24/05/13

(Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo

UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo
Ementa e Objetivos
Ementa
A leitura e a escrita na Universidade: linguagem e conhecimento. Pressupostos básicos: concepções básicas de linguagem, comunicação, texto, leitura e escrita. Condições de produção da leitura e da escrita do texto acadêmico. Gêneros e tipos textuais: estrutura e funcionamento. Argumentação, coesão e coerência textuais.

Competências
Dominar os conhecimentos básicos de uso da língua portuguesa, oral e escrita, na produção e recepção de textos e situações de comunicação em diversos contextos, diferentes variedades da língua e alternância de gêneros linguísticos. Analisar a língua, oral e escrita, como manifestação da cultura, instrumento de comunicação, de vinculação do pensamento crítico e elaboração do conhecimento acadêmico, científico e tecnológico. Desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais. Atualizar-se constantemente com os processos de desenvolvimento tecnológico compreendendo as novas práticas de leitura, escrita e modificações da linguagem.

Habilidades
Refletir analítica e criticamente sobre a linguagem em um contexto social, histórico e cultural, educacional, tecnológico e ideológico. Entender os mecanismos de produção textual dominando as propostas temáticas, a organização lógica, os elementos organizacionais, a estruturação de gênero, a escolha vocabular, a construção textual, norma e posicionamento crítico. Refletir sobre os textos, seus mecanismos de produção e divulgação, identificando suas estruturas linguísticas, seus diferentes significados, o dito e o não dito, o subliminar, aplicando regras e ideias de forma organizada. Perceber as diversas situações em sala de aula, identificando marcas do discurso, situações socioculturais diferenciadas associadas ao uso da linguagem. Analisar os principais conceitos e abordagens na produção do conhecimento. Refletir analítica e criticamente sobre o conteúdo dos textos escritos. Desenvolver a produção do texto informativo acadêmico, tais como resumo, resenha e artigo científico. Ampliar capacidade de diálogo em equipe Dominar os processos de investigação, produção e difusão do conhecimento científicotecnológico.

Contextualização
Na perspectiva de produção de leitura e de textos adotada nesta UEA, a linguagem é tratada como trabalho de pesquisa, estudo, planejamento, escritura e reescritura. Esse tratamento se justifica porque consideramos que ler e escrever textos exige apreensão de mecanismos estruturadores da língua, isto é, parafraseando Citelli (1994), exige desenvolvimento de competências para ler nas palavras dos homens as circunstâncias do mundo. Isso significa dizer que a produção de leitura e de textos vai além da estrutura formal, da preocupação com regras gramaticais da língua. É preciso pensar a língua do ponto de vista
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mas apenas a forma não é suficiente para garantir uma boa produção textual coerente e coesa. visando às suas necessidades na vida acadêmica. Você já ativou inúmeras competências e desenvolveu diversas habilidades cognitivas para obter informação em textos escritos em língua portuguesa. todos esses e outros não citados. UEA 2 – A Língua: Uso. Produção de Unidades Linguísticas Nesta unidade. A produção textual. compreensão/ interpretação e análise do texto-base. 1. por ser heterogêneo.1 Resumo O resumo segue-se à esquematização. seja na forma do código escrito. para obter sucesso precisa ser bem elaborada. As discussões se darão em torno do funcionamento do processo de leitura. a cultura. pela existência dessa historicização que o sujeito se faz sujeito. como por exemplo. Trata-se da atividade de produção textual. UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Nesta unidade. Bons estudos! Aula 01 . Nas condições de produção do sujeito estão as experiências por ele acumuladas que caracterizam sua historicização e é. no que diz respeito às habilidades cognitivas envolvidas. pode demonstrar que ela não é uniforme nem única. conforme a situação comunicativa. Você irá conhecer os mecanismos para elaboração de diferentes unidades linguísticas. compreender seu funcionamento no uso efetivo. iremos refletir sobre a língua portuguesa como um sistema que contém várias normas e cujo uso. constituem as condições de produção do sujeito e são determinantes na sua postura ideológica. Variação e Heterogeneidade. de texto e de gramática. a temática é o desenvolvimento de competências e habilidades de produção do texto informativo acadêmico. se assume como sujeito. seja na modalidade oral. a faixa etária. A forma da língua é importante. suas significações em diferentes contextos. o objetivo é desenvolver concepções de leitura.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 2/17 .catolicavirtual. a economia. sem ela a comunicação torna-se deficiente. mas variável. Enquanto esta implica apreensão. www. estudada na unidade anterior. Observe como se caracterizam e de que forma são elaborados.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. aquele ainda exige que tal texto seja sintetizado – é a realização exemplar da capacidade de síntese por parte do intelector. O texto acadêmico com função informativa estrutura-se de acordo com alguns tipos básicos: o resumo. A adequação das formas da língua contribui grandemente para o sucesso dos argumentos que constituem o texto. tais como resumo. resenha e artigo científico. Outros fatores assumem papel vital.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo semântico-discursivo. a resenha e outros tipos de texto acadêmico. ou seja. o regionalismo. UEA 1– Linguagem e Conhecimento Na UEA 1. da importância do conhecimento do léxico e da gramática. social e intelectual. sistematizada e legitimada. Passará agora a ocupar-se com o ato de prestar informação.Os Tipos de Textos Informativos Acadêmicos Vamos iniciar a última etapa desta disciplina.

Othon Garcia. É preciso. verificar a progressão temática do texto. que exclui dados). Isso gera enorme dificuldade para o estudante universitário. também chamado de recensão ou resenha (resumo redigido por especialista. metodologia. Para você conhecer as características sistematizadas do resumo.catolicavirtual. m é todo. já que se assume o discurso do autor. Você deve anotar as ideias principais – os subtemas ou temas das partes.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. te oria. construída com base na expansão e na correlação / conexão das ideias principais. pondo em relevo os elementos de maior interesse e importância. mas não a dos demais aspectos) e o crítico. propósito. C om o de ve se r a linguage m ? C om o de ve se r quanto ao te x to-base ? Q ue tipo de ê nfase pode have r? O que de ve propiciar? 1. não dispensa a leitura completa do mesmo. o informativo/ indicativo (um tipo misto. enumera os tipos de resumo: o indicativo (sumário narrativo. seguidas do reconhecimento das partes (correlacionadas a parágrafos). em que se expõem finalidades. Em síntese. consulte o quadro seguinte. Você já resumiu algum texto? Veja o que dizem as publicações mais conhecidas. SISTEMA TIZA ÇÃ O DA S CA RA CTERÍSTICA S DO RESUMO O que incluir? Incluir ide ias re le vante s: assunto. o que você faz é um resumo crítico. se m re pe tição de frase s lite rais do te x tobase .2 Resenha Este é. Se r obje tiva e im pe ssoal. embora contenha as informações fundamentais do texto. mas você deve utilizar as próprias palavras. re sultados e conclusõe s. A ABNT/NB-88 define o resumo como a apresentação “concisa e frequentemente seletiva do texto de um artigo. com tom impessoal. Enfatizar a contribuição pe ssoal do autor. provavelmente. A rigor. por costume. o tipo de resumo que você mais terá de fazer a pedido de seus professores ao longo do seu curso. Ocorre que. www. por sua vez. você só escreverá uma resenha no dia em que seu resumo crítico for publicado em uma revista. é chamado de Resenha.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 3/17 . que inclui a análise interpretativa). Te r autonom ia te x tual. resultados e conclusões). resumir não é exercício frequente na escola brasileira de nível médio. com identificação do tema e compreensão global do conteúdo. O resumo deve conter períodos completos. se m juízo ou apre ciação crítica sobre m é rito ou falhas. O resumo crítico é uma redação técnica que avalia de forma sintética a importância de uma obra científica ou literária.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Apesar de ser atividade inerente ao trabalho acadêmico. o resumo. sendo frequentemente redigido por outra pessoa que não o autor”. que dispensa a leitura do fundamental – a tese e as conclusões –. Quando um resumo crítico é escrito para ser publicado em revistas especializadas. os professores tendem a chamar de resenha o resumo crítico elaborado pelos estudantes como exercício didático. obra ou documento. Até lá. o informativo (condensação do conteúdo. C onstruir a visão sucinta do assunto e e stim ular a consulta do original. ainda.

identificando: O tema tratado pelo autor O problema que ele coloca A posição defendida pelo autor com relação ao problema Os argumentos centrais e complementares utilizados pelo autor para defender sua posição Uma vez tendo identificado todos esses pontos. em linhas gerais. quanto à sua coerência. deve apresentar: Nos parágrafos iniciais. validade. mas como a resenha é um texto escrito para publicação em revistas especializadas. A conclusão. a utilização de tópicos e subtítulos etc.. os argumentos e ideias secundárias. Este material já é suficiente para fazer um resumo informativo. A resenha (ou resumo crítico) não é apenas um resumo informativo ou indicativo. no final. A resenha pede um elemento importante de interpretação de texto. enfatizando: as ideias centrais do texto. contextualizando o texto que está sendo analisado. autores e ideias sobre o tema em questão. etc. profundidade. a apresentação do conteúdo da obra. apresentando: o assunto/ tema. quantos parágrafos utilizar. Questões como onde escrever o nome do resenhista (se abaixo do título. Para fazer a análise. a quantos centímetros da margem). você deve se certificar de ter feito uma boa leitura do texto. para um resumo crítico. Você só fará uma boa resenha se tiver lido um texto ao menos até a quarta etapa de leitura. Por isso. ou seja. em síntese. a posição do autor diante deste problema. Observe o Exemplo! É bom lembrar que esses passos não são uma norma rígida. a capacidade de relacionar os elementos do texto lido com outros textos. ou seja: uma avaliação das ideias do autor frente a outros textos e autores. uma avaliação da qualidade do texto. E o que é esta análise? Analisar é ampliar o conhecimento. A análise é. Esta é a estrutura usual de resenhas. falta a crítica. a sua análise sobre o texto. O desenvolvimento. tudo isso é definido pela revista que for publicar a resenha. o número mínimo e máximo de linhas. apresentando sua crítica pessoal. alcance. portanto.catolicavirtual. que devem estar retratados no seu esquema do texto. cada revista cria suas próprias regras. certifique-se de ter: Informações sobre o autor. você já tem material para escrever metade do seu resumo crítico. A partir daí você pode escrever um texto que. uma introdução à obra resenhada. na classificação sugerida por Antônio Severino. antes de começar a escrever seu resumo crítico.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 4/17 . Uma boa resenha depende de uma boa leitura. Condições de escrever um texto coerente e com organicidade. originalidade. o problema elaborado pelo autor.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Mas não deixam de estar certos os professores que dizem que resenha não é resumo. suas outras obras e sua relação com outros autores. www. Elementos que contribuam para um debate acerca do tema em questão.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. mas.

br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. Título – deve descrever de forma sintética (poucas palavras) a ideia principal tratada no artigo. Agora resta a você praticar tudo o que aprendeu. Se o professor não se pronunciar. etc. técnicas. Palavras-chave – de três a cinco palavras que sintetizam a ideia central do artigo e que servirão para localizá-lo no caso de busca.catolicavirtual. falar um pouco sobre cada uma das partes integrantes desse gênero textual: 1. Nesta aula você pode compreender melhor os aspectos da produção do texto informativo acadêmico. Anexos podem ser acrescidos quando se julgar necessário. a filiação institucional do (s) autor (es). desde que respeitando a estrutura geral apresentada aqui e as normas de bom senso para redação de trabalhos acadêmicos.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Por isso. É importante remeter aos objetivos propostos no início. métodos. Todas as obras listadas no conjunto de referências devem ser mencionadas no texto. É o momento em que se estabelece necessariamente a intertextualidade. 2. Deve-se indicar. é feita apenas uma revisão bibliográfica aprofundada do tema. assim como livros. Tente incluir referências recentes (do mesmo ano ou do ano anterior) para ilustrar que o tópico é atual e de interesse da comunidade. Vamos. 3. em nota de rodapé. sinta-se livre para decidir como apresentar a resenha. discussão (análise dos resultados. No caso de mais de um autor. 5. a partir das citações diretas ou indiretas de autores e estudos relevantes para o artigo em questão. bom como os objetivos do artigo. O artigo permite que os pares possam recriar as condições de experimentação para que outros possam validar seus resultados. Exposição do tema – procede-se à fundamentação teórica a partir da apresentação dos conceitos já existentes. É o que dará sustentação teórica ao estudo. agora. resenha e artigos. cronograma. indicando a relevância do tema estudado. e não apenas sites da Internet. resultados (coleta de dados). Autor (es) – deve ser feita a indicação do nome completo. comparação com outros estudos). respondendo às questões levantadas. destinado à divulgação. (um resumo crítico. 6. Ao longo da aula foram esclarecidos pontos referentes à elaboração de resumos. Fechamento – Referências Bibliográficas – Siga as normas da ABNT ou as indicações do periódico a que se destina o artigo. 7.3 Artigo O artigo é um gênero textual com autoria declarada que apresenta e discute ideias. sujeita à sua aceitação por julgamento. por meio de periódicos ou de uma publicação científica. No caso específico de artigos de revisão que não apresentam resultado específico de pesquisas ou experimentos no desenvolvimento. 4. 1. deve-se optar pela ordem alfabética ou no caso de estar clara a importância de cada autor (definida pelo esforço empreendido na confecção do artigo). Tente incluir artigos de conferências e revistas. Introdução – Apresenta-se a justificativa. processos e resultados de pesquisas nas diversas áreas do conhecimento. Desenvolvimento – apresentar a metodologia (descrição de métodos. instrumentos. pode-se optar pela indicação do mais importante para o menos importante. destacando as contribuições do trabalho. e vice-versa. sempre que um professor pedir para você fazer uma "resenha". Conclusão – considerações finais a respeito do estudo realizado. Atividades Nesta aula você estudou a produção de textos acadêmicos. 8.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 5/17 . com a indicação de possíveis limitações e/ou possibilidades. técnicas. já que não será publicado) você deve pedir que ele lhe dê esses parâmetros. www.). Resumo – veja as normas para elaboração de resumo dadas nesta unidade.

Em cada caso. que deverá assimilar o conteúdo da mensagem de forma genérica. sintetiza.1 Elementos para uma Boa Decisão Linguística Vamos evidenciar alguns aspectos que precisamos definir quando elaboramos uma mensagem: Que tipo de informação a mensagem contém? Como se dá a interlocução? Quais são os objetivos a atingir. procure definir que tipo de informação ele conterá. de acordo com o que você aprendeu nesta aula. visando atingir a totalidade dos indivíduos. 2. Você deve escolher a que melhor se adéqua ao seu jeito de ser e com a qual você se sinta em segurança. redigir dissertações.2 Considerações do Decisor Você precisa conhecer também o seu interlocutor. pegue aquele esquema que você já fez e o transforme em um resumo. o objetivo do texto em mente. resultados de análises. não apenas reproduz. não ao padrão. Com esses três elementos bem definidos. Um especialista – o professor de uma disciplina. Há casos.Produção de Texto e Decisão O decisor linguístico é o ouvinte/falante capaz de fazer escolhas acerca da adequação ou da inadequação de uma dada forma linguística que intelige (compreende e interpreta) ou produz. Habitua-se à diversidade. por exemplo –. não regras gramaticais. E se surgem dúvidas sobre o www. você transmite informações. elaborar relatórios de experimentos. Nessa situação. monografias. analisa. reuniões. antes de ler ou de redigir.catolicavirtual. Apreende. testes e provas. Conhece princípios linguísticos. vamos ajudá-lo a entender o que é e como se toma essa decisão. necessitará de informações mais específicas e pormenorizadas. ao contrário do leigo. Essa estruturação do texto pode ser mental ou mesmo por escrito. categoria profissional. considerando o contexto? Que recursos dispomos para decidir? Que atitude devemos ter ante a necessidade da decisão? Sempre que você der início à produção de um texto. ao: responder a questões de exercícios. Você fez um esquema na aula anterior. 2. apesar da imprescindível clareza textual. Na vida acadêmica. como um esquema. aplica. Substitui.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo a. teses. Cria. avalia. Para isso. a finalidade do texto determinará o tipo de informação requerida e o registro linguístico adequado. é preciso planejar o detalhamento do que vai ser dito. Sabendo sobre o que se vai falar e a quem. em caso de dúvida. compreende. é necessário ter a finalidade. Nesta aula. independente de sua faixa etária. lembra-se? Agora. classe econômica. em que o público é constituído por interlocutores de diferentes níveis cognitivos e sociais. não memoriza. está na hora de escrever o texto. porém. entre outros. Raciocina.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 6/17 . Aula 02 . convém que o texto seja produzido numa linguagem o mais neutra possível.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. gênero etc.

é.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo português. que compõem parágrafos. Gramáticas – normativas. por ser uma tipologia textual muito solicitada nos trabalhos acadêmicos e fundamental para a reflexão dos estudos feitos ao longo de seu curso. você chegou em casa e vai escrever uma carta para seu filho de 5 anos. Obras de fundamentação teórica – constituem fontes de consulta que sustentam opiniões de especialistas. informando ao diretor da empresa em que trabalha sobre uma viagem de trabalho.catolicavirtual. Os gregos consideravam a linguagem como discurso e era necessidade básica o domínio das regras de uma boa argumentação. dissertativos/argumentativos (teses. empresariais. poéticos (poemas). A persuasão é uma forma de linguagem argumentativa que tem como alvo um auditório particular e a argumentação persuasiva dirige-se a todo ser racional. porém limitam e não substituem outras fontes de referência. Pense que você precisa escrever um texto. encontramos Perelman (1996) que institui a Nova Retórica e a concebe como uma relação discursiva que tem por objetivo convencer ou persuadir. portanto. seja este decisor linguístico. Tal tipologia. domínio esse que definia certo status social e intelectual. que constroem períodos. Agora. bastante explorada na retórica dos filósofos gregos que desenvolviam com destreza a habilidade argumentativa nas exposições públicas. a. contos). descritivas.Produção de Texto Argumentativo Nesta aula trataremos da produção argumentativa. que formam textos. Em pesquisas mais recentes. por meio do conhecimento de suas finalidades e funções linguísticas. é claro. dão segurança. atas). que formam palavras. epistolares (correspondência em geral). que integram orações. etimológicos. são instrumentos de homogeneização da redação institucional. Além dos conhecimentos adquiridos por essas fontes. b. pedagógicas.3 As Consultas do Decisor Você já deve ter experimentado a dificuldade de buscar a resposta a uma dúvida de português. como gramáticas e dicionários. o que é absolutamente natural. tais como: Dicionários convencionais (de significados). Atividades Você estudou sobre a decisão linguística nesta aula.1 O Que é Argumentar Argumentar é uma arte de linguagem conhecida na Antiguidade.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 7/17 . c. que já está dormindo. monografias). Procuramos orientá-lo para perceber a comunicação escrita como algo mais que um conjunto de letras. Aristóteles chamou a argumentação como a arte de persuadir e convencer. jornalísticos. Compare os dois textos que você acabou de escrever e observe quantas decisões foram tomadas para a elaboração adequadas dos dois textos. www. o que fazer?! 2. enciclopédicos. relatando a urgência. você deve reconhecer os diversos tipos de textos: narrativo (romances. 3. Para resolvê-la. de caráter universal. Perelman faz distinção entre persuadir e convencer. descritivos (crônicas. Esperamos que você. ortográficos. acaba por ser fundamental para o desenvolvimento das atividades acadêmicas. relatórios. seja um auditório ou um indivíduo. Aula 03 . são fontes de consulta de Manuais de redação e estilo – governamentais.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. ensaios. aprofundamento. dramáticos (peças teatrais). explicando que vai viajar a serviço. é bastante útil dispor de variadas fontes de consulta. Até os mais experimentados escritores enfrentam essa situação. a partir deste curso.

pelos sujeitos de discurso quando desejam elaborar suas teses. Nas condições de produção do sujeito estão as experiências por ele acumuladas. consideram eles que. nem percebemos que elas estavam ali guardadas.catolicavirtual. É preciso pensar a argumentação do ponto de vista semântico-discursivo. A característica fundamental do texto argumentativo-dissertativo é convencer e/ou persuadir pela linguagem.2 Características do Texto Argumentativo www. muitas vezes. São. a produção argumentativa vai além da estrutura formal. Outros fatores assumem papel vital. como por exemplo. as palavras que escolhe influenciam no resultado da argumentação. 3. e é. torna-se necessário apreender os mecanismos estruturadores da argumentatividade. cultural e de vida. as posições que cada sujeito assume na argumentação e.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 8/17 . que acontecem algumas vezes de forma consciente. junto com ela vêm dados e informações que estão armazenados em nosso cérebro e que. portanto. é preciso pensar no sentido que queremos que nossa produção argumentativa alcance. se assume como sujeito e defende suas posições. A formação do ponto de vista passa também pelo campo das formações imaginárias. se inscrever em posições subjetivas e debater preconceitos. termos e expressões da língua que operam na argumentação.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Ducrot e Ascombre (1983) constatam que a argumentação está na língua. também chamados de operadores argumentativos. ou seja. mas apenas a forma não é suficiente para garantir uma boa produção textual argumentativa coerente e coesa. Essas formações imaginárias são resultados de um efeito de pré-construído. a argumentação se dá em escalas graduais. Segundo esses autores. nem todas as palavras se prestam à argumentatividade. incluem a noção de topos e para eles. a economia. representa dados e informações que se encontram na memória da pessoa e que são revelados explicita ou implicitamente no uso da linguagem. outras vezes. esse fato dá à argumentação um valor semântico profundo. são os predicados (nomes e verbos) e os modificadores (adjetivos e advérbios) que têm força de argumento. Isso significa que a forma de dizer. Esse fenômeno das formações imaginárias permite ao sujeito enunciador que o seu dizer se faça de uma forma e não de outra. toda sua experiência social. pela existência dessa historicizaçao que o sujeito se faz sujeito. Isso significa dizer que quando usamos a linguagem. Para discutir as formações imaginárias Pêcheux (1997) levanta a hipótese de que na estrutura de uma formação social há lugares de representação postos em jogo no processo discursivo e é por meio desses processos que as formações imaginárias funcionam designando os lugares. social e intelectual. 83). Por essa razão. todos esses e outros não citados. antes de se enunciar o sujeito elabora imagens. que caracterizam sua historicização. Toda linguagem é ideologicamente marcada e a ideologia só se manifesta através da linguagem e nem sempre são perceptíveis numa leitura linear. Ducrot e Ascombre. isto é. A construção argumentativa requer a formação de um ponto de vista e isso só se dá a partir do momento que o sujeito se coloca numa determinada posição e é dessa posição na qual se inscreve que ele produzirá seu discurso argumentativo. por isso. ou seja. A forma da língua é importante.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. de forma que na elaboração dos argumentos há sempre um mais forte que predomina e que dá a direção argumentativa para uma conclusão. Para que essa marca identificadora da argumentatividade de um texto entre em funcionamento é necessário também acionar outros mecanismos da linguagem. sem ela a comunicação torna-se deficiente. Para que o sujeito tenha condições de desenvolver competências argumentativas. no desdobramento da Teoria da Argumentação. pela presença do topos. confirmando Gadet (1997) diz: “o que podemos dizer é que todo processo discursivo supõe a existência dessas formações imaginárias” (p. defender suas idéias. a faixa etária. A adequação das formas argumentativas da língua contribui grandemente para o sucesso dos argumentos que constituem o discurso e que o torna argumentativo. inconscientes. a cultura. ou seja. da preocupação com regras gramaticais da língua. constituem as condições de produção do sujeito e são determinantes na sua postura ideológica. o regionalismo.

php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa6… 9/17 . século V antes de Cristo. Os argumentos apresentados podem ser originais (inferências) ou alheios (presença de citações). considerando esses fatos. deste modo. porém. apoiada em argumentos. que criou a organização do texto por partes e até hoje. a seguir.. é esse o modelo que produz maior efeito e que demonstra com mais clareza os objetivos a que ele se propõe. assim. Situa e discute. Apresenta uma tese.3 Como se Organiza o Texto Dissertativo/Argumentativo Como você já sabe. desse modo. um outro lado da questão é. desenvolvimento e conclusão. foi Aristóteles.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Veja.catolicavirtual. Etapa contextual ou pragmática Considere a finalidade do texto que vai ser escrito Para defender um ponto de vista Opor-se a uma ideia corrente Para modificar ideias e opiniões Estabelece-se aqui o tom do texto Balizando o desenvolvimento do texto Em função do tempo que se dispõe para produzi-lo Do espaço e do público para o qual o texto se destina Etapa textual Estabelecer um plano: listar tópicos Arquitetura: sempre válida a observação aristotélica de que um discurso deve apresentar começo. a conclusão sempre aparecerá em decorrência do que se disse antes (assim.). como vemos. A produção do texto argumentativo deve ser feita por etapas: Etapa intertextual Considere o universo de informação que possui sobre o assunto Todo texto tem um antecedente em relação ao qual ele toma posição Aqui se resgata seu conhecimento de mundo. em consequência disso. o que comprova.. as principais características que envolvem a argumentação: Exposição e a argumentação simultâneas daquilo que o autor pensa sobre determinado assunto. Entretanto.).br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. Vamos aqui relembrar o que esse grande filósofo nos ensinou: Introdução É o ponto de partida Roteiro do que se lerá Lança mão de recursos que podem despertar o interesse do leitor www. O texto de opinião sempre estabelece relações lógicas (mas. para melhor fundamentar a própria tese. 3... aponta a conclusão Tenta persuadir/convencer o leitor. Um bom texto argumentativo sempre apresenta o outro lado da questão.

mas porque substituem a reflexão. mas deve haver relação lógica entre eles (elementos coesivos) Conclusão Retoma o que foi dito e expõe uma avaliação do que foi discutido Deve ser bem produzido linguisticamente. portanto. Observe que são elementos que dão sustentação ao texto: Argumento de autoridade É a citação de autores renomados Autoridades num certo domínio do saber Corrobora uma tese Argumento baseado no consenso Exemplo: Os investimentos em pesquisa são indispensáveis. cada parágrafo trata de uma nova ideia.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Formula uma tese Lança uma afirmação surpreendente Justifica ou refutar Propõe uma pergunta que será respondida ao longo do texto Desenvolvimento Organização criteriosa das ideias. indiscutíveis e que não precisam ser desenvolvidos com mais cuidado O lugar-comum apenas repete Evite gírias Não se deixe envolver por emoções exageradas www. coesão. isto é. A seguir.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 10/17 . Você já estudou. Pode carregar ideologias implícitas). nesta disciplina. chavões. listamos pequenos detalhes que fazem a diferença em sua produção: Não se deve escrever em um texto argumentativo: clichês. pois já são conhecimentos prontos. a riqueza e a pertinência vocabular. a correção gramatical e o estilo. daquele que se enuncia. Argumentos baseados em provas concretas É importante sempre apontar fatos que reforcem a sua opinião.catolicavirtual. A palavra depois de proferida não volta. para um país superar sua condição de dependência. (Obs. Alguns cuidados que se deve ter na produção argumentativa: Escrever sempre requer cuidados. 3. Frases-feitas eliminam qualquer possibilidade de argumentação. correção gramatical são muito importantes. conceitos. observando a boa construção sintática. principalmente. argumentos Analisam-se relações de causa-efeito No geral.4 Recursos para Convencer A boa produção argumentativa se utiliza de recursos que bem usados se tornam grande aliados do argumentador. saber escolhê-las é uma virtude que devemos cultivar. que atrapalham o texto Não por trazerem expressões comuns a diferentes tipos de textos. que elementos como coerência. no texto escrito. informações.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index.

TEZZA. 2012.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. Joaquim Mattoso.pdf. Nova gramática do português contemporâneo. elas estabelecem todas as nossas relações e nossos limites [. acrescentando o que aprendeu nesta aula. Tradução de Antonio Dimas. 2001. não podemos dizer que falamos tudo. Manual de expressão oral e escrita. mas é possível dizer que o que foi dito a você. Releia os dois textos que você escreveu na aula anterior. 86 p. é suficiente para que você possa elaborar seus textos com mais segurança e conhecimento. Nesta aula você teve a oportunidade de constatar que com organização e alguns cuidados é possível elaborar um bom texto argumentativo. ed. ed. Argumentação e Topoi argumentativos. DUCROT. p. 1989. CARLOS.124 p. 1977. 2006. a. Vozes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Veja se no texto escrito para seu filho você foi claro o suficiente para que ele compreenda sua ausência.]. 1979. Petrópolis. São Paulo: Perspectiva. Vozes. CHEMIN. Roland. Beatris Francisca.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Redija um texto com sobriedade Evite muitos adjetivos Evite repetições de palavras Ideias mal concatenadas levam à fuga ao tema e a incoerência textual Os estudos sobre a linguagem existem há séculos e ainda há muito por se descobrir.univates. trazemos uma interessante observação feita por Faraco e Tezza. São Paulo: Summus Editorial Ltda. você terá competências e habilidades para melhor usar e aproveitar as possibilidades que nossa língua nos oferece. Estrutura da língua portuguesa. Com as orientações que recebeu nesta disciplina. ela está presente em todas as nossas atividades.. 2007. 1996. DAVIS. 20. b. 2001.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 11/17 . 25. caro estudante. ASCOMBRE. A comunicação não verbal. CUNHA. Acesso em: 18 jul. GARCIA. Nos dois casos. portanto.br/files/files/univates/manual/Capitulo1. Eduardo. CAMARA JR. 164 p. Petrópolis. Chegamos ao final desta aula.. 9). O prazer do texto. c. Atividades Esta foi a aula em que você aprendeu mais sobre textos argumentativos. no livro “Prática de Texto”: A língua é uma das realidades mais fantásticas de nossa vida.O mundo inteiro é um gigantesco bate-papo (FARACO. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever. FRANCHI. Othon M. Disponível em: http://www. Para encerrar a aula. Mas o que é mesmo “gramática”? São Paulo: Parábola Editorial. In: GUIMARAES. sobre sua viagem de trabalho e confira se usou argumentos suficientes para convencer seu diretor a autorizar sua saída. nós vivemos entrelaçados (às vezes soterrados) por palavras. Celso. 748 p.. refaça os textos.. www. direção da edição de Fanny Abramovich.catolicavirtual. Luís Felipe Lindley. ______. ed. aprendendo a pensar. Jean Claude. 2. Campinas: Pontes. Referencias BARTHES. Oswald. Manual da Univates para trabalhos acadêmicos. História e sentido na linguagem. CINTRA. Flora.

citações. 2001. críticas. Argumentação e linguagem. 180 p. PUC/RJ.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 12/17 . “Interação médico-paciente”. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Chaïm. pp. Marcelo (Org. 1988. Mecanismo de simplificação em registros especiais do português. Paulo. MATOS. São Paulo.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo 21. São Paulo. Mimeo. São Paulo: Martins Fontes. São Paulo: Contexto. 1996. Redação científica: a prática de fichamentos. perspectivas da lingüística: bibliografia.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. Denise de A. Metodologia do trabalho científico. DF: UNESCO. Aspectos do Baby Talk no Português. resumos. Edison. In: DASCAL. Francisco Gomes de. 118 p. Mimeo. 1996. OLIVEIRA. Disponível em: http://alb. PECHEUX. 1997. Campinas: Editora da Unicamp. Ingedore G. ______. GRICE. MORIN. NOVO MANUAL DA REDAÇÃO. 201 p. 4.com. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Edgar. Michel. ed. ed. Brasília: Cespe – Finatec / UnB. 2002. Todo mundo tem dúvida. A coerência textual. Antônio J. São Paulo: Cortez. 2. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. 1992. Brasília. 1990.. Mimeo. 2003. Pedagogia da positividade: comunicação construtiva em português. de Francisco Gomes de Matos”: recensão. 1984.br/arquivomorto/edicoes_anteriores/anais15/alfabetica/LeottiMariaJose. resenhas.catolicavirtual. De peito aberto: uma forma de ler os fenômenos da linguagem. São Paulo: Cortez. In: Revista Internacional de Língua Portuguesa. 17. MEDEIROS. Rio de Janeiro: FGV Editora. ______. ed. “Pedagogia da positividade: comunicação construtiva em português. 301 p. A coesão textual. JORGE. ed. São Paulo: Contexto. 1995. UFPE. 540 p. ______. Glossário A Analogia Comparação. 1989. Tese de Doutorado. SEVERINO. ed. Porto Alegre: Sagra. “Lógica e conversação”. 1997. Associação das Universidades de Língua Portuguesa. MARTINS. KOCH. 3. ______. 2012.). No prelo. BARRETO. Argumentação Apresentação de provas a favor ou contra uma proposição anteriormente enunciada. 10p. TRAVAGLIA. PERELMAN. ______. ______. 1998. Lisboa. 98 p. Curso de Introdução à análise do discurso. 21. julho de 1997. Lina Sandra. São Paulo: Atlas. 132 p. Programa de educação continuada – Língua Portuguesa: compreensão e interpretação textual – Módulo 1. C. analogias ou outros recursos de retórica. ______. Recife: Editora Universitária. 331 p. Herbert Paul. inclusive você. L. se você tem peito. UFRJ. 2000. www. Maria José. utilizando-se de exemplos. V. 127 p. LEOTTI. UnB. Folha de S. Brasília. Texto impresso e CD-ROM. Campinas: Unicamp. Pragmática: Problemas. Esta e muitas histórias de todo dia: contos e crônicas. Lurdes Tereza L. João Bosco. 1991. C. 1996. Acesso em: 18 jul. 165-166.htm. Tratado da argumentação: a nova retórica. Contexto. Brasília. 1982. Dissertação de Mestrado.

apreciação minuciosa. em que ocorre interação linguística. decifrar. de perceber o significado de algo. mas não no português de Portugal. pois os falantes estão sempre decidindo. ortografia. Desempenho Nível de ação de um falante da língua. com base em provas ou razões íntimas. Dependendo do contexto. seja ela positiva ou negativa. objeto. Por isso. Dissertação Tipo de texto em que o raciocínio. e é constituído de dados comuns ao emissor e ao receptor. simultaneamente. Cooperação Atuação. Cognição Processo ou faculdade de se adquirir um conhecimento. situação etc. em especial as de caráter artístico ou literário. Deriva Encadeamento de mudanças ocorridas numa dada língua. C Cena enunciativa Aquela em que há pessoas que conversam.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 13/17 . simultaneamente. etimologia. para determinar o significado de um termo.catolicavirtual. Contexto O conjunto de condições de uso da língua. o comportamento linguístico e o social. sem deixar margem a dupla interpretação. além das definições. que envolve. Compreensão Faculdade de entender.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. ou de certas áreas específicas desta língua.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Assertividade Característica da sentença que declara inteiramente a sua mensagem. de conhecer algo. contribuir com trabalho. Avaliação Processo pelo qual se define o valor de algo. pela avaliação. Esse é um processo contínuo nas situações de comunicação oral e escrita. ambiente. maneira de agir em relação a pessoa. Dicionário Compilação completa ou parcial dos vocábulos de uma língua. geralmente em ordem alfabética e que fornece. D Decodificar Mudar de um código para o outro. que ocorre no português do Brasil. Contexto O ambiente em que se dá a comunicação e que envolve. para um mesmo fim. o grau de adequação que este consegue alcançar quando fala ou escreve. Atitude Comportamento ditado por disposição interior. Como exemplo. esforços. julgamento. pronúncia. www. auxílio. interpretar o sentido de uma mensagem. classe gramatical. juntamente com outros. informações sobre sinônimos. colaboração. Convicção Crença ou opinião a respeito de algo. o comportamento linguístico e social. quais elementos linguísticos serão usados em cada situação. as situações de comunicação são alteradas. Crítica Arte ou faculdade de examinar/julgar obras. temos o uso do pronome oblíquo no início das frases: "Me dá isso". é necessário conhecer o contexto em que está inserido. compreender. a exposição e a argumentação ganham papel de destaque. que seguem uma direção bem definida. antônimos. ou como resultado da influência ou da persuasão de outrem. bem como sua validade dentro de determinadas situações.

organização das partes. calabrês). siciliano. Exemplificação Uso do exemplo como recurso de retórica e argumentação. de um termo pertencente a outra língua. o gaúcho etc. dialeto. de uma vila etc.ex..). próprio de uma área mais ampla (p. qualquer variedade linguística coexistente com outra e que não pode ser considerada uma língua (p. dialeto. Estrutura Organização. desvio do caminho. estrutura.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. modalidade regional de uma língua que não tem literatura escrita. o dialeto caipira. parte de um discurso ou discurso (oral ou escrito) em associação com o contexto. tais como cores. tal como se fosse parte do léxico da língua receptora. tem-se o falar regional. de silêncios (expressão oral). linguajar. aquilo que dá sustentação (concreta ou abstrata) a alguma coisa. dimensões. Economia Dispêndio exato de esforço linguístico na produção de um enunciado.].php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 14/17 .: o falar nordestino) e o falar local. variedade regional de uma língua cujas diferenças em relação à língua padrão são tão acentuadas que dificultam a intercomunicação dos seus falantes com os de outras regiões (p. ex. o catalão. Erro Ato ou efeito de errar. Formal www. Estrangeirismo Palavra ou expressão estrangeira usada em um texto. F Falar Variedade de uma língua peculiar a um quadro geográfico.embora ainda não esteja incorporada a este. o galego etc. posições. variedade de língua (com características específicas na sintaxe e no léxico) que caracteriza um determinado grupo sociocultural. sendo predominantemente oral. o nordestino.. não é língua oficial de nenhum país (p.. seja de seres concretos ou abstratos e onde ocorre a predominância de substantivos. agregação. segmento produzido por um falante numa determinada língua delimitado por certas marcas formais: de entonação. o do vale do Paraíba. reunião de elementos que compõem um todo e a sua inter-relação com este todo. embora tenha literatura escrita. rede de associações que se constroem a partir de correlações e oposições entre os elementos linguísticos. engano. língua que. Dialeto Conjunto de marcas lingüísticas de natureza semântico-lexical. fala – o carioca. incorreto. Ética Estudo da moral e das regras de bem proceder. armação. restrito a dada comunidade de fala inserida numa comunidade maior de usuários da mesma língua. em função de algo de cunho genérico e global.. juízo ou julgamento em desacordo com a realidade observada. de pontuação (expressão escrita). textura.ex. o basco. Empréstimo Incorporação. que não chegam a impedir a intercomunicação da comunidade maior com a menor [O dialeto pode ser geográfico ou social. disposição e ordem dos elementos essenciais que compõem um corpo (concreto ou abstrato). texto que usa a língua para compor uma imagem. próprio de uma cidade. ao produzir um enunciado num dado contexto comunicativo. gênero etc. adjetivos e advérbios. arcabouço.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Descrição Tipo de texto que se caracteriza pela predominância dos aspectos referentes à forma.). Enunciado Frase. E Enunciação Ato individual de utilização da língua pelo falante.ex. morfossintática e fonéticomorfológica. ao léxico de uma língua.catolicavirtual. qualidade daquilo que é inexato.: no português do Brasil.

língua pré-histórica hipotética que os linguistas e filólogos do século XIX reconstituíram em seus estudos e que teria sido a protolíngua da família indo-europeia. explicação. informe. o báltico.catolicavirtual. Intertextualidade De textos ou de partes de textos preexistentes de um ou mais autores. relatório. ou composto de partes ou elementos de diferentes naturezas. o germânico e o celta. indicação. o itálico. um grupo social etc. I Informação Ato ou efeito de informar(-se). de um diálogo.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Relativo à forma de um vocábulo ou de uma estrutura linguística. notícia. isto é..php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 15/17 . faladas em parte da Ásia e em grande parte da Europa. muitas vezes. que não tem unidade. L Léxico O repertório total de palavras existentes numa determinada língua. relação de palavras empregadas com sentido diferente do da língua comum. ele "funciona" dentro do sistema da língua. o albanês e o armênio. Interpretação Determinação do significado de uma mensagem. bem como à maneira usada para organizar os elementos dentro de um enunciado. no sentido de ser coerente. Contém vários ramos. tais como o indo-iraniano. Lógica Parte da filosofia que estuda os processos intelectuais pelos quais se adquire o conhecimento. função. elemento ou sistema capaz de ser transmitido por um sinal ou combinação de sinais pertencentes a um repertório finito. Interlocutor Cada uma das pessoas que participam de uma conversa. o tratamento e a difusão de notícias junto ao público. conjunto de conhecimentos reunidos sobre determinado assunto. entendimento. Institucional Relativo à estrutura material e humana que serve à realização de ações de interesse social ou coletivo. Intelecção Ação ou processo de entender. entendimento. do que pode ser interpretado em seu sentido denotativo. comunicação ou recepção de um conhecimento ou juízo. Indo-europeu Tronco ou família de línguas aparentadas. Funcional Relativo à função que um determinado componente linguístico ocupa dentro do texto. conjunto de atividades que têm por objetivo a coleta. informe escrito. vocabulário. Diz-se que “é lógico”. H Heterogeneidade Qualidade daquele que possui natureza desigual e/ou apresenta diferença de estrutura. o conhecimento obtido por meio de investigação ou instrução. encadeado. não é uniforme. esclarecimento. verdadeiro. leitura. informativo.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. o grego. compreensão. (diz-se de qualquer coisa em comparação com outra). fato de entender. ou que é constituído por elementos variados. distribuição etc. comunicação. isto é. cada uma das pessoas envolvidas num ato linguístico. com as respectivas explicações. acontecimento ou fato de interesse geral tornado do conhecimento público ao ser divulgado pelos meios de comunicação. de que resulta a elaboração de um novo texto. que provém de uma instituição. Literalidade Qualidade do que é literal. Dizemos que um termo é funcional quando desempenha um papel importante na construção do significado. www. ou relação das palavras usadas por um autor.

catolicavirtual. Neologismo Palavra nova.: Apesar de toda a riqueza material que caracteriza os países de primeiro mundo.php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 16/17 . Pronunciamento O que resulta do ato de fala ou escrita.). além do significado literal. manifestação de um discurso oral ou escrito. Metas Objetivos que se procura atingir a médio ou longo prazo. as figuras dos indigentes e dos marginais. como inesperado dentro do contexto. Período Conjunto de orações. permitindo que o ouvinte interprete o enunciado do seu interlocutor. ainda podese ver. entre falantes.). R Recepção O ato de receber a mensagem e que corresponde à parte final da transmissão da mesma.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index. que leva à certeza. Relatório Tipo de texto geralmente utilizado no meio técnico-científico. à segurança. como um convite para que alguém se retire etc. N Narração Tipo de texto que privilegia a seqüência dos fatos de uma história. em inúmeras de suas cidades. levando em conta fatores linguísticos e não linguísticos. como tradição e valores socioculturais (prestígio. após a realização de pesquisas bibliográficas e/ou de campo. levando em conta.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo M Monografia Tipo de texto acadêmico-científico no qual se discorre com profundidade a respeito de um único assunto. cabe ao interlocutor/destinatário. Ex. A ordem e a maneira de se apresentar os fatos interferem diretamente na qualidade da narrativa. criada a partir dos mecanismos aceitáveis pelo padrão do idioma. elegância. estética etc. S www. Pode ser feita em ordem cronológica ou não. no qual se enumeram e descrevem as etapas de procedimentos e se analisam os resultados de um experimento. tudo o que é de uso corrente numa língua relativamente estabilizada pelas instituições sociais. elementos da situação e a intenção que o locutor teve ao proferi-lo (por exemplo: o enunciado "você sabe que horas são?" pode ser interpretado como um pedido de informação. analisando-o sob diversos aspectos. Norma Preceito estabelecido na seleção do que deve ou não ser usado numa certa língua. (ver processos de formação de palavras) O Oração Frase ou segmento de frase que contém um verbo. Positividade Qualidade do que é positivo. Pragmática A parte da teoria do uso linguístico que estuda os princípios de cooperação que atuam no relacionamento linguístico entre o falante e o ouvinte. P Paradoxo Aquilo que se apresenta como contradição.

php?_s=9a43e7d25b53a495b1ac97fa… 17/17 . intelectualmente organizado. qualidade do que apresenta semelhança. semântico) que integradamente formam a estrutura da língua como um todo . Sintaxe Parte da gramática que estuda as palavras como elementos de uma frase. em oposição a sua forma.24/05/13 (Versão para impressão) UEA 3 – Produção do Texto Informativo e Argumentativo Silogismo Proposição filosófica que se baseia no encadeamento das premissas. U Unidade linguística Qualidade daquilo que é uno. fornecendo explicação para uma grande quantidade de fatos. conjunto das redes de relações pelas quais uma língua se organiza e se estrutura. morfológico. ou convicção. forma um todo dentro de uma estrutura maior. das partes de uma proposição. concretos ou abstratos.catolicavirtual. por si. T textualidade: Conjunto de características que garante a um enunciado lingüístico a condição de “texto”. ideologia. as suas relações de concordância. qualquer conjunto natural constituído de partes e elementos interdependentes. V Variação Flexibilização na forma de apresentar uma palavra. que não pode ser dividido. conjunto de idéias logicamente solidárias. Semântico Relativo ao significado. ou seja. sintático. www. Sintática Relativo à sintaxe. sem obedecer totalmente à norma padrão. harmonia ou coerência com outros elementos da mesma espécie. Pedro nasceu no Brasil. conjunto concebido pelo espírito (como hipóteses. teoria. estabelecendo relações de causa e conseqüência e de conclusão: Quem nasce no Brasil é brasileiro. de subordinação e de ordem. tese. Sistema Conjunto de elementos. distribuição de um conjunto de objetos numa ordem que torna mais fácil sua observação e estudo. cada parte estruturada que. conjunto dos sistemas parciais ou subsistemas (fonológico. Simetria Semelhança entre duas metades de um todo. crenças etc. doutrina. teoria. unidos por um fundamento.) de objetos de reflexão. Pedro é brasileiro. mas sem se tornar inaceitável linguisticamente. consideradas nas suas relações. Logo. conjunto de regras ou leis que fundamentam determinada ciência. uma expressão ou uma estrutura. Semântica Ramo da linguística que se ocupa do estudo da significação do significado das palavras.br/conteudos/graduacao/disciplinas/cursos_presenciais/lingua_comunicacao/html/uea_03/index.

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