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CURSO ON-LINE – PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS PARA TRIBUNAIS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3

Olá, prezado aluno! Hoje, a aula é sobre sintaxe de concordância. Essa expressão pomposa nada mais significa do que a relação estabelecida – a rigor – entre o verbo da oração e o sujeito dela; e entre o artigo, o adjetivo, o numeral adjetivo, o pronome adjetivo e o substantivo ao qual se referem. O primeiro tipo de relação é mais conhecido nos manuais de gramática e nas salas de aula como concordância verbal; o segundo, como concordância nominal. Existem muitas regras específicas, detalhes, exceções envolvendo esse assunto. Aqui, abordarei os casos que recentemente apareceram em provas da FCC e que, segundo a experiência, poderão surgir na sua prova.

1. (FCC/2009/TJ-PI/Analista Judiciário) As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas na frase:

a) Jogar dados com o Universo, segundo Einstein, não estariam nos hábitos e procedimentos de Deus.

b) Parece não caber aos jovens operadores das bolsas outra coisa senão fazer apostas em riquezas puramente virtuais.

c) A metafísica dos jovens operadores, diferentemente das antigas religiões, não contam com hierarquias e valores tradicionais.

d) O que movem os jovens semideuses das bolsas de valores são as apostas em arriscadas especulações financeiras.

e) Aos que apostam tudo no mercado financeiro caberiam refletir sobre os efeitos sociais de suas operações.

Comentário – Alternativa A: item errado. Se o sujeito for oracional (“Jogar dados com o Universo”), o verbo da oração principal ficará no singular (estaria). Veja outros exemplos:

Falta fazer quatro linhas.

sujeito

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Urge que tomemos uma atitude radical.

sujeito

Alternativa B: item certo. Chamo sua atenção para o verbo parecer, que pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo:

Os dias parecem voar. a forma verbal parecem é verbo auxiliar de voar; Os dias é o sujeito da oração.

Os dias parece voarem. aqui houve uma inversão da ordem dos termos: Parece voarem os dias. Neste caso, o verbo parece é o verbo da oração principal, cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo voarem os dias. Se desenvolvermos essa oração, teremos: Parece que os dias voam.

ATENÇÃO! Quando a construção for feita no singular, as duas análises são possíveis. O dia parece voar. não sabemos se aqui o verbo parece é auxiliar do verbo voar, ficando no singular por concordar com o sujeito O dia, ou se a ordem está invertida: Parece o dia voar, sendo a oração o dia voar sujeito do verbo Parece.

Alternativa C: item errado. A regra geral de concordância

verbal estabelece que o verbo e o núcleo do sujeito de uma oração concordam em número e pessoa: “A metafísica dos jovens operadores ( )

não conta

”.

Veja outros exemplos:

"O outono é mais estação da alma

"Todas estavam ainda verdes." (C. D. A.)

"

(C. D. A.)

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Alternativa D: item errado. Se o sujeito for o pronome relativo que (sujeito sintático), o verbo concordará com o antecedente

(sujeito semântico): “O que move os jovens

”.

Veja outros exemplos.

Fui eu que cheguei por último.

”. Veja outros exemplos. Fui eu que cheguei por último. Foste tu que chegaste por último.

Foste tu que chegaste por último.

cheguei por último. Foste tu que chegaste por último. Alternativa E: item errado. Aqui vale a

Alternativa E: item errado. Aqui vale a mesma regra da alternativa A, pois é mais um caso de sujeito oracional. Experimente reorganizar o período na forma direta (primeiro o sujeito, depois o verbo e por último o objeto): “Refletir sobre os efeitos sociais de suas operações caberia aos que apostam tudo no mercado financeiro”. Resposta – B

2.

(FCC/2009/TRT 4ª REGIÃO/Analista Judiciário) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a)

Sem o concurso do poder público não se implanta políticas de segurança e não se impede a deterioração do espaço urbano.

b)

Não deixaram de haver experimentos bem sucedidos, apesar de a comunidade acadêmica ter acusado falta de comprovação da teoria.

c)

Logo se verificaram que medidas semelhantes foram tomadas por outros países, como a Inglaterra, a Holanda e a África do Sul.

d)

O que se conclui das experiências relatadas é que cabe aos poderes públicos tomar iniciativas que nos levem a respeitar o espaço urbano.

e)

O fato de haver desordem e sujeira no espaço urbano acabam por incitar o cidadão a reagir como um contraventor ou pequeno criminoso.

Comentário – Alternativa A: item errado. Trata-se de um caso de concordância verbal envolvendo voz passiva sintética (aquela formada por

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VTD + SE): “não se implanta políticas de segurança”. A partir dos exemplos abaixo, leia o que diz a regra:

Dá-se aula. (com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos, o SE é pronome apassivador e o verbo da oração – “dá” – deve concordar com o sujeito – “aula”)

Dão-se aulas aos alunos. (pluralizando-se o sujeito – “aulas” –, o verbo deve flexionar-se também no plural – “Dão”; e o “se” continua como pronome apassivador)

Eis a construção correta: “não se implantam políticas de segurança”. Para facilitar o seu entendimento, sugiro trocar a ordem dos termos e transformar a passiva sintética em passiva analítica (construída com locução verbal): “políticas de segurança não são implantadas”. Alternativa B: item errado. O problema agora é a locução “deixaram de haver” (o primeiro é o auxiliar; o segundo é o principal e determina o tipo de concordância). Muito cuidado com o uso de verbos impessoais, pois eles não possuem sujeito e ficam na terceira pessoa do singular. Quando constituírem o verbo principal de uma locução, a impessoalidade deles será transmitida ao auxiliar, que permanecerá na terceira pessoa do singular, como nos exemplos abaixo.

Choveu muito. Deve nevar muito naquelas regiões. Aqui faz verões terríveis.

fenômenos naturais

Verbos

que

indicam

Deve fazer dez anos que eles chegaram. anos não o vejo. Ia para dez anos que não o via. Já passava de dez horas.

para dez anos que não o via. Já passava de dez horas. tempo decorrido Verbos que

tempo decorrido

Verbos

que

indicam

Poderá haver alunos reprovados.

Verbo “haver” com sentido de “existir”, “acontecer”, “ocorrer”.

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Eis a correção da alternativa: “Não deixou de haver Frise-se que o termo “experimentos” constitui o objeto

experimentos

direto do verbo haver. Se fosse usado o verbo existir, o mesmo termo exerceria a função de sujeito, com o qual teria que ser feita a concordância

em número e pessoa: Não deixaram de existir experimentos Alternativa C: item errado. Você percebeu a malícia da banca examinadora? A estrutura “se verificaram” (VTD + SE) indica voz passiva sintética. Mas agora o sujeito do verbo é a oração subsequente

Repetindo: com sujeito

oracional, o verbo da oração principal fica na terceira pessoa do singular. Eis

a correção: “

Vou lhe dar uma dica: substitua toda a oração que funciona como sujeito

Não ficou bom? Então

coloque os termos na ordem direta (primeiro o sujeito, depois o verbo):

Alternativa E: item errado. Mais uma vez a FCC explorou a concordância verbal envolvendo sujeito oracional. Você já sabe que, nesses casos, o verbo da oração principal deve ficar na terceira pessoa do singular. Eis a correção: “O fato de haver desordem e sujeira no espaço ”

pelo pronome ISSO, assim: “

“que medidas semelhantes foram tomadas

”.

”.

se

verificou que medidas semelhantes foram tomadas

”.

se

verificou ISSO

”.

”.

ISSO

se verificou

urbano acaba Resposta – D

”.

Aqui também vale a dica anterior: “ISSO acaba

3. (FCC/2009/TRT 3ª Região/Analista Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a) São vários os animais que representam clubes, à maneira de totens, como demonstração das qualidades que é inerente a todos os seus membros.

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b) O nome dos clubes de futebol devem ser significativos para a comunidade e costumam homenagear países, continentes e atividades profissionais.

c) O escudo dos clubes, usado na bandeira e na camisa dos jogadores, constitui o sinal de reconhecimento para o grupo social que se estabelece em seu entorno.

d) O orgulho de pertencer a um clube se estende a qualquer objetos relacionados a ele, como bandei ras, camisas, bonés, que os identifica.

e) No brasão de um clube ressalta as cores, impressa nos uniformes dos atletas, que vai desempenhar papel central na identidade comunitária.

Comentário – Alternativa A: item errado. Voltamos ao caso em que o pronome relativo “que” é sujeito (sintático) de verbo:

demonstração “

o verbo da oração adjetiva deve concordar com o antecedente dele (sujeito

semântico): “

Além disso, há um problema de concordância nominal. conforme a regra geral de concordância nominal, o artigo, o adjetivo, o

pronome adjetivo e o numeral adjetivo concordam com o substantivo a que se referem em gênero e número.

das qualidades que é inerente a todos

que são

”.

”.

Em casos assim,

qualidades

a todos que são ”. ”. Em casos assim, qualidades O aluno discreto não viu aquela

O aluno discreto não viu aquela moça com duas alianças.

Art.

Adj.

Pron.

Num.

 

Adj.

Adj.

inerentes

”.

Portanto, a concordância correta é “

qualidades

que são

Alternativa B: item errado. Repare como as regras gerais de concordâncias verbal e nominal foram transgredidas:

“O

SIGNIFICATIVOS”.

NOME

dos

clubes

de

futebol

DEVEM

ser

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O verbo deixou de concordar com o núcleo do sujeito, que está no singular, e o adjetivo não se manteve no singular, como está o substantivo. Eis a correção: “O nome dos clubes de futebol deve ser significativo”.

Alternativa D: item errado. Existem aqui alguns problemas. Vamos por parte. “qualquer objetos” – Lembra-se da regra geral de concordância nominal? Pois é, o pronome adjetivo deve ir para o plural, porque no plural está o substantivo a que ele se refere: quaisquer objetos. “que os identifica” – O vocábulo “que” é pronome relativo. Sua função sintática é de sujeito do verbo identificar. Este deve concordar como o sujeito semântico, ou seja, com o termo retomado pelo relativo:

“objetos”. Eis a concordância verbal correta: “que [= objetos] os identificam”.

No mesmo segmento aparece outro erro de concordância, mas agora é entre o pronome oblíquo “os” e o substantivo “clube”, termo retomado pelo processo de coesão anafórica. Eis a correção: “que o [= clube] identificam”. Em outras palavras, é o mesmo que dizer: objetos identificam o clube. Alternativa E: item errado. Mais uma infração às normas gerais de concordância verbal. O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e pessoa, assim: ressaltam as cores (= as cores

ressaltam). Creio que houve ainda desrespeito à concordância no uso da locução verbal “vai desempenhar” (note o verbo auxiliar no singular). Parece que o pronome relativo “que” retoma o substantivo “atletas” ou o subsntantivo “cores”. Qualquer que seja o verdadeiro termo substituído, o verbo deve concordar com o antecedente do pronome relativo. Eis a

correçaõ: “

me: o que está impresso nos uniformes dos atletas? As cores!!!. Logo, o

correto é “[cores] impressas nos uniformes dos atletas”.

que

vão desempenhar papel central

”.

Além disso, responda-

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Resposta – C

4. (FCC/2009/TJ-SE/Analista Judiciário) As normas de concordância verbal encontram-se plenamente respeitadas na frase:

a) A muitas pessoas costumam convencer a ideia de que as invenções se devem tão-somente a um lampejo de genialidade.

b) Ocorreram, tanto na antiga Florença como no moderno Vale do Silício, segundo os termos do texto, uma tradição de inovação.

c) Seria melhor se não continuassem a prevalecer, em nossos dias, a anacrônica visão dos românticos sobre a inovação.

d) A identificação de tradições de inovação exemplifica- se, no texto, com os casos de Florença e do Vale do Silício.

e) Não se poderiam imaginar que prensas de vinicultura viessem a inspirar, decisivamente, a invenção da imprensa.

Comentário – Alternativa A: item errado. A tática da FCC foi embaralhar as peças do quebra-cabeça. Ela fez um arranjo sintático de modo a disfarçar o verdadeiro núcleo do sujeito. Para você identificá-lo corretamente, proponho a seguinte reescritura: “A IDEIA de que as invenções se devem tão- somente a um lampejo de genialidade COSTUMAM convencer a muitas pessoas”. Notou agora a desarmonia entre o núcleo do sujeito e o verbo? Este deve ser flexionado na terceira pessoa do singular: costuma. Alternativa B: item errado. A FCC continua distanciando o verbo do verdadeiro núcleo do sujeito – e como se isso não bastasse, a banca ainda inverte a ordem dos termos; tudo para dificultar a sua análise. Observe: “Uma TRADIÇÃO de inovação OCORRERAM tanto na antiga Florença como no moderno Vale do Silício, segundo os termos do texto”. O que achou? O verbo ocorrer deve ser utilizado na terceira pessoa do singular: “Uma TRADIÇÃO de inovação OCORREU”.

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Alternativa C: item errado. Experimente a seguinte reescritura; “Seria melhor se a ANACRÔNICA visão dos românticos sobre a inovação não CONTINUASSEM a prevalecer em nossos dias”. A identificação do erro foi facilitada? Note que até aqui estamos falando da regra geral de concordância entre verbo e sujeito, os quais devem concordar em número e pessoa. Alternativa E: item errado. Preste bastante atenção neste comentário. Em construções do tipo PODER/DEVER + SE + INFINITIVO, é lícito considerar o SE como pronome apassivador e interpretar a construção como voz passiva formada:

a) quer com o verbo auxiliar poder (locução verbal:

“poderiam imaginar”; sujeito paciente: “que prensas de vinicultura viessem”

= ISSO);

b) quer com o verbo principal poder (nesse caso, a

locução verbal inexiste, e o verbo “imaginar” integra o sujeito.).

É isso o que nos ensina, por exemplo, Domingos Paschoal Cegalla (Novíssima gramática da língua portuguesa – 48. ed. rev. – São Paulo: Companhia Editora Nacional – 2008 – páginas 461 e 462. Qualquer que seja o caso considerado, o sujeito é oracional, o que obriga o verbo poder a flexionar-se na terceira pessoa do singular: poderia. Resposta – D

5.

(FCC/2009/TRT 7ª Região/Analista Judiciário) Há um deslize na concordância verbal da seguinte frase:

a)

Será que cabe apenas aos governantes tomar medidas que impeçam a exploração profissional dos menores?

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b) Destacam-se, entre os argumentos já levantados contra o trabalho infantil, os que defendeu Darcy Ribeiro.

c) Aos que não desejam alinhar-se contra o trabalho infantil resta combater em nome dos ideais de Darcy Ribeiro.

d) Sempre haverá, por esta ou aquela razão, os que defendem a inserção das crianças pobres no mercado de trabalho.

e) Não se devem abrir às crianças, sejam elas pobres ou não, a opção entre estudar ou trabalhar.

Comentário – Alternativa A: item certo. É mais um caso de sujeito

oracional, em que o verbo da oração principal deve flexionar-se na terceira

pessoa do plural. Note: “

profissional dos menores CABE apenas aos governantes? Alternativa B: item certo. Teve gente que deslizou aqui. Espero que não tenha sido esse o seu caso. A construção “Destacam-se”

(VTD + SE) caracteriza voz passiva sintética ou pronominal. O verbo destacar concorda com o sujeito-paciente: “os” (= aqueles, pronome demonstrativo). Sempre que tiver dúvidas quanto a passividade de uma

construção sintética, experimente transformá-la em analítica: “Entre os argumentos já levantados contra o trabalho infantil, são destacados os [=

aqueles]que

forma verbal “defendeu”. Que termo funciona como sujeito dele? Eis a resposta: “Darcy Ribeiro”. Aconteceu que a banca empregou o sujeito depois do verbo, só para distraí-lo. Leia a mesma informação escrita de forma um pouquinho diferente: “Entre os argumentos já levantados contra o trabalho infantil, destacam-se os [= aqueles] que Darcy Ribeiro defendeu”. Alternativa C: item certo. Perceba que a FCC segue tratando de sujeito oracional e invertendo a ordem dos termos:

COMBATER em nome dos ideais de Darcy Ribeiro RESTA aos que não desejam alinhar-se contra o trabalho infantil”. Basta você se perguntar o

medidas que impeçam a exploração

TOMAR

”.

Melhorou? Creio que sim. Agora volte sua atenção para a

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que resta aos que não desejam alinhar-se contra o trabalho infantil. A resposta será o sujeito. Alternativa D: item certo. Destaque para a utilização do verbo haver como impessoal, visto que, semanticamente, equivale-se ao verbo existir. Se este fosse empregado pela FCC, a concordância assim

ficaria: “Sempre existirão (

Alternativa E: item errado. Você ainda se lembra do que eu disse sobre a alternativa E da questão 4 (PODER/DEVER + SE + INFINITIVO)? Compare com este caso e constate a construção passiva. E mais: ou você considera “devem abrir” como locução verbal e “opção” como núcleo do sujeito simples, ou considera o verbo “devem” como verbo principal e a oração iniciada pelo verbo “abrir” como sujeito dele. Nas duas hipóteses válidas, o verbo dever precisa estar no singular – quer porque concorda com “opção” (núcleo do sujeito), quer porque o sujeito é oracional.

Resposta – E

)

os [= aqueles] que

”.

6.

(FCC/2010/DNOCS/Agente Administrativo) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a)

Chegou ao fim as campanhas voltadas para a reciclagem de materiais nas cidades escolhidas no projeto-piloto.

b)

A conscientização dos moradores daquela área contaminada pelos resíduos tóxicos acabaram surtindo bons resultados.

c)

Muitos consumidores se mostram engajados na luta pela sustentabilidade e traduzem seu compromisso em tudo aquilo que compram.

d)

Atitudes firmes e claras voltadas para a sustentabilidade na exploração dos recursos da natureza deve trazer lucros promissores para as empresas.

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e)

Deveria ser divulgado claramente os princípios que norteiam as atividades empresariais, como diretriz para orientar os consumidores

Comentário – Alternativa A: item errado. Pergunte-se o que chegou ao fim.

Pronto! Está identificado o sujeito do verbo

chegar, que deve ir para o plural em concordância com ele: “CHEGARAM ao fim as CAMPANHAS Alternativa B: item errado. A FCC insiste em distanciar o verdadeiro núcleo do sujeito do verbo correspondente. Repare: “A CONSCIENTIZAÇÃO dos moradores daquela área contaminada pelos resíduos tóxicos ACABARAM surtindo bons resultados”. Assim não é possível! O verbo acabar precisa se manter na terceira pessoa do singular:

acabou. Observe que o examinador tratou de colocar ao lado do verbo uma expressão também no plural (“resíduos tóxicos”). Fique atento! Alternativa C: item certo. Está perfeita a concordância entre verbo e o núcleo do sujeito. Repare: “Muitos CONSUMIDORES se MOSTRAM engajados na luta pela sustentabilidade e TRADUZEM seu compromisso em tudo aquilo que COMPRAM”. Alternativa D: item errado. Fique de olho na locução verbal “deve trazer”. Pergunte-se agora o que deve trazer lucros promissores para as empresas. Eis a resposta: “Atitudes firmes e claras voltadas para a sustentabilidade na exploração dos recursos da natureza”. Está aí o sujeito, cujo núcleo é o termo plural “Atitudes”. Logo o verbo auxiliar da locução apontada deve flexionar-se na terceira pessoa do plural: devem. Chamo a sua atenção para a concordância nominal entre o substantivo “Atitudes” (feminino plural) e o adjetivo-particípio “voltadas”. Por ser uma das formas nominais do verbo e poder se comportar como um adjetivo, o particípio flexiona-se em gênero e número para concordar com o substantivo a que se refere. É possível os verbos no particípio surgirem acompanhados de outros verbos (auxiliares), formando com eles

Resposta: “As campanhas

”.

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uma locução verbal. Nesses casos, os verbos auxiliares (ser, estar, haver, ter, ficar) flexionam-se em pessoa, número, tempo e modo. Exemplos:

Fica autorizado as visitas diurnas às praias desta região. (inadequado) Ficam autorizadas as visitas diurnas às praias desta região. (adequado)

sujeito: as visitas diurnas

núcleo do sujeito: visitas

visitas: substantivo feminina plural

Foram corrigidos o valor das moedas locais. (inadequado) Foi corrigido o valor das moedas locais. (adequado)

sujeito: o valor das moedas locais

núcleo do sujeito: valor

valor: substantivo masculino singular

Alternativa E: Depois do que já foi explicado, não é difícil perceber que a concordância correta deve ser assim indicada: “DEVERIAM ser DIVULGADOS claramente os PRINCÍPIOS Resposta – C

7.

(FCC/2010/TCM-PA/Técnico de Controle Externo) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a)

Vejam-se que os intentos de formação de uma sociedade monorracial redundam em sentimento de intolerância com a diversidade étnica.

b)

Devem-se à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos os conflitos dramáticos de consciência dos indivíduos.

c)

Nos Estados Unidos, conferem-se aos grupos e aos indivíduos o intolerável arbítrio das discriminações sociais.

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d) Corresponde ao duro modelo bíblico do povo eleito as brutalidades com que são tratados os estranhos.

e) Não se permitem juízos e comportamentos mais flexíveis quem se

formou na mais rigorosa ordem legal e religiosa. Comentário – Como a FCC gosta de explorar a concordância envolvendo voz passiva sintética e sujeito oracional! Repare:

Alternativa A: “Vejam-se” (VTD + SE) = voz passiva sintética. Sujeito-paciente = “que os intentos de formação de uma sociedade ”

monorracial redundam

sejam visto. Notou a falta de harmonia entre sujeito e verbo? Vamos corrigir tudo: Veja-se que os intentos de formação de uma sociedade monorracial

redundam

Alternativa B: item correto: Vamos mudar a voz passiva sintética para a voz passiva analítica: Os CONFLITOS dramáticos de consciência dos indivíduos SÃO DEVIDOS à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos. Alternativa C: item errado. Mantenha o mesmo raciocínio para proceder à correção: Nos Estados Unidos, o intolerável ARBÍTRIO das discriminações sociais É CONFERIDO aos grupos e aos indivíduos. Alternativa D: item errado. O núcleo do sujeito é um termo singular. A FCC o distanciou do verbo correspondente e inverteu a ordem dos termos. Perceba a correção: As BRUTALIDADES com que são tratados os estranhos CORRESPONDEM ao duro modelo bíblico do povo eleito. Alternativa E: item errado. Note a perfeita concordância entre o verdadeiro núcleo do sujeito e o verbo correspondente: QUEM se formou na mais rigorosa ordem legal e religiosa não se PERMITE juízos e comportamentos mais flexíveis. Diante da insistência da FCC em explorar casos de concordância envolvendo voz passiva sintética (VTD + SE), cumpre ressaltar a diferença que ocorre quando se está diante de voz ativa com

(= ISSO). Compare: Vejam-se ISSO ou ISSO

(Veja-se ISSO ou ISSO seja visto).

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índice de indeterminação do sujeito (caso em que o verbo será conjugado na terceira pessoa do singular).

Precisa-se de professores. (agora, o vocábulo “SE” acompanha verbo transitivo indireto – “Precisa” – e, por isso, denomina-se índice de indeterminação do sujeito, o que força o verbo a ficar na terceira pessoa do singular, situação que se repete com verbos intransitivos, de ligação e verbo transitivo direto + SE + preposição)

Resposta – B

8. (FCC/2010/TRE-AL/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores que determinam as escolhas dos governantes, para conferir legitimidade a suas decisões.

b) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem ser embasados na percepção dos valores e princípios que regem a prática política.

c) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro regime democrático, em que se respeita tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.

d) As instituições fundamentais de um regime democrático não pode estar subordinado às ordens indiscriminadas de um único poder central.

e) O interesse de todos os cidadãos estão voltados para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opiniões existentes na sociedade.

Comentário – Alternativa A: item certo. Chamo a sua atenção para a concordância verbal envolvendo o pronome relativo QUE, sujeito sintático do verbo “determinam”. Nesse caso, a concordância deve ser feita com o antecedente do relativo (“os princípios e valores”). Não vá confundir esse caso com aquele em que o sujeito é o pronome relativo QUEM, situação

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que faculta a concordância tanto com o antecedente quanto com o próprio pronome relativo – no último caso, o verbo fica na terceira pessoa do plural. Veja alguns exemplos.

Fui eu quem cheguei por último.

Veja alguns exemplos. Fui eu quem cheguei por último. Fui eu quem chegou por último. Alternativa

Fui eu quem chegou por último.

Alternativa B: item errado. Por constituir casos já discutidos nesta aula, passarei a indicar diretamente a correção: “A CONFIANÇA dos cidadãos em seus dirigentes DEVE ser EMBASADA ” Alternativa C: item errado. Existem dois problemas aqui.

Veja o primeiro: “ELEIÇÕES livres e diretas É garantia

situações, o verbo SER deixa de concordar com o sujeito para concordar

Em muitas

”.

com o predicativo; em outras, pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se quer enfatizar:

a) O termo que indica pessoa tem precedência sobre coisa/objeto.

Maria era as esperanças de todos. O mundo são os homens.

b) O pronome pessoal tem precedência sobre o nome. Os culpados éramos nós. “O Estado sou eu”.

c) O pronome pessoal ou nome têm precedência sobre qualquer outro pronome. Quem és tu? Tudo são flores.

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ATENÇÃO! No segundo caso, quando o sujeito é representado pelos pronomes tudo, nada, isto, isso, aquilo, considera-se possível também a concordância com o pronome.

Tudo é flores.

d) O plural tem precedência sobre o singular.

A casa eram umas folhas.

A sua paixão eram filmes de terror.

ATENÇÃO! Modernamente, já se aceita a concordância com o sujeito, quando este é representado coisa/objeto.

A casa era umas folhas.

Aquele amor é cacos de um passado.

e) O verbo SER mantém-se na terceira pessoa do singular nas expressões que indicam preço, valor, medida, peso.

Dois quilos é pouco. Vinte mil cruzeiros é demais. Três metros é mais do que preciso.

f) Nas indicações de distância, horas e datas, o verbo SER concordará com estas. Da Tijuca à Barra são oito quilômetros. Era uma hora e cinquenta e nove segundos. Hoje são 21 de maio.

Voltando para o caso concreto, a concordância adequada é

a seguinte: “ELEIÇÕES livres e diretas SÃO garantia

”.

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que se RESPEITA tanto as

LIBERDADES individuais quanto as [LIBERDADES] coletivas”. A voz é

passiva sintética (VTD + SE), e o sujeito é composto (possui mais de um núcleo) e está posposto ao verbo. Leia o que diz a gramática sobre as possibilidades de concordância com sujeito composto:

Eis o outro problema: “

em

1. representado por pessoas gramaticais diferentes a

primeira pessoa (NÓS) prevalecerá sobre as demais, e a segunda (VÓS) terá preferência sobre a terceira (ELES).

Eu, tu e os cidadãos (Nós) saímos. Tu e os cidadãos (Vós) saístes. (norma culta) Tu e os cidadãos (Vocês) saíram. (norma popular – ocorre que os pronomes TU e VÓS, no falar do português do Brasil, são frequentemente substituídos por VOCÊ e VOCÊS, o que leva o verbo para a terceira pessoa)

2. anteposto ao verbo o verbo ficará sempre no plural

(concordância rígida ou gramatical).

Pai e filho conversaram longamente. As imagens e o som não estavam adequados.

3. posposto ao verbo o verbo poderá ficar no plural

(concordância rígida ou gramatical) ou concordará com o núcleo mais próximo (concordância atrativa).

com o núcleo mais próximo (concordância atrativa). Caíram uma flor e duas folhas. (ou “Caiu”, para

Caíram uma flor

e duas folhas. (ou “Caiu”, para concordar

apenas com “uma flor”)

(ou “Caiu”, para concordar apenas com “uma flor”) Saiu o ancião e seus amigos. (ou “Saíram”,

Saiu o ancião e seus amigos. (ou “Saíram”, para concordar com todos os núcleos)

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EXERCÍCIOS PARA TRIBUNAIS PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA AULA 3 Saíste tu e Pedro. (ou “Saístes”, para concordar

Saíste tu e Pedro. (ou “Saístes”, para concordar com todos os núcleos; ou “Saíram”, de acordo com a norma popular)

ATENÇÃO! Quando há reciprocidade, no entanto, a concordância é feita no plural.

Agrediram-se o deputado e o senador. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

Volte agora para a alternativa que a FCC apresentou. Como

o núcleo mais próximo do sujeito composto está no plural, não há saída, o

verbo deve mesmo ficar no plural: “

LIBERDADES individuais quanto as [LIBERDADES] coletivas”. Alternativa D: item errado. Eis a correção: “As INSTITU- IÇÕES fundamentais de um regime democrático não PODEM estar SUB- ORDINADAS

que se RESPEITAM tanto as

em

Alternativa E: item errado. A concordância correta é a seguinte:

“O INTERESSE de todos os cidadãos ESTÁ VOLTADO para o MOMENTO eleitoral, que EXPÕE Resposta – A

9. (FCC/2010/TRE-AL/Analista Judiciário) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase:

a) (haver) de se dar a conhecer, em algum dia do futuro, crianças semelhantes às de tempos passados?

(haver), tão

b) Crianças como as de hoje, ao que se sabe, jamais absortas e imobilizadas em seus afazeres.

c) Até quando se

(verificar), em relação às nossas crianças, tamanha

incongruência nos valores e nas expectativas educacionais?

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d) Quase todo prazer que hoje às crianças se

horas diárias, está associado à tecnologia.

(reservar) por longas

e) (caber) aos pais e professores, sobretudo, proporcionar às crianças espaço e tempo para as necessárias atividades físicas.

Comentário – Quero que você compare o emprego do verbo haver nas alternativas A e B. No primeiro caso, ele é mero auxiliar, integra o encadeamento verbal “Hão de se dar a conhecer”, não “manda” em nada, é mero coadjuvante; portanto deve se flexionar para concordar com o sujeito

“crianças”. No segundo, ele é impessoal, fica na terceira pessoa do singular (haverá), já que se equivale ao verbo existir. Alternativa C: temos aqui outro caso de voz passiva sintética (VTD + SE). O núcleo do sujeito é o termo “incongruência” (no singular), o que impõe ao verbo a flexão em terceira pessoa do singular: verificará. Alternativa D: leia o período escrito na ordem direta (primeiro o sujeito, depois o verbo): “Quase todo PRAZER que hoje se RESERVA às crianças por longas horas diárias está associado à tecnologia”. Alternativa E: faça aquela perguntinha básica ao verbo: “O que cabe aos pais e professores?”, e depois responda: “proporcionar às

Já percebeu que o sujeito é oracional e que o

crianças espaço e tempo

verbo deve ficar na terceira pessoa do singular? Resposta – A

É impressionante como a FCC gosta da concordância com verbo na voz passiva sintética e sujeito oracional. Mas já que ela mesma nos trouxe o verbo caber, quero aproveitar a oportunidade para falar de verbos unipessoais. Eles possuem sujeito, ficando na terceira pessoa do singu- lar ou do plural; os principais são acontecer, bastar, caber, constar, convir, faltar, importar, interessar, ocorrer, parecer, restar, urgir, etc.

”.

Basta uma reflexão

sujeito

.

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Faltam apenas quatro linhas.

sujeito

10. (FCC/2009/TJ-AP/Analista Judiciário) A frase em que há incorreção quanto à concordância verbal é:

a) Não espantarão as atrocidades do nosso mundo a quem já conhece as crueldades de que um homem é capaz.

b) Nenhum de nós se obrigará a viver num campo de prisioneiros da Sibéria para poder avaliar quão bárbaro é este nosso mundo.

c) Costumam chocar os pensamentos correntes todo aquele que esteja interessado em promover sua marca de originalidade.

d) Assiste-se a tantos tristes espetáculos neste mundo que muitos passam a difundir uma visão inteiramente desesperançada de tudo.

e) Interessou ao autor explorar os drásticos contrastes que há entre os que moram em Beverly Hills e os que vivem em Darfur.

Comentário – Alternativa A: item certo. Basta reordenar os termos que a análise fica mais fácil: “As ATROCIDADES do nosso mundo não ESPANTARÃO a QUEM CONHECE as crueldades de que um HOMEM É capaz”.

Alternativa B: item certo. E agora apresento uma nova regrinha interessante. Pronome indefinido, interrogativo ou demonstrativo + de (dentre) nós, vós ou vocês o verbo concorda com o pronome (sujeito); mas, se este estiver no plural, o verbo poderá concordar com o pronome pessoal.

Algum dentre vós sairá antes?

com o pronome pessoal . Algum dentre vós sairá antes? Quais de nós sairão (sairemos) antes?

Quais de nós sairão (sairemos) antes?

pessoal . Algum dentre vós sairá antes? Quais de nós sairão (sairemos) antes? www.pontodosconcursos.com.br 21
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Falo com aqueles dentre vós que trabalham (trabalhais).

Alternativa C: item errado. Vamos reescrever a passagem na ordem direta e já com a devida correção: “Todo AQUELE que esteja interessado em promover sua marca de originalidade COSTUMA chocar os pensamentos correntes”. Alternativa D: item certo. Eu avisei que VTD + SE indica voz passiva sintética e que VTI + SE constitui voz ativa com índice de indeterminação do sujeito e verbo na terceira pessoa do singular. É

isso o que ocorreu: “Assiste-se a tantos tristes espetáculos

“tantos tristes espetáculo” é o objeto indireto do verbo assistir, que é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar. Alternativa E: item certo. Novamente a FCC explorou a concordância com sujeito oracional: “EXPLORAR os drásticos contrastes que há entre os que moram em Beverly Hills e os que vivem em Darfur INTERESSOU ao autor”. Note ainda o emprego do verbo haver com sentido de existir, o que o torna impessoal e o obriga a ficar na terceira pessoa do singular. Por fim, perceba a concordância dos verbos “moram” e “vivem” com o antecedente do pronome relativo “que”: “os” (= aqueles). Você já deve estar cansado de casos como esses. Mas é isso o que a FCC está explorando atualmente nas suas provas. Eu não inventei nenhuma dessas questões. São todas de provas recentíssimas. Então, fique de olho bem aberto!!! Resposta – C

O termo

”.

11. (FCC/2010/TRE-AM/Técnico Judiciário) A frase em que a concordância está em total conformidade com o padrão culto escrito é:

a) Tintas e pincéis novos estavam sendo usados pela artista novata, ainda que os últimos não lhes pertencessem.

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b) Debateram sobre a utilidade de vários acessórios e concluíram que muitos não eram, de fato, nada acessível.

c) O produto derramado atingiu muitas árvores, mas não as comprometeram de modo irreversível.

d) As mais vultosas doações para o programa de emergência já haviam sido feitas, por isso as expectativas de que a arrecadação fosse muito mais alta não tinha fundamento.

e) São muitos os aspectos do documento que merecem detida análise do advogado, mas tudo indica que não haverá alterações significativas.

Comentário – Alternativa A: item errado. Eis que surge um caso novo de concordância nominal. Preste atenção no segmento “Tintas e pincéis novos estavam sendo usados pela artista novata”, principalmente nos elementos sublinhados. Agora vamos à norma gramatical. Quando o adjetivo se refere a mais de um substantivo, verifica-se o seguinte:

1. Substantivos do mesmo gênero o adjetivo ficará

neste gênero e no plural; poderá, ainda, concordar com o núcleo mais próximo.

Caderno e livro bons. (ou bom) Casa e cadeira lindas. (ou linda)

2. Substantivos de gêneros diferentes o adjetivo

ficará no masculino e no plural; poderá, ainda, concordar com o núcleo mais próximo.

Caderno e casa bons. (ou boa) Gravata e terno lindos. (ou lindo)

3. Substantivos antepostos adjetivo no plural ou no

singular, conforme exemplos vistos até agora.

4. Substantivos

notável será a atrativa.

pospostos

a

concordância

mais

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Tratava-se de inoportuno momento e lugar. Tratava-se de inoportuna ocasião e lugar.

O erro, portanto, não está no segmento indicado. Está neste aqui: “ainda que os últimos não lhes pertencessem”, pois o pronome “lhes” retoma “artista novata”, no SINGULAR. Substitua, pois, o “lhes” por lhe. Alternativa B:

Resposta – E

12. (FCC/2010/TRE-AM/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a) Os caboclos da região, que vivem na floresta e dela retiram seu sustento, sabem que é importante res- peitar todas as formas de vida que nela se encontram.

b) Existe, na mitologia de vários povos, duendes com diversos poderes mágicos que encarna, sobretudo, o espírito da floresta.

c) É sempre relatado às crianças indígenas os feitos valorosos de ilustres guerreiros, como forma de manter as tradições da tribo.

d) O repositório de lendas brasileiras de origem indígena variam muito, mas mostram, particularmente, uma explicação para os fenômenos da natureza.

e) Quando se tratam de questões de sobrevivência na mata fechada, é necessário a presença de guias habituados às dificuldades da região.

Comentário – Alternativa B: item errado. O verbo existir é pessoal, possui

Além disso, o

sujeito sintático do verbo encarnar é o pronome relativo “que”, o qual obriga

o verbo a concordar com o sujeito semântico: “ encarnam

sujeito com o qual deve concordar: “Existem (

)

duendes

”.

que

[= duendes]

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Alternativa C: item errado. Já se perguntou o que é sempre relatado às crianças? A resposta é o sujeito do verbo: “os FEITOS valorosos

de ilustres guerreiros”. O núcleo no plural leva o verbo ser a se flexionar no plural: SÃO. O particípio deve concordar em gênero e número com o substantivo ao qual se refere: RELATADOS. Alternativa D: item errado. Eis a correção: “O REPOSITÓRIO de lendas brasileiras de origem indígena VARIA muito, mas MOSTRA, particularmente, uma explicação para os fenômenos da natureza. Alternativa E: item errado. O verbo tratar-se é transitivo indireto. Com o pronome “se” (VTI + SE) ele forma estrutura de voz ativa com sujeito indeterminado. O verbo deve, pois, ficar na terceira pessoa do

singular: “Quando se trata

com o qual não deve haver concordância. Além disso, há um problema de concordância nominal ainda não abordado aqui. Fique atento para a

explicação abaixo:

É bom, é necessário, é preciso, é permitido, é proibido quando o sujeito dessas expressões estiver determinado (por artigos, pronomes ou numerais adjetivos), a concordância será feita normalmente; se, entretanto, não existir determinante, a expressão ficará invariável.

”.

O termo que lhe segue é seu objeto indireto,

É proibida a entrada.

É proibido entrada.

Água é bom para a saúde. Esta água é boa para a saúde.

Resposta – A

Eis a correção da passagem: “

é

necessária a presença

”.

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13. (FCC/2008/TRT 18ª Região/Analista Judiciário) É importante que você

o

possa

decepcionarei.

contar

com

minha

amizade;

confie

nela,

que

eu

não

A frase acima permanecerá correta no caso de substituirmos os elementos sublinhados, respectivamente, por:

a) tu possas - confies - te

b) Vossa Excelência podeis - confiei - vos

c) tu possas - confia - te

d) vós possais - confiem - vos

e) Sua Senhoria podeis - confiai - vos

Comentário – Nesse tipo de questão, você deve manter a uniformidade de tratamento. Se você decidir usar o tratamento referente à terceira pessoa, deve ir até o final. Caso prefira a segunda pessoa, deve, igualmente, mantê-la até o final. Alternativa A: item errado. A segunda pessoa (do singular e do plural) do imperativo afirmativo deriva da segunda pessoa do presente do indicativo sem a desinência –S: confias > confia tu; confiais > confiai vós. Descarte também a alternativa D. Alternativa B: item errado. Com pronome de tratamento, o verbo concordará sempre na terceira pessoa do singular ou do plural.

Vossa Excelência é muito digno. Vossas Senhorias são muito exigentes.

Descarte também a alternativa E.

Resposta – C

14. (FCC/2009/TRT 7ª Região/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

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Dados obtidos pela ONU atesta que cerca de dois terços das pessoas que não dispõe de água de qualidade mínima para suas necessidades vivem com menos de dois dólares por dia.

Comentário – O primeiro erro de concordância já é bem conhecido:

O segundo requer uma pequena

explicação, pois trata de quantidade aproximada. Quando houver uma

quantidade aproximada (perto de

, concordará com o substantivo.

menos de

DADOS obtidos pela ONU ATESTAM

”.

cerca de

coisa de

mais de

,

,

,

,

etc) seguida de substantivo, o verbo obrigatoriamente

, , , etc) seguida de substantivo, o verbo obrigatoriamente Cerca de dois mil candidatos passaram

Cerca de dois mil candidatos passaram no concurso. (concordância rígida ou gramatical)

ATENÇÃO! Com a expressão mais de um, devemos ter mais cuidado. O verbo só vai para o plural quando há ideia de reciprocidade ou quando a expressão surge repetida.

Mais de uma máquina estava parada. Mais de um casal se agrediram. Mais de uma flor, mais de uma folha foram arrancadas.

Eis a correção: “

não DISPÕEM

Resposta – Item errado.

”.

cerca

de dois terços das pessoas que

15. (FCC/2009/TRT 7ª Região/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

Alguns países optam por importar alimentos como forma de economizar água, que vem neles embutidos, já que a agricultura é que demandam enormes quantidades desse líquido.

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Comentário – O quem vem embutido neles (nos alimentos)? Água. Portanto a concordância correta é “que vem neles embutida”. Eis o outro

erro:

flexionado na terceira pessoa do singular: demanda. Resposta – Item errado. Quero aproveitar o surgimento da expressão de realce É QUE para expor a você o que dizem Cunha e Cintra sobre comportamento dela:

O verbo deve ser

a

AGRICULTURA é que DEMANDAM

”.

“A locução é que é invariável e vem sempre colocada entre o sujeito da oração e o verbo a que ele se refere. Assim:

‘José é que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’.”

16. (FCC/2006/Banco do Brasil/Escriturário) As normas de concordância verbal estão plenamente atendidas na frase:

Ficar

apeteciam.

em

casa,

divertir-se,

jogar

alguma

coisa,

nada

disso

lhes

Comentário – Se o sujeito composto for resumido por um aposto (pronome indefinido), o verbo concordará com o aposto resumitivo.

Alunos, professores, diretores, ninguém chegava a um acordo.

sujeito composto

aposto resumitivo

Pelé, Garrincha, Didi, todos foram campeões mundiais.

sujeito composto

aposto

resumitivo

Eis a correção: “ Resposta – Item errado.

NADA

disso lhes APETECIA.

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17. (FCC/2006/TRT 24ª Região/Técnico Judiciário) A concordância está correta na frase:

Romarias religiosas e festas folclóricas serve como atração a grande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste do Brasil.

Comentário – O erro está na falta de concordância entre o verbo “serve” e

os núcleos do sujeito composto “Romarias” e “festas”. O verbo deve ir para o plural: servem. Chamo sua atenção para a concordância envolvendo expressão partitiva. Quando o sujeito é formado por uma expressão

a

etc.) seguida de substantivo ou

partitiva (parte de

maior parte de

metade de

, grande número de

,

o grosso de

a maioria de

,

,

, pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.

,

A maioria das crianças não mente. (conc. rígida ou gramatical)

das crianças não mente. (conc. rígida ou gramatical) A maioria das crianças não mentem. (conc. atrativa)

A maioria das crianças não mentem. (conc. atrativa)

A maioria das crianças não mentem. (conc. atrativa) Resposta – Item errado 18. (FCC/2010/TRF 4ª

Resposta – Item errado

18. (FCC/2010/TRF 4ª Região/Analista Judiciário) Ao se reconstruir uma frase do texto, houve deslize quanto à concordância verbal em:

a) Sequer foi possível, na COP-15, estabelecer um financiamento para os países pobres a quem coubesse adotar políticas de mitigação das emissões.

b) Se todos esperávamos um bom acordo na COP-15, frustrou-nos o que dela acabou resultando.

c) Acabou culminando num final dramático, naquele 18 de dezembro de 2009, o período de duas semanas de acaloradas discussões.

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d) Às nações pobres propôs-se uma ajuda de US$ 30 bilhões, medida a que não deu aval nenhum dos países insatisfeitos com as conversas finais.

e) Deveram-se às manobras de desconversas, na definição das tarefas dos países, o impasse final das negociações entabuladas em Copenhague.

Comentário – Quando o assunto é concordância, uma estratégia do examinador é pospor o sujeito ao verbo. Aquele normalmente é uma expressão longa e com termos no plural. Isso a banca faz tentando desviar sua atenção do verdadeiro núcleo do sujeito. Isso ocorre, por exemplo, nas alternativas A, C, D e E. Alternativa A: o sujeito do verbo “foi” é a oração seguinte, cujo núcleo é o termo “estabelecer”. Já comentei aqui este caso: o verbo da oração principal permanece na terceira pessoa do singular quando o sujeito for oracional. Item certo. Alternativa B: entre o sujeito “todos” (terceira pessoa do plural) e o verbo “esperávamos” (primeira pessoa do plural) houve concordância ideológica (de pessoa). Em sua fala, o locutor indica que se inclui entre os que esperavam o tal acordo. Item certo. Alternativa C: repare que o sujeito da locução “Acabou culminando” está no final do período e é uma expressão longa: “o período de duas semanas de acaloradas discussões”. Como o núcleo dele é o termo “período” (substantivo masculino singular), a concordância está perfeita. Alternativa D: o sujeito do verbo “propôs-se” é a expressão “uma ajuda de US$ 30 bilhões”, cujo núcleo é o termo “ajuda”; por isso o verbo está no singular. Item certo. Alternativa E: o erro caracterizou-se pela flexão do verbo dever no plural, quando – na realidade – o núcleo do sujeito é o termo “impasse”. Confirma-se, com isso, que você precisa estar atento aos casos de sujeito posposto ao verbo.

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Resposta – E

19. (FCC/2010/TRF 4ª Região/Analista Judiciário) O verbo indicado entre

parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher de modo

correto a lacuna da frase:

a)

Quaisquer que sejam as técnicas, não lhes

(caber) determinar por

si mesmas o sentido que ganhará sua aplicação.

b)

Muito do que se

(prever) nos usos de uma nova técnica depende,

para realizar-se, do que se chama “vontade política”.

c)

Nenhuma das vantagens que

(oferecer) a tecnologia mais ousada

é capaz de satisfazer as aspirações humanas.

d)

Quando não se

(reconhecer) nas ciências o bem que elas nos

trazem, as saídas místicas surgem como solução.

e)

Orson Welles talvez não imaginasse o risco da tragédia que

(poder) provocar as dramatizações de sua transmissão radiofônica.

Comentário – Notou que a FCC exige que o verbo se flexione no plural?

Pois então temos que encontrar um sujeito cujo núcleo é um termo o plural.

Alternativa A: o sujeito do verbo caber é oracional

(“determinar Você já deve estar cansado de me ouvir dizer que o sujeito

oracional impõe ao verbo principal a flexão no singular, não é mesmo?

Alternativa B: o sujeito do verbo prever é o pronome re-

lativo “que”. O verbo em negrito deve, então, concordar com o antecedente

do relativo. Mas cadê esse antecedente? É o pronome demonstrativo “o” (=

aquilo), que se contraiu com a preposição “de” (do = de + o). Como ele está

no singular, o verbo em negrito também se flexiona no singular.

Alternativa C: agora a concordância do verbo leva em conta

a expressão “Nenhuma das vantagens”. Fica no singular o verbo cujo sujeito

”).

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é formado por pronome indefinido singular + de + pronome ou nome

plural (“algum de nós”, “nenhum de nós”, “cada um de vocês”, “qual das

cidades”, “algum dentre vocês”, “nenhum dos candidatos”, “cada um dos

agricultores”). Veja outro exemplo: “Nenhuma das jogadas do time

adversário levou perigo ao goleiro do Brasil”.

Alternativa D: quando apassivado pelo pronome apassivador

se, o verbo concordará normalmente com o sujeito: “Quando não se

reconhece ( o bem” = “Quando não é reconhecido ( o bem”.

a

posposição do sujeito ao verbo. A expressão “as dramatizações de sua

transmissão radiofônica” é o sujeito da locução “podem provocar”, a qual

concorda com o núcleo “dramatizações”. Veja a reescritura na ordem direta:

“que as dramatizações de sua transmissão radiofônica podem provocar”.

Resposta – E

)

)

Alternativa

E:

muito

cuidado

eu

já disse

com

20. (FCC/2010/TCM-CE/ACE) As normas de concordância verbal estão

plenamente observadas na frase:

a) Cabem a nós, zelosos fiscais das repartições públicas, determinar se

nossos funcionários devem ou não produzir literatura?

b) Não se costumam reconhecer nos funcionários-escritores talento

artístico, quando são pegos a escrever literatura na repartição.

c) São injustas as razões pelas quais se maldizem, costumeiramente, a

atividade literária de um funcionário público.

d) Como a um funcionário não se oferecem a fome e o fausto, ele se

aproveita dessa condição para desenvolver seu imaginário.

e) Dão uma bela resposta às obrigações não escolhidas, de que é feito o

nosso mundo, o talento dos escritores-funcionários.

Comentário – A essa altura, você já percebeu que as últimas questões

sobre concordância verbal vêm se repetindo: sujeito posposto ao verbo;

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verbo apassivado; sujeito oracional. Mudam-se as expressões, os períodos;

mas mantém-se o mesmo tipo de abordagem.

Alternativa A: apresenta sujeito oracional (“determinar”) e

posposto ao verbo “Cabem”, que deveria se flexionar na terceira pessoa do

singular: “Cabe”.

Alternativa B: “talento artístico” é o sujeito da locução “se

costumam reconhecer” (indicativa de voz passiva sintética). Como o sujeito

está na terceira pessoa do singular, assim deveria ser flexionado o verbo

auxiliar: “costuma”. Veja, agora, a correspondente voz passiva analítica:

“Não costuma ser reconhecido (

Alternativa C: o núcleo do sujeito do verbo apassivado

“maldizem” é o termo “atividade”, com o qual deve haver concordância no

singular. Veja a correspondente voz passiva analítica: “pelas quais é maldita

)a (

Alternativa D: a forma verbal “oferecem” (apassivada por

meio do pronome se) está em perfeita concordância com os núcleos do

sujeito composto “a fome e o fausto” (= luxo, pompa, ostentação,

magnificência).

)

talento artístico”.

atividade literária de um funcionário público”.

Alternativa E: novamente o sujeito veio posposto ao verbo.

O examinador sabe que tal estrutura dificulta a correta identificação do

sujeito. Para complicar um pouquinho mais a sua vida, ele ainda utiliza

várias expressões no plural. Cuidado! A dica é reescrever a passagem na

ordem direta: “O talento dos escritores-funcionários Percebeu a

correção?

Resposta – D

”.

21. (FCC/2010/TCE-SP/Agente de Fiscalização Financeira) Para

cumprimento das normas de concordância verbal, será necessário

CORRIGIR a frase:

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a)

Atribui-se aos esquemas de construção das fábulas populares a capacidade de representarem profundos anseios coletivos.

b)

Reserva-se a pobres camponeses, nas fábulas populares, a possibilidade de virem a se tornar membros da realeza.

c)

Aos desejos populares de ascensão social correspondem, em algumas das fábulas analisadas, a transformação de pobres em príncipes.

d)

Prosperam no fundo do inconsciente coletivo incontáveis imagens, pelas quais se traduzem aspirações de poder e de justiça.

e)

Não cabe aos leitores abastados avaliar, em quem é pobre, a sensatez ou o descalabro das expectativas alimentadas.

Comentário – Na terceira alternativa, o termo “transformação” (núcleo do sujeito simples “a transformação de pobres em príncipes”) obriga o verbo corresponder a se flexionar na terceira pessoa do singular: “corresponde”. Resposta – C

22. (FCC/2010/Pref. São Paulo/EAOFP) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a) Não deveriam caber aos jovens estudantes o peso das responsabilidades políticas que o autor a eles pretende atribuir.

b) É fatal que venham a decepcionar-se com os jovens todo aquele que os vê como sujeitos políticos já inteiramente constituídos.

c) O embate a que se costumam lançar os jovens estudantes são quase sempre marcados por uma natural imaturidade política.

d) Não se devem confiar a um jovem os atributos políticos que mesmo ao político mais experiente costumam faltar.

e) Creio que nenhuma referência a autores como Nelson Rodrigues ou Maquiavel poderão trazer alento aos jovens idealistas.

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Comentário – Alternativa A: o verbo auxiliar da locução “deveriam caber” correto estaria se fosse flexionado na terceira pessoa do singular, para concordar com o termo “peso”, núcleo do sujeito. Alternativa B: o erro existente aqui se caracteriza pela falta de concordância entre a forma verbal “venham” (terceira pessoa do plural) e o sujeito “todo aquele” (terceira pessoa do singular). Alternativa C: o primeiro erro diz respeito à fora verbal “costumam”. Note que ele está apassivado pelo pronome se e possui como sujeito a oração iniciada pelo verbo “lançar”. Leia-se: “costuma-se lançar os jovens estudantes ao embate”. Já disse repetidas vezes que o sujeito oracional leva o verbo principal para o singular. O segundo erro: a forma verbal “são” deve flexionar-se no singular em virtude do termo “embate”, sua referência para efeitos de concordância. Maliciosamente, o examinador o colocou ao lado da expressão plural “jovens estudantes”. Além disso, o particípio “marcados”, no plural, não concorda com o termo “embate”, que é marcado “por uma natural imaturidade política”. Alternativa E: o verbo auxiliar da locução “poderão trazer” deve concordar no singular com o termo “referência”, núcleo do sujeito. Resposta – D

Essas questões resumem muito bem o que a FCC está cobrando atualmente quando o assunto é concordância. Meu intuito nesta aula não foi derramar sobre você uma avalanche de informações “desnecessárias”, mas sim orientá-lo quanto à tendência da FCC, banca que elaborará a sua prova. Adiante estão as questões sem os respectivos comentários, para que você tenha a oportunidade de revisar o conteúdo por meio dos exercícios propostos. O gabarito vem logo depois. Fique com Deus e bons estudos! Professor Albert Iglésia

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QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1.

(FCC/2009/TJ-PI/Analista Judiciário) As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas na frase:

a)

Jogar dados com o Universo, segundo Einstein, não estariam nos hábitos e procedimentos de Deus.

b)

Parece não caber aos jovens operadores das bolsas outra coisa senão fazer apostas em riquezas puramente virtuais.

c)

A metafísica dos jovens operadores, diferentemente das antigas religiões, não contam com hierarquias e valores tradicionais.

d)

O que movem os jovens semideuses das bolsas de valores são as apostas em arriscadas especulações financeiras.

e)

Aos que apostam tudo no mercado financeiro caberiam refletir sobre os efeitos sociais de suas operações.

2.

(FCC/2009/TRT 4ª REGIÃO/Analista Judiciário) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a)

Sem o concurso do poder público não se implanta políticas de segurança e não se impede a deterioração do espaço urbano.

b)

Não deixaram de haver experimentos bem sucedidos, apesar de a comunidade acadêmica ter acusado falta de comprovação da teoria.

c)

Logo se verificaram que medidas semelhantes foram tomadas por outros países, como a Inglaterra, a Holanda e a África do Sul.

d)

O que se conclui das experiências relatadas é que cabe aos poderes públicos tomar iniciativas que nos levem a respeitar o espaço urbano.

e)

O fato de haver desordem e sujeira no espaço urbano acabam por incitar o cidadão a reagir como um contraventor ou pequeno criminoso.

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3.

(FCC/2009/TRT 3ª Região/Analista Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a)

São vários os animais que representam clubes, à maneira de totens, como demonstração das qualidades que é inerente a todos os seus membros.

b)

O nome dos clubes de futebol devem ser significativos para a comunidade e costumam homenagear países, continentes e atividades profissionais.

c)

O escudo dos clubes, usado na bandeira e na camisa dos jogadores, constitui o sinal de reconhecimento para o grupo social que se estabelece em seu entorno.

d)

O orgulho de pertencer a um clube se estende a qualquer objetos relacionados a ele, como bandei ras, camisas, bonés, que os identifica.

e)

No brasão de um clube ressalta as cores, impressa nos uniformes dos atletas, que vai desempenhar papel central na identidade comunitária.

4.

(FCC/2009/TJ-SE/Analista Judiciário) As normas de concordância verbal encontram-se plenamente respeitadas na frase:

a)

A muitas pessoas costumam convencer a ideia de que as invenções se devem tão-somente a um lampejo de genialidade.

b)

Ocorreram, tanto na antiga Florença como no moderno Vale do Silício, segundo os termos do texto, uma tradição de inovação.

c)

Seria melhor se não continuassem a prevalecer, em nossos dias, a anacrônica visão dos românticos sobre a inovação.

d)

A identificação de tradições de inovação exemplifica- se, no texto, com os casos de Florença e do Vale do Silício.

e)

Não se poderiam imaginar que prensas de vinicultura viessem a inspirar, decisivamente, a invenção da imprensa.

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5.

(FCC/2009/TRT 7ª Região/Analista Judiciário) Há um deslize na concordância verbal da seguinte frase:

a)

Será que cabe apenas aos governantes tomar medidas que impeçam a exploração profissional dos menores?

b)

Destacam-se, entre os argumentos já levantados contra o trabalho infantil, os que defendeu Darcy Ribeiro.

c)

Aos que não desejam alinhar-se contra o trabalho infantil resta combater em nome dos ideais de Darcy Ribeiro.

d)

Sempre haverá, por esta ou aquela razão, os que defendem a inserção das crianças pobres no mercado de trabalho.

e)

Não se devem abrir às crianças, sejam elas pobres ou não, a opção entre estudar ou trabalhar.

6.

(FCC/2010/DNOCS/Agente Administrativo) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a)

Chegou ao fim as campanhas voltadas para a reciclagem de materiais nas cidades escolhidas no projeto-piloto.

b)

A conscientização dos moradores daquela área contaminada pelos resíduos tóxicos acabaram surtindo bons resultados.

c)

Muitos consumidores se mostram engajados na luta pela sustentabilidade e traduzem seu compromisso em tudo aquilo que compram.

d)

Atitudes firmes e claras voltadas para a sustentabilidade na exploração dos recursos da natureza deve trazer lucros promissores para as empresas.

e)

Deveria ser divulgado claramente os princípios que norteiam as atividades empresariais, como diretriz para orientar os consumidores

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7.

(FCC/2010/TCM-PA/Técnico de Controle Externo) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a)

Vejam-se que os intentos de formação de uma sociedade monorracial redundam em sentimento de intolerância com a diversidade étnica.

b)

Devem-se à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos os conflitos dramáticos de consciência dos indivíduos.

c)

Nos Estados Unidos, conferem-se aos grupos e aos indivíduos o intolerável arbítrio das discriminações sociais.

d)

Corresponde ao duro modelo bíblico do povo eleito as brutalidades com que são tratados os estranhos.

e)

Não se permitem juízos e comportamentos mais flexíveis quem se formou na mais rigorosa ordem legal e religiosa.

8.

(FCC/2010/TRE-AL/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a)

A sociedade deve reconhecer os princípios e valores que determinam as escolhas dos governantes, para conferir legitimidade a suas decisões.

b)

A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem ser embasados na percepção dos valores e princípios que regem a prática política.

c)

Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro regime democrático, em que se respeita tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.

d)

As instituições fundamentais de um regime democrático não pode estar subordinado às ordens indiscriminadas de um único poder central.

e)

O interesse de todos os cidadãos estão voltados para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opiniões existentes na sociedade.

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9.

(FCC/2010/TRE-AL/Analista Judiciário) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher corretamente

a

lacuna da frase:

a)

(haver) de se dar a conhecer, em algum dia do futuro, crianças semelhantes às de tempos passados?

b)

Crianças como as de hoje, ao que se sabe, jamais absortas e imobilizadas em seus afazeres.

(haver), tão

c)

Até quando se

(verificar), em relação às nossas crianças, tamanha

incongruência nos valores e nas expectativas educacionais?

 

d)

Quase todo prazer que hoje às crianças se

(reservar) por longas

horas diárias, está associado à tecnologia.

 

e)

(caber) aos pais e professores, sobretudo, proporcionar às crianças

 

espaço e tempo para as necessárias atividades físicas.

 

10.

(FCC/2009/TJ-AP/Analista Judiciário) A frase em que há incorreção quanto à concordância verbal é:

a)

Não espantarão as atrocidades do nosso mundo a quem já conhece as crueldades de que um homem é capaz.

b)

Nenhum de nós se obrigará a viver num campo de prisioneiros da Sibéria para poder avaliar quão bárbaro é este nosso mundo.

c)

Costumam chocar os pensamentos correntes todo aquele que esteja interessado em promover sua marca de originalidade.

d)

Assiste-se a tantos tristes espetáculos neste mundo que muitos passam

a

difundir uma visão inteiramente desesperançada de tudo.

e)

Interessou ao autor explorar os drásticos contrastes que há entre os que moram em Beverly Hills e os que vivem em Darfur.

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11.

(FCC/2010/TRE-AM/Técnico Judiciário) A frase em que a concordância está em total conformidade com o padrão culto escrito é:

a)

Tintas e pincéis novos estavam sendo usados pela artista novata, ainda que os últimos não lhes pertencessem.

b)

Debateram sobre a utilidade de vários acessórios e concluíram que muitos não eram, de fato, nada acessível.

c)

O produto derramado atingiu muitas árvores, mas não as comprometeram de modo irreversível.

d)

As mais vultosas doações para o programa de emergência já haviam sido feitas, por isso as expectativas de que a arrecadação fosse muito mais alta não tinha fundamento.

e)

São muitos os aspectos do documento que merecem detida análise do advogado, mas tudo indica que não haverá alterações significativas.

12.

(FCC/2010/TRE-AM/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

a)

Os caboclos da região, que vivem na floresta e dela retiram seu sustento, sabem que é importante res- peitar todas as formas de vida que nela se encontram.

b)

Existe, na mitologia de vários povos, duendes com diversos poderes mágicos que encarna, sobretudo, o espírito da floresta.

c)

É sempre relatado às crianças indígenas os feitos valorosos de ilustres guerreiros, como forma de manter as tradições da tribo.

d)

O repositório de lendas brasileiras de origem indígena variam muito, mas mostram, particularmente, uma explicação para os fenômenos da natureza.

e)

Quando se tratam de questões de sobrevivência na mata fechada, é necessário a presença de guias habituados às dificuldades da região.

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13.

(FCC/2008/TRT 18ª Região/Analista Judiciário) É importante que você

possa

contar

com

minha

amizade;

confie

nela,

que

eu

não

o

decepcionarei.

 

A frase acima permanecerá correta no caso de substituirmos os elementos sublinhados, respectivamente, por:

a)

tu possas - confies - te

 

b)

Vossa Excelência podeis - confiei - vos

 

c)

tu possas - confia - te

 

d)

vós possais - confiem - vos

 

e)

Sua Senhoria podeis - confiai - vos

 

14.

(FCC/2009/TRT 7ª Região/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

Dados obtidos pela ONU atesta que cerca de dois terços das pessoas que não dispõe de água de qualidade mínima para suas necessidades vivem com menos de dois dólares por dia.

15.

(FCC/2009/TRT 7ª Região/Técnico Judiciário) A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:

Alguns países optam por importar alimentos como forma de economizar água, que vem neles embutidos, já que a agricultura é que demandam enormes quantidades desse líquido.

16.

(FCC/2006/Banco do Brasil/Escriturário) As normas de concordância verbal estão plenamente atendidas na frase:

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Ficar

apeteciam.

em

casa,

divertir-se,

jogar

alguma

coisa,

nada

disso

lhes

17.

(FCC/2006/TRT 24ª Região/Técnico Judiciário) A concordância está correta na frase:

Romarias religiosas e festas folclóricas serve como atração a grande parte de turistas, que deseja visitar a região Centro-Oeste do Brasil.

18.

(FCC/2010/TRF 4ª Região/Analista Judiciário) Ao se reconstruir uma frase do texto, houve deslize quanto à concordância verbal em:

a)

Sequer foi possível, na COP-15, estabelecer um financiamento para os países pobres a quem coubesse adotar políticas de mitigação das emissões.

b)

Se todos esperávamos um bom acordo na COP-15, frustrou-nos o que dela acabou resultando.

c)

Acabou culminando num final dramático, naquele 18 de dezembro de 2009, o período de duas semanas de acaloradas discussões.

d)

Às nações pobres propôs-se uma ajuda de US$ 30 bilhões, medida a que não deu aval nenhum dos países insatisfeitos com as conversas finais.

e)

Deveram-se às manobras de desconversas, na definição das tarefas dos países, o impasse final das negociações entabuladas em Copenhague.

19.

(FCC/2010/TRF 4ª Região/Analista Judiciário) O verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:

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a)

Quaisquer que sejam as técnicas, não lhes si mesmas o sentido que ganhará sua aplicação.

(caber) determinar por

b)

Muito do que se

(prever) nos usos de uma nova técnica depende,

para realizar-se, do que se chama “vontade política”.

c)

Nenhuma das vantagens que

(oferecer) a tecnologia mais ousada

é capaz de satisfazer as aspirações humanas.

d)

Quando não se

(reconhecer) nas ciências o bem que elas nos

e)

trazem, as saídas místicas surgem como solução. Orson Welles talvez não imaginasse o risco da tragédia que (poder) provocar as dramatizações de sua transmissão radiofônica.

20. (FCC/2010/TCM-CE/ACE) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a) Cabem a nós, zelosos fiscais das repartições públicas, determinar se nossos funcionários devem ou não produzir literatura?

b) Não se costumam reconhecer nos funcionários-escritores talento artístico, quando são pegos a escrever literatura na repartição.

c) São injustas as razões pelas quais se maldizem, costumeiramente, a atividade literária de um funcionário público.

d) Como a um funcionário não se oferecem a fome e o fausto, ele se aproveita dessa condição para desenvolver seu imaginário.

e) Dão uma bela resposta às obrigações não escolhidas, de que é feito o nosso mundo, o talento dos escritores-funcionários.

21. (FCC/2010/TCE-SP/Agente de Fiscalização Financeira) Para cumprimento das normas de concordância verbal, será necessário CORRIGIR a frase:

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a)

Atribui-se aos esquemas de construção das fábulas populares a capacidade de representarem profundos anseios coletivos.

b)

Reserva-se a pobres camponeses, nas fábulas populares, a possibilidade de virem a se tornar membros da realeza.

c)

Aos desejos populares de ascensão social correspondem, em algumas das fábulas analisadas, a transformação de pobres em príncipes.

d)

Prosperam no fundo do inconsciente coletivo incontáveis imagens, pelas quais se traduzem aspirações de poder e de justiça.

e)

Não cabe aos leitores abastados avaliar, em quem é pobre, a sensatez ou o descalabro das expectativas alimentadas.

22. (FCC/2010/Pref. São Paulo/EAOFP) As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

a) Não deveriam caber aos jovens estudantes o peso das responsabilidades políticas que o autor a eles pretende atribuir.

b) É fatal que venham a decepcionar-se com os jovens todo aquele que os vê como sujeitos políticos já inteiramente constituídos.

c) O embate a que se costumam lançar os jovens estudantes são quase sempre marcados por uma natural imaturidade política.

d) Não se devem confiar a um jovem os atributos políticos que mesmo ao político mais experiente costumam faltar.

e) Creio que nenhuma referência a autores como Nelson Rodrigues ou Maquiavel poderão trazer alento aos jovens idealistas.

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1. B

2. D

3. C

4. D

5. E

6. C

7. B

8. A

9. A

10. C

11. E

12. A

13. C

14. Item errado

15. Item errado

16. Item errado

17. Item errado

18. E

19. E

20. D

21. C

22. D

GABARITO