Você está na página 1de 7

TECNOLOGIA DSL

Jéssica Furini do Amarante 1 Cristian Cleder Machado 2

Resumo: A DSL veio para substituir o modem telefônico e possibilitar um crescimento na comunicação. Com isso, resultaram mudanças que transformaram o pensamento de muitas pessoas. Apesar de haver outras tecnologias mais avançadas que a DSL, poderá levar um bom tempo para se trocar toda a estrutura existente nos dias atuais. Uma das tecnologias mais frequentes entres as xDLS, é a ADSL, hoje, ela encontra-se na maioria das residências e empresas do país, apesar de ser limitada em algumas questões.

Palavras-chave: DSL. ADSL. Internet banda larga.

1 INTRODUÇÃO

Neste artigo, será apresentada uma das principais tecnologias usadas entre empresas de telecomunicações, a DSL. Companhias telefônicas foram praticamente obrigadas a trocarem seus modems de telefone, para competirem com empresas de TV a cabo que estavam oferecendo serviços muito mais vantajosos aos seus clientes. As companhias investiram em equipamentos e treinamentos para essa nova tecnologia. Com isso, a DSL cresceu, tornou-se ampla, e hoje apresenta diferentes variações, sendo que uma delas é a ADSL. Apesar de ser mais utilizada entre os internautas, a ADSL apresenta várias lacunas que impossibilita a seus usuários ter privilégios que poderiam ser importantes para o crescimento da Internet.

1 Aluna do Curso de Ciência da Computação da URI– FW. Email: jefurini@uri.edu.br. 2 Professor do Curso de Ciência da Computaç ão da URI-FW. Email: cristian@uri.edu.br.

2

SURGIMENTO

Para se falar em DSL, primeiramente, tem-se que entender como surgiu esta tecnologia, qual a finalidade, e o que as companhias telefônicas tiveram que mudar em seus serviços. As indústrias de TV a cabo ofereciam velocidades de até 10 Mbps sobre cabos compartilhados, enquanto as indústrias de telefonia finalmente haviam conseguido alcançar somente 56kbps com modems de telefone, para a transmissão de dados. Na medida em que o acesso à Internet se tornou uma parte cada vez mais importante para as companhias telefônicas locais (LECs), começou-se a perceber que necessitavam de um produto mais competitivo, para conseguir ultrapassar as indústrias de TV a cabo. E a resposta foi começar a oferecer novos serviços digitais ao circuito terminal do cliente. (TANENBAUM, 2011, p. 92). As companhias telefônicas locais (LECs) estavam hesitantes em oferecer o serviço DSL, por ser na época a mais nova tecnologia em questão de Internet. Mas para as companhias telefônicas emergentes (Clecs) estavam dispostas a produzi-la. Para se produzir e não perder para outros provedores, as Clecs necessitaram investir uma grande quantia em dinheiro em tecnologia e treinamento em DSL. Com isso, as Clecs atraíram as LECs para o mercado, fazendo com que mudassem seus planos. Hoje a maioria das empresas, se não todas, oferecem vários níveis de serviço DSL. (WHITE, 2012, p. 286).

3 A DSL

Antes de surgir a DSL, a transmissão dos dados era feita por modens, mas era uma tecnologia lenta e a tarifa era cobrada conforme o tempo de conexão, se tornando cara e limitada. Tanenbaum (2011) cita, “que a razão dos modens serem tão lentos, se deve ao fato de que os telefones foram inventados para transportar a voz humana, e o sistema inteiro foi cuidadosamente otimizado para esse propósito, com isso os dados sempre estiveram em segundo plano”. Segundo White (2012, p. 286),

Digital subscriber line (DSL) é uma tecnologia que permite que linhas telefônicas existentes de par trançado transmitam materiais multimídia e dados de alta velocidade. As velocidades de transferência podem ir de centenas de milhares de bits por segundo a vários milhões de bits por segundo.

Os cabos de par trançado das linhas telefônicas manipulam uma faixa de frequência ou largura de banda, muito maior que o necessário para a voz. O espaço vago é explorado pela DSL, para transmissão dos dados sem prejudicar a capacidade da linha para ligações telefônicas. (FRANKLIN, 2012). Pode-se observar na Figura 01:

(FRANKLIN, 2012). Pode-se observar na Figura 01: FIGURA 01: Divisão da faixa de frequência no cabo

FIGURA 01: Divisão da faixa de frequência no cabo de par trançado Fonte: HowStuffWorks Brasil

Hoje o serviço DSL, por conter mais largura de banda do que o serviço telefônico padrão, é chamado de banda larga (broadband), apesar de o termo ser mais um conceito de marketing do que um conceito técnico específico. (TANENBAUM, 2011, p. 92).

4 FUNDAMENTOS

Como em qualquer tecnologia de transmissão de dados, a velocidade é um assunto significante, contudo depende de outros fatores como, a operadora que oferece o serviço, a distância entre o local onde é oferecido o serviço (residência ou empresa), e a central da companhia telefônica local, e ainda se o serviço DSL é uma conexão simétrica ou assimétrica. (WHITE, 2012, p. 286). A operadora determina a configuração específica da tecnologia DSL e as formas de transmissão empregadas na conexão. Conforme o serviço empregado ao cliente, é determinado a velocidade do serviço. Um dos fatores que mais afeta na questão de velocidade da transmissão é a distância, quanto mais perto a residência ou empresa da central maior será a velocidade, isso deve-se ao fato de que o cabo de par trançado é baseado em cobre, onde este é altamente suscetível ao ruído, ocorrendo assim o comprometimento do sinal de transmissão DSL. A distância máxima que pode ser aceita é de aproximadamente 5,5 km. (WHITE, 2012, p. 286).

Outro fator importante que afeta a velocidade de transmissão é o tipo de conexão:

simétrica ou assimétrica. A conexão simétrica é aquela onde a taxa de transmissão de downlink e uplink são iguais. Já a assimétrica a velocidade de transmissão de downlink é maior que a velocidade no uplink, onde apresenta vantagem em conexões que ocorrem em direção da Internet para a estação de trabalho, já que para páginas web, e-mails ou solicitações FTP, ocupam pouco upload. Grande parte dos serviços nas residências são conexões assimétricas. (WHITE, 2012, p. 286) A conexão DSL está sempre ligada, onde se utiliza um circuito permanente, aonde este não é dinamicamente configurável, que deve ser criado pelo provedor de serviço. Em razão disso, a taxa de cobrança é fixa, normalmente mensal, onde se descarta a cobrança em relação a distância e a quantidade de tempo da conexão. (WHITE, 2012, p. 287).

5 COMPONENTES

Para a conexão com o usuário da DSL é necessário alguns componentes importantes para que transmissão seja feita com sucesso. Como se pode observar na Figura 02:

que transmissão seja feita com sucesso. Como se pode observar na Figura 02: FIGURA 02: Arquitetura

FIGURA 02: Arquitetura DSL Fonte: UFRGS

Primeiramente a companhia telefônica local instala um roteador especial chamado DSLAM (digital subscriber line access multiplexer) na central. Esse dispositivo tem a função de desviar dos equipamentos de comutação da central telefônica, gerar e decodificar os sinais DSL empregados no enlace local do telefone. (WHITE, 2012, p. 287). Uma das maneiras do usuário se conectar com a central é instalar o POTS splitter, que separa os sinais de dados digitais dos sinais de voz. Neste dispositivo são conectados o telefone e o modem DSL. Uma boa alternativa é ligar um hub para compartilhar a conexão entre várias estações de trabalho. A linha sai da residência do usuário, conecta-se a um armário de distribuição e logo vai para a central telefônica. (FERNANDES, 1999). Quando a DSL for de uma forma específica, a linha não utiliza um circuito telefônico padrão. Portanto, não há necessidade de dividir o sinal DSL do sinal telefônico na ponta do transmissor ou receptor. Quando nenhum splitter for utilizado para separar os sinais DSL e Pots, o serviço é chamado DSL sem splitter. (WHITE, 2012). Já, dentro da central telefônica, o sinal passa pelo roteador DSLAM. Os dados são enviados para uma rede ATM, enquanto o tráfego de voz é passado ao comutador telefônico do Pots. (FERNANDES, 1999).

6 FORMATOS DSL (XDSL)

Como existem vários formatos de DSLs, emprega-se a sigla xDSL, para caracterizar esta teoria de modo geral. Abaixo alguns formatos de tecnologia DSL:

• HDSL (“Hight bit DSL”): foi a primeira variação de DSL, que foi largamente

usado, principalmente em transmissão digital de banda larga, entre a companhia telefônica e o usuário. A principal característica do HDSL é que ele é simétrico, ou seja, possui a mesma banda passante nos dois sentidos de transmissão. Por esta

razão, a taxa máxima de transmissão é menor do que a do ADSL. O HDSL tem uma taxa de transmissão igual à do sistema T1 nos EUA (1.544Kbps) ou do E1 na Europa (2.048Kbps).

• IDSL (ISDN DSL): é muito próximo do ISDN (Integrated Services Digital

Networks), com taxa de transmissão de 128Kbps. Similar ao ISDN básico, mas somente dados.

• RADSL (“Rate-Adaptive DSL”): é uma tecnologia ADSL da “Westell”, na qual o

software é apto para determinar a taxa de transmissão com que os sinais podem ser

transmitidos em uma determinada linha telefônica e ajusta esta taxa de transmissão de acordo com as características desta linha.

• SDSL (“Symmetric DSL”): O sistema é similar ao HDSL, com a vantagem de usar apenas um par de fios de cobre, podendo transportar 1.544Kbps (EUA) ou

2.048Kbps (Europa) em ambos os sentidos de tráfego simultaneamente (simétrico e “duplex”).

• MSDSL (Multi-rate Symmetrics DSL): oferece soluções de par único como

evolução da HDSL. A MSDSL permite a transmissão simétrica de 272 Kbps a 2.320 Kbps, suportando voz e dados integrados e videoconferência com taxas de MPEG2.

• SHDSL: O Single-pair High-speed Digital Subscriber Line pode ser resumido como a união de todas as tecnologias DSL de conexão simétrica. Projetado para transportar dados através de um único par de cobre em taxas de 192Kbps a 2.3Mbps ou de 384Kbps a 4.6Mbps sobre dois pares. Suas aplicações abrangem todos os serviços atendidos pelos tradicionais HDSL e SDSL. O padrão SHDSL adere às seguintes recomendações: ITU G.991.2 G.SHDSL, TS de ETSI 101-524 SDSL e o ANSI T1E1.4/2001-174 G.SHDSL. (PRATES, 2006).

ADSL (asymmetric digital subscriber line) o formato mais popular de transmissão de dados onde permite taxas de downlink de até 8 Mbps e taxas de uplink de até 1 Mbps através de distâncias de até 5,5 km entre o usuário final e a companhia telefônica – com taxas de erro da ordem de 10-7. (FERNANDES, 1999).

7 DESVANTAGENS DA ADSL

Comparada com outras tecnologias xDSL, a ADSL apresenta algumas desvantagem, que podem afetar no dia-a-dia do usuário. Dependendo do plano que se adquire da companhia telefônica, a conexão pode apresentar pequenas falhas. Algumas podem ser resolvidas com a inclusão de novos equipamentos junto à companhia. Segundo Franklin (2012), uma conexão xDSL funciona melhor quando o usuário está mais próximo da estação de operação do provedor. Isso pode dificultar o gerenciamento da instalação das centrais para as companhias telefônicas. Hoje já não se percebe esse tipo de falha, pois as companhias possuem uma ampla cobertura em questão de telefonia. Ainda segundo Franklin (2012), a falha que ainda persiste, é a taxa de upload ser menor que a taxa de download. Quando se deseja enviar um arquivo multimídia (normalmente possuem maior volume de dados), a ADSL não apresenta um desempenho bom, comparada as outras xDSL.

CONCLUSÃO

Apesar de existirem várias tecnologias para comunicação, o custo e a disponibilidade para as companhias telefônicas e provedores em relação à xDSL, o aproveitamento da largura de banda que a rede telefônica disponibiliza, possibilitou o avanço da Internet, quebrando a barreira que o modem de telefone apresenta.

Pode-se concluir que, hoje a ADSL, um dos formatos da DSL, apesar de apresentar

várias limitações, é a principal tecnologia utilizada de internet, por ser mais vantajoso para

usuários e principalmente provedores.

A tecnologia possibilitou um vasto crescimento na economia do mundo, tornando a

Internet um mundo de várias possibilidades, tanto para empresas como para as pessoas.

REFERÊNCIAS

FERNANDES, Eduardo A. Estudo Comparativo: DSL x Cable Modem. Porto Alegre, 1999.

FRANKLIN, Curt. Como funciona a tecnologia DSL. Traduzido por HowStuffWorks Brasil. Disponível em: http://informatica.hsw.uol.com.br/tecnologia-dsl.htm Retirado em:

22/04/2012.

PRATES, Cristian de S. Redes de Acesso em Alta Velocidade Via Modems xDSL. Porto Alegre, 2006.

TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes de Computadores. Tradução:

Daniel Vieira; Revisão técnica: Isaías Lima. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.

WHITE, Curt. Redes de Computadores e Comunicação de Dados. Tradução All Tasks. São Paulo: Cengage Learning, 2012.