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DOSSIÊ TÉCNICO

Vidro: propriedades do material e


tecnologias de produção

Adriana Villela

Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da


Universidade de Brasília - CDT/UnB

Setembro de 2007
DOSSIÊ TÉCNICO

Sumário

1. Introdução.............................................................................................................................2
2. Objetivo.................................................................................................................................2
3. Vidro: propriedades e aplicações .........................................................................................2
3.1 Propriedades físico-químicas do material...........................................................................3
3.1.1 Composição química do vidro comum.............................................................................3
3.2 Coloração do vidro..............................................................................................................3
3.3 Propriedades físico-químicas do vidro................................................................................4
3.3.1 Temperatura de transição vítrea e escala de viscosidade ..............................................4
3.3.2 Homogeneidade e porosidade.........................................................................................4
3.3.3 Classificação do resíduo, reciclabilidade do material e índices de reciclagem ...............5
4. Processos de produção ........................................................................................................6
4.1 Tecnologia de fabricação ...................................................................................................6
4.1.1 Processo de produção industrial do vidro........................................................................6
4.1.2 Conformação dos vidros..................................................................................................6
4.2 Técnicas tradicionais de fabricação ...................................................................................7
4.2.1 A prática artesanal do vidro moldado: técnica de termoformagem .................................7
4.2.2 A prática artesanal do vidro soprado: técnica de insuflação ..........................................9
4.3 Fases produtivas do vidro: contaminantes e seus efeitos ................................................10
5. Produção e sustentabilidade: gestão dos resíduos ............................................................11
5.1 Metodologia de análise de ciclo de vida (ACV) ................................................................12
5.1.1 Projeto do ciclo de vida de um produto (Life Cycle Design) ..........................................12
6. Infra-estrutura necessária para produção de vidro.............................................................12
6.1 Espaço físico e organização da produção........................................................................13
6.2 Instalação elétrica e hidráulica .........................................................................................13
6.3. Transporte .......................................................................................................................13
7. Fornecedores......................................................................................................................13
7.1 Fornecedores do material especializado necessário para as atividades produtivas........13
7.2 Equipamentos...................................................................................................................13
7.2.1 Fornos industriais e assistência técnica .......................................................................13
7.2.2 Refratários e material de consumo especializado .........................................................14
7.2.3 Ferramentas e equipamentos de proteção....................................................................14
7.2.4 Grandes geradores de resíduos recicláveis de vidro ....................................................14
8. Legislação e normas Técnicas (ABNT) sobre vidro e resíduos..........................................15
8.1 Leis federais, projetos de lei e resoluções CONAMA.......................................................15
8.2 Normas ABNT sobre as práticas ......................................................................................15
8.3 Recomendações da ABIVIDRO........................................................................................16
9. Patentes..............................................................................................................................16
9.1 Blocos e telhas em vidro...................................................................................................16
9.2 Azulejos e pastilhas em vidro ...........................................................................................16
9.3 Vidro Temperado ..............................................................................................................16
9.4 Utilitários em vidro ............................................................................................................17
9.5 Embalagem de alimentos e de bebidas............................................................................17
Conclusões e recomendações ...............................................................................................17
Referências bibliográficas ......................................................................................................18
Anexos....................................................................................................................................21

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DOSSIÊ TÉCNICO

Título

Vidro: propriedades do material e tecnologias de produção

Assunto

Fabricação de artigos de vidro

Resumo

Este dossiê descreve a origem do vidro, as propriedades físico-químicas do material, suas


principais aplicações e tecnologias de produção. Traz informações sobre legislação,
regulamentações e normas técnicas pertinentes à atividade, orientando o pequeno produtor
para implementação de melhorias e adoção de critérios básicos de sustentabilidade
ambiental na produção de artefatos em vidro.

Palavras chave

Vidro; tecnologia de produção; propriedades; norma técnica; legislação; sustentabilidade;

Conteúdo

1. Introdução

O vidro é um dos materiais mais antigos utilizados pelo homem. O material surgiu
espontaneamente, na presença das condições favoráveis para a sua transformação,
aproximadamente quatro mil anos atrás. Foi descoberto por acaso, pelos fenícios, ao
acenderem fogueiras na areia da praia, em presença de areia, salitre e calcário.

Shelby (apud ALVES et at. 2001, p13-14) sugere que foi a combinação de sal marinho
(NaCl) e possivelmente ossos (CaO), presentes nas madeiras utilizadas para acender o fogo
sobre a areia (SiO2) na salgada beira do mar Mediterrâneo, que teriam criado condições
para tal redução do ponto de fusão do material, levando à produção de um vidro de baixa
qualidade. A partir daí, do Egito e da Mesopotâmia, a arte vidreira foi difundida e depois
desenvolvida em todos os continentes.

2. Objetivo

Este estudo descreve origens, propriedades, principais aplicações e tecnologias de


produção do material. Apresenta legislação e normas técnicas que regulamentam o setor
vidreiro, sugerindo ao empreendedor a adoção de critérios de sustentabiliade e
responsabilidade sócio-ambiental no planejamento de seu negócio.

3. Vidro: propriedades e aplicações

O vidro é um material translúcido, cristalino, impermeável, inerte, ainda que bastante frágil.
Trinca com facilidade quando submetido a pancadas ou a diferenças bruscas de
temperatura, já que é o pior condutor de calor. O vidro é um material líquido, que está super-
resfriado (congelado) à temperatura ambiente, que é bem abaixo de sua temperatura de
fusão. Essa temperatura varia de acordo com a composição e a pureza da mistura.

Apesar de sua fragilidade, suas características naturais facilitam a embalagem de bebidas e


alimentos, servindo ainda para produção de utensílios domésticos, vidros técnicos, vidros
planos, fibras de vidro e vidros para embalagem: garrafas, potes, frascos e outros
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vasilhames, que são fabricados nas cores branca, âmbar e verde, segundo o CEMPRE
(Lixo: Manual De Gerenciamento Integrado, 2000, p161).

3.1 Propriedades físico-químicas do material

3.1.1 Composição química do vidro comum

Segundo Callister (2002, p. 292), os vidros são um grupo familiar de materiais cerâmicos,
que têm como principais características a transparência ótica e a relativa facilidade de
fabricação. Quanto à sua composição química, são formados por silicatos não-cristalinos
que também contêm outros óxidos (CaO, Na2O, K2O e Al2O3), que influenciam em suas
propriedades.

Segundo Alves (et al, 2001, p21), de acordo com a função que desempenham no processo,
são cinco as categorias de materiais constituintes do vidro: formador/vitrificante (sílica),
fundente (sódio ou potássio), agente modificador (estabilizantes/cal ou cálcio), agente de cor
(óxidos metálicos diversos) e agente de refino.

Um vidro de cal de soda típico (vidro comum) consiste em aproximadamente 70% de sílica
(SiO2 - óxido de silício),soda (Na2 CO3 - carbonato de sódio) e cal (CaCO3 - carbonato de
cálcio) e é obtido pela fusão de seus componentes, de forma homogênea, em fornos de alta
temperatura.Além de seus componentes básicos, essa mistura recebe outras substâncias,
que lhe alteram a resistência e a pigmentação.

Segundo Pascual (et al, 2004, p26), o vidro de chumbo ou cristal resulta da substituição do
óxido de cálcio pelo óxido de chumbo, que aumenta a densidade e o índice de refração do
material. Devido a sua plasticidade, este vidro mais brando pode receber gravação e
entalhe.

Já o vidro de borossilicato (vidro refratário) composto de sílica (SiO2), ácildo bórico (H3BO3),
ácido fosfórico (H3PO4) e, algumas vezes, óxido de alumínio (Al2O3), possui enorme
resistência química e reduzido coeficiente de dilatação térmica, que aumenta sua resistência
ao choque térmico e a altas temperaturas, sendo muito utilizado na fabricação de
instrumentos de laboratórios e de utensílios de cozinha.

3.2 Coloração do vidro

A coloração do vidro na sua fase de formação é um processo complexo, que depende de


diversas variáveis e fatores, tais como agentes colorantes, tipo de forno, temperatura, sua
intensidade e tempo de exposição a ela. A coloração dos vidros é obtida pela adição de
metais específicos à mistura que será fundida. Assim, o óxido de ferro, misturado ao vidro,
produz a cor verde (vinhos); o óxido de cobre, rubi; óxido de manganês, âmbar (cerveja);
óxido de cobalto, azul (Quadro 1). A areia contém alguns desses óxidos, assim, para criar
criar um vidro incolor, será preciso eliminá-los da mistura. O vidro pode ainda ser colorido
superficialmente de diversas formas depois de pronto.

Quadro 1 – Agentes colorantes

Óxido de cobre Verdes, azuis ou rubi Cu2O


Óxido de ferro Verdes ou azuis FeO
Sulfuro de cádmio Vermelho CdSO4
Enxofre S8
Dicromato de potássio K2Cr2O7
Óxido de neodímio Nd2O3
Óxido de cério Ce2O3

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Óxido de érbio Er2O3
Óxido de cobalto Azul CoO

Fonte: Beveridge; Doménech e Pascual, 2004, p27.

3.3 Propriedades físico-químicas do vidro

3.3.1 Temperatura de transição vítrea e escala de viscosidade

Como o vidro é conformado em altas temperaturas, é importante considerar o seu


comportamento temperatura-viscosidade. Os pontos de fusão, operação, amolecimento,
recozimento e deformação representam temperaturas que correspondem a valores
específicos de viscosidade. O conhecimento destes pontos, para cada composição dada, é
importante na fabricação e no processamento deste material (CALLISTER, 2002, p305).

Uma das propriedades características do vidro, própria do estado não-cristalino, é a


temperatura de transição vítrea (Tg ou temperatura fictícia), que define se o material se
apresenta como vidro (abaixo desta temperatura) ou primeiro como líquido super-resfriado e
finalmente um líquido (acima desta temperatura). Esta temperatura define a passagem do
material do estado vítreo para o estado viscoelástico (relaxação estrutural).

Callister (2002, p293) explica que, para os materiais vítreos (não cristalinos), não existe uma
temperatura definida na qual o líquido se transforma em um sólido, como o que acontece
com os materiais cristalinos. Quando se aquece um vidro acima da Tg, tem início o seu
comportamento viscoelástico e ocorre um aumento da entropia configuracional do sistema,
ou seja, as unidades formadoras do vidro adquirem a capacidade de escoamento e podem
encontrar diferentes arranjos relativos.

Ainda segundo o autor (CALLISTER, 2002, p294), sobre a escala de viscosidade identifica-
se vários pontos específicos que são importantes na fabricação e no processamento dos
vidros:

• Ponto de fusão (vidro considerado líquido);


• Ponto de operação (vidro facilmente deformável);
• Ponto de amolecimento (temperatura máxima em que uma peça de vidro pode ser
manuseada sem causar alterações dimensionais significativas);
• Ponto de recozimento (difusão atômica suficientemente rápida, tal que remova
quaisquer tensões residuais num intervalo de 15 min) e
• Ponto de deformação (a temperatura da transição vítrea será superior à temperatura
do ponto de deformação).

A maioria das operações de conformação dos vidros é produzida dentro da faixa de


operação, entre as temperaturas de operação e de amolecimento.

A temperatura na qual cada um desses pontos ocorre depende da composição do vidro. Os


pontos de amolecimento para os vidros de cal de soda e com 96% de sílica são de
aproximadamente 700 a 1500ºC (1300 e 2825ºF), respectivamente. As operações podem
ser conduzidas a temperaturas significativamente mais baixas para os vidros de cal de soda.

3.3.2 Homogeneidade e porosidade

Ainda segundo este autor (CALLISTER, 2002, p292), especialmente quando se necessita de
transparência ótica, o vidro produzido deve ser homogêneo e isento de poros. A
homogeneidade é obtida pela fusão e pela mistura completa dos ingredientes brutos.

Porosidade resulta de pequenas bolhas de gás produzidas, que devem ser absorvidas pelo
material fundido ou eliminadas de alguma maneira. Isso exige um ajuste apropriado da
viscosidade do material fundido.

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3.3.3 Classificação do resíduo, reciclabilidade do material e índices de reciclagem

De acordo com a ABNT, 1987a, b, c, d (apud IPT/CEMPRE, 2000, p29), o lixo pode ser
classificado, de acordo com sua natureza física, sua composição química e seu grau de
periculosidade para o meio ambiente, respectivamente em:

(1) seco ou molhado;


(2) orgânico ou inorgânico ou
(3) perigoso, não-inerte ou inerte.

Segundo estas classificações, o vidro seria classificado como lixo seco, inorgânico e inerte.

O vidro é 100% reciclável. Depois de voltar ao forno misturado à matérias-primas utilizadas


em sua fabricação, o vidro reciclado tem as mesmas características do vidro produzido a
partir das matérias-primas. Não há perda de volume no processo de reciclagem. Entretanto,
por diversos fatores, nem todo o vidro reciclável será efetivamente reciclado.

Vidros recicláveis: garrafas de bebidas; espelhos; vidros de janelas; box de banheiro; pára-
brisa; potes de produtos alimentícios; frascos de remédios e perfumes; embalagens em
geral, e cacos dos produtos citados acima.

Vidros que não permitem reciclagem: cristais, lâmpadas; tubos de televisão e válvulas;
ampolas de remédios; porcelana, cerâmicas e louças (que não são vidros, mas costumam
estar misturados aos resíduos).

Layargues (2002) lembra que não é porque o material é 100% reciclável, como são o vidro e
o alumínio, que ele será 100% reciclado. Assim, no mercado brasileiro de bebidas, as
embalagens de alumínio atingem maior índice de reciclagem (97%) do que as de vidro
(45%), apesar dos dois materiais serem 100% recicláveis, como se pode observar no

Quadro 2 – Evolução da reciclagemde embalagens de bebidas descartadas no Brasil (%).


abaixo.

Quadro 2 – Evolução da reciclagemde embalagens de bebidas descartadas no Brasil (%).

1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1998 2000 2001 2002 2003

vidro 15 18 25 33 35 37 39 40 40 41 42 44 45

PET - - - 18,8 25,4 21 16,2 17,9 20,42 26,27 32,9 35 43

alumínio 37 39 50 56 63 61 64 65 73 78 85 87 89
Fontes: ABIVIDRO, ABIPET, ABRALATAS - sites institucionais, consultados em 2006.

Silva (2002, p14) comparou as performances dos impactos ambientais das cadeias
produtivas da reciclagem de diferentes matérias para embalagem, demonstrando que alguns
materiais, por suas características físico-químicas e processos tecnológicos de
processamento, oferecem maiores ou menores vantagens/facilidades para a sua
reciclagem.

Assim, é necessário levar em conta os impactos da produção e do descarte de embalagens


na natureza, avaliando e priorizando as estratégias de redução do volume
produzido/descartado, de reutilização e, só então, de reciclagem e embalagens de vidro e
outras. Silva (2002, p14) comparou as performances dos impactos ambientais das cadeias
produtivas da reciclagem de diferentes matérias para embalagem, demonstrando que alguns
materiais, por suas características físico-químicas e processos tecnológicos de
processamento, oferecem maiores ou menores vantagens/facilidades para a sua
reciclagem.

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4 Processos de produção

4.1 Tecnologias de fabricação

4.1.1 Processo de produção industrial do vidro

O vidro é obtido pelo aquecimento de seus componentes em um reator de fusão. No


processo de fusão forma-se um elemento viscoso, que acima de 1000 oC se torna uma
massa transparente e homogênea. Uma vez retirada do forno essa mistura poderá ser
trabalhada de diversas maneiras, em função da forma pretendida. O vidro quebrado na
produção é triturado e reciclado, assim como os resíduos selecionados na coleta seletiva.
Para serem reaproveitados na produção, os cacos coletados deve estar limpos de resíduos
estranhos, tais como cerâmicas, metais e cacos de outros materiais.

Figura 1 – Diagrama do processo de produção industrial do vidro.


Fonte: Beveridge; Doménech e Pascual, 2004, p24.

4.1.2 Conformação dos vidros

Segundo Callister (2002, p294), os principais métodos de conformação usados na


fabricação de produtos a base de vidro são:

1. Prensagem;
2. Insuflação;
3. Estiramento;
4. Conformação das fibras;
5. Recozimento;
6. Têmpera do vidro;
7. Devitrificação.

A prensagem consiste na aplicação de pressão em molde de ferro fundido revestido com


grafita na forma desejada, normalmente aquecido (pratos e louças).
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A insuflação é realizada manualmente ainda, para peças de arte. O processo foi
automatizado para a produção de garrafas, jarras e lâmpadas de vidro. A partir de um tarugo
de vidro, um parison, ou forma temporária, é moldado por prensagem mecânica em um
molde. Essa peça é inserida dentro de um molde de acabamento ou de insuflação, e então
forçada a se conformar com os contornos do molde pela pressão que é criada por uma
injeção de ar.

No estiramento a peça é resfriada lentamente e depois tratada termicamente por


recozimento (longas peças de vidro, lâminas, barras, tubos e fibras, seção reta constante).

Já a conformação das fibras é um estiramento mais sofisticado, de fibras de vidro contínuas.


O vidro fundido é colocado numa câmara de aquecimento de platina. As fibras são
conformadas pelo estiramento do vidro derretido através de muitos orifícios pequenos na
base da câmara. A viscosidade do vidro, que é crítica, é controlada pelas temperaturas da
câmara e dos orifícios.

Ainda segundo o autor (CALLISTER, 2002, p295), o recozimento e as tensões térmicas


(tensões internas) podem enfraquecer o material, levando à fratura, por choque térmico.
Introduzidas como resultado da taxa de resfriamento e na contração térmica entre as
regiões da superfície e do interior da peça. Para evitar tensões térmicas, o resfriamento da
peça deve ser lento. Uma vez introduzidas podem ser eliminadas ou reduzidas, através de
um tratamento térmico de recozimento, onde a peça de vidro é aquecida até o ponto de
recozimento e então lentamente resfriada até a temperatura ambiente.

Callister (2002, p295) explica ainda que a resistência de uma peça de vidro pode ser
melhorada pela introdução intencional de tensões residuais de superfície de natureza
compressiva. Isso é atingido pelo processo da têmpera térmica, aquecendo-se a peça até
uma temperatura acima da região de transição vítrea, porém abaixo do ponto de
amolecimento. Ela é, então, resfriada até a temperatura ambiente em meio a um jato de ar
ou, algumas vezes, a um banho de óleo. O efeito é que o interior tende a contrair o exterior,
impondo tensões radiais voltadas para dentro. Após o resfriamento (temperatura ambiente),
ela mantém tensões compressivas sobre a superfície, com tensões de tração nas regiões
interiores.

No caso de um vidro que não foi submetido à têmpera, uma trinca será introduzida a um
nível mais baixo de tensão externa e, conseqüentemente, a resistência à fratura será menor.
Este tipo de vidro é utilizado onde se necessita de alta resistência: portas-grandes, pára-
brisas de automóveis e lentes de óculos.

Mediante um tratamento térmico adequado de alta temperatura (devitrificação), a maioria


dos vidros inorgânicos pode ser transformada de um estado não-cristalino para um estado
cristalino. O resultado deste processo é um material policristalino com grãos finos,
conhecido como vitrocerâmica. Possuem elevada condutividade térmica, sendo usados para
fazer isolantes térmicos; revestimentos (trabalhos de arquitetura); peças para ir ao forno ou
louças para irem à mesa e substrato de placas de circuito impresso. Fabricados inicialmente
como um vidro, são em seguida cristalizados ou devitrificados.

4.2 Técnicas tradicionais de fabricação

4.2.1 A prática artesanal do vidro moldado: técnica de termoformagem (fusing)

A temperatura de transição vítrea, na prática, faz com que, ao se elevar a temperatura do


vidro acima de 790ºC aproximadamente, ele comece a ficar viscoso e relaxe sua forma.

Primeiro ficando gelatinoso, depois líquido, conformando-se à forma que o contiver. Assim,
trabalha-se com o processo de fusing, derretendo o material em fornos de alta temperatura,
dando-lhe forma por meio de formas de gesso (uso único) ou de cerâmica (de múltiplo uso).

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Quanto menores são os fragmentos do material que se quer derreter, maior é a temperatura
que se utilizá. Em geral, para derreter garrafas (o material que mais se utiliza na
reciclagem), usa-se em torno de 840ºC. Os fornos para fusing de vidro atingem até 900ºC,
mas para fazer vidro a partir da sílica, precisar-se-á de temperaturas mais altas, em torno de
1200ºC a 2000ºC, a depender dos componentes e da qualidade do vidro que se quer obter.

O vidro de garrafas é alcalino (contém soda). Isso abaixa o seu ponto de fusão (em torno de
1.100ºC) e o seu ponto de amolecimento (a partir de 300ºC). Garrafas de champagne (óxido
de ferro) são mais resistentes e têm paredes mais grossas.

Conforme Alves (et al, 2001, p24), hoje o vidro utilizado em embalagens já pode ser
classificado e totalmente reciclado. Para isso, faltando apenas que pesquisadores
desenvolvam novas tecnologias de reciclagem e encontrem para ele novas oportunidades
de aplicação.

A técnica oferece alguns riscos para a saúde. Os efluentes de metais pesados e outros
elementos tóxicos de esmaltes e vidros, bem como a manta cerâmica de isolamento do
forno, podem provocar problemas de saúde, por isso o equipamento deve ser instalado em
local bem ventilado e os pigmentos manuseados com uso de equipamentos, como luvas e
óculos de proteção. O forno computadorizado que ilustra este documento é revestido com
tijolos de cerâmica refratária de alta temperatura, e atinge temperaturas de 1.200oC. O forno
para vidro deve ir até pelo menos 900oC. (Figuras 2,3 e 4)

Além disso, quando mal manuseado, o vidro provoca cortes, e é preciso utilizar luvas e
óculos de proteção para lidar com etapas de trabalho que possam soltar ciscos, como o
corte ou o lixamento de peças (etapa de acabamento). O forno deve estar em local
ventilado, para que não se respire os vapores tóxicos, e não deve ser aberto durante a
queima e o resfriamento, para que as peças não trinquem com o choque de temperatura.

Figuras 2 e 3 – Forno revestido com tijolos de cerâmica e montagem das peças nas prateleiras.
Fonte: Adriana Villela, arquivo da pesquisadora, 2004.

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Figura 4 – Forno elétrico para fusing de vidro com abertura frontal.
Fonte: Adriana Villela, arquivo da pesquisadora, 2006.

4.2.2 A prática artesanal do vidro soprado: técnica de insuflação

A técnica da insuflação permite fabricar utensílios de vidros para uso doméstico e de


laboratórios a partir de tubos de vidro mais puro que o vidro comum, o cristal de vidro. As
peças destinadas ao uso em pesquisas científicas devem resistir com segurança, tanto a
baixíssimas temperaturas (até - 200ºC), quanto a altas (até 350ºC) – risco de contaminação
por vírus, doenças etc. A temperatura de fusão do cristal – 2100oC - é mais alta que a da
maioria dos vidros – 400oC, oferecendo a resistência e segurança necessárias.

Figura 5 – Técnica de insuflação – Joaquim Ferreira Lima em seu ateliê, 2006.


Fonte: Adriana Villela, arquivo pessoal da pesquisadora.

A partir de um tubo de vidro com o auxílio de um maçarico fixo sobre uma mesa, o
hialotécnico moldará a peça, insuflando-lhe ar, quando aquecida. O maçarico é alimentado
por três componentes: AR (compressor de ar); GÁS (botijão de butano) e OXIGÊNIO (botijão
de oxigênio), e como o vidro é mau condutor, vai aquecer o tubo num só ponto, no meio.

O artesão fecha uma das extremidades do tubo e, depois de aquecê-lo, sopra pela outra
ponta, dando-lhe forma, como quem sopra um balão. Vai aquecendo e soprando,
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aquecendo e soprando, eliminando e soldando partes, até obter a forma desejada. O
processo não é fácil e depende da experiência e da paciência do profissional.

A técnica requer muito treino e destreza manual. O artesão trabalha contra a gravidade o
tempo todo. Precisa ser extremamente hábil com as mãos e ter muita coordenação para não
ter sua peça deformada por sua ação. Precisa manter o alinhamento horizontal entre as
hastes que serão continuamente giradas com as duas mãos. Durante a fusão da massa de
vidro no centro, as duas partes se desestruturam (se soltam), mas não poderão ser torcidas
durante o giro de 360ºC. (Figura 5).

Para a redução das tensões internas do vidro, depois das sucessivas soldagens das peças,
reaquece-as até mais ou menos 300/350ºC, resfriando-as lentamente (tempera-as) em um
forno elétrico caseiro, que ele mesmo fez, onde atinge aproximadamente 350/400ºC e tem
abertura na parte superior.

A atividade oferece alguns riscos para para a saúde e o meio-ambiente. A radiação ultra-
violeta do fogo do maçarico atinge o fundo da córnea, queimando-a. A toxidade dos
componentes do vidro e o risco de acidentes (explosões), exigem organização, cautela,
observação de normas e uso equipamentos de segurança no manuseio do material e gestão
dos processos produtivos.

4.3 Fases produtivas do vidro: contaminantes e seus efeitos

Segundo a classificação de Marlet (2005), que avalia o perfil ambiental do material, o vidro
é um material natural, inorgânico, não renovável, não biodegradável, reciclável, intensidade
energética média. Em geral, é um material saudável em sua fase de uso.

Quadro 3 – Perfil Ambiental do Vidro

FASES PRODUTIVAS FATORES CONTAMINANTES EFEITOS


1. Basicamente a partir de areia, Elevado consumo energético,
Extração e transporte dos carbonato de sódio e calcáreo; efeito estufa e mudanças
componentes do vidro sua fusão gera SO2 climáticas;
2. Uso de metais em distintos Altamente tóxico;
Fabricação, transporte e processos: chumbo (fundição);
distribuição de produtos em cromo (produção vidro verde)
vidro
3. Fibras isolantes: de vidro Em sua instalação, as fibras se
Vida útil e utilização dos reforçada com resinas enquistam irreversivelmente
produtos sintéticas (poliéster) e fibra nos alvéolos pulmonares;
aglomerada com cimento;
Lã de vidro: empregam fenóis,
formaldeídos e amoníaco
sem el
Espumas de fibra de vidro: Efeito estufa e chuva ácida;
utilizam CO2;

Lã de vidro: empregam fenóis, Problemas pulmonares,


formaldeídos e amoníaco irritações;

Emprega-se ácido fluorídrico no Muito corrosivo; os gases que


processo de gravação do vidro se desprendem, a longo prazo
provocam perdas ósseas e
dentais, além de problemas
respiratórios crônicos
4. Material natural, não bio- Misturado a outros resíduos e
Deposição e tratamento final degradável, cujo tempo de contaminantes contribui para o
decomposição na natureza aumento do volume de
10.000 anos resíduos depositados nos
aterros sanitários e lixões.
Fonte: Marlet, 2005, p25.

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5 Produção e sustentabilidade: gestão dos resíduos (3Rs)

A gestão de resíduos gerados envolve custos cada vez mais altos, e é um dos maiores
problemas ambientais para os municípios. Nos últimos dez anos, o aumento dos resíduos
está ligado às alterações nos padrões de consumo e descarte, superando a influência do
aumento populacional em si. Segundo Layargues (2002, p10), as iniciativas de reciclagem
são sempre insipientes diante da magnitude do problema, que é o volume da produção do
descarte.

Com o aumento da produção e do descarte de resíduos, os aterros sanitários e depósitos de


lixo não têm condições de processar o enorme volume de resíduos produzidos. A coleta
seletiva se apresenta como alternativa capaz de reduzir os volumes gerados, já que a
segregação de materiais tem como objetivo principal a reciclagem de seus componentes e
pode trazer diversos benefícios:
(1) diminuição da quantidade de lixo a ser aterrada;
(2) preservação de recursos naturais;
(3) economia de energia;
(4) diminuição de impactos ambientais;
(5) novos negócios
(6) geração de empregos diretos e indiretos.

Esta reciclagem, por sua vez, está condicionada à possibilidade de escoamento dos
materiais produzidos (produtos reciclados ou resíduos). “Não se deve segregar materiais
para reciclagem caso não haja demanda significativa dos mesmos.” (CEMPRE, 2000).

É verdade que todos os níveis da cadeia produtiva da reciclagem devem ser


operacionalizados ao mesmo tempo: seleção, coleta, beneficiamento primário e secundário
e distribuição dos materiais e produtos gerados.

Conforme estimativa da ABIVIDRO (Figura 6), o Brasil produz 900.000 ton/ano de


embalagens de vidro. As embalagens de vidro têm como seu principal mercado o setor de
bebidas. Do total, aproximadamente 405.000 ton/ano (45%) é produzida a partir de material
reciclado; 225.000 ton/ano (25%) é indevidamente reutilizadas para envase ilegal de
bebidas; 27.000 ton/ano (3%) terão reuso caseiro; enquanto 243.000 ton/ano (27%) são
depositados em lixões e aterros sanitários.

3%
27%
25%
aterro/lixões
reciclagem
reuso indevido
reuso caseiro

45%

Figura 6 – Destino das embalagens de vidro.


Fonte: ABVIDRO. Apresentação de Stefan Jacques David.
Reciclagem de Embalagens de Vidro no Brasil: obstáculos e soluções, 2005.

As embalagens de vidro têm como seu principal mercado o setor de bebidas, que utiliza dois
sistemas distintos: o retornável e o descartável.

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A reciclagem do vidro produzido em escala industrial ainda é um desafio para a cadeia
produtiva da reciclagem do material. O custo do transporte do material e o ICMS sobre
circulação ineterestadual dos resíduos ainda é elevado, desafiando a criatividade dos
interessado em ampliar sua escala. A reciclagem em escala industrial acontece, na região
industriais onde estão as empresas recicladoras, geralmente, próximas das envasadoras.
Nas outras regiões o resíduo de vidro (cacos) tem pouco valor econômico.

O empreendedor, orientado para a sustentabilidade e o futuro de sua atividade, deve levar


em conta ainda a toxidade da atividade e seus impactos sistêmicos sobre o meio ambiente,
tendo em vista a implantação de um sistema de gestão ambiental e de responsabilidade
social na empresa. Tal sistema deve prever a minimização e a compensação de eventuais
danos ao equilíbrio ambiental e à sociedade.

Para avaliação dos impactos ambientais da atividade e adoção de medidas compensatórias


mais eficazes, sugerimos a observação de princípios de sustentabilidade e a Metodologia de
Análise do Ciclo de Vida, esboçada a seguir.

5.1 Metodologia de Análise de Ciclo de Vida (ACV)

A Metodologia de Análise do Ciclo de Vida de um produto (ACV) adota uma visão sistêmica
de produto, que analisa o conjunto de inputs e de outputs de todas as sua fases: (1) pré-
produção; (2) produção; (3) distribuição; (4) uso e (5) descarte -, avaliando as
conseqüências ambientais, econômicas e sociais de sua produção.

Essa metodologia considera o produto como um conjunto de atividades e processos, que


absorvem quantidades de matéria e energia, operando transformações e liberando
emissões de natureza diversa, ou seja, como fluxos de matéria, ernergia e emissão.

5.1.1 Projeto do ciclo de vida de um produto (Life Cycle Design)

Para Manzini e Vezzoli (2002, p99), “os limites ambientais dão testemunhos de que já não é
mais possível conceber qualquer atividade de desingn sem confrontá-la com o conjunto das
relações que, durante o seu ciclo de vida, o produto vai ter no meio ambiente. Ninguém mais
nega que um artefato deve provocar um baixo impacto ambiental ao ser produzido,
distribuído, utilizado e eliminado/descartado.”

Para esses autores os custos ambientais e outros fatores – custos, assistência, aspectos
legais, culturais, éticos e estéticos – devem ser levados em conta desde a fase inicial de
elaboração do produto, levando a uma abordagem sistêmica do design (desenho do
sistema-produto inteiro). Para eles, uma das tarefas para o desenvolvimento de novos
produtos no futuro seria o projeto do ciclo de vida do produto (life cycle design/LCD), com o
objetivo “de reduzir a carga ambiental associada a todo o ciclo de vida de um produto”.

Segundo os autores, as principais estratégias do Life Cycle Design são:


(1) minimização dos recursos - materiais e energia;
(2) seleção de materiais, processos e fontes energéticas de maior ecocompatibilidade/baixo
impacto ambiental;
(3) otimização da vida dos produtos/durabilidade;
(4) extensão da vida dos produtos/reutilização dos produtos descatados;
(5) facilidade de desmontagem.

6 Infra-estrutura necessária para produção de vidro

Depende da atividade pretendida.


Lista-se abaixo as necessidades de espaço físico para instalação de uma pequena oficina
artesanato em vidro.

6.1 Espaço físico e organização da produção

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• Galpão com pé direito alto e ampla ventilação cruzada.
• Tanques para lavagem das garrafas e local para seu armazamento.
• Bancadas de trabalho com cadeiras para aproximadamente 5-12 funcionários.
• Estante e armário com chave para guardar o material de consumo.
• Vitrine com chave para exposição permanente da produção.

6.2 Instalação elétrica e hidráulica

• Ponto de água para lavagem de material;


• Instalação trifásica de energia elétrica para ligação dos equipamentos industriais.

6.3 Transporte

O peso do vidro encarece o custo do transporte do material, sugerindo seu aproveitamento


local. Na medida do possível, a produção deve ser localizada nas proximidades dos
consumidores e dos fornecedores dos insusmos produtivos: matéria-prima ou material
reciclável, de forma a reduzir .as despesas com transporte de material.

O transporte libera ainda CO2, contribuindo para o aquecimento global. Outro argumento a
favor de sua redução no planejamento da produção.

7 Fornecedores

Entre material de consumo:

• Equipamentos:
Areia de Sílica (SiO2); Cabonato Sódico (Na2CO3); pedra calcárea (CaCo3) ou cal viva
(CaO); Feldspato (P2OA2O2 e SiO2); Bórax (Na2B4O7 . 10H2O3) ou ácido bórico (H3BO3) e
agentes colorantes (metais diversos).

• Ferramentas:
Forno a tanque contínuo (fusão/1500 oC; refinação/1300 oC), formas diversas para
conformação do vidro; cadinho; cortadores de vidros, lavadora de garrafas; esteiras e outros
equipamentos, de acordo com o tipo de atividade desenvolvida;

• Essenciais à prática da vidraçaria citamos alguns:


Torquezas; alicates de corte e de bico; martelo; serra; lixadeira; mesa de corte e outros
equipamentos, de acordo com o tipo de atividade desenvolvida;

7.1 Fornecedores do material especializado necessário para as atividades produtivas:

7.2 Equipamentos

7.2.1 Fornos industriais e assistência técnica

INFORGEL – FORNOS GENGA


Pedro Vicente Genga Fornos Inds.
compras@inforgel.com.br
11 4221-6242
11 4221-1341

FORNOS JUNG BLUMENAU


jung@jung.com.br
47 3327-0000

ARTS FIRE
marcio@estivarefratários.com.br
19 3891-6233

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FOSBEL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Serviços de Inspeção c/Endoscópio; Reparos de Fornos (Processo de Solda Cerâmica)
www.fosbel.com
11 4161-9707

7.2.2 Refratários e material de consumo especializado

SAINT-GOBAIN SEFPRO
Refratário
sefprobrasil.sgcp@saint-gobain.com
19 2127-8710/2127-87122127-8711

SCS – SOCIEDADE COMERCIAL E DE SERVIÇOS QUÍMICOS LTDA.


Carbonato de Sódio/Barrilha – Grau 100 e Grau 300
www.scsquimico.com.br
21 2516-6781

SOLVAY QUÍMICA LTDA.


Carbonato de Sódio/Barrilha e Soda Cáustica
www.solvay.com.br
11 3708-5100

MINERAÇÃO JUNDU LTDA.


Areias Quartzosas Industriais, Sílica Moída, Calcário, Dolomita e Feldspato
www.mjundu.com.br
19 3583-9215/3583-9216/3583-9279

7.2.3 Ferramentas e equipamentos de proteção

Em sua localidade, procure as lojas especializadas em ferramentas e equipamentos para


construção.

7.2.4 Grandes geradores de resíduos recicláveis de vidro

A conscientização da comunidade em geral para a necessidade de seleção e reciclagem


dos resíduos gerados (que não puderam ser reduzidos na fonte), é de extrema importância
para a preservação ambiental e da qualidade de vida no planeta.

Para organizar uma eventual coleta seletiva de resíduos de vidro para reciclagem em sua
localidade, busque parcerias com as empresas especializadas em venda de bebidas que
utilizam vasilhames descartáveis, tais como casas de festas, restaurantes, bares, etc.
Vidraçarias e empresas de vidro temperado são excelentes geradoras de resíduos
interessantes para a reciclagem (circuito limpo).

Em todos os casos, é melhor evitar que os resíduos de vidro sejam misturados aos outros
tipos de lixo. Isso facilita a limpeza do material para reciclagem, reduzindo o consumo de
água, sabão e energia nos processos de reciclagem.

A ABIVIDRO tem ajudado na organização de coleta seletiva de vidro em parceria com o


poder público municipal, nas regiões em que funcionam empresas recicladoras (demanda
por cacos).

Para coletar os resíduos dos grandes geradores, é preciso dispor de veículo destinado para
este fim, realização de coletas com periodicidade regular, calculada em função dos volumes
gerados. Para os pequenos, é importante a implantação de pontos de entrega voluntária em
locais estratégicos, em pontos de passagem dos geradores-doadores de resíduos,
especialmete, de vidros.

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8 Legislação e normas técnicas (ABNT) sobre vidro e resíduos

8.1 Leis Federais, Projetos de Lei e Resoluções CONAMA

• Lei Federal n 6938, de 1981 - Política Nacional de Meio Ambiente


• Lei Federal n 9605, de 1998 – Lei de Crimes Ambientais
• Lei Federal n 10257, de 2001 - Estatuto da Cidade
• Lei Federal n 11445, de 2007 – Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico
• Resolução CONAMA n 313/2002, de 29/10/2002 - Dispõe sobre o Inventário
Nacional de Resíduos Sólidos Industriais
• Resolução CONAMA n 0006/1991, de 19/09/1991 - Dispõe sobre a incineração de
resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos
• Decreto n 5940/2006, de 25/10/2006 - Institui a separação dos resíduos recicláveis
descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e
indireta, na fonte geradora, e a sua destinação às associações e cooperativas dos
catadores de materiais recicláveis, e dá outras providências
• Lei Orgânica Municipal

8.2 Normas ABNT sobre as práticas

• NBR 75000, de 1994 – Símbolos de risco e manuseio de para o transporte e


armazenamento de materiais – Simbologia.
• NBR 13958, de 1997 - Materiais refratários especiais conformados densos para
fornos de vidro - Características gerais e especificações
• NBR 14355, de 1999 - Vidros para móveis - Terminologia, classificação e defeitos
• NBR 14697, de 2001 - Vidro laminado
• NBR 14698, de 2001 - Vidro temperado
• NBR 7199, de 1989 - Projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil
• NBR10004, de 2004 - Resíduos sólidos - Classificação
• NBR 10004 a NBR 10007, de 2004 – Coletânea de Resíduos Sólidos
• NBR 12980, de 1993 - Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos
urbanos
• NBR13332, de 2002 - Coletor-compactador de resíduos sólidos e seus principais
componentes – Terminologia
• NBR13463, de 1995 - Coleta de resíduos sólidos
• NBR13853, de 1997 - Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou
cortantes - Requisitos e métodos de ensaio
• NBR ISO 14040, 2001 – Fases de uma Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)

Normas da Série ISO 14000 relativas à Avaliação do Ciclo de Vida (Life Cycle
Assessment): Consulte em <http://www.life-cycle.org>.

• ISO 14000 e ISO 14001 Guide – orienta busca de normas desta série, inclui manual
de procedimentos, treinamento, formulários etc. (http://www.iso-14001.org.uk/iso-
14040.htm)
• ISO 14000/14040/14041/14042/14043 – estabelecem princípios básicos e requisitos
para Análise de Inventário ou Avaliação de Impacto, assim como para divulgação
dos resultados.

• ISO TR 140047/14048/14049 – relatórios técnicos que exemplificam aplicação das


normas ACV.

8.3 Recomendações da ABIVIDRO

A Associação Técnica Brasileira das Industrias Automáticas de Vidro/ABIVIDRO realiza


pesquisas junto ao setor produtivo e de consumo de vidros industriais. A instituição mantém
e atualiaza banco de dados com índices nacionais, de grande utilidade para o
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planejamento de processos produtivos do setor.

ABIVIDRO - Associação Técnica Brasileira das Industrias Automáticas de Vidro


www.abividro.org.br
abividro@abividro.org.br
11 3255-3033/3255-4457

A ABIVIDRO elaborou um Manual de Reciclagem de Vidro que orienta interessados e


cooperativas, no sentido de selecionar os cacos dentro dos parâmetros e das
especificações desejadas para o aproveitamento pela indústria recicladora.

Obstáculos à reciclagem do material, como custo de transporte e do ICMS, fazem com que
o sistema de reciclagem proposto seja viável, apenas em regiões próximas de empresas
recicladoras.

1kg VIDRO = R$/kg 0,15 = 3 vasilhames = R$ 0,05/unid.

1kg ALUMÍNIO = R$/kg 3,50 = 67 latas = R$ 0,05/unid.


Fonte: ABIVIDRO, 2005.

9 Patentes

Algumas das principais marcas registradas de empresas ligadas ao setor vidreiro


associadas à ABIVIDRO: Saint-gobain (embalagens de vidro, vidros planos, de
segurança/industria automobilística); Owens-Illinois (embalagens de vidro e vidros
domésticos); Vidromatone (vidro técnico prensado para blocos de vidro e isoladores); Schott
Brasil/Vitrofarma (vidro neutro para industria famacêtica) e Nadir Figueiredo (vidros
domésticos e embalagens de alimentos), entre outras (Anuário ABIVIDRO, 2007, p39-8).

9.1 Blocos e telhas em vidro

COMPLEXO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS PARA FORMAÇAO DE PAREDES DE


PI0410457-9 01/06/2004
TIJOLOS DE VIDRO
CONJUNTO DE ASSOALHO PARA UMA ESTRUTURA DE EDIFÍCIO E MÉTODO PARA
PI9002087-1 03/05/1990
CONSTRUIR O MESMO
PAINEL DE BLOCOS DE VIDRO, CLARABÓIA E MÉTODO PARA FABRICAR UM PAINEL
PI8904269-7 24/08/1989
DE BLOCOS DE VIDRO
MU7800204-4 09/02/1998 TELHA DE FIBRA DE VIDRO REFORÇADA COM TELA METÁLICA INSERIDA.

9.2 Azulejos e pastilhas em vidro

PROCESSO PARA PRODUZIR AZULEJOS, PRODUTO E AZULEJO DE CERÂMICA


PI9510530-1 21/12/1995
VÍTREA
PASTILHAS DE VIDRO COMO MODALIDADE ARTÍSTICA DE REVESTIMENTOS DE
PI0402282-3 03/06/2004
PEQUENAS A GRANDES ÁREAS
SISTEMA PARA FABRICAÇAO DE PASTILHAS DE VIDRO UTILIZANDO CHAPAS DE
PI0402283-1 03/06/2004
VIDRO DE DIMENSOES VARIAVEIS

9.3 Vidro temperado

PI0315611-7 03/10/2003 METODO E APARELHO PARA PRODUÇAO DE CHAPAS DE VIDRO TEMPERADO CURVO
SISTEMA E METODO PARA SIMULTANEAMENTE AQUECER E RESFRIAR VIDRO A
PI0314851-3 18/09/2003
PRODUÇAO DE VIDRO TEMPERADO
PROCESSO E APLICAÇAO DE COMPOSTO DE CORES TORNANDO O VIDRO
PI8801665-0 05/04/1988
TEMPERADO E TRANSLUCIDO

9.4 Utilitários em vidro

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VIDRO VERMELHO PROCESSO DE FABRICAÇAO DE VIDRO VERMELHO AMPOLAS E
PI0602662-1 11/07/2006
TUBOS TINGIDOS OBTIDOS COM ESSE VIDRO
PI0504482-0 28/09/2005 ARTIGO DE VIDRO ANTIADERENTE E PROCESSO DE PRODUÇAO DO MESMO
PI0503276-8 05/08/2005 LUMINARIAS DE VIDRO RECICLADO E RESINA
METODO E DISPOSITIVO PARA CONTROLAR MASSA DA GOTA DE VIDRO NA
PI0508636-1 04/03/2005
PRODUÇAO DE RECIPIENTES DE VIDRO OCOS
PI0500353-9 03/02/2005 COMPOSIÇOES DE VIDRO

PI0406538-7 23/02/2004 COMPOSIÇAO DE SUBSTANCIA AGLUTINANTE PARA VIDRO


PI0318461-7 11/08/2003 MESA PARA CORTE DE VIDRO
SISTEMA ANALITICO PARA ANALISAR E CONTROLAR UM PROCESSO DE PRODUÇAO
PI0313057-6 30/07/2003
DE PRODUTOS DE VIDRO E METODOS

PI0305414-4 04/12/2003 SISTEMA REFRATARIO PARA FORNOS DE FUNDIÇAO DE VIDRO

9.5 Embalagens de alimentos e de bebidas

SISTEMA PARA DOSAGEM ALTERNADA DE AR E GAS PARA A FABRICAÇAO DE


PI0400695-0 20/02/2004
GARRAFAS FRASCOS DE VIDRO
EMBALAGEM PARA ALIMENTOS E BEBIDAS A BASE DE VIDRO VERDE DE SODA E CAL
QUE ABSORVE RADIAÇAO UV E TRANSMITE LUZ VISIVEL; PROCESSO PARA
PI9509649-3 13/11/1995
PREPARAR VIDRO VERDE E USO DE PELO MENOS 2 5% DE FERRO CALCULADO
COMO FE2O3 EM RELAÇAO AO PESO DE VIDRO NO VIDRO DE SODA E CAL
MU7500785-1 24/04/1995 EMBALAGEM SEPARADORA PARA FORMAS E OUTROS RECIPIENTES DE VIDRO
MU7302257-8 30/11/1993 DISPOSIÇAO EM EMBALAGEM PARA ARTIGOS DE VIDRO
VIDRO CRISTALIZAVEL PELO CALOR; CORPO DE VIDRO CERAMICA; SUBSTRATO
PI8801994-2 26/04/1988
PARA UMA EMBALAGEM DE CIRCUITO INTEGRADO
PI8704732-2 11/09/1987 EMBALAGEM PARA ACONDICIONAMENTO DE COPOS DE VIDRO E ASSEMELHADOS
MU6201587-7 22/11/1982 EMBALAGEM PARA ARTIGOS DE VIDRO
MU6201588-5 22/11/1982 EMBALAGEM PARA ARTIGOS DE VIDRO
METODO E APARELHO PARA FABRICAR VASILHAME DE VIDRO E APARELHO QUE
PI9503492-7 28/07/1995
EMPREGA UMA PORÇAO DE VIDRO DERRETIDO
MU7400548-0 10/03/1994 VASILHAME DESCARTAVEL
VASILHAME DE PRESSAO PORTA REFRIGERANTE
PI9000352-7 24/01/1990

MU6902075-2 03/10/1989 VASILHAME EMPILHAVEL PARA BEBIDAS

Conclusões e recomendações

Apesar de ser um material natural, o vidro não é bio-degradável e sua produção envolve
grande consumo de energia elétrica, extração de materiais não renováveis e liberação de
CO2 e outros contaminantes ambientais.

Sugere-se a observação dos princípios de sustentabilidade no planejamento da produção e


a integração dos esforços de todos os setores interessados, a fim de melhorar a avaliação
da Performance Ambiental do Material, contribuindo para a construção de sistemas
produtivos mais sustentáveis. A metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida

Uma das estratégias sugeridas para superar as barreiras para a reciclagem do material é a
sua reciclagem em oficinas de trabalho com forno elétrico, no próprio local de geração e
deposição final do resíduo, seguindo tendência mundial de redução das operações de
transporte na produção, um dos grandes responsáveis pela emissão de gases do efeito
estufa.

A relação detalhada dos equipamentos e ferramentas sugeridos para instalação de uma


pequena oficina artesanal de vidro está em anexo, no final deste dossiê técnico.
(informações mais detalhadas sobre técnicas artesanais de trabalho em forno podem ser
encontradas no Dossiê Técnico Fusing de Vidro: téncicas de trabalho em forno elétrico).

Referências bibliográficas e indicações de leitura

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Anexos

SITES CONSULTADOS

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www.abepet.com.br
www.abal.org.br
www.bndes.gov.br
www.cempre.org.br
www.cidades.gov.br
www.inpi.gov.br
www.snis.gov.br
http://www.movimentodoscatadores.org.br/, consulta em 28/6/2007

Nome do técnico responsável

Adriana Villela – Mestre em Desenvolvimento Sustentável – CDS/UnB

Nome da Instituição do SBRT responsável

Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília – CDT/UnB

Data de finalização

28 set. 2007.

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