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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEaD Universidade Aberta

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ UECE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEaD Universidade Aberta do Brasil UAB CURSO: Licenciatura em Informática Polo: Missão Velha Disciplina: Didática Geral.

Profª. Maria Lucineide de Souza

Aluno: Antonio Aparecido de Lima

ATIVIDADE I

de Souza Aluno: Antonio Aparecido de Lima ATIVIDADE I • Procure responder as formulações abaixo a

• Procure responder as formulações abaixo a partir de seus conhecimentos:

Questionamentos:

1. A partir de elementos existentes no material disponibilizado na UAB e suas pesquisas, elabore um conceito para Didática, que amplie a necessidade do estudo desse campo como parte integrante na formação de professores de informática.

R: Lendo o conteúdo da nossa apostila e vendo paginas de pesquisas sobre o assunto deu pra entender e chegar ao conceito de que a disciplina de didática geral vem para nos ensinar uma forma diferenciada de darmos aulas de uma maneira com qualidade de si posicionar para uma turma em sala de aula com organização e um bom acompanhamento, a disciplina de Didática serve como bússola, pois, orienta o modo de trabalhar, (a postura que devemos ter), ensinando aos alunos as disciplinas e seus conteúdos de forma mais agradável e eficiente, fazendo sempre uma interligação entre a teoria e a prática, utilizando materiais didáticos (recursos), e obtendo disciplina da turma para mim, a disciplina de Didática Geral é um conjunto de normas metodológicas prescritivas que tendem o rumo do ensino e do estudo, referentes ao processo de aprendizado, é epistemologicamente falando, um estudo de conhecimento, onde se estuda a prática, mas não é a aula de prática.

2. Apresente pontos de diferenciação, no que concerne a Didática e concepções de educação, para a Escola Nova, O tecnicismo e a Pedagogia da Libertação.

R: No Brasil, os conceitos da Escola Nova foram conhecidos na década de 1920 e com muito prestígio após a Revolução de 1930, graças ao trabalho de educadores como Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira e Lourenço Filho. Estes conceitos, portanto, receberam enumeras criticas, principalmente de educadores clássicos. A Escola Nova foi acusada de não exigir nada dos alunos, de abrir mão dos conteúdos tradicionais e de acreditar ingenuamente em sua espontaneidade. Mesmo com as mudanças entrelaçadas da Revolução de 1930, não foram suficientes para abalar significativamente o conservadorismo das elites brasileiras. A Escola Nova não conseguiu modificar de maneira significativa os métodos utilizados nas escolas brasileiras. Do início da década de 1950 a 1970 o ensino da Didática privilegiou métodos e técnicas de ensino com vistas a garantir a eficiência da aprendizagem dos alunos e a defesa de sua neutralidade científica. O tecnicismo passa a assumir um posicionamento fundamental da educação e principalmente no ensino da didática. A didática passou a salientar a elaboração de planos de ensino, a formulação de objetivos, a seleção de conteúdos, as técnicas de exposição e de condução de trabalhos em grupo e a utilização de tecnologias a serviço das atividades educativas. A didática passa a ser vista como um conjunto de estratégicas para o alcance da obtenção da educação, confundindo-se com a metodologia do ensino. Seus propósitos eram, entretanto, os de fornecerem ajudas metodológicas aos educadores para ensinar bem, sem se perguntar a serviço do que e a quem ensina.

No fim da década de 1970 acentuaram-se as críticas a essa didática com caráter instrumental, sobretudo em relação às conjecturas da neutralidade científica e técnicas que a envolvem. A didática, nessa ótica, pode ser entendida como um conjunto de conhecimentos técnicos

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEaD Universidade Aberta
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEaD Universidade Aberta

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ UECE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SEaD Universidade Aberta do Brasil UAB CURSO: Licenciatura em Informática Polo: Missão Velha Disciplina: Didática Geral.

Profª. Maria Lucineide de Souza

Aluno: Antonio Aparecido de Lima apresentados de forma global e não vinculados aos problemas que fazem parte dos sentidos e dos fins educacionais. As principais críticas a essa didática tem sido feitas por educadores vinculados ao seguimento conhecido como didática crítico-social dos conteúdos. Quem as defende acredita que é necessário, em primeiro lugar, definir um projeto de sociedade que complete a escola com função de transformação da realidade na qual se inseri. A partir daí, vai em busca de uma proposta pedagógica que conduza o aluno de forma que, como cidadão, ele possa transformar a realidade existente.

3. Com elementos históricos e pertinentes aos dias atuais, a Didática e a subjetividade, qual seria o perfil de um graduando em informática, ligado a docência, parte fundamental, na formação de sua identidade profissional?

R: De certo que as expectativas educacionais de hoje estão em concorrência para valorizar a ênfase na aprendizagem dos discentes sobre os ensinos de seus professores, o que mais interessa é a obtenção de uma consciência científica, desenvolvimento da capacidade de análise, síntese e avaliação, bem como aprimoramento da imaginação criadora, o educador do Ensino Superior tem um papel muito importante na sociedade, passando a ser, entretanto, o formador de pessoas, preparando-as para vida e para cidadania e treinando-as como agentes privilegiados do progresso social.

Há educadores que exageram na tensão quando são colocadas às qualidades pessoais de amizade, carinho compreensão, amor, tolerância, abnegação e simplesmente excluem a tarefa de ensinar de suas reflexões funcionais, arraigados nos preceitos de que “ninguém ensina ninguém”, muitos professores simplesmente se eximem da obrigação de ensinar, na verdade, o que passam a fazer é dissimular sua competência técnica, contudo, de acordo que cresce o desprezo desses professores pelo ensino, “entram no jogo das classes dominantes, pois a estas interessa um professor bem comportado, um missionário de um apostolado, um abnegado; tudo, menos um profissional que tem como função principal o ensino”. Assim podemos compreender que o saber para ensinar - saber das ciências da educação, saberes metodológicos - por muito tempo foi visto como um simples adereço aos saberes disciplinares. Portanto, os processos de aprendizagem e os saberes próprios à docência eram relegados a segundo plano, deixados para o contexto de prática, fundados, talvez, na tese do “aprender fazendo” ou na concepção de que quem tem domínio do conhecimento especifico sabe ensinar. Ainda hoje sabemos pouco sobre os processos pelos quais o professor passa para aprender a ensinar. O aprendizado por observação, que é a experiência de todos aqueles que entram na carreira de professores, começa o processo de socialização na profissão de uma forma particular. Ele familiariza os alunos com as tarefas do professor e faz com que eles pensem no desenvolvimento das identificações com professores. Ele, entretanto, não tem uma base para uma avaliação técnica informada das técnicas de ensino ou encoraja o desenvolvimento de orientações analíticas em relação ao trabalho. A menos que os professores experientes passem por experiências de treinamento que possam confrontar as suas experiências e tradições, a ocupação vai ser praticada por pessoas que tem pouca preocupação em construir uma cultura de técnica compartilhada. Na ausência desta cultura, as histórias diversas de professores vão ter um papel importante na sua atividade diária. A esse respeito aprendizagem por observação é uma aliada da continuidade e não da mudança.