Superintendência de Vigilância Sanitária

SUVISA/SVS/SES

NORMA TÉCNICA PARA ESTABELECIMENTOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE ODONTOLÓGICOS

Rio de Janeiro 2012

1

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE
Dr. Sérgio Cortes

SUBSECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Dra. Hellen Harumi Miyamoto

SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Dra. Jorge Cavalcanti de Oliveira

DIVISÃO DE VIGILÂNCIA E FISCALIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
Dra. Elisa Pires Azevedo

DIVISÃO DE GESTÃO E PROJETOS DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Dra. Marilia Monteiro Alvin

ELABORAÇÃO E ORGANIZAÇÃO
2

Dayse Gomes de Oliveira Carvalho .engenheira civil e Assistente da Superintendência de Vigilância e Fiscalização Sanitária de Locais e Ambientes da SUBVISA/SMSDC RIO. Elizabeth Garcia Martinso – cirurgiã-dentista da SUBVISA/SMSDC RIO. Marcelle Cristina Gomes Lello . Maura Montebianco .fonoaudióloga e Assistente da Superintendência de Vigilância e Fiscalização Sanitária da SUBVISA/SMSDC RIO.RJ e Assessor de Gabinete da SUBVISA/SMSDC RIO.enfermeira do Setor de Hospitais SUVISA/SES-RJ e Assessora de Gabinete SUBVISA/ SMSDC RIO.Antonio Manoel Rodrigues da Silva – cirurgião-dentista Responsável pelo Setor de Radioproteção da SUVISA/SES-RJ. Marcos David de Castro Somberg .arquiteta da SUVISA/SES-RJ e Superintendente de Vigilância e Fiscalização Sanitária de Locais e Ambientes da SUBVISA/SMSDC RIO. Márcia Melo Ramos . Elisa Pires de Azevedo – cirurgiã-dentista Diretora da Divisão de Vigilância e Fiscalização de Serviços de Saúde da SUVISA/SES-RJ.médico do Setor de Hospitais SUVISA/SES .médica e Superintendente de Vigilância e Fiscalização Sanitária de Serviços e Produtos para Saúde da SUBVISA/SMSDC RIO. Maria Cleonice Arzivenko Becker – cirurgiã-dentista Responsável pelo Setor de Odontologia da SUVISA/SES/RJ. Marguerita Rose Abdalla Gomes . SUMARIO 3 . Antonio Ricardo Borges de Olival – cirurgião-dentista Responsável pela Coordenação de Fiscalização do CRO-RJ e Presidente da Câmara Técnica de Biossegurança do CRO-RJ. Jorge Cavalcanti de Oliveira – farmacêutico e Diretor da Divisão de Gestão e Projetos da Vigilância Sanitária da SUVISA/SES-RJ. Sérgio Polônia – cirurgião-dentista da SUBVISA/SMSDC RIO.enfermeira do Setor de Hospitais da SUVISA/SES-RJ e Assessora de gabinete SUBVISA/SMSDC RIO. Vera Lúcia Basílio Vieira .

........................................................................................OBJETIVO .................6 CAPÍTULO II Requisitos para Caracterização e Classificação de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – Odontológicos.........................................13 CAPÍTULO V Gerenciamento de Resíduos Odontológicos...................................................................22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................10 CAPÍTULO IV Métodos de Prevenção da Transmissão de Infecções em Odontologia..23 4 ......................................................20 CAPÍTULO VI Disposições Finais........................................................................... 5 CAPÍTULO I Dos Princípios Fundamentais e do Licenciamento......................Odontológicos...............................................7 CAPÍTULO III Requisitos Arquitetônicos de Conforto e Segurança em EAS.............

que se constitui em importante instrumento de orientação tanto para as equipes de Vigilância Sanitária quanto para os profissionais que atuam nos serviços de Odontologia sediados no Estado do Rio de Janeiro. Sua concepção objetivou definir um perfil para tais estabelecimentos. onde a introdução de padrões básicos de Biossegurança pretende propiciar a redução dos riscos advindos da prestação dos serviços odontológicos. Identificada a necessidade de estabelecer regras básicas para a adequada instalação e funcionamento dos EAS-Odontológicos. CAPÍTULO I Dos Princípios Fundamentais e do Licenciamento 5 .OBJETIVO As ações de vigilância sanitária em estabelecimentos assistenciais de saúde odontológicos (EAS-Odontológicos) integram um conjunto de intervenções do poder público que visam à prevenção e o controle dos riscos relacionados a produtos e serviços de interesse à saúde e ao meio ambiente. decidiu-se por elaborar esta Norma Técnica.

A quantidade de artigos e equipamentos disponíveis deve ser compatível com a demanda. com as atividades desenvolvidas pelo EAS-Odontológico deverão ser fornecidos: 6 . 307 de 14/11/2002 ou normas que as substituam. de modo a proteger a vida. indicando-se os nomes do novo responsável técnico e/ou seu substituto.A estrutura física deverá estar de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária RDC-ANVISA nº. Art.A Licença de Funcionamento requerida será concedida pela autoridade sanitária competente após o cumprimento das formalidades documentais e demais exigências de ordem técnica. Art. § 2 . o meio ambiente. Art. § 1º. além das demais instruções normativas Federais.Os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde Odontológicos (EASOdontológicos) poderão ser formalmente constituídos como pessoa jurídica ou como pessoa física.Art. 50 de 20/02/2002 com as alterações contidas na RDC-ANVISA nº. deverão ser obrigatoriamente instruídos com documento expedido pelo Conselho Regional de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro. Estaduais e Municipais.Os requerimentos de Licença de Funcionamento. § 2º . no prazo de 30 dias. 1º . e só estarão habilitados a funcionar depois de concedida a Licença de Funcionamento pela autoridade sanitária competente.Todos os EAS-Odontológicos devem cumprir a legislação.Os EAS-Odontológicos constituídos como pessoa jurídica deverão requerer a renovação da Licença de Funcionamento anualmente. onde constem o nome e o número de inscrição do Responsável Técnico.Os registros dos pacientes devem estar acessíveis e organizados de acordo com as normas legais e os princípios da ética e da rastreabilidade. 4º . direta ou indiretamente. relativos aos EASOdontológicos organizados como pessoa jurídica. 2º . § 4 .A todos os trabalhadores envolvidos. Parágrafo Único . 3º . promover a saúde e reduzir os riscos advindos da atividade. § 3 . § 1 . e de uma declaração deste indicando o nome do Responsável Técnico Substituto e respectiva ciência do indicado.Quando do desligamento do Responsável Técnico ou do seu substituto o fato deverá ser comunicado à autoridade sanitária.O EAS-Odontológico deve obedecer às normas de Biossegurança de acordo com a legislação vigente e o conhecimento científico estabelecido.

Programa de imunização ativa contra tétano. Art. diagnóstico e tratamento das patologias do aparelho estomatognático. com ou sem fins lucrativos. difteria.I . Art. 5º .Instruções sobre os riscos ocupacionais inerentes à sua atividade em conformidade com os programas de: Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Parágrafo Único . hepatite B e os demais estabelecidos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).Os EAS. 6º. organizados e equipados para realização de procedimentos de prevenção. gratuitamente. II . 7º .Os EAS-Odontológicos deverão disponibilizar aos pacientes os EPI compatíveis com as atividades executadas. CAPÍTULO II Requisitos para Caracterização e Classificação de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – Odontológicos Art. III – Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) adequados às condições do ambiente de trabalho e à atividade a ser desempenhada.Odontológicos deverão manter informações quanto ao uso de EPI em local visível e em linguagem acessível para os pacientes.Os EAS-Odontológicos caracterizam-se como estabelecimentos públicos ou privados.Os EAS-Odontológicos classificam-se conforme sua configuração como: 7 .

dotado ou não de aparelhos de Raios . sanitário.Clínica Odontológica I . II . recepção. e procedimentos relacionados ao radiodiagnóstico em conformidade com a Portaria MS nº. depósito de material de limpeza (DML). central de esterilização odontológica. almoxarifado. através da utilização de equipamentos de Raios-X. Clínica Odontológica II – EAS-Odontológico constituído como pessoa jurídica. insumos. que presta assistência odontológica e desenvolve atividades pedagógicas.Unidade Odontológica de Ensino – EAS-Odontológico vinculado a instituição de ensino que ministra cursos de graduação. que comporta até 02 (dois) conjuntos de equipamentos odontológicos. 8 .EAS-Odontológico constituído como pessoa jurídica.EAS-Odontológico localizado em unidade hospitalar que realiza atendimentos ambulatoriais. lavagem de moldagens e vazamento de modelos de gesso. que comporta no máximo 03 (três) conjuntos de equipamentos odontológicos em salas independentes dotadas ou não de aparelho de RaiosX.Unidade Odontológica Hospitalar .I . sala de espera. local fechado e devidamente identificado para guarda de material de limpeza. vestiário de paramentação. sala de administração. instalações sanitárias. local fechado e devidamente identificado para guarda de material de limpeza.X. com 04 (quatro) ou mais conjuntos de equipamentos odontológicos em salas independentes. área de esterilização. dotados ou não de aparelhos de Raios-X. moldagens para confecção de modelos de gesso e fotografias. VI . local adequado para desinfecção. com acesso independente da sala clinica. dispondo de áreas clínicas em conformidade com a presente norma e de salas de apoio para aulas teóricas. instalações sanitárias exclusivas para paciente / acompanhantes e para funcionários. 453 de 01/06/1998 ou dispositivo que a substituir. área de esterilização. com acesso independente da sala clinica. com acesso independente da sala clinica.EAS Odontológico voltado para o auxílio diagnóstico. constituído como pessoa física. intra e extra-orais e/ou equipamentos de digitalização de imagens. instalações sanitárias exclusivas para pacientes /acompanhantes e funcionários. sala de administração. sob responsabilidade de cirurgião-dentista regularmente inscrito no Conselho Regional de Odontologia.Consultório Odontológico – EAS-Odontológico. podendo manter em anexo. área de esterilização. V . oficina de prótese e/ou estar consorciado a outros serviços de saúde. com sala de espera.Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico em Odontologia . urgências e emergências. sala de espera. III - IV . pós-graduação ou aperfeiçoamento. podendo manter em anexo laboratório de prótese. que deve possuir local para moldagem dos pacientes com equipo odontológico. instalações sanitárias. local para guarda de artigos. podendo manter em anexo laboratório de prótese e/ou estar consorciada a outros serviços de saúde. se utilizando da CME. podendo manter em anexo laboratório de prótese e/ou estar consorciada a outros serviços de saúde. com sala de espera.

Os casos omissos deverão ser classificados por similaridade. ponto de água corrente para lavagem das mãos.EAS-Odontológico que presta assistência ambulatorial instalada em veículo automotivo ou veículo tracionado. coletores adequados para resíduos e materiais utilizados.EAS-Odontológico. Parágrafo Único .equipamentos e demais atividades de apoio da unidade hospitalar. 8º A prestação de assistência odontológica temporária. e sistema de esgoto equipado com caixa coletora.Unidade Transportável . destinado a prestar atendimento em caráter temporário. III . CAPÍTULO III Requisitos Arquitetônicos de Conforto e Segurança em EAS – Odontológicos Art.Os imóveis ou empreendimentos imobiliários. que podem ser desenvolvidas utilizando-se de: I – Unidade Odontológica Móvel . 9º . de 9 . considerando o que é expresso nesta norma. e a seguir as orientações de Biossegurança estabelecidas no Capítulo IV desta norma . 9º desta norma. e que se submete às recomendações da CCIH. Parágrafo Único . Art.As pessoas jurídicas ou pessoas físicas que utilizam os equipamentos de assistência descritos neste artigo se obrigam a solicitar Licença de Funcionamento para a sede.Unidade Portátil . realizada por profissionais habilitados fora do âmbito dos estabelecimentos anteriormente descritos. devem estar de acordo com esta Norma Técnica e o Regulamento Técnico para Planejamento. destinados à prestação da assistência odontológica. compressor. se inclui nas Modalidades Especiais de Assistência Odontológica. bomba a vácuo para aspiração de secreções. II . Elaboração e Avaliação. dotado de conjunto de equipamento odontológico.Equipamento portátil que possibilita a assistência odontológica a pacientes impossibilitados de se locomover. armários dedicados para guarda de artigos estéreis. reservatório para água tratada. provisório. instalado em locais previamente preparados de acordo com o que estabelece o Art. para guarda de insumos e para materiais de limpeza.

III . § 3º . 10 .Recepção dotada de acomodações que ofereçam conforto aos usuários e acompanhantes. destinada a mobiliário para estocagem e guarda de artigos esterilizados. além das demais instruções normativas Federais.Os acessos para pacientes. 11 . II . devem ser dotadas de fechaduras que permitam facilidade de abertura em caso de emergência. § 4º . 50. tenham dimensões mínimas de 0. Art. e de barra de apoio horizontal a 0. reforma ou ampliação à análise e aprovação da autoridade sanitária. e sejam equipadas com maçanetas do tipo alavanca. sendo obrigatório que: I .Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – RDC-ANVISA nº.90 m. ou norma que as substituam. enquadrados no Art.80 m de vão livre e 2. enxague secagem. terão que submeter. 7º. sem ajuda de terceiros. na sua configuração mínima de: I . profissionais e acompanhantes devem possibilitar aos portadores de necessidades especiais a circulação no estabelecimento. setores e ambientes de acordo com a necessidade expressa pelas atividades desenvolvidas.0 m².0 m². 10 . e área de esterilização com no mínimo 3. Parágrafo Único . III e IV. ou permitir a retirada da folha pelo lado de fora.Sala de atendimento clínico com dois ambientes. acondicionamento e esterilização de artigos. Estaduais e Municipais. do piso. de 20/02/2002.Todos os EAS-Odontológicos.As portas dos sanitários de pacientes devem abrir para fora do ambiente.Os EAS-Odontológicos desobrigados da apresentação de projeto arquitetônico para construção ou reforma devem dispor.É vedado manter escritório na sala de atendimento clínico. com dimensões que reservem um mínimo de 1. § 2º . Art. com as alterações contidas na RDC-ANVISA nº 307.10 m de altura.Os sanitários deverão ter dimensões mínimas de acordo com o estabelecimento no Código Municipal de Obras. inclusive de sanitários.A área de Esterilização é destinada exclusivamente à lavagem. como área limpa. devendo ser equipada com pia de lavagem e bancada.3 m² por pessoa. composta por uma área de atendimento com no mínimo 6. obrigatoriamente.As portas de acesso a pacientes. seus projetos de construção. II . de 14/11/2002. § 1º .Na área de Esterilização poderá ser considerado o aproveitamento vertical da mesma.Barreiras físicas entre as áreas.

0 m². Art. Art. 13 .A sala limpa. pia de lavagem e de guichê ou similar.0 m². guichê ou similar para passagem de materiais esterilizados. Art. com quatro ou mais conjuntos de equipamentos odontológicos deverão dispor de uma Central de Esterilização Odontológica que abrigue sala limpa e sala suja contíguas.Os EAS-Odontológicos com quatro ou mais conjuntos de equipamentos odontológicos deverão manter vestiário para paramentação dotado de lavatório.O teto. deverá ser dotada de bancadas separadas em área de preparo.Os materiais para revestimento de paredes e divisórias no EASOdontológicos deverão ser do tipo rígido. lavável e resistente aos produtos saneantes.III – O acesso aos sanitários não poderá ser efetuado através das salas clínicas. em áreas críticas. Art. IV – Área de guarda de material esterilizado com no mínimo 2. comunicadas através de guichê ou similar.Quando houver mais de um equipamento odontológico instalado. armários. para recebimento de materiais sujos. destinada ao preparo.0 m².2 m². Art. esterilização e guarda. § 3º . deve ser contínuo. impermeáveis e resistentes a produtos saneantes. sem ofuscamento ou sombras. dispensador de sabão líquido e toalheiro de papel. 12 . § 2º . ocupando área mínima de 13. devendo-se evitar reentrâncias na junção das paredes com o piso. liso.Os pisos dos EAS-Odontológicos devem ser lisos. impermeável e resistente a produtos saneantes. Art. § 1º . 17 . deverá ser dotada de bancada.Os EAS-Odontológicos.A sala suja. 15 . lavável. laváveis. separadas por parede até o teto e. 11 . II – Vestiário de barreira com no mínimo 3. deve haver separação entre os equipamentos com paredes ou divisórias com altura mínima de 2.14 . impermeável. e ser acessada por vestiário de barreira para paramentação dotado de lavatório. destinada à recepção de materiais utilizados no atendimento clínico. de esterilização ou de qualquer procedimento técnico. 16 . assim distribuída: I – Sala suja com no mínimo 4.A iluminação natural e/ou artificial deverá possibilitar boa visibilidade.80 m². III – Sala de preparo e esterilização com no mínimo 3.10m. área de esterilização e guarda.

23 . e uma pia de lavagem de artigos na área de esterilização.A iluminação artificial necessária aos ambientes onde os procedimentos clínicos são realizados deverá estar de acordo com as normas da ABNT-NBR 5413/1992. 22 . 20 .Todos os ambientes devem ser dotados de ventilação ou climatização compatível com a demanda existente. § 3º . Art. Art.É vedada a utilização de sabão em barra e saboneteiras para higienização das mãos. §1º . e equipadas com dispositivo aerador. 18 .Os bebedouros não deverão ser instalados em áreas criticas e em sanitários/banheiros.Os refrigeradores utilizados para guarda de insumos ou materiais odontológicos deverão ser de uso exclusivo. ABNT-NBR 7256/2005. e de acordo com as legislações específicas vigentes.Parágrafo Único . 3. 24 .523. de 24/10/2000. Art. 176. por empresa autorizada. Parágrafo Único – O dispensador deverá sofrer limpeza mecânica a cada troca do produto ou quando se fizer necessário.Os filtros dos aparelhos de ar condicionado deverão ser limpos uma vez por semana. painéis e películas de proteção no vidro das janelas. 19 . ambos dotados de torneiras que dispensem o contato das mãos quando da abertura e fechamento da água. ABNT-NBR 16401-2:2008. 3523 de 28/08/1998 e demais legislações vigentes sobre a matéria ou dispositivo que venha a substituí-la. ABNT-NBR 16401-3 ou outras que venham a substituí-las. permitindo-se somente o dispensador de sabão líquido fixado à parede. mantendo-se os devidos registros de limpeza.É obrigatória a manutenção anual dos aparelhos de ar condicionado. Portaria GM/MS nº. o mesmo deverá possuir programa de manutenção de acordo com a Portaria GM/MS nº. com superfícies lisas e resistentes à lavagem e ao uso de saneantes. Art.As persianas. § 2º . 12 . somente poderão ser instalados se constituídas de material metálico ou plástico. 21 . Art.O compressor deverá ser instalado em área arejada. ou outras que venham a substituí-las. mantendo-se os devidos registros de manutenção. de 28/08/1998. preferencialmente no meio externo. Art.Quando o EAS-Odontológico for dotado de sistema de climatização central.Os EAS-Odontológicos deverão dispor de no mínimo um lavatório exclusivo para lavagem das mãos dos profissionais na área clínica. Art. ABNT-NBR 16401-1:2008. em consonância com a Resolução – ANVISA nº.

CAPÍTULO IV Métodos de Prevenção da Transmissão de Infecções em Odontologia Art. Art.Higienização de mãos . transparente e de fácil acesso à inspeção. quando não for possível. resistentes a saneantes. em lavatório distinto daquele usado para a lavagem dos instrumentais. 26 .O sistema de refrigeração para pontas e abastecimento de água deverá ser em circuito fechado e dotado de sistema de auto-limpeza. nas seguintes situações: 13 .Os reservatórios de água deverão ser de material inquebrável.Os EAS-Odontológicos. impermeável e resistente a saneantes.As mãos devem ser obrigatoriamente higienizadas. protegidas por canaletas.Os armários sob bancadas deverão ser dotados de portas ou gaveteiros revestidos de material liso.Quando não houver essa possibilidade.Os EAS-Odontológicos classificados como Clínica Odontológica II devem implementar Fluxo Operacional para a Central de Esterilização Odontológica. pacientes. sendo vedada a guarda de quaisquer materiais e/ou produtos de uso odontológico nos espaços sob cubas e lavatórios. Parágrafo Único .Parágrafo Único . 25 .As instalações prediais do estabelecimento deverão ser embutidas nas paredes ou. para orientar a circulação de profissionais e de público. de modo a facilitar a sua limpeza. tais como: I . Art. Art. de modo a impedir o tráfego indesejado em áreas críticas e o cruzamento desnecessário de pessoal envolvido nas atividades assistenciais e de apoio.Uso de Barreiras . 28 . Parágrafo Único . materiais e meio ambiente. será permitida a instalação do compressor na sala clínica. 27 . impermeável. Parágrafo Único . 29 .Este Fluxo Operacional deverá ser apresentado em forma de “croquis” no momento da solicitação da Licença Inicial de Funcionamento. Art. devem adotar medidas de biossegurança para reduzir os riscos de contaminação dos profissionais.As superfícies das bancadas deverão ser revestidas de material liso. desde que atestada às condições de segurança de instalação por profissional habilitado.

Uso dos Equipamentos de Proteção Individual obrigatórios para toda a equipe odontológica. respeitando a mesma seqüência empregada na escovação.Escovar. c . até o cotovelo. 15 segundos. utilizados pelos profissionais que estejam no campo operatório e pelo paciente.Retirar anéis. relógios. b .Previamente a colocação de gorros. e . b .a . máscaras e protetor ocular.Retirar anéis.Gorro descartável.Enxaguar em água corrente.Imediatamente após a retirada das luvas d .Antes de vestir o jaleco e calçar as luvas c . IV .Enxaguar em água abundante.Em caso de contaminação acidental deverão ser seguidas as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde e/ ou Secretarias Municipais e Estadual de Saúde.Usar sabão anti-séptico.Ensaboar as mãos e a metade dos antebraços por. seguindo as determinações: 14 . d .Lavagem das mãos com vistas à realização de procedimentos cirúrgicos. c . b . unhas. c . b . III . quando se deve: a . com capacidade de filtração de partículas < 50 micra. quando se deve: a . utilizada de acordo com a técnica. tais como: a .Máscara descartável. dedos.Secar com papel toalha. no mínimo. V . palmas e dorso das mãos e antebraço.Lavagem das mãos com vistas a procedimentos não-cirúrgicos . relógios e pulseiras. d .Protetores oculares específicos para cada procedimento.Secar com compressas estéreis.Uso de luvas. e pulseiras. nesta ordem. II .

voluntário ou não. observando que: a . após sua utilização.NR32/2005 ou outras normas que venham a substituí-las. VI – Utilização de Aventais ou jalecos de mangas longas. sandálias e chinelos.os aventais e jalecos devem ser trocados após cada intervenção cirúrgica. IX . d – Para limpeza e desinfecção de superfícies de trabalho. VIII . c . e – Após tocar em superfícies alheias ao procedimento odontológico as luvas deverão ser retiradas e substituídas. substituídos após cada atendimento de paciente. com cano longo. de cor diferente das destinadas à limpeza e desinfecção de pisos e paredes. VII .na área de esterilização.Uso obrigatório de dispositivos descartáveis. b .Calçados . desinfetadas. b .Alças e interruptor do refletor 15 . deverá ser utilizado avental impermeável sobre o jaleco.Nos atendimentos não críticos deverão ser utilizadas luvas de procedimento. desinfetadas. nos equipamentos odontológicos e periféricos e em todas as superfícies onde. conforme MT. destinados a impedir a contaminação de superfícies específicas aqui exemplificadas: a . equipamentos e instrumentais deverão ser utilizada luvas de borracha grossa.Para procedimentos cirúrgicos será obrigatório o uso de luvas cirúrgicas estéreis. após sua utilização. durante as manobras do Cirurgião-Dentista e equipe. deverão ser higienizadas. secas e armazenadas apropriadamente.Barreiras Transitórias . especialmente destinadas para este fim que. sendo vedado o uso de tamancos. c .a .os aventais e jalecos sejam utilizados exclusivamente nas áreas clínica e de esterilização. por razões ergonômicas. junto aos demais materiais de limpeza.Toda a equipe deve trabalhar com calçados fechados e impermeáveis.NR6 /1992 e MT. trocadas após atendimento de cada paciente ou quando danificadas. secas e armazenadas apropriadamente junto aos demais materiais de limpeza. especialmente destinadas para este fim que. deverão ser higienizadas. punhos de elástico e comprimento de ¾ cobrindo os joelhos.Para limpeza e desinfecção de pisos e paredes deverão ser utilizadas luvas de borracha grossa com cano longo.Protetores auriculares – Uso obrigatório onde o nível de ruídos seja superior ao permitido. haja contato.

g – A limpeza e desinfecção de bancadas. realizando-se a aspiração de substâncias saneantes após procedimentos cruentos.Materiais de uso crítico devem ser submetidos à esterilização. observando-se que: a .Seringas tríplices e .Ponta da mangueira do sugador g . c . desinfetante. sabão e. 16 . b .A desinfecção e troca da proteção das pontas do sistema de sugadores ou ejetores de saliva.b . c .Ponta do aparelho ultrassônico e jato de bicarbonato h . no mínimo. d .Película radiográfica l . f. empregando-se água.Pontas de alta e baixa rotação d .Superfícies de apoio do campo operatório X .Materiais de uso semi-crítico devem ser submetidos à desinfecção de alto nível.Ponta do fotopolimerizador ou laser i. deverá ser realizada após cada atendimento de acordo com as especificações do equipamento.Tubo alça e disparador dos Raios-X.Haste de mesa auxiliar f . e . sangue e secreções deve ser feita após cada atendimento.Câmera intra-oral j . mesas auxiliares e superfícies de contato deverá ser realizada após cada atendimento.Materiais de uso não crítico são passíveis de procedimento de desinfecção de baixo nível.Barreiras para Proteção do contágio indireto – Compreende a desinfecção de superfícies e a desinfecção/esterilização de pontas e periféricos.Deverá ser providenciada a troca das barreiras de proteção após o atendimento de cada paciente.A limpeza e desinfecção do circuito de refrigeração através de Sistema de auto-limpeza.

sabão e saneante para uso em superfícies. e adotando as seguintes providências: a .Barreiras para redução de Aerossóis . considerando como área crítica um raio de 1.5 m. j – A limpeza de paredes deverá ser realizada uma vez por semana.Usar sugador adequado c . empregando-se água.Usar dique de borracha. sempre que possível b . semi-críticos e não críticos.Todo EAS-Odontológico deve implementar barreiras destinadas a evitar respingos e reduzir a geração de aerossóis. empregando-se água.h – Na limpeza e desinfecção de pisos deverá ser realizada a varrição úmida sempre que necessário. tendo por centro o campo operatório. ou mecânica. d – As embalagens utilizadas para a esterilização sejam confeccionadas com material adequado a esta finalidade. sabão e saneante para uso em superfícies k – Todos os produtos saneantes utilizados devem estar regularizados junto ao órgão sanitário competente.Evitar o uso de jato de água muito forte ao lavar o instrumental. i – A limpeza e desinfecção de pias e lavatórios deverão ser realizadas uma vez por dia.A limpeza seja rigorosa. após o expediente de trabalho ou sempre que necessário. preferencialmente de detergente enzimático para a lavagem do material. e utilizando-se. XII .Todo EAS-Odontológico deve promover a prevenção e o controle de contaminação por artigos críticos. 17 .Usar pia de lavagem dotada de cuba com um mínimo de 15 cm de profundidade e torneiras com dispositivo aerador. ou sempre que necessário. XI . d . b – O enxágüe seja efetuado com água corrente potável. com escovas plásticas de uso exclusivo. c – A secagem seja executada com material adequado e limpo ou em equipamentos específicos de secagem. sabão e saneante para uso em superfícies. garantindo que: a . empregando-se água. e . podendo ser manual.Minimizar o uso dos jatos de ar e água da seringa tríplice dirigidos à boca do paciente. utilizando-se equipamentos como lavadoras ultrasônicas ou termodesinfetadoras.

a descrição do conteúdo quando necessário. antes da esterilização. tamanho. e o nome do responsável pelo processamento do artigo. 18 . i .Os Agentes Químicos utilizados como esterilizantes devem ter espectro de atividade desejada. tipo e fluxo dos artigos submetidos ao processo de esterilização. protetor ocular e máscaras.É vedado o uso de estufas tipo Forno de Pasteur para esterilização de artigos. XIV – Esterilização executada por meio de produtos químicos devidamente aprovados pelo órgão sanitário competente. f . b – Quando se utilizar vapor saturado sob pressão (autoclaves) se levará em consideração o volume. e .Todo o processo de esterilização deverá ser monitorado.Deverão ser afixadas junto aos equipamentos de esterilização as anotações da rotina diária de uso dos mesmos. h – Os equipamentos de esterilização deverão possuir registro junto à autoridade sanitária competente. e não deverão ocupar mais de 80 % da capacidade volumétrica da câmara da autoclave. e estabilidade adequadas à natureza do artigo a ser processado. com a data e a validade da esterilização. toxidade.Deverão ser obedecidas as instruções fornecidas pelo fabricante dos equipamentos e artigos. observando-se que: a . d . avental impermeável. observando-se que: a .e – As embalagens de uso único utilizadas estejam autorizadas pelo órgão sanitário competente e sejam utilizadas conforme as instruções do fabricante.Deverão ser adequadamente utilizados equipamentos de proteção individual como luvas de borracha com cano longo. durante a execução da esterilização de artigos por processo físico. f – As embalagens sejam identificadas.Depois de iniciado o ciclo de esterilização este não deverá ser interrompido sob nenhuma hipótese. ação rápida e irreversível. g . com os respectivos horários de início e término de cada ciclo. XIII – Esterilização executada por meio de processos físicos devidamente aprovados pelo órgão sanitário competente. c – Os artigos submetidos à autoclavação deverão estar adequadamente embalados e dispostos de modo a garantir a livre circulação do vapor.

Deverão ser adequadamente utilizados equipamentos de proteção individual como luvas de borracha com cano longo. o número do lote de fabricação. e observando-se que: I .Deverão ser observadas. como inscrições obrigatórias nos rótulos dos produtos. mantendo-se no local os devidos registros de tempo e temperatura de todos os ciclos executados. e . g . respeitando-se as recomendações expressas dos fabricantes. ao menos uma vez por semana. III – Deverá ser realizado o monitoramento do processo através de indicadores biológicos. II – Todas as embalagens destinadas à esterilização deverão dispor de indicador químico externo de temperatura. durante a execução da esterilização de artigos por processo químico. mantendo no local os respectivos registros de manutenção. a data de fabricação. d . o nome do responsável técnico e o número de seu registro junto ao respectivo conselho profissional. deverão ficar totalmente imersos nos recipientes contendo o agente químico esterilizante de escolha. protetor ocular e máscaras com filtro químico. IV – Em caso de uso de autoclave do tipo auto-vácuo. criteriosamente limpos e secos. f . mantendo-se os respectivos registros arquivados no estabelecimento. o prazo de validade. deverá ser realizado semanalmente teste de Bowie-Dick.Deverão ser obedecidas as instruções descritas pelo fabricante do produto. c – Quando o artigo sob esterilização tiver áreas ocas deverá ser garantido que estas sejam totalmente preenchidas pelo agente químico. mantendo-se no local os respectivos registros.Monitoramento de Processos: É obrigatório o monitoramento dos processos empregados na esterilização.O monitoramento dos manômetros de leitura da pressão interna de autoclaves deverá ser diário. avental impermeável.b – Os artigos.O recipiente utilizado deve ser de material plástico resistente ao agente químico e dotado de tampa. V – O EAS-Odontológico deverá dispor de contrato de manutenção preventiva e corretiva de seus equipamentos com empresa especializada habilitada. o número de registro junto ao órgão competente de vigilância sanitária. Art.30 . mantendo-se no local os respectivos registros. e a identificação e endereço do fabricante. 19 .

observando que: I – O requerimento de Licença de Funcionamento junto ao órgão sanitário. IV – Os resíduos derivados do atendimento deverão ser segregados na fonte e acondicionados separadamente de acordo com a sua natureza.RDC nº. dos pacientes e do público em geral. 20 . ou dispositivo legal que a substitua. acondicionamento e descarte.As salas de recepção deverão dispor de recipientes coletores adequados à recepção de resíduos comuns. cortantes. resistam às ações de punctura e ruptura. VII – Os resíduos potencialmente infectantes deverão ser acondicionados em recipientes adequados que evitem vazamentos. perfurantes. contundentes. II – O EAS-Odontológico deverá manter cópia do PGRSS no estabelecimento disponível para consulta da autoridade sanitária ou ambiental competente. III – As empresas contratadas para executar a remoção e destinação final dos resíduos de saúde deverão dispor de credenciamento junto ente municipal responsável pela limpeza urbana e possuir licença de operação concedida pelo órgão estadual competente. formas de segregação. VI . seguindo as normas vigentes. dos funcionários. e deverá implementar Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) em conformidade com a Resolução da ANVISA/MS . 31 . e disponham das informações e identificações estabelecidas nas normas específicas vigentes. V . de 07/12/2004. a qual deverá ser atualizada sempre que o EAS-Odontológico realizar obras de reforma ou ampliação. 306. e químicos. em quantidade e dimensões compatíveis com o volume gerado.O EAS -Odontológico gerador do resíduo é responsável pelo seu gerenciamento até a disposição final do mesmo.Os ambientes onde são gerados resíduos da assistência ao paciente deverão dispor de recipientes coletores adequados à recepção dos resíduos comuns.CAPÍTULO V Gerenciamento de Resíduos Odontológicos Art. VIII – O acondicionamento de materiais pérfuro-cortantes não deverá ultrapassar o limite de enchimento de 2/3 do volume total do coletor utilizado. deverá ser acompanhado de declaração assinada. datada e carimbada pelo responsável técnico explicitando os tipos de resíduos gerados. infectantes.

XI . de 20 de agosto de 1977. 34 – Esta Norma Técnica entrará em vigor na data de sua publicação.IX – Os coletores destinados a materiais pérfuro-cortantes deverão se instalar em suportes exclusivos. conforme estabelecido em norma específica vigente. Art. a contar da data de sua publicação. revogando-se disposições em contrário. dispostos em altura que permita a visualização e facilite o acesso à abertura. XII .O não cumprimento dos dispositivos desta Norma configura infração sanitária. identificados com símbolo de risco associado. 32 – Os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde Odontológicos deverão promover as adequações necessárias ao integral cumprimento da presente Norma Técnica no prazo de 180 dias.Resíduos de amálgama e restos de mercúrio devem ser acondicionados sob selo d’água em recipientes adequados. resistam às ações de punctura e ruptura. sujeitando o infrator às sanções previstas na Lei Federal nº 6. discriminação da substância e frases de risco. CAPÍTULO VI Disposições Finais Art.O transporte interno dos resíduos ao abrigo temporário ou externo deverá ser realizado por pessoal especificamente treinado e devidamente protegido por EPI adequados. Art. que evitem vazamentos. 33 . Rio de Janeiro. com características físicas e químicas compatíveis. 21 . X – Os resíduos químicos deverão ser acondicionados em recipientes adequados. de de 2012 .437. e disponham das informações e identificações estabelecidas nas normas específicas vigentes.

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