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A Incidência de Infecções Urinárias Causadas por E. Coli

Lorena Brandhuber de Moura alorenabrandhuber_87@hotmail.com.br Docente do Curso Técnico de Análises Clínicas do Colégio FAAr

Maiára Gomes Fernandes maira_g@hotmail.com.br Docente do Curso Técnico de Análises Clínicas do Colégio FAAr

Resumo

O objetivo deste trabalho é fazer um estudo sobre a grande incidência de Escherichia coli nas infecções urinárias. Métodos: o estudo realizado consta de um levantamento bibliográfico das literaturas científicas já publicadas como artigos e livros. Resultados: as ITUs são causadas por Enterobactérias, sendo a mais comum a E.coli de 85% a 90%. Acometendo principalmente mulheres, pacientes em tratamento ambulatorial e em mais da metade dos pacientes internados. Os sintomas vão desde uma simples uretrite a uma pielonefrite, esta quando não tratada pode levar ao choque séptico e até mesmo a morte. Conclusões: o artigo demonstra a incidência da Escherichia coli (UPEC) como o agente etiológico responsável pelas ITUs, devido a suas próprias características, alcançam a uretra, provenientes da flora intestinal , através de um dos seus principais fatores de virulência a adesina.

Palavras-chave: ITU. Infecção urinária. Escherichia coli. Incidência. Enterobactérias.

Introdução

A infecção do trato urinário (ITU) é causada por várias bactérias sendo as mais comuns as Enterobactericiae. São bacilos gram negativos, provenientes da flora intestinal, dentre esta família a espécie mais comum, na maioria dos casos é a Escherichia coli sendo responsável desde quadros clínicos não complicados até aos mais complicados como uma pielonefrite crônica. Estima- se que Escherichia coli - extra-intestinal (UPEC) é responsável por 85% a 90% dos casos de ITU, os quais são mais freqüentes em mulheres devido à posição anatômica. As UPEC apresentam fatores de virulência específicos capazes de aderir a células uretrais e podem alcançar os rins. Serão descritos ainda neste artigo sua patogenicidade, resposta imunológica, quadro clínico, tratamento e prevenção.

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O sistema urinário normalmente contém poucos micróbios, mas está sujeito a infecções oportunistas, que podem ser bastante problemáticas. Tortora, Funke e Case (2009) caracterizam infecção do trato urinário como sendo uma invasão e multiplicação de bactérias provenientes do cólon humano e de animais. A colonização do trato urinário ocorre devido à ascensão de bactérias intestinais ao ânus até o orifício urinário, causando invasão da uretra, bexiga e ureteres e até mesmo comprometendo os rins. Os autores trazem ainda que estas infecções são caracterizadas em diferentes fases, desde uma uretrite a uma pielonefrite. A princípio têm-se uma inflamação da uretra (uretrite), e quando não tratada, inicialmente, essa inflamação atinge a bexiga (cistite) e até mesmo os ureteres (uretrite). O perigo mais significativo deste tipo de infecção é que os microorganismos podem subir pelos ureteres e acometerem os rins (pielonefrite). Nos casos de graves complicações pode-se evoluir a uma septcemia e até mesmo morte. As mulheres são mais vulneráveis a este tipo de infecção, devido à sua posição anatômica, por ser a uretra mais curta, têm-se então maior proximidade com o ânus e em consequência disto há uma grande colonização da vagina pelo microbiota intestinal. Acrescentemse, ainda, alguns fatores que podem contribuir para esse alto índice de infecções urinárias como: mulheres jovens com vida sexualmente ativa principalmente em adolescentes, má higienização, gravidez, imunocomprometidos, diabetes, fatores genéticos predisponentes, entre outros. Tortora, Funke e Case (2009) afirmam que a ITU está dentro das infecções bacterianas mais freqüentes, estima - se que existam 150 milhões de casos anuais em todo o mundo. A maioria, em mulheres, e estes não resultam em seqüelas duradouras ou danos renais, mas é responsável por uma alta morbidade, ou seja, “índice de doença em uma região” (GUIMARÃES, 2002). Entre as ITU´s mais graves estão aquelas associadas com cateteres urinários, as quais representam cerca de 40% de todas as infecções adquiridas nos hospitais. Cruz e Romão [S.d] dizem que:

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Cerca de 90% dos casos de ITU são causados por Enterobacterias, sendo que 85 a 90% dessas infecções o agente mais freqüentes é a Escherichia coli uropatogênica (UPEC). Acometem principalmente pacientes em tratamento ambulatorial e em mais da metade dos pacientes internados.

Por ser a E.coli o maior agente causador das infecções do trato urinário, torna-se necessário um estudo mais aprofundado sobre esta bactéria. Germano e Germano (2003) afirmam que esta bactéria

foi descrita pela primeira vez, no final do século XIX, como Bacterium coli devido ao fato de ser um microrganismo encontrado no cólon, é extremamente comum nos animais e homem. Durante a maior parte do século XX, ela foi relacionada com a prática insatisfatória de higiene - contaminação de origem fecal. Todavia, nas últimas décadas comprovou-se que eram altamente patogênicas para o homem e podiam provocar infecções graves, levando os pacientes ao óbito. Isto ocorreu devido ao aprofundamento dos estudos e à identificação de diferentes cepas de E.coli associadas a quadros clínicos de colite hemorrágica, disenteria, cistite, nefrite, infecção diferida cirúrgicas, septicemia e especialmente da síndrome uremia hemolítica. (GERMANO, Pedro; GERMANO, Maria, 2003)

E ainda, os autores trazem as características da E.coli como sendo membro da família Enterobacteriaceae,

São bacilos gram negativos, catalase-positivo e oxidase-negativa, não esporogênica, anaeróbios facultativos, fermentadores de glicose, não possuem a enzima citocromo-oxidase, reduzem nitrato a nitrito como produção de energia. É um mesófilo típico capaz de se desenvolver entre 7º C e 46 ºC, sendo 37 ºC a temperatura ótima, embora existam cepas que possam se multiplicar a 4 ºC. Não apresentam termorresitência, sendo destruída a 60ºC, em poucos segundos. O pH, próximo do neutro, propicia condições ótimas para o desenvolvimento da E.coli a multiplicação pode ocorrer abaixo dos 4,4. (GERMANO, Pedro; GERMANO, Maria, 2003)

A título de exemplo, além da E.coli existem outras espécies de bactérias pertencentes à família Enterobacteriaceae, conforme o quadro abaixo:

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Patógenos

Doenças representativas

Escherichia

Infecções do trato urinário, diarréia do viajante, meningite neonatal.

Shigella

Desinteria.

Klebsiella

Pneumonia, ITU.

Enterobacter e Serratia

Pneumonia, ITU.

Proteus

ITU.

Yersinia

Peste, enterocolite, adenite mesentérica.

Salmonella

Febre tifóide, enterocolite.

QUADRO 1: Bactérias pertencentes à família Enterobacteriaceae. Patógenos Doenças representativas Fonte: Trabulsi e Alterthum (2009)

Trabulsi e Alterthun (2009) afirmam que a E.coli extra-intestinal denominada UPEC possui adesinas que permitem a adesão e invasão bacteriana nas células do trato urinário e com isso elas se tornam os principais fatores de virulência. Além disso, elas ativam as vias de sinalização nas células bacterianas e no hospedeiro, facilitam a liberação de proteínas nos tecidos e por fim, promovem a invasão do microrganismo. Estas cepas uropáticas caracterizam-se “pela presença de pili com proteínas adesinas que se ligam a receptores específicos do epitélio do trato urinário. O sítio de ligação desses receptores consiste em dímeros de galactose (dímero Gal-Gal)” (TRABULSI; ALTERTHUN, 2009, p. 311) As adesinas mais importantes são a fimbria tipo 1 e a fímbria P. As adesinas que prevalecem entre as amostras de UPEC são as fímbrias tipo 1. Sabe-se que vários membros da família Enterobacteriaceae possuem esta fímbria a qual está presente em mais de 90% das amostras de E.coli. Segundo os autores o gene fim l codifica a fímbria do tipo 1 e este caracteriza-se como o principal fator de A manose é uma subunidade da fímbria tipo 1 chamada Fimh, possui características heterogêneas, possui diferentes isoformas, ligam-se seletivamente a resíduos de manomanose ou trimanoses (células do hospedeiro: muco e superfícies abióticas), ela é além disso, o componente responsável pela ligação da bactéria a uma variedade de receptores formados por glicoproteínas.

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Já as fímbrias P são codificadas pelo gene pap, reconhecem seletivamente e se ligam a receptores específicos chamado de glicolipídeo globotriasilceramídeo (Bbo3) tecido do epitélio renal.

Patogênese

Trabulsi e Alterthum (2009) dizem que as UPECs são de origens intestinais, migram e colonizam as regiões periuretrais, entram na uretra, sobem para a bexiga e se aderem ao epitélio uretral através das fímbrias tipo 1

e P que reconhecem seu respectivos receptores. Alguns mecanismos ocorrem

depois da aderência epitelial, invasão, multiplicação intracelular, apoptose e

esfoliação das células infectadas. Depois de colonizarem a bexiga podem alcançar os ureteres e chegarem aos rins, aderindo se ao epitélio renal, através das fímbrias P. Logo após a adesão, há produção de toxinas lesionando os glomérulos. Em algumas situações, as UPEC podem atravessar

o epitélio e cair na corrente sanguínea. Trabulsi e Alterthun (2008) citam que a reação inflamatória freqüentemente intensa é mediada por citocinas, cuja produção é induzida pelo antígeno O hemolisina e provavelmente por outros fatores de virulência.

Quadro Clínico

A ITU pode ser totalmente assintomática ou cursar com um quadro clínico de cistite, uretrite e até mesmo pielonefrite. A cistite é uma infecção da bexiga urinária, freqüentes nas mulheres, particularmente durante o período fértil. Algumas desenvolvem infecções repetidas da bexiga urinária. As bactérias da vagina podem se deslocar para a uretra e para o interior da bexiga. As mulheres contraem com freqüência este tipo de infecção, depois de uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofreu contusões durante a mesma. Em casos muito particulares, as infecções repetidas da bexiga nas mulheres são originadas por uma conexão anômala entre esta e a vagina (fístula vesicovaginal), sem que exista qualquer outra sintoma.

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Nos homens, essas infecções são menos freqüentes nos homens e iniciam geralmente, com uma infecção na uretra que se estende à próstata e posteriormente à bexiga. Por outro lado, uma infecção da bexiga pode ser provocada por um cateter ou por um instrumento utilizado durante um ato cirúrgico. A causa mais freqüente de infecções de repetição nos homens é bacteriana, persistente na próstata. Embora os antibióticos eliminem rapidamente as bactérias da urina na bexiga, a maioria destes medicamentos não pode penetrar suficientemente bem dentro da próstata para curar uma infecção na mesma. Por conseguinte, quando se interrompe a terapia com medicamentos, as bactérias que ficaram na próstata voltam a infectar a bexiga. As infecções da bexiga normalmente produzem uma freqüente e urgente necessidade de urinar e uma sensação de ardor ou dor durante a micção. Em geral, a dor sente-se por cima do púbis e, muitas vezes, na parte inferior das costas. Outro sintoma é a micção freqüente durante a noite, além disso, a urina é turva e, em aproximadamente 30% dos casos contém sangue visível. Os sintomas podem desaparecer sem necessidade de aplicar qualquer tratamento. Por vezes, este tipo de infecção não causa sintomas e é descoberta quando se efetua uma análise de urina por outros motivos. Já as assintomáticas da bexiga são especialmente freqüentes nas pessoas de idade avançada, podendo desenvolver como resultado uma incontinência urinária. Uma pessoa com um mau funcionamento dos nervos da bexiga (bexiga neurogênica) ou que teve de forma ininterrupta, uma sonda dentro da mesma, pode ter uma infecção da bexiga que não produza sintomas até que se desenvolva uma infecção da bexiga que não produza sintomas até que se desenvolva uma infecção renal ou apareça uma febre inexplicável. Já a uretrite é uma inflamação da uretra e possui as causas mais variadas, além disso, está entre as mais freqüentes das infecções. As uretrites mais comuns são as infecciosas sexualmente transmissíveis. Nos homens, a uretrite começa com uma secreção purulenta da uretra, quando a causa é o microorganismo gonococo, ou com um exsudato mucoso, quando se trata de outros microorganismos. Outros sintomas de uretrite são dor durante a micção e freqüente e urgente necessidade de urinar. Já nas

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mulheres, a infecção da vagina pode provocar dor durante a micção à medida que a urina, que é ácida, passa por cima dos lábios inflamados.

E por fim, a pielonefrite que é definida por um transtorno renal que afeta

os túbulos, interstício e pelve renal. As pielonefrites são complicações decorrentes das infecções da uretra, bexiga e/ou ureteres denominadas infecção ascendente. Normalmente os ureteres não recebem urina de volta da bexiga, devido a mecanismos anti-refluxo. Contudo se estes mecanismos devido a anomalias congênitas ou a inflamação não forem eficazes, o refluxo de urina pode transportar bactérias que infectem a bexiga ou a uretra para o

rim. Outro fator a considerar quanto à pielonefrite é a obstrução do ureter, a qual pode ser devida a litíase renal e a hiperplasia benigna da próstata Nessa situação, a estase da urina acima da obstrução permite o crescimento bacteriano, que normalmente seria impedido pelo fluxo constante. A cateterização de doentes acamados ou com outros problemas das vias urinárias também é um fator de risco.

É uma das doenças mais comuns do rim, ocorre de duas maneiras: a

pielonefrite aguda e a pielonefrite crônica. A pielonefrite aguda é causada por infecção bacteriana e é a lesão renal associada à infecção do sistema urinário, já a pielonefrite crônica é um transtorno mais complexo: a infecção bacteriana tem uma participação importante, mas outros fatores (refluxo vesicouretral, obstrução) estão envolvidos em sua patogênese. É uma infecção supurativa (com produção de pus) e quase sempre causada por bactérias, raramente, por vírus (tipo Polioma) ou fungos como Candida albicans. Afeta principalmente três populações: bebês com menos de um ano com anomalias congênitas do sistema urinário; mulheres de meia idade e homens idosos com hiperplasia de próstata. O início é abrupto, com dor na micção (disúria), maior freqüência e urgência em urinar durante a noite (nictúria). Como em qualquer infecção, há febre, suores, mal-estar. São detectáveis leucócitos em massas cilíndricas na urina (piúria), por terem sido arrastados dos túbulos cilíndricos pela urina. Microscopicamente, observa-se a inflamação supurativa, com infiltração, a

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princípio de neutrófilos, por conseguinte macrófagos e linfócitos. Há necrose das células dos túbulos renais. Quanto à pielonefrite crônica, esta é derivada de múltiplos ataques de pielonefrite aguda, que podem ser mais ou menos graves, e que ocorrem freqüentemente durante um período extenso. Segundo Robbins e Cotran (2005, p. 1045), a pielonefrite crônica divide- se em duas formas: nefropatia de refluxo e obstrutiva crônica. A nefropatia de refluxo:

Esta é, de longe, a forma mais comum de cicatrização por pielonefrite crônica. O envolvimento renal na nefropatia de refluxo ocorre precocemente na infância como resultado da sobreposição de infecção urinária ao refluxo vesicouretral congênito e refluxo intra- renal, esta condicionado pelo número de papilas potencialmente suscetíveis ao refluxo. O refluxo pode ser uni ou bilateral; portanto, o dano renal resultante pode causar cicatrização e atrofia de um rim ou pode envolver ambos e levar à insuficiência renal crônica. O refluxo vesicouretral ocasionalmente causa dano renal na ausência de infecção (refluxo estéril), mas somente na presença de obstrução severa. (ROBBINS; COTRAN, 2005, p. 1045)

a obstrutiva crônica:

A obstrução predispõe o rim à infecção. Infecções recorrentes sobrepostas a lesões obstrutivas difusas ou localizadas levam a episódios recorrentes de inflamação e cicatrização renal, resultando em um quadro de pielonefrite crônica. Nesta condição, os efeitos da obstrução contribuem para a atrofia parenquimatosa; de fato, às vezes é difícil diferenciar os efeitos da infecção bacteriana daqueles da obstrução isolada. A doença pode ser bilateral, como ocorre nas anomalias do sistema imunitário (p. ex., valvas uretrais posteriores), resultando em insuficiência renal a menos que a anomalia seja corrigida, ou unilateral, como ocorre nos cálculos e anomalias obstrutivas unilaterais do ureter. (ROBBINS; COTRAN, 2005)

O

início da pielonefrite crônica pode ser gradual ou por ataque de

pielonefrite aguda. Os sintomas são semelhantes a esta última, mas tendem a ser mais suaves por um longo período. Pode complicar com surgimento de hipertensão arterial de causa renal, síndrome nefrótica e insuficiência renal. Macroscopicamente há atrofia do rim afetado. A pelve e os cálices ficam

danificados e por vezes obstruem a passagem da urina. Com o microscópio, vê-se extensa fibrosação do rim, uma resposta provocada pelo sistema imunitário à infecção constante. Há atrofia de alguns túbulos, dilatação de outros, com conteúdo hialino devido à proteína retida.

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Resposta Imunológica

Trabulsi e Alterthum (2008) afirmam que a produção de citocinas e o influxo de neutrófilos ocorrem pela presença da UPEC ou de produtos bacterianos dentro do trato urinário. As interações entre as adesinas das

UPEC, as células epiteliais e as células imunes do hospedeiro estimulam a expressão de várias moléculas pré inflamatórias, interleucinas 6 (IL-6) IL-8

e seu receptor, TNF- alfa e a enzima óxido nítrico sintase. A IL 8 e o seu

receptor são importantes na indução da migração transepitelial de neutrófilos

durante as ITUs. As moléculas de reconhecimento padrão (receptores tall- like),cita-se como exemplo a TLR-4, também permitem que as células epiteliais do trato urinário detectem e combatam os constituintes bacterianos, como LPS

e lipoproteínas, levando a sinalização transmembrana e alteração celular.

Tratamento

Trabulsi e Alterthum (2008) recomendam o uso de Trimetropensulfametazol (TMP-SMX), aprofloxacina ou afloxacina durante 3 dias consecutivos em casos de cistite . A fluoroquilona oral, durante sete dias podendo ser usada em pacientes com pielonefrites agudas, sem náuseas, vômitos e nenhum sinal de hipotensão ou sepse. Já os pacientes graves requerem hospitalização, com um tratamento parenteral durante três dias, além de uma terapia complementar via oral.

Prevenção

Atualmente não existe nenhuma prevenção do tipo imunização ativa ou passiva para as infecções provocadas por E.coli. Entretanto, existem várias formas de precauções que podem ser tomadas para prevenir determinadas infecções causadas por E.coli e entre outros. A incidência de ITU(s) pode ser reduzida pela retirada imediata de cateteres. Já nas infecções recorrentes pode ser prevenidas por uma profilaxia

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prolongada com drogas anti- sépticas das vias urinárias. (nitrofurantoína / sulfatoxazo- trimetonina) Nos caso de sepse pode ser prevenidos pela imediata remoção ou pela alteração do laudo das infecções intravenosas.

Diagnóstico

“O diagnóstico das ITU geralmente é baseado em sintomas como micção dolorosa ou sensação de que a bexiga não se esvazia, mesmo após a infecção. A urina pode estar turva ou ter uma leve coloração sanguinolenta.” (TORTORA; FUNKE; CASE, 2005) Trabulsi e Altherthum (2008) orientam que o exame microscópico da urina é o primeiro passo no diagnostico laboratorial das ITUs. O espécime clínico é centrifugado a 2.000 rpm/ 5 minutos e o sedimento é examinado sob microscopia, após ou não a coloração de gram ou com azul de metileno. Em geral, a presença de 10 a 50 células brancas / mm3 é considerado o limite máximo normal. O diagnóstico das infecções por UPEC é baseado na cultura da urina, seguida do isolamento e identificação bioquímica da bactéria. A urina na bexiga é normalmente estéril, mas a contaminação geralmente é freqüente, mesmo quando a coleta é realizada cuidadosamente, ou quando é obtida, por exemplo, por cateterização. Antes da coleta e particularmente em mulheres, deve se fazer assepsia da genitália com sabonete e água, descartando se o primeiro jato e coletando se o segundo. Além disso, a urina deve ser processada imediatamente ou cultivada dentro de oito horas se for mantida sob refrigeração a 4°C. A quantificação do número de bactérias presentes na urina é uma maneira de separar a contaminação de uma infecção do trato urinário. Os pacientes com infecção apresentam geralmente cerca de ≥ 10 bactérias/ml. Alíquotas do material também são plaqueadas em meios sólidos para o isolamento e identificação das amostras. As UPEC crescem rapidamente em meios comumente usados no laboratório de microbiologia clinica, tais como ágar cistina lactose deficiente em eletrólitos (CLED), ágar Mac Conkey e ágar

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eosina- azul de metileno (BEM). Após identificação bioquímica é realizado então o antibiograma. Os sintomas das ITUs baseia se em micção dolorosa ou sensação de que a bexiga não se esvazia. A urina pode estar com aparência turva ou ter uma leve coloração sanguinolenta. Quando se tem suspeita de ITU, o primeiro diagnóstico laboratorial a ser realizado é o microscópio da urina. A amostra é centrifugada a 2.000 rpm/5 minutos e o sedimento é examinado por um microscopista, após ou não a coloração de gram ou azul de metileno. Geralmente, a presença de 10 a 50 células brancas mm3 é considerada o limite Maximo normal. Para que possa basear a identificação bacteriana causada da ITU é necessária a realização da cultura de urina, isolamento e identificação bioquímica da bactéria. Sabe-se que a urina na bexiga é estéril, mas a contaminação é freqüente, mesmo quando a coleta é realizada conforme orientação dada ao paciente, ou por contaminação por cateterização. A coleta principalmente em mulheres é essencialmente importante deve- se realizar a assepsia da genitália com sabonete e água, descartando o primeiro jato, sendo de interesse o jato médio. É muito importante não se esquecer de informar ao paciente que após a coleta, o material deverá ser encaminhado ao laboratório o mais rápido possível e ser mantido sob uma refrigeração de 4°C. Para Trabulsi e Altherthum (2008)

A quantificação do número de bactérias presentes na urina é uma maneira de separar a contaminação de uma infecção do trato urinário. Os pacientes com infecção apresentam geralmente cerca de ≥ 10 bactérias/ml. Alíquotas do material também são plaqueadas em meios sólidos para o isolamento e identificação das amostras. As UPEC crescem rapidamente em meios comumente usados no laboratório de microbiologia clinica, tais como ágar cistina lactose deficiente em eletrólitos (CLED), ágar Mac Conkey e ágar eosina- azul de metileno (BEM). Após identificação bioquímica é realizado então o antibiograma.

Discussão

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A infecção urinária é descrita como maior agente etiológico das ITUs diagnosticada. A freqüência observada foi semelhante aos dados da literatura. Robbins e Cotran (2005) afirmam que as mulheres são mais vulneráveis as ITUs, sendo até 10 vezes maior a chance do que os homens, pois a distância entre a bexiga urinária e a pele é de 5 cm, ao contrario do homem que é de 20 cm. Um dos mecanismos mais conhecidos da UPEC é a variação de fase que faculta a UPEC a expressar ou não a fimbria tipo 1 e provavelmente a fímbria P. A expressão da fímbria tipo 1 ocorre quando a UPEC está localizada na bexiga e esta perde a fímbria, quando se dirige aos rins. Segundo Robbins e Cotran (2005), da puberdade até a menopausa, a vagina é protegida de patógenos por um pH baixo resultante do catabolismo do glicogênio no epitélio normal pelos lactobacillus. Os antibióticos podem destruir os lactobacillus, tornam a vagina suscetível à infecção, porém os patógenos desenvolvem mecanismos específicos de ligação à mucosa vaginal ou cervical, ou via rompimentos locais na mucosa durante o sexo (verrugas genitais, sífilis). Em particular, a resistência a associação TMP-SMX e as fluoroquinolonas tem se tornado um problema nas UTIs graves naquelas associadas com cateteres urinários. A profilaxia antimicrobiana pode ser útil, embora o crescimento da resistência antimicrobiana possa limitar sua eficácia. Outras medidas incluem aplicação tópica de estrogênio (em mulheres na pós-menopausa) o qual mostra eficácia na redução das infecções recorrentes, ou aplicação vaginal/ oral de lactobacillus, probiótica, com o objetivo de restaurar a microbiota normal e impedir a colonização pela E.coli. Existem vacinas sendo “desenvolvidas contra as diferentes adesinas, como, por exemplo, para a fimbria tipo 1, que apresenta pouca variabilidade entre as amostras de E.coli.” ( TRABULSI; ALTHERTHUM, 2009, p. 316). Tortora, Funke e Case (2009) alegam que:

O diagnóstico é sempre realizado com a orientação tradicional de que

a urina contendo mais de 100 mil bactérias por mililitro é uma

indicação de infecção urinária, sendo aquela modificada, contagens

tão baixas quanto 1000/ml de qualquer tipo bacteriano único, ou de

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até 100/ ml de coliformes (bactérias intestinais como E.coli), são agora consideradas uma indicação de infecção significativa, especialmente se houver leucócitos na urina (piúria). Antes da terapia ser iniciada a cultura das bactérias da urina é feita para determinar a sensibilidade ao antibiótico.

Conclusão

Após estudo realizado pode se constatar que a Escherichia coli (UPEC) possui fatores de virulência como as fímbrias do tipo 1 e as fímbrias do tipo P, responsáveis pela aderência nas células uretrais, capazes de iniciar uma infecção do trato urinário, que podem progredir quando não tratadas. Entretanto, a bactéria presente na microbiota intestinal coloniza o canal uretral, principalmente nas mulheres devido a sua posição anatômica. O hospedeiro apresenta predisposições necessárias para que os patógenos possam obter aproveitamento e se desenvolverem com as facilidades que o corpo proporciona como a temperatura de 37°C e o pH de 4,4. Se os Patógenos colonizam a região e as células de defesa não forem eficazes em suas ações de fagocitose por motivos de baixa imunidade, podem ocorrer o desenvolvimento das ITUs. A sintomatologia provocada depende muito do desenvolvimento da doença, o tratamento difere-se de acordo com sua gravidade. Existem alguns estudos de imunização ativa contra a adesina, (fímbrias do tipo 1), justamente pela elevada morbidade, mas ainda não obtiveram resultados fidedignos. Não existem nenhuma prevenção específica para as ITUs, contudo podem ser tomadas algumas precauções mediantes algumas situações como: pacientes ambulatoriais que fazem o uso de cateteres e em pacientes com infecções recorrentes que fazem profilaxia prolongada com antibióticos específicos. Com relação às mulheres, alguns cuidados são sugeridos para evitar uma futura infecção ou até mesmo uma infecção reincidente: beber bastante água, urinar sempre que sentir necessidade, fazer higienização da genitália de frente para traz, evitando contaminação fecal, limpar a área antes da relação sexual, entre outros. É importante evidenciar que as infecções do trato urinário não são doenças irrelevantes e que apresentam significado clínico importante. Muitas vezes a

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terapêutica iniciada é interrompida, agravando ainda mais o quadro clínico, pode ocorrer disseminação da Escherichia coli para a corrente sanguínea provocando choque séptico e até mesmo ao óbito.

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Title

The Incidence of Urinary Tract Infections Caused by E. Coli.

Abstract

The objective of this work is to study the high incidence of Escherichia coli in urinary infections. Methods: The study consists of a bibliography of scientific literature already published as articles and books. Results: The ITUs are caused by Enterobacteria, the most common to E. coli from 85% to 90%. Affects mainly women, patients in outpatient treatment and more than half of hospitalized patients. Symptoms range from a simple urethritis pyelonephritis, that when untreated can lead to septic shock and even death. Conclusions: The article demonstrates the incidence of E. coli (UPEC) as the etiologic agent responsible for ITUs due to its characteristics, reach the urethra, from the gut, through one of its major virulence factors of the adhesin.

Keywords

UTI. Urinary tract infection, E. Coli. Impact, Enterobacter.

UTI. Urinary tract infection, E. Coli. Impact, Enterobacter. http://www.faar.edu.br/revista Recebido em: 23/11/2010

Recebido em: 23/11/2010

Aceito em

: 30/11/2010

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