Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental

,S.A.

PROJECTO DE CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO DA CIDADELA DA MATOLA

ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL
Draft I
Maputo Março de 2011

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental

,S.A.
Ficha Técnica
Felicidade Munguambe Cláudia Tomás John Hatton Mia Couto Paula Santos Sandra Fernandes Hélio Mahanjane Zefanias Muhate Lourenço Covane Mauro Simão Benilde Mourana Gestora do Projecto (Especialista em Consulta Pública)

Gestora do Projecto (Ligação com o proponente) Controle de Qualidade Ecologista/Especialista em EIA Socio-economista Assistente de Consulta Pública Engenheiro Civil Arquitecto (Planeamento Urbano) Especialista em SIG Avaliação do Tráfego Jurista

Elaborado por:
Impacto Lda. Av. Mártires da Machava, 968 Tel. (258) 21499636 E-mail: impacto@impacto.co.mz Maputo – Moçambique E Lis Moçambique, Lda. Av. 24 de Julho, 2096 Tel. (258) 21302464 Maputo – Moçambique lismocambiquesa@lismocambique.com

Preparado para:
Cidadela da Matola, S.A Av. Armando Tivane, 599 Maputo – Moçambique

Maputo Março de 2010

RESUMO NÃO TÉCNICO

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico

A Cidadela da Matola, S.A, sociedade composta pela Public Investment Corporation, Mc Cormick Property Development e pelo Consórcio SPI, INFRA e FFF (S.I.F), é um grupo moçambicano, que se propõe a desenvolver um empreendimento denominado por Cidadela da Matola, no coração urbano do Município da Matola, na Província de Maputo. O empreendimento será composto por um conjunto de investimentos de primeira classe nas áreas residencial, comercial e de retalho. O projecto foi classificado pelo Ministério para a Coordenação Ambiental (MICOA) como sendo de Categoria A, estando sujeito, por isso, a realização de um Estudo de Impacto Ambiental, conforme previsto no Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental1. Para a elaboração do EIA criou-se um consórcio formado pelas empresas de consultoria ambiental Lis Moçambique, S.A e Impacto, Lda. A equipa responsável pelo estudo é uma equipa multidisciplinar, composta por diversos consultores com diferentes áreas de conhecimento. O presente documento constitui o Resumo não Técnico do Relatório do EIA. O EIA segue a abordagem e o conteúdo definidos nos termos da legislação moçambicana sobre AIA. O projecto localiza-se Centro Urbano do Município da Matola (no bairro da Matola A) no local antes ocupado pela Rádio Moçambique, E.P. como centro emissor e parque de antenas e ocupará uma área total aproximada de 54 hectares (Figura 2). Por outras palavras a localização do projecto pode ser assim definida: próximo ao cruzamento entre a Estrada Nacional nº4 (N4), a avenida do Zimbabwe e a Estrada Nacional nº2 (N2) – sendo o seu ponto central determinado pelas coordenadas 32º 27' 25.41” E; 25º 57' 32.87” S.

1

Decreto 45/2004 de 29 de Setembro, alterado pelo Decreto 42/2008 de 4 de Novembro. EIA

ii

Lis Moçambique, S.A & Impacto Lda

restaurantes e outros. Hotel e Centro de Conferências. Centro Cultural e Museu. Edifício para o Governo Provincial. Stands automóveis e serviços relacionados.A & Impacto Lda . Parque de Escritórios. EIA iii Lis Moçambique. Zonas autónomas para o desenvolvimento industrial. Praça Samora Machel. Centro Desportivo. que incluirá o seguinte: Centro Comercial com lojas. comerciais e de retalho (comércio de bens e serviços).Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Figura 1: Área proposta para o projecto A Cidadela da Matola será composta por um conjunto de áreas residenciais. Zonas residenciais. Hospital e Spa. S. Restaurantes autónomos.

91 há. A Cidadela da Matola contemplará ainda espaços para o parqueamento de viaturas. De referir que deverão ser desenvolvidos estudos ambientais específicos para a construção e operação da referida ETAR.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico De acordo com o proponente. o proponente pretende implementar a actividade num local onde já existem serviços e infra-estruturas básicas (electricidade. as componentes do projecto serão realizadas através de parcerias com investidores locais e estrangeiros. e não tendo sido encontrados obstáculos fatais ao desenho da proposta. e rede de energia eléctrica. a alocação de espaços para o parqueamento de viaturas. nomeadamente o tipo de infraestruturas a serem edificadas. serão alvos de melhoramento e ampliação.221 lugares para o estacionamento de viaturas (cerca de 12. emissão de ruídos e/ou poeiras. S. sendo que todo o empreendimento terá cerca de 5. mas estruturadas de modo a acomodar a participação de todos interessados. As características da actividade proposta. abastecimento de água e rede viária). 24. O local. a actividade terá impactos biofísicos negativos negligenciáveis e impactos socioeconómicos positivos. padrões e normas de reserva de espaços verdes. No tocante às alternativas espaciais para a localização do empreendimento. a alternativa de “não execução” da actividade proposta não deverá ser considerada. de acordo com o Plano de estrutura do Município. será construída uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR). tais como rede viária. As principais questões inerentes à implementação do projecto foram analisadas de forma preliminar (no EPDA) e prendem-se com as alterações do tráfego automóvel e pedonal. foi classificado como um espaço urbanizável (área multifuncional e industrial). Assim sendo. se forem tomadas medidas de mitigação adequadas. o projecto garantirá espaços verdes (uma “zona verde” paisagística de 5 m de largura ao longo de todas as estradas internas dentro do complexo urbanístico e zona de protecção de jardins interiores. as quais. até ao final da construção. rede de comunicação. drenagem de águas pluviais. Para além da área cimento (incluindo a zona asfaltada).18% da área total da Cidadela da Matola). Serão construídas infra-estruturas de apoio. no âmbito da implementação da actividade proposta. constituída por uma largura de 30 metros a ser mantida ao longo dos lados Norte e Sul do desenvolvimento). De realçar que. construção e operação da Cidadela da Matola.A & Impacto Lda . fora da área da Cidadela. os usos e seus potenciais impactos nos ambientes biofísico e socioeconómico mostram que. EIA iv Lis Moçambique. saneamento e abastecimento de água. rede de abastecimento de água. gestão de resíduos sólidos. sendo que existem já três alternativas. rede de saneamento.

A análise dos impactos ambientais da actividade permite identificar e avaliar os potenciais impactos gerados durante a sua implementação. EIA v Lis Moçambique. numa área que foi previamente usada como um parque de antenas e centro emissor da Rádio Moçambique. Alguns dos potenciais impactos do projecto. para as fases de construção e operação são resumidamente apresentados: Potenciais impactos positivos • Criação de postos de trabalho Nesta fase. Detalhes a este respeito só serão conhecidos após selecção do empreiteiro. o número de postos a serem disponibilizados dependerá. nas suas várias fases. e suas medidas de mitigação. Centro de Conferências. Hotel. edifícios do governo. Centro cultural e Museu. Localizações alternativas poderiam ser encontradas em áreas de expansão da cidade da Matola. Esta procura poderá impulsionar não só o comércio informal como o formal e. o comércio informal poderá assumir alguma expressão devido ao aumento na procura de serviços diversos. uma vez que este poderá possuir um quadro de pessoal próprio. dentre outros factores. O projecto estará inserido num meio urbano. Hospital. Contudo. serão criados postos de trabalho. • Promoção da Economia Formal e Informal Com a implementação do projecto. e reduzir a actual dependência em relação à Cidade de Maputo. • Aumento da oferta de bens e serviços A edificação de infra-estruturas como o Centro Comercial. A área do projecto não apresenta grandes variações em termos de topografia. sobretudo na fase de construção. sendo fortemente ocupada por um graminal. contribuirá para solucionar a demanda em termos de bens e serviços na região. sendo que a maioria corresponderá a tarefas não especializadas. da necessidade de pessoal adicional por parte do empreiteiro. já alocado para o projecto. S. No entanto.A & Impacto Lda . essas localizações implicariam a provisão de infraestruturas básicas nem sempre disponíveis. restaurantes.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico A adequação da área de implantação foi debatida entre o investidor e as autoridades municipais. Considerando a taxa de desemprego na Província de Maputo considera-se este impacto como positivo. por sua vez criar oportunidades de aquisição de receitas para os comerciantes locais. estando a mesma entre os 30m e os 43m de altitude.

a circulação de maquinaria e viaturas pesadas irá resultar na compactação do solo. É importante notar que o acesso a estes serviços dependerá dos regimes de acesso e uso a serem implementados durante a fase de operação.e. etc. a acumulação de águas pluviais nas zonas baixas. particularmente nas áreas de manobra de maquinaria e veículos envolvidos na construção. deve ser limitada a circulação e manobras de maquinaria e veículos pesados. um museu e um centro cultural que irão estimular o desenvolvimento cultural e social. papeis. Deverão ser definidas áreas de acesso automóvel e pedonal que regulem a circulação e evitem o pisoteio desordenado. A compactação reduz a porosidade do solo. EIA vi Lis Moçambique. Tanto quanto tecnicamente possível. e 2. embalagens. a áreas designadas para o efeito. conduzindo á alteração dos padrões naturais de escoamento e consequentemente. S. resíduos domésticos. papelão.A & Impacto Lda .) serão produzidos durante a fase de operação do empreendimento. através da promoção de práticas recreativas e de lazer. Potenciais impactos negativos • Compactação dos solos / Alteração dos padrões naturais de escoamento Durante as obras. através do funcionamento dos serviços e das infraestruturas existentes. reduz a capacidade de infiltração das águas pluviais. Medidas de Mitigação: 1. o que implica uma redução nos níveis de escoamento superficial. Este impacto será de intensidade baixa devido a natureza granular dos solos da área do projecto (Post Mananga) e a baixa declividade (0 à 5 %). A gestão indevida dos mesmos comporta um potencial de poluição do solo. desporto e cultura O projecto contempla um centro desportivo. • Poluição do solo por gestão inadequada de resíduos sólidos não perigosos Os resíduos sólidos (p.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico • Criação de espaços de lazer.

Devem-se colocar contentores de lixo nas proximidades dos edifícios e em todas as entradas e estes deverão ser periodicamente recolhidos. havendo. Deverá ser estabelecido um sistema eficaz de gestão de resíduos sólidos. Criação de valas para escoar correctamente as águas em espaços impermeáveis. Reutilização das águas para outros fins. Deverá ser incentivada a adopção do Princípio dos três R´s (Reduzir. 3. no local. e 4.A & Impacto Lda .Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Medidas de Mitigação: 1. uma equipa responsável pela manutenção da limpeza. Medidas de Mitigação: 1. dentro do recinto da Cidadela da Matola. de mecanismos de drenagem de águas pluviais (valas e aquedutos) que permitam o escoamento das águas pluviais para as bacias de retenção naturais. no sentido Sudeste. tais como a rega das áreas verdes e lavagem de pavimentos. EIA vii Lis Moçambique. • Aumento dos níveis de Escoamento das Aguas Pluviais por impermeabilização dos solos A construção das infraestruturas do projecto culminará com a impermeabilização de cerca de 70% da área do projecto. o que representará um aumento dos níveis de escoamento superficial das águas pluviais que podem resultar em inundações nas zonas mais baixas da Matola A. sem prejuízo das comunidades adjacentes. Reutilizar e Reciclar). S. 3. Zonas de armazenamento para resíduos sólidos domésticos devem ser identificadas na área do empreendimento. 2. A criação de um sistema de recolha e gestão das águas pluviais. 2. 4. Articulação com as estruturas municipais.

Verificar periodicamente o funcionamento dos drenos e canalizações de modo a garantir a ausência de fugas e maus cheiros.000 l/dia.). Os sistemas de águas provenientes das cozinhas deverão estar equipados com caixas de retenção de gorduras. Medidas de Mitigação: 1. Efectuar Manutenção periódica das fossas sépticas (incluindo a limpeza) e mantê-las protegidas. cerca de 192. solventes. pois estes estarão a uma distância reduzida em relação aos principais nós viários. que compõem o empreendimento.A & Impacto Lda . EIA viii Lis Moçambique. Este cenário será mais evidente nos quatro nós que servirão de acesso ao empreendimento.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico • Poluição do solo e das águas subterrâneas por efluentes domésticos Prevê-se a geração de 650. na medida em que haverá um grande fluxo de viaturas (cerca de 4500) tendo como destino o empreendimento. de 02 de Junho). etc. • Aumento do Tráfego e do risco de Acidentes Rodoviários A fase de operação irá implicar o reordenamento do tráfego. 3. é de se prever o surgimento de engarrafamentos. Evitar a deposição de substâncias inibidoras de actividade biológica (lixívia. Aliando a distância e o aumento da densidade. 4. detergentes. S. sendo que existem três alternativas. serão gerados no Centro Comercial durante a fase de operação. As mesmas deverão ser regularmente limpas. sendo que. 2. Existe ainda um risco de contaminação das águas subterrâneas em caso de avaria ou enchimento da fossa séptica e em casos de rupturas nas condutas do sistema de esgotos. Os efluentes gerados pela Cidadela da Matola serão tratados numa Estação de tratamento de Águas Residuais a ser construída fora da área do projecto. Garantir que a emissão dos efluentes domésticos tratados seja feita de acordo com os valores constantes dos Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes (Decreto 18/2004. pois as mesmas retardam a decomposição biológica nas lagoas de oxidação – para degradação da matéria orgânica. Estes efluentes estarão sujeitos á um pré-tratamento através do emprego de fossas sépticas construídas em cada um dos lotes.000 l/dia de efluentes provenientes de todo o empreendimento. e 5.

e. igualmente. situada na Av. • Riscos associados a trabalhos de manutenção Os trabalhadores afectos a trabalhos de manutenção (nas várias infraestruturas do empreendimento) poderão estar sujeitos a acidentes de trabalho. Sempre que necessário (p. prevê-se um aumento considerável da circulação pedonal devido as infraestruturas a serem desenvolvidas. Especial atenção deverá ser dada a área onde se localiza a EP1 30 de Janeiro. sejam mantidas em condições seguras para a circulação. apresentará uma maior incidência de circulação em períodos de expediente. sinais de chamada de atenção para áreas residenciais e comerciais. Contratar empresas qualificadas para a realização de trabalhos de manutenção e reparação. influenciadas pela existência do centro comercial e das demais infraestruturas do projecto. Medidas de Mitigação: 1. sinalizações oficiais de trânsito nas vias locais (p. etc. a Sul da área do projecto.A & Impacto Lda . de modo a permitir uma maior fluidez do tráfego ao longo da N2. 4. A extensão da N2 que cruza a Avenida da Rádio (área conhecida por João Mateus). devidamente treinados para o apoio na orientação dos motoristas e transeuntes. uma grande circulação pedonal próximo ao cruzamento entre a N2 e a Av. nas áreas de trânsito mais intenso) deverão. ser utilizados agentes reguladores do trânsito. Medidas de Mitigação: 1. Deverão ser instaladas e mantidas. 2. Os acessos ao empreendimento deverão ser feitos a partir das estradas interiores (avenidas da Namaacha. Garantir o uso de equipamentos de protecção pessoal. por se tratar de uma área onde estarão fixadas infraestruturas do Governo Provincial e de escritórios. restrição de velocidade. EIA ix Lis Moçambique. 5.A. S. da Rádio e do Zimbabwe). Colocação de um lancil (separador central) ao longo da N2 (Kms 11 e 12).). 2. Prevê-se. do Zimbabwe.e. da O.U. adicionalmente. desvio de estrada. 3. de forma a evitar situações de risco. O Proponente deve garantir que durante a fase de estabelecimento as vias de acesso em uso ou em reabilitação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Nesta fase.

e em particular no Plano de Gestão Ambiental recai sobre a Cidadela da Matola. colectivamente.). A implementação das medidas de mitigação identificadas no estudo irá minimizar os possíveis impactos negativos. S. EIA x Lis Moçambique. bem como potenciar os impactos positivos identificados. Em estreita coordenação com as autoridades municipais. hotel e centro de conferências. restaurantes. não se antevê a sua desactivação. No entanto.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Resumo não técnico Sendo este um empreendimento composto por infra-estruturas fixas. centro desportivo (campo de jogos) e museu da rádio poderão passar para a gestão municipal de modo a que os munícipes continuem desenvolvendo as suas actividades de lazer na área. A responsabilidade de implementação das acções de gestão ambiental formuladas no estudo. permite concluir que o projecto de construção e operação da Cidadela da Matola é ambientalmente viável. para o alívio das condições de circulação da zona. na qualidade de Proponente do Projecto. A maioria dos impactos identificados será localizada e de intensidade média á baixa. as quais comportarão várias utilidades (rede viária interna. contribuindo assim. bem como da caracterização dos seus impactos.A & Impacto Lda . etc.A. assim como fornece listagem de obrigações e responsabilidades de cada uma das partes envolvidas no projecto. tais como jardins. constituem a base da gestão (mitigação dos impactos) e do controlo ambiental. abarca uma série de recomendações gerais e específicas que. deverão ser implementadas as seguintes acções: 1. reaproveitar as infraestruturas existentes. Este. • Os espaços públicos. As estradas internas poderão ser convertidas para estradas municipais. caso ocorra. A análise da descrição do projecto proposto. • O Plano de Gestão Ambiental fornece indicações claras que permitem garantir que as fases de construção e operação do projecto proposto sejam executadas de acordo com padrões ambientalmente aceitáveis. lojas. S. habitações. em cumprimento com a legislação ambiental Moçambicana e com os princípios gerais de actuação responsável.

RELATÓRIO PRINCIPAL .

.........2................ 18 Drenagem de Águas Pluviais .......................................... Fase de operação e manutenção... 15 Abastecimento de Água .... Alternativas da actividade............3............. Demografia .......................................................................................1 Outros instrumentos legais aplicáveis ao projecto........ Fase de construção da actividade.................................................................. 23 4..2.................. 23 3............................. Actividades Económicas............................... geologia e solos ...................................9....................................................... S..................................... 38 5............... Actividades associadas............................................... 22 Sistemas de Saneamento .... Localização da actividade .................... 41 5.......................... Enquadramento Legal ................................................1..................................3........1........4. 42 5................................................................ DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE ......2.................11 Uso do Solo Urbano........ 42 5................................2.. 7 1.....................................................................................................................1................ 41 5............................ 9 2...... Área do projecto...........................2..... 8 1......... 18 Rede de Estradas Internas e Parques de Estacionamento ................... 31 5....1...................................... Património Cultural...................................................................................................5................................................. Identificação do Proponente ........A & Impacto Lda .......................................................... Caracterização Biofísica da área do projecto..............................8...2... Área de Influência Directa (AID) .................................................................................10........................................................................1................. 13 3..................................5..................................... 25 5......3............................................................ Corpo de bombeiros...........1... 35 5..................1.........2......................................................................... Caracterização Socioeconómica da área do projecto............................................3.................................................................... 30 5............................................................1.......................................................................................... Área de Influencia Indirecta (AII) ......... Enquadramento da actividade ............. 24 4.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Índice 1......... 9 2...1................................................................1.......................................................................................... 42 5.............2.......................3................................................... Organização Administrativa e social ............. 33 5................................ 9 2........................2....................................................... Resíduos sólidos e Saneamento ....2.............. Topografia.... Flora e vegetação ..... SITUAÇÃO DE REFERÊNCIA DO LOCAL DE IMPLEMENTAÇÃO DA ACTIVIDADE...... 14 3.........4. 24 4. INTRODUÇÃO ...........................................3............................1................................................ DEFINIÇÃO DA ACTIVIDADE.............................. 9 2.... 12 2...........2........... 25 5..... 32 5.................................1...................................................................2......................2... 24 5............................................................................................ Fauna........................ Metodologia do Estudo de Impacto Ambiental ................ DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA..... 17 Protecção contra Incêndios ............................. 29 5......................7...........2................. 10 2..... Mercados Municipais............6..............2.......................................... Transporte ..........................................................2..... Objectivo do Estudo de Impacto Ambiental.. 44 EIA 2 Lis Moçambique........................................... 33 5.......2. 14 3.............................................. 8 2..................... Clima.... Infra-estruturas e Serviços .... 32 5................................ 25 5...............2....................................................

..................................... Princípios Básicos do Plano de Gestão Ambiental ............. 39 Figura 14: Mapa de abastecimento de água ao Grande Maputo (Fonte: PEUCM................................................. 43 Figura 18: Direcção predominante do vento........................ 45 6................................................ Âmbito ............ 83 7..... S........................................................ 65 Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico ..5................................1..................5.............................................. O Empreiteiro................. 20 Figura 3: Mapa topográfico da área do projecto................................2.......................................... 54 6......................5....................................................... 81 7............................................................... 43 Figura 17: Edifício da RM ............ 83 7.......... 70 Figura 21: Proposta de Sistema de Gestão de riscos para a construção civil ......................... Introdução ......................................... CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ............................................................. 53 Figura 19: Drenagem natural das águas pluviais ... 81 7.................................... 72 7..................A & Impacto Lda ................................................................................... Programa de Gestão e Monitoramento Ambiental dos Impactos do Projecto ................................................................ S........................................ Fase de Operação/Manutenção ........................ 81 7.......................................................... 30 Figura 8: Árvores existentes na área do projecto..3....................................... 2010) 40 Figura 15: Mesquita Hamza Figura 16: Igreja de São Gabriel .......................................................................................... 89 EIA 3 Lis Moçambique.......................................... 37 Figura 13: Escola localizada em frente ao local do projecto ............................................................ 32 Figura 10: Estrutura etária do Município da Matola (PEUCM.............................................................................................. 2010) ....................... PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL.................................................................................................................................................................................................. 30 Figura 9: Área do projecto e Limites do Município da Matola ..................... 36 Figura 12: Centro Comercial da Matola (Shoprite) ................................................ 91 8............................. 82 7.................................... 106 Lista de Figuras Figura 1: Área proposta para o projecto .....................7..... Gestor Ambiental de Campo..........................6...... ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA ACTIVIDADE E MEDIDAS DE MITIGAÇÃO........... 85 7............................ 82 7.. 69 Figura 20: Escoamento superficial de infra-estruturas de acordo com as áreas pavimentadas...1....................... 86 7............2. Obrigações e responsabilidades na Gestão Ambiental .......... 81 7.A ..... 26 Figura 5: Mapa Geológico da Área do Projecto .............................................Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6.... 25 Figura 4: Tipos de Solos da área do projecto................................ Fase de Construção/Instalação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................2........... 29 Figura 7: Urocholoa mossambicensis ......5........................... 14 Figura 2: Cruzamento de “João Mateus” .......................................3............ 105 9..............................................4............................................................ Objectivos .... 28 Figura 6: Dados meteorológicos de Maputo............................... 46 Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico ........................................ Acções de Gestão Ambiental .....................................................................................................................................................................................1.... O proponente – Cidadela da Matola........ 35 Figura 11: Espaço agrícola adjacente a área do projecto..........................

.............................................................................. 92 Tabela 9 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de construção ...........................................................................................................A & Impacto Lda ............. 45 Tabela 4: Ruído emitido por equipamentos usados na construção num raio de 15 m..................... 102 Tabela 13 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de operação ............................................................... 27 Tabela 2: Densidade Populacional da Matola........... ............................. 50 Tabela 5: Padrões de qualidade do ar.................................................. 100 Tabela 12 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de operação.................................. 68 Tabela 7: Principais riscos associados á etapas da actividade de construção civil............... 52 Tabela 6: Padrões de emissão de efluentes líquidos domésticos .................................................................................. S..............................Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Lista de Tabelas Tabela 1: Características do solo da área do projecto................................................................................. 88 Tabela 8: Gestão e monitoramento dos impactos do projecto no ambiente biofísico – fase de construção ............................ 34 Tabela 3: Critérios para avaliação dos impactos....... 95 Tabela 10 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de construção ............................................................................ 104 ANEXOS Anexo 1 Anexo 2 Anexo 3 Carta de aprovação do EPDA TdR do EIA Análise do Quadro Jurídico-Legal e Institucional na área da Cidadela da Matola Anexo 4 Anexo 5 Anexo 6 Índice de Ocupação do Solo na área da Cidadela da Matola Plano de Desenvolvimento da Cidadela da Matola Relatório do Estudo do Tráfego automóvel e Pedonal na área da Cidadela da Matola EIA 4 Lis Moçambique................................ 97 Tabela 11 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente biofísico – fase de operação ...................................

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Acrónimos e Abreviaturas AdeM AIA EdM EIA E.P EP1 EP2 EPDA ESG ETAR FIPAG ITS MICOA MISAU MITRAB PI & As PGA PS SIDA TDM TdR TRAC Águas de Moçambique Avaliação de Impacto Ambiental Electricidade de Moçambique Estudo de Impacto Ambiental Empresa Pública Escola Primária do 1º grau Escola Primária do 2º grau Estudo de Pré-viabilidade Ambiental e Definição de Âmbito Ensino Secundário Geral Estação de Tratamento de Águas Residuais Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água Infecções Transmitidas Sexualmente Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental Ministério da Saúde Ministério do Trabalho Partes interessadas e afectadas Plano de Gestão Ambiental Posto de Saúde Sindroma de Imunodeficiência Adquirida Telecomunicações de Moçambique Termos de Referência Trans African Consessions EIA 5 Lis Moçambique. S.A & Impacto Lda .

Cidadela da Matola

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Unidades
Unidade de comprimento m km metro Quilómetro

cm Centímetro Unidade de temperatura ºC Grau Célsius Unidade de precipitação mm Milímetro

Unidade de área m2 km2 ha hab/km2 Metro quadrado

Quilómetro quadrado Hectar

Habitante por Quilómetro quadrado Unidade de volume m3 Metro cúbico

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1. INTRODUÇÃO A Cidadela da Matola, S.A, sociedade composta pela Public Investment Corporation, Mc Cormick Property Development e pelo Consórcio SPI, INFRA e FFF (S.I.F), é um grupo moçambicano, que se propõe a desenvolver um empreendimento denominado por Cidadela da Matola, no coração urbano do Município da Matola, na Província de Maputo. O empreendimento tem um valor inicial de investimento estimado em USD 120.000.000 e será composto por um conjunto de investimentos de primeira classe nas áreas residencial, comercial e de retalho. Esta iniciativa compreende um projecto imobiliário multi-uso, que pretende trazer investimentos ao Município da Matola, de modo a prover o município de serviços e outros atractivos para o seu desenvolvimento económico e social. Para a elaboração do EIA criou-se um consórcio formado pelas empresas de consultoria ambiental Lis Moçambique, S.A e Impacto, Lda. A Lis Moçambique é uma sociedade registada, constituída a 23 de Junho de 2009, tendo os seus estatutos sido publicados no Boletim da República nº 618/09 III série – Número 29, de 28 de Julho de 2009. Esta desenvolve projectos de construção civil e obras públicas, imobiliária e serviços de consultoria diversos, incluindo nos sectores de mineração e turismo. A Impacto é uma empresa Moçambicana devidamente registada e financiada inteiramente por capital Moçambicano. Encontra-se registada no Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) para desenvolver Estudos de Impacto Ambiental (EIA´s) em Moçambique e possui uma vasta experiência nesse domínio. O presente documento constitui o Relatório do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o projecto de construção e operação da Cidadela da Matola, proposto pela Cidadela da Matola, S.A. O projecto será implementado numa área de cerca de 54 ha. O Estudo de Pré-viabilidade Ambiental e Definição de Âmbito (EPDA) e os Termos de Referência (TdR) do projecto de construção e operação da Cidadela da Matola foram aprovados pela Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental (DPCA) de Maputo (Carta de aprovação no Anexo 1 e Termos de Referência no Anexo 2). A elaboração do EIA teve como base os Termos de Referência e tomou em consideração as recomendações do MICOA, a legislação nacional, nomeadamente a Lei Quadro do Ambiente, o Regulamento sobre o Processo de Impacto Ambiental e a Directiva Geral para Estudos de Impacto Ambiental.

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1.1. Objectivo do Estudo de Impacto Ambiental O Estudo do Impacto Ambiental (EIA) teve como principal objectivo a avaliação dos potenciais impactos ambientais (biofísicos e socioeconómicos) negativos e positivos, derivados das diferentes fases do projecto. O relatório apresenta também recomendações e medidas de mitigação dos impactos negativos, tendo sido formulado um plano de monitoria e gestão ambiental. Estas medidas foram propostas com base na análise do projecto em causa e na situação de referência incluídos neste relatório. 1.2. Metodologia do Estudo de Impacto Ambiental O estudo compreendeu as seguintes tarefas principais: • • • •

Estudos desktop – Como contributo para a descrição biofísica e socioeconómica da área do projecto; Visitas de campo à área do projecto; Estudos especializados (avaliação do tráfego e drenagem de águas pluviais); Identificação dos principais impactos potenciais, tendo em conta as características do projecto confrontadas com as características biofísicas e socioeconómicas da área de implantação do projecto; Classificação dos impactos com base em critérios utilizados para o efeito a nível nacional e internacional (estatuto, probabilidade, extensão, duração, intensidade e significância); Formulação de medidas de mitigação dos impactos negativos e de medidas incrementadoras dos impactos positivos identificados; Formulação de medidas de gestão e monitoramento ambiental dos impactos do projecto, integradas num Plano de Gestão Ambiental.

• •

O Estudo envolveu igualmente consultas bibliográficas, incluindo de documentação diversa relacionada com o projecto.

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2. DEFINIÇÃO DA ACTIVIDADE 2.1. Identificação do Proponente O proponente do projecto é a Cidadela da Matola, S.A, sociedade composta pela Public Investment Corporation, Mc Cormick Property Development e pelo Consórcio SPI, INFRA e FFF (S.I.F), um grupo moçambicano com sede na Avenida Armando Tivane nº 599, na Cidade de Maputo. 2.2. Enquadramento da actividade O projecto de construção e operação da Cidadela da Matola enquadra-se nos planos de desenvolvimento desenhados pelo Município da Matola, na medida em que este, no seu Plano de Estrutura Urbana (PEUCM, 2010), Secção II (ESPAÇOS URBANIZÁVEIS), Artigo 51, define como o uso dominante da área de implantação do projecto: “Área destinada à localização predominante de actividades residenciais, complementadas com outras actividades, nomeadamente comerciais, de equipamento, de serviços e industriais ou armazenagem, desde que não criem condições de incompatibilidade com a função residencial, …”.

2.3. Enquadramento Legal O Projecto foi classificado pela DNAIA de Maputo como de Categoria A, requerendo, por isso, a realização de um Estudo Impacto Ambiental (EIA). Neste contexto, o EIA foi realizado em conformidade com o preconizado nos seguintes instrumentos legislativos relevantes (Anexo 3 - Análise do Quadro Jurídico-Legal e Institucional na área ambiental e de construção civil sobre o Projecto Cidadela da Matola): A Constituição da República de Moçambique, aprovada em 2004, contém uma alusão ao problema ambiental. Sendo a constituição a “Lei mãe “ no ordenamento jurídico moçambicano, constitui um importante instrumento de protecção do ambiente. O n.º 1 do artigo 90 determina que “todo o cidadão tem o direito de viver num ambiente equilibrado e o dever de o defender”. A implicação de tal construção é bastante relevante, tendo presente que o reconhecimento de um determinado valor como um direito fundamental pressupõe que a protecção do bem jurídico ambiente constitui pressuposto essencial para uma existência livre e condigna.

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Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental (Decreto 45/2004): O regulamento define os procedimentos e abrangência de cada uma das etapas do processo de Avaliação do Impacto Ambiental do projecto.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Lei-quadro do Ambiente (Lei nº20/97 de 1 de Outubro): A Lei do Ambiente é aplicável a todas actividades públicas ou privadas. os seguintes instrumentos serão também utilizados para garantir a realização de um projecto ambientalmente e socialmente sustentável: O Regulamento Geral de Edificações Urbanas: aprovado pelo Diploma Legislativo n. a aquisição da Licença Ambiental está condicionada à realização de um Estudo Impacto Ambiental. A Lei proíbe a poluição.1 Outros instrumentos legais aplicáveis ao projecto Para além destes instrumentos legislativos e relevantes para o processo de Avaliação de Impacto Ambiental do projecto. onde são equacionadas conjuntamente as questões de índole ambiental. Não é permitida a produção. salubridade. susceptíveis de influenciar directa ou indirectamente o meio ambiente. Regulamento sobre os Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes (Decreto 18/2004 de 2 de Junho): este regulamento proíbe “o depósito no solo. 2. bem como qualquer outra forma de degradação do ambiente fora dos limites legalmente estabelecidos. O Artigo 15 determina que a implementação de actividades de desenvolvimento está sujeita à aquisição prévia de uma Licença Ambiental por parte do Proponente. de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras. o lançamento para a água ou para a atmosfera.3. Directiva Geral para a Participação Pública no Processo de Avaliação de Impacto Ambiental (Diploma Ministerial nº130/2006 de 19 de Julho): ressalta a importância da Participação Pública na AIA. sendo uma componente bastante auxiliadora para se lograr o desenvolvimento sustentável. económica e social. Este Regulamento visa definir o ordenamento jurídico a que devem subordinar-se as construções de forma a garantir e preservar as condições mínimas de segurança. deposição no solo e no subsolo. No presente caso. EIA 10 Lis Moçambique. Directiva Geral para Estudos de Impacto Ambiental (Diploma Ministerial nº129/2006 de 19 de Julho): esta directiva providencia orientações e parâmetros gerais para a Avaliação do Impacto Ambiental (AIA). cujo relatório deve ser submetido à DNAIA de Maputo para aprovação. S. tendo o projecto sido classificado de Categoria A. de substâncias nocivas que possam determinar ou contribuir para a sua degradação”. fora dos limites legalmente estabelecidos.º 1976 de 10 de Março.A & Impacto Lda . conforto e estética das edificações urbanas.

Através das suas principais características. de 8 de Dezembro) onde se definem. acondicionamento (estabelecendo-se o código de identificação de resíduos perigosos). movimentação. EIA 11 Lis Moçambique. S. as competências do Estado. emissão ou deposição de qualquer substância tóxica ou poluidora de modo a prevenir ou minimizar os seus impactos negativos sobre a saúde e o ambiente. órgãos locais e comunidades no processo de titularidade. Lei de Terras (Lei 19/97 de 1 de Outubro): estabelece como princípio fundamental que em Moçambique “a terra é propriedade do Estado e não pode ser vendida ou. Estabelece ainda as condições de atribuição dos direitos de uso e aproveitamento de terras. todos os resíduos são classificados em perigosos e não perigosos e subdivididos em classes ou categorias. por qualquer forma. estabelece as regras a observar no projecto e na execução das estruturas de betão armado em geral e. Lei de Águas (Lei 16/91 de 3 de Agosto): esta Lei acentua a importância dos recursos hídricos em todos sectores da vida.º 25 948 de 16 de Outubro de 1935. Esta Lei foi regulamentada em 1998. Neste regulamento são definidas as obrigações das entidades produtoras e gestoras de resíduos estabelecendo-se regras para a recolha. dimensão e finalidade de terrenos.A & Impacto Lda . a aplicação de taxas de autorização segundo a localização. nos termos do seu artigo 1. o incremento da sua demanda e coloca um acento tónico na sua gestão sustentável de forma que “o uso da água pelos múltiplos interessados não prejudique as necessidades de alguns”.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Regulamento sobre a Gestão de Resíduos (Decreto 13/2006 de 15 de Junho): estabelece regras relativas à produção. este documento estabelece os termos do direito de uso e aproveitamento da terra definindo a propriedade da terra e o domínio público (incluindo zonas de protecção parcial ou total com usos restritos). com mais detalhe. culturais e sociais de cada região. os procedimentos para a obtenção do direito de uso e aproveitamento da terra e onde se estabelece um sistema nacional de cadastro de terras. tratamento e valorização de resíduos. a exclusividade que o Estado detém no seu controle. públicas ou privadas e estabelece competências para a gestão de resíduos. hipotecada ou penhorada” (Artigo 3). particularmente das destinadas a edifícios e obras análogas. O presente Regulamento. com a publicação do Regulamento da Lei de Terras (Decreto 66/1998. Assim.º 47 723 que revogou o Decreto n. alienada. O Regulamento da Lei de Ordenamento do Território (Decreto 23/2008 de 1 de Julho): estabelece o regime jurídico dos instrumentos de ordenamento territorial. definindo medidas e procedimentos regulamentares que assegurem a ocupação e utilização racional e sustentável dos recursos naturais. Regulamento de Estrutura de Betão Armado: aprovado pelo Decreto n. Aplica-se a todas as pessoas singulares ou colectivas.

na gestão das águas. alínea d) do decreto 45/2004 de 29 de Setembro. através do Ministério das Obras Públicas e Habitação e da Direcção Nacional de Águas. ambientais e morais de trabalho. Alternativas da actividade Segundo o Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental1. e não tendo sido encontrados obstáculos fatais ao desenho da proposta. devem ser identificadas alternativas viáveis para o projecto como parte do processo de AIA. S. a actividade terá impactos biofísicos negativos negligenciáveis e impactos socioeconómicos positivos. Assim sendo. As características do projecto de construção e operação da Cidadela da Matola. na sua alínea c) do seu n.4. distribuição e utilização de energia eléctrica para qualquer fim ou serviço”. O artigo 7 (Princípios de gestão de águas). de 22 de Outubro.º 1. os usos e seus potenciais impactos nos ambientes biofísico e socioeconómico mostram que. inspira-se na compatibilização da política de gestão de águas com a política geral de ordenamento territorial e de conservação do equilíbrio ambiental. a Lei estabelece no seu Artigo 216 que “O empregador deve proporcionar aos seus trabalhadores boas condições físicas.A & Impacto Lda . 1 Artigo 13. Lei do Trabalho (Lei 21/07 de 1 de Agosto): A relevância específica deste instrumento legal de carácter geral provém do facto de o mesmo conter cláusulas relativas à Saúde e Segurança dos Trabalhadores. se forem tomadas medidas de mitigação adequadas. o empregador deve fornecer equipamentos de protecção e roupas de trabalho apropriados com vista a prevenir os riscos de acidentes ou efeitos prejudiciais à saúde dos trabalhadores”. 2. Neste contexto. “Sempre que necessário. Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas: Aprovado pelo Decreto n. informá-los sobre os riscos do seu posto de trabalho e instruí-los sobre o adequado cumprimento das regras de higiene e segurança no trabalho”. nos termos do artigo 2. “fixar as normas a seguir nas concessões de licenças para o estabelecimento e exploração de instalações destinadas à produção. transformação. que o Estado. tendo como objecto. como forma de minimização dos riscos de Saúde e Segurança para os seus trabalhadores. a alternativa de “não execução” da actividade não deverá ser considerada.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal A Lei de Águas tutela. preconiza. Actividades de construção de infra-estruturas podem ser consideradas de alto risco. A Lei estabelece ainda que. nomeadamente o tipo de infraestruturas a serem edificadas. em número considerável de artigos.º 48/2007. número 2. EIA 12 Lis Moçambique. a questão ambiental. transporte.

foi classificado como um espaço urbanizável (área multifuncional e industrial). Transporte de materiais diversos. A adequação da área de implantação foi debatida entre o investidor e as autoridades municipais. o proponente pretende implementar a actividade num local onde já existem serviços e infra-estruturas básicas (electricidade. Contudo. as quais. S. abastecimento de água e rede viária). serão alvos de melhoramento e ampliação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal No tocante às alternativas espaciais para a localização do empreendimento. de acordo com o Plano de estrutura do Município.A & Impacto Lda . EIA 13 Lis Moçambique. Preparação do terreno nos espaços onde serão instaladas as infra-estruturas. Localizações alternativas poderiam ser encontradas em áreas de expansão da cidade da Matola. essas localizações implicariam a provisão de infraestruturas básicas nem sempre disponíveis. equipamentos e trabalhadores de. Actividades associadas As actividades associadas poderão incluir as seguintes: Estabelecimento de estaleiros. O local. 2. até ao final da construção.5. e para as áreas de trabalho.

Localização da actividade O projecto localiza-se Centro Urbano do Município da Matola (no bairro da Matola A) no local antes ocupado pela Rádio Moçambique. A Sul – Av.P.U.A (ex Estrada Velha da Matola).Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 3.1. a avenida do Zimbabwe e a Estrada Nacional nº2 (N2) – sendo o seu ponto central determinado pelas coordenadas 32º 27' 25. DESCRIÇÃO DA ACTIVIDADE 3. Figura 1: Área proposta para o projecto O local do desenvolvimento é delimitado pelas seguintes componentes rodoviárias: A Norte – A Estrada N2 (Avenida de Namahacha) A Este – Avenida do Zimbabwe (ex Av. da O.41” E. E. da Rádio (ex Avenida 5 de Outubro). A Oeste – Av. Abel Baptista). como centro emissor e parque de antenas e ocupará uma área total aproximada de 54 hectares (Figura 1). 25º 57' 32. S. EIA 14 Lis Moçambique.87” S.A & Impacto Lda . Por outras palavras a localização do projecto pode ser assim definida: próximo ao cruzamento entre a Estrada Nacional nº4 (N4).

Edifício para o Governo Provincial. mas estruturadas de modo a acomodar a participação de todos interessados. Esta servirá igualmente de reserva de estrada para futuras intervenções de ampliação dos sistemas de estradas exteriores. Praça Samora Machel. Fase de construção da actividade A Cidadela da Matola será composta por um conjunto de áreas residenciais. onde será incentivado. e Rede de energia eléctrica. Zonas residenciais. as componentes do projecto serão realizadas através de parcerias com investidores locais e estrangeiros. Parque de Escritórios. o uso de vegetação originária de Moçambique. o projecto garantirá espaços verdes. Stands automóveis e serviços relacionados. Hospital e Spa. nomeadamente: Rede viária. sempre que possível.A & Impacto Lda .2. restaurantes e outros. sendo estes constituídos pela zona de protecção de jardins interiores. Para além da área cimento (incluindo a zona asfaltada). haverá uma “zona verde” paisagística de 5 m de largura ao longo de todas as estradas internas dentro do complexo urbanístico. Centro Cultural e Museu. Serão igualmente construídas no âmbito do projecto. Nesta mesma sequência. que incluirá o seguinte: Um Centro Comercial com lojas. um projecto de execução de exteriores. comerciais e de retalho (comércio de bens e serviços). Hotel e Centro de Conferências. Adicionalmente. De acordo com o proponente. EIA 15 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 3. Zonas autónomas para o desenvolvimento industrial. será realizado numa fase posterior. infra-estruturas de apoio. Centro Desportivo. constituída por uma largura de 30 metros a ser mantida ao longo dos lados Norte e Sul do desenvolvimento. Rede de abastecimento de água. Rede de comunicação. Rede de saneamento. Restaurantes autónomos. S.

de utilização colectiva. designadamente: 1. as áreas previstas nas alíneas a) e b) deverão garantir a constituição de um espaço livre. em planos municipais de ordenamento do território. Esta fase terá uma duração prevista de 16 meses.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Das oito moradias existentes na área do projecto. A segunda fase do projecto compreenderá a construção do Centro comercial nos talhões 1 e 17.) para os talhões 1. EIA 16 Lis Moçambique. S. que envolverá a instalação das infra-estruturas gerais (tubagem de água. A primeira fase.71% da área total da Cidadela da Matola. As áreas verdes inicialmente desenhadas (para cada fase do projecto) deverão ser desenvolvidas em harmonia com o disposto no artigo 59 do PEUCM. b) Uma área de 20 m2 por cada 100 m2 de área bruta de construção em edifícios ou parte dos mesmos destinados a comércio ou serviços. c) Uma área de 15 m2 por 200 m2 de área bruta de construção.A & Impacto Lda . em edificações destinadas a indústria ou armazéns. sistema de abastecimento de água.000 habitantes. O PEUCM estabelece. Esta fase incluirá actividades de terraplenagem para os edifícios e estradas. com a dimensão mínima de 0. etc. O índice de ocupação do solo da área da Cidadela da Matola (Anexo 4). 2. deverão obedecer às seguintes disposições: a) Uma área de 20 m2 por cada 120 m2 de área bruta de construção destinada a habitação. e as restantes (duas) serão usadas como escritórios de apoio da equipe técnica responsável pelas obras.40 ha. Duas das quais já foram devidamente planeadas.5 hectares por cada 3. com uma duração de 5 meses. Prevê-se que esta fase inicie logo após a conclusão dos estudos detalhados de engenharia e dos estudos ambientais. pode-se verificar que a mesma obedece ao disposto no PEUCM. cerca de 30. Da análise da disponibilidade de espaços verdes desenhada para a Cidadela da Matola em relação aos espaços a edificar. bem como. em edifícios multifamiliares ou por cada fogo de habitação unifamiliar. cabos eléctricos. 17 e 19. compreendendo os talhões destinados ao Centro Comercial com 60 000 m2 e ao Hospital. estabelece que nos grandes espaços urbanizáveis. indica que os espaços verdes ocuparão uma área de 16. no nº 1 do artigo 59 – Espaços verdes e de utilização colectiva – que as áreas para espaços verdes e de utilização colectiva previstas nos estudos de operações urbanísticas. A implementação do projecto ocorrerá em fases distintas. seis serão demolidas no início das obras. drenagem de águas pluviais e esgotos. bem como a electricidade e estradas planeadas. compacto. No nº 2.

O telhado será coberto por chapas IBR chromadeck e incluirá espaços sobre as áreas internas do centro comercial com clarabóias de vidro verticais. de forma a garantir o abastecimento de água para os 23 talhões. com uma capacidade de abastecimento de 2 dias de uso contínuo de água. de reservatórios de água. Este edifício será desenvolvido a nível térreo. na área do projecto. com paredes de tijolo com um acabamento rebocado e pintado. planeadas conforme o progresso do projecto. toda a concepção estrutural do empreendimento. da Rádio. incluindo tanques elevados. Instalação. EIA 17 Lis Moçambique. e azulejos de porcelana para toda a área interna do centro comercial. S. posteriormente. será de 790 000 l/dia. O vidro e o alumínio serão usados para as frentes das lojas. Os passeios internos do centro comercial serão pavimentados com tijolos de pavimento de argila anti-derrapante. para permitir a entrada de luz natural para os corredores. serão desenvolvidas as seguintes intervenções: Instalação de uma conduta (250 mm de diâmetro) para permitir a canalização da água desde o centro de distribuição ao reservatório do local do empreendimento. no seu todo. O. e permitindo igualmente uma melhor ventilação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal As restantes fases serão.U. até 5 pisos. atingindo alguns.A e a Av. Grande parte dos empreendimentos a desenvolver (Anexo 5 – Plano de desenvolvimento da Cidadela da Matola) será composta por edifícios de múltiplos pisos. será em conformidade com os Padrões e Regulamentos de Projecção vigentes no país. sob coberturas impermeáveis externas. reduzindo os requisitos de electricidade. concebida de forma a satisfazer a demanda após as fases de expansão. Cada um destes talhões será provido de um tanque e uma bomba propulsora. Para satisfazer a demanda acima citada. e um abastecimento de água contínuo. com uma altura do tecto de 6 a 8 metros. Abastecimento de Água O novo Centro Urbanístico será abastecido pela água proveniente da rede de abastecimento de água fornecida pelo operador Águas de Moçambique (ADeM). A demanda de água estimada para a fase de operação do empreendimento.A & Impacto Lda . Instalação de uma de rede de abastecimento de água interna. e Construção de um sistema de reticulação dentro da área do projecto. que será implantado no cruzamento entre a Av. A estrutura do edifício do Centro Comercial (Centro Comercial de Moçambique) será de ferro moldado. Este tipo de edifícios apresentará uma estrutura de betão armado com painéis de tijolos e vidros. dos quais 240 000 l/dia serão para o Centro Comercial. De uma forma geral.

e Instalação de sinalização de incêndio conforme necessário.5 m de largura). Fornecimento de extintores de incêndio portáteis. e Ilha de 4m no centro. Estabelecimento de medidas de controlo de fumos sob a forma de ventiladores. Está prevista para uma fase posterior. serão implementadas as seguintes medidas de protecção e prevenção contra incêndios: Criação de rotas de fuga. S. a uma distância de. Estas serão construídas por fases. a construção de uma subestação no limite norte do empreendimento. Rede de Estradas Internas e Parques de Estacionamento Serão construídas. no âmbito do presente projecto. A mesma será fornecida a cada talhão individual. 2 km do local do empreendimento. EIA 18 Lis Moçambique. a cerca de 1 km de distância do local do empreendimento. componentes de refrigeração. dependendo do desenvolvimento no talhão. sistemas de água e bombas de combate a incêndios. O fornecimento ocorrerá em duas fases distintas.5m de largura). ao longo da N2. sendo o fornecimento inicial de 5 MVA ministrado pela linha de 33 kV. O empreendimento receberá energia da subestação local e será reticulada através de um cabo subterrâneo de 1 kV. A segunda fase está prevista para meados do ano 2013. Protecção contra Incêndios O sistema de combate a incêndios dos edifícios será feito com base nos padrões Sulafricanos (SANS 0400-1990). 2 Faixas de saída (3. Fornecimento de mangueiras de incêndios. conforme necessário e serão compostas por: Duas faixas de entrada (3. quatro entradas. em cada estrada circundante. Serão proporcionadas instalações de energia de emergência para garantir o funcionamento da iluminação de emergência e de segurança. que terá o(s) seu(s) próprio(s) transformador(es). comunicação e evacuação de emergência e de alarme de incêndio. uma. Apesar de o edifício do centro comercial não vir a ser equipado com um sistema de aspersão. aproximadamente. Instalação de iluminação de emergência.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fornecimento de Energia A energia a ser fornecida à Cidadela da Matola será proveniente da rede de distribuição de energia eléctrica da Electricidade de Moçambique (EDM). Instalação de sistemas de detecção de fumo. e outros fins. a ser alimentada pela EDM.A & Impacto Lda . A energia restante (15 MVA) será conduzida pela linha de 66 kV adjacente à N4.

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As ruas internas serão igualmente construídas por fases, conforme necessário, e serão compostas por: 3 Faixas (3.5 m de largura); 2 Passeios de 1.5 m de cada lado das estradas; e 5 m de largura ajardinada. O alargamento das estradas circundantes será feito para acomodar o tráfego nas entradas, através de rotundas nos cruzamentos perto de cada entrada e nas entradas para o centro comercial. As ruas e áreas de estacionamento serão criadas para uma baixa intensidade de veículos pesados e para automóveis de passageiros. As estradas serão asfaltadas, usando blocos de pavimento de betão para as áreas de estacionamento e pavimento de betão para as áreas de carregamento nas estradas de serviço. De acordo com o Relatório do Estudo do Tráfego Automóvel e Pedonal na área da Cidadela da Matola (Anexo 6), actualmente, os volumes do tráfego variam ao longo do dia, com picos ao longo da manhã (entre as 7 e as 9 horas) e à noite (entre as 17 e as 19 horas). A velocidade varia em função da natureza da solicitação sobre a via. As avenidas da Rádio, da O.U.A, bem como a N2 (km 11 a 12) apresentam uma velocidade de circulação maior nas horas consideradas “mortas”, ou de menor volume de tráfego (entre as 9 e 12 horas, e entre as 14 e as 16 horas). A Av. do Zimbabwe não apresenta grandes solicitações, tendo um volume de tráfego bastante reduzido, e consequentemente velocidades de fluxo elevadas. A densidade do tráfego é essencialmente elevada ao longo do dia, no cruzamento entre a Avenida da Rádio e a N2, vulgarmente chamado de “João Mateus”, devido ao traçado geométrico da intercessão e à falta de sinalização luminosa (Figura 2). A circulação de peões na N2 (Km 11 a 12) é moderada e feita em via contígua e paralela, ao longo da berma direita, no sentido sul.

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Figura 2: Cruzamento de “João Mateus”

O cruzamento entre a N2, N4 e a Avenida do Zimbabwe apresenta uma densidade elevada nas horas de ponta e aos finais de semana, principalmente nas manhãs de sábado devido a movimentação de pessoas para o centro comercial da Matola (Shoprite) e para os bairros em expansão (Malhampsene e Txumene). O cruzamento entre as avenidas do Zimbabwe e da O.U.A apresenta uma densidade moderada a baixa ao longo do dia. Isto deve-se ao facto de se tratar de um cruzamento interior, onde o fluxo de tráfego já chega dissolvido. No tocante ao tráfego pedonal, as Avenidas do Zimbabwe e da O.U.A apresentam um tráfego reduzido, excepto no início e fim dos turnos da EP1 30 de Janeiro, com a movimentação de alunos. O cruzamento entre as Avenidas da O.U.A e da Rádio (zona ocupada por restaurantes e supermercados) apresenta um tráfego moderado ao longo da semana, tornando-se moderado a alto aos finais de semana devido a grande afluência de pessoas e viaturas para o Centro comercial Spar. No tocante as paragens de transportes públicos e semi-colectivos, o trecho da N2 que compreende os Kms 11 e 12 constitui a principal preocupação. Este trecho contém quatro paragens, as quais sofrem maior pressão nas horas de ponta. Existem também duas paragens na Avenida da Rádio, as quais são mais solicitadas em períodos de pico. A má travessia de peões é mais evidente nas avenidas da rádio, da O.U.A e na N2.

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A Cidadela da Matola contemplará espaços para o parqueamento de viaturas, sendo que todo o empreendimento terá cerca de 5.221 lugares para o estacionamento de viaturas (cerca de 12.91 há, 24.18% da área total da Cidadela da Matola). Para o centro comercial, será usada a relação de 4 compartimentos/lugares por 100m2 de área disponível, bem como espaços para táxis, o que segundo a memória descritiva do projecto, na totalidade perfaz 1937 lugares para o estacionamento de viaturas. Importa realçar que existem posturas e directivas (nacionais e internacionais) para o dimensionamento de parques de estacionamento para actividades distintas. O Plano de Estrutura Urbana da Cidade da Matola (PEUCM), no artigo 43 (Estacionamento Privativo) do seu Regulamento estabelece que: 2. A cada construção deverá corresponder dentro do lote que ocupa, estacionamento suficiente para responder às suas próprias necessidades, num mínimo de: a) Um lugar de estacionamento por cada fogo; b) Um lugar de estacionamento por cada 100 m2 de área bruta de construção destinada a comercio ou serviços; c) Um lugar de estacionamento por cada 200 m2 de área bruta de construção destinada a indústria ou armazéns. 3. Espaço eventualmente disponível, após o cumprimento do disposto no nº1 deste artigo poderá ser utilizado para aparcamento público, desde que seja garantido acesso próprio, ou para funções complementares das fracções destinadas a habitação. O artigo 44 do PEUCM (Regime especial de estacionamento privativo) estabelece que as regras respeitantes ao estacionamento privativo relativo a prédios reconstruídos, bem como a construções em zonas consolidadas serão definidas pontualmente em sede do licenciamento municipal da obra. Existem diversos modelos para padronizar a relação entre os parques de estacionamento e o número de utentes de uma área urbana. Para efeitos de relatório, a determinação do número de lugares de estacionamento é feita com base na área bruta ocupada pela infra-estrutura, seguindo o modelo Parking Lot Design Standards - City of Vicksburg - E.U.A. A seguir se apresenta a descrição das infra-estruturas na Cidadela da Matola e do modo como estes padrões se aplicariam para estas mesmas construções:

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1. Centro Comercial – 1 lugar por 60m2 de área ocupada; 2. Complexo Habitacional (complexo multi-familiar) – 2 lugares por apartamento; 3. Edifícios de Escritórios – 1 lugar por cada 75m2 de área ocupada; 4. Clínica – 2 lugares por quarto; 5. Hospital – 1 lugar por quarto (internamento) e 1 lugar por trabalhador, de acordo com os turnos; 6. Estâncias turísticas de alojamento (Hotel, pousada, pensão, etc.) – 1 lugar por quarto e 1 lugar por trabalhador, de acordo com os turnos; 7. Centro desportivo (ou Spa) – 1 lugar por 30m2 de área ocupada; 8. Edifício do Governo – 1 lugar por 30m2 de área ocupada; 9. Museu – 1 lugar por 30m2 de área ocupada; 10. Restaurantes (Classes A e B) – 1 lugar por 30m2 e 1 lugar por trabalhador, de acordo com os turnos. Drenagem de Águas Pluviais As águas pluviais serão mantidas na superfície e transportadas, na maioria, dentro das zonas paisagísticas de 5 m adjacentes às áreas reservadas para as estradas As áreas de 30 metros de largura do lado norte e sul do local do empreendimento, próximo à N2 e da Avenida da O.U.A serão usadas como zonas de retenção para as águas pluviais, onde irão infiltrar-se e/ou fluir na direcção do ponto mais baixo, no canto Sudeste do local do empreendimento. Onde for necessário, as águas pluviais serão escoadas por condutas de betão de 375mm de diâmetro posicionadas no solo. É importante realçar que o Município da Matola não possui infra-estruturas de drenagem de águas pluviais devido aos seguintes factores (Plano Estratégico de Saneamento da Cidade da Matola): A maior parte dos assentamentos habitacionais foram desenvolvidos sem um plano de urbanização e sem a consideração dos parâmetros de drenagem natural de águas pluviais, reduzindo significativamente o potencial de infiltração; Algumas das bacias de retenção existentes estão ocupadas e cobertas por assentamentos populacionais, reduzindo significativamente o potencial de infiltração dos solos na absorção de fluxos máximos de precipitação e desta forma, contribuindo para o aumento de problemas na identificação de locais adequados para atravessar canais em gravidade de drenagem.

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Lis Moçambique, S.A & Impacto Lda

A vazão de esgotos para o empreendimento inteiro está prevista para 650 000 L/dia. os trabalhadores utilizarão sanitários móveis que serão colocados no local da obra. serão estudadas formas de reaproveitamento das águas tratadas para diversos fins. Existe a opção de reciclagem dos materiais de embalagem. A ETAR. maquinaria. num armazém de chão de betão. No tocante aos resíduos sólidos. EIA 23 Lis Moçambique. Nessa fase. 3. serão removidos com frequência pelo serviço municipal de recolha de lixo ou através de um provedor de serviços do sector privado.3. De referir que deverão ser desenvolvidos estudos ambientais específicos para a construção e operação da ETAR. prevê-se que o Centro Comercial gere um máximo de 60 m3/dia de resíduos sólidos/domésticos. constituída por duas lagoas de oxidação e apresentará uma capacidade suficiente para satisfazer a demanda de tratamento de efluentes da Cidadela da Matola. Esta questão será abordada com os operadores de reciclagem de Matola/Maputo. a ser construída no âmbito da Cidadela da Matola. sendo que existem três alternativas. sistema de drenagem e a rede de rega necessitarão de manutenção. Um sistema de monitoria e fiscalização periódica deverá ser implementado. assim sendo. S. Serão instalados tubos PVC de 160 mm de diâmetro nas áreas de protecção das estradas para drenar os efluentes provenientes dos talhões individuais. será do tipo convencional. para serem recolhidos pelos devidos prestadores de serviços (privado e/ou municipal). A média mensal deverá ser por volta de 1500 m3/mês. Fase de operação e manutenção As infra-estruturas associadas ao projecto como estradas. dos quais 192 000 L/dia serão provenientes do Centro Comercial. Serão construídas fossas sépticas para o tratamento primário dos efluentes. Durante a fase de construção do empreendimento.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Sistemas de Saneamento O Município da Matola não dispõe de nenhum sistema de esgotos. os efluentes serão conduzidos para a ETAR para o tratamento secundário e final. os efluentes conduzidos para uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR). a ser construída fora da área da cidadela. e não só. e como exigido. Os resíduos de embalagens do Centro Comercial serão armazenados no local. Após o tratamento primário. Outros resíduos domésticos serão depositados em recipientes apropriados. para garantir a segurança e o bemestar dos utentes da Cidadela da Matola. como rega de jardins e outros.A & Impacto Lda .

A mesma serviu de base de análise para a descrição dos ambientes socioeconómico e biofísico. as avenidas da O.2.A & Impacto Lda . EIA 24 Lis Moçambique. 4. S.U. da Rádio a N2 e parte da N4 (que vai até ao semáforo do Centro Comercial Shoprite).A. do Zimbabwe. as infraestruturas adjacentes ao limite do terreno.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 4. Área de Influência Directa (AID) Foi definida como a área de influência directa a área de cerca de 54ha – área concebida para a edificação do projecto. que será o principal alvo de impactos indirectos do projecto. o Bairro da Matola A.1. Área de Influencia Indirecta (AII) Foi definida como a área de influência indirecta do projecto. DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA 4.

o que significa que a direcção do fluxo das águas toma o mesmo sentido. O perfil topográfico revela uma redução de altitude no sentido Noroeste – Sudeste.1. SITUAÇÃO DE ACTIVIDADE REFERÊNCIA DO LOCAL DE IMPLEMENTAÇÃO DA 5. Figura 3: Mapa topográfico da área do projecto EIA 25 Lis Moçambique. S. Caracterização Biofísica da área do projecto 5.A & Impacto Lda .1. geologia e solos A área do projecto é caracterizada por altitudes que variam entre os 30m e os 43m de altitude (em relação ao nível médio das águas do mar) – Figura 3. Topografia. mas no entanto um fluxo menos acentuado devido a reduzida declividade desta região que caracterizase por um relevo plano com uma declividade até os 5% segundo mostra a Figura 2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5.1.

caracterizados por apresentar uma textura grossa e drenagem boa.A & Impacto Lda . S. Figura 4: Tipos de Solos da área do projecto EIA 26 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Na Matola predominam solos de Post-Mananga. castanho avermelhados. de boa drenagem. A área do projecto é totalmente coberta por solos do tipo Post-Mananga (PA). conferindo aos mesmos uma permeabilidade que permite a infiltração das águas pluviais. arenosos. e facilita o processo de drenagem de águas pluviais (Ver Figura 4 e Tabela 1). moderadamente profundos a pouco profundos. podendo ocorrer igualmente no seu interior solos arenosos de diversos tipos de coloração. A zona costeira é dominada pela presença de solos de aluviões argilosos e de sedimentos marinhos e estuarinos.

Geologia Depósitos de (0. a existência de água salobra limita as probabilidades de encontrar água doce nos primeiros 20 m. solos moderadamente profundos e pouco profundos. numa faixa de dunas interiores caracterizada pela presença de areias do tipo eólica vermelha (figura 5).Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 1: Características do solo da área do projecto Símbolo Agrupamento de solo Características dominantes do subsolo Franco-arenoso castanho avermelhado.a Sul do Save.5-10m) vermelhos do Pleistoceno Superior das encostas dos vales Forma de terreno Topografia e declive (%) Profundidade (cm) PA Solos de PostMananga com textura grossa Encostas Coluviais Suavemente Ondulado 05 70-120 A área do projecto encontra-se assente na província hidrogeológica da Bacia Sedimentar de Moçambique . S. EIA 27 Lis Moçambique. Esta região é caracterizada pela presença de aquíferos freáticos com profundidades de cerca de 50 metros e uma produtividade moderada que varia dos 3 a 10 m3/h.A & Impacto Lda . No entanto devido a influência costeira nestas áreas.

S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 5: Mapa Geológico da Área do Projecto EIA 28 Lis Moçambique.A & Impacto Lda .

em geral.9 mm. A precipitação média anual é de 860 mm. com cerca de 165. embora a precipitação. S. Os meses com maior humidade relativa são Fevereiro e Março com 81% e 80. Para a análise do clima foram utilizados os dados da Estação Meteorológica de Maputo. varie muito de ano para ano. Clima O clima da Província de Maputo (incluindo o Município da Matola onde se insere a área do projecto) é do tipo tropical húmido.3ºC). respectivamente. com pouca oscilação durante o ano.5%. O mês de Janeiro é o mais quente (temperatura média máxima de 30ºC) enquanto que o de Julho é o mais frio (temperatura média mínima de 14.2. Figura 6: Dados meteorológicos de Maputo EIA 29 Lis Moçambique. É caracterizado por uma estação seca e fria (Maio a Outubro) e uma estação húmida e quente (Novembro a Abril). respectivamente.A & Impacto Lda .1.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. O mês de Janeiro apresenta os valores de precipitação média mensal mais elevados. e os meses como menor humidade são Junho e Julho com 75% e 76%. A humidade relativa média é de 78.5%.

Flora e vegetação A vegetação natural da área do projecto e doutras regiões do Município da Matola foi substituída por uma cobertura vegetal que indica uma forte influência humana.3. S.havendo.1.A & Impacto Lda . da visita de campo efectuada a área do projecto constatou-se que a área do projecto é fortemente ocupada por um graminal (Urocholoa mossambicensis) – Figura 7 . Mangifera L) dispersas – Figura 8.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5.e. Figura 7: Urocholoa mossambicensis Figura 8: Árvores existentes na área do projecto EIA 30 Lis Moçambique. no entanto algumas árvores de fruto (p. sendo que.

3. EIA 31 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. sendo que as espécies faunísticas são características de um meio urbano – pássaros. Não foram identificadas espécies protegidas e/ou em perigo de extinção.). Fauna A área circundante ao projecto (AID e AII) é fortemente urbanizada (pela existência de estradas.A & Impacto Lda . indústrias.1. S.1. gatos. cães. etc. etc. habitações.

S. província de Maputo.41 Km2.1.2. Área do projecto O projecto de construção e operação da Cidadela da Matola está localizado no Bairro da Matola A.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. o qual conta com 13 bairros numa área de 61. Caracterização Socioeconómica da área do projecto 5. no Município da Matola. Figura 9: Área do projecto e Limites do Município da Matola EIA 32 Lis Moçambique.A & Impacto Lda .2. Posto Administrativo (PA) da Matola.

na Av. O Bairro da Matola A. enquadrando-se. O.A & Impacto Lda . o que corresponde a 27.449 habitantes. cerca de 300 residências familiares. O Bairro da Matola A está sob tutela do secretário do bairro. num raio de 1 km à volta da área do projecto. cuja principal função é zelar pelos assuntos administrativos do bairro. e está localizada num espaço designado pelo município como sendo de categoria A (para fins de habitação.U. comércio. com uma área aproximada de 18 km2.088 habitantes.2. portanto. um espaço misto composto por um centro comercial. o qual é apoiado por vereadores que compreendem diferentes sectores ministeriais. uma mesquita (Hamza). • • A Sul. uma área mista composta por lotes residenciais de média e alta renda. tem cerca de 62. contém Infra-estruturas outrora pertencentes a empresa pública . A Este (junto a Av. S. no plano de estrutura urbana do município da Matola. A Oeste (ao longo da Av. cada Município tem no topo da sua estrutura um presidente. da Rádio Moçambique). 5. A estrutura de governação do Município da Matola é idêntica à existente na generalidade do país. 5. Em torno da área podem ser encontrados: • • A Norte (junto a N2) lotes residenciais de média e alta renda.A da Matola. do Zimbabwe) um vasta área sem utilização. podendo ser encontradas. EIA 33 Lis Moçambique.8 % da população do P.3.2.A.2. indústria de pequena escala e serviços).Rádio Moçambique (RM). uma escola e lotes residências de média renda. uma estação de serviço e alguns restaurantes. Organização Administrativa e social Em Moçambique. coberta de gramíneas (pertencente à fundação Agha khan). Demografia A área para a construção da Cidadela da Matola. não é habitada. entretanto. o qual possui cerca de 223. a região circunvizinha é densamente povoada. e a Empresa Salvador Caetano. como já foi referido anteriormente.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal A área de implantação do projecto (área não habitada).

com uma densidade populacional de 3.00 Km2 61. dadas as características da estrutura etária que é maioritariamente constituída por população extremamente jovem. respondendo e satisfazendo a actual necessidade (de bens e serviços) que se verifica na Matola.449 684. podendo-se afirmar que a Cidadela da Matola poderá beneficiar e responder à demanda verificada na área. relativamente a densidade média da cidade da Matola (PEUCM.449 3.639 2. Esta pirâmide reflecte um rápido crescimento populacional devido à uma significativa redução da mortalidade infantil e infanto-juvenil.A da Matola. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Este bairro é o mais populoso do P. a criação de espaços habitacionais.001 Através do quadro comparativo evidenciado na tabela acima. 2010) conforme ilustra a Tabela 2. sendo esta muito elevada (quase o dobro).A da Matola Município da Matola Área/Km2 18. devido ao elevado e rápido desenvolvimento que o Município tem vindo a observar nos últimos anos.41 Km2 341. pode-se verificar a alta densidade populacional do Bairro da Matola “A” relativamente a outros bairros do P. pode ser considerado um crescimento contínuo no bairro da Matola A. EIA 34 Lis Moçambique. Tomando como base a pirâmide etária do Município da Matola.088 223. para além de outras. uma vez que irá permitir.A da Matola.A & Impacto Lda . comerciais e públicos.449 habitantes por Km2. Tabela 2: Densidade Populacional da Matola Local Bairro da Matola A P.236 Densidade Hab/Km2 3. e também pelo facto do bairro ser alvo preferencial da população. conforme ilustra a pirâmide (Figura 10) abaixo.89 Km2 Nº da População 62.

amendoim e mandioca (Figura 11). Os residentes aproveitam o espaço para cultivo durante a época chuvosa. Actividades Económicas Actualmente.A & Impacto Lda . constatou-se que o espaço é usado a título de empréstimo. cerca de 100 pessoas a praticar agricultura de subsistência desde o ano de 2009. EIA 2 35 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 10: Estrutura etária do Município da Matola (PEUCM. onde se fazem pequenas machambas de milho. não se desenvolve nenhuma actividade na área prevista para a construção da Cidadela da Matola. No entanto. existindo. existem sinais claros da prática de agricultura de pequena escala. A actividade comercial (comercio de produtos e fornecimento de serviços comerciais) do sector terciário constitui a principal actividade económica na área adjacente ao local de implantação do projecto. o qual está reservado para futuros projectos de expansão rodoviária. Espaço com uma extensão de 10 metros.4.2. 2010) 5. S. Da visita de campo realizada a área. anexo a área do projecto. actualmente. na reserva de estrada2 situada entre os km 11 e 12 da N2 (limite Norte da área do projecto).

EIA 36 Lis Moçambique. Como pode ser observado na figura abaixo. a poucos metros da área da cidadela. conta com 611 estabelecimentos licenciados. na sua totalidade. dos quais se destacam 3 novos centros comerciais que contemplam bancos. restaurantes e lojas para comercialização de diversos tipos de produtos. existem cerca de 100 estabelecimentos licenciados para actividades diversificadas como indústria. comércio e turismo.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 11: Espaço agrícola adjacente a área do projecto De acordo com o Relatório Anual de 2010 do Bairro Municipal da Matola A.A & Impacto Lda . Os estabelecimentos comerciais existentes no Bairro da Matola A representam cerca de 16% do total de estabelecimentos existentes no Município da Matola o qual. O Município observou um crescimento de cerca de 31% em relação ao ano transacto. 2010). um dos centros comerciais do Município. sendo que mais de 50% destes estabelecimentos estão localizados nas proximidades da área do projecto. o Shoprite situa-se a Norte (N4) do local do projecto. onde contava com 465 estabelecimentos licenciados para as mesmas actividades (BAÚ. S.

esta poderá ser uma mais-valia na oferta de acomodação. Há no entanto. mas segundo o secretário do Bairro da Matola A. podendo-se considerar muito fraco. o nível de desemprego é alto. o que não difere do resto do Município da Matola. EIA 37 Lis Moçambique.A & Impacto Lda . S. Visto que a Cidadela da Matola contempla a construção de uma unidade hoteleira. este é bastante limitado. necessidade de se apostar na qualidade de serviços oferecidos uma vez que esta área tende para um elevado desenvolvimento. A Cidadela da Matola poderá fazer face a este aspecto através da geração de postos de trabalho durante as diferentes fases da sua implementação. e promover a construção de unidades hoteleiras em zonas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do turismo. No que se refere ao turismo no bairro (acomodação e lazer).Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 12: Centro Comercial da Matola (Shoprite) O Posto Administrativo da Matola não possui dados referentes às taxas de desemprego.

através da implementação de medidas de monitoramento das vias adjacentes e respectivas zonas de servidão. S. A portagem apresenta uma capacidade instalada de 3000 carros/hora/faixa (Shisaka. 439.2. O bairro da Matola A é parcialmente atravessado pela N4 (Estrada Maputo . que já estão previstas para servirem de áreas verdes. O presente projecto deverá levar em conta estes aspectos de forma a reduzir os efeitos que poderão ser resultado do novo desenvolvimento. Este aspecto poderá ser agravado com a implementação do projecto devido ao potencial tráfego que este projecto poderá atrair para a região. construção de novos acessos às estradas existentes a partir de novos desenvolvimentos. já são verificadas grandes enchentes na portagem durante as horas de ponta. 2007). Estas são classificadas em 5 tipos distintos nomeadamente. estrada que liga Maputo á África do Sul. casas precárias e casas de madeira e zinco (INE. 2007). O Bairro da Matola A tem cerca de 58.9km são pertencentes a Matola-Sede. que incluem questões culturais.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. A rede viária que circunscreve a área do projecto é formada por cerca de 3 km (Google Earth) de estrada asfaltada. Infra-estruturas e Serviços Na área de influência indirecta do projecto podem ser encontradas habitações do tipo moradias3. enquanto que o tipo de habitação mais precário. mais característicos de zonas urbanas são inexistentes naquela zona) da população. como palhotas e casas de madeira e zinco. Este aspecto contribui para a caracterização desta rede viária num importante corredor de transportes.14 km de estrada. Censo de 1997) EIA 38 Lis Moçambique. onde apenas 124. as quais representam uma marca do carácter urbano a periurbano (existem também apartamentos. o que corresponde à 8. uma vez que é usada pela maioria dos transportadores de carga e de passageiros provenientes ou com destino aos países vizinhos e aos distritos de Maputo. tradição. resultando em aumentos no congestionamento verificado durante estas horas na portagem. ou seja. instalação de condutas e cabos eléctricos ao longo das estradas regionais e municipais (Shisaka. 3 O tipo de habitação varia consoante diversos factores. 28. 2010). Da extensão total de estradas. e pela N2 que liga Maputo á Suazilândia e outros distritos da Província de Maputo. são pavimentadas (Vereação de obras e Infra-estruturas Municipais da Matola. são mais abundantes nas zonas suburbanas do bairro da Matola A. palhotas. apartamentos.14% em relação as estradas do Município da Matola. No entanto. moradias.5.4km. Os principais constrangimentos enfrentados pelo Município da Matola e pela Administração Nacional de Estradas (ANE) na gestão da rede viária são a ocupação da reserva de estrada por assentamentos e mercados informais. A Estrada N4 faz parte da concessão da TRAC (Trans African Concessions) que inclui igualmente a portagem de Maputo localizada à 6 km do eixo da Cidadela da Matola.3%. disponibilidade de materiais. deposição inadequada de lixos sólidos na reserva de estrada. condições naturais e condições económicas.A & Impacto Lda .Witbank).

número este que não satisfaz a necessidade do bairro. a Matola A conta com 2 centros de Saúde dos quais. da O. e uma clínica privada. É importante realçar que a construção do Hospital previsto no âmbito do projecto Cidadela da Matola poderá contribuir para a redução do défice de serviços sanitários no bairro.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Em termos de Comunicações. considerando o número de habitantes do bairro. A Cidadela da Matola irá se beneficiar do fornecimento da mesma. pode ser observada a Escola do EP1 30 de Janeiro.U. 1 está situado a sensivelmente 0. Este factor torna deficitários os serviços de saúde no bairro. Figura 13: Escola localizada em frente ao local do projecto No que refere a Unidades Sanitárias. S. Na figura abaixo.A & Impacto Lda . EIA 39 Lis Moçambique. Para tal. o Município está ligado às redes de telefonia móvel (Mcel e VodaCom) e fixa (das Telecomunicações de Moçambique).P) e serviços de Internet oferecidos por diversos provedores privados. A rede escolar do Bairro da Matola A é constituída por duas escolas do EP1. pode afectar o trânsito na rodovia (Av. Mais adiante se vera como a implantação do projecto. localizada em frente ao local do projecto. inicialmente.A) que serve a escola primária. duas escolas do EP2 e uma escola Secundária Privada. uma parte da energia será proveniente de uma linha situada acerca de 1km (na N2) e a restante será proveniente de uma linha situada acerca de 2Km na N4. E. A energia eléctrica é abastecida pela Electricidade de Moçambique. contando ainda com o serviço de correios (Correios da Matola. número este que é insuficiente.15 km da área do projecto (Google Earth).

a vila de Boane) (PEUCM. O projecto de ampliação e melhoramento da rede de distribuição de água teve em conta o desenvolvimento de novos empreendimentos. contratado para gerir e operar o Sistema de Abastecimento de Água ao Grande Maputo (que abrange os Municípios de Maputo e Matola. sendo que o projecto não irá exercer uma sobrecarga na demanda de água. Figura 14: Mapa de abastecimento de água ao Grande Maputo (Fonte: PEUCM. De acordo com dados da Secretaria do Bairro. A rede de distribuição de água está sendo ampliada e melhorada. O abastecimento de água ao Bairro da Matola é actualmente feito a partir do sistema de abastecimento de água fornecido pelo FIPAG. de acordo com os planos de desenvolvimento da EDM (Master Plan em curso/execução) para o alargamento da capacidade distribuição de energia. local de inserção do presente projecto. Á água chega ao bairro da Matola “A” a partir do Centro Distribuidor da Matola. 2009). será construída uma linha dedicada de energia para o uso exclusivo da Cidadela da Matola.A & Impacto Lda . através do operador Águas de Moçambique (AdeM). A mesma irá permitir o acesso da água a mais clientes e o fornecimento de água 24 horas por dia. com a instalação de novas condutas adutoras pelo FIPAG. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Posteriormente. 2010) EIA 40 Lis Moçambique. constituído por 3 reservatórios apoiados com capacidade de 10 000 m3 e é distribuída através de uma rede de reticulação para os diferentes Bairros incluindo o bairro da Matola “A”. 85% da população beneficia de água canalizada e estando a restante em processo de regularização.

000. A recolha de resíduos nos bairros municipais é efectuada de acordo com uma calendarização/programa de recolha. 5. para a recolha de resíduos sólidos. sendo que a recolha no bairro da Matola A ocorre apenas uma vez por semana. de modo a minimizar o tráfego na região. De acordo com o Departamento de Serviços do Ambiente do Município da Matola. um camião basculante. conta com um grande número de transportadores privados com rotas traçadas a partir dos seus bairros para a Matola A. a área do projecto conta com 3 pontos de acesso á transportes públicos com destinos variados. O bairro da Matola A apresenta uma geração diária de resíduos sólidos de cerca de 2530 toneladas.000 de toneladas de resíduos. Os transportes públicos prestarão um papel fundamental neste exercício. O bairro da Matola A (considerado o coração da Matola). Transporte No referente ao Transporte. Resíduos sólidos e Saneamento De acordo com o trabalho de campo realizado no contexto do presente relatório.2.7. o que resultará em acrescida mobilidade em redor da área. e conta também com várias ligações a nível da província de Maputo.6. estimado em cerca de 8000 novos postos de trabalho. estando em curso estudos e procura de financiamento para a construção de um aterro sanitário a ser explorado pelas cidades de Maputo e Matola. e com os serviços de transporte público. bem como promover o seu uso. S. a de Malhampsene e a de Infulene. a situação de transporte não é satisfatória. a situar-se no Bairro de Mathlemele com uma capacidade estimada de 16.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. respectivamente. os quais efectuam a recolha nos diversos bairros do município.2. constatou-se que o Município da Matola possui. são exploradas duas lixeiras. sendo que os potenciais candidatos poderão ser provenientes de diferentes locais. de modo a permitir a cobertura a todos os outros bairros. um dos pontos mais movimentados do bairro da Matola A. um camião “Skip” para contentores e seis tractores.A & Impacto Lda . Apesar do grande número de transportadores. sendo a paragem de João Mateus. fazendo com que os residentes caminhem longas distâncias para ter acesso ao transporte. sendo necessário avaliar a disponibilidade e principais rotas dos transportes públicos existentes no Município da Matola. na fases de construção e cerca de 2000 postos. EIA 41 Lis Moçambique. na fase de operação. A cidadela da Matola apresenta um elevado potencial de geração de emprego. pois este não está acessível em todos os bairros da Matola.

Venda de produtos frescos. Os vendedores contribuem para a manutenção dos mercados municipais. o projecto contempla a instalação de sistemas de combate a incêndios. usamse fossas e drenos. e a aproximadamente 0. por não existir uma rede de esgotos. Proximidade de terminais e paragens de autocarros. com maior destaque para os Rongas e Changanas. o qual presta serviços de recolha dos efluentes líquidos mediante requisição e pagamento pelos munícipes. e Existência de energia eléctrica. próximos ao local do projecto dois mercados formais. sendo os seguintes: Venda de produtos de grande variedade. Património Cultural A população no Município da Matola é caracterizada por uma miscigenação de culturas. da Rádio) uma Mesquita (Hamza). Mercados Municipais Existem no bairro. mangueiras. que dista sensivelmente a 300 metros da área do projecto. EIA 42 Lis Moçambique. 5. e outro que forem necessários para a segurança dos edifícios. 5. 5. sendo possível encontrar naquele Município famílias oriundas de várias partes do país. Dentre os aspectos favoráveis destes mercados destacam-se. escritórios e sanitários públicos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal No que tange aos serviços de saneamento. extintores portáteis. bancas. pode ser encontrado mesmo em frente a área do projecto (na Av. o Mercado de Madruga.2.10. iluminação de emergência. Destes mercados.2. e o Mercado de Santos.A & Impacto Lda . apenas 1 (Mercado de Madruga) apresenta infra-estruturas mínimas como vedação. A vereação de salubridade possui um camião tanque.2.8. que dista sensivelmente a 500 metros.5 km a Igreja católica São Gabriel. que irão compreender equipamentos do tipo sensores de detenção de fumo. Sendo a religião uma expressão significativa da cultura. S. Corpo de bombeiros O Município da Matola não possui um corpo de bombeiros para o combate á incêndios.9. Contudo.

S. Figura 17: Edifício da RM EIA 43 Lis Moçambique. o antigo edifício emissor da Rádio Moçambique (Figura 17). o qual será reabilitado e transformado em Museu.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 15: Mesquita Hamza Figura 16: Igreja de São Gabriel Em termos de património histórico existe dentro da área do projecto.A & Impacto Lda . de relevância histórica para o Município.

na área do projecto oito (08) casas e um edifício Emissor da Rádio Moçambique (RM). actualmente. nem áreas de agricultura ou de implantação de comércio. o qual é caracterizado por uma área multifuncional e industrial. A área do projecto está inserida num meio urbano. No âmbito do presente projecto. a área da Cidadela da Matola está inserida na sua totalidade na classe de ocupação designada por espaço urbanizável. o edifício da emissora nacional de rádio (Rádio Moçambique) será reabilitado e transformado em Museu. Não há pessoas vivendo na área do projecto. EIA 44 Lis Moçambique. Existem.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5.11 Uso do Solo Urbano De acordo com o Plano de Estrutura Urbana da Cidade da Matola. tendo sido previamente usada como um parque de antenas e centro emissor da Rádio Moçambique. S.A & Impacto Lda .2.

ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DA ACTIVIDADE E MEDIDAS DE MITIGAÇÃO A análise que se segue tem como objectivo a identificação dos potenciais impactos que poderão surgir durante a implementação do Projecto “Cidadela da Matola”. Muito provável. Este estudo inclui a análise de impactos sobre os meios biofísicos e socioeconómicos e de saúde e segurança ocupacional. Permanente . Os distritos circundantes. Descrição da probabilidade de ocorrência do impacto: Definitiva. O nível de significância do impacto: Não exige mais investigação. A gravidade do impacto no local: Impacto de baixa gravidade – efeitos menores. Deve influenciar uma decisão sobre o projecto se o impacto não puder ser mitigado ou gerido. Num período de 6 meses a 2 anos.impactos residuais. Uma mudança ambiental adversa. S.A & Impacto Lda . As províncias circundantes. nas fases de construção e operação/manutenção. Moçambique. O período durante o qual os impactos irão continuar: Dentro de um período de 6 meses.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6. Para todo o tempo de vida do projecto. Uma possibilidade distinta. Gravidade média – efeitos maiores. A ocorrência não é provável. nem mitigação ou gestão. Impactos de alta gravidade. Moçambique e país(es) vizinho(s). A área afectada pelo impacto: A área proposta para a construção. EIA 45 Lis Moçambique. A análise dos potenciais impactos ambientais do projecto foi feita com base nos critérios apresentados na Tabela 3: Tabela 3: Critérios para avaliação dos impactos Adjectivo descritivo Estatuto: Positivo Negativo Probabilidade: Definitiva Altamente provável Provável Improvável Extensão: Local Sub-regional Regional Nacional Internacional Duração: De curto prazo De médio prazo De longo prazo Permanente Intensidade: Baixa Média Alta Significância: Nenhuma/baixa Moderada Alta Definição Natureza do impacto: Uma mudança ambiental benéfica. Exige mitigação e gestão para reduzir os impactos para níveis aceitáveis (se for negativo).

neste caso. estes resíduos poderão ser depositados na ETAR de Infulene. Caso as águas residuais não sejam devidamente tratadas.1. Fase de Construção/Instalação Potenciais Impactos Biofísicos Impactos negativos • Contaminação biológica dos solos e das águas subterrâneas pelas águas residuais Prevê-se o uso de sanitários móveis durante a fase de construção. Classificação do Impacto: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação 1.A & Impacto Lda . por um provedor de serviços privado. para servir aos trabalhadores da obra. S. poderão constituir um risco de contaminação do solo e das águas subterrâneas na área de influência. A recolha dos efluentes dos sanitários móveis deverá ser feita de forma eficiente. 2. EIA 46 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6. A deposição dos resíduos dos sanitários portáteis deve ser feita em local apropriado.

EIA 47 Lis Moçambique. etc.A & Impacto Lda . A gestão inadequada destes resíduos poderá conduzir à uma potencial contaminação do solo. Derrame de águas residuais resultantes da produção e mistura de betão no local da obra.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Poluição do solo Os resíduos sólidos gerados durante a fase de construção serão compostos principalmente por desperdícios metálicos. Derrames durante a manutenção/reparação de viaturas e maquinaria diversa. Este impacto pode resultar de: Derrames durante o armazenamento. embalagens de cartão. Quando a sua reutilização não for viável. Os desperdícios de betão e cimento deverão. dentro dos limites do local da construção. manuseamento e transporte de produtos químicos como: tintas. Deverão ser identificadas. o uso de substâncias químicas constituirá um risco de contaminação localizada do solo. sempre que possível. ser usados como material de enchimento em carreiros. S. estes desperdícios deverão ser reduzidos a pequenos pedaços e depositados no local acima indicado. zonas de armazenamento temporário para resíduos da obra. papel e peças mecânicas usadas. óleos e lubrificantes. Por outro lado. plástico e/ou metálicas. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Médio prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. entulho de construção. 2. Derrames durante a aplicação de tintas e produtos anticorrosivos. 3. tanques sépticos. O Empreiteiro deverá ainda conceber um plano de remoção e deposição final dos resíduos junto às autoridades municipais ou provedores (privados) de serviços. As mesmas devem ser impermeabilizadas e com condições de contenção. Deverá haver uma equipa responsável pela manutenção da limpeza no local e recolha de todo o lixo sólido produzido pelos trabalhadores envolvidos no projecto.

7. remoção e deposição de lixos domésticos. 10. Os óleos usados deverão ser armazenados em tambores selados. providenciando assim condições de isolamento e recolha de derrames. Os mesmos poderão ser armazenados temporariamente nos mesmos recipientes para lixos domésticos. madeira). não devendo ser misturados com outras substâncias. 5. A manutenção dos veículos e da maquinaria deverá ser feita regularmente. cartão. Embalagens feitas de materiais biodegradáveis (como papéis. Evitar quaisquer derrames de óleo ou combustíveis para o solo. O transporte deve ser feito por veículos que ofereçam condições de segurança (p. os desperdícios metálicos deverão ser removidos da área. sujeitos ao sistema de recolha. para evitar derrames durante o seu funcionamento. Se não for possível levar o veículo à oficina.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 4. 6. poderão ser depositados em contentores adequados. Caso os haja. Todos os trabalhadores devem ser consciencializados sobre a necessidade de prevenção/minimização da poluição do solo.A & Impacto Lda . a manutenção fora desta poderá ser permitida. que não tenham contido produtos tóxicos. segurança ou ambiental). Em caso de contaminação do solo. este deverá ser imediatamente removido e tratado adequadamente. 9. Os resíduos devem ser acondicionados e transportados de forma segura. não imponham qualquer risco de saúde. 8.e. Deverão ser contactados comerciantes de sucata da Matola e/ou Maputo. para procederem à remoção ou aquisição deste tipo de desperdícios. O armazenamento temporário de resíduos tóxicos deverá ser realizado numa área devidamente isolada. vedada e impermeabilizada. como gasolina e solventes. desde que se cumpram as seguintes recomendações: Revestir o solo debaixo do veículo com uma lona. EIA 48 Lis Moçambique. S.

a acumulação de águas pluviais nas zonas baixas. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Definitiva Local Médio prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. a circulação de maquinaria e viaturas pesadas irá resultar na compactação do solo.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Compactação dos solos / Alteração dos padrões naturais de escoamento Durante as obras. particularmente nas áreas de manobra de maquinaria e veículos envolvidos na construção.A & Impacto Lda . A compactação reduz a porosidade do solo. Deverão ser definidas áreas de acesso automóvel e pedonal que regulem a circulação e evitem o pisoteio desordenado. EIA 49 Lis Moçambique. britadeiras. gruas. Escola Primária 30 de Janeiro e as direcções provinciais localizadas nas imediações da área. a áreas designadas para o efeito. e 2. conduzindo á alteração dos padrões naturais de escoamento e consequentemente. o que implica uma redução nos níveis de escoamento superficial. etc. compressores. • Emissão de Ruídos Haverá um aumento dos níveis de ruído e emissão de vibrações durante a fase de construção. reduz a capacidade de infiltração das águas pluviais. principalmente decorrente do funcionamento das máquinas (escavadoras. Este impacto será de intensidade baixa devido a natureza granular dos solos da área do projecto (Post Mananga) e a baixa declividade (0 à 5 %). Foram identificados como principais receptores de ruído na área adjacente ao local do projecto.) e da movimentação de veículos pesados envolvidos na construção das infra-estruturas. Tanto quanto tecnicamente possível. a Mesquita Hamza. S. deve ser limitada a circulação e manobras de maquinaria e veículos pesados.

conclui-se que os níveis de ruído emitidos por alguns equipamentos excederão os valores máximos de exposição diária. de 02 de Junho (Regulamento sobre os Padrões de Qualidade Ambiental e Emissão de Efluentes). S. os impactos da emissão de ruídos só se tornarão significativos. Moçambique não possui legislação específica sobre a matéria. de curta duração) (The Control of Noise at Work Regulations 2005. Durante as obras de construção da Cidadela da Matola serão usados vários equipamentos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal O decreto 18/2004. No entanto. mas não atingirão o pico de pressão sonora. No entanto. susceptíveis de provocar danos ao sistema auditivo. dentre os quais alguns são apresentados na tabela a seguir. no número 1 do Artigo 20 refere que os níveis de ruído admissíveis para a salvaguarda da saúde e sossego público serão estabelecidos tendo em conta a fonte emissora do ruído. se houver uma exposição prolongada e se não forem tomadas medidas de mitigação eficientes. UK).A & Impacto Lda . Os valores máximos de exposição ao ruído situam-se entre os 87 dB (exposição diária) e um pico de pressão sonora de 140 dB (exposição pontual. EIA 50 Lis Moçambique. a qual mostra os níveis de ruído emitidos pelos mesmos: Tabela 4: Ruído emitido por equipamentos usados na construção num raio de 15 m Equipamento Martelo pneumático Cortador de juntas de betão Grua Retroescavadora Betoneira Compressor Compactador Bulldozer Camião Basculante Gerador de <25 kVA Moto niveladora Nível de ruído (dB) 103 – 113 102 – 111 90 – 96 84 – 93 75 – 85 75 – 85 75-80 80-85 75-84 65-70 80-85 Fonte: agência americana responsável pela saúde e segurança ocupacional (OSHA) Da análise efectuada aos valores acima indicados. ou seja.

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Baixa Baixa Baixa Medidas de Mitigação: 1. veículos e equipamentos. No caso de actividades potenciais geradoras de altos níveis de ruído e vibrações devem-se criar mecanismos de alerta para os receptores mais próximos. Para além das actividades de terraplenagem. EIA 51 Lis Moçambique. S. outro foco potencial de emissão de material particulado (MP) será a actividade de demolição (manual ou mecânica) das casas existentes na área do projecto. alisamento de betão.) e a circulação de veículos e maquinaria pesada serão potenciais geradoras de poeiras e gases tais como CO. os quais poderão causar efeitos à saúde. redução da resistência às infecções. SO2. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. limpeza por compressão. 4.5). irritação dos olhos e da garganta. transporte de materiais. e MP. e 2.A & Impacto Lda . NO2. de forma a manter os níveis de ruído no mínimo possível. 3. Os principais poluentes a serem emitidos durante as obras de construção são as partículas inaláveis (MP10) e as partículas inaláveis finas (MP2. doenças crónicas respiratórias e outros efeitos relacionados com a redução da visibilidade. com o maior afastamento possível dos locais habitados na área envolvente. tais como. Garantir que os trabalhos que possam gerar maiores níveis de ruído não sejam realizados fora das horas normais de expediente. especialmente para os receptores sensíveis identificados. • Alteração da qualidade do ar resultante da produção de fumos e poeiras (Poluição atmosférica) As actividades de construção (escavação e compactação dos solos. Todos os equipamentos ruidosos deverão ser instalados nos estaleiros. etc.

De acordo com estatísticas relativas ao comportamento dos ventos.e. realizada entre 2007 e 2010.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Não existe em Moçambique. o Artigo 7 do Capítulo II do Regulamento sobre a Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes estabelece que os parâmetros fundamentais que caracterizam a qualidade do ar. S. EIA 52 Lis Moçambique. para a baía de Maputo.A & Impacto Lda . implicando um baixo potencial de dispersão de material particulado (Windfinder. são estabelecidos na tabela que se segue: Tabela 5: Padrões de qualidade do ar. para que este mantenha a sua capacidade de auto-depuração e não tenha impacto negativo para a saúde pública e no equilíbrio ecológico. com uma velocidade média de 15 km/h. A dispersão de poeiras dependerá das condições naturais do local (direcção e velocidade do vento). No entanto. Esta influência na qualidade do ar será temporária (i. os ventos tem tendência a se deslocar predominantemente na direcção Este.com). irá verificar-se em algumas fases das obras) e restrita às vizinhanças imediatas das áreas de construção. regulação específica sobre a qualidade do ar para actividades de construção civil. e da duração da actividade geradora.

EIA 53 Lis Moçambique. Efectuar a manutenção regular da maquinaria.A & Impacto Lda . durante a execução das obras. Dever-se-á limitar a velocidade dos veículos (até 20Km/h) nos locais que constituam os principais focos de poeiras. de forma a minimizar a quantidade de gases de exaustão libertada. 2. veículos e equipamentos. Utilizar barreiras de segurança contra a dispersão de poeiras. S. 3.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Figura 18: Direcção predominante do vento Não se espera uma redução significativa da qualidade do ar sob condições em que as medidas de mitigação aqui apresentadas sejam aplicadas. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.

A & Impacto Lda . S. 5. Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico IMPACTOS POSITIVOS • Criação de postos de trabalho Nesta fase. de forma alternativa. uma vez que este poderá possuir um quadro de pessoal próprio. Os veículos que serão usados para transportar materiais de construção nas vias públicas e com potencial para emissões visíveis. no caso de transporte de areia. Recorrendo-se. sendo que a maioria corresponderá a tarefas não especializadas. nos locais que constituam os principais focos de poeiras.e. já alocado para o projecto. o material deverá ser suficientemente humedecido.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 4. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Altamente provável Local Médio prazo Média Baixa Baixa EIA 54 Lis Moçambique. da necessidade de pessoal adicional por parte do empreiteiro. enrocamento) como forma de evitar o transporte de poeiras para as vias públicas adjacentes. ao reaproveitamento de águas pluviais. contudo. Considerando a taxa de desemprego na Província de Maputo considera-se este impacto como positivo. Recomenda-se a aspersão diária de água no solo. racionalizar o uso da água destinada a usos nobres. serão criados postos de trabalho. deverão ser providos de cobertura adequada ou. Os acessos não pavimentados ao local do projecto deverão ser devidamente tratados (p. de modo a minimizar a sua dispersão – para este efeito deve-se. No entanto. e 6. Detalhes a este respeito só serão conhecidos após selecção do empreiteiro. dentre outros factores. o número de postos a serem disponibilizados dependerá.

A & Impacto Lda . da segurança e da capacidade de efectuar o fornecimento numa base regular e satisfazer prazos rigorosos. EIA 55 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Medidas de potenciação 1. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Altamente provável Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. 2. Contudo. S. 3. • Promoção da Economia Formal e Informal O comércio informal na área do projecto é relativamente fraco em relação ao formal. Contudo. sobretudo na fase de construção. a decisão de subcontratar dependerá do custo. O processo de contratação de pessoal deverá ser transparente. O processo de contratação de trabalhadores deverá dar prioridade a cidadãos nacionais. Sempre que possível. cabendo ao comércio nacional garantir a satisfação destas exigências. para o fornecimento de bens serviços. da qualidade. seguindo critérios pré-estabelecidos e reconhecidos. com a implementação do projecto. o empreiteiro deverá subcontratar investidores/empresas nacionais e se possível locais. por sua vez criar oportunidades de aquisição de receitas para os comerciantes locais. Esta procura poderá impulsionar não só o comércio informal como o formal e. de forma a não limitar as oportunidades de candidatura. o comércio informal poderá assumir alguma expressão devido ao aumento na procura de serviços diversos. As oportunidades de emprego deverão ser adequadamente divulgadas.

a circulação de veículos na área do projecto poderá aumentar no sentido Matola/Boane/Namaacha (N2 e Av. recomenda-se que o empreiteiro tome medidas para que exista uma boa relação entre os seus trabalhadores e os comerciantes informais. O tráfego pedonal poderá aumentar como consequência da movimentação dos trabalhadores envolvidos nas obras. as principais paragens de autocarros – pontos de maior aglomeração de pessoas e as principais variações. S.A & Impacto Lda .A) e Matola/Moamba. IMPACTOS NEGATIVOS • Alteração do tráfego automóvel e pedonal e risco de ocorrência de acidentes As questões ligadas as correntes de tráfego.U. Para potenciar as vantagens que possam advir da actividade informal. De acordo com o relatório. reflectindo-se principalmente nos cruzamentos que dão acesso directo ao empreendimento como o caso das paragens ao longo da N2 e estas poderão observar um grande aumento das enchentes (que actualmente são visíveis) nestas paragens e nas respectivas travessias. a ausência de levantamentos estatísticos de tráfego no perímetro envolvente do projecto. Nesta fase. durante a fase de construção do projecto verificar-se-á um aumento no tráfego das vias adjacentes. No caso presente. resultante da circulação de veículos. O Relatório sobre o Estudo do Tráfego Automóvel e Pedonal da área da Cidadela da Matola (Anexo 5) identifica as principais rodovias a serem afectadas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 2. Este aumento de tráfego poderá levar à ocorrência de acidentes na área do projecto. EIA 56 Lis Moçambique. devido ao transporte de materiais de construção como pedra e areia que poderão ser retiradas das pedreiras e areeiros localizados nas regiões de Namaacha. Boane e Moamba. são em via de regra objecto de análise qualitativa e com suporte estatístico. densidade e velocidade do tráfego automóvel. em termos de volume. principalmente de veículos pesados adstritos ao projecto. da O. impedem a fundamentação estatística das tendências de comportamento de tráfego.

3. S.A & Impacto Lda . Recomenda-se a utilização de uma via de acesso para entrada e saída dos camiões transportadores de material. da O. EIA 57 Lis Moçambique. uma sinalização oficial de trânsito nas vias locais (p.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente provável Local Médio prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.U. Deverão ser definidas vias/rotas e horários específicos para a circulação dos veículos pesados. restrição de velocidade.e. 2. 4. Sempre que necessário. e permanentemente mantida. de acordo com o local de concentração das actividades. deverão ser usados agentes para o controlo e regularização do tráfego (com especial atenção para a Av. Os motoristas afectos ao projecto deverão estar conscientes das velocidades admissíveis. e 5. e em períodos de tráfego intenso. Deverá ser instalada. envolvidos na construção do empreendimento de forma a reduzir a pressão sobre as outras vias e congestionamentos nas horas de pico. sinais de chamada de atenção para as obras. sendo sujeitos a acções disciplinares nos casos em que ignorem ou desrespeitem as velocidades estabelecidas. desvio de estrada) antes e durante a execução das obras.A onde se localiza a Escola Primária 30 de Janeiro).

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Alteração da qualidade paisagística

Ao nível da área de intervenção, as acções da fase de construção que apresentam maior impacto sobre a paisagem, dizem respeito a limpeza do terreno e à execução de terraplenagens e demolições que comportarão um impacto visual negativo. Por outro lado, a deposição inadequada dos resíduos de construção e doméstico na área do projecto poderá ainda conduzir a uma poluição visual, pelo que é recomendado para este fim, a implementação das medidas apresentadas para a gestão de resíduos sólidos provenientes da obra.

Classificação Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Localizada Médio prazo Baixa Moderada Baixa

Medidas de mitigação:

1. De acordo com o PEUCM, a definição dos tamanhos dos lotes (nas áreas multifuncionais) deverá ter em conta que neles serão implantados edifícios de grande porte, daí ser necessário: • • Considerar uma dimensão mínima de 1000 m2 para cada um dos lotes; O coeficiente de implantação do edificado deverá ser igual ou inferior a 0.3 e o coeficiente de ocupação deve ser no máximo de 3.

2. O empreiteiro deverá implementar um programa de gestão de resíduos que contemple a colecta, transporte, reciclagem, e/ou depósito dos resíduos sólidos (como papéis, cartolina, madeira) em sacos plásticos, contentores e plásticos e/ou metálicos;
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3. É recomendado o reaproveitamento do entulho no ciclo de vida do material, contribuindo deste modo, para a racionalização do consumo de energia e de recursos naturais. O reaproveitamento poderá ser feito para os seguintes fins: • • Uso de grandes fragmentos de betão como material de contenção para a prevenção de processos erosivos; O entulho triturado poderá ser utilizado em pavimentação de estradas, enchimento de fundações de construção e aterro das vias rodoviárias;

Aumento da prostituição e disseminação de Infecção de Transmissão sexual incluindo HIV/SIDA

A existência de um elevado número de trabalhadores na área do projecto poderá estimular a ocorrência de prostituição (das visitas de campo constatou-se a existência de pontos de fixação de prostitutas, situados na Av. da Rádio, próximo a área do projecto). A inserção dos trabalhadores na comunidade do Bairro da Matola A, o contacto permanente destes com os comerciantes informais, e o aparecimento de mulheres jovens e profissionais do sexo, abre um precedente para que se estabeleçam relações ocasionais desprotegidas, situação que poderá resultar em Infecções de Transmissão Sexual (ITS´s) e do HIV/SIDA. Classificação Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Localizada Médio prazo Baixa Moderada Baixa

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Medidas de Mitigação: 1. Implementação de acções de consciencialização e informação contínua sobre as formas de transmissão de ITS’s e HIV/SIDA, incluindo comportamentos de risco/prostituição, através de palestras, cartazes e sessões informais de informação; 2. O empreiteiro deve implementar medidas de controlo das infecções de ITS´s e HIV/SIDA, como por exemplo proceder à distribuição gratuita de preservativos no local de trabalho, encorajar os trabalhadores a submeterem-se a testes de HIV, através de um trabalho de consciencialização sobre os riscos associados à doença. 3. Caso sejam identificados trabalhadores seropositivos, o empreiteiro deve garantir que estes beneficiem de tratamento e acompanhamento. Nota: As acções de sensibilização relativas aos riscos associados a ITS’s e HIV/SIDA deverão ser implementadas por instituições/pessoas habilitadas e devidamente credenciadas para o efeito.

Potenciais impactos na Saúde e Segurança Ocupacional

IMPACTOS NEGATIVOS

Disseminação de doenças derivadas de condições de saneamento deficientes

Durante a fase de construção, a concentração de um grande número de trabalhadores poderá aumentar a possibilidade de ocorrência de doenças derivadas da falta de condições de higiene, particularmente num contexto de fracas condições de saneamento dos sanitários e refeitórios. Estas doenças podem ser: cólera, Hepatite A, febre tifóide, amebíase, malária e entre outras.

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Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Médio prazo Média Moderada Baixa

Medidas de mitigação: 1. Os sanitários devem ser cobertos, fechados, ventilados e devem possuir condições para a lavagem das mãos. Os sanitários devem ser disponibilizados ao rácio de pelo menos 1:10 (ou seja, 1 sanitário para cada 10 trabalhadores) e devem estar localizados num raio de 100 metros do local de trabalho; 2. O Empreiteiro deverá implementar acções de educação cívica e sanitária aos trabalhadores, através de distribuição panfletos e outro tipo de material informativo, garantindo a sua continuidade durante toda a fase de construção; 3. O empreiteiro deverá providenciar no local da obra, equipamento básico (kit para primeiros socorros), pessoal qualificado e mecanismos de atendimento para casos de emergência como serviços de ambulância. 4. O empreiteiro deve reservar um espaço para o refeitório e o mesmo deverá ser mantido em boas condições de higiene; 5. Deverão ser seguidas as medidas acima apresentadas sobre a gestão de efluentes e resíduos sólidos. •

Risco de acidentes de trabalho

O projecto actual compreenderá uma série de actividades de construção que poderão comportar riscos de acidentes aos trabalhadores da obra. Estes acidentes poderão ocorrer durante os seguintes processos: • • • Trabalhos em alturas elevadas (é prevista a construção de edifícios até 5 andares); Escavações profundas; Manuseamento de maquinaria e veículos pesados;
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Os EPP´s deverão ser frequentemente inspeccionados de modo a garantir a integridade física dos trabalhadores. especialmente na ausência de medidas de segurança adequadas. o empreiteiro deverá providenciar os seguintes equipamentos: • • • Andaimes. As actividades de risco acima apresentadas podem culminar em ferimentos ou fatalidades. armações de aço. Para a realização de trabalhos em alturas.A & Impacto Lda . As escavações devem ser sinalizadas e isolados por barreiras.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • • • Instalações eléctricas. Na confecção de formas. betonagem e desforma. colocação de telas e redes. fechamento de piso. amarrados nas estruturas e providos de meios seguros de acesso. 4. S. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Médio prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. O empreiteiro deverá disponibilizar e garantir que todos os trabalhadores usem equipamentos de protecção pessoal (EPP) e que os mesmos sejam devidamente instruídos sobre o uso correcto destes equipamentos. 5. EIA 62 Lis Moçambique. Rampas e passarelas provisórias. 2. bem como o uso de cinturões de segurança pelos operários. devem ser previstas todas as medidas de protecção contra quedas. como a colocação de guarda-corpos. Escada de mão para acesso aos telhados. 3. Transporte e manuseio de materiais. A utilização de andaimes deve ser coordenada para que os mesmos sejam devidamente instalados. 6. Demolições (serão demolidas 5 casas).

e deve ser efectuado o registo das referidas inspecções. S. poeiras e fumos No decurso das obras existe o potencial para a produção de poeiras e emissão de gases de exaustão e de ruídos (dos veículos e maquinaria). Os operadores de maquinaria e equipamento pesado devem ser devidamente instruídos sobre o seu manuseio. que podem vir a resultar em desconforto dos trabalhadores a estes expostos. Saúde e Segurança no trabalho aplicáveis. • Problemas de saúde no seio dos trabalhadores devido à exposição a ruídos. Deve-se assegurar o cumprimento dos Regulamentos sobre Higiene. 9.A & Impacto Lda . Deve-se assegurar que todos os trabalhadores conheçam a área em que os trabalhos serão desenvolvidos e os riscos associados às actividades específicas. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Médio prazo Baixa Baixa Baixa EIA 63 Lis Moçambique. 12. Para escavações de mais de 1. deve-se dispor de escadas ou rampas para facilitar a saída dos operários. Todos os equipamentos e maquinaria deverão ser inspeccionados e declarados seguros antes do seu uso.25 m de profundidade.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7. Deve-se recorrer à aspersão regular dos taludes para garantir a sua estabilidade. 10. 8. 11.

• Risco de Explosões/incêndios associados ao uso e armazenamento de materiais inflamáveis O armazenamento inadequado de materiais inflamáveis (p. EIA 64 Lis Moçambique. deve ser imposta a proibição de fumar através de sinalização para o efeito. O empreiteiro deverá garantir que todos os trabalhadores tenham equipamentos de protecção pessoal (protectores auriculares e máscaras de protecção disponíveis). combustíveis) pode resultar na criação de focos de incêndio. Todos os trabalhadores que manuseiem líquidos inflamáveis devem receber e usar equipamento de protecção pessoal apropriado. 4. podendo resultar em danos materiais e humanos. e 2. solventes. Classificação do impacto: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Curto prazo Alta Moderada Baixa Medidas de Mitigação 1. S. 2.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Medidas de Mitigação: 1. 3. Os trabalhadores envolvidos no manuseamento e armazenamento de líquidos inflamáveis devem ser consciencializados sobre os potenciais riscos associados às suas actividades.A & Impacto Lda .e. Durante o uso de líquidos inflamáveis e no seu local de armazenamento. Inspeccionar e garantir o uso destes instrumentos de segurança ocupacional. Todos os líquidos inflamáveis usados no local de construção devem ser armazenados em local com ventilação adequada e de tal forma que não haja risco de incêndio ou explosão.

concluiu que os centros comerciais produzem uma média de 0.03 toneladas de resíduos por metro quadrado de área comercialmente usada (lojas.040 m2. 6.A & Impacto Lda .e. através do funcionamento dos serviços e das infraestruturas existentes. Não existem estudos que definem de forma definitiva os valores médios de produção de resíduos em centros comerciais. etc. mangueiras e tanques de armazenamento de água. papeis. pelo que a quantidade irá depender das suas dimensões e do número de pessoas que estas irão comportar. S. em 2000 no Reúno Unido. com cerca de 24. EIA 65 Lis Moçambique.) deverá estar disponível e acessível no local da obra e ser regularmente inspeccionando. também serão potenciais focos de geração de resíduos. etc.).2 toneladas de resíduos. restaurantes. embalagens. etc. No entanto. As outras infra-estruturas da cidadela. Fase de Operação/Manutenção Potenciais Impactos Biofísicos IMPACTOS NEGATIVOS • Poluição do solo por gestão inadequada de resíduos sólidos não perigosos Os resíduos sólidos (p. O centro comercial. Os trabalhadores devem ser treinados em matéria de prevenção de incêndios e uso de extintores.e. A gestão indevida dos mesmos comporta um potencial de poluição do solo. tendo em conta que nem todas as áreas serão utilizadas para o comércio. a ser erguido na Cidadela da Matola. supermercados. Material de combate a incêndios (p. 6. este valor poderá ser ligeiramente reduzido. poderá gerar cerca de 721. há estudos a nível internacional que dão indicações úteis.) serão produzidos durante a fase de operação do empreendimento.2. resíduos domésticos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 5. de acordo com a média de geração de resíduos definida pela Envirowise. Contudo. Um estudo desenvolvido pela Envirowise. papelão. extintores.

restaurantes. dísticos. Sensibilização dos utentes sobre a gestão de resíduos na área do empreendimento através de cartazes. escritórios. e outros.A & Impacto Lda . e Transporte (colecta selectiva ou diferenciada dos resíduos. Colecta Selectiva ou Diferenciada. 2. Este sistema deverá priorizar estratégias tais como: Acondicionamento selectivo na fonte geradora (separação dos resíduos nos próprios pontos geradores. 3. metais e vidros. tais como lojas. A deposição final dos resíduos deverá ser feita em local apropriado.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Moderada Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.). Deverá ser incentivada a adopção do Princípio dos três R´s (Reduzir. etc. havendo. etc. EIA 66 Lis Moçambique. Devem-se colocar contentores de lixo nas proximidades dos edifícios e em todas as entradas e estes deverão ser periodicamente recolhidos. uma equipa responsável pela manutenção da limpeza. S. Zonas de armazenamento para resíduos sólidos domésticos devem ser identificadas na área do empreendimento. Deverá ser estabelecido um sistema eficaz de gestão de resíduos sólidos. no local.). Reutilizar e Reciclar). plásticos. separando-se os resíduos orgânicos dos papéis. 4.

que compõem o empreendimento. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Alta Alta Média Medidas de Mitigação: 1. sendo que existem três alternativas. Estes efluentes estão sujeitos á um pré-tratamento através do emprego de fossas sépticas construídas em cada um dos lotes. De acordo com os Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes (Decreto 18/2004. Os efluentes gerados pela Cidadela da Matola serão tratados na Estação de tratamento de Águas Residuais a ser construída fora da área do projecto. serão gerados no Centro Comercial durante a fase de operação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Poluição do solo e das águas subterrâneas por efluentes domésticos Prevê-se a geração de 650.000 l/dia. Existe ainda um risco de contaminação das águas subterrâneas em caso de avaria ou enchimento da fossa séptica e em casos de rupturas nas condutas do sistema de esgotos. sendo que. de 02 de Junho).000 l/dia de efluentes provenientes de todo o empreendimento. os efluentes domésticos devem corresponder aos seguintes valores máximos seguintes: EIA 67 Lis Moçambique.A & Impacto Lda . S. cerca de 192.

A & Impacto Lda . Efectuar Manutenção periódica das fossas sépticas (incluindo a limpeza) e mantê-las protegidas. de 2 de Junho) Parâmetro Cor Cheiro pH. e 5.0 15. no sentido Sudeste.0 10.0 35 150. S.0 Unidades Presença/ausência Presença/ausência Escala de Sorensen o Observações Aumento no meio receptor 3 mg/l em zonas sensíveis - C mg/l O2 mg/l mg/l mg/l 2. 3.0 60. Evitar a deposição de substâncias inibidoras de actividade biológica (lixívia. detergentes. etc. Os sistemas de águas provenientes das cozinhas deverão estar equipados com caixas de retenção de gorduras. • Aumento dos níveis de Escoamento das Aguas Pluviais por impermeabilização dos solos A construção das infraestruturas do projecto culminará com a impermeabilização de cerca de 70% da área do projecto.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 6: Padrões de emissão de efluentes líquidos domésticos (Anexo IV do Decreto 18/2004. pois as mesmas retardam a decomposição biológica nas lagoas de oxidação – para degradação da matéria orgânica.). o que representará um aumento dos níveis de escoamento superficial das águas pluviais que podem resultar em inundações nas zonas mais baixas da Matola A. EIA 68 Lis Moçambique. 4. 25 C Temperatura Demanda química de Oxigénio (DQO) Sólidos suspensos totais (SST) Fósforo total Azoto total o Valor máximo admissível Diluição 1:20 Diluição 1:20 6. Verificar periodicamente o funcionamento dos drenos e canalizações de modo a garantir a ausência de fugas e maus cheiros. solventes. As mesmas deverão ser regularmente limpas.0 – 9.

para infraestruturas com uma área pavimentada entre 75-100%.A e do Zimbabwe está desprovido de sistemas de drenagem longitudinal (valas e/ou aquedutos). S.U. a 22m e 20m de altitude.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal O ponto mais baixo da área do projecto. próximo ao cruzamento das avenidas da O. define um escoamento superficial de cerca de 55% do total das águas pluviais. a 9m de altitude) Figura 19: Drenagem natural das águas pluviais De acordo com o índice de ocupação do solo (Anexo 4). Da análise da topografia da Matola A e dos canais de escorrência natural das águas pluviais. infiltração profunda (5%) e infiltração superficial (10%) – Figura 20. se antevê uma drenagem superficial em direcção a quatro pontos/bacias de retenção naturais (Figura 19): • • • A bacia de retenção situada próxima à fabrica BIC (Bacia 1. EIA 69 Lis Moçambique. cenário característico em toda a área do município. respectivamente) A bacia situada no interior da companhia (Bacia 4. Os restantes 45% são divididos entre a evaporação (38%). a 19m de altitude) As bacias situadas a sudeste da área do projecto (Bacias 2 e 3.A & Impacto Lda . 1991. cerca de 70% da área. a Cidadela da Matola terá uma área pavimentada total de 36. Minesota.99 ha.

A & Impacto Lda . que terá cerca de 70% de área pavimentada. poderão aproximar-se ao valor acima referido.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Os valores do escoamento superficial na Cidadela da Matola. Figura 20: Escoamento superficial de infra-estruturas de acordo com as áreas pavimentadas Este escoamento poderá ser minimizado através da implementação das medidas de mitigação propostas. S. Articulação com as estruturas municipais. EIA 70 Lis Moçambique. sem prejuízo das comunidades adjacentes. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativa Altamente Provável Sub-regional Longo Prazo Média Alta Moderada Medidas de Mitigação: 1. de mecanismos de drenagem de águas pluviais (valas e aquedutos) que permitam o escoamento das águas pluviais para as bacias de retenção naturais.

S. formas de gestão e acondicionamento. Este plano deverá ser elaborado por um consultor devidamente habilitado e o mesmo deverá ser aprovado pela entidade competente (MISAU e/ou MICOA). Deverá ser elaborado um plano de gestão de resíduos hospitalares. e 4. O seu manuseio e gestão carecem de medidas específicas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 2. bem como uma ameaça à saúde pública. 3. o qual irá incidir sobre a classificação. 2. Reutilização das águas para outros fins. tais como a rega das áreas verdes e lavagem de pavimentos. dentro do recinto da Cidadela da Matola. • Poluição por resíduos hospitalares Os resíduos hospitalares comportam um potencial de poluição do solo e das águas subterrâneas. e formas de deposição final. Criação de valas para escoar correctamente as águas em espaços impermeáveis. EIA 71 Lis Moçambique. A criação de um sistema de recolha e gestão das águas pluviais.A & Impacto Lda . Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Moderada Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.

EIA 72 Lis Moçambique. O processo de contratação de trabalhadores deverá.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Impactos da actividade sobre o meio Socioeconómico IMPACTOS POSITIVOS • Criação de oportunidades de emprego A Cidadela da Matola irá gerar infra-estruturas de múltiplos usos desde áreas residenciais. O proponente deve providenciar cursos de capacitação do pessoal não qualificado.A & Impacto Lda . As oportunidades de emprego deverão ser devidamente divulgadas. para não limitar as oportunidades de candidatura. 2. com vista a qualifica-los e criar oportunidades de crescimento profissional. S. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. comerciais e de retalho com potencial de gerar cerca de 4500 oportunidades de emprego durante a sua operação integral. priorizar cidadãos nacionais. tanto quanto possível. e 3.

O fornecimento de bens e serviços deve priorizar comerciantes nacionais de forma a promover o produto nacional e estimular o crescimento de uma produção local. Centro de Conferências.A & Impacto Lda . Hotel. contribuirá para solucionar a demanda em termos de bens e serviços na região. É importante notar que o acesso a estes serviços dependerá dos regimes de acesso e uso a serem implementados durante a fase de operação. Centro cultural e Museu. EIA 73 Lis Moçambique. S. desporto e cultura O projecto contempla um centro desportivo.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Aumento da oferta de bens e serviços A edificação de infra-estruturas como o Centro Comercial. edifícios do governo. Hospital. e reduzir a actual dependência em relação à Cidade de Maputo. • Criação de espaços de lazer. através da promoção de práticas recreativas e de lazer. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. restaurantes. um museu e um centro cultural que irão estimular o desenvolvimento cultural e social.

EIA 74 Lis Moçambique. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Baixa Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1.A & Impacto Lda . 2. Criação de espaços verdes (jardins). e para incrementar a qualidade de vida no espaço envolto. para lazer e uso público. Garantir a acessibilidade a estes espaços com vista a promoção das actividades socioculturais. O proponente e os usuários devem garantir a manutenção e o uso racional destes espaços estabelecendo regulamentos internos. e 3.

A extensão da N2 que cruza a Avenida da Rádio (área conhecida por João Mateus).A. do Zimbabwe. apresentará uma maior incidência de circulação em períodos de expediente. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Permanente Média Moderada Baixa EIA 75 Lis Moçambique. pois estes estarão a uma distância reduzida em relação aos principais nós viários. Nesta fase. Prevê-se. S. a Sul da área do projecto. da O. prevê-se um aumento considerável da circulação pedonal devido as infraestruturas a serem desenvolvidas. uma grande circulação pedonal próximo ao cruzamento entre a N2 e a Av. por se tratar de uma área onde estarão fixadas infraestruturas do Governo Provincial e de escritórios.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal IMPACTOS NEGATIVOS • Aumento do Tráfego e do risco de Acidentes Rodoviários A fase de operação irá implicar o reordenamento do tráfego. Especial atenção deverá ser dada a área onde se localiza a EP1 30 de Janeiro. situada na Av. Apesar de existir actualmente um semáforo no cruzamento entre a N2 e a N4. Este cenário será mais evidente nos quatro nós que servirão de acesso ao empreendimento.U. igualmente. Aliando a distância e o aumento da densidade.U. e outro recentemente instalado no cruzamento das Avenidas da Rádio e da O.A (vulgo Madruga). na medida em que haverá um grande fluxo de viaturas (cerca de 4500) tendo como destino o empreendimento. as condições de circulação nas áreas circundantes ao local do projecto não são satisfatórias devido ao intenso tráfego que se verifica nesses segmentos. influenciadas pela existência do centro comercial e das demais infraestruturas do projecto. é de se prever o surgimento de engarrafamentos.A & Impacto Lda .

deverá ser providenciada uma passadeira. Os acessos ao empreendimento deverão ser feitos a partir das estradas interiores (avenidas da O. Em locais onde a circulação de peões cruze rotas de veículos. de modo a permitir uma maior fluidez do tráfego ao longo da N2. consequentemente. lombas ou sinalização adequada. sinalizações oficiais de trânsito nas vias locais (p. bicicletas e peões. nas áreas de trânsito mais intenso) deverão. Os sistemas de circulação interior deverão ser desenhados de forma a evitar conflitos entre veículos.). O Proponente deve garantir que durante a fase de estabelecimento as vias de acesso em uso ou em reabilitação. devidamente treinados para o apoio na orientação dos motoristas e transeuntes. com principal enfoque para a EP1 30 de Janeiro. Para a circulação interior. 4. Sempre que necessário (p. O tráfego de peões deverá prevalecer em relação ao tráfego de veículos.e.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Medidas de Mitigação: 1. igualmente.e. adicionalmente. recomenda-se que: 8.A & Impacto Lda . desvio de estrada.A. Colocação de um lancil (separador central) ao longo da N2 (Kms 11 e 12). 2. Deverão ser instaladas e mantidas. sinais de chamada de atenção para áreas residenciais e comerciais. 9. O desenho de parques de estacionamento deverá. 5. sejam mantidas em condições seguras para a circulação.U. 3. 6. satisfazer aos requisitos de acesso a veículos de emergência (veículos de combate a incêndios e reboques). Instalação de pontes aéreas para a travessia de peões nas quatro rodovias adjacentes ao empreendimento. 7. restrição de velocidade. ocorram acidentes. poderá recorrer-se a meios alternativos de redução de velocidade tais como lombas e passadeiras. de forma a evitar situações de risco. etc. Na impossibilidade da instalação de pontes de travessia de peões. EIA 76 Lis Moçambique. da Rádio e do Zimbabwe). S. ser utilizados agentes reguladores do trânsito. e 10. As rotas para os peões no interior do recinto da Cidadela deverão ser desenhadas de forma a evitar que estes usem atalhos e.

A & Impacto Lda . e EIA 77 Lis Moçambique. prevê-se uma demanda de abastecimento de água de 790 m3/dia.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • Interferência com o abastecimento actual da água Durante a fase de operação do projecto. dos quais. S. De acordo com a caracterização dos centros de distribuição de água feita pela Shisaka (Relatório de Diagnóstico do Município da Matola.000 m3 e um volume de distribuição de água na ordem dos 26. o centro de distribuição da Matola apresenta uma capacidade de armazenamento de água de 30. 2. através de um sistema de canalização dedicada para o reservatório do local do empreendimento. O sistema de abastecimento de água à Cidadela da Matola estará inserido na rede de distribuição do bairro da Matola A. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Positivo Definitiva Local Longo prazo Média Baixa Baixa Medidas de Potenciação: 1. na sua totalidade. as melhores práticas de gestão da água deverão ser implementadas. Deve-se garantir que o sistema de reticulação a ser instalado no local do empreendimento seja devidamente dimensionado e instalado de forma a evitar perdas de água durante a sua operação. cerca de 240 m3/dia serão consumidos pelo centro comercial. 2007).400 m3. notase que o abastecimento a Cidadela da Matola não irá prejudicar o abastecimento de água ao Município da Matola. No entanto. Da análise dos valores apresentados. O proponente deve providenciar reservatórios de água com capacidade de armazenagem suficiente para garantir que não haja limitações no uso da mesma.

Deve-se garantir que a manutenção dos contadores de água para garantir que os utentes da Cidadela da Matola cumpram com o seu dever de consumidor. As autoridades municipais poderão tomar medidas para reforçar a polícia comunitária local em termos de vigilância/patrulha na área. EIA 78 Lis Moçambique. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Altamente Provável Local Longo Prazo Média Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1.A & Impacto Lda .) a nível local e os afluxos de pessoas poderão conduzir ao aumento da criminalidade na área. através da atracção de pessoas ligadas a actividades ilícitas e de índole duvidosa. etc. 2. maquinaria. bens de alto valor (viaturas. • Alteração nas condições de segurança na região (criminalidade) A maior disponibilidade de valores monetários. equipamento. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 3. pagando devidamente a água consumida. O proponente deverá contratar serviços de segurança pública e/ou privada para garantir a segurança de pessoas e bens no recinto da Cidadela da Matola.

Garantir o uso de equipamentos de protecção pessoal. Classificação: Estatuto Probabilidade Extensão Duração Intensidade Significância sem mitigação Significância com mitigação Negativo Provável Local Longo prazo Baixa Moderada Baixa Medidas de Mitigação: 1. S.A & Impacto Lda . Contratar empresas qualificadas para a realização de trabalhos de manutenção e reparação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Potenciais Impactos para a Saúde e Segurança Ocupacional IMPACTOS NEGATIVOS • Riscos associados a trabalhos de manutenção Os trabalhadores afectos a trabalhos de manutenção (nas várias infraestruturas do empreendimento) poderão estar sujeitos a acidentes de trabalho. EIA 79 Lis Moçambique. 2.

3 Fase de Desactivação Sendo este um empreendimento composto por infra-estruturas fixas. centro desportivo (campo de jogos) e museu da rádio poderão passar para a gestão municipal de modo a que os munícipes continuem desenvolvendo as suas actividades de lazer na área. deverão ser implementadas as seguintes acções: 1. não se antevê a sua desactivação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 6. lojas. reaproveitar as infraestruturas existentes. contribuindo assim. As estradas internas poderão ser convertidas para estradas municipais. para o alívio das condições de circulação da zona. • EIA 80 Lis Moçambique.A & Impacto Lda . tais como jardins. caso ocorra.). • Os espaços públicos. restaurantes. etc. hotel e centro de conferências. No entanto. Em estreita coordenação com as autoridades municipais. habitações. as quais comportarão várias utilidades (rede viária interna. S.

O PGA faz também uma listagem das obrigações e responsabilidades de cada uma das partes envolvidas no projecto. constituem a base da gestão (mitigação dos impactos) e do controlo ambiental durante as fases de construção e operação do projecto.2. Âmbito O PGA contém uma série de medidas de Gestão e Monitoramento Ambiental dos impactos identificados no EIA.A & Impacto Lda . tendo presente que o quadro de referência para os padrões ambientais é evitar afectar negativamente (i) o meio ambiente (biofísico e socioeconómico) e (ii) a saúde e segurança dos trabalhadores. O Plano contém instruções que visam permitir ao proponente – a Cidadela da Matola. empreiteiro/subempreiteiros indicações claras que permitam garantir que as fases de construção e operação do projecto proposto sejam executadas de acordo com padrões ambientalmente aceitáveis.3.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7. EIA 81 Lis Moçambique. O PGA abarca uma série de recomendações gerais e específicas que. Introdução O presente Plano de Gestão Ambiental (PGA) foi elaborado no âmbito do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Projecto de construção e operação da Cidadela da Matola. PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL 7. colectivamente. S. gerir e monitorar os potenciais impactos ambientais do projecto durante as suas fases de construção e operação. sendo aplicável às fases de construção e operação do Projecto. S.1. no Município da Matola. dos métodos e procedimentos que devem ser seguidos e das acções de gestão ambiental que devem ser implementadas. 7. Província de Maputo. em cumprimento com a legislação ambiental Moçambicana e com os princípios gerais de actuação responsável.A. Objectivos O objectivo do PGA é fornecer ao Proponente. 7.

A mitigação implica a identificação das melhores opções a adoptar. S.A. • Princípio 3: Responsabilidade O proponente assume responsabilidade completa pela implementação e controlo das acções prescritas para administrar os impactos ambientais. contudo.4.A & Impacto Lda . S.5. S. a minimização ou eliminação dos impactos negativos. nos termos estabelecidos em tais acordos. Deve-se notar. na qualidade de Proponente do projecto. 7. Obrigações e responsabilidades na Gestão Ambiental A responsabilidade geral de cumprimento do PGA recai sobre a Cidadela da Matola. o realce dos benefícios relacionados com o projecto proposto e a protecção do público e dos direitos individuais.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7. As fases de construção e operação terão que tomar em conta os aspectos ambientais e não degradar (ou degradar ao mínimo) as condições ambientais existentes. Os Acordos contratuais entre o Proponente e o Empreiteiro devem incluir cláusulas que obriguem o Empreiteiro ao cumprimento dos requisitos de protecção ambiental. As medidas práticas são portanto. A efectividade das medidas de mitigação ambiental precisa de ser avaliada pelo proponente.A. O proponente e empreiteiros devem controlar o ambiente durante o processo de construção e operação de acordo com o Plano de Gestão Ambiental. na qualidade de Proponente do projecto. • Princípio 2: Mitigação Todas as actividades relacionadas com o ciclo de vida do projecto irão incluir medidas de mitigação apropriadas de modo a assegurar que os impactos negativos ambientais sejam devidamente mitigados e geridos. O não cumprimento dos mesmos ou do dever de reportar incidentes à Cidadela da Matola. A implementação da maior parte das medidas constantes no presente PGA é da responsabilidade do Empreiteiro. S.A deverá resultar em acção disciplinar. que a responsabilidade final de cumprimento do PGA cabe à Cidadela da Matola. Princípios Básicos do Plano de Gestão Ambiental O Plano de Gestão Ambiental baseia-se nos seguintes princípios: • Princípio 1: Consciencialização Ambiental O proponente será sensível às necessidades do ambiente. procuradas para reduzir os impactos adversos ou realçar os impactos benéficos do projecto. EIA 82 Lis Moçambique.

A deve: • • • • • Incluir requisitos Ambientais e de Saúde e Segurança na documentação contratual. Gerir as obras de modo a assegurar a mínima afectação possível da saúde e segurança dos trabalhadores.A deverá desenvolver as seguintes acções: • Cumprir todos os requisitos do PGA e.A a execução das seguintes acções: • • Obtenção de quaisquer licenças/autorizações/aprovações necessárias para a implementação do projecto. controlar os resíduos gerados. S. garantindo a criação de condições para a minimização de tais efeitos. das comunidades e do público em geral. segurança e protecção ambiental. Disponibilizar pessoal profissionalmente qualificado para apoiar nos compromissos relacionados com boas práticas de engenharia. ambientais. Disseminação de informação sobre o projecto. Para tal. Monitorar e avaliar o desempenho relativo à saúde. práticas e métodos de construção que assegurem o cumprimento de tais padrões bem como. culturais e físicos. S. horários ou quaisquer outros aspectos relevantes para garantir a segurança dos trabalhos e minimizar o impacto social negativo. Avaliar e aprovar os procedimentos de trabalho propostos pelo Empreiteiro.A. • • EIA 83 Lis Moçambique. em geral. a Cidadela da Matola. empregar técnicas. S. em particular sobre os perigos das intervenções a executar. segurança e protecção ambiental. S. as datas. tendo em vista a protecção dos recursos humanos. O Empreiteiro O Empreiteiro a ser contratado pela Cidadela da Matola. minimizar os danos ambientais.A tem de gerir as actividades do Projecto de tal modo que se proteja o ambiente e a saúde e segurança dos trabalhadores e do público em geral.A A Cidadela da Matola. S. S. e Providenciar condições de capacitação técnica quando necessário. de acordo com padrões previamente acordados com a Cidadela da Matola. É da responsabilidade da Cidadela da Matola. 7. saúde.5.A & Impacto Lda . S. O proponente – Cidadela da Matola.1. conforme necessário.2. evitar a poluição e minimizar os efeitos do projecto sobre os usuários e ocupantes das terras circunvizinhas e público em geral. e Realização de inspecções ao local para monitorar as práticas de trabalho e assegurar que as mesmas estão em conformidade com o estabelecido no PGA. para assegurar que o Empreiteiro possa ser por si responsabilizado pelo seu desempenho.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 7.5.

S. Implementar medidas adequadas de controlo da erosão e da poluição.A e as autoridades governamentais competentes para. e O Empreiteiro deverá preparar e submeter planos à Cidadela da Matola.A e os requisitos ambientais estabelecidos no PGA.A (auditoria interna). se assemelhe (ou supere) o existente antes do acidente/incidente. acordar sobre as medidas correctivas a serem implementadas.A. tanto quanto possível. A implementação das medidas acordadas deverá ser feita com a maior brevidade possível. S. Organizar o trabalho. Por outro lado. S. para assegurar a reparação atempada de qualquer dano que possa ter ocorrido e evitar a ocorrência de danos subsequentes. S.A. É da responsabilidade do Empreiteiro a execução das seguintes acções: • • • • • Estabelecer o manual de procedimentos/métodos ou documentos equivalentes para as obras a executar e submetê-los à aprovação da Cidadela da Matola. Assegurar que os trabalhos executados por si ou por subempreiteiro(s) a seu serviço sejam realizadas de acordo com o Contrato. o Empreiteiro deverá consultar imediatamente a Cidadela da Matola. S. tendo em conta os requisitos ambientais. Assegurar que todos os subempreiteiros estejam a par dos requisitos ambientais e dos Procedimentos/Métodos aprovados pela Cidadela da Matola. Iniciar a implementação das medidas de minimização dentro de um período razoável após a recepção de instruções escritas da Cidadela da Matola.A & Impacto Lda . os Planos do Projecto. caso ocorra um incidente/acidente reverter as condições ambientais a um estado que. o Empreiteiro deverá estabelecer e cumprir um programa de controlo interno das suas actividades. • • EIA 84 Lis Moçambique. sejam estas realizadas pelas autoridades governamentais (DPCA/MICOA) ou por um Consultor designado pela Cidadela da Matola. Permitir a realização de auditorias ambientais periódicas. para garantir a implementação efectiva do PGA. demonstrando os métodos através dos quais será assegurado o cumprimento dos padrões ambientais. transporte e equipamento necessários para a realização do trabalho.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal • • • • • Prevenir ou minimizar a ocorrência de acidentes/incidentes que possam causar danos ao ambiente bem como os seus efeitos. Caso as Autoridades Governamentais considerem que as actividades de construção causam danos ambientais inaceitáveis.A antes do início da execução do trabalho. S. os Procedimentos / Métodos aprovados pela Cidadela da Matola. Operar na base de licenças/aprovações/autorizações válidas para as actividades a executar. Divulgar informação sobre os perigos associados aos trabalhos a realizar junto dos trabalhadores em seu serviço. S.A para o fazer. de forma coordenada. S.

Cidadela da Matola

Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal

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Zelar pela saúde e segurança dos seus trabalhadores, incluindo o fornecimento de Equipamento de Protecção Pessoal (EPP) e de assistência médica para o caso de acidentes ou doenças derivadas das suas funções de trabalho durante a execução do projecto; Subsequentemente a auditorias ou inspecções, implementar dentro de um prazo razoável todas as acções correctivas acordadas; e Gerir o processo de reclamações nos elementos que forem da sua competência, em função do estabelecido no processo contratual com a Cidadela da Matola, S.A ou encaminhar as reclamações à Cidadela da Matola, S.A quando necessário.

7.5.3. Gestor Ambiental de Campo O Empreiteiro deverá indicar um Gestor Ambiental de Campo para trabalhar de forma independente no local do projecto, monitorando as actividades de construção. O Gestor Ambiental de Campo será responsável por desenvolver as seguintes acções: • • • Comunicar, promover a comunicação e esclarecer os gestores de pessoal sobre os requisitos ambientais, assegurando que estes se mantenham actualizados no que diz respeito às suas responsabilidades relativas ao cumprimento do PGA; Verificar o nível de cumprimento de todas as obrigações ambientais por parte do Empreiteiro/subempreiteiro(s), de acordo com todos os requisitos contratuais e da legislação ambiental; Recomendar medidas correctivas para os problemas ambientais à medida que estes sejam previstos ou venham a ocorrer; investigar todos os acidentes e incidentes ambientais e propor medidas de rectificação dos problemas identificados; Orientar o Empreiteiro a respeito das acções a desencadear para a correcção de não-conformidades ambientais, que venham a emergir em resultado de auditorias ao projecto; Assegurar que as não conformidades sejam devidamente reportadas à Cidadela da Matola, S.A e corrigidas dentro do período estipulado pelo Gestor Ambiental e que medidas correctivas sejam efectivamente implementadas; e Estabelecer uma ligação regular com a Cidadela da Matola, S.A, mantendo-a actualizada sobre aspectos de gestão ambiental relacionados com o projecto.

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EIA

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Lis Moçambique, S.A & Impacto Lda

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7.6. Acções de Gestão Ambiental Gestão do saneamento e higiene do meio Deverá ser seguido o procedimento de Saúde e Segurança Ambiental (SSA) do Empreiteiro para o saneamento e a higiene do meio, como forma de gerir este aspecto do projecto. O empreiteiro deve obedecer às seguintes exigências: • • • O Empreiteiro deve fornecer um número suficiente de sanitários temporários para os seus trabalhadores. Deve-se fornecer um mínimo de um sanitário por 10 pessoas; O Empreiteiro deve fornecer um número suficiente de facilidades de serviços de alimentação para o seu pessoal e não se devem permitir fogos abertos fora dos limites da área do projecto; Caso necessário, procedimentos rigorosos de controlo ambiental devem ser seguidos para o manuseamento e armazenamento de produtos potencialmente perigosos (combustíveis e outros). As instalações de armazenamento e manuseamento devem obedecer a todos os regulamentos respeitantes ao armazenamento e manuseamento destes materiais; Após a conclusão da obra, deve-se executar uma operação de limpeza apropriada; Deverão ser envidados todos os esforços para reduzir, reutilizar ou reciclar o lixo produzido nas actividades de construção. O lixo deve ser gerido de tal forma, que se evite o perigo à saúde e segurança dos trabalhadores e do público, de modo a minimizar o impacto no meio ambiente; Deverão ser seguidos os mecanismos de deposição de resíduos sólidos aplicáveis nos termos da legislação moçambicana. Deverá ser dada atenção particular aos requisitos da Lei-quadro do ambiente de Outubro de 1997 e ao Regulamento sobre a Gestão de Resíduos (Decreto nº 13/2006 de 15 de Junho); Deverá existir e ser implementado um sistema de controlo e remoção dos resíduos sólidos. Os resíduos de origem doméstica deverão ser depositados em recipientes apropriados. Os recipientes de lixo deverão ser esvaziados diariamente. As áreas de trabalho deverão ser mantidas sempre limpas e arrumadas. Deverá evitar-se a deposição indiscriminada de resíduos sólidos.

• •

Se for necessário construir uma área para a deposição local dos resíduos sólidos, que se apliquem as seguintes regras: • Caso sejam identificados resíduos sólidos perigosos, devem ser tomadas medidas para garantir que todas as actividades que envolvam a sua transferência, armazenamento e a possibilidade de contaminação, sejam confinadas e devidamente cercadas. O uso, armazenamento e deposição destes materiais deverão seguir os procedimentos apropriados.

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Não se deve deixar os detritos da construção acumularem-se de tal maneira que representem um perigo de segurança para os trabalhadores ou que diminuam os valores estéticos da área do projecto. Estes materiais deverão ser removidos o mais rapidamente possível, à medida que são produzidos, para a área de deposição de resíduos sólidos.

Saúde e Segurança Ocupacional A consciencialização em relação à Saúde e Segurança desempenham um papel importante para que se alcance conformidade com a legislação Moçambicana sobre a saúde e segurança dos trabalhadores e a prevenção de acidentes. Os seguintes passos devem ser dados para garantir que todas as pessoas envolvidas na execução da obra estejam adequadamente informadas: • • • • • • • O Empreiteiro deverá nomear um elemento responsável pela Saúde e Segurança (Oficial de Saúde e Segurança, OSS), podendo ser, igualmente, o gestor ambiental; O Empreiteiro deverá elaborar um Manual de Regras e Procedimentos de Saúde e Segurança. A Cidadela da Matola, S.A irá analisar e aprovar o Manual; A Cidadela da Matola, S.A realizará auditorias de conformidade em relação à aplicação das normas de Saúde e Segurança, durante todo o período de execução do projecto; O Responsável pela Saúde e Segurança do Empreiteiro deverá dar informação a todos os trabalhadores, sub-empreiteiros e consultores sobre a Saúde e Segurança, como parte da sua preparação geral; O Responsável pela Saúde e Segurança do Empreiteiro irá promover a consciencialização dos trabalhadores no local sobre a Saúde e Segurança através de palestras, reuniões e promoções durante toda a fase de construção; Todos os incidentes de Saúde e Segurança que ocorram no local serão reportados e resolvidos, segundo o procedimento do Empreiteiro; Todos trabalhadores e visitantes deverão usar um equipamento de protecção pessoal, quando se encontrem no local de trabalho.

O principal objectivo é evitar a ocorrência de ferimentos e acidentes fatais durante a construção.

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Na Tabela 7, estão arrolados os principais riscos de acidentes associados às etapas da actividade de construção civil.
Tabela 7: Principais riscos associados á etapas da actividade de construção civil

Etapas da Obra 1. Infra-estruturas de apoio de obras 2. Fundação 3. Trabalhos em betão armado (fase estrutural)

Principais Riscos - Choque eléctrico; - Incêndio. - Queda. - Corte de mãos e dedos; - Queda de pessoas/peças/ferramentas; - Choques eléctricos; - Queda de materiais; - Incêndios; - Explosão; - Incêndio; - Projecção de fragmentos; - Quedas. - Choque eléctrico - Contusão - Corte e/ou ferimentos - Vazamentos de água e de gás; - Queda. - Quebra de partes moveis; - Projecção de peças ou partículas; - Ruptura de cabos e/ou amarras; - Corte de mãos e dedos.

4. Revestimentos e acabamentos

5. Instalações em geral

6. Máquinas e equipamento

Procedimentos para Resposta de Emergência A possibilidade de acidentes e outras situações de emergência sempre existe. Uma planificação e preparação eficazes podem reduzir o número de ferimentos, reduzir a perda de bens e minimizar a perda de produção. Um programa eficaz de preparação e resposta a emergências deve conter cláusulas para: • • • • • • • A avaliação da possibilidade de ocorrência de acidentes e emergências; As responsabilidades organizacionais chave; A prevenção de incidentes; Planos/procedimentos para responder a incidentes; A testagem periódica dos planos e procedimentos de emergência; A revisão periódica dos planos/procedimentos de emergência; Acordos com os provedores de apoio a emergências.
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numa base ad hoc. o Empreiteiro deverá tomar em conta as seguintes condições: • • • • Todo o recrutamento será feito em datas fixas e locais definidos. A este respeito. Procedimentos de Emprego devem ser elaborados para a contratação de trabalhadores não qualificados. semi-qualificados e qualificados. A duração máxima provável do emprego deve ser indicada claramente. particularmente quando o emprego temporário chega ao fim. S. temporários. EIA 89 Lis Moçambique. Deve-se fazer saber o número exacto de oportunidades de emprego. o Empreiteiro deverá ser o mais objectivo e imparcial possível. Gestão do Risco Redução do Risco Acesso ao Risco Caracterização da Actividade Identificação do Perigo Monitoramento Estimativa do Risco Tomada de Decisão Revisão ANÁLISE DO RISCO AVALIAÇÃO DO RISCO Opção de Análise Implementação Figura 21: Proposta de Sistema de Gestão de riscos para a construção civil Emprego O Empreiteiro deverá adoptar uma política de emprego que beneficie também os trabalhadores. juntamente com as aptidões e qualificações associadas. Não se deve admitir trabalhadores eventuais.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal A Figura 21 representa o resumo esquemático do Sistema de Gestão de riscos para a construção civil. evitando conflitos. Ao considerar os pedidos de emprego.A & Impacto Lda .

A legislação e normas do Ministério do Trabalho (MITRAB) deverão ser respeitadas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal O Empreiteiro deverá coordenar o acesso ao emprego com as autoridades municipais locais. para além do salário. Todos os outros benefícios que os trabalhadores temporários irão ter. O período durante o qual os trabalhadores são necessários. O recrutamento deve ser sujeito a monitoria e auditoria apropriadas. S. selecção e admissão de trabalhadores temporários são da responsabilidade do Empreiteiro. Deverá ser compilado um inventário com o resumo das necessidades de trabalhadores temporários. em Português. O inventário deve conter pelo menos a seguinte informação: o o o o O número de pessoas necessárias.A para um possível uso futuro. Dever-se-á dar preferência aos trabalhadores que já possuem as aptidões e experiências necessárias. devem ser disponibilizadas ao Secretário do Bairro/município e definido um prazo para a submissão das candidaturas. Sempre que possível. para garantir transparência. 3) O Empreiteiro deve possuir um sistema de registo contendo toda a documentação relacionada com o processo de recrutamento. As aptidões e experiências que os trabalhadores devem preferivelmente ter. EIA 90 Lis Moçambique. o 1) As fichas de candidaturas. As oportunidades de emprego devem estar disponíveis para homens e para mulheres.A & Impacto Lda . selecção e admissão e disponibilizá-la à Cidadela da Matola. 2) O recrutamento. as candidaturas devem ser feitas com a participação das autoridades municipais locais. S. O procedimento para a contratação de trabalhadores temporários poderá ser o seguinte: • • • • A contratação de cidadãos Moçambicanos deve continuar uma prioridade. O recrutamento poderá ser feito através das autoridades municipais locais. O local onde os trabalhadores são necessários. As autoridades municipais locais devem estar informadas sobre todas as actividades de recrutamento.

incluindo a força de trabalho do próprio Empreiteiro.7.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Formação Todo o pessoal.A & Impacto Lda . nas áreas da Saúde. S. deverá ser submetido a uma formação introdutória combinada (Indução). Uma indução suplementar deve ser dada ao pessoal-chave (p. Programa de Gestão e Monitoramento Ambiental dos Impactos do Projecto Uma proposta de Plano de Gestão e Monitoramento dos vários impactos do projecto identificados ao longo do Estudo de Impacto Ambiental é apresentada nas tabelas seguintes. 7. O curso de indução deve ser complementado com palestras sobre temas especializados e operações específicas. Encarregado das Obras). o pessoal dos subempreiteiros e quaisquer consultores externos. Segurança e Ambiente (SSA).e. conforme aplicável. para lhe fornecer informação adicional sobre a gestão ambiental. EIA 91 Lis Moçambique.

Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente Poluição do solo Embalagens feitas de materiais biodegradáveis (como papéis. dissipadores de energia em linhas de drenagem. Definir uma equipa responsável pela limpeza e recolha do lixo sólido produzido no local. etc. cartão. MICOA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente EIA 92 Lis Moçambique. sempre que possível. Conceber e implementar um plano de gestão e recolha de resíduos. Deverão ser contactados comerciantes de sucata das Cidades da Matola e Maputo.A & Impacto Lda . Os resíduos devem ser acondicionados e transportados de forma segura. remoção e deposição de lixos domésticos. zonas de armazenamento temporário (impermeabilizadas e com condições de contenção) para resíduos da obra.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 8: Gestão e monitoramento dos impactos do projecto no ambiente biofísico – fase de construção Fase de construção Meio ambiente biofísico Impacto Contaminação biológica dos solos e das águas subterrâneas pelas águas residuais Medida de mitigação Recolha dos efluentes por um provedor de serviços privado. Os desperdícios metálicos deverão ser removidos da área. tanques sépticos. ser usados como material de enchimento em carreiros. Os desperdícios de betão e cimento deverão. madeira). poderão ser depositados em contentores sujeitos ao sistema de recolha. O seu transporte deve ser feito por veículos apropriados. dentro dos limites do local da obra. para procederem à sua remoção ou aquisição. Identificar. Consciencialização dos trabalhadores sobre a prevenção/minimização da poluição do solo. que não tenham contido produtos tóxicos. S. Implementação Monitoramento Auditoria MICOA Empreiteiro Deposição dos resíduos dos sanitários portáteis em local apropriado (ETAR de Infulene).

Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente biofísico Impacto Medida de mitigação Manutenção regular de veículos e máquinas. veículos e equipamentos. de modo a evitar derrames. veículos e equipamentos.A & Impacto Lda . Alteração da qualidade do ar resultante da produção de fumos e poeiras (Poluição atmosférica) Limitar a velocidade dos veículos (até 20Km/h) nos locais que constituam os principais focos de poeiras. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. ao reaproveitamento de águas pluviais. Óleos usados deverão ser armazenados em tambores selados. Aspersão diária de água no solo. Efectuar a manutenção regular da maquinaria. S. Limitar a circulação e manobras de maquinaria e veículos pesados. Recorrendo-se. a áreas designadas para o efeito Garantir que os trabalhos passíveis de gerar maiores níveis de ruído não são realizados fora das horas normais de expediente. durante a execução das obras. criar mecanismos de alerta para os receptores mais próximos. – deve-se. de forma a minimizar a quantidade de gases de exaustão libertada. Emissão de ruídos Em casos de actividades geradoras de altos níveis de ruído. contudo. Utilizar barreiras de segurança contra a dispersão de poeiras. Os equipamentos ruidosos deverão ser instalados nos estaleiros. com o maior afastamento possível dos locais habitados na área envolvente. racionalizar o uso da água destinada a usos nobres. de forma alternativa. Definir áreas de acesso automóvel e pedonal que regulem a circulação e evitem o pisoteio desordenado. nos locais que constituam os principais focos de poeiras. MICOA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria Compactação dos solos / Alteração dos padrões naturais de escoamento MICOA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Auditor Independente MICOA Auditor Independente EIA 93 Lis Moçambique.

Os veículos usados para transportar material bruto. S. EIA 94 Lis Moçambique.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente biofísico Impacto Medida de mitigação Implementação Monitoramento Auditoria Tratamento dos acessos não pavimentados para evitar o transporte de poeiras para as vias públicas adjacentes. com potencial para emissões visíveis. deverão ser providenciados com cobertura adequada.A & Impacto Lda . ou o material deverá ser suficientemente humedecido.

S. S.A Direcção Provincial do Comércio IMPACTOS NEGATIVOS Impacto Medida de Mitigação Definir vias/rotas e horários específicos para a circulação dos veículos pesados. Alteração do tráfego automóvel e pedonal e risco de ocorrência de acidentes Os motoristas afectos ao projecto deverão estar conscientes das velocidades admissíveis. para o fornecimento de bens e serviços. sendo sujeitos a acções disciplinares nos casos em que ignorem ou desrespeitem as velocidades estabelecidas.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 9 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de construção Fase de construção Meio ambiente socioeconómico Impacto IMPACTOS POSITIVOS O processo de contratação de trabalhadores deverá. Medida de mitigação/ incrementação Implementação Monitoramento Auditoria Criação de postos de trabalho Empreiteiro Cidadela da Matola. O empreiteiro deverá subcontratar investidores/empresas nacionais e locais.A Direcção Provincial do Trabalho Promoção das economias formal e informal Empreiteiro Cidadela da Matola. O empreiteiro deverá tomar medidas para que exista uma boa relação entre os trabalhadores e os comerciantes informais.A Autoridades municipais EIA 95 Lis Moçambique. As oportunidades de emprego deverão ser adequadamente divulgadas. O processo de contratação de pessoal deverá ser transparente. seguindo critérios pré-estabelecidos e reconhecidos. S. priorizar cidadãos nacionais. Instalação de sinalização oficial de trânsito nas vias Implementação Monitoramento Auditoria Empreiteiro Cidadela da Matola. envolvidos na construção do empreendimento. tanto quanto possível. S.A & Impacto Lda . de forma a não limitar as oportunidades de candidatura. se possível.

sempre que necessário. S. Aumento da prostituição e disseminação de ITS incluindo HIV/SIDA Consciencialização e informação contínua sobre as formas de transmissão de ITS’s e HIV/SIDA. transporte. daí ser necessário: Considerar uma dimensão mínima de 1000 m2 para cada um dos lotes. e/ou depósito dos resíduos sólidos.A & Impacto Lda . reciclagem. a definição dos tamanhos dos lotes (nas áreas multifuncionais) deverá ter em conta que neles serão implantados edifícios de grande porte. enchimento de fundações de construção e aterro das vias rodoviárias). antes e durante a execução das obras. Reaproveitamento do entulho (para a prevenção de processos erosivos. Utilização de uma via de acesso para entrada e saída dos camiões transportadores de material.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente socioeconómico Impacto Medida de mitigação/ incrementação locais. O coeficiente de implantação do edificado deverá ser igual ou inferior a 0. Uso de agentes de trânsito para o controlo e regularização do tráfego. Cidadela da Matola.A Autoridades municipais DPCA Empreiteiro Empreiteiro EIA 96 Lis Moçambique. em pavimentação de estradas. S. Implementação Monitoramento Auditoria Implementação de um programa de gestão de resíduos que contemple a colecta. incluindo comportamentos de risco/prostituição.3 e o coeficiente de ocupação deve ser no máximo de 3. Alteração da qualidade paisagística De acordo com o PEUCM. de acordo com o local de concentração das actividades.

S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Meio ambiente socioeconómico Impacto Medida de mitigação/ incrementação Implementação de medidas de controlo de infecções de ITS´s e HIV/SIDA (distribuição gratuita de preservativos. Disponibilização de EPP e de pessoal qualificado para o atendimento á casos de emergência. EIA Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria Disseminação de doenças derivadas de condições de saneamento deficientes Direcção Provincial de Saúde DPCA Auditor Independente 97 Lis Moçambique. através de distribuição panfletos e outro tipo de material informativo. fechados.A & Impacto Lda . Caso sejam identificados trabalhadores seropositivos. Alocação de espaço para refeitório. Implementação Monitoramento Auditoria Tabela 10 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de construção Fase de construção Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação Os sanitários devem ser cobertos. ventilados e devem possuir condições para a lavagem das mãos. Os sanitários devem ser disponibilizados ao rácio de pelo menos 1:10 e devem estar localizados num raio de 100 metros do local de trabalho. o empreiteiro deve garantir que estes beneficiem de tratamento e acompanhamento. Implementação de acções de educação cívica e sanitária aos trabalhadores.

Saúde e Segurança no trabalho aplicáveis. fechamento de piso. amarrados nas estruturas e providos de meios seguros de acesso. óculos de protecção. na confecção de formas.A & Impacto Lda . Colocação de guardacorpos. Inspecção periódica dos EPP´s de modo a garantir a integridade física dos trabalhadores. Prov. Inspecção de todos os equipamentos e maquinaria. As escavações devem ser sinalizadas e isolados por barreiras. máscaras. Assegurar o cumprimento dos Regulamentos sobre Higiene. Auditor Independente Problemas de saúde no seio dos trabalhadores devido à exposição a ruídos.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação Disponibilização de andaimes. bem como o uso de cinturões de segurança pelos operários. poeiras e fumos Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Dir. Trab. escadas e rampas para trabalhos em alturas. Prov. Assegurar o uso de EPP (auriculares. Prov. armações de aço. Aspersão regular dos taludes para garantir a sua estabilidade.) pelos trabalhadores. Trab e Saúde Auditor Independente Risco de explosões/incêndios associados ao uso e armazenamento de materiais inflamáveis Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Dir. betonagem e disforma. A utilização de andaimes deve ser coordenada para que os mesmos sejam devidamente instalados. Trab e Saúde Auditor Independente 98 Lis Moçambique. S. etc. fato de trabalho. colocação de telas e redes. Todos os líquidos inflamáveis usados no local de construção devem ser armazenados em local com ventilação adequada. Os trabalhadores envolvidos EIA Implementação Monitoramento Auditoria Risco de acidentes de trabalho Empreiteiro Gestor Ambiental de Campo Dir. Os operadores de maquinaria e equipamento pesado devem ser devidamente instruídos sobre o seu manuseio.

Durante o uso de líquidos inflamáveis.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de construção Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação no manuseamento e armazenamento de líquidos inflamáveis devem ser consciencializados sobre os potenciais riscos associados às suas actividades. Implementação Monitoramento Auditoria EIA 99 Lis Moçambique. S.A & Impacto Lda . Todos os trabalhadores que manuseiem líquidos inflamáveis devem receber e usar equipamento de protecção pessoal apropriado. Disponibilização de materiais de combate a incêndios. deve ser imposta a proibição de fumar através de sinalização para o efeito. Formação dos trabalhadores em matéria de prevenção de incêndios e uso de extintores.

Identificação de Zonas de armazenamento para resíduos sólidos domésticos dentro da área do projecto. detergentes. pois as mesmas retardam a EIA100 Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo DPCA Lis Moçambique. S. Colecta Selectiva ou Diferenciada. Estabelecimento de um sistema de gestão de resíduos sólidos que priorize as seguintes estratégias: 1. Poluição do solo e das águas subterrâneas por efluentes domésticos Efectuar Manutenção periódica das fossas sépticas. Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria DPCA 3. e Transporte. Poluição do solo por gestão inadequada de resíduos sólidos não perigosos Recolha periódica dos resíduos. 4. Colocação de contentores de lixo nas proximidades dos edifícios e em todas as entradas. Evitar a deposição de substâncias inibidoras de actividade biológica (lixívia.). etc. Equipar as cozinhas com caixas de retenção de gorduras e limpá-las regularmente.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 11 Gestão e monitoramento dos impactos positivos e negativos do projecto no ambiente biofísico – fase de operação Fase de operação Ambiente Biofísico Impacto Medida de mitigação IMPACTOS NEGATIVOS Incentivo á adopção do Princípio do 3 R´s (Reduzir. Reutilizar e Reciclar). Acondicionamento selectivo na fonte. A deposição final dos resíduos em local apropriado. 2. Verificar periodicamente o funcionamento dos drenos e canalizações de modo a garantir a ausência de fugas e maus cheiros. Obedecer os Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes. Sensibilização dos utentes. solventes.A & Impacto Lda .

A Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo DPCA Poluição resíduos hospitalares por DPCA Dir. S. Articulação. Elaboração de um plano de gestão de resíduos hospitalares. Criação de valas para escoar correctamente as águas em espaços impermeáveis. dentro do recinto da Cidadela da Matola. A criação de um sistema de recolha e gestão das águas pluviais. com as estruturas municipais. Cidadela da Matola. formas de gestão e acondicionamento. Reutilização das águas para outros fins.A & Impacto Lda . sem prejuízo das comunidades adjacentes.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de operação Ambiente Biofísico Impacto Medida de mitigação decomposição biológica nas lagoas de oxidação – para degradação da matéria orgânica. tais como a rega das áreas verdes e lavagem de pavimentos. de mecanismos de drenagem de águas pluviais que permitam o escoamento das águas pluviais para as bacias de retenção naturais. que incida sobre a classificação.A Centro de saúde Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo Implementação Monitoramento Auditoria Aumento dos níveis de Escoamento das Aguas Pluviais por impermeabilização dos solos Cidadela da Matola. Saúde EIA101 Lis Moçambique. e formas de deposição final. S. S. Prov.

Os acessos ao empreendimento deverão EIA102 Cidadela da Matola. priorizar cidadãos nacionais. Direcções Provinciais da Educação e Cultura e desportos Cidadela da Matola Gestor Ambiental de Campo IMPACTOS NEGATIVOS Instalação de sinalização de trânsito nas vias locais.A & Impacto Lda . S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Tabela 12 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto no ambiente socioeconómico – fase de operação Fase de operação Ambiente Socioeconómico Impacto Medida de mitigação IMPACTOS POSITIVOS O processo de contratação de trabalhadores deverá. S. Criação de oportunidades de emprego As oportunidades de emprego deverão ser devidamente divulgadas. O fornecimento de bens e serviços deve priorizar comerciantes nacionais de forma a promover o produto nacional e estimular o crescimento de uma produção local. para não limitar as oportunidades de candidatura. Cidadela da Matola Gestor Ambiental de Campo Direcção Provincial do trabalho Implementação Monitoramento Auditoria Aumento da oferta de bens e serviços Cidadela da Matola Gestor Ambiental de Campo Direcção Provincial do Comércio Criação de espaços verdes (jardins). desporto e cultura Garantir a manutenção e o uso racional destes espaços estabelecendo regulamentos internos. Garantir a acessibilidade a estes espaços com vista a promoção das actividades socioculturais. Capacitação do pessoal não qualificado. Aumento do Tráfego e de Acidentes Rodoviários Utilização de agentes de trânsito para o apoio na orientação dos motoristas e transeuntes. Criação de espaços de lazer. tanto quanto possível. com vista a qualifica-los e criar oportunidades de crescimento profissional.A Gestor Ambiental de Campo Conselho Municipal da Matola Conselho Municipal da Matola Lis Moçambique.

com principal enfoque para a EP1 30 de Janeiro. Providenciar reservatórios de água com capacidade de armazenagem suficiente para garantir que não haja limitações no uso da mesma. e O desenho de parques de estacionamento deverá satisfazer aos requisitos de acesso a veículos de emergência (veículos de combate a incêndios e reboques). lombas ou sinalização adequada. S. deverá ser providenciada uma passadeira.A Gestor Ambiental de Campo Conselho Municipal da Matola Conselho Municipal da Matola Águas de Maputo EIA103 Lis Moçambique. Garantir que o sistema de reticulação a ser instalado no local do empreendimento seja Implementação Monitoramento Auditoria Interferência com o abastecimento actual da água Cidadela da Matola. Em locais onde a circulação de peões cruze rotas de veículos. recomenda-se que: As rotas para os peões no interior do recinto sejam desenhadas de forma a evitar que estes usem atalhos. Colocação de um lancil ao longo da N2.A & Impacto Lda . S. bicicletas e peões.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de operação Ambiente Socioeconómico Impacto Medida de mitigação ser feitos a partir das estradas interiores de modo a permitir uma maior fluidez do tráfego ao longo da N2. Os sistemas de circulação interior deverão ser desenhados de forma a evitar conflitos entre veículos. Para a circulação interior. Instalação de pontes aéreas para a travessia de peões nas quatro rodovias adjacentes ao empreendimento. O tráfego de peões deverá prevalecer em relação ao tráfego de veículos.

A & Impacto Lda .A Comando Provincial da PRM Ministério de Interior Governo Provincial/Conselho Municipal da Matola Implementação Monitoramento Auditoria Cidadela da Matola. S.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal Fase de operação Ambiente Socioeconómico Impacto Medida de mitigação devidamente dimensionado e instalado de forma a evitar perdas de água durante a sua operação. Implementação Monitoramento Auditoria Riscos associados a trabalhos de manutenção Cidadela da Matola. Garantir que a manutenção dos contadores. Garantir o uso de EPP (luvas. cintos. Cidadela da Matola. botas. S. S. S.A Possíveis reclamações sobre assuntos relacionados com o empreendimento Indicação de um responsável pela gestão de reclamações e sobre aspectos sociais. S.A Gestor Ambiental de Campo Conselho Municipal da Matola Secretário do Bairro da Matola A Tabela 13 Gestão e monitoramento dos impactos negativos do projecto na Saúde e Segurança Ocupacional – fase de operação Fase de operação Saúde e Segurança Ocupacional Impacto Medida de mitigação Contratar uma empresa qualificada para a realização de trabalhos de manutenção e reparação.). ambientais e de segurança laboral. Alteração nas condições de segurança na região (criminalidade) Contratação de serviços de segurança pública e/ou privada Reforço da patrulha na área. etc. Cidadela da Matola.A Empresa de manutenção Gestor Ambiental de Campo MITRAB EIA104 Lis Moçambique.

gestão e monitorização ambiental formuladas no Plano de Gestão Ambiental (PGA). No que toca as alterações do tráfego automóvel e pedonal. Os principais impactos ambientais negativos do projecto Cidadela da Matola são a contaminação biológica do solo e das águas subterrâneas por efluentes e gestão inadequada de resíduos sólidos. e a formação introdutória combinada (indução). permite concluir que o projecto de construção e operação da Cidadela da Matola é ambientalmente viável. na qualidade de Proponente do Projecto. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A análise da descrição do projecto proposto. recomenda-se que sejam efectuados pelas autoridades competentes estudos base no perímetro envolvente do projecto. S. A responsabilidade de implementação das acções de gestão ambiental formuladas neste estudo. no caso a Administração Nacional de Estradas (ANE). por forma a que se possa propiciar a correcta avaliação estatística por parte das diferentes partes envolvidas no projecto. e nas diferentes fases. A maioria dos impactos biofísicos. a implementação de procedimentos para manuseamento e armazenamento de líquidos inflamáveis e materiais perigosos. assim como o uso de equipamento de protecção pessoal. Segurança e Ambiente (SSA) para os trabalhadores. aumento dos níveis de escoamento de águas pluviais. O presente estudo inclui ainda recomendações relacionadas com a elaboração de procedimentos para a gestão dos resíduos derivados das fases de construção e operação.Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 8. nas áreas da Saúde. S. a elaboração de procedimentos para a gestão de acidentes. e em particular no Plano de Gestão Ambiental recai sobre a Cidadela da Matola. bem como o Conselho Municipal da Cidade da Matola. Estes impactos podem ser controlados através da implementação das medidas de mitigação. bem como potenciar os impactos positivos identificados.A & Impacto Lda . a alteração do tráfego automóvel e pedonal. A implementação das medidas de mitigação identificadas no presente estudo irá minimizar os possíveis impactos negativos. incidentes e emergências. poluição por resíduos hospitalares.A. EIA105 Lis Moçambique. socioeconómicos e de saúde e segurança laboral identificados serão localizados e de intensidade média á baixa. bem como da caracterização dos seus impactos.

Levantamento Sócio Económico.paho. www. acessado em 05 de Dezembro de 2010. Conselho Municipal da Cidade da Matola (2010).org/bvsaidis/resisoli/iii-116.bvsde. Levantamento Ambiental da Área do Grande Maputo. Desenvolvimento Rural e Águas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • • • • • • Balcão de Atendimento Único. Alvaro Prof. Conselho Municipal da Matola.windfinder. Shisaka (2007). (www. Para o Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental. Maputo.pdf) Envirowise (2002). S.com • • • • • • • • EIA106 Lis Moçambique. Impacto (2001). The Control of Noise at Work Regulations 2005. Rodrigo Silva Imbelloni – Gestão de Resíduos Sólidos em Centros Comerciais. Balanço do Iº Semestre.uk. Feiras.uk). City of Vicksburg. Sistema de Estacionamento. University of Houston (2009). 2010. Anna Virgínia Muniz Machado. Moçambique. Vereação de Mercados.legislation. Parking Lot Design Standards. 2010. Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental Dario de Andrade Prata Filho. Plano de Estrutura Urbana da Cidade da Matola Cidadela da Matola (2010). Decreto 45/2004 de 29 de Setembro..Cidadela da Matola Estudo de Impacto Ambiental – Relatório Principal 9. Reducing waste and utility use in managed shopping centres. Protecting Water Quality in Urban Areas. Memória Descritiva: Cidadela da Matola. Minessota (1991). Matola Diagnostic Report_ Infrastrutures Component www.A & Impacto Lda . Seco.gov. (http://www.envirowise.

Cidadela da Matola Anexos ANEXO 1 – CARTA DE APROVAÇÃO DO EPDA Lis Moçambique SA & Impacto Lda .

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Cidadela da Matola Anexos ANEXO 2 – TERMOS DE REFERÊNCIA DO EIA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S.A & Impacto Lda. .

TERMOS DE REFERÊNCIA DO EIA .

1 INTRODUÇÃO A Cidadela da Matola. Hotel e Centro de Conferências. Zonas autónomas para o desenvolvimento industrial. incluindo o seguinte: • • • • • • • • • • • • Um Centro Comercial com lojas. irá alterar as características urbanísticas da Matola. Restaurantes autónomos. O projecto é composto por um conjunto de áreas residenciais. Parque de Escritórios. que se propõe a desenvolver um empreendimento denominado por Cidadela da Matola. restaurantes e outros. Centro Desportivo. O projecto incluirá ainda a instalação de uma rede de abastecimento de água.F é um grupo moçambicano. e de retalho. Zonas residenciais.A. Praça Samora Machel. comerciais e de retalho. Mc Cormick Property Development e o S. e Centro Cultural e Museu.I. o qual pelas suas dimensões. 2 . situado na Província de Maputo. no Município da Matola. A Cidadela da Matola pretende levar a cabo o projecto composto por um conjunto de investimentos de primeira classe nas áreas residencial. sociedade composta pela Public Investment Corporation. comercial. S. Hospital e Spa. fossas sépticas e drenos os quais serão ligados a ETAR (a construir em local por definir) e a construção de vias de acesso como forma de garantir a circulação interior.. Stands automóveis e serviços relacionados. Edifício para o Governo Provincial.

2. etc.2 Trabalho de campo Onde houver lacunas nos dados vai-se recolher dados primários para avaliar as características ambientais e socioeconómicas relevantes. na envolvente do projecto. O ecologista e o socioeconomista farão um levantamento da área do projecto com os seguintes objectivos: • • Confirmar e/ou aprofundar no terreno os estudos desktop. agentes económicos. em resultado da sua implementação.2 2. com especial relevo para eventuais mudanças que se preveja venham a ocorrer no futuro. geológicos. Auscultar a sensibilidade das entidades locais. líderes locais. Dever-se-á ter em conta as alterações das condições do tráfego automóvel e pedonal na área do projecto. Com auxílio destes dados o consultor irá fazer uma descrição dos seguintes tópicos na área do projecto: Meio biofísico • • • • Clima Geologia. 3 . incluindo mapas topográficos. geomorfologia e topografia. sobre o projecto. governamentais e nãogovernamentais (Governos Provincial e Município.1 METODOLOGIA DO ESTUDO Estudos desktop Durante os estudos de desktop o consultor irá compilar e analisar os dados e estudos existentes sobre a área do projecto. de solos. de vegetação e de uso e cobertura da terra.). Solos Vegetação e Fauna Meio socioeconómico • • • • • • • • Demografia Administração pública Uso da terra Infra-estruturas Actividades económicas Saúde Educação Áreas de interesse histórico-cultural O consultor deverá ainda elaborar uma descrição do projecto.

a drenagem das águas pluviais e a gestão dos efluentes serão alvos de estudos especializados. c) as consequências do projecto sobre a drenagem de águas pluviais. 3 ALTERNATIVAS CONSIDERADAS As características da Cidadela da Matola. O local. e d) propor mecanismos de gestão e melhoramento do tráfego e da drenagem de águas pluviais. serão alvos de melhoramento e ampliação. a alternativa de “não execução” da actividade proposta não deverá ser considerada.3 Estudos especializados A avaliação do tráfego automóvel e pedonal. Os especialistas deverão elaborar um relatório de avaliação das condições na área do projecto. nomeadamente o tipo de infraestruturas. o que até ao momento. a serem elaborados por especialistas nas referidas áreas. no sentido inverso. até ao final da construção. b) as consequências do projecto sobre o tráfego da região envolvente e. 4 . é considerado menos viável. o impacto do tráfego actual e previsto para a região sobre o projecto. o qual deverá conter: a) a descrição das condições actuais do tráfego (automóvel e pedonal) e de drenagem de águas pluviais na área do projecto. adaptado ás funções pretendidas. se forem tomadas medidas de mitigação adequadas. o proponente pretende implementar a actividade num local onde já existem serviços e infra-estruturas básicas (electricidade. de acordo com o Plano de estrutura do Município. foi classificado como um espaço urbanizavel (área multifuncional e industrial). Uma localização alternativa implicaria a exploração de uma nova área e a provisão de infraestruturas básicas. Deste modo. a actividade terá impactos negativos diminutos e impactos socioeconómicos positivos. o proponente escolheu um local urbanizavel.2. abastecimento de água e rede viária). os usos e seus potenciais impactos nos ambientes biofísico e socioeconómico mostram que. No tocante às alternativas espaciais para a localização do empreendimento. Neste âmbito. de acordo com todas as fases do projecto. as quais.

Descrição da probabilidade de ocorrência do impacto: Definitiva. Natureza do impacto: Definição Uma mudança ambiental benéfica. Intensidade: Baixa. Altamente provável. Impactos de alta gravidade. Gravidade média – efeitos maiores. Uma mudança ambiental adversa. Nacional. Muito provável. O período durante o qual os impactos irão continuar: Dentro de um período de 6 meses. Permanente – impactos residuais. Improvável. Significância moderada. 5 . Moçambique e país(es) vizinho(s). Internacional. Para todo o tempo de vida do projecto. Duração: De curto prazo. Média. De médio prazo.4 METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS Os impactos serão avaliados de acordo com critérios estabelecidos (ver Tabela 1) para avaliação de impactos. Extensão: Local. A ocorrência não é provável. Tabela 1: Critérios para avaliação dos impactos Adjectivo descritivo Estatuto: Positivo. O nível de significância do impacto: Não exige mais investigação. Alta. De longo prazo. Exige mitigação e gestão para reduzir os impactos para níveis aceitáveis (se for negativo). Uma possibilidade distinta. Num período de 6 meses a 2 anos. A área afectada pelo impacto: A área proposta para a construção. Probabilidade: Definitiva. Provável. Permanente. Os distritos circundantes. nem mitigação ou gestão. A gravidade do impacto no local: Impacto de baixa gravidade – efeitos menores. e serão propostas medidas de mitigação para minimizar os impactos negativos e medidas de potenciação para maximizar os impactos positivos. Regional. Moçambique. Negativo. As províncias circundantes. Sub-regional. Significância: Nenhuma/baixa significância.

Adjectivo descritivo Definição Deve influenciar uma decisão sobre o projecto se o impacto não puder ser mitigado ou gerido. 5 PREPARAÇÃO DO RELATÓRIO EIA A preparação do Relatório do EIA irá seguir o estabelecido na Directiva Geral para Estudos de Impacto Ambiental (Diploma Ministerial 129/2006) e irá apresentar a seguinte estrutura: i. socioeconómicos e de saúde e segurança ocupacional. • • • Sumário Executivo Relatório Principal Índice Abreviaturas e acrónimos Introdução o o • Objectivo do EIA Metodologia do EIA Definição da actividade o o o o o Identificação do proponente Enquadramento da actividade Enquadramento legal Alternativas da actividade Actividades associadas • Descrição da actividade o o o Localização e disposição da actividade Fase de construção Fase de operação e manutenção • Delimitação da área de influência o o Área de Influência Directa Área de Influência Indirecta • Situação de referência do local de implantação da actividade 6 . Estes serão divididos por: biofísicos. Os impactos serão avaliados tanto para a fase de construção como para a fase de operação. Alta significância. ii.

bem como para esclarecimento de aspectos relativos ao projecto. 6 Descrição de medidas de mitigação Conclusões e recomendações Referências bibliográficas Plano de Gestão Ambiental Relatório de Participação Pública PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL Como parte do EIA será preparado um Plano de Gestão Ambiental (PGA). Ela serve. a ser realizada no âmbito do processo de Avaliação do Impacto Ambiental (conforme previsto no Decreto 45/2004 de 29 de Setembro) e no Diploma Ministerial nº 130/2006 de 19 de Julho – Directiva Geral para Elaboração da Participação Pública no processo de Avaliação de Impacto Ambiental tem como objectivo auscultar a sensibilidade pública e das instituições potencialmente relacionadas com o Projecto sobre os assuntos chave que afectam ou poderão afectar o projecto em causa. assim.o o o o o o o • Topografia. como um fórum de levantamento de preocupações. os consultores e o cliente. geologia e solos Clima Uso da terra e dos recursos naturais Paisagem Outros factores de qualidade do ambiente Caracterização socioeconómica Património cultural Análise dos impactos ambientais da actividade o o Impactos da actividade sobre o meio biofísico Impactos da actividade sobre o meio socioeconómico • • • iii. 7 . A consulta pública permitirá que durante o período em que estiver decorrendo o EIA exista um canal de comunicação entre o público. opiniões e comentários sobre qualquer assunto relevante para a Avaliação do Impacto Ambiental. o que facultará a identificação de possíveis preocupações da comunidade contribuindo na adequação das intervenções do projecto podendo reduzir os impactos ambientais negativos sobre as partes interessadas. O PGA irá definir claramente as responsabilidades na implementação das medidas de mitigação propostas no EIA e no monitoramento desta implementação. 7 PROCESSO DE CONSULTA PÚBLICA A Consulta Pública. iv.

A. realizou-se. será realizada uma reunião de consulta pública na Cidade da Matola.. a primeira reunião de Consulta Pública para a fase de EPDA. As Partes Interessadas e Afectadas (PI&As) serão informadas sobre o desenvolvimento do projecto e do EIA e serão comunicadas com uma antecedência mínima de 15 dias. através de convites dirigidos e publicação de anúncios em órgãos de comunicação social. Cidade de Maputo. 9 EQUIPA RESPONSÁVEL PELA REALIZAÇÃO DO EIA A equipa responsável pelo EIA é uma equipa multidisciplinar. Será criada uma base de dados que permitirá manter uma comunicação entre o cliente. durante o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).Neste contexto. Posteriormente. uma empresa moçambicana com sede na Avenida Armando Tivane nº599. a 1 de Dezembro do corrente ano. 8 IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE O proponente do projecto é a Cidadela da Matola. A mesma serviu para apresentar o projecto e colher as sensibilidades das PI&As. para permitir a sua participação. S. de acordo com uma recomendação da DPCA de Maputo. o consultor e as PIAs. e envolve os seguintes especialistas: • • • • • • • • Controle de Qualidade Ecologista/Especialista em EIA Socioeconomista Assistente de Consulta Pública Engenheiro Civil Arquitecto/ Avaliação do Tráfego Especialista em SIG Jurista 8 . e contou com a participação de várias pessoas (dados da Reunião de Consulta Pública – Anexo 8).

A & Impacto Lda. .Cidadela da Matola Anexos ANEXO 3 – ANÁLISE DO QUADRO JURÍDICO-LEGAL DA ÁREA DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S.

Estudo de Pré-Viabilidade Ambiental LOT.Ministério Para Coordenação da Acção Ambiental PNA.Programa Nacional de Gestão Ambiental POT.Avaliação do Impacto Ambiental DNAIA.Ministério da Obras Públicas e Habitação MICOA.Estudo Ambiental Simplificado EDPA.Direcção Provincial Para Coordenação da Acção Ambiental EIA.Lei do Ordenamento do Território MOPH.Regulamento do Solo Urbano TDR.Estudo de Impacto Ambiental EAS.Direcção Nacional de Avaliação do Impacto Ambiental DPCA.Termos de Referência 1 .Regulamento da Lei do Ordenamento do Território RSU.Política Nacional do Ambiente PNGA.Regulamento Sobre o Processo de Avaliação de Impacto Ambiental RLOT.Lista de Abreviaturas e Acrónimos AIA.Política do Ordenamento do Território RAIA.

lojas de automóveis. hotel e centro de conferências. residências. da Namaacha abrangendo uma área de 53. bem como os materiais e elementos de projecção que não podem ser utilizados. estando dividido em aproximadamente 23 talhões. Este projecto de desenvolvimento vai ser multifuncional. Entre as utilizações propostas. 2 .1 Contextualização O empreendimento “Cidadela da Matola” é um projecto de ordenamento do território que. importa destacar um centro comercial. num período de fases. escritórios. O local está situado na esquina da Av.ANÁLISE DO QUADRO JURÍDICO-LEGAL E INSTITUCIONAL NA ÁREA AMBIENTAL E DE CONSTRUÇÃO CIVIL SOBRE O PROJECTO “CIDADELA DA MATOLA” Capítulo I – Introdução 1.3 hectares. Abel Baptista com a Av. posto de gasolina. O referido projecto será baseado em arquitectura contemporânea com um aspecto moderno/contemporâneo. pretende transformar o local onde antes se situava a Rádio Moçambique num núcleo urbano de uso variado. lojas de venda a retalho. Um documento de instruções de projecção será produzido para o empreendimento inteiro mostrando os vários aspectos de projecção que devem ser respeitados. centro hospitalar e de desportos.

analisar e compreender o quadro político-estratégico. estratégia e programa referente ao projecto na área ambiental. • Identificar modelos dirigidos a influenciar a integração de medidas ambientais e de construção civil na implementação do projecto ora mencionado. assim como outros dispositivos administrativos na área ambiental e de construção relacionados com a implementação do projecto acima referido. mais completo e integrado deste importante assunto no ordenamento jurídico moçambicano. programas e legislação. identificar. • Identificar instituições e actores envolvidos nas questões ambientais e de construção civil da prossecução do projecto e definir seus papéis nestas áreas. 3 . em termos gerais. identificar todos os intervenientes e seus respectivos papéis no processo de implementação do projecto. • Para cada política. tendo presente a finalidade de apresentar um conjunto de recomendações que possibilitem um tratamento melhor.Objectivo Geral Com o presente Trabalho pretende-se. legislação. Objectivos Específicos • Identificar as prioridades de desenvolvimento. iniciativas de políticas e legislação em vigor sobre os procedimentos ambientais existentes para implementação do projecto “Cidadela da Matola. jurídico-legal e institucional sobre o projecto “Cidadela da Matola”. estratégicas. Actividades e Metodologia • Identificar e catalogar políticas.

procurando tratar sumariamente o papel de cada uma. será feita uma identificação. e identificando. 4 . estratégias e programas públicos sobre a protecção do ambiente e construção civil. teremos o quinto capítulo com as conclusões e o sexto capítulo com as recomendações. indicar-se quais as principais entidades públicas com atribuições e competências quanto às questões ambientais e de construção civil. No quarto capítulo. seguidos dos objectivos. No final. No terceiro capítulo.Estrutura do trabalho O presente trabalho está estruturado em seis (6) capítulos conforme se segue: O primeiro capítulo apresenta-se uma contextualização do tema. tratamento e análise das principais leis e regulamentos com relevância para o tema. CAPÍTULO II: Políticas. procurando identificar em que medida estes instrumentos legislativos podem ser utilizados na implantação do projecto. Estratégias e planos sobre a área ambiental e de construção civil em Moçambique Passamos a enunciar algumas políticas. actividades e metodologia. estratégias e planos governamentais que poderão servir para nortear a definição do projecto “Cidadela da Matola”. sempre que necessário. evidenciando em que medida estes instrumentos de carácter político e programático tratam os diferentes aspectos relacionados com o tema. garantindo que este esteja devidamente alinhado com as principais linhas programáticas e estratégicas do Estado moçambicano. No segundo capítulo realizar-se-á uma indicação e breve análise das políticas.

considerando as suas condições específicas. no geral. conforme se pode ilustrar no desenrolar da mesma. que definiu os respectivos objectivos e funções. tem em vista. privilegiando a erradicação progressiva da pobreza e a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos bem como a redução dos danos sobre o ambiente. 2.º 5/95. através da compatibilização das políticas sectoriais e da coordenação das acções de planeamento nas várias escalas geográficas. A PNA é da responsabilidade fundamental do Governo. em particular. assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais”. e do Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA). para o melhoramento da qualidade de vida dos cidadãos. Política Nacional do Ordenamento do Território Foi recentemente aprovada a Política de Ordenamento do Território (POT). de 3 de Agosto. tendo presente o artigo 1 do Decreto Presidencial n. A PNA visa essencialmente a protecção do ambiente representando a base para um desenvolvimento sustentável do país.2. dentre muitos. Assegurar a integração de considerações ambientais na planificação socioeconómica.º 6/95. Em termos de finalidade desta política.º 18/2007. os seguintes aspectos: • • • Assegurar uma qualidade de vida adequada aos cidadãos.2. bem como potenciar a 5 . tendo como grande objectivo “assegurar um desenvolvimento sustentável do país.1. de 16 de Novembro. Política Nacional do Ambiente A Política Nacional do Ambiente (PNA) foi aprovada através da Resolução n. de modo que mantenham a sua capacidade funcional e produtiva para as gerações presentes e futuras. entre os diversos níveis da Administração Pública. Assegurar a gestão dos recursos naturais e do ambiente em geral. de 30 de Maio. através da Resolução n. através de um compromisso aceitável e realístico entre o progresso socioeconómico e a protecção do ambiente. que tem como objectivos gerais: “contribuir para uma gestão sustentável dos recursos naturais e humanos do país.

° 250/2005. através da sua Direcção Nacional de Águas. A competência pela implementação da POT cabe. sem descurar o papel que possuem outros órgãos neste domínio. ao MICOA. aprovado pelo Diploma Ministerial n.º 78/2001. e dos artigos 2 e 3 do Regulamento Interno da Direcção Nacional de Águas. principalmente ao nível local. A Política Nacional de Águas é da competência fundamental e imediata do Ministério das Obras Públicas e Habitação. segundo as alíneas a) e b) do artigo 6 do Estatuto Orgânico do MICOA. ° 217/98. traduzida na disponibilidade de água “em quantidade e qualidade adequadas para as gerações actuais e futuras. de 21 de Agosto.3.º 7/95. de 23 de Maio. nos termos conjugados do artigo 4 do respectivo Estatuto Orgânico.“integração dos instrumentos de ordenamento territorial na planificação económica e do desenvolvimento das unidades territoriais político-administrativas a todos os níveis. aprovado pelo Diploma Ministerial n. em primeira linha. que revogou igualmente a Resolução n. servindo para o desenvolvimento sustentável. Política Nacional de Águas A Política Nacional de Águas foi aprovada através da Resolução n. de 23 de Dezembro. 2. através da Direcção Nacional de Planeamento e Ordenamento Territorial.º 46/2007. com vista a permitir um melhor aproveitamento económico e social dos recursos. 6 . da sua relação com as infra-estruturas existentes ou a criar. de 29 de Dezembro. redução da pobreza e promoção do bem-estar e paz e onde se minimizem os efeitos negativos das cheias e secas”. em função da sua localização. da ocupação actual da terra e dos factores de ordem espacial e ambiental”. aprovado pelo Diploma Ministerial n. de 8 de Agosto. que tinha aprovado a Política antecessora (que vigorou de 1995 a 2007). A nova Política parte da definição de uma visão.

Em segunda linha. adequando-se perfeitamente ao contexto disperso em que as populações vivem”. aprovada pela Resolução n. petróleo. a jogar um papel importante no mercado mundial de combinações de energias primárias.2. “nomeadamente a energia solar por incidência directa. gás natural. atenda-se ao objectivo de aumentar a disponibilidade energética através das mais diversas fontes energéticas não renováveis – carvão vegetal. as mudanças climáticas. devido às imposições globais tais como: a segurança energética. foi aprovada a Política de Desenvolvimento de Energias Novas e Renováveis. se referiu ao facto de Moçambique ter assumido obrigações ao nível internacional sobre mudanças climáticas e redução das emissões de carbono.º 5/98. o Governo refere que “as energias novas e renováveis estão. as considerações do risco financeiro e de prioridades energéticas com impacto na redução das diferenças de acesso às energias modernas entre o meio rural e urbano”. cada vez mais. estas representam a solução economicamente mais viável no meio rural e m zonas remotas. em geral. “os desenvolvimentos do sector de energia terão de ser coerentes com as obrigações do País não só ao abrigo destes acordos internacionais. “esta Política insere-se no contexto das 7 .º 62/2009. de 14 de Outubro. daí que. de 3 de Março. saúde e segurança. Mais recentemente. segundo a referida Estratégia. por forma a satisfazer os níveis de consumo e as necessidades do desenvolvimento económico”. Política e Estratégia de Energia A Política Energética foi aprovada pela Resolução n. Quanto à Estratégia de Energia foi aprovada pela Resolução n. que inclui como objectivo: “assegurar o fornecimento fiável de energia. Na introdução deste Instrumento.4. carvão mineral. a Política Energética determinou que o Governo promoverá a sua utilização. ao mais baixo custo possível. veja-se que. no capítulo sobre ambiente.º 24/2000. mas também renováveis – é o caso da hidroelectricidade. a foto-voltaica e a eólica uma vez que. de 3 de Outubro. Naquilo que importa para o Tema. Em termos de políticas para as energias novas e renováveis. como também da necessidade que se assume a nível nacional de preservação do meio ambiente”. Mais.

Importa tomar em consideração. para efeitos do nosso Trabalho. incluindo as questões das mudanças climáticas”. Plano Quinquenal do Governo O Plano Quinquenal do Governo referente ao período de 2010-2015 foi aprovado pela Resolução n. de 13 de Abril. 2. através do uso racional dos recursos naturais. 8 .5. Os objectivos estratégicos do plano quinquenal resumem-se em: • • • Promover a qualidade ambiental. bem como políticas e estratégias de mitigação e adaptação as mudanças climáticas. Promover o planeamento e ordenamento territorial à escala nacional com ênfase nas cidades. o Plano Quinquenal faz uma alusão indirecta incluída na parte referente à promoção e atracção de investimento.º 4/2010. b) Área de Construção No que diz respeito à construção. com base numa planificação e controlo correcto das actividades humanas. vilas e zonas costeiras e assegurar que as prioridades ambientais sejam devidamente integradas nos programas de desenvolvimento. os seguintes temas: a) Área do Ambiente No que diz respeito à matéria do ambiente. Promover a educação ambiental e difundir a pertinência da preservação do ambiente junto das comunidades.políticas nacionais. este plano sustenta que o sucesso do combate à pobreza pressupõe que em todas as áreas de actividade seja tomada em conta a preservação do ambiente. regionais internacionais que tratam da utilização equitativa e sustentável de energia.

2. erosão. Entre os objectivos estratégicos para esta área.6. seja.Deste capítulo pode-se extrair a preocupação do Governo na continuidade das iniciativas de atracção de investimentos directo. competitivo e inovativo com um particular enfoque para o sector da construção. Programa Nacional de Gestão Ambiental O Programa Nacional de Gestão Ambiental (PNGA) foi aprovado em 1996. sendo um instrumento director para a gestão do ambiente em Moçambique. Conforme se pode ver. 9 . incluindo o estabelecimento de parques industriais em zonas com maior potencial para o seu rápido desenvolvimento. dinâmico. a criação do PNGA é antigo comparativamente a consciência e educação ambiental no país. nacional e estrangeiro com vista ao desenvolvimento do sector privado forte. ultimamente os problemas ambientais não se resumem a estes. o desenvolvimento social e económico e que coloca o Homem como epicentro do processo. desflorestamento entre outros. Elaborar um conceito global de sustentabilidade para uma melhor compreensão. Contudo. temos o de dotar o país de uma rede de infraestruturas que facilitem o estabelecimento de novos empreendimentos. Contribuir para erradicação progressiva da pobreza. entre outros. Promover a coordenação inter-sectorial. a longo prazo. também se pode encontrar aspectos actuais dentro do PNGA como é o caso de alguns dos seus objectivos fundamentais: • • • • • Definir as prioridades nacionais de acção ambiental. Integrar os aspectos ambientais no processo de desenvolvimento. é um programa que pretende tornar sustentável. vão mais longe. Este instrumento encontra-se desactualizado em alguns aspectos pois estão mais virados a poluição. bem como a recuperação e expansão de empreendimentos existentes. na forma de uso dos recursos naturais do País. daí o facto deste instrumento fazer uma abordagem superficial da problemática ambiental no país.

tendo o legislador optado por definir uma lista meramente exemplificativa de acções públicas a levar a cabo. Ora. alínea f). A implicação de tal construção é bastante relevante. para além de outros. “de defender e promover o ambiente”. que não tem qualquer correspondência no texto constitucional anterior. “o Estado promove iniciativas para garantir o equilíbrio ecológico e a conservação e preservação do ambiente visando a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”. referente ao direito ao ambiente. Constituição da República de Moçambique A Constituição da República de Moçambique.º 1 do artigo 90 determinou que “todo o cidadão tem o direito de viver num ambiente equilibrado e o dever de o defender”.CAPÍTULO III: Leis e Regulamentos da área ambiental e de construção civil 3. o legislador constitucional moçambicano reforçou significativamente a responsabilização do cidadão em relação ao ambiente. que consubstancia o dever do Estado em proteger o ambiente. nomeadamente: prevenir e controlar a poluição e a erosão. singular ou colectiva. integrar os objectivos 10 . Assim. esta constitui um importante instrumento de protecção do ambiente. o artigo 90. pública ou privada. contém uma alusão ao problema ambiental. à luz do n.º 2 do presente artigo. O n. aprovada em 2004. o dever essencial de todo e qualquer cidadão para com a comunidade. verifica-se uma consolidação das atribuições do Estado no domínio da protecção e conservação do ambiente. representa. Por seu turno. o qual consagrou. o que acontece desde logo com a integração do artigo 45. a cargo de toda e qualquer pessoa. juntamente com o artigo 117. tendo presente que o reconhecimento de um determinado valor como um direito fundamental pressupõe que a protecção do bem jurídico ambiente constitui pressuposto essencial para uma existência livre e condigna.º 1 do artigo 117.1. um dos dois pilares fundamentais do regime jurídicoconstitucional moçambicano de protecção do ambiente. De acordo com o n. Sendo a constituição a “Lei mãe “ no ordenamento jurídico moçambicano. Ao direito ao ambiente corresponde um dever de defender o ambiente.

assentando num conjunto de princípios fundamentais. Posto isto.2. Os artigos 107 e 108 são referentes à protecção do investimento nacional e estrangeiro. ao reforço da soberania do Estado e à consolidação da unidade nacional. Regulamento Geral de Edificações Urbanas O Regulamento Geral de Edificações Urbanas foi aprovado pelo Diploma Legislativo n. 3. no artigo 96. A Constituição determinou ainda. e promover o ordenamento do território com vista a uma correcta localização das actividades e a um desenvolvimento socioeconómico equilibrado. através da participação dos cidadãos. determina-se que a organização económica e social do Estado moçambicano visa a satisfação das necessidades essenciais da população e a promoção do bem-estar social.º 1976 de 10 de Março. nas restantes áreas dos conselhos ou circunscrições sujeitas a planos gerais de urbanização e nas zonas de interesse turístico legalmente definidas. subordinar-se-á as disposições do presente regulamento a execução de construções novas. bem como da utilização eficiente dos recursos humanos e materiais”. promover a integração dos valores do ambiente nas políticas e programas educacionais. Para além disso. das sedes das circunscrições e das sedes das povoações oficialmente classificadas.1. à melhoria das condições de vida do povo. que a “a política económica do Estado é dirigida à construção das bases fundamentais do desenvolvimento. o artigo 1 do presente Regulamento dispõe que nas áreas urbanas e suburbanas ou de expansão das sedes dos conselhos. igualmente previsto nos artigos 11 e 96.ambientais nas políticas sectoriais. Este Regulamento visa definir o ordenamento jurídico a que devem subordinarse as construções de forma a garantir e preservar as condições mínimas de segurança. da estabilidade ecológica e dos direitos das gerações vindouras. salubridade. o Legislador Fundamental fez uma clara opção pelo princípio do desenvolvimento sustentável.2. no artigo seguinte. modificações. entre os quais se destaca a valorização do trabalho. conforto e estética das edificações urbanas. 11 . garantir o aproveitamento racional dos recursos naturais com salvaguarda da sua capacidade de renovação. respectivamente. as forças do mercado e iniciativa dos agentes económicos. Assim. Legislação sobre a actividade de Construção 3.

ficando a elaboração dos projectos de estruturas de grande importância técnica ou económica atribuída aos engenheiros civis. particularmente das destinadas a edifícios e obras análogas. sustenta que o presente Regulamento contêm regras gerais aplicáveis a todas as construções de betão armado. conforme estipula o parágrafo 3 do artigo acima citado ao determinar que “ os actos administrativos e os administradores de circunscrição fiscalizarão no acto de aprovação dos projectos bem como na fase de sua execução o cumprimento das disposições regulamentares a que devem subordinar-se sem necessidade de interferirem nos cálculos e na realização das obras e trabalhos que são da exclusiva responsabilidade dos técnicos que elaboram esses projectos e dirigem a sua construção. estes não tem poder de interferirem na realização das obras.3. Apesar da competência que cabe ao corpo administrativo ou dos administradores. 3.º 47 723 que revogou o Decreto n.º 25 948 de 16 de Outubro de 1935. O presente Regulamento. consolidações. Ainda nos termos do mesmo artigo. o artigo 3 acrescenta que as obras referidas no artigo 1 não podem ser realizadas sem prévia licença dos corpos administrativo ou dos administradores da circunscrição. alterações. Regulamento de Estruturas de Betão Armado O Regulamento de Estrutura de Betão Armado foi aprovado pelo Decreto n.2. bem como a realização dos trabalhos que impliquem alteração da topografia do local. destinadas apenas às estruturas de edifício. e regras especiais. estabelece as regras a observar no projecto e na execução das estruturas de betão armado em geral e. Por sua vez o artigo 2 menciona que os projectos das obras de betão armado devem ser elaborados por engenheiros civis ou por agentes técnicos de engenharia civil e minas. conservações e demolições. Por sua vez. 12 . nos termos do seu artigo 1. consoante tais obras e trabalhos devem ser executados na área do Conselho ou da circunscrição.ampliações.

cabe a entidade oficial de acordo com o critério geral estabelecido no presente artigo. isto nos termos do artigo 6 do presente diploma. o artigo 4 diz que nenhuma obra de betão armado poderá ser executada sem que o respectivo projecto seja aprovado pelas entidades competentes do Estado ou dos corpos administrativos. reconstrução.Quanto a competência para aprovação do uso de betão em projectos. 3. a entidade oficial a quem caiba conceder licença para obra ou nela superintenda definir. objectivo e funções encontram-se baixo conforme veremos.3.º 2/2004. qual a formação mínima a exigir ao técnico que a vai dirigir. de 31 de Março o Regime de Licenciamento de Obras Particulares. Compete deste modo. Importa antes definir o conceito de obra particular nos termos do n°1 do artigo 1. ampliação.º 1 sustenta que estão sujeitas a licenciamento as obras particulares seguintes: a) de construção. b) e que impliquem alteração da topografia dos terrenos. O artigo 2 com a epígrafe de objecto. a qualificação a exigir ao autor do projecto. seja. 13 . Por sua vez. na parte em que for empregue o material (betão) serão dirigidas tecnicamente por engenheiros civis. cujo objecto. Em caso de a obra ser parcial ou totalmente feita de betão armado. alteração e demolição de edifícios. estas terão o mesmo tratamento exposto no artigo 2 deste Regulamento. são todas aquelas em que seus respectivos proprietários são pessoas diferentes dos órgãos da administração directa ou indirecta do Estado e das autarquias locais. Regime de Licenciamento de Obras Particulares Foi aprovado pelo Decreto n. em função da importância desta. Os objectivos deste diploma nos termos do artigo 3 são os seguintes: a) Assegurar a integração das edificações nas exigências dos planos de ordenamento que regulam as suas zonas de implementação.3. no seu n. por agentes técnicos de engenharia civil e minas ou por outros técnicos de formação adequada.

Após a verificação a autoridade licenciadora deverá decidir sobre o projecto no prazo máximo de sessenta dias a contar da data da recepção do requerimento. A competência de licenciamento pelas administrações de distrito não inclui as áreas de jurisdição das autarquias locais. 2. Sem prejuízo do que dispõe a legislação ambiental. saneamento e outros. a sua apreciação pela autoridade licenciadora deverá incidir sobre a verificação da sua conformidade com as imposições do plano. No artigo 5 estão previstas as entidades com competência para licenciar e prevê o seguinte: 1. Art. d) Promover a qualidade das obras mediante a responsabilização dos profissionais envolvidos na sua concepção e execução. ouvido o Ministro que superintende a actividade. comerciais e de turismo fora da área de jurisdição das autarquias locais é da responsabilidade das administrações de distrito. bem como das demais exigências a que devem obedecer as obras particulares (Cfr. 7). O artigo 17 sustenta que o projecto de arquitectura pode ser delegado com base em qualquer dos seguintes fundamentos: • Desconformidade com o plano de pormenor ou com os instrumentos de planeamento territorial. Importa referir que à luz do que acontece com outras legislações. referidas neste diploma como autoridades licenciadas. 14 . c) Verificar a observância dos regulamentos e posturas sobre a construção.b) Adequar as edificações aos condicionamentos impostos para o bom funcionamento das infra-estruturas de abastecimento de água. o licenciamento das obras particulares é da competência das autarquias locais ou das administrações de distrito. Tratando-se o projecto em causa de arquitectura. 3. o direito à informação está patente neste diploma de onde sustenta que qualquer interessado tem o direito de ser informado pela autoridade licenciadora sobre os instrumentos de planeamento em vigor para determinada área. válidos nos termos da lei. Salvo disposição em contrário. bem como sobre os aspectos exteriores dos edifícios e sua inserção no ambiente urbano e na paisagem. o licenciamento de grandes edificações industriais.

o pedido de aprovação do projecto pode ser diferido nos termos seguintes: • Na ausência de arruamentos e de proposta eficaz e de construção de infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento. comprovadamente. Nos termos da presente resolução os projectos tem determinada classificação. Ainda nos termos do n. • Se a pretensão constituir. nomeadamente com a classificação central de produtos das Nações Unidas e a classificação das construções Eurosat. a estética das povoações ou a beleza das paisagens. Classificação das Construções de Moçambique A Classificação das Construções de Moçambique foi aprovada pela Resolução n. aplicação nos recenseamentos da habitação e outras obras de construção de engenharia civil. volumetria das edificações e outras prescrições expressamente previstas em regulamento. designadamente desconformidade com as cárceas dominantes. 3. Trabalhos susceptíveis de manifestamente afectarem o ambiente.• • Desrespeito por normas legais e regulamentares aplicáveis aos projectos.4.º 1/2004. de 18 de Agosto. 15 . tendo como objectivos primordiais entre outros a organização de forma coordenada dos inquéritos correntes às licenças de construção.º 2 deste artigo. obras construídas e outras estatísticas da construção. • Existência de declaração de utilidade pública para efeitos de expropriação que abranja a área a licenciar.3. o projecto em questão classifica-se em edifícios residenciais designados àqueles em que pelo menos metade da área útil é utilizada para a habitação. A classificação das construções pretende criar um quadro de principais obras de construção. integradas e harmonizadas com as classificações internacionais. uma sobrecarga incompatível com as infraestruturas.

O presente Regulamento nos termos do artigo 2 aplica-se aos edifícios públicos em construção.Identificar os diferentes fins da construção e determinar a sua importância relativa e específica em termos da área útil total. Vezes sem conta tem sido comum presenciar-se cenas por vezes constrangedoras por parte de pessoas portadoras de deficiência.Seguidamente. 3.º 53/2008 de 30 de Dezembro que visa as pessoas portadoras de deficiência física ou mobilidade condicionada o gozo com segurança e autonomia dos serviços e lugares públicos destinados a uma pessoa normal. começando do nível mais agregado (secção) até o nível mais elementar (subclasse). etc.5 Regulamento de Construção e Manutenção dos Dispositivos Técnicos de Acessibilidade. isto porque de certa maneira pretende tornar inclusivas todas as pessoas portadoras de deficiência. o projecto em questão por ser multifuncional (habitacional. sendo determinada do seguinte modo: .) deverá ser atribuída a uma classificação que corresponda a sua utilização principal.Assim. à construção é classificada de acordo com o método de cima para baixo. Este instrumento considera-se de bastante importância no seio da construção civil. ao proporciona-las acesso condigno aos diversos locais da sociedade. de remodelação ou ampliação de instalações. determina-se em primeiro a secção mais importante e a partir da secção determina-se a divisão. Circulação e Utilização dos Sistemas de Serviços e Lugares Públicos a Pessoa Portadora de Deficiência Física ou de Mobilidade Condicionada Este Regulamento foi aprovado através do Decreto n. 16 . pelo facto de algumas instituições não estarem preparadas a responder suas necessidades. edifícios. aos projectos de novas construções. comercial. . estabelecimentos ou outros lugares públicos. isto é. aos projectos aprovados cujas obras de construção ainda não iniciaram.3. as construções são caracterizadas de acordo com a sua utilização específica.

estão sujeitas ao licenciamento simplificado as actividades económicas integrantes entre outras na área de Construção que nos termos do artigo seguinte são isentas do estudo do impacto ambiental. não acarretem impactos significativos para o ambiente. O presente Diploma chama atenção a necessidade de se proporcionar desde passagens de peões.º 2/2008. Regime de Licenciamento Simplificado das Actividades Económicas O regime de licenciamento simplificado das actividades económicas que. rampas. segurança e economia no geral.00 meticais nas outras povoações ou localidades. estabelecimento e equipamento ou espaços de utilização pública como por exemplo os centros de convívios entre outros.00 meticais na cidade de Maputo e nas cidades capitais de província.Importa ainda acrescentar que pelo facto do projecto “Cidadela Matola” ser de âmbito multifuncional. 3. foi aprovado pelo Decreto n. saúde pública. este diploma aplica-se também aos projectos de edifícios. Considera-se licenciamento simplificado a emissão presencial de uma licença para o exercício de actividade económica nos balcões de atendimento único.6. o artigo 5 chama atenção para as sanções aplicadas a construção de edifícios ou outras instalações de sistemas de serviços públicos sem os dispositivos técnicos previstos no presente regulamento sendo punidos da seguinte maneira: a) Com multa de 8 000. escadas e outros meios necessários que facilitem a deslocação de pessoas portadoras de deficiência nos projectos de construção. onde existam. nas administrações distritais e nos conselhos municipais. obedecendo as regras impostas para cada uma destas estruturas.3. Por sua vez. pela sua natureza. b) Com multa de 2 000. de 12 de Março. Nos termos do artigo 3.00 a 20 000. 17 .

18 .2. saneamento e energia) 3. a conservação e protecção do meio ambiente. A presente Lei tem como objectivos definir em relação à energia eléctrica: (1) a definição da política geral da organização do sector e gestão do fornecimento da energia eléctrica.1. estaleiros de materiais de construção de pequena dimensão. onde se encontra a construção. transporte. nomeadamente: a) actividade imobiliária. Em matéria do ambiente. Por último. o artigo 6 menciona que o decreto se aplica às actividades económicas que se encontram no anexo 2 do presente diploma.º 21/97. 3. bem como a sua importação e exportação para ou do território nacional e o regime de concessão de tais actividades. (2) a definição do regime jurídico geral das actividades de produção. garantindo o equilíbrio ecológico. nos termos do artigo 5. para verificação do cumprimento da legislação geral e específica da actividade licenciada. pontes.Os agentes económicos licenciados nos termos deste decreto. estão sujeitas a uma verificação à posteriori pelas entidades de fiscalização competentes. distribuição e comercialização da energia eléctrica no território da República de Moçambique. de 1 de Outubro aprova a Lei da Energia Eléctrica criada em assumpção que o desenvolvimento económico do país depende da existência e disponibilidade da energia eléctrica tendo para além do Estado. o sector privado um importante papel no desenvolvimento da rede eléctrica nacional. a alínea d) do artigo 5 sustenta que a política geral da organização do sector e gestão do fornecimento da energia eléctrica visa desenvolver a capacidade energética nacional e a rede de energia eléctrica de forma a impulsionar o desenvolvimento económico e social e assegurar o fornecimento da energia eléctrica para as necessidades dos consumidores. obras hidráulicas. Lei de Energia Eléctrica e seus regulamentos A Lei n. b) consultoria de construção civil. Legislação referente aos projectos complementares (Águas.2.

19 . transporte e distribuição e comercialização de energia eléctrica. manutenção e operação de instalações de produção.2. operação e desenvolvimento global da Rede Nacional de Transporte de Energia Eléctrica.No artigo 31 faz outra alusão à componente ambiental ao salientar que no estabelecimento de instalações eléctricas deve-se escolher a implantação mais conveniente tendo em conta as preocupações ambientais e paisagísticas e os sistemas ecológicos atravessados. Regulamento de Normas Referentes à Rede Nacional de Energia Eléctrica O Regulamento que Estabelece Normas Referentes à Rede Nacional de Energia Eléctrica. 3. O n. posse. um contrato de ligação com cada concessionário de produção e distribuição e qualquer consumidor que se quiser ligar ao seu sistema de transporte. bem assim as normas e os procedimentos relativos à gestão.º 1 do artigo 13 sustenta que o concessionário de transporte celebrará com conhecimento do Gestor da Rede Nacional de Transporte de Energia Eléctrica. tendo como objecto a definição de normas referentes a planificação. prejudicar outras linhas de energia ou de telecomunicações ou causar danos as canalizações de água. de 29 de Novembro. No âmbito da construção o mesmo artigo sustenta que as instalações eléctricas devem ser estabelecidas de modo a eliminar todo o perigo possível para as pessoas e acautelar danos aos bens materiais não devendo perturbar a livre e regular circulação nas vias públicas ou particulares.2. efectuar um depósito quando solicitado pelo concessionário entre outros.º 42/2005. financiamento e construção. Para o presente Trabalho importa a parte relacionada com a distribuição da energia eléctrica em que o pedido de ligação deve ser dirigido ao concessionário de distribuição mediante o pagamento de um custo aplicável do estabelecimento de ligação. nem afectar a sua segurança. foi aprovado pelo Decreto n. assegurar que o concessionário tenha acesso livre e seguro ao local.

nos termos do artigo 2. de 22 de Outubro. a construção dos edifícios destinados à produção de energia eléctrica ou a outra aplicação. Segundo o n. O capítulo IX trata sobre os contadores e outros instrumentos para medidas eléctricas. “fixar as normas a seguir nas concessões de licenças para o estabelecimento e exploração de instalações destinadas à produção. Importa atender ao facto de o projecto da Cidadela da Matola dever ser categorizado à luz deste artigo. para o disposto no artigo 44. Chamamos a atenção. é obrigatório o uso de contadores de qualquer 20 . bem como em todas as instalações de qualquer categoria em que se utilize a energia eléctrica. o processo de licenciamento para a exploração ou utilização das instalações eléctricas encontra-se definido no capítulo IV. nos termos dos artigos seguintes. em especial. O processo de licenciamento para o estabelecimento das instalações eléctricas encontra-se regulado no capítulo III. por compra ou venda.º 1 do artigo 63. o que terá implicações para efeitos da eventualidade da necessidade de obtenção de uma licença de estabelecimento. “em todas as estações ou oficinas de produção e energia eléctrica para o consumo público ou particular. segundo o qual “Todas as obras deverão ser construídas com materiais de boa qualidade e executadas segundo as regras de arte. bem como de exploração ou utilização. compreendendo os artigos 10 e seguintes. Importa atender ao artigo 3. transformação.2. distribuição e utilização de energia eléctrica para qualquer fim ou serviço”. O capítulo VII versa sobre as condições a que devem satisfazer o estabelecimento das instalações eléctricas e obrigações eléctricas e obrigações dos concessionários ou proprietários. por parte do Ministério da Energia. bem como à fiscalização dos mesmos. ficarão sujeitas aos preceitos estabelecidos na legislação vigente relativa às construções civis”. que estabelece 10 categorias diferentes de instalações eléctricas. transporte.3 Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas O Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas foi aprovado pelo Decreto n. Por seu turno.º 48/2007. tendo como objecto.3. integrando os artigos 30 e seguintes.

salvo no caso em que o consumo se faça por avença”. b) Acumular resíduos sólidos. Lei de Água A Lei n. a finalidade central da Lei de Águas. dejectos ou outras substâncias nas águas do domínio público fica dependente de autorização especial a conceder pelas administrações regionais de águas e do pagamento de uma taxa”. Não obstante este instrumento legal ser anterior à Lei do Ambiente e a toda a legislação ambiental subsequente. constituem actividades Interditas: a) Efectuar directa ou indirectamente despejos que contaminem as áreas. Assim. conforme veremos abaixo.º 16/91. 21 . encontramos diversos artigos que permanecem actuais e podem constituir referência para o enquadramento da questão ambiental. desperdícios ou quaisquer substancias que contaminem ou criem perigo de contaminação das águas. de 3 de Agosto. Para que o uso da água pelos múltiplos interessados não prejudique as necessidades de alguns. 3. tem já cerca de quase duas décadas de vigência. nas zonas de protecção estabelecidas nos planos de ordenamento de águas. torna-se indispensável criar mecanismos conducentes à sua distribuição ou fornecimento na medida das necessidades de cada um. d) Exercer. A água é utilizada para diversos fins consoante as necessidades e as quantidades que cada utente entender. “toda a actividade susceptível de provocar a contaminação ou degradação do domínio público hídrico e em particular o despejo de águas residuais.dos tipos ou padrões que tenham obtido aprovação do Ministério da Energia. segundo o artigo 53. quaisquer actividades que envolvam ou possam envolver perigo de contaminação ou degradação do domínio público hídrico. vulgarmente conhecida como Lei de Águas. Por sua vez. segundo o n.4. Segundo o respectivo Preâmbulo.2. c) Actuar sobre o meio físico ou biológico afecto à água de modo a degradá-lo ou criar perigo da sua degradação.º 1 do artigo 54. está patente nos seguintes termos: “a importância dos recursos hídricos em todos os sectores da vida tem originado um aumento cada vez maior de necessidades da sua utilização”.

nos termos do respectivo n.º 2. “quando o talhão se considerar como não servido por colector público e não se fizer a sua utilização. a salubridade e o conforto nos edifícios. o objecto do presente Diploma é a definir as condições técnicas a que deve obedecer a distribuição predial de água de modo a ser assegurado o seu bom fornecimento. de acordo com o artigo 61. assegurar que os esgotos domésticos sejam conduzidos a instalações que garantam a depuração para cada caso exigível de acordo com as condições de eliminação final do efluente”. segundo o qual. e servir de critério de licenciamento pela entidade licenciadora. possam afectar o bom funcionamento da rede pública de saneamento ou das instalações de depuração”. os sistemas prediais alimentados pela rede pública devem ser independentes de quaisquer sistemas de distribuição de água com outra origem. Nos termos do artigo 6. “Os proprietários dos edifícios existentes ou a construírem talhões servidos por colector público de esgotos domésticos são obrigados a ligar as suas instalações sanitárias aos referidos colectores e a assegurar. 22 . Este regulamento aplica-se aos novos sistemas prediais de distribuição de água e á remodelação e ampliação de sistemas existentes. de 15 de Julho. “As águas residuais não poderão ser evacuadas sem tratamento prévio quando. que versa sobre a obrigação de saneamento.2. preservando-se a segurança. Para o n. Assim. por esse processo.º 1.Importa igualmente atender ao disposto no artigo 60. o escoamento das águas pluviais que não possam ser infiltradas sem inconveniente”. nomeadamente poços e furos. Finalmente.5 Regulamento dos Sistemas Prediais da Distribuição da Água e Drenagem das Águas Residuais O Regulamento dos Sistemas Prediais da Distribuição da Água e Drenagem das águas residuais foi aprovado pelo Decreto n. no estado bruto. que revogou os regulamentos existentes de 1943 e 1946 por se encontrarem desactualizados e desajustados para o contexto moçambicano. ° 15/2004. caberá aos proprietários das edificações existentes ou a construir. 3.

de 1 de Outubro. impedindo a contaminação. com vista à materialização de um sistema de desenvolvimento sustentável no País”.º 1 do artigo 9 sustenta que “não é permitida. Lei n. o deflorestamento ou qualquer outra forma de degradação do ambiente. dirigida à definição das “bases legais para uma utilização e gestão correctas do ambiente e seus componentes. o legislador determinou no artigo 10 que não é permitida a ligação entre a rede predial de distribuição de água e as redes prediais de drenagem de águas residuais.º 20/97. a desertificação. Estes limites são denominados. sendo definidos como níveis admissíveis de concentração de poluentes prescritos por lei para os componentes ambientais com vista a adequá-los a determinado fim. o depósito no solo e no subsolo. Lei de Ambiente Quanto à legislação ambiental ordinária em vigor no País. 3. em primeiro lugar. de padrões de qualidade ambiental. 23 . O n.3. refira-se. Compete ao Governo fixálos. assim como a prática de actividades que acelerem a erosão. quanto à poluição.1. Art. é obrigatória a existência de sistemas de combate a incêndios nos edifícios a construir. no território nacional. Atendendo que os projectos modernos têm em conta a segurança de seus utentes. quer por aspiração de água residual em caso de depressão. de modo a assegurar uma utilização sustentável dos recursos do país. remodelar ou ampliar de acordo com o disposto nos regulamentos de segurança contra incêndios aplicáveis (cf. à Lei do Ambiente. a produção. quer por contacto.Como uma maneira de assegurar a saúde dos utentes das benfeitorias. de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras.15).3. fora dos limites legalmente estabelecidos”. o lançamento para a água ou para a atmosfera. O n° 2 do mesmo artigo salienta que o fornecimento de água potável aos aparelhos sanitários deve ser efectuado sem pôr em risco a sua potabilidade. Ambiente 3.

º 2 acrescenta que a emissão da licença ambiental é baseada numa avaliação de impacto ambiental da proposta de actividade e precede a emissão de quaisquer outras licenças legalmente exigidas para cada caso. de 29 de Setembro. localização ou dimensão.Com vista a acautelar estas situações. diz-nos que esta tem por base um estudo de impacto ambiental (EIA) a ser realizado por entidades credenciadas do Governo. são feitos de acordo com o regime a estabelecer pelo Governo. conforme veremos abaixo. são indicados em legislação específica. de 4 de Novembro. Já o artigo 16 com epígrafe de “avaliação do impacto ambiental”. para o caso de implementação de actividades que. O artigo 15 da presente Lei. O seu n. O n. possam vir a causar impactos ambientais significativos. 24 .3.º 45/2004. Nos termos do artigo 1 entende-se por avaliação do impacto ambiental como sendo um instrumento de gestão ambiental preventiva que consiste na identificação e análise prévia. o legislador foi mais longe na materialização de prevenção de danos ambientais. pela sua grandeza.º 2 do mesmo artigo acrescenta que os moldes da avaliação do impacto ambiental para cada caso. localização ou natureza. qualitativa e quantitativa. assim como as demais formalidades. no contexto do princípio do desenvolvimento sustentável no país. por regulamento específico. sejam susceptíveis de provocar impactos significativos sobre o ambiente.º 42/2008.º 1. 3. sustenta que o licenciamento e o registo das actividades que pela sua natureza.2 Regulamento sobre o Processo da Avaliação do Impacto Ambiental (RAIA) O Regulamento sobre o Processo de Avaliação do Impacto Ambiental foi aprovado pelo Decreto n. tendo sido objecto de alterações pontuais introduzidas pelo Decreto n. dos efeitos ambientais benéficos e perniciosos de uma actividade proposta. neste caso o Regulamento sobre o Processo da Avaliação do Impacto Ambiental. no seu n.

com vista a dar início ao processo de AIA. a nível local. estão sujeitas a Estudo de Impacto Ambiental (EIA). ou das actividades de categoria C. a seguinte documentação: a) Memória descritiva da actividade. os proponentes deverão apresentar ao MICOA. vi. e que implicam apenas Estudo Ambiental Simplificado (EAS). iii. ii. o processo de avaliação do impacto ambiental encontra-se estruturado em seis fases fundamentais: i. d) Enquadramento legal da actividade. Salientar que as actividades de categoria A. pesquisa e produção de petróleo. Contudo. b) Descrição da actividade. 25 . susceptíveis de causar impactos de média dimensão. e) Breve informação biofísica e socioeconómica da área. como tal. gás e indústria extractiva de recursos minerais sendo estes regidos por regulamentação específicas. ou à respectiva Direcção Provincial de Coordenação da Acção Ambiental. v. A instrução do processo junto do MICOA. nos termos do artigo 2. basta-lhes simplesmente a observância das normas constantes de directivas ambientais de boa gestão ambiental. a nível central. aquelas que acarretam grandes impactos ambientais. diferentemente das actividades de categoria B. A revisão técnica do estudo de impacto ambiental. segundo o artigo 6 da RAIA. iv. A participação pública (incluindo a consulta e a audiência pública). excluem-se do presente diploma as actividades de prospecção. A elaboração do estudo de impacto ambiental. que causam impactos ambientais diminutos e.As disposições contidas neste diploma aplicam-se a todas as actividades públicas ou privadas que directa ou indirectamente possam influir nas componentes ambientais. Note-se que. A pré-avaliação da actividade. Nos termos do RAIA. c) Justificativa da actividade. A decisão sobre a viabilidade ambiental.

h) Informação sobre as etapas de realização da AIA nomeadamente da elaboração e submissão dos TdR. No que tange a qualidade do ar. o Regulamento sobre Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes visa assegurar o controlo e fiscalização efectivos sobre a qualidade do ambiente e dos recursos naturais do país. de 2 de Junho. Nos termos do artigo 2. águas ou outros líquidos tratados ou não que vão para um reservatório. planta de tratamento ou outro lugar qualquer. EPDA. i) Ficha de Informação Ambiental Preliminar disponível na DNAIA e nas DPCA’s devidamente preenchida conforme o Anexo IV.3. o seu número propõe que a realização do AIA é uma obrigação da inteira responsabilidade do proponente da actividade. enquanto “certificado confirmativo da viabilidade ambiental de uma actividade proposta emitido pelo Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental. Artigo 7). o objecto deste Regulamento é o estabelecimento dos padrões de qualidade ambiental e de emissão de efluentes. visando o controlo de níveis admissíveis de concentração de poluentes nos componentes ambientais. água e solos. os parâmetros fundamentais que o devem caracterizar para que este mantenha a sua capacidade de auto-depuração e não tenha impacto negativo significativo para a saúde pública e no equilíbrio ecológico são estabelecidos no Anexo I (cfr. 3. Regulamento sobre Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes Aprovado pelo Decreto n. através dos órgãos competentes para o efeito” Nos termos do artigo 12. 26 . e EAS.3. designadamente no ar.f) Uso actual da terra na área da actividade. O processo de avaliação do impacto ambiental culmina na emissão de uma licença ambiental. g) Informação sobre o ambiente da área de implementação da actividade. EIA. Entende-se por efluentes nos termos do presente Regulamento as águas residuais. bacia.º 18/2004.

Quanto às competências em matéria de controlo da qualidade ambiental cabe ao Ministério para Coordenação da Acção Ambiental fiscalizar o cumprimento das disposições constantes no presente regulamento. o depósito no solo e no subsolo. água para fins agro-pecuários. quer este seja comum ou privado. 27 .º 13/2006. • Cadastrar entidades públicas ou privadas que manuseiam resíduos perigosos. águas para fins de piscicultura. serão aferidos em função da sua categoria (água para fins de consumo humano. Regulamento de Gestão de Resíduos O Regulamento de Gestão de Resíduos foi aprovado pelo Decreto n. de 15 de Junho.3. nos termos do artigo 11. com vista a prevenir ou minimizar os seus impactos negativos sobre a saúde e o ambiente. No que diz respeito a competências em matéria de gestão de resíduos perigosos. nos termos do artigo 4 compete ao MICOA: • Emitir e divulgar regras de cumprimento obrigatório sobre os procedimentos a observar no âmbito da gestão de resíduos perigosos. o lançamento para água ou para atmosfera. 3. águas para fins recreativos e águas para fins de processamento de alimentos) tendo em consideração o objectivo último do seu uso. • Realizar o licenciamento ambiental das instalações ou locais de armazenagem e/ou eliminação de resíduos perigosos.4. assim como a prática de actividades poluidoras que aceleram a degradação do ambiente. nos termos do artigo 2. de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras. os parâmetros para definir a qualidade das águas de domínio público. consiste no estabelecimento de regras relativas a produção.Por sua vez. O objecto deste diploma. tendo surgido da necessidade de definir os meios sobre o processo da gestão de resíduos no território nacional.

que olha para o território como um todo (a componente terra. pois trata-se de um instrumento abrangente. através dos instrumentos de ordenamento territorial. flexível e participativo na busca do equilíbrio entre o homem. em conformidade com os princípios. a Política do Ordenamento Territorial”. o meio físico e os recursos naturais. Lei do Ordenamento do Território e respectivo Regulamento A Lei do Ordenamento do Território (Lei n. o mesmo artigo sustenta que o MICOA deve entre outros: • Emitir e divulgar regras de cumprimento obrigatório sobre os procedimentos a observar no âmbito da gestão de resíduos. por um lado. • Aprovar os processos para remoção. a LOT foi sem dúvida uma vitória por parte do ordenamento jurídico moçambicano. o homem entre outros). Importa antes referir que depois do marco na aprovação da Lei de Terras. 28 . como “conjunto de princípios.4. Terras e ordenamento do território 3. • Licenciar estabelecimentos que se dedicam á gestão de resíduos perigosos ou tóxicos. Entende-se por ordenamento do território. por outro. directivas e regras que visam garantir a organização do espaço nacional através de um processo dinâmico. conforme veremos na sua definição abaixo. recursos naturais.4. objectivos e direitos dos cidadãos consagrados na Constituição da República”. tratamento e depósito de resíduos sólidos. com vista à promoção do desenvolvimento sustentável”. a criação de um “quadro jurídico-legal do ordenamento do território.Quanto a gestão de resíduos não perigosos. 3.º 19/2007. a materialização.1. incluindo os dos hospitais e os tóxicos. E. de 18 de Julho) tem por objecto. contínuo.

entre outros. ° 1 do artigo 5.º 23/2008. ° 2 do referido artigo. dos recursos hídricos. compatibilizando as necessidades imediatas das pessoas e das comunidades locais com os objectivos de salvaguarda do ambiente”. para o nível autárquico constituem instrumentos de ordenamento do território os seguintes: 29 . O Regulamento da Lei do Ordenamento do Território (RLOT) foi aprovado pelo Decreto n. que estabelece as medidas e procedimentos regulamentares que assegurem a ocupação e utilização racional e sustentável dos recursos naturais. Para o presente projecto importa chamar atenção para o ordenamento do território ao nível autárquico (neste caso a autarquia da Matola onde está implantado o projecto) e que se compadece em grande medida com ele. Em termos específicos. como é o caso da área de construção. “preservar o equilíbrio ecológico da qualidade e da fertilidade dos solos. O ordenamento do território não se cinge simplesmente na protecção do ambiente. a defesa dos ecossistemas e dos habitats frágeis. por um lado. “o ordenamento do território visa assegurar a organização do espaço nacional e a utilização sustentável dos seus recursos naturais. Nos termos do artigo 37 do RLOT. 43 e 44 do RLOT. por outro. “optimizar a gestão dos recursos naturais para que o seu uso e aproveitamento bem como a defesa e a protecção do meio ambiente. a nível autárquico. das zonas ribeirinhas e da orla marítima. segundo o n. das infra-estruturas. pretende-se com o ordenamento do território. à promoção da qualidade de vida das pessoas. à protecção e conservação do meio ambiente”. de 1 de Julho. se processe com a estrita observância da lei. podendo ir mais longe. a valorização de diversos potenciais de cada região. são estabelecidos programas. de acordo com as leis vigentes. culturais e materiais favoráveis ao desenvolvimento social e económico do país. da pureza do ar. dos sistemas urbanos e a promoção da coesão nacional e segurança das populações.Segundo o n. das florestas. observando as condições legais. e. administrativas. Assim nos termos do artigo 42. planos e projectos de desenvolvimento e regime de uso de solo urbano.

o uso e aproveitamento da terra é direito de todo povo moçambicano. Esta lei que visa incentivar o uso e 30 . foi aprovada a Lei n. com especial atenção às zonas de ocupação espontânea como base sócio-espacial para elaboração do plano. o traçado das vias de circulação. os parâmetros e as normas para sua utilização. os equipamentos sociais. sendo este um marco importante para a sociedade moçambicana e principalmente as comunidades locais.• Planos de estrutura urbana que estabelecem a organização especial da totalidade do território do município ou povoação. • Planos gerais e parciais de urbanização que estabelecem a estrutura e qualificam o solo urbano. 3. energia e saneamento. Para a materialização deste direito constitucionalmente consagrado.4.3.º 19/97 de 1 de Outubro mais conhecida como Lei de Terras. as infra-estruturas e os equipamentos sociais existentes e a implantar e a sua integração na estrutura espacial regional. estabelecendo a concepção do espaço urbano. tendo em conta a ocupação actual. • Planos de pormenor que definem com pormenor a tipologia de ocupação de qualquer área específica do centro urbano. definem as redes de transporte e comunicações. tendo em consideração o equilíbrio entre os diversos usos e funções urbanas. na medida em que legitima-as para que tenham poder bastante em caso de qualquer ameaça. dispondo sobre usos do solo e condições gerais de edificações. caracterizando as fachadas dos edifícios e arranjos dos espaços livres. as características das redes de infra-estruturas e serviços. quer para novas áreas ou para áreas existentes. Lei da Terra A Constituição da República de Moçambique sustenta que como meio universal de criação da riqueza e do bem-estar social.

zonas de protecção parcial. vilas e dos assentamentos humanos ou aglomerados populacionais. Nos termos do artigo 1 do presente Regulamento. plano geral e parcial de urbanização e planos de pormenor.4. tem a mesma classificação à luz do que acontece nos planos do ordenamento do território a nível autárquico.º 60/2006. de 26 de Dezembro. vilas e das povoações legalmente instituídas.4 Regulamento do Solo Urbano O Regulamento do Solo Urbano (RSU) foi aprovado pelo Decreto n. entende-se por solo urbano toda área compreendida dentro do perímetro dos municípios. nas quais não é possível a atribuição de direitos de uso e aproveitamento da terra. enquanto áreas de domínio público. 31 . estabelecidos com base nos princípios e nas directivas do ordenamento do território. Esta Lei importa para o presente Estudo na medida em que prevê. planos de estrutura urbana. O artigo 4 por sua vez aborda acerca dos planos de ordenamento. 3. mas tão-somente a emissão de licenças especiais para a prática de actividades determinadas. seja. sendo estes documentos estratégicos informativos e ou normativos que têm como objectivo essencial a produção de espaços ou parcelas territoriais socialmente úteis. tendo surgido da necessidade de regulamentar a Lei de Terras na parte respeitante ao regime de uso e aproveitamento da terra nas áreas de cidades e vilas. no artigo 8. Estes planos de ordenamento das cidades.aproveitamento da terra de modo a que esse recurso seja valorizado e contribua para o desenvolvimento da economia nacional.

Nos termos do artigo 1 deste diploma. as seguintes: 1. Nos termos do artigo 3. desenvolvendo iniciativas para reduzir os custos da construção e melhorar a qualidade das obras.º 8/95. o Ministério das Obras Públicas e Habitação é o Órgão Central do Aparelho do estado. garantindo a eficácia dos investimentos e assegurando a sua qualidade. nomeadamente vias de comunicação. edifícios públicos e outras. indústria da construção e recursos hídricos. habitação. é chamado à colação devido ao seu papel no domínio da construção. obras hidráulicas. de 23 de Dezembro. Ministério das Obras Públicas e Habitação O Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH).1. de acordo com os princípios. cujos objectivos. 32 . d) Promover o desenvolvimento da indústria da construção.CAPÍTULO IV: Instituições competentes em matéria de ambiente e de construção civil 4. funções e competências foram aprovados através do Decreto Presidencial n. objectivos e tarefas definidas pelo Governo. e) Promover o melhor aproveitamento dos recursos hídricos nacionais. O artigo 2 plasma os objectivos deste Ministério dentre os quais temos: a) Construir e reabilitar obras públicas. para concretização dos objectivos definidos no artigo anterior são funções do Ministério das Obras Públicas e Habitação. e é responsável pela publicação da política nos domínios das obras públicas. urbanismo. c) Promover a construção de infra-estruturas no âmbito do desenvolvimento urbano. b) Fomentar a construção de habitação. No domínio das Obras Públicas: a) Definir e dirigir a construção das obras públicas utilizando criteriosamente os recursos existentes.

f) Promover tecnologias que racionalizem e desenvolvem o uso intensivo da mão-deobra na execução das obras públicas. e) Promover e assegurar a ampliação. 2. manutenção e sinalização da rede de estradas classificadas. d) Propor a aprovação e aplicar as políticas de expansão. execução e supervisão de obras públicas e delegar competências a outras entidades para execução de estudos. b) Assegurar a administração do Parque Imobiliário do Estado. projectos e obras em áreas específicas. b) Promover a inventariação e o balanço dos recursos e das necessidades de água a nível da bacia hidrográfica e nacional. 33 . estabelecendo e operando para tal um sistema de informação adequado. c) Participar na regulamentação da actividade Imobiliária.b) Definir o regime de concepção. g) Fomentar junto dos Ministérios e outras entidades a execução dos programas de urbanização e construção de habitação. e) Promover e apoiar programas de construção de habitação social. d) Promover a criação e desenvolvimento de instituições vocacionadas para o financiamento da construção de habitação. No domínio da Habitação e do Urbanismo: a) Zelar pela aplicação da política de habitação. melhoramento dos sistemas de abastecimento de água e saneamento e das obras hidráulicas no geral. c) Definir a tipologia das edificações do Estado e promover a execução de projectostipo. No domínio da Indústria de Construção: a) Fomentar o crescimento da indústria de construção promovendo a utilização de recursos locais e tecnologias apropriadas. 3. f) Assegurar a execução das políticas estabelecidas para a ocupação do solo urbano.

8. Regulamentar o planeamento urbano. 7. 5. planos e projectos de construção de habitação promovidos pelo Estado. de 23 de Dezembro. 4. 34 . Regulamentar a actividade dos empreiteiros de construção civil e de obras públicas. foi aprovado o Estatuto Orgânico do Ministério das Obras Públicas e Habitação. Através do Diploma Ministerial n. Regulamentar a produção dos materiais de construção sob sua égide. aprovado pelo Diploma Ministerial n. construção civil. aprovar os planos de urbanização e definir áreas de reserve para empreendimento público e de interesse social.º 78/2001.º 217. de 23 de Maio.Nos termos do artigo 4. Aprovar programas. para o exercício das suas funções compete ao Ministério das Obras Públicas e Habitação. 3. Regulamentar a utilização da rede rodoviária e actualizar o cadastro e a classificação das estradas. Inspeccionar obras públicas e particulares para verificar a sua conformidade com os regulamentos em vigor. Regulamentar o uso dos recursos hídricos. 2. nomeadamente: 1. Estabelecer regulamentos e tecnologias a serem observados nos domínios da construção e manutenção de estradas. construção de obras hidráulicas e uso de materiais de construção. 6. Importa ainda que se atenda ao Regulamento Interno da Direcção Nacional de Águas. 9. 10. Aplicar e aprovar projectos de obras públicas e fiscalizá-las. Regulamentar o regime da contratação de obras e procedimentos de fiscalização a serem seguidos.

a promoção de incentivos na gestão ambiental e utilização dos recursos naturais. Quanto as funções do MICOA nos termos do artigo 3. 35 .º 2/94. • Assegurar a preparação de planos físicos para o enquadramento do uso sustentável dos recursos naturais ao nível municipal e provincial. • Definir um quadro legal adequado a gestão ambiental. através dos diferentes sectores e organismos. surge como forma de promover uma maior coordenação de todos os sectores de actividades e incentivar uma correcta planificação e utilização dos recursos naturais de país de forma duradoira e responsável. incluindo critérios e directrizes para avaliação do impacto ambiental das actividades de desenvolvimento. Sendo o MICOA órgão central do Aparelho do Estado.2. e coordenar a sua implementação pelos diferentes sectores. assessora. temos dentre várias as seguintes: No domínio da Coordenação: • Garantir. de 10 de Novembro. controla e incentiva uma correcta planificação e utilização dos recursos naturais do país. Capacitar os diversos sectores.º 6/95. de 21 de Dezembro. Os objectivos e funções do MICOA foram posteriormente definidos pelo Decreto Presidencial n. de modo a incluírem e observarem princípios ambientais nas suas actividades. ela dirige a execução da política do ambiente. Nos termos do artigo 2 o MICOA tem dentre vários os seguintes objectivos: • • • Preparar políticas de desenvolvimento sustentável e a correspondente legislação. coordena. Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental O Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) foi criado pelo Decreto Presidencial n. projectos e programas de trabalho. Manter a qualidade do ambiente e proceder à sua monitoria.4.

Realizar auditorias e inspecções ambientais junto dos diferentes sectores. • Direcção Nacional de Promoção Ambiental. • Direcção Nacional de Planeamento e Ordenamento Territorial. No domínio da avaliação: • • Proceder à avaliação ao impacto ambiental das actividades do sector. Esta organização encontra-se igualmente prevista no Regulamento Interno do MICOA. de 16 de Dezembro. 36 . No domínio do controlo: • • Estabelecer mecanismos de controlo e aplicação dos dispositivos legais vigentes.No domínio da assessoria: • • Propor políticas e estratégias de desenvolvimento a seguir em matéria ambiental. de 5 de Agosto. ° 265/2009. entre outros organismos. Passamos a referir especialmente o papel das primeiras três direcções nacionais. Exercer controlo e fiscalização sobre as actividades económicas e sociais no que se refere á suas implicações ambientais. Um novo Estatuto Orgânico foi aprovado pela Resolução n. Emitir pareceres técnicos sobre projectos económicos e sociais com repercussões ambientais. manteve a estrutura do MICOA em quatro direcções nacionais: • Direcção Nacional de Gestão Ambiental.º 16/2009. que. aprovado pelo Diploma Ministerial n. • Direcção Nacional de Avaliação do Impacto Ambiental.

4. entre outras. ° 1 do artigo 7 do Regulamento Interno do MICOA. que. as seguintes: • • • • Propor políticas e legislação pertinentes ao ordenamento territorial. Direcção Nacional de Planeamento e Ordenamento Territorial Esta Direcção Nacional.2. 37 . visando em particular a conservação da biodiversidade. água. possui. provincial. planos e normas para o uso correcto dos componentes ambientais e de controlo da qualidade do ambiente.2. solos e outros componentes ambientais. gestão sustentável das áreas sensíveis ou protegidas e a reabilitação de áreas degradadas. Promover programas globais e integrados de avaliação da qualidade do ar. 4. regulamentos e directrizes para as acções de ordenamento territorial. Promover acções de conservação ambiental.1 Direcção Nacional de Gestão Ambiental O destaque para a Direcção Nacional de Gestão Ambiental. distrital e das autarquias locais. Participar nas acções de reassentamento das populações derivadas da implantação de projectos de desenvolvimento e da ocorrência de calamidades naturais.2. Estabelecer normas. Promover e monitorizar a execução de instrumentos de gestão territorial a nível nacional. as seguintes funções gerais: • • • Promover políticas. à luz do n.2. entre outras. cujas funções se encontram previstas no artigo 12 do Regulamento Interno.2. tem como funções.

º 2/97. 38 . instrumento não previsto na legislação do ordenamento territorial. Direcção Nacional de Avaliação do Impacto Ambiental Esta Direcção. De entre as atribuições das autarquias locais respeitantes aos interesses próprios.3.2. sem prejuízo dos interesses nacionais e da participação do Estado. No âmbito das suas atribuições de protecção ao meio ambiente. saneamento básico e qualidade de vida como uma das partes integrante de atribuições das autarquias. 4. c) Programas de uso de energia alternativa. e que revelam o papel central deste organismo na direcção do processo de avaliação do impacto ambiental de actividades potencialmente degradadoras do ambiente. Conselho Municipal A Lei n. b) Programas de incentivos a actividades protectoras ou reconstituintes das condições ambientais. o artigo 46 deste diploma sustenta que compete a Assembleia Municipal. Entendendo-se neste caso por autarquias locais as pessoas colectivas públicas dotadas de órgãos representativos próprios que visam a prossecução dos interesses das populações respectivas.2. mas que desempenha papel importante em matéria do ambiente. de 18 de Fevereiro aprova o quadro jurídico-legal para a implementação das autarquias locais. na parte referente ao ambiente a alínea b) do artigo 2 designa o meio ambiente. cujas funções se encontram previstas no artigo 17 do Regulamento Interno.4. aprovar entre outros: a) Plano ambiental e zoneamento ecológico do município. mediante a proposta do Conselho Municipal. comuns e específicos das populações respectivas. mas também em relação à condução da chamada avaliação ambiental estratégica.3.

nos termos da lei. • Embargar e ordenar a demolição de quaisquer obras. nos termos da lei. Por último. perigosos ou tóxicos. incómodos. 39 . em matéria de construção compete ao presidente do Conselho Municipal nos termos do artigo 62 o seguinte: • Conceder licenças para habitação ou para outra utilização de prédios construídos de novo ou que tenham sofrido grandes modificações. após vistoria. construções ou edificações efectuadas por particulares. das condições da habitabilidade e de conformidade com o projecto aprovado. procedendo á verificação. ou beneficiação de construções que ameacem ruína ou constituam perigo para saúde e segurança das pessoas. para a área de construção e ambiente temos as seguintes: • Conceder licenças para construção. no artigo 56 está plasmado um leque de competências que cabem ao Concelho Municipal. sem observância da lei. incluindo os dos hospitais e os tóxicos. Por sua vez. • Conceder licenças para estabelecimento insalubres. de acordo com a regulamentação autárquica específica.d) Processos para remoção. tratamento e depósito de resíduos sólidos. reedificação ou conservação. • Ordenar. • Estabelecer manutenção de edifícios e a toponímia. a demolição total ou parcial. por comissões apropriadas. bem como aprovar os respectivos projectos.

que foram sem dúvidas passos jurídicos importantes para o país com conteúdos pertinentes e necessários para a boa implementação do projecto em causa uma vez que o mesmo está largamente orientado a um desenvolvimento sustentável. isto é. principalmente no que tange à implementação de projectos semelhantes ao “Cidadela da Matola” CAPÍTULO VI: RECOMENDAÇÕES Em termos de recomendações. particularmente a LOT e a Lei do ambiente. 40 . • Domínio do quadro institucional pelo preponente do projecto sem dúvidas que constitui uma mais valia. estratégias. Moçambique é um país afortunado em instrumentos de protecção ambiental assim como da construção civil. este diploma no domínio da arquitectura moderna não se compadece em alguns pontos o que leva a crer que o mesmo necessita de uma revisão. acima de tudo é necessário que haja articulação inter-sectorial. em algum momento mostra-se desajustado.CAPÍTULO V: CONCLUSÕES Conforme pudemos constatar ao longo do Trabalho. Quanto ao quadro legal específico para área de construção. alguns instrumentos não acompanharam a evolução da sociedade como é o caso do Decreto n°47 723 em vigor desde 1967. Contudo não basta a riqueza do quadro legal. Ordenamento do Território) entre outros. entre a preponente do projecto com MICOA. O quadro legal usado para o presente trabalho é de certa maneira rico. muito sumariamente. devendo esta ser privilegiada atendendo o leque de competências e funções destas instituições. encontrando-se distribuídos desde políticas. MOPH e Município. ou seja. um quadro institucional competente para as duas áreas assim como legislação complementar assinalável (Lei e Regulamentos da Água. Energia. indicam-se as seguintes: • Durante todo o processo da implementação do projecto “cidadela da Matola” que se tenha em atenção os instrumentos necessário para a adequada sustentabilidade e o tão almejado desenvolvimento que se pretende no país. planos. regulamentos.

há necessidade de um tratamento mais completo e cuidadoso.• Atendendo a vastidão e complexidade do quadro legal. 41 .

A & Impacto Lda. .Cidadela da Matola Anexos ANEXO 4 – ÍNDICE DE OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S.

50 43. 00 46. 00 46. 52. 50 42.775 Ha LOTE 21 VALUE RETAIL RETALHO VALORIZADO 0. 45. 00 00 51. 00 44.482Ha ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO LOTE 10 SITE 10 PHASE 2A 2A FASE ROAD PORTION 0.401 Ha LOTE 8 SITE 8 PHASE 1C 1C FASE PHASE 3E 3E FASE SPORTS CENTRE CENTRO DESPORTIVO 1.428Ha PORÇÃO DE ESTRADA HOTEL & CONFERENCE CENTRE HOTEL & CENTRO DE CONFERÊNCIAS 2.365 Ha GOVERNMENT OFFICES ESCRITÓRIOS GOVERNAMENTAIS 3.396 Ha 0.374 Ha LOTE 6 SITE 6 PHASE 6 6 FASE LOTE 4 SITE 4 PHASE 3C 3C FASE LOTE 5 SITE 5 PHASE 3D 3D FASE RESIDENTIAL RESIDENCIAL 4.126Ha A V.325Ha 50 SAMORA MACHEL MEMORIAL MONUMENTO SAMORA MACHEL 30m WIDE SERVITUDE SERVIDÃO 30M EXTENÇÃO TO MAPUTO SENTIDO MAPUTO PROPOSED NEW LEFT IN / LEFT OUT HERE NOVA ENTRADA PELA ESQUERDA PROPOSTA / SAÍDA PELA ESQUERDA AQUI 00 46. NEW PARKING AREA INCLUDED HERE NOT SITE AREA LATIONS US CALCU O IN PREVIO 2. 00 41. 51. 00 E SERVITUD 30m WIDE EXTENÇÃO M 30 ÃO D SERVI 40. ESTRADA 45. LOTE 7 SITE 7 PHASE 1B 1B FASE 50 EXISTING RADIO STATION ESTAÇÃO DE RÁDIO EXISTENTE 2.841Ha LOTE 11 SITE 11 PHASE 2B 2B FASE PHASE 1A 1A FASE LOTE 17 SITE 17 PHASE 5 5 FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 1. 00 42. FILLING STATION ESTAÇÃO DE SERVIÇO 0. 30m 50 ROAD PORTION IN SERVITUDE 0.305 Ha PROPOSED NEW INTERSECTION HERE NOVO CRUZAMENTO PROPOSTO AQUI COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 0. 52. D A N A M A H A C H A TO SWAZILAND SENTIDO SUAZILÂNDIA TO SOUTH AFRICA SENTIDO ÁFRICA DO SUL CIDADELA DA MATOLA .394 Ha LOTE 18 SITE 18 5m WIDE LANDSCAPED ZONE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 1.748 Ha LOTE 9 SITE 9 PHASE 1D 1D FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 0.987 Ha LOTE 1 SITE 1 COMMERCIAL (SHOPPING CENTRE PHASE 2) COMERCIAL (CENTRO COMERCIAL 2ª FASE) 2.117 Ha 5m WIDE LANDSCAPED ZONE LOTE 12 SITE 12 PHASE 2C 2C FASE TAXI RANK PRAÇA DE TAXIS ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO FUTURE PARKING AREA FUTURO ESTACIONAMENTO LOTE 16 SITE 16 PHASE 2G 2G FASE LOTE 15 SITE 15 PHASE 2F 2F FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS LOTE 14 SITE 14 0. 50 42. 50 EXISTING DUAL CARRIAGEWAY VIA DUPLA EXISTENTE GOVERNMENT OFFICES ESCRITÓRIOS GOVERNAMENTAIS 1. 50 50 47. 45.588 Ha 0. SITE 19 GOVERNMENT OFFICES ESCRITÓRIOS GOVERNAMENTAIS 0.924 Ha ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO ROAD PORTION 0. 50 44.922 Ha. 50 50 47. 44.139 Ha VALUE RETAIL RETALHO VALORIZADO 0. LANDSCAPED AREA 39.904Ha 5m WIDE LANDSCAPED ZONE LANDSCAPED AREA ÁREA JARDINADA 53.534 Ha PHASE 2E 2E FASE COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 0.767 Ha LOTE 20 SITE 20 PHASE 4C 4C FASE HOSPITAL 3.50 00 45. SITE 21 PHASE 3G 3G FASE LOTE 19 PHASE 4B 4B FASE LOTE 2 SITE 2 PHASE 3A 3A FASE LOTE 23 SITE 23 PHASE 3F 3F FASE 5m WIDE LANDSCAPED ZONE 5m WIDE LANDSCAPED ZONE ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 0. A B E L B A P T I S T E ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO PHASE 4A 4A FASE 51. 49.075Ha PORÇÃO DE ESTRADA NO SERVIDÃO 50 47.098Ha 41. 50. 00 00 00 49.179 Ha A V. 00 00 52.166 Ha COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 1. 48. 47. 50 46.327 Ha 0. 42.ÍNDICES DE OCUPAÇÃO DO SOLO EXISTING ROAD ESTRADA EXISTENTE 00 PROPOSED NEW INTERSECTION HERE NOVO CRUZAMENTO PROPOSTO AQUI LOTE 3 SITE 3 PHASE 3B 3B FASE LOTE 22 SITE 22 ZONA JARDINADA 5M EXTENSÃO COMMERCIAL (OFFICES) ESCRITÓRIOS COMERCIAIS 00 50 N 0 N 0 R T H R T E 30m . 50 ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA ASSUMED CONTINUATION OF 30m WIDE SERVITUDE SUPOSTA CONTINUAÇÃO DE SERVIDÃO 30m 50 50. 00 50 43. 43.043Ha TÁ INCLUID excl.481 Ha ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA MOTOR RETAIL RETALHO AUTOMÓVEL 1.534 Ha LOTE 13 SITE 13 PHASE 2D 2D FASE ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 41. 00 50 48. 50. 50 44. VELHA 48. 50 49. 00 0.568Ha LANDSCAPED AREA ÁREA JARDINADA ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 0.404 Ha ROAD PORTION PORÇÃO DE ESTRADA 0.servitude TE NÃO ES ACTUAL LO IOS LOS PRÉV EM CÁLCU 50 48. 00 00 50. 50 51. 00 40. COMMERCIAL (SHOPPING CENTRE) COMERCIAL (CENTRO COMERCIAL) 12. 50 50 43.600Ha PORÇÃO DE ESTRADA 5m WIDE LANDSCAPED ZONE 1. 00 49.

.Cidadela da Matola Anexos ANEXO 5 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S.A & Impacto Lda.

.

Cidadela da Matola Anexos ANEXO 6 – RELATÓRIO DO ESTUDO DO TRÁFEGO AUTOMÓVEL E PEDONAL NA ÁREA DA CIDADELA DA MATOLA ________________________________________________________________________________________________ Lis Moçambique S.A & Impacto Lda. .

........................................ Namaacha.................................................................................................................................................................... Rádio.............................................................................10 Figura 11: Paragem junto a Cidadela...................................................11 Figura 15: Paragem vazia na av........................................................................................................................................11 Figura 13: Paragem do “João Mateus”............12 1 .................... Rádio..................9 Figura 8: Rua Eusébio da Silva Ferreira............................................................................5 Figura 5: EN2 Trecho Km 11 a Km........................................................................................................11 Figura 14: Paragem do “Mabodjodjo”.......................................................................... do Zimbabwe...... Do Zimbabwe........................................................................................9 Figura 9: Serviços av.....................................................................................................................5 Figura 4: Avenida da Namaacha..................11 Figura 12: Paragem oposta a Cidadela...........................................................................12 Figura 16: Paragem movimentada av........................................8 Figura 7: Estrada adjacente a EN2....................................................................................Lista de Figuras Figura 1: Área envolvente do projecto Cidadela da Matola.4 Figura 2: Vista parcial Av................................................5 Figura 3: Avenida da Rádio...............5 Figura 6: Intercessões das vias relativas ao projecto...10 Figura 10: Vista av.......................................................................................

.........1......................................Fase de construção .. Implantação de pontes aéreas.......Fase de operação ...............24 BIBLIOGRAFIA ...21 5................................4 2......Impactos no tráfego pedonal............. Adopção de sinalização adequada ........................ INTRODUÇÃO ........ÍNDICE 1..........................16 4...................................................................1.......................................................................23 5......................................................1.........................................................................................Vias adjacentes...................22 5........................1.....21 5...............................................................................................................13 4. 7....... Orientação do tráfego adestrito ao projecto e gestão de frotas .......Impactos do tráfego automóvel.2.............................. CONCLUSÃO ....................................................... CONDIÇÕES ACTUAIS DE TRÁFEGO............................5.............21 5..................2.........4 2....4 3..................................................................................................22 5..........................13 4.....4................2..............................................................................................................................................3..............................6 3...........................9 4..Requalificação das paragens ............Localização............................1........Impactos no tráfego automóvel...................................................................... MEDIDAS DE MITIGAÇÃO .............. Requalificação do cruzamento entre a avenida da Rádio e a EN2 trecho Km 11 a Km 12..........................................................................................2.............................Impactos no tráfego pedonal........................................................................1.............2. Gestão de tráfego como actividade continua .........................................19 5.......................17 4......Tráfego pedestre...................................................23 6.13 4............ PREVISÃO DE IMPACTOS DE TRÁFEGO...............................................2............2.7............6 3.......................................................................6......1...............................................................................................18 4................................3 DESCRIÇÃO DE ENVOLVENTES DE PROJECTO ..........Colocação de separador central ao longo da EN2 trecho Km 11 a Km 12........................................1......................22 5..............24 2 .............. 2...............................Tráfego automóvel ..........................................................................................2......................................................

Cidade da Matola. pois delas depende o nível de acessibilidade de qualquer município. O objecto do presente estudo de tráfego é o perímetro viário de influência do projecto de construção da Cidadela da Matola. A Avaliação de tráfego deverá ser levada a cabo de acordo com a Legislação e Regulamentos do Southern African Transportation and Communications Comission. INTRODUÇÃO O crescimento do fluxo de tráfego nas áreas urbanas das cidades Moçambicanas. A análise das questões relacionadas com a rede viária e de transportes são fundamentais para o planeamento e ordenamento territorial. localizada no Bairro Matola A. por consequência. o respectivo desenvolvimento socioeconómico e cultural. construção e operação. é o de proceder a uma avaliação mais detalhada dos impactos que questões presentes e futuras ligadas ao tráfego terão sobre o projecto da Cidadela da Matola e a identificação de medidas de mitigação para serem incluídas nas fases do desenho detalhado. onde uma cobertura viária mais abrangente é uma prioridade. Província de Maputo. 3 . O principal objectivo desta estudo de tráfego.1. remete-nos à uma situação de análise e procura de estratégias para a resolução deste objecto. região ou país e.

respectivamente. 4 . ao longo da secção da EN2 (Figura 1). a cerca de 12 km a sul da cidade de Maputo. DESCRIÇÃO DE ENVOLVENTES DE PROJECTO 2. e por fim pela EN2 no trecho km 11 a km 12. na província de Maputo. subdivididas por suas vez em subfases que são diversas entre si respectivamente.Vias adjacentes O projecto Cidadela da Matola é limitado na sua área pela avenida do Zimbabwe ex Abel Baptista a norte.2. avenida da Rádio a sul. Cidade da Matola. A fase de construção das infraestruturas está concebida para ocorrer em 6 fases.1. avenida da Namaacha ex estrada velha da Matola a este. Figura 1: Área envolvente do projecto Cidadela da Matola 2.2. no Bairro Matola A.Localização O projecto Cidadela da Matola situa-se no Sul de Moçambique.

Figura 2: Vista parcial Av.5 m.A avenida do Zimbabwe é essencialmente uma via de 2 2 faixas de rodagem com passeios central e laterais (figura 2). são revestidas em material betuminoso de uma forma geral. A EN2 no trecho km 11 a km 12. é uma via de de 2 1 faixas de rodagem com passeio lateral (figura 5). e bermas de 0. Todas as vias acima citadas. A avenida da Namaacha é uma via de 2 1 faixas de rodagem igualmente com passeios laterais (figura 4).5 m. tendo em termos geométricos a EN2 no trecho km 11 a km 12.0 m e bermas de 0. do Zimbabwe Figura 3: Avenida da Rádio Figura 4: Avenida da Namaacha Figura 5: EN2 Trecho Km 11 a Km 12 5 . A avenida da Rádio apresenta faixas de rodagem de 3. a avenida do Zimbabwe e a avenida da Namaacha faixas de rodagem de 3. A avenida da Rádio é uma via de 2 1 faixas de rodagem com passeios laterais (figura 3).5 m cada.

e da noite. apresentam uma velocidade de circulação maior nas horas consideradas “mortas”. as que maior velocidade de fluxo de tráfego se regista. neste caso entre as 9 horas e as 12 horas por um lado. Velocidade A velocidade de fluxo de tráfego. Nos períodos de pico de tráfego. nos períodos compreendidos entre as 17 e as 19 horas respectivamente. devido a existência de grande número de viagens no trajecto casa/trabalho. CONDIÇÕES ACTUAIS DE TRÁFEGO 3.1. sendo o períodos intermitentes entre as horas de pico. da Namaacha bem como a EN2 trecho Km 11 a Km 12. e ocorre uma notória redução do fluxo de veículos ligeiros particulares. Em termos de tráfego. Por um lado. 6 . No período compreendido entre as 12 e 13 horas. bem como automóveis ligeiros de serviço particular. sofre um comportamento heterogéneo ao longo do dia. as avenidas da Rádio. existe um grande fluxo de camiões de carga. nas de menor volume de tráfego. a solicitação é maioritariamente feita por veículos de transportes de passageiros. velocidade e densidade de tráfego respectivamente.Tráfego automóvel A aferição do comportamento e das condições actuais de tráfego. nomeadamente o volume. e entre as 14 e as 16 horas por outro lado. consistiu em fazer um levantamento das variáveis de fluxo de tráfego. nas áreas adjacentes ao projecto cidadela da Matola. este é constituído na essência por transportes públicos colectivos. semi-colectivos e transportes privados Volume Os volumes de tráfego variam consideravelmente ao longo do dia. nos períodos compreendidos entre as 7 e as 9 horas por um lado. ou seja. geralmente com os picos ao longo da manhã. e em função da natureza da solicitação sobre a via.3.

Densidade A densidade é um elemento de tráfego intimamente ligado ao volume. O cruzamento entre as avenidas do Zimbabwe e da Namaacha. caracteriza-se por uma densidade de pico nas horas de ponta. ocorre uma solicitação que não se altera muito ao longo do dia. devido a ser essencialmente cruzamento interior. causada por questões ligadas ao traçado geométrico desta intercessão que propicia o estrangulamento do fluxo de trânsito e igualmente por não ter sinalização vertical luminosa. e ao surgimento de congestionamentos. bem como nas horas “mortas” existe uma densidade de tráfego elevada (figura 6). O cruzamento entre a EN2 e a avenida do Zimbabwe. por esta avenida não oferecer neste momento ao longo da sua extensão serviços ou habitação. 7 . as horas de pico. registam uma queda nas velocidades de tráfego. acompanhando as variações. questões de densidade de tráfego são de uma forma geral importantes. no cruzamento da avenida da Rádio com a EN2. e por conseguinte as velocidades de fluxo não se alteram muito significativamente. em termos de tráfego. mormente entre as 7 e as 9 horas. A densidade de tráfego é essencialmente elevada ao longo de todo o dia. e as velocidades de fluxo de trânsito são elevadas. onde o fluxo de tráfego já chega com alguma dissolução. vulgarmente tido por “João Mateus”.Por outro lado. bem como 17 e as 19 horas. mas é nos nós viários que o seu papel mais se faz sentir. quer nas horas de pico. em termos comparativos. e como tal o seu volume de tráfego é bastante reduzido de uma forma geral. Em relação a avenida do Zimbabwe. a volumes maiores. apresenta uma densidade que se pode ter por moderada a baixa ao longo do dia. os seus níveis de tráfego são bastante inferiores as demais contíguas ao projecto Cidadela da Matola. Em termos concretos. essencialmente devido ao aumento do volume de veículos em circulação. Neste nó viário. Em geral. Ao longo dos trechos de estrada que são adjacentes ao projecto cidadela da Matola. correspondem densidades igualmente maiores.

contando com semáforos funcionais. apresenta sinalização luminosa que não está operacional de momento. O cruzamento entre as avenidas da Rádio e Namaacha ainda que tenha uma sinalização vertical e horizontal em estado razoável. relativos as vias adjacentes a área de projecto cruzamento entre a EN2 e a avenida do Zimbabwe é o que melhor de encontra sinalizado. devido a implantação de uma nova zona comercial no Parque Municipal da Matola. a escassos metros do nó viário em questão. e demais sinalização vertical e horizontal em boas condições.É importante ressalvar que ainda que os níveis de densidade não sejam muito elevados no cruzamento entre as avenidas da Namaacha e da Rádio. se compararmos com os nós de acesso ao interior da Matola. A figura 6 a seguir mostrada. representa de forma gráfica as condições actuais nos principais. um aumento progressivo de densidade está a ocorrer. Figura 6: Intercessões das vias relativas ao projecto 8 .

mas também por ser via com ligação para avenidas como Mário Esteves Coluna. consiste em procurar padrões de circulação dos transeuntes por um lado nas vias inerentes ao projecto. mas por outro lado o uso dado pelos peões as paragens adjacentes a área de projecto. mas muito particularmente em períodos de expediente. ao longo de todo o dia. Eusébio da Silva Ferreira (figura 8). ainda que este pico não represente um aumento substancial em termos de volume de circulação de pessoas. e por tal razão regista um elevado fluxo de pessoas por um lado de e para as suas residências. Circulação nas vias A circulação de peões nas vias segue um padrão heterogéneo em função da via. A circulação ao longo desta via. De entre as avenidas ligadas ao projecto Cidadela da Matola. apresenta em geral um tráfego pedestre baixo a moderado. A EN2 trecho Km 11 a Km 12. é a que regista um tráfego quase perene de pessoas pelas razões acima citadas. existe um pico nas manhãs e nos finais de tarde. 9 . Ao longo da avenida da Rádio. é feita em via contígua e paralela sob tutela do Concelho Municipal da Matola e ao longo da berma direita no sentido sul (figura 7). de uma forma geral.3. Alberto Nkutumula entre outras na zona nobre da cidade da Matola. de uma forma muito marcada. mas por outro a procura dos diversos serviços disponíveis. é onde temos um fluxo maior de pedestres. Em termos de disposição horária.2.Tráfego pedestre A avaliação das condições em que ocorre o tráfego pedonal. A avenida da Rádio é por excelência caracterizada pela existência de serviços e habitação ao longo da sua extensão.

dentro do perímetro do projecto Cidadela da Matola. Figura 9: Serviços Av. (figura 10). sendo excepção alguma concentração humana na região do cruzamento com a avenida da Rádio. através das vias que tem ligação com esta avenida. por se tratar de uma zona com alguns serviços como supermercados e restaurantes (figura 9).Figura 7: Estrada adjacente a EN2 Figura 8: Rua Eusébio da Silva Ferreira O tráfego pedestre ao longo da avenida da Namaacha é bastante reduzido. Por se tratar de uma avenida sem serviços nem habitação. O tráfego é essencialmente feito para o interior do bairro da Matola. e nem em horas de ponta a situação muda. a via que regista tráfego pedonal de forma mais incipiente. Namaacha Figura 10: Vista Av. não servindo igualmente como rota formal de transportes públicos. A avenida do Zimbabwe constitui. o tráfego de pedestre de pessoas não se faz sentir ao longo do dia. Do Zimbabwe 10 .

é mais evidente nas avenidas da Rádio. travessia fora das áreas identificadas para o efeito periga a vida do transeuntes. Em termos de circulação nas vias. Figura 11: Paragem junto a Cidadela Figura 12: Paragem oposta a Cidadela 11 . Este trecho apresenta 4 paragens (figuras 11 a 14). que é a má travessia de peões. importa salientar uma questão que é relevante para todas as supracitadas avenidas. Em termos de natureza de transporte. os semi-colectivos são os que mais solicitam as paragens. a avenida do Zimbabwe não está livre deste fenómeno. Paragens A EN2 trecho Km 11 a Km 12 constitui a zona onde a questão das paragens é mais pungente. importa mencionar o surgimento de actividade comercial sazonal ao longo das vias. As paragens sofrem maior pressão nas horas de ponta. onde a má travessia ou seja. portanto nos inícios das manhãs e finais de tarde. A colocação dos peões junto das paragens é em geral desordenada e sem respeitar a qualquer ordem de chegada ou destino. da Namaacha e EN2 trecho Km 11 a Km 12. onde se faz a concentração dos utentes dos transportes públicos colectivos e semi-colectivos. que entretanto não é em grau comparável ao ligado as paragens. Este fenómeno e por motivos ligados a maior volume e densidade de peões.Em torno da circulação pedestre ao longo das vias adjacentes ao projecto. Ainda que registe um menor volume de tráfego pedonal.

é pouco visível a desorganização das pessoas.Figura 13: Paragem do “João Mateus” Figura 14: Paragem do “Mabodjodjo” A avenida da Rádio é em geral dotada de uma paragem no intervalo entre duas ruas consecutivas (figuras 15 e 16). Rádio Figura 16: Paragem movimentada Av. Estas paragens são usadas basicamente por utentes dos serviços que se localizam na mesma avenida. Por se tratarem de paragens interiores. Figura 15: Paragem vazia na Av. Em torno das avenidas do Zimbabwe e da Namaacha. sendo menos solicitadas nos períodos mortos. A solicitação das paragens nesta avenida é mais incidente nas horas de pico. não apresentam nenhuma paragem formal ou informal que seja visível. por não constituírem rota formal dos transportes públicos. o tráfego de transportes público que se faz a estas avenidas faz as suas paragens em pontos diversos aos do projecto Cidadela da Matola. mas também por moradores das ruas interiores que vão dar a avenida da Rádio. e portanto com menor densidade de pessoas. Rádio 12 . Portanto. pelo menos na área de projecto.

que comporta a construção do centro comercial bem como dos edifícios governamentais. Por um lado a construção do projecto vai condicionar o tráfego e regiões adjacentes. por se tratar do acesso já existente.1.1. a fase de construção vai criar condicionamentos de trânsito em dois sentidos. que por sua vez serão divididas em sub-fases. Volume As diferentes fases do projecto fazem prever um crescimento a nível de volume de fluxo de tráfego. é feita por forma a que ocorra uma ocupação gradual ampla do espaço. Por se tratar de fases ligadas a construção do empreendimento. para o interior da área de projecto. serão erguidas em 6 fases distintas entre si. através da alteração dos actuais padrões de volume. 13 . implicará um aumento geral dos níveis de tráfego nos acessos bem como zonas envolventes do projecto. de acordo com conveniências estruturais e de projecto.Fase de construção A construção das infraestruturas atinentes ao projecto Cidadela da Matola.4. A distribuição espacial das fases. a primeira fase. 4.Impactos no tráfego automóvel A fase de construção.1. por outro lado. e por constituir caminho directo para o edifício do Supermercado que será a primeira infra-estrutura a ser erguida. o tráfego presente e futuro poderá impor restrições atinentes a concretização das diferentes fases do projecto. implicará um elevado incremento de volume de tráfego ao longo da avenida do Zimbabwe. a expectativa e de que a natureza de veículos a circular na região do projecto seja na sua grande maioria constituído por camiões e veículos pesados. densidade e velocidade. Em termos de tráfego. Assim sendo. PREVISÃO DE IMPACTOS DE TRÁFEGO 4.

hospital. O cruzamento entre as avenidas da Rádio e da Namaacha. por outro lado é corredor privilegiado para o tráfego de e para Boane e Matola Norte. colocará desafios ao projecto em termos de gestão de entradas e saídas de veículos na zona de projecto. As demais fases. se comparadas com as demais fases. O crescimento previsto a nível de volume vai igualmente impor uma maior densidade de tráfego. mas muito particularmente pela sua geometria que impele ao crescimento da densidade. significarão um aumento excepcional no volume de tráfego nas supracitadas avenidas. segunda fase do supermercado. que não se quer fazer a EN2. entre outros. muito particularmente tráfego de veículos pesados 14 . Densidade A questão da densidade está intimamente ligada as variações de volume e aos nós viários. não fazem prever um aumento de volume de tráfego excepcional. É de prever que durante a fase de construção por um lado haja um aumento na densidade de veículos na intercessão que poderá ter impacto directo sobre os cronogramas dos trabalhos no projecto e poderá ser factor potencializador de atrasos. de construção de uma série de edifícios comerciais de escritório. Com os presentes níveis de volume. bem como EN2 trecho Km 11 a Km 12 por um lado. poderá haver embaraço de trânsito nos 4 acessos previstos para a área de projecto. O cruzamento entre a EN2 e a avenida da Rádio é o que mais se destaca. o volume de tráfego registado no presente. mas também na avenida da Namaacha. Durante as fases de construção a perspectiva e de que haja um fluxo maior nos nós. muito em especial nos nós viários. Por outro lado.As fases seguintes. Por uma lado é um cruzamento de eleição para o escoamento do tráfego que vem do interior da Matola A. de retalho. a segunda e terceiras portanto. que incluem a construção de hotel. serão fases de implantação em área extensa e portanto. Este cruzamento nas actuais circunstâncias é objecto de elevada densidade de tráfego. residenciais bem como estação de serviços em áreas contíguas aos acessos da avenida da Rádio. por diversas razões. constitui uma confluência de vias que poderão se mostrar vitais para o projecto.

decorrente das fases do projecto. espera-se que as avenidas da Rádio e da Namaacha sejam as mais afectadas com a redução das velocidades de circulação a nível das vias interiores. mas também é de prever a redução das velocidades de circulação na EN2 trecho Km 11 a Km 12. via exterior. Velocidade Com a alteração dos padrões de tráfego previstos na região. Questões ligadas a velocidade têm essencialmente a ver com o ritmo em relação ao qual se faz o escoamento do tráfego. as velocidades de circulação serão igualmente afectadas. ainda que uma redução em termos gerais das velocidades de circulação esteja prevista. por um lado. mas é necessário tomar em atenção que os níveis de circulação de veículos de uma forma geral 15 . No concernente a velocidade. que o crescimento de veículos associados ao projecto trará. irá certamente nas condições actuais e futuras de tráfego. É nesse âmbito que de uma forma geral se espera a redução nas velocidades de circulação ao longo das vias ligadas ao projecto.Nesta perspectiva e por de momento não se encontrar em pleno funcionamento a sinalização luminosa. De uma forma geral. o que se espera é que as velocidades não tenham uma redução muito drástica devido ao seu reduzido nível de uso. a expectativa e que seja causado algum embaraço nas horas de ponta de uma forma geral. é importante ressalvar que na avenida do Zimbabwe. De igual modo. as vias e nós adjacentes ao projecto não serão alheias as alterações nos padrões de tráfego que o projecto vai causar e no caso particular. criar algum embaraços. poderá ocorrer um crescimento na densidade de tráfego neste nó. O fluxo de veículos ligados ao projecto. igualmente causado pelos crescimentos de fluxo de tráfego. Em termos de impacto sobre o projecto da velocidade de circulação actual nas vias. e uma incorrecta programação de actividades. tendo em conta um possível crescimento na densidade e congestionamentos pode levar a incumprimentos nas actividades. na densidade. nas circunstâncias actuais e com o previsto aumento do volume de veículos circulando ao longo desta via.

deste modo. Vias nobres como a avenida da Rádio bem como EN2 Km 11 a Km 12. é de prever uma solicitação maior dos passeios opostos aos passeios da área de projecto por um lado. Por um lado prevê-se a circulação de pessoal ligado ao serviço do projecto. 16 . e por se tratar de fase de construção.estão em crescimento. As restrições que porventura irão ocorrer no tráfego automóvel. As mudanças nos padrões de circulação de veículos. prevê-se. mas também o surgimento de focos de conflito entre os transeuntes e os veículos envolvidos no projecto. irão ter as suas repercussões no tráfego pedonal. serão preferenciais para o sector informal e como tal. O projecto vai ser um grande aglutinador de pessoas e como tal. em termos de tráfego pedonal pode-se fazer a previsão de que constarão entre as mais solicitadas e de uma forma crescente. terá o seu impacto sobre a realização do projecto. O aumento de pessoas irá dever-se a factores humanos directamente ligados ao projecto. é de prever o aparecimento do sector informal a exercer a sua actividade em áreas contíguas ao projecto. portanto as horas mais solícitas. assim sendo. mas também indirectamente ligados. mas também o tráfego pedonal. não é de excluir uma drástica redução das velocidades de circulação nos demais períodos do dia e consequente impacto sobre o projecto. e o seu movimento será maior nas horas de ponta. este pessoal será em grande escala operário. 4.2. Circulação nas vias Prevê-se um incremento de tráfego pedonal circulando nas vias de uma forma geral.1.Impactos no tráfego pedonal O tráfego de pessoas não será alheio a este processo de construção do projecto Cidadela da Matola. irão ter consequências directas sobre o tráfego pedestre por um lado.

a sua solicitação em princípio não chegue aos níveis das vias exteriores. Cidade de Maputo e distrito de Boane. prevê-se também um crescimento em termos de solicitação. A conclusão dos trabalhos construtivos do projecto vai propiciar o reordenamento do tráfego. por estabelecerem uma ligação estratégica entre Matola Norte. 4. quer seja de carácter automóvel bem como pedonal. reordenamento esse. a previsão é de que a solicitação cresça. Está alteração em torno das paragens. são locais que o sector informal tende a privilegiar para desenvolver as suas actividades. É deste modo que é previsível um incremento do comércio informal nas paragens. não será homogénea ou igual em todas elas.Paragens O aumento no fluxo de transeuntes na região do projecto. nas vias exteriores. que se pretende funcional a todos os níveis. no cruzamento entre as avenidas da Rádio e da Namaacha. 17 . em especial nas paragens mais solicitadas. e como tal constituírem um ponto nevrálgico de intercessão. vai em termos de tráfego pedonal trazer alguns desafios para as paragens. Por um lado. ainda que devido a natureza interior destas vias. no caso as paragens situadas ao longo dos cruzamentos das avenidas da Rádio e Zimbabwe com a EN2 Km 11 a Km 12. as paragens nos cruzamentos entre a EN2 e a avenida do Zimbabwe e avenida da Rádio e EN2.Fase de operação A fase de operação do projecto Cidadela da Matola significará desafios acrescidos a nível da gestão de tráfego. ser as mais solicitadas por um lado pelos utentes em geral. deverão devido a sua localização imediata a área de desenvolvimento do projecto. nomeadamente ao longo da Avenida da Rádio. De uma forma geral. As paragens. por serem pontos de elevados índices de concentração humana. mas principalmente por pessoal ligado ao projecto. As paragens interiores. bem como o nível de serviço exigido as paragens.2.

trará em termos automóveis. dado que este cruzamento tem tráfego intenso e ordenado de forma pouco satisfatória. O que se pode conjecturar é o facto de que o projecto vai suscitar o aparecimento de uma nova zona vibrante. se a gestão do tráfego não se der eficientemente. mas em particular nas horas consideradas de menor fluxo. muito pelo facto de o projecto contemplar natureza diversa de ocupação do espaço. O cruzamento entra a EN2 e a avenida da Rádio. Densidade Na fase de operação do projecto.4. Volume Em termos de volume. terão pouca margem de distância em relação aos principais nós viários já largamente abordados. é de prever um aumento de volumes de tráfego em geral. e como tal o volume de veículos que se dirigem a zona será crescente por um lado.1. a questão da densidade será muito relevante e prevê-se que ela cresça. 18 . mas também na relação do tráfego ligado a área de projecto com o tráfego comum corrente. mas também será de natureza diversificada. e por outro lado no acesso a implantar na avenida da Rádio. poderá ser aquele que em termos de densidade criará mais constrangimentos. por uma lado ao acesso a implantar na EN2.Impactos do tráfego automóvel A fase de operação do projecto. por um lado uma alteração na natureza dos veículos que se fazem a região e por outro provavelmente poder-se-á registar o pico em termos de variáveis de fluxo de tráfego. ser factor contribuinte para obstruções de tráfego nos citados acessos a Cidadela da Matola. vai impor desafios rigorosos a gestão de tráfego nas áreas adjacentes ao projecto por um lado. Poderá portanto.2. Com o crescimento da densidade. A densidade deve ser levada em atenção pois a os acessos a Cidadela da Matola. O crescimento dos níveis de volume de tráfego automóvel. é de prever um cenário de aparecimento de engarrafamentos de forma sistemática. principalmente nos 4 nós de acesso a abrir que servirão de acesso a zona do projecto. pelas suas características.

bem como o acesso a Cidadela da Matola a ser implantado nesta via. por um lado os actuais serviços e por outro os demais ligados ao projecto.2. em função das suas características geométricas que por hora privilegiam um rápido escoamento do fluxo de trânsito.Velocidade As velocidades de circulação ao longo das vias adjacentes ao projecto. propiciarão incrementos de volumes de tráfego. Circulação nas vias E de prever um elevado crescimento nos índices de circulação nas vias adjacentes a área de projecto. Esta diminuição será mais evidente junto das intercessões. onde existe uma densidade maior de tráfego. de uma forma global. É possível. No caso específico da avenida do Zimbabwe. deverá ver os seus níveis de velocidade reduzirem de forma mais acutilante. 19 .2. A previsão que se pode fazer é de diminuição das velocidades de circulação. 4. As mudanças ocorrerão a nível de circulação do pedestre nas vias. bem como uso e funcionamento das paragens. densidade e consequentemente a diminuição das velocidades de trânsito automóvel. que é a que apresenta mais serviços entre todas que compõem o perímetro do projecto. A avenida da Rádio. fazer uma previsão da circulação pedestre nas vias. em termos regulamentares. em função da disposição dos edifícios.Impactos no tráfego pedonal A conclusão e operação do projecto irá alterar o cenário que se vive no presente em termos de uso e circulação das vias e equipamentos urbanos por parte dos transeuntes na região a que o projecto se encontra adstrito. a expectativa é de está avenida se manter com elevados níveis de velocidade de circulação. estão sujeitas as normas e legislação específica aplicável. devido ao aumento do volume de veículos. Os níveis de serviço a que estará sujeita.

A avenida do Zimbabwe. e como tal. devido a própria natureza nevrálgica desta importante via de ligação 20 . terão as paragens como ponto de trânsito. dentro dos limites da área de projecto. poderá ter um pico no tráfego pedestre essencialmente nas horas de ponta. é de prever o aparecimento de um mercado potencialmente rentável de transportes. por se tratar de zonas onde serão implantados edifícios de natureza governamental e de escritórios de serviços. O projecto Cidadela da Matola. os que se dirigirão para lá a lazer. por ser uma zona de ocupação essencialmente habitacional. os que terão os seus postos de emprego na “Cidadela”. a solicitação das paragens poderá encontrar um incremento. A avenida da Namaacha por sua vez. É de esperar que as paragens que se localizam ao longo da EN2 sofram uma solicitação maior que as demais interiores. Paragens No âmbito de todo o crescimento previsto no tráfego pedonal e automóvel. bem como o trecho da EN2 que com ela cruza. bem como extensão da EN2 que cruza com a referida avenida. durante o movimento casa/trabalho/escola. que se fazem transportar nos transportes públicos. parece lógico prever um elevado fluxo de pedestres nesta região. prevê a criação de muitos postos de trabalho e ser local de confluência de pessoas e investimentos. etc. O problemas de má travessia de peões poderá ser persistente. Nesse âmbito. as paragens são os locais onde se dará a interface dos dois tipos de tráfego. de forma continuada e ao longo de todo o dia. Os usuários dos serviços que a “Cidadela” oferecerá.. em termos de ocupação de solo no projecto. sendo por isso necessário tomar medidas adequadas para solucionar. Assim sendo.A avenida da Rádio. corresponde ao centro comercial e a demais infraestruturas aglutinantes por excelência de pessoas. é de prever que haverá incidência maior de circulação nestas vias em períodos de expediente ou de funcionamentos dos serviços.

horizontal e luminosa adequada para disciplinar os fluxos de veículos e peões de uma forma geral. mas também para os projectistas. em termos de construção. 21 . mas também melhorar impactos do projecto. As medidas são por um lado de carácter estrutural. MEDIDAS DE MITIGAÇÃO Na sequência dos impactos potenciais identificados e avaliados no capítulo anterior. seja adoptada uma sinalização vertical. mormente nas fases primárias de construção. 5. Orientação do tráfego adstrito ao projecto e gestão de frotas Recomenda-se a orientação dos veículos ligados ao projecto. construção e fase de pós construção para reduzirem os impactos negativos potenciais. por forma a que já durante a fase relativa aos movimentos de terra. para que se possam optimizar os impactos de tráfego automóvel e pedonal.5. Adopção de sinalização adequada A sinalização é uma medida de carácter transversal a todas as fases do projecto. a privilegiarem o acesso ao terreno do projecto situado na avenida do Zimbabwe. Recomenda-se que seja colocado em operação o grupo de semáforos existentes no cruzamento das avenidas da Rádio e da Namaacha. mas também que tenha espaço para realizar as suas manobras com flexibilidade. e por outro de gestão. o empreiteiro e para outras autoridades institucionais relacionadas. É necessário que nas diferentes fases do projecto. desenhadores do projecto. o tráfego seja regulado. imediatamente. dado que a citada avenida regista relativamente reduzidos níveis de tráfego automóvel. Estas medidas são indicadas para o proponente de projecto. camiões e demais veículos pesados.2. nas diferentes fases de projecto. por forma a que se propiciem embaraços no tráfego por um lado. 5. algumas medidas são recomendadas para a fases de desenho.1.

Requalificação das paragens Em relação as paragens nas regiões envolventes do projecto. e em harmonia com os acessos a zona do projecto. por forma a evitar o problema de má travessia de peões. por se tratar de uma intercessão com elevado carácter estratégico presente e futuro. 5. Requalificação do cruzamento entre a avenida da Rádio e a EN2 trecho Km 11 a Km 12 É proposta a requalificação do referido nó. 22 .Colocação de separador central ao longo da EN2 trecho Km 11 a Km 12 É recomendada a colocação de separador central de betão ou rede metálica ao longo do referido trecho.4. propõe-se a revisão do traçado geométrico do nó. é proposta a sua requalificação. que durante todas as fases do projecto é susceptível de causar acidentes de viação. assim sendo. ou deslocamento das paragens para locais mais apropriados. distantes dos cruzamentos. Nas condições actuais. de forma a reduzir impactos ligados ao ruído. para que se adequem a natureza e dimensão do projecto Cidadela da Matola. e baldeamento de materiais. e portanto a travessia irregular de peões é indesejada. e com o previsto incremento nos níveis de fluxo de tráfego. e portanto a circulação nesta via deverá ser digna de todas as cautelas. a avaliação da funcionalidade de uso de sinalização luminosa para regulação de fluxos de tráfego. 5.5. é de prever que piorem as condições de circulação neste nó.3. 5. Esta requalificação poderá passar pela reabilitação e ampliação das paragens. A gestão de frotas. ao longo da avenida da Namaacha. é importante ter em atenção a existência da Escola Primária Completa 30 de Janeiro. deverá igualmente privilegiar o controle de velocidades de circulação dos veículos de projecto.Neste processo de orientação de tráfego. A fase de operação do projecto faz prever um elevado crescimento nos níveis de tráfego. para além de aspectos ligados a rotas preferenciais. inertes em particular.

portanto.6. por forma a que se possa proporcionar resposta adequada ao diversos desafios que porventura surjam. mas muito em particular ao longo da EN2 Trecho Km 11 a Km 12. de uma forma geral. Implantação de pontes aéreas É recomendada a implantação de pontes aéreas para a travessia de peões. 5. ao longo das vias inerentes ao projecto. Gestão de tráfego como actividade continua Por se tratar de questão sujeita a indicadores que escapam ao controle do proponente. 23 .7. por se tratar de uma via sujeita a larga solicitação quer automóvel. faz-se necessário garantir boas condições de travessia para os pedestres e de circulação para os veículos. que ao longo das diversas fases de construção e operacionalização do projecto sejam levados a cabo estudos para aferição das mudanças nos padrões de tráfego. recomenda-se que a gestão de tráfego seja actividade contínua.5. quer pedestre e.

An Introduction to Transportation Engineering. Plano Director Municipal da Cidade da Matola. 24 . o projecto vai constituir uma oportunidade ímpar para a requalificação e reestruturação das vias e do equipamento urbano. Code of Practice for the Geometric Design of Trunk Roads. Khisty C. E. Entretanto. J. (2010).Projecto de de requalificação do trecho da estrada nacional 2 Km 10 a Km 11. Em termos de tráfego. mas por outro lado a questões endógenas. funcionarem de forma articulada. de modo que está efectivação do projecto seja igualmente uma oportunidade para estudo e resolução definitiva de constrangimentos estruturais de tráfego. se o proponente do projecto e as autoridades reguladoras e responsáveis pela rede viária a que o projecto está ligado. CONCLUSÃO O projecto Cidadela da Matola terá um impacto muito positivo de uma forma global na Cidade da Matola. Paisagens e Regiões Naturais de Moçambique. por forma a que surjam soluções construtivas e estruturantes. e as imposições que a suas efectivação vai colocar em termos de funcionamento de tráfego automóvel e pedonal. H.. PFC . London Dos Muchangos. M. prepared by Division of roads and transports and technology. K. In Anuário Económico de Moçambique. Maputo. melhorando as condições de circulação e comodidade. BIBLIOGRAFIA SATCC (1998). A. Instituto Superior de Transportes e Comunicações. CSIR. (1991). ligadas ao próprio projecto. Poder-se-á criar um impacto positivo adicional. é necessário ter em atenção que os desafios que se colocarão em termos de gestão de tráfego serão complexos e crescentes. MUHATE. 7. (1998). Lall B. devido por um lado a questões exógenas que estão ligados a natureza do tráfego e seu comportamento. Maputo CMCM (2009). Maputo Província.6.

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