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Solução Aguarelável

Autoria:

Fábio Moreira Araújo Maria João Amaral

Escola:

Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas

Professora:

Margarida Coelho

Abre os olhos! Olha á tua volta e vê com atenção o que se anda a passar. Examina cada ínfimo detalhe e descreve o que vês. O que te rodeia agrada-te? Poluição, barulho, confusão…Uma paisagem inconfundível como a do nosso país está a tornar-se incómoda aos olhos de qualquer um.

O que estará a causar isto? A ganância, o egoísmo? Existem tantas formas de melhorar o mundo que faz de nós seres humanos…

Sonhemos…Imaginemos que fazemos parte de uma sociedade citadina. As pessoas andam, diariamente, atarefadas de um lado para o outro sem se importarem em estabelecer relações com os outros.

O cenário é de agitação, os transportes públicos não

param e as filas de trânsito são intermináveis. Certo

dia, surge um problema sério: tudo deixa de funcionar; nada de transportes públicos; ruas cheias de carros abandonados! Vemos no noticiário que as petrolíferas tinham esgotado. O consumo excessivo levou a que perdêssemos este bem natural.

Durante uma semana, podíamos ver na televisão a preocupação de engenheiros, políticos, do povo. Várias empresas começaram a pedir soluções para a resolução deste problema. Sim…pois… como se houvesse alguma ideia milagrosa…Às vezes as pessoas sonham demasiado alto. Primeiro, não se importam com nada do que se passa á sua volta,

mas quando o mundo para, literalmente, as pessoas

já são todas muito amigas, preocupadíssimas com o

mundo real. Será que alguma vez as pessoas vão sair da sua esfera imaginável para se darem ao trabalho de ver o que se passa com o vizinho, sem que, para isso, o mundo precise de cair?

imaginável para se darem ao trabalho de ver o que se passa com o vizinho, sem

Alto! Parece que se fez luz na cabeça de alguém. Eu e o Fábio estávamos a divagar sobre o poder das cores e ponderamos a ideia de criarmos um sistema de aguarelas que se adaptasse a cada meio de transporte. As aguarelas seriam o combustível

mais original e não poluente que existiria à face da Terra. Uma ideia um bocado absurda!

magicar umas coisas. Experiências aqui, mais experiências ali, adicionamos e retiramos cores, mil e uma misturas foram feitas. Já estávamos prestes a desistir de tanta mistura quando nos lembramos de usar a cor preta. Inicialmente, tínhamos excluído esta cor (de preto já estava o mundo cheio), mas acabamos por decidir que fazia todo o sentido usá-lo. No fundo, a cor preta iria substituir o petróleo e servir como base da mistura. Só faltava mesmo encontrar a combinação perfeita. Foi aqui que começamos a relacionar as cores da paleta com a fantástica sincronização que a natureza nos proporciona. Os verdes das plantas, os azuis do mar e o intrigante alaranjado do sol… todas estas cores provocam uma certa perplexidade no ser humano. Depois de debater o assunto, começamos a pensar no que aconteceria se, ao preto, juntássemos estas cores e adaptassemos as combinações aos diferentes meios de transporte.

entanto, lá começamos a

No

juntássemos estas cores e adaptassemos as combinações aos diferentes meios de transporte. entanto, lá começamos a
Ao meio aéreo, o preto e o alaranjado chamariam todas as atenções; o preto e

Ao meio aéreo, o preto e o alaranjado chamariam todas as atenções; o preto e o verde atribuir-se-iam ao meio terrestre; o preto e o azul contribuiriam para longas viagens sob todo o magnifico oceano.

Cada solução aquosa serviria para fazer movimentar variados transportes. Os comboios teriam uma câmara onde produziriam vapor de água através da junção do preto com o verde. Nos carros e nas camionetas bastava encher o depósito com a solução assim como faziam quando se dirigiam as gasolineiras.

Para fazer longas viagens, os aviões teriam de ser abastecidos com uma pastilha da cor preta e uma laranja, diariamente. Já os helicópteros apenas precisavam desta combinação esporadicamente, sendo que conseguíamos ver através da cor das suas hélices se precisava ou não de combustível.

Desde grandes navios às pequenas embarcações nenhum dispensava o uso da mistura das aguarelas preta e azul. Esta combinação com a água salgada do mar gerava energia suficiente para movimentar um segundo Titanic.

Conversamos e chegamos à conclusão de que não perderíamos nada em divulgar a nossa ideia. Enviámo-la às várias empresas e aguardamos uma resposta. Mas que ideia a nossa! Alguma vez já se viu um carro movido a aguarelas?

às várias empresas e aguardamos uma resposta. Mas que ideia a nossa! Alguma vez já se

Já estávamos a interiorizar de que nada do que dizíamos fazia sentido, quando a nossa ideia é notícia exclusiva. Tinha sido considerada uma solução económica, inteligente e peculiar e iria ser posta á prova nesse mesmo dia.

Rapidamente tudo começou a voltar ao normal: os transportes públicos começaram a funcionar, tudo começou a correr como a própria natureza manda.

Agora, imagina. Reconhece que quando existe um problema, as pessoas se unem. Depois desta ideia tudo começou a passar-se com muita mais calma. Apesar da correria de cada um, as pessoas param para pensar no que se passa á sua volta. O egoísmo começa a esbater-se, a união é cada vez mais um conceito aplicável á sociedade da agora.

Com esta ideia, conseguimos poupar o nosso ambiente acabando por proporcionar o bem-estar de todos e de cada um de nós.

Pena tratar-se de um sonho!

FIM!

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