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13-04-2012

INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP DELEGAÇÃO REGIONAL DO CENTRO CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP
DELEGAÇÃO REGIONAL DO CENTRO
CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE AVEIRO
Do Estado Novo
ao 25 de Abril
Formadora: Carla Marques
António de Oliveira Salazar (1889 - 1970) Político português e professor catedrático na Universidade de
António de Oliveira Salazar (1889 -
1970) Político português e professor
catedrático na Universidade de
Coimbra, foi o criador do Estado Novo.
3
Da Ditadura Militar ao Estado Novo Entre 1926 e 1933, Portugal viveu sob a Ditadura
Da Ditadura Militar ao Estado Novo
Entre 1926 e 1933, Portugal
viveu sob a Ditadura Militar.
Em 1928, Óscar Carmona foi
eleito Presidente da República
e convidou António de oliveira
Salazar para Ministro das
Finanças.
António Óscar de Fragoso
Carmona (1869 – 1951) Político e
militar português, foi o décimo
primeiro Presidente da República
Portuguesa (último da Ditadura
Militar e primeiro do Estado Novo).
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“Com uma política de austeridade, reduzindo as despesas e aumentando os impostos, conseguiu equilibrar as
“Com uma política de austeridade, reduzindo as
despesas e aumentando os impostos, conseguiu
equilibrar as contas públicas, destacando-se no
meio político de então. (…) Em 1932, foi nomeado
Presidente do Conselho de Ministros e, através de
um plebiscito que aprovou a Constituição de 1933,
iniciou um novo regime denominado Estado
Novo.”
Plebiscito – instrumento que convoca os
cidadãos a votarem, de forma a
aprovarem ou rejeitarem uma questão
importante para o país.
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O Estado Novo • Antiliberal, antidemocrático, antiparlamentar e anticomunista. • Conservador e tradicional, uma
O Estado Novo
• Antiliberal, antidemocrático, antiparlamentar e
anticomunista.
• Conservador e tradicional, uma vez que o seu
pensamento ideológico estava assente em valores
tradicionais: Deus, Pátria e Família.
• Nacionalista, exaltando algumas figura da
História, símbolos da nossa grandiosidade, e
preservando as tradições culturais das diferentes
regiões.
• Autoritário, na medida em que o poder
legislativo estava subordinado ao poder executivo.5
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7
• Antiparlamentarista, pois em 1930 foi criada a União Nacional, partido único do qual Salazar
• Antiparlamentarista, pois em 1930 foi criada a
União Nacional, partido único do qual Salazar foi
líder.
• Anti-individualista, observando-se a primazia do
Estado sob o indivíduo – “Tudo pela Nação, nada
contra a Nação!”
• Corporativista, devido à criação de corporações
que abrangiam todas as actividades económicas e
culturais do país (inclusive trabalhadores e
patrões), estando representadas na Câmara
Corporativa.
• Colonialista e imperialista, pois as colónias
faziam parte do território português e estavam
subjugadas à Metrópole.
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Art. 2º - É da essência orgânica da Nação Portuguesa desempenhar a função histórica de
Art. 2º - É da essência orgânica da Nação Portuguesa
desempenhar a função histórica de possuir e colonizar
domínios ultramarinos e de civilizar as populações
indígenas.
Art.
-
Os
domínios
ultramarinos
de
Portugal
denominam-se
colónias
e
constituem
o
Império
Colonial Português.
Art. 15º - O Estado garante a protecção e a defesa dos
indígenas das colónias, conforme os princípios de
humanidade e soberania.
Acto Colonial, 1930
(Limitou a intervenção económica dos outros países nas colónias e reforçou
a submissão dos indígenas.)
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Instituições do Estado Novo • União Nacional • PVDE / PIDE / DGS • Legião
Instituições do Estado Novo
• União Nacional
• PVDE / PIDE / DGS
• Legião Portuguesa
• Mocidade Portuguesa
• Comissão de Censura
• Assembleia Nacional
• Câmara Corporativa
• SPN / SNI
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PVDE / PIDE / DGS A PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) é
PVDE / PIDE / DGS
A PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do
Estado) é vulgarmente conhecida como a
polícia política do Estado Novo. Ainda assim,
as suas funções eram mais alargadas,
alcançando também o controlo de
estrangeiros e fronteiras, os serviços de
espionagem e de contra-espionagem, a
recolha de informações militares, o
combate ao terrorismo e a investigação de
crimes contra a segurança do Estado.
Anteriormente denominada PVDE (Polícia
de Vigilância e de Defesa do Estado), vem
mais tarde a ser chamada de DGS (Direcção-
Geral de Segurança). No entanto, as linhas
de orientação mantém-se.
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União Nacional O Estado Novo proibiu o multipartidarismo. Assim, a União Nacional, fundada em 1930,
União
Nacional
O Estado Novo proibiu o multipartidarismo. Assim,
a União Nacional, fundada em 1930, apresentava-
se como uma organização política não partidária,
com o objectivo de aglomerar todas as forças
políticas e correntes de opinião, unindo todos os
Portugueses, com vista à defesa dos interesse
nacionais. No entanto, na prática funcionava como
um partido único.
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Legião Portuguesa “O medo do perigo comunista conduzirá, em 1936, à criação de uma milícia
Legião Portuguesa
“O medo do perigo comunista
conduzirá, em 1936, à criação
de uma milícia armada contra o
comunismo (…): a Legião
Portuguesa.” Tinha como
objectivo defender o Estado
Novo, isto é, defender o
património espiritual da Nação
e
combater a ameaça comunista
e
o anarquismo.
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Hino da Legião Portuguesa Nós teremos que vencer Nada temos a temer Da invasão comunista.
Hino da Legião Portuguesa
Nós teremos que vencer
Nada temos a temer
Da invasão comunista.
Já existe a Legião,
Ao vento solta o pendão,
Dá combate ao anarquista.
Não voltamos ao passado,
Acabou o revoltado,
Disso temos a certeza;
E mais tranquilos andamos
Porque todos confiamos
Na Legião Portuguesa.
13
Comissão de Censura Instrumento utilizado para controlar a divulgação de ideias, informações. “(…) impede o
Comissão de Censura
Instrumento utilizado para controlar a
divulgação de ideias, informações.
“(…) impede o acesso dos cidadãos à
imprensa, rádio, cinema, literatura
espectáculos, sendo tudo
minuciosamente controlado pelo
chamado «lápis azul» da censura. No
Estado Novo, a Lei nº150/72 previa
que os artigos para publicação
tivessem uma das seguintes
anotações: "autorizado", "autorizado
com cortes", "suspenso", "demorado",
ou "proibido".
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Mocidade Portuguesa “A educação nos valores do Estado Novo começa nos bancos se escola. Toda
Mocidade Portuguesa
“A educação nos valores do Estado
Novo começa nos bancos se escola.
Toda a juventude era obrigada a
pertencer à Mocidade Portuguesa.”
Esta, era uma organização juvenil
de carácter paramilitarista, criada
em 1936. Tinha como objectivo
inculcar na juventude os valores
patrióticos e nacionalistas do
Estado Novo, assim como incutir-
lhes o espírito de obediência ao
chefe. Procurava desenvolver as
capacidades físicas dos jovens e
potenciar neles o amor à Pátria, o
sentimento da ordem e da
disciplina, e o culto dos deveres
morais, cívicos e militares.
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A Censura abrangia todas as áreas culturais, inclusive as publicações juvenis, onde se exigia o
A Censura abrangia todas as áreas culturais,
inclusive as publicações juvenis, onde se exigia o
decoro moral e o destaque do patriotismo,
heroísmo e honra. Era de extrema importância
evitar-se o uso da violência, proclamando-se o
respeito pelo Estado e pelos valores da Pátria.
“a «subserviência»
da autoridade ao
banditismo do
original do Tintim na
América, foi
eliminada na versão
portuguesa
publicada pelo
Cavaleiro Andante”
Cavaleiro Andante
Tintim na América
Versão portuguesa
Pesquisa de Paulo Viegas
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Assembleia Nacional A Assembleia Nacional era uma das duas câmaras parlamentares do Estado Novo. Tinha
Assembleia Nacional
A Assembleia Nacional era uma das duas câmaras
parlamentares do Estado Novo. Tinha como
principais funções fazer as leis e interpretá-las.
Como não existiam partidos políticos, o seu poder
era limitado. Assim, “era composta por 90
Deputados propostos pelo partido único”.
O poder político estava concentrado no Governo.
17
SPN / SNI O Secretariado Nacional de Informação (SNI), criado em 1935, era um organismo
SPN / SNI
O Secretariado Nacional de Informação (SNI),
criado em 1935, era um organismo criado pelo
Estado Novo que realizava a propaganda do
regime. Todos os comentários publicados sobre o
Governo tinham de ser positivos e nunca críticos.
Simultaneamente, fazia a promoção turística do
País e apoiava diversas actividades como as artes
plásticas, o cinema, o teatro, a dança, a literatura, o
folclore e a edição livreira. Anteriormente chamou-
se Secretariado da Propaganda Nacional (SPN).
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Câmara Corporativa A Câmara Corporativa era uma das duas câmaras parlamentares do Estado Novo. Tinha
Câmara Corporativa
A Câmara Corporativa era uma das duas câmaras
parlamentares do Estado Novo. Tinha funções
meramente consultivas. Na Câmara Corporativa
estavam representadas as diversas corporações
económicas, culturais, sociais do País:
• Províncias e Municípios;
• Universidades e Escolas;
• Sindicatos Nacionais;
• Grémios Patronais;
• Organizações de Assistência Social.
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25
A economia portuguesa durante o Estado Novo… “Apesar da estabilidade orçamental que Portugal conseguiu durante
A economia portuguesa durante o
Estado Novo…
“Apesar da estabilidade orçamental que Portugal
conseguiu durante a administração de Salazar, o
país permaneceu sempre um dos mais atrasados
da Europa. País sem grande dinamismo económico,
com um governo conservador e hostil a toda a
inovação, a economia portuguesa permaneceu
essencialmente de índole agrária, ao contrário do
que acontecia por toda a Europa, onde se investia
cada vez mais no progresso industrial e
desenvolvimento comercial.” 27
Prisões Políticas As principais prisões onde eram encarcerados os presos políticos enviados pela PIDE eram:
Prisões Políticas
As principais prisões onde eram encarcerados os
presos políticos enviados pela PIDE eram:
• Prisão de Caxias
Prisão do Aljube
Forte de Peniche
• Campo de
Concentração do Tarrafal
(Cabo Verde)
26
Agricultura: - Arcaica - Falta de investimento (obsessão pela estabilidade financeira) - Baixa mecanização -
Agricultura:
- Arcaica
- Falta de investimento (obsessão pela
estabilidade financeira)
- Baixa mecanização
- Escassez de fertilizantes
- Envelhecimento da mão-de-obra agrária
- Baixo nível de instrução da mão-de-obra agrária
- Inércia na exploração das propriedades agrícolas
- Concentração dos latifúndios no Sul do país
Conduziu a…
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- uma economia praticamente paralisada; - um país atrasado em relação à Europa; - continente
- uma economia praticamente paralisada;
- um país atrasado em relação à Europa;
-
continente europeu.
um
nível
de
vida
dos
mais
baixos
do
- emigração em larga escala para a França,
Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Brasil, África
do Sul, Venezuela, Canadá e EUA.
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A sociedade portuguesa durante o Estado Novo • Emigração em grande escala, o que desertificou
A sociedade portuguesa durante o Estado
Novo
• Emigração
em
grande
escala,
o
que
desertificou
muitas
regiões do interior.
• Expansão de uma classe média.
• Crescimento
das
cidades-dormitório
nos
arredores
das
grandes cidades.
• Surgimento de bolsas de pobreza em bairros de lata, sem
condições mínimas de existência.
• Êxodo rural que diminui drasticamente a população activa na
agricultura.
• Aumento do número de proletários urbanos e industriais.
• Consolidação
de
uma
burguesia
minoritária,
abastada
e
influente.
31
“Só a partir da década de 50 Salazar passou a dar alguma relevância ao sector
“Só a partir da década de 50 Salazar passou a dar
alguma relevância ao sector industrial. Iniciou-se,
então, um ciclo que dava prioridade ao investimento
na indústria e não à agricultura. Nasciam assim os
Planos de Fomento Económico. Foram construídos
grandes complexos fabris para a indústria química,
metalúrgica, construção naval, celulose e petróleo.
Para financiar estes empreendimentos, formaram-se
grandes grupos bancários como o grupo
Champalimaud e o Banco Espírito Santo.
Não obstante este investimento, a economia
permaneceu muito abaixo das necessidades das
populações e nunca foi o suficiente para gerar uma
balança comercial favorável para Portugal.” 30
Ano Emigração Emigração Emigração legal clandestina total 1960 32 318 414 32 732 1965 89
Ano
Emigração
Emigração
Emigração
legal
clandestina
total
1960
32
318
414
32
732
1965
89
056
27
918
116
974
1970
66
360
83
371
173
267
1973
79
517
40
502
120
019
Total
897 323
511 899
1 409 222
Emigração legal e clandestina em Portugal (1960 - 1973)
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Conceitos a reter… - Êxodo rural: processo pelo qual a população abandona os campos em
Conceitos a reter…
- Êxodo
rural:
processo
pelo
qual
a
população
abandona os campos em direcção às cidades, em
busca de trabalho e condições de vida mais dignas.
Conduz à desertificação populacional, já que as
áreas abandonadas ficam com um número
diminuto de indivíduos aí a residirem.
- Cidade-dormitório: cidade que cresce em torno
de um grande pólo urbano, onde os seus
habitantes habitualmente exercem a sua actividade
profissional. Assim, regressam a esta cidade apenas
à noite, para dormir, retornando à grande cidade
de manhã para trabalharem. 33
“Multiplicaram-se por toda a parte os comícios e circularam abaixo-assinados de apoio a este movimento.
“Multiplicaram-se por toda a
parte os comícios e circularam
abaixo-assinados de apoio a
este movimento. No entanto, a
falta de garantias de
transparência levou o MUD a
desistir do acto eleitoral. O
partido do Governo, a União
Nacional (UN),
concorreu sozinho e venceu.
Seguiram-se a ilegalização do MUD e a perseguição,
exoneração e prisão de muitos dos seus membros.
As conspirações militares e as greves foram
abafadas.”
35
A oposição ao regime “A oposição ao regime, dirigida por intelectuais, profissionais liberais, operários fabris
A oposição ao regime
“A oposição ao regime, dirigida por intelectuais,
profissionais liberais, operários fabris e
camponeses, entre outros, foi organizada
sobretudo pelo Partido Comunista Português
(PCP). A promessa de eleições legislativas livres,
em 1945, levou os opositores a congregarem-se
em torno do Movimento de Unidade Democrática
(MUD), incluindo os militantes do PCP,
republicanos, socialistas e alguns monárquicos,
católicos e militares descontentes.”
34
As eleições presidenciais de 1949 e 1958 “A história eleitoral de Portugal durante o Estado
As eleições presidenciais de 1949 e
1958
“A história eleitoral de Portugal durante o Estado
Novo conhece dois momentos cruciais (…), em que
houve dois candidatos (…) e não apenas um só,
como era costume. Em ambos os momentos raiou
a esperança de poder eleger-se um Presidente da
República que se opusesse a Salazar.”
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Eleições de 1949 José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (1867 - 1955). Foi um
Eleições de 1949
José Maria Mendes
Ribeiro Norton de
Matos (1867 -
1955). Foi um
General e político
português, sendo o
candidato
oposicionista muito
apoiado pelo povo.
“Receando a derrota, a
polícia falseou os
recenseamentos, intimidou
os apoiantes de Norton de
Matos e este, perante a
evidente fraude eleitoral que
se preparava, decidiu-se por
abandonar a corrida.”
“A repressão policial
intensificou-se novamente e
Álvaro Cunhal e outros altos
dirigentes do PCP foram
presos.”
Óscar
Carmona,
escolhido
e
apoiado
por
Salazar.
37
“(…) Apenas sugiro e peço, mas isso com toda a nitidez e firmeza, o respeito,
“(…) Apenas sugiro e peço, mas isso com toda a nitidez e
firmeza, o respeito, a liberdade (…) devidos ao cidadão
honesto em qualquer sociedade civil (…).”
D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, na Carta a
Salazar, escrita em 1958. “A sua expulsão do país, logo
nesse ano, despertou entre
muitos católicos um afastamento
crescente em relação ao regime. A
consagração do pluralismo político
dos católicos no Concílio do
Vaticano II (1962 – 1965)
legitimou a passagem de um
número crescente de crentes para
a oposição.”
1906 – 1989
Bispo da Diocese do Porto de 1952 a 1 982
39
Eleições de 1958 - O que vai fazer com Salazar? - Obviamente, demito-o! “Os apoios
Eleições de 1958
- O que vai fazer com Salazar?
- Obviamente, demito-o!
“Os apoios a Delgado cresciam
todos os dias. Apesar das
intimidações habituais,
Delgado foi às urnas e os
resultados publicados: Américo
Tomás – 758 998 votos;
Humberto Delgado – 236 528
votos. A burla repetira-se.”
Humberto Delgado acabou por
ser assassinado pela PIDE em
1965, após tentar regressar
clandestinamente do exílio no
Brasil. O seu corpo e o da sua
secretária foram encontrados
numa vala em Villanueva Del
Américo
de
Deus
Humberto da Silva
Delgado (1906 - 1965).
Militar português,
conheceu um apoio
popular imenso. Com
o rótulo de «candidato
independente» e
conhecido como
«general sem medo»,
Rodrigues
Tomás
(1894
-
1987).
Comandante
da
Marinha
portuguesa,
foi
o
escolhido
pela
União Nacional.
prometeu instaurar a
Fresno, Badajoz.
38
liberdade.
A guerra colonial As colónias portuguesas no século XX 40
A guerra colonial
As colónias portuguesas no século XX
40

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“Depois da II Guerra Mundial, a ONU exigiu a aplicação do direito de autodeterminação dos
“Depois da II Guerra Mundial, a ONU exigiu a
aplicação do direito de autodeterminação dos
povos (…). Salazar rejeitou esta resolução,
alegando que Portugal era multirracial e
pluricontinental. (…) A recusa de Salazar em
proceder à descolonização levou a União Indiana,
em 1961, a ocupar militarmente, e com carácter
definitivo, os territórios portugueses de Goa,
Damão e Diu. Rapidamente eclodiram insurreições
armadas com o mesmo objectivo em Angola
(1961), Guiné-Bissau (1963) e Moçambique
(1964).”
41
“Para fazer face a estes movimentos guerrilheiros, Portugal começou a enviar forças militares em crescente
“Para fazer face a estes movimentos guerrilheiros,
Portugal começou a enviar forças militares em
crescente número para eliminar estas forças,
chamadas «terroristas». Neste longo conflito de
três frentes, perderam a vida mais de 8 mil
portugueses. As repercussões pessoais e os
traumas psicológicos que resultaram desta guerra
no Ultramar suscitam ainda grande controvérsia.
Trata-se, afinal, de um dilema sem solução pacífica:
soldados que foram chamados a lutar e a morrer
por Portugal, contra inimigos que lutavam,
legitimamente, pela independência da sua
pátria.”
43
País Sigla Denominação Fundação Líder histórico Angola MPLA Movimento Popular de Libertação de Angola
País
Sigla
Denominação
Fundação
Líder histórico
Angola
MPLA
Movimento Popular de
Libertação de Angola
1956
Agostinho Neto
FNLA
Frente Nacional de
Libertação de Angola
1962
Holden Robert
UNITA
União Nacional para a
Independência Total de
Angola
1966
Jonas Savimbi
Guiné
PAIGC
Partido Africano da
Independência da
Guiné e Cabo Verde
1960
Amílcar Cabral
Moçambique
FRELIMO
Frente de Libertação da
Moçambique
1962
Samora Machel
42
44
44

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“Em Portugal, uma parte significativa da mão-de- obra e do capital necessários para o desenvolvimento
“Em Portugal, uma parte significativa da mão-de-
obra e do capital necessários para o
desenvolvimento industrial foram canalizados para
a guerra. Paradoxalmente, as províncias em
conflito foram alvo de grandes investimentos nas
obras públicas e nas indústrias extractivas
(petróleo, ferro e diamantes).”
Agravamento das condições de
vida dos portugueses!!
Maior contestação interna e
externa ao regime!!
Arrastar do conflito até 1974!!
45
A Primavera Marcelista… Oportunidade perdida! “Em 1968, na sequência de uma queda de uma cadeira,
A Primavera Marcelista…
Oportunidade perdida!
“Em 1968, na sequência de uma
queda de uma cadeira, Oliveira
Salazar, com 80 anos de idade e 37
anos como Presidente do Conselho,
sofreu um traumatismo cerebral que
o incapacitou para exercer funções
governativas. O seu lugar foi
ocupado por Marcelo Caetano. (…)
Salazar acabaria por falecer em
Marcelo José das
Neves Alves Caetano
(1906 – 1980)
Professor de Direito
na Universidade de
Lisboa, Comissário
Nacional da Mocidade
Portuguesa, foi
Presidente do
Conselho entre 1968
e 1974, procurando
1970.
dar uma imagem de
abertura do regime. 47
Percentagem (%) Anos Percentagem do orçamento geral do Estado gasto com as colónias, entre 1940
Percentagem (%)
Anos
Percentagem do orçamento geral do Estado gasto com as
colónias, entre 1940 e
1973.
46
“A nomeação de Marcelo Caetano (…) gerou, entre a oposição ao regime, uma esperança de
“A nomeação de Marcelo
Caetano (…) gerou, entre
a oposição ao regime,
uma esperança de
democratização do país.
Chegou mesmo a falar-se
de «Primavera
Marcelista».”
“O novo Presidente do Conselho prometeu uma
«renovação na continuidade», para contentar
em
simultâneo os conservadores e os
partidários da mudança.”
48

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“A censura, doravante designada por Exame Prévio, e a PIDE, que passou a chamar-se Direcção-Geral
“A censura, doravante designada por Exame Prévio, e a
PIDE, que passou a chamar-se Direcção-Geral de
Segurança (DGS), abrandaram. A União Nacional foi
convertida em Acção Nacional Popular (ANP), cujas
listas para as eleições legislativas de 1969 integraram
políticos liberais. (…) O investimento estrangeiro
cresceu e apareceram grandes projectos hidráulicos e
industriais. A assistência social melhorou com o
alargamento da Caixa de Previdência às populações
rurais e a criação da ADSE para os funcionários
públicos.”
“A escolaridade obrigatória foi aumentada para seis
anos. Foi concedida alguma liberdade de expressão
aos jornais.”
49
“1969 foi ano de eleições legislativas. (…) Esperava- se que estas fossem, finalmente, livres. Surgiram
“1969 foi ano de eleições legislativas. (…) Esperava-
se que estas fossem, finalmente, livres. Surgiram
duas listas contra o partido do Governo: a CDE
(Comissão Democrática Eleitoral) e a CEUD
(Comissão Eleitoral de Unidade Democrática).”
51
“No entanto, o operariado, o campesinato, os estudantes e largos sectores das Forças Armadas estavam
“No entanto, o operariado, o campesinato, os
estudantes e largos sectores das Forças Armadas
estavam descontentes com as fraudes eleitorais, a
continuação da guerra e o agravamento das acções
repressivas e de censura. A esperança na
«Primavera Marcelista» desfez-se rapidamente.”
50
“Nenhum candidato das oposições foi eleito, por um estratagema legal que impediu a eleição de
“Nenhum candidato das oposições foi eleito, por
um estratagema legal que impediu a eleição de
todos quantos no passado tivessem desistido de
participar em eleições ou que tivessem feito
campanha pela abstenção.”
52

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53
53
“A frustração dos sectores mais liberais e oposicionistas, o isolamento internacional, uma crise económica
“A frustração dos sectores mais liberais e
oposicionistas, o isolamento internacional, uma
crise económica petrolífera internacional que, a
partir de 1973, aumentou todos os preços e uma
prolongada e inexplicável guerra colonial foram
agitando um crescente antagonismo contra o
Governo.”
55
“Dentro da ANP (Acção Nacional Popular), um sector progressista conhecido como «Ala Liberal», a que
“Dentro da ANP (Acção Nacional
Popular), um sector progressista
conhecido como «Ala Liberal», a
que pertenciam os advogados
Francisco Sá Carneiro e Francisco
Pinto Balsemão, (…) aspirava por
uma democratização gradual do
regime.”
Francisco José Pereira Pinto
Balsemão (1973). Licenciado
Francisco Manuel Lumbrales
de Sá Carneiro (1934 - 1980).
“Advogado e político
português, fundador e líder do
Partido Popular Democrático /
Partido Social Democrata, e
ainda Primeiro-Ministro de
em Direito pela Faculdade de
Direito da Universidade de
Lisboa, foi jornalista e dirigente
político activo, até se dedicar à
vida empresarial. É presidente
e chief executive officer da
holding Impresa e presidente
do
Conselho de Administração
da
SIC, a primeira estação de
Portugal, por cerca de onze
televisão privada em Portugal. 54
meses, no ano de 1980.”
A Revolução de Abril “O desrespeito pelos direitos e liberdades fundamentais, o arrastamento da guerra
A Revolução de Abril
“O desrespeito pelos direitos e liberdades
fundamentais, o arrastamento da guerra colonial
sem qualquer perspectiva de
solução política e o
descontentamento da
população, levaram à
formação do Movimento das
Forças Armadas (MFA), que
reunia oficiais apostados
numa mudança de regime.”
56

13-04-2012

“Na madrugada de 25 de Abril de 1974, o MFA, com o apoio de várias
“Na madrugada de
25
de
Abril de
1974, o MFA, com
o
apoio
de
várias
unidades
do
exército,
desencadeou
um
golpe
militar
que
levou
ao
controlo
de
Lisboa
e
à
queda
do
Estado
Novo.”
57
“Rapidamente, as balas foram substituídas por cravos vermelhos nos canos das espingardas.” 59
“Rapidamente, as balas
foram substituídas por
cravos vermelhos nos
canos das espingardas.”
59
“A população ignorou os apelos para permanecer em casa e foi para a rua festejar,
“A
população ignorou os
apelos para permanecer em
casa e foi para a rua festejar,
transformando, assim, a
acção militar numa
revolução. “
“(…) o povo invadiu as ruas,
apoiando os militares,
dando-lhes de comer, de
beber e enfeitando-os com
cravos, gritando slogans que
se tornaram muito
populares: «O povo está com
o MFA» ou «O povo unido
jamais será vencido».” 58
“O golpe conheceu o seu momento mais grave em frente do Quartel do Carmo, onde
“O golpe conheceu o seu momento mais grave em
frente do Quartel do Carmo, onde Marcelo Caetano se
refugiara. Salgueiro Maia, arriscando a sua vida,
controlou as tropas fiéis ao regime e enfrentou o
Presidente do Conselho, respeitosamente exigindo a
sua imediata rendição. Marcelo Caetano acabou por
ceder e, para sua protecção, saiu num carro blindado
(…), após o que se exilou no Brasil.”
1944 – 1992
Capitão do Exército Português, “comandou as forças que
avançaram sobre Lisboa no 25 de Abril de 1974. (…) É o
mais puro símbolo da coragem e generosidade dos
capitães de Abril. ”
60

13-04-2012

“Ao final de um dia inesquecível para muitos milhões de portugueses, soldados e civis festejavam,
“Ao final de um dia inesquecível para muitos
milhões de portugueses, soldados e civis
festejavam, finalmente, a queda de um regime
repressivo que se manteve no poder durante 48
anos. Do exílio regressaram Mário Soares e Álvaro
Cunhal, recebidos em apoteose.”
Mário Alberto
Nobre Lopes
Soares (1924)
Político
português,
desempenhou
funções de
Primeiro-Ministro
(1976 - 1978) e
de Presidente da
República
portuguesa
(1986 – 1996).
Álvaro Barreirinhas
Cunhal (1913 -
2005)
“Foi um político e
escritor português,
conhecido por ser
um resistente ao
Estado Novo e ter
dedicado a vida ao
ideal comunista e
ao seu partido, o
Partido Comunista
Português. 61
“A festa do Dia do Trabalhador (até então proibida), no 1º de Maio de 1974,
“A festa do Dia do
Trabalhador (até
então proibida), no
1º de Maio de
1974, juntou cerca
de meio milhão de
portugueses que
celebraram a
liberdade
recuperada.”
63
“Foram imediatamente repostas as liberdades individuais, libertados os presos políticos e extintas as instituições
“Foram imediatamente repostas as liberdades
individuais, libertados os presos políticos e extintas
as instituições do salazarismo (…). Foram
legalizados os partidos que haviam sido proibidos,
como o Partido Comunista Português e o Partido
Socialista. Nasceram novos partidos como o PPD –
Partido Popular Democrático e o CDS – Centro
Democrático Social. O multipartidarismo livre
renascera em Portugal.”
62
“O MFA nomeou a Junta de Salvação Nacional (JSN)” (…) “tendo a liderá-la o General
“O MFA nomeou a Junta de Salvação Nacional
(JSN)” (…) “tendo a liderá-la o General António de
Spínola” que “foi nomeado Presidente da
República”. Esta, governou o país até à formação
do I Governo Provisório, a 16 de Maio de 1974,
presidido por Adelino de Palma Carlos.
António Sebastião
Ribeiro de
Spínola (1910 –
Adelino Hermitério
da Palma
Carlos (1905 –
1992)
1995)
“Foi um militar e
político português,
décimo quarto
Presidente da
República
Portuguesa e o
primeiro após o 25
“Foi um professor
universitário,
advogado e político
português. (…) foi
Primeiro-
de Abril de 1974.”
Ministro do I
Governo provisório
de Portugal (de 17
de Maio a 18 de
Julho de 974).” 64

13-04-2012

Junta de Salvação Nacional: “Órgão de governo provisório instituído em Abril de 1974 pelo Movimento
Junta de Salvação Nacional: “Órgão de governo
provisório instituído em
Abril
de
1974
pelo
Movimento das Forças Armadas no momento da
vitória. (…) A sua missão seria a de implementar o
Programa do MFA, que naquela mesma data era
publicamente anunciado, e que se poderia
sintetizar na conquista de três Ds:
Desenvolvimento, Democratização e
Descolonização.”
In www.infopedia.pt
65
Da esquerda para a direita, Rosa Coutinho, Pinheiro de Azevedo, Costa Gomes, António de Spínola,
Da esquerda para a direita, Rosa
Coutinho, Pinheiro de Azevedo, Costa
Gomes, António de Spínola, Jaime S.
Marques e Galvão de Melo.
67
Constituição da Junta de Salvação Nacional: • General António Ribeiro de Spínola, • General Francisco
Constituição da Junta de Salvação Nacional:
• General António Ribeiro de Spínola,
• General Francisco da Costa Gomes,
• Brigadeiro Jaime Silvério Marques (Exército),
• General Diogo Neto (ausente em Moçambique),
• Coronel Carlos Galvão de Melo (Força Aérea),
Capitão
de
Mar
e
Guerra João
Pinheiro
de
Azevedo,
Capitão
de
Fragata
António
Rosa
Coutinho
(Marinha).
66
O “Verão Quente” “Uma transformação tão radical como esta não poderia operar-se sem as suas
O “Verão Quente”
“Uma transformação tão radical como esta não
poderia operar-se sem as suas contradições e sem
dificuldades. O período que se seguiu a 1974 foi
muito problemático. A crise económica
internacional não abrandava, a inflação
aumentava, assim como o custo de vida.”
“Surgiram as contradições entre os partidos e
modelos sociais em confronto. Sucederam-se as
greves e manifestações.”
68

13-04-2012

“Descontente com o evoluir dos acontecimentos, Spínola renunciou ao cargo e foi substituído pelo General
“Descontente com o evoluir
dos acontecimentos, Spínola
renunciou ao cargo e foi
substituído pelo General
Costa Gomes. Alguns
militares spinolistas
tentaram, no entanto, tomar
o poder em 11 de Março de
1975, mas foram dominados
pelo MFA.”
Francisco da Costa Gomes
(1914 – 2001)
Foi um militar e político
português. Foi o décimo-quinto
Presidente da República
Portuguesa e o segundo após
a Revolução de Abril de 1974.
69
Vasco dos Santos Gonçalves (1922 - 2005) Foi um General e político português, tendo ocupado
Vasco dos Santos Gonçalves (1922 - 2005)
Foi um General e político português, tendo
ocupado o cargo de Primeiro-Ministro de
Julho de 1974 a Setembro de 1975
“A situação política
estava muito tensa e
claramente dividida entre
socialistas moderados
como Mário Soares e
Francisco Sá Carneiro e
comunistas liderados por
Álvaro Cunhal e por
alguns sectores do MFA.
O Verão de 1975 ficou
conhecido por «Verão
Quente», em virtude da
violência que assombrou
o país.”
71
“O país entrou numa fase de agitação. Os governos tinham curta duração (entre Maio de
“O país entrou numa fase de agitação. Os governos
tinham curta duração (entre Maio de 1974 e Julho
de 1976 houve seis governos provisórios).”
“Foi então criado o Conselho da Revolução, um
órgão de consulta com grande poder nesses anos.
Vasco Gonçalves, um militar de carreira, tornou-se
Primeiro-Ministro e implementou um regime de
pendor fortemente socialista, procedendo a
inúmeras nacionalizações e impondo uma reforma
agrária, expropriando vastas e numerosas
explorações agrícolas privadas e entregando-as aos
populares, que se organizaram em cooperativas de
produção.”
70
“Muitas sedes de partidos foram assaltadas e incendiadas. (…) Vários atentados bombistas foram reivindicados
“Muitas sedes de
partidos foram
assaltadas e incendiadas.
(…) Vários atentados
bombistas foram
reivindicados pela
extrema-direita
portuguesa. (…) O
próprio MFA ficou
profundamente dividido
entre radicais e
moderados. O país
encontrava-se à beira de
uma guerra civil.” 72

13-04-2012

A independência das colónias portuguesas “Em 27 de Julho de 1974, Portugal reconheceu o direito
A independência das colónias
portuguesas
“Em 27 de Julho de 1974, Portugal reconheceu o
direito dos povos das colónias à autodeterminação,
cumprindo, assim, as resoluções da ONU. Logo a 10
de Setembro desse ano foi reconhecida a
independência da Guiné-Bissau (…). Foi também
reconhecida a anexação de 1961 do antigo Estado
Português da Índia pela União Indiana.”
73
“Chegou o momento de o Presidente da República afirmar solenemente o reconhecimento do direito dos
“Chegou o momento de o Presidente da República
afirmar solenemente o reconhecimento do direito
dos povos dos territórios ultramarinos portugueses
(…) à independência. (…) Porque neste momento
acabaram as razões dos combates, as forças de um
lado e outro poderão dar as mãos (…). A essas
novas nações (…) cabe-nos desejar que tudo façam
para que o seu sonho não se desencante (…). Que
saibam distinguir o povo português do regime que
o dominou durante meio século.”
António de Spínola
Discurso de 27 de Julho de 1974
75
“Durante o ano de 1975, a radicalização política favoreceu a aceleração dos processos de independência
“Durante o ano de
1975, a radicalização
política favoreceu a
aceleração dos
processos de
independência das
restantes colónias:
Moçambique (25 de
Junho), Cabo Verde (5
de Julho), São Tomé e
Príncipe (12 de Julho)
e Angola (11 de
Novembro).”
74
“A descolonização precipitada não permitiu a resolução das divergências entre movimentos de libertação em
“A descolonização precipitada não permitiu a
resolução das divergências entre movimentos de
libertação em Angola e Moçambique, pelo que, nestes
países, se sucederam guerras civis sangrentas
resolvidas de forma lenta e com grande dificuldade.”
“Macau e Timor-
Leste continuaram
como territórios
administrados por
Portugal. (…)
Macau passou
para administração
chinesa em 1999.”
76

13-04-2012

“Em Timor, enquanto os dois movimentos autonomistas lutavam entre si, as tropas indonésias invadiram o
“Em Timor, enquanto os dois movimentos
autonomistas lutavam entre si, as tropas indonésias
invadiram o território, em Dezembro de 1975,
aproveitando a instabilidade política de Portugal, que
nada pôde fazer para o impedir, não obstante ter
conseguido a condenação desta invasão por parte da
ONU.”
Timor-Leste só
conheceu a
independência
total a 20 de Maio
de 2002.
Imagem do Massacre no Cemitério de Santa Cruz,
ocorrido no dia 12 de Novembro de 1991
77
Conquistas democráticas do 25 de Abril “As eleições para a Assembleia Constituinte, realizadas em 25
Conquistas democráticas do 25 de
Abril
“As eleições para a Assembleia Constituinte,
realizadas em 25 de Abril de 1975 saldaram-se por
uma ampla participação popular. (…) Em 2 de Abril
de 1976 foi aprovada a nova Constituição da
República, realizando-se novas eleições no dia 25
de Abril seguinte para a Assembleia da República.
Em 27 de Junho, foi eleito Presidente da República
o General António Ramalho Eanes.”
79
“Nas colónias, sobretudo Angola e Moçambique, viviam cerca de 800 mil portugueses, que regressaram a
“Nas colónias, sobretudo
Angola e Moçambique,
viviam cerca de 800 mil
portugueses, que
regressaram a Portugal
durante o ano de 1975.
Então denominados
«retornados», (…) muitos
perderam todos os seus
bens, tendo sido
auxiliados pelo Estado a
refazer as suas vidas.”
78
“O I Governo Constitucional tomou posse a 23 de Julho de 1976, sendo constituído pelo
“O I Governo Constitucional tomou
posse a 23 de Julho de 1976, sendo
constituído pelo Partido Socialista com
base nos resultados das eleições de 25
de Abril de 1976. Terminou o seu
mandato a 23 de Janeiro de 1978.”
Mário Soares foi o Primeiro-Ministro
deste Governo.
António dos Santos Ramalho Eanes
Nasceu em Alcains (1935)
“É um oficial militar e ex-político
português. Foi o primeiro Presidente da
República democraticamente eleito
após a Revolução de 1974.”
80

13-04-2012

“Apesar da instabilidade governativa inicial, as novas instituições políticas consolidaram-se. Portugal tornou-se
“Apesar da instabilidade
governativa inicial, as novas
instituições políticas
consolidaram-se. Portugal
tornou-se uma Democracia
Parlamentar”, baseada no
Estado de Direito, na
Liberdade concedida aos
seus cidadãos e nos
princípios, direitos e
deveres observados na
Constituição da República
Portuguesa.
81
Recursos Bibliográficos • www.wikipedia.org • www.infopedia.pt • História, 9º ano; Colecção Essenciais,
Recursos Bibliográficos
• www.wikipedia.org
• www.infopedia.pt
• História,
ano;
Colecção
Essenciais,
Porto
Editora
Viver a História, 9º ano; Cruz, Teolinda; Neto,
Helena; Neto, Jorge; Silva, Teresa; Santillana
Constância
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