VIAGENS

Xangai, a magia asiática
SUPLEMENTO
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O JORNAL ECONÓMICO

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Número 1491 | sexta-feira, 31 de maio de 2013 | Preço 1 cênt. | Diretor Guilherme Borba
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BOLSA

Mercado de capitais é alternativa de financiamento para PME
PME NEWS Numa altura em que as pequenas e médias empresas (PME), descapitalizadas por sistema, têm as maiores dificuldades em aceder ao crédito bancário, que se tornou escasso e caro, a Bolsa é uma boa forma de financiar o seu desenvolvimento
SUPLEMENTO COMERCIAL PÁGS. 10 A 16
ENTREVISTA

Pedir fatura triplica benefício no IRS
ORÇAMENTO RETIFICATIVO
O GOVERNO decidiu aumentar o incentivo de 5% para 15% do IVA para quem pede faturas nas oficinas de reparação automóvel, restaurantes, hotéis e cabeleireiros. O limite de abate à coleta mantém-se, no entanto, nos 250 euros anuais. Para se atingir o máximo será necessário consumir cerca de 700 euros mensais naquelas áreas. Este benefício fiscal reforçado está incluído no Orçamento de Estado Retificativo, aprovado ontem e que será entregue hoje. Marques Guedes, o ministro da Presidência, justificou esta opção com o facto de estar a conseguir “melhorar significativamente o combate à evasão fiscal, garantindo uma participação ativa dos cidadãos”. O ministro adiantou que cerca de três milhões de contribuintes passaram a indicar o NIF nas faturas, tendo sido comunicadas cerca de 900 milhões de faturas. Embora os pormenores do Orçamento Retificativo só sejam conhecidos hoje, o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, disse no final da reunião do Conselho de Ministros que o Governo vai usar cerca de 340 milhões de euros que prevê gastar a menos com juros da dívida pública para compensar o “buraco orçamental criado após o “chumbo” do Tribunal Constitucional, juntamente com uma reserva orçamental. Explicou o governante que a redução de gastos relativamente à previsão se deve à queda nos juros dos Bilhetes do Tesouro emitidos pelo Estado e ainda à redução dos juros de outros empréstimos. Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, disse que o Governo espera que a receita fiscal que irá perder com o crédito fiscal extraordinário seja paga pela aceleração da atividade económica. Citado pela Lusa disse que a AICEP monitorizou a existência de diversas empresas interessadas.

ALEMANHA

Blockupy obriga a reforçar segurança

“O crescente poder do consumidor informado obriga a uma estratégia de sustentabilidade”

Pedro Norton de Matos
Mentor do Greenfest

Pág. 8

Inflação leva juro a subir para 8% no Brasil Ryanair recusa vender na Aer Lingus
OPINIÃO

Pág. 4

Pág. 6

Sustentabilidade ou a falta dela

João Barata
Economista

Polícia ergue barricadas junto ao BCE, em Frankfurt Main, na Alemanha. O movimento Blockupy, anti-capitalismo e globalização, convocou ações de bloqueio para hoje em Foto EPA/Boris Roessler frente a várias instituições do país.

Pág. 6

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Radar

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TENHO DITO

O NÚMERO

RADAR
NOTA Fogo de vista
O presidente francês, François Hollande, não gostou que Bruxelas tivesse pedido a Paris que realize alterações às reformas e ao mercado do trabalho, em troca do adiamento por dois anos do período concedido para reduzir o défice abaixo dos 3%. Segundo Hollande, a “Comissão não nos diz o que temos de fazer. Ela simplesmente tem por missão dizer que a França deve restaurar as suas contas públicas”. França integra a União Europeia, integra a Zona Euro, logo, está sujeita às mesmas regras que os restantes mercados. No entanto, o comissário europeu Michel Barnier veio pôr água na fervura, adiantando que Bruxelas apenas fez recomendações a França e não exigências. Há dois anos que a economia está estagnada, são necessárias (tal como a OCDE referia na quarta-feira) reformas estruturais e o Governo continua sem encontrar respostas eficazes para os problemas económicos e financeiros do país. A missão da Comissão Europeia não é apenas e tão-somente fazer recomendações, como se tem visto em Portugal. França, como país soberano, não gosta, mas o facto é que ainda é a Comissão Europeia que manda, mesmo que Hollande queira mostrar o contrário. [HR]

Marques Guedes, ministro da Presidência, sobre a execução do Orçamento

BOLSA

R

“Não antevê, não antecipa e obviamente não deseja um novo sobressalto”

PSI 20

0,72% 0,79% 3,06%

340 milhões
O Governo vai usar cerca de 340 milhões de euros que prevê gastar a menos com juros da dívida pública para compensar o “buraco” orçamental criado após o chumbo do Tribunal Constitucional, juntamente com uma reserva orçamental
MAIOR SUBIDA

Altri
MAIOR DESCIDA

Portugal Telecom

NOTÍCIAS NO MUNDO
BÉLGICA CHINA

CE quer acabar com o roaming
A Comissão Europeia quer acabar com os custos de usar o telemóvel noutro Estado-membro em 2014, estando a preparar legislação sobre roaming, anunciou ontem a comissária europeia para a Tecnologia, Neelie Kroes. Segundo a comissária, será apresentada, o mais tardar até ao início de setembro, uma proposta para acabar com os custos de itinerância do uso de telemóveis, bem como assegurar o livre acesso à Internet para todos os cidadãos europeus.

Sinopec nomeia Li Chunguang
A petrolífera estatal chinesa Sinopec nomeou ontem Li Chunguang como o seu novo presidente, revelou a agência oficial chinesa. De acordo com a Xinhua, a decisão foi tomada, por comum acordo, entre os acionistas da corporação, que substituiu Wang Tianpu por Li Chunguang, o qual assume a liderança do gigante petrolífero chinês por um período de dois anos.

FRANÇA

Bruxelas não fez exigências
O comissário europeu Michel Barnier afirmou ontem que Bruxelas fez recomendações à França e não exigências, depois de o presidente François Hollande ter dito que a Comissão Europeia não tem de ditar o que o país deve fazer. “Não se tratou de um “diktat” (imposição), mas de recomendações”, explicou em declarações a uma rádio, depois de Hollande ter afirmado, na quarta-feira, que a CE “não tem de ditar” à França o que fazer sobre as reformas.

BIRMÂNIA

Governo e minoria kachin acordam cessar-fogo
SÍRIA

Oposição recusa conversações
O principal grupo da oposição síria disse ontem que não participará na conferência de paz internacional entre o regime e os rebeldes, proposta pelos EUA e Rússia, enquanto os aliados de Damasco continuarem a combater ao lado das forças governamentais. A Coligação Nacional tinha manifestado previamente disposição para participar em iniciativas de paz.

O Governo birmanês e os rebeldes da minoria étnica kachin, a última rebelião ainda em atividade no extremo norte do país, assinaram ontem um acordo de cessar-fogo provisório, anunciou um mediador. Os representantes da rebelião e do Governo assinaram um plano de sete pontos, que prevê “o fim dos combates”, declarou à agência noticiosa francesa AFP o negociador do Centro para a Paz na Birmânia, Min Zaw Oo.

www.reuters.com

www.bloomberg.com

www.bbc.co.uk

www.ft.com

SITES
ÀS 20 HORAS DE ONTEM

Singapore Air encomenda 60 aviões
A Singapore Airlines encomendou 30 aviões da Airbus e 30 da Boeing num negócio avaliado em mais de 17 mil milhões de dólares (13,1 mil milhões de euros). Este negócio torna a Singapore Airlines na primeira cliente de uma nova versão do 787 Dreamliner da Boeing, que a fabricante aeronáutica norte-americana ainda está a equacionar construir.

Telecom Italia investe 10 mil milhões
A Telecom Italia está a planear investimentos de 10 mil milhões de euros em fibra ótica para a sua unidade de rede fixa, cujo spinoff foi aprovado ontem pelo conselho de administração da operadora. O investimento, com um horizonte de dez anos, irá ajudar a nova unidade a oferecer acesso mais rápido à Internet e serviços tecnologicamente mais avançados.

Lucro da Kingfisher cai 30%
A Kingfisher, maior retalhista de artigos de bricolage da Europa, anunciou ontem que o resultado líquido referente ao primeiro trimestre caiu quase 30% face ao mesmo período do ano anterior, afetado pela queda da procura e baixas temperaturas. Os lucros do retalho da companhia britânica caíram para 114 milhões de libras (133,2 mil milhões de euros).

Berkshire compra NV Energy
A Berkshire Hathaway vai comprar a NV Energy, uma energética do Nevada, por 5,6 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros), referindo que o negócio vai ajudar a desenvolver os recursos energéticos naturais do Estado norte-americano. A oferta chega aos 10 mil milhões (7,7 mil milhões de euros), incluindo dívida.

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Economia internacional

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Economia dos EUA cresce 2,4%
CONJUNTURA
A ECONOMIA norte-americana cresceu 2,4% (ritmo anual) no primeiro trimestre deste ano, anunciou ontem o Departamento do Comércio, que reviu em baixa a primeira estimativa do PIB em 0,1 pontos percentuais. Esta segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA é ligeiramente pior do que a previsão média dos analistas, que esperavam que o crescimento económico se mantivesse inalterado, nos 2,5%. No último trimestre de 2012, a economia norte-americana registou um crescimento modesto, de 0,4%, depois de ter registado uma subida de 3,1% no trimestre anterior. A revisão em queda ligeira devese aos aumentos menos fortes do que o previsto das exportações, refere a nota, acrescentando que “a tabela geral da atividade económica não se alterou verdadeiramente”. Globalmente, o crescimento foi impulsionado pelo consumo das famílias que progrediu 3,4% (ritmo anual), contra uma subida de 3,2% calculada na primeira estimativa do produto e de apenas 1,8% no último trimestre de 2012. O consumo das famílias contribuiu com 2,4 pontos percentuais para o PIB dos EUA.

Inflação leva juro a subir para 8% no Brasil
CONJUNTURA
A SUBIDA da taxa de juro no Brasil para 8% mostra que o banco central está mais empenhado em controlar a inflação do que em relançar a economia, consideram os analistas ouvidos pelas agências de notícias internacionais. A decisão de subir a taxa de juro de referência em meio ponto percentual, para os 8%, foi tomada por unanimidade no Banco Central do Brasil, o que conferiu credibilidade à decisão da equipa liderada por Alexandre Tombini, consideram os analistas ouvidos pelas agências internacionais, que sublinham também a “coragem” e a “surpresa” sobre a decisão de aumentar novamente as taxas de juro, desta feita em 0,5 pontos. A subida segue-se aos outros aumentos, feitos em março e abril, de 0,25 pontos percentuais por mês, e surge num contexto de aumento da inflação para 6,49% em abril, mesmo no limite da média definida pelo banco central, entre 2,5 e 6,5%. Os analistas já esperavam uma subida da taxa de juro, mas alguns encaram o aumento de 0,5 pontos como “surpreendente” e “arrojado”, de acordo com a agência France Presse e com a Bloomberg, que lembra que esta foi a primeira vez que o painel de economistas que antecipa as decisões do banco central foi, na sua maioria, apanhado desprevenido, prevendo uma subida de apenas 0,25 pontos. A economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre do ano face aos últimos três meses, avançando 1,9% face ao período homólogo, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas.

GRÉCIA Presidente helénico Karolos Papoulias visita terminal da Cosco no Porto de Pireu

CRESCIMENTO DECECIONANTE
Os dados são algo dececionantes face às estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que previam um crescimento de 0,9% em cadeia, ao passo que o banco central brasileiro tinha previsto que a expansão da economia brasileira chegasse a 1%.

Trabalhadores descarregam o porta-contentores Ever Steady, do Panamá, no terminal da estatal chinesa de transporte marítimo Cosco no Porto de Pireu, na Grécia. A companhia da China tenciona expandir a sua atividade na infraestrutura helénica ao participar no Foto EPA/Alkis Konstantinidis programa de privatizações anunciado pelo Governo grego.

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PIB espanhol contrai 2% no trimestre
INE
A ECONOMIA espanhola registou um recuo de meio ponto percentual no primeiro trimestre do ano quando comparado com os três meses imediatamente anteriores, enquanto face ao mesmo período do ano anterior a contração foi de 2%. O abrandamento da queda da economia na comparação entre o último trimestre de 2012 e o primeiro deste ano deveu-se, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas espanhol, a um crescimento do consumo privado e do investimento. Estes dados coincidem com as estimativas do Banco de Espanha, que tinha previsto valores idênticos tanto a nível trimestral como anual. Este é o sétimo trimestre consecutivo de recessão em Espanha e as previsões referem que a recuperação não começará antes do final de 2014.
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Comércio sobe nas maiores economias
INTERNACIONAL
O VALOR do comércio internacional aumentou nas maiores economias mundiais durante o primeiro trimestre do ano, com uma subida de 1,3% no valor das importações e exportações, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O crescimento das trocas internacionais nos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foi ainda mais expressivo, aumentando 2,8% nos primeiros três meses de 2013. Face ao trimestre anterior, as importações e exportações de mercadorias subiram na Alemanha (3,9% e 4,8%, respetivamente), China (0,9% e 5,6%), Brasil (5,1% e 4,9%), EUA (0,7% e 1%), Itália (1,4% e 3,2%), Canadá (1,6% e 1,2%), França (0,5% e 1,9%) e Federação Russa (4,9% e 0,0%). No caso da África do Sul, cresceram as importações e desceram as exportações (4,3% e -0,3%, respetivamente).

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Economia nacional

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IVA de Caixa em vigor no 4.º trimestre
EMPRESAS
O REGIME de IVA de Caixa, que permite às empresas pagarem o imposto ao Estado depois de receberem das faturas emitidas, foi ontem publicado em Diário da República e vai passar a vigorar a partir do último trimestre do ano. O Decreto-Lei n.º 71/2013, de 30 de maio, refere que “em cumprimento do programa de Governo, e de forma a promover a melhoria das condições de tesouraria do tecido empresarial português, o Governo aprova, para vigorar já a partir do último trimestre de 2013, um regime de contabilidade de caixa em sede de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), o qual terá caráter facultativo e será estruturado de forma simplificada”. No preâmbulo à nova lei, o Governo adianta que, “atendendo ao seu caráter inovador”, optou por introduzir esta medida “de forma gradual, pelo que o regime abrangerá, nesta fase, apenas os sujeitos passivos de IVA com um volume de negócios anual até 500.000 euros, e que não beneficiem de isenção do imposto”. O Governo explica que o limiar até 500.000 euros “corresponde ao limite máximo que os Estadosmembros, à luz das regras comunitárias, podem adotar unilateralmente, sem intervenção da União Europeia”, sendo que “estão potencialmente abrangidas por esta medida mais de 85% das empresas portuguesas, bem como um número muito significativo de sujeitos passivos titulares de rendimentos empresariais e profissionais”. O decreto-lei refere ainda que as empresas que aderirem a este novo regime terão que permanecer durante dois anos, sendo que as empresas terão de pagar os montantes em falta no prazo máximo de 12 meses. A nova legislação ontem publicada é ausente em relação à obrigatoriedade de as empresas autorizarem o fisco a terem acesso direto às suas contas bancárias, como chegou a ser pensado.

GENEBRA

Primeira-dama de França pede atenção para a RD Congo

Preço das casas recua 3,9% em abril
ÍNDICE
O PREÇO de venda das casas caiu 3,9% em abril, em termos homólogos, com o segmento das casas novas a mostrar uma diminuição de 4,6%, enquanto os fogos usados mostraram uma variação de -3,3%, segundo o Índice Confidencial Imobiliário. Na comparação com abril do ano passado, os preços das casas na área de Lisboa apresentaram uma queda de -3,9%. No caso dos fogos novos, a taxa de variação homóloga foi de 6,1% e no caso dos usados de -2,8%. Na comparação com março deste ano, o preço de venda das casas estabilizou em abril, enquanto os fogos novos registaram uma descida de 0,1% e os usados estagnaram. Desde o início do ano, a descida de preços das casas, em geral, tem abrandado em termos de variação mensal: registou-se uma queda de 1,1% em janeiro, -0,7% em fevereiro e -0,3% em março. A Área Metropolitana de Lisboa continuou em abril a apresentar uma redução mensal dos preços em geral (-0,1% face a março), com os fogos novos a registaram uma queda de -0,6% e o mercado de casas usadas a valorizarem 0,2%.

Valérie Trierweiler, primeira-dama francesa e embaixadora da Fondation France Libertés, pediu, na 23.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, na Suíça, o fim Foto EPA/Martial Trezzini da impunidade quanto à violência sexual na RD Congo.

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Consumidores mais pessimistas em maio, clima económico melhora
INE
O INDICADOR de confiança dos consumidores interrompeu em maio a recuperação que se verificava desde o início do ano, enquanto o indicador de clima económico manteve a tendência de melhoria, segundo as estatísticas do INE. Os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apontam para um agravamento do pessimismo dos consumidores, com o indicador de confiança a recuar para 55,2 pontos (-54,3 em abril), influenciado sobretudo pelas perspetivas negativas sobre a evolução da situação económica do país e da poupança. O saldo das opiniões relativas à evolução da situação financeira das famílias manteve a evolução negativa observada desde o final de 2009, atingindo um novo mínimo da série, enquanto as apreciações sobre a evolução da poupança sofreram também um agravamento em maio, contrariando a ligeira recuperação verificada desde o início do ano. O indicador de clima económico melhorou para -3,2% (-3,6% em abril), com a confiança a recuperar em todos os setores.

Produção industrial regista variação positiva
INE
O ÍNDICE de produção industrial registou uma variação homóloga de 1,8% em abril, pela primeira vez positiva desde abril de 2012, e recuperando do decréscimo de 1,3% verificado em março, indicou ontem o Instituto Nacional de Estatística. Segundo o INE, a variação positiva do índice agregado de produção industrial foi determinada pelo contributo de 3,7 pontos percentuais do índice referente à Energia, que apesar de ter desacelerado, passou de 29,7% em março para 24,7% em abril. O índice de Bens de Consumo também originou uma contribuição positiva de 0,2 pontos percentuais para o índice de produção industrial em abril. Em contrapartida, os índices de Bens Intermédios e de Bens de Investimento apresentaram contributos negativos respetivamente de 0,9 e 1,2 pontos percentuais para a variação homóloga do índice de produção industrial em abril. Em termos mensais, o índice de produção industrial registou uma variação negativa de 3,7% em abril, contra um acréscimo de 3% em março.

Comércio a retalho atenua queda em abril
INE
O ÍNDICE de volume de negócios no comércio a retalho obteve em abril uma ligeira melhoria, mas continuou com valores negativos, passando de uma queda homóloga de 5,7% em março para -2,6% em abril, divulgou o INE. Esta variação menos negativa foi determinada sobretudo, segundo o INE, “pelo comportamento do índice do agrupamento de produtos alimentares, que registou uma taxa de variação homóloga de 3,3% em abril” quando diminuiu 2,5% em março.

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Negócios internacionais

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Ryanair recusa vender na Aer Lingus
AVIAÇÃO COMERCIAL
A RYANAIR, transportadora aérea irlandesa low cost, anunciou ontem que não tenciona vender a sua participação na Aer Lingus, depois de a Comissão de Concorrência do Reino Unido ter comunicado que poderá solicitar uma alienação parcial. De acordo com a comissão, a Ryanair poderá ser obrigada a reduzir a participação de 29,8% que detém na transportadora aérea devido a problemas de concorrência, que poderão fazer subir os preços nas rotas entre o Reino Unido e a Irlanda. A participação, avaliada em 280 milhões de euros, permite à Ryanair “influenciar a estratégia e política comercial” da também irlandesa Aer Lingus. A Ryanair considerou as conclusões da comissão “ estranhas e manifestamente erróneas”, ao mesmo tempo que advertiu que irá recorrer às autoridades competentes antes da decisão final da comissão, que será oficializada em julho. “Enquanto a Ryanair é uma das maiores transportadoras do Reino Unido, a Aer Lingus tem uma presença mínima, já que só opera seis rotas entre a República da Irlanda e o Reino Unido”, afirmou a transportadora em comunicado, adiantando que o fluxo de tráfego reduziu-se nos últimos três anos, representando agora menos de 1%. Em fevereiro, a Comissão Europeia proibiu a compra da Aer Lingus pela Ryanair, avaliada em 694 milhões de euros, para evitar uma situação de “monopólio absoluto” em pelo menos 28 rotas com destino ou origem na Irlanda e concorrência desleal em outras 46.

OPINIÃO

João Barata

Economista

Sustentabilidade ou a falta dela
Todos temos assistido, nos últimos tempos, ao triste espetáculo que se tem vindo a desenrolar, tendo por base os potenciais cortes em pensões e subsídios atribuídos pelo estado. Diz o povo, e com razão, que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Às dezenas de milhões de indigentes que vagueavam pela Europa após o final da guerra em 1945 e após anos dourados de investimento, crescimento e sedimentação do chamado modelo de “Welfare state”, segue-se agora uma triste realidade assente na inconsequência (e, porque não, falência) do regime social em que a maioria de nós nasceu e cresceu. Pese embora a atual situação se viesse a anunciar há já largos anos, preferiram os nossos governantes esconder este desiderato, adiando, por isso, o inevitável, ou seja, o da incapacidade absoluta em poder, uma cada vez menor franja da população, sustentar a base e vértice da pirâmide social. Na génese da “sociedade de bem estar” estão pressupostos básicos como sejam o crescimento económico, sustentabilidade na renovação da base da pirâmide (consistência na taxa de natalidade) e elevação do nível educacional da população induzindo capacidade de criação de valor, nomeadamente na franja da chamada população ativa. Enfim, não sendo por natureza negativista, confesso a minha incapacidade para, na atual situação vivida em Portugal, vislumbrar uma saída para este estado de coisas. O que conhecemos é perfeitamente a antítese daquilo que enferma um modelo de sociedade que permita continuarmos a falar de “Direitos adquiridos”, “Saúde tendencialmente gratuita” e outros slogans trazidos de um tempo em que não havia salário mínimo, não havia SNS e cerca de 30% dos cidadãos portuguesas nunca tinha conhecido os bancos da escola. No início da década de 90, e ao serviço de uma entidade bancária estrangeira, recordo-me de se estudarem aqueles que deveriam ser os setores que, num futuro a dez anos, potenciassem maiores taxas de rentabilidade e, por isso, devessem ser o foco de alguns fundos de investimento a comercializar no retalho bancário. Dos vários setores eleitos, houve dois que concitaram a quase unanimidade dos analistas: estruturas de turismo sénior e renovação e incremento do parque hospitalar dedicado à terceira idade. Se daqui algo se infere, é a constatação da existência de dois caminhos em paralelo, ou seja, o óbvio envelhecimento da população e a cada vez melhor condição económica que caracterizariam as reformas e a qualidade de vida do tempo futuro. Na verdade, dá que pensar. Com que cara continuamos a exigir, dos mais novos, os meios do nosso sustento, retirando-lhes a capacidade de, eles mesmos, construírem os seus próprios mecanismos de proteção. Dirão, “mas e então tudo o que descontei? Os impostos que paguei, onde estão?”. Enfim, direitos adquiridos…

DUAS OFERTAS RECUSADAS
A Ryanair ofereceu, em 2006, 1,48 mil milhões de euros pela Aer Lingus, travada pela Comissão Europeia devido a problemas de concorrência. Em 2008, avançou com uma nova proposta, inferior, recusada pelos acionistas da companhia aérea.

Segue-se agora uma triste realidade assente na inconsequência, e porque não falência, do regime social em que a maioria de nós nasceu e cresceu

PetroChina negoceia vendas em projetos
PETROLÍFERA
A PETROCHINA está a analisar a venda de algumas participações minoritárias em campos de gás e petróleo, bem como em projetos de gasodutos na China ocidental para financiar aquisições internacionais. De acordo com uma fonte ouvida pela agência de informação financeira Bloomberg, a segunda maior petrolífera cotada do mundo poderá anunciar alguns acordos nos próximos meses. A mesma fonte indicou que as conversações estão a decorrer com várias partes e que os seus investimentos serão na ordem dos milhares de milhões de yuan. Este mês, o chairman, Zhou Jiping, afirmou que a PetroChina precisa de mais capital privado nos seus projetos domésticos para aliviar o seu peso financeiro. “A PetroChina pode usar o dinheiro para comprar mais ativos ou expandir os seus projetos internacionais que vão permitir um maior retorno do que os projetos domésticos atualmente”, referiu um analista.
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NICÓSIA

BEI empresta 100 milhões de euros a Chipre

Werner Hoyer, presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), e Harris Georgiades, ministro das Finanças de Chipre, assinaram ontem um acordo para um empréstimo de 100 milhões de euros por parte da entidade financeira ao país. O governante cipriota disse que o Foto EPA/Katia Christodoulou crédito tem “ótimas condições”, a um juro baixo de 2% e por “um período longo”, sem especificar.

Tata ganha menos mas Fiat negoceia com banca para sobe vendas na Jaguar financiar compra da Chrysler
AUTOMÓVEL
O RESULTADO líquido da Tata Motors recuou 37% no quarto trimestre do seu exercício fiscal, face ao mesmo período do ano anterior. O lucro da maior fabricante indiana de automóveis, que caiu para 39,5 mil milhões de rupias (540,8 milhões de euros), ficou, ainda assim, acima das estimativas dos analistas, devido ao aumento das vendas da unidade Jaguar Land Rover, que ajudou a compensar o recuo verificado no mercado doméstico. As vendas desta divisão, comprada à norte-americana Ford Motors em 2008, subiram 19% para 116 340 unidades, enquanto as vendas no mercado interno recuaram 29% para 184 942 veículos, devido ao aumento do custo do crédito e ao abrandamento do crescimento económico.

AUTOMÓVEL
A FIAT está a negociar um crédito de 10 mil milhões de dólares (7,72 mil milhões de euros) com um consórcio de bancos para financiar a compra da participação da Chrysler que ainda não detém e refinanciar as dívidas das duas fabricantes de automóveis, afirmaram fontes próximas das negociações à agência Bloomberg.

A fabricante de automóveis italiana estará a negociar com o Bank of America, Deutsche Bank, Goldman Sachs e BNP Paribas o financiamento para a compra dos 41,5% detidos pelo fundo de pensões do sindicato United Auto Workers, referiram as fontes, adiantando que poderá haver outros bancos envolvidos. O CEO das duas empresas, Sergio Marchionne, pretende concluir a operação de compra até ao final do

verão, estando ainda dependente de um litígio sobre o valor da participação da UAW. Marchionne pretende fundir a fabricante italiana e a norte-americana para criar um grupo automóvel global, capaz de concorrer com a General Motors e a Volkswagen. A Fiat tem uma participação de 58,5% na Chrysler, constituída desde que ganhou o controlo na fabricante em 2008.

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Negócios nacionais

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BNU cria linha de crédito Banif diz que níveis de liquidez para empresas de Timor estão “completamente repostos”
BANCA
O DIRETOR-GERAL do BNU em Timor-Leste, da CGD, anunciou ontem uma linha de 30 milhões de dólares (23 milhões de euros) para financiar empresas timorenses e projetos do Governo ligados às infraestruturas. Segundo Fernando Torrão Alves, o financiamento está aprovado e falta apenas uma “luz verde” e a “criação de canais facilitadores à concretização do crédito por parte das autoridades timorenses”. Torrão Alves falava durante a cerimónia de inauguração de uma nova agência em Díli. “Esta linha de crédito destina-se a financiar as empresas timorenses e outras para projetos do Governo ligados a quaisquer infraestruturas e, portanto, é, quanto a nós, um dos instrumentos essenciais para alavancar o processo de desenvolvimento e de crescimento económico de Timor-Leste”, afirmou. Segundo o diretor-geral, o setor privado timorense só pode crescer se tiver linhas de crédito disponíveis, mas de acordo com padrões razoáveis de segurança e metodologias reconhecidas internacionalmente.

BANCA
O PRESIDENTE executivo do Banif, Jorge Tomé, assegurou ontem que o banco “está claramente no bom caminho”, com os níveis de liquidez “completamente repostos” e pretende reposicionar-se no continente português. Jorge Tomé declarou, após a assembleia geral do grupo, que “o banco está tão capitalizado como os outros bancos, muito mais sólido e líquido que no ano passado, com uma qualidade de ativos muito melhor e muito mais eficiente opera-

cionalmente”. Sobre os objetivos a prosseguir este ano, realçou que será dada continuidade aos programas de redução de custos, recuperação de créditos e o Banif “tem de concluir a segunda fase da capitalização” que tem como objetivo central “devolver o banco ao setor privado”. Adiantou que a estratégia do grupo nos próximos anos passa pela “transformação comercial do grupo”, que pretende manter a estrutura existente na Madeira e Açores, pois tem “forte implementação nas regiões autónomas”, mas vai apos-

tar numa “segmentação de clientes diferente da que tem hoje no continente”, virando-se para os clientes individuais e as pequenas e médias empresas. Sem avançar números, Jorge Tomé mencionou que esta mudança implica encerramento de balcões, estruturas que têm de ser “rentáveis” e vai “originar negociação de cessação de contratos de trabalho”, sendo um processo para cumprir nos próximos quatro a cinco anos.
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HUNGRIA Arte de rua promove indoors canal BBC Knowledge

O britânico Joe Hill, que cria arte de rua 3D, “na crista da onda” do seu mais recente trabalho. Desta feita, a peça foi feita indoors, no Centro Comercial Corvin, em Budapeste, no Foto EPA/Noemi Bruzak âmbito da promoção do canal de televisão BBC Knowledge.

Administração da RTP garante cumprir lei
MEDIA
O CONSELHO de administração da RTP garantiu ontem estar a cumprir todos os preceitos legais na execução do plano de redimensionamento da empresa, rejeitando a acusação da Comissão de Trabalhadores de que não foi consultada em algumas decisões, refere em comunicado enviado à Lusa. A reação surge na sequência de acusações da Comissão de Trabalhadores da empresa de media, que, na quarta-feira disse não ter sido consultada, “como manda a lei”, nas decisões de denúncia de isenções de trabalho e regimes de jornada contínua.

Prejuízo da Vista Alegre sobe 16%
PORCELANAS
O PREJUÍZO da Vista Alegre Atlantis (VAA) agravou-se 16% no primeiro trimestre, face a igual período de 2012, para 1,9 milhões de euros, anunciou ontem o grupo. “O efeito do agravamento dos custos das matérias-primas e dos custos energéticos, face ao período homólogo, levou à redução do resultado líquido em 277 mil euros”, explica o grupo em comunicado enviado à CMVM. Em igual período, o volume de negócios recuou 9% para 11,8 milhões de euros, “com uma contribuição de 65% do mercado externo”.

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sexta-feira 31 de maio de 2013

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Entrevista

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“O crescente poder do consumidor informado obriga a uma estratégia de sustentabilidade”
A 6.ª edição do Greenfest decorre no início de outubro, no Centro de Congressos do Estoril, sob o tema economia de partilha. Pedro Norton de Matos, mentor do festival de sustentabilidade, explica quais são as novidades deste ano e como ter atitude de empreendedor é fundamental para um modelo de desenvolvimento sustentável

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PEDRO NORTON DE MATOS MENTOR DO GREENFEST

tando na excelência dos conteúdos, o que continua a ser um dos grandes atrativos do Greenfest. Exemplos de organizações participantes – quais os grandes setores em destaque? A transversalidade da sustentabilidade, entendida como modelo de desenvolvimento, é um fenómeno crescente. Não conheço nenhum setor de atividade que se possa alhear dessa realidade, e o Greenfest reflete isso mesmo. Aliás, o crescente poder do consumidor informado “obriga” as empresas/marcas a terem uma estratégia de sustentabilidade. Há um caminho a percorrer, mas a tendência é imparável e há muitos exemplos que mobilizam e inspiram e que estarão presentes no Greenfest. Existem atividades paralelas? De que forma complementam o evento e como podem os visitantes participar nas mesmas? Vamos ter diversas atividades. Para empresas e escolas, sobretudo nos dias de semana, e para famílias predominantemente no fim de semana. As entradas no Greenfest são gratuitas mas algumas atividades requerem inscrições prévias devido à intensa procura e lugares limitados. Quais os principais pontos de atração desta edição para os diferentes públicos (empresas, empreendedores, desempregados…)? Teremos muitas novidades, que certamente surpreenderão os visitantes. Destaco o espaço da “Fábrica da Comunidade”, que funcionará como área de

A transversalidade da sustentabilidade, entendida como modelo de desenvolvimento, é um fenómeno crescente. Não conheço nenhum setor de atividade que se possa alhear dessa realidade

A edição de 2013 do Greenfest é uma iniciativa do Grupo Gingko em parceria com a Câmara Municipal de Cascais e a By (WyGroup). Com entrada gratuita, o festival de sustentabilidade decorre de 3 a 6 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril. Em termos de atividades, divide-se em três espaços: CCE, Greenfair e Greenwalk. A edição do ano passado, que teve como tema principal o “empreendedorismo com atitude”, contou com 27 mil visitantes, 115 expositores, 76 atividades e 46 conferências.

coworking, no qual irão ser desenvolvidas soluções para problemas específicos da comunidade, num ambiente de total envolvimento entre quem tem um desafio e quem precisa de uma resolução. Teremos ainda uma área de eco cinema dedicada a curtas-metragens, e um congresso internacional, organizado pelo Instituto de Macrobiótica de Portugal, onde serão abordados temas de nutrição, ambiente e saúde. São apenas alguns exemplos, pois teremos muitas iniciativas exclusivas e gratuitas. Na edição de 2012, declarou ao OJE que o Greenfest promovia “a cultura do intrapreneurship, o espírito de iniciativa de cada um” – passado um ano, com o acesso ao crédito e a apoios para novos projetos ainda mais apertado, não há intrapreneurship que resista, ou há? A atitude de empreendedor, seja por conta própria ou por conta de outrem, é fundamental para um modelo de desenvolvimento sustentável. E, por paradoxal que pareça, há empresas que aumentam o grau de satisfação dos seus colaboradores em tempos de crise económico-financeira; colaboradores em que a iniciativa e autonomia são valorizadas, têm índices motivacionais elevados e contribuem para uma maior eficiência organizacional. No final desta edição do Greenfest espera ter atingido? Gostaríamos que os exemplos inspiradores apresentados se traduzissem em ações concretas no terreno. Se cada visitante reforçar a consciência de que pode ser um agente de mudança com capacidade de transformar o mundo, então o mundo muda!

ENTREVISTA
POR ARMANDA ALEXANDRE

Qual é o grande tema da 6.ª edição do Greenfest? A economia de partilha é o tema central. Os diversos recursos do planeta podem ser mais bem utilizados e de modo mais eficiente, num modelo de desenvolvimento que passa também por uma economia cada vez mais colaborativa e empreendedora. Quais os principais conceitos

abordados ao longo dos quatro dias do Greenfest 2013? O Greenfest tem conteúdos relacionados com os três pilares da sustentabilidade (social, económico e ambiental) que estarão transversalmente presentes em toda a programação. O programa deste ano contempla também temas de grande atualidade, tais como o Ano Internacional para a Cooperação da Água, o Ano Europeu dos Cidadãos e o Ano da Arquitetura Portuguesa. Além disso, estamos

a preparar um conjunto de iniciativas ligadas ao empreendedorismo, onde não vão faltar espaços de “storytelling”, “networking” e “marketplaces”. Quais os especialistas agenda dos? O programa está organizado em oito eco tendências: arte&cultura, saúde, inter-gerações, arquitetura&design, moda, culinária, lazer e conhecimento. Em cada área contamos com especialistas nacionais e internacionais, apos-

A atitude de empreendedor é fundamental para um modelo de desenvolvimento sustentável. E por paradoxal que pareça, há empresas que aumentam o grau de satisfação dos colaboradores em tempos de crise

Este suplemento de viagens faz parte integrante do jornal OJE Conteúdos editados por

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31 de Maio de 2013 N.º 178

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Manuela Silva Dias

Nice
Travel & Safaris
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na região de Côte d´Azur, entre a montanha e o mar

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Fernando Borges

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Scandinavian Airlines liga Lisboa a Oslo
A companhia aérea Scandinavian Airlines System — www.flysas.es, um consórcio das companhias aéreas nacionais da Dinamarca, Noruega e Suécia e membro da Star Alliance, representada em Portugal pela Discover the Word Marketing, irá ligar Lisboa a Oslo e Oslo a Lisboa duas vezes por semana, às segundas e quintas, e desde 24 de Junho a 15 de Agosto. A companhia aérea escandinava, para além das ligações directas entre as capitais norueguesa e portuguesa, oferece igualmente voos directos entre Faro e Oslo, três vezes por semana, aos domingos, terças e quintas, uma ligação que se iniciou em Março e que terminará a 20 de Outubro. FB

Xangai, cidade de mil e um fascínios
Colossal, inebriante, frenética, apaixonante. Assim é, em meras quatro palavras, Xangai. Essa cidade que não é apenas a mais populosa e moderna desse interminável país que é a China, mas também a mais próspera, exultando nos seus arranha-céus, nos imponentes edifícios que percorrem vários estilos de uma velha Europa colonial, e nos belos exemplos da arquitectura tradicional chinesa. Cidade que se divide pelas águas do rio Huangpu, oferecendo uma das margens ao Bund, à elegância dos edifícios que testemunham décadas de presença europeia, expoente máximo da arquitectura histórica da cidade, e hoje lugar preferido por residentes e turistas para passear. Bund que também se abre como que uma esplanada e miradouro para o

Fazer um passeio de barco no Huangpu é a melhor forma de entender o que Xangai já foi e o que é hoje

outro lado do rio, para Pudong, lugar onde a magia dos neons realça as linhas futuristas dos seus edifícios, a Pudong bairro comercial transformado num império económico e financeiro abrigado pela maior concentração de alguns dos edifícios mais altos do mundo, como o Shanghai World Financial Center e a Shanghai Tower.

Ainda no âmbito do Ano do Brasil em Portugal, inaugura a 6 de Junho, no espaço portuense Maus Hábitos (www.maushabitos.com), a exposição Pneumática, do artista plástico Paulo Paes. Mostra de esculturas insufláveis, pode ser visitada gratuitamente até 5 de Agosto. Em parceria com o baloeiro carioca Luciano Britto, Paulo Paes realizará ainda intervenções urbanas no Porto e arredores, culminando com as festividades do dia de São João. TF
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Balões artísticos no Porto

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sexta-feira de 2013 | Travel & Safaris sexta-feira14 31de dedezembro Maio de 2013

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TRAVEL & SAFARIS

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“FEIRA DAS VIAGENS” NO CAMPO PEQUENO IMPULSIONA TURISMO NACIONAL Tem início esta 6ª feira, 31 de Maio a primeira edição da Feira das Viagens no Campo Pequeno, em Lisboa. A feira estará patente até dia 2 de Junho, entre as 10h e as 22h, com entrada gratuita. Este foi o resultado de uma iniciativa pioneira entre a Sociedade do Campo Pequeno e a Jervis Pereira, que pretendem com esta iniciativa criar uma maior proximidade com o público final de forma a ajudar as famílias portuguesas a encontrarem soluções interessantes e variadas para as suas férias de Verão e também contribuir para um impulso do mercado do Turismo Nacional. A Feira das Viagens conta com 70 expositores inscritos, entre operadores turísticos e agentes de viagens, como Across, Halcon Viagens, Soltropico e algumas empresas de cruzeiros, como a MSC, Pullmantur e a Royal Caribbean. Poderá encontrar alguns destinos turísticos representados pelo Turismo da África do Sul, Turismo da República Dominicana, Turismo de Macau e o Turismo de Marrocos e assim obter mais informações sobre os locais onde poderá passar as suas próximas férias. Ainda estarão representadas várias cadeias de hotéis, empresas de animação turística, e mostras gastronómicas de referência. Pode também aproveitar para participar em passatempos, degustações, massagens, assistir a animações teatrais e ver a feira de artesanato. Para além de toda a animação presente na feira, os visitantes podem participar num passatempo em que podem ganhar dois prémios: uma viagem para duas pessoas, à Madeira e aos Açores, com alojamento e pequeno-almoço. Para participar tem apenas que preencher o flyer, que será distribuído à entrada da Feira, com uma frase original com as palavras “Feira das Viagens”, “Campo Pequeno” e “Sonho”. TB Mais informações em: http://feiradasviagens.campopequeno.com

CULTURA

Esta é uma cidade que combina as tradições com as mais futuristas imagens que possamos imaginar. Mas seja qual for o lugar onde estejamos, Xangai está coberta por uma atmosfera constantemente agitada e única. Mas também de jardins onde impera o silêncio, o cheiro das flores e o chilrear dos pássaros.

Xangai, magia entre tradições, passado, presente e futuro
No Bund, numa das margens do rio Huangpu, há exemplos de todos os estilos arquitectónicos. Do gótico ao clássico, do barroco ao renascentista. Mas basta olhar para o outro lado do rio para encontrarmos um cenário completamente diferente, numa mistura entre o contemporâneo e o futurista. É Pudong, um skyline de edifícios extravagantes que continua a aproximar-se cada vez mais do céu.
DESTINOS
texto e fotos Fernando Borges Já dissemos que Xangai é colossal, inebriante, frenética, apaixonante. Também já dissemos que é a mais populosa, moderna e próspera cidade da China. Assim como já dissemos que tem o rio Huangpu a dividi-la, oferecendo uma margem ao Bund, à parte mais tradicional e aos imponentes edifícios que ajudam a contar a sua história, e a outra à modernidade que reflecte o império financeiro que cada vez mais se torna numa das imagens da China, Pudong. Mas Xangai é também a cidade dos milhões de senhores Wei Long, o mais familiar dos nomes masculinos na China, que se passeiam pelas ruas, a pé, de bicicleta ou de triciclo, num simples roupão, ou dentro de túnicas e calças largas, ou que executam os seus exercícios de ginástica ou de artes marciais numa qualquer praça ou jardim, envergando brancos ou coloridos quimonos. Também é a cidade das senhoras Mei, o mais comum apelido na China - dizem que são mais de 100 milhões de senhoras Mei em todo o país, e que logo ao nascer do dia, ao final da tarde ou a meio da noite, vestindo os tradicionais casacos Efu e calças Tai Chi Chuan, quimonos, tangs ou shen -i, evoluem de uma forma suave nos seus exercícios com leques ou espadas, em graciosos ritmos, enchendo de suaves ritmos parques, praças ou jardins, assim como qualquer espaço fechado ao trânsito. Xangai que tem no apego das suas gentes à rua uma das suas imagens, como é bem visível na Praça do Povo, onde, entre correrias das crianças, se movem dezenas de idosos que ali, como em muitos outros lugares, praticam Tai-Chi, jogam cartas, xadrez e, claro, o inevitável mahjong, mas também onde se realizam verdadeiras maratonas de dança. Basta alguém chegar, ligar um amplificador, e os espectáculos de dança e de canto estão montados. Lugares e espaços por onde também desfilam jovens de salto alto envergando as mais vistosas roupas assinadas pelos mais conceituados costureiros europeus e orientais, ou em simples calções ou mini-saias e longas botas ou ténis. Uma encantadora mistura entre as tradições e a modernidade dos tempos, acompanhado pelo cenário de um fundo preenchido pela fachada de históricos edifícios coloniais e tradicionais, enquadrados pelo novos gigantes de aço, betão e vidro, num jogo de equilíbrios entre o antigo e o... futuro. Uma Xangai que nos transporta numa verdadeira viagem no tempo, que pode começar na zona residencial de Jing’an, a alguns passos do lugar onde viveu Mao Tse Tung com a sua mulher, filhos e sogra, uma das mais florescentes áreas do coração da cidade e onde se encontra o famoso templo de Jin’an, localizado na West Nanjing Road. Uma das faces visíveis e curiosas da China, e em particular de Xangai, uma imagem de uma cidade cada vez mais futurista, com os seus arranha-céus, comboios movidos por levitação magnética, centro mundial

CHINA

CELEBRAÇÃO

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INAUGURAÇÃO DAS NOVAS INSTALAÇÕES DO CASTELO DOS MOUROS As novas instalações do Castelo dos Mouros, na vila de Sintra (www.parquesdesintra.pt), serão inauguradas no dia 5 de Junho. Os visitantes poderão usufruir de novo espaço composto por cafetaria com esplanada, loja e bilheteira, bar e instalações sanitárias. Foram também restauradas as duas cinturas de muralhas e a Cisterna que agora pode ser visitada. Será ainda aberta ao público a Casa do Guarda do Castelo, situada na segunda cintura de muralhas, após recuperação e adaptação como cafetaria, esplanada com vista panorâmica para a Serra. TB

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DIA DA CRIANÇA A comemoração do Dia da Criança vai ser bem animada no Aeroporto de Lisboa: das 07h00 às 19h00, na área de check-in, as mascotes da TAP Flip e Flap convidam os mais pequenos a participar no passatempo Decora & Descola, que consiste em decorar um avião com materiais disponibilizados no local. Ao longo do dia, os aviões ficarão em exposição e cada “obra” será publicada no site flipflap.flytap.com. Os autores dos dois aviões mais criativos (feitos por crianças até aos cinco anos e dos seis aos 12) ganham uma viagem em família a Sevilha e entradas no Parque Isla Mágica, numa parceria TAP/Turismo de Espanha. TF

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De um lado, a região histórica do Bund. Do outro, a paisagem moderna nascida da “loucura” criativa do Homem, Pudong. Assim é na essência Xangai, a mega e agitada metrópole chinesa, onde tempos diferentes convivem sem traumas. E ninguém se incomoda!

SEDE Campo Grande, 220 - B 1700-094 Lisboa, Portugal, Tel: (+351) 217 817 477 Fax: (+351) 217 817 479

Publicado Semanalmente à Sexta-Feira PROPRIEDADE Luxuspress Publicações Lda CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Jean Baptiste Pages DIRECTOR / EDITOR Reno Maurício REDACÇÃO Alexandra Costa, Fernando Borges, Manuela Silva Dias, Samara Conze Figueiredo, Telma Bagulho, Teresa Frederico ARTE Francisco Brigham, Rita Vaz COLABORADORES Augusto Pereira, Anya Ana, Carla Sabino Nunes, Carlos Ribeiro, Catarina Pereira, Juliana Calheiros, Marta Galvão Mello, Rita Gordo, Sónia Roma FOTOGRAFIA Carmo Correia, John Copland, John Hatzimarkos, Natacha Brigham MARKETING Carina Dias

CO-PROPRIEDADE Megafin Sociedade Editora S.A. Registo na ERCS N.º 223731 Nº de Depósito Legal: 245365/06 SEDE Avenida Casal Ribeiro, nº15 – 3º, 1000-090 Lisboa, Tel: 217 922 070 Fax: 217 922 099. Email: geral@oje.pt

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da moda, restaurantes “fashion”, executivos engravatados a caminho dos escritórios em Padong, centros comerciais repletos de lojas que anunciam marcas de luxo, bancos, hotéis de vanguarda e até um circuito de Formula 1. Uma cidade de contrastes que surpreende qualquer visitante, nacional ou estrangeiro, muito também por culpa das implacáveis luzes de neon que desfilam ao longo da Nanjing Road, a principal artéria comercial da cidade. Artéria dividida em dois, Nanjing Donglu e Xiu, com a Praça do Povo a ser o seu centro nevrálgico, aproximando-se de alguns dos muitos parques da cidade, de museus, do edifício do Governo Municipal, ou do Grande Teatro de Xangai. Mas também onde não faltam, lado a lado com lojas Prada ou Rolex, vendedores ambulantes com “menus” que exibem fotos de todo o tipo de produtos de marca, numa tranquila lógica de falsificações, e que nos levam até às suas lojas “normais”. Uma cidade onde quase nada resta da aldeia de pescadores nas margens do Huangpu, que marcou a imagem de Xangai até meados do século XIX, até à chegada da Guerra do Ópio e à
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derrota frente à Inglaterra, permitindo a abertura dos seus portos às mãos estrangeiras, altura em que a cidade se viu dividida em quatro, as chamadas Concessões — inglesa, francesa, americana e chinesa — marcando a vida que se faz em cada uma desta “concessões”, numa verdadeira “mixagem” de estilos. Ingleses que se fixaram na Praça do Povo e no Bund, onde se sucedem edifícios de ar europeu e estilo neoclássico, barroco e modernista, mais tarde e pelas mãos dos chineses transformados em centros comerciais de luxo, como o Three on the Bund, bancos e escritórios, como o Hong Kong e Xangai Bank, restaurantes chiques e pubs da moda, como o Attica, o New Heights, ou o M The Glamour Bar... Para além de oferecer a melhor panorâmica sobre Pudong, o grande postal de Xangai. Por sua vez, os franceses fixaramse na actual Huaihai, uma elegante avenida arborizada salpicada de lojas vanguardistas, restaurantes de charme, teatros, mercados de antiguidades, luxuosos centros comerciais que também acolhem as discotecas mais na moda. Uma verdadeira Paris exportada para Xangai.
3:42 PM

Zona onde se encontra o bairro de Xiantiandi, o bairro “in” para passear e sair para “tomar um copo” ou jantar, embalado por avenidas cheias de glamour, lojas e restaurantes de charme, e curiosas casas de estética europeia, de dois andares, com pequenos jardins e varandas. Não muito longe, ergue-se a Cidade Velha, mais afastada do actual coração de Xangai. Embora invadida por legiões de turistas, que ocupam as suas estreitas ruas alinhadas em lojas de souvenirs, lojas especializadas em tesouras, com mais de 1000 tipos, lojas onde se vendem os pauzinhos para utilizar durante as refeições, leques, chás e bonecos de porcelana, ainda se consegue respirar a atmosfera de épocas há muito passadas. Aqui, obrigatório, é passear-se pelo jardim de Yu, pelo Templo de Confúcio, percorrer a ponte das Nove Voltas, construída em ziguezague para espantar os maus espíritos, ou fazer uma pausa na casa de chá Huxinting. E é assim Xangai, onde o passado e o presente se encontram a cada passo, onde os estilos arquitectónicos seguem quase ombro a ombro contando histórias da História. Xangai que também é tradição e modernidade, paraíso para fanáticos das compras, uma cidade fascinante e estonteante de surpresas. A Xangai do Bund e de Pudong, de Nanjing Road, a grande rua para viver loucas experiências de consumo, da Huaihai Road, a Times Square ou a refinada Champs Élysée de Xangai, da North Sichuan Road, a grande rua das “falsificações”, mas também a “Feira da Ladra” da cidade, de Jaili, conhecida pela “Cidade que Nunca Dorme” e onde se encontram os melhores “souvenirs” para oferecer, ou de Yuyuan, o reino da arte e do artesanato de uma cidade inesquecível.

Como ir A Air France, com vários voos diários entre Lisboa e Paris, propôe 27 voos semanais para Xangai a partir do aeroporto Paris Charles de Gaulle, com tarifas de 1999,00 euros em classe Business e 589,00 euros em classe Economy, ida e volta e com todas as taxas incluídas. A partir de 2 de Setembro, a Air France oferecerá três voos em Airbus

A380 para Xangai-Pudong, sendo a primeira companhia aérea europeia a servir a capital económica chinesa em A380.

www.airfrance.pt
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Do lado esquerdo, de cima para baixo, o Windsor Hotel, o Museu de Arte Moderna e Contemporânea (MAMAC) e Vieux Nice; do lado direito o mercado.

FRANÇA

Nice, a arte de viver
Podemos considerar a Riviera Francesa ou Côte d’Azur, um dos lugares mais belos de França. Banhado pelo mar mediterrâneo, insere-se na região administrativa da Provence-Alpes-Côte d’Azur. A cidade maior e mais importante é Nice, que com temperaturas amenas na Primavera e calor no Verão atrai muitos turistas, não só pelas praias, mas também pela sua beleza natural e todo o glamour envolvente.
DESTINOS
Texto e Fotos Manuela Silva Dias Por volta das 13h, aterrávamos no aeroporto de Nice. Já do alto podíamos avistar a linda baía de Anglais e os 9 km de passeio marítimo, uma das avenidas mais conhecidas no mundo, “La Promenade des Anglais”, que permanece quase igual desde 1931, ladeada por inúmeras palmeiras e o seu mar de cor azul-turquesa. Estamos em Nice, na região de Côte d´Azur, o segundo destino turístico de França, entre a montanha e o mar, protegidos do vento por um anfiteatro de colinas onde o sol aparece 300 dias por ano. Atravessamos a avenida de Anglais, onde se destaca o famoso e luxuoso hotel “Negresco” que retrata o esplendor da “Belle Epoque”. Dirigimo-nos para a zona velha da cidade em estilo barroco - Vieux Nice, com ruelas estreitas, esplanadas, lojinhas old fashioned, galerias de arte, é uma zona para ser percorrida demoradamente. Fomos almoçar na Rua Direita ao Restaurante Acchiardo. Com um ambiente muito acolhedor, existe há três gerações na mesma família. Não é de todo um restaurante turístico é essencialmente para os locais. Os pratos são deliciosos a típica salada Nicoise custa 8,60€, existe neste restaurante uma grande ligação entre França e Itália. Aliás, em toda a parte velha existe esta dualidade e algumas placas indicam, além da forma francesa Nice, a forma provençal Nissa e o nome das ruas estão escritas nas duas línguas, pois Nice já pertenceu a Itália, foi definitivamente anexada à França em 1860, pelo Tratado de Villafranca. Após almoço fomos visitar o Museu de Arte Moderna e Contemporânea (MAMAC), um edifício da autoria dos arquitectos Henri Vidal e Yves Bayard, onde as quatro torres existentes estão ligadas entre si por corredores de vidro. A partir do terraço, chamado de Jardin d´Eden, no último piso do museu, temos uma vista panorâmica muito bonita da cidade. Nas exposições permanentes, inclui trabalhos de vários artistas desde 1950, tais como Andy Warhol, Roy Lichtenstein e Niki de Saint Phalle entre outros. Existem também exposições temporárias e realizam-se várias palestras da École du Louvre. No centro de Nice, no WindsoR Hotel, edifício do século XIX,envolto em arte foi o local para retemperarmos energias.Construído em 1895 e transformado em hotel em 1942. Desde 1987 que nasceu o projecto “Quarto dos Artistas” e actualmente existem 28 quartos onde a imaginação de cada artista faz a decoração de cada um deles. Como é de esperar, todos os quartos são diferentes e únicos e o resultado é surpreendente.Pode dormir num quarto onde os sonhos do artista Ben estão escritos nas paredes e tecto do quarto; noutro com as paredes revestidas a ouro onde a cama se encontra ao centro, autoria do artista Ckaudio Parmiggiani. As hipóteses são 28 e todas muito diferentes umas das outros, umas vai amar e outras detestar... mas indiferente nunca ficará. Para terminar o dia, nada como uma refeição cheia de surpresas, preparada pelo simpático e divertido Chefe David Faure, detentor de uma estrela Michelin. No restaurante Aphrodite espantamo-nos com tudo o que nos era apresentado. Uma cozinha molecular muito curiosa, desde uma das entradas, que tinha de ser engolida rapidamente, conter a respiração e deitar o fumo de uma só vez pelo nariz… Está visto que as gargalhadas foram contagiantes. Depois de três horas e já bastantes satisfeitos ainda terminou a refeição com um ovo estrelado, o que causou troca de olhares com pontos de interrogação…como poderíamos depois de tudo que já tínhamos saboreado, ainda ter espaço para um ovo estrelado…bem na realidade os ovos foram feitos na mesa à nossa frente, mas como que por um toque de magia transformaram-se em doce de manga a parte da gema e leite-creme a parte da clara, não sei mesmo explicar como surtiu tal transformação, mas que estava uma sobremesa deliciosa, estava! Depois de uma noite descansada no meu quarto do hotel WindsoR, decorado pela artista Noël Dolla com motivos bem veranis, cheio de gelados pintados na parede, acordei revigorada para novas descobertas neste local plantado junto ao mar. Começamos por descobrir o mercado das flores e vegetais, uma explosão de cores e cheiros, um local de visita obrigatória para quem gosta de mercados. Desde os toldos coloridos, às inúmeras flores, vegetais, morangos, frutos silvestres, compotas e mel provenientes de agricultura biológica, sabonetes de várias cores, bonecas de alfazema, tudo se conjugava de uma forma muito agradável. Segue-se uma visita ao castelo que fica a 90 metros a partir de Vieux Nice e separa a cidade velha do porto. Fomos de elevador que funciona todo o dia, pode também ir a pé em apenas dez minutos. Já lá em cima, existe um parque botânico muito agradável, e somos presenteados com uma vista magnífica sobre Nice e seus arredores. Quanto ao castelo de facto já não existe, existe uma pequena ruína da velha catedral com uma bonita queda de água. Descemos a pé depois de explorar também o jardim botânico e dirigimo-nos novamente a Vieux Nice, zona velha da cidade, onde é sempre apetecível deixar-nos perder entre o emaranhado de ruas estreitas, todas as lojinhas existentes, e misturarmonos com os seus habitantes. Na Rue du Collet, uma agradável surpresa esperava por nós, Nadim Oliviera o proprietário do Restaurante Oliviera, uma personagem digna de banda desenhada com um sorriso contagiante, preparou-nos uma cozinha fresca provençal do mediterrâneo e algumas especialidades de Nice. O restaurante tem um ambiente intimista e aconchegante, onde se pode comprar azeite de Oliva de exelente qualidade. Dizemos adeus ao simpático Nadim e afastamo-nos um pouco mais do centro para visitarmos um novo grande investimento público e privado de um antigo matadouro Des Abbatoirs, com o objectivo de trazer sangue novo a Nice, transformando um local industrial num local para a práticas sociais e culturais com um conceito de sentir a arte de forma diferente e juntando vários artistas residentes, dando asas à imaginação e troca de experiências. Tornou-se num território de experimentação, uma ponte entre o centro da cidade e a periferia, ampliando as zonas verdes e alterando a topografia da cidade. Desde 2011, que várias exposições e troca de experiências entre artistas de locais e áreas diferentes tem dinamizado, dado vida e alma ao novo Abattoirs. Continuando com arte, fomos viver um Museu de Arte Contemporânea a “céu aberto” que se estende por 8,7 km em 21 paragens do metropolitano. Um projecto que existe há cinco anos e que tem sido muito apreciado tanto pelos turistas como pelos locais, criando uma grande oportunidade para 14 artistas de todo o mundo. Conceberam 224 obras e deixarem a sua marca de contemporaneidade numa profunda transformação urbana. Em cada uma das 21 paragens podemos apreciar a

Começamos por descobrir o mercado das flores e vegetais, uma explosão de cores e cheiros, um local de visita obrigatória para quem gosta de mercados. Desde os toldos coloridos, às inúmeras flores, vegetais, morangos, frutos silvestres, compotas e mel provenientes de agricultura biológica, sabonetes de várias cores, bonecas de alfazema, tudo se conjugava de uma forma muito agradável

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criatividade dos artistas. Terminamos a viagem de metropolitano na paragem da praça Massena, o coração da cidade, com acesso às zonas comerciais ou jardins circundantes. Aqui também a arte está bem visível: Jaume Plensa, artista Espanhol, criou sete grandes figuras humanas em cima de mastros com dez metros de altura, iluminação no interior, que representam os sete continentes. Chama-se “Conversa em Nice” e é uma metáfora para a relação entre as diferentes comunidades que fazem parte da nossa actual sociedade. A quatro minutos a pé da praça de Massena, fomos jantar ao Attimi Restaurant, que é considerado o restaurante mais autêntico de comida italiana em Nice.Faz parte do movimento “Slow food” e na confeção dos seus pratos só são utilizados igredientes de primeira qualidade e de origem biológica, o resultado é simplesmente delicioso! Para fazer a digestão fomos a pé até ao hotel, cerca de 20m, onde podemos sentir a animação nocturna da cidade. Nada como começar o dia com um passeio na Promenade de Anglais, que é muito concorrida para andar de bicicleta, patins, fazer jogging, ou simplemente sentar num dos seus bancos e ficar a apreciar o mar. Ao contrário do que é habitual em Nice as nuvens tornara-se progressivamente cinzentas e começou a chuviscar. Apanhamos o autocarro e fomos até ao Museu Marc Chagall, de indespensável visita para os amantes de arte. Museu que homenageia um dos maiores pintores da história. Podemos apreciar um dos projectos do artista russo, chamado Mensagem Bíblica, inaugurado em 1973, que em 17 telas ilustra os dois primeiros livros da Bíblia, desde a criação do mundo até à Lei de Deus dada por Moisés ao povo de Israel.

Quando saímos do Museu, a chuva tornou-se cada vez mais forte, antecipamos a hora de almoço, e nem de propósito iamos almoçar a restaurante mesmo na praia. Chegamos ao Restaurante Beau Rivage, um pouco salpicados de água.Os secadores de mãos da casa de banho serviram de secadores de roupa e sapatos e depois de secos, sentamo-nos numa mesa mesmo em frente ao mar, claro está na parte de dentro do restaurante. Com materias todos em madeira branca e com uma decoração alusiva a verão, foi mesmo agradável estar naquele local a ouvir a chuva a cair na madeira, a ver o mar e a saborear uns deliciosos pratos gourmet. Deixamos Nice com chuva, costuma dizer-se quando saímos de uma terra e está a chover, é porque esta não quer que nos vamos embora... por isso a Nice dizemos: ”Até breve, com muito sol, para novas descobertas!”

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Editado por Almerinda Romeira

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Nexponor é a maior admissão do NYSE Alternext em 2013

PME News
EDITADO MENSALMENTE Também disponível em OJE.pt • ipad • iphone • android

O fundo imobiliário promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) com os ativos patrimoniais da Exponor, o Nexponor, vai ser admitido à cotação a 3 de junho no NYSE Alternext com um valor superior a 65 milhões de euros, tornando-se a maior operação registada este ano no mercado do grupo NYSE Euronext dedicado às Pequenas e Médias Empresas. A oferta pública de
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subscrição do Nexponor-Sociedade Especial de Investimento Imobiliário de Capital Fixo permitiu um encaixe de 65,2 milhões de euros, correspondentes a cerca de 94% da oferta ou 13 049 240 acções, com o valor de 5 euros cada. O fundo será gerido pela FundBox e tem como acionistas a AEP, Banif, BES, BPI, CCCAM, CGD, Efisa, Fundação AEP, Millennium BCP, Montepio e Parvalorem.

Nersant quer trazer PME para Alternext
FINANCIAMENTO
A NYSE Euronext Lisbon (bolsa portuguesa presidida por Luís Laginha de Sousa) e a Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém assinaram um protocolo de colaboração que tem como objetivo trazer novas empresas para a bolsa. Fonte da Nersant explicou ao PME NEWS que este acordo tem uma enorme importância, permitindo às PME do Ribatejo um acesso aos mercados financeiros com con-

Mercado de capitais é alternativa de financiamento para PME
BOLSA
NUMA altura em que as pequenas e médias empresas (PME), descapitalizadas por sistema, têm as maiores dificuldades em aceder ao crédito bancário, que se tornou escasso e caro, a Bolsa é uma alternativa de financiamento. “O mercado de ações é uma excelente ferramenta para financiar o crescimento, especialmente para as pequenas e médias empresas, que desempenham um papel tão proeminente no desenvolvimento de negócios no nosso país”, explicou ao PME NEWS fonte oficial da NYSE Euronext Lisbon (bolsa portuguesa), que integra o grupo NYSE Euronext. O atual momento da economia mundial, com as fortes restrições
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Salomé Rafael e Luís Laginha de Sousa

existentes em relação ao crédito bancário, deveria funcionar, segundo a mesma fonte, como o “beliscão” que vai “acordar” algumas empresas, que até agora não viam o mercado de capitais como alternativa de financiamento, pensando sempre nos custos do processo de admissão, na perda de controlo do seu negócios e na exposição aos concorrentes. “Quando as empresas cotam em Bolsa, levantam capital, fortalecem a sua estrutura e melhoram o seu perfil”, salienta a mesma fonte. No sentido de aproximar as empresas desta forma de financiamento, a NYSE Euronext Lisbon tem vindo a desenvolver várias iniciativas. A última delas, a conferência “Via Bolsa – Financiamento através do mer-

cado de capitais” juntou, recentemente, na Universidade Nova de Lisboa, empresas cotadas e não cotadas, advogados, consultores, bancos, associações empresariais, num encontro com perto de três centenas de participantes. Paralelamente, a instituição presidida por Luís Laginha de Sousa está apostada em estabelecer e reforçar a sua relação com as associações empresariais. “A admissão à cotação muda por completo a vida de uma empresa, mas contribui para tornar todos os processo internos mais transparentes e organizados”, refere a fonte. Segundo dados fornecidos pela Euronext Lisbon ao PME NEWS, os mercados financeiros financiam 20% das empresas europeias, valor

que compara com 80% de créditos bancários e capital de risco, sendo esta proporção muito menor para as PME. As necessidades de financiamento das PME são asseguradas atualmente em 92% pelo crédito bancário, em 7% pelos fundos de investimento de capital e apenas 1% pelos mercados financeiros. Em toda a Europa, o grupo NYSE Euronext, no qual se integra a Euronext Lisbon, está empenhado em criar um melhor equilíbrio nas fontes de financiamento das empresas. “Temos investido em novas iniciativas que visam a abertura de novas fontes de financiamento, maximizando o potencial de crescimento das PME, que representam 80% das empresas cotadas no nosso grupo”, conclui a mesma fonte.

dições simplificadas e requisitos reduzidos. Com este acordo, a Nersant fará a ponte com os seus associados evidenciando que a entrada no NYSE Alternext – mercado dedicado às PME – pode ser uma solução para as pequenas e médias empresas portuguesas que estejam interessadas em aceder de forma simplificada ao mercado de capitais de modo a obter financiamento, diversificar a sua estrutura acionista ou colocar dívida sob a forma titulada. O mercado Alternext foi criado, em Maio 2005, pela NYSE Euronext especialmente vocacionado para as pequenas e médias empresas. Ao que o PME NEWS apurou junto da associação empresarial, presidida por Maria Salomé Rafael, neste momento, três empresas manifestaram já interesse em reunir com a Alternext para conhecer melhor as condições e os custos de entrada em Bolsa.

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Crédito Agrícola tem mil milhões para PME
FINANCIAMENTO
O GRUPO Crédito Agrícola lançou uma linha de financiamento para o tecido empresarial português no valor de 1000 milhões de euros para apoio às Pequenas e Médias Empresas nacionais (PME). Esta linha destina-se a atuais e novos clientes, inclui “várias soluções de tesouraria e investimento” e está disponível até 31 de dezembro nas agências do Crédito Agrícola. As empresas que recorram a esta linha beneficiam de um spread de 3,5%, podendo o prazo de financiamento chegar aos 10 anos. O presidente do conselho de administração da Caixa Central, Licínio Pina, lembra que “99,9% do tecido empresarial português são PME, cujo volume de negócios representou 61% do total nacional”, salientando que, “tendo o CA liquidez e as empresas locais necessidade de financiamento”, é função da instituição “continuar a apoiar o tecido empresarial e, consequentemente, o desenvolvimento da economia local e nacional”. Além dos mil milhões disponibilizados pelo Crédito Agrícola até ao fim do ano, a instituição lembra a existência das linhas de crédito específicas Promar e Proder, no valor global de 150 milhões de euros, disponíveis nos seus balcões.

CONSULTÓRIO

Propriedade intelectual
Maria Cruz Garcia Advogada, Agente Oficial da Propriedade Industrial, Sócia da J. Pereira da Cruz, S.A.

Como se protege o software “propriamente dito”?
A legislação em vigor - decreto-lei n.º 252/94 de 20/10/94 sobre a Proteção Jurídica de Programas de Computador, alterado pela Retificação n.º 2-A/95, de 31/1, e pelo Decreto-Lei n.º 334/97, de 27/11 (conhecido por “lei do software”) define que “aos programas de computador que tiverem caráter criativo é atribuída proteção análoga à conferida às obras literárias”. Quer isto dizer, por outras palavras, que um software, desde que original, constitui, em princípio, uma criação intelectual nos termos e para os efeitos do artigo 2.º do CDADC (Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos), podendo ser objeto de proteção, em sede de direito de autor. Confere-se proteção aos direitos de autor independente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade, na medida em que este “nasce” com a criação da própria obra e, nesse sentido, não é necessário ao seu titular praticar qualquer ato administrativo formal para que veja reconhecidos e legitimados os seus direitos enquanto autor. Contudo, é sempre aconselhável (até porque constitui um importante elemento de prova da titularidade do direito) proceder ao registo/depósito dos conteúdos em questão junto da entidade competente para o efeito – a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) e através da Associação Portuguesa de Software (ASSOFT). IGAC é o organismo da Secretaria de Estado da Cultura a quem cabe assegurar o cumprimento da legislação sobre direito de autor e direitos conexos, em território nacional, bem como a receção e processamento dos pedidos de registo ou depósito. A ASSOFT encontra-se registada na IGAC desde 1994, como entidade de gestão coletiva de direito de autor e direitos conexos relativamente aos produtos de software criados e produzidos pelos seus representados e tem como principais objetivos a promoção, defesa e divulgação da legalidade, qualidade e integridade do software em Portugal, assim como do hardware e sistemas de comunicações que lhe estejam associados e a gestão coletiva de direito de autor e dos direitos conexos em relação aos produtos de software criados e produzidos pelos seus associados e utentes. A proteção a título de direitos de autor do conteúdo de uma página web ou software estende-se a todas as reproduções ou cópias obtidas a partir do referido conteúdo e essa proteção estende-se “ao material de conceção preliminar daquele programa”, o que significa que “se aplicam ao programa de computador as regras sobre autoria e titularidade vigentes para o direito de autor”. O utilizador da página ou software em questão fica, assim, apenas autorizado a fazer uso dos conteúdos apenas para fins estritamente pessoais, sendo-lhe expressamente proibido, publicar, reproduzir, difundir, distribuir ou, por qualquer outra forma, tornar os conteúdos acessíveis a terceiros, para fins de comunicação pública ou de comercialização, nomeadamente colocando-o disponível em qualquer outro serviço online (como seja outro website ou newsletter, por exemplo) ou em cópias de papel. De modo a informar os utilizadores da página web ou software da proteção existente, deverá constar nos mesmos a menção de Copyright (©) ou “Direitos reservados”, bem como o nome do autor e a data de criação da obra. São punidos como ilícitos criminais diversas violações do software, tipificadas principalmente na Lei do Cibercrime/Criminalidade Informática (Lei n.º 109/2009, de 15/9), de entre os quais merece especial destaque, pela jurisprudência assinalável existente neste campo, a reprodução ilegítima de software. A acrescer, se o site em questão abrigar uma ou mais bases de dados, também será possível a proteção a título de bases de dados (sendo o objeto dessa proteção a base, e não o site em si). Esta matéria encontrase regulada pelo Decreto-Lei n.º 122/2000, de 4 de julho, que estabelece o Regime de Proteção Jurídica das Bases de Dados.

QUESTÕES/DÚVIDAS
A J. Pereira da Cruz S.A., responde às questões colocadas pelos leitores, que podem ser enviadas para info@jpcruz.pt

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REVITALIZAÇÃO EMPRESARIAL

Academia de Comércio de Lisboa quer potenciar negócios e ideias de negócio
Marta Miraldes, managing partner da SBI Consulting, explicou ao OJE os objetivos deste programa de intervenção, que visa apoiar empresários e empreendedores através da partilha de ferramentas e metodologias inovadoras
ENTREVISTA
O COMÉRCIO tradicional tem vindo, nos últimos anos, a debater-se com desafios aos quais nem sempre tem conseguido dar resposta, perdendo competitividade e visibilidade no tecido empresarial português. Com o objetivo de apoiar e capacitar os empresários e empreendedores do comércio na resposta aos desafios que a realidade atual impõe, a Câmara Municipal de Lisboa, a SBI Consulting, a UACS, e a Associação Daring Project, aliaram-se na criação da Academia de Comércio de Lisboa. A Academia pretende ser uma referência na revitalização do comércio tradicional, ao estabelecer novas formas de atuação, explica Marta Miraldes, managing partner da SBI Consulting, uma das promotoras da iniciativa ao OJE. Por que razão foi criada e que tipo de apoio é que a Academia de Comércio de Lisboa vai dar aos comerciantes? A Academia de Comércio de Lisboa
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Marta Miraldes, managing partner da SBI Consulting

que deem reposta às necessidades das empresas já instaladas, mas também que antecipem as dificuldades de novos projetos em desenvolvimento. A atuação da Academia do Comércio de Lisboa estará, sobretudo, focada na implementação prática de ferramentas e metodologias de gestão, disponibilizadas através de workshops, sessões de capacitação, consultórios personalizados, entre outros. Comércio de Lisboa, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e da União das Associações de Comércio e Serviços (UACS). Consiste num programa de intervenção que visa apoiar e capacitar os empresários e empreendedores do comércio a potenciarem os seus negócios ou ideias de negócio, através da partilha de ferramentas e metodologias inovadoras, com enfoque no fazer, tendo em vista a revitalização do setor. Que tipo de iniciativas vai privilegiar? Queremos privilegiar iniciativas Quais os objetivos a atingir pela Academia? A Academia do Comércio de Lisboa pretende atingir os seguintes objetivos: requalificar uma atividade tão importante para a vida da cidade como é o comércio de rua; apoiar as empresas já instaladas a enfrentar os desafios atuais do setor; apoiar os promotores de novos projetos no lançamento das suas iniciativas empresariais; fomentar a partilha de conhecimento e o estabelecimento de redes de cooperação; potenciar a atividade económica das diferentes zonas comerciais da cidade e poten-

ciar a reabilitação urbana da cidade de Lisboa. A nível das empresas que iniciativas vão lançar? Ao nível das empresas e projetos que irão ser objeto de uma intervenção mais direta da Academia do Comércio de Lisboa pretende-se, sobretudo: identificar necessidades, motivações e estratégias operacionais; estabelecer diretrizes para uma melhor gestão operacional do negócio; capacitar e facilitar ferramentas e metodologias potenciadoras de melhorias na gestão diária do negócio; promover a cooperação, a motivação mútua, a partilha de conhecimentos e o funcionamento em rede. Pretende-se ainda requalificar espaços comerciais existentes e com necessidades de atualização aos novos padrões e necessidades de consumo.

(ACL) surgiu da constatação de duas realidades. Por um lado, verifica-se que há hoje variadíssimos programas de apoio ao lançamento de novos projetos, mas nenhum se direciona para o setor do comércio e nenhum tira partido ou potencia o know-how das empresas já instaladas. Por outro, verifica-se que o setor do comércio, que tem uma importância significativa no tecido empresarial da cidade, está a enfrentar desafios impostos pela atualidade a que importa fazer frente. Constatadas estas realidades, por iniciativa da SBI Consulting e do Daring Project, surgiu a Academia de

CONTACTOS
academiacomerciolisboa@gmail.com www.facebook.com/AcademiaComercio Lisboa

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“Temos de encontrar aquele documento” – conhece esta frase?
FERRAMENTA
COM A COLABORAÇÃO DA DATABASE

QUEM ainda não passou por uma situação destas? Na realidade, o nosso dia a dia é recheado de consultas a informações nas mais variadas formas. Todavia, continuamos a ter problemas na hora de compilar informação. Se não fossem, muitas vezes, os valores materiais implícitos nestas pesquisas, seguramente diriamos: “Paciência, deixem estar, um dia havemos de encontrar”. É por a informação ser importante que a guardamos. Ora, por essa razão, temos de dedicar mais tempo a jusante para não perder tempo a montante. Genericamente, a implementação de uma solução de gestão documental eficaz, (informação/do-

cumento) deve incluir as seguintes capacidades básicas: • captura da imagem dos documentos; • gestão dos documentos; • armazenagem dos documentos; • acesso aos documentos; • recuperação dos documentos; • intercâmbio de documentos; • saída de documentos. Para além destes componentes, cada solução deve: • incluir um conjunto de capacidades de gestão e administração adequadas; • estar preparada para ambientes standard, com uma definição clara entre utilização e administração; • suportar o máximo grau de modularidade de plataformas ou subsistemas; • prever corretamente a capacidade global de armazenagem de documentos, performance de recuperação e diversidade de utilizadores; • fornecer um serviço de software de grande confiança, robustez, disponibilidade e suporte técnico, com integridade dos dados e imagens e proteção contra avarias a fim de assegurar uma funcionalidade permanente do mesmo. Contudo, a evolução tecnológica

Sem um arquivo comum e modelo de pesquisa uniforme, é impossível aceder à informação agregada, representada nos diferentes sistemas

verificada nestes últimos anos, ainda tem sido relativamente pouco utilizada para a modificação do atual cenário da gestão de documentos como parte integrante e complementar dos sofisticados modelos informáticos de gestão de dados. De facto, grande parte da informação existente sob a forma de documentos mantém-se como informação sem estrutura de algum modelo tecnológico. Diversificada entre coleções de formulários pré-impressos manuscritos, relatórios de computador, cartas e formulários impressos em PC, etc., o arquivo de documentos apresenta-se de forma não standardizada e difícil de gerir desde a sua receção, classificação/codificação, até ao seu arquivo final e consulta. Até aqui, as empresas utilizam soluções tecnológicas apropriadas para cada tipo de informação: • microfilme para arquivo de retenção; • sistemas de imagem digital para gerir documentos originais digitalizados através de scanners óticos; • sistemas de gestão para controlar e gerir os documentos processados em computador, e os outputs da informática; • e aplicações “workflow” para di-

rigir e processar documentos no fluxo de trabalho, sendo o computador a comandar as operações necessárias para cada atividade ou tarefa, depois de terem sido anteriormente definidas uma série de regras organizacionais. Mais recentemente, as empresas estão a desenvolver aplicações Intranet, cuja essência se pode traduzir numa Internet privada a funcionar dentro e exclusivamente para a empresa. Face à heterogeneidade das aplicações e à estratégia de solução e modelo conduzida para cada aplicação, as empresas deparam com modelos proprietários para acesso, consulta e segurança dos documentos. Neste cenário, sem um arquivo comum e modelo de pesquisa uniforme, é impossível aceder á informação agregada, representada nos diferentes sistemas. Daí o conceito de “document Warehousing” pelo

agrupar de forma organizada e inteligente da informação documental, através de uma única captura de imagem e de um modelo único para arquivo, acesso, consulta, distribuição e segurança. A concentração dos arquivos não impede a funcionalidade dos mesmos face aos avanços verificados nas telecomunicações e nas possibilidades naturais das tecnologias apresentadas em as utilizar de forma eficiente. A concentração permite ainda usufruir das sinergias e da massa crítica empregue no processo de tratamento e gestão de arquivo de documentos, bem como beneficiar de significativas melhorias operacionais, tendo em conta que os recursos humanos e materiais empregues em concentração serão os mais bem recrutados e geridos como resultado das reformas organizacionais e da metodologia funcional introduzida.

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ESPECIAL SEGURANÇA

Empresas de segurança apostam na inovação, diferenciação e soluções globais
Estratégico para garantir a qualidade de vida das populações e o normal desenvolvimento das atividades económico-sociais, o setor da segurança é, também ele, à semelhança do tecido empresarial português, composto maioritariamente por pequenas e médias empresas que conferem uma elevada competitividade ao mercado. Nesta edição damos a conhecer algumas soluções pensadas e dimensionadas para necessidades específicas das PME, particularmente ajustadas a estes tempos de crise
OPINIÃO

Maria João Conde

Secretária geral da Associação Portuguesa de Segurança (APSEI)

O setor da segurança
Na última década, o setor da segurança tem crescido em taxas superiores ao crescimento da economia nacional, precisamente porque a sociedade reconheceu o seu caráter estratégico para a garantia da estabilidade, da continuação das atividades económico-sociais e da qualidade de vida das populações. Num estudo realizado em 2009 pela Universidade Católica Portuguesa para a APSEI, conclui-se que o subsetor da segurança eletrónica e proteção contra incêndio nacional cresceu 11% em 2007, atingindo um volume de vendas de cerca de 600 milhões de euros. Adicionalmente, estima-se que o setor seja composto por 550 empresas, empregando quase 9500 trabalhadores. À semelhança do tecido empresarial nacional, cerca de 90% do setor da segurança será composto por pequenas e médias empresas que conferem uma elevada competitividade ao mercado. Desde 2008 que não se dispõe de estatísticas sobre o setor empresarial ligado aos sistemas de segurança, mas tudo indica que tenha havido uma contração significativa da atividade, inclusive culminando no encerramento de vários agentes económicos, por efeito da redução da construção nacional. Para fazer face a esta contração, as empresas têm apostado no estabelecimento de parcerias e fusões, na procura de mercados internacionais e no redirecionamento das estratégias empresariais para serviços de manutenção de sistemas. No âmbito da Segurança no Trabalho, existem atualmente cerca de 450 empresas autorizadas pela Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) para a prestação de serviços externos de segurança no trabalho. Porém, a inexistência de dados estatísticos nesta atividade empresarial não nos permite conhecer a verdadeira dimensão deste setor e do número de trabalhadores envolvidos. A Associação A Associação Portuguesa de Segurança (APSEI) é o interlocutor institucional das empresas e profissionais de segurança eletrónica, segurança no trabalho e proteção contra incêndio em Portugal. Atualmente, a APSEI tem 200 associados. A intervenção da APSEI no mercado tem sido feita no âmbito da defesa dos legítimos interesses das empresas e dos profissionais da segurança, designadamente através do diálogo permanente com os órgãos de poder e instituições públicas. Como objetivos do seu trabalho contínuo, a APSEI procura estimular o desenvolvimento, o conhecimento e a adoção de normas, regulamentos e meios de fiscalização com vista à indispensável regulação do mercado da segurança em Portugal. Elaboração de referenciais e diretrizes de qualidade de serviço que incentivem a certificação, definição de perfis profissionais e competências técnicas, oferta de cursos de formação profissional, divulgação de informação legal e técnica e prestação de esclarecimentos, são alguns exemplos dos serviços que prestamos aos nossos associados. Para além da missão que nos compete enquanto associação setorial, a APSEI sempre chamou a si a responsabilidade de sensibilizar, não apenas os profissionais da segurança, mas também a população em geral, relativamente às questões da prevenção e segurança. Esta preocupação é visível em várias ações que levamos a efeito: promoção de eventos e seminários, divulgação de informação sobre os equipamentos de segurança na ótica do utilizador, lançamento do portal “Segurança Online” e da revista “Proteger”, várias participações institucionais tais como membro da Comissão de Acompanhamento da implementação do RJ-SCIE (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios) e organismo de normalização sectorial da Comissão Técnica 46 “Segurança contra Incêndio e Símbolos Gráficos”.

Junção entre vigilância humana e tecnologia de última geração
O portefólio da Prosegur inclui produtos para todo o tipo de PME e micro empresas, bem como soluções específicas para empresas de todos os ramos de atividade
NA ÁREA da indústria e logística, a “Portaria 360°” é o mais recente serviço de segurança da Prosegur para as empresas. Integra soluções de vigilância humana tradicionais, com soluções tecnológicas de última geração. De forma a manter protegidas as instalações das empresas 24 horas sobre 24 horas, a Prosegur assegura vigilância humana no local no período em que se regista maior afluência de pessoas e operações. Após esse período, a proteção é assegurada pela componente tecnológica composta por sistemas eletrónicos de segurança, ligados à Central de Segurança 24 horas. Elsa Santos, gestora de Comunicação e Responsabilidade Social da empresa, referiu ao PME NEWS que a “Portaria 360° é um serviço chave na mão que utiliza tecnologia de ponta, com a garantia de experiência, capacidade e assistência técnica, do líder na segurança privada”. Especificamente para micro e pequenas e médias empresas, disponi-

As Patrulhas de Intervenção Rápida previnem intrusões, roubos, sabotagens, incêndios...

biliza o Serviço “PIR” – Patrulhas de Intervenção Rápida. Trata-se de um conceito de “vigilância dinâmica” desenvolvido em exclusivo pela empresa, que previne riscos como: intrusões ou roubos nas instalações, sabotagens e atos de vandalismo; inundações e incêndios, entre outros. “Estas patrulhas têm abrangência nacional, com um modo de atuação muito amplo, permitindo aos clientes Prosegur optar pelo serviço mais adequado às suas necessidades”, vinca Elsa Santos. A Prosegur dispõe de tecnologia de ponta na prestação de serviços de videovigilância, através dos sistemas fechados de televisão (CCTV) instalados nos clientes e ligados à Central

de Segurança 24H da Prosegur, permitindo à distância um controlo das instalações e do património. O portefólio da Prosegur oferece ainda, entre muitas outras soluções empresariais a “Zona Segura”. Tratase de um serviço de “segurança integral” desenhado, segundo Elsa Santos, para responder, de “forma cómoda e simples”, a todas as necessidades “de proteção dos valores, colaboradores, clientes e negócio”. A Prosegur dispõe também de uma infraestrutura logística integrada de recolha, transporte, tratamento e guarda de valores dos seus clientes, além de dois grandes centros de tratamento de valores a nível nacional.

As soluções integradas da Esegur
AS “PORTARIAS Virtuais” são uma das soluções de segurança “mais abrangentes e inovadoras” para pequenas e médias empresas da Esegur, explicou fonte da empresa ao PME NEWS. Trata-se duma solução que poderá incluir deteção de intrusão, videovigilância, alarmes técnicos, controlo de acessos e intercomunicadores, tudo interligado e controlado remotamente pela central de controlo de gestão de alarmes da Esegur e pelo cliente da empresa. “A implementação desta solução dispensa a permanência de vigilância humana 24 horas nas instalae personalizado de bens patrimoniais e de valores”, qualquer que seja a origem e o destino em Portugal continental e ilhas. Para este efeito, a empresa do grupo Espírito Santo dispõe de uma frota de 160 viaturas blindadas, equipadas com ligação rádio permanente às bases operacionais. A Esegur fornece igualmente os serviços de “tratamento e guarda de valores”. Para a operacionalização desta solução , a empresa conta com 300 colaboradores, que executam a conferência de notas e de moeda metálica 24h por dia, 365 dias por ano.

“Existem atualmente cerca de 450 empresas autorizadas pela Autoridade para a Segurança no Trabalho”

ções, assim como a necessidade de rondas presenciais, reduzindo os custos operacionais”, explica a mesma fonte. Outra solução de segurança Esegur para PME é o “transporte seguro

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ESPECIAL SEGURANÇA

Stanley Security Portugal lança solução Gold&Pharma
Sistema de videovigilância para farmácias, ourivesarias, joalharias, lojas de ouro e antiquários
o seguimento da recente discussão e publicação da nova legislação sobre o exercício da atividade de segurança privada (Lei nº34/2013 de 16 de maio) que, entre outros temas, legisla sobre a obrigatoriedade de instalação de sistemas de videovigilância em farmácias, ourivesarias, joalharias, lojas de ouro e antiquários, a Stanley Security Portugal lançou recentemente no mercado uma solução direcionada para estes segmentos que pretende tranquilizar as empresas e lhes permite reverem e aumentarem a segurança nos seus estabelecimentos, aumentando a proteção dos seus bens, colaboradores e clientes. Trata-se de um sistema simples, moderno e eficaz para quem ainda não possui qualquer sistema de segurança ou pretende evoluir para um patamar superior, aumentando a protecção do negócio e precavendo potenciais riscos associados ao incumprimento da legislação. A solução Gold&Pharma assenta essencialmente num serviço de vídeo-alarme com ligação à Central de Monitorização e Videovigilância (CMV) da Stanley Security, permitindo: 1. o acesso automático e imediato da parte dos operadores da CMV às imagens em caso de disparo de alarme de intrusão ou sinal de pânico, permitindo a intervenção imediata no caso de verificação de uma ocorrência ou ainda um eficiente despiste de falsos alarmes; 2. o acesso em tempo real, da parte do proprietário, via Web ou dispositivo móvel (tablet ou smartphone), a qualquer imagem dos seus diferentes estabelecimentos na mesma plataforma; 3. a possibilidade de verificação remota da abertura e fecho do estabelecimento (ex: pessoal de limpeza); 4. integrar a solução com sistemas já existentes e/ou fazer crescer a solução à medida das necessidades. A solução apresenta também uma grande vantagem na conjuntura atual de difícil acesso ao financi-

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POR: JOÃO JORGE
Strategic Marketing & Business Development Stanley Security Portugal

“A solução Gold&Pharma assenta essencialmente num serviço de vídeo-alarme com ligação à Central de Monitorização da Stanley Security”

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STANLEY SECURITY PORTUGAL
• Integra a divisão Stanley Security (Grupo Stanley Black & Decker), que marca presença em 14 países da Europa, servindo mais de 200 mil clientes nesse território • Atua no mercado Nacional desde 1976 • Alvará nº 101 A do MAI – 26.08.03 • Sede em Oeiras e instalações em todo o continente e ilhas • Soluções: Sistema de Intrusão, Videovigilância e CCTV, Controlo de Acessos e Gestão de Assiduidade, Sistemas de Detecção de Incêndio • Certificada nos referenciais ISO 9001, 14001, e OSHAS 18001.

amento – é apresentada num modelo de aluguer: o Stanley AssureTM, permitindo aos empresários ajustar a solução aos seus orçamentos e canalizar o investimento para o seu “core-business”. A ideia é ajudá-los a concentrarem os seus esforços no seu negócio deixando a segurança com um especialista nessa área. Para a Stanley Security, a segurança é sobretudo uma relação de confiança, materializando-a em instalações efetuadas dentro do prazo, manutenções rápidas e eficazes, acesso a recursos e conhecimentos técnicos para soluções eficazes e bem executadas à primeira tentativa.

CONTACTOS
(+351) 707 200 176 Email: geral@niscayah.pt www.stanleysecuritysolutions.pt João Jorge Responsável de Marketing Estratégico e Desenvolvimento de Negócio

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