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PEDRO, JOÃO, MARIA MADALENA E OS DISCÍPULOS DE EMAÚS

JOÃO 20.1-18; LUCAS 24.13-35

I – TRAGADOS PELA FALTA DE ESPERANÇA

1. A notícia dada por Maria Madalena completava o quadro com a tristeza que
faltava: “Tiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram” (v.2).
Se a tristeza da morte já é dolorosa, imagine somar a isso a falta do corpo
daquele a quem se ama.
2. Alguns dos discípulos correram até o túmulo para se certificarem do ocorrido. A
verem a cena, eles acreditaram em Maria Madalena; de fato, o corpo do Senhor
não estava mais ali.
3. Até aquele momento os discípulos ainda não tinham compreendido a Escritura,
que era necessário ressuscitar ele dentre os mortos (v.9). Parece que não
compreender a Escritura não era um problema apenas dos discípulos daqueles
dias; quantos entre nós ainda não compreendem as Escrituras, ou até nós
mesmos.
4. Sem o corpo do Mestre; com completa falta de esperança, voltaram os discípulos
outra vez para casa. Muitas vezes só nos resta o refúgio do lar quando não temos
mais esperança. Quando já não há o refúgio do lar, as pessoas movidas pelo
desespero, que é a falta da esperança, tomam atitudes que marcarão para sempre
as suas vidas.
5. Os discípulos carregaram sobre si o peso das incertezas, das incompreensões dos
fatos e da ausência real do Mestre. Eram poucas horas sem o Mestre, mas em
suas mentes já estava projetada uma eternidade. A dor da ausência amplia a idéia
de tempo. Foi assim com eles; não é diferente conosco.

II – A SOLIDÃO DO JARDIM AINDA É O MELHOR LUGAR

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1. Nada como respirar os ares da manhã em um jardim! Não era bem isso que
estava fazendo Maria Madalena naquele lugar silencioso, marcado pela frieza das
circunstâncias. Mas voltar para casa não fazia muito sentido; as coisas estavam
arrumadas desde a sexta-feira; as louças estavam todas brilhando e em seus
devidos lugares. Por que voltar para casa?
2. Maria Madalena ficou ali, o choro era o seu consolo. A entrada do túmulo onde
estivera Jesus era o ambiente propício para se desmanchar em lágrimas; ainda
anestesiada por tudo o que havia acontecido, ela quer dar a última olhadinha
antes de voltar para casa, afinal, não poderia ficar ali todo o tempo. Era preciso
continuar vivendo a dor.
3. Ao olhar para dentro do túmulo (v.11), Maria Madalena viu dois anjos. Triste
como estava, não sei se ela pode aperceber-se de quem eles se tratavam. Como
também não pode aperceber-se que falava com Jesus, tendo-o como um
jardineiro (vv. 13-15).
4. Jesus se dirige a ela, mas não a chama mais de Mulher (v.15), mas de Maria
(v.16). Aquela não era a voz de um jardineiro, mas a doce e suave voz do Mestre.
Maria extasiada pela suave presença de Jesus o chama de Raboni (expressão
hebraica, que significa Mestre).
5. Mais uma vez Maria Madalena seria a portadora não só de novas notícias, mas de
boas-novas: “Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o
Senhor!” (v.18).

III- O RESSURRETO ESTAVA ENTRE NÓS E NÃO O PERCEBEMOS.

1. Lucas escreve em seu evangelho a experiência vivida por dois discípulos de Jesus;
texto que conhecemos como ‘Os discípulos no caminho de Emaús’ (Lc 24.13-35).
2. Eram dois discípulos que estavam entretidos com os últimos acontecimentos em
Jerusalém; eram dois discípulos entretidos e entristecidos (v.17). Estavam tristes
porque com Jesus, o Nazareno, havia morrido, e com ele, as esperanças de Israel
(v.21).

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3. Sem que eles percebessem de quem se tratava, aceitaram a companhia de um
estranho que também se dirigia para Emaús. Mas aquele companheiro de viagem
parecia ‘meio alienado’, pois só ele parecia não saber o que acontecera nos últimos
dias (v.19).
4. Como o estranho ‘não sabia’ dos últimos acontecimentos, eles trataram de fazer o
relatório completo (v.19-24).
5. O companheiro de viagem, que parecia não conhecer os fatos, mostra-lhes
conhecer as Escrituras, começando por Moisés...(v.27).
6. Tendo chegado na casa, os discípulos convidam o estranho para pernoitar em sua
casa ‘porque já é tarde e o dia declina’, o acompanhante aceita de pronto, ‘E
entrou para ficar com eles’ (v.29).
7. O acompanhante, à mesa, toma o pão dá graças, abençoou-o e, tendo-o partido,
lhes deu (v.30). Naquele exato momento eles se apercebem que durante todo o
tempo tinham consigo a preciosa presença de Jesus (v.31). A eles restava apenas
dizer: o ressurreto estava entre nós e não o percebemos.
8. Saber que Jesus estava vivo mudou o ânimo daqueles dois discípulos; já não havia
razão de ficar à mesa; a noite que chegara com o declinar do dia já não causava
tanto pavor, pois era preciso mesmo, descer rapidamente até Jerusalém (11 Km?)
(v.33); eles precisavam, como fez Maria Madalena, contar as boas-novas de grande
alegria: “O Senhor ressuscitou”.

CONCLUSÃO

A morte nos traz tristeza, mas a ressurreição nos enche de alegria e esperança.
Podemos concluir com as palavras de Paulo: “Assim como Cristo foi ressuscitado
dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma nova vida. Se desse
modo fomos unidos a Ele na semelhança da sua morte, com toda a certeza o
seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Rm 6.4,5 KJ)
Amém.
Pr. Eli Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo –SP 12/04/2009