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Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Transistores Bipolares - Breve História

A Lâmpada de Thomas Edson serviu para seu colega e também cientista J. A. Fleming, fazer pesquisas e descobrir um dispositivo que ficaria conhecido como Válvula Termiônica.

Lee de Forest, inventor norte-americano, em 1906 acrescenta um terceiro eletrodo (grade) à válvula de Fleming. A utilidade dessas válvulas como geradoras, amplificadoras e detectoras ganharam popularidade. Em 1910, transmitiu a voz do maior tenor de todos os tempos, Caruso. Mas só com a primeira Guerra Mundial sua invenção tornou-se amplamente utilizada e foi produzida em larga escala.

Os sinais de transmissão de rádio são muito fracos e antes da válvula triodo, as transmissões só poderiam ser ouvidas com fones de ouvido. Com a válvula triodo, era possível ouvir as transmissões com alto falantes e com bom volume, bastando aplicar uma pequena tensão ao eletrodo da válvula chamado grade de controle.

Mesmo com os aperfeiçoamentos das válvulas, as mesmas padeciam de alguns inconvenientes:

das válvulas, as mesmas padeciam de alguns inconvenientes: eram grandes, frágeis, gastavam muita energia devido ao

eram grandes, frágeis, gastavam muita energia devido ao uso de um filamento aquecido para emitir elétrons, além de ocuparem muito espaço.

Devido a esses problemas, em 1948, a Bell Telephone anunciou a descoberta de um componente capaz de fazer as mesmas coisas que a válvula era capaz de fazer, sem os problemas das válvulas, além disso, eram muito pequenos e consumiam pouca energia em relação a uma válvula.

Veja na Fig. 1, a comparação entre dois tipos de válvulas e os transistores atuais.
Veja na Fig. 1, a comparação entre dois tipos de válvulas e os transistores atuais.
Fig. 1
Válvula de
Lee de Forest

Cap. 3

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Funcionamento do transistor bipolar

Na Fig. 2 é exibida a estrutura e símbolo do transistor bipolar.

Fig. 2
Fig. 2
exibida a estrutura e símbolo do transistor bipolar. Fig. 2 Este tipo de transistor é chamado

Este tipo de transistor é chamado bipolar, porque há a circulação de duas cargas de polaridades opostas, além de possuírem também duas junções, semelhantes a dois diodos ligados em oposição conforme podemos analisar na Fig. 3.

Fig. 3
Fig. 3
em oposição conforme podemos analisar na Fig. 3. Fig. 3 O transistor bipolar tem três terminais:

O transistor bipolar tem três terminais:

BASE (B): geralmente usado como elemento de controle, COLETOR (C) e EMISSOR (E):

eletrodos de saída, onde uma carga pode ser controlada pelo eletrodo de base. Pequenas tensões e correntes aplicadas à base controlam correntes e tensões bem maiores entre coletor e emissor. Por isso o transistor é um componente amplificador ou ativo.

As válvulas eram típicas amplificadoras de tensão, porque o eletrodo de controle (grade) consumia o mínimo (quase zero) de corrente. O transistor bipolar é um típico amplificador de corrente, porque a base consome uma pequena corrente.

Cap. 3

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Polarizando o transistor bipolar

O transistor para funcionar corretamente precisa ser corretamente polarizado, ou seja,

precisamos estabelecer tensões adequadas a cada eletrodo do transistor.

Fig. 4
Fig. 4
Fig. 5
Fig. 5

O diodo base emissor é polarizado diretamente e o diodo base coletor é polarizado

reversamente. A Fig. 4 mostra o funcionamento do transistor NPN. Note os sentidos das correntes de

do transistor NPN. Note os sentidos das correntes de base e coletor (sentido convencional). Para o

base e coletor (sentido convencional). Para o PNP, o funcionamento é o mesmo, bastando apenas inverter as polaridades conforme podemos ver na Fig. 5.

Funcionamento do transistor amplificando correntes e tensões contínuas

Estudaremos inicialmente o funcionamento do transistor amplificando correntes e tensões contínuas.

Fig. 6

O

CORTE

REGIÃO LINEAR

SATURAÇÃO

transistor pode ter sua base polarizada de três modos:

transistor pode ter sua base polarizada de três modos: Fig. 6 analisa essa situação. Transistor cortado.

Fig. 6 analisa essa situação.

polarizada de três modos: Fig. 6 analisa essa situação. Transistor cortado. A Para verificar o estado
polarizada de três modos: Fig. 6 analisa essa situação. Transistor cortado. A Para verificar o estado
polarizada de três modos: Fig. 6 analisa essa situação. Transistor cortado. A Para verificar o estado

Transistor cortado.

A

Para verificar o estado de corte deverá ser usado um multímetro com a chave seletora de funções chaveada para uma tensão maior do que a da fonte.

Vbe (tensão entre base e emissor) < 0,6V. Vce (tensão entre coletor e emissor) = tensão da fonte ou próximo. Se você lembrar-se das características de uma associação em série de resistores, onde a maior tensão é medida nos extremos do resistor de maior resistência, a compreensão do fenômeno ficará mais clara. Nesse último caso analisado, o transistor se comporta como um resistor aberto, toda tensão da fonte (B1) estará sobre o coletor do transistor.

Cap. 3

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Transistor na região ativa ou linear Fig. 7.

Fig.7
Fig.7

Com o cursor do potenciômetro mais ou menos na metade do giro volte a medir a tensão de base que deverá estar em aproximadamente 0,6V. Meça em seguida a tensão no coletor não se esquecendo de chavear o multímetro para uma escala de tensão DCV maior do que a fornecida pela fonte. Agora, a tensão no coletor apresenta um valor aproximadamente = metade da tensão da fonte (1/2 de B1). Concluímos que a resistência entre coletor e emissor reduziu permitindo a passagem de maior corrente (lei de Ohm) em RC. Pequenas variações na tensão e corrente de base provocam variações maiores e proporcionais na tensão e corrente de coletor indicando o efeito da amplificação (aumento) provocado pelo transistor. Esse aumento ou amplificação é conhecido tecnicamente pelo nome de GANHO do transistor e é representado por hFE ou β, nos manuais de transistores.

representado por hFE ou β, nos manuais de transistores. Se no lugar de RC tivéssemos outra
representado por hFE ou β, nos manuais de transistores. Se no lugar de RC tivéssemos outra
representado por hFE ou β, nos manuais de transistores. Se no lugar de RC tivéssemos outra

Se

no lugar de RC tivéssemos outra carga como uma lâmpada ou um motor, poderíamos

outra carga como uma lâmpada ou um motor, poderíamos controlar linearmente o brilho ou velocidade do

controlar linearmente o brilho ou velocidade do motor. Um controle linear significa controlar de modo

suave, ao contrário das chaves mecânicas que alteram a velocidade do motor de forma abrupta, passando de uma menor velocidade para uma maior imediatamente.

Transistor saturado

Para uma tensão de base maior do que 0,6V (>0,6V) mediremos no coletor do transistor uma tensão 0 V. Isto indica uma resistência entre coletor e emissor próxima de zero, como se ligássemos um fio entre coletor e emissor, deixando passar toda a corrente da carga (RC). Quando o transistor está polarizado na região de saturação, a corrente entre coletor e emissor é descontrolada, só limitada pela resistência da carga, além disso, não será possível controlar a corrente da carga, ou seja, pequenas variações da tensão de base para mais não alteram o ganho (amplificação) do transistor e conseqüentemente a carga funciona em sua máxima potência, veja Fig. 8. Só será possível voltar a controlar a carga quando reduzirmos a tensão de base em torno de 0,6V, voltando à região linear.

ou

características para o transistor bipolar é visto na Fig. 9.

para o transistor bipolar é visto na Fig. 9. O gráfico simplificado, onde são demonstrados esses

O gráfico

simplificado,

onde

são

demonstrados

esses

três

estados

de

polarização

IC = VCC / RC Fig. 9
IC = VCC / RC
Fig. 9
Fig. 9. O gráfico simplificado, onde são demonstrados esses três estados de polarização IC = VCC

Fig.8

Fig. 9. O gráfico simplificado, onde são demonstrados esses três estados de polarização IC = VCC

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No gráfico, quando a tensão de base atinge o ponto de saturação, Ic/ß não varia e é representada essa não variação por uma linha horizontal sem fim. Enquanto a região linear fica mais ou menos no centro entre o corte e a saturação. Ic representa a corrente de coletor e ß (beta) representa o ganho ou hFE. O hFE representa quantas vezes um transistor amplifica. Se por exemplo, aplicarmos uma corrente de 1 mA na base e medirmos uma corrente de 100 mA no coletor, dizemos que esse transistor tem ganho 100 ou seu hFE é 100. Essas três modalidades de funcionamento são muito importantes para o desenvolvimento de circuitos eletrônicos.

O transistor polarizado no corte ou saturação funciona como chave eletrônica, liga (saturado)

ou desliga (corte). A chave eletrônica (liga desliga) é muito usada na eletrônica digital. Em um circuito digital, os sinais elétricos são constituídos por sequencias de pulsos em forma de código binário, onde só são permitidos dois valores: 0 V ou a tensão máxima da fonte.

A região linear é usada pela eletrônica linear ou analógica, porque alguns fenômenos físicos luz

som, temperatura, pressão, entre outros, são fenômenos lineares e só podem ser captados por dispositivos especiais chamados sensores ou transdutores.

dispositivos especiais chamados sensores ou transdutores. Os aparelhos eletrônicos atualmente usam a eletrônica

Os aparelhos eletrônicos atualmente usam a eletrônica digital para processarem os sinais digitalmente devido à maior rapidez e eficiência, porque só há dois níveis de tensões diferentes, enquanto um processamento analógico apresenta vários níveis de tensões diferentes. Porém, se precisarmos ver ou ouvir esses sinais digitais, os mesmos terão que ser transformados para analógicos.

Na Fig. 10 vemos duas formas de onda. A da esquerda representa um sinal digital com suas variações abruptas, e a da direita temos a representação gráfica de um sinal analógico com suas variações suaves.

gráfica de um sinal analógico com suas variações suaves. Fig. 10 Identificação de terminais do transistor
gráfica de um sinal analógico com suas variações suaves. Fig. 10 Identificação de terminais do transistor
gráfica de um sinal analógico com suas variações suaves. Fig. 10 Identificação de terminais do transistor
Fig. 10
Fig. 10

Identificação de terminais do transistor bipolar

Para trabalharmos com transistores precisamos identificar seus terminais de base, coletor e emissor. Existem milhares de transistores de tipos diferentes e apresentando a posição dos terminais de forma diferente. Para não haver confusão é preciso ter sempre um manual de transistores. A Fig. 11 exibe alguns tipos de transistores dos mais usados e as posições de seus terminais.

de transistores. A Fig. 11 exibe alguns tipos de transistores dos mais usados e as posições
de transistores. A Fig. 11 exibe alguns tipos de transistores dos mais usados e as posições

Fig. 11

de transistores. A Fig. 11 exibe alguns tipos de transistores dos mais usados e as posições

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Transistor amplificador de pequenos sinais variáveis ou alternados (AC).

Para que o transistor funcione corretamente é preciso estabelecer tensões contínuas fixas, isto é, não variáveis em intensidade e que não invertam a polaridade como acontece com as fontes de tensão alternada disponíveis nas tomadas de nossas casas. Se usarmos a rede de energia alternada 110 ou 220 VAC precisaremos primeiramente retificar e filtrar a tensão, para transformá-la em tensão contínua pura para posteriormente aplicarmos aos circuitos eletrônicos.

Vimos como os transistores amplificam tensões e correntes contínuas. É possível também, amplificarmos sinais variáveis, que contêm algum tipo de informação, por exemplo, os obtidos a partir

de microfones. Os microfones são chamados de transdutores porque transformam a energia sonora em tensões e correntes muito fracas de mesma freqüência. Se ligarmos um microfone direto a um alto- falante, nada seria ouvido, O alto-falante é um transdutor de potência capaz de transformar energia elétrica variável (AC) em ondas sonoras. O transistor amplifica (aumenta) esses sinais muito fracos de modo a se obter a potência necessária para ser aplicada a um alto-falante.

Fig. 12
Fig. 12

Um transistor amplificando um sinal variável (AC) captado de um microfone, por exemplo, é visto na Fig. 12.

captado de um microfone, por exemplo, é visto na Fig. 12. O sinal alternado fraco aplicado
captado de um microfone, por exemplo, é visto na Fig. 12. O sinal alternado fraco aplicado

O sinal alternado fraco aplicado à base se mistura com a polarização contínua do transistor (+VCC) e sendo a tensão e corrente de polarização fornecido pela fonte bem maior, o resultado é um reforço do sinal extraído no coletor. Há também uma inversão da fase (polaridade) do sinal, porque ao chegar um semiciclo positivo do sinal à base do transistor, esse semiciclo faz o transistor conduzir mais e como conseqüência o transistor deixa passar mais corrente no coletor reduzindo a resistência do mesmo. Com isso, a tensão no coletor reduz e o resultado é a inversão de fase do sinal que entra positivo e sai negativo. Também há inversão quando o sinal entra negativo e sai positivo, porque agora, para um sinal negativo na base o transistor conduz menos aumentando a resistência do coletor. Esse aumento faz a tensão do sinal amplificado e misturado à tensão de polarização aumentar.

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Configurações com transistores

Os transistores podem ser encontrados nos circuitos eletrônicos amplificando sinais de três modos: EMISSOR COMUM, COLETOR COMUM, BASE COMUM. Esses modos de operação são chamados tecnicamente de configurações com transistores. O esquema simplificado da configuração em emissor comum é visto na Fig. 13. O sinal entra entre base e emissor e é retirado entre coletor e emissor saindo pelo coletor. O emissor é comum à entrada e saída.

pelo coletor. O emissor é comum à entrada e saída. Fig. 13 Características da configuração de

Fig. 13

coletor. O emissor é comum à entrada e saída. Fig. 13 Características da configuração de emissor

Características da configuração de emissor comum:

a) Resistência de entrada média, porque o sinal encontra a junção do diodo base emissor polarizada diretamente. b) Resistência de saída alta devido ao sinal encontrar o diodo base coletor polarizado inversamente. A resistência para a passagem de um sinal é chamada de impedância e é constituída pela resistência ôhmica, indutância e capacitâncias parasitas presentes nos circuitos eletrônicos. c) Há inversão de fase, ou seja, o sinal de entrada sai no coletor amplificado e invertido d) O ganho de tensão, corrente e potência são altos.

d) O ganho de tensão, corrente e potência são altos. A configuração de coletor comum ou
d) O ganho de tensão, corrente e potência são altos. A configuração de coletor comum ou
d) O ganho de tensão, corrente e potência são altos. A configuração de coletor comum ou

A configuração de coletor comum ou seguidor de emissor se caracteriza pelo sinal ser aplicado entre base e coletor e retirado entre coletor e emissor saindo no emissor. O coletor é comum à entrada

e

a saída conforme mostra a Fig. 14.

é comum à entrada e a saída conforme mostra a Fig. 14. Fig. 14 As características

Fig. 14

As características da configuração de coletor comum são as seguintes:

a) Impedância de entrada é alta devido ao sinal encontrar a junção do diodo base coletor polarizada inversamente. b) Impedância de saída baixa porque o sinal encontra a junção base emissor polarizada diretamente. c) O ganho de tensão é menor que 1 (não há ganho), porque a tensão do emissor acompanha a tensão da base menos 0,6V da junção base emissor. Por exemplo, se a tensão de base for

9 V, o emissor terá 9 V- 0,6 V= 8,4 V. Outro exemplo, se a tensão de base for 12 V- 0,6 V, a tensão de emissor será 12 V- 0,6 V=11,4 V. Como o emissor acompanha a tensão de base menos a queda de tensão da junção base emissor, essa configuração de emissor comum também é chamada de SEGUIDOR DE EMISSOR. d) Ganho de corrente alto. e) Mesmo não havendo ganho de tensão, temos ganho de potência média, porque o ganho de corrente é alto e o produto da tensão pela corrente (P=V

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Na configuração de base comum o sinal é aplicado entre emissor e base e retirado entre coletor e base, saindo no coletor. A base é comum à entrada e saída. Veja a Fig. 15.

A base é comum à entrada e saída. Veja a Fig. 15. Fig 15 Características da

Fig 15

Características da configuração de base comum: a) Impedância de entrada baixa porque a junção do diodo base emissor está polarizada diretamente. b) Impedância de saída alta porque o sinal sai na junção do diodo base coletor que está polarizado reversamente. c) Ganho de corrente é menor que 1 (não há ganho de corrente) devido a uma alta resistência na saída. d) Ganho de tensão alto devido à alta resistência de saída. e) Ganho de potência médio.

alta resistência de saída. e) Ganho de potência médio. Famílias de transistores bipolares Há uma grande

Famílias de transistores bipolares

Há uma grande quantidade de tipos diferentes de transistores. Por isso, dividiremos os transistores em grupos ou famílias.

Transistores de uso geral pequena potência

Transistores de uso geral pequena potência
ou famílias. Transistores de uso geral pequena potência Trabalham com pequenas potências e baixas freqüências.

Trabalham com pequenas potências e baixas freqüências. Seus invólucros são na maioria de material plástico, podendo encontrar os de invólucro de metal. São transistores delicados e devido a isso é preciso manuseá-los com cuidado, principalmente com relação ao uso do ferro de solda que deverá ser de baixa potência e o tempo de soldagem não deve ultrapassar 5 segundos, caso contrário, o calor poderá danificar o transistor. A Fig. 16 mostra alguns exemplos desses transistores.

Os transistores de uso geral e pequenas potências são encontrados em circuitos que trabalham com sinais fracos na entrada, como pré-amplificadores de equipamentos de áudio, vídeo, etc.

que trabalham com sinais fracos na entrada, como pré-amplificadores de equipamentos de áudio, vídeo, etc. Fig.

Fig. 16

que trabalham com sinais fracos na entrada, como pré-amplificadores de equipamentos de áudio, vídeo, etc. Fig.

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Transistores de potência

Os transistores de potência são fabricados para trabalharem com correntes elevadas chegando a 15 Ampères. As tensões entre coletor e emissor podem atingir 100 V. Alguns desses transistores de potência são exibidos na Fig. 17.

desses transistores de potência são exibidos na Fig. 17. Fig. 17 ou especificações Especificações técnicas dos

Fig. 17

ou
ou

especificações

Especificações técnicas dos transistores bipolares

transistores

encontramos

Nos

manuais

de

características

técnicas

que

identificam os transistores.

Para os transistores de uso geral temos:

Ic abreviação da corrente de coletor. Para os transistores de uso geral temos o Ic (max) ou corrente de coletor máxima, entre 20 mA a 200 mA.

(max) ou corrente de coletor máxima, entre 20 mA a 200 mA. Vceo (max) – esta
(max) ou corrente de coletor máxima, entre 20 mA a 200 mA. Vceo (max) – esta

Vceo (max) esta sigla representa a tensão máxima entre coletor e emissor quando a base está desligada. Para os transistores de uso geral o Vceo (max) pode variar entre 10 V e 80 V.

fT é a representação da freqüência de transição. Determina a freqüência máxima que o transistor pode amplificar. Quanto mais a freqüência do sinal se aproximar de fT, menor é o ganho do transistor até não amplificar mais o sinal. Quanto maior a velocidade da freqüência do sinal a ser amplificado, menor a velocidade do transistor até parar de amplificar. O fT também é chamado freqüência de corte. Os transistores de uso geral apresentam fT entre 1 a 200 MHz. Alguns tipos de transistores de uso geral mais populares são: BC 548, BC 558, BC 107, 2N2222, etc.

mais populares são: BC 548, BC 558, BC 107, 2N2222, etc. hFE – representa o ganho

hFE representa o ganho (quantas vezes o transistor amplifica) em corrente estática (corrente contínua).

Pt ou PD Potência total (máxima) do transistor.

Devido a grande quantidade de calor gerado por um transistor de potência, esses transistores são fixados a dissipadores de calor de alumínio (veja Fig. 18), cujo tamanho depende da potência do circuito onde o transistor vai trabalhar. Em alguns casos, é preciso usar um isolante de mica ou plástico para isolar o transistor eletricamente para deixar o calor passar para o dissipador. Podemos usar também além do isolante, uma pasta térmica para facilitar a transferência do calor do corpo do transistor para o dissipador. Se usar o isolante, devemos passar a pasta térmica em ambos os lados do isolante, para haver a maior transferência de calor possível (veja detalhes na Fig. 19). Encontramos os transistores de potência trabalhando em circuitos finais ou etapas de saída ligadas a transdutores de potência como alto-falantes, motores de corrente contínua, regulagem da tensão de saída de fontes de alimentação, etc. Alguns tipos mais populares de transistores de potência e média potência são: TIP31, TIP32, BD135, BD136, 2N3055, BU205, etc.

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Fig. 18

Fig. 19

- Eletrônica Linear - Teoria e Prática Fig. 18 Fig. 19 Transistores de RF (Rádio Freqüência)
- Eletrônica Linear - Teoria e Prática Fig. 18 Fig. 19 Transistores de RF (Rádio Freqüência)

Transistores de RF (Rádio Freqüência)

Fig. 18 Fig. 19 Transistores de RF (Rádio Freqüência) São transistores fabricados para trabalharem com sinais

São transistores fabricados para trabalharem com sinais que apresentam variações muito rápidas. São geralmente usados em transmissão e recepção de sinais de rádio. A ft desses transistores pode alcançar mais de 1500 MHz (mais de 1 GHz).

Alguns tipos de transistores de RF (Fig. 21).

Fig. 21
Fig. 21
GHz). Alguns tipos de transistores de RF (Fig. 21). Fig. 21 Um transistor comum de uso
GHz). Alguns tipos de transistores de RF (Fig. 21). Fig. 21 Um transistor comum de uso
GHz). Alguns tipos de transistores de RF (Fig. 21). Fig. 21 Um transistor comum de uso

Um transistor comum de uso geral, não consegue amplificar sinais que apresentam variações muito rápidas, acima de uma determinada freqüência, porque são lentos. Essa lentidão é devida às capacitâncias parasitas existentes entre as junções de todos os transistores.

A Fig. 22 mostra como aparecem essas capacitâncias parasitas capazes de apresentarem altas reatâncias capacitivas (resistência) para a passagem de sinais variando em alta velocidade.

Fig. 22
Fig. 22

Fig. 23

altas reatâncias capacitivas (resistência) para a passagem de sinais variando em alta velocidade. Fig. 22 Fig.

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Essas capacitâncias parasitas precisam carregar e descarregar enquanto o transistor amplifica um sinal. No entanto, a velocidade de carga e descarga (reatância capacitiva) pode não ser suficiente para acompanhar um sinal que varia muito rápido. Na Fig. 23 podemos ver um sinal de freqüência muito alta não amplificada pelo transistor. Para resolver o problema das capacitâncias parasitas os transistores de RF são fabricados com regiões muito pequenas entre as junções e outros artifícios para reduzir o problema ao mínimo.

Circuitos com transistores bipolares

Agora que já conhecemos as características básicas dos transistores, podemos analisar alguns circuitos práticos.

O transistor como chave

analisar alguns circuitos práticos. O transistor como chave Esta é a forma mais simples de usar

Esta é a forma mais simples de usar um transistor, porque funciona no corte ou na saturação ligado ou desligado e a região linear não é usada. O transistor funciona como uma chave eletrônica ligando ou desligando uma carga. A Fig. 24 exibe o funcionamento de uma chave eletrônica.

uma chave eletrônica ligando ou desligando uma carga. A Fig. 24 exibe o funcionamento de uma

Fig. 24

24 exibe o funcionamento de uma chave eletrônica. Fig. 24 Quando a chave S1 está aberta
24 exibe o funcionamento de uma chave eletrônica. Fig. 24 Quando a chave S1 está aberta
24 exibe o funcionamento de uma chave eletrônica. Fig. 24 Quando a chave S1 está aberta

Quando a chave S1 está aberta (desligada), não há polarização na base do transistor, a tensão de base = 0 V e conseqüentemente, a resistência entre coletor e emissor fica muito alta, não permitindo passagem de corrente pela carga, a carga permanece desligada. Dizemos que o transistor está cortado.

Ao ligarmos S1, em série com um resistor de baixo valor que polariza a base, a tensão de base passa dos 0,6V e o transistor vai imediatamente para a região de saturação fazendo a carga ligar. A resistência entre coletor e emissor vai a zero ou próximo de zero provocando uma tensão zero volt, devido à passagem de toda corrente da carga a plena potência. Nesse caso, o transistor está saturado. O transistor funcionando no corte e na saturação é a base dos circuitos lógicos digitais.

Nos circuitos lógicos encontramos as portas lógicas, contendo transistores operando exclusivamente como chaves eletrônicas (ligando e desligando). Cada porta lógica desempenha uma função. Combinando várias portas lógicas é possível desenvolver circuitos tão complexos quanto, por exemplo, um micro processador contendo internamente milhões de transistores que formam milhões de portas lógicas combinadas para realizarem as inúmeras tarefas.

A representação de uma porta lógica e como funciona externamente pode ser vista na Fig. 25. Maiores detalhes sobre eletrônica digital deverão ser pesquisados em livros dedicados a esse assunto. Nesta apostila serão estudados os princípios da Eletrônica Linear, onde o corte e a saturação não são usados e sim, as variações de Ic proporcionais às variações de Ib.

onde o corte e a saturação não são usados e sim, as variações de Ic proporcionais

Fig. 25

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Os circuitos que formam as portas lógicas são de baixa potência. Trabalham com correntes fracas. Se quisermos controlar cargas potentes a partir de circuitos lógicos ligamos a saída do circuito lógico à base de transistores de potência.

Como usar um transistor para aumentar a potência do circuito lógico (Fig. 26).

Como ativar a carga com transistor PNP (Fig. 27).

(Fig. 26). Como ativar a carga com transistor PNP (Fig. 27). Fig. 26 Fig. 27 Para
(Fig. 26). Como ativar a carga com transistor PNP (Fig. 27). Fig. 26 Fig. 27 Para

Fig. 26

Fig. 27

ativar a carga com transistor PNP (Fig. 27). Fig. 26 Fig. 27 Para ativar a carga

Para ativar a carga com transistor PNP, basta inverter as polaridades. A Fig. 28 exibe como cortar e saturar um transistor PNP.

A Fig. 28 exibe como cortar e saturar um transistor PNP. Fig. 28 Fig. 29 Cálculo
Fig. 28
Fig. 28
28 exibe como cortar e saturar um transistor PNP. Fig. 28 Fig. 29 Cálculo do resistor

Fig. 29

como cortar e saturar um transistor PNP. Fig. 28 Fig. 29 Cálculo do resistor de base

Cálculo do resistor de base para a saturação

Analisemos a Fig. 29. Queremos por exemplo, ligar e desligar uma carga (um motor, por exemplo) ligada no coletor de um transistor. Partiremos das informações que temos sobre a carga.

Geralmente os dispositivos elétricos apresentam apenas a voltagem e a potência. Sendo assim temos: a) V da carga = 6 V, b) P da carga = 0,6 W, c) I da carga = 100mA (I = P/V, caso I não seja indicado nas especificações da carga). A corrente da carga é a mesma do coletor porque estão em série (Ic = IL), d) O Ganho (hFE) de transistor para baixa potência varia entre 100 a 800. Para a saturação usa-se o hFEmin = 100. Para garantir a saturação, os projetistas costumam usar o que se convencionou chamar SATURAÇÃO FORTE. Na saturação forte devemos trabalhar com um ganho mínimo = 10. Para obtermos Ib temos: Ic/hFE. e) Rb polariza a base do transistor na saturação para evitar excesso de corrente, caso contrário, uma corrente muito forte na base poderá danificar o transistor.

Cap. 3

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O transistor adotado deverá ter uma margem de segurança pelo menos igual ao dobro das especificações da carga.

O Manual de transistores é um excelente auxiliar para as dúvidas relativas aos máximos e mínimos de um transistor. A internet também é uma excelente ferramenta de consulta.

Dando seqüência aos nossos cálculos para determinação de R que polariza a base para a saturação:

Ib (corrente de base) = Ic (corrente de coletor) / hFE (ganho do transistor)

Temos: Ib = 0,1A / 10 = Ib = 0,01A.

Finalmente aplicaremos a lei de Ohm para achar R da base (Rb):

R = Vcc Vbe / Ib

Vcc = tensão da fonte = 6 V 0,6 V da junção base emissor, Vcc = 5,4 V.

= 6 V – 0,6 V da junção base emissor, Vcc = 5,4 V. R =

R = 5,4 / 0, 01 = R = 540 Ω. Este é o valor mínimo do resistor de polarização de base para obter a saturação forte.

Se for notado aquecimento do transistor é melhor substituir por um transistor de MÉDIA POTÊNCIA. Esta técnica de polarização simplificada é usada quando queremos que o transistor sature (corrente máxima de coletor que permite ao transistor operar como chave eletrônica). No entanto, quando queremos amplificar sinais de pequena intensidade, os cálculos se tornam complexos. Entretanto, podemos utilizar cálculos simplificados, quando o circuito amplificador não exigir exatidão. O resultado pode ser melhorado experimentalmente.

exatidão. O resultado pode ser melhorado experimentalmente. Geralmente, um único transistor é insuficiente, havendo a
exatidão. O resultado pode ser melhorado experimentalmente. Geralmente, um único transistor é insuficiente, havendo a

Geralmente, um único transistor é insuficiente, havendo a necessidade de pelo menos dois transistores, um de pequena potência e alto ganho e outro de potência e baixo ganho. O primeiro transistor é o pré-amplificador e o segundo ligado à carga é chamado de amplificador de saída.

Amplificador linear de corrente contínua

Na Fig. 30 temos um amplificador linear de corrente contínua, onde pequenas variações da corrente de base provocam variações várias vezes maiores no coletor. Com isso é possível controlar cargas de potência com correntes bem fracas na base. Podemos usar circuitos de controle de baixa potência para controlar cargas de potência. Neste circuito, Rb é calculado para saturar os dois transistores e com isso obter a potência máxima da carga. O resistor Rv que é um potenciômetro terá sua resistência calculada para controlar o transistor na região linear para obtermos o controle da velocidade do motor. Veja, no entanto que, a depender da posição do cursor (eixo de ajuste da resistência) é possível obter os três modos de operação do transistor: região de corte, região linear e saturação. O motor poderá ser desligado (transistor no corte), ter sua velocidade aumentada e

região linear e saturação. O motor poderá ser desligado (transistor no corte), ter sua velocidade aumentada
região linear e saturação. O motor poderá ser desligado (transistor no corte), ter sua velocidade aumentada

Fig. 30

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

reduzida linearmente (proporcionalmente) e trabalhar com a potência máxima quando o transistor estiver saturado. Supondo que a carga tem as seguintes características:

Vdc = 12 V, IL = 1A

Da etapa amplificadora de saída, para a etapa amplificadora de entrada (pré-amplificador) temos:

1º Passo: Determinar os dados conhecidos:

Transistor Q2 de potência que será usado na etapa amplificadora de saída e ligada à carga, geralmente apresenta: Vce 30 V; Ic 4 A.

hFE máximo = 50 (veja tabela pág. 52, Fig. 34). Para obter a saturação forte, conforme visto anteriormente adotaremos o ganho 10.

Para o pré-amplificador de pequena potência as especificações típicas são:

Vce 30 V

Ic = 200mA

O

as especificações típicas são: Vce 30 V Ic = 200mA O hFE do transistor de pequena

hFE do transistor de pequena potência normalmente é bem mais alto do que o hFE do

transistor de potência e varia de um valor mínimo a um máximo. Neste caso, usaremos o hFE mínimo

= 10, para garantir a saturação forte.

2º Passo: Calcular os dados desconhecidos:

IbQ2(saturação) = IcQ2 = IL / hFEQ2 = 0,2 A / 10 = 0,02A

IbQ2(saturação) = IcQ2 = IL / hFEQ2 = 0,2 A / 10 = 0,02A IbQ1(saturação) =

IbQ1(saturação) = IcQ1 = IbQ2 / hFEQ1 = 0,02 A / 10 = 0,002A = 2mA.

= IcQ1 = IbQ2 / hFEQ1 = 0,02 A / 10 = 0,002A = 2mA. Rb
= IcQ1 = IbQ2 / hFEQ1 = 0,02 A / 10 = 0,002A = 2mA. Rb

Rb (saturação) = Vcc Vbe / IbQ1 = 12V 0,6V = 11,4 V / 0,002 A = 5700.

Para calcular Rv linear faremos:

IbQ1(linear) = IcQ1 = IbQ2 / hFEQ1médio = 250 (ganho entre 200 a 250 são os valores que mais se aproximam do centro da região linear, e assim, obter melhor controle do transistor.

IbQ1 (linear) = Ic Q1 / hFEQ1 = 0,02 A / 250 = 0,00002 A ou 0,02mA.

Rv (linear) = Vcc Vbe / IbQ1(linear) = 12 V 0,6 V / 0,00008 A = ou >> 142,5 KΩ.

O símbolo >> indica 10 vezes maior.

POLARIZANDO O TRANSISTOR PARA AMPLIFICAR PEQUENOS SINAIS

Para que um transistor possa amplificar pequenos sinais, vindos de fontes de sinal de baixa potência (microfones, etc.). É preciso polarizá-lo na região linear que fica mais ou menos no centro da curva de características do transistor. Veja no Gráfico, Fig. 30b, a representação da curva de características do transistor.

do transistor. Veja no Gráfico, Fig. 30b, a representação da curva de características do transistor. Fig.

Fig. 30b

Fig. 31
Fig. 31

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

A Fig. 31 exibe uma polarização de base mais simples, contudo é a mais instável para amplificar sinais variáveis, devido às mudanças das características que podem ocorrer por causa das variações de temperatura que afetam o ponto de polarização. O resistor de base apresenta um valor alto em torno de 1MOhm ou mais, próximo ao corte.

A Fig. 32 exibe um tipo de polarização melhorado onde o resistor de base é ligado entre o coletor e o resistor de polarização do coletor. Essa polarização é chamada de polarização automática.

A auto polarização ou polarização automática, usa a técnica da realimentação negativa que reduz a tensão de base automaticamente quando a corrente de coletor aumenta. O aumento da corrente de coletor pode tirar o transistor da região linear provocando fortes distorções ou deformações do sinal original. Quando a corrente aumenta no coletor além do estabelecido pela polarização, a tensão no coletor cai e essa queda é refletida para base através do resistor de base e em conseqüência, uma menor tensão de base faz a amplificação reduzir e força o transistor a permanecer na região linear.

e força o transistor a permanecer na região linear. Fig. 33 Fig. 32 A tensão de
e força o transistor a permanecer na região linear. Fig. 33 Fig. 32 A tensão de
e força o transistor a permanecer na região linear. Fig. 33 Fig. 32 A tensão de

Fig. 33

Fig. 32

o transistor a permanecer na região linear. Fig. 33 Fig. 32 A tensão de coletor deve

A tensão de coletor deve ser a metade da tensão da fonte, para as variações do sinal amplificado ficar em torno desse valor, caso contrário, se o sinal atingir o valor da tensão da fonte, sairia da região linear. Temos na Fig. 33, outra forma de polarizar o transistor na região linear. Esta modalidade de polarização usa dois resistores, um ligado entre a base e o positivo da fonte e o outro ligado entre a base e o emissor, conhecida como polarização de base por divisor de tensão. Essa é a melhor forma de polarizar o transistor na região linear devido às características de maior estabilidade quando a corrente varia com a variação da temperatura.

região linear devido às características de maior estabilidade quando a corrente varia com a variação da

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Veremos no final desta apostila como calcular de forma simplificada os resistores para polarizar o transistor na região linear, para ele funcionar como amplificador de pequenos sinais na região linear. A Fig. 34 apresenta as características de alguns transistores de uso geral e baixa potência e também de alguns de potência.

Fig. 34

e baixa potência e também de alguns de potência. Fig. 34 Classes de amplificação O transistor
e baixa potência e também de alguns de potência. Fig. 34 Classes de amplificação O transistor
e baixa potência e também de alguns de potência. Fig. 34 Classes de amplificação O transistor
e baixa potência e também de alguns de potência. Fig. 34 Classes de amplificação O transistor

Classes de amplificação

O transistor quando amplifica sinais pode ser polarizado de quatro modos diferentes chamados classes de amplificação: CLASSE A, CLASSE B, CLASSE AB, CLASSE C. A Fig. 35 exibe um amplificador em classe A.

Fig. 36 Fig. 35
Fig. 36
Fig. 35

O gráfico à esquerda mostra que na modalidade de amplificação em classe A, o transistor amplifica os dois semiciclos e com isso não há deformação do sinal, pois são amplificados sem cortes. Esta modalidade de amplificação não pode ser usada quando usamos amplificação em potência, porque o transistor conduz o tempo todo mesmo sem sinal na entrada e o gasto de energia numa etapa amplificadora de potência seria alto. A Fig. 36 mostra a classe B de amplificação.

A classe B, o transistor corta metade de um dos semiciclos provocando forte distorção. Na classe C o transistor corta mais da metade de um semiciclo. Na classe B, os transistores trabalham de forma complementar, geralmente usando dois transistores, um PNP e um NPN, de modo a reduzir ao

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

máximo as distorções. Nessas modalidades de amplificação (classes B e C) os transistores trabalham em etapas de saída de alta potência porque os transistores só conduzem na presença de sinal. Sendo assim, só há gasto de energia quando há sinal nas bases dos transistores.

Na Fig. 37 podemos ver um circuito de saída de potência em classe AB usando uma configuração chamada, Saída em Simetria Complementar. Cada transistor (Q2 e Q3) conduzem alternadamente. O NPN conduz com os semiciclos positivos e o PNP conduz com os semiciclos negativos do sinal. Essa configuração permite simplicidade, alta potência, baixa distorção e baixo consumo da energia da fonte de alimentação quando não há sinal na entrada.

da fonte de alimentação quando não há sinal na entrada. Fig. 38 Fig. 37 Na Fig.
Fig. 38
Fig. 38

Fig. 37

quando não há sinal na entrada. Fig. 38 Fig. 37 Na Fig. 38, o gráfico analisa
quando não há sinal na entrada. Fig. 38 Fig. 37 Na Fig. 38, o gráfico analisa
quando não há sinal na entrada. Fig. 38 Fig. 37 Na Fig. 38, o gráfico analisa

Na Fig. 38, o gráfico analisa as classes de amplificação em estudo. Veja que classe de amplificação AB há uma pequena parte de um dos semiciclos cortada. A classe de amplificação AB é a mistura das características da classe A com a classe B. Na realidade, os transistores de saída ficam polarizados de modo a não ficarem no corte total, assemelhando-se a classe A.

Na Fig. 39 é possível analisar um amplificador em Classe C. O transistor é polarizado no corte de modo a amplificar parte de um semi ciclo. A classe C é muito usada para amplificação de sinais de RF (rádio frequência), devido ao alto rendimento em termos de baixo consumo de energia, porque o transistor só conduz com sinal na entrada. O nível de distorção é alto, mas, a transmissão do sinal de RF serve apenas para transportar a informação que será separada da RF no receptor.

a transmissão do sinal de RF serve apenas para transportar a informação que será separada da
a transmissão do sinal de RF serve apenas para transportar a informação que será separada da

Fig. 39

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Acoplamento

O acoplamento é um recurso técnico usado para interligar vários transistores de modo a aumentar a amplificação e conseqüentemente a potência final. Um Circuito eletrônico pode ser formado por várias etapas amplificadoras e cada etapa pode conter um ou mais transistores. A Fig. 40 mostra um tipo muito usado de acoplamento chamado Darlington.

um tipo muito usado de acoplamento chamado Darlington. Fig. 40b Fig. 40 Nesse tipo de acoplamento
um tipo muito usado de acoplamento chamado Darlington. Fig. 40b Fig. 40 Nesse tipo de acoplamento

Fig. 40b

Fig. 40

Nesse tipo de acoplamento o ganho final é igual ao produto dos ganhos dos dois transistores. Se por exemplo, num acoplamento darlington, um dos transistores tiver ganho 100 e o outro ganho 20, o resultado do ganho final é 2000! Esse tipo de acoplamento é chamado direto. Observe o símbolo para identificar esse transistor na Fig. 40b.

o símbolo para identificar esse transistor na Fig. 40b. Fig. 41 Outros tipos de acoplamento entre

Fig. 41

Outros tipos de acoplamento entre etapas amplificadoras podem usar capacitores e resistores, e em alguns casos transformadores. A Fig. 41 analisa o acoplamento entre entrada e saída usando capacitores. A finalidade desses capacitores de acoplamento é isolar a tensão contínua de polarização entre uma etapa anterior e a posterior devido às diferenças de tensão entre cada etapa amplificadora, isolando as polarizações contínuas da fonte. Somente os sinais variáveis podem passar através dos capacitores. Na verdade os sinais não atravessam os capacitores e sim oscilam entre as placas do capacitor devido ao vai e vem da corrente de um sinal variável (AC) com a constante troca de polaridade. Como a tensão contínua de polarização não apresenta tal característica é bloqueada.

Na Fig. 42 analisamos um acoplamento a transformador entre duas etapas amplificadoras de um receptor de rádio (RF). O efeito de isolação é o mesmo.

a transformador entre duas etapas amplificadoras de um receptor de rádio (RF). O efeito de isolação
a transformador entre duas etapas amplificadoras de um receptor de rádio (RF). O efeito de isolação

Fig. 42

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Realimentação

A realimentação negativa é uma técnica utilizada para reduzir o excesso de amplificação capaz

de causar distorções do sinal amplificado. Para um amplificador de áudio, o som soaria desagradável. Se fosse um aparelho de vídeo, a imagem apareceria torta, ou com outras deformações da imagem. A Fig. 43 podemos analisar um dos inúmeros métodos de realimentação negativa.

um dos inúmeros métodos de realimentação negativa. Fig. 43 Polarização com Realimentação Negativa O
um dos inúmeros métodos de realimentação negativa. Fig. 43 Polarização com Realimentação Negativa O

Fig. 43

Polarização com Realimentação Negativa

negativa. Fig. 43 Polarização com Realimentação Negativa O resistor R2 ao mesmo tempo em que polariza

O

resistor R2 ao mesmo tempo em que polariza a base de Q1, reaplica (realimenta) a queda de

tensão quando houver maior corrente nos emissores dos transistores de saída Q2 e Q3. Maior corrente nos emissores, menor tensão entre os mesmos (lembre-se da Lei de Ohm). A tensão sendo menor reduz automaticamente a tensão de base de Q1 e assim, reduz a amplificação de Q1 e o excesso de amplificação.

reduz a amplificação de Q1 e o excesso de amplificação. Fig. 44 exibe outro método de
reduz a amplificação de Q1 e o excesso de amplificação. Fig. 44 exibe outro método de

Fig. 44 exibe outro método de realimentação negativa realizada por R4.

Fig. 44

A

de realimentação negativa realizada por R4. Fig. 44 A O resistor R4 no emissor tem a

O resistor R4 no emissor tem a função de aumentar a tensão de emissor. Assim o emissor não

fica ligado ao zero Volt ou terra (olha a lei de Ohm de novo e a associação de resistores). E pela diferença de potencial que aparece nos extremos do resistor, o lado desse resistor ligado ao emissor fica mais positivo e conseqüentemente a base fica mais negativa reduzindo a amplificação caso se torne excessiva.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Amplificador de pequenos sinais (PRÉ-AMPLIFICADOR)

O pré-amplificador é a etapa ou estágio responsável pela primeira amplificação. É nesse estágio que tudo começa. E se não for bem dimensionada as suas características, o resultado final será prejudicado. Após a primeira amplificação serão necessárias outras etapas amplificadoras de maior potência, até chegarmos à etapa final de maior potência (etapa de saída) ligada à carga (alto falante).

No pré-amplificador podemos ligar várias fontes de sinal como microfones, captadores de violão, etc. Na Fig. 45 podemos analisar um pré-amplificador polarizado na região linear para amplificar sinais AC (áudio ou vídeo).

Fig. 45
Fig. 45
linear para amplificar sinais AC (áudio ou vídeo). Fig. 45 Escolhemos o transistor para uso geral

Escolhemos o transistor para uso geral BC548, cujas características descritas no manual de transistores são: Vce=30 V, Ic=200mA, Pt.=0.5W, hFE máximo 900.

Observe que nessa fase, não precisaremos de potências elevadas. Essa necessidade ficará para o final. Precisamos amplificar apenas a tensão do sinal porque o sinal aplicado na entrada de fontes de baixíssimas potências (microfones, tocadores, captadores, sensores, etc).

(microfones, tocadores, captadores, sensores, etc). Em seguida, precisamos determinar os resistores de

Em seguida, precisamos determinar os resistores de polarização que estabelecerão tensões e correntes para o transistor trabalhar na região linear de suas características, onde as variações de tensão e corrente na base produzem variações maiores e proporcionais entre coletor e emissor sem perdas de partes do sinal.

A região linear é a região entre a saturação e o corte. É a parte central da reta de carga da curva de características dos transistores bipolares, o ponto ideal de polarização sem sinal na entrada, também chamado ponto Q. Se houver erro neste ponto, o transistor trabalhará fora da região linear, ocorrendo fortes distorções (deformação) do sinal amplificado (cortes em partes do sinal). Se o sinal entrar na região de saturação, não será possível variar (aumentar e diminuir), conforme a forma de onda original aplicada à entrada do amplificador. Assim, se for um som, por exemplo, só ouviremos ruídos.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

CÁLCULO DOS RESISTORES DE POLARIZAÇÃO PARA AMPLIFICAR PEQUENOS SINAIS

O transistor trabalha em classe A, permitindo a amplificação dos dois semiciclos do sinal variável a ser amplificado. Em classe A, o transistor conduz o tempo todo, mesmo quando não há sinal na entrada. Esse fato acarretaria alto consumo de energia em etapas de maior potência. Será preciso também, um alto ganho de tensão para um sinal fraco. Na prática, adotaremos uma corrente de repouso ou quiescente (ponto Q) sem sinal na entrada, de 0,5 mA no coletor, sob uma tensão de 1/2 da tensão da fonte. Com a metade da tensão no coletor, ajustaremos melhor o transistor no centro da reta de carga da REGIÃO LINEAR. Supondo uma fonte de 9 V, a tensão que alimentará o coletor do transistor será de 4.5V. Com a metade da tensão, o sinal aumentará ou diminuirá em torno desse valor, evitando excessos que tirariam o transistor da região linear. A baixa corrente de coletor de 0,5 mA garante baixa corrente de base aumentando o ganho de tensão no coletor e baixo consumo, mesmo com o pré-amplificador funcionando em classe A.

a)Tensão do coletor 4.5V, b)Corrente de repouso ou quiescente (sem sinal na entrada) 0.5mA.

c)Ganho hFE= 200, ou ganho escolhido.

O resistor de polarização do coletor será:

R1=Vcc/2 /Ic

R1=4.5 V / 0.5 mA (0,0005 A)

R1=9000 Ohms ou 9k, o valor comercial mais próximo é 10K.

R1=9000 Ohms ou 9k, o valor comercial mais próximo é 10K. PR1 = (Vcc /2 x

PR1 = (Vcc /2 x Ic) + MS (margem de segurança ≥ + 50%)

PR1 = (Vcc /2 x Ic) + MS (margem de segurança ≥ + 50%)
PR1 = (Vcc /2 x Ic) + MS (margem de segurança ≥ + 50%)

Próximo passo é escolher o tipo de polarização de base: polarização automática ou polarização por divisor de tensão. Escolheremos a polarização por divisão de tensão porque na prática é a mais estável, porque coloca o transistor na região linear com mais facilidade. Isso se deve a alta sensibilidade das junções semicondutoras às variações de temperatura. Quando a temperatura aumenta, faz a corrente entre coletor e emissor também aumentar.

A polarização por divisão de tensão não deixa o transistor imune a temperatura, porém, permite melhor estabilidade. Inicialmente, calcularemos o resistor R4 ligado ao emissor, (veja a Fig. 53). A finalidade de R4 é aumentar a estabilidade. Se houver aumento de tensão neste resistor, devido ao aumento de corrente no emissor (reveja associação de resistores em série), a tensão na base será menor, por causa da redução na diferença de potencial entre emissor e a base. O emissor ficará mais positivo produzindo realimentação negativa e reduzindo o aumento de corrente na base. Em conseqüência reduz também, um possível aumento exagerado na amplificação. O aumento exagerado na amplificação poderia tirar o transistor do ponto quiescente pré-definido. O transistor sairia do centro da região linear (ponto Q). Por convenção, adotaremos no máximo 10% de Vcc, aproximadamente 1 V para o emissor, e como a corrente quiescente no emissor é a mesma do coletor, temos:

corrente quiescente no emissor é a mesma do coletor, temos: R= V/I PARA O EMISSOR R4=Vcc/Ic

R= V/I PARA O EMISSOR

R4=Vcc/Ic

R4=1 V/0.5mA (0.0005 A corrente quiescente)

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Cálculo dos resistores R2 e R3 (divisor de tensão) que polarizarão a base usando um princípio já comprovado na prática, segundo o qual, para manter estável o arranjo, a corrente de R2 em série com R3 (I), será = 10% de Ic = 0,05mA.

OBS.: Vre (Queda de tensão no resistor de emissor) 1,7V.

ELIMINAR PRIMEIRO OS PARÊNTESES.

R2 = Vcc (Vbe + Vre) / Ib

PR2 = [Vcc (Vbe + Vre) x I ] + MS

R3= Vbe + Vre / I

PR3 = [(Vbe + Vre) x I] + MS

x I ] + MS R3= Vbe + Vre / I PR3 = [(Vbe + Vre)

DESACOPLAMENTO

Apesar de estabilizar a polarização do circuito na região linear, ocorre uma indesejável interferência do sinal amplificado, com a polarização da fonte contínua relativo ao Vbe. Esta interferência pode ser reduzida com a simples utilização de um capacitor de grande valor no emissor do transistor. Este capacitor em paralelo com o emissor desvia para a terra essa interferência, melhorando a amplificação. Essa interferência acontece devido ao método de polarização que utiliza a queda de tensão contínua no resistor de emissor (Re) para produzir realimentação negativa, e quanto maior for a corrente neste resistor, maior será a queda de tensão em Re fazendo o emissor ficar mais positivo em relação ao terminal de base. Com isso, a tensão contínua na base reduz e a amplificação diminui. Essa técnica evita que o transistor saia do ponto Q (quiescente), porém, afeta também o sinal que também é realimentado negativamente para reduzir a amplificação do sinal. Para reduzir esse problema calcularemos a capacitância do capacitor de desacoplamento (desvio) que será um circuito aberto para a tensão e corrente DC e um condutor para o sinal AC.

C

C

1,59 é um valor constante igual a 10 x 1 / 2π (inverso de 2π.

é um valor constante igual a 10 x 1 / 2π (inverso de 2π. = 1,59
é um valor constante igual a 10 x 1 / 2π (inverso de 2π. = 1,59
é um valor constante igual a 10 x 1 / 2π (inverso de 2π. = 1,59

= 1,59 / Fmin x Re

é dado em Farad que deverá ser convertido para microfarad ou nano farad.

Fmin é a freqüência mínima de áudio (geralmente 20 a 50 hz).

Re é o resistor de emissor.

Como você deve ter notado, o desacoplamento é o inverso do acoplamento. Em alguns casos é preciso ligar em paralelo com a base (entrada) um capacitor de 1 nF para desacoplar ou desviar sinais interferentes (indesejáveis) misturados ao sinal que desejamos amplificar.

Os capacitores de acoplamento C1 e C2 podem ser calculados pela fórmula:

C1 = 1 / 2π x Fmin x Zin

Zin = a impedância de entrada que = Vbe / Ib

C2 = 1 / 2π x Fmin x Rc

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Osciladores

Enquanto os amplificadores de pequenos sinais precisam de fontes de sinais externas para ser aplicadas nas suas entradas, os osciladores são amplificadores que geram seus próprios sinais utilizando a técnica da realimentação positiva, além da grande importância para a maioria dos circuitos eletrônicos, tais como: transmissores, receptores, geradores de sinais de áudio e rádio- freqüência, clocks de computadores, etc.

Analisemos o esquema da Fig. 46, onde temos o mesmo amplificador, só que a realimentação não é mais negativa e sim, positiva na base. O transistor pega parte do pulso inicial que é produzido no coletor ao ligarmos a fonte de alimentação. O pulso é reaplicado a entrada para também ser amplificado. O processo se repete, enquanto houver alimentação e produz um sinal usado para várias finalidades.

e produz um sinal usado para várias finalidades. Fig. 46 Um exemplo de oscilação criada em
Fig. 46
Fig. 46
Fig. 46

Um exemplo de oscilação criada em amplificadores comuns é a produção de um forte apito quando aproximamos o microfone da caixa acústica. O som produzido pelo alto-falante entra pelo microfone reaplicando o sinal sonoro da saída para a entrada.

Enquanto no circuito amplificador é preciso injetar um sinal externo na entrada para que haja amplificação, no oscilador, a própria alimentação da fonte é usada para gerar sinais variáveis a partir da realimentação ou reaplicação de pulsos de tensão contínua a entrada (base) de um transistor positivamente.

Conforme já vimos, quando um transistor amplifica na configuração de emissor comum, o transistor inverte o sinal e devido a isso, o oscilador pode precisar de um elo de realimentação ou circuito de realimentação inversor de fase, de modo a manter a realimentação positiva.

Quanto mais rapidamente ocorrerem as realimentações, ou retorno dos pulsos de sinal da saída para a entrada, maior será a freqüência das oscilações.

Podemos ter osciladores trabalhando desde uma fração de Hz, até vários Gz!

Os diversos tipos de osciladores se diferenciam quanto à maneira de reaplicar o sinal a entrada, pela maneira de inverter a fase quando necessária, e pela freqüência dos sinais criados.

Um tipo sofisticado de oscilador é o sintetizador de música encontrado nos teclados. Os tipos mais sofisticados usam vários osciladores trabalhando em conjunto imitando sons de instrumentos musicais. Só um músico profissional é capaz de diferenciar entre o som real de um instrumento musical e som sintetizado ou imitado eletronicamente.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Cap. 3 - 60 - Eletrônica Linear - Teoria e Prática Tipos de osciladores Fig. 46b

Tipos de osciladores

Fig. 46b

Existem diversos tipos de osciladores, dentre eles podemos citar: OSCILADOR HARTLEY, OSCILADOR COLPITTS, OSCILADOR A CRISTAL, OSCILADOR COM OPERACIONAIS etc. O oscilador Hartley é mostrado na Fig. 46b. Este tipo de oscilador é do tipo LC, onde uma bobina e um

Este tipo de oscilador é do tipo LC, onde uma bobina e um capacitor determinam a

capacitor determinam a freqüência do sinal produzido. O resistor RB polariza a base do transistor Q1.

O

funcionamento do oscilador Hartley começa, quando ligamos a alimentação e o resistor Rb

capacitor C1 "pega" parte do sinal na saída e faz esse sinal retornar para a entrada (base).

O

polariza a base próxima da saturação fazendo o transistor conduzir. Uma forte corrente circula entre o coletor e a tomada central da bobina L1, também ligada ao positivo da fonte. Essa forte corrente circulando por L1 induz na outra metade da mesma bobina, uma corrente que será reaplicada à base do transistor Q1 através do capacitor C1, com a polaridade invertida, de modo a levar o transistor ao corte. Quando o transistor chegar ao corte, a corrente de coletor reduz e conseqüentemente na bobina L1 e também na outra metade de L1, com isso, a negativação da tensão na base de Q1 através de C1

O

reduz, e novamente a polarização de Rb volta a ficar mais positiva repetindo todo o processo enquanto a fonte estiver ligada.

transistor fica nesse liga e desliga, ou seja, entre a saturação e o corte produzindo um sinal

retirado pelo capacitor CV. A freqüência do oscilador Hartley é determinada por L1 e CV. Este oscilador pode ser usado para produzir sinais entre alguns hertz (faixa de freqüências de áudio), até algumas dezenas de megahertz atingindo a faixa de rádio freqüência (RF).

O

megahertz atingindo a faixa de rádio freqüência (RF). O oscilador Colpitts é visto e analisado com
megahertz atingindo a faixa de rádio freqüência (RF). O oscilador Colpitts é visto e analisado com

oscilador Colpitts é visto e analisado com a ajuda da Fig. 47.

Fig. 48

é visto e analisado com a ajuda da Fig. 47. Fig. 48 Fig. 47 O Oscilador

Fig. 47

O Oscilador Colpitts funciona de forma semelhante ao oscilador Hartley. A diferença esta na

retirada do pulso positivo de realimentação numa derivação formada por capacitores. A bobina L1 e

os capacitores C1 e C2 em série e ao mesmo tempo em paralelo com L1 determinam a freqüência desse

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

oscilador. Oscilador a cristal pode ser visto na Fig. 48. No esquema da Fig. 48 temos um oscilador usando um transistor FET que será analisado em outra apostila sobre transistores de efeito de campo. No circuito de realimentação, controlando a freqüência desse oscilador, há um cristal (XTAL).

O cristal (XTAL) controla as oscilações. É um componente feito a partir de cristal de quartzo, capaz de manter a freqüência de oscilação de um oscilador, dentro de valores fixos. O símbolo e aspecto real são vistos na Fig. 49.

fixos. O símbolo e aspecto real são vistos na Fig. 49. Fig. 50 Fig. 49 Os
fixos. O símbolo e aspecto real são vistos na Fig. 49. Fig. 50 Fig. 49 Os

Fig. 50

Fig. 49

e aspecto real são vistos na Fig. 49. Fig. 50 Fig. 49 Os osciladores normalmente produzem

Os osciladores normalmente produzem a freqüência central ou fundamental e seus harmônicos. Os harmônicos são múltiplos da freqüência principal ou fundamental, ou seja, o dobro, o triplo, o quádruplo, etc, da fundamental. Se por exemplo, um oscilador de RF produzir uma freqüência de 1 MHz, serão produzidas freqüências múltiplas de 1 MHz: 2 MHz, 3 MHz, 4 MHz, etc.

A Fig. 50 mostra um gráfico representando a freqüência fundamental e suas harmônicas. A intensidade desses múltiplos vai reduzindo à medida que a freqüência aumenta. Mas, a intensidade dos harmônicos mesmo diminuídos, pode ser suficiente para interferir num receptor de rádio, que esteja sintonizando uma estação de freqüência próxima.

esteja sintonizando uma estação de freqüência próxima. Os osciladores usados em transmissores usam cristais para
esteja sintonizando uma estação de freqüência próxima. Os osciladores usados em transmissores usam cristais para

Os osciladores usados em transmissores usam cristais para manterem sua freqüência dentro de uma faixa estreita, de modo a produzirem só a freqüência fundamental e reduzir ao máximo os harmônicos. Osciladores controlados a cristal podem ser encontrados na placa-mãe de computador,

para controlar a velocidade do microprocessador e outros circuitos. Observação: Os osciladores operacionais serão vistos na apostila sobre circuitos integrados.

serão vistos na apostila sobre circuitos integrados. Amplificadores SINTONIZADOS ou de RF Os amplificadores de

Amplificadores SINTONIZADOS ou de RF

Os amplificadores de rádio freqüência ou RF são amplificadores capazes de trabalhar com freqüências muito altas tanto na sintonia quanto na transmissão desse sinal. Os amplificadores de RF são chamados também de amplificadores sintonizados. Basicamente os amplificadores de RF não diferem muito dos amplificadores comuns para baixa freqüência (áudio). Contudo, devido as altas freqüências envolvidas, os transistores nesses amplificadores apresentam características especiais, principalmente com relação à fT ou freqüência de transição, que deve ser alta. Sendo assim, não podemos substituir um transistor projetado para RF por outro de uso geral com uma fT baixa. A Ft determina a velocidade com que as cargas elétricas se movimentam no transistor e limitada pelas capacitâncias parasitas.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Princípios de transmissão e recepção de sinais de rádio

Quando uma corrente alternada circula por um condutor, em volta desse condutor são geradas ondas eletromagnéticas, uma forma de energia que se propaga pelo ar e dependendo da freqüência (velocidade das oscilações) pode atravessar a atmosfera da terra indo muito longe espaço afora.

A Fig. 51(a) demonstra em um esquema simplificado em blocos, o funcionamento de um transmissor.

simplificado em blocos, o funcionamento de um transmissor. Fig. 51(a) Um transmissor de RF é constituído

Fig. 51(a)

em blocos, o funcionamento de um transmissor. Fig. 51(a) Um transmissor de RF é constituído por

Um transmissor de RF é constituído por um oscilador que gera a onda portadora, o sinal da onda portadora vai para a etapa moduladora onde é misturada com o sinal do bloco fonte de programa. O sinal da fonte de programa pode ser o de um microfone ou outra fonte qualquer como um CD, um aparelho de Vídeo, etc. O resultado da mistura é o sinal modulado (fonte de sinal + sinal da onda portadora) indo posteriormente para uma etapa final de alta potência. O amplificador de RF final de alta potência é ligado a uma antena para irradiar o sinal modulado de RF pelo ar alcançando vários kilômetros. A potência do amplificador final ou de saída de um transmissor pode ir desde alguns miliwatts, caso dos transmissores de telefones celulares, até vários kilowatts, caso dos retransmissores de telefonia celular e de estações comerciais de Rádio e TV.

telefonia celular e de estações comerciais de Rádio e TV. Necessidade da onda portadora: O uso
telefonia celular e de estações comerciais de Rádio e TV. Necessidade da onda portadora: O uso
telefonia celular e de estações comerciais de Rádio e TV. Necessidade da onda portadora: O uso

Necessidade da onda portadora: O uso da onda portadora tem basicamente duas utilidades:

a)

Os sinais de baixa freqüência (som ou vídeo) possuem limitações físicas que dificultam a

transmissão dos mesmos a longas distâncias. Entretanto, os sinais de freqüência mais alta (rádio freqüência ou ondas de RF) são capazes de atravessar ou contornar obstáculos. Assim, para transportar os sinais que correspondem a uma informação de freqüência mais baixa, em relação aos sinais de RF, será preciso misturá-los com um sinal de freqüência bem maior, chamado PORTADORA de RF. Como o nome está dizendo, a portadora de maior freqüência carrega o sinal referente à informação de menor freqüência.

b) A outra utilidade da portadora é diferenciar as inúmeras estações transmissoras pelo mundo

afora, tanto comerciais quanto amadoras. A freqüência da portadora funciona como uma carteira de identidade (RG) das estações de rádio. Cada emissora tem seu espaço em freqüência para que uma não interfira na outra. Caso contrário haveria grande confusão nas transmissões e evidentemente, os receptores só conseguiriam captar a emissora mais forte e com muito ruído, por causa das outras emissoras tentando transmitir na mesma freqüência.

O sinal de informação é chamado sinal MODULADOR e é transmitido com a portadora. O nome sinal modulador é porque o sinal de informação modula (modifica) a portadora. A modulação é necessária para não se perder as características de amplitude (intensidade) e freqüência do sinal de

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

informação, caso contrário, a portadora seria transmitida sem carregar o que interessa que é a informação.

A mistura da portadora de RF com o sinal modulador BF (baixa freqüência), chama-se ONDA MODULADA. No receptor é feito o processo inverso da modulação. Separa-se o sinal modulador (informação) contido no sinal portador (portadora de RF). A esta separação chamamos DEMODULAÇÃO. Existem várias técnicas de modulação. As mais populares são as modulações em amplitude (AM) e em freqüência (FM).

Na transmissão AM, o sinal modulador pode ser o som de um microfone. Esse som muda a

amplitude da onda de alta freqüência. Enquanto a transmissão em FM modifica ou modula a

de

portadora

transmissão porque como não muda a amplitude (intensidade), o sinal é praticamente imune a transiente de ruído, que podem surgir nos momentos de redução de amplitude do sinal AM e assim,

deixar o ruído com maior intensidade.

A Fig. 51(b) mostra um gráfico contendo o espectro das diversas faixas de oscilações das ondas eletromagnéticas.

em

freqüência.

Esse

último

tipo

possui

curto

alcance,

porém

ótima

qualidade

último tipo possui curto alcance, porém ótima qualidade Fig. 51(b) Na Fig. 51(c) podemos observar um

Fig. 51(b)

possui curto alcance, porém ótima qualidade Fig. 51(b) Na Fig. 51(c) podemos observar um circuito amplificador
possui curto alcance, porém ótima qualidade Fig. 51(b) Na Fig. 51(c) podemos observar um circuito amplificador

Na Fig. 51(c) podemos observar um circuito amplificador de RF de baixa potência. Este amplificador é um transmissor simples onde todos os blocos vistos na Fig. 51(d) são realizados por um único transistor de RF, cujo código é BF 454 ou 2N2218. O transistor amplifica o sinal vindo de um microfone de eletreto que possui internamente um transistor para amplificar o sinal provocado pela voz. Posteriormente mistura (modula) o sinal de áudio com o sinal da portadora criado pelo mesmo transistor, também funcionando como oscilador de alta freqüência e amplificador final ou de saída, ligado à antena.

como oscilador de alta freqüência e amplificador final ou de saída, ligado à antena. Fig. 51(c)
como oscilador de alta freqüência e amplificador final ou de saída, ligado à antena. Fig. 51(c)

Fig. 51(c)

Antena
Antena

Fig. 51(d)

como oscilador de alta freqüência e amplificador final ou de saída, ligado à antena. Fig. 51(c)

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

O mine transmissor de pequena potência pode ser montado usando componentes de sucata e a

bobina pode ser feita enrolando-se 4 voltas de um pedaço de fio rígido comum num lápis. CV é um capacitor variável (trimmer) que em conjunto com a bobina L1 determina a faixa de freqüência de transmissão, na faixa de FM entre 88 a 108 MHz.

As ligações devem ser as mais curtas possíveis, porque fios muito longos induzem indutâncias e capacitâncias parasitas e reduzem a eficiência do transmissor. A Fig. 51(d) exibe um diagrama em blocos de um receptor de rádio, que faz o processo inverso, pode captar os sinais dos transmissores dentro da faixa de recepção desse receptor. No diagrama em blocos da Fig. 51(d) temos um receptor chamado super heteródino. Esse receptor funciona da seguinte forma: O oscilador misturador tem a função de captar pela antena qualquer sinal de portadora na faixa selecionada (AM, FM, OC, etc.). Um circuito chamado circuito de sintonia separa apenas uma estação entre várias, em seguida, o sinal de um oscilador chamado oscilador local produz uma freqüência maior que a sintonizada. Na etapa misturadora, o sinal sintonizado e o sinal produzido pelo oscilador local são misturados, e o resultado da mistura produz um terceiro sinal sendo a diferença entre os dois primeiros. Esse terceiro sinal terá sempre a mesma freqüência, seja qual for a freqüência sintonizada, isso simplifica o processo de sintonia. Esse terceiro sinal chama-se Sinal de FI ou freqüência intermediária. A FI vai para as etapas amplificadoras de FI para aumentar o nível de amplificação. Os amplificadores de FI possuem circuitos de acoplamento constituídos de pequenos transformadores e capacitores que só deixam passar o sinal de FI (circuito sintonizado). Posteriormente, o sinal de FI vai para uma etapa chamada detectora onde é demodulado, a portadora é separada do sinal modulador, no caso é um sinal de som.

é separada do sinal modulador, no caso é um sinal de som. A etapa demoduladora faz

A

etapa demoduladora faz o processo inverso do modulador no transmissor. Após a separação

do sinal modulador em relação à portadora de FI, o sinal de som puro (sem a portadora) vai para a primeira etapa de áudio, um pré-amplificador para fazer a primeira amplificação, e em seguida, passar pela etapa driver para aumentar a amplificação da etapa pré-amplificadora. Finalmente, haverá sinal de áudio forte o suficiente para excitar a etapa de saída de áudio, até a saída no alto- falante.

a etapa de saída de áudio, até a saída no alto- falante. Fig. 52 No amplificador
Fig. 52
Fig. 52
de saída de áudio, até a saída no alto- falante. Fig. 52 No amplificador comum para
de saída de áudio, até a saída no alto- falante. Fig. 52 No amplificador comum para

No amplificador comum para baixas freqüências áudio (som), por exemplo, o acoplamento entre a entrada e saída é feito através de capacitores. Na Fig. 52 temos um amplificador sintonizado (RF) com acoplamento entre entrada e saída feito por transformadores ajustados para operarem numa única freqüência, são sintonizados.

Os amplificadores de FI são amplificadores sintonizados, transformam com a ajuda de um circuito oscilador, qualquer valor de freqüência da onda portadora sintonizada na antena, em uma única freqüência chamada de freqüência intermediária ou FI. Essa técnica é muito mais eficiente, pois, se tivéssemos de sintonizar os amplificadores de RF para cada freqüência sintonizada seria muito demorado mudar de estação. A cada mudança teríamos de reajustar os transformadores de acoplamento.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Os receptores sem a sintonia fixa das etapas amplificadoras de FI fizeram parte dos primeiros rádios, quando havia meia dúzia de estações transmissoras. Hoje, com tantas emissoras, seria inviável mudar de estação, devido à mão de obra para reajustar os amplificadores de RF a cada mudança.

Amplificadores de potência (AMPLIFICAÇÃO FINAL)

Os amplificadores em classe A amplificam os sinais sem perder nenhuma parte dos dois semiciclos. No entanto, não podem trabalhar com altas potências, por que o consumo de energia é muito alto, devido a conduzirem corrente o tempo todo, mesmo sem sinal na entrada. Com a amplificação em classe B obtém um bom nível de potência com baixo consumo de energia, porque como já foi explicado anteriormente no tópico referente a classes de amplificação, na classe B, o transistor só conduz quando houver sinal na entrada, porém, a classe B distorce muito o sinal porque corta um dos semiciclos do sinal. A solução encontrada é unir as boas características da classe A (praticamente não introduz distorção) com a alta potência da Classe B com baixo consumo. Usaremos o circuito da Fig. 53. Usamos dois transistores, um NPN e outro PNP. Os transistores usados devem ser do tipo par casado, um deve ter as mesmas características do outro, e polaridades opostas. Para que isso seja possível, é necessário adquirir os transistores do mesmo fabricante.

é necessário adquirir os transistores do mesmo fabricante. Fig. 54 Q2 Fig. 53 Q3 Q1 Na
Fig. 54
Fig. 54
Q2 Fig. 53 Q3 Q1
Q2
Fig. 53
Q3
Q1
do mesmo fabricante. Fig. 54 Q2 Fig. 53 Q3 Q1 Na Fig.53 podemos analisar um amplificador

Na Fig.53 podemos analisar um amplificador em simetria complementar, classe AB. Q1 amplifica em classe A, enquanto Q2 e Q3 amplificam alternadamente em classe B. A classe B, como já analisamos, trabalha com potências altas, acima de 100 W em casos especiais, mas, apresenta um problema de distorção, chamado Distorção por Cross Over. Essa distorção pode ser resolvida usando técnicas apropriadas de polarização para reduzir ao máximo o problema.

de polarização para reduzir ao máximo o problema. A Fig. 54 demonstra o gráfico do sinal

A Fig. 54 demonstra o gráfico do sinal deformado. A Distorção exibida no gráfico é chamada de Cross Over ou Distorção de Cruzamento ou Transição. Quando o sinal passa pelo eixo horizontal, representado pelo gráfico, no ponto de mínima tensão do sinal. Valores de tensão inferiores a 0,6V, na classe B, não são amplificados, ocorrendo deformação do sinal original como pode ser visto na Fig.54. Temos na saída (etapa de potência), dois transistores de potência ligados ao alto-falante, na configuração de coletor comum, interligados pelos emissores, polarizados em classe AB. Nesta classe de amplificação, o transistor só amplifica metade do sinal, sendo que o NPN amplifica os semiciclos positivos e o PNP os negativos. Os transistores ficam quase no limiar do corte, quase na condução. Por isso, o nome dessa polarização é AB.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Temos na Fig. 55, o circuito completo de um amplificador de sinais cuja entrada há um sensor de som (microfone).

Alguns resistores são variáveis para facilitar o ajuste fino e obtermos o melhor desempenho do amplificador. Manteremos a tensão nos emissores em metade da tensão da fonte, bastando escolher os resistores de polarização corretos. Temos também um transistor adicional chamado driver, ligado diretamente à base do transistor de saída PNP. O driver ou impulsor é uma etapa de amplificação a mais para produzir um ganho adicional de tensão nas bases dos transistores de saída, aumentando a amplificação total. O driver trabalha em classe A.

Fig. 55

amplificação total. O driver trabalha em classe A. Fig. 55 realimentação negativa do driver é feita
amplificação total. O driver trabalha em classe A. Fig. 55 realimentação negativa do driver é feita

realimentação negativa do driver é feita interligando através de um resistor os emissores dos

feita interligando através de um resistor os emissores dos A transistores de saída à base do

A

transistores de saída à base do driver. Para obtermos um ajuste da realimentação, podemos ligar um trimpot em série com o resistor que tem o valor de 100 k. Veja que para o trimpot ficar em série é preciso curtocircuitar um dos terminais extremos ao terminal central. Para o ajuste, o trimpot pode ter o dobro ou mais do valor do resistor ligado em série.

ter o dobro ou mais do valor do resistor ligado em série. O O capacitor ligado
ter o dobro ou mais do valor do resistor ligado em série. O O capacitor ligado

O

O

capacitor ligado ao alto-falante tem por finalidade isolar a alimentação contínua, deixando

passar só os sinais variáveis. O capacitor se carrega nos semiciclos positivos e se descarrega nos semiciclos negativos.

diodo tem a finalidade de desviar excessos de corrente nas bases dos transistores de saída

devido ao aumento de temperatura nas junções dos mesmos. Também é aproveitada a queda de tensão na junção desse diodo para elevar a tensão de base do transistor NPN em 0,6V e reduzir em - 0,6 na base do PNP. Essa técnica como já vimos, é usada para deixar os transistores de saída bem próximos à condução e reduzir o efeito chamado distorção por cross-over.

Podemos usar um trimpot (potenciômetro em miniatura) para obtermos um ajuste preciso de Vce = Vcc / 2 na junção dos emissores dos transistores de saída, que terá o dobro da resistência de base ligado no anodo do diodo. Esse ajuste é fundamental para a correta simetria do sinal amplificado, caso contrário, os semiciclos ficariam com tamanhos diferentes causando distorção. O resistor do coletor do drive em série com o trimpot deve manter uma Vce = Vcc / 2. O seu cálculo é simples, basta usar a fórmula:

RbQ2 (R1) = Vcc /2 / IbQ2 + IcQ1.

Ic Q1 = 10% IC PR1 = [(Vcc/2) x (IbQ2+ IcQ1)] + MS

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Para obter o ajuste preciso de Vcc / 2 na junção dos emissores dos transistores de saída reduza a resistência de RbQ2 pela metade, enquanto usa o dobro da resistência de RbQ2 para a resistência do trimpot de ajuste. Para determinar Ib de Q2 é preciso determinar o ganho (hFE) de Q2 que se for de potência não ultrapassa 50. Para determinar a corrente IC de Q2 usamos a fórmula: IbQ2 = IcQ2 / hFEQ2. A corrente IC do driver pode ser a mesma da corrente Ib de Q2. Se a corrente IC de Q1 for maior do que 50mA, poderá levar Q1 a aquecer, será preciso usar um transistor de média potência no lugar de Q1, como por exemplo, o BD135. Se a corrente IC de Q1 for inferior a 50mA, um transistor comum de baixa potência como o BC548 ou equivalente será suficiente.

Para potências maiores que 5W, dependendo das características dos transistores será preciso adotar técnicas mais complexas de polarização, que leva em conta o aquecimento dos transistores e você terá que pesquisar métodos especiais de polarização. A corrente Ib do driver se calcula do mesmo modo, visto anteriormente para Q2. O hFE do driver ficará em torno de 200.

Os manuais de transistores e informações obtidas na internet são ótimos auxiliares para desenvolvimento de projetos. O capacitor C4 de 100nF calculado por C = 1 / 2π x Fmin x Rmin. Este capacitor promove o acoplamento entre a etapa pré-amplificadora e a etapa driver, para não haver interferência da polarização CC da fonte de sinal com o sinal AC na entrada do amplificador driver. Rmin é a resistência de entrada do transistor = Rmin = Vbe / Ib.

a resistência de entrada do transistor = Rmin = Vbe / Ib. O capacitor C2 acopla

O

capacitor C2 acopla a saída para que não haja interferência da baixa resistência da carga

(alto-falante) na polarização dos transistores de saída deixando passar só o sinal. Estes capacitores podem ser determinados usando a fórmula: C = 1 / x Fmin x Rmin = RL

A

potência final desse amplificador de áudio apresenta um rendimento de 0.5W. Parece pouco,

mas não é, basta você saber que a maioria dos amplificadores de áudio, encontrados em aparelhos de TV, rádios portáteis, etc., têm uma potência que não ultrapassa 1W. Esses aparelhos que o fabricante diz ter 3000W PMPO ou mais, não passam na maioria de 4 a 5W por canal ou menos! O método de medição de potência reconhecido internacionalmente é a RMS ou potência média quadrática, cuja fórmula mais simples para determiná-la é P = VAC 2 / Zout. A fórmula diz que a potência de saída do amplificador = quadrado da VAC, medida a pleno volume, com um sinal de entrada de 1 kHz senoidal, com intensidade suficiente para excitar o amplificador com o mínimo de distorção e dividido pela impedância de saída do amplificador. Se um amplificador doméstico fosse capaz de fornecer uma potência de 3kW, o aparelho aqueceria tanto que os gabinetes de plástico derreteriam. Você já tentou pegar numa lâmpada de 5W (cinco Watts) ligada? O aquecimento queimaria sua mão! Amplificadores com potências tão altas, só são encontrados em equipamentos profissionais caríssimos e chegam a pesar alguns quilos. A Fig. 56 exibe um circuito mais simples e também como ligar o multímetro e outros instrumentos de testes para os ajustes finais do amplificador.

de testes para os ajustes finais do amplificador. XMM3 1kOhm Key = a XFG1 R2 1Mohm

XMM3

1kOhm

Key = a

XFG1 R2 1Mohm Q2 BJT_PNP_VIRTUAL XMM1 R4 XSC1 1kohm R1 Q1 C1 G 8ohm BJT_NPN_VIRTUAL
XFG1
R2
1Mohm
Q2
BJT_PNP_VIRTUAL
XMM1
R4
XSC1
1kohm
R1
Q1
C1
G
8ohm
BJT_NPN_VIRTUAL
XMM2
R3
T
A
B
50%
1uF

V1

12V

Fig. 56

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

AJUSTES FINAIS: Para o correto funcionamento do amplificador é preciso fazer os seguintes ajustes: Ligue a fonte. A Fig. 57 exibe um exemplo de uma boa fonte estabilizada por zener e transistor. O transistor amplifica o efeito de estabilização do zener. O potenciômetro faz o ajuste fino da tensão de saída.

O potenciômetro faz o ajuste fino da tensão de saída. Fig. 57 Em seguida, meça a

Fig. 57

Em seguida, meça a tensão contínua entre os emissores dos transistores de saída SEM SINAL NA ENTRADA. Ao mesmo tempo, ajuste o trimpot P3 (este resistor pode ter o dobro ou mais do valor de R5, que deverá ser reduzido pela metade), para ler uma tensão num multímetro. O multímetro deverá ser chaveado para a escala de tensões contínuas, em torno da metade da alimentação da fonte. Esse trimpot ajusta a corrente quiescente ou de repouso do transistor impulsor ou driver, para que a polarização das bases dos transistores de saída mantenha os emissores na metade da tensão de polarização.

Se for preciso um ajuste mais preciso ligue em série com R6, um trimpot com no mínimo o dobro da resistência de R6 e R6 será reduzido pela metade.

dobro da resistência de R6 e R6 será reduzido pela metade. Calculando a potência real de
dobro da resistência de R6 e R6 será reduzido pela metade. Calculando a potência real de

Calculando a potência real de um amplificador

pela metade. Calculando a potência real de um amplificador P = V² / R Onde: P=

P = V² / R

Onde: P= potência em Watts RMS (potência real). V= tensão AC medida com o multímetro nos extremos da saída das caixas acústicas. Para medir essa tensão, precisaremos desligar as caixas, e substituí-las por um resistor (R) de 8 Ohms, ou conforme a impedância de saída. O resistor deverá ter em torno de 20W ou mais. Abra todo o volume e injete um sinal de preferência de um injetor de sinais para maior precisão com uma freqüência fixa de 1 kHz. Se não dispuser de um injetor, use o sinal de uma música bem barulhenta. A precisão da medida não será tão boa, mas, dá para ter uma idéia

da medida não será tão boa, mas, dá para ter uma idéia aproximada. Você verá que

aproximada. Você verá que seu aparelho de som de 3000W não passa de um amplificador de no máximo 5W por canal ou menos! Um amplificador de 100W é um amplificador que pode ser considerado profissional, capaz de sonorizar com alto rendimento, grandes salões.

Fontes de alimentação reguladas ou estabilizadas com transistores

Sabemos que para uma fonte funcionar com o mínimo de “ripple”, a filtragem simples usando grandes capacitores eletrolíticos é insuficiente. As melhores fontes são as fontes de alimentação reguladas. A regulagem mais simples é feita com diodos zeners e transistores de potência trabalhando em conjunto. O zener faz a regulagem propriamente dita e o transistor amplifica a regulagem.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

A maioria dos zeners reguladores usados em equipamentos eletrônicos, são para baixa potência,

não podendo controlar correntes maiores que 10 mA. A maioria dos reguladores mais simples são os chamados reguladores série, usando transistores de potência bipolares. O nome regulador série é devido ao transistor ser ligado em série com a carga numa configuração de coletor comum, ou seja, a corrente regulada e amplificada sai do emissor do transistor. Veja na Fig. 58 o circuito do regulador série

transistor. Veja na Fig. 58 o circuito do regulador série Fig. 58 Vi ou Ve representa
transistor. Veja na Fig. 58 o circuito do regulador série Fig. 58 Vi ou Ve representa

Fig. 58

Vi

ou Ve representa a entrada da fonte não regulada, onde podemos aplicar a saída de uma

fonte não regulada projetada anteriormente. Vo ou Vs representa a saída regulada.

Exemplo prático: Projetar um regulador série, para uma fonte não regulada de 9 V, sendo a tensão da carga 3 V e potência consumida pela carga é de 300mW. Sabendo a potência e a tensão da carga fica fácil saber a corrente da carga, IL = PL/VL = 100mA.

Para o correto funcionamento do regulador transistorizado série é preciso uma diferença de tensão entre a tensão não regulada e a tensão regulada, de no mínimo 3 V a mais em relação à tensão de saída Vo, para o transistor não saturar, saindo da região linear, e assim, não poder variar a corrente regulada de acordo com as necessidades da carga. Esta variação é controlada pelo zener que estabelece uma tensão de referência. Na base do transistor regulador, o zener controla a amplificação de corrente do transistor, de modo a manter essa corrente constante na carga e assim estabilizar a tensão.

corrente constante na carga e assim estabilizar a tensão. Especificações do projeto: Vi Vo I L
corrente constante na carga e assim estabilizar a tensão. Especificações do projeto: Vi Vo I L
corrente constante na carga e assim estabilizar a tensão. Especificações do projeto: Vi Vo I L

Especificações do projeto:

Vi

Vo

IL = 100mA

ou Ve = 9 V (tensão de entrada não regulada)

= 3 V (saída regulada)

1º Passo: Escolha do zener:

Vo = Vz Vbe

Onde Vbe = tensão base emissor do transistor. Para um transistor de silício é 0,6 V a 0,7V.

Vz = Vo + Vbe = Vz = 3 + 0,6 = 3,6 V.

Escolhemos um zener com VZ = 3,6 V por 400 mW, pois a potência no zener será menor do que esse valor, porque a corrente de base será de alguns microampères.

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

2º Passo Cálculo de R (resistência de limitação da corrente do zener). Para facilitar os cálculos

adote para IL = 0 A, ou seja, sem carga. Assim não será preciso calcular Ib, simplificando os cálculos.

Onde: Izmax = corrente máxima do diodo zener. Podemos escolher um zener de baixa potência (400mW, por exemplo, valor comercial mais baixo), porque a potência desenvolvida entre base e emissor é muito menor do que este valor (Vbe x Ib < Pz).

Izmin = corrente de polarização do zener poderá ser = 10% de Izmax.

R > Vi Vz / Izmin + IL; IL = 0A, como vimos anteriormente.

Para o exemplo temos:

Vi ou Ve = 9 V

Vz = 3,6 V

IZmax = Pz / Vz = 0,4 / 3,6 = 111mA

Zmin = 10% de 111mA = 0,0111A

R = 9 V 3,6 V / 0,0111 A = 486 Ω, usaremos o valor comercial mais próximo.

A = 486 Ω, usaremos o valor comercial mais próximo. A potência do resistor do zener

A potência do resistor do zener limitador de Izmin é: Prz = [(Ve Vz ) x Izmin] + 50% =

+50% é a margem de segurança para prevenir que o componente (resistor) trabalhe no limite e queime. Se quisermos mais proteção devemos substituir Vi = Ve, por Vm (tensão de pico).

Prz = [(9V 3,6V)] x 0,0111 x 1,5 = 89 mW. Será escolhido o valor comercial mais próximo que é 1/8W.

Será escolhido o valor comercial mais próximo que é 1/8W. 3º Para determinar o transistor devemos
Será escolhido o valor comercial mais próximo que é 1/8W. 3º Para determinar o transistor devemos

Para determinar o transistor devemos saber:

Vce, Ic e Pt.

Do circuito temos: Vce = Vi Vo

Onde:

Vce = tensão entre coletor e emissor

Passo determinar o transistor regulador.

coletor e emissor Passo determinar o transistor regulador. Para o exemplo temos: Vce = 9 –

Para o exemplo temos: Vce = 9 3 = 6 V

O valor de VCE é apenas 6 V porque o transistor como vimos está em série com a carga,

dividindo a tensão VI (9 V) com a carga. O Vce do transistor deve ser superior ao valor calculado, no mínimo o dobro.

A potência do transistor (Ptot) será obviamente Vce x Ic, sendo Ic = a IrL (corrente da carga).

Assim, as especificações mínimas para o transistor regulador são:

Vce = 6 V

Ic

> 100 mA = IL = 100 mA. (corrente da carga). Assim Ic = 200 mA.

Pt

= 6 x 0,2 = 1,2 W.

Consultando um manual de transistores, um transistor BD 135 é mais do que suficiente para as necessidades dos nossos cálculos. Não esquecer que o transistor deverá ser fixado a um dissipador de

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

calor. O uso de pasta térmica vendida em qualquer casa de componentes eletrônicos é recomendável para dissipar o calor e proteger o transistor.

No circuito final (Fig. 59) será acrescentado um capacitor em paralelo com o zener para aumentar a filtragem e estabilização. O capacitor tem nestas condições, a sua capacitância multiplicada pelo ganho do transistor que para o tipo escolhido, o ganho fica em torno de 10 a 50 vezes ou mais, dependendo do fabricante. As características exatas do transistor, só podem ser obtidas com o manual de transistores. Para sabermos o ganho final do transistor usamos a fórmula:

Para sabermos o ganho final do transistor usamos a fórmula: Fig.59 hFE = Ic / Ib

Fig.59

hFE = Ic / Ib

hFE = 0,1 A ÷ 0,01 A = 10

Para um capacitor de 100 µF, temos:

100 µF x 10 hFE = 1000 µF.

um capacitor de 100 µF, temos: 100 µF x 10 hFE = 1000 µF. O resultado

O

resultado é uma melhora considerável da estabilização de tensão.

Detalhes de uma fonte melhor elaborada capaz de alimentar uma carga de 12 V por 2 A, com um transistor 2N3055, de alta potencia é vista na Fig. 60. Observe também o acréscimo de um transistor de uso geral, baixa potência e alto ganho, para reduzir a corrente no zener proporcionando maior estabilidade e maior ganho devido ao acoplamento Darlington.

O

potenciômetro P1 permite que a tensão regulada seja ajustada desde 0 V passando por vários

valores intermediários de tensão, até o valor máximo, que no exemplo equivale a 12 V. O

potenciômetro deverá ser do tipo linear.

a 12 V. O potenciômetro deverá ser do tipo linear. Fig. 60 Como temos dois transistores,

Fig. 60

Como temos dois transistores, o zener deve trabalhar com 1,2 V a mais, devido à queda de tensão nas junções dos dois transistores.

Para P1 podemos usar valores de resistência entre 10 K a 47 K. O capacitor ligado entre o emissor (saída) e negativo da fonte serve para estabilizar a saída. Valores maiores que 220 µF podem dificultar o ajuste de tensão sem carga. Uma alternativa para usar um capacitor maior no emissor, é usar um resistor entre 470 Ω a 1 k em paralelo com o capacitor, para a saída da fonte não ficar sem carga, e o ajuste de tensão ser mais preciso.

A tensão de saída (Vs) = a tensão de entrada Ve = (Vbe x 2) +3, para haver uma folga, por causa

das quedas de tensões que devemos considerar, desde a entrada (Ve), até a saída (Vs).

Cap. 3

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Eletrônica Linear - Teoria e Prática

Para Vs = 12 V + (0,6 x 2) = 13,2V

Vz = Vs + 1,2V, porque cada transistor apresenta uma queda de tensão entre base e emissor de 0,6V. Se essa queda não for considerada, a tensão na saída será reduzida em 1,2V.

Izmax poderá ser calculado como foi explicado anteriormente.

Izmin = 10% de Izmax, como explicado anteriormente.

Rz fica em série com o zener, para limitar a corrente do zener é calculado como anteriormente explicado.

O potenciômetro de ajuste será determinado pela fórmula:

P1 = Vz / 10% IZmin.

O capacitor ligado na base do 1º transistor poderá ser calculado pela seguinte fórmula:

C= 1,59 / P1 x F

C = capacitância em Farad.

1,59 = constante

P1 = Resistência de P1

F

em Farad. 1,59 = constante P1 = Resistência de P1 F = Freqüência residual que poderá

= Freqüência residual que poderá haver após a filtragem da fonte (ripple) = 120 Hz.

Esse capacitor melhora sensivelmente a filtragem da fonte, devido a sua capacitância ser multiplicada pelo ganho dos transistores em acoplamento Darlington, se o ganho do primeiro transistor for 100 e do segundo 10 = 100 x 10 = 1000. Se o capacitor tiver uma capacitância em torno de 10μF, a capacitância total será 10 μF x 1000 = 10.000 μF. A tensão de trabalho do capacitor deverá ser pelo menos o dobro de Ve.

trabalho do capacitor deverá ser pelo menos o dobro de Ve. Para correntes acima de 5
trabalho do capacitor deverá ser pelo menos o dobro de Ve. Para correntes acima de 5

Para correntes acima de 5 Ampères devemos optar por uma fonte chaveada, porque o transformador ficará muito grande e caro. O projeto de uma fonte chaveda é complexo. Você deverá pesquisar em livros especializados no assunto.

grande e caro. O projeto de uma fonte chaveda é complexo. Você deverá pesquisar em livros