AVOCAR competências destes subordinados (o tema será aprofundado na aula sobre ato administrativo).

Para concluirmos o estudo do poder hierárquico devemos ter em mente de que ele possui um caráter interno, exigindo níveis de subordinação. Explicamos.

A subordinação somente existe entre órgãos e agentes públicos no âmbito da MESMA PESSOA JURÍDICA (caráter interno). Assim, só haverá HIERARQUIA entre órgãos e agentes públicos de uma MESMA PESSOA JURÍDICA. Todavia, NÃO haverá HIERARQUIA entre diferentes pessoas jurídicas e também entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Vamos a um exemplo. O Departamento de Polícia Federal é um órgão subordinado ao Ministério da Justiça que, por sua vez, é um órgão subordinado a União. Todos os órgãos (Departamento de Polícia Federal e Ministério da Justiça) estão atrelados a uma mesma pessoa jurídica, a União. Assim, entre eles haverá HIERARQUIA.

Por sua vez, a Petrobras é uma sociedade de economia mista integrante da Administração Pública Indireta, ligada ao Ministério das Minas e Energia/União. Temos, portanto, duas pessoas jurídicas diferentes. Entre elas NÃO haverá HIERARQUIA. Assim, a União, através do Ministério das Minas e Energia NÃO exerce poder hierárquico sobre a Petrobrás.

E qual a relação existente entre a Administração Direta e a Administração Indireta? No exemplo dado, qual a relação existente entre a União e a Petrobrás?

A doutrina utiliza o termo VINCULAÇÃO para se referir a esta

relação. Esta vinculação permite que a Administração Direta exerça o controle finalístico, a tutela administrativa ou a supervisão sobre os entes da Administração Indireta. Por ora, você deve saber que este controle finalístico é muito menos abrangente do que o poder hierárquico, pois permite uma

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes supervisão apenas dentro dos ditames delineados em lei e

supervisão apenas dentro dos ditames delineados em lei e não de forma irrestrita como ocorre com o poder hierárquico.

Assim, a União, Estados Membros e Municípios exercem controle finalístico/tutela administrativa (vinculação) sobre suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, mas NUNCA poder hierárquico.

Então, para avançarmos, memorize:

HIERÁRQUIA caráter interno: subordinação mesma pessoa jurídica.

VINCULAÇÃO caráter externo: controle finalístico diferentes pessoas jurídicas

PODER DISCIPLINAR

O poder disciplinar permite a Administração Pública:

1º - punir seus servidores por infrações funcionais. Lembra-se da observação feita acima? Aqui você a compreenderá. Quando a Administração Pública aplica uma sanção disciplinar a um servidor público está fazendo uso diretamente do poder disciplinar e indiretamente do poder hierárquico. Assim, no que diz respeito aos servidores públicos, o PODER DISCIPLINAR é uma decorrência do PODER HIERÁRQUICO.

2º - punir, por infração administrativa, o particular com algum vínculo específico com a Administração Pública. Exemplo: particular celebra um contrato administrativo para fornecimento de material de limpeza a um Município. Se este particular descumprir uma cláusula deste contrato, tal Município poderá lhe aplicar as sanções previstas no contrato e na lei. Aqui, há somente o exercício do poder disciplinar, SEM nenhum liame hierárquico.

Então não esqueça: PODER DISCIPLINAR e o PODER HIERÁRQUICO são inconfundíveis, todavia, quando se trata de punir servidor por infração funcional, eles se aproximam, mas quando se trata de punir o particular, eles se distanciam. Entendeu?

Disse que o poder disciplinar apto a punir o particular deve estar atrelado a um vínculo específico, como por exemplo a existência de um contrato entre o particular e a Administração. Aqui mais uma observação importante. Todas as pessoas (vínculo geral) que exerçam atividades que possam acarretar risco à coletividade também estão sujeitas a sofrerem sanções por parte da Administração Pública. Mas nesta hipótese, a Administração age com base no seu PODER DE POLÍCIA (será estudado adiante). Então, memorize:

PODER DISCIPLINAR a punição funda-se em VINCULO ESPECÍFICO entre Administração e o particular.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes PODER DE POLÍCIA → a punição funda-se em VÍNCULO

PODER DE POLÍCIA a punição funda-se em VÍNCULO GERAL entre Administração e o particular.

A última celeuma a ser ultrapassada: o poder disciplinar é discricionário ou vinculado? Cuidado, pois há bastante divergência nas bancas de concurso. Se perguntarem: o Poder Disciplinar, em regra, é discricionário? Sendo uma prova objetiva (certo ou errado), marcaria a questão como certa, mas, sendo uma prova discursiva, caberia a explanação que passo tecer.

EM REGRA, o poder disciplinar é DISCRICIONÁRIO, mas somente no que tange a escolha e a graduação da penalidade e na interpretação dos conceitos jurídicos indeterminados. Todavia, não há discricionariedade quanto ao dever de punir quem pratica uma infração (ocorrendo uma infração, a Administração tem o dever de punir o infrator). Assim, neste último quesito, o poder disciplinar é vinculado. Entendeu a dificuldade que esta peculiaridade do poder disciplinar pode trazer numa questão objetiva? Então, fique atento!

Disse que, na interpretação dos conceitos jurídicos indeterminados,

o poder disciplinar poderia ser discricionário. Mas o que seria conceitos

jurídicos indeterminados? Hoje a doutrina entende que haverá possibilidade da Administração atuar de forma discricionária não só quando a lei lhe confere, expressamente, a possibilidade de decidir sobre a oportunidade e conveniência de praticar um ato, mas também quando a lei utiliza conceitos jurídicos

indeterminados para descrever os motivos ensejadores do ato.

Voltemos ao exemplo da jovem servidora punida pelo uso de uma suposta saia justa. Seu chefe determinou a instauração de processo disciplinar pela prática de “conduta escandalosa”. O que seria uma “conduta escandalosa”? Está aí um típico exemplo de conceito jurídico indeterminado. Com certeza haverá uma certa dose de discricionariedade na interpretação do termo “conduta escandalosa”. Portanto, a Administração ao interpretar um conceito jurídico indeterminado (no exemplo “conduta escandalosa”) fará uso do poder discricionário.

Por fim, alerto que todas e quaisquer sanções administrativas, não

só as disciplinares, deverão ser MOTIVADAS.

PODER REGULAMENTAR

A doutrina diverge sobre a terminologia correta para designar este

poder, ou seja, deve ser usado o termo poder REGULAMENTAR ou poder NORMATIVO?

A maioria da doutrina entende que poder REGULAMENTAR é o poder

exclusivo do Chefe do Executivo para editar atos administrativos normativos (atos dotados de generalidade e abstração), na forma de DECRETO. Outras autoridades da Administração Pública também editam atos administrativos

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes normativos, na forma de portaria, instruções, resoluções

normativos, na forma de portaria, instruções, resoluções e regimentos, com base no poder NORMATIVO.

Assim, para a maioria da doutrina, poder REGULAMENTAR é espécie do poder NORMATIVO. O poder NORMATIVO da Administração compreende os DECRETOS/REGULAMENTOS do Chefe do Poder Executivo (Poder REGULAMENTAR), bem como os demais atos normativos dos diversos órgãos da Administração Direta e Indireta.

Para total compreensão do poder regulamentar, vamos analisar alguns conceitos. Assim, o que seria um ATO NORMATIVO? É o ato com caráter de generalidade, abstração e impessoalidade. Veja o quadro abaixo.

ATO NORMATIVO

ORIGINÁRIO ou PRIMÁRIO → inova a ordem jurídica, tendo seu fundamento na Constituição → LEI
ORIGINÁRIO ou PRIMÁRIO → inova a ordem jurídica,
tendo seu fundamento na Constituição → LEI e
DECRETO AUTÔNOMO.
DERIVADO ou SECUNDÁRIO → não inova a ordem
jurídica, tendo seu fundamento na lei → DECRETO DE
EXECUÇÃO ou DECRETO REGULAMENTAR.

Com base no quadro acima, pergunto: qual a diferença entre LEI e DECRETO?

Primeiro, devemos afirmar a semelhança de ambos: LEI e DECRETO são atos normativos gerais e abstratos. Todavia, a LEI é ato normativo primário, editada pelo poder Legislativo, ao passo que DECRETO é ato normativo secundário, editado pelo Chefe do Executivo. Devemos fazer a ressalva do DECRETO AUTÔNOMO que é ato normativo primário editado pelo Chefe do Executivo.

Explicados os conceitos, podemos afirmar que o Chefe do Executivo, no uso do poder regulamentar, edita duas espécies de decretos: os DECRETOS DE EXECUÇÃO ou REGULAMENTARES e os DECRETOS AUTÔNOMOS. Vamos analisá-los.

Algumas leis são auto executáveis, outras precisam de regulamento para que seja dado fiel cumprimento aos seus preceitos, para tanto, são expedidos os DECRETOS REGULAMENTARES ou DE EXECUÇÃO. Assim, tais decretos possibilitam a fiel execução de uma lei, devendo se restringir aos limites e ao conteúdo dessa lei, apenas explicitando-a, detalhando seus dispositivos. Por isso foi dito que tais decretos são atos normativos secundários, nunca inovando o ordenamento jurídico, não podendo criar, modificar ou extinguir direitos, tendo seu fundamento diretamente na lei que visa explicitar.

Os decretos de execução estão previstos na segunda parte do inciso IV do art. 84 da CRFB/88. Leiamos o dispositivo constitucional.

“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis,

IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir

decretos e regulamentos para sua fiel execução”

Como já mencionado, o Chefe do Executivo, ao editar um decreto regulamentar, deve se ater aos limites da lei. Caso o extrapole, o Congresso Nacional poderá sustar tal decreto. Leia o art. 49, inciso V da CRFB/88:

“Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”

Vamos agora passar ao estudo dos DECRETOS AUTÔNOMOS.

O decreto autônomo, diversamente do decreto de execução, tem seu fundamento na Constituição, inovando o ordenamento jurídico, sendo verdadeiro ato normativo primário, neste aspecto se igualando à LEI (ato normativo primário editado pelo Poder Legislativo).

Deve ser frisado que tais decretos, até pouco tempo, não tinham guarida em nosso ordenamento jurídico. Somente em 2001, com a Emenda Constitucional nº 32, nosso texto constitucional passou a autorizar o Chefe do Executivo a editar decretos autônomos. Mas atenção: NÃO foi permitida uma autorização ampla e genérica. SOMENTE nas duas hipóteses estabelecidas no inciso VI do art. 84 da CRFB/88, o Chefe do Executivo estará autorizado a editar decreto autônomo. Leiamos o dispositivo.

“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

VI - dispor, mediante decreto, sobre:

a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;

b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.”

Atenção, nunca esqueça isto: atualmente, SOMENTE nestas DUAS hipóteses elencadas nas alíneas “a” e “b” do inciso VI do art. 84 CRFB/88, estará o Chefe do Executivo autorizado a editar DECRETOS AUTÔNOMOS.

Passemos ao estudo do último poder da Administração.

PODER DE POLÍCIA

O poder de polícia vem conceituado no art. 78 do Código Tributário Nacional/CTN. Leiamos o dispositivo.

“Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos

tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”

Não cabe à lei conceituar institutos jurídicos, sendo esta tarefa da doutrina. O CTN, fugindo desta regra, define poder de polícia de forma muito extensa e mal elaborada, dificultando a compreensão do tema.

A doutrina define poder de polícia como o poder que a Administração dispõe para condicionar ou restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais em prol do bem-estar da coletividade.

A palavra chave para entendermos poder de polícia é a

compatibilização de interesses privado e público na busca do bem-estar social.

O poder de polícia visa disciplinar a forma de exercer os direitos individuais,

garantindo o bem-estar da coletividade. Assim, por exemplo, você tem direito a se divertir, mas som alto só ate às 22:00h; você tem direito a construir um prédio, mas com gabarito máximo de até 8 andares; você tem direito a dirigir, mas com velocidade máxima de até 80 Km/h; você tem direito a ter uma peixaria, mas deve respeitar as norma sanitárias e assim por diante. Entendeu o “espírito” do poder de polícia? Então, vamos aprofundar o estudo.

Quando estudamos o poder disciplinar, afirmei que o poder

disciplinar apto a punir o particular deve estar atrelado a um vínculo específico, como por exemplo a existência de um contrato entre o particular e

a Administração. As demais pessoas, SEM VÍNCULO ESPECÍFICO (vínculo

geral), que exerçam atividades que possam acarretar risco à coletividade também estão sujeitas a sofrerem sanções por parte da Administração Pública com base no PODER DE POLÍCIA.

Aqui devemos fazer a seguinte observação: parte da doutrina utiliza outra terminologia para se referir aos termos vínculo específico e vínculo geral. Esta doutrina chama vínculo específico de supremacia especial e vínculo geral de supremacia geral.

Assim, para esta corrente, o poder de polícia tem seu fundamento no exercício da supremacia geral. A supremacia geral permite a atuação da Administração independente da existência de vínculo jurídico anterior. Havendo vínculo jurídico anterior, a Administração atuará com base na supremacia especial, através do poder disciplinar (vínculo específico entre a Administração e o particular) ou poder hierárquico (vínculo específico entre a Administração e o servidor público), mas NUNCA através do pode de polícia.

Então, memorize:

PODER DISCIPLINAR e PODER HIERÁRQUICO a punição funda-se em VINCULO ESPECÍFICO (SUPREMACIA ESPECIAL) entre Administração e o particular e a Administração e o servidor público.

PODER DE POLÍCIA a punição funda-se em VÍNCULO GERAL (SUPREMACIA GERAL) entre Administração e o particular.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Fique atento às duas terminologias adotadas pela doutrina,

Fique atento às duas terminologias adotadas pela doutrina, pois a banca examinadora poderá cobrar qualquer uma delas.

Uma diferenciação muito importante a ser feita é entre a atividade de polícia administrativa (exercida através do poder de polícia) e a atividade de polícia judiciária.

A principal diferença será definida pela natureza do ilícito que a atividade estatal visa impedir ou reprimir. Será atividade de polícia administrativa se estivermos diante de um ilícito administrativo e será atividade de polícia judiciária se estivermos diante de um ilícito penal.

A doutrina elenca, ainda, outras diferenças, a saber: polícia administrativa é exercida por diversos órgãos da Administração Direta e Indireta, atuando sobre atividades privadas, bens ou direitos. Já a polícia judiciária é exercida somente pela polícia civil (no âmbito estadual) ou polícia federal (no âmbito federal), incidindo diretamente sobre as pessoas.

Ainda sobre o tema, há diversos doutrinadores que afirmam que a polícia administrativa atua de forma preventiva ao passo que a polícia judiciária atua de forma repressiva. Não concordo com essa distinção. A aplicação de multas e interdição de estabelecimentos comerciais são típicos exemplos de atuação da polícia administrativa de forma repressiva. Independente do meu entendimento, doutrinadores renomados defendem esta diferença. Então, fica o alerta!

E quais seriam as formas de exercício do poder de polícia? O poder de polícia pode ser exercido de três formas, a saber:

1º - poder de polícia preventivo quando, por exemplo, a Administração concede uma licença para a construção de um prédio ou para o exercício de uma profissão. Ou quando a Administração concede uma autorização para o porte de arma de fogo. Aqui se faz necessário uma observação: licença e autorização são atos administrativos formalizados em alvarás. A licença é um ato vinculado (preenchido os requisitos legais, a Administração é obrigada a conceder a licença), já a autorização é um ato discricionário (o tema será aprofundado na aula sobre ato administrativo).

2º - poder de polícia fiscalizador quando, por exemplo, a Administração exerce o controle alfandegário, quando inspeciona um estabelecimento comercial.

3º - poder de polícia repressivo quando, por exemplo, a Administração aplica uma multa ou determina o fechamento de um estabelecimento.

Noutro giro, o poder de polícia poderá se manifestar através de atos administrativos, que poderão ser:

- atos administrativos normativos, de caráter geral e abstrato, como, por exemplo, regulamentos ou portarias que regulam horários e condições de venda bebidas alcoólicas em determinados locais, que disciplinam a venda de

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes fogos de artifício etc. Aqui deve ser ressaltado que

fogos de artifício etc. Aqui deve ser ressaltado que esses atos normativos são expressões tanto do poder de polícia, como do poder normativo.

- atos administrativos individuais ou de efeitos concretos como, por

exemplo, interdição de uma fábrica poluente, guincho de um carro estacionado em área proibida etc.

- atos administrativos de fiscalização com intuito preventivo. Estes atos,

normalmente, se materializam através de alvarás (licenças ou autorizações).

Outra indagação muito importante a ser feita: o poder de polícia pode ser delegado ao particular? Não se admite delegação do poder de polícia a pessoas da iniciativa privada, ainda que se trate de uma concessionária de serviço público.

Todavia, não se deve confundir o exercício do poder de polícia, que é indelegável, com os atos materiais prévios ou posteriores a ele, que podem sim ser delegados. Assim, é ato material prévio ao exercício do poder de polícia a colocação de radares nas ruas por empresa privada para fiscalização das normas de trânsito. O exercício do poder de polícia ocorre posteriormente com a aplicação de multa pela Administração. Por seu turno, será ato material posterior a demolição de construção irregular por empresa privada contratada, para tal fim, pela Administração. Neste caso, o exercício do poder de polícia que antecede o ato material é embargar a construção e determinar a demolição.

Tema mais polêmico é sobre a possibilidade dos entes integrantes da Administração Pública Indireta com personalidade jurídica de direito privado exercerem o poder de polícia. Assim, uma sociedade de economia mista ou uma empresa pública (ambas pessoas jurídica de direito privado integrantes da Administração Indireta) poderiam aplicar uma multa no exercício do poder de polícia?

Hoje, doutrina e jurisprudência majoritária entendem que somente pessoas jurídicas de direito público podem exercer o poder de polícia. Assim, somente os entes políticos (União, Estados e Municípios), as autarquias e as fundações de direito público podem exercer tal poder.

Vamos conhecer um exemplo prático dessa polêmica, para você nunca mais esquecê-la. No ano de 1992, no município do Rio de Janeiro, foi criada a Guarda Municipal com natureza jurídica de empresa pública. Alguns anos depois, a Guarda Municipal, através de um convênio com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, passou a ser a responsável pela aplicação de multa de trânsito. Diversas multas foram anuladas pelo Judiciário fluminense sob o fundamento de que uma empresa pública, apesar de ser integrante da Administração Indireta, tem natureza de pessoa jurídica de direito privado, não podendo exercer o poder de polícia. Com o fito de não ter mais multas anuladas judicialmente, em 2009, a citada Guarda Municipal, através de alteração legislativa, passou a ter natureza jurídica de autarquia.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Para encerrarmos nossa aula, falta o estudo dos ATRIBUTOS

Para encerrarmos nossa aula, falta o estudo dos ATRIBUTOS do poder de polícia.

ATRIBUTOS

do poder de polícia

DISCRICIONARIEDADE

polícia. ATRIBUTOS do poder de polícia DISCRICIONARIEDADE AUTO-EXECUTORIEDADE COERCIBILIDADE Já estudamos o que é
polícia. ATRIBUTOS do poder de polícia DISCRICIONARIEDADE AUTO-EXECUTORIEDADE COERCIBILIDADE Já estudamos o que é

AUTO-EXECUTORIEDADE

COERCIBILIDADE

Já estudamos o que é DISCRICIONARIEDADE. Aqui cabe apenas frisar que o poder de polícia, EM REGRA, é discricionário. Haverá situações em que a Administração não terá margem para atuação e o poder de polícia será VINCULADO, é o caso, como já comentamos, da concessão de uma licença para construção de um prédio ou para o exercício de uma profissão (se o particular preencher os requisitos legais, a Administração terá o dever de conceder a licença, portanto, ato vinculado).

O atributo AUTO-EXECUTORIEDADE traduz-se na possibilidade da Administração implementar atos materiais diretamente, inclusive mediante o uso de força, SEM necessidade de autorização judicial prévia.

Esta AUTO-EXECUTORIEDADE, por óbvio, jamais afasta a apreciação judicial (prévia ou posterior) do ato de polícia quando o particular se sentir prejudicado, mas apenas dispensa a Administração de obter uma ordem judicial prévia para poder praticá-lo.

Deve ser frisado que nem todo ato de polícia goza deste atributo. A doutrina entende que a auto-executoriedade existe apenas em duas situações:

quando a lei expressamente a prevê ou em situações de emergência.

desmembra

exigibilidade e executoriedade.

Para esses doutrinadores, exigibilidade seria a obrigação que o particular tem de cumprir um ato administrativo. Graças à exigibilidade, a Administração pode valer-se de meios indiretos (meios coercitivos), tal como a aplicação de uma multa, para compelir o particular praticar o ato. Já a executoriedade, seria a possibilidade da Administração praticar o ato administrativo diretamente (coação material), fazendo uso da força se necessário.

Então, atenção, pois a banca examinadora pode cobrar qualquer uma dessas nomenclaturas.

Por fim, a COERCIBILIDADE significa a possibilidade de as medidas adotadas pela Administração serem impostas coativamente ao particular, inclusive mediante emprego de força.

Você deve ter notado que não existe uma distinção nítida entre COERCIBILIDADE e AUTO-EXECUTORIEDADE, sendo por isso que alguns

doutrina

que

a

auto-executoriedade

em

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes autores utilizam tais termos como sinônimos. Independente

autores utilizam tais termos como sinônimos. Independente desta observação, a maioria das bancas de concurso aceita a posição doutrinária de que o poder de polícia possui os três atributos acima elencados.

Encerramos a teoria, vamos aos exercícios.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes QUESTÕES COMENTADAS QUESTÃO 01 CESPE/2011/DPE-MA -

QUESTÕES COMENTADAS

QUESTÃO 01

CESPE/2011/DPE-MA - Defensor Público

O conjunto de atos normativos e concretos da administração pública

com o objetivo de impedir ou paralisar atividades privadas contrárias ao interesse público corresponde ao poder

a) disciplinar.

b) regulatório.

c) de polícia.

d) de fiscalização.

e) hierárquico.

Comentários:

Resposta: C

Como estudado o poder de polícia vem conceituado no art. 78 do Código Tributário Nacional/CTN. Leiamos o dispositivo. Não cabe à lei conceituar institutos jurídicos, sendo esta tarefa da doutrina. Assim, a doutrina define poder de polícia como o poder que a Administração dispõe para condicionar ou restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais em prol do bem-estar da coletividade. Portanto, a Administração Pública quando impede ou paralisa uma atividade privada em prol da coletividade, do interesse público está exercendo o poder de polícia.

QUESTÃO 02

CESPE/2011/TJ-ES - Analista Judiciário

Com relação aos poderes administrativos, julgue o próximo item.

A fiscalização realizada em locais proibidos para menores retrata o

exercício de polícia administrativa.

Comentários:

Reposta: CERTA

Comentário: A questão está correta, pois retrata mais um exemplo prático do poder de polícia fiscalizador.

QUESTÃO 03

CESPE/2009/TRE-PR - Analista Judiciário

Julgue o item abaixo, referente aos poderes administrativos.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes O poder de polícia não poderá ser delegado às

O poder de polícia não poderá ser delegado às concessionárias, no

âmbito das parcerias público-privadas.

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: não se admite delegação do poder de polícia a pessoas da iniciativa privada, ainda que se trate de uma concessionária de serviço público. Aqui devemos lembrar que não se deve confundir o exercício do poder de polícia, que é indelegável, com os atos materiais prévios ou posteriores a ele, que podem sim ser delegados.

Então, atenção: NÃO se pode delegar o poder de polícia à pessoa privada, mas isto não se confunde com os atos materiais prévios ou posteriores ao exercício do poder de polícia, que podem ser delegado.

QUESTÃO 04

CESPE/2010/INSS - Engenheiro Civil

Julgue o item a seguir.

O poder de polícia é a atividade do Estado que consiste em limitar o

exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público, e cujo exercício se condiciona a prévia autorização judicial.

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: a primeira parte do enunciado está correta. O erro está em afirmar que o exercício do poder de polícia se condiciona a prévia autorização judicial. Basta lembrar da AUTO-EXECUTORIEDADE, atributo do poder de polícia. Justamente, devido ao atributo da auto-executoriedade, o exercício do poder de polícia NÃO está condicionado a prévia autorização judicial.

QUESTÃO 05

CESPE/2010/INSS - Engenheiro Civil

Julgue o item abaixo.

O poder disciplinar é exercido pela administração pública para apurar

infrações e aplicar penalidades não somente aos servidores públicos, mas também às demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.

Comentários:

Resposta: CERTA.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentário: pela importância do tema, vale lembrar que o

Comentário: pela importância do tema, vale lembrar que o poder disciplinar permite a Administração Pública:

1º - punir seus servidores por infrações funcionais. Quando a Administração Pública aplica uma sanção disciplinar a um servidor público está fazendo uso diretamente do poder disciplinar e indiretamente do poder hierárquico. Assim, no que diz respeito aos servidores públicos, o PODER DISCIPLINAR é uma decorrência do PODER HIERÁRQUICO.

2º - punir, por infração administrativa, o particular com algum vínculo específico com a Administração Pública. Exemplo: particular celebra um contrato administrativo para fornecimento de material de limpeza a um Município. Se este particular descumprir uma cláusula deste contrato, tal Município poderá lhe aplicar as sanções previstas no contrato e na lei. Aqui, há somente o exercício do poder disciplinar, SEM nenhum liame hierárquico.

QUESTÃO 06

CESPE/2010/ANEEL - Técnico Administrativo

No

subsequente.

Como decorrência da relação hierárquica presente no âmbito da administração pública, um órgão de hierarquia superior pode avocar atribuições de um órgão subordinado, desde que estas não sejam de competência exclusiva.

que

se

refere

aos

poderes

administrativos,

julgue

o

item

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: o poder hierárquico se desdobra em: DAR ORDENS (PODER DE COMANDO); FIZCALIZAR/CONTROLAR revendo atos administrativos para anulá-los quando ilegais, revogá-los quando se tornarem inconvenientes ou inoportunos, ratificá-los; APLICAR SANÇÕES aos servidores públicos (aqui o princípio hierárquico encontra-se atrelado ao princípio disciplinar) e DELEGAR e AVOCAR competências, desde que não sejam exclusivas.

QUESTÃO 07

CESPE/2011/TJ-ES - Analista Judiciário

No que concerne aos poderes administrativos, julgue o item.

O poder disciplinar consiste em distribuir e escalonar as funções, ordenar e rever as atuações e estabelecer as relações de subordinação entre os órgãos públicos, inclusive seus agentes.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: Resposta: ERRADA Comentário: as

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: as características elencadas nesta questão se referem aos desdobramentos do poder HIERÁRQUICO e, não, ao poder disciplinar (vide questão 06).

QUESTÃO 08

CESPE/2011/IFB - Professor - Direito

Com referência à administração pública, julgue o item a seguir.

É possível a delegação do poder de polícia a particulares, desde que a restrição ao exercício de um direito seja em favor do interesse público.

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: não se admite delegação do poder de polícia a pessoas da iniciativa privada (vide questão 03).

QUESTÃO 09

CESPE/2010/TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário

Julgue o item subsequente.

Segundo a doutrina, o poder de polícia tanto pode ser discricionário quanto vinculado.

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: EM REGRA, o poder de polícia é discricionário (discricionariedade é um dos ATRIBUTOS do poder de polícia). Todavia, haverá situações em que a Administração não terá margem para atuação e o poder de polícia será VINCULADO, é o caso, como já comentamos, da concessão de uma licença para construção de um prédio ou para o exercício de uma profissão (se o particular preencher os requisitos legais, a Administração terá o dever de conceder a licença, portanto, ato vinculado).

QUESTÃO 10

CESPE/2010/DETRAN-ES - Advogado

Acerca dos poderes que regem a administração pública, julgue o item subsecutivo.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes No exercício do poder regulamentar, o presidente da

No exercício do poder regulamentar, o presidente da República pode dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: A questão está correta, pois traz exatamente a hipótese contida na alínea “b”, do inciso VI, do art. 84 da CRFB/88.

QUESTÃO 11

CESPE/2007/TSE - Técnico Judiciário

Um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a seus subordinados que eles deveriam tomar mais cuidado com o horário e que atrasos superiores a dez minutos não seriam tolerados. Tal determinação constitui exercício de

a) poder disciplinar.

b) poder hierárquico.

c) poder de polícia.

d) poder regulamentar.

Comentários:

Resposta: B

Comentário: na questão 06 já mencionamos que uma das consequências do poder hierárquico é a possibilidade de DAR ORDEM (PODER DE COMANDO).

QUESTÃO 12

CESPE/2007/TSE - Técnico Judiciário

Caracteriza exercício de poder de polícia administrativa

a) a aplicação de uma penalidade de suspensão a servidor que

infringiu reiteradamente deveres funcionais.

b) a realização de uma sindicância para apurar a culpa de um servidor,

acerca de dano causado ao patrimônio da repartição em que ele trabalha.

c) a aplicação de uma multa a restaurante que infringiu normas

ligadas à proteção da saúde pública.

d) a apreciação de um recurso contra decisão que indeferiu pedido de

concessão de licença para tratar de interesses particulares.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: Resposta: C Comentário: a alínea “C” é

Comentários:

Resposta: C

Comentário: a alínea “C” é típico exemplo de poder de polícia repressivo. As alíneas “A e B” retratam hipóteses de poder hierárquico atrelado ao poder disciplinar. Já alínea “D” retrata o poder hierárquico.

QUESTÃO 13

CESPE/2005/TRE-MA - Técnico Judiciário

Relativamente aos poderes administrativos, julgue os itens a seguir.

I Poder vinculado é aquele conferido à administração para a prática de

atos dessa natureza, ou seja, em que a administração dispõe de uma razoável liberdade de atuação, podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato, estabelecendo o motivo e escolhendo, dentro dos limites legais, seu conteúdo.

II Poder discricionário é aquele de que dispõe a administração para a prática de atos administrativos em que é mínima ou inexistente sua liberdade de atuação.

III Em virtude do poder hierárquico, a administração é dotada da

prerrogativa de ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades

de seus órgãos e agentes no seu âmbito interno.

IV O poder disciplinar é a faculdade que possui a administração de punir internamente as infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da administração.

V O poder regulamentar é a faculdade de que dispõem os chefes de

Poder Executivo de expedir atos administrativos gerais e abstratos, de efeitos externos, que explicitem o disposto nas leis a fim de garantir a

sua fiel execução.

A quantidade de itens certos é igual a

a) 1.

b) 2.

c) 3.

d) 4.

e) 5.

Comentários:

Resposta: C

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentário: os itens corretos são os incisos III, IV

Comentário: os itens corretos são os incisos III, IV e V. Os itens I e II estão errados e, na realidade, fazem uma inversão de conceitos, ou seja, o inciso I

trata do poder discricionário (e não vinculado), ao passo que o inciso II trata

do poder vinculado (e não discricionário).

O inciso III está correto, tratando-se de um dos desdobramentos do poder hierárquico (vide questão 06).

O inciso IV também está correto, mostrando as duas facetas do poder

disciplinar, como já mencionado na questão 05.

Por fim, o inciso V está correto, conforme analisado na questão 09.

QUESTÃO 14

CESPE/2009/TRE-GO - Técnico Judiciário

Um açougue recebeu a visita de agentes da Vigilância Sanitária, que pretendiam aferir as condições de higiene do estabelecimento. Constataram diversas irregularidades, entre as quais: carnes acondicionadas indevidamente e sem comprovação de procedência; funcionários não utilizavam os equipamentos básicos exigidos por lei; péssimas condições de limpeza das geladeiras. Diante desse quadro, os agentes públicos multaram o dono do açougue e fecharam o estabelecimento até que as irregularidades fossem sanadas.

Considerando a atuação da administração na situação hipotética acima, assinale a opção correspondente ao poder administrativo exercido no caso descrito.

a) poder hierárquico

b) poder disciplinar

c) poder discricionário

d) poder de polícia

Comentários:

Resposta: D

Comentário: trata-se de mais um exemplo prático e corriqueiro do poder de polícia fiscalizatório e repressivo.

QUESTÃO 15

CESPE/2009/TRT - 17ª Região (ES) - Técnico Judiciário

Quanto ao poder hierárquico e ao poder disciplinar, julgue o item a seguir.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes A remoção de servidor ocupante de cargo efetivo para

A remoção de servidor ocupante de cargo efetivo para localidade muito distante da que originalmente ocupava, com intuito de puni-lo, decorre do exercício do poder hierárquico.

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: existem duas espécies de remoção de servidor público: a remoção a pedido e a remoção de ofício. A remoção de ofício de um servidor, nos termos da lei, não pode ter o fim de puni-lo, mas, unicamente, atender o interesse da Administração. Assim, a remoção de ofício com o fim de punir servidor configura DESVIO DE PODER (a lei não prevê a remoção com finalidade de punição disciplinar).

QUESTÃO 16

CESPE/2009/DPE-ES - Defensor Público

Acerca dos poderes da administração, julgue o item abaixo.

Apesar de a discricionariedade constituir um dos atributos do poder de polícia, em algumas hipóteses, o ato de polícia deve ser vinculado, por não haver margem de escolha à disposição do administrador público, a exemplo do que ocorre na licença.

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: está correta a questão, como já explicado, em regra, o poder de polícia será DISCRICIONÁRIO, mas haverá situações em que a Administração não terá margem para atuação e o poder de polícia será VINCULADO, é o caso da concessão de uma licença para construção de um prédio ou para o exercício de uma profissão (se o particular preencher os requisitos legais, a Administração terá o dever de conceder a licença, portanto, ato vinculado).

QUESTÃO 17

CESPE/2008 - TJ-DF - Analista Judiciário

Acerca do poder de polícia, julgue os itens que se seguem.

No exercício do poder de polícia, a administração pública está autorizada a tomar medidas preventivas e não apenas repressivas.

Comentários:

Resposta: CERTA

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: antigamente havia o entendimento de que a

Comentários: antigamente havia o entendimento de que a polícia administrativa (poder de polícia) somente agia de forma repressiva. Este pensamento está totalmente superado. Hoje é pacífico que o poder de polícia pode ser exercido de forma preventiva ou repressiva.

QUESTÃO 18

CESPE/2009 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário

Julgue o item a seguir.

O poder de fiscalização que o Estado exerce sobre a sociedade, mediante o condicionamento e a limitação ao exercício de direitos e liberdades individuais, decorre do seu poder disciplinar.

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: a questão está errada vez que sua definição se refere ao poder DE POLÍCIA e não ao poder disciplinar.

QUESTÃO 19

CESPE/2008/STF - Técnico Judiciário

Quanto ao poder hierárquico na administração pública, julgue o item que se seguem.

No exercício do poder hierárquico, os agentes públicos têm competência para dar ordens, rever atos, avocar atribuições, delegar competência e fiscalizar.

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: a questão elenca os desdobramentos do poder hierárquico.

QUESTÃO 20

CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário

Acerca dos poderes administrativos, julgue o item a seguir.

Quando um fiscal apreende remédios com prazo de validade vencido, expostos em prateleiras de uma farmácia, tem-se exemplo do poder disciplinar da administração pública.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: Resposta: ERRADA. Comentário: a questão

Comentários:

Resposta: ERRADA.

Comentário: a questão retrata uma situação fática típica do exercício do poder DE POLÍCIA e não do poder disciplinar.

QUESTÃO 21

CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário

Com relação aos poderes conferidos à administração pública, julgue o item que se segue.

O poder de polícia, considerado como a atividade do Estado limitadora

do exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público,

é atribuído com exclusividade ao Poder Executivo.

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: o equivoco da questão encontra-se na parte final ao afirmar que o poder de polícia “é atribuído com exclusividade ao Poder Executivo”. Os demais Poderes Judiciário e Legislativo, além de exercerem suas funções típicas, também exercem atividade administrativa (função atípica). Quando esses dois Poderes exercem atividade de cunho administrativo (função atípica), podem se utilizar do poder de polícia. Portanto, este poder não é exclusivo do Poder Executivo.

QUESTÃO 22

CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário

Com relação aos poderes administrativos, julgue o item a seguir.

O poder regulamentar, regra geral, tem natureza primária e decorre

diretamente da CF, sendo possível que os atos expedidos inovem o próprio ordenamento jurídico.

Comentários:

Resposta: ERRADA.

Comentário: a regra geral é que o poder regulamentar produza decretos de execução que são atos normativos secundários, subordinados às leis, nunca inovando o ordenamento jurídico, ou seja, não criam, extinguem ou modificam direitos. Tais decretos de execução possibilitam a fiel execução de uma lei, devendo se restringir aos limites e ao conteúdo dessa lei, apenas explicitando- a, detalhando seus dispositivos.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Excepcionalmente, a partir da Emenda Constitucional nº 32

Excepcionalmente, a partir da Emenda Constitucional nº 32 de 2001, nossa Constituição, somente em DUAS hipóteses (art. 84 inc. VI), permite a edição de decreto autônomo (ato normativo de natureza primária) com base no pode regulamentar.

QUESTÃO 23

CESPE/2010 - TRE-BA - Técnico Judiciário

Com relação aos poderes conferidos à administração pública, julgue o item que se segue.

medidas

repressivas.

O

poder

de

polícia

manifesta-se

apenas

por

meio

de

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: já estudamos que o poder de polícia pode se manifestar de forma repressiva e preventiva.

QUESTAÕ 24

CESPE/2010 - TRE-MT - Técnico Judiciário

Quanto aos poderes administrativos, assinale a opção correta.

a) Poder regulamentar é a prerrogativa conferida à administração

pública de editar atos de caráter geral que visam complementar ou alterar a lei, em face de eventuais lacunas e incongruências.

b) No exercício do poder disciplinar, cabe à administração apurar e

aplicar penalidades aos servidores públicos e às demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.

c) A hierarquia é atribuição exclusiva do Poder Executivo, que não

existe na esfera do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, pois as funções atribuídas a esses últimos poderes são apenas de natureza jurisdicional e legiferante.

d) O poder de polícia administrativa manifesta-se por meio de atos

concretos e específicos, mas não de atos normativos, pois estes não

constituem meios aptos para seu adequado exercício.

e) No exercício do poder de polícia, a administração age sempre com

autoexecutoriedade, não dependendo de outro poder para torná-lo

efetivo.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: Resposta: B Comentário: a letra “A” está

Comentários:

Resposta: B

Comentário: a letra “A” está errada, pois o poder regulamentar visa complementar, mas não alterar lei. A letra “C” está errada, pois os poderes da Administração não são exclusivos do Poder Executivo. Já foi explicado que o Legislativo e o Judiciário, quando exercem a função administrativa (função atípica), estão adstritos a todas as regras da Administração, inclusive aos seus poderes. A letra “E” está errada, vez que nem sempre o poder de polícia traz o atributo da auto-executoriedade. A doutrina entende que só haverá auto- executoriedade em DUAS situações: quando a lei expressamente a prevê ou em situações de emergência. A letra “D” está errada. Aqui cabe frisar que o poder de polícia poderá se manifestar através de atos administrativos, que poderão ser:

- atos administrativos normativos, de caráter geral e abstrato, como, por

exemplo, regulamentos ou portarias que regulam horários e condições de venda bebidas alcoólicas em determinados locais, que disciplinam a venda de fogos de artifício etc. Aqui deve ser ressaltado que esses atos normativos são expressões tanto do poder de polícia, como do poder normativo.

- atos administrativos individuais ou de efeitos concretos como, por

exemplo, interdição de uma fábrica poluente, guincho de um carro estacionado

em área proibida etc.

- atos administrativos de fiscalização com intuito preventivo. Estes atos,

normalmente, se materializam através de alvarás (licenças ou autorizações).

Por

disciplinar.

está correta, retratando as duas acepções do poder

fim,

a

letra “b”

QUESTÃO 25

CESPE/2009/TRE-MG - Técnico Judiciário

Considerando que há verdadeira relação de coordenação e de subordinação entre os órgãos integrantes da administração pública, não constitui decorrência do poder hierárquico

a) a possibilidade de dar ordens aos subordinados.

b) o controle da atividade de órgãos inferiores para exame quanto à

legalidade de atos e ao cumprimento de obrigações.

c) a possibilidade de avocação de atribuições não-exclusivas do órgão

subordinado.

d) a delegação de atribuições não-privativas.

e) a limitação ao exercício de direitos individuais em benefício do

interesse público.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: Resposta: E Comentário: as letras

Comentários:

Resposta: E

Comentário: as letras “a;b;c;d” são desdobramentos do poder hierárquico. Por sua vez a letra “e” define o poder de polícia, não tendo nenhuma ligação com o poder hierárquico.

QUESTÃO 26

CESPE/2008/ABIN - Oficial de Inteligência

Quanto aos poderes públicos, julgue o próximo item.

Decorre do poder disciplinar do Estado a multa aplicada pelo poder concedente a uma concessionária do serviço público que tenha descumprido normas reguladoras impostas pelo poder concedente.

Comentários:

Resposta: CERTA

Comentário: devido à importância da matéria, vale repetir. O poder disciplinar permite a Administração Pública:

1º - punir seus servidores por infrações funcionais.

2º - punir, por infração administrativa, o particular com algum vínculo específico com a Administração Pública.

A questão está correta por retratar fielmente uma das facetas do poder disciplinar.

QUESTÃO 27

CESPE/2009/DPE-PI - Defensor Público

Em razão da impossibilidade de que as leis prevejam todas as contingências que possam surgir na sua execução, em especial nas diversas situações que a administração encontrar para cumprir as suas tarefas e optar pela melhor solução, é necessária a utilização do poder administrativo denominado poder

a) hierárquico.

b) de polícia.

c) vinculado.

d) regulamentar.

e) disciplinar.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes Comentários: Resposta: D Comentário: algumas leis são

Comentários:

Resposta: D

Comentário: algumas leis são auto executáveis, outras precisam de regulamento para que seja dado fiel cumprimento aos seus preceitos, para tanto, são expedidos os decretos regulamentares ou de execução, que derivam diretamente do poder REGULAMENTAR.

Questão 28

CESPE/2010 - ANEEL - Nível Superior

No

subsequente.

Com fundamento no poder disciplinar, a administração pública, ao ter conhecimento de prática de falta por servidor público, pode escolher entre a instauração ou não de procedimento destinado a promover a correspondente apuração da infração.

que

se

refere

aos

poderes

administrativos

julgue

o

item

Comentários:

Resposta: ERRADA.

Comentário: lembre-se que EM REGRA, o poder disciplinar é DISCRICIONÁRIO, mas somente no que tange a escolha e a graduação da penalidade. Todavia, não há discricionariedade quanto ao dever de punir quem pratica uma infração. Assim, neste último quesito, o PODER DISCIPLINAR É VINCULADO. Assim, havendo infração por parte de servidor, a Administração DEVE atuar, não há espaços para escolhas. A questão, por afirmar o contrário, está errada.

QUESTÃO 29

CESPE/2009 - MMA - Agente Administrativo

Julgue o item a seguir.

Uma das características do poder de polícia é a discricionariedade, que é a possibilidade que tem a administração de pôr em execução as suas decisões, sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário.

Comentários:

Resposta: ERRADA

Comentário: em regra, o poder de polícia é discricionário. Todavia, a característica definida nesta questão se refere ao atributo da AUTO- EXECUTORIEDADE (e não à discricionariedade). Por isso a questão está errada (troca os conceitos).

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes QUESTÕES PROPOSTAS QUESTÃO 01 CESPE/2011/DPE-MA - Defensor

QUESTÕES PROPOSTAS

QUESTÃO 01

CESPE/2011/DPE-MA - Defensor Público

O conjunto de atos normativos e concretos da administração pública

com o objetivo de impedir ou paralisar atividades privadas contrárias ao interesse público corresponde ao poder

a) disciplinar.

b) regulatório.

c) de polícia.

d) de fiscalização.

e) hierárquico.

QUESTÃO 02

CESPE/2011/TJ-ES - Analista Judiciário

Com relação aos poderes administrativos, julgue o próximo item.

A fiscalização realizada em locais proibidos para menores retrata o

exercício de polícia administrativa.

QUESTÃO 03

CESPE/2009/TRE-PR - Analista Judiciário

Julgue o item abaixo, referente aos poderes administrativos.

O poder de polícia não poderá ser delegado às concessionárias, no

âmbito das parcerias público-privadas.

QUESTÃO 04

CESPE/2010/INSS - Engenheiro Civil

Julgue o item a seguir.

O poder de polícia é a atividade do Estado que consiste em limitar o

exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público, e cujo exercício se condiciona a prévia autorização judicial.

QUESTÃO 05

CESPE/2010/INSS - Engenheiro Civil

Julgue o item abaixo.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes O poder disciplinar é exercido pela administração

O poder disciplinar é exercido pela administração pública para apurar infrações e aplicar penalidades não somente aos servidores públicos, mas também às demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.

QUESTÃO 06

CESPE/2010/ANEEL - Técnico Administrativo

No

subsequente.

Como decorrência da relação hierárquica presente no âmbito da administração pública, um órgão de hierarquia superior pode avocar atribuições de um órgão subordinado, desde que estas não sejam de competência exclusiva.

que

se

refere

aos

poderes

administrativos,

julgue

o

item

QUESTÃO 07

CESPE/2011/TJ-ES - Analista Judiciário

No que concerne aos poderes administrativos, julgue o item.

O poder disciplinar consiste em distribuir e escalonar as funções, ordenar e rever as atuações e estabelecer as relações de subordinação entre os órgãos públicos, inclusive seus agentes.

QUESTÃO 08

CESPE/2011/IFB - Professor - Direito

Com referência à administração pública, julgue o item a seguir.

É possível a delegação do poder de polícia a particulares, desde que a restrição ao exercício de um direito seja em favor do interesse público.

QUESTÃO 09

CESPE/2010/TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário

Julgue o item subsequente.

Segundo a doutrina, o poder de polícia tanto pode ser discricionário quanto vinculado.

QUESTÃO 10

CESPE/2010/DETRAN-ES - Advogado

Acerca dos poderes que regem a administração pública, julgue o item subsecutivo.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes No exercício do poder regulamentar, o presidente da

No exercício do poder regulamentar, o presidente da República pode dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.

QUESTÃO 11

CESPE/2007/TSE - Técnico Judiciário

Um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a seus subordinados que eles deveriam tomar mais cuidado com o horário e que atrasos superiores a dez minutos não seriam tolerados. Tal determinação constitui exercício de

a) poder disciplinar.

b) poder hierárquico.

c) poder de polícia.

d) poder regulamentar.

QUESTÃO 12

CESPE/2007/TSE - Técnico Judiciário

Caracteriza exercício de poder de polícia administrativa

a) a aplicação de uma penalidade de suspensão a servidor que

infringiu reiteradamente deveres funcionais.

b) a realização de uma sindicância para apurar a culpa de um servidor,

acerca de dano causado ao patrimônio da repartição em que ele trabalha.

c) a aplicação de uma multa a restaurante que infringiu normas

ligadas à proteção da saúde pública.

d) a apreciação de um recurso contra decisão que indeferiu pedido de

concessão de licença para tratar de interesses particulares.

QUESTÃO 13

CESPE/2005/TRE-MA - Técnico Judiciário

Relativamente aos poderes administrativos, julgue os itens a seguir.

I Poder vinculado é aquele conferido à administração para a prática de atos dessa natureza, ou seja, em que a administração dispõe de uma razoável liberdade de atuação, podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato, estabelecendo o motivo e escolhendo, dentro dos limites legais, seu conteúdo.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes II Poder discricionário é aquele de que dispõe a

II Poder discricionário é aquele de que dispõe a administração para a prática de atos administrativos em que é mínima ou inexistente sua liberdade de atuação.

III Em virtude do poder hierárquico, a administração é dotada da

prerrogativa de ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades

de seus órgãos e agentes no seu âmbito interno.

IV O poder disciplinar é a faculdade que possui a administração de punir internamente as infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da administração.

V O poder regulamentar é a faculdade de que dispõem os chefes de Poder Executivo de expedir atos administrativos gerais e abstratos, de efeitos externos, que explicitem o disposto nas leis a fim de garantir a

sua fiel execução.

A quantidade de itens certos é igual a

a) 1.

b) 2.

c) 3.

d) 4.

e) 5.

QUESTÃO 14

CESPE/2009/TRE-GO - Técnico Judiciário

Um açougue recebeu a visita de agentes da Vigilância Sanitária, que

pretendiam aferir as condições de higiene do estabelecimento. Constataram diversas irregularidades, entre as quais: carnes acondicionadas indevidamente e sem comprovação de procedência; funcionários não utilizavam os equipamentos básicos exigidos por lei; péssimas condições de limpeza das geladeiras. Diante desse quadro, os agentes públicos multaram o dono do açougue e fecharam o estabelecimento até que as irregularidades fossem sanadas.

Considerando a atuação da administração na situação hipotética acima, assinale a opção correspondente ao poder administrativo exercido no caso descrito.

a) poder hierárquico

b) poder disciplinar

c) poder discricionário

d) poder de polícia

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes QUESTÃO 15 CESPE/2009/TRT - 17ª Região (ES) - Técnico

QUESTÃO 15

CESPE/2009/TRT - 17ª Região (ES) - Técnico Judiciário

Quanto ao poder hierárquico e ao poder disciplinar, julgue o item a seguir.

A remoção de servidor ocupante de cargo efetivo para localidade muito distante da que originalmente ocupava, com intuito de puni-lo, decorre

do exercício do poder hierárquico.

QUESTÃO 16

CESPE/2009/DPE-ES - Defensor Público

Acerca dos poderes da administração, julgue o item abaixo.

Apesar de a discricionariedade constituir um dos atributos do poder de polícia, em algumas hipóteses, o ato de polícia deve ser vinculado, por não haver margem de escolha à disposição do administrador público, a exemplo do que ocorre na licença.

QUESTÃO 17

CESPE/2008 - TJ-DF - Analista Judiciário

Acerca do poder de polícia, julgue os itens que se seguem.

No exercício do poder de polícia, a administração pública está autorizada a tomar medidas preventivas e não apenas repressivas.

QUESTÃO 18

CESPE/2009 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário

Julgue o item a seguir.

O poder de fiscalização que o Estado exerce sobre a sociedade,

mediante o condicionamento e a limitação ao exercício de direitos e liberdades individuais, decorre do seu poder disciplinar.

QUESTÃO 19

CESPE/2008/STF - Técnico Judiciário

Quanto ao poder hierárquico na administração pública, julgue o item que se seguem.

No exercício do poder hierárquico, os agentes públicos têm competência para dar ordens, rever atos, avocar atribuições, delegar competência e fiscalizar.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes QUESTÃO 20 CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário Acerca

QUESTÃO 20

CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário

Acerca dos poderes administrativos, julgue o item a seguir.

Quando um fiscal apreende remédios com prazo de validade vencido, expostos em prateleiras de uma farmácia, tem-se exemplo do poder disciplinar da administração pública.

QUESTÃO 21

CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário

Com relação aos poderes conferidos à administração pública, julgue o item que se segue.

O poder de polícia, considerado como a atividade do Estado limitadora

do exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público, é atribuído com exclusividade ao Poder Executivo.

QUESTÃO 22

CESPE/2010/TRE-BA - Analista Judiciário

Com relação aos poderes administrativos, julgue o item a seguir.

O poder regulamentar, regra geral, tem natureza primária e decorre

diretamente da CF, sendo possível que os atos expedidos inovem o

próprio ordenamento jurídico.

QUESTÃO 23

CESPE/2010 - TRE-BA - Técnico Judiciário

Com relação aos poderes conferidos à administração pública, julgue o item que se segue.

medidas

repressivas.

O

poder

de

polícia

manifesta-se

apenas

por

meio

de

QUESTAÕ 24

CESPE/2010 - TRE-MT - Técnico Judiciário

Quanto aos poderes administrativos, assinale a opção correta.

a) Poder regulamentar é a prerrogativa conferida à administração pública de editar atos de caráter geral que visam complementar ou alterar a lei, em face de eventuais lacunas e incongruências.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes b) No exercício do poder disciplinar, cabe à

b) No exercício do poder disciplinar, cabe à administração apurar e

aplicar penalidades aos servidores públicos e às demais pessoas

sujeitas à disciplina administrativa.

c) A hierarquia é atribuição exclusiva do Poder Executivo, que não

existe na esfera do Poder Judiciário e do Poder Legislativo, pois as

funções atribuídas a esses últimos poderes são apenas de natureza jurisdicional e legiferante.

d) O poder de polícia administrativa manifesta-se por meio de atos

concretos e específicos, mas não de atos normativos, pois estes não constituem meios aptos para seu adequado exercício.

e) No exercício do poder de polícia, a administração age sempre com

autoexecutoriedade, não dependendo de outro poder para torná-lo efetivo.

QUESTÃO 25

CESPE/2009/TRE-MG - Técnico Judiciário

Considerando que há verdadeira relação de coordenação e de subordinação entre os órgãos integrantes da administração pública, não constitui decorrência do poder hierárquico

a) a possibilidade de dar ordens aos subordinados.

b) o controle da atividade de órgãos inferiores para exame quanto à

legalidade de atos e ao cumprimento de obrigações.

c) a possibilidade de avocação de atribuições não-exclusivas do órgão

subordinado.

d) a delegação de atribuições não-privativas.

e) a limitação ao exercício de direitos individuais em benefício do

interesse público.

QUESTÃO 26

CESPE/2008/ABIN - Oficial de Inteligência

Quanto aos poderes públicos, julgue o próximo item.

Decorre do poder disciplinar do Estado a multa aplicada pelo poder concedente a uma concessionária do serviço público que tenha descumprido normas reguladoras impostas pelo poder concedente.

QUESTÃO 27

CESPE/2009/DPE-PI - Defensor Público

Em razão da impossibilidade de que as leis prevejam todas as contingências que possam surgir na sua execução, em especial nas

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes diversas situações que a administração encontrar para

diversas situações que a administração encontrar para cumprir as suas tarefas e optar pela melhor solução, é necessária a utilização do poder administrativo denominado poder

a) hierárquico.

b) de polícia.

c) vinculado.

d) regulamentar.

e) disciplinar.

Questão 28

CESPE/2010 - ANEEL - Nível Superior

No

subsequente.

Com fundamento no poder disciplinar, a administração pública, ao ter conhecimento de prática de falta por servidor público, pode escolher entre a instauração ou não de procedimento destinado a promover a correspondente apuração da infração.

que

se

refere

aos

poderes

administrativos

julgue

o

item

QUESTÃO 29

CESPE/2009 - MMA - Agente Administrativo

Julgue o item a seguir.

Uma das características do poder de polícia é a discricionariedade, que é a possibilidade que tem a administração de pôr em execução as suas decisões, sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário.

CURSO EM PDF – DIREITO ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO

Prof. Armando Guedes

ADMINISTRATIVO – TRE/RJ TÉCNICO Prof. Armando Guedes GABARITO 01 – C 02 – C 03 –

GABARITO

01

– C

02

– C

03

– C

04

– E

05

– C

06

– C

07

– E

08

– E

09

– C

10

– C

11

– B

12

– C

13

– C

14

– D

15

– E

16

– C

17

– C

18

– E

19

– C

20

– E

21

– E

22

– E

23

– E

24

– B

25

– E

26

– C

27

– D

28

– E

29- E