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CAIU NO POÇO • Local: Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Reúne-se um grupo de crianças,
CAIU NO POÇO
• Local: Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Reúne-se um grupo de crianças, outra fica bem distante, sozinha e grita:
_Caí no poço !
Às que estão no grupo, em fila, perguntam:
_Quem tira ?
À menina responde:
_Fulana (diz o nome de uma das meninas da fila)
_Com quantos passos ?
com oito ( ou 10, 12, Tc)
A menina designada dá o No. de passos citado em direção à que está sozinha e
pára. Novamente a menina que está no poço chama outra pelo mesmo processo
até o último que tiver ficado na fila. Cada uma esforça-se por dar saltos
maiores para chegar primeiro. Aquela que o consegue fica no lugar da menina e
recomeça-se a brincadeira.
• Fonte - BRANDÃO, Théo - Brinquedos e Rodas Infantis - Boletim Alagoano
de Folclore 4 (12), 1959
Data de coleta: 1952

INFINCA

• Local: Alagoas • Desenvolvimento: Vários meninos se reúnem. Um deles possui um ferro de
• Local: Alagoas
• Desenvolvimento:
Vários meninos se reúnem. Um deles possui um ferro de ponta (20-25 cm). O
jogo consiste em ir jogando o ferro no chão e ir formando desenho de vários
tipos. O primeiro desenho a ser feito é um triângulo. Depois casa, foguete,
bola, etc.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Material: Ferro de Ponta de 20 a 25 cm
• Fonte - Rocha, José Maria Tenório
Título: Iniciação ao Folclore
Data da coleta: 1976

FINCA, CANGA - PÉ, FURA - FURA OU FURÃO

• Local(is): São Paulo, Alagoas., Amazonas, Pará • Espaço: Areia ou terra úmida. • Objetos
• Local(is): São Paulo, Alagoas., Amazonas, Pará
• Espaço: Areia ou terra úmida.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Finca, Furão, Fura - fura ou canga - pé.
Manufatura: Feito pela criança.
Material: Um pedaço de cabo de vassoura de mais ou menos 20 cm com uma
ponta feito com um prego de cabeça cortada. Ou qualquer objeto de ponta.
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

BATATINHA-FRITA BATATINHA-FRITA UM - DOIS - TRÊS ESTÁTUA ESTÁTUAS DE SAL MEIA, MEIA-LUA, UM - DOIS - TRÊS

Local(is): Al, SE, BA MT, DF PR, SP PA, SP RS

• Desenvolvimento: Um grupo de crianças fica sobre a linha traçada no chão, e um
• Desenvolvimento:
Um grupo de crianças fica sobre a linha traçada no chão, e um outro
participante se afasta mais ou menos 20 metros.
A criança destacada, de costas para o grupo, conta rapidamente até um
número menor que 10, enquanto as outras correm ou andam em sua direção com
intuito de alcançá-la.
Ao interromper inesperadamente a contagem e virar-se para o grupo, aquela
que for vista em movimento deve retornar à linha traçada, de onde
recomeçará. As demais continuam do ponto em que estavam paradas.
O jogo terminará quando uma das crianças chegar àquela que fez a contagem,
substituindo-a .
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

A CASTANHA (O BURACO)

• Local: Maceió - Alagoas • Espaço: Pedaço de chão, mais ou menos consistente e
• Local: Maceió - Alagoas
• Espaço: Pedaço de chão, mais ou menos consistente e limpo onde se abre um
buraco de 10 a 15 cm de profundidade c/ as bordas chanfradas e alisadas.
• Tempo: Fim de ano (quando aparecem os cajus) . Os meninos começam a
juntar as castanhas (12).
• Desenvolvimento:
Convenciona-se um ponto a uma certa distância da cova e aí o concorrente
coloca 1 ou 2 castanhas de caju, conforme o combinado, curvando então o dedo
médio da mão direita e prendendo sua extremidade no polegar, formava o
jogador uma espécie de mola, que funcionava com a súbita distensão dos
músculos digitais e atirava a castanha na direção do buraco. Se conseguia
embilocar ou emburacar, isto é, colocar o projétil dentro da cova, continuava o
jogo com a castanha do parceiro ou parceiros. De qualquer forma, tinha a
preferências jogadas aquele que mais embilocasse ou mais próximas do buraco
colocasse as castanhas, ganhando o que aí pusesse o último. Se combinado de
antemão, o praticante podia praticar a estratégia do espicho: consiste em
arremessar a castanha para mais longe do buraco e usava-se como recurso para
dificultar a ação do parceiro que teria de jogar depois. Praticava-se com o
auxílio daquele mesmo dedo médio, fortemente apoiado no similar da mão
esquerda, ambos estirados, e a castanha em frente. Liberado subitamente do
obstáculo, o dedo batia com força no leve projétil e o atirava longe.
Eventualmente, se permitido levantar a castanha, o espiche podia fazer-se com
a mesma colocada sobre o joelho do jogador, que apoiava o outro em terra. Se
a castanha caía numa depressão ou tinha pela frente um pequeno obstáculo,
como não fosse permitido retirá-lo do lugar para jogá-lo e piparote comum
acima de cinco não pudesse impedi-la, usava-se então um meio diferente:
introduzia-se o indicador direito, até a falangeta, por baixo da castanha,
prendia-se fortemente o mesmo, pelo lado externo, com o polegar vizinho meio
dobrado e praticava-se o arremesso. Nem mais nem menos que um tiro
parabólico, ao invés do impacto direto. VARIAÇÃO 1 - SOLDADO: Constroem-
se na calçada 2 trincheiras transversais com areia, com a altura apenas
necessária ao prumo das castanhas, ou soldado, em pé sobre a sua base. O n-

de soldados é indeterminado, porém igual para ambos os lados. Cada jogador senta-se de pernas cruzadas atrás do seu bastião e com piparote mais forte possível, atirava uma castanha das grandes contra a frente adversária. Tantas castanhas derruba-se, quantas passavam a pertencer-lhe. O contrário respondia ao tiro e assim até o esgotamento de um dos preliantes. Recompunham-se então as fileiras e o combate continuava. VARIAÇÃO 2 - Pé na parede: Qualquer n- e 1 ou 2 castanhas para cada um. O jogador colocava a sua, próxima da orla do passeio (calçada) e dava-lhe um piparote em direção à parede da casa. Nem com muita força, nem muito devagar, questão de jeito e medida. Ganhava aquele que colocasse sua munição mais próxima do pé da parede e levava as castanhas dos parceiros.

• Fonte - SANTIAGO, Paulino Título: Jogos e brinquedos da minha infância - Boletim Alagoano
• Fonte - SANTIAGO, Paulino
Título: Jogos e brinquedos da minha infância - Boletim Alagoano de Folclore
718.
Data da coleta: 1968
Data da publicação: 1969

PIQUE - BANDEIRA BANDEIRA BANDEIRINHA BARRA - BANDEIRA PÉ - EM BANDEIRA ROUBA - BANDEIRA

Local(is): DF PI RN, RJ RN SE AL

• Desenvolvimento: Separa-se dois grupos de crianças de igual número, sendo admitido uma criança a
• Desenvolvimento:
Separa-se dois grupos de crianças de igual número, sendo admitido uma
criança a mais em um dos grupos, no caso do total ser ímpar.
Risca-se uma linha no chão, de forma que separe dois campos de jogo. Do
centro desta linha a aproximadamente 10 metros para cada lado, põe-se uma
linha a aproximadamente 10 metros para cada lado, põe-se uma “bandeira”
(pedaço de pano, jornal, galho de árvore, etc).
Dispostos na linha central, cada grupo no seu campo, devem tentar no
momento oportuno, burlando a vigilância dos adversários, roubar a bandeira do
grupo contrário e trazê-la para o seu campo. Quem invadir o campo do
adversário e for tocado, deve ficar imóvel (“colado”) no lugar, só podendo sair
dali se for “salvo”, isto é, se algum dos seus companheiros vier tocá-los. Se o
jogador for “colado” quando estiver com a bandeira do outro time, esta deve
voltar para o seu local de origem.
Ganha o jogo, a equipe que primeiro trouxer a bandeira do grupo adversário
para seu campo.
VARIANTE: Em Sergipe, o jogo chama-se pé - de - barra, mas não faz uso da
bandeira. A criança tem que ir ao campo do adversário, tocar um local
denominado de “manja” e voltar sem ser tocado. Nos demais aspectos o jogo é
idêntico ao pique - bandeira.
• Objetos ou brinquedos utilizados: Nome: “Bandeira” Material: Pedaço de
pano, jornal ou galho de árvore.
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

CAI - NO - POÇO PERA, UVA, MAÇA OU SALADA MISTA

Local(is): PI AL, RJ

• Desenvolvimento: Uma criança é escolhida por sorteio e fica de costas para as demais.
• Desenvolvimento:
Uma criança é escolhida por sorteio e fica de costas para as demais. Dentre
essas, uma coloca a mão sobre a cabeça de cada uma das crianças, e pergunta:
_
É esta ?
A
criança de costas responderá SIM ou NÃO. N ocaso afirmativo, a criança
que deu início ao diálogo pergunta:
_ Pêra, uva, maça ou salada mista ?
A outra criança indica uma das quatro alternativas, e de acordo com sua
resposta, paga a seguinte prenda: (a) pêra - um aperto de mão, ( b) uva - um
abraço, ( c) maçã - um beijo e (d) salada mista - um aperto de mão, um abraço e
um beijo.
A prenda selecionada deve ser dada ao colega indicando, que na próxima
rodada ficará de costas para seus companheiros, reiniciando o jogo.
Variante: No Piauí o diálogo é assim desdobrado:
_ Cai no poço - diz a primeira criança.
_ Quem te tira meu bem ? É esta ? Este ? E prossegue tocando as crianças
participantes.
Quando a primeira criança responde “é”, a segunda pergunta:
_ Pêra, uva, maçã ? Dependendo da resposta será paga a prenda como
definida anteriormente.
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

MORTO E VIVO

• Local(is): AM, PA, AP, MA, PI, RN, PB, PE, AL, SE, BA, RJ, SP,
• Local(is): AM, PA, AP, MA, PI, RN, PB, PE, AL, SE, BA, RJ, SP, PR, DF
• Desenvolvimento:
Numa Área delimitada, um grupo de crianças fica espalhada e uma delas é
destacada para ser perseguida.
Ao perceber algum elemento do grupo aproxima-se para prendê-la, a criança
destacada grita: - “Morto” ! Ao ouvir o grito, os perseguidores deverão deitar-
se e só levantarão quando o perseguido, já afastado do grupo, gritar: “Vivo” ! O
jogo termina com a prisão do perseguido, e recomeçará com o novo perseguido
que será a então a criança que prendeu o primeiro.
VARIANTE: Em algumas regiões do Brasil, não há a perseguição. Uma criança
comanda o jogo, dizendo apenas “morto” ou “vivo”, e as demais ficam
respectivamente deitadas ou de pé. O comandante do jogo procura fazê-las
confundir - se, repetindo a mesma ordem mais de uma vez. Quem for errando
vai saindo do jogo, vencerá a última a confundir-se. Essa variação é semelhante
ao jogo “Soldado de chumbo - boneca de pano”.
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

CHICOTINHO QUEIMADO CHICOTE QUEIMADO CINTURÃO QUEIMADO CIPOZINHO QUEIMADO PEIA - QUENTE QUENTE E FRIO

Local(is): AC, BA, RJ CE, AL, PB Ceará, Piauí Sergipe RN, Pernambuco AM, Piauí

Desenvolvimento: Uma das crianças esconde um objeto qualquer denominado “peia”(“chicotinho queimado”, etc) e
Desenvolvimento:
Uma das crianças esconde um objeto qualquer denominado “peia”(“chicotinho
queimado”, etc) e volta ao grupo que vai procurá-la. Ao voltar anuncia:
_
Pronto !
_ À medida que alguém se afasta do local em que o chicote está escondido,
quem o escondeu informa:
_ Está frio ! Está gelado !
Ao contrário, ao se aproximarem, ele exclama:
_ Está esquentado ! está quente !
Se a criança está no local:
_ Está pegando fogo !
E se encontra:
_ Pegou fogo !
Neste momento, a criança que achou o chicote corre atrás do grupo a fim de
bater-lhe com o galho ou corda nas costas.
Essa criança será a próxima a esconder o objeto.
• Objetos ou brinquedos utilizados: Nome: “Peia”, “chicotinho - queimado”,
etc
Material: qualquer objeto
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

MELANCIA

• Local(is):Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Forma-se uma roda de crianças sentadas. Uma fica no
• Local(is):Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Forma-se uma roda de crianças sentadas. Uma fica no meio da roda. Esta é a
dona das melancias que são as outras meninas.
Outra criança fica separada do grupo
a uma certa distância: representa a
velhinha.
As da roda dizem: - Velhinha das mil onças ?
A velhinha responde: Pra diante que não ouço
A velhinha vem se aproximando, manquejando, a agarrada a um bastão. A dona
das melancias vai avisando: - Olhe o buraco, velha !
_ Olha a cobra, velha !
A velha vai se desviando até chegar junto e pergunta: - Tem melancia ? - Tem.
As meninas deitam
- se na calçada e a velha vai batendo na barriga e
escolhendo.
_ Cadê (que é de) o dinheiro ? diz a dona das melancias.
_ Vou buscar, responde a velha.
Assim que a velha sai, as meninas se escondem atrás da dona.
Ao voltar pergunta se têm fogo.
_
Tem
_
Tem cachorro ?
_
Não
E
quando a velha vai acender o cachimbo os cachorros saem a pegá-la.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: Brinquedos e Rodas Infantis - Boletim Alagoano de Folclore 4 (1/2)
Data da coleta: 1952

LACOXIA

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Reúne-se um grupo de meninas formando uma roda,
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Reúne-se um grupo de meninas formando uma roda, todas de cócoras,
conservando a cabeça baixa. Uma outra menina sai com um sapato na mão e as
rodeia, deixando o sapato perto de uma delas.
Depois que dá uma volta, se a menina não perceber o sapato junto a si, a
menina que o pôs no referido lugar o tira e sai dando na outra até fazer uma
volta. Então esta vai ser a lacoxia. Se, porém, a menina perceber o sapato junto
a si, o sapato que continuará como lacoxia. Quando a menina está com o sapato,
rodeando as demais diz:
_ Corre, corre, lacoxia.
Que é de noite, que é de dia.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: Brinquedos e Rodas Infantis - Boletim Alagoano de Folclore 313
Data da coleta: 1952
Data da publicação: 1958

ANDAR SOBRE CACO DE COCO

• Local(is):Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Arranja-se 2 cacos de coco, fura-se nos “olhos” e
• Local(is):Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Arranja-se 2 cacos de coco, fura-se nos “olhos” e coloca-se um pedacinho de
pau por dentro e amarra-se um cordão. E só colocar o cordão entre os dedos
dos pés e andar.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: coco, pau, cordão
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

SOLDADO INGLÊS

• Local(is): Viçosa de Alagoas - Alagoas • Desenvolvimento: Dispunham-se os meninos e meninas, aos
• Local(is): Viçosa de Alagoas - Alagoas
• Desenvolvimento:
Dispunham-se os meninos e meninas, aos pares, uns ao lado dos outros, em
três ou quatro fileiras, de acordo com o número de participantes e espaço
reservado para a sua execução. Essas três ou quatro filas de parelhas, lado a
lado, deslocavam - se em andamento de marcha, para frente e para trás,
enquanto cantavam os versos ou quadras:
Soldado inglês.
Não carrega cinturão,
Só carrega carabina
E a camisa de azulão.
Ao movimentarem-se para trás, após a primeira cantiga, parece que faziam
com a mão direita o gesto de atirar com uma pistola, cantando:
Pra trás que eu te atiro,
Pra trás que eu te atirei.
Então os pares se enlaçavam, desmanchava-se as fileiras e faziam um
valseado ou rodopiavam ao som do resto da cantiga:
Cavaleiro roda a dama,
Que a minha eu já rodei.
Depois, refaziam-se as fileiras e repetiam - se a cantiga e sua movimentação.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: O “Soldado Inglês, um velho brinquedo da infância”. in Antologia do
Folclore Brasileiro.
Data da publicação: 1982

SOLDADO INGLÊS - VARIAÇÃO

• Local(is): Viçosa de Alagoas - Alagoas • Desenvolvimento: Soldado inglês Não carrega cinturão Só
• Local(is): Viçosa de Alagoas - Alagoas
• Desenvolvimento:
Soldado inglês
Não carrega cinturão
Só usa carabina
E camisa de azulão.
Pra trás que eu atiro
Pra trás que eu atirei
Cavaleiro rode a dama
Que a minha eu já rodei
Pra trás que eu atiro
Pra trás que eu atirei
Cavaleiro solte a dama,
Que a minha eu já soltei
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: O “Soldado Inglês, um velho brinquedo da infância”. in Antologia do
Folclore Brasileiro.
Data da publicação: 1982

RODA

• Local(is):Viçosa de Alagoas - Alagoas • Desenvolvimento: Faz-se uma roda e fica uma menina
• Local(is):Viçosa de Alagoas - Alagoas
• Desenvolvimento:
Faz-se uma roda e fica uma menina no meio.
As da roda cantam:
Soldado inglês
Não usa cinturão
Só carabina
E camisa de algodão
A do meio:
Pra frente, eu atiro,
Pra trás atirei
Roda a dama, cavaleiro,
Que a minha eu já rodei
A menina que está no meio escolhe uma para rodar com ela e as outras rodam
com seus pares. A que ela escolher vai para o meio e recomeça a brincadeira.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: O “Soldado Inglês, um velho brinquedo da infância”. in Antologia do
Folclore Brasileiro.
Data da publicação: 1982

CAVALO DE PAU

• Local(is):Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Arranja-se um cabo de vassoura, amarra-se um barbante na
• Local(is):Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Arranja-se um cabo de vassoura, amarra-se um barbante na ponta do mesmo e
coloca-se entre as pernas e galopa-se.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1970

BOM - BARQUEIRO

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Faz-se uma fila de meninos e meninas e
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Faz-se uma fila de meninos e meninas e dois ficam separados com as mãos
para cima segurando uma na outra.
Os da fileira passam contando por baixo dos dois que prendem o último que
escolherá uma das frutas ou objetos.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

PORRINHA / PALITINHOS

• Local: Alagoas • Número de participantes: no mínimo 2 • Desenvolvimento: A brincadeira consiste
• Local: Alagoas
• Número de participantes: no mínimo 2
• Desenvolvimento:
A brincadeira consiste em acerta-se o número de pontos que está na mão do
adversário, ou dos adversário, somando aos seus. Para isso, cada jogador
utiliza-se de 3 palitos, no máximo, podendo em cada partida colocar na mão
todos os 3.
Caso contrário, jogará com 2, com apenas 1, e ainda poderá sair jogando com a
mão vazia, ou seja, zero ponto ( sair de lona), deixando os palitos escondidos na
outra mão.
O jogo começa quando os participantes expõem uma das mãos fechadas, com
os palitos, para que cada um dando um palpite adivinhe a quantidade de palitos
contidos nas mãos dos adversários juntadas aos da sua.
Depois de todos dizerem um número, pela ordem, abrem a mão, para a soma
dois pontos.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Palito de Fósforo (mais usual), outros tipos de palitos, moeda, grão de
feijão, de milho, etc.
• Fonte - BARROSO FILHO, Luiz Gonzaga
Título: Três jogos Folclóricos em Alagoas - Maceió - Comissão Alagoana de
Folclore.
Data da publicação: 1987

VIUVINHO

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Jogo antigo que consiste na permuta de esposas.
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Jogo antigo que consiste na permuta de esposas. Forma-se um grande circulo
de cadeiras. As meninas sentam-se nelas e os meninos ficam atrás delas,
guardando suas damas. Fica uma cadeira vaga, atrás da qual se encontra o
viuvinho.
As meninas tentam fugir de suas cadeiras, porém os seus maridos procuram
agarrá-las. Se elas escapam e vão para o cadeira do viuvinho, que era o menino
sem dama, o ex - marido terá que se conformar e procurar outra mulherzinha.
Conseguirá isso piscando o olho para qualquer uma das damas que por sua vez
procurará fugir do seu maridinho.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: O “Soldado Inglês, um velho brinquedo da infância”. in Antologia do
Folclore Brasileiro 4(1/2).
Data da coleta: 1952
Data da publicação: 1959

BRINCANDO DE FRUTAS

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: De um grupo de crianças, tiram-se 3: uma
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
De um grupo de crianças, tiram-se 3: uma será o anjo bom que virá perguntar
se tem fruta e dirá a fruta que quer. Se acertar, leva-a, outra, o anjo mau, e
outra a dona das frutas.
O anjo que conseguir mais frutas será o vencedor.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

PATINETE

• Local(is): Maceió - Alagoas • Objetos ou brinquedos utilizados: Nome: Patinete Manufatura: Feito pelo
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Patinete
Manufatura: Feito pelo adulto.
Material: Espécie de carro com 2 rodas (rolimãs); adquire-se 2 tábuas de
mais ou menos uma polegada de espessura com aproximadamente 0,10 cm de
largura e arma-se em forma de ângulo de mais ou menos 80 tendo nos
encontros uma espécie de dobradiça que servirá para fazer as voltas ou curvas.
Abaixo, na parte dianteira e traseira, serão colocados os rolimãs que darão a
possibilidade de deslizamento sobre as calçadas.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

BRINCANDO DE BONECA

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Várias meninas, cada uma com suas bonecas, que
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Várias meninas, cada uma com suas bonecas, que significam suas filhas se
reúnem para brincar fazendo roupas e sapatos para as mesma; depois que uma
faz sua casa, as outras vão visitar, fazendo-se passar por comadres.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

BRINCAR DE PERNA - DE - PAU

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Arranja-se 2 cabos de vassoura e abaixo da
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Arranja-se 2 cabos de vassoura e abaixo da metade dos mesmos, prega-se um
pau inclinado e outro horizontal. Depois se sobe nestes e começam a andar
como palhaço de circo.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

CARRO DE LADEIRA

• Local(is): Maceió - Alagoas • Objetos ou brinquedos utilizados: Nome: Carro Manufatura: Feito pela
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Carro
Manufatura: Feito pela criança/adulto.
Material: É feito com tábuas montadas sobre eixos e 4 rodas. Na parte
dianteira, colocam-se os pés para fazer as curvas e quando se quiser frear,
puxa-se a trava o eixo traseiro. Este tipo de carro é usado no brinquedo de
descer ladeiras.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

CADÊ O GRILO ?

• Local(is): Vila de Urupema - Município de Atalaia - Maceió - Alagoas • Desenvolvimento:
• Local(is): Vila de Urupema - Município de Atalaia - Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Forma-se, uma fila de meninas, uma atrás da outra. Em frente a estas, uma
outra menina faz que está procurando alguma coisa.
A
menina da frente da fila pergunta :
_
Que está procurando, minha velhinha ?
_
É uma agulhinha.
_
É grossa ou fina ?
_
É grossa (diz o quiser)
A
da frente mostra uma das pernas e pergunta:
_
É esta ?
_
Não.
E
assim todas as meninas vão mostrando as pernas até chegar à ultima. Ao
mostrar esta a 2- perna, a menina que faz a parte da velha, responde:
_
É esta mesmo.
E
investe para pegá-la. Mas as outras abrem os braços não deixando pegar.
Então perguntam:
_
Que é que tu queres, gavião ?
_
É o pinto pelado, responde “a velha”.
E
faz tudo para pegar a última menina.
Quando o consegue, a que é pega passa a ser “a velha”.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Título: Brinquedos e Rodas Infantis - Boletim Alagoano de Folclore 3(3).
Data da coleta: 1942 a 1945
Data da publicação: 1958

TIME DE BOTÕES

• Local: Alagoas • Número de participantes: 2 • Desenvolvimento: Os times são compostos de
• Local: Alagoas
• Número de participantes: 2
• Desenvolvimento:
Os times são compostos de onze jogadores: um goleiro (caixa de fósforos
recheada com qualquer coisa pesada) cinco botões de defesa (mais altos e
maiores) e cinco atacantes.
O tempo de duração de cada partida fica a critério do que for convencionado
pelos participantes.
Todas as infrações cometidas no jogo de futebol profissional, são aplicadas
ao jogo de botão.
Nas cobranças de faltas do gol, o beneficiado deve dizer ao adversário a
expressão “coloque-se”, antes de cobrá-las.
Vence o jogo aquele time que conseguir fazer o maior número de gols durante
o tempo normal. Terminando em empate, poderá haver prorrogação ou ser
decidido através da cobrança de pênaltis.
Regras semelhantes às do jogo de futebol.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Botão, Bola e campo de jogo
Manufatura: Botão, artesanal ( antigamente): industrial
Material: bola ou disco - forma achata de plástico (hoje). Antigamente
utilizava-se uma bolinha de lã com uma semente de piriquiri ou uma bola feita
de farinha de trigo.
Campo - um metro e vinte a um metro e cinqüenta de comprimento, por
setenta ou oitenta cm de largura (medidas não oficiais), sempre feito de
madeira. Na falta dele, utilizava-se um lugar liso e plano para que os botões e
bola possam correr livremente.
Botões - artesanais - cacos de coco - de - Bahia, de osso de chifre de boi,
botão de roupa (paletós, capas de chuva).
Industriais - mostradores de relógio, tampas de vidro, acrílico e plástico
(atualmente).

O botão possui de seis a dez centímetros de diâmetro por um ou dois centímetros de altura. Usa-se uma palheta ou a própria unha para acioná-lo de encontro á bola.

• Fonte - BARROSO FILHO, Luiz Gonzaga Título: Três jogos folclórico em Alagoas - Maceió
• Fonte - BARROSO FILHO, Luiz Gonzaga
Título: Três jogos folclórico em Alagoas - Maceió - Comissão Alagoano de
Folclore.
Data da publicação: 1987

PINACAINHA

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: As meninas colocadas em roda, no chão, fecham
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
As meninas colocadas em roda, no chão, fecham as mãos e as colocam uma
sobre as outras, formando uma espécie de coluna.
Uma outra criança, fora da roda, diz:
_
Machado corta ?
As da roda respondem:
_
Não corta ?
_
E se cortar ?
_
Tem dinheiro pra pagar
Dizendo a última resposta a menina mete a mão, como se fosse um punhal e
corta a pilha. Então, as mãos ficam no chão, um punhal e corta a pilha. Então, as
mãos ficam no chão, estiradas, palmas sobre o solo, pontas para dentro
formando um círculo. A menina que está fora da roda, diz, beliscando com uma
das mãos das colegas sentadas:
_
Pinicainha da barra de 25.
Mingorra, mingorra, tire esta que já está forra.
A menina sobre a qual recai o beliscão no momento em que for dita a palavra
forra - retira a mão e assim sucessivamente vão retirados as mãos à proporção
que forem sendo beliscadas.
Logo que retiradas da roda as meninas passam a esfregar as mão uma na
outra, pra ver quem mais esquenta.
_ Cu - cu - ru - cu, cu
As outras respondem :
_ Não é hora, não.
A menina torna a dizer:
_ Qui, qui - ri -
As meninas respondem:
_
Está na hora>
Então a menina aproxima-se das outras e dirigindo-se a uma delas, pergunta:
_
Aqui passou um patinho ?
_
Passou.
_
Para cima ou para baixo ?

Pra baixo.

_ _ Que comida deu ? _ Milho cozinhado sem sal. _ Que água deu
_
_
Que comida deu ?
_
Milho cozinhado sem sal.
_
Que água deu ?
_
Água da fonte real.
_
Com que cobriu ?
_
Com a toalhinha de bico e redonda.
_
Onde estendeu ?
_
Na pimenteira.
_
Vamos ver, Lêlê, se o bolinho tá quente ?
_
Vamos.
Então a menina que está respondendo põe as mãos no rosto da que está
perguntando.
Toadas as outras fazem o mesmo e depois a menina faz o julgamento. A que
tiver apresentado as mãos mais quentes será a vencedora.
• Fonte - BRANDÃO, Théo
Alagoano de Folclore 3(3).
Data da coleta: 1952
Título: Brinquedos e Rodas Infantis - Boletim
Data da publicação: 1958

BARRILHE

• Local: Alagoas • Desenvolvimento: O barrilhe é um jogo semelhante ao esconde - esconde,
• Local: Alagoas
• Desenvolvimento:
O barrilhe é um jogo semelhante ao esconde - esconde, acusado, pique -
esconde ou trinta e um.
Uma criança é indicada por uma das formas de seleção (bater - pedrinha,
pedra - tesoura - papel, etc.), para ser a pegadora. Após contar até um número
determinado pelo grupo para que todos se escondam, o pegador sai então à
procura das demais todos se escondam, o pegador sai então à procura das
demais crianças. Ao contrário a primeira, grita:
_ Barrilhe - um fulano (nome do avisado) em tal lugar (identificação do lugar)!
Exemplo: Barrilhe - um Carlos atrás do muro ! Não é necessário tocar na
criança encontrada.
Ao encontrar a segunda criança diz:
_ Barrilhe - dois fulano de tal em tal lugar !
O jogo prossegue até que é a última criança seja achada. Quem é encontrada
sai do jogo.
Enquanto o pegador está procurando, as outras crianças que estão
escondidas devem tentar tocá-lo sem que ele perceba.
Acontecendo isso, o jogo está encerrado e o pegador continua o mesmo na
rodada seguinte. Caso sejam encontradas todas as crianças, o próximo pegador
será o barrilhe - um.
• Fonte: MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

QUEDA DE BRAÇO BRAÇO DE FERRO/CAMA DE BRAÇO QUEDA/MÃO CAMBÃO

• Local: Alagoas • Número de participantes: 2 • Desenvolvimento: É necessário a presença de
• Local: Alagoas
• Número de participantes: 2
• Desenvolvimento:
É necessário a presença de um árbitro para que haja imparcialidade quanto ao
resultado.
Uma pessoa mede forças com um parceiro, apoiando o cotovelo sobre uma
mesa, com o antebraço em posição perpendicular.
Unir sua mão ou seu pulso ao do parceiro, postado em posição idêntica, na
outra extremidade da mesa, fazendo com que este não suportando, ou
perdendo as forças, tenha a mão ou o antebraço dobrado até que o encoste na
sua superfície, isto é, derrubando sobre o tampo da mesa.
• Fonte - BARROSO FILHO, Luiz Gonzaga
Título: Três jogos folclórico em Alagoas - Maceió - Comissão Alagoano de
Folclore.
Data da publicação: 1987

ROUBAR BANDEIRA

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Divide-se o grupo em 2. Cada grupo esconde
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Divide-se o grupo em 2.
Cada grupo esconde uma bandeira.
O grupo que conseguir achar a bandeira do outro será o vencedor.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

BRINCAR DE JOGO

• Local(is): Maceió - Alagoas • Desenvolvimento: Se Junta um grupo de crianças e começa-se
• Local(is): Maceió - Alagoas
• Desenvolvimento:
Se Junta um grupo de crianças e começa-se a arranjar “mercadorias” como
areia, barro, pedra, mato, etc. Um será o dono da venda e os outros os
fregueses que vão comprar.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: “mercadorias”
Material: areia, barro, pedra, mato, etc.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978

BOLINHAS DE SABÃO

local(is): Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Alagoas, Sergipe, Bahia, São Paulo Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal

• Desenvolvimento: Adquire-se um talo de mamoeiro e corta-se tirando a folha e a parte
• Desenvolvimento:
Adquire-se um talo de mamoeiro e corta-se tirando a folha e a parte mais
grossa. Faz-se em um copo espuma de sabão, mergulha-se o canudo e me
seguida sopra-se bem de leve fazendo-se as bolas que serão soltas no ar.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da publicação: 1978
SELA CARNIÇA REPETIDA PULAR CARNIÇA local(is): Mato - Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina Maranhão,
SELA
CARNIÇA REPETIDA
PULAR CARNIÇA
local(is): Mato - Grosso, São Paulo,
Paraná, Santa Catarina
Maranhão, Bahia
Maranhão, Ceará, Sergipe,
Alagoas Rio de Janeiro,
e Distrito Federal
UNHA NA MULA ( “MANAMULA” )
São Paulo
• Desenvolvimento:
As crianças dividem-se em dois grupos. Um dos grupos, indicando por sorteio,
deve “selar, ou seja, deve tomar a seguinte posição: colocar-se em fileira,
distanciando um componente do outro aproximadamente 3 metros, tronco
flexionado à frente (quase em 90° com as pessoas), queixo voltado para o peito
e mãos apoiadas sobre o joelho.
O outro grupo deve saltar por sobre cada um dos colegas selados (colocados
de lado para o saltador), apoiando as duas mãos nas costas desses e afastando
simultaneamente as duas pernas.
Após o grupo de saltadores passar por todos os colegas selados, inverte-se as
posições: o grupo que selou irá saltar e vice -versa.
Variante: Uma variação do jogo permite ao Líder do grupo de saltadores (o
primeiro a saltar), criar formas diferentes de ultrapassar os colegas selados, o
que deve ser imitado por todo o restante do grupo. Se por exemplo, o Líder
gritar: “esborrachar melancia”, ao ultrapassar os colegas selados, todos devem
soltar um pouco o apoio das mãos sentados ligeiramente sobre as costas dos
selados.
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de
Título: Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
Data da publicação: 1985

CARRO DE LATA DE ÓLEO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Variação - Carro de lata de óleo com
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento: Variação - Carro de lata de óleo com rodas - Se Pega 2
latas de óleo, uma corta-se no sentido transversal - está servirá para fazer
a cabine, e da outra se tira uma das faces, ficando assim aberta em um dos
lados - é a que irá servir de carroceria. Monta-se sobre 2 tiras de madeira
que formam o “chassis” e este sobre rodas feitas com madeira mole.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Carro de lata de óleo
Manufatura: feito pela criança
Material: Abre-se a lata, corta-se o lateral e faz-se um furinho, amarando-
se um cordão. Depois, é só colocar areia ou pedra e puxar.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da coleta: 1978

MÃO MOLE

• Local: Alagoas • Desenvolvimento: “Se Segura o bracinho da criança pela “munheca” de forma
• Local: Alagoas
• Desenvolvimento:
“Se Segura o bracinho da criança pela “munheca” de forma que a mãozinha
fique abandonada”.
“Move-se e diga-lhe simultaneamente: mão mole.mão mole.
mão
pá !”
“Ao pronunciar a última palavra, leva-se a mãozinha de leve na boca da
criança” !
• Fonte - TENÓRIO Rocha, José Maria
Título: Iniciação ao Folclore - Vol.1.
Data da coleta: 1976
Data da publicação: 1980

CURRE - CURRE

• Local: Alagoas • Desenvolvimento: As crianças sentadas: Uma delas coloca várias caroços de milho
• Local: Alagoas
• Desenvolvimento:
As crianças sentadas: Uma delas coloca várias caroços de milho na mão e
esconde.
_
Ele diz: Curre-curre
_
Eu entro - responde.
_
Com quatro ?
_
Com quatro
Se o que respondeu acertou o N.º de caroços de milho que está na mão do
outro, vence. Se perder, disser errado o N.º de caroços, a brincadeira continua
até um deles acertar.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Material: caroços de milho
• Fonte - ROCHA, José Maria Tenório
Título: Iniciação ao Folclore - Vol. 1
Data da coleta: 1976
Data da publicação: 1980

CALÇADINHA DE OURO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Reúne-se um grupo de meninos. Um é o
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento: Reúne-se um grupo de meninos. Um é o dono da calçada.
Se o dono da calçada e os outros ficam subindo e descendo a calçada. Se o
dono tocar alguém, será o dono da calçada de ouro.
• Fonte - GUIMARÃES, Leonor e CORDEIRO, Eramis
Título: Os puros e maravilhosos brinquedos infantis - Jornal de Alagoas.
Data da coleta: Não Consta
Data da publicação: 1978

FITA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Fica um grupo de crianças sentadas e cada
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Fica um grupo de crianças sentadas e cada uma escolhe uma cor de fita que
lhe agrade.
Fora do grupo, afastado, ficam mais 2 crianças que representam a Anjo Bom e
o Anjo Mau.
_
O Anjo Mau passou por aqui ?
_
Passou, respondem as do grupo.
_
O que foi que disse de mim ?
_
Nada
_
Tem fita ?
_
Tem qual a cor ?
O anjo diz a cor que quer. Se alguma menina escolheu aquela cor vai com ele,
caso contrário, o anjo volta sozinho.
Em seguida vem o Anjo Mau e pergunta:
_ O Anjo Bom passou por aqui ?
_ Passou, dizem as do grupo.
_ O que foi que disse de mim ?
Nada.
_
Tem fita ?
_
Tem.
_
Qual a cor.
Procede-se da mesma forma anterior e no final o Anjo que tiver acertado
mais cores e, portanto com mais crianças ao seu lado, é o vencedor.
• Fonte - BRANDÃO, Theo
Título: Brinquedos e Rodas Infantis - Boletim Alagoano de folclore 4(12).
Data da coleta: 1952
Data da publicação: 1959

RODA NO GANCHO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Coloca-se num pedaço de pau comprido um gancho,
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Coloca-se num pedaço de pau comprido um gancho, se pega uma roda de
madeira pesada ou de ferro e empurra-se a roda com o gancho.
• Fonte - GUIMARÃES e Cordeiro - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis, 1978.

BRINCAR DE GARRAFÃO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Um grupo de crianças faz um quadrado no
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Um grupo de crianças faz um quadrado no chão, que tem uma aba. Um dos
meninos fica por fora com uma pêra na mão e os outros ficam no centro do
quadrado, pela aba. Se entrarem por outro lado serão linchados.
• Fonte - GUIMARÃES e Cordeiro - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis, 1978.

BRINCAR DE MELANCIA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Se Junta um grupo de crianças, escolhe-se um
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Se Junta um grupo de crianças, escolhe-se um para ser o comprador e o outro
para ser o vendedor. Os restantes encostam-se na parede ou deitam-se no
chão e estufam a barriga.
Aquele que estufar mais a barriga será a 1º. melancia a ser comprada.
• Fonte - GUIMARÃES e Cordeiro - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis, 1978.

CAIPIRA OU JOGO DE CASTANHA

• Local: Alagoas • Desenvolvimento: Os meninos traçam no chão um retângulo dividido em seis
• Local: Alagoas
• Desenvolvimento:
Os meninos traçam no chão um retângulo dividido em seis partes numeradas.
1 - Avestruz
2 - Águia
3 - Burro
4 - Borboleta
5 - Cachorro
6 - Cobra
Todos os meninos apostam no bicho que pretendem colocando uma ou mais
castanhas na “casa” do bicho. O dono do jogo ou banqueiro tem um bozó na mão
que coloca dentro de uma lata e vai balançando. Depois joga a lata em cima da
superfície e aparece o bicho sorteado.
Quem jogou 1 castanha e ganhou, recebe 5 castanhas. Pode-se também
apostar pôr dinheiro e cada R$ 1,00 que se aposta, se ganha R$ 1,00 que se
aposta, se ganha R$ 5,00.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Castanha de caju, lata, bozó.
• Fonte - TENÓRIO, José Maria - Iniciação ao Folclore - Vol. I, 1976.

CARACOL, AMARELINHA EM CARACOL OU JOGO DO CÉU

• Local(is): PB - AL - SE - BA - SP - PR - SC
• Local(is): PB - AL - SE - BA - SP - PR - SC - RS - DF - MT
• Desenvolvimento:
A denominação desse jogo vem da forma do seu gráfico: um círculo em espiral.
Feito o desenho no chão, a criança, apoiada num pé só, vai saltando até chegar
ao Céu (1). Nesse local pode descansar, apoiando os dois pés. Volta em seguida
saltitando da mesma forma. Não errando, ou seja, não pisando nas linhas, tem
direito a fazer “coroa” em qualquer quadro. Isto é, assinalar um quadro que só
ela pode pisar (mesmo com os dois pés). Quando chegar a uma situação em que
há muitas coroas, não podendo pular várias coroas seguidas, a criança pode
saltar para o primeiro quadro ao lado das coroas, desviando-se delas. A coroa é
geralmente enfeitada com desenhos, letras, etc. Vencerá quem maior número
de coroas fizer.
• Objetos ou Brinquedos utilizados:
Nome: Malha
Material: pedra - caco de telha - casca de banana
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de - Jogos populares infantis como
recurso pedagógico de
., 1985.
• Local(is): AL - RN - PB - PI - PE - MA - AC
Local(is): AL - RN - PB - PI - PE - MA - AC - PA - AM - CE - SE - RJ - SP - PR
- MT - DF - BA - SC - RS
• Desenvolvimento:
As crianças fazem um desenho no chão, conforme o gráfico indicado no item
3. Suas diversas partes são numeradas de 1 a 7. Uma das crianças indicadas
por um forma de seleção do próprio grupo, inicia o jogo, lançando um caco de
telha, uma pedra achatada, ou um pedaço de madeira no quadro número 1. Em
pé só, a criança inicia o percurso: salta por sobre o quadro onde está o caco, cai
com um pé só no quadro N.º2, no quadro N.º3, continua num pé só, caindo agora
simultaneamente nos quadros N.º4 e 5. No quadro N.º6 volta a pular com um pé
só, e então cai na Lua (quadro N.º7), onde pode descansar. Volta, iniciando o
jogo pelo quadro N.º6 num pé só, 4 e 5 com os dois, 3 com um pé só, e no
quadro N.º2, equilibrando-se em um pé deverá pegar o caco no quadro N.º1 com
uma das mãos, e em seguida saltar por sobre o quadro onde estava o caco.
Agora ela deve lançar o caco no quadro N.º2, e então começará o jogo pisando
comum dos pés no quadro N.º1, salta por sobre o quadro N.º2 (onde está a
pedra), cai com um pé só no quadro N.º3, e assim por diante. Quando o caco
estiver no quadro N.º4 ou5, a criança deve pegá-lo apoiando em um só pé no
quadro que ficar ao lado. Exemplo: caco no quadro N.º4, a criança deve pegá-lo
com uma das mãos, apoiada num pé só sobre o quadro N.º5. Já quando o caco
estiver na Lua a criança deve pegá-lo no quadro N.º6 e voltar daí, sem
portanto, fazer, fazer o descanso usual na Lua. Caso erre o salto, ou pise nas
linhas, ou se no lançamento do caco este não cair no quadro da vez, ou cair em
cima de uma das crianças consiga passar por todos os quadros, fazendo os
lançamentos, e acertando todo o percurso, deve percorrer o gráfico
transportando o caco sobre um dos pés, saltitando com o outro. Nos quadros
N.º4 e 5 apoia os dois pés. Na Lua também para descansar, e inclusive, pode
ajeitar o caco sobre o pé. Se fizer todo o percurso anterior sem erros, agora
na 3 i rodada deve transportar o caco sobre os dedos indicador e médio de uma
das mãos, por todo o gráfico, também saltitando num pé só.
Na 4 i e última rodada a pedra é colocada sobre a testa, e portanto sem ver o
gráfico no chão, a criança deve percorrê-lo saltitando num só pé. Pode, nesta
rodada, perguntar: - Pisei ? As demais crianças deverão responder. Na Lua ela
pode arrumar a pedra na testa e prepara-se para voltar seguindo o percurso. A
vencedora será a criança que concluir primeiro o percurso nas diversas formas.

Variante; Fazer coroas - de costas para o gráfico a criança lança a pedra por cima da cabeça. No quadro em que cair fará “coroa”. Nesse quadro somente ela poderá pisar, até mesmo com os dois pés. A coroa só poderá ser feita após uma rodada completa de um jogador. O jogo continuará. Vence quem fizer maior número de coroas.

• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de - Jogos populares infantis como recurso pedagógico de
• Fonte - MELLO, Alexandre Moraes de - Jogos populares infantis como
recurso pedagógico de
., 1985.

CABRA CEGA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Amarra-se um pano nos olhos de um menino
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Amarra-se um pano nos olhos de um menino e os outros ficam ao redor
chamando e batendo nele; se o menino que está fazendo o papel de “cabra-
cega” conseguir pegar alguma criança, esta será a próxima cabra-cega.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Pano ou lenço.
• Fonte - GUIMARÃES ECORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis. Jornal de Alagoas, 1978.

PULAR CORDA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Reúne-se um grupo de crianças, duas para segurar
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Reúne-se um grupo de crianças, duas para segurar a corda, sendo uma de cada
lado. As restantes ficarão saltando dentro da corda com muito cuidado para
não pisar na mesma, pois, do contrário passará a rodar.
A corda e a que estava rodando irá para o meio saltar. Existem muitos jeitos
de pular corda: pinga, um-dois-três, sai passeio, banho de mar, cobrinha e
apanha ovo.
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas.
Data de coleta: 1978

CORRE-ATRÁS, MATA-MATA, CORRIDINHA

• Local(is): Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espirito Santo, Ceará, Minas Gerais, Alagoas, São
• Local(is): Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espirito Santo, Ceará, Minas
Gerais, Alagoas, São Paulo.
• Número de participante: 2
• Espaço: ar livre
• Desenvolvimento:
No Rio de Janeiro é praticado por dois ou mais jogadores. O primeiro, via de
regra por ter se adiantado e gritando “primeiro”, lança sua bola de gude numa
direção qualquer. Segue-se o segundo, que procura atingi-lo; o terceiro e assim
sucessivamente, até voltar a vez do primeiro. Será vencedor aquele que
conseguir eliminar os adversários por meio de “tecos”. O jogo pode ser “à
brinca” ou “à vera”. Neste último caso, convencionou-se previamente qual a
quantidade de bolas em disputa. O jogador atingido deve se retirar do jogo e
entregar o número de bolas combinado a quem o acertou. O total de bolas em
jogo será arrecadado pelo vencedor final. Em Santa Catarina esta modalidade
é conhecida nos meios de influência ética lusa, italiana e alemã e muito usada,
como no Rio de Janeiro, quando dois meninos são incumbidos de realizar algum
trabalho fora de casa. Em Belém, o jogador a iniciar a partida é aquele que
lança a bola a seus pés e grita “primeiro”. Pode-se também traçar uma linha no
chão, na direção da qual os jogadores devem lançar as suas “petecas”. O que
mais se aproximar da linha deve iniciar o jogo. O jogador que atinge o
adversário diz “morreu”, “matei-te” e ganha dele uma “peteca”. O jogo admite
apenas dois participantes.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Bola de gude
Manufatura: Industrial
Material: vidro
• Fonte - SOFFIATI NETO, Aristides - Cadernos do Folclore, Rio de Janeiro,
Funarte, 1977

JOGO DE CHIMBA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Um grupo de meninos faz um triângulo no
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Um grupo de meninos faz um triângulo no chão e em cada ponta coloca uma
chimbra, depois com o dedo polegar vai impulsionando as mesmas até atingirem
sua meta.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Chimbra
• Fonte - GUIMARÃES E CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas, 20 de janeiro de 1980.

PIÃO E A CARRAPETA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Espaço: terreno sólido • Desenvolvimento: Com o pé direito,
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Espaço: terreno sólido
• Desenvolvimento:
Com o pé direito, apoiando-se o calcanhar no solo, o jogador executa uma
volta completa do próprio corpo, deixando marcado um círculo no chão,
determinado pelo circunferência produzida pelo dedo grande vergado para
baixo (infinca). Os jogadores podem atirar de castelo ou de bico segundo sua
maneira de empunhar o pião. Faz-se o arremesso na direção do infinca,
calculando com jogador o seu ponto, isto é, a distância em que deverá colocar-
se para atirar, o qual decorria do comportamento da fieira, e esse, quase
sempre, da sua espessura e do diâmetro do pião. Aquele jogador que colocasse
seu pião no perímetro da figura, teria de deitá-lo no centro da mesma, para
servir de alvo aos outros, resultando sair o paciente muitas vezes furado ou
lascado. O jogador deveria, além disso, fazer dançar o pião, fazê-lo rodopiar e
apará-lo na mão ou na unha. Para isso, com a mão direita aberta, de face
externa para baixo e o dedo indicador afastado do médio, formando um “v’, o
jogador introduzia essa abertura por baixo do pião, dava-lhe um pancada rápida
e leve com o indicador e o brinquedo pulava sobre a palma da mão sem parar o
movimento. Havendo um pião deitado, tolerava-se que o outro não dançasse ou
não fosse aparado, contanto que, ao ser arremessado, pelo menos balançasse
aquele. As vezes o balanço de ponto de enfieira, traduzido pelo extremidade
dessa, não vagava, o que vale dizer, não prevalecia. Fora disso, o pão levantava,
voltando a jogar.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Pinhão
Origem: Planta homônima, ou do fato de servirem os frutos de uma variedade
da mesma para a feitura de pequenas carrapetas.
Manufatura: industrial, no torno
Material: madeira pesada - goiabeira ou jenipapeiro. Os piões se constituíam
do castelo, no topo, o corpo, que começava por um hemisfério e se ia
adelgaçando. A ponta introduzida na extremidade inferior do mesmo é feita de
um pedaço de prego ou ferro aguçado a lima. O castelo, pequena bola ou

esferóide, tanto era ornamento do pião como apoio de extremidade da enfieira, ao enrolá-la para o arremesso. Alguns prendem a ponta do cordel com suas próprias voltas em torno do pião. A carrapeta era quase sempre um bilro furtado da almofada de renda da vovó e do qual se amputava a haste, deixando apenas um pedaço de cerca de uma polegada, preso à cabeça e despontando para servir de bico. Tanto se jogava com a fieira como lhe dando o movimento brusco de rotação entre o dedo médio e o polegar e largando-o a rodopiar sobre uma superfície lisa. Na falta de um bilro e para jogar no dedo, servia até um fruto de carrapateira ou do pinhão brabo, branco ou roxo, desse que se planta em frente à casa, contra mal olhado ou mandinga. Enfiava-se nele um pedaço de talo de fósforo ou folíolo de coqueiro e rodava-se com os dedos.

• Fonte - SANTIAGO, Paulino - Jogos e brinquedos da minha infância - Boletim Alagoano
• Fonte - SANTIAGO, Paulino - Jogos e brinquedos da minha infância - Boletim
Alagoano do Folclore, 1969.
Data de coleta: entre 1968 / 1969.

PINHÃO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Objetos ou brinquedos utilizados: Nome: Pinhão Material: Feito de
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Pinhão
Material: Feito de pau, com a ponta formada por um prego. Enrola-se um
cordão até o meio do pinhão, depois se joga ao chão, o qual fica rodando e
coloca-se na palma da mão.
• Fonte -GUIMARÃES E CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas, 1978.

BRINCAR DE PEGA

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Reúne-se uma turma de crianças, verifica-se primeiro quem
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Reúne-se uma turma de crianças, verifica-se primeiro quem vai ser o pega,
depois os outros se espalham e o pega corre atrás. Quem ele conseguir pegar
vai substituí-lo, recomeçando a brincadeira.
• Fonte -
GUIMARÃES E CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas, 1978.

PEGA

• Local: Alagoas • Número de participantes: quatro ou mais • Desenvolvimento: A turma se
• Local: Alagoas
• Número de participantes: quatro ou mais
• Desenvolvimento:
A turma se reúne e sorteia um que será o pega, isto é, o que irá correr atrás
dos outros a fim de pegá-los. Antes se determina o lufar da “manja” ou lugar
onde quem estiver não poderá ser pego. Quando o pega alcançar alguém a
brincadeira recomeça. O sorteio ou fórmula de escolha pode ser: Um menino
diz “pique, pique, picolé / quantos piques você quer?” Ao pronunciar cada
palavra, vai batendo na cabeça de cada um, o último onde recair a palavra
“quer” será excluído e o líder recomeça até ficar um só menino, que é o pega.
Outra fórmula: “Lá em cima do piano / tem um copo de veneno / quem bebeu,
morreu / anabu, anabu / quem saiu foi tu.
• Fonte - TENÓRIO, José Maria - Iniciação ao Folclore - Vol. I, 1976.

ARRAIA

• Local: Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Saltar arraia mais comum. Empinar: Segurar o papagaio
• Local: Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Saltar arraia mais comum.
Empinar: Segurar o papagaio com uma porção do fio distendido, a certa
distância do dono que, tendo presa na mão a outra extremidade, ao vir uma boa
enfada, gritava: - Larga! ou Solta! . E corria ou puxava rápida e energicamente
o fio, fazendo a arraia ergue-se e, entre descaídos e puxadas, chegar a ponto
de equilíbrio, sustentada pelas correntes aéreas, (sentido restrito).
• Objetos ou Brinquedos utilizados:
Nome: Arraia
Origem: Do nome peixe, pela sua conformação quadrangular ou em losango e
sua calda longa e fina.
Material: Armação de talas cobertas de papel, poucas vezes de pano
• Fonte - SANTIAGO, Paulino - Jogos e brinquedos de minha infância. Boletim
alagoano de folclore 7/8.
Data de coleta: entre 1968 (1969).

ANEL DE OURO

• Local: Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Senta-se no chão um grupo de meninas e
• Local: Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Senta-se no chão um grupo de meninas e uma com um anel preso entre as
mãos, sai colocando nas mãos das outras, deixando o anel, em uma delas. Depois
se pergunta a cada pessoa onde está o anel. Quem responder errado levará
quantos bolos a pessoa disser.
• Objetos ou Brinquedos utilizados:
Nome: Um anel
• Fonte - GUIMARÃES e CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas, 1978.

QUEIMADA

• Local: Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Dividem-se dois grupos, ficando um de cada lado.
• Local: Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Dividem-se dois grupos, ficando um de cada lado.
Vão jogando a bola um no outro e estes se defendendo com o corpo. Quem
deixar cair a bola, será o queimado e saíra do jogo.
• Fonte - GUIMARÃES e CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas, 1978

QUEIMADA OU BALEADO, BARRA BOLA, BOLA QUEIMADA, CAÇADOR, CAMBIO, CEMITÉRIO, MATA-MATA, QUEIMADO

• Local(is): AM, AP, RN, RJ, SP, PR, MT, DF, AC, PB, BA, RS, PE,
• Local(is): AM, AP, RN, RJ, SP, PR, MT, DF, AC, PB, BA, RS, PE, PA, PI, MA,
SE, AL
• Desenvolvimento:
São traçadas três linhas paralelas, distantes mais ou menos 10 metros uma da
outra. A linha do meio representa a fronteira entre os grupos.
Dois grupos de igual número de crianças colocam-se de frente para linha
central, ligeiramente à frente das linhas do fundo. Por um critério estabelecido
pelos participantes, é definido o grupo que inicia o jogo. Este grupo seleciona
um de seus componentes, o qual deve, de posse da bola, correr até a linha
central e arremessá-la contra inimigo. Violentamente, procurando atingir seus
componentes e ao “queimar” seus adversários.
Se algum elemento do grupo inimigo pegar a bola no ar ou após ter tocado no
chão, deve correr até a linha central e arremessá-la com o mesmo objetivo.
Quando algum elemento é queimado, deve passar imediatamente para trás da
terceira linha no campo inimigo, entregando a bola ao grupo contrário, e só
retorna ao seu campo de origem se conseguir queimar um de seus adversários.
Vencerá o jogo o grupo que conseguir trazer o maior número de jogadores
para o fundo de seu próprio campo.
Observações: Os jogadores não devem pisar nas linhas enquanto a bola
estiver em jogo. Se isto acontecer, perdem o direito à posse de bola, caso
tenham.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Uma bola
• Fonte -MELLO, Alexandre Moraes de - Jogos populares infantis como
recurso pedagógico de
., 1985

JOGO DO ELÁSTICO

• Local: Alagoas • Número de participantes: 3 ou mais • Desenvolvimento: Duas crianças seguram
• Local: Alagoas
• Número de participantes: 3 ou mais
• Desenvolvimento:
Duas crianças seguram o elástico nas pernas, enquanto a terceira joga.
O jogo possui várias regras incluindo a altura do elástico e a maneira de pular,
ora pisando o elástico, ora não podendo tocar nele. Quanto mais alto vai
ficando, mais dificuldades aparecem.
* Na falta de crianças, utilizam-se também uma ou duas cadeiras para segurar
o elástico que deverá medir 10 metros no mínimo.
• Objetos ou brinquedos utilizados:
Nome: Elástico e duas cadeiras (opcional)
Material: Elástico de 10 metros, no mínimo
• Fonte - TENÓRIO, José Maria - Iniciação ao folclore - vol. I, 1976.

TELEFONE

• Local: Alagoas • Desenvolvimento: Forma-se uma roda. Um dos participantes escolhe uma palavra que
• Local: Alagoas
• Desenvolvimento:
Forma-se uma roda.
Um dos participantes escolhe uma palavra que diz ao que fica ao final da fila
que a transmite por sua vez ao seu vizinho muito rapidamente, assim até o
final.
Se a palavra chegar ao final muito deturpada, começa-se a brincadeira
novamente.
• Fonte - TENÓRIO, José Maria Rocha - Iniciação ao folclore - vol. I, 1976.
Data de Coleta:1980

BOCA-DE-FORNO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Senta-se o parceiro escolhido para iniciar a brincadeira
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Senta-se o parceiro escolhido para iniciar a brincadeira e troca com os
companheiros, de pé m sua frente, o seguinte diálogo:
- Boca de forno?
- Forno!
- Tira bolo?
- Bolo
- Fizeste o que eu fiz?
- Fiz.
- Remando, remando, que
e volte correndo.
A frase era completada com a ordem de executar uma ação qualquer a certa
distância, como: beijar um poste, dar “boa noite” a alguém que estivesse à
janela, trazer um objeto.
Os meninos partiam em direção ao alvo, cumprem a ordem e voltam em
disparada, pois o último que chegar leva bolos e fica na espera.
• Fonte - SANTIAGO, Paulino - Jogos e brinquedos da minha infância - Boletim
alagoano de folclore 7/8, 1968/1969.
Data de coleta: 1951

BOCA-DE-FORNO

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: Reúnem-se várias meninas. A que está sentada diz:
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
Reúnem-se várias meninas. A que está sentada diz:
- Boca de forno?
As outras respondem:
- Forno.
- Cara xis.
- xis.
- Fizeste o que eu fiz?
- Fiz.
- Bem direitinho?
- Bem direitinho.
- Senhor rei mandou dizer que vocês fossem ali e trouxeste a pedra.
As meninas saem correndo e depois voltam ali e trouxesse a pedra. A menina
que chegar por último levará um bolo.
A menina que manda as outras correrem pede o que quiser.
• Fonte - BRANDÃO, Théo - Brinquedos e rodas infantis - Boletim Alagoano de
folclore 3/8, 1958.
Data de Coleta: 1952

ESTILINGUE

• Local(is): Alagoas - Maceió • Desenvolvimento: É um galho tirado de uma árvore. Nas
• Local(is): Alagoas - Maceió
• Desenvolvimento:
É um galho tirado de uma árvore. Nas suas extremidades amarra-se uma tira
de borracha em que se coloca uma pedra para se atirar. Serve para matar
passarinhos derrubar mangas, etc.
• Fonte - GUIMARÃES e CORDEIRO - Os puros e maravilhosos brinquedos
infantis - Jornal de Alagoas.