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CARTA Mensal Equipes de Nossa Senhora Ano LIII • fev/mar 2013 • nº 469
CARTA
Mensal
Equipes de Nossa Senhora
Ano LIII • fev/mar 2013 • nº 469
IGREJA CATÓLICA As indicações Pastorais para o Ano da Fé p. 14
IGREJA CATÓLICA
As indicações Pastorais
para o Ano da Fé
p. 14
VIDA NO MOVIMENTO Encontros Provincias 2012 p. 18
VIDA NO MOVIMENTO
Encontros
Provincias 2012
p. 18
TESTEMUNHO Lapidação para o verdadeiro caminho p. 27
TESTEMUNHO
Lapidação para
o verdadeiro caminho
p. 27
CARTA MENSAL nº 469 • fev / mar 2013 EDITORIAL Da Carta Mensal 01 SUPER-REGIÃO

CARTA MENSAL

nº 469 • fev / mar 2013

EDITORIAL Da Carta Mensal

01

SUPER-REGIÃO Palavra do SCE

02

Comunhão das almas

03

Buscando a espiritualidade

04

CORREIO DA ERI

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias

06

A

porta da fé

07

ECOS DO XI ENCONTRO INTERNACIONAL Carta de Brasília convida para regressar à fonte

10

IGREJA CATÓLICA As ENS e a campanha da fraternidade

12

Como viver o Ano da Fé

13

As indicações pastorais para o Ano da Fé

14

FORMAÇÃO

Paz

16

VIDA NO MOVIMENTO Encontros provinciais 2012

17

Sessão de formação

19

II

Encontros de equipes novas

da Província Sul I

21

Uma curiosidade: equipe 1000

22

RAÍZES DO MOVIMENTO '"Cansei-me para encontrar Deus"

23

Pensamentos do Pe. Caffarel

24

ENCARTE

Índice Geral das publicações da Carta Mensal em 2012

TESTEMUNHO

Sim, essa pequena palavra

25

A

lapidação para o verdadeiro caminho

26

O

primeiro chamado

28

PARTILHA E PONTOS CONCRETOS DE ESFORÇO

A

meditação cotidiana

29

Como anda a oração conjugal?

30

Oração do ano novo

31

TEMA DE ESTUDO

É

preciso

ousar

32

PE. CAFFAREL Convite a um amor maior

33

NOTÍCIAS

 

34

EJNS 2013: Ano que marcará

a

alma da juventude

católica brasileira

38

CNSE

 

Agradecimento a Deus

39

REFLEXÃO

 

Começamos um novo ano

40

Carta Mensal é uma publicação periódica das Equipes de Nossa Senhora, com Registro “Lei de Imprensa” Nº 219.336 livro B de 09/10/2002. Responsabilidade: Super-Região Brasil - Cida e Raimundo N. Araújo - Equipe Editorial:

Responsáveis: Zezinha e Jailson Barbosa - Cons. Espiritual: Frei Geraldo de Araújo Lima O. Carm - Membros: Fatima e Joel - Glasfira e Resende - Paula e Genildo - Zélia e Justino - Jornalista Responsável: Vanderlei Testa (mtb 17622)

Edição e Produção: Nova Bandeira Produções Editoriais - R. Turiaçu, 390 Cj. 115 Perdizes - 05005-000 - São Paulo SP - Fone: 11 3473-1286 Fax: 11 3473-1285 - email: novabandeira@novabandeira.com - Responsável: Ivahy Barcellos Imagem de capa: Dreamstime - Diagramação: Samuel Lincon Silvério - Tiragem desta Edição: 23.000 exs.

Cartas, colaborações, notícias, testemunhos, ilustrações/ imagens, devem ser enviadas para ENS - Carta Mensal, Rua Luís Coelho, 308 Cj. 53 11º andar - 01309-902 São Paulo - SP, ou através de email: cartamensal@ens.org.br A/C de Zezinha e Jailson Barbosa. Importante: consultar, antes de enviar, as instruções para envio de material para a Carta Mensal no site ENS (www.ens.org.br) acesso Carta Mensal.

Editorial

Queridos irmãos:

Estamos em plena vivência do Ano da Fé. Passaram as festividades do final de um ano e início de outro. Mais uma oportunidade nos é dada para amar mais e melhor a Deus e ao nosso próximo e este ano, de for- ma especial, cuidando de fortalecer nossa fé que é a garantia de nos tor- narmos melhores cristãos.

O Movimento, sempre cuidando do nosso crescimento espiritual, realiza por todo Brasil, os EACREs, oportunizando o revigoramento do nosso ardor equi- pista através dos nossos Casais Respon- sáveis de Equipe. É tempo de semea- dura para a colheita de final de ano Esta edição nos traz muitas ra- zões para perseverarmos na busca da nossa santificação através do nos- so Movimento e sua pedagogia. Pe. Miguel, em seu artigo, nos fala:

alimentar a vida espiritual do casal é dar mais vida à sua realidade conjugal,

é tornar o casal missionário e fecundo,

a partir do seu testemunho”. Aprovei-

temos sua exortação para cuidarmos mais da nossa espiritualidade conjugal.

Com o título: “Comunhão de al- mas”, Cida e Raimundo, focando no

tema de estudos do ano, nos alertam:

se “

a santidade é a nossa meta, e

se escolhemos o matrimônio como vocação, urge que façamos alguma

coisa em prol de nós próprios”. E vão além: “É preciso, cada dia, partir ao encontro um do outro, por caminhos desconhecidos, / tentando adivinhar

a vida profunda do cônjuge, / procu-

rando o que pode despertar sua aten-

ção, seu interesse, sua ternura

Por sua vez, os irmãos Jussara e Da- niel nos ensinam a buscar a espirituali-

dade através das pastorais e movimen- tos da Igreja, “ouvindo o nosso coração, pois lá está a ‘escolha’ de se buscar uma espiritualidade eficiente e efetiva”. Não deixem de ler o Correio da ERI onde com muita unção nos fala o novo SCE da ERI, o Pe. Jacinto, bem como o belo testemunho do casal membro da ERI Georges e Mahassen.

O editorial do Pe. Caffarel, na ban-

deira Raízes, parece ter sido escrito para o tempo de hoje! Como suas refle-

xões conseguem ser sempre pertinen-

(e foi escrito

em 1955!). Seria muito bom aprovei- tarmos suas sábias ponderações para fazermos um dever de sentar-se com nossos irmãos, para sabermos como anda “o ‘tônus’ de nossa Equipe”. Atentos ao aspecto de formação, nossa carta nos traz excelentes con- teúdos nas bandeiras Igreja Católica, Formação e Partilha e PCE, escritos por conselheiros e casais que nos aju- darão a começar um novo ano com mais vigor e fidelidade a Jesus.

tes ao tempo presente

Também em Vida do Movimento, muitos relatos de eventos, inclusive com a “novidade” dos EEN - Encon- tro de Equipes Novas que vêm tra- zendo muita alegria para os que neles trabalham e mais conhecimentos e in- tegração para quem participa.

O Senhor faz em nós maravi-

lhas! Há mil razões para agradecer e

louvar através dos testemunhos dos nossos irmãos, que, seja na alegria ou na dor, compreenderam esta ver- dade e perseveram na sua fé. Que o Espírito Santo de Deus nos conduza!

Zezinha e Jailson CR Equipe da Carta Mensal

Super-Região

Super-Região Iniciamos um novo ano equipista que nos proporcionará a oportunidade de apro- fundarmos cada vez

Iniciamos um novo ano equipista que nos proporcionará a oportunidade de apro- fundarmos cada vez mais a vivência do ca- minho da vida espiritual em casal, já como resultado da exortação de Brasília.

Estamos no Ano da Fé. Há pouco mais de 60 anos se iniciava o Concílio Vaticano II. O Pe. Caffarel foi consultor da Comissão para o Apostolado dos Leigos, na

preparação do Concílio. E o seu grande anseio era sobre o que

o Concílio poderia suscitar para a caminhada espiritual da vida

matrimonial e a missão do casal, da família no seio da Igreja. O Padre Caffarel afirmava que os leigos devem “definir claramen- te os meios e os métodos que constituem a espiritualidade do cristão casado” (Aos casais responsáveis das Equipes, 1952).

Espírito é vida, e alimentar a vida espiritual do casal é dar mais vida à sua realidade conjugal, é tornar o casal missionário e fecundo, a partir do seu testemunho. Assim afirmou o Pe. Caffa- rel: “as equipes não podem ser apenas um movimento conser- vador da fé: é preciso que sejam fermento. Não basta possuir o ensinamento do Mestre, é preciso possuir o Espírito de Cristo, o mesmo Espírito Santo que, no Pentecostes, transformou tímidos seguidores em testemunhas ardorosas do Senhor.” (Nancy Caja- do Moncau, Equipes de Nossa Senhora no Brasil, p.116) À luz do tema do ano, somos chamados a beber na fonte para ousarmos o evangelho: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7,37) O Pe. Caffarel definia a espiritualidade como “uma ciência que tem por objeto a vida cristã e os meios que levam à sua plenitude” (Carta às Equipes, Junho 1950). O apelo “façamos o caminho juntos” permanece mais que válido. “Os cristãos casados são chamados à santidade. Para eles não

é um simples apelo individual, ainda que a pessoa conserve

sempre algo de irredutível e incomunicável, mas um caminho

a percorrer em casal. Esta é a grande descoberta da espirituali- dade conjugal: os dois amores — o amor conjugal e o amor a Deus — não se excluem, antes podem conjugar-se, e todas as exigências da vida cristã podem ser vividas em casal” (Segunda inspiração, ERI, 1988).

Feliz e abençoado ano equipista. Um carinhoso abraço no Coração de Jesus

Pe. Miguel Batista, SCJ SCE da Super-Região Brasil

COMUNHÃO DAS ALMAS
COMUNHÃO DAS ALMAS

Queridos irmãos:

Em meio a tantas separações de casais, jovens e antigos em seus matrimônios, decidimos dedicar nossa reflexão ao “amor conju- gal”. A ideia é suscitar nos casais equipistas a vivência intensa de seu amor pelo cônjuge, bem como a compreensão do “grande misté- rio” que envolve o sacramento do Matrimônio, como diz São Paulo (Ef 5,32). O Pe. Caffarel, que considerou uma grande descoberta a primazia do amor no seio do casal, não he- sita em afirmar que “não há para as pessoas casadas, necessidade de procurar outro caminho para a santificação, que não o seu amor penetrado e transfigurado pelo amor divino”. Nós acreditamos nesta verdade? Para os que ainda

têm dúvida, ele lança esta outra as-

é amando-se cada vez

sertiva: “

mais, no corpo e na alma, e cum- prindo a missão de seu amor, que os cônjuges vão caminhando para a santidade”. Então, se a santidade é a nossa meta, e se escolhemos o matrimô- nio como vocação, urge que faça- mos alguma coisa em prol de nós próprios. Urge que nos esforcemos para viver com fidelidade, respei- to e doação o caminho que se nos apresenta. Como isso é possível, visto que somos solicitados/pres- sionados a viver da forma como a sociedade impõe? Em primeiro lugar, é preciso ter vida religiosa profunda; sem ela

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é preciso ter vida religiosa profunda; sem ela 3CM 469 sentimo-nos fracos e paralisados diante do

sentimo-nos fracos e paralisados diante do que ousamos chamar de “tentações”. Em segundo lugar, impõe-se que nos esforcemos “por descobrir o rosto de filho de Deus do nosso cônjuge; por descobrir o outro para o acolher, tentando desvendar o mais profundo de sua alma, a sua intimidade com Deus” (Pe. Caffarel). Assim, para não ouvir a “voz do tempo, do vento e do mundo”, pede-se aos casais que cravem as raízes de seu amor no coração, onde ele (amor) encontrará força e criatividade para viver um amor sempre novo. Alguém pode até co- gitar: tudo isso é teoria; na prática não é assim que a vida conjugal funciona. Não desanimemos, Pe. Caffa- rel, mais uma vez, vem em nosso auxílio mostrando o caminho de comunhão das almas e corações:

É preciso cada dia partir ao encontro um do outro, por ca- minhos desconhecidos, / ten- tando adivinhar a vida profun-

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da do cônjuge, / procurando o que pode despertar sua aten- ção, seu interesse, sua ternu- ra, / evitando o que no momen- to o incomoda ou perturba, / descobrindo aquilo que pode estabelecer comunhão”.

Deus torne fecundo nosso ca- minho da vida espiritual em casal! Unidos em oração Cida e Raimundo CR Super-Região

BUSCANDO A ESPIRITUALIDADE
BUSCANDO A ESPIRITUALIDADE

Certo dia estávamos de saída para trabalhar em um “curso”de noi- vos na nossa paróquia. Tínhamos que fazer a abertura às oito horas da manhã; em seguida, tínhamos uma participação como palestrantes e per- maneceríamos lá o restante do dia. Trabalhavamos em equipe. Quan- do estávamos saindo de casa para irmos ao local do Encontro (salão paroquial), por volta das sete horas da manhã, num domingo, o telefone de nossa casa toca. Quando Jussara atendeu ao telefone, ouviu do outro lado uma voz rouca, ofegante, can- sada, que implorava a nossa presen- ça. Era uma cliente da Jussara, que conhecíamos apenas pela relação profissional entre as duas. Chorava e implorava que fôssemos à sua casa, pois passara a noite brigando com seu marido, chegando até às agres- sões físicas. O marido estava como que embriagado e a ameaçava de morte. Não pensamos duas vezes, avisamos ao restante dos casais que trabalhavam com noivos e nos des- locamos para aquela residência. Ali estava um casal que precisava de ajuda, e ela se lembrou de nós. “Per- demos” a parte da manhã do curso de noivos, mas ganhamos, depois de muita conversa e orações, uma

mas ganhamos, depois de muita conversa e orações, uma nova esperança de harmonia e paz na

nova esperança de harmonia e paz na vida daquele casal sofrido. Outro dia, depois de comer pizza com nossos três filhos, ainda peque- nos, estávamos saindo da pizzaria em direção ao nosso carro. Encon- tramos uma criança de rua, com aproximandamente doze anos de idade, todo sujo, maltrapilho, cho- rando e gritando de dor. Tinha sofri- do uma facada em um dos pés, e já estava com a lesão bastante inflama- da e com o pé bastante inchado. Não pensamos duas vezes, afastamos as crianças do banco traseiro do veícu- lo e colocamos aquela criança, para levarmos a um posto de saúde onde alguém pudesse fazer um curativo e tratar daquele ferimento. Era uma cidade do interior e conhecíamos uma drogaria, perto dali, cuja dona era enfermeira e tinha um posto de

primeiros socorros instalado em sua farmácia. Falamos do problema do garoto com ela. A mesma se negou

zendo valer todas as trocas sólidas de amizade, de auxílio mútuo mate- rial e moral.

ouvir o nosso coração, pois lá está

a

atender aquela criança, alegando

A Igreja e seus segmentos, dentre

que estava de saída; já estava atra- sada para a missa e que “Jesus não

eles as Pastorais, Comunidades, Movimentos, se colocam à nossa

podia esperá-la”. Pois bem, amigos, estas duas

disposição. Para isso temos que

histórias na nossa vida, ilustram o

a

“escolha” de se buscar ou não

que ousamos chamar de “busca

uma espiritualidade eficaz, eficiente

da espiritualidade”. Nos dois epi-

e

efetiva. “Uma das condições

sódios, não fizemos nada demais além de cumprir a nossa obrigação de cristão. Porém algo nos chamou

para entrar nas Equipes de Nossa

Senhora é ter o desejo de progredir espiritualmente, pessoalmente e em

a

atenção. A primeira interlocutora,

casal. Este desejo pode enfraquecer

a

cliente, sofria, precisou de ajuda e

e

se perder nas areias do hábito e da

buscou. A segunda interlocutora,

rotina. É indispensável conservá-lo

a

enfermeira, podia ajudar e não

e

renová-lo. O Padre Caffarel no-

o

fez por um sentimento equivoca-

lo recorda com frequência” (Textos

Jussara e Daniel

do. Perguntamos até hoje. Será que Jesus (além da missa a que ela se

Escolhidos - Padre Caffarel – 2009, p.13).

dirigia e já estava atrasada) também não estava presente naquela criança que sofria? A busca da espiritualidade é uma profunda aspiração humana. Mas de que forma podemos buscar

Os dois acontecimentos que nar- ramos no início servem para alertar que na vida existem aspectos posi- tivos que ajudam na busca da espi- tiualidade libertadora e dinâmica e que dará bons frutos. Por outro lado,

e

notar os sinais da espiritualidade?

aspectos negativos, anêmicos de fé,

Acreditamos que não existem orien- tações técnicas para isso. Cremos que o segredo, para se continuar buscando, está dentro do coração de cada um. Como norte, farol, luz que ilumina o caminho, temos o tes-

“fabricados” ao bel-prazer de cada pessoa, podem levar ao retrocesso deste itinerário de espiritualidade. Lembremos o Padre Caffarel, na Carta Mensal Francesa, de junho de 1950: “A Espiritualidade é a ciência

temunho e a vida de Jesus Cristo, de Nossa Senhora e de todos os santos

que trata da vida cristã e dos cami- nhos que levam ao seu desabrochar”.

e

santas vivos e cotidianos, e os que

(Textos Escolhidos, 2009, p.78).

deixaram o legado de fé. Vemos a espiritualidade como uma constante aproximação de Deus. Da criatura com o Criador. Sentimos que um dos maiores inimigos deste percurso é o indivi- dualismo desenfreado e egoísta. Procurando Cristo, estaremos fa-

Façamos dos momentos vividos pessoalmente, em casal e em famí- lia, passos férteis para continuarmos buscando a espiritualidade. Paz para todos!

Casal Comunicação Externa

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Correio da ERI

Caríssimos amigos no Senhor:

É esta a segunda vez que no meu mi- nistério como Con- selheiro Espiritual da ERI vos dirijo a pala- vra. Saúdo-vos muito cordial e afetivamen- te, caríssimos casais, dispersos por todos os continentes, vivendo com alegria, mesmo se no meio das dificuldades e das provações, a vossa condição de casais cristãos, unidos pelos laços do sacramento do Matrimônio, colaboradores de Deus nesta missão admirável do serviço da vida, partilhada e ofe- recida no dom dos vossos filhos, dos vossos netos e até, quem sabe, dos vossos bisnetos. É as- sim que viveis o ideal de espiri- tualidade conjugal e familiar que o Pe. Caffarel sonhava para as Equipes de Nossa Senhora: ser- vir a Deus em toda a vida, bem no meio do mundo. Este ideal do P. Caffarel foi consagrado pelo Concílio Vaticano II, o qual re- corda a santidade como ideal e vocação de todo o cristão e se re- fere ao matrimônio cristão como uma escola de virtudes e de san- tidade. Neste ano da fé, no qual evocamos o início do Concílio Vaticano II a 11 de Outubro de 1962 - há 50 anos - temos todos uma oportunidade providencial para voltarmos às fontes da nossa espiritualidade como Equipes de Nossa Senhora, numa fidelida- de dinâmica para vivermos este ideal de santidade nas condições próprias do nosso tempo.

ideal de santidade nas condições próprias do nosso tempo. Sabemos bem, mas é bom recordar sem-

Sabemos bem, mas

é bom recordar sem-

pre, que as Equipes

de Nossa Senhora têm

a

missão de anunciar

e

de testemunhar ao

mundo a verdade da vida e do amor, deste amor que se manifes- ta na disponibilidade para dar a vida, mes- mo para morrer de amor. Eis o

que justamente aprendi dos meus

pais e muito particularmente de

minha Mãe, que adormeceu no Senhor há pouco tempo com a

bela

idade de 104 anos. Ela es-

teve

sempre disponível para se

dar totalmente pelos seus filhos

e sobretudo por mim, para que

eu pudesse seguir o meu cami- nho, ser verdadeiramente livre, ser verdadeiramente eu mesmo,

sem depender de ninguém, para

estar totalmente dedicado à mi- nha missão. Ela estava sempre lá, em silêncio, na sua solicitude ma- terna para que eu pudesse ser eu mesmo. Ela transmitiu-me a pai- xão pela vida; fez-me compreen- der verdadeiramente o que é ser

filho e é graças a ela que gosto de

contemplar na Igreja, sobretudo

o seu rosto materno. Neste ano da fé somos con-

vidados pelo Santo Padre Bento

XVI a redescobrir a alegria de

acreditar, alegria que é correla- tiva à alegria de viver. Uma das notas das Equipes de Nossa Se- nhora é seguramente a alegria. No Encontro de Brasília tivemos

a possibilidade de tocar verda-

deiramente nesta alegria conta- giosa dos casais lá reunidos. Esta

alegria encontro-a bem presente nas Cartas das SR que recebo re- gularmente. Podemos perguntar, os outros devem seguramente perguntar-se: mas onde se encon- tra o segredo desta alegria que é diferente da alegria do mundo? Onde encontra a sua fonte? Es- tou certo que a fonte se encontra na prática fiel dos Pontos Con- cretos de Esforço, segundo a me- todologia das Equipes de Nossa Senhora, sobretudo, insisto, na Oração Conjugal e no Dever de Sentar- se. É necessário que os casais e as Equipes aprofundem

e vivam o mais fiel e generosa-

mente possível a sua união no Senhor: foi Ele quem nos reuniu

em Equipes; foi Ele que vos esco- lheu e uniu em matrimônio, para viverdes a vida conjugal à ima- gem da relação entre Cristo e a Igreja (Ef 5,32). Ninguém separe

o que o Senhor uniu. Eis o teste-

munho que, na graça e na força

do Espírito do Senhor, os casais cristãos e as Equipes de Nossa Senhora devem dar ao mundo: é

a vossa missão como casais cris- tãos. Não tenhais medo, porque

o Senhor prometeu que estaria

sempre convosco. Que este ano da fé seja para todos nós um tempo providencial

para viver e testemunhar que a

alegria de acreditar está ligada

à felicidade, à generosidade e à abnegação de quem é capaz de amar até ao fim, como o Senhor que abriu o Seu Coração para

que n’Ele encontremos o lugar do nosso repouso. Saúdo-vos a todos muito cor- dialmente. O Senhor vos aben- çoe e esteja convosco em todas

as vossas atividades.

Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, scj jacinto@dehonianos.org

A PORTA DA FÉ
A PORTA DA FÉ

Chamados a fazer parte da Equipe Responsável Internacio- nal, temos consciência da nossa fragilidade dos nossos limites, mas confiamos n’Aquele que nos ace- na. Estamos certos de que Ele ilu- minará o nosso espírito e o nosso coração e nos dará a força do seu Espírito para estarmos ao serviço dos nossos irmãos. O nosso “sim” pretende ser, a exemplo de Maria, um ato de fé, de obediência e de amor. Como duvidar de que “a for- ça do seu braço” há de apaziguar

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ato de fé, de obediência e de amor. Como duvidar de que “a for- ça do

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a nossa angústia e “fazer em nós

maravilhas”, Ele cuja fidelidade nos acompanha todos os dias? Na sua carta apostólica Porta Fidei, o papa Bento XVI promul- gou a 11 de Outubro um ano da

fé em comemoração do 50º ani- versário da abertura do Concílio Vaticano II. Convocou também a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre o tema Nova evan- gelização para a transmissão da fé cristã. Enquanto Equipes de Nossa Senhora, teremos a generosidade de dedicar “tempo a uma refle- xão aprofundada e a uma redes-

coberta da fé” livre e consciente,

a fim de darmos um testemunho

coerente da nossa vida? Cristo na cruz é a porta da fé; abre o nos- so coração à conversão e leva-nos consigo no caminho do Reino. Mas, como podemos pôr-nos ao serviço dos outros sem primei- ro escutar e meditar a palavra de Deus e sem nos alimentarmos do corpo e do sangue do Senhor? Sim, acreditamos que a oração e a eucaristia nos tornam disponíveis

para os nossos irmãos marginali- zados e feridos no seu amor, para

que estes redescubram que tam- bém eles são objeto da ternura do nosso Pai.

E como poderemos ver no

coração do outro com os olhos de Jesus se não formos habita- dos por Ele? Na oração, motor da nossa intimidade com Deus,

reencontramos a serenidade do coração e a disponibilidade para nos fazermos presentes ao nosso cônjuge e aos outros.

A nossa fé cresce através das

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provações da vida, de cada vez que o nosso coração “se deixa plasmar pela graça que transfor- ma”. Alguns anos após o nosso casa- mento, percebemos que não tería- mos filhos. Testemunha do nosso profundo sofrimento, um padre nosso amigo aconselhou-nos a não nos centrarmos na nossa pro- vação, mas a abrir-nos às necessi- dades dos outros, garantindo-nos

que a fertilidade não é só biológi- ca. Obedecendo à inspiração do Espírito, começamos então a pôr- nos ao serviço da nossa paróquia. Este compromisso abriu-nos “a porta da fé, que introduz na vida

de comunhão com Deus e permite

a entrada na sua Igreja”. Percebe- mos melhor que ter fé é confiar em Deus e agarrarmo-nos a Ele, acon- teça o que acontecer. Grandes são os desafios que

a vida conjugal hoje enfrenta. Como é difícil nos nossos dias ou- sar viver o Evangelho no seio do casal e da cidade! É a nossa fé, bússola fiável, que nos orienta a testemunhar o nosso amor pelo nosso cônjuge. E quando falham

as forças diante da tentação, quan-

do já nem vemos qual é o sentido da nossa vida, é o encontro com Jesus, o farol da nossa fé, que nos

sustém para continuarmos a remar em águas profundas, contra ven- tos e marés, para ancorar n’Ele, a rocha. Não é Jesus Cristo quem en- coraja o “pequeno rebanho” dos cristãos do Médio Oriente a não desanimar, a não ter medo de se afogar no grande oceano não cris-

tão desta região? Em comunhão

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com o Pai cujo amor é todo pode- roso, esperamos viver nos nossos países tão provados uma paz justa e duradoura que respeite os direi- tos do homem, e da mulher em particular, e a liberdade de consci- ência de todos. Acreditar em Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, é acre- ditar que o homem, imagem de Deus, é chamado a viver relações humanas sem discriminações, a respeitar o outro na sua diferença, esse outro que nos é dado acolher como uma graça de Deus. Antes da guerra civil no Líba- no, ambos trabalhávamos no se- tor muçulmano de Beirute. Todos os dias andávamos de cá para lá entre os dois setores da cidade. Com a guerra, a grande maioria dos cristãos deixou o setor muçul- mano, por causa dos raptos, dos franco-atiradores, dos obuses e das bombas. Face aos perigos, tí- nhamos, então, de tomar uma de- cisão. Numa reflexão alimentada pela oração, quisemos ficar onde estávamos e confiar em Deus e nos nossos companheiros mu- çulmanos. Sobrevivemos e ainda aqui estamos. Durante estes anos

Acesse nosso site conheça, veja como está rico em informações e dinâmico!

www.ens.org.br

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difíceis, estabelecemos relações de amizade com os nossos com- panheiros, e essas relações ainda duram. Hoje alguns casais muçul- manos praticam o dever de sentar- se e a oração conjugal, que muito apreciam. Ter a audácia de acre- ditar em Deus é uma experiência e uma aventura! Quantas vezes somos surpre- endidos pelas intervenções de Deus na nossa vida, intervenções essas que ultrapassam de longe as nossas expectativas e as nos- sas esperanças! Apesar das nossas dúvidas e inquietações, o Senhor cumula-nos das suas graças mais do que ousaríamos imaginar, por- que, apesar da nossa fraqueza, ou- samos viver o seu Evangelho. Centrarmo-nos em nós mes- mos e nas nossas capacidades, sem saber e sem poder, é esquecer que Jesus Cristo é o centro da nos- sa vida, é esquecer também que a sua Igreja está ao serviço de todas as comunidades da terra. Acreditemos n’Ele, Senhor e Rei da nossa vida. Georges e Mahassen Khoury Casal membro da ERI

da terra. Acreditemos n’Ele, Senhor e Rei da nossa vida.  Georges e Mahassen Khoury Casal

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Ecos do XI Encontro Internacional

Ecos do XI Encontro Internacional CARTA DE BRASÍLIA CONVIDA PARA REGRESSAR À FONTE “ voltar a
CARTA DE BRASÍLIA CONVIDA PARA REGRESSAR À FONTE
CARTA DE BRASÍLIA CONVIDA
PARA REGRESSAR À FONTE

voltar a beber na pró-

pria fonte, de reencontrar o frescor, o ardor e a genero- sidade dos começos. Este é certamente um dos aspectos da Segunda Inspiração: vol- tar a praticar de forma jovem, solene e ardorosa a Carta das

Equipes”. (Pe. Bernard Olivier) Após o XI Encontro Internacio- nal das Equipes de Nossa Senho- ra, de Brasília, a Equipe Respon- sável Internacional (ERI), enviou comunicação aos equipistas de todo o mundo, intitulada Carta de Brasília, chamando-os a vol- tar à fonte e cobrando fidelidade ao Estatuto: “Este convite a que os casais das Equipes de Nossa Senhora regressem à fonte deve- rá concretizar-se na fidelidade à Carta Fundadora (1947), revi- sitando os textos inspiradores do Carisma, Mística e pedagogia do nosso Movimento – assentes em três pilares fundamentais: Orien- tações de Vida, Pontos Concretos de Esforço e Vida de Equipe – e, mais recentemente, num desejo de fidelidade criativa, bem expres- sa na Segunda Inspiração”. O retorno à fonte não é um apelo saudosista nem muito me- nos um retrocesso na vida do Mo- vimento. É uma chamada para um aprofundamento. Esta volta que pede fidelidade à Carta fun- dacional e aos documentos que a completam (O que é uma equipe

de Nossa Senhora e A Segunda Inspiração), não pode fechar os olhos às exigências do Movimen- to, lembrando que “Tais equipes não são abrigos para adultos bem intencionados, mas sim grupos de voluntários, generosos e livres” (Estatuto das ENS). E que “Nin- guém é obrigado a ingressar nas Equipes ou nelas permanecer. Quem delas fizer parte, porém, deve com lealdade fazê-lo fran- camente” (Idem). E ainda: “Toda equipe que não quer ou não pode observar as regras do jogo é elimi- nada. Disciplina necessária: quan- tos agrupamentos periclitam, aba- fados pouco a pouco sob o peso dos membros inertes que não fo- ram eliminados a tempo” (Idem). A direção firme, as orientações precisas e o enquadramento for- te, como exigia o padre Caffarel, estão lá na fonte. Faz-se necessá- rio, no entanto, um ordenamento mais determinado. A reafirmação das ENS como um movimento de espiritualidade pela Carta de Brasília, não significa um enclausuramento, mas um re- torno às origens para um reabaste- cimento e uma consequente saída para distribuir suas riquezas, em “missão evangelizadora na Igreja e no mundo pelo testemunho de seu amor conjugal e por outras formas de ação que queiram es- colher” conforme seus Estatutos Canônicos. A Carta Fundacional, referindo-se à razão de ser das

ENS e à aspiração dos casais, des- taca: “Querem ser, por toda parte, os missionários de Cristo. Devota- dos à Igreja, querem estar sempre prontos a responder aos apelos de seu bispo e de seus sacerdotes”. A recente carta da ERI, não só a ra- tifica como dá direcionamento: “ deve não só aprofundar para den- tro a espiritualidade conjugal, mas também para fora, para aquelas situações problemáticas que mui- tos homens e mulheres não conse- guem resolver”, diz. A expansão do Movimento não pode ser esquecida, nesse regresso

à fonte. O lançamento de novas

equipes e a admissão de novos ca- sais devem observar os critérios es- tabelecidos. É preciso conhecer para amar. O padre Caffarel sem- pre se mostrou exigente com rela- ção ao crescimento do Movimento:

“Mais valem 500 equipes fortes do que 5000 medíocres”, disse, em 1957. E hoje, como reagiria, ven- do a quantidade ganhar espaço nas ENS, conhecendo equipes que são, no máximo, grupos de amigos, vendo casais que não vivenciam seus compromissos (vida comuni-

tária, reuniões, PCE, missas, tema de estudo, contribuição, formações

e outros)? Pertença às Equipes de

Nossa Senhora é mais do que ves- tir a camisa do Movimento (rou- pa). É sinônimo de compromisso, lealdade, responsabilidade e amor. A vivência da responsabilida- de também merece uma reflexão no retorno à fonte. “A rotativida - de nos lugares de serviço é uma regra que caracteriza as ENS, ao longo dos anos, muito contribuin-

11CM 469

do para a sua vitalidade” (Colégio da Super-Região Portugal, 2012). Em atenção ao convite da ERI, cada um deveria questionar a sua pertença ao Movimento, pergun- tando-se sobre a fidelidade ao compromisso de seguir lealmente

o espírito, a pedagogia e os mé-

todos das ENS. Essa reflexão de- veria esclarecer se a vivência das coisas do Movimento é autêntica ou se é feita às avessas, esco-

lhendo o que interessa e agrada,

criando um “estatuto” particular

e um movimento segundo a pró-

pria vontade. A pergunta “o que viemos fazer nas ENS?” merece uma resposta honesta. Caso con- trário, o Movimento está sendo um abrigo, um amontoado de reu- niões e obrigações sem sentido e um local propício para o desfile de vaidades. Voltar à fonte é uma prática que exige fé, coragem e ousadia. Para uma árvore retomar o vigor original, desenvolver-se e produ- zir abundantemente, providências são realizadas, entre elas, uma poda bem feita. O retorno pro- posto pela Carta de Brasília não pode ser pontual. Deve ser para valer. Amplo e profundo. O Con- cílio Vaticano II trouxe uma vida nova para a Igreja. O regresso às origens, proposta pela ERI, certa- mente será uma primavera para o Movimento. Voltar à fonte é uma prática que exige fé, coragem e ousadia.

Glória e Bartolomeu Eq. 14A - N. S. Desatadora dos Nós Jaboatão dos Guararapes-PE

CM 46111

Igreja Católica

AS ENS E A CAMPANHA DA FRATERNIDADE
AS ENS E A CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A Campanha da Fraternida- de (CF) de 2013 traz como tema “Fraternidade e Juventude”. O lema é inspirado no Profeta Isaí- as 6,8: “Eis-me aqui! Envia-me”.

O texto base nos fala de três ob-

jetivos específicos, um dos quais é sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da so- ciedade, protagonistas da civiliza- ção do amor e do bem comum. Estamos assistindo, nas últimas décadas, em todo o mundo, a um

processo de laicização da vida re- ligiosa, uma crise de fé. A nossa juventude não tem, como antes, buscado a união pelo sacramen- to do Matrimônio, talvez por ignorá-lo como um momento de grande graça de fidelidade e de amor que Jesus quer conceder ao casal. Assistimos, também, aos impactos da mudança de época, com a substituição do papel dos pais e escola pelos meios de comu- nicação de massa, o surgimento e influência da cultura midiática e das redes sociais, a banalização da sexualidade e a negação da vida. Precisamos todos, inclusive os jo- vens, crescer na fé. O momento é propício, pois viveremos em julho

a Jornada Mundial da Juventu-

de, uma oportunidade ímpar para apresentar o Evangelho como sen- tido de vida. Na “Carta das Equipes de Nossa Senhora” (Estatuto), de 1947, os casais decidiram unir-se em equipe porque, dentre outras, afirmaram sua vontade de querer fazer de todas as suas atividades

uma colaboração à obra de Deus e um serviço prestado aos homens. Temos então, bons instrumentos para conversão e renovação inte-

rior e, efetivamente, participarmos de forma mais concreta na missão profética de anunciar o Messias.

O lema escolhido pela CF 2013 -

“Eis-me aqui, envia-me!” reforça o

reconhecimento da Igreja no valor

dos jovens e conclama-os a aprofun- darem na fé e a serem protagonis- tas no seguimento de Jesus Cristo. A Jornada Mundial da Juven- tude entra como fator catalisador nesse momento, propiciando não só uma acolhida aos nossos jo- vens, como também empreen- dendo uma resposta concreta ao chamado de anunciar Jesus.

E nós, ENS, cuja “vocação não

deve ser definida apenas em fun- ção das necessidades dos casais, mas também em termos das gran- des carências do nosso mundo contemporâneo”, como disse Pa- dre Caffarel, devemos participar dessa CF, colocando o Evangelho em prática na nossa vida cotidiana e acolhendo o Espírito Santo que age interiormente e nos faz crescer. Paulo Freire dizia que “é preciso ter esperança. Mas tem de ser espe- rança do verbo esperançar”. Por- que esperança do verbo esperar é espera, aguardo. Já esperançar é buscar, é se juntar, é não desistir. Então podemos todos gritar: Eis-

nos aqui, envia-nos. Marluce e Olber Eq. 06A - N. S. Aparecida Itaúna-MG

COMO VIVER O ANO DA FÉ
COMO VIVER
O ANO DA FÉ

É desejo do Santo Padre que este Ano da Fé suscite em cada um que crê o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e es- perança. É uma ocasião propícia também para intensificar a cele- bração da fé na liturgia, particu- larmente na Eucaristia, que é a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força. Es- pera-se, também, que o testemu- nho de vida daqueles que creem cresça na sua credibilidade. Des- cobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vi- vida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê é um compromisso que cada um deve assumir, sobretudo neste Ano.

A profissão de fé, “O Cre- do”, é um ato simultanea- mente pessoal e comunitá- rio. Eu creio: é a fé da Igre- ja, professada pessoalmen- te por cada um que crê, principalmente por ocasião do Batismo. Nós cremos:

é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúr- gica dos que creem.

13CM 469

É decisivo repassar, durante

este Ano, a história da nossa fé.

O Ano da Fé é uma ocasião

propícia também para intensifi- car o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: “Agora per- manecem estas três coisas a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade”. Se um irmão ou uma irmã estive- rem nus e precisarem de alimen- to quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos

aquecer e de matar a fome, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveita- rá?” Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completa- mente morta. Mais ainda! Po- derá alguém alegar sensatamen- te: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras te mostrarei a minha fé”.

A fé sem a caridade não dá

fruto e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. (Diácono Marcos Reis de Faria).

Colaboração de Rosana e Waldir Eq.02A - N. S. da Fraternidade São José dos Campos-SP

CM 46113

AS INDICAÇÕES PASTORAIS PARA O ANO DA FÉ
AS INDICAÇÕES PASTORAIS
PARA O ANO DA FÉ
AS INDICAÇÕES PASTORAIS PARA O ANO DA FÉ Com a promulgação da Car- ta Apostólica “Porta

Com a promulgação da Car- ta Apostólica “Porta Fidei”, de 11/10/11, o Papa Bento XVI con- vocou um ano da fé de 11/10/12 a 24/11/13, festa de Cristo Rei. Neste início a Igreja comemora 50 anos da abertura do Concilio Ecumê- nico Vaticano II, inaugurado pelo Beato Papa João XXIII e concluído pelo Papa Paulo VI, e 20 anos do lançamento do renovado Catecis- mo da Igreja Católica, oferecido pelo Beato Papa João Paulo II, após as conclusões do Sínodo dos Bispos de 1985.

“O Concílio teve como intenção

e como finalidade pôr em evidên-

cia a missão apostólica e pastoral

da Igreja, e, fazendo resplandecer

a verdade do Evangelho, levar to-

dos os homens e mulheres a pro- curarem e acolherem o amor de Cristo que excede toda a ciência”.

(João Paulo II, cf. Ef 3,19). “O ca- tecismo apresenta, com fidelidade

e de modo orgânico, o ensino da

Sagrada Escritura, da Tradição viva da Igreja e do Magistério au- têntico, bem como a herança es- piritual dos Padres, dos santos e das santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Têm as explicitações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Es- pírito Santo sugeriu à Igreja. É uma ajuda a iluminar, com a luz da fé, as novas situações e os problemas que no passado ainda não tinham surgido” (João Paulo II).

O ano da fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, para que todos os membros da Igreja, leigos e clero, sejam teste- munhas, credíveis e alegres, do Senhor ressuscitado no mundo de hoje, capazes de indicar a porta da fé a tantas pessoas que estão em busca. Esta porta escancara o olhar do homem para Jesus, pre- sente no nosso meio “todos os dias até o fim do mundo”.

A fé é uma adesão pessoal do

ser humano a Deus. É o assenti- mento livre a toda a verdade reve- lada por Deus. Existe uma ligação profunda entre a fé vivida e os seus conteúdos: a fé das testemunhas e dos confessores é também a fé dos apóstolos e dos doutores da Igreja.

A nossa fé não pode e não deve

ser a mesma fé quando éramos crianças, no tempo da catequese

para a primeira eucaristia. Mas deve

e pode intensificar tornando-se

adulta e madura e assim nos com- prometermos com a nossa missão

de batizados e com o plano de Deus.

Esse é o caminho para a santidade.

A Congregação para a Doutri- na da Fé detalhou as indicações pastorais para que todos os cató- licos verdadeiros (e aí nós equipis- tas nos enquadramos muito bem) possam conhecer, estudar, trocar ideias com outras pessoas (no nos- so caso também com a equipe) e aplicar na vida cotidiana os seguin- tes pontos:

Conhecer, estudar e apli- car na vida diária as con- clusões do Sínodo dos Bis- pos sobre a nova evangeli- zação, realizado em outu- bro de 2012;

Ter uma maior devoção a Maria e copiar o seu modelo de mulher cristã, com suas atitudes e com- portamentos;

Participar de simpósios, congressos, encontros de formação, testemunhos de fé e de aprofundamento da doutrina católica (o Movimento das ENS e os conselheiros espirituais podem ajudar);

Conhecer, estudar e apro- fundar os documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Ca- tólica (o Movimento das

ENS e os conselheiros es- pirituais podem ajudar);

Ler e meditar atentamente a carta apostólica “Porta Fidei”;

Participar melhor e mais assiduamente das missas dominicais e festas de pre- ceito, bem como conhecer cada parte da missa;

Preparar-se melhor para as confissões, principalmen- te no período quaresmal, para receber o sacramen- to da Penitência e do Per- dão;

Ser promotor do enten- dimento dos documentos do Vaticano II e do Cate- cismo.

A fé é um ato pessoal e ao mesmo tempo comunitário; é um dom de Deus que deve ser vivenciado na grande comunhão da Igreja e deve ser comunicado ao mundo. Nós equipistas somos presença de Cristo no mundo e o nosso mundo começa em casa e na nossa equipe.

Não deixemos passar ao lar- go pela nossa vida o ano da fé, mas, sim, aceitar e realizar o que o Magistério da Igreja nos solici- ta em nome de Deus Uno e Tri- no. Fonte: Congregação para a Doutrina da Fé.

Stella e Paulo Eq.02C - N. S. Aparecida Niterói-RJ

Formação

PAZ
PAZ

No dia 1º de janeiro ce- lebramos o dia mundial da Paz. Começando um novo ano, pedi- mos que ele seja todo vivido em paz. O interessante é que, quan- do Jesus nasceu todos diziam que Ele era o Mensageiro da Paz. Jesus cresceu falando de harmonia, re- conciliação e espírito fraterno. De- pois que morreu e ressuscitou, a primeira coisa que ele disse quando apareceu aos discípulos foi “a paz esteja convosco!”. Vivemos num mundo onde ainda existem muitos sinais de guerras, maldades e desumanidades. Realmente é preciso pe- dir um ano diferente. A Paz é, geralmente, definida como um estado de calma ou tranquilidade. Pode também ser entendida como ausência de violência ou guerra entre povos ou nações. No plano pessoal e humano, paz designa um estado de espírito sem ira, desconfiança ou qualquer sentimento ou pensamento perturbador. Segundo Mahatma Gandhi, grande líder indiano, “Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho para todas as coisas”. E, segundo Albert Einstein, um gênio mundial, “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos”. Todos os grandes corações reconhecem e sabem que sem paz de espírito, sem essa coisa boa que nos deixa livres, é impossível viver dignamente. Uma das cenas mais lindas da Bíblia é quando Jesus olha para as pessoas que estavam com ele e diz, carinhosamente: “Eu vos deixo a minha paz, eu vos dou a minha paz. Que vosso cora- ção não se perturbe nem tenha medo”. Confiantes nesta presen- ça viva de Jesus em nosso meio, comecemos bem esse ano novo, na graça de Deus e contando com aquele olhar maravilhoso e carinhoso de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Feliz ano novo a todos! Paz! Louvado seja nosso Senhor Je-

sus Cristo

Pe. Dirson F. Gonçalves, CSsR SCE Eq.04A - N. S. dos Navegantes Campo Grande-MS

Senhor Je- sus Cristo Pe. Dirson F. Gonçalves, CSsR SCE Eq.04A - N. S. dos Navegantes

ENCONTROS PROVINCIAIS 2012 Vida no Movimento
ENCONTROS PROVINCIAIS 2012
Vida no Movimento

PROVÍNCIA CENTRO-OESTE

Um revigoramento da vida equipista!

Assim nos sentimos em Goiâ- nia durante o Encontro Provincial 2012, de 26 a 28 de Outubro. A Equipe do Colegiado Provin- cial, juntamente com o SCE Pro- vincial, trabalharam em perfeita harmonia, preparando um encon- tro agradável a todos os partici- pantes. Nada melhor do que uma boa acolhida, encontrando tudo pron- to e bonito. (Assim aconteceu co-

nosco, graças à dedicação do CR da Região Goiás Centro) e de toda

a sua equipe de trabalho, que nos

receberam com muito entusiasmo

e fraternidade. Em todos os participantes havia uma fonte de alegria e de amor. Jesus estava presente em todos os corações e manifestava-se entre nós no sorriso, no abraço, no aperto de mão, no acolhimento uns aos ou- tros. Claramente comungamos da presença de Nosso Rei por ocasião das celebrações eucarísticas.

Em toda parte ecoava a men-

sagem do Encontro Internacional

ir além do

programado”. O Tema e o Lema de 2013 fo- ram muito bem aceitos por todos nós, ao passo que fomos envolvi- dos pelo chamado “Casais equipis- tas plenos do amor de Cristo, par- tamos cada dia pelo mundo, para cuidar dos homens”, como se vê na Carta de Brasília. Nesse Encontro, recebemos boas ferramentas para trabalhar na seara do Senhor: a formação, o compro- misso de participar mais da Euca- ristia e da partilha, levando-nos à celebração. Nosso fundador, Pe. Henry Ca- ffarel teve lugar privilegiado, moti- vando-nos a ler seus livros e a ter- mos mais zelo com o carisma do Movimento. Também teve destaque o Ano da fé, segundo as orientações da Igreja. Fomos convocados a dar maior dedicação à leitura da Bíblia e do Catecismo. Fomos conscien-

“acolher o inesperado

tizados do valor de buscar mais o Cristo eucarístico e a nos colocar- mos frente a frente com Ele! Os casais equipistas, pelos mui- tos dons recebidos do Senhor, de- vem testemunhar aos jovens as be- lezas da vida matrimonial; mais ainda que agora a Campanha da Fraternidade 2013 nos traz o tema:

Fraternidade e Juventude. Vamos arregaçar as mangas porque o nos- so tempo urge. De volta para casa, podíamos avaliar o quanto nos fortalecemos na fé e em conhecimento para

bem realizar nossa missão. Esta- mos confiantes em Jesus Cristo que, por meio do Espírito Santo, estará sempre conosco a nos ilumi- nar em 2013. Agora só resta uma alternativa:

Prossigamos levando as mensagens desse Encontro e a animação de nosso espírito a todos os irmãos equipistas. É hora da ousadia no serviço!

Elza e Edilson CR Região Centro-Oeste Brasília-DF

PROVÍNCIA NORTE

Um encontro ímpar

A realização do - ENCONTRO PROVINCIAL NORTE em Santa- rém/PA, tendo como anfitriões os irmãos da Região Norte III, con- tinha uma mensagem que nos despertava expectativa adicional sobre a riqueza daqueles dias 26 a

28/10/2012.

Santarém, conhecida como “Pérola do Tapajós”, fica na mar-

gem de um dos mais belos rios bra- sileiros, no oeste paraense.

Quantas “pérolas” nos estavam destinadas pelo Espírito Santo, em forma de celebrações, palestras, ora- ções, reflexões, convivência?

A cada vez que Deus nos permi-

te participar de um evento nas ENS,

muitas são as riquezas a que temos acesso, desde que estejamos com

o coração aberto para recebê-las.

ENS, muitas são as riquezas a que temos acesso, desde que estejamos com o coração aberto

Assim sentimos em relação ao EP-

venha a mim, e beba” (João 7,37).

NORTE/2012.

Foi um encontro ímpar, a co- meçar por mim, que estava sem a presença física do meu Fernando que, recém-operado, não foi libe- rado para a viagem aérea - embo-

ra estivesse muito bem. Foi difícil a

decisão de que eu deveria ir sozi- nha e, o que me fez decidir, além

da responsabilidade que me impe-

lia, foi a consciência da importân- cia deste Encontro.

E lá fui eu, recolher as orienta-

ções para nossa missão em 2013.

E tudo foi como um campo de

ostras, cheias de valiosas pérolas, feitas por Deus para embelezar

a humana trajetória, enquanto

aguardamos a plenitude da vida. Quando o padre Lucivaldo, SCE da Região Norte II, nos disse para “buscar a perfeição no amor”, pensei em que, de fato, devemos ter o amor como foco dos serviços em nossas missões e não apenas a sua “perfeita” realização. Para “Ousar o Evangelho” as ENS nos indicam como tema/2013 “O caminho da vida espiritual em

casal”, a nos incentivar na conquis-

ta da santidade, seguindo um lema

de Cristo: “Se alguém tem sede,

A ênfase na Regra de Vida, como

instrumento de progresso espiritual,

foi estimulada pelo CRR Norte I,

“Controle a sua Regra de Vida, pelo menos uma vez por semana!”

O CRP Norte, Fátima e Canêjo,

destacou a responsabilidade de to- dos, recordando o compromisso das ENS: “As Equipes existem para ajudar os casais a crescer no amor

de Cristo. Se isto não acontecer es- tamos falhando na nossa missão”. O Espirito de Deus e a prote- ção de Nossa Senhora pairavam

naquele Seminário que nos aco- lhia, iluminando quem expunha e quem recebia as mensagens.

O calor humano dos santarenos

e o calor tropical amazônico nos

envolviam, em fraterna vivência

religiosa e convivência social - uma experiência ímpar, como a confir- mar o que disse recentemente o Arcebispo de Belém, Dom Alber- to Taveira Corrêa: “Nossa igreja

é maravilhosa, pois a presença de Deus nos acompanha sempre”. Magnificat!

Rita do Fernando CR Setor B Belém-PA

SESSÃO DE FORMAÇÃO PROVÍNCIA SUL II - SF N II
SESSÃO DE FORMAÇÃO
PROVÍNCIA SUL II - SF N II

Aconteceu nos dias 20 e 21.10.2012, a Sessão de Forma- ção Nível II na Região São Paulo Leste, em Torrinha-SP. O prega- dor Pe. Carlos Menezes Júnior, acolheu os equipistas de Torri-

nha, Jaú, Bariri, Dois Córregos, Brotas, São Carlos e Araraquara. Foram dois dias abençoados, em que pudemos refletir nossa real vocação e missão enquanto ca- sal cristão e equipista. Pe. Carlos

nos lembrou que antes de sermos equipistas, somos chamados a ser cristãos. A base de

nos lembrou que antes de sermos equipistas, somos chamados a ser cristãos. A base de nossa vida cristã começa em Jesus Cristo. Afi- nal, quem é Jesus para nós? Entre muitas respostas, destacamos a seguinte: Jesus veio facilitar o ca- minho para chegarmos a Deus. E neste contexto, devemos lembrar todo o caminho por Ele percorri- do, bem como os ensinamentos e exemplos que nos deixou. E ana- lisando sua vida temos a seguinte certeza: Jesus não viveu para si. No entanto, seguir Jesus Cristo é um dom e cada pessoa é respon- sável pelo seu SIM, bem como cuidar para que este sim perma- neça vivo em sua vida. Seguir Je- sus Cristo é uma missão. Mas em que a nossa fé está fundamentada quando falamos em Jesus Cristo? Nos fundamentos bíblicos e teo- lógicos. É preciso saber que faze- mos parte de uma história e que somos continuadores da missão de Jesus. E para isto, devemos pensar da forma que Deus quer, e isto significa que nem sempre é da forma que nós queremos. Para nos auxiliar, a Igreja nos oferece preciosos ensinamentos, e na Ce- lebração Eucarística do domingo tivemos a entronização de diver-

sos documentos: Concílio Vatica- no, Catecismo da Igreja Católica, Compêndio da Justiça Social da Igreja e Documento de Aparecida. Quanto à Vocação, pudemos con- cluir que vocação cristã é aquela que vem de Deus, por Cristo, pela força do Espírito Santo. Como concretização histórica, esta voca- ção se traduz no seguimento de Jesus Cristo, segundo a dinâmica do discipulado (cf Col 1,15-17). Por esta vocação cristã somos chamados a seguir Jesus Cristo, a viver as bem-aventuranças e reali- zar os valores do Reino. Devemos buscar desde agora o que quere- mos ter no Reino dos Céus, e para isso temos duas armas valiosas:

A Missão de seguir Jesus Cristo através do nosso crescimento es- piritual e humano, e a Vocação de levá-Lo aonde quer que este- jamos, seja nos meios eclesiais, sociais ou familiares. Nesta forma- ção pudemos perceber o quanto as ENS são importantes para a Igreja, principalmente quando os seus equipistas se comprometem com Ela.

Simone do Rogério Eq.10A - N. S. da Luz Jaú-SP

EqUIPES DE NOSSA SENHORA ÍNDICE GERAL DAS PUBLICAÇÕES DA CARTA MENSAL EM 2012 Este índice

EqUIPES DE NOSSA SENHORA ÍNDICE GERAL DAS PUBLICAÇÕES DA CARTA MENSAL EM 2012

Este índice compreende as edições de número 460 a 468

Título do artigo

edição

p.

ATUALIDADE

VII

Encontro mundial das famílias

462

40

Amor, explícito e verdadeiro

463

40

VII

Encontro mundial das famílias

464

36

Jesus e a internet

465

44

Ver e ouvir com a alma

468

47

 

CORREIO DA ERI

Etapa de renovação: voltar às fontes

 

e

compromisso missionário

460

06

Reunião do Colégio Internacional em Fusagasugá

460

08

Noticias Internacionais

461

06

Juntos rumo a Brasília

461

10

Ave Maria das Equipes de Nossa Senhora

461

12

A

família: escola de amor

462

06

As

ENS na Maurícia

463

06

Zona Euráfrica

464

06

Três grandes eventos na Super-Região Hispano-América

464

08

Igreja no Brasil

466

06

Palavra do SCE da ERI

467

06

O

dia seguinte

467

07

Ecos do XI Encontro Internacional

467

09

DIA DAS CRIANÇAS Um ninho de águia para nossos filhos

466

31

DIA DAS MÃES

Maio, mês das mães

DIA DO PADRE

462

36

A

palavra de Deus na vida e na missão da Igreja

464

28

Nosso SCE um amigo muito especial

464

30

I

Título do artigo

edição

p.

DIA DOS PAIS

A

sagrada missão de pai

464

31

ECOS DO XI ENCONTRO INTERNACIONAL

A

ressonância do XI Encontro Internacional

468

06

XI

Encontro Internacional - nosso testemunho

468

07

 

ENCARTES

Índice geral das publicações

 

da

Carta Mensal em 2011

460

Preparação para o XI Encontro Internacional oração e reflexão encontro I e II

460

Preparação para o XI Encontro Internacional oração e reflexão encontro III e IV

461

Preparação para o XI Encontro Internacional oração e reflexão encontro V e VI

462

Demonstrações financeiras 2011

462

Preparação para o XI Encontro Internacional oração e reflexão encontro VII e VIII

463

Visita da Equipe de Super-Região

 

à

província Sul III

464

Comunidades Nossa Senhora da Esperança

465

Carta de Brasília da ERI aos equipistas

 

de

todo o mundo

467

 

EJNS

Mais um ciclo se completa

460

31

EJNS em Itabaiana

463

38

EJNS Brasil “A boa semente”

465

40

Acolhendo as EJNS

465

42

Encontro nacional das EJNS

467

43

 

FORMAÇÃO

Operário de Deus

461

22

Pensando no matrimônio

463

22

Vocação e missão do ser humano

464

13

A

missão da família é envolver-se em Deus

464

14

Buscar a santidade?

465

10

Parábola do bom samaritano

465

11

Sexualidade e espiritualidade

465

12

Caminho de crescimento

465

14

Como ousas?

465

15

II

Título do artigo

edição

p.

O

peixe e as duas alianças

466

18

Ortotanásia! Um verdadeiro testamento vital

467

13

Balanço

467

14

Conhecimento das virtudes

468

15

O

próximo (Lc 10 25-37)

468

16

IGREJA CATÓLICA

Quaresma

460

13

Campanha da fraternidade 2012 fraternidade e saúde pública

461

16

 

Páscoa

461

17

Casal, Luís e Zélia – protótipo do casal equipista

461

19

Celebração da Páscoa

461

20

Ascensão do Senhor e seus desdobramentos em nossa vida cristã

462

14

Nascimento de São João Batista

463

10

O

mistério do Sangue de Cristo

463

14

Ladainha Sagrado Coração de Jesus

463

17

São Joaquim e santa Ana

463

18

Cinquenta anos de Concílio Vaticano II

464

10

Dei Verbum (1965) Verbum Domini (2010)

465

06

Bíblia, mensagem de Deus para nosso tempo

465

07

A

escuta da Palavra

465

08

Missionários e missionárias

466

13

Mês de outubro – mês missionário

466

14

Todos os santos

467

11

Os jovens estão chegando!

468

09

CNBB lança cartaz da campanha da fraternidade 2013

468

10

Ano da fé

468

11

Advento

468

12

 

MARIA

Maria nos ensina a amar e servir como Jesus

460

14

Ave Maria das equipes de Nossa Senhora

461

12

Um sim renovado

461

21

Maria, nossa mãe

462

16

Presença de Maria, um presente!

463

19

Maria, mãe de todos os fiéis

464

12

Nossa Senhora das Equipes

465

09

Maria, exemplo da Igreja

466

16

O

Magnificat sempre atual

466

17

Maria modelo da Igreja

467

12

III

Título do artigo

edição

p.

NATAL

Natal é compromisso

468

13

 

Pe. CAFFAREL

Convite a um amor maior

463

33

Convite a um amor maior

464

22

Convite a um amor maior

465

36

Caffarel intimista, um depoimento

467

37

Convite a um amor maior

468

38

 

PARTILHA E PONTOS CONCRETOS DE ESFORÇO

Meditação = oração interior

460

27

Marta, Maria e os PCEs

461

35

A oração conjugal santifica o casal

462

35

A importância da leitura orante para o equipista 464

20

Escutar com assiduidade a palavra de Deus

464

21

Meditação

465

28

Um retiro marcante

465

29

Retirar-se com Jesus

465

30

Saber discernir os momentos

465

31

Retiro em Belo Horizonte

465

32

Estamos juntos

465

34

Vai, e também tu, faze o mesmo

465

35

Regra de vida carinhosa

466

24

Cordel do retiro

466

25

Como seria nossa vida sem os PCEs?

468

27

Oração conjugal

468

28

Regra de vida: correção e aprimoramento

468

29

Experiência de oração

468

30

Escuta da palavra: a difícil arte de ouvir a Deus!

468

31

Retiros

468

33

 

RAÍZES DO MOVIMENTO

Duas constatações, uma conclusão

460

21

Espiritualidade interesseira

461

30

O

compromisso

461

31

Nossa Senhora

462

31

Refletindo sobre a regra de vida

463

25

A

vocação das Equipes de Nossa Senhora

464

17

Submissão de homem livre

465

20

Um dever ignorado

466

19

A grande exigência

467

31

A virgem no lar

468

22

IV

Título do artigo

edição

p.

REFLEXÃO

O

abraço

461

40

Deusa de sal

462

39

Lições da natureza

463

39

Idosos ou velhos

464

32

O

valor da esperança

464

33

As luzes do entardecer da vida

464

34

Quem quer o fim, põe os meios

465

43

O

enterro da Igreja

467

42

Uma palavra aos educadores

468

46

 

SUPER-REGIÃO

Palavra do SCE-SRB

460

02

Ser cristão é uma opção

460

03

Alpinistas da oração

460

04

Oração do alpinista

460

05

Palavra do SCE-SRB

461

02

Fé firme e doutrina segura

461

03

O

plano de Deus para o casal

461

04

Palavra do SCE-SRB

462

02

Juventude acumulada

462

03

Soberania do amor

462

04

Palavra do SCE-SRB

463

02

“Ele vai na frente de vocês”

463

03

Casal cristão: Sal e luz para o mundo

463

04

Palavra do SCE-SRB

464

02

O

protagonismo da família

464

03

Ir

ao encontro e acolher

464

04

Palavra do SCE-SRB

465

02

A

palavra se fez homem

465

03

Vocação: viver, amar e servir.

465

04

Palavra do SCE-SRB - ano da fé

466

02

Acolhendo os irmãos

466

03

“Amai-vos como eu vos amei”

466

04

Sínodo dos bispos

467

02

Uma comunidade de amor

467

03

A

missão das equipes

467

04

Palavra do SCE-SRB

468

02

Fazer acontecer é preciso

468

03

A

esperança nos move!

468

04

V

Título do artigo

edição

p.

TEMA DE ESTUDO

Fazer o mesmo como Jesus

461

23

Administradores da obra de Deus

461

24

Um só coração e uma só alma

461

25

Vai, e também tu, faze o mesmo

463

29

Como ousar o evangelho

463

32

Casal a caminho da missão

466

27

Estar próximo da humanidade e curar o amor

468

39

 

TESTEMUNHO

Pontos concretos de amor

460

23

Férias “não de Deus”

460

23

Acolhida: fruto do amor e da alegria

460

24

Testemunho de um SCE

460

26

“Milleniem”

461

32

“Fomos conduzidos ao serviço”

461

33

A

dádiva de ser casal responsável de equipe

461

34

Solidariedade

462

33

Eacre da unidade

462

34

Casal novo ou casal velho?

463

26

O

valor de ser equipista

463

26

Palavra do SCE

463

27

Vida de equipe – crescimento espiritual

463

28

As ENS e a Pastoral Familiar

464

18

Alguns dos objetivos da Pastoral Familiar, ainda muito atuais e realizáveis

464

19

A

palavra de Deus no seio de nossa família

465

21

Um gesto concreto coletivo

465

22

O

Senhor fez em nós maravilhas

465

23

Solidariedade na dor

465

24

Nosso conselheiro espiritual

465

25

Dever de sentar-se em família

465

26

A

experiência de ser CRE

466

21

ENS: outros esforços

466

22

O

mesmo cordeiro em todo o mundo

467

32

Por que Jesus chama?

467

33

Ser equipista no início do matrimônio

467

34

Amor e rotina

467

35

Matrimônio, sinal do amor de Deus

468

23

Grande escola de vida

468

24

Qual a nossa intercessora?

468

25

Vivência plena da missão evangelizadora

468

26

VI

Título do artigo

edição

p.

VIDA NO MOVIMENTO

Encontros Provinciais 2011

460

15

Sessão de Formação nível I

460

19

Formação para CRS

461

27

Eacre/2012

461

28

Eacre/2012

462

18

Bodas de prata das ENS - em Parelhas-RN

463

23

Sessão de Formação - província Leste

463

24

Um tema de estudo especial

464

16

Encontro dos SCE da região RSI

465

17

Sessão de Formação nível II

465

18

Experiência do novo, experiência do eterno

465

19

Colegiado Nacional 2012

467

15

I Encontro de Equipes Novas da província Sul I

467

30

Visita da Equipe da Super-Região Brasil Pesqueira-PE

468

17

Sessões de Formação

468

18

Encontros Provinciais 2012

468

20

XI ENCONTRO INTERNACIONAL

Vamos construir um santuário vivo em Brasília!

460

10

Acolher e contemplar a graça de Deus

460

12

Padre Caffarel e Brasília 2012

461

13

Brasília e as profecias

461

14

Brasília 2012: compromisso com

a proposta de vida equipista

462

12

A glória de Deus - na natureza

462

13

Solidariedade do tamanho do Brasil

463

08

Fogueira na praia

463

09

XI ENCONTRO INTERNACIONAL DAS ENS CARTA MENSAL ESPECIAL 466 OUTUBRO – 2012

Título do artigo

MENSAGEM INICIAL

p.

Dom Raymundo Damasceno – Arcebispo de Aparecida-SP

01

Graça e Roberto – Casal Coordenador Geral do Encontro

02

VII

p.

SUPER-REGIÃO BRASIL

Cida e Raimundo – CR Super-Região Brasil

04

 

ABERTURA

O

sol que não se apaga – Nina e Adilson

05

   

Maria de Fátima e Joaquim

06

 

LITURGIA

A

Sagrada Liturgia no santuário espiritual do XI Encontro

Internacional das ENS – Pe. Aerton Sales da Cunha

07

Atitudes de samaritano – Cristiane e Brito

09

 

PALESTRAS

Maria Luiza e Geová

11

 

REUNIÕES MISTAS

Na diferença somos todos irmãos – Marilena e Jesus

13

A

temática das equipes mistas – Stella e Paulo

14

 

ATO PÚBLICO

Dever de sentar-se – Erineia e Pereira

16

Elza e Edilson

17

 

FORMAÇÃO

O

fio condutor – Sandra e Valdir

18

FORMAÇÃO O fio condutor – Sandra e Valdir 18 Momentos fortes e orientações emanadas – Marlene

Momentos fortes e orientações emanadas – Marlene e Luís Antônio 20 Reações gravadas no baú da memória – Pe. José Ernanne Pinheiro 21

ÚLTIMO DIA / ENVIO

Afra e Beto

 

24

Despedidas e partidas – Marilene e Vanderlei

 

25

 

CURIOSIDADES

O

detalhe da sacola

-

Maria Inês, do Eufly

26

Carinhos de Deus! Obrigado – Sulita e Paulo

 

27

Somente quem prova o mel sabe o seu sabor – Zilda e Celso

27

Irmão de sangue e irmão de equipe – Edna, do Gilberto

28

 

BASTIDORES

Anjos – Terezinha e Ronaldo

 

29

Sentimentos dos participantes

 

30

VIII

II ENCONTRO DE EQUIPES NOVAS DA PROVÍNCIA SUL I
II ENCONTRO DE EQUIPES
NOVAS DA PROVÍNCIA SUL I
II ENCONTRO DE EQUIPES NOVAS DA PROVÍNCIA SUL I As ENS têm uma pedagogia própria para

As ENS têm uma pedagogia própria para seus casais quanto às práticas para a vivência da espiri- tualidade conjugal. Uma dessas prá- ticas é a formação. Aliás, a Segun- da Inspiração (Lourdes, 1988) nos afirma que as ENS são uma escola permanente de formação. É nesse contexto que se insere o Encontro de Equipes Novas (EEN): uma opor- tunidade para rever, aprofundar e consolidar o que foi aprendido na Pilotagem, necessário para todos os casais que queiram entrar no Movi- mento. Nos dias 13 e 14 de outubro realizamos o 2º EEN da Província Sul I, na Casa Mãe do Bom Conse- lho, em Jundiaí-SP, com a presen- ça de 21 casais de diversos Setores e Regiões. A expectativa de todos era crescer na fé, no compromis-

so e no amor fraterno, e conhecer mais o Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Além da equipe de formadores composta por quatro casais, conta- mos com a preciosa participação do Pe. Flávio Cavalca para aben- çoar nossos trabalhos, nos ajudar no aprofundamento da espiritu- alidade e presidir as celebrações litúrgicas. As reflexões em cada momento nos fizeram identificar com clareza a proposta de seguimento do Cris- to: Caminho, Verdade e Vida. Foi um tempo de diálogo e de partilha em casal e entre casais. E cresce- mos todos no conhecimento do Movimento e à sua pertença. Uma riqueza! As dinâmicas, as reuniões de grupo, os plenários, os cantos, os

momentos de oração, as celebra- ções litúrgicas, foram especialmen- te vivenciados pelos casais. Com entusiasmo eles nos testemunha- ram que compreenderam a impor- tância da proposta equipista. Cremos que demos passos concretos para viver o que o Pe. Caffarel nos ensinou: “A única in- tenção verdadeira, aquela que cor- responde à finalidade das Equipes, é a vontade de melhor conhecer a

Deus, de melhor amar a Deus e de melhor servir a Deus. Viemos às Equipes para Deus, permanecemos nelas para Deus.” (Centelhas de Sua Mensagem, p. 65). O Senhor fez em nós, e entre nós, muitas maravilhas! Santo é o seu nome!

Nena e Ronaldo Casal Formador Província Sul I

UMA CURIOSIDADE: EQUIPE 1000
UMA CURIOSIDADE: EQUIPE 1000

Que ideia foi essa do Harley de somar nossas idades? Pois foi isso o que fez o nosso “fazedor de contas”.

Foi anotando os dias de nossos nascimentos com cuidado de considerar anos bissextos e, dia após dia, foi somando até que no dia 12 de outubro desse ano chegamos a 1.000 anos.

Incrível! Dissemos nós quando fomos informados. Dia da nossa Padroeira, dia das “Crianças que somos nós sexa, sept e octogenários e por incrível que pareça dia do aniversário do próprio Harley completando 75 anos”?

O laureado professor da Universidade de S. Paulo de Ri- beirão Preto, “brincando” de fazer conta, constatou que somos uma equipe que somamos juntos 1000 anos!!!

Somos seis casais, o Pe. Gilberto Kasper nosso SCE e uma viúva que sou eu.

Sob proteção de Nossa Senhora da Esperança estamos jun- tos há muitos e muitos anos, procurando viver a Mística do Mo- vimento das ENS que nos enriquece, nos ajuda a caminhar na fé e a aceitar o desafio de sermos santos como orientava Pe Caffarel aos primeiros grupos.

Deus seja louvado!

Santinha do João (in memorian) Eq.01A – N. S. da Esperança Ribeirão Preto-SP

Raízes do Movimento

“CANSEI-ME PARA ENCONTRAR DEUS” 1
“CANSEI-ME PARA ENCONTRAR DEUS” 1

por Henri Caffarel

Ano Novo. Primeira reunião de uma Equipe veterana. Na ordem do dia: balanço sobre os resulta- dos do ano anterior; previsões para o ano em curso; “estado de saúde” da Equipe.

A cabeça entre as mãos, os olhos pregados no forro, os de- dos coçando os cabelos, mãos no bolso - cada qual se posta na ati- tude familiar que provoca a eclo- são dos pensamentos profundos para a grande troca de ideias. Alguém observa: “Está baixan- do o “tônus” de nossa Equipe”. Esta afirmação suscita desde logo veemente discussão, ao cabo da qual se conclui que não é exata a assertiva, se se considerar o con- junto das atividades desenvolvidas, o saldo dos resultados obtidos. Mas, certa dúvida permanece. Não se teria perdido um pouco do entusiasmo inicial, que era o entusiasmo da descoberta? Lembro-me bem - diz um - com que alegria, depois de cada reunião, voltávamos para casa! Tudo era radiante! Tínhamos a impressão de termos entrevisto o pensamento de Deus acerca do amor, da paternidade, do sexo,

Que perspectivas

da educação

iluminantes! Havíamos descober- to que o nosso casamento não era viela estreita de garagem, mas verdadeira estrada real que nos conduz a Deus; que o misté-

rio do Amor nos leva em cheio ao mistério de Cristo e da Igreja! Tal testemunho é realmente revelador. O entusiasmo, o ver- dadeiro entusiasmo, é efeito da descoberta. Convido-vos, pois, a meditar um pouco. Se o entusiasmo cris- tão estiver afrouxando em vossa Equipe, entre os seus membros, não será por que se perdeu o es- pírito da descoberta? E mais. Por que se perdeu tal espírito? Para descobrir é preciso pro- curar; para procurar é preciso ter o desejo de encontrar; para de- sejar encontrar é preciso que se creia que existe alguma coisa a encontrar. Acreditais que existe ainda algu- ma coisa por encontrar, ou sois como aqueles cristãos que, ten- do adquirido algumas noções sobre a grandeza do casamento, julgam dominar completamente este “grande mistério”? - usando da expressão de São Paulo: que, tendo assistido a algumas confe- rências e participado de alguns retiros, se contentam com aquilo que ouviram, deixando aos ou- tros as “insondáveis riquezas de Cristo?” Como diz também São Pau- lo: Se acreditais que muito existe ainda por encontrar - nunca se acaba de desvendar, aliás, a ver- dade infinita - estais também pos- suídos do desejo de encontrar? Sois famintos de luz? A inapetên-

1 Carta Mensal n° 1, Ano III, março de 1955. Editorial do Pe. Caffarel.

cia espiritual é doença muito co- mum entre os cristãos. Não têm fome e por isso pouco comem e o que comem pouco aproveitam. A saúde espiritual reconhece-se por um sinal: pela fome de conheci- mento de Deus, de seu pensa- mento, de sua palavra. E, se tendes fome de Cristo, de fato O procurais? Consagrais ao menos um momento todos os dias para ler as Escrituras? Sabeis reservar, em vossas vidas sobre- carregadas, algum tempo para aprofundar a vossa fé? Lemos no livro dos Provér- bios: “Cansei-me para encontrar Deus.” E vós? Estudais o Tema mensal com

o espírito de descoberta de que

vos falei? Vossa troca de ideias nas reuniões é mera discussão in- telectual ou busca solícita de ver- dades de que se tem necessidade vital? Sabeis que vosso assis-

tente (Conselheiro Espiritual) não é

somente o despenseiro dos sacra- mentos de Cristo, mas também da Palavra de Deus? Recorreis a ele nas reuniões tanto quanto se- ria de desejar? Proponho-vos estas questões

e vos peço: sobre elas refleti ho- nestamente. Porque vossa vitali- dade cristã delas depende. E não há vitalidade cristã sem uma fé viva, constantemente alimentada por novas descobertas.

PENSAMENTOS DO PE. CAFFAREL
PENSAMENTOS DO PE. CAFFAREL
por novas descobertas.  PENSAMENTOS DO PE. CAFFAREL “A noção de fidelidade aos carismas fundadores é

“A noção de fidelidade aos carismas fundadores é muito importante, mas não se pode confundir ser fiel com estar ancorado”.

“Tive na minha frente uns casais nos quais havia dois amores: o amor conjugal, e o amor a Cristo”.

“As equipes têm que ser ao mesmo tempo um Movimento de iniciação e de aperfeiçoamento”.

Extraido do livro Pe. Caffarel Centelhas de sua Mensagem pp.38 a 54

“Não existe amor sem abnegação, e não se pode praticar uma abnegação que não venha do amor”.

“É necessário guiar os casais para a perfeição humana da relação sexual, e para a sua perfeição cristã”.

“Não se trata de cultivar a beleza espiritual, mas de participar na evolução da criação que tende para uma meta. Trata-se de transmitir a vida, e não simplesmente polir a própria perfeição pessoal”.

Testemunho

SIM, ESSA PEQUENA PALAVRA
SIM, ESSA PEQUENA PALAVRA

Hoje, passado nosso primeiro retiro como Casal Responsável de Setor, queremos compartilhar o que sentimos desde que demos o nosso “sim”. Primeiro questiona- mos: “Deus, será que vamos conse- guir? Será que temos condições?” Foram tantas dúvidas, medos! Então veio a primeira missão:

convidar um SCE, que iria nos acompanhar ao longo da nossa missão. Não pensamos duas vezes, convidamos o Padre Judinei, o SCE da nossa equipe de base. Ao convidá-lo me surpreendi, ele foi de uma simplicidade! E logo, com o coração aberto, deu o seu “sim” a quem o chamou: Jesus. Sem ques- tionar absolutamente nada, apenas com sinceridade nos disse: “Fare- mos tudo o que estiver ao nosso alcance, o que for da vontade de DEUS!” Assim, o primeiro passo, com Maria à nossa frente, já tinha sido dado. Teríamos, agora, que convidar os casais que formariam a nossa Equipe de Setor. Como em todos os momentos da nossa vida recorremos a Maria, pedimos que Ela nos iluminasse, pois a única certeza que tínhamos era que so- zinhos não conseguiríamos. A von- tade era de convidar todos, afinal todos vocês são muito especiais. Dessa maneira, fomos montando a nossa Equipe; casais que, da mes- ma forma que Pe. Judinei, deram seu “sim” de coração aberto. No decorrer do ano, fomos nos organizando, e a preocupação que tudo corresse bem ia aumentando. Muitas vezes cansamos, passamos

por momentos difíceis, afinal, os problemas existem em casa, no trabalho e na Igreja. Mas, sempre com muita alegria e simplicidade, preparamos nossas reuniões, toma- mos decisões juntos, em colegiado. E enfim chega o grande dia do Re- tiro, que tinha como Tema: Lectio Divina: um encontro com a Palavra de Deus. Pensamos: o que vamos levar desse Retiro? O que nos espera?

E o Padre Judinei, com sua fé

inabalável e sabedoria, conduziu o Retiro de uma forma que consegui- mos encontrar todas as respostas e, em todos os momentos, passou

tranquilidade, paz

lavras para agradecer. Através dessa pequena, mas significativa palavra: Sim, a mes- ma que Nossa Senhora pronun- ciou incondicionalmente, apren- demos um pouco a cada dia que passa. Agradecemos novamente ao Pregador, ao Colegiado e casais amigos. Saibam que somos uma família, uma família unida pelo amor de Cristo.

Não temos pa-

Hoje, reforçamos nosso orgulho em ser equipista e ter a honra de participar dessa linda família: Equi- pes de Nossa Senhora.

A Jesus, que se fez presente em

tudo, e a nossa Mãe, agradecemos por todas as graças concedidas.

Cleusa e Marlom CR Setor D Porto Alegre-RS

A LAPIDAÇÃO PARA O VERDADEIRO CAMINHO
A LAPIDAÇÃO
PARA O VERDADEIRO CAMINHO
Há d
d

Há muitas formas

de percebermos

a presença de Deus em nos- sas vidas. É difícil enten- der quando a Palavra nos diz: “Em tudo dai graças” (1Ts 5,18), se as tri- bulações são tamanhas. Mas, graças a Deus estou aprendendo. Por isso, vou contar um pouco da minha história, quem sabe assim eu consiga partilhar com vocês o que venho aprendendo!

Há alguns anos a minha fa- mília vem sofrendo com perdas causadas por uma doença que já matou dois dos meus irmãos. E, agora a cena se repete comi- go e com mais dois irmãos meus. Uma doença, que não se sabe ao certo como começa, mas se sabe como é o fim: a Esclerose Late- ral Amiotrófica. Conhecida como “Ela”, é considerada pelos estu- diosos como uma doença degene- rativa do sistema nervoso e dei- xa marcas físicas e psíquicas nos portadores e em toda a família e amigos, principalmente nos mais próximos. Os movimentos vão

sumindo, os músculos atrofiando,

partes vão morrendo. Ganham espaço as limitações, a depen- dência. Sinto o meu ser em peda- ços; em compensação encontro espaço para o amor (O AMOR ÁGAPE). O que torna a minha situação e as dos meus familiares mais complexa, é o fato de nós já termos vivido tudo isso por duas vezes. Não é fácil viver com a cer- teza já vivida pelos meus irmãos. Tenho fé até no nome e busco ter fé diariamente, mas não há como esquecer a certeza de que eu estou me despedindo; não sei se viverei tempo suficiente para ver a minha filha mais velha se formando, casando, tendo filhos, quanto mais a minha caçula! Não sei se terei a oportunidade de partilhar com elas os inúmeros ensinamentos que aprendi nas Equipes de Nossa Senhora. Ou se poderei aconselhá-las nas si- tuações da juventude, se irei vê- las sendo mães, se terei a graça de conhecer os meus netos. Não sei nem se chegarei às bodas de prata. Fico pensando nas tantas vezes que, como cristão, atento ao matrimônio, imaginei-me com a minha esposa, já velhinhos,

A LAPIDAÇÃO DE DEUS tem sempre um propósito em nossas vidas: que possamos estar sempre
A LAPIDAÇÃO DE DEUS tem sempre um propósito em nossas
vidas: que possamos estar sempre de olhos abertos para ver
que mesmo com todas as adversidades Deus sabe o que ainda
falta para sermos diamante.

juntinhos levando para as pesso- as o verdadeiro sentido do amor conjugal, ou melhor, a verdadei-

ra espiritualidade conjugal que as ENS nos ensinam.

No entanto, sei que também é preciso partir para ir ao encontro do Pai. Mas confesso, é preciso paciência e fé para lidar com a certeza de um relógio demarcan- do o meu tempo. Preciso viver o hoje e deixar todo o mais para

a Providência Divina. Preciso

aprender e ensinar os passos para

a passagem para a vida eterna.

Tenho que aceitar e entender os propósitos de Deus. Numa cadei- ra de rodas, com as deficiências que já possuo, não demonstro as minhas fragilidades: brinco, falo sobre Deus, passeio, ajo com naturalidade, sem pensar no que estou sofrendo. Em meio a tudo isso descubro uma força sobrena- tural vinda do alto; apresento a Deus o meu nada, clamo por Ele; é quando recupero as forças para levantar a cabeça e seguir adian- te, ainda que não seja por muito

tempo. Deus está me lapidando e me moldando ao seu jeito de pai misericordioso, me ensinando um novo olhar, um olhar com olhos divino. Lembrei-me de algo que havia pedido a Deus: “Senhor, não me permita morrer de repen- te, mas sim lentamente, para que eu possa ser lapidado, me torne tua imagem e semelhança”. O meu pedido foi atendido, por isso me sinto feliz. Podem estar pen- sando que estou louco, mas lhes digo, estou nas mãos de Deus. Estudiosos da ELA dizem que

o portador não pode jamais con-

tinuar e passar pelos estágios da doença se não receber todo o apoio, carinho e amor necessá- rios, e eu posso dizer que estou recebendo tudo o que preciso, melhor dizendo, estou recebendo

mais do que mereço. Creio num Deus do impossível, por isso sei que só preciso ter coragem para permitir que seja feita a vontade do Senhor. Deus está me possi- bilitando um encontro com a fe- licidade plena ou quem sabe a realização de um grande milagre; sou um simples humano, buscan- do contemplar o divino. Já estou experimentando uma preciosa cura: a minha cura interior. Hoje como nunca, experimento a saú- de espiritual, estou no colo do Pai e da nossa Mãezinha; estou seguindo o que Cristo ensinou. Nada é maior do que o amor de Deus por nós. Quando nos entre- gamos, Ele faz a sua vontade em nossas vidas, ou simplesmente, ensina-nos a lidar com as mais diversas situações. Com Ele não há o que não possamos superar. Para mim Ele é maior que a do- ença. Por isso, digo: “Viver para mim é Cristo, morrer para mim já

é ganho”. Agradeço, do fundo do

meu coração, tudo quanto tenho recebido de meus irmãos equipis- tas, que DEUS PAI todo Podero- so os abençoe e os guarde.

Um abraço fraterno, no cora- ção de Jesus.

Eduardo da Del Eq.04B - N. S. Auxiliadora Maceió-AL

O PRIMEIRO CHAMADO
O PRIMEIRO CHAMADO

Não sabemos ainda o que é me- lhor: estar apaixonado por um Mo- vimento e esse amor aumentar, ou não sentir nada e com o tem- po se apegar tão fortemente a ele. Pois foi o que aconteceu conosco quando ingressamos nas Equi- pes de Nossa Senhora. De início não sabíamos o que iríamos en- contrar lá e, muito menos o que queríamos encontrar lá. Foi um processo gradativo de acolhida e apego, graças a Deus, dessa vez

a uma coisa de alto valor e não

apego material de fins lucrativos. Tivemos muitos momentos emo- cionantes nessa caminhada e um deles foi quando o SCE SJC João Paulo renovou nossos votos de fidelidade numa de nossas pri- meiras reuniões retirando nossas alianças e nos fazendo recolocar

e repetir as mesmas promessas

que foram feitas no dia do nos- so Matrimônio. Foi simplesmente mágico. Não seguramos nossas lágrimas. Já dizia o nosso Casal Coor- denador da Experiência Comu- nitária: “Vocês vão ter muitas surpresas ainda”. Eles não mentiram para nós. As surpresas foram acontecendo, as graças aparecendo em nossas vidas e tudo mais. Na cami- nhada surgiram críticas tam- bém, olhares diferentes e talvez maldosos, não compreendendo nossa mudança, até porque tive- mos uma juventude de festas e pouco conhecimento da palavra de Deus. Estas coisas ocupavam

pouco conhecimento da palavra de Deus. Estas coisas ocupavam uma pequena parcela de nossa vida. Por

uma pequena parcela de nossa vida. Por outro lado, outros casais estão interessados em conhecer as ENS através de nosso humilde exemplo. Quando iniciamos a Pilota- gem e vimos que iríamos ter pela frente todos aqueles livros para ler, ficamos preocupados, mas, agora percebemos que a cada volume lido, é uma bagagem de conhecimentos depositada em nós e nos nossos corações. E a gente pensava que sabia de tudo! Neste ano fomos eleitos o CRE e com grande gosto vamos abraçar nossos irmãos de Equipe e cuidar deles como entes que- ridos que agora são para nós, e tentar animá-los na fé. Deus abençoe todas as Equi- pes do mundo e N. S. do Carmo interceda por nós nas nossas tri- bulações. Amém! Mônica e Edson Eq.17 - N. S. do Carmo Belo Jardim-PE

Partilha e Pontos Concretos de Esforço

A MEDITAÇÃO COTIDIANA
A MEDITAÇÃO COTIDIANA

A meditação faz parte dos Pon-

tos Concretos de Esforço como um convite a “encontrar-se, todos os dias, com o Senhor, numa prece silenciosa” (Guia das Equipes de Nossa Senhora, VI, B, b – p. 23,

24-25). Essa definição implica três aspectos, que a diferenciam da Es- cuta da Palavra.

O primeiro aspecto é o encontro

com o Senhor. A meditação, nes- te sentido, insere-se no quadro da oração cristã como uma de suas ex- pressões principais, ao lado da ora- ção vocal e da oração mental. San- ta Teresa de Jesus escrevia que na meditação “tudo é procurar Deus”

ou “arder de amor” (Castelo interior, 6,7). Trata-se, portanto, de conhe- cimento da verdade de Deus, que provoca amor e desejo de centrar a vida nele. O centro da meditação é

a busca do amor de Deus e envolver

toda a vida em seu amor, abrangen- do o intelecto, a afetividade e a von- tade. São João da Cruz, grande mís- tico espanhol, afirmava que “para o iniciante, a meditação é necessá- ria para fazer enamorar e nutrir a alma através do sentido” (Subida do

monte Carmelo, II, 12,5) do amor de Deus. São Paulo expressou esta ver- dade da seguinte forma, mostrando

o envolvimento completo da pessoa

no amor de Deus e esquecimento de

si mesmo: “Já não sou eu que vivo, é

Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

O segundo aspecto é a cotidia-

nidade, que visa propiciar o tempo diário para um encontro pessoal com Deus através da meditação, a fim de poder estar na presença de

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Deus e poder facilitar um verdadei- ro encontro com o Senhor. A assi- duidade é fundamental para que

a pessoa possa conseguir a comu- nhão com Deus e, assim, ao sabo- rear o que é de Deus, aprender a discernir e valorizar adequadamen- te aquilo que é próprio das coisas terrenas. São João da Cruz afirma-

va que a meditação serve “para dis- por e habituar o espírito ao que é espiritual por meio do sentido e a desembaraçar-se de todas as outras

temporais,

mundanas e naturais” (Subida do monte Carmelo, II, 13,1). Por isso, o Catecismo da Igreja Católica afirma que a meditação “coloca em ação o pensamento, a imaginação, a emo- ção e o desejo” (n. 2708). O terceiro aspecto é a prece si- lenciosa, embora não se deva iden- tificar meditação com oração, pois ambas têm objetivos diferentes. No entanto, a meditação é uma forma de oração e é praticada por aque- les que desejam rezar. A meditação envolve, acima de tudo, o intelecto. Santa Tereza escreve que a medi- tação é o “discurso feito com o in- telecto” (Castelo interior VI, 7,10). Neste sentido, a meditação, por meio da interiorização efetivada pela mente, levará ao encontro e à comunhão com Deus, realizando o que visam os Pontos Concretos de Esforço das ENS. Assim, meditação não pode ser confundida com a Escuta da Pala- vra. A meditação tem como meio o pensamento intelectual, “utilizando imagens, formas e figuras, elabora-

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formas e imagens (

)

das e imaginadas da imaginação e da fantasia”, segundo São João da Cruz (Subida do monte Carmelo II,

12,3). E pode ter diversos pontos de partida, como a vida de cada dia,

a vivência da própria pessoa, ou a vida do casal e da família.

A meditação levará à oração en-

quanto ela é uma iniciação à vida de

oração, ou seja, uma etapa da pro- cura de comunhão com Deus. E aí é

necessário deixar-se guiar por Deus

e contar com a ajuda de um diretor

espiritual, que pode ser o SCE da

própria equipe. Pe. Geraldo Luiz Borges Hackmann SCE da Região RSI Porto Alegre-RS

COMO ANDA A ORAÇÃO CONJUGAL?
COMO ANDA A ORAÇÃO CONJUGAL?

A presença de Deus dentro do lar

na vida conjugal é o suporte do ca- sal, da família. Amar não é só levar o outro para o céu – isto é consequên- cia; amar é criar o céu para o outro.

Deus é o único essencial que não

pode faltar na vida de uma família

e na relação a dois. Os animais se

protegem na hora do perigo, juntos.

A única exceção, no mundo animal,

parece ser o humano do terceiro mi- lênio; na hora do perigo o ser huma- no moderno se refugia fora da toca, nos botecos, nos vícios e nos prostí- bulos, fala Pe. Leo. O Matrimônio, infelizmente, enfrenta grandes dificuldades: na maioria das vezes nem a mulher reza pelo marido, nem o marido pela mu- lher. Que tristeza! Vivem juntos, dor- mem juntos, ficam nus um diante do outro, mas não têm a coragem de se abençoarem mutuamente. O ca- sal precisa derrubar a barreira que o impede de fazer a Oração Conjugal. Esta dimensão aumenta o cresci- mento, a unidade afetiva e espiritual, pois traz para o meio dos dois a real presença do Cristo que nos oferece esta promessa: “onde dois ou três es-

tiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Mulher, a sua mão tem dom de cura para seu esposo. Marido, a sua mão tem dom de cura para esposa. Pai e mãe, vocês têm dom de cura

para seus filhos. Além de rezarem uns pelos outros, a família é labora- tório de perdão mútuo. A espiritualidade do casal forta- lecida pela Oração Conjugal vai aju- dá-lo a tomar consciência de que faz parte do grande projeto do Pai. Peça

a Virgem Maria, que no silêncio, sabe perceber qual vinho está faltando,

que interceda a seu Filho por vocês.

A vida passa com rapidez, enquanto

nos preocupamos com coisas menos importantes; deixamos de manter nossa sintonia com Deus. A preocu- pação com o fazer e com o ter nos impede de ser um casal mais oran- te, o que nos proporcionaria passar pelas tribulações com mais força, edificando, no nosso lar, um local harmonioso para assim deixar como herança para nossos filhos continu- ar viver como família cristã não se- guindo a ideologia que se apresenta hoje nos meios de comunicação de

uma família desestruturada, sem va- lores, sem amor, sem respeito. Se nos falta tempo para fazer nossa Oração Conjugal e familiar, estaremos colocando Deus de fora e deixando essa agitação que vivemos ser o ponto central na nossa vida. Somos ensinados pelo apóstolo Paulo a não nos conformarmos com este mundo. O casal precisa ser suporte para os filhos. A família precisa ser supor- te para a sociedade. Os problemas, quando administrados corretamen- te, levados ao Dever de Sentar- se bem feito, são oportunidades de purificação. Deus não deve ser lembrado somente nos momentos de crises e de dificuldades. Ele é o grande orientador e o sentido para

momentos de decisões e deve ser colocado como centro através das orações conjugal e familiar. O mun- do moderno precisa descobrir o va- lor terapêutico e restaurador de um abraço, de uma palavra amiga da

família que reza junto. Se até Jesus

imagine nós

se retirava para orar

com nossas limitações! O casal que não encontra tempo

para Oração Conjugal termina se acomodando e assim não vivencia

os demais PCEs que são como uma

corrente, pois quando Escutamos a Palavra somos envolvidos, levados a meditá-la e transformá-la em oração

de vida.

Leila e Daniel Eq. 01 - N. S. das Graças Catende-PE

ORAÇÃO DE ANO NOVO
ORAÇÃO DE ANO NOVO

Neste momento, Senhor, muito antes da virada se iniciar, para mim, um novo ano de equipista, quero pedir perdão por não ter sido tão assíduo na Escuta da Palavra. Peço perdão, Senhor, por ter deixado que a minha Meditação, tenha se perdido em meios à tantas coisas. Perdão, Senhor, por não ter feito da minha Regra de Vida uma verdade em minha vida. Perdão por não ter tido a coragem de falar as verdades que eu deveria falar para meu cônjuge no Dever de Sentar- se e quero agradecer Meu Pai, por ter sido tão verdadeiramente sincero no único PCE cumprido fielmente ao longo do ano:

o Retiro. Da altura da tua bondade,

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Senhor, dá-me forças para que eu seja, nesse ano que se inicia, um verdadeiro e autêntico equipista. Que a ternura da nossa Mãe Santíssima possa penetrar em nossos corações; possa nos tornar um casal transformador

e possa nos contagiar com as

maravilhas que estão por vir em mais um “Livro Tema” e que consigamos colocar em prática tudo aquilo o que Ele nos disser. Abençoado 2013 para todos nós que temos a oportunidade de recomeçar corretamente. Amém!

Silvana e Custódio Eq.06C - N. S. da Ternura São José dos Campos-SP

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Tema de Estudo

É PRECISO OUSAR
É PRECISO OUSAR

O tema de estudo deste ano, se- guindo a orientação geral Ousar o Evangelho, nos chama a percorrer “o caminho da vida espiritual em casal”. Assim, se tanto o Movimento como a nossa equipe devem ser comunidades a caminho da espiri- tualidade, evidentemente, cada um de nós deve caminhar em direção

a essa espiritualidade com ousadia,

para irradiá-la às novas gerações. Segundo definição de nossos dicionários, ousar significa ter a ou- sadia de; arriscar-se com audácia a; atrever-se, decidir-se, tentar realizar

(algo inusitado, difícil, diferente etc.). No Evangelho vemos claramente que o cristianismo surgiu no mundo como uma novidade transforma- dora. Novidade esta deflagrada no Sermão da Montanha, onde o seu anúncio assombrou os ouvintes, levando-os ao seguimento. Posteriormente, os apóstolos, in- térpretes e portadores da novidade anunciada, assombraram também o mundo com seu testemunho. Recentemente, o Pe. Caffarel, ungido pelo Espírito Santo, fundou

o Movimento das Equipes de Nossa

Senhora, ensinando-nos a buscar

a santidade pelo sacramento do

Matrimônio. Com isso, cabe-nos hoje, a missão de, fiéis ao carisma fundador do Movimento, criarmos novos meios para, em uma sociedade ferida e carente de amor, vivenciarmos nossa espiritualidade conjugal e irradiá- la aos jovens casais, principalmente os das Experiências Comunitárias. Após bebermos por um longo tempo da fonte inesgotável da água viva e

cristalina, é preciso transbordar. Para isso, o Movimento nos oferece os PCEs, que devem ser encarados como meios de aperfei- çoamento para nossa espiritualida-

de, não como fardo a suportar, ou preceito a ser cumprido. Somente vivenciando-os com alegria e serie- dade, teremos a criatividade e ousa- dia necessárias para também assom- brarmos o mundo. Daí a importância da vivência dos PCEs para o crescimento da nossa fé, tornando-nos agentes de transformação na sociedade. Diante disso, não podemos mais, continu- ar a vivenciá-los monotonamente, como obrigação. Nossas respostas ao tema, também, não podem con- tinuar “prontinhas”, confeccionadas repetitivamente, engessadas, sem imaginação e originalidade. Hoje, mais do que nunca, preci- samos de coragem e ousadia. Não podemos mais continuar acuados, amortecidos pelos acontecimentos

e realidades atuais. Continuarmos

como meros espectadores do mun- do, vendo tudo acontecer debaixo dos nossos olhos, estagnados e sem

capacidade de reação. Nosso tempo exige coragem para

o anúncio da verdade, senão nossa

influência no mundo é insignificante e

não causamos espanto em ninguém. Por isso, durante os próximos seis anos, há que soar forte em nossos ouvidos: “Ousar o Evangelho é ir além do programado! Dóris e Adalberto Eq.06A - N. S. de Fátima Jaú-SP

Pe. Caffarel

CONVITE A UM AMOR MAIOR
CONVITE A UM AMOR MAIOR

Convidamos os equipistas de todo o Brasil a RENOVAREM suas inscrições como Membros da As- sociação dos Amigos do Pe. Caffa- rel em adesão à causa de sua bea- tificação. Também convidamos os que ainda não são colaboradores da Associação dos Amigos do Pe. Caffarel a que o sejam. Essa é uma maneira de dizer como somos gratos pelo Mo- vimento das Equipes de Nossa Senhora e que acreditamos que a sua criação foi uma Obra ins- pirada por Deus e assumida pelo

Pe. Caffarel que, durante muito tempo, dedicou grande parte de sua vida a esta causa. Acreditamos na generosidade de todos vocês e no compromis- so que cada equipista tem com o nosso Movimento. Esperamos uma resposta posi- tiva e urgente. Veja como fazer sua renovação ou uma nova inscrição, utilizando o quadro abaixo. Sempre unidos em oração.

Cida e Raimundo CR Super-Região

ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO PADRE CAFFAREL RENOVAÇÃO

1. Pagar no Banco do Brasil a Contribuição Anual Conforme valores a seguir:

Membro associado

R$

33,00

Casal associado

R$ 50,00

Membro benfeitor

R$ 83,00 (ou mais)

Banco do Brasil 001 - Agência n o 1636-5 Conta corrente 44747-1 - Equipes de Nossa Senhora

2. Escrever, em letra de forma, no verso do recibo do banco o nome com- pleto de cada um dos cônjuges (no caso de casal) ou da pessoa que está asso- ciado, ou preencher a ficha abaixo. Obs. No caso de tratar-se de uma Equipe, além de ser o nome da Equipe deve ser acrescentado o nome do Setor, da Região e da Província.

3. Enviar o recibo do depósito bancário e ficha de inscrição para o Secretariado Nacional:

Rua Luís Coelho, 308, 5 o andar cj. 53 – 01309-902 – São Paulo

FICHA DE INSCRIÇÃO

Novos Associados

Sobrenome

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Cidade

E-Mail

Data:

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/

Assinatura

Notícias
Notícias

BODAS DE OURO

Eurenice e Ulysses

Notícias BODAS DE OURO Eurenice e Ulysses Integrantes muito queridos da Eq. 07 - N. S.

Integrantes muito queridos da Eq. 07 - N. S. Auxiliadora em Limeira- SP, comemoraram os 50 anos de Matrimônio, no dia 08.09.2012, com uma Missa celebrada no San- tuário de Aparecida com a presen- ça dos filhos, noras, netos e ami- gos. Nossa Senhora Aparecida, abençoe este casal!

Zelia e Justino

Por não poderem contar com a mi- nha presença no dia 08.12.2012, data alusiva às Bodas de Ouro de meus pais, re- solvemos apro- veitar uma via- gem da família à cidade de João Pessoa-PB dia 24.11.2012, ani- versário do meu pai, para come-

dia 24.11.2012, ani- versário do meu pai, para come- morar as duas datas. Fomos pri- vilegiados

morar as duas datas. Fomos pri- vilegiados com a Missa no dia de Cristo Rei, na Igreja de N.S. de Fátima, em Miramar. O Pe. José Carlos - Pároco e por coincidên- cia SCE de equipe, presidiu a Ce-

lebração na qual enfatizou o valor

da família, renovando também os

votos matrimoniais do casal. Em seguida, fomos a um restaurante para um jantar de confraterniza- ção: o casal, filhos, noras e netos. Eles pertencem a Eq.04C - N. S. da Boa Vontade, em Recife-PE desde 1984. Assumiram algumas funções no Movimento, e atual- mente fazem parte da Equipe da Carta Mensal. Que Deus continue

a iluminá-los nessa caminhada

espiritual, dando testemunho de cristãos, pais, sogros, avós, equi- pistas e amigos, contando sempre

com a intercessão de Maria San- tíssima. (Antônio Henrique Fer- raz Justino, (Filho).

Lourdes e Pedro

No dia 22/12/2012, comemo- raram 50 anos de casados com uma Missa cele- brada pelo SCE do Setor Serra Mar, Pe. Eder. Estiveram pre- sentes seus fa- miliares, amigos

e os casais da Eq.01- N. S. Me- dianeira de Todas as Graças a

qual pertencem, em Santo Antô- nio da Patrulha -RS. Louvamos

e agradecemos a Deus e a Mãe

Maria Santíssima pela união des-

te casal.

nio da Patrulha -RS. Louvamos e agradecemos a Deus e a Mãe Maria Santíssima pela união

Doroty e Wanderley

Integrantes da Eq.01A - N. S. Rai- nha dos Apóstolos em Londrina-PR, comemoraram no dia 15.12.2012 com uma Missa em Ação de Gra- ças seus 50 anos de vida conjugal, na companhia dos seus 03 filhos, 02 genros, 01 nora, 05 netos e sua segunda família: a sua equipe de base. O casal com- pletará 45 anos nas ENS no dia 29.06.2012. “À nossa querida Mãe Maria Santíssima Protetora das ENS, pedimos que nos proteja e nos abençoe todos os dias de nos- sas vidas”. Amém! Com estas pala- vras, o casal encerrou sua fala em agradecimento por suas Bodas de Ouro.

30 ANOS DE EQUIPE

Eq.01C - N. S. da Paz

suas Bodas de Ouro. 30 ANOS DE EQUIPE Eq.01C - N. S. da Paz Em agosto

Em agosto de 1981, convidados pelo casal Marlene e Laércio Caval- canti, vários casais moradores de Alphaville-SP, reuniram-se a fim de conhecer o Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Desse grupo, 07 casais decidiram prosseguir e ingres- sar no Movimento. No ano seguin- te, com esse grupo, formou-se a 1ª Equipe de Alphaville, denominada Equipe 11 do Setor E de São Paulo, sob a proteção de Nossa Senhora da Paz, por consenso do grupo, es- colha inspirada pela violenta guerra das Malvinas. O Primeiro Conselhei- ro Espiritual foi Padre Guilherme

Krupp, pároco da Igreja do Jardim Belval-Barueri, que acompanhou a Equipe até 1991. Durante o ano de 1992 o Padre Cristóvão acompanhou a Equipe, sucedido pelo padre Paulo Xavier e Padre Bruno Giuliani, este último atualmente Abade Geral dos Cône- gos Regulares Lateranenses. Em 2002, Padre Ottorino Assolari assume a Equipe e permanece até 2004, quando é elevado a Bispo Diocesano de Serrinha-BA. Atualmente esta equipe pertence ao Setor C, da Região SP Capital I e é identificada como Equipe 01C. Ao longo desta caminhada, 05 novos casais se integraram a Equipe para recompletá-la. No dia 16 de setembro, às 19h, na Paróquia Nossa Senhora dos Remé- dios, durante a celebração da Missa Mensal do Setor, a Equipe recebeu bênçãos e o carinho dos outros equi- pistas. O pároco Pe. Agostinho Dina- ni, que é o atual SCE da equipe (que neste ano completa 08 anos de ca- minhada), foi o celebrante. (Eq.01C - N. S. da Paz - Alphaville-SP)

JUBILEU DE PRATA DE EQUIPE

Eq.02E - N. S. do Carmo da Província Sul III

Comemorou, em 23.09.2012, os seus 25 anos de caminhada, com uma bela Celebração Litúrgica, presidida pelo nosso querido SCE Frei Xavier, OCD. Participaram to- dos os integrantes da equipe, seus familiares e o Casal Ligação. Foi um momento de ação de graças,

bem como de reflexão. Momento de olharmos para dentro de nós mesmos e constatarmos os

bem como de reflexão. Momento de olharmos para dentro de nós mesmos e constatarmos os avan- ços e recuos que tivemos. De agradecermos a Deus por tan- tas oportunidades que Ele nos concedeu ao longo desses anos

e que continua a nos proporcio- nar por sua infinita bondade. Unidos e animados pelo mesmo

compromisso que nos inspira o Movimento das ENS, queremos aprofundar cada vez mais a nos- sa espiritualidade conjugal para darmos nosso testemunho de vivência do matrimônio cristão, como um lugar de amor, de feli- cidade e de busca da santidade. Somos profundamente gra- tos a Deus pelos SCE, todos da Ordem dos Carmelitas Descal- ços, que nos acompanharam ao longo desse tempo: Frei Ivo, Frei Canísio, Frei Avelino, Frei Miguel Ángel – de saudosa memória, Frei Paulo, Frei Charles e, atual- mente, Frei Xavier. Hoje podemos afirmar, com toda a segurança, que nossa equipe é, realmente, uma pe- quena comunidade, uma verda- deira família, onde todos nós vi- vemos uma amizade sincera e de ajuda mútua, partilhando a vida

e fortalecendo a nossa espiritu- alidade.

Eq.03A - N. S. da Paz em Varginha-MG Chegamos até aqui somente pela Graça de Deus. Quantas alegrias, quantas lutas, quanto recomeço. Se os ramos não são podados não po- dem dar frutos, Deus é a videira e nós os ramos, e que Deus seja lou- vado por isso, pois somente podados poderemos ser melhores equipistas e melhores cristãos. Nossa gratidão e louvor para Deus e a Virgem Maria, representada pelo nome de Nossa Senhora da Paz, que no dia 19.12.2012 comemorou suas Bodas de Prata.

da Paz, que no dia 19.12.2012 comemorou suas Bodas de Prata. O número 25 pode representar

O número 25 pode representar a multiplicação dos pães (dois peixes e cinco pães), multiplicação de graças, de bênçãos, de dons, de ferramentas que nos ajudam a caminhar sob a Luz de Deus, ou também na soma deste número podemos achar sete casais que estão sempre a espera da mudança na vida matrimonial, ou 25 razões para fazermos a diferença no mundo em que vivemos:

Nossos agradecimentos vão tam- bém para o servo de Deus Henri Caffarel, que sentiu o sopro do Espí- rito Santo e teve a coragem de dizer vamos em frente sem desanimar.

Quantas graças, quanta mu- dança em nossos corações, em nossa casa, em nossa convivência cotidiana com todos os irmãos. Rendemos graças a Deus, gra- ças a Virgem da Paz pela oportu- nidade de ser um casal diferente, não porque somos melhores que os outros, mas porque onde a gra- ça de Deus é derramada, maior a chance da transformação, de con- versão e de santificação do casal e da família. O Poderoso fez e faz em nós maravilhas e Santo é o Seu Nome!

ORDENAÇÃO

SACERDOTAL

Pe. Francisco José

Com alegria, anunciamos a ordena- ção do Conselheiro da Eq.09A - N. S. da Luz, no último dia 08.12.12 em São José dos Cam- pos, na Paróquia São Bento na mesma cida- de, com o lema: “Se- nhor, Tu sabes tudo, sa- bes que eu Te amo.” (Jo21,17).

nhor, Tu sabes tudo, sa- bes que eu Te amo. ” (Jo21,17). VOLTA AO PAI João

VOLTA AO PAI

João (da Maria) No dia 22.01.2012 Integrava a Eq.07C N. S. Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt Astorga-PR

Alécio (da Davídica) No dia 31.05.2012 Integrava a Eq.08D N. S. de Guadalupe Porto Alegre-RS