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DESENVOLVIMENTO DA LIDERANÇA LOCAL

Prof. Bertil Ekstrõm

Curso oferecido pelo programa de pós-graduação do CEM - Centro Evangélico


de Missões : Viçosa, MG.

Data: 28/2 a 4/3/1994

OBJETIVOS: * Refletir sobre a liderança na Igreja Local e na


implantação de novos trabalhos;

• Buscar princípios de liderança nas Escrituras e nos exemplos


narrados na Bíblia;
• Analisar modelos aplicados em culturas distintas;
• Buscar modelos aplicáveis ao nosso contexto e para o
ministério no qual estamos envolvidos;
• Deixar que a Palavra de Deus nos fale e nos transforme. VALIAÇÃO

DO ALUNO 1. Leituras obrigatórias

peso 20 %

2. Prova final peso 20 %

3. Trabalho escrito peso 60 %

LEITURAS OBRIGATÓRIAS: Barber, C.J. Neemias, e a dinâmica da liderança eficaz.


174 págs.

Dekker, J. Tochas de Júbilo. 234 págs.

PROVA FINAL: Na quinta-feira à tarde, sobre o conteúdo do curso.

TRABALHO ESCRITO: Desenvolver um programa de treinamento para uma


igreja local (no Brasil ou no campo missionário transcultural)
visando a formação de lideres locais, levando em conta:
1. O contexto histórico, tradicional, eclesiástico, doutrinário
e cultural da igreja e do povo;
2. O conteúdo a ser transmitido;
3. O(s) modelo(s) a ser utilizado(s);
4. O envolvimento da igreja e da comunidade;
5. A forma de avaliação e cobrança;
6. A escolha dos "candidatos"
7. Os objetivos do treinamento;
8. Outros aspectos que acharem importantes.
Prazo: 4 meses (4 de julho de 1994)
Tamanho: 10 a 15 páginas datilografadas.
PROGRAMA DO CURSO DE DESENVOLVIMENTO DA LIDERANÇA LOCAL

SEGUNDA 28/2 TERÇA 01/3 QUARTA 02/3 QUINTA 03/3

MANHA Introdução Modelos Bíblicos Conceitos básicos Métodos utilizados


Planejamento Autoridade Liderança na Modelos Possíveis
Definições Antigo Testamento Igreja Local

Conclusões Prova
TARDE Final
Avaliação do curso

NOITE Dinâmica de Novo Testamento Exemplos de


Grupo Barnabé- tarefa modelos em
Discussão Paulo culturas div.
D E S E N V O LV I M E N T O D A L I D E R A N Ç A L O C A L
Prof. Bertil Ekstrõm

INTRODUÇÃO

Imagine um exército sem generais e sem um comandante residente. Tem dezenas de


milhares de soldados. Tem cabos, sargentos, tenentes, e capitães. Tem aviões, caminhões,
tanques, e os mais recentes armamentos. Tem prédios administrativos, escolas, e quartéis.
Tem sargentos de rancho, cozinhas, e refeitórios, e um fornecimento quase ilimitado de
alimento. Tem especialistas em estratégia militar, logística, comunicações, e na saúde público.
E tem bandas completas com grupos de tambores e clarins. Mas não tem generais nem um
comandante.

Todas as pessoas em nosso exército imaginário estão muito ocupadas. Na realidade,


por onde quer que vamos à amplidão do acampamento, ficamos assombrados com tantas
atividades. As classes estão em andamento. As unidades estão marchando. As bandas estão
tocando. Os veículos estão em movimento... 1

1.A necessidade de liderança adequada e preparada.


2.A necessidade de refletir sobre a escolha e o preparo de líderes.
3.A necessidade de adequar o preparo de liderança ao contexto cultural.
4.As implicações para o trabalho da igreja local e de missões transculturais.

U m exe mplo do Paraguai-

1
Hasselgrave, D. J. pág. 59.
I. DEFINIÇOES DE LIDERANÇA

O que é um líder ? O que significa liderar? Como definir liderança?

1. Líder -

Uma palavra com inúmeras conotações: chefe, diretor, presidente, papa, pastor,
dirigente, ditador, rei, técnico (de futebol), capitão, general, oficial, etc. "Um
especialista em tomar decisões" (P. Bock).

"Aquele que, tem um papel que envolve o exercício legítimo da autoridade sobre outras
pessoas". (P. Bock). 2

"É aquele que tem autoridade podendo-se fazer obedecer, dar ordens, tornar
decisões, agir, etc."

"Um planejador eficiente, a curto e em longo prazo, implementador de planos"


(Hockingi Wald). 3

"Indivíduo que chefia, comanda e/ou orienta, em qualquer tipo de ação, empresa ou
linha idéias. Guia, chefe ou condutor que representa um grupo, uma corrente de opinião,”4

2. Liderança

"É a capacidade e a vontade de reunir homens e mulheres para um propósito comum, e o


caráter que inspira confiança" (Montgomery). 5

"Função de líder. Capacidade de liderar, espírito de chefia. Forma de dominação baseada


no prestígio pessoal e aceita pelos dirigido"6

Dê sua definição de líder e de liderança, com base em conceitos bíblicos:


O líder é...

2
Citado por Hesselgrave - ibid. pág. 257
3
Barber, C.J. pág. 50. Citação do autor.
4
Aurélio Buarque de H. Ferreira - dicionário português
5
Citado por Hesselgrave - Ibid. pág. 257
6.
Aurélio Buarque de H. Ferreira – opus cit.
II. MODELOS BIBLICOS DE LIDERANÇA

O conceito bíblico, o conseqüentemente cristão, de líder e de liderança é bem diferente


da definição "humana e secular". Mc 10.32-45
Quando pensamos em desenvolvimento de liderança cristã, precisamos, portanto,
descobrir os princípios básicos nas Escritures, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

1. AUTORIDADE SEGUNDO O ENSINO BÍBLICO


Anexo 1

2. LIDERANÇA NO ANTIGO TESTAMENTO

2.1. DEUS
2.1.1 A autoridade divina
2.1.2. Liderança compartilhada - divisão de função dentro da Triunidade divina 2.1.3.
Delegação ao homem - Gn 1 e 2
2.1.4. Formação de liderança - Deus trabalhando com o ser humano
2.1.5. Cobrança e recompensa.

Conclusões:

2.2. MOISÉS,
2.2.1.O preparo do líder Moisés
2.2.2. A vocação
2.2.3. As desculpas e a resposta divina
2.2.4. A tarefa e o seu cumprimento
2:2.5. Conselhos do sogro - distribuição de tarefa
2.2.6. Sucesso e fracasso

Conclusões

2.3. JOSUÉ
2.3.1. O preparo do líder Josué
2.3.2. A vocação
2.3.3. As fraquezas e a resposta divina
2.2.4. A tarefa e o seu cumprimento
2.2.5. Um exemplo a ser imitado
2.2.6. Ensinos específicos

Conclusões
2.4. NEEMIAS
2.4.1. Pano de fundo histórico
2.4.2. O preparo do líder Neemias
2.4.3. A vocação
2.4.4. A tarefa e o seu cumprimento
2.4.5. Princípios aplicados
a.

b.

c.

d.

e.

f.

g.

h.

i.

j.

Conclusões-
3. LIDERANÇA NO NOVO TESTAMENTO

3. 1. O CONCEITO DE SERVO

3.2. O CONCEITO DE EXEMPLO


an ex o 2

3.3. O MES:I'ÊLE JESUS CRISTO


3.3.1. A visão de si mesmo - Mc 10.45
3.3.2. A missão e seu cumprimento - Jo 4.34,35
3.3.3. A formação de tinia nova liderança
a.

b.

c.

d.

e.

f.

g.

3.3.4. O exemplo a ser imitado

Conclusões

3.4. Barnabé
3.4. 1. A pessoa de Barnabé - At 4.36,37; 9.27; 11.19-30; 13.1-3,7,13,43;. 15.36-39;
I Cor 9.6 E Gl 2.11-13
Tarefa: Trace o perfil da pessoa soa de Barnabé, com base nos textos acima:









3.4.2. A descoberta de novos líderes
3.4.3. 0 discipulado de Paulo e de João Marcos

Conclusões:

3.5. PAULO
3.5.1. A consciência ministerial de Paulo
Anexo 3

3.5.2. A formação de uma nova liderança

3.5.3. Exemplo a ser imitado


Conclusões:

III. CONCEITOS BÃSICOS SOBRE LIDERANÇA


1.Tipos de Liderança
1.1. Quanto ao sistema:
1.1.1. Liderança Institucional - pela hierarquia do sistema
Aspectos positivos e negativos
1.1.2. Liderança Carismática - pela atuação, personalidade, carisma do líder
Aspectos positivos e negativos
1.1.3. Liderança Tradicional - pela tradição, manutenção de um sistema
histórico e "seguro"

1.2. Quanto à forma.:


1.2.1. Individual
Aspectos positivos e. negativos
1.2.2. Coletiva
Aspectos positivos e negativos

2.Tipos de líderes

2.1. Visionário incentivados

2.2. Realizador homem de projetos

2.3. Coordenador - administrador

3.Comparação com a educação?7

Princípios de educação Princípios de liderança

o professor é modelo o líder é modelo

o aluno é um discípulo que fica parecido o crente é um sacerdote que fica


com seu professor parecido com o líder

imitar e identificar são os métodos básicos imitar e identificar (exemplo) são os


através dos quais se dá a transformação métodos básicos através dos o
líder lidera
o relacionamento entre professor-aluno é o relacionamento entre líder e liderado
de intercâmbio é de intercâmbio,e é "nivelado" e não
"hierárquico".

7
Extraído de Richards, L Teologia da Educação Cristã. pág. 110
4. Como deve ser um líder ?

IV. LIDERANÇA NA IGREJA LOCAL

1. Breve análise dos títulos no Novo Testamento 1.1.


Ancião - "presbyteros"-

- "episkopos" -

Textos: At. 14.23; M 1.5-9; 1 Tm 3.2-7 - Hb 12.15 (todos os crentes?)

Funções:
a. dirigir a igreja local - 1 Ts 5.12
b. representar a igreja At 15.4
c. ensinar - 1 Tm 3.2
d. aconselhar, disciplinar - 2 Tm 2.24,25
e. orar pelos doentes - Tg 5.14-16

1.2. Apóstolo - mensageiro -"apóstolos"


Q ue m s ão? : a. os do ze - U 6 .1 3
b.Jesus - 3.1
c.Paulo - Rm 1.1
d.Barnabé - At. 14.14; Silvano e Timóteo - 1 Ts 2.6-7
e.Ef 4.11 ?

Funções:
a. Pioneiro na divulgação do Evangelho – missionário
b. Fundador de igrejas locais
c. Ensino - "doutrina dos apóstolos"
d. Junto com os anciãos formavam o conselho em Jerusalém - At 15.6

1.3. Diácono - "diakonos" - servo - servia junto às mesas - relação à igreja


"doulos" - servo, subordinado - relação ao Senhor
Funções:
a. Serviço social - At 6.1-7
b. Participação na evangelização - e.x. Estevão e Filipe

OBS. Diaconisa Febe - Rm 16.1

1.4. Pastor - aquele que pastoreia o rebanho - um dos anciãos


Textos: Ef 4.11 e 1 Pe 5.1-5
Funções :
a. ensinar - Ef 4.11
b.edificar o corpo de Cristo - Ef 4.12 (junto com os outros)
c.cuidar dos membros - 1 Pe 5.2
d.dar exemplo - 1 Pe 5.3
1.5. Administrador - "oikononios" -Texto -
1 Co 3.5
Função: administrar

2.Princípios de liderança no NT

2.1. O princípio de Servir - Mt 20.25-28

2.2., O princípio da Edificação - Ef 4.12

2.3. O princípio da Igualdade - 1 Pe 2.5,9

2.4. O princípio da "Nomeação pelo Espírito" e da Confirmação pela Igreja At


6.5; 13.1-3; 1 Co 12.7

3.A tomada de decisões na Igreja Primitiva

3.1. Sistema democrático - At 15.22; Rm 14.1 ss.; At 6.1-6 Os


líderes sendo questionados - At 11.2

3.2. Lançando sorte - At 1.26

3.3. Orientação direta do Espírito - At 16. 9,10

3.4. Por um líder - orientações às igrejas por parte de Paulo, suas viagens
missionárias, etc.

Conclusão: Um sistema combinado de participação da comunidade, direção de Deus e de


uma liderança responsável.

4. As Qualificações dos Líderes Eclesiásticos Locais

Quem é apto? – 2 Cor 2.16

(1) Os pastores (presbíteros, superintendentes)


(a) Os pastores devem ser irrepreensíveis (1 Tm 3.2; Tt 1.6, 7).
(b) Devem ser marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6).
(c) Devem ser temperados e ter controle-próprio (1 Tm 3.2; Tt 1.8).
(d) Os pastores devem ser prudentes, sensatos, e justos (1 Tm 3.2; Tt 1.8).
(e) Devem ser respeitáveis (1 Tm 3.2).
(f) E hospitaleiros (1 Tm 3.2).
(g) E aptos para ensinar (1 Tm 3.2).
(h) Nenhum pastor deve ser dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7).
(i) Nem violento (1 Tm 3.3; Tt 1.7).
(j) Nem contencioso (1 Tm 3.3).
(k) Os pastores devem ser cordatos (1 Tm 3.3).
(1) Devem ser livres do amor ao dinheiro (1 Tm 3.3; Tt 1.7).
(m)Devem governar bem a sua própria casa (1 Tm 3.4).
(n) Os pastores não devem ser recém-convertidos (1 Tm 3.6).
(o) Devem ter uma boa reputação entre os descrentes (1 Tm 3.7).
(p) Não devem ser arrogantes (Tt 1.7).
(q) Nem irascíveis (Tt 1.7).
(r) Os pastores devem amar o bem (Tt 1.8).
(s) Devem ser piedosos e justos (Tito 1.8).
(t) Devem apegar-se ao pensamento sadio (Tt 1.9).
(u) exortar outros à sã doutrina (Tt 1.9).
(v) E refutar os que não sustentam a sã doutrina (Tt 1.9).

(2) Os diáconos (e diaconisas, quando apropriado).


(a)Os diáconos devem ter boa reputação (At 6.3).
(a)Devem ser cheios do Espírito Santo e de sabedoria (At 6.3).
(b)Devem ser constantes na administração (At 6.3).
(b)Os diáconos devem possuir dignidade e seriedade (1 Tm 3.8).
(c)Não devem ter duplicidade de palavra (1 Tm 3.8).
(d)Nem inclinados a muito vinho (1 Tm 3.8).
(e)Nem cobiçosos de sórdida ganância (1 Tm 3.8).
(c)Os diáconos devem conservar o ministério da fé com a consciência limpa (1
Tm 3.9).
(d)Devem ser experimentados, e não novos convertidos (1 Tm 3.10).
(e)Os diáconos devem ser maridos de uma só mulher (1 Tm 3.12).
(f) Devem governar bem seus filhos e sua própria casa (1 Tm 3.12).
(g)Os diáconos devem possuir forte fé pessoal (1 Tm 3.13).
(h)Não devem ser maldizentes (1 Tm 3.11).
(i) Devem ser sóbrios (1 Tm 3.11).
(j) E fidedignos em todas as coisas (1 Tm 3.11).

V. EXEMPLOS DE PRINCIPIOS E MODELOS NA FORMAÇÀO DE LIDERANÇA


1. Exemplo da Índia 8
Aspectos e características na escolha e formação de nova liderança, segundo líder
indiano:
1.1. A vocação confirmada e a escolha do novo líder
1.2. A partir do pequeno começo, o líder deve se desenvolver
1.3. Disposição para assumir responsabilidade por uma causa correta, com total
confiança em Deus, mesmo quando há grandes riscos
1.4. Saber enfrentar a inveja de outros e as possíveis conseqüências
1.5. A importância de amizades genuínas - confiança, transparência e cobrança
1.6. A importância de ser honesto e ter altos valores
1.7. Decisão de manter vida devocional regularmente
1.8. Não comprometendo princípios por ganhos em curto prazo.
1.9. Crises e fracassos trabalhados de forma correta pelos líderes
8
Proposto por Ebe Sunder Raj em 'Managernent of Indían Missions' págs. 34 a 40
1.10 Utilizar o poder de forma correta - autoridade conquistada
7 formas como uma pessoa se torna líder:
(1)sendo um voluntário
(2)desafiado pelas circunstâncias
(3)representa uma figura "paternal" aceita e esperada pelos outros
(4)estando acima da concorrência - sendo o melhor para algo
(5)sente unia chamada divina
(6)representando interesses de um grupo
(7)escolhido pela maioria

1.11 Líderes devem reconhecer que não podem manipular a Deus


1.12 Líderes precisam saber tratar de oposição, rivalidade e rebelião da parte dos
líderes do segundo escalão
1.13 Líderes devem saber como abordar assuntos e pessoas
1.14 Líderes devem mostrar apreciação por seus seguidores
1.15 Líderes precisam reconhecer que são também passíveis de tentações e pode
pecar, evitando o pecado o máximo possível
1.16 Líderes precisam ter a humildade de reconhecer os seus erros
1.17 Líderes não devem ser vingativos

2. Exemplo de Povos Indígenas


Quais são as características básicas de um líder e os principais aspectos da formação uma
liderança autóctone entre os Danis e os Motilones?





3. Exemplo de Comunidades Pobres


Características esperadas de um líder numa comunidade pobre, por exemplo, numa
associação de moradores de urna favela:
3.1.
3.2.
3.3.
3.4.
3.5.
3.6.
3.7.
? Como se forma uma liderança assim?
4. Exemplo de Igreja em Centro Urbano e/ou Zona Rural
Descreva as características ideais de um líder em sua igreja.

? Quais são as formas utilizadas por sua igreja local para formar líderes com estas
características?


Conclusões preliminares:

5. Exemplo da América Latina


Os tipos de líderes aceitos na América Latina: 5.1. O
"coronel"
5.2. O "político"
5.3. O "Curandeiro"
5.4. O "libertador"
5.5 . O "doutor"
5.6. O "que aparenta" 5.7.

VI. MÉTODOS UTILIZADOS NA FORMAÇÃO DE LIDERANÇA


1.Ensino formal
diferentes tipos de escolas e cursos
2.Ensino informal
na convivência entre líder e liderado
3.Ensino não-formal
no diálogo entre líder e liderado, sem seguir um currículo pré-estabelecido
4.O discipulado
o compartilhamento profundo e disciplinado da vida cristã

VII. FORMAÇÃO DE LIDERANÇA NUM OUTRO CONTEXTO CULTURAL 9

1. Entender a cosmovisão
2.Identificar os líderes
3.Identificar os valores
4.Identificar comportamentos

5.Identificar expectativas
6.Identificar organização social
7.Identificar papel e status na sociedade (legitimo - delegado pessoa - ganho por
trabalho, circunstâncias) Valor na escolha de deres locais.

Aplicação: conhecendo os padrões, pode-se organizar a estrutura treinamento de líderes.

0 que podemos observar:


1. Performance:
Individuo que é enfatizado neste valor.

2.Consideração:

Individuo que exprime esse valor? Qual palavra ele usa?

3. Inspiração:

0 que os motiva? 0 que o líder faz?

4. Louvor/Reconhecimento

Como o líder demonstra sua apreciação?

5. Prêmio

Que tipo de prêmio é dado para as pessoas/grupo?

6.Tomada de Decisão
Quem participa? Quais os valores que contribuem para a decisão r tomada?

7.Autonomia

Quem delega a quem? Por que a escolha?


8. Classificação do Papel
Quais são os valores no papel a ser desempenhado?
9. Estabelecimento de Objetivos
Como o líder espera atingir os objetivos? Como ele comunica? (música, discurso, drama).

10. Treinamento

Espera-se que o líder treine o grupo? Por quê? Como? São treinados?

11. Informações Disseminadas


Como são disseminadas? Quais os valores que contém? Como o 2r facilita a
comunicação?

12. Solução do Problema


Que valores são abordados para se chegar a uma decisão? 0 que deve ser feito a partir deles?

9.Planejamento
Se pensa no futuro? Há formas lingüísticas onde se revela o planejamento?
10.Coordenação
Quem coordena? Que atitudes a pessoa tem? Como o grupo recebe?
13. Trabalho/Execução
Quem executa? Por quê?
16.Representatividade
Qual a importância da representatividade? Como ela ocorre?
17. Facilitando interações no grupo
18. Conflito
Como são resolvidos?
19. Crítica / Desculpa

Como estabelecer igrejas autóctones

Igreja não autóctone

Igreja
autóctone

- 5 - 4 - 3 - 2 - 1 0 + 1 + 2 + 3 + 4 + 5

—Tem aparência estrangeira para —É respeitada pela população


a população local local
Figura 3.a: ESCALA DE IMAGEM DIVIDIDA DA IGREJA AUTÓCTONE

- Liderança predominantemente —Tem uma sólida e respeitada


estrangeira liderança local
—O evangelho é visto como —A população local vê o
religião estrangeira evangelho com interesse e respeito
—Os edifícios da igreja —Os edifícios da igreja
parecem estranhos e Inadequados parecem com os locais

—A adoração e os cânticos são —Usa o Incentivo de formas


estranhos aos inconversos de adoração e cânticos
—Usa métodos estrangeiros para —Usa métodos de comunicação
comunicar o evangelho locais para apresentar o evangelho
- Crescimento lento por constituir-se - Crescimento rápido entre as forças
de grupos marginalizados da sociedade vivas da sociedade

VIII. MODELOS DE TREINAMENTO DE LIDERANÇA10


1.Planejamento do treinamento para escolha de método
1.1. Definir a missão
1.2. Descrever as pessoas
1.3. Descrever os recursos
1.4. Examinar os meios e os métodos
1.5. Delinear a abordagem
1.6. Antecipar os resultados
1.7. Decidir a estratégia
1.8. Fazer planos
1.9. Atuar
1.10 Avaliar

(Modelo da esfera : Dayton e Fraser)

2.Equilíbrio no Treinamento - para escolher o método correto


2.1. Reflexão
2.2. Formação espiritual
2.3. Experiência - durante o aprendizado e nó campo
? Discute-se a porcentagem ideal no treinamento, por exemplo, de missionários, quanto à teoria X
prática, intelectual X espiritual teológico X missiológico X antropológico, etc.

3.Modelos Utilizados
3.1. Modelos Informais 3.1.1. Aprendiz
3.1.2. Auto-didático
3.1.3. Imitação e identificação
3.1.4. Discipulado
3.1.5. Desempenho de ministérios- tarefas
3.2. Modelos Semi-formais
10
Extraído da apostila sobre Desenvolvimento de Liderança Local fornecida pelo CEM
3.2.1. Seminários - de curta duração
3.2.2. Workshop - oficina de trabalho - simpósio
3.2.3. Cursos de curta duração - extensão
3.2.4. Congressos, conferências, consultas
3.3. Modelos Formais e
3.3.1. Escolas residenciais
3.3.2. Cursos de longa duração
3.3.3. Treinamentos intensivos em áreas específicas Qual a vantagem e a desvantagem
de cada modelo ?

IX Conclusões GERAIS
BIBLIOGRAFIA,

BARBER, Cyril J. Neemias e a dinâmica da liderança eficaz, Deerfield, USA: Ed.


Vida, 1991.
DEKKER, John Tochas de Júbilo. Miami: Ed. Vida, 1988.
GRIGG, Viv Servos entre os Pobres. São Paulo: Comibam,1987.
HESSELGRAVE, D.J. Plantar Igrejas. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1984.

KEYES, L.E. Crescimento Equilibrado na Igreja Local. São Paulo: SEPAL,


1981.
ÕMTS - diversos Kristet Ledarskap (Liderança Cristã). Série de estudos elaborados por
professores do Seminário Teológico de õrebro, Suécia. 1988.

OLSON, Bruce Por Esta Cruz te Matarei. Miami: Ed. Vida, 1979.
PATE, Larry D. Missiologia. Miami: Ed. Vida, 1987.
PHILLIPS•, Keith A Formação de Um Discípulo. Deerfield: Ed. Vida, 1991.
RAJ, Ebe Sunder Management of Indian Missions. Madras, índia: India Missions
Association, 1992.
RICHARDS, O.L. A New Face for the Church. Grand Rapids: Zondervan, 1970.
Teologia da Educação Cristã. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1975.
RULLA, M. Psicologia do Profunda e Vocação. São Paulo: Edições Paulinas,
1977.

TAYLOR, W.D. ed. Capacitando a Força Missionária Internacional. Viçosa: Ultimato,


1993.
Anexo 1
AUTORIDADE

Definição: Autoridade é o direito ou o poder de fazer-se obedecer, dar ordens, tomar


decisões, agir, etc.
Autoritário - alguém que se impõe, dominador, despótico,etc.

1.A Autoridade de Deus


1.1 Inerente ao Seu Ser - Hb 1:3: 2:8: 1 PE 3:22
1.2 Deus age como quer - Rm 8:14-21
1.3 A rebeldia de satanás - Is 14:12-15
1.4 Pecado é basicamente rebeldia à autoridade de Deus Gn 2:16,17;3:1-6
2.Obediência à Autoridade Divina
2.1 O exemplo de Jesus Cristo Lc 22:39-44; Fp 2:5-11
•2.2 Melhor que sacrifício —.1 Sm 15:22
2.3. Buscar a vontade de Deus - At 5:29 (arcando com as conseqüências)

3.Autoridade Delegada - origem em Deus


3.1 Autoridade Civil - Rm. 13:1-7
3.2 Autoridade eclesiástica - 2 Co 10:8; 13:10: 1 Ts 5:12,13; 1 Tm 5:17; 1 Co 1615,16
3.3 Autoridade na família - Ef 5:21-33 : C1 3:18 - 4:1

4. Autoridade versus sujeição


4.1 A autoridade delegada não implica em autoritarismo 1 Pe 5:1-4 4.2,A
autoridade é baseada na sujeição "voluntária"I livre:

Exemplo: a hierarquia no lar Ef 5:21-33


a) O principio válido para todos - Me 10:42-
45*, Ef 5:21
b) Sujeitar-se significa: - forte
engajamento, algo dinâmico -
não passivo, imposto, opressão,
obediência! cega, sem
discernimento.mostrar dignidade
e liberdade maior do que Aquele
que apenas consegue defender
seus próprios direitos servir de
forma humilde - 1 Pe 5:5 ser
igual a Cristo
a) O lugar da mulher - uma ajudadora, isto é, uma
igual que complementa, está ao lado Gn 2:20-
25: 5:1,2
b) O lugar do homem cabeça e uma
figura cristológica = princípio, começo
(Cl 1:18;2:19); resumo Ef 4:15
relação Igreja - Cristo enfatiza o aspecto
de bem-estar, cuidado e salvação e não de
poder-1 não há ordenança para o homem
dominar, sujeita

c) A unidade do matrimônio fidelidade e amor - Ef


5:25

4.3 O bem-estar do todo e a boa ordem e visada, no lar e na igreja.

5. Princípios de Autoridade (Espiritual)

5.1 Reconhecimento da existência de autoridade (divina)


Existem normas - não um "existencialismo"
5.2 Delegação (divina) de autoridade - vocação, escolha da parte de
Deus - não algo auto-imposto ou escolhido por vontade própria.
5.3 Convívio e comunhão-constante com Deus - não humano e racional
5.4 Obediência e humildade - o discipulador é discípulo! Ser liderado para poder liderar
5.5 Sobriedade e intenções puras não interesses próprios nem extremismo
ESTUDO DA PALAVRA EXEMPLO (TUPOS e HUPODEIGMA) Anexo 2
QUEM DIZ/É
TEXTO TRADUÇÃO DESTINATÁRIO ENSINO CONTRASTE
EXEMPLO OBS
Jo 20:25 Sinal dos cravos Jesus Discípulos Forma, marca Significado Literal
Conteúdo da Carta,
At 23:25 Termos Lucas //
essência
Conteúdo da
Rm. 6.17 Forma Paulo Romanos //
Doutrina
Sombra, figura –
Imagens, cópias de Figurativo
At 7.43 Figura Estevão Judeus Antítipo – cópia
ídolos Amós 25-27
terrestre
Atos7. 44 Modelos Estevão Judeus Do Tabernáculo Hb 8.5; 9,23,24, 10.1 Ex 25.40
Hb 8.5 Modelo Autor de Hebreus Judeus Idem Idem
Inimigos da Cruz deus
– o ventre glória na
Fp. 3.17 Modelo Paulo/Paulo Cristãos Seguem o exemplo Cp 4. 8-9
infâmia coisas terrenas
destino – perdição
Ordem – v.7 Desordenadamente
2 Ts 3.9 Exemplo Paulo/Paulo Cristãos
Trabalho – v.8 Não trabalham
Na Palavra
No Procedimento
Oficial na
I Tm 4.12 Padrão Paulo Timóteo No amor
Igreja
Na fé
Na pureza
Tt 2.7 Padrão Paulo Tito De boas Obras Idem
Não constrangidos
Espontaneamente
I Pedro 5.3 Modelo Pedro Presbíteros Não por ganância Idem
Boa Vontade
Não dominadores
Repercutiu a palavra
Se divulgou a fé
Paulo/Paulo e Conteúdo da
I Tess 1.7 Modelo Congregação
Jesus conversão
Conteúdo da
doutrina
Jô 13.15 Exemplo Jesus/Jesus Discípulos Humildade
De sofrimento
Tg 5.10 Modelo Tiago/profetas Cristãos
De paciência
Além destes textos encontramos as palavras nos seguintes textos:
Tupos - 1 Co 10:11 exemplo da história
Rm 5:14 - Adão prefigurava Cristo
Hupodeigma - 2 Pe 2:6; Hb 4:117 Hb 9:237 Hb 8:5,.

CONCLUSÕES
Anexo 3

EM BUSCA DE UMA CONSCIÊNCIA MINISTERIAL BIBLICA


Pr Bertil Ekstr3m
INTRODUÇÃO
Reflexão inicial: 1. Que experiências tenho com Deus que me leva a crer que sou um
vocacionado para o ministério pastoral/missionário?
2.Qual tem sido a prioridade em minha vida?
3.O que faria com que você se sentisse realizado na vida?
Tipos de chamada divina: 1. Chamada “clássica"- visão, profecia, voz, etc.
2.Incentivo da igreja - At 13
3.Vendo a necessidade do mundo
4.Desejo profundo de servir a Deus, confirmado
por “portas abertas".
2.
Identificação da vocação ministerial: 1. Qual e a prioridade em sua vida?
2.O que faria com que você se sentisse realizado?
3.Como você vê as pessoas sem Cristo?
4.Qual é a sua participação na igreja local? S. O que os outros dizem a
você sobre o seu futuro?
6.Você já ganhou alguém para Cristo?
7.Que experiências você tem tido de chamada?
8.Você esta preparado para gastar. tempo em preparo e espera?
9.O que você poderia sacrificar para servir ao Senhor?
10.Em que áreas crêem que poderia ser útil ao Reino de Deus?

I. CONSCIÊNCIA MINISTERIAL DE JESUS


1.1. Desde sua infância - Lc 2:49
1.2. No teste final antes do inicio do ministério Mt 4
1.3. No inicio de seu ministério - declaração de sua missão Lc 4:18,19
1.4. No seu uso da expressão "Eu sou" - Jo 8:58
1.5. Na confirmação de João Batista Jo 1:29, e dos discípulos Mt 16 1.6. Nas características do
ministério de Jesus: Obediência Fp 2:8
Humildade Mc 10:45
Fidelidade Jo 4:34:
19:28-30

De que forma as características do Mestre no exercício de sua missão, se torna evidentes na minha vida
como seu discípulo?

2. CONSCIÊNCIA MINISTERIAL DO APÓSTOLO PAULO


2.1. Consciência de chamada divina
2.1.1. Experiência convincente de chamada At 9:15, 26:16
2.1.2. Corroborado por outros, At 9:26-28: pela igreja At 13:1-3 2.1.3. Preparo, estudo e tempo de
meditação - G1 1:15; Ef 3:7-11 2.1.4. Conhecia a fonte de sua chamada - 2 Co 3:4-6
2.2. Consciência de Missão e Tarefa
2.2.1. A missão a ser cumprida - 1 Co 1:17; 2 Co 5:18-21; G1 1:16 2.2.2. Ate onde a tinha cumprido - 2
Co 10:16; 2 Tm 4:7 – avaliação
2.3. Consciência da Mensagem
2.3.1. 0 evangelho "puro" - 1 Co 2:2,4,5. – contextualização
2.3.2. A origem de sua mensagem - G1 1:10-12; 2 Tm 3:14
2.4. Consciência de sua limitação pessoal
2.4.1. Um pecador salvo 1 Tm 1:15
2.4.2. Fraco em si 1 Co 2:3
2.4.3 Auto-Aceitação porém auto- critica I Cor 4. 1-5 ; Rm 7.15-25
2.4.4. Um servo de Cristo - Rm 1:1,14,15; F1 1:1; Ef 1:1
2.4.5. Trabalho em equipe - At 13:1-3; 2 Tm 4:9-12

2.5. Consciência da necessidade de ser um exemplo


2.5.1. Seguidor de Cristo - 1 Co 11:1-, 4:16
2.5.2. Exemplo para os outros - Fp 3:17: 1 Tm 1:16, 4:12

2.6. Consciência de autenticidade - 2 Co 10:11 2.6.1. Não falso - 2 Co 11:12-15


2.6.2. Não partidário - 1 Co 1;1,13
2.6.3. Não se vangloriando - 2 Co 11:30, 12:10; G1 1:10
2.6.4. Dando testemunho de vida - Fp 1:20
2.7. Consciência da continuidade da obra
2.7.1. Em tudo colaborando com o Evangelho 1 Co 19-27
2.7.2. Fazendo sua parte - Deus dá o resultado 1 Co 3:6
2.7.3. Preparando novas gerações 2 Tm 2:2

CONCLUSÃO

Reflexão final: 1. Até que ponto tenho levado a sério minha vocação ao ministério
pastoral/missionário?
2. Em que áreas tenho tido pouca consciência ministerial e nas quais
preciso melhorar?
3.De que forma busco fortalecer meu ministério?

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